Armas Não Letais

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Armas Não Letais

  1. 1. TONFA ARMA NÃO LETAL PARA PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PÚBLICA E PRIVADA 1 José R. R. Abrahão Ricardo Nakayama
  2. 2. Fotos: J.R.R. Abrahão Ilustrações Ricardo Nakayama e Gunther Arnold Retz 2
  3. 3. DEDICATÓRIA Esta obra é dedicada a todos os profissionais da segurança, pública e privada, que diariamente colocam suas vidas em risco para garantir a tranqüilidade da Sociedade. Os Autores. 3
  4. 4. Agradecimentos Desejamos agradecer a: Erick Tamberg por ter posado pacientemente para as fotos desta obra. Gunther Arnold Retz pelo excelente trabalho nas ilustrações feitas no capítulo Faça a sua Tonfa 4
  5. 5. SUMÁRIO Aviso.......................................................................................................... 06 Sobre os autores......................................................................................... 07 Prefácio dos Autores.................................................................................. 08 Introdução.................................................................................................. 09 Gradiente de Força..................................................................................... 10 Definições e Conceitos.............................................................................. 12 Zonas de Ataque........................................................................................ 16 Preparação Psíquica para o Confronto...................................................... 17 Situações de Risco.................................................................................... 19 Tipos de Tonfa.......................................................................................... 20 Porte e Saque da Tonfa............................................................................. 21 Empunhaduras........................................................................................... 23 Posições de Combate.................................................................................. 26 Trabalho de Pernas..................................................................................... 28 Defesas....................................................................................................... 30 Ataques...................................................................................................... 35 Movimentos Básicos................................................................................... 40 Técnicas de Imobilização........................................................................... 42 Aspectos Legais.......................................................................................... 55 5
  6. 6. Aviso Esse livro é destinado apenas para estudos acadêmicos. As técnicas, táticas e metodologias descritas neste volume são muito perigosas e não devem ser usadas ou praticadas sem extrema cautela. Os autores e editores não têm quaisquer responsabilidades, em que Esfera do Direito for, por ferimentos, danos ou prejuízos, sejam provocados por acidente ou intencionalmente, que possam ser atribuídos aos ensinamentos, técnicas ou idéias contidas nesta obra. Este livro não tem o objetivo de ser uma obra para autodidatas, sendo importante e indispensável à supervisão e orientação de um instrutor capacitado em nosso método. Ninguém está autorizado a se intitular instrutor apenas por ter lido ou estudado esse livro. 6
  7. 7. Sobre os Autores José Roberto Romeiro Abrahão (1962 - ). Advogado criminalista militante, jornalista, sindicalista e escritor, J.R.R.Abrahão tem inúmeros artigos publicados na imprensa nacional. Colecionador de armas de todo tipo, mas especialmente de facas, há mais de vinte anos, tem estudado sobre o assunto desde a adolescência. Praticou Judô e Karatê por muitos anos, embora seu esporte predileto seja o tiro esportivo, tendo inclusive sido Relações Públicas da Federação Paulista de Tiro ao Alvo entre 1979 e 1981. É “Master” de tiro com as quatro armas: pistola, espingarda, submetralhadora e fuzil, ministrando cursos ocasionalmente, em geral voltados a policiais e militares. Abrahão é, também, rádio-amador, detentor do indicativo PU2SCO. Diversas obras de sua autoria podem ser encontradas gratuitamente para download na Internet, no Site Supervirtual: www.supervirtual.com.br Ricardo Nakayama O mestre Ricardo Nakayama é o criador do sistema conhecido como Kombato de defesa pessoal, do sistema Sotai de defesa com facas e Diretor-Presidente da Associação Brasileira de Kombato. Iniciou aos cinco anos nas artes marciais, sob a supervisão de seu pai - Mestre de Karatê. Durante 30 anos aprendeu o método de combate e domínio de várias artes marciais e esportes de contato - Arnis de Mano, Kick Boxing, Hapkido, Karatê, Muay Thai, Jiu-Jitsu, Aikido, Judô e Kung Fu. Ministra aulas há 19 anos em academias e empresas de segurança. Pesquisa o combate com armas desde 1978, quando iniciou o treinamento com bastão longo, facão chinês e nunchaku, ministrando aulas regularmente de combate com facas, armas improvisadas e tonfa para diversos segmentos da segurança pública e privada. Aos 22 anos foi estudar artes marciais no Japão onde se graduou 2º dan de Karatê, passando a conhecer diversos sistemas de artes marciais internas e externas no Oriente. De volta ao Brasil, começou a estudar novas possibilidades e métodos de treinamento para aprimorar e desenvolver seu estilo de luta, com ênfase ao combate real. Graduou-se a seguir em matemática, deixou a profissão para o exercício da difusão e ensino da defesa pessoal, passando a se dedicar integralmente no desenvolvimento de técnicas para preservar a integridade física das pessoas. É especialista em defesa pessoal com grande reconhecimento sendo constantemente chamado para prestar consultoria aos mais destacados órgãos de imprensa da América Latina. Exerceu durante nove anos a coordenação técnica na área de defesa pessoal na maior empresa de segurança da América Latina onde ministrou aulas para mais de 30.000 alunos e formou a primeira turma de agentes de disciplina na primeira e bem sucedida penitenciaria privada do Brasil. Inovando e aperfeiçoando técnicas de combate armado e desarmado, elabora estudos e desenvolve cursos especiais para grupos de segurança de destacadas empresas do setor privado. Treinou as seguintes empresas no uso de tonfas: Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Humanitas (Penitenciaria Industrial de Guarapuava), Companhia Mineradora do Rio Paracatu, Graber, Banco Itaú, Pires Segurança (vigilantes), entre muitas outras empresas de pequeno porte. Atualmente é o instrutor de defesa pessoal da equipe de seguranças da Editora Abril e da disciplina de técnicas policiais no curso de guarda-parque do SENAC em São Paulo. Maiores informações podem ser acessadas através do site: http://www.sotai.com.br/ 7
  8. 8. Prefácio dos Autores Este trabalho é a síntese de anos de treinamento e pesquisa na utilização prática da tonfa como instrumento de defesa pessoal. Muitas das técnicas são apenas para referência, necessitando da supervisão de um instrutor habilitado para tirar o máximo potencial das mesmas. A obra é dividida em 2 partes: • I Volume com os fundamentos e técnicas básicas • II Volume com técnicas intermediárias e avançadas, inclusive com técnicas de Controle de Distúrbios Civis (C.D.C.). O treinamento não deve se restringir apenas ao lado físico, é necessário à atitude correta perante o adversário, sem a preparação psicológica para o combate, a técnica pode ser esquecida e sem nenhuma utilidade. A obra é direcionada para profissionais de segurança pública e privada que utilizam a tonfa para resguardar a sua integridade física, ao mesmo tempo evitando o uso excessivo da força, desta forma as técnicas de controle (chaves de braço) serão de importância vital para implementar esse conceito. Ricardo Nakayama, J.R.R. Abrahão 8
