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VIGÍLIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO
     DA VIRGEM SANTA MARIA
      Padroeira principal de Portugal
                 Solenidade
             08 Dezembro 2012
INVITATÓRIO
O cortejo litúrgico dirige-se para o presbitério, acompanhado por um cântico
ou apenas pelo órgão, composto do Turíbulo com Incenso, Cruz, Velas, os acó-
litos que não exercem qualquer função, os ministros assistentes revestidos de
vestes corais, o presidente da celebração revestido de capa e ladeado pelos diá-
conos assistentes e dalmáticas.
Se o cortejo passar diante do altar, todos o saúdam, contanto que os ministros
não o beijem, dirigindo-se depois para os seus lugares.

O Invitatório é a introdução a todo o ciclo da oração quotidiana.
Diz-se, portanto, ao princípio do Ofício de Leitura.

O presidente, chegado ao presbitério, de pé, exorta o povo à oração, com estas
palavras:

V. Abri, Senhor, os meus lábios.
R. E a minha boca anunciará o vosso louvor.

Em seguida o coro entoa a antífona.

Ant. Celebremos a Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria e adoremos o
Senhor, Jesus Cristo, seu Filho.

Em seguida, diz-se o Salmo 94 com sua antífona, em forma responsorial. A
antífona é entoada antes de começar o Salmo e repetida pela assembleia; e
retoma-se depois de cada estrofe.


                               Salmo 94 (95)
                          Convite ao louvor de Deus

                     Exortai-vos cada dia uns aos outros,
                 até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13).

Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
 aclamemos a Deus, nosso Salvador.
Vamos à sua presença e dêmos graças,
 ao som de cânticos aclamemos o Senhor.
Pois grande Deus é o Senhor,
 Rei maior que todos os deuses.
Em sua mão estão as profundezas da terra
 e pertencem-Lhe os cimos das montanhas.
D’Ele é o mar, foi Ele quem o fez,
  d’Ele é a terra firme, que suas mãos formaram.

Vinde, prostremo-nos em terra,
 adoremos o Senhor que nos criou.
Pois Ele é o nosso Deus
 e nós o seu povo, ovelhas do seu rebanho.

Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:
  «Não endureçais os vossos corações,
como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,
  onde vossos pais Me tentaram e provocaram,
apesar de terem visto as minhas obras.

Durante quarenta anos essa geração Me desgostou,
 e Eu disse: É um povo de coração transviado,
 que não atinou com os meus caminhos.
Por isso jurei na minha ira:
 Não entrarão no meu repouso».

Glória ao Pai e ao Filho
  e ao Espírito Santo,
como era no princípio,
  agora e sempre. Amen.



                                 VIGÍLIA
O coro entoa o hino e, de pé, todos acompanham.

HINO
Ó Senhora imaculada, silenciosa,
   De sorriso virginal,
Frescura envolvida na canção formosa
   Do amanhecer inicial.
Senhora do vestido simples da graça
   Que íntima aurora Te deu,
Florindo, sobre a luz da terra que passa,
   À luz primeira do Céu.
Senhora, o teu celeste olhar de padroeira
  Floresça em nosso interior,
Abrindo a senda da pureza verdadeira
  Que nos conduza ao Senhor.

Todos se sentam para a recitação dos Salmos.

SALMODIA

Ant. 1 Na sua Conceição Imaculada, Maria recebeu a bênção do Senhor e a
misericórdia de Deus seu Salvador.

                                 Salmo 23 (24)
Do Senhor é a terra e o que nela existe,*
  o mundo e quantos nele habitam.
Ele a fundou sobre os mares*
  e a consolidou sobre as águas.

Quem poderá subir à montanha do Senhor?*
 Quem habitará no seu santuário?


O que tem as mãos inocentes e o coração puro,*
 que não invocou o seu nome em vão, nem jurou falso.
Este será abençoado pelo Senhor *
 e recompensado por Deus, seu Salvador.
Esta é a geração dos que O procuram, *
 que procuram a face do Deus de Jacob.

Levantai, ó portas, os vossos umbrais, *
 alteai-vos, pórticos antigos, †
 e entrará o Rei da glória?
Quem é esse Rei da glória? *
 O Senhor forte e poderoso, †
 o Senhor poderoso nas batalhas.
Levantai, ó portas, os vossos umbrais, *
 alteai-vos, pórticos antigos, †
 e entrará o Rei da glória.
Quem é esse Rei da glória? *
 O Senhor dos Exércitos, †
 é Ele o Rei da glória.

Glória ao Pai e ao Filho
  e ao Espírito Santo,
como era no princípio,
  agora e sempre. Amen.

Ant. Na sua Conceição Imaculada, Maria recebeu a bênção do Senhor e a
misericórdia de Deus seu Salvador.

Ant. 2 Deus a protegeu desde o romper da aurora; o Altíssimo santificou a sua
morada.


                                 Salmo 45 (46)
Deus é o nosso refúgio e a nossa força, *
  auxílio sempre pronto na adversidade.
Por isso, nada receamos, ainda que a terra vacile *
  e os montes se precipitem no fundo do mar,
ainda que se encrespem e refervam suas águas *
  e estremeçam os montes com a sua fúria.
O Senhor dos Exércitos está connosco, *
  o Deus de Jacob é a nossa fortaleza.

