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Capibaribe vida e poluição

  1. 1. -wvwvvvvv'w'7777v~- - Faculdade de Formação de Professores de Belo Jardim - FABEJA Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas CAPIBAR| BE: VIDA E POLUIÇÃO EL| SÂNGELA GOMES BAT| STA SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE -PE 2006 M'
  2. 2. ÚÚ777T77Í77Í7Í777777v7rv - - - - - - Faculdade de Formação de Professores de Belo Jardim - FABEJA Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas ELISÃNGELA GOMES BAT| STA CAPIBARIBE: VIDA E POLUIÇÃO Monograña apresentada ao curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Faculdade de Formação de Professores de Belo Jardim - FABEJA, como requisito parcial para a obtenção do grau de licenciado em Ciências Biológicas. Orientador: Carlos Fernando Guaraná SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE-PE 2006
  3. 3. AGRADECIMENTOS A DEUS aonde quer que esteja, me protegendo espiritualmente, Que sempre esteve comigo, ansformando núnha guiando meu inconsciente, com seu grandioso e generoso poder, tr e, equilibrio nos insensatez em fé, proporcionando-me esperança nas horas de fragilidad momentos de discórdia, em mais uma caminhada em busca de atualimr os conhecimentos didáticos pedagógicos. AOS PROFESSORES Ao professor Carlos Fernando Guaraná, pelo empenho, transparência e ñrmeza para que o curso transcorresse dentro de sua normalidade e por ter se prontificado a ajudar-mc, na organização e elaboração final deste trabalho monográñco. E a todo Corpo Docente pela dedicação, paciência e bo curso. Que Deus abençoe a todos, e muito obrigado. a orientação no decorrer do
  4. 4. àãâlàã “. :i“; a'§t“à! n*: XàJaWaEMÀ , fl ! a ? s “às à 'à Dedicatória Dedico esse trabalho à minha família e amigos que sempre me ajudaram de forma direta ou e indireta e acreditaram no meu ideal; em especial á meu esposo Antonio, pela compreensão nas muitas horas de ausência dedicadas à esse trabalho.
  5. 5. UUUUUUUUUUUUUUUUUIUUOODUIUÍÍÍDOOOOOOOOO_O1.. .,Õ. Q_Q. Hl 3 RESUMO Esta monografia faz uma análise da atual situação do rio Capibaribe em toda a sua extensão, desde a sua nascente até a sua foz. Este estudo demonstra as condições sócio - ambientais do rio Capibaribe. AIgumas das cidades de Pernambuco nasceram ás margens de algum rio_ entre eles está o Capibaribe, que tanto era utilizado para abastecimento de água e alimentos, quanto para o transporte, e suas margens eram áreas de lazer. Era comum ver as pessoas sentadas embaixo da mangueiras e tamarineiras às margens do Capibaribe para conversar, descansar e namorar. Mesmo sendo vital o rio não foi poupado da poluição doméstica nem da poluição industrial, e os vales deram lugar paulatinamente, a grandes avenidas ou ocupações irregulares. Geralmente quando o assunto é despoluição de rios, a primeira idéia é adotar algum sistema que trate os esgotos industriais e residenciais lançados no curso do rio, e desocupar suas margens. Mas são processos que requerem altos investimentos. Esse processo se dará e permanecerá na medida em que a prática politica dos governantes. por um lado, e da população, por outro, tiver como objetivo a construção da cidadania. Palavra - chave: Revitalizago e - ---a-a-aaanngannncnnád
  6. 6. SUMÁRIO i"? INTRODUÇÃO ----------- 6 , [15 Capibaribe -Afluentes e história ------------------------------- -- 8 O primeiro passo da poluição ------------------------------------- 9 Estudo sobre a poluiçao do rio Capibaribe em Toritama ----------- -- 10 Emi Banco Mundial ñnanciara US$ 37 milhoes para a revitalização do rio gy Capibaribe - ----------- -- - ------------------------------- -- 12 á Medidas objetivam coibir degradação ambiental no rio ------------ -- 13 PJ o Recife e o rio Capibaribe ----- -- w_ ---------------- -_ 14 Ei Capibaribe deve ser beneficiado em 2007 ------------------- 15 E), O fim de um longo percurso ------- ---------- 16 b¡ conclusao ---------------------------------------------- -- 17 Bibliografia ----------- ---------------------------------- -- 18 Anexos ------------------------------------------------ --- 'i9 : W