  9. 9. INTRODUÇÃO Foto 01 A tonfa é uma das muitas armas usadas no Kobujutsu, disciplina especializada no conhecimento, manejo e utilização de diversas armas. É interessante ressaltar que a técnica foi originalmente desenvolvida em Okinawa. Durante séculos foi proibido o uso de espadas, facas, lanças ou outras armas militares tradicionais. A população ficava indefesa frente a bandidos e os soldados opressores. A necessidade de autopreservação obrigou as camadas mais populares a desenvolver um sistema de defesa que utilizasse ferramentas agrícolas ou de pesca, como por exemplo: nunchaku (duplo bastão articulado), a kama (foice), bo (bastão longo), eiku (remo) e a tonfa (bastão com empunhadura). Outro ponto interessante é que Okinawa também foi o berço de um dos sistemas de defesa pessoal desarmada mais populares da história – o Karatê. Existem muitas denominações para a arma – toifa, tongkwa, tonfwa, hawakan, bastão pr-24, etc; a mais conhecida é tonfa. Sua utilização original é controversa, porém, existem referências que era utilizada para triturar grãos ou para ceifar o arroz. As técnicas eram muitas vezes sistematizadas e passadas através de movimentos encadeados, chamados Katas. As técnicas permaneceram desconhecidas e com poucas mudanças até 1971, quando Lon Anderson adaptou técnicas com tonfa para trabalho policial. A tonfa pode ser trabalhada individualmente ou em pares, porém, para o trabalho policial foram desenvolvidas técnicas apenas para uma tonfa. De qualquer forma hoje a tonfa é uma das mais utilizadas armas do kobujutsu. Várias unidades policiais, militares e corpos de segurança privada utilizam a tonfa em vários países. No Brasil podemos ver as tonfas em unidades da Polícia Militar, Companhia do Metropolitano, CPTM, etc. É importante ressaltar que a tonfa foi adotada por permitir o uso de técnicas de controle (com o treinamento adequado) que diminuem o risco de lesões mais graves nos agressores o que pode gerar uma condenação perante a opinião pública. Hoje existe uma preocupação para atender a uma evolução e preparação de um melhor profissional de segurança. Em muitas situações não é necessário o uso de armas de fogo para resolver um confronto, como iremos ver no capítulo destinado a estudo do gradiente de força. Os agentes de segurança podem e devem utilizar meios não letais que englobam uma gama muito grande de recursos. Armas auxiliares ou equipamentos auxiliares são importantíssimos como instrumentos não letais e podemos dividir em 4 grupos: Químicas – ex: gás lacrimogêneo; Contundentes – ex: asp; De subjugação – ex: algemas De controle – ex: redes O conceito de armas auxiliares foram sem dúvida concebidas no Japão assim também muitas artes marciais usadas por forças policiais e militares, porém, foi uma empresa americana - a Monadnock Corporation de New Hampshire que registrou a patente e denominou a tonfa como bastão PR-24 em 1974. 9
  10. 10. GRADIENTE DE FORÇA (USO DE ARMAS NÃO LETAIS) Pessoas que trabalham na área de segurança seja pública ou privada devem ter procedimentos que defina qual é a resposta para situações de agressão na proporção exata de acordo com a violência perpetrada. As forças de segurança devem usar um gradiente de força que mostra alternativas que seguem o preceito de uso proporcional da força, estando dessa forma amparados nos aspectos moral e legal.O uso excessivo, indevido ou arbitrário de força que causem danos físicos ou morais, não deve ser permitido pela sociedade civil e precisam ser fiscalizados pelos órgãos responsáveis pela manutenção da ordem e do estado de direito que preservem os direitos individuais. A atuação de equivocada de policiais ou seguranças mostra o despreparo e falta de treinamento que gera medo e revolta na população, descrédito das instituições e condenação pelos órgãos de imprensa. Quando falamos de profissionais de segurança pública ou privada devemos lembrar da Declaração Universal dos Direitos Humanos que em seu artigo terceiro diz: “Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Embora esse artigo defina a necessidade de proteger o cidadão, devemos lembrar que isso abrange sua dignidade. O profissional de segurança deve respeitar e fazer cumprir as leis e normas vigentes ao mesmo tempo evitar a responsabilidade civil ou penal que o uso indevido ou exagerado da força produz. É interessante ressaltar que isso não significa ter uma atitude passiva que paralise suas ações e ameace a sua integridade física ou moral. Nesse contexto é importantíssimo que o agente de segurança seja equipado com recursos que aumentem sua segurança, ao mesmo tempo tenha a capacitação necessária para sua utilização de maneira efetiva e finalmente tenha treinamento e domínio de procedimentos e técnicas para sua defesa pessoal. Exemplificando a questão podemos citar um segurança que tem apenas um cassetete em seu cinturão, não tendo sido treinado em técnicas de defesa pessoal, irá utiliza-lo para desferir golpes contundentes ao invés de tentar aplicar uma chave de braço para controlar o agressor. Situações em que policiais utilizam a tonfa apenas como um cassetete é mais comum do que poderíamos imaginar, exatamente pela falta de treinamento que é primordial para se confiar na ferramenta e saber com tirar o máximo de seu potencial. O maior perigo é exatamente tirar a ferramenta do que dar uma boa capacitação, por esta ser muito onerosa. A força utilizada deve ser baseada na situação que o agente de segurança enfrenta e deve ser imediata. A força utilizada tardiamente caracteriza punição do individuo que não cabe ao agente de segurança julgar, proferir e executar a sentença. O objetivo de utilizar a força é neutralizar o individuo em sua ação que caracterize desrespeito as leis, ou que possam causar mal de acordo com a sociedade que esse indivíduo convive. É importante definir que o agressor é quem comete a ação e o agente de segurança apenas reage, gerando uma resposta defensiva.O nível de ameaça que o agressor representa é proporcional à força que será utilizada para conte-lo. A avaliação da situação deve ser a somatória de vários fatores relacionados ao agente de segurança ou ao agressor como, por exemplo, a idade, sexo, tamanho, porte, preparo físico, nível de habilidade, relação numérica entre agentes de segurança e agressores, etc., bem como circunstancias especiais, como a proximidade do oponente a uma arma de impacto ou de fogo, o conhecimento de informações relevantes sobre a periculosidade do oponente, o fato do agente de segurança estar ferido ou exausto ou em posição vulnerável, etc. Um agente de segurança sozinho pode utilizar um nível de força maior contra vários oponentes, mas se oponente for muito mais fraco e representa um risco menor, é recomendado não escalar no uso da força.A percepção da totalidade da situação que proporciona a escolha e dosagem do nível de força que será utilizado para conter o agressor. 10
