Tratamento de efluentes na
indústria têxtil
Anselmo Ribas, Christianny Fiorato e Giovanna Canizela
Processo produtivo
1. Fiação - transformação das fibras em fios
2. Tecelagem - Entrelaçamento dos fios
formando tecido
3. Beneficiamento - Engloba todas as
etapas de transformação do tecido quanto
à sua aparência, resistência, toque,
capacidade de absorção de água, etc…
É nessa última etapa que são gerados os
efluentes da indústria têxtil
(BELTRAME,2000)
Uso da água na
indústria têxtil
Para produzir 1 kg de tecido são necessários de 80
a 150 litros de água, desse montante, 12% é
evaporado durante o processo produtivo e 80%
são desperdiçados. Pode-se entender que os
elevados uso de água ocorre nas etapas de
beneficiamento dos tecidos como lavagem e
tingimento
Esses processos resultam em impactos ambientais
e que necessitam de uma gestão eficiente para
minimizar estes danos.
Uso da água na
indústria têxtil
Sendo assim, o impacto ambiental das indústrias
têxteis está associado ao grande consumo de água.
Em todas as etapas do processo são produzidos
efluentes líquidos de diversas naturezas,
relacionados ao tipo de produto químico, ao processo
e ao tecido utilizado no desenvolvimento do produto.
A etapa de beneficiamento utiliza elevados volumes
de água, gerando grande quantidade de efluentes
que provém principalmente das fases de tingimento e
lavagem (QUEIROZ et al., 2019).
Efluentes da
indústria têxtil
São águas residuais dispensadas
durante o processo de produção
das roupas. Esse líquido se forma
principalmente durante as
etapas de tingimento e
tratamento têxtil.
Variam bastante de acordo com
o processo produtivo e o tipo de
tecido produzido.
Efluentes da
indústria têxtil
O volume do despejo é muito grande.
para 1000 m³ de tecido processado por
dia, podem ser obtidos até 6800m³ de
despejos.
(Braile e Cavalcanti, 1993)
A maior parte da carga poluidora é
orgânica, porém em indústrias em que
são utilizados pigmentos, também pode
haver carga inorgânica.
Impactos ambientais
Os produtos têxteis colorem e
poluem a água, e a sua liberação no
meio ambiente resulta na alteração do
pH, redução da penetração da luz e na
solubilidade, bem como no aumento da
Demanda Bioquímica de Oxigênio
(DBO), Demanda Química de Oxigênio
(DQO) e Sólidos Totais (ST), levando a
problemas de contaminação. Assim, se
os efluentes gerados não forem
devidamente tratados, causam grande
impacto ao meio natural. Portanto, é de
extrema relevância que as estratégias de
gestão se preocupem com os resíduos
têxteis (KHAN; MALIK, 2018 apud. Silva
2023).
Impactos
ambientais
Os setores produtivos de tinturaria,
estamparia e engomagem/desengomagem
são os principais geradores de efluentes com
concentrações de carga orgânica por
matéria-prima ou produto
A indústria têxtil utiliza diversos tipos de
corantes ou anilinas, auxiliares químicos que
ao serem processados geram um efluente
líquido com características específicas,
necessitando tratamento específico para
atender a legislação ambiental.
(BASTIAN, 2009)
Impactos
ambientais
Os resíduos do setor têxtil contêm
impurezas físicas, químicas e biológicas, que são
removidas das peças durante o processo de
lavagem e tingimento (NAVACHI, 2002).
A utilização de corantes compostos por
metais pesados são uma das preocupações do
processo de destinação destes efluentes,
também pode-se destacar os resíduos sólidos
como: fibras, fios e tecidos. Após o processo da
lavagem têxtil é possível observar o nível de
poluição pela textura, cor e alta turbidez dos
efluentes (KUNZ et al., 2002)
Legislação
Distintamente ao tratamento de Resíduos
Sólidos e ao Saneamento Básico, o
tratamento de efluentes não dispões de
preceitos normativos específicos
De forma primária o tratamento legal é dado
pela Lei Nº 9.433 (08/01/1997) - Política
Nacional de Recursos Hídricos, conhecida
como Lei das águas.