Os braços dum rio alegram a cidade de Deus, *
 a mais santa das moradas do Altíssimo.
Deus está no meio dela e a torna inabalável, *
 Deus a protege desde o romper da aurora.
Agitaram-se os povos, tremeram os reinos: *
 Ele fez ouvir a sua voz e a terra estremeceu.
O Senhor dos Exércitos está connosco, *
 o Deus de Jacob é a nossa fortaleza.
Vinde e contemplai as obras do Senhor, *
 as maravilhas que realizou na terra.
Põe termo às guerras até aos confins do mundo, *
 despedaça os arcos, quebra as lanças, †
 queima no fogo os escudos.
«Rendei-vos e reconhecei que Eu sou Deus, *
 triunfo das nações e domino a terra».
O Senhor dos Exércitos está connosco, *
 o Deus de Jacob é a nossa fortaleza.

Glória ao Pai e ao Filho
  e ao Espírito Santo,
como era no princípio,
  agora e sempre. Amen.

Ant. Deus a protegeu desde o romper da aurora; o Altíssimo santificou a sua
morada.
Ant. 3 Grandes coisas se dizem de ti, ó Cidade de Deus, fundada pelo Senhor
nos montes santos.

                                Salmo 86 (87)
O Senhor ama a cidade, *
 por Ele fundada sobre os montes santos;
ama as portas de Sião, *
 mais que todas as moradas de Jacob.

Grandes coisas se dizem de ti, *
  ó cidade de Deus.
Contarei o Egipto e a Babilónia *
  entre os meus adoradores;
a Filisteia, Tiro e a Etiópia, *
  uns e outros ali nasceram.
E dir-se-á de Sião: «Todos lá nasceram, *
  o próprio Altíssimo a consolidou».
O Senhor escreverá no registo dos povos: *
  «Este nasceu em Sião».
E irão dançando e cantando: *
  «Todas as minhas fontes estão em ti».

Glória ao Pai e ao Filho
  e ao Espírito Santo,
como era no princípio,
  agora e sempre. Amen.

Ant. Grandes coisas se dizem de ti, ó Cidade de Deus, fundada pelo Senhor
nos montes santos.

Antes das leituras, diz-se o versículo, que faz a transição da Sal-modia para a
audição da Palavra de Deus.

V. O Senhor todo-poderoso encheu-me de fortaleza.
R. E tornou irrepreensível o meu caminho.

PRIMEIRA LEITURA
Da Epístola do Apóstolo São Paulo aos Romanos                          5, 12-21

               Onde abundou o pecado superabundou a graça.

Irmãos: Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo
pecado a morte, assim a morte atingiu todos os homens, uma vez que todos
pecaram. De facto, até à Lei, existia o pecado no mundo. Mas o pecado não é
levado em conta, se não houver lei. Entretanto, a morte reinou desde Adão até
Moisés, mesmo para aqueles que não tinham pecado por uma transgressão à
semelhança de Adão, que é figura daquele que havia de vir. Mas o dom gratui-
to não é como a falta. Se pelo pecado de um só todos pereceram, com muito
mais razão a graça de Deus, dom contido na graça de um só homem, Jesus
Cristo, se concedeu com abundância a todos os homens. E esse dom não é
como o pecado de um só; o julgamento, que resultou desse único pecado
levou à condenação, ao passo que o dom gratuito, que veio de muitas faltas,
leva à justificação.
Se a morte reinou pelo pecado de um só homem, com muito mais razão aque-
les que recebem com abundância a graça e o dom da justiça reinarão na vida
por meio de um só, Jesus Cristo.
Porque assim como pelo pecado de um só, veio para todos os homens a conde-
nação, assim também, pela obra de justiça de um só, virá para todos a justifi-
cação que dá a vida. De facto, como pela desobediência de um só homem,
todos se tornaram pecadores, assim também pela obediência de um só, todos
se tornarão justos.
A Lei interveio para que a falta se multiplicasse; mas onde abundou o pecado,
superabundou a graça, para que assim como o pecado reinou pela morte,
assim também a graça reine pela justiça, para nos dar a vida eterna, por Jesus
Cristo, nosso Senhor.

RESPONSÓRIO                                                Rom 5, 12; Lc 1, 30;
                                                 Salmo 114 (116A), 8; 17 (18), 19
R. Por um só homem entrou o pecado no mundo, e por ele todos pecaram. *
Não tenhas receio, Maria: encontraste graça junto de Deus.
V. O Senhor livrou da morte a minha alma e protegeu-me contra o meu inimi-
go. * Não tenhas receio, Maria: encontraste graça junto de Deus.

SEGUNDA LEITURA
Das Meditações de Santo Anselmo, bispo

(Oratio 52: PL 158, 955-956)                                             (Sec. XII)

            Ó Virgem, pela tua bênção é abençoada toda a criatura.