  11. 11. Nível de AmeaçaNíveis de Gradiente de Força Presença Posicionamento Postura Ameaça verbal Ordem Aviso Chave de braço Ponto de pressão Força letal Armas Resistência Armas não letais Golpes contundentes Agressão física Mais Força Meios não letais Reativo Controle Negociação Preventivo Menos Força O policial militar, uniformizado é um fator inibidor, onde apenas sua presença pode evitar que uma ação criminosa seja consumada. Desta forma um bom policiamento de determinada região tende a diminuir seus índices de criminalidade. Em casos onde o agressor está nervoso é recomendado negociar tentando diminuir a tensão, como por exemplo, se a situação envolve reféns um bom negociador pode fazer o marginal se entregar preservando tanto a vida do próprio marginal quanto dos reféns. Uma situação com um familiar nervoso ou um agente de segurança em público, devemos optar por técnicas que não causem constrangimento ao mesmo tempo em que preservam a integridade física do agressor. Nesses casos é altamente recomendado o uso de chaves de braço, por exemplo. Em alguns casos por não termos o treinamento necessário para aplicar uma técnica de controle para restringir os movimentos ou conduzir a pessoa, o uso de armas não letais, intimida o agressor e inibe a escalada da violência. Será mais difícil avançar contra um policial que exibe sua tonfa ou que usa um gás de pimenta, a pessoa não continuará sua agressão sem enxergar. Em situações onde há mais de um agressor e estamos sozinhos, não é recomendado tentar aplicar uma técnica de controle. Enquanto imobilizamos um, o outro elemento pode atacar, desta forma, ao invés de controlar, um golpe contundente (soco, chute, cotovelada, etc.), não expõe tanto o segurança possibilitando eliminar a ameaça rapidamente se tiver o treinamento necessário. A última opção é o uso de armas letais, apenas em situações de legítima defesa, especificadas na lei, justificam seu uso. É importante o bom senso e a responsabilidade, além é claro do treinamento adequado. É importante ressaltar que podemos pular etapas no gradiente de força, se uma pessoa estava apenas agredindo verbalmente o agente de segurança e tentávamos negociar, se este escala na violência e tira um revólver repentinamente, podemos fazer uso de meios letais para nos defender. O momento é que decide qual é a melhor resposta. Existem sub-níveis em cada nível de gradiente de força, por exemplo, imagine onde um agente de segurança tenta retirar uma pessoa de um local, sorrimos e pedimos educadamente, se ele não concorda, aumentamos o tom e solicitamos com maior ênfase, se ele nos ofende, usamos um comando autoritário e assim por diante e estávamos apenas no nível da negociação. Os níveis de gradiente de força devem ser constantemente treinados para que em uma situação de risco decidirmos imediatamente nossas respostas de maneira correta, diferenciando o bom do mal profissional. 11
  12. 12. DEFINIÇÕES E CONCEITOS 1 – Nomenclatura: Base do cabo Empunhadura Cabeça do Martelo Cabo ou corpo secundário Bastão ou cassetete Corpo Principal Ponta Foto 02 2 - Definições: • Mão forte: a mão que segura a tonfa. • Mão reacionária: a mão oposta à mão forte que serve para defender, segurar ou contra-atacar o oponente. • Lado forte: todos os movimentos que acontecem do mesmo lado da mão forte. • Lado reacionário: mesmo lado da mão reacionária. • Empunhadura: a maneira que é segurada a tonfa com algumas variações dependendo da técnica a ser aplicada. • Bloqueios: movimentos para parar ataques do adversário. • Esquivas: movimentos de corpo para sair da linha de ataque do adversário. • Ataques: movimentos para imobilizar o adversário. • Agente de Segurança: profissional de segurança seja pública ou privada. • Margem de segurança: é a distância que a tonfa nos proporciona do adversário. 3 - Conceitos Força: No conceito de gradiente de força foi explicado que a utilização da tonfa pressupõe que já ouve uma agressão física ao agente de segurança. Na situação específica devemos sempre utilizar 100% de 12
  13. 13. força nos movimentos, tanto defensivos quanto ofensivos com a tonfa, apenas escolhendo as técnicas que melhorem se adaptem para conter o agressor. Posicionamento: na abordagem de um elemento suspeito é interessante adequar o posicionamento do (s) agente (s) de segurança (s) para diminuir o risco de ser atacado (s) de surpresa. É importante evitar se aproximar pela frente (ponto 0), procurando uma aproximação pelos flancos (1 pulso, 2 cotovelo ou 3 ombro) ou pelas costas (4) do suspeito. 0 3 3 2 2 1 1 Algumas definições importantes no posicionamento: 4 Fig 01 a) Relógio: Durante uma abordagem é importante definir onde está o risco. Usamos a posição dos ponteiros do relógio para essa definição, como, por exemplo, se o suspeito está à frente, se diz: suspeito 12 horas (fig 02), a qualquer momento que o se escale a violência é importante alertar a equipe - “arma de fogo 6 horas (fig 03), agora um dos elementos da equipe alerta que viu uma arma nas costas dos agentes de segurança”. 12 12 39 39 6 6 Fig 02 b) Distâncias de Abordagem: A distância ideal para uma abordagem depende de vários fatores, se o suspeito estiver desarmado é interessante começar a negociação a uma distância mínima de 3 metros para avaliação da situação e Fig 03 13
  14. 14. manter a capacidade de reação. Quando o adversário possuir uma faca o ideal é manter uma distância mínima de 7 metros. Lutador Armado com Faca Lutador Desarmado 7m 3m Fig 05 Fig 04 c) Abordagem: O ideal em uma abordagem é que para cada abordado tenhamos três agentes de segurança, porém, a realidade demonstra que nem sempre isso é conseguido. De qualquer forma, no trabalho com mais de um agente de segurança é importante que sejam definidas as atribuições de cada elemento da equipe. Observem no exemplo abaixo que os agentes de segurança se dividiram para dificultar a reação do suspeito, um profissional permaneceu dando cobertura para a abordagem, enquanto o outro usou a tonfa para se aproximar. Não foi necessária a escalar a força pela rendição do suspeito. (fig 06). Fig 06 14
  15. 15. A falta de um trabalho de equipe, o de um procedimento correto de abordagem, aumenta as chances de reação do suspeito ao mesmo tempo o risco para o profissional de segurança. É comum se entrar na linha de tiro, podendo nessa hora se houver uma reação do suspeito levar um tiro do próprio companheiro (fig 07). Fig 07 d) Múltiplos Atacantes: Podemos classificar o posicionamento dos ataques de acordo com a formação que assumem para atacar o agente de segurança. Na fig 08 observamos um ataque em linha vertical o que favorece a defesa por temos que enfrentar apenas um adversário por vez. Na fig 09 observamos um ataque em linha horizontal o que dificulta a defesa por termos que dividir a atenção em uma área maior. Na fig 10 o ataque acontece com um cerco do agente de segurança, esse é o mais difícil de ser defendido. Na fig 11 o ataque não tem um padrão definido, mostra falta de coordenação que pode ser explorada para potencializar a defesa do agente de segurança. Tipos de Posicionamento envolvendo múltiplos atacantes: Fig 11Fig 10 Fig 09Fig 08 Cerco Disperso Linha HorizontalLinha Vertical 15
  16. 16. ZONAS DE ATAQUE Podemos dividir o corpo do oponente em três zonas distintas de acordo com a possibilidade de ocasionar lesões de maior ou menor gravidade. Olhos, têmpora, traquéia, Frontal do crânio. Braços Pernas Posterior do crânio Nuca Tronco Coluna Rins Fig 11 Zona Vermelha: Os danos ocasionados por golpes desferidos nessa zona são de alto risco, devendo o agente de segurança evitar ou somente usar em situações de legítima defesa. As conseqüências podem ser perda da consciência, lesões graves, choque ou morte. Zona Amarela: Os danos ocasionados são de gravidade média a alta gravidade. As conseqüências podem ser hemorragias ou lesões em órgãos da região do tronco. Zona Verde: Essa é a região ideal para desferir golpes visando imobilizar sem ocasionar danos que possam levar a morte do agressor. 16
