Manual ambiente

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Manual ambiente

  1. 1. Manual de Ambiente,Segurança, Higiene eSaúde no Trabalho – Conceitos Básicos Formador: José Paulo Xisto
  2. 2. ÍndicePrincipais resíduos e materiais perigosos ..................................................................................... 4Definições segundo o Decreto‐lei 239/97 de 9 de Setembro ....................................................... 4Tipo de águas residuais segundo o Decreto‐lei 236/98 ................................................................ 5Fontes de perigo de resíduos perigosos........................................................................................ 6Formas de contaminação dos resíduos ......................................................................................... 7Principais causas de perigos de resíduos sólidos urbanos ............................................................ 7Principais Características do Risco ................................................................................................ 8Principais efeitos de contaminação dos resíduos ....................................................................... 12Efluentes Líquidos ....................................................................................................................... 13Fontes de perigo dos efluentes ................................................................................................... 13Formas de perigo dos efluentes .................................................................................................. 14Substâncias perigosas ................................................................................................................. 15Principais Características do Risco .............................................................................................. 16Principais efeitos de contaminação dos EFLUENTES LÍQUIDOS .................................................. 19Principais causas de perigo dos efluentes gasosos ..................................................................... 21Fontes de perigo dos efluentes gasosos (D.L. 352/90) ............................................................... 21Perigos dos Efluentes .................................................................................................................. 22Tipos de poluentes atmosféricos ................................................................................................ 22Principais características de risco nos efluentes gasosos industriais ......................................... 23 .Gases de efeito de estufa ............................................................................................................ 23Aspectos Jurídicos da HST ........................................................................................................... 31Conceitos ..................................................................................................................................... 32Controlo dos Riscos ..................................................................................................................... 32Acidentes de Trabalho................................................................................................................. 33Custos dos Acidentes de Trabalho .............................................................................................. 33Pirâmide de Acidentes ................................................................................................................ 34Análise de Riscos ......................................................................................................................... 35Causas dos Acidentes de Trabalho .............................................................................................. 36EPI ‐ Equipamentos de Protecção Individual .............................................................................. 38Como avaliar um EPI do ponto de vista da segurança? .............................................................. 39Principais tipos de protecção individual ..................................................................................... 40Riscos Eléctricos .......................................................................................................................... 42Manutenção ................................................................................................................................ 44 2
  3. 3. Cuidados a ter na Movimentação manual de cargas .................................................................. 46Higiene Industrial ........................................................................................................................ 47Valor Limite de Exposição (VLE) .................................................................................................. 48Higiene Industrial ........................................................................................................................ 50Ruído ........................................................................................................................................... 50Vibrações ..................................................................................................................................... 52Ambiente Térmico ....................................................................................................................... 53Iluminação ................................................................................................................................... 55Fundamentos de Ergonomia ....................................................................................................... 57Sinalização de Segurança ............................................................................................................ 61Riscos Psicossociais no Trabalho ................................................................................................. 66Plano de Emergência ................................................................................................................... 67Organização da Segurança .......................................................................................................... 68Instruções de Segurança ............................................................................................................. 69Suporte Básico de Vida ............................................................................................................... 70 .Referências Bibliográficas ........................................................................................................... 71 3
  4. 4. Principais resíduos e materiais perigososDesignação segundo o estado físicoDefinições segundo o Decreto‐lei 239/97 de 9 de SetembroResíduoQuaisquer substâncias ou objectos de que o detentor se desfaz ou tem intenção ouobrigação de se desfazer, nomeadamente os previstos em portaria dos Ministros daEconomia, da Saúde, da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e doAmbiente, em conformidade com o Catálogo Europeu de Resíduos (CER), aprovado pordecisão da Comissão Europeia.Resíduo PerigosoOs resíduos que apresentem características de perigosidade para a saúde ou para oambiente, nomeadamente os definidos em portaria dos Ministros da Economia, daSaúde, da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e do Ambiente, emconformidade com a Lista de Resíduos Perigosos, aprovada por decisão do Conselho daUnião Europeia.Tipo de resíduos segundo o Decreto‐lei 239/97 de 9 de SetembroUrbanos (RSU)Os resíduos domésticos ou outros resíduos semelhantes, em razão dasua natureza ou composição, nomeadamente os provenientes dosector de serviços ou de estabelecimentos comerciais ou industriais ede unidades prestadoras de cuidados de saúde, desde que, emqualquer dos casos, a produção diária não exceda 1100 l porprodutor. 4
  5. 5. Industriais Os resíduos gerados em actividades industriais, bem como os queresultem das actividades de produção e distribuição deelectricidade, gás e água.Hospitalares Os resíduos produzidos em unidades de prestação de cuidados de saúde, incluindo as actividades médicas de diagnóstico, prevenção e tratamento da doença, em seres humanos ou em animais, e ainda as actividades de investigação relacionadas.Outros Tipos de ResiduosOs resíduos não considerados como industriais, urbanos ouhospitalares, como: • Sucata e entulhos • Pneus e óleos usados • Material eléctrico e electrónico • Pilhas e acumuladoresResíduos com legislação especial(1) OS RESÍDUOS RADIOACTIVOS;(2) AS ÁGUAS RESIDUAIS, com excepção dos resíduos em estadolíquido;(3) OS EFLUENTES GASOSOS emitidos para a atmosfera.Tipo de águas residuais segundo o Decreto‐lei 236/98DOMÉSTICASProduzidas pelas instalações residenciais e serviços,provenientes do metabolismo humano e actividadesdomésticas.INDUSTRIAIS Todas as águas residuais provenientes de qualquer tipo de actividade que não possam ser classificadas como domésticas ou pluviais. 5
  6. 6. URBANASÁguas domésticas ou a mistura destas com águasresiduais industriais ou com águas pluviais.POLUENTES ATMOSFÉRICOS Substâncias ou energia que exerçam uma acção nociva na qualidade do ambiente e no equilíbrio ecológico susceptível de pôr em risco a saúde humana, de causar danos aos recursos biológicos e aos ecossistemas, e de deteriorar os bens materiais.Fontes de perigo de resíduos perigososFonte: Ciclo dos produtos (Joint Industrial Safety Council,Sweden, 1996) 6
