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Resumo <ul><li>Um Sistema de Informação Geográfica (SIG) é actualmente um instrumento poderoso para analisar factos passív...
O Planeamento Turístico <ul><li>O planeamento é uma actividade multi-dimensional que contempla a análise integrada de fact...
O Planeamento Turístico <ul><li>O processo de planeamento regional para a determinação de zonas com potencial interesse tu...
O que é um SIG? <ul><li>Abreviadamente conhecido por SIG, em Portugal, ou por GIS (Geographic Information System), este é ...
Domínios de aplicação dos SIG <ul><li>Os domínios de aplicação de um SIG são tão numerosos como variados. Em função do emp...
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Funcionalidades e vantagens Geram modelos explicativos a partir do comportamento observado dos fenómenos espaciais Modelaç...
Aplicações <ul><li>As potencialidades destes sistemas informáticos vão para além da realização de mapas. </li></ul><ul><li...
Aplicações ao Turismo Quantificar, qualificar e avaliar os potenciais impactos do desenvolvimento turístico; estabelecer c...
Categorias de utilizadores <ul><li>Dada a versatilidade que os SIG apresentam, os seus utilizadores provêm de diversos gru...
O planeamento de itinerários turísticos <ul><li>Localização dos diferentes recursos; </li></ul><ul><li>Identificação dos p...
O papel dos SIG no planeamento de itinerários <ul><li>Operações correntes na determinação dos percursos: </li></ul><ul><ul...
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A aplicabilidade dos sistemas de informação geográfica no planeamento em turismo

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Um Sistema de Informação Geográfica (SIG) é actualmente um instrumento poderoso para analisar factos passíveis de serem “espacializados”.
Os SIG assumem um papel fundamental no apoio à tomada de decisão e no estudo da expressão espacial do turismo no território.
Os SIG permitem o desenvolvimento de aplicações que usam e gerem informação de forma articulada com plataformas fixas (servidores e Internet) e com plataformas móveis (PDA, Notebooks, telemóveis).
Nesta apresentação procura-se demonstrar as vantagens e aplicabilidades dos SIG no turismo e, especificamente, na sua utilização no planeamento de itinerários turísticos.

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A aplicabilidade dos sistemas de informação geográfica no planeamento em turismo

  1. 1. A aplicabilidade dos sistemas de informação geográfica no planeamento em turismo: o caso dos itinerários turísticos Eugénia Devile, Maria do Rosário Borges, Pedro Cravo, Susana Lima Lisboa, 6 e 7 de Abril de 2006
  2. 2. Resumo <ul><li>Um Sistema de Informação Geográfica (SIG) é actualmente um instrumento poderoso para analisar factos passíveis de serem “espacializados”; </li></ul><ul><li>Os SIG assumem um papel fundamental no apoio à tomada de decisão e no estudo da expressão espacial do turismo no território; </li></ul><ul><li>Os SIG permitem o desenvolvimento de aplicações que usam e gerem informação de forma articulada com plataformas fixas (servidores e Internet) e com plataformas móveis (PDA, Notebooks, telemóveis); </li></ul><ul><li>Nesta apresentação procura-se demonstrar as vantagens e aplicabilidades dos SIG no turismo e, especificamente, na sua utilização no planeamento de itinerários turísticos. </li></ul>
  3. 3. O Planeamento Turístico <ul><li>O planeamento é uma actividade multi-dimensional que contempla a análise integrada de factores sociais, económicos, políticos, sociológicos, antropológicos e tecnológicos, em termos passados, presente e futuros; </li></ul><ul><li>A diversidade de instrumentos de gestão territorial a intervir num mesmo espaço, algumas vezes com objectivos contraditórios, e a abismal diferença com que cada agente defende o desenvolvimento (sustentável) do turismo, pode levar a situações de aceso conflito; </li></ul><ul><li>O planeamento turístico pressupõe a existência de dados e informação sobre recursos naturais, atracções culturais e patrimoniais, sobre a maneira como os recursos são usados pelos visitantes e sobre os impactos causados pela actividade; </li></ul><ul><li>Os resultados devem ser disseminados a todos os stakeholders , sem esquecer a população local. Muita desta informação é de carácter espacial, indicando onde estão os recursos, com que nível de uso, etc. </li></ul>