  17. 17. PREPARAÇÃO PSÍQUICA PARA O CONFRONTO Preparando-se para o Combate Real Imagine-se frente a frente com um indivíduo armado com uma faca e única intenção é tirar sua vida. Imagine o brilho da lâmina percorrendo rapidamente o espaço que o separa deste oponente. Muitos de nós apresentamos uma reação natural medo quando somos ameaçados. Neste contexto o controle da dor é essencial, assim como a frieza para lidar com sangue e ferimentos, tanto próprios como do adversário (pois ao contrário do que ocorre nos filmes, um oponente ferido não desfalece com um único golpe, isso é uma exceção). É preciso estar preparado psiquicamente, pois as cenas e os sons em um contexto de luta real diferem muito daqueles presenciados nos treinos. Além disto, quantos de nós está de fato preparado para receber um corte ou tiro? Pense: será que sua técnica se manteria se você estivesse com dor ou sangramento? Nos treinos, quando recebemos um golpe fatal ou quando estamos acuados ou se nos ferimos, damos uma pausa e depois continuamos. Este é um hábito que pode criar condicionamentos desfavoráveis, fatais num combate real (no qual, mesmo com grande desvantagem ou feridos, não podemos simplesmente “jogar a toalha”). O comedimento e o respeito frente ao nosso colega de treinamento também podem limitar nosso condicionamento, pois molda nossa atitude. Numa luta real podemos desviar a atenção do adversário com atitudes, gestos ou palavras por tempo necessário para que se desfira um golpe fatal. Deve-se lembrar que para sobreviver não há regras. O domínio do emocional do oponente pode estar em nossas palavras, assim como sua forma de lutar (com mais ou menos precaução). Intimidá-lo, induzi-lo a erros, enganá-lo pode ser uma forma de vencê-lo. Treinar em contextos próximos dos reais é o ideal, obviamente tomando-se as devidas precauções para que acidentes mais graves não ocorram. Algo que se pode ver em filmes e que na vida real pode ser bastante amedrontador é o adversário mostrando, através de automutilação, que está pronto para morrer no combate, sendo a dor algo secundário. Lembre-se, não subestime um indivíduo que está acuado, desesperado ou não tem nada a perder. Mesmo um indivíduo drogado, em fuga, ou defendendo algo que lhe é muito importante pode realizar verdadeiras façanhas e nos surpreender mesmo gravemente ferido. Antes de sair atacando estude a atitude, a segurança e a habilidade de seu adversário. Se você perceber que suas chances de vencê-lo são mínimas, fuja. Lembre-se dos ditos de Sun Tsu: “Se você não conhece a si mesmo e nem a seu inimigo, perderá todas as batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não conhece seu inimigo perderá metade de suas batalhas. Se você conhece o inimigo e a si mesmo não precisa temer o resultado de cem batalhas”. Da mesma forma que você pode induzir seu adversário a respostas emocionais através de provocações, atitudes ou gestos, ele também pode fazê-lo com você. Controle emocional é essencial para quem está 17
  18. 18. lidando com a vida de pelo menos duas pessoas. Deve-se saber quando é prudente atacar e quando é sábio fugir. Além disto, o orgulho e o afã da luta não podem cegá-lo a ponto de induzir que você pratique um excesso do qual se arrependa amargamente depois. Técnicas com a tonfa não são para vingança, é para defesa de sua própria vida e de terceiros. O corpo do agente de segurança responde ao medo, provocando alterações fisiológicas automáticas que devem ser compreendidas e trabalhadas para potencializar a capacidade de reação e as chances de sobrevivência no confronto. O perigo induz a uma reação de alarme no corpo, ocasionando um stress agudo que aumenta a pressão arterial, acelera os batimentos cardíacos, altera o ritmo respiratório (ofegância), dilata as pupilas (permite enxergar melhor o alvo), seca a boca, constringe os capilares (diminuindo o risco de hemorragias se sofrer uma lesão superficial), apressa a formação da glicose provocando aumentando a taxa de glicose no sangue (as células no confronte exigiram mais energia), os músculos se tencionam e prepara o corpo para o combate ou fuga. As pessoas respondem de maneiras diferentes a situações de risco, alguns podem ficar paralisados esquecendo a técnica, outros agem impulsivamente desconsiderando os riscos e finalmente a pessoa preparada mantém o domínio e faz o que é necessário. O indivíduo sujeito a situações freqüentes de risco, como profissionais de segurança, acarreta descompensações e desgastes exagerados que originam disfunções relacionadas ao estresse: doenças cardíacas, hipertensão, disfunções imunológicas, enxaqueca, insônia e disfunção sexual. Controle Emocional A surpresa pode causar um choque no indivíduo que causa confusão mental. O indivíduo deve analisar, avaliar, identificar e decidir sua linha de ação. É possível diminuir um pouco os efeitos negativos do stress através da respiração, lenta e compassada, baixando a freqüência cardíaca. Esse dado é importante, pois o aumento dos ritmos de batimentos cardíacos tem relação direta com as habilidades motoras do indivíduo. Há três faixas principais de batimentos cardíacos nas quais determinadas faixas motoras são possíveis. A pessoa relaxada, entre 60 a 90 b.p.m., consegue executar habilidades delicadas, as chamadas habilidades motoras finas, que exigem concentração e precisão de movimentos. Na faixa entre 115 a 145 b.p.m., as habilidades finas começam a deteriorar. O nível de concentração baixa e de consciência aumenta, o corpo está preparado e alerta, os músculos irrigados e prontos. Passamos a ter maior controle sobre conjuntos maiores de músculos. As habilidades de sobrevivência têm nessa faixa suas melhores chances em um confronto físico direto. Imagine após um susto, uma pessoa não conseguira colocar uma linha em uma agulha, suas mãos estarão tremendo e os dedos não responderão a seus comandos, porém, mas conseguimos utilizar uma tonfa. As estatísticas de acerto em situações com armas de fogo diminuirão drasticamente em comparação a situações controladas, como em um estande de tiro. Com o aumento da descarga adrenérgetica e do ritmo cardíaco, começa a haver a deterioração do processo cognitivo, a exclusão auditiva e a dilatação da pupila, o que elimina a visão periférica e a sensação de profundidade, de terceira dimensão, levando a chamada visão de túnel. Isto ocorre a partir de 175 b.p.m. podendo o coração chegar próximo do colapso. Desse fato, concluí-se que, por mais que sejamos hábeis no manuseio de uma determinada técnica, em um confronto é importante o treinamento intensivo, as repetições dos movimentos que levem a adquirir memória muscular (o músculo responde mais rápido aos estímulos), o treinamento mental para tomar as decisões corretas mesmo durante o confronto, o treinamento em situações próximas ao real adquirindo conhecimento e perícia. 18
  19. 19. SITUAÇÕES DE RISCO: Profissionais de segurança pública e privada encontram enormes dificuldades para executar suas funções. Existe a falta de investimento, o que acarreta falta de recursos, melhor aparelhamento das forças de segurança e principalmente falta de treinamento adequado – físico, técnico e psicológico. Outros pontos são as condições adversas impostas pela sociedade como uma melhor distribuição de renda que eleva o índice de criminalidade, perda de valores morais e banalização da violência. Existem diversas situações que podem evidenciar a necessidade do uso da tonfa, para cada grau de risco ou ameaça existe um nível de resposta correspondente, sempre respeitando o gradiente de força para evitar o uso desnecessário da força, iremos abaixo descrever algumas delas: a) Cidadão comum, em surto de raiva: Reações explosivas originadas por situações de stress são comuns, principalmente em grandes centros urbanos. Normalmente o motivo inicial é sempre banal. O uso da tonfa se justifica se a pessoa usar um objeto (pedaço de pau, faca, correntes, etc.) que apresente risco para o agente de segurança. É importante evitar golpes traumatizantes dando ênfase em técnicas de controle (chaves de braço ou imobilizações). b) Marginais: O marginal analisa duas coisas na hora de consumar uma ação criminosa – o risco que ele irá ter e o benefício que ganhará se perpetrar seu delito. O uso da tonfa se justifica quando o marginal resiste a prisão, ou ameaça a vida do agente de segurança com qualquer objeto que não seja uma arma de fogo. A resposta agora pode ser mais contundente, podendo aplicar golpes traumatizantes. O marginal não quer ser preso e a resistência implica uma motivação para tirar a vida do agente de