  7. 7. 6 INTRODUÇÃO Nas últimas décadas o processo de urbanização das cidades brasileiras ocorreu de forma desordenada, acarretando imensos problemas de qualidade de vida nas áreas metropolitanas do país. Todo esse processo de desenvolvimento à margem de esforços isolados do poder público. O rio Capibaribe como outros rios brasileiros não ficou a parte neste cenário caótico. Está em um processo que pode levar a sua insustentabilidade, principalmente pela falta de controle da perda de sua qualidade ambiental. No entanto, ao longo dos séculos vem sendo tratado com descaso, ocasionando a deterioração e_ sucateamento de suas margens. É preciso imaginar um cenário otimizado a curto ou médio prazo, sem utopias ou eufemismos. É importante o uso dos recursos naturais com objetivo de melhorar a proteção do meio ambiente, conscientizando-se de problemas como lixo e esgoto, elementos ativos da poluição de rios e mananciais. A poluição do rio Capibaribe representa hoje um sério problema para as várias populações que se localizam ás suas margens. Em todas as pessoas examinadas apresentam pelo menos um tipo de venninose. Para o estado, estas doenças geram grandes despesas encontrando-se, portanto entre os grandes problemas médico-sanitários. A situação tem despertado a atenção de diversas entidades preocupados com a preservação do Capibaribe. Um dos problemas é a ocupação das terras das margens do Capibaribe onde provoca não só assoreamento como também despejo de esgoto e de todo tipo de material. No interior do estado estes problemas se agravam ainda mais, a população ribeirinha. na maioria é pobre, levando uma vida em que as condições essenciais a básicas deixam muitas a desejar. at?
  8. 8. no quadro de poluição do rio Capibaribe. Entendemos que através da rede escolar, como também através de cursos, palestras e distribuição de panfletos poderemos levar a população informações que ajudam na preservação e revitalização do rio Capibaribe. Com este evento buscamos um empenho de caráter coletivo, norteando as R 7 A participação dos educadores, educandos, profissionais de saúde e ambientalistas, caminhando juntos pela necessidade consciente de uma reversão É transformações necessárias para modificar o quadro atual do Rio Capibaribe.
  9. 9. "PÉ-Ã . .-p-panf-NWW- 734** v›v<7'7' CAPIBARIBE - AFLUENTES E HISTÓRIA Capibaribe ou Caapuar-y-be ou Capibara-ybe ( ou ipê), vem da língua tupi e selvagens. vos principais Toritama, Santa Cruz Paudalho, São Lourenço da Mata e Recife. A bacia hidrográñca do rio Capibaribe localiza-se totalmente em Pernambuco. Limita-se ao norte com a bacia hidrográf à
  10. 10. -a-v-v 9 lsto porque, a partir daí, o rio e' submetido a maiores volumes de descargas de efluentes industriais, esgotos domésticos, e despejo dos mais variados tipos de lixo em suas águas e margens (Foto 02). Os efeitos da degradação do rio podem ser avaliados de modo objetivo, pela extinção gradativa, ao longo do tempo, da sua fauna e da sua flora. Todo esse processo, construido ao longo do tempo, onde o rio e cidade e cidade e rio se misturam, vai formando o imaginário dos que convivem com o rio. Apesar da sua grande contribuição para o desenvolvimento socioeconômico do Estado de Pemambuco e do Nordeste, hoje o Capibaribe encontra-se poluído por dejetos orgânicos, coberto de lama e assoreado. Acreditamos, no entanto, que será possivel a recuperação do rio Capibaribe. Esse processo se dará e permanecerá na medida em que a prática de politica dos governantes, por um lado, e da população, por outro, tiver como objetivo a construção da cidadania. o PRIMEIRO PASSO DA POLUIÇÃO O município de Brejo da Madre de Deus abriga sinais dos antigos povos que habitaram a região. São pinturas rupestres feitas há dois mil anos. No vale fica o leito do rio Capibaribe, em cima de uma pedraria. O Brejo da Madre de Deus, terceiro municipio cortado pelo Capibaribe, concentra dezenas de lugares como esse. De volta ao rio, há nova surpresa: pela primeira vez o leito seco se transforma em água. Em Poço Fundo está o primeiro açude do Capibaribe. O lago grande se forma na estação das chuvas, único periodo do ano em que corre água no rio. Desse ponto pra frente o Capibaribe já não tica totalmente seco. Isso acontece porque todo dia o açude libera um pouco de água que ñca armazenada em pequenas barragens, construídas pelos próprios agricultores. Seguindo viagem, chega-se a duas cidades cortadas pelo rio: Santa Cruz do Capibaribe e Toritama.