  7. 7. Formas de contaminação dos resíduosPrincipais causas de perigos de resíduos sólidos urbanosCaracterização do perigo: Portaria 818/97As características que conferem perigosidade aos resíduos foram já objecto daDirectiva n.º 91/689/CEE, do Conselho, de 12 de Dezembro de 1991, e da Decisão n.º94/904/CEE, do Conselho, de 22 de Dezembro, que, em conformidade, adoptou a listaeuropeia de resíduos perigosos.Caracterização do perigo: Decreto‐Lei Nº 310/95 de 20 de NovembroOs resíduos perigosos constantes do anexo II apresentam: Ponto de inflamação ≤ 55ºC; Uma ou mais substâncias classificadas de muito tóxicas numa concentração total ≥ 0,1%; Uma ou mais substâncias classificadas de tóxicas numa concentração total ≥ 3 %; Uma ou mais substâncias classificadas de nocivas numa concentração total ≥ 25 %; 7
  8. 8. Uma ou mais substâncias corrosivas com a classificação R35 numa concentração total ≥ 1%; Uma ou mais substâncias corrosivas com a classificação R34 numa concentração total ≥ 5 %; Uma ou mais substâncias irritantes com a classificação R41 numa concentração total ≥ 10%; Uma ou mais substâncias irritantes com as classificações R36, R37 e R38 numa concentração total ≥ 20 %; Uma ou mais substâncias conhecidas como carcinogénicas (categorias 1 ou 2) numa concentração total ≥ 0,1 %.Principais Características do RiscoUrbanos (RSU)1. Enormes quantidades produzidas Uma cidade europeia de cerca de 1 milhão de habitantes gera 1.600 toneladas de lixo(Relatório DOBRIS‐1995)Nova Iorque produz dia 24 mil toneladas/dia de lixo e São Paulo produz 12 miltoneladas/dia.2. Não biodegradabilidade Tempo que a natureza leva para absorver alguns tipos de detritos. 8
  9. 9. Industriais (RI) “lixo químico”3. Toxicidade Produção:As actividades industriais de processamento de alimentos, minério, produçãopetroquímica e de plástico, metais e produtos químicos, papel e celulose, e de bens deconsumo são as principais responsáveis pela produção de lixo tóxico.Alguns lixos químicos são tão tóxicos que são necessárias roupas protectoras eequipamento especial para lidar com eles Eliminação:Por incineração ‐ Produção de cinzas contaminadas extremamente tóxicas Metais pesados (elevadas concentrações de chumbo e cádmio), Produtos químicos de combustão incompleta Compostos químicos inteiramente novos, formados durante o processo de queima como as dioxinas e os furanos.4. Corrosividade São compostos muitas vezes produzidos no local de deposição do lixo químico industrial frequentemente pela reacção com as águas das chuvas. Restos de solventes descartados pelas várias indústrias.5. Elevada persistência no ambiente Principalmente os compostos químicos organoclorados designados por POP – Poluente Orgânico PersistenteA sua persistência resulta pelo facto de serem BIOACUMULÁVEIS (acumulação nostecidos gordos dos organismos devido à elevada liposolubilidade).Alguns compostos além de bio‐acumular, têm tendência para bio‐magnificar, ou sejaaumentam a sua concentração ao longo das cadeias tróficas.Os POP (Poluente Orgânico Persistente) podem ser divididos em: Pesticidas (ex. DDT, aldrina, toxafeno), Policlorobifenilos (PCBs) e hexaclorobenzeno (Decreto‐Lei. nº 277/99 estabelece as regras para a destruição dos PCBs) Dioxinas Furanos (Um dos contaminantes principais dos PCBs) 9
  10. 10. 6. Bioacumulação Principalmente os METAIS PESADOS que são elementos químicos altamente reactivos e bio‐acumulativos, ou seja, o organismo não é capaz de eliminá‐los. Quando lançados como resíduos industriais, na água, no solo ou no ar, esses elementos podem ser absorvidos pelos vegetais e animais das proximidades, ao longo da cadeia alimentar.Radioactivos (RR) “lixo radioactivo”7. Radioactividade Característica própria dos ELEMENTOS RADIOACTIVOS que são perigosos pela intensidade de radiação ou pelo tipo de radiação que emitem. Eliminação: Embora toda radioactividade se desintegre com o tempo, alguns materiais levam muitos milhões de anos para se desintegrarem.Normalmente são colocados em tambores ou tanques de aço inox envolvidos porcimento e depositados no fundo do mar ou enterrados em armazéns subterrâneos.Ex: Urânio (U), Césio (Cs) ; Cobalto (Co)Agrícolas (RA)8. Excessiva utilizaçãoO aumento da população exige cada vez maiores áreas para produção de alimentos oque leva à prática de uma agricultura intensiva e abusiva em produtos agro‐químicoscomo: ADUBOS E FERTILIZANTES; PESTICIDAS.9. Contaminação Utilização Agrícola de Lamas de Depuração provenientes de tratamento de águas residuais urbanas que revelaram ter uma considerada concentração em metais pesados.Decreto‐Lei N.º 118/2006 de 21 de Junho (revoga o D. L. n.º 446/91, de 22 deNovembro)Aprova o regime jurídico a que fica sujeita a utilização agrícola das lamas dedepuração, transpondo para a ordem jurídica nacional a Directiva n.º 86/278/CE, doConselho, de 12 de Junho, relativa à protecção do ambiente e em especial dos solos,na utilização agrícola de lamas de depuração, de modo a evitar os efeitos nocivossobre o homem, os solos, a vegetação, os animais e o ambiente. 10
  11. 11. Hospitalares (RH)9. Contaminação Classificação dos RH segundo o Despacho nº 242/96Pela sua diversidade e tipo de contaminação, os resíduos hospitalares são objecto deum processo integrado do conjunto das operações de acondicionamento, triagem,tratamento, eventual valorização e eliminação diferenciado consoante os grupos.Grupo I – equiparados a RU Considerado nãoGrupo IV ‐ resíduo hospitalar não perigoso contaminadoGrupo III – resíduo hospitalar de risco biológico Considerado contaminadoGrupo IV ‐ resíduo hospitalar específicoUrbanos (RSU)10. Deposição não controlada e Outro tipo de resíduosLixeiras: Poluição do solo, dos lençóis de água subterrâneos e linhas de água superficiais devido aos lixiviados resultantes do processo de degradação dos RSU; Produção de metano (CH4) pela decomposição dos resíduos; Ocupação e impermeabilização do solo; Problemas de saúde pública.Os parques de sucata não só ocupam desordenadamente o território como provocama degradação da paisagemD.L. nº 268/98 visa regular a localização dos parques de sucataPilhas e Acumuladores UsadosD.L. nº 62/2001 estabelece as normas aplicáveis à gestão da eliminação destesresíduos11. Eliminação não controladaPoluição atmosférica resultante da QUEIMA:‐ De RSU‐ De PNEUS USADOS 11
  12. 12. D.L. nº 111/2001 estabelece os princípios e normas aplicáveis à gestão de pneus epneus usados.Poluição hídrica resultante da queima de óleos usadosD.L. nº 88/91 regula a actividade de armazenagem, recolha e queima de óleos usadosPrincipais efeitos de contaminação dos resíduos 12
  13. 13. Efluentes LíquidosFontes de perigo dos efluentesFontes de perigo Águas residuaisActividade humana domésticas e urbanasActividade industrial Águas residuais industriaisActividade agrícola Fossas e efluentesActividade pecuária 13
  14. 14. Escorrências ‐ Infiltração dos lixiviados produzidos nos depósitos de resíduos e das“águas de lavagem” do solo urbano.Acidentes e Derrames ‐ Fugas e derrames que ocorrem no decurso da produção,armazenamento, transporte e incorrecto manuseamento de matérias perigosas.Formas de perigo dos efluentesPONTUAL • Efluentes • Fossas • Águas de lixiviação PrevisíveisDIFUSA • Escorrências • Acidentes • Fugas • Derrames ImprevisíveisPrincipais causas de perigo de contaminação de efluentes liquidosAs causas de perigo dos efluentes estão classificadas nas 3 principais classes decontaminação: Orgânica de característica biodegradável; Inorgânica de característica não biodegradável; Microbiológica de característica infecciosa.Caracterização do perigoAs características da contaminação que conferem perigosidade aos efluentesdeterminam‐se em grande parte pela afluência de substâncias ou grupo de substânciastóxicas, persistentes e susceptíveis de bio‐acumulação ou outras que suscitempreocupações da mesma ordem. 14
  15. 15. Substâncias perigosasAs características da contaminação determinam‐se em grande parte pela afluênciadas seguintes principais matérias e substâncias:_ Substâncias com influência desfavorável no balanço de oxigénio dissolvido (OD)_ Matérias em suspensão_ Metais e compostos inorgânicos_ Substâncias que contribuem para a eutrofização (nutrientes)_ Agentes patogénicos e toxinas_ Pesticidas e biocidas.Lista indicativa dos principais poluentes1. Compostos organo‐halogenados e substâncias susceptíveis de formar essescompostos no meio aquático.2. Compostos organofosforados.3. Compostos organoestanhosos.4. Substâncias e preparações, ou os seus subprodutos, com propriedadescomprovadamente carcinogénicas ou mutagénicas ou com propriedades susceptíveisde afectar a reprodução ou outras funções endócrinas no meio aquático ou porintermédio deste.5. Hidrocarbonetos persistentes e substâncias orgânicas tóxicas persistentes ebioacumuláveis.6. Cianetos.7. Metais e respectivos compostos.8. Arsénio e respectivos compostos.9. Biocidas e produtos fitofarmacêuticos.10. Matérias em suspensão.11. Substâncias que contribuem para a eutrofização (em especial, nitratos e fosfatos).12. Substâncias com influência desfavorável no balanço de oxigénio (e que podem sermedidas através de técnicas como a CQO, a CBO, etc.).Caracterização das substâncias perigosasEstas matérias perigosas são caracterizadas por um conjunto de parâmetrosespecíficos que permitem determinar o tipo de contaminação do efluente e servempara avaliar quer o seu grau qualitativo quer quantitativo. 15
  16. 16. Principais parâmetros:Físicos Cor, Turvação, Cheiro TemperaturaOrgânicos CBO ‐ Carência Bioquímica de Oxigénio SST‐ Sólidos Suspensos Totais SD ‐ Sólidos DissolvidosInorgânicos pH – Alcalinidade ou acidez CQO – Carência Química de Oxigénio Dureza – Carbonatos, Alumínio, Ferro, Bário, Cloretos, Fenois, Manganês Nutrientes ‐ Nitratos, Fosfatos Metais pesados ‐ Cádmio, Chumbo, Mercúrio, Cobre, Cromo, Níquel e ZincoMicrobiológicos Microorganismos ‐ Coliformes Fecais (E. Coli) Estreptococos FecaisPrincipais Características do RiscoA.R.Domésticas1. Enormes quantidades produzidasUma cidade europeia de cerca de 1 milhão dehabitantes gera: 300.000 toneladas de águasresiduais.(Relatório DOBRIS‐1995)2. Eliminação sem tratamento Cerca de 50 milhões de litros de esgoto sãolançados diariamente no Oceano Pacífico poreste cano no Moa Point em Wellington, NovaZelândia. 16