segurança. Existem três elementos básicos para a pessoa cometer um crime: b.1 Oportunidade: Já ouviu dizer que a oportunidade faz o ladrão, ou imagine em uma situação onde há um saque em uma loja, todos estão levando alguma coisa, será que você não faria o mesmo? Não precisa responder é só um exemplo de oportunidade. b.2 Intenção: Todo marginal quando escolhe sua vítima quer alguma coisa, furtar, roubar, matar, cometer uma violência sexual, etc. É importantíssimo saber a intenção para saber o nível de ameaça e qual é a melhor linha de ação a seguir. b.3 Habilidade: O marginal é covarde e quer ter superioridade sobre sua vítima, é comum escolher uma pessoa por estar distraída ou aparentar fragilidade. A habilidade não envolve apenas saber ou não usar uma arma, mas principalmente saber escolher sua vítima. c) Pessoa com problemas psicológicos em surto psicótico: Nessas situações o agente de segurança deve ter extrema cautela, a pessoa pode aparentar passividade e subitamente começar a agressão com extrema violência. O nível de força física e de sensibilidade à dor pode estar alterado o que dificulta técnicas de imobilização. O uso da tonfa da uma margem de segurança e aumenta a capacidade de imobilizar o indivíduo. 19
  20. 20. TIPOS DE TONFA: Existem várias tipos de tonfas que podem ser utilizadas para defesa pessoal, conforme o seu desenho, uso, material ou porte. Tradicionalmente as tonfas eram feitas de madeira, porém, encontramos hoje tonfas em policarbonato, fibra ou plástico. Fig 12 – Patente da Tonfa requerida pela empresa Monadnock Outros tipos de tonfa: Foto 05 - Tonfa nunchakuFoto 04 - Tonfa expansívelFoto 03 - Tonfa de madeira Foto 06- Tonfa rígida 20
  21. 21. PORTE E SAQUE DA TONFA Porte Existem hoje no mercado vários tipos de acessórios para o porte da tonfa. Esse instrumento voltado para forças de segurança não necessita estar dissimulado, sendo até recomendado sua exibição para desestimular qualquer ato de violência. O policiamento preventivo e ostensivo, como mostrado no capítulo sobre o gradiente de força mostra que a presença do agente de segurança pode e deve ser um fator inibidor da criminalidade. O uso de uma tonfa expansível serve apenas para dar maior conforto ao agente policial e não necessariamente para dissimular a arma, já que em sua atividade, normalmente se encontra fardado. Tipos de acessórios para porte: Porta-tonfas para serem usadas na linha da cintura, normalmente do lado reacionário: Fig 13 Foto 07 Foto 08 Foto 09 Porte subaxilar: Esse tipo de porte seria para agentes de segurança que precisam agir com discrição e não podem causar constrangimento a seus clientes, embora também possa ser usado por cidadãos comuns que prefiram não utilizar armas de fogo. Foto 10 21
  22. 22. Saque Fig 14 Esse é chamado saque cruzado (fig 14). Observe que a tonfa fica posicionada no lado reacionário, ou seja, a mão forte fica livre, principalmente para o uso da arma de fogo. Se a situação não exige o uso de força letal, usamos a mão forte (que temos maior força e habilidade motora) para efetuar o saque. Esse saque pode ser feito de duas formas, com e sem giro de pulso. O giro de pulso serve para afastar ou atacar um agressor que tente avançar contra o agente de segurança. Existem diversos níveis de linguagem, verbal e não verbal que podem potencializar a intenção de parar o agressor. Podemos simultaneamente ao saque da tonfa fazer um comando com a mão reacionária de “pare” (sinal não verbal) junto com um comando vocal de “pare” (sinal verbal). Detalhe das costas Fig 15 Esse é chamado saque dissimulado (fig 15). Esse tipo de saque é para uma situação onde o agente de segurança percebe que o suspeito pode tentar uma agressão e preventivamente, faz o saque da tonfa. A tonfa passa pelas costas evitando que o suspeito perceba o saque, desta forma não aumentando a agressividade. 22
  23. 23. EMPUNHADURAS Havendo uma escalada da violência, o agente de segurança pode sacar a tonfa como forma de intimidação do suspeito, a atitude embora possa parecer violenta, pode muitas vezes evitar o confronto. A empunhadura no caso da tonfa assume uma grande importância. Uma boa empunhadura mostra a efetividade, os tipos de ângulos de ataque principais que serão empregados, os tipos de técnicas de chaves de braço, condução ou imobilização e a força colocada no golpe. O grande segredo das nossas técnicas consiste em primeiro lugar em saber qual empunhadura será usada para aplicar o golpe desejado. A tonfa é uma arma muito mais versátil que o cassetete, desta forma foi adotada por inúmeras forças policiais e de segurança ao redor do mundo. A arma concede maior margem de segurança (fig 16), observe que o agente de segurança fica fora do raio de ação da faca, a tonfa permite isso por seu maior tamanho, ao mesmo tempo em que a empunhadura permite que o instrumento seja facilmente transformado em uma extensão do braço do agente de segurança (foto 11) o que permite maior número de técnicas defensivas e ofensivas. Margem de Segurança Foto 11 Fig 16 Guarda Curta: Foto 12 23
  24. 24. Característica – A tonfa fica na posição horizontal, os dedos envolvem a empunhadura da tonfa, o cabo fica voltado para frente e o corpo principal se encaixa no antebraço do agente de segurança. A empunhadura permite golpes contundentes com a base do cabo, ataques em corte, ataques e defesas com giro de pulso e várias chaves de braço. Guarda Longa: Foto 13 Característica – A tonfa fica na posição horizontal, os dedos envolvem a empunhadura da tonfa, o corpo principal fica voltado para frente e o cabo se encaixa no antebraço do agente de segurança. A empunhadura permite golpes contundentes com a ponta, ataques em corte, ataques e defesas com giro de pulso e várias chaves de braço. Martelo: Foto 15 Foto 14 24
  25. 25. Característica – A tonfa pode ficar na posição horizontal ou vertical, os dedos envolvem a o corpo principal a aproximadamente cinco cm da ponta, a empunhadura assume o desenho de um martelo. A empunhadura permite golpes contundentes com a cabeça do martelo ou executar chaves de braço. Gancho: Foto 14 Característica – A tonfa fica na posição horizontal, os dedos envolvem a o corpo principal a aproximadamente cinco cm da ponta, a empunhadura assume o desenho de um gancho. A empunhadura permite conduções, chaves de braço e golpes de projeção do adversário. Cassetete: Foto 14 Característica – A tonfa fica na posição horizontal ou vertical, os dedos envolvem a o corpo principal mão segura pelo cabo, exatamente como seguraríamos um cassetete. A empunhadura permite ataques, defesas, chaves de braço e golpes de projeção do adversário. 25
  26. 26. POSIÇÕES DE COMBATE Existem várias posições de combate que podem ser utilizadas, conforme a técnica a ser utilizada ou a situação e o grau do risco. Conforme a posição o agente de segurança pode ter maior ou menor mobilidade, estabilidade, vulnerabilidade ou efetividade. Posição Básica Centro de Gravidade Fig 17 Foto 15 Característica – Base forma uma pirâmide, onde o centro de gravidade está no centro da pirâmide. O lado reacionário está à frente, desta forma evitamos uma postura ofensiva que seria caracterizada com a tonfa na frente do corpo, a mão reacionária pode controlar a distância do adversário, a coluna fica ereta e os pés estão afastados na largura dos ombros. Uma base mais fechada (fig 18) diminui a estabilidade, enquanto uma base mais aberta (fig 19) aumenta, porém, perde-se em mobilidade e velocidade para avançar e recuar. Fig 19Fig 18 26