  11. 11. heiro muito forte e ruim E tar o problema. Em Toritama, o rio 7?' Fi? ” Segundo Geraldo Miranda É uma quantidade bastante elevada de f? praticamente zerando a vida nesse rio É L meses do ano só recebendo f: E? ? l? ÁGUAS DO RIO CAPlBARlBE EM i greste pemambucano, é responsável pela gls. do jeans produzido no Brasil O indice de desemprego no municipio e quase zero Sao dados para uma grande comemoração, se nao fosse gera as lavandenas não possuem sistema *É que utilizam para o tingimento das peças e É¡ Técnicos . .i fiscalizaram dez f' ixou de ser autuada porque o responsavel Í' m um auto de constatação, por estarem V - uma inflação E ' : "Nenhuma cidade do j do esgoto doméstico O problema das i l : W
  12. 12. - v v r rv ñm4m-rmÊ ll beber está prestando. Hoje, mais de 60 lavanderias fazem esse tipo de trabalho na região. Todo mundo poluindo a água. Precisamos mudar isso'. A água que saí das lavanderias é despejada nas canaletas de águas pluviais ou conduzida diretamente ao rio, a céu aberto. “Após receber os efluentes industriais das lavanderias, o rlo fica com uma coloração azulada (Foto 03), devido ã pigmentação utilizada para colorir as roupas", explica o diretor de controle ambiental da CPRH, Geraldo Miranda. De acordo com Miranda, há três anos o órgão ambiental vem tentando que os empresários locais implantem sistema de tratamento dos efluentes. “Como não houve avanço, por parte dos proprietários das lavanderias, para resolver o problema, estamos tomando a iniciativa da autuaçáo', enfatiza. Os autos aplicados serão julgados pelo colegiado da CPRH, quando será decidido o valor da multa, que pode variar de R$21 a R$110 mil as nove empresas. O Ministério Público Estadual vai receber a relação das empresas autuadas e multadas pela CPRH e convocá-las para firmar um termo de ajustamento de conduta. "0 promotor de Toritama, Sérgio Gadelha, está dando esta chance aos proprietários, para que se adeqüem à legislação ambiental e parem de poluir o rio", comenta Miranda.0 diretor adiantou também que a CPRH pretende, junto com o Ministério Público e Prefeitura de _Toritama, realizar um diagnóstico no municipio, para identificar a quantidade de lavanderias existentes, o material que utilizam para tingir o jeans, o volume de água utilizada no processo e, o que é mais importante, o tratamento que será dado aos afluentes, despejados no rio. Segundo SimoesDllson: “Após caminhar bastante, com idas e vindas subindo e descendo o rio Capibaribesubindo e descendo serras e vales, alguns tão bonitos que não dá vontade de sair de lá, enfim, consegui chegar até a cidade de Toritama , onde pude ver a criatividade da população para poluir o meio ambiente com produtos químicos jogados no rio. Achou pouco, então criaram um novo tipo de poluição, que é recolher objetos do lixo e no rio e estão pendurande os em árvores'. Foi realizada na Universidade Católica de Pernambuco, uma palestra, tendo como tema: Tratamento de Efluentes de Lavanderia e Tinturaria industriais de
  13. 13. - v . - -v w w w i7 Toritama". A palestra foi ministrada pela professora e doutora do Departamento de Quimica e Melo Ambiente, Alexandra Salgueiro. Durante o encontro, a professora fez um balanço entre beneficios e malefícios causados pelo pólo de confecções de Toritama. O pólo é constituído por BO empresas e geram mais de 1600 postos de trabalho, aumentando a qualidade de vida da população e a arrecadação de impostos. Atualmente há um grande desenvolvimento na área do comercio e turismo. Na cidade. não há desempregados. No entanto, a maioria dos trabalhadores não tem carteira assinada. “Paralelamente a isso nos pudemos identificar que há um grande consumo de água nas lavanderias e