  17. 17. Águas Residuais Industriais3. ToxicidadeEliminação de lixo tóxico, chamado "lama amarela", nas costas do norte da França.Todos os dias, uma companhia francesa deita 2000 toneladas dessa lama no Canal.Biocidas ‐ Estes produtos compreendem uma vasta gama de substâncias activas epreparações que as contêm, com benefícios para a protecção da saúde (humana eanimal) e para o ambiente, mas alguns deles comportam um risco potencial que tevede ser regulamentada por legislação específica:Dec‐Lei 121/2002, de 16 de Fevereiro, que transpõe para a ordem jurídica interna aDirectiva 98/8/CE, de 16 de Fevereiro.4. CorrosividadeA água pode tornar‐se mais ácida devido à acção de factores como a descarga deesgotos industriais, descargas de centrais eléctricas, ou através da poluição daatmosfera. Os compostos de enxofre e os óxidos de azoto são dos principaisresponsáveis pela acidificação.5. BioacumulaçãoMetais Pesados ‐ Os metais pesados surgem na água sobretudo através de esgotosindustriais ou de explorações mineiras. Pela sua toxicidade elevada e uma grandepersistência nos ecossistemas. Devido à bioacumulação são considerados substânciasprioritárias perigosas.Águas Residuais Agrícolas6. PersistênciaPesticidas ‐ Os pesticidas usados na agricultura são altamente tóxicos e persistentes,sendo dificilmente degradados por bactérias. São por isso outro grupo de substânciasprioritárias perigosas.7. Contaminação orgânica Os grandes responsáveis por este tipo de contaminação são as explorações de pecuária, com destaque para as suiniculturas e a indústria, especialmente a industria alimentar. A intensiva criação de animais em recintos fechados produzem muito lixo armazenado em fossas que são vazadas nas ribeiras. A excessiva matéria orgânica promove um grande consumo de oxigénio na sua decomposição. 17
  18. 18. Agro‐pecuária e Efluentes urbanos8. Contaminação BiológicaMatéria Infecciosa ‐ Esta contaminação geralmente resulta da emissão de esgotosdomésticos ou efluentes de pecuária não tratados e é normalmente identificada pelapresença de agentes patogénicos do tipo coliforme fecal, que são bactérias presentesno intestino dos animais.A presença ou elevada concentração de estreptococus e salmonelas são outrosindicadores deste tipo de poluição.9. Contaminação por “nutrientes”Produtos azotados e fosfatados ‐ A contaminação resulta da utilização de quantidadessignificativas de fertilizantes compostos por produtos azotados e fosfatados quefacilmente se dissolvem na água.Fertilizantes, insecticidas e herbicidas são agentes químicos, fortemente tóxicos, quepor infiltração no subsolo ou levados pela chuva para regatos e rios, podem vir acontaminar os aquíferos de onde se extrai água para consumo humano.10. EutrofizaçãoNitratos e Fosfatos ‐ Enriquecimento das águassuperficiais por compostos nutrientes, em particularos azotados e fosfatados, que levam a um grandecrescimento de algas e outras espécies vegetaisaquáticas provocando um grande consumo deoxigénio na sua decomposição.O excesso de matéria orgânica promove um grandeconsumo de oxigénio na sua decomposição. Emmuitos casos esta é a causa do aparecimento de peixes mortos em grande quantidadeem rios e albufeiras.Águas de escorrência urbana11. Contaminação por infiltraçãoTráfego intenso ‐ A chuva arrasta das estradas óleo, metais, hidrocarbonetosaromáticos e outros poluentes, originados pelos veículos e postos de combustíveis.Além disso, também arrasta os poluentes atmosféricos provenientes das chaminés dasfábricas, das unidades de aquecimento central e dos escapes dos veículos.Águas de escorrência florestal12. Esterilização e Erosão do solo 18
  19. 19. Incêndios florestais ‐ Após um incêndio assiste‐se a uma devastação florestal queprovoca esterilidade, desertificação e erosão do solo assim como a destruição doequilíbrio ecológico com possível extinção de espécies.O arrastamento das cinzas pela água vai provocar a contaminação química dosaquíferos.Derrames13. Contaminação por hidrocarbonetos A água pode ser poluída por hidrocarbonetos através de acidentes, fugas e lavagens de tanques de combustível que podem causar as chamadas marés negras. Basta uma pequena quantidade hidrocarbonetos para tornar grandes quantidades de água impróprias para consumo bem como uma ameaça ecológica. Os hidrocarbonetos são derivados do petróleo tais como o metano, o butano, o propano, o benzeno, a parafina e os alcatrões.Entre os hidrocarbonetos e o gasóleo para automóveis. Estes sãotóxicos, encontra‐se Fugas de radioacti a gasolina, o querosene mais voláteis, que são também os mais os hidrocarbonetosvidadeevaporam e dispersam mais rapidamente. que se14. Contaminação radioactiva O diesel para navios, o fuelóleo leve e a maior parte dos crudes são moderadamente pesados, evaporando‐se com menos facilidade. São também bastante tóxicos. OsMatéria pesados e os A contaminação radioactiva das águas pode ser causada pela crudesradioactiva ‐ óleos pesados de lubrificação por serem mais pesados não seextracção de urânio, por descargas de centrais nucleares ou de processamentode dispersam facilmente e são também menos tóxicos.combustível nuclear, ou ainda por acidentes.Principais efeitos de contaminação dos EFLUENTES LÍQUIDOS 19
  20. 20. 20
  21. 21. Principais causas de perigo dos efluentes gasososFontes de perigo dos efluentes gasosos (D.L. 352/90)Poluentes Primários ‐ Fenómenos naturais, actividade e acidentes tecnológicosEmissões ou fugas instantâneas de gases e partículas.Poluentes Secundários ‐ AtmosferaProdução de compostos que resultam de reacções químicas e transformações depoluentes primários que ocorrem na atmosfera.Principais causas de perigo da contaminação de resíduos sólidos: Elevada produção;Deposição não controlada; Não biodegradabilidade; Toxicidade; Corrosividade; Elevadapersistência Bioacumulação; Radioactividade; Excessiva utilização; Contaminação;Deposição não controlada e Eliminação não controlada. 21
  22. 22. Perigos dos EfluentesAs fontes de perigo de perigo são: Actividade humana (Águas residuais domésticas eurbanas); Actividade industrial (Águas residuais industriais); Actividade agrícola eActividade pecuária (Fossas e efluentes).Escorrências: Infiltração dos lixiviados produzidos nos depósitos de resíduos e das“águas de lavagem” do solo urbano.Acidentes e Derrames: Fugas e derrames que ocorrem no decurso da produção,armazenamento, transporte e incorrecto manuseamento de matérias perigosas.Formas de perigo dos efluentes: Pontuais (efluentes, fossas e águas de lexiviação,estas geralmente) são previsíveis ocorrem por contaminação superficial e Difusas(através de Escorrências, Acidentes, Fugas e derrames) são Imprevisíveis ocorrem porcontaminação subterrânea.Tipos de poluentes atmosféricosOs poluentes primários são os emitidos directamente pelas fontes para a atmosfera, ospoluentes secundários resultantes de reacções químicas que ocorrem na atmosfera.Redução da capacidade de regeneração da atmosfera devido ao crescimentoexponencialmente de emissões de poluentes. De entre os inúmeros poluentes queactualmente contaminam a atmosfera iremos nos concentrar naqueles mais comuns,ou seja, aqueles que existem em grandes quantidades na atmosfera sendo gerados, nasua maioria, pelas actividades humanas industriais e pelos sistemas de transporte.Principais fontes de poluentes atmosféricos, poluentes Primários (CO ‐ monóxido decarbono, NOx ‐ óxidos de azoto como, NO monóxido de azoto, NO2 dióxido de azoto,SO2 ‐ dióxido de enxofre, COV ‐ Compostos Orgânicos Voláteis).Poluentes Secundários(O3 ‐ ozono troposférico; H2SO4 – ác. Sulfúrico; HNO3 – ác. Nítrico; Compostosoxidantes (CFC). 22
  23. 23. Principais características de risco nos efluentes gasosos industriaisPartículas Tóxicas ‐ associadas ao tráfego e Industrias, são as fontes importantes deemissões de partículas: as indústrias de minerais não metálicos, siderurgia, cimenteirase pedreiras, áreas em construção.Gases tóxicos ‐ SO2 (dióxido de enxofre)‐ proviniente de centrais centraistermoeléctricas. Indústria química e pasta de papel.Vapores tóxicos ‐ COV (Compostos Orgânicos Voláteis) resultantes da industriaquímica pasta.Gases tóxicos ‐ NOx e CO (óxidos de azoto de e de monóxido de carbono) a maiorparte provém da emissão dos motores dos veículos.Dioxinas tipo TCDD e Furanos;Gases de efeito de estufaDesflorestação ‐ incêndios florestais de gases de combustão, praticas agrícolas atravésdo uso de fertilizantes emissões de gases CH4 metano; NH3 amoníaco, N2O óxidoazoto.Corrosividade ‐ gases corrosivos, sendo o cloro presente nos CFC`s, embalagensplástico, responsável pela destruição da camada do azono. O cloro é capaz de quebrara ligação entre os átomos de oxigénio do ozono, levando à formação de monóxido decloro (ClO) e oxigénio (O2) É uma reacção catalítica em cadeia, onde cada átomo decloro pode destruir 100 000 moléculas de ozono, antes de ser destruído.Os óxidos de enxofre e de azoto, ao combinarem‐se com o vapor de água daatmosfera e produzem soluções diluídas de ácido nítrico e sulfúrico que são os maioresresponsáveis pela chuva ácida.Principais efeitos de contaminação dos efluentes gasosos para a saúde pública são:maus cheiros; infecções do aparelho respiratório; intoxicações; doenças respiratórias ealguns tipos de cancro. Ambiente: diminuição da qualidade do ar; aumento do efeitode estufa; “buraco do ozono”; chuva ácida; aumento de situações meteorológicasextremas e alterações climatéricas. 23