O céu, as estrelas, a terra, os rios, o dia e a noite, e tudo quanto está sujeito ao
poder ou ao serviço dos homens se alegram, Senhora, porque, tendo perdido a
sua antiga nobreza, foram em certo modo ressuscitados por meio de Ti e
dotados de uma graça nova e inefável.
Todas as coisas se encontravam como mortas, por terem perdido a sua digni-
dade original de servir o domínio e o uso daqueles que louvam a Deus, para
que tinham sido criadas; encontravam-se esmagadas pela opressão e desfigu-
radas pelo abuso que delas faziam os servos dos ídolos, para os quais não
tinham sido criadas. Agora, porém, como que ressuscitadas, felicitam a Maria,
ao verem-se governadas pelo domínio e honradas pelo uso daqueles que lou-
vam o Senhor.
Perante esta nova e inestimável graça, todas as coisas exultam de alegria, ao
sentir que Deus, seu Criador, não só as governa invisivelmente, lá do alto, mas
também está visivelmente presente no meio delas e as santifica com o uso que
delas faz.
Tão grandes bens procedem do fruto bendito do ventre sagrado da Virgem
Maria.
Pela plenitude da tua graça, o que estava cativo na região dos mortos exulta de
alegria ao ver-se libertado, e o que estava ainda no mundo regozija-se ao sen-
tir-se renovado. Pelo poder do Filho glorioso da tua gloriosa virgindade, os
justos, que morreram antes da sua morte vivificadora, alegram-se ao ver des-
truído o seu cativeiro, e os Anjos regozijam-se ao ver restaurada a sua cidade
quase em ruínas.
Ó Mulher cheia de graça, superabundante de graça, a tua plenitude transbor-
da para a criação inteira e a faz reverdescer. Virgem bendita, entre todas as
coisas bendita, pela tua bênção é abençoada toda a natureza, não só a criatura
pelo Criador, mas também o Criador pela criatura.
Deus entregou a Maria o seu próprio Filho, o seu Filho Unigénito, igual a Si, a
quem amava de todo o coração como a Si mesmo. No seio de Maria, Deus for-
mou o Filho, não distinto, mas o mesmo, para que realmente fosse um e o
mesmo o Filho de Deus e de Maria. Tudo o que nasce é criatura de Deus, e
Deus nasce de Maria. Deus criou todas as coisas, e Maria gerou a Deus. Deus,
que criou todas as coisas, fez-Se a Si mesmo por meio de Maria. E deste modo
refez tudo o que tinha feito. Ele, que pôde fazer todas as coisas do nada, não
quis refazer sem Maria o que tinha sido arruinado.
Por esta razão, Deus é o Pai das coisas criadas, e Maria a mãe das coisas recria-
das. Deus é o Pai a quem se deve a constituição do mundo, e Maria a mãe a
quem se deve a sua restauração. Pois Deus gerou Aquele por quem tudo foi
feito, e Maria deu à luz Aquele por quem tudo foi salvo. Deus gerou Aquele
fora do qual nada existe, e Maria deu à luz Aquele sem o qual nada subsiste.
Verdadeiramente o Senhor está contigo, pois quis que toda a criatura reconhe-
cesse que deve a Ti, com Ele, tão grande benefício.

RESPONSÓRIO                                Salmo 33 (34), 4; 85 (86), 13; Lc 1, 48

R. Por um só homem entrou o pecado no mundo, e por ele todos pecaram.
* Não tenhas receio, Maria: encontraste graça junto de Deus.
V. O Senhor livrou da morte a minha alma e protegeu-me contra o meu
inimigo. * Não tenhas receio, Maria: encontraate graça junto de Deus.
CÂNTICOS
Ant. Ave, Maria, rosa do Paraíso, florescente, da graça de Deus. Ave, Maria,
esposa adornada com jóias preciosas. Ave, Maria, mais agradável ao Senhor
que a alegria dos Anjos de Deus.


Cântico I                                                    Is 61, 10 – 62, 3
Exulto de alegria no Senhor, *
  minha alma rejubila no meu Deus,
que me revestiu com as vestes da salvação *
  e me envolveu num manto de justiça,
como o noivo que cinge a fronte com o diadema *
  e a noiva que se adorna com suas jóias.

Como a terra faz brotar os gérmenes *
 e o jardim germinar as sementes,
assim o Senhor Deus fará brotar a justiça *
 e o louvor diante diante de todas as nações.

Por amor de Sião não Me hei-de calar, *
 por causa de Jerusalém não terei repouso,
enquanto a sua justiça não despontar como a aurora *
 e a sua salvação não resplandecer como facho ardente.

Então os povos hão-de ver a tua justiça *
 e todos os reis a tua glória.
Chamar-te-ão por um nome novo, *
 que a boca do Senhor designará.
Serás coroa esplendorosa nas mãos do Senhor, *
 diadema real nas mãos do teu Deus.


Cântico II                                                        Is 62, 4-7
Não mais te chamarão «Abandonada», *
 nem à tua terra «Deserta»,
mas hão-de chamar-te «Predilecta» *
 e à tua terra «Desposada»,
porque serás o encanto do Senhor *
 e a tua terra terá um esposo.
Tal como o jovem recebe a donzela, *
 o teu Construtor te desposará,
e, como a esposa é a alegria do marido, *
 tu serás a alegria do teu Deus.
Sobre os teus muros, Jerusalém, coloquei sentinelas;*
  nem de dia nem de noite deixarão de repetir:
«Vós que despertais a memória do Senhor,*
  não tenhais descanso nem Lho concedais,
enquanto não tiver restaurado Jerusalém,*
 enquanto não tiver feito dela a glória de toda a terra».

Glória ao Pai e ao Filho
  e ao Espírito Santo,
como era no princípio,
  agora e sempre. Amen.