tinturarias o que acaba gerando um desperdício. Além disso, as águas residuárias vão para córregos que despejam no Rio Capibaribe, levando a uma degradação ambiental", afirmou Alexandra Salgueiro( Foto 06) De acordo com a pesquisadora a maioria das empresas não possui um sistema de tratamento adequado para os efluentes, o que acaba causando uma poluição dos recursos hídricos. “Não existe um processo de reutilização do efluente. Se houvesse, teríamos uma maior economia de água e preservariamos a natureza", disse. É necessário que haja uma conscientização de educação ambiental para que o meio ambiente seja poupado “, acrescentou Alexandra". BANCO MUNDIAL FlNANCIARÁ US$ 37 MILHÕES PARA REVITALIZAÇÃO oo RIO CAPlBARlBE EM PE O Banco Mundial vai financiar com US$ 37 milhões um projeto de urbanização que prevê a revitalização da bacia do rio Capibaribe, em Pemambuco. As ações contarão também com uma contrapartida de US$ 14 milhões da prefeitura municipal do Recife. Para que os recursos sejam liberados, a Secretaria do Tesouro Nacional precisa conceder ainda parecer favorável sobre a capacidade de endividamento do municipio. O arquiteto César Barros, coordenador do projeto, explica que a idéia é beneficiar 56 mil famílias de 36 bairros pobres da cidade com obras de melhoria da infra- ; tir
  14. 14. 13 estrutura fisica e do sistema viário, além de saneamento, macro drenagem, calçamento de ruas, ciclovias e reassentamento de fami ! ias que vivem em palañtas. despoluição da água, irão contribuir, de fonna significativa, para melhoria da qualidade de vida dos habitantes às margens do rio Capibaribe.
  15. 15. i4 O RECIFE E O RIO CAPlBARlBE A cidade do Recife é a plena expressão dos seus rios. Foram os rios que dando origem à cidade, criaram um universo inconfundível. Por ser o rio mais importante, o Capibaribe determinará o perfil da cidade, sendo todo seu processo de urbanização resultado desta relação. Podemos dizer que o rio Capibaribe é, além do mais importante do Estado, o responsável pela própria existência do Recife. relação da cidade do Recife com o rio: “Quem vive na cidade do Recife ama e que nao e de perfume francês, em certas épocas do ano E também muitas vezes, ia foi agredido pelo Capibaribe quando ele revoltado entrou na sua casa e destruiu o que você possuia, às vezes de mais importante'. I Ficou constatado em recente estudo da CPRH que ao entrar na cidade do Recife a poluiçao do Capibanbe se agrava isso ocorre devido a alta densidade demografica associada a um saneamento básico inadequado a grande concentraçao de industrias, incIusive algumas de grande porte, tais como Siderurgica Açonoite, CILPE e Betânia (laticinios) Amorim Pnmo (açucar), dentre . I'd _ enfrentar a tarefa”. l i l l l l
  16. 16. i5 CAPlBARlBE DEVE SER BENEFICIADO EM 2007 O ano de 2007 poderá ficar conhecido em Pernambuco como o ano do Rio Capibaribe. A proposta da instituição da data será encaminhada à Assembléia Legislativa de Pemambuco (ALEPE) em fevereiro do próximo ano, tão logo a casa recomece as atividades. A idéia foi apresentada por representantes do Fórum de Reforma Urbana de Pernambuco (FERU), ontem, durante uma audiencia pública realizada para antecipar as comemorações pelo Dia do Rio Estudantes e entidades ambientais também anteciparam as atividades e saíram as ruas com faixas e cartazes pedindo a proteção do manancial. “O mais importante é promover o envolvimento da população e a instituição da data dará ainda mais visibilidade ao rio, consolidando os esforços em prol de sua preservação e o comitê da bacia', afirmou Alexandre Ramos, representante do FERU. Ele destacou a criação do comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Capibaribe, que será