  24. 24. Efeitos da contaminação dos efluentes gasosos, sobre a saúde humana a poluiçãoatmosférica afecta o sistema respiratório podendo agravar ou mesmo provocardiversas doenças crónicas tais como: a asma, bronquite crónica, infecções nospulmões, enfizema pulmonar, doenças do coração e cancro do pulmão.Efeito do ozono na saúde – o ozono pode causar danos respiratórios e outrossintomas como irritações no tracto respiratório e ao nível ocular, bem como umdecréscimo da capacidade imunológica.Efeito do ozono nos ecossistemas – o ozono pode causar efeitos nocivos nas colheitastraduzido por ataques químicos que conduzem, frequentemente, ao queimar defolhas.A “ Camada do Ozono” ‐ esta camada desempenha um papel de filtro protectorabsorvendo grande parte (mais de 95%) das radiações ultravioleta evitando assim queela chegue até nós gerando problemas de pele, tais como cancros. Da radiação solarque atinge a superfície da Terra, 45% Corresponde ao espectro visível (luz visível), 45%A radiação infravermelha e 10% A radiação ultravioleta (UV). Uma maior intensidadede radiação UV, seria impossível a vida na Terra.Efeito do “ Buraco do Ozono” – está provado também que a exposição prolongada aradiação ultravioleta pode afectar as defesas imunológicas do Homem e de outrosanimais, permitindo o desenvolvimento de doenças infecciosas. Nos ecossistemasaquáticos, a intensificação das radiações ultravioleta cria também problemas, poisinterfere no crescimento, na fotossíntese e na reprodução do plâncton.Ao intervir em todas as escalas dos ecossistemas, a radiação ultravioleta afecta,igualmente, os ciclos biogeoquímicos, como o ciclo do carbono, do azoto e o ciclo dosnutrientes minerais, entre outros, lesando globalmente toda a biosfera do planeta.Efeito de Estufa – a camada protectora da Terra, constituída por vapor de água e gasesde estufa como o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O) e principalmente o dióxido decarbono (CO2), reflecte a radiação infravermelha emitida pela superfície da terraimpedindo que parte desta seja perdida para o espaço, tal como uma parede de vidronuma estufa. Como consequência dá‐se o aquecimento da superfície da troposfera. 24
  25. 25. Consequências: a camada de gelo do Árctico está mais fina, investigação recenterevelou que nos últimos 40 anos a espessura média do gelo Árctico reduziu‐se emcerca de 40%. Nos últimos 150 anos, a temperatura aumentou cerca de 1,8 grauscentígrados e que a data de congelação na maioria dos rios e lagos atrasou‐se umamédia de 8,7 dias, enquanto a descongelação adiantou‐se 9,8 dias.Planeamento ambiental ‐ os desastres são expressão de uma relação inadequadaentre o modelo de desenvolvimento (modelo de organização espacial) e o ambienteque sustém esse modelo. Objectivo do planeamento ambiental é de adaptar o modelode desenvolvimento às limitações e capacidades locais.Instrumentos de planeamento ambiental, que devem ser do conhecimento geral deum agente de protecção civil, pois apresentam medidas e estratégias de controlo eprevenção da contaminação pelos resíduos perigosos com os seguintes objectivos:Controlar os riscos e Minimizar os efeitosA Política de Ordenamento do Território é concretizada através dos Instrumentos deGestão Territorial que asseguram a harmonização dos vários interesses públicos, tendoem conta as estratégias de desenvolvimento económico e social, bem como asustentabilidade na ocupação e utilização do território.Planeamento Preventivo – quando adequado contribui para um controlo doordenamento do território através de: normas de construções devidamentecaracterizadas; desenvolvimento preventivo em áreas expostas; trabalhos deprotecção em relação ao ambiente; projectos de reabilitação de ambientes frágeis.Identificação dos recursos nos instrumentos de gestão territorial áreas afectas àdefesa nacional, segurança e protecção civil ‐ recursos e valores naturais; Áreasagrícolas e florestais; Estrutura ecológica; Património arquitectónico e arqueológico;Redes de acessibilidades; Redes de infra‐estruturas e equipamentos colectivos;Sistema urbano; Localização e distribuição das actividades económicas.Recursos e valores naturais identificados: Orla costeira e zonas ribeirinhas; Albufeirasde águas públicas; Áreas protegidas; Rede Hidrográfica; Outros recursos territoriais 25
  26. 26. relevantes para a conservação da natureza e da biodiversidade (zonas de protecçãoespecial; sítios a integrar a Rede Natura 2000).O PNPOT, os PROT, os PIOT e os PSIT definem os princípios, as directrizes e as medidasque concretizam as orientações políticas relativas à protecção daqueles recursos.Resíduos sólidos: a geração de resíduos sólidos (RS) tem vindo a aumentar emquantidade e diversidade nas últimas décadas em todo o mundo tendo surgidolimitações em termos energéticos, de matérias‐primas e do espaço para deposiçãofinal de RS. Desde cedo que a UE se preocupou em actuar na gestão de resíduos,através de convenções e directivas emanadas.Os principais tipos de tratamento/destino final a que os RS podem ser sujeitos são:reutilização, reciclagem, valorização energética, compostagem e aterro, devendoapostar‐se também na diminuição e substituição dos materiais utilizados na produçãopor materiais recicláveis, tendo como principio uma Política de Gestão Integrada deResíduos.Política Gestão Integrada de resíduos: A complexidade e a gravidade dos problemasrelacionados com a gestão de resíduos revestem‐se hoje de uma tal magnitude quetornou‐se uma tarefa fundamental para Estados, estruturar uma consistente políticade resíduos, no sentido de defender a natureza e o ambiente, ou de preservar osrecursos naturais.Sistema de gestão de resíduos: Composto pelas operações de: recolha, transporte,armazenagem, tratamento, valorização e eliminação de resíduos, incluindo amonitorização dos locais de descarga após o encerramento das respectivas instalações,bem como o planeamento dessas operações.Plano Estratégico dos Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU): A quantificação e acaracterização dos resíduos urbanos, é fundamental para a correcta gestão integradados resíduos para se avaliar sobre as hipóteses de redução, valorização e tratamentomais adequadas. 26
  27. 27. O PERSU propõe seis bases estratégicas – Prevenção, Tratamento, Educação,Reciclagem, Gestão e Exploração e Monitorização e descreve as metas qualitativas equantitativas para curto, médio e longo prazo, relativas à recolha, deposição etratamento de resíduos, tomando o ano de 1995 como referência.Ciclo da Gestão Integrada de Resíduos: Recolha – Transporte ‐ Separação dos resíduos– Estação de Transferência (Valorização; Tratamento; Eliminação) – Reciclagem ‐Reutilização – Produção de resíduos…R.S.Urbanos – A matéria orgânica é eliminação (aterro, incineração) ou Valorização(compostagem) ou processo de transformação biológica – Húmus. Matéria Inorgânica‐ Eliminação ou Valorização (reciclagem ‐ reutilização).Resíduos industriais: Plano Estratégico de Gestão de Resíduos Industriais (PESGRI),com os seguintes objectivos: Gestão Sustentável: prevenção e redução da produção e da perigosidade, aumento das taxas de reutilização e de reciclagem; encerramento de lixeiras, adopção da co‐incineração para os resíduos perigosos e da gestão integrada para os banais e só em último caso a deposição em aterro sanitário; Protecção e valorização ambiental do território: intervenção em áreas críticas (como solos contaminados); promoção de acções de sensibilização e educação ambiental. Conservação da Natureza, protecção da biodiversidade e da paisagem: Integração do ambiente nas políticas sectoriais e de desenvolvimento local e regional. PESGRI: A caracterização dos resíduos industriais é fundamental para a correcta gestão integrada dos resíduos para se avaliar sobre as hipóteses de redução, valorização e tratamento mais adequadas. Redução ‐ Mediante acções de minimização e estratégias de prevenção inseridas nos processos industriais. Reciclagem ‐ Directamente ligada aos processos industriais. 27
  28. 28. Reutilização energética ‐ Com influência nas matérias‐primas, nos processos e nos produtos. Tratamento ‐ Alternativa seleccionada para os resíduos perigosos (que não seja possível reutilizar ou reciclar) em instalações de co‐incineração.Resíduos Industriais: Banais – Eliminação em Aterro (junto com RSU) ou incineração;Banais c/ Mat. Org. ‐ Pré‐Tratamento ‐ Valorização – energética; Perigosos –Tratamento, pré‐tratamento ou co‐inceneração.Plano Nacional de Prevenção de Resíduos Industriais (PNAPRI), com o principalobjectivo de reduzir a perigosidade e quantidade dos RI, através da aplicação demedidas e tecnologias de prevenção aos processos produtivos industriais e através damudança de atitude dos agentes económicos e dos próprios consumidores.O Plano Estratégico de Resíduos Hospitalares (PERH): estabelece estratégias e metaspara a resolução da problemática de RH, visando um sistema integrado definido comoum processo através do qual se deve fazer, de forma correcta, o conjunto dasoperações de acondicionamento, triagem, tratamento, eventual valorização eeliminação.Os resíduos hospitalares são objecto de acondicionamento e tratamento apropriado,diferenciado consoante os grupos. Gestão de Resíduos não Orgânicos da ActividadeAgrícola (RNOA) entre estes grupos é de destacar: Resíduos de Filme Plástico Agrícola(RFPA) devido aos quantitativos envolvidos e dificuldades particulares de gestão e asEmbalagens; Residuais de Agro‐Químicos devido à perigosidade associada.As características específicas destes dois fluxos de RA condicionam de formadeterminante a definição das respectivas soluções de gestão. Esta situação reflecte dealgum modo as indefinições da estratégia nacional para a gestão destes resíduos,nomeadamente no que respeita ao Plano Estratégico dos Resíduos Agrícolas(PERAGRI). A observação dos resultados e dificuldades sentidas na concretização dosobjectivos propostos por estas iniciativas tem permitido concluir que a adopção, porparte dos agricultores, das Boas Práticas de Gestão de RA ao nível da exploração,(nomeadamente no que respeita ao manuseamento, triagem e acondicionamento dosresíduos), assim como a mobilização, ao nível das Associações, de técnicos 28