Cântico III                                                 Is 62, 4-7
Escutai-me, filhos piedosos,*
 crescei como a roseira plantada à beira das águas.
Exalai o vosso perfume suave como o incenso*
 e fazei desabrochar as vossas flores como o lírio.
Entoai cânticos de louvor*
 e bendizei o Senhor por todas as suas obras.

Dai glória ao seu nome, proclamai os seus louvores*
  com os vossos lábios e as vossas harpas
e dizei em acção de graças:
  «Como são grandes as obras do Senhor!».

Glória ao Pai e ao Filho
  e ao Espírito Santo,
como era no princípio,
  agora e sempre. Amen.
Ant. Ave, Maria, rosa do Paraíso, florescente, da graça de Deus. Ave, Maria,
esposa adornada com jóias preciosas. Ave, Maria, mais agradável ao Senhor
que a alegria dos Anjos de Deus.
Se parecer apropriado pode repetir-se a antífona entre os cânticos II e III.

O turiferário aproxima-se do presidente com o turíbulo flamejante e com a
naveta. O presidente coloca o incenso. O turiferário aguarda do lado do
ambão.
Se houver diácono, este levanta-se e pede a bênção ao presidente como na
celebração da Missa, com a fórmula: A vossa bênção. Dada a bênção o cele-
brante levanta-se e entoa-se o Aleluia.


ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO                                                cf. Lc 1, 28

Refrão: Aleluia.      Repete-se

                   Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,
                       bendita sois Vós entre as mulheres.


EVANGELHO                                                             Lc 1, 26-38
               «Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo»

+ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo,
o Anjo Gabriel foi enviado por Deus
a uma cidade da Galileia chamada Nazaré,
a uma Virgem desposada com um homem chamado José,
que era descendente de David.
O nome da Virgem era Maria.
Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo:
«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo».
Ela ficou perturbada com estas palavras
e pensava que saudação seria aquela.
Disse-lhe o Anjo:
«Não temas, Maria,
porque encontraste graça diante de Deus.
Conceberás e darás à luz um Filho,
a quem porás o nome de Jesus.
Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo.
O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David;
reinará eternamente sobre a casa de Jacob
e o seu reinado não terá fim».
Maria disse ao Anjo:
«Como será isto, se eu não conheço homem?».
O Anjo respondeu-lhe:
«O Espírito Santo virá sobre ti
e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.
Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus.
E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice
e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril;
porque a Deus nada é impossível».
Maria disse então:
«Eis a escrava do Senhor;
faça-se em mim segundo a tua palavra».

Palavra da salvação.



Se parecer oportuno o presidente fará uma breve homília acerca da importân-
cia da Solenidade e destacando aspectos relevantes dos textos lidos durante a
celebração.


Finda a homília todos se levantam e entoa-se o hino Te Deum.
HINO FINAL (TE DEUM)
Nós Vos louvamos, ó Deus, *
 nós Vos bendizemos, Senhor.
Toda a terra Vos adora, *
 Pai eterno e omnipotente.
Os Anjos, os Céus e todas as Potestades,
 os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo, *
 o céu e a terra proclamam a vossa glória.
O coro glorioso dos Apóstolos, *
  a falange venerável dos Profetas,
o exército resplandecente dos Mártires *
  cantam os vossos louvores.
A santa Igreja anuncia por toda a terra *
 a glória do vosso nome:
Deus de infinita majestade, *
 Pai, Filho e Espírito Santo.
Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, *
 Filho do Eterno Pai,
para salvar o homem, tomastes a condição humana *
 no seio da Virgem Maria.

Vós despedaçastes as cadeias da morte *
 e abristes as portas do Céu.
Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, *
 e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos.
Socorrei os vossos servos, Senhor, *
  que remistes com o vosso Sangue precioso;
e recebei-os na luz da glória, *
  na assembleia dos vossos Santos.
Salvai o vosso povo, Senhor, *
  e abençoai a vossa herança;
sede o seu pastor e guia através dos tempos *
  e conduzi-os às fontes da vida eterna.
Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida *
 e louvaremos para sempre o vosso nome.
Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado. *
 Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós.
Desça sobre nós a vossa misericórdia, *
 porque em Vós esperamos.
Em Vós espero, meu Deus, *
 não serei confundido eternamente.

                                   Oração
Senhor nosso Deus, que, pela Imaculada Conceição da Vir-gem Maria, prepa-
rastes para o vosso Filho uma digna morada e, em atenção aos méritos futuros
da morte de Cristo, a preser-vastes de toda a mancha, concedei-nos, por sua
intercessão, a graça de chegarmos purificados junto de Vós. Por Nosso Senhor.

BÊNÇÃO FINAL
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.
(Diácono: Inclinai-vos para receber a bênção.)

V. Deus, que, na sua benigna providência,
por meio do seu Filho, nascido da Virgem Santa Maria,
quis salvar o género humano,
Se digne enriquecer-vos com a sua bênção.
R. Amen.

V. Deus vos faça sentir, sempre e em toda a parte,
a protecção da Virgem Santíssima,
pela qual recebestes o Autor da vida.
R. Amen.

V. A todos vós, que hoje aqui devotamente vos reunistes,
Deus vos conceda a alegria espiritual
e a recompensa eterna.
R. Amen.

V. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho + e Espírito Santo.
R. Amen.
O cortejo litúrgico retira-se discretamente acompanhado por algum cântico
ou apenas pelo órgão.

