A minha aldeia, ontem e hojeA minha aldeia é uma pequena freguesia do  concelho de Sátão, que está inserido nodistrito de ...
A paisagemÉ uma aldeia tipicamente rural, virada para o sector agrícola e florestal.Na floresta predominam o pinheiro brav...
Terra de bons aresPor aqui, respira-se ainda o ar puro da serra.E disfruta-se de belas paisagens naturais.
O patrimónioNo seu património destacam-se:A Igreja Matriz, que é um templo do século  XIX.O Largo do chafariz, outrora o p...
Vestígios históricosComo vestígios históricos destacam-se:O forno comunitário.E a velha picota árabe, outrora utilizada pa...
O povoadoOutrora, as casas eram todas em pedra, na traça típica da Beira Alta.Hoje é uma mistura de estilos.De povoamento ...
A expansãoA aldeia expandiu-se  para a periferia.Mas, das velhas casas de pedra, poucas foram recuperadas.
A desertificaçãoTal como aconteceu  na maioria das  aldeias portuguesas,  também a minha  aldeia foi assolada  pelo fenóme...
A minha casaA casa onde nasci e  fui criada,outrora,  estava sempre cheia  de gente. A porta  estava aberta todo o  dia.Ho...
A minha escolaNa minha escola primária havia mais de cem alunos. Mas, no meu ano, poucos fizeram a 4ª classe. Ainda não er...
A evoluçao escolarHoje, dos poucos jovens que por lá restam, a maioria são licenciados.Mas não têm emprego!Até a nova esco...
O clima e seus extremosDa minha aldeia, recordo ainda os verões escaldantes que obrigavam as gentes à tradicional sesta.Ma...
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A alegria no trabalhoO trabalho era árduo, mas feito com muita alegria, cantando à desgarrada.Esse cântico foi, há muito, ...
O abandono da agriculturaOutrora, a aldeia era circundada por férteis terras de regadio e belas searas em movimento.Hoje, ...
Os pastosE é do aproveitamento desses pastos que, ainda hoje, alguns corajosos tentam sobreviver da agricultura.Mas, essa ...
O regressoAlguns emigrantes  ainda regressaram  de vêz. Deram muita  vida às suas casas  e à aldeia.Mas, a maior parte del...
A festa na aldeiaE é então nas férias, quando muitos outros regressam à aldeia, que ainda hoje se realiza a tradicional fe...
A procissãoA procissão vai-se  também adaptando  às novas realidades.Hoje, as restantes festividades centralizam-se na Cas...
Os cafésO progresso trouxe também os cafés, que deram à aldeia um ambiente mais citadino.Mas hoje, alguns já fecharam as p...
O envelhecimento da populaçãoA actividade mais  marcante da minha  aldeia é hoje a do  centro social para  idosos. Onde, a...
Concluindo  O retrato da minha aldeia é,afinal, a imagem real de grandeparte do nosso Portugal Rural.         Maio de 2012...
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A minha aldeia, ontem e hoje

  1. 1. A minha aldeia, ontem e hojeA minha aldeia é uma pequena freguesia do concelho de Sátão, que está inserido nodistrito de Viseu. Está localizada mesmo noextremo norte do concelho, no planalto da Serra da Lapa. Consta que, da qualidade e riqueza das suas águas, provém o nome: ÁGUAS BOAS
  2. 2. A paisagemÉ uma aldeia tipicamente rural, virada para o sector agrícola e florestal.Na floresta predominam o pinheiro bravo e o castanheiro.
  3. 3. Terra de bons aresPor aqui, respira-se ainda o ar puro da serra.E disfruta-se de belas paisagens naturais.
  4. 4. O patrimónioNo seu património destacam-se:A Igreja Matriz, que é um templo do século XIX.O Largo do chafariz, outrora o palco das concentrações festivas.
  5. 5. Vestígios históricosComo vestígios históricos destacam-se:O forno comunitário.E a velha picota árabe, outrora utilizada para tirar água dos poços.