Art. 21. Na fixação dos valores a serem
cobrados pelo uso dos recursos hídricos
devem ser observados, dentre outros:
.II - nos lançamentos de esgotos e demais
resíduos líquidos ou gasosos, o volume
lançado e seu regime de variação e as
características físico-químicas, biológicas e de
toxidade do afluente
Legislação
Como normativo infralegal a Resolução
CONAMA nº 430/2011, complementa a
Resolução CONAMA 357/2005
Estabelecem parâmetros para o
lançamento de efluentes em corpos
hídricos.
.
Legislação
Art. 16. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente
poderão ser lançados diretamente no corpo receptor desde
que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo,
resguardadas outras exigências cabíveis:
I - condições de lançamento de efluentes:
a) pH entre 5 a 9;
b) temperatura: inferior a 40ºC, sendo que a variação de
temperatura do corpo receptor não deverá exceder a 3ºC no
limite da zona de mistura;
c) materiais sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 hora em
cone Inmhoff. Para o lançamento em lagos e lagoas, cuja
velocidade de circulação seja praticamente nula, os materiais
sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes;
d) regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vez a
vazão média do período de atividade diária do agente
poluidor, exceto nos casos permitidos pela autoridade
competente;
e) óleos e graxas:
1. óleos minerais: até 20 mg/L;
2. óleos vegetais e gorduras animais: até 50 mg/L;
f) ausência de materiais flutuantes; e
g) Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO 5 dias a 20ºC):
remoção mínima de 60% de DBO sendo que este limite só
poderá ser reduzido no caso de existência de estudo de
autodepuração do corpo hídrico que comprove atendimento
às metas do enquadramento do corpo receptor;
CONAMA nº 430/2011,
Legislação
Diante da ausência de
Regulamentação específica nacional,
cada ente federativo pode proceder
com legislação própria.
No estado de São Paulo a CETESB tem
a regulamentação e fiscalização de
Efluentes, Já em Minas Gerais o
monitoramento é à cargo da COPASA.
Que em especial criou o PRECEND
(Programa de Recebimento e Controle
de Efluentes Não Domésticos) para
controlar e regulamentar o lançamento
de efluentes não domésticos, na rede
coletora.
Legislação
Fator K
O Fator K é também uma forma de penalidade no
contrato do PRECEND e é fundamentado no princípio do
poluidor pagador, ou seja, quem polui mais paga mais.
Portanto, os empreendimentos que os relatórios de auto
monitoramento evidenciem o lançamento de efluentes
na rede da COPASA com carga poluidora maior do que
aquela quantificada para o esgoto doméstico, são
passíveis de sobre taxa.
Essa alteração de carga entre esgoto doméstico e um
efluente não doméstico é expressa por intermédio do
fator K, que é medido por uma relação dos parâmetros
DQO (Demanda Química de Oxigênio) e/ou SST (Sólidos
Suspensos Totais).
Caso esta relação entre DQO e SST esteja acima dos
limites permitidos para lançamento, ou seja, DQO > 450
mg/L e SST > 300 mg/L, deverá ser multiplicado o índice
de Fator K sobre taxa de recebimento de esgotos
discriminada na conta emitida pela concessionária,
Dessa forma, a determinação correta do Fator K para
cada situação deve ser feita conforme tabela do Fator de
Carga Poluidora “K”, anexa à Norma Técnica 187/5
COPASA.
Norma Técnica 187/5 COPASA.
Processo de
tratamento efluente
da indústria têxtil
(KUNZ et al., 2002)
Métodos de tratamento
1. Processos biológicos - Utilização de microorganismos para consumo
da matéria orgânica e também descoloração. Comum adotar o sistema
de LAB - Lodos Ativados por Batelada.