Ó Maria cheia de graça,                Estás unida à obra de Deus
Virgem Mãe do Criador,                 Virgem serva do Senhor,
Olha por nós, também somos filhos,     Pelo Teu sim de fé e de amor
És Mãe de Deus e nossa Mãe.            Cheia de Graça, nós Te louvamos.

Avé, Avé, Avé Maria.                   Virgem Santa por Deus eleita
Avé, Avé, Avé Maria.                   Desde toda a eternidade
                                       Para nos dar Seu Filho amado
                                       Cheia de graça, nós Te aclamamos.




CURIOSIDADES HISTÓRICAS:

O dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 8 de Dezembro de 1854 por
Pio IX (Bula "Ineffabilis Deus"), declara a santidade da Virgem Santa Maria
desde o primeiro momento da Sua Conceição, ou seja, a Virgem Maria foi pre-
servada desde sempre da mácula do pecado original, no qual nascem todos os
filhos de Adão. Enquanto estes estão privados da graça divina, a Virgem Maria
foi toda Pura, Santa e Imaculada desde o início da Sua vida.

D. João IV, a 25 de Março de 1646, dois séculos antes da proclamação oficial do
Dogma , invoca a Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria como Rainha e
Padroeira de Portugal, título que perdura até hoje.

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Vigília da Imaculada Conceição