  6. 6. O povoadoOutrora, as casas eram todas em pedra, na traça típica da Beira Alta.Hoje é uma mistura de estilos.De povoamento aglomerado, passou a misto.
  7. 7. A expansãoA aldeia expandiu-se para a periferia.Mas, das velhas casas de pedra, poucas foram recuperadas.
  8. 8. A desertificaçãoTal como aconteceu na maioria das aldeias portuguesas, também a minha aldeia foi assolada pelo fenómeno da emigração.Da minha geração, poucos por lá ficaram.
  9. 9. A minha casaA casa onde nasci e fui criada,outrora, estava sempre cheia de gente. A porta estava aberta todo o dia.Hoje, é mais uma, das muitas, que na aldeia permanecem quase todo o ano fechadas.
  10. 10. A minha escolaNa minha escola primária havia mais de cem alunos. Mas, no meu ano, poucos fizeram a 4ª classe. Ainda não era obrigatório! Além disso, o trabalhinho infantil era precioso no orçamento familiar!
  11. 11. A evoluçao escolarHoje, dos poucos jovens que por lá restam, a maioria são licenciados.Mas não têm emprego!Até a nova escola primária já fechou, por falta de alunos.
  12. 12. O clima e seus extremosDa minha aldeia, recordo ainda os verões escaldantes que obrigavam as gentes à tradicional sesta.Mas recordo também os invernos rigorosos, com neve e frio intenso.
  13. 13. A neveE o manto branco de neve, que cobria a aldeia durante vários dias.Valiam-nos as velhas lareiras, à volta das quais toda a família se reunia.Hoje há modernos tipos de aquecimento.
  14. 14. As boas águasNo chafariz a água jorrava com abundância, dava para satisfazer as necessidades da aldeia.No grande tanque traseiro lavava-se a roupa.Havia ainda um regadio comunitário.
  15. 15. O progressoO progresso trouxe a rede pública. E até um lavadouro novo.Mas a velhinha fonte quase secou.
  16. 16. A agriculturaNa agricultura de cariz familiar, as famílias e os vizinhos entreajudavam-se nos trabalhos mais díficeis.Hoje, ainda existe alguma entreajuda, mas acentuou-se o individualismo.
  17. 17. A alegria no trabalhoO trabalho era árduo, mas feito com muita alegria, cantando à desgarrada.Esse cântico foi, há muito, substituído pelo ruído das máquinas agrícolas.
  18. 18. O abandono da agriculturaOutrora, a aldeia era circundada por férteis terras de regadio e belas searas em movimento.Hoje, nesses espaços existem lameiros e mato.
  19. 19. Os pastosE é do aproveitamento desses pastos que, ainda hoje, alguns corajosos tentam sobreviver da agricultura.Mas, essa função está restrita apenas aos mais velhos!
  20. 20. O regressoAlguns emigrantes ainda regressaram de vêz. Deram muita vida às suas casas e à aldeia.Mas, a maior parte deles só vem nas férias.
  21. 21. A festa na aldeiaE é então nas férias, quando muitos outros regressam à aldeia, que ainda hoje se realiza a tradicional festinha.Onde não faltam a procissão secular e o animado bailarico.
  22. 22. A procissãoA procissão vai-se também adaptando às novas realidades.Hoje, as restantes festividades centralizam-se na Casa do Povo.Também ainda se realiza a tradicional visita pascal.
  23. 23. Os cafésO progresso trouxe também os cafés, que deram à aldeia um ambiente mais citadino.Mas hoje, alguns já fecharam as portas. E a aldeia vai ficando cada vez mais deserta.
  24. 24. O envelhecimento da populaçãoA actividade mais marcante da minha aldeia é hoje a do centro social para idosos. Onde, agora na velhice, estes podem disfrutar de uma qualidade de vida bem diferente da dos seus pais e avós.
  25. 25. Concluindo O retrato da minha aldeia é,afinal, a imagem real de grandeparte do nosso Portugal Rural. Maio de 2012 ElviraVideira

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