  29. 29. responsáveis pela operacionalização do sistema, são dois aspectos que determinam aviabilização e sucesso da iniciativa.O princípio da consciência ambiental a nível mundial: As sociedades deverão adaptar‐se à escassez e à perda da qualidade da água potável, impondo‐se um uso cada vezmais eficiente da existente, através da optimização da sua utilização (eficiência), sempôr em causa as necessidades vitais, qualidade de vida e desenvolvimentosocioeconómico (eficácia). O esforço de aumento de eficiência deverá passar pelautilização de novas tecnologias menos poluentes e com menores perdas na gestão daágua bem como pelo uso mais racional deste recurso vital.Plano Estratégico de Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais(PEAASAR) ‐ Os níveis de tratamento estão relacionados com a dimensão e o tipo dospoluentes a tratar: Pré‐tratamento; Tratamento primário; Tratamento secundário;Tratamento terciário.Processo de tratamento de água para consumo, depende da qualidade da águacaptada. Tratamento Químico: Remoção de matéria inorgânica; Tratamento Físico:Remoção de matéria orgânica; Desinfecção: Remoção de microorganismos.A poluição do ar nas suas diversas dimensões: global, nacional, regional e local, comparticular importância para as áreas urbanas, tem sido uma das principaispreocupações políticas ambientais europeias desde o final dos anos 70, de forma amelhorar a qualidade do ar e de vida dos cidadãos europeus.Nesse âmbito, a UE (União Europeia) tem actuado a vários níveis através da promoçãoda investigação, assinaturas de protocolos, elaboração de legislação comunitária,participação em acordos internacionais e sectoriais de redução da poluiçãoatmosférica A poluição atmosférica é um problema ambiental que provoca efeitosnocivos a curto ou longo prazo, constituindo por isso preocupação internacional.Existindo assim convenções que estabelecem metas e legislação que estabelece osvalores limites nas emissões com vista a uma vigilância continua.Protocolo de Quioto: Trinta e nove países industrializados, comprometeram‐se alimitar as suas emissões de gases com efeito de estufa (GEE) sob três formas: comérciode emissões, implementação conjunta e mecanismos de desenvolvimento limpo. O 29
  30. 30. princípio é apostar numa redução que seja economicamente vantajosa, pois destaforma será mais efectiva. As reduções acordadas incidiam sobre: dióxido de carbono;metano; óxido nitroso; hidrofluorcarbonetos; hidrocarbonetos perfluorados;hexafluoreto de enxofre.Vigilância Contínua: A EuroAirnet, rede de monitorização europeia da qualidade do ar,que está a ser desenvolvida pelos países europeus e coordenada pela EEA (AgênciaEuropeia do Ambiente) cujo objectivo principal é o de melhorar significativamente aextensão espacial e temporal dos relatórios da qualidade do ar na Europa e a base deanálise representativa desta.Com a finalidade de monitorizar a qualidade do ar têm sido instaladas em vários locaisdo País estações de monitorização equipadas com analisadores automáticos quepermitem o registo contínuo da concentração de vários poluentes. As estações demonitorização equipadas com analisadores automáticos permitem detectar a presençade diferentes tipos de gases por sensores electroquímicos. 30
  31. 31. Aspectos Jurídicos da HST1971 – Organização Internacional do Trabalho (OIT) – Publica o regulamento daSegurança e Higiene nos estabelecimentos industriais.Com base neste é publicado em Portugal o Regulamento Geral de Segurança e Higienedo Trabalho nos Estabelecimentos Industriais, aprovado pela Portaria 53/71 de 3 deFevereiro.1985 – Dec.‐ Lei 18/85 de 15 de Janeiro ‐ Regulamento Geral de Segurança e Higienenas minas e pedreiras.1986 – Dec.‐ Lei 243/86 de 20 Agosto – Regulamento Geral de Segurança e Higiene doTrabalho nos estabelecimentos comerciais, de escritório e serviços.1991 – Dec.‐ Lei 441/91 de 14 de Novembro (legislação criada como consequência daentrada de Portugal na EU).1994 – Portugal adopta as directivas europeias sobre HST (é criada legislação própriapara alguns factores físicos de agressão ambiental:‐ Poeiras e gases na atmosfera;‐ Ruído;‐ …)2001 – Norma Portuguesa NP 4397 – Sistemas de Gestão da Segurança e da Saúde noTrabalho (elaborada com base na recomendação OHSAS 18001:1199 “OccupationalHealth and Safety Management System – Specification”)EvoluçãoSec. XVIII – Revolução IndustrialApós 1850 – 2ª revolução Industria (Invenção do aço e substituição do vapor pelaelectricidade).‐ Trabalho em série.‐ Organização dos Recursos Humanos – Produtividade.1930 – Humanização do trabalho.‐ Psicologia do trabalho.‐ Sociologia.Década de 70 – É assumida a necessidade da Higiene e Segurança no Trabalho (HST).‐ São criadas medidas legislativas.‐ Aparecem instituições que defendem a melhoria das condições de trabalho.‐ A negociação colectiva assume as questões da HST. 31
  32. 32. ‐ Investigação, formação e divulgação.Década de 80 – Novas formas de organização do trabalho (competitividade).‐ Maior participação dos trabalhadores.A evolução continua, quer com iniciativas legislativas, quer com a evolução dosconceitos organizacionais, que aproximam cada vez mais a HST aos Sistemas deQualidade.ConceitosSegurança do Trabalho ‐ técnica da prevenção e controle dos riscos das operações,riscos esses capazes de afectar a segurança, a saúde e o bem‐estar dos trabalhadores.Higiene do Trabalho ‐ trata dos riscos do ambiente, das condições inseguras relativasao ambiente de trabalho e que podem potenciar doenças profissionais.Saúde do Trabalho ‐ estende‐se até ao controlo dos elementos físicos, químicos epsicológicos ou mentais que possam afectar a saúde dos trabalhadores.“ Todos os trabalhadores, sem distinção de idade, sexo, raça, cidadania, território deorigem, religião, convicções políticas ou ideológicas têm direito à prestação dotrabalho em condições de higiene e segurança”.Constituição da República, Art. 59A Higiene e Segurança tem como principal objectivo a Prevenção. Identificação dos riscos; Avaliação dos riscos; Controlo dos riscos.Controlo dos RiscosOs riscos são potenciais fontes de acidentes.Há 4 processos genéricos de controlo dos riscos:Eliminar ou limitar o risco; Medidas de EngenhariaEnvolver o risco; Medidas OrganizacionaisAfastar o Homem;Proteger o Homem. Equipamentos Protecção Individual► Dar prioridade aos equipamentos de protecção colectiva. 32
  33. 33. Acidentes de Trabalho“Acidente de trabalho” é uma ocorrência instantânea e não desejada, que altera odesenvolvimento normal de uma actividade, provocando danos e lesões.► Situação em que um acidente deixa de ser considerado como tal: Negligência do trabalhador; Falta grave e indesculpável da vítima; Privação permanente ou acidental da razão; Situação de força maior.Custos dos Acidentes de Trabalho► Custos Directos Indemnizações; Assistência Médica e medicamentosa.► Custos Indirectos Salários; Tempo perdido p/o acidentado; Tempo e gastos com formação de um substituto; Perdas de produção; Perdas comerciais; Perdas com a imagem da empresa; Perdas por produtos defeituosos; Custos com equipamentos avariados; … 33
  34. 34. Pirâmide de Acidentes Lesão Incapacitante Lesões não Incapacitantes Acidentes sem lesãoIsto significa que para uma lesão incapacitante há 29 lesões menores e 300 acidentessem lesão, eventualmente com dano à propriedade.Custos da Sinistralidade – Caso 1Suponha um acidente de trabalho em 10 de Fevereiro de 2008. O sinistrado aufereuma retribuição mensal de 560 €, para além do direito a subsídio de férias e de Natalde igual montante.Verificou‐se uma incapacidade temporária absoluta (ITA) até 29 de Junho de 2000 e oregresso ao trabalho, com incapacidade temporária parcial (ITP) sucessivas de 20 e10% respectivamente, de 30 de Junho a 31 de Agosto e de 1 de Setembro a 30 deOutubro.A cura clínica ocorreu em 30 de Outubro de 2000.Com base nas informações anteriores, determine:a) A retribuição base.b) O montante global da indemnização por Incapacidade Temporária, paga pelaCompanhia Seguradora. 34
  35. 35. Custos da Sinistralidade – Caso 2Imediatamente após se ter iniciado o turno de trabalho do dia 07.02.2001 ocorreu umacidente de trabalho numa fiação industrial. Toda a secção de fiação (7 trabalhadores+ sinistrado) suspendeu a sua actividade durante essa manhã. Supondo que:► Os trabalhadores da fiação em questão auferem um salário mensal de 650€trabalhando em horário normal, das 8.00 às 17.00, com 1 hora para almoço das 12‐13h;► O custo da recuperação física do trabalhador, em ginástica de manutenção efisioterapia, é de 1260€;► O valor dos cuidados médicos e farmacêuticos prestados ao trabalhador é de 820€;► O valor estimado das perdas de imagem da empresa é de 2000€;► O valor das perdas de produção é de 3400€;► Do acidente resultou um período de baixa até 30.06.2001, após o qual otrabalhador regressou à sua actividade com Incapacidades Temporárias Parciais (ITP)de 15 e 10%, até 20.07.2007 e 01.08.2007, respectivamente. Tendo sido dado comoclinicamente curado.Determine:a) O montante global da indemnização por Incapacidade Temporária, paga pelaCompanhiaSeguradora.b) A relação entre os custos segurados e não segurados do acidente.Análise de RiscosTem como objectivo o levantamento de todos os factores do sistema de trabalhoHomem/Máquina/Ambiente.Perigo – situação com potencial para dano em termos de lesões.Risco – combinação da probabilidade e das consequências de um determinadoacontecimento perigoso. 35