  • 1. VIGÍLIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO DA VIRGEM SANTA MARIA Padroeira principal de Portugal Solenidade 08 Dezembro 2012
  • 2. INVITATÓRIO O cortejo litúrgico dirige-se para o presbitério, acompanhado por um cântico ou apenas pelo órgão, composto do Turíbulo com Incenso, Cruz, Velas, os acó- litos que não exercem qualquer função, os ministros assistentes revestidos de vestes corais, o presidente da celebração revestido de capa e ladeado pelos diá- conos assistentes e dalmáticas. Se o cortejo passar diante do altar, todos o saúdam, contanto que os ministros não o beijem, dirigindo-se depois para os seus lugares. O Invitatório é a introdução a todo o ciclo da oração quotidiana. Diz-se, portanto, ao princípio do Ofício de Leitura. O presidente, chegado ao presbitério, de pé, exorta o povo à oração, com estas palavras: V. Abri, Senhor, os meus lábios. R. E a minha boca anunciará o vosso louvor. Em seguida o coro entoa a antífona. Ant. Celebremos a Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria e adoremos o Senhor, Jesus Cristo, seu Filho. Em seguida, diz-se o Salmo 94 com sua antífona, em forma responsorial. A antífona é entoada antes de começar o Salmo e repetida pela assembleia; e retoma-se depois de cada estrofe. Salmo 94 (95) Convite ao louvor de Deus Exortai-vos cada dia uns aos outros, até ao dia que se chama «Hoje» (Hebr 3, 13). Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos a Deus, nosso Salvador. Vamos à sua presença e dêmos graças, ao som de cânticos aclamemos o Senhor.
  • 3. Pois grande Deus é o Senhor, Rei maior que todos os deuses. Em sua mão estão as profundezas da terra e pertencem-Lhe os cimos das montanhas. D’Ele é o mar, foi Ele quem o fez, d’Ele é a terra firme, que suas mãos formaram. Vinde, prostremo-nos em terra, adoremos o Senhor que nos criou. Pois Ele é o nosso Deus e nós o seu povo, ovelhas do seu rebanho. Quem dera ouvísseis hoje a sua voz: «Não endureçais os vossos corações, como em Meriba, como no dia de Massa no deserto, onde vossos pais Me tentaram e provocaram, apesar de terem visto as minhas obras. Durante quarenta anos essa geração Me desgostou, e Eu disse: É um povo de coração transviado, que não atinou com os meus caminhos. Por isso jurei na minha ira: Não entrarão no meu repouso». Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amen. VIGÍLIA O coro entoa o hino e, de pé, todos acompanham. HINO Ó Senhora imaculada, silenciosa, De sorriso virginal, Frescura envolvida na canção formosa Do amanhecer inicial.
  • 4. Senhora do vestido simples da graça Que íntima aurora Te deu, Florindo, sobre a luz da terra que passa, À luz primeira do Céu. Senhora, o teu celeste olhar de padroeira Floresça em nosso interior, Abrindo a senda da pureza verdadeira Que nos conduza ao Senhor. Todos se sentam para a recitação dos Salmos. SALMODIA Ant. 1 Na sua Conceição Imaculada, Maria recebeu a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus seu Salvador. Salmo 23 (24) Do Senhor é a terra e o que nela existe,* o mundo e quantos nele habitam. Ele a fundou sobre os mares* e a consolidou sobre as águas. Quem poderá subir à montanha do Senhor?* Quem habitará no seu santuário? O que tem as mãos inocentes e o coração puro,* que não invocou o seu nome em vão, nem jurou falso. Este será abençoado pelo Senhor * e recompensado por Deus, seu Salvador. Esta é a geração dos que O procuram, * que procuram a face do Deus de Jacob. Levantai, ó portas, os vossos umbrais, * alteai-vos, pórticos antigos, † e entrará o Rei da glória? Quem é esse Rei da glória? * O Senhor forte e poderoso, † o Senhor poderoso nas batalhas.
  • 5. Levantai, ó portas, os vossos umbrais, * alteai-vos, pórticos antigos, † e entrará o Rei da glória. Quem é esse Rei da glória? * O Senhor dos Exércitos, † é Ele o Rei da glória. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amen. Ant. Na sua Conceição Imaculada, Maria recebeu a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus seu Salvador. Ant. 2 Deus a protegeu desde o romper da aurora; o Altíssimo santificou a sua morada. Salmo 45 (46) Deus é o nosso refúgio e a nossa força, * auxílio sempre pronto na adversidade. Por isso, nada receamos, ainda que a terra vacile * e os montes se precipitem no fundo do mar, ainda que se encrespem e refervam suas águas * e estremeçam os montes com a sua fúria. O Senhor dos Exércitos está connosco, * o Deus de Jacob é a nossa fortaleza. Os braços dum rio alegram a cidade de Deus, * a mais santa das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela e a torna inabalável, * Deus a protege desde o romper da aurora. Agitaram-se os povos, tremeram os reinos: * Ele fez ouvir a sua voz e a terra estremeceu. O Senhor dos Exércitos está connosco, * o Deus de Jacob é a nossa fortaleza.
  • 6. Vinde e contemplai as obras do Senhor, * as maravilhas que realizou na terra. Põe termo às guerras até aos confins do mundo, * despedaça os arcos, quebra as lanças, † queima no fogo os escudos. «Rendei-vos e reconhecei que Eu sou Deus, * triunfo das nações e domino a terra». O Senhor dos Exércitos está connosco, * o Deus de Jacob é a nossa fortaleza. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amen. Ant. Deus a protegeu desde o romper da aurora; o Altíssimo santificou a sua morada. Ant. 3 Grandes coisas se dizem de ti, ó Cidade de Deus, fundada pelo Senhor nos montes santos. Salmo 86 (87) O Senhor ama a cidade, * por Ele fundada sobre os montes santos; ama as portas de Sião, * mais que todas as moradas de Jacob. Grandes coisas se dizem de ti, * ó cidade de Deus. Contarei o Egipto e a Babilónia * entre os meus adoradores; a Filisteia, Tiro e a Etiópia, * uns e outros ali nasceram. E dir-se-á de Sião: «Todos lá nasceram, * o próprio Altíssimo a consolidou».