  27. 27. Posição de Negociação Característica – Essa posição se caracteriza pelas mãos abertas para o agente de segurança negociar com o suspeito (fig 18). É importante os braços estarem levantados e manter uma distância de segurança de pelo menos 3 metros (fig 19). Outro agente pode enquanto o primeiro negocia, rodear o suspeito para dar cobertura ao companheiro. 3 m Fig 18 Posição de Descanso Posição de Ataque Fig 19 Foto 16 Foto 17 Característica – O lado forte está à frente, caracterizando uma postura ofensiva com a tonfa à frente do corpo, os pés estão afastados na largura dos ombros, a mão reacionária fica em prontidão para contra- atacar, empurrar ou controlar o adversário (Foto 17). Característica – O peso fica dividido em ambas as pernas, afastadas na largura do ombro, joelhos estendidos, coluna ereta, a mão forte segura o cabo e o corpo principal descansa no braço reacionário (Foto 16). 27
  28. 28. TRABALHO DE PERNAS A defesa pessoal contra uma pessoa hostil deve ser dinâmica, o dialogo pode ser rapidamente substituído por uma postura defensiva. O trabalho principalmente de pernas evidencia um bom lutador, pois demonstra sua mobilidade, capacidade de ataque e defesa, além encerrar o combate no menor tempo possível com o mínimo de prejuízo. Cada tipo de situação pode exigir um deslocamento específico. Meio Avanço Característica – O agente de segurança deixa o peso da perna da frente deslizar em um movimento rápido de avanço, visando diminuir a distância entre este e o oponente, logo após trazendo a perna de trás voltando a posição de combate inicial. É a movimentação prioritária em nosso curso. Exemplo de situação: Fig 20 • Um agente de segurança tenta dialogo com um suspeito que está em local de acesso restrito; • O suspeito saca uma faca e ofende o agente, se caracterizando com um marginal perigoso; • O agente executa um meio avanço para ter alcançar a distância necessária para efetuar um desarme no marginal; • Com um movimento de giro de pulso atinge o braço do marginal que está segurando a faca com a tonfa; • O marginal se rende. Meio Recuo Característica – O agente de segurança recua primeiramente a perna de trás em um movimento rápido e amplo, em seguida puxa a perna da frente voltando à posição inicial. O objetivo é efetuar uma retirada defensiva, ganhando espaço para efetuar para avaliar a situação, se defender de um golpe ou para ganhar distância para efetuar um contra-ataque. Exemplo de situação: 28
  29. 29. Fig 21 • Um agente de segurança tenta dialogo com um suspeito que está em local de acesso restrito; • O suspeito saca uma faca e ataca o agente, se caracterizando com um marginal perigoso; • O agente executa um meio recuo para escapar do golpe; • O agente consegue se distanciar e avalia qual é a melhor resposta para situação. Triangulação Característica – O agente de segurança avança perna da frente em um movimento rápido e amplo a 45º em relação ao marginal, em seguida puxa a perna de trás voltando à posição básica. O combate de forma linear permite uma continuidade de ataques do oponente, na triangulação conseguimos surpreender o adversário com um contra ataque em suas costas ou quebrar com mais facilidade sua seqüência de ataque. Fig 22 • Um agente de segurança é atacado pelo marginal; • O agente de segurança executa a triangulação, defendendo e desarmando o marginal; • O agente domina o marginal com uma chave de braço executada com a tonfa. 29
  30. 30. DEFESAS Um agente de segurança tem na tonfa uma ferramenta muito importante para preservar sua integridade física. O conceito de defesa expressa a capacidade de evitar os golpes do adversário. A defesa também é potencializada pela tonfa, seu peso e dureza fazem que a própria defesa lesione o atacante. Existem oito defesas básicas com a tonfa. O princípio básico é criar círculos de proteção que impeçam qualquer ataque, e a soma dos círculos de proteção fazem que o agente de segurança adquira as habilidades necessárias para alcançar esse objetivo. Esse círculo de proteção pode ser dividido em duas partes: O primeiro se refere a sua integridade física – onde através de movimentos de esquiva com o corpo ou em deslocamentos para sair da linha de ataque do adversário, mostrados no capítulo anterior, ou através de bloqueios que são fáceis de serem aprendidos e aplicados em uma situação real. O segundo se refere à parte psicológica, ou seja, sua consciência defensiva e de sobrevivência. Esse círculo é muitas vezes desprezado por estilos tradicionais de artes marciais que não treinam a pessoa a ter controle emocional em um combate real. Defesas com Empunhadura Natural O próprio nome acaba revelando a característica mais importante dessa forma de executar a defesa com a tonfa. Observe que a tonfa se transforma em uma extensão do braço do agente de segurança, por isso o nome de defesa em empunhadura natural. O círculo de proteção atinge todos os lados possíveis de ataque pelo marginal. A partir da posição de ataque (foto 18) iremos iniciar uma seqüência de movimentos defensivos: Foto 18 Foto 19 Foto 20 Foto 21 Foto 22 1) Defesa alta (fotos 19 e 23) – a mão forte executa um movimento ascendente enquanto a mão reacionária ajuda na capacidade de parar o golpe auxiliando a defesa, porém, é importante não envolver a tonfa com os dedos e sim aparar colocando a palma da mão como apoio e os dedos permanecerem entendidos, isso evita uma lesão caso o golpe atinja essa região. Evite colocar a cabeça do martelo sobre a 30
  31. 31. cabeça para evitar que um golpe desferido com muita força o atinja. Cuidado para não expor o braço em sua defesa, use a parte dura da tonfa para executar o movimento defensivo. Foto 23 2) Defesa baixa (fotos 20 e 24) – a mão forte executa um movimento descendente enquanto a mão reacionária ajuda a parar o golpe, valendo a mesma regra de deixar os dedos estendidos. Dobrar os joelhos pode diminuir a área de alvo, ao mesmo tempo em que auxilia na defesa de golpes desferidos baixo da linha da cintura. Foto 24 31
  32. 32. 3) Defesa lateral para fora (fotos 21 e 25) – a mão forte executa um movimento lateral para fora em relação ao corpo do agente de segurança. É importante lembrar que todos os movimentos devem ser executados com 100% de força. Foto 25 4) Defesa lateral para dentro (fotos 22 e 26) – a mão forte executa um movimento lateral para dentro em relação ao corpo do agente de segurança. A tonfa deve fazer um movimento o mais próximo possível da vertical, aumentando a área defendida. Foto 26 32
  33. 33. Defesas com Empunhadura Dupla Empunhadura A tonfa pode ser portada com as duas mãos (foto 27), de forma igual à de um cassetete ou ASP. Podemos executar quatro formas de defesa seguindo o mesmo principio de criar um círculo de proteção em volta de nosso corpo. Essas defesas estão mais bem explicadas no livro sobre bastão retrátil. Foto 27 Foto 28 Foto 29 Foto 30 Foto 31 Exemplos: Defesa Alta Defesa Baixa Foto 32 Foto 33 33
  34. 34. Defesa para Dentro Defesa para Fora Foto 34 Foto 35 Alguns princípios importantes a serem considerados em relação à técnica: Princípio da Repetição: É necessário repetir tantas vezes quanto forem necessárias para incorporar a técnica, fazendo que o tempo entre você pensar e agir seja cada vez menor. O movimento deve ser o mais natural possível, a reação deve ser imediata. Quando falamos em defesa isso pode significar salvar a própria vida. Princípio da Dor: A dor é o domínio sobre o seu adversário, quanto maior a dor, maior será o domínio. Podemos utilizar a dor para fazer o adversário ficar paralisado, destruir sua integridade física ou para distraí-lo. A própria defesa acaba por desarmar ou lesionar o marginal que ficará impossibilitado de um novo ataque. Princípio da Adaptação: Não é o adversário que se adapta a técnica, mas a técnica se molda ao adversário. Conhecer os detalhes que fazem a técnica ser efetiva é fundamental, poder adaptá-la ao adversário é fazem a diferença. Fig 23 O círculo de proteção mental só é limitado pelo próprio agente que pode cair na rotina e se tornar um alvo mais fácil para o marginal. O Círculo de proteção físico é limitado por nossos braços, pernas ou armas que tenhamos a disposição. 34