  36. 36. Análise de Riscos► Directos (estabelecem‐se factores de riscoantes da ocorrência do acidente);► Indirectos (são os acidentes que fornecemindicadores aos factores de risco).Causas dos Acidentes de TrabalhoTodo o acidente tem pelo menos uma causa. Os 5 factores na sequência do acidente. A‐ A queda do primeiro dominó precipita a queda de toda a fila. B‐ A remoção do dominó central neutraliza a acção dos precedentes.Teoria do Dominó1 – Ascendência e ambiente social.2 – Falha humana (Ex: imprudência, temperamento violento). 36
  37. 37. 3 – Acto inseguro ( Ex: estacionar sob cargas suspensas, não usar EPI’s) e/ou Condiçãoperigosa (Ex: ruído excessivo).4 – Acidente.5 – Dano pessoal (ferimentos, contusões, fracturas, etc.).► Causas Humanas (80%) Maus hábitos de trabalho; Falta de experiência; Falta ou deficiente formação profissional; Cansaço; Stress.► Causas Materiais (20%) Materiais defeituosos; Equipamentos em más condições; Ambiente físico ou químico não adequado. 37
  38. 38. EPI ‐ Equipamentos de Protecção IndividualDecreto‐Lei 441/91Este diploma indica qual a prioridade da protecção colectiva sobre a individual: Medidas de carácter construtivo; Medidas de carácter organizativo; Medidas de protecção individual.► Medidas de Carácter construtivo Eliminar o risco na origem, na fonte; Envolver o risco, isolamento do risco;► Medidas de carácter organizativo Afastar o homem da exposição ao risco;► Medidas de protecção individual Envolver o homem.EPIEsta última barreira contra a lesão é o Equipamento de Protecção Individual (EPI).O que é um equipamento de protecção individual?Qualquer equipamento destinado a ser usado ou detido pelo trabalhador para a suaprotecção contra um ou mais riscos susceptíveis de ameaçar a sua segurança ou saúdeno trabalho.É necessário que o equipamento em questão se destine especificamente a proteger asaúde e a segurança do trabalhador no trabalho, excluindo qualquer outro objectivode interesse geral para a empresa como, por exemplo, o uso de uniformes.Um EPI deve ser concebido e executado em conformidade com as disposiçõesregulamentares em vigor. A entidade patronal fornece gratuitamente aostrabalhadores EPI em bom estado: Adequados relativamente aos riscos a prevenir; Que não sejam eles próprios geradores de novos riscos; Que tenham em conta parâmetros pessoais associados ao utilizador e à natureza do seu trabalho.A regra é um equipamento para cada pessoa exposta! Se forem fornecidos a umtrabalhador vários EPI, estes devem ser compatíveis entre si. 38
  39. 39. Se um só EPI servir para vários trabalhadores, será necessário velar pelo estritorespeito das regras de higiene.A entidade patronal deve velar para que as informações necessárias à utilização dosEPI se encontrem disponíveis na empresa sob uma forma que possa ser compreendidapelos trabalhadores que os utilizam, a cujo conhecimento elas devem ser levadas.Os EPI devem ser usados pelo trabalhador exclusivamente nas circunstâncias para asquais são recomendados e depois de a entidade patronal ter informado o trabalhadorda natureza dos riscos contra os quais o referido EPI o protege.Convém proceder ao estudo das partes do corpo susceptíveis de serem expostas ariscos: Riscos Físicos; Riscos Químicos; Riscos Biológicos.Como avaliar um EPI do ponto de vista da segurança?A selecção dos dispositivos (ou equipamentos) de protecção individual (EPI) deverá terem conta: Os riscos a que está exposto o trabalhador; As condições em que trabalha; A parte do corpo a proteger; As características do próprio trabalhador.Ensaio de Dispositivos de Protecção Individual na EmpresaPara testar um novo EPI, devem tanto quanto possível, escolher‐se trabalhadores comum critério objectivo de apreciação.É indispensável a sua elucidação quanto aos riscos a controlar, bem como o ensaio demais de um tipo de protecção.O registo de elementos como: durabilidade, efeito de protecção, comodidade,possibilidade de limpeza, entre outros, é extremamente importante para uma soluçãodefinitiva.A decisão final sobre a utilização do EPI deve ser tomada com base numa análisecuidada do posto de trabalho, análise essa em que devem participar chefias etrabalhadores. 39
  40. 40. A co‐decisão conduz a uma maior motivação para o seu uso.Formação do UtilizadorOs EPIs são simples? É fácil a utilização correcta de um dado EPI? Para muitos EPIs énecessária uma acção de demonstração, quando são utilizados pela primeira vez. Atransferência de informação deve estar associada à motivação.Os pontos fundamentais na formação do utilizador são os seguintes:1) ‐ Porquê utilizar um determinado EPI e qual o tipo de protecção que ele garante?2) ‐ Qual o tipo de protecção que ele NÃO garante?3) ‐ Como utilizar o EPI e ficar seguro de que o EPI garante a protecção esperada?4) ‐ Quando se devem substituir as peças de um dado EPI?Principais tipos de protecção individualProtecção da CabeçaA cabeça deve seradequadamente protegidaperante o risco de queda deobjectos pesados, pancadasviolentas ou projecção departículas.A protecção da cabeça obtém‐semediante uso de capacete deprotecção, o qual deve apresentar elevada resistência ao impacto e à penetração.Protecção dos Olhos e do RostoOs olhos constituem uma das partes mais sensíveis do corpoonde os acidentes podem atingir a maior gravidade.As lesões nos olhos, ocasionadas por acidentes de trabalho,podem ser devidas a diferentes causas: Acções mecânicas, através de poeiras, partículas ou aparas; Acções ópticas, através de luz visível (natural ou artificial), invisível (radiação ultravioleta ou infravermelha) ou ainda raios laser; 40
  41. 41. Os olhos e também o rosto protegem‐se com óculos e viseiras apropriados, cujosvidros deverão resistir ao choque, à corrosão e às radiações, conforme os casos: Acções térmicas, devidas a temperaturas extremas. Acções químicas, através de produtos corrosivos (sobretudo ácidos e bases) no estado sólido líquido ou gasoso.Protecção das Vias RespiratóriasA atmosfera dos locais de trabalho encontra‐se, muitas vezes, contaminada em virtude daexistência de agentes químicos agressivos,tais como gases, vapores, neblinas, fibras,poeiras.A protecção das vias respiratórias é feitaatravés dos chamados dispositivos deprotecção respiratória – aparelhos filtrantes(máscaras).Protecção dos OuvidosHá fundamentalmente, dois tipos de protectores deouvidos: os auriculares (ou tampões) e osauscultadores (ou protectores de tipo abafador).Os auriculares são introduzidos no canal auditivoexterno e visam diminuir a intensidade das variaçõesde pressão que alcançam o tímpano.Protecção do TroncoO tronco é protegido através do vestuário, que pode ser confeccionado em diferentestecidos.O vestuário de trabalho deve ser cingido ao corpo para se evitar a sua prisão pelosórgãos em movimento. A gravata ou cachecol constituem, geralmente, um risco.Protecção dos Pés e dos Membros InferioresA protecção dos pés deve ser considerada quando hápossibilidade de lesões a partir de efeitos mecânicos,térmicos, químicos ou eléctricos. Quando há 41
  42. 42. possibilidade de queda de materiais, deverão ser usados sapatos ou botas revestidosinteriormente com biqueiras de aço, eventualmente com reforço no artelho e no peitodo pé.Em certos casos verifica‐se o risco de perfuração da planta dos pés (ex: trabalhos deconstrução civil) devendo, então, ser incorporada uma palmilha de aço no respectivocalçado.Protecção das Mãos e dos Membros SuperioresOs ferimentos nas mãos constituem o tipo de lesão mais frequente que ocorre naindústria. Daí a necessidade da sua protecção.O braço e o antebraço estão, geralmente menos expostos do que as mãos, não sendocontudo de subestimar a sua protecção.Protecção contra QuedasEm todos os trabalhos que apresentam risco de queda livre deve utilizar‐se o cinto desegurança, que poderá ser reforçado com suspensórios fortes e, em certos casosassociado a dispositivos mecânicos amortecedores de quedas.O cinto deve ser ligado a um cabo de boa resistência, que pela outra extremidade sefixará num ponto conveniente. O comprimento do cabo deve ser regulado segundo ascircunstâncias, não devendo exceder 1,4 metros de comprimento.Riscos EléctricosA electricidade é a forma de energia mais discreta que existe; por ter uma aparênciapassiva – não se vê, não se ouve, não tem cheiro – impõe que os procedimentos paraevitar acidentes sejam muito rigorosos.Perigo eléctrico:Presença de electricidade.Risco eléctrico:Exposição X grau de electrização.Choque Eléctrico ‐ Acidente resultante da passagem da corrente eléctrica no corpohumano.Electrização ‐ Termo que designa o conjunto de manifestações fisiológicas devias àpassagem da corrente eléctrica através do corpo humano. 42
  43. 43. Electrocussão ‐ Termo que designa a morte produzida pela passagem de uma correnteeléctrica no corpo humano.Consequências sobre o corpo humanoEfeitos imediatos:• Efeitos excito‐motores (sobre os músculos);• Queimaduras electrotérmicas (passagem de corrente);• Queimaduras foto térmicas (efeito térmico do arco eléctrico).Efeitos secundários:• Complicações cardiovasculares;• Complicações neurológicas;• Sequelas sensoriais: vista (conjuntivite ou queimadura da córnea) e auditivas;• Sequelas cutâneas.Efeitos da corrente eléctrica sobre o corpo humano de adultos Percepção; Convulsão; Paragem Respiratória; Asfixia; Queimaduras; Fibrilação Ventricular.Actuação em caso de incidente ou acidenteSe o acidentado ficou em contacto com o condutor ou a peça em tensão:O 1º passo é separá‐lo da fonte de tensão, tendo em atenção que uma intervençãoimprudente pode pôr em risco da pessoa que pretende salvar acidentado.Em baixa tensão Colocar a instalação fora de tensão: Manobrando o aparelho de corte; Desligando a ficha da tomada de corrente; Afastando o condutor da pessoa.Em alta tensão 43
