Transtornos Mentais
Saúde Mental
Enfª Ingrid Rafaele
Transtornos Mentais
• Transtornos mentais, também conhecidos como transtornos
psiquiátricos, são doenças que afetam o comportamento, o humor, o
cognitivo e o emocional de uma pessoa. Eles são causados por
alterações na estrutura química do cérebro, e podem ser resultado
de uma interação complexa de fatores, como:
• Genética
• Fatores biológicos
• Fatores psicológicos
• Fatores ambientais, sociais e culturais
• Os transtornos mentais podem ter um impacto
significativo na vida de uma pessoa, afetando as relações
sociais, pessoais e profissionais. Por isso, é importante
reconhecer os sintomas e procurar ajuda médica para o
diagnóstico e tratamento.
• Existem mais de 300 tipos de transtornos mentais, que podem ser
classificados em grupos. Alguns dos mais comuns são:
• Transtornos ansiosos, como a ansiedade generalizada, fobias e
síndrome do pânico
• Transtornos depressivos, como a depressão maior, a depressão pós-
parto e a distimia
• Transtornos neurocognitivos, como o Alzheimer e o Parkinson
• Transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo e o déficit
de atenção (TDAH)
• Transtornos psicóticos, como a esquizofrenia e o transtorno
delirante
Diagnóstico Psiquiátrico
• O diagnóstico psiquiátrico é um laudo feito por um médico
psiquiatra que determina se um paciente tem ou não uma
patologia psicológica. O objetivo é melhorar a qualidade de
vida do paciente, orientando-o sobre os sintomas e como
lidar com eles.
Diagnóstico Psiquiátrico
• O diagnóstico psiquiátrico é feito por meio de uma ou
mais entrevistas com o paciente, onde o psiquiatra
observa o comportamento do paciente e coleta dados. O
psiquiatra também pode solicitar exames físicos,
laboratoriais, testes psicológicos, neurológicos e
neuropsicológicos, e exames de imagem.
Transtornos do Humor
Transtornos do Humor
• Os transtornos do humor são problemas de saúde que envolvem períodos
prolongados de tristeza excessiva (depressão), de euforia excessiva (mania)
ou ambos. A depressão e a mania representam os dois extremos emocionais
dos transtornos do humor.
• Transtornos do humor podem ocorrer em adultos, adolescentes ou
crianças. Transtornos do humor são classificados como;
• Bipolar
• Depressivo
• Ansiedade e transtornos relacionados, não estão classificados como
transtornos de humor, mas frequentemente os precedem ou coexistem com
eles.
Diagnóstico
• Diagnostica-se um transtorno de humor quando tristeza ou euforia são
• Excessivamente intensos e persistentes
• Acompanhado por outros sintomas de transtorno de humor que
atendem aos critérios para um transtorno
• Prejudica significativamente a capacidade funcional da pessoa
• Em tais casos, a tristeza intensa é chamada depressão e a elação intensa
é chamada mania. Os transtornos depressivos são caracterizados por
depressão; transtornos bipolares são caracterizados por combinações
variáveis de depressão e mania.
Complicações do Transtorno de Humor
• Algumas complicações dos transtornos de humor incluem
• Incapacitação que varia de perda leve a completa do funcionamento,
manutenção das interações sociais e participação em atividades de
rotina
• Ingestão prejudicada de alimentos
• Ansiedade grave
• Transtorno por uso de álcool
• Outros transtornos por uso abusivo de substâncias
Transtorno Bipolar
• O transtorno bipolar é uma doença mental que se caracteriza por
mudanças extremas de humor, alternando entre fases de depressão e
euforia. É também conhecido como doença maníaco-depressiva ou
psicose maníaco-depressiva.
• O transtorno bipolar é um diagnóstico da psiquiatria que se caracteriza
por alterações do humor, com fases que duram em média duas a três
semanas.
Prevalência
• A bipolaridade afeta cerca de 140 milhões de pessoas no mundo.
Dentre os casos diagnosticados, aproximadamente 80% são por
herdabilidade, tendo fatores genéticos como principal causa. Em
geral, os sintomas do transtorno aparecem antes dos 30 anos,
principalmente entre 15 e 25 anos de idade, mas pode afetar também
pessoas mais velhas e crianças. (Associação Brasileira de Familiares,
Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos – ABRATA)
Mania x Hipomania
• O humor elevado ou irritável pode ser classificado
como mania ou hipomania, dependendo da gravidade e da presença
de sintomas psicóticos. O humor elevado ou irritável grave,
associado ou não a sintomas psicóticos, que causam mudanças no
comportamento e funcionalidade do indivíduo, é classificado como
mania. A duração do estado maníaco deve ser de pelo menos uma
semana, com humor elevado ou irritabilidade presente na maior parte
do dia, quase todos os dias. O critério de duração mínima é dispensável
se a hospitalização for necessária.
Mania x Hipomania
• Mania: Na fase de mania, o indivíduo apresenta euforia intensa,
aceleração do pensamento, agitação extrema, excesso de energia,
desinibição (como: sexual, gastos excessivos ou engajamento em
atividades de risco), pensamentos de grandeza e diminuição da
necessidade de sono.
• Hipomania: Já a hipomania é um quadro mais leve desse estado
mental, com sintomas atenuados. As pessoas ao redor notam que o
indivíduo está com um comportamento fora do seu habitual – muito
falante, agressivo ou impaciente – ainda assim, em um grau mais fácil de
controlar, exercendo menor interferência na rotina.
Mania x Hipomania
•A principal diferença entre hipomania e mania é a
intensidade dos sintomas. A hipomania é um tipo de
transtorno mais leve que a mania, com sintomas de
menor intensidade, duração e sem prejuízo social ou
profissional.
É possível prever um episódio de mania?
• Não necessariamente. Alguns são engatilhados por situações específicas e
outros acontecem de forma abrupta.
• O primeiro indício de que o paciente está passando por um episódio de
mania é a alteração no comportamento interpessoal, como:
• Aumento de energia;
• Diminuição da necessidade de sono;
• Necessidade de falar ou se movimentar.
• Esses são alguns dos elementos que podem ajudar a identificar uma
mudança significativa de humor. A irritabilidade, que pode aparecer diante de
uma negativa, ou sem motivos