  4. 4. O Planeamento Turístico <ul><li>O processo de planeamento regional para a determinação de zonas com potencial interesse turístico torna-se mais fácil com o apoio dos SIG. </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><ul><li>A análise multi-nível permite combinar diversas variáveis em análise, contribuindo para a redução de custos associados aos projectos, facilitando a visualização dos dados e informação e assim, tornado a fase de análise mais célere e eficaz; </li></ul></ul><ul><ul><li>Como exemplo bem sucedido na aplicação desta ferramenta ao turismo refire-se o Tourism and Recreation Information Package (TRIP), uma das primeiras a ser desenvolvidas no Reino Unido para apoiar o planeamento e a formulação das políticas turísticas na Escócia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Numa outra óptica, também se apontam os sites das cidades de Chania (Grécia) e Veneza (Itália) pois dispõem de um sistema SIG que facilita a captação de informação por parte do viajante que pretende organizar a sua viagem numa determinada área. </li></ul></ul>
  5. 5. O que é um SIG? <ul><li>Abreviadamente conhecido por SIG, em Portugal, ou por GIS (Geographic Information System), este é um “sistema de hardware, software, informação espacial e procedimentos computacionais, que possibilita e facilita a análise, gestão ou representação do espaço e dos fenómenos que nele ocorrem” (Wikipedia, 2006); </li></ul><ul><li>As cinco componentes necessárias à realização das tarefas SIG são: pessoas, dados, hardware, software e procedimentos; </li></ul><ul><li>As funções fundamentais realizadas por um SIG sobre os dados são: recolha, armazenamento, inquirição, análise, apresentação e output ; </li></ul><ul><li>Os campos de aplicação dos SIG, dada a sua versatilidade, são inúmeros, podendo ser utilizados em qualquer actividade com uma componente espacial, desde a cartografia a estudos de impactos, prospecção de recursos até ao marketing, tornando-se em sistemas espaciais de apoio à decisão. </li></ul>
  6. 6. Domínios de aplicação dos SIG <ul><li>Os domínios de aplicação de um SIG são tão numerosos como variados. Em função do empenho com que cada área profissional os utiliza assim se verifica o nível de desenvolvimento: </li></ul><ul><ul><li>Turismo: planeamento, gestão de infra-estruturas, itinerários turísticos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Marketing: localização dos clientes, análise da influência dos lugares; </li></ul></ul><ul><ul><li>Planeamento urbano: cadastro, ordenamento urbano; </li></ul></ul><ul><ul><li>Protecção civil: gestão e prevenção de catástrofes; </li></ul></ul><ul><ul><li>Transportes: planificação dos transportas urbanos, optimização de itinerários; </li></ul></ul><ul><ul><li>Rede hidrológica: gestão de aquíferos, prevenção de cheias; </li></ul></ul><ul><ul><li>Florestas: localização de postos de vigia, gestão florestal; </li></ul></ul><ul><ul><li>Geologia: prospecção mineira; </li></ul></ul><ul><ul><li>Biologia: estudo da localização e das deslocação da população animal; </li></ul></ul><ul><ul><li>Telecomunicações: instalação de antenas; </li></ul></ul><ul><ul><li>etc. </li></ul></ul>
  7. 7. Características dos dados <ul><li>A base de dados geográfica é a componente mais dispendiosa do SIG, mas também a de maior duração. </li></ul><ul><li>A inventariação dos dados é um dos primeiros passos a contemplar. </li></ul><ul><li>Implica reunir informação sobre o formato dos dados já existentes, a identificação das fontes de informação, o tratamento a que os dados ficam sujeitos, e o destino da informação tratada. </li></ul><ul><li>Normalmente operam com dois tipos de dados: </li></ul><ul><ul><li>geográficos ou espaciais </li></ul></ul><ul><ul><li>alfa-numéricos ou atributos. </li></ul></ul>Dados estatísticos e descritivos associados a uma entidade ou objecto espacial Dados alfa-numéricos / atributos Elementos que têm uma localização geográfica do tipo endereço completo, lugar, freguesia, município, tipo de região (ex. CCDR, ORLT, AP, Região Demarcada) Dados geográficos ou espaciais / geo-referenciados
  8. 8. Funcionalidades e vantagens Geram modelos explicativos a partir do comportamento observado dos fenómenos espaciais Modelação O que é que pode acontecer se...? Analisa relações sobre uso dos recursos Padrão Qual o padrão espacial...? Cálculo de caminho óptimo entre dois ou mais pontos Rota Qual o melhor caminho…? Comparam-se situações temporais ou espaciais distintas face a uma característica Tendência O que é que se alterou desde...? Cumprimento ou não de condições impostas aos objectos Condição Onde se localiza? Inquirir características de um lugar em concreto Localização O que existe em...? Âmbito Questões