  44. 44. Colocar a instalação fora de tensão, operação que deve ser realizada por uma pessoa qualificada conhecedora da instalação; O socorrista só deverá aproximar‐se da vítima depois da instalação estar comprovadamente sem tensão;Condutor caído por terra ‐ Evitar aproximar‐se do condutor e impedir que outros ofaçam.Riscos EléctricosO que NÃO se deve fazer:ManutençãoElevação e transporte manual de cargas: A elevação e o transporte manual sujeitam o corpo humano a um grande desgaste físico. O transporte manual é quase sempre um trabalho pesado, mesmo que a carga não seja pesada. Durante o esforço muscular os vasos sanguíneos são comprimidos e o fluxo de sangue diminuído.Riscos Associados: Queda de objectos sobre os pés; Ferimentos causados por marcha sobre, choque contra, ou pancada; 44
  45. 45. Contusões provocadas por objectos contundentes.Parte destes riscos podem ser controlados pela utilização de EPI’s.Métodos de Elevação Manual de CargasMétodos correctos:Métodos incorrectos: 45
  46. 46. Cuidados a ter na Movimentação manual de cargas Limitar o máximo de peso a 20 kg; M manter a carga vertical e próxima do corpo; Manter os pés afastados; Manter as costas direitas; Evitar torções do corpo; Não pegar as cargas com a ponta dos dedos; Alternar posturas e movimentos; Não levantar as cargas a partir dos solo…Cargas máximas permitidas ‐ Os valores limite dependem de: Idade; Sexo; Duração da tarefa; Frequência do movimento de elevação; Capacidade física do trabalhador.Transporte de cargasPrincípios a adoptar: Mecanizar, sempre que possível; Utilizar equipamentos de transporte Utilização de aparelhos auxiliares. 46
  47. 47. Higiene IndustrialTécnica de actuação sobre os contaminantes (poluentes) do ambiente com o objectivode prevenir doenças profissionais.Os agentes agressivos são de 4 tipos: Químicos; Físicos; Biológicos; Ergonómicos.Contaminação QuímicaOs agentes podem existir no estado sólido, líquido e gasosoEstado sólido: Poeiras; Fibras; Fumos.Estado líquido: Aerossóis; Neblinas.Estado gasoso: Gases VaporesPoeiras Inertes Fibrogénias Sensibilizantes Tóxicas 47
  48. 48. Gases e vapores Irritantes Asfixiantes Narcóticos TóxicosValor Limite de Exposição (VLE)Os VLE’s dizem respeito às concentrações no ar das várias substâncias e representamcondições para as quais se admite quase todos os trabalhadores podem estarexpostos, dia após dia, sem efeitos adversos.Valor limite de exposição ‐ média ponderada (VLE‐MP)Média ponderada para um dia de trabalho de 8 H e uma semana de 40 H à qual seconsidera que praticamente todos os trabalhadores possam estar expostos, dia apósdia, sem efeitos adversos para a saúde.Valor limite de exposição – curta duração (VLE‐CD)À qual se considera que praticamente todos os trabalhadores possam estarrepetidamente expostos, por curtos períodos de tempo, desde que o valor de VLE‐MPnão seja excedido e sem efeitos adversos, tais como: Irritações; Lesões crónicas ou irreversíveis dos tecidos. Narcose.Valor limite de exposição – concentração máxima (VLE‐CM)Que nunca deve ser excedida durante qualquer período da exposição.Valores limite de exposição para misturas: 48
  49. 49. Caso 1A atmosfera de um local de trabalho contém:Acetona=400 ppm VLE=500 ppmAcetato de butilo=150 ppm VLE=200 ppmMetiletilcetona=100 ppm VLE=200 ppmInformação adicional: considere os efeitos aditivos da acetona, do acetato de etilo e dometiletilcetona.Caso 2Considere uma área de armazenamento de produtos químicos com temperaturamédia de 200C. Analise o risco de contaminação associado à exposição dos seguintesprodutos e concentrações e conclua quanto à adequabilidade.Óxido de ferro=2mg/m3 VLE=5 mg/m3Acetona=200 ppm VLE=500 ppmÉter isopropílico=100 ppm VLE=250 ppmAcetato de etilo=1200 mg/m3 VLE=400 ppm=1440 mg/m3 (t= 250C)Informação adicional: considere os efeitos aditivos da acetona, do acetato de etilo e doéter isopropílico.Resolução:. 49
  50. 50. Higiene IndustrialSão quatro os ramos de actividade que dão corpo à Higiene Industrial:Higiene Teórica ‐ Estuda a relação dose‐resposta e estabelece valores padrão dereferência.Higiene Analítica ‐ Realiza a identificação qualitativa e quantitativa dos contaminantes.Higiene Operativa ‐ Efectua os estudos tendentes a eliminar o risco higiénico. Propõecorrecções a adoptar de modo a conseguir‐se que as condições ambientaispermaneçam dentro dos limites não perigosos.Higiene de Campo ‐ É a pedra angular de toda a estrutura. Recolhe no ambiente detrabalho os dados para o estudo do problema.Dose ou quantidade de contaminante susceptível de acusar dano é independente dosfactores extrínsecos, sendo expressa por:D= t X ct é o tempo de exposição (expresso em anos);c é a concentração média ponderada do contaminante (expressa em mg.m‐3 e referidaa um turno de 8 H de trabalho).Ventilação IndustrialGeral:É aplicável à renovação ou fornecimento de ar com o objectivo de proporcionarconforto. Tem 4 factores limitantes: A quantidade do contaminante não deve ser grande; Os trabalhadores devem estar afastados da produção do contaminante; A toxicidade deve ser baixa; A evolução do contaminante deve ser baixa.RuídoNão se morre de ruído.O ruído representa para a saúde o mesmo factor de risco que o tabaco ou o álcool.Cerca de 20% da população dos países industrializados encontra‐se mergulhada emníveis de pressão muito intensos.Constitui um importante factor de risco, afectando a saúde física e psicológica dostrabalhadores. 50
  51. 51. Representa actualmente a maior perturbação do meio ambienteDefinição subjectiva: Todo o som que produza uma sensação auditiva desagradável,incomodativa ou perigosa.Definição operacional: é um estímulo que não contém informações úteis à tarefa emexecução.O campo de audibilidade do Homem engloba valores de pressão sonora entre o dolimiar audível de 2x10‐5 N/m2 e o limiar da dor de 200 N/m2, para sons de frequência1000 Hz.A medida da pressão sonora numa escala linear é impraticável porque compreendecerca de 1 milhão de unidades.Consequências ou Efeitos do RuídoAcção sobre o aparelho auditivo Perda de audição; Fadiga auditiva; Distorção dos sons.Efeitos fisiológicos Surdez; Distúrbios gastrointestinais; Elevação da pressão arterial; Vertigens; Dores de cabeça; Cansaço geral; Contracção dos vasos sanguíneos; Diminuição da pupila…Controlo do RuídoMedidas Organizacionais: Eliminação dos postos + ruidosos; Rotação do pessoal exposto; Aquisição de equipamentos menos ruidosos…Medidas Construtivas: Substituição/lubrificação das máquinas; Utilização de amortecedores; Cobertura das fontes de ruído; 51
  52. 52. Insonorização dos locais em relação ao exterior…VibraçõesA vibração é qualquer movimento que o corpo executa em torno de um ponto deequilíbrio.Sob o ponto de vista físico, as vibrações podem classificar‐se em:‐ Vibrações Sinusoidais‐ Vibrações Periódicas‐ Vibrações AleatóriasRUÍDO desenvolve a sua acção fundamentalmente em relação a um órgão, O OUVIDO.As VIBRAÇÕES afectam zonas mais extensas do corpo, inclusivamente A SUATOTALIDADE.As vibrações transmitem‐se ao organismo segundo três eixos espaciais (x, y, z).Caracterização: Intensidade; Modo de transmissão; Direcção; Frequência; Duração; Ponto de aplicação.Intensidade onde:Modo de transmissão ‐ Vibrações de corpo inteiro e vibrações do sistema mão‐braço.Direcção ‐ Longitudinais, Transversais, horizontais, verticais e diagonais.Efeitos das vibrações sobre o organismo: Perturbações osteo‐articulares (<30 Hz) Perturbações vasculares (40 125 Hz) Formigueiro; Entorpecimento; Gangrena; Picadas; Doença de Raynaud (doença dos dedos brancos).Controlo das Vibrações 52
  53. 53. É conseguido através de 3 processos: Redução das vibrações na origem; Diminuição da transmissão de energia mecânica a superfícies potencialmente irradiantes; Redução da amplitude de vibração das superfícies irradiantes atrás referidas.Ambiente TérmicoConjunto das variáveis térmicas do posto de trabalho que influenciam o organismo dotrabalhador.Conforto TérmicoSegundo a ISO 7730, “Um estado de espírito que expressa satisfação com o ambienteque envolve uma pessoa (nem quente nem frio) ”.Depende de aspectos biológicos, físicos e emocionais dos ocupantes.Um ambiente confortável é um ambiente que permite que a produção de calormetabólico, se equilibre com as trocas de calor provenientes do ar à volta dotrabalhador.Fora desta situação de equilíbrio, podem existir situações adversasStress TérmicoÍndices:PMV: índice que estima o valor médio dos votos de um grupo de pessoas na escala sesensação térmica.PPD: percentagem de pessoas insatisfeitas com o conforto térmico do ambiente.Formas de Transferência de Calor entre Homem e Meio AmbienteCondução (K) ‐ contacto entre um corpo quente e um frio.Convecção (C) ‐ o movimento do ar. 53
  54. 54. Radiação (R) ‐ todas as substâncias radiam energia térmica sob a forma de ondaselectromagnéticas.Evaporação (E) ‐ através da sudação.Factores que Influenciam a Sensação de Conforto TérmicoVariáveis Individuais: Tipo de actividade; Vestuário; AclimataçãoVariáveis Ambientais Temperatura do ar; Humidade relativa do ar ou pressão parcial de vapor; Temperatura média radiante das superfícies vizinhas; Velocidade do ar.Avaliação do Ambiente Térmico Temperatura do ar; Humidade do ar; Calor radiante; Velocidade do ar; Metabolismo; Vestuário.Trabalho a temperaturas elevadas Problemas para a saúde: Insolação; Prostração térmica; Cãibras; Cataratas e conjuntivites; Dermatites.Algumas recomendações: Isolamento das fontes de calor; Roupas e óculos adequados; Pausas para repouso; Reposição hídrica adequada ‐ beber pequenas quantidades de líquido (0,25 l/vez); Ventilação natural. 54
  55. 55. Trabalho a baixas temperaturasOs efeitos sobre a saúde: Enregelamento dos membros devido a má circulação do sangue; Ulcerações decorrentes da necrose dos tecidos expostos; Redução das habilidades motoras como a destreza e a força, da capacidade de pensar e julgar; Tremores, alucinações e a inconsciência.Algumas recomendações: Para os trabalhos externos e prolongados, recomenda‐se uma boa alimentação em calorias e roupas quentes; Devem existir câmaras de transição para que se possam aquecer gradualmente até à temperatura ambiente.IluminaçãoUma boa iluminação é fundamental no ambiente de trabalho.O olho humano só é sensível às radiações electromagnéticas situadas entre oscomprimentos de onda de 400 e 750 (nm).Esta faixa é designada de LUZ VISÍVEL.Boa iluminação Aumenta a produtividade Reduz os acidentes.UMA BOA ILUMINAÇÃO é aquela que se adequa ao tipo de tarefa a executar.Factores que contribuem para uma iluminação correcta:• Nível de iluminação• A luminância• A expressão das cores e dos relevosProcessos de IluminaçãoIluminação Natural 55