  35. 35. ATAQUES O grande problema do profissional de segurança é que ele não pode atacar primeiro, o que em um combate é um conceito muito importante. Defesas são movimentos que exigem treinamento e velocidade para serem efetivas enquanto um bom golpe pode imobilizar o agressor diminuindo suas chances de lesionar o agente de segurança. Vamos tratar o conceito de ataques como técnicas utilizadas após a agressão do marginal o que caracteriza uma situação de legítima defesa e numa definição mais correta que estamos na verdade executando um contra-ataque. Quem ataca quer continuar atacando até acabar com seu adversário, o contra-ataque serve exatamente para quebrar essa seqüência possibilitando salvar a vida do profissional de segurança. Os ataques têm muitas variações, mas os básicos que iremos demonstrar são esses: Estocadas – Para frente (Jab) e para trás (back) A partir da posição de guarda curta baixa (foto 35), desferimos um jab, que é uma estocada (foto 36), um golpe direto em direção ao alvo escolhido. A característica da tonfa aconselha a não desferir o golpe na zona vermelha (de maior risco de causar lesões), mas podemos utiliza-lo em contra contra-ataques, desviar a atenção ou para a retenção da arma. A estocada para trás (foto 37) visa atingir um adversário em nossas costas, o movimento pode ser potencializado com auxilio da mão reacionária. Foto 35 Foto 36 Foto 37 Cortes “Chop” (machado) – Para Dentro ou para Fora Foto 39 A partir da posição de guarda curta baixa (foto 35), desferimos um movimento circular de fora para dentro, em relação ao corpo do agente de segurança (foto 39). O movimento pode ser executado também para fora (foto 40). Foto 40 Foto 38 35
  36. 36. Cortes “Chop” (machado) – Para Baixo A partir da posição de guarda curta alta (foto 41), desferimos um golpe descendente, observe que nos golpes de corte, como o próprio nome diz, deve ser executado da mesma forma que um machado cortaria o ar. Foto 41 Foto 42 Cortes - Invertido A partir da posição de guarda curta alta (foto 43), desferimos um golpe descendente, a diferença em relação ao golpe anterior é o movimento circular com a inversão do antebraço. Foto 43 Foto 44 Martelo Esse golpe é auto-explicativo, usamos a tonfa como um martelo, as conseqüências podem ser gravíssimas, dependendo da zona atingida. Foto 45 36
  37. 37. Ataques Com Dupla Empunhadura Corte lateral – Cabo A partir da posição de guarda baixa com dupla empunhadura (foto 46), desferimos um golpe circular (foto 47) em direção ao alvo escolhido, procurando acertar o oponente com o cabo da arma (foto 48). O golpe deve ser rápido e um giro de quadril potencializa a força aplicada. Foto 48 Foto 46 Foto 47 Corte lateral – Ponta A partir da posição de guarda baixa com dupla empunhadura (foto 49), desferimos um golpe circular (foto 50) em direção ao alvo escolhido, procurando acertar o oponente com a ponta da arma (foto 51). Foto 49 Foto 50 Foto 51 37
  38. 38. Estocada – Ponta A partir da posição de guarda baixa com dupla empunhadura (foto 52), recolhemos a tonfa pelo lado forte, preparando uma estocada em direção ao alvo escolhido (foto 53), a estocada utiliza a ponta da tonfa para acertar o oponente. (foto 54). Foto 54Foto 52 Foto 53 Estocada – Cabo A partir da posição de guarda baixa com dupla empunhadura (foto 55), recolhemos a tonfa pelo lado reacionário, preparando uma estocada em direção ao alvo escolhido (foto 56), a estocada utiliza o cabo da tonfa para acertar o oponente. (foto 57). Foto 55 Foto 56 Foto 57 38
  39. 39. Seqüência de Treinamento I As seqüências de treinamento servem para melhor fixação das técnicas. Existem inúmeras seqüências possíveis, variando técnicas de ataque ou defesa.Aqui apresentamos os ataques com dupla empunhadura. Os movimentos são encadeados de maneira fluída, onde o término de um golpe marca o início do outro (foto 58). Seqüência de Treinamento II Agora trabalhamos movimentos de defesa, seguidos de golpes de contra-ataque. É importante lembrar que uma defesa não cessa a agressividade do oponente. Um contra-ataque efetivo é a melhor forma de garantir a integridade física do agente de segurança. Existem dois tipos de contra-ataque que trabalharemos – golpes contundentes e técnicas de controle. O primeiro (contundente) causará lesões no agressor, porém, é muito mais fácil de ser aplicado. O segundo (de controle) tem como objetivo restringir os movimentos do agressor através de técnicas de chaves de braço ou estrangulamentos (foto 59). Foto 58 Foto 59 39
  40. 40. MOVIMENTOS BÁSICOS Os exercícios fazem parte importante do aprendizado, desenvolvem fluidez, as habilidades físicas e o domínio sobre a ferramenta tornando muito mais naturais os movimentos e as respostas mais instintivas. Movimentos de Corte Exercício 1 - Oito ou símbolo do infinito: Dois cortes em diagonal nas direções da direita para esquerda e em seguida da esquerda para a direita com sentido de cima para baixo. Esse exercício é o primeiro que irá trabalhar a fluidez dos movimentos. Empunhadura de guarda curta ou guarda longa. Forma de praticar: Comece o movimento lentamente, aos poucos, acelere os movimentos até que eles se tornem fluídos e naturais. Exercício 2 - Oito reverso ou símbolo do infinito reverso: Foto 61 – O Mesmo exercício, porém, com a inversão da direção dos movimentos. Foto 60 40
  41. 41. Exercício 3 - Crucifixo: Quatro cortes – dois na horizontal seguidos de dois na vertical. Os cortes na horizontal começarão do lado forte para o lado reacionário e em seguida do lado reacionário para o lado forte. Os cortes na vertical começarão de cima para baixo e após de baixo para cima. Empunhadura guarda curta ou guarda longa. Exercício 3 – Exercícios Livres Com a prática é possível sair dos movimentos básicos e começar a trabalhar uma movimentação livre e criativa onde podemos conjugar técnicas defensivas ou ofensivas. Observe na a seqüência abaixo (foto 63), iniciamos o movimento com uma defesa e terminamos com um contra-ataque com movimento de giro de pulso. Existem inúmeras combinações possíveis apenas necessitando usar a imaginação para conseguir novos movimentos. Foto 62 Foto 63 41
  42. 42. TÉCNICAS DE IMOBILIZAÇÃO A tonfa é uma ferramenta auxiliar do agente de segurança que exige treinamento adequado para conhecer a arma, ao mesmo tempo, extrair o máximo de seu potencial. Técnicas de controle buscam restringir os movimentos e cessar a agressão do adversário. A limitação do operador da tonfa significa usa-la apenas como um mero cassetete, desferindo golpes contundentes ou traumáticos. O importante quando falamos em técnicas de controle, é definir duas técnicas básicas – chaves de braço ou estrangulamentos. Ambas as técnicas tem sua eficiência atrelada ao limiar da dor do adversário. Quanto maior a dor, maior será proporcionalmente o domínio sobre o marginal. Existem no nosso método 38 técnicas de imobilização, iremos demonstrar as técnicas do nosso módulo básico: Chaves de Braço Fig 24 Chaves de braço procuram causar restrição de movimentos, normalmente em articulações. Podemos fazer pressão, ou torcer a articulação com intuito de imobilizar o agressor. Observe um exemplo: com a tonfa na mão forte, faz-se uma pressão no cotovelo do agressor deixando o seu braço o mais estendido possível. 42
  43. 43. A mão reacionária permanece auxiliando no controle segurando o pulso do agressor. A dor mantém a pessoa imobilizada, porém, se mesmo assim houver resistência, o ideal é levar o agressor ao solo. Algema Nº 1: As chaves de algemas são todas as técnicas que tem a característica de aprisionar o pulso do marginal. Iniciamos o movimento, envolvendo o pulso com o corpo principal da tonfa. A empunhadura ideal é a guarda longa. Foto 64 Em seguida fazemos um “triângulo”. É importante não deixar nenhum espaço para o pulso “escapar”. Foto 65 Foto 66 Finalizamos o movimento com uma torção do pulso do marginal, podendo algemar ou conduzi-lo se necessário. 43