  9. 9. Aplicações <ul><li>As potencialidades destes sistemas informáticos vão para além da realização de mapas. </li></ul><ul><li>Possibilidade de identificar relações espaciais entre características geográficas representadas em mapas. </li></ul><ul><li>Facilitam a análise, gestão ou representação do espaço e dos fenómenos que nele ocorrem. </li></ul><ul><li>No turismo: </li></ul><ul><ul><li>são um auxiliar poderoso no domínio do planeamento e gestão dos recursos e atracções turísticas; </li></ul></ul><ul><ul><li>são uma ferramenta fulcral na avaliação e na determinação da aptidão turística do território; </li></ul></ul><ul><ul><li>permitem satisfazer diferentes classes de potenciais utilizadores (turistas e profissionais do turismo); </li></ul></ul><ul><ul><li>são um meio auxiliar na realização de trabalhos de investigação quer por profissionais, quer por académicos. </li></ul></ul>
  10. 10. Aplicações ao Turismo Quantificar, qualificar e avaliar os potenciais impactos do desenvolvimento turístico; estabelecer cenários possíveis E se…? Modelação Modelação espacial Analisar relações associadas com o uso dos recursos Qual é o padrão…? Padrões Análise espacial Gestão de visitantes e fluxos Qual é o melhor caminho…? Rotas Pesquisa e inquisição aos dados Medição e monitorização dos impactos turísticos; registo de evoluções O que é que mudou…? Tendências Integração de bases de dados Identificar os locais mais adequados para o desenvolvimento, de acordo com determinado critério Onde está…? Condição Produção de mapas Inventário dos recursos turísticos O que existe em…? Localização Entrada de dados, armazenamento e manipulação Aplicações ao turismo Exemplos de questões que podem ser investigadas Funcionalidades dos SIG
  11. 11. Categorias de utilizadores <ul><li>Dada a versatilidade que os SIG apresentam, os seus utilizadores provêm de diversos grupos com interesses no sector turístico: </li></ul><ul><ul><li>Operadores / agentes de viagens : recolhem e gerem um leque muito variado de dados e informações para constituírem as suas ofertas, pré-programada ou feita à medida das necessidades dos clientes. </li></ul></ul><ul><ul><li>Organismos oficiais : necessitam de informações sobre os recursos e atracções da sua área de intervenção para definir estratégias de intervenção e, também, para as disponibilizarem aos viajantes. </li></ul></ul><ul><ul><li>Outras organizações com interesses variados, entre os quais a prática de actividades desportivas, como por exemplo montanhismo, percursos pedestres. </li></ul></ul><ul><ul><li>Outros : investigadores, viajantes, etc. </li></ul></ul>
  12. 12. O planeamento de itinerários turísticos <ul><li>Localização dos diferentes recursos; </li></ul><ul><li>Identificação dos percursos possíveis; </li></ul><ul><li>Análise das distâncias, tempos e custos; </li></ul><ul><li>Determinação do percurso final; </li></ul><ul><li>Implementação e monitorização. </li></ul>
  13. 13. O papel dos SIG no planeamento de itinerários <ul><li>Operações correntes na determinação dos percursos: </li></ul><ul><ul><li>Analisar a representatividade (quantidade, qualidade) de um determinado grupo de recursos e atracções; </li></ul></ul><ul><ul><li>Determinar o melhor percurso, em função de diversas variáveis, distância, tempo médio a percorrer, etc.; </li></ul></ul><ul><ul><li>Calcular caminhos óptimos entre dois ou mais pontos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Fazer a optimização dos percursos a efectuar segundo as diversas modalidades de deslocação / transporte; </li></ul></ul><ul><ul><li>Fazer a optimização dos percursos a efectuar segundo os motivos da visita; </li></ul></ul><ul><ul><li>Identificar e atribuir responsabilidades às organizações com competências de intervenção em cada área territorial; </li></ul></ul><ul><ul><li>Simular cenários em função da mutação de diversas variáveis que condicionam o usufruto dos recursos e atracções turísticas nos itinerários; </li></ul></ul><ul><ul><li>Traçar os itinerários e definir os respectivos mapas. </li></ul></ul>
  14. 14. www.viamichelin.com
  15. 15. www.mappy.com

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