  56. 56. A melhor luz é sem dúvida a natural: é aquela a que o nosso sistema visual melhor seadapta, aumentando a estimulação sensorial, para além de outras vantagens.EncadeamentoDeve procurar‐se eliminar as fontes de encandeamento,normalmente lâmpadas nuas ou superfícies demasiadobrilhantes.Pode provocar perturbação, desconforto e perda navisibilidade.Iluminação Adequada Ao tipo de trabalho; À idade dos trabalhadores; À duração do trabalho; Ao efeito psicológico a obter.Sistemas de Iluminação Directa Indirecta 56
  57. 57. Níveis de IluminaçãoFundamentos de ErgonomiaO que é a Ergonomia ?Adaptação do trabalho ao homem ‐ O trabalho tem todo um pano de fundo desofrimento:No sentido etimológico do termo ‐ Ergonomia significa o estudo das leis do trabalho.O termo ergonomia foi utilizado pela primeira vez, em 1857, pelo polaco W.Jastrzebowski, que publicou um artigo intitulado “Ensaio de ergonomia ou ciência dotrabalho baseada nas leis objectivas da ciência da natureza”. 57
  58. 58. Quase cem anos mais tarde, em 1949, um engenheiro inglês chamado Murrel criou naInglaterra a primeira sociedade nacional de ergonomia, a “Ergonomic ResearchSociety”.Posteriormente, a ergonomia desenvolveu‐se em numerosos países industrializados,como a França, Estados Unidos, Alemanha, Japão e países escandinavos.Evolução histórica:Não existe ainda uma história, propriamente dita, sobre ergonomia.Conjunto de conhecimentos referentes ao homem em actividade de trabalho permitiuo surgimento desta disciplina.Os primeiros estudos sobre o homem na sua actividade profissional foram realizadospor engenheiros, médicos do trabalho e pesquisadores:Engenheiros que procuravam melhorar o desempenho do homem no trabalho, comopor exemplo: De Vauban, Bélidor, Perronet, Vaucanson, Jacquard, Taylor e Ford.Médicos do trabalho que procuravam estabelecer uma protecção à saúde dostrabalhadores: Paracelse, Ramazzini, Tissot, Patissier e Villermé.Pesquisadores que tentavam compreender o funcionamento do homem em actividadede trabalho: De la Hire, Da Vinci, Lavoisier, Coulomb, Chauveau, Marey e J. Amar.O escritório é um local seguro, sem riscos? NÃOOs escritórios hoje são donos de 70% dos casos de doenças profissionais e ouocupacionais como as LMERT.Existem registos de doenças profissionais desde 1716 quando Ramazzini, o pai damedicina do trabalho, descreve como “a doenças dos escribas e dos notários”caracterizados pela fadiga, dor e declínio acentuado do desempenho profissional.Durante muito tempo a segurança do trabalho foi vista como um tema que serelacionava apenas ao uso de capacetes, botas, cintos de segurança e uma série deoutros equipamentos de protecção individual contra acidentes.Os computadores têm uma característica ímpar:Nunca na história da humanidade uma mesma máquina esteve presente na vidaprofissional de um número tão grande e diversificado de trabalhadores.Riscos ErgonómicosEm relação ao uso dos computadores quais os riscos ergonómicos mais evidentes? 58
  59. 59. Exigência de postura inadequada; Utilização de mobiliário inadequado; Imposição de ritmo excessivo; Jornada de trabalho prolongada turno nocturno; Monotonia e repetitividade.Além destes riscos, as condições de avaliação do ambiente de trabalho fazem tambémparte da ergonomia: Nível de iluminação Temperatura Ruído Reflexos Stress físico e ou psíquicoRegras básicas para os utilizadores de computadores: O monitor deve estar com sua parte superior ao nível dos olhos; A distância do monitor e o operador deve ser equivalente à extensão do braço; Ajustar o monitor de modo a evitar os reflexos da iluminação; Os pés devem estar apoiados no chão ou num suporte; Os pulsos devem estar relaxados porém sem estarem flexionados; Se há entrada de dados deve‐se usar suporte para os documentos; O utilizador deve fazer pausas regulares para descanso.Factores Ambientais do Trabalho Temperatura e cargas térmicas; 59
  60. 60. Ventilação e renovação do ar; Iluminação geral e localizada; Níveis de ruídos; Disposição de materiais e equipamentos; Gases, poeiras e vapores.Factores Físicos do Trabalho Movimentos, posturas e gestos que dão origem a LMERT; Dimensões dos equipamentos e instrumentos de trabalho.Factores de Carga Mental Quantidade e rapidez de informação; Nível de atenção requerido; Situação do trabalhador.Concepção do Espaço deTrabalho Altura do plano de trabalho; Adaptação do assento às características anatómicas; Espaço circundante; Disposição dos instrumentos de trabalho. 60
  61. 61. Sinalização de SegurançaSinais de Proibição ‐ Fundo branco, símbolo a preto, coroa circular e banda oblíqua avermelho 61
  62. 62. Sinais de Aviso – Fundo amarelo, símbolo a preto e contorno a preto. 62
  63. 63. Sinais de Obrigação ‐ Fundo azul, símbolo a branco 63
  64. 64. Salvamento ou de Emergência ‐ Fundo verde, símbolo a branco. 64
  65. 65. Sinalização de Material de Combate a Incêndios 65
  66. 66. Riscos Psicossociais no TrabalhoRiscos Psicossociais no trabalho são os que resultam da interacção entre: O indivíduo As suas condições de vida As suas condições de trabalhoA Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta para os seguintes riscospsicossociais: Sobrecarga Horária Sobrecarga de Trabalho Mental e Físico Monotonia Falta de Empowerment Burnout Assédio Moral e Violência Insegurança no emprego Stress (Individual e no Trabalho)Consequências dos Riscos Psicossociais no Trabalho Acidentes de trabalho Absentismo Doenças (esgotamento, ansiedade, depressão, stress, doenças fisiológicas…) Diminuição da produtividade e qualidade do trabalho Degradação do Ambiente de Trabalho 66
  67. 67. Plano de EmergênciaConceitos e considerações iniciaisPlaneamento como processo contínuo e não como produção de um objecto acabado;Plano como instrumento de apoio e suporte e não como um fim em si mesmo: Gestão intra e inter‐organizacional Funções genéricas da emergência Estrutura, missões e responsabilidades; Definição de cenários de danos.Os bombeiros como estruturas operacionais de 1ª intervenção. Que papel noplaneamento? Vistorias e estudos de segurança; Definição e localização dos meios de intervenção Elaboração Plano(s) Prévio(s) IntervençãoPlano de Emergência ‐ Instrumento de gestão operacional para resposta a eventuaisacidentes graves ou catástrofes.ReferênciaO Plano de Emergência descreve a actuação do sistema de protecção civilrelativamente às responsabilidades, organização e conceito de operações, em caso deresposta a uma emergência resultante da ocorrência de um acidente grave, catástrofeou calamidade. Identifica e analisa os factores de risco e de vulnerabilidade; Recenseia e levanta os meios e recursos disponíveis; Organiza a estrutura interna de apoio à gestão de emergência, definindo responsabilidades e missões;Define os mecanismos de cooperação e coordenação entre os serviços, entidades eorganismos que concorrem para a gestão de emergência.Plano de Emergência Interno ‐ Preparação e organização dos meios existentes paragarantir a salvaguarda dos ocupantes de uma instalação, em caso de ocorrência deuma situação perigosa. 67
  68. 68. Objectivos gerais Dotar a instituição de um nível de segurança eficaz; Limitar as consequências de um acidente; Sensibilizar para a necessidade de conhecer e rotinar procedimentos de auto‐ protecção a adoptar, por parte de todos. Corresponsabilizar toda a população no cumprimento das normas de segurança; Preparar e organizar os meios humanos e materiais existentes, para garantir a salvaguarda de pessoas e bens, em caso de ocorrência de uma situação perigosa.Objectivos específicos Conhecimento real e pormenorizado das condições de segurança do estabelecimento escolar; Correcção pelos responsáveis das escolas, das carências e situações disfuncionais detectadas; Organização dos meios humanos internos, tendo em vista a actuação em situação de emergência; Maximização das possibilidades de resposta dos meios de 1ª intervenção; Elaboração de um plano de evacuação total (ou parcial) das instalações escolares; Elaboração do plano interno de intervenção.Organização daSegurançaEstrutura Internade SegurançaConstituída porelementos internosaoEstabelecimentode Ensino 68
  69. 69. (professores, funcionários) preparados para, em situação de emergência (iminência ouocorrência) coordenarem as acções necessárias à implementação do Plano deEmergência.Instruções de SegurançaSão normas e procedimentos a adoptar pelos ocupantes de uma instalação, face a umasituação de emergência, tendo em vista a minimização dos seus efeitos. 69
  70. 70. Suporte Básico de Vida 70
  71. 71. Referências Bibliográficas Castro, Carlos Ferreira de e Abrantes, J.M. Barreira (2005): Combate a Incêndios Urbanos e Industriais, Sintra, Escola Nacional de Bombeiros; Miguel, Alberto Sérgio (2008): Manual de Higiene e Segurança do Trabalho, Porto Editora; WorkShop da Área de Produtos Perigosos; 14 e 15 de Setembro de 2008; ADR – Acordo Europeu relativo ao Transporte Internacional de Mercadorias Perigosas por Estrada; RPE – Regulamento Nacional do Transporte de Mercadorias Perigosas por Estrada; REGIMENTO DE SAPADORES BOMBEIROS DE LISBOA – Fichas de Intervenção em Matérias Perigosas, 2.ª edição, Maio de 2001; Baptista, Nelson Teixeira (2008): Manual de Primeiros Socorros, Sintra, Escola Nacional de Bombeiros; 71

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