  44. 44. Algema Nº 2: Foto 67 Foto 68 Foto 70Foto 69 A chave utiliza agora a empunhadura de martelo. Observe que nessa seqüência, novamente usamos uma espécie de algema, onde prendemos o pulso do marginal. É importante criar uma alavanca, como demonstrada na última foto (70). 44
  45. 45. Algema Nº 2 (variação): Foto 71 Nessa variação a chave utiliza a empunhadura de anzol. É muito parecido com a outra técnica, porém, perceba que a posição da empunhadura mudou. Chave Nº 3: Foto 72 Foto 73 Foto 74 Foto 75 45
  46. 46. Foto 76 Foto 77 Foto 78 Foto 79 Foto 80 Essa chave permite o imobilizar, derrubar e algemar o marginal. É importante treinar a rapidez do giro da tonfa para envolver o pulso, ao mesmo tempo em que o pulso exerce pressão sobre o antebraço, levando o adversário para o solo, concluindo a técnica com o uso de algemas para subjugá-lo. 46
  47. 47. Chave “L” A chave tem esse nome, exatamente pela posição do braço do marginal que toma a forma de um “L”. Podemos imobilizar, conduzir, desarmar, derrubar e algemar o agressor, sendo muito versátil a técnica. Observe no primeiro quadro (foto 81) que foi dado um golpe contundente em virtude do agente de segurança encontrar alguma dificuldade em aplicar apenas a técnica de imobilização. Normalmente em uma chave de braço o agressor resiste a técnica ou pode tentar um contra-ataque. A guarda longa é a empunhadura utilizada e a tonfa é inserida entre o corpo e o braço do agressor (foto 82). Utiliza-se de uma alavanca, imobilizando o marginal, evitando que continue sua agressão ao agente de segurança ou a terceiros (fotos 83 – 86). Como dito, veremos a seguir existem várias alternativas para finalizar a chave “L”. Foto 82Foto 81 Foto 83 Foto 84 47
  48. 48. Chave “L” – Continuação Foto 85 Foto 86 Chave “L” – Condução Esse posicionamento dificulta uma reação, permitindo maior segurança na condução de detido. Observe no primeiro quadro, que o agente de segurança envolve o pescoço do marginal com a mão reacionária (foto 87), ao mesmo tempo em que segura a ponta da tonfa, permitindo uma melhor retenção da arma (foto 88). O corpo do agente de segurança pode ficar fora do alcance do agressor que pode tentar uma reação, principalmente com a mão que está livre. Foto 87 Foto 88 Chave “L” – Queda 48
  49. 49. Uma resposta a qualquer tentativa de reação do marginal pode ser leva-lo ao solo, onde é melhor a capacidade de imobilizá-lo ou algemálo. Foto 76 Foto 78 Foto 89 Foto 91 Foto 90 Detalhe da Técnica: Observe que em nenhum momento devemos “afrouxar” a chave de braço até levar o marginal ao solo. Foto 92 49
  50. 50. Chave “L” – Algemas Foto 93 Foto 94 Foto 95 Foto 96 Chave “L” – Imobilização com as Pernas Foto 97 Foto 98 50
  51. 51. Estrangulamentos As técnicas aqui apresentadas devem ser usadas com muito cuidado. Há o risco de lesões na traquéia, além da restrição da capacidade respiratória, podendo a técnica ser fatal ao marginal. Não sendo também recomendada em pessoas que estão drogadas, bêbadas, com idade avançada ou tenha sabidamente algum problema cardíaco (em presídios por exemplo, onde os agentes penitenciários podem ter esse tipo de informação privilegiada). “Mata Leão” com a Tonfa Foto 99 Foto 100 Foto 101 Foto 102 51
  52. 52. Estrangulamento Tradicional Essa técnica é mais perigosa que o “mata leão”, a tonfa comprime a traquéia, podendo lesioná-la. Foto 104 Foto 103 Foto 106 Foto 105 Foto 107 Foto 108 52
  53. 53. Quedas – com Utilização da Tonfa como Gancho Foto 109 Foto 110 Foto 111 Foto 112 Foto 113 Foto 114 Foto 115 53
  54. 54. Quedas – com Utilização da Tonfa como Cassetete É possível com essa técnica, derrubar ou conduzir o marginal. Foto 117 Foto 116 Arremesso Em caso de fuga do marginal é possível a utilização da tonfa como arma de arremesso, evitando o uso da arma de fogo. Foto 118 Foto 119 54
  55. 55. ASPECTOS LEGAIS Legislação No Brasil, não há legislação específica sobre armas de impacto. A comercialização e o porte da tonfa não são proibidos para o cidadão comum, posto não serem regulamentados, ou melhor, se existe uma regulamentação, está tem caráter administrativo e se refere basicamente a sua utilização. Desta forma, se a lei não proíbe, o porte do instrumento, em tese, é permitido conforme dispositivo constitucional: “ninguém será obrigado a fazer ou a deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei (art. 5º, II)”.A tonfa é, hoje, um instrumento de uso preferencial pelas Forças Armadas e Forças Auxiliares (Polícia Federal, Policias Militares Estaduais, Polícias Civis Estaduais, Polícias Rodoviárias Federal e Estaduais, Bombeiros Militares Estaduais e Guardas Civis Metropolitanas) da Federação, Estados e Municípios. Muitas empresas de economia mista também adotam essa ferramenta para seus agentes de seguranças. Como exemplo, podemos citar a Companhia do Metropolitano do Estado de São Paulo - METRO. Na utilização da tonfa como um recurso auxiliar do profissional de segurança, é indispensável o “gradiente de força”, pois a CF no inciso III do mesmo art. 5º aborda questões de tratamento em relação ao ser humano: “ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante”, de tal forma que o emprego do instrumento deve ser apenas para controlar uma situação e não aplicar uma punição. Quem agir nestas condições incidirá em crimes cujo enquadramento pode variar conforme a característica e a gravidade do procedimento. É indispensável o preparo técnico do profissional, incluindo-se aqui, a devida preparação jurídica e humanística, que caracteriza o bom profissional de segurança que trabalha as suas habilidades conceituais, técnicas e humanas. O importante é que quem decide pela utilização ou não da tonfa é o agente conforme a situação e condições com que se depara. Por isto, o ato é de sua inteira responsabilidade e como tal deve se assumir, respondendo por eventuais excessos. Um fator a ser considerado, é a destinação do profissional de segurança e seu campo de atuação. A segurança pública tem uma destinação diferente da segurança privada. O policial deve prender quem se encontre em flagrante delito, enquanto o vigilante ou agente de segurança privada eventualmente pode dar voz de prisão à pessoa que se encontra nesta condição. O policial em suas funções é obrigado a sair ao encalço do criminoso e prende-lo, enquanto o agente de segurança particular deve apenas dar proteção à vida e ao patrimônio sob sua responsabilidade, não pressupondo uma atuação repressiva e sim eminentemente preventiva. Feita uma consulta ao Departamento de Polícia Federal sobre o uso desse equipamento por empresas de segurança privada (posto ser esse o Órgão governamental que rege essa atividade), nos foi dito que seu uso não é recomendável, justamente pela parcela de ingerência privada em seara marcada pelo caráter de coletividade, isto é, de segurança pública, sendo adequada uma consulta prévia ao Departamento de Polícia Federal sobre o uso desse implemento, numa base de análise de cada caso individualmente, por parte das empresas interessadas. FAÇA A SUA TONFA 55
  56. 56. Fazer a sua tonfa não é uma tarefa difícil. A seguir mostraremos alguns desenhos e diagramas com as medidas necessárias para a execução desse trabalho. 56
  57. 57. MARTELO 57
  58. 58. Uma tonfa em fibra ou polipropileno pode ser elaborada com um molde, porém, o custo se torna muito maior. Existe o problema da tonfa ser patenteada também no Brasil, como bastão policial PR-24. 58
  59. 59. Uma sugestão é montar a tonfa com tubos de pvc para treinamento ou canos de metal para utilização em situações de emergência. Os canos de metal podem ser preenchidos com areia, ou cimento para dar mais peso, caso haja interesse em conseguir maior impacto com a ferramenta. 59
  60. 60. Os canos e encaixes são facilmente encontramos em casas de material de construção. 60

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