  • 7. O Senhor escreverá no registo dos povos: * «Este nasceu em Sião». E irão dançando e cantando: * «Todas as minhas fontes estão em ti». Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amen. Ant. Grandes coisas se dizem de ti, ó Cidade de Deus, fundada pelo Senhor nos montes santos. Antes das leituras, diz-se o versículo, que faz a transição da Sal-modia para a audição da Palavra de Deus. V. O Senhor todo-poderoso encheu-me de fortaleza. R. E tornou irrepreensível o meu caminho. PRIMEIRA LEITURA Da Epístola do Apóstolo São Paulo aos Romanos 5, 12-21 Onde abundou o pecado superabundou a graça. Irmãos: Assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte, assim a morte atingiu todos os homens, uma vez que todos pecaram. De facto, até à Lei, existia o pecado no mundo. Mas o pecado não é levado em conta, se não houver lei. Entretanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, mesmo para aqueles que não tinham pecado por uma transgressão à semelhança de Adão, que é figura daquele que havia de vir. Mas o dom gratui- to não é como a falta. Se pelo pecado de um só todos pereceram, com muito mais razão a graça de Deus, dom contido na graça de um só homem, Jesus Cristo, se concedeu com abundância a todos os homens. E esse dom não é como o pecado de um só; o julgamento, que resultou desse único pecado levou à condenação, ao passo que o dom gratuito, que veio de muitas faltas, leva à justificação. Se a morte reinou pelo pecado de um só homem, com muito mais razão aque- les que recebem com abundância a graça e o dom da justiça reinarão na vida por meio de um só, Jesus Cristo.
  • 8. Porque assim como pelo pecado de um só, veio para todos os homens a conde- nação, assim também, pela obra de justiça de um só, virá para todos a justifi- cação que dá a vida. De facto, como pela desobediência de um só homem, todos se tornaram pecadores, assim também pela obediência de um só, todos se tornarão justos. A Lei interveio para que a falta se multiplicasse; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça, para que assim como o pecado reinou pela morte, assim também a graça reine pela justiça, para nos dar a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor. RESPONSÓRIO Rom 5, 12; Lc 1, 30; Salmo 114 (116A), 8; 17 (18), 19 R. Por um só homem entrou o pecado no mundo, e por ele todos pecaram. * Não tenhas receio, Maria: encontraste graça junto de Deus. V. O Senhor livrou da morte a minha alma e protegeu-me contra o meu inimi- go. * Não tenhas receio, Maria: encontraste graça junto de Deus. SEGUNDA LEITURA Das Meditações de Santo Anselmo, bispo (Oratio 52: PL 158, 955-956) (Sec. XII) Ó Virgem, pela tua bênção é abençoada toda a criatura. O céu, as estrelas, a terra, os rios, o dia e a noite, e tudo quanto está sujeito ao poder ou ao serviço dos homens se alegram, Senhora, porque, tendo perdido a sua antiga nobreza, foram em certo modo ressuscitados por meio de Ti e dotados de uma graça nova e inefável. Todas as coisas se encontravam como mortas, por terem perdido a sua digni- dade original de servir o domínio e o uso daqueles que louvam a Deus, para que tinham sido criadas; encontravam-se esmagadas pela opressão e desfigu- radas pelo abuso que delas faziam os servos dos ídolos, para os quais não tinham sido criadas. Agora, porém, como que ressuscitadas, felicitam a Maria, ao verem-se governadas pelo domínio e honradas pelo uso daqueles que lou- vam o Senhor. Perante esta nova e inestimável graça, todas as coisas exultam de alegria, ao sentir que Deus, seu Criador, não só as governa invisivelmente, lá do alto, mas também está visivelmente presente no meio delas e as santifica com o uso que delas faz.
  • 9. Tão grandes bens procedem do fruto bendito do ventre sagrado da Virgem Maria. Pela plenitude da tua graça, o que estava cativo na região dos mortos exulta de alegria ao ver-se libertado, e o que estava ainda no mundo regozija-se ao sen- tir-se renovado. Pelo poder do Filho glorioso da tua gloriosa virgindade, os justos, que morreram antes da sua morte vivificadora, alegram-se ao ver des- truído o seu cativeiro, e os Anjos regozijam-se ao ver restaurada a sua cidade quase em ruínas. Ó Mulher cheia de graça, superabundante de graça, a tua plenitude transbor- da para a criação inteira e a faz reverdescer. Virgem bendita, entre todas as coisas bendita, pela tua bênção é abençoada toda a natureza, não só a criatura pelo Criador, mas também o Criador pela criatura. Deus entregou a Maria o seu próprio Filho, o seu Filho Unigénito, igual a Si, a quem amava de todo o coração como a Si mesmo. No seio de Maria, Deus for- mou o Filho, não distinto, mas o mesmo, para que realmente fosse um e o mesmo o Filho de Deus e de Maria. Tudo o que nasce é criatura de Deus, e Deus nasce de Maria. Deus criou todas as coisas, e Maria gerou a Deus. Deus, que criou todas as coisas, fez-Se a Si mesmo por meio de Maria. E deste modo refez tudo o que tinha feito. Ele, que pôde fazer todas as coisas do nada, não quis refazer sem Maria o que tinha sido arruinado. Por esta razão, Deus é o Pai das coisas criadas, e Maria a mãe das coisas recria- das. Deus é o Pai a quem se deve a constituição do mundo, e Maria a mãe a quem se deve a sua restauração. Pois Deus gerou Aquele por quem tudo foi feito, e Maria deu à luz Aquele por quem tudo foi salvo. Deus gerou Aquele fora do qual nada existe, e Maria deu à luz Aquele sem o qual nada subsiste. Verdadeiramente o Senhor está contigo, pois quis que toda a criatura reconhe- cesse que deve a Ti, com Ele, tão grande benefício. RESPONSÓRIO Salmo 33 (34), 4; 85 (86), 13; Lc 1, 48 R. Por um só homem entrou o pecado no mundo, e por ele todos pecaram. * Não tenhas receio, Maria: encontraste graça junto de Deus. V. O Senhor livrou da morte a minha alma e protegeu-me contra o meu inimigo. * Não tenhas receio, Maria: encontraate graça junto de Deus.
  • 10. CÂNTICOS Ant. Ave, Maria, rosa do Paraíso, florescente, da graça de Deus. Ave, Maria, esposa adornada com jóias preciosas. Ave, Maria, mais agradável ao Senhor que a alegria dos Anjos de Deus. Cântico I Is 61, 10 – 62, 3 Exulto de alegria no Senhor, * minha alma rejubila no meu Deus, que me revestiu com as vestes da salvação * e me envolveu num manto de justiça, como o noivo que cinge a fronte com o diadema * e a noiva que se adorna com suas jóias. Como a terra faz brotar os gérmenes * e o jardim germinar as sementes, assim o Senhor Deus fará brotar a justiça * e o louvor diante diante de todas as nações. Por amor de Sião não Me hei-de calar, * por causa de Jerusalém não terei repouso, enquanto a sua justiça não despontar como a aurora * e a sua salvação não resplandecer como facho ardente. Então os povos hão-de ver a tua justiça * e todos os reis a tua glória. Chamar-te-ão por um nome novo, * que a boca do Senhor designará. Serás coroa esplendorosa nas mãos do Senhor, * diadema real nas mãos do teu Deus. Cântico II Is 62, 4-7 Não mais te chamarão «Abandonada», * nem à tua terra «Deserta», mas hão-de chamar-te «Predilecta» * e à tua terra «Desposada», porque serás o encanto do Senhor * e a tua terra terá um esposo.