homologado até fevereiro de 2007, como uma grande conquista para o estado. Os defensores do manancial já criaram o fórum do Rio Capibaribe para iniciar as discussões sobre o modelo do comitê e já participaram de cinco reuniões. Segundo a chefe do núcleo de educação ambiental do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente(lbama), Marisol Pessanha, a última plenária de preparação deverá ocorrer no dia 13 de dezembro. “Iremos definir os segmentos que terão representatividade no comitê e os últimos detalhes de sua atuação", disse. Depois disso, uma plenária será marcada para homologação e os trabalhos poderão ser iniciados. Cerca de 25 dos 42 municípios que compõem a Bacia do Capibaribe participam da elaboração do comité, que é fonnado por 40% de representantes do poder público, 40% de usuários( como usinas e lavanderias ) e 20% da sociedade civil. A deputada Teresa Leitão, que presidiu a audiência, se comprometeu a encaminhar o projeto para votação. Depois de dar um abraço simbólico nas margens do rio e fazer uma caminhada até a assembléia ( Foto 05), os : W
  17. 17. 16 estudantes que participaram do ato, entre as pontes da Boa Vista e Duarte Coelho , também acompanharam a audiência. O FIM DE UM LONGO PERCURSO Como todos os rios, o Capibaribe é uma fonte de água e vida que merece todo o cuidado. Mas não é isso que ele vem recebendo. Na última parte dessa viagem vamos acompanhar o trabalho de pessoas que lutam para despoluir o rio e conhecer o encontro do Capibaribe com o mar. No agreste, o Capibaribe dá vida às hortas irrigadas. Em troca, recebe veneno. Na terra do jeans, a poluição quimica das lavanderias. E a zona da mata não tem mais nada pra proteger as margens do rio. É maltratado que o Capibaribe chega ao final da sua viagem. Mas antes do encontro com o mar, o rio recebe também alguns gestos de carinho. O primeiro bom exemplo vem de Glória do Goitá. municipio da zona da mata. O Seita ~ Serviço de tecnologia Altemativa é uma ONG que estimula a agricultura ecológica. Quatrooentos e sessenta jovens estudam adubação orgânica, a função das florestas, o manejo da água. Enñm, muitos alunos e filhos de agricultores. A escola ecológica ñca bem perto do rio que dá nome ao municipio: o rio Goitá, um dos principais afluentes do Capibaribe. Aos poucos, o rio abandona o cenário rural e penetra na selva urbana do Recife. Prédios altos, pontes, favelas. Nesse lugar há outra escola que trabalha para preservar o rio. A escola foi inaugurada em 2003 e funciona de uma forma original. Para aproximar os alunos do Capibaribe, as aulas são num barco, dentro do rio. Tocado pela prefeitura, o projeto recebe 100 alunos por dia. Um ponto alto do passeio é a visita aos manguezais do Recife, cenário de vida selvagem numa das maiores metrópoles do Brasil. O passeio termina em cantoria.
  18. 18. - - _ v-v-. .v-vv-o-uv-wvwvuvwvvíí-úííjíííít-g-_Tççq 17 CONCLUSÃO Ele é vida porque fornece água e áreas úmidas para a caça, para a pesca e para as atividades agrícolas de mantimentos e exportação que sustentavam os habitantes de sua ribeira, mas é também morte pela poluição que hoje escoa pelo seu leito, com águas sujas que o transformam em verdadeiro esgoto. face aos despejos feitos pelas indústrias, pelos esgotos das cidades e pela própria erosão resultante do desmatamento desenfreado. Suas águas poluídas contribuem para o desenvolvimento de endemias e epidemias como a schistosomose. Ele é fonte de alegria quando olhando de suas pontes e dos morros existentes em seu vale, serpenteando por entre canaviais, pastagens e restos de florestas; parece até que convida o observador a se banhar em suas águas ou a navegar em pequenas embarcações em seu trecho navegável. Mas ele