Métodos de tratamento
2. Adsorção - O método de adsorção funciona através de uma
transferência de uma fase fluida para uma fase sólida conhecida como
adsorvente . Um dos materiais mais usados atualmente como
adsorvente é o carvão ativado por conta de sua alta eficiência
Métodos de tratamento
3. Coagulação/ Floculação - A técnica de coagulação/floculação consiste
na utilização de sais de ferro ou de alumínio para auxiliar na formação de
flocos, permitindo que ocorra a sedimentação do resíduo
Métodos de tratamento
4. Eletrocoagulação - Semelhante à anterior, porém não utiliza compostos químicos,
nesse caso a coagulação se obtém com a passagem de eletricidade pelo efluente
desestabilizando a solução e coagulando os contaminantes.
Métodos de tratamento
4. Processos oxidativos avançados - POAs são tecnologias que geralmente
utilizam um forte agente oxidante (O3 , H2O2) e/ou catalisadores (Fe, Mn, TiO2) na presença
ou não de fonte de irradiação, para gerar radicais livres OH•, altamente reativos, capazes de
mineralizar substâncias orgânicas, presentes nos efluentes industriais [6]. Dentre os diversos
POAs existentes, a ozonização e os processos Fenton tem se destacado por conta de seus
resultados satisfatórios no tratamento de efluentes têxteis.
Referências
BELTRAME, Leocádia Terezinha Cordeiro. Caracterização de efluente têxtil e proposta de tratamento. 2000. Dissertação de Mestrado.
Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
BASTIAN, Elza Yuriko Onishi. Guia técnico ambiental da indústria têxtil-Série P+ L.Companhia Técnica Ambiental do Estado de São Paulo
(CETESB). 2009.
CONAMA. RESOLUÇÃO No 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005. Publicada de 18/03/2005.
CONAMA. RESOLUÇÃO No 430, DE 13 DE MAIO DE 2011. Publicada no DOU em 16 mai 2011
KUNZ, Airton et al. Novas tendências no tratamento de efluentes têxteis. Química nova, v. 25, p. 78-82, 2002.

Tratamento de Efluentes na indústria têxtil

  • 1.
    Tratamento de efluentesna indústria têxtil Anselmo Ribas, Christianny Fiorato e Giovanna Canizela
  • 2.
    Processo produtivo 1. Fiação- transformação das fibras em fios 2. Tecelagem - Entrelaçamento dos fios formando tecido 3. Beneficiamento - Engloba todas as etapas de transformação do tecido quanto à sua aparência, resistência, toque, capacidade de absorção de água, etc… É nessa última etapa que são gerados os efluentes da indústria têxtil (BELTRAME,2000)
  • 3.
    Uso da águana indústria têxtil Para produzir 1 kg de tecido são necessários de 80 a 150 litros de água, desse montante, 12% é evaporado durante o processo produtivo e 80% são desperdiçados. Pode-se entender que os elevados uso de água ocorre nas etapas de beneficiamento dos tecidos como lavagem e tingimento Esses processos resultam em impactos ambientais e que necessitam de uma gestão eficiente para minimizar estes danos.
  • 4.
    Uso da águana indústria têxtil Sendo assim, o impacto ambiental das indústrias têxteis está associado ao grande consumo de água. Em todas as etapas do processo são produzidos efluentes líquidos de diversas naturezas, relacionados ao tipo de produto químico, ao processo e ao tecido utilizado no desenvolvimento do produto. A etapa de beneficiamento utiliza elevados volumes de água, gerando grande quantidade de efluentes que provém principalmente das fases de tingimento e lavagem (QUEIROZ et al., 2019).
  • 5.
    Efluentes da indústria têxtil Sãoáguas residuais dispensadas durante o processo de produção das roupas. Esse líquido se forma principalmente durante as etapas de tingimento e tratamento têxtil. Variam bastante de acordo com o processo produtivo e o tipo de tecido produzido.
  • 6.
    Efluentes da indústria têxtil Ovolume do despejo é muito grande. para 1000 m³ de tecido processado por dia, podem ser obtidos até 6800m³ de despejos. (Braile e Cavalcanti, 1993) A maior parte da carga poluidora é orgânica, porém em indústrias em que são utilizados pigmentos, também pode haver carga inorgânica.
  • 7.
    Impactos ambientais Os produtostêxteis colorem e poluem a água, e a sua liberação no meio ambiente resulta na alteração do pH, redução da penetração da luz e na solubilidade, bem como no aumento da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), Demanda Química de Oxigênio (DQO) e Sólidos Totais (ST), levando a problemas de contaminação. Assim, se os efluentes gerados não forem devidamente tratados, causam grande impacto ao meio natural. Portanto, é de extrema relevância que as estratégias de gestão se preocupem com os resíduos têxteis (KHAN; MALIK, 2018 apud. Silva 2023).
  • 8.
    Impactos ambientais Os setores produtivosde tinturaria, estamparia e engomagem/desengomagem são os principais geradores de efluentes com concentrações de carga orgânica por matéria-prima ou produto A indústria têxtil utiliza diversos tipos de corantes ou anilinas, auxiliares químicos que ao serem processados geram um efluente líquido com características específicas, necessitando tratamento específico para atender a legislação ambiental. (BASTIAN, 2009)
  • 9.
    Impactos ambientais Os resíduos dosetor têxtil contêm impurezas físicas, químicas e biológicas, que são removidas das peças durante o processo de lavagem e tingimento (NAVACHI, 2002). A utilização de corantes compostos por metais pesados são uma das preocupações do processo de destinação destes efluentes, também pode-se destacar os resíduos sólidos como: fibras, fios e tecidos. Após o processo da lavagem têxtil é possível observar o nível de poluição pela textura, cor e alta turbidez dos efluentes (KUNZ et al., 2002)
  • 10.
    Legislação Distintamente ao tratamentode Resíduos Sólidos e ao Saneamento Básico, o tratamento de efluentes não dispões de preceitos normativos específicos De forma primária o tratamento legal é dado pela Lei Nº 9.433 (08/01/1997) - Política Nacional de Recursos Hídricos, conhecida como Lei das águas. Art. 21. Na fixação dos valores a serem cobrados pelo uso dos recursos hídricos devem ser observados, dentre outros: .II - nos lançamentos de esgotos e demais resíduos líquidos ou gasosos, o volume lançado e seu regime de variação e as características físico-químicas, biológicas e de toxidade do afluente
  • 11.
    Legislação Como normativo infralegala Resolução CONAMA nº 430/2011, complementa a Resolução CONAMA 357/2005 Estabelecem parâmetros para o lançamento de efluentes em corpos hídricos. .
  • 12.
    Legislação Art. 16. Osefluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados diretamente no corpo receptor desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis: I - condições de lançamento de efluentes: a) pH entre 5 a 9; b) temperatura: inferior a 40ºC, sendo que a variação de temperatura do corpo receptor não deverá exceder a 3ºC no limite da zona de mistura; c) materiais sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 hora em cone Inmhoff. Para o lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes; d) regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vez a vazão média do período de atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela autoridade competente; e) óleos e graxas: 1. óleos minerais: até 20 mg/L; 2. óleos vegetais e gorduras animais: até 50 mg/L; f) ausência de materiais flutuantes; e g) Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO 5 dias a 20ºC): remoção mínima de 60% de DBO sendo que este limite só poderá ser reduzido no caso de existência de estudo de autodepuração do corpo hídrico que comprove atendimento às metas do enquadramento do corpo receptor; CONAMA nº 430/2011,
  • 13.
    Legislação Diante da ausênciade Regulamentação específica nacional, cada ente federativo pode proceder com legislação própria. No estado de São Paulo a CETESB tem a regulamentação e fiscalização de Efluentes, Já em Minas Gerais o monitoramento é à cargo da COPASA. Que em especial criou o PRECEND (Programa de Recebimento e Controle de Efluentes Não Domésticos) para controlar e regulamentar o lançamento de efluentes não domésticos, na rede coletora.
  • 14.
    Legislação Fator K O FatorK é também uma forma de penalidade no contrato do PRECEND e é fundamentado no princípio do poluidor pagador, ou seja, quem polui mais paga mais. Portanto, os empreendimentos que os relatórios de auto monitoramento evidenciem o lançamento de efluentes na rede da COPASA com carga poluidora maior do que aquela quantificada para o esgoto doméstico, são passíveis de sobre taxa. Essa alteração de carga entre esgoto doméstico e um efluente não doméstico é expressa por intermédio do fator K, que é medido por uma relação dos parâmetros DQO (Demanda Química de Oxigênio) e/ou SST (Sólidos Suspensos Totais). Caso esta relação entre DQO e SST esteja acima dos limites permitidos para lançamento, ou seja, DQO > 450 mg/L e SST > 300 mg/L, deverá ser multiplicado o índice de Fator K sobre taxa de recebimento de esgotos discriminada na conta emitida pela concessionária, Dessa forma, a determinação correta do Fator K para cada situação deve ser feita conforme tabela do Fator de Carga Poluidora “K”, anexa à Norma Técnica 187/5 COPASA. Norma Técnica 187/5 COPASA.
  • 15.
    Processo de tratamento efluente daindústria têxtil (KUNZ et al., 2002)
  • 16.
    Métodos de tratamento 1.Processos biológicos - Utilização de microorganismos para consumo da matéria orgânica e também descoloração. Comum adotar o sistema de LAB - Lodos Ativados por Batelada.
  • 17.
    Métodos de tratamento 2.Adsorção - O método de adsorção funciona através de uma transferência de uma fase fluida para uma fase sólida conhecida como adsorvente . Um dos materiais mais usados atualmente como adsorvente é o carvão ativado por conta de sua alta eficiência
  • 18.
    Métodos de tratamento 3.Coagulação/ Floculação - A técnica de coagulação/floculação consiste na utilização de sais de ferro ou de alumínio para auxiliar na formação de flocos, permitindo que ocorra a sedimentação do resíduo
  • 19.
    Métodos de tratamento 4.Eletrocoagulação - Semelhante à anterior, porém não utiliza compostos químicos, nesse caso a coagulação se obtém com a passagem de eletricidade pelo efluente desestabilizando a solução e coagulando os contaminantes.
  • 20.
    Métodos de tratamento 4.Processos oxidativos avançados - POAs são tecnologias que geralmente utilizam um forte agente oxidante (O3 , H2O2) e/ou catalisadores (Fe, Mn, TiO2) na presença ou não de fonte de irradiação, para gerar radicais livres OH•, altamente reativos, capazes de mineralizar substâncias orgânicas, presentes nos efluentes industriais [6]. Dentre os diversos POAs existentes, a ozonização e os processos Fenton tem se destacado por conta de seus resultados satisfatórios no tratamento de efluentes têxteis.
  • 22.
    Referências BELTRAME, Leocádia TerezinhaCordeiro. Caracterização de efluente têxtil e proposta de tratamento. 2000. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. BASTIAN, Elza Yuriko Onishi. Guia técnico ambiental da indústria têxtil-Série P+ L.Companhia Técnica Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). 2009. CONAMA. RESOLUÇÃO No 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005. Publicada de 18/03/2005. CONAMA. RESOLUÇÃO No 430, DE 13 DE MAIO DE 2011. Publicada no DOU em 16 mai 2011 KUNZ, Airton et al. Novas tendências no tratamento de efluentes têxteis. Química nova, v. 25, p. 78-82, 2002.