  • 11. Tal como o jovem recebe a donzela, * o teu Construtor te desposará, e, como a esposa é a alegria do marido, * tu serás a alegria do teu Deus. Sobre os teus muros, Jerusalém, coloquei sentinelas;* nem de dia nem de noite deixarão de repetir: «Vós que despertais a memória do Senhor,* não tenhais descanso nem Lho concedais, enquanto não tiver restaurado Jerusalém,* enquanto não tiver feito dela a glória de toda a terra». Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amen. Cântico III Is 62, 4-7 Escutai-me, filhos piedosos,* crescei como a roseira plantada à beira das águas. Exalai o vosso perfume suave como o incenso* e fazei desabrochar as vossas flores como o lírio. Entoai cânticos de louvor* e bendizei o Senhor por todas as suas obras. Dai glória ao seu nome, proclamai os seus louvores* com os vossos lábios e as vossas harpas e dizei em acção de graças: «Como são grandes as obras do Senhor!». Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amen.
  • 12. Ant. Ave, Maria, rosa do Paraíso, florescente, da graça de Deus. Ave, Maria, esposa adornada com jóias preciosas. Ave, Maria, mais agradável ao Senhor que a alegria dos Anjos de Deus. Se parecer apropriado pode repetir-se a antífona entre os cânticos II e III. O turiferário aproxima-se do presidente com o turíbulo flamejante e com a naveta. O presidente coloca o incenso. O turiferário aguarda do lado do ambão. Se houver diácono, este levanta-se e pede a bênção ao presidente como na celebração da Missa, com a fórmula: A vossa bênção. Dada a bênção o cele- brante levanta-se e entoa-se o Aleluia. ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO cf. Lc 1, 28 Refrão: Aleluia. Repete-se Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres. EVANGELHO Lc 1, 26-38 «Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é contigo» + Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José, que era descendente de David. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus.
  • 13. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David; reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril; porque a Deus nada é impossível». Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra». Palavra da salvação. Se parecer oportuno o presidente fará uma breve homília acerca da importân- cia da Solenidade e destacando aspectos relevantes dos textos lidos durante a celebração. Finda a homília todos se levantam e entoa-se o hino Te Deum.
  • 14. HINO FINAL (TE DEUM) Nós Vos louvamos, ó Deus, * nós Vos bendizemos, Senhor. Toda a terra Vos adora, * Pai eterno e omnipotente. Os Anjos, os Céus e todas as Potestades, os Querubins e os Serafins Vos aclamam sem cessar: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do Universo, * o céu e a terra proclamam a vossa glória. O coro glorioso dos Apóstolos, * a falange venerável dos Profetas, o exército resplandecente dos Mártires * cantam os vossos louvores. A santa Igreja anuncia por toda a terra * a glória do vosso nome: Deus de infinita majestade, * Pai, Filho e Espírito Santo. Senhor Jesus Cristo, Rei da glória, * Filho do Eterno Pai, para salvar o homem, tomastes a condição humana * no seio da Virgem Maria. Vós despedaçastes as cadeias da morte * e abristes as portas do Céu. Vós estais sentado à direita de Deus, na glória do Pai, * e de novo haveis de vir para julgar os vivos e os mortos. Socorrei os vossos servos, Senhor, * que remistes com o vosso Sangue precioso; e recebei-os na luz da glória, * na assembleia dos vossos Santos. Salvai o vosso povo, Senhor, * e abençoai a vossa herança; sede o seu pastor e guia através dos tempos * e conduzi-os às fontes da vida eterna.
  • 15. Nós Vos bendiremos todos os dias da nossa vida * e louvaremos para sempre o vosso nome. Dignai-Vos, Senhor, neste dia, livrar-nos do pecado. * Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós. Desça sobre nós a vossa misericórdia, * porque em Vós esperamos. Em Vós espero, meu Deus, * não serei confundido eternamente. Oração Senhor nosso Deus, que, pela Imaculada Conceição da Vir-gem Maria, prepa- rastes para o vosso Filho uma digna morada e, em atenção aos méritos futuros da morte de Cristo, a preser-vastes de toda a mancha, concedei-nos, por sua intercessão, a graça de chegarmos purificados junto de Vós. Por Nosso Senhor. BÊNÇÃO FINAL V. O Senhor esteja convosco. R. Ele está no meio de nós. (Diácono: Inclinai-vos para receber a bênção.) V. Deus, que, na sua benigna providência, por meio do seu Filho, nascido da Virgem Santa Maria, quis salvar o género humano, Se digne enriquecer-vos com a sua bênção. R. Amen. V. Deus vos faça sentir, sempre e em toda a parte, a protecção da Virgem Santíssima, pela qual recebestes o Autor da vida. R. Amen. V. A todos vós, que hoje aqui devotamente vos reunistes, Deus vos conceda a alegria espiritual e a recompensa eterna. R. Amen. V. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho + e Espírito Santo. R. Amen.
  • 16. O cortejo litúrgico retira-se discretamente acompanhado por algum cântico ou apenas pelo órgão. Ó Maria cheia de graça, Estás unida à obra de Deus Virgem Mãe do Criador, Virgem serva do Senhor, Olha por nós, também somos filhos, Pelo Teu sim de fé e de amor És Mãe de Deus e nossa Mãe. Cheia de Graça, nós Te louvamos. Avé, Avé, Avé Maria. Virgem Santa por Deus eleita Avé, Avé, Avé Maria. Desde toda a eternidade Para nos dar Seu Filho amado Cheia de graça, nós Te aclamamos. CURIOSIDADES HISTÓRICAS: O dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 8 de Dezembro de 1854 por Pio IX (Bula "Ineffabilis Deus"), declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da Sua Conceição, ou seja, a Virgem Maria foi pre- servada desde sempre da mácula do pecado original, no qual nascem todos os filhos de Adão. Enquanto estes estão privados da graça divina, a Virgem Maria foi toda Pura, Santa e Imaculada desde o início da Sua vida. D. João IV, a 25 de Março de 1646, dois séculos antes da proclamação oficial do Dogma , invoca a Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria como Rainha e Padroeira de Portugal, título que perdura até hoje.