é tristeza quando, revoltado, sai do seu leito menor e as várzeas, hoje ocupadas por intrusos gananciosos, e invade plantações, ruas e casas. desabrigando pessoas e destruindo tudo que encontra pela frente. Passada a cheia, ele caminha calmamente para o mar, represado periodicamente pela maré alta: em suas margens, se encontram grandes edifícios e palañtas, convivendo em áreas próximas umas das outras as populações economicamente privilegiadas e a grande massa de pobres em situações cada vez mais miseráveis. Finalmente, ele é riqueza e miséria e parece que clama porjustiça social. Ainda convém lembrar que o Capibaribe tem sido objeto de análises e de reflexões dos nossos cientistas sociais, como Gilberto Freyre e Josué de Castro e foi cantado por poetas maiores, como João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, que nele teve, aos oito anos de idade o seu primeiro "alumbramento"
  19. 19. l l i , - - - - v o w u u o w rar w e? "TI i8 BIBLIOGRAFIA BALTAR, Antonio B. - Diretrizes de um Plano Re ional ara o Recife . Tese de concurso. Universidade do Recife. Recife, 2001. COELHO, P. A. , Torres, M. F.A. - Áreas Estuarinas de Pemambuco. Trab. Oceano. UFPE. Recife, 2002. CONDEPE - Perfil Fisiográñco das bacias Hidrográficas do Estado de Pernambuco. Vol. 3 Recife, 1998. CONDEPE - Projeto Capibaribe - Recife, abril de 1999. JORNAL DO COMERCIO. Caderno Cidades, pág 6, 19 dejulho 2006, Recife, COUTINHO, Aluizio B. - Os cursos de Água e os Residuos Industriais. Revista de planejamento CONDEPE 3° edição. Recife. 1999. CPRH - Projeto Capibaribe. Um estudo do Estuário. “ Relatórios. Vol. l, ll, lll, IV. Recife - 2003. DIARIO DE PERNAMBUCO. Caderno Vida Urbana, pág 7, 24 de novembro de 2006, Recife. MELO NETO, João Cabral-Morte e Vida Severina e outros poemas em voz alta. Editora Sabiá, 2' edição» Rio de Janeiro, 1977. MlZUGUCHl, Y ; ALMEIDA, J. R. de; PEREIRA, L. A. - Introdução à Ecologia. Editora Moderna, São Paulo, 2001. SIMÕES, Dilson - “Recife uma cidade sem medo' Saneamento - Revista Técnica e informativa do DNOS. Vol. 78 - n° 6 e 7 Rio de Janeiro, jan/ jun 2001.
  20. 20. Flu-- ANEXOS | bb“ikbbbbbbbbbbbbbbbbbbD . E Í - i . Í I I Õ l i i
  21. 21. of. . r. . 1.1.. .. a (ai. 1» 1.. 1+1» rtaêááe . afasta. 4.4 . ara . a chá* nierñiktirblixi , l i i
  22. 22. .r' , ,._. ,-. _-v--›<II›1I›N%. 1?; 1V)~'¡: '°à*'¡$3ii"¡›45›*à~ãf¡ ¡ê-&iüágagàqqqàrlgqlsovixyxyi4% . ii
  23. 23. .ââââêââââââââãââââââââ . a, 4 W as». f. ; f. . . .t
  24. 24. b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b b l l l "O Rio" Eujá nasci descendo a serra que se diz do Jacarará, entre caraibeiras de que so sei por ouvir contar ( pois, também como gente, nao consigo me lembrar dessas primeiras léguas de meu caminhar). Desde tudo que lembro, lembro›me bem de que baixava entre terras de sede que das margens me vigiavam. Rio menino, eu temia Aquela grande sede de palha, Grande sede sem fundo Que águas meninas cobiçava. Por isso e que ao descer Caminho de pedras eu buscava, que não leito de areia com suas bocas multiplicadas. Leito de pedra abaixo Rio menino eu saltava. Salle¡ ate encontrar as terras fêmeas da mata. .. . .Como aceitara ir no meu destino de mar, preferi essa estrada, para la' chegar, que dizem da ribeira e a costa vai dar, lv ; J
  25. 25. . 3 , Iliiili . i . vbIiildwIlíi . . . . l. ... .,iNl IIEIII . i. .. N . .. .il l. ,. à › IL. . ii E . Í tri. r . .r . I r. tkrltlalzittbffmsínnwtltuãii . . J , _ , .. . . , 1.1 l, . , i u i. , l l , I. : Ii ill. , 1 . lu. , l l r i II. .wii. i . .ii. _.. lrti. ..i. .›_itrllulrwrílr. r. . i IMIiiii I É . a i . .i . ü. 4 i . , . . E _ _ E . . # EEE. :i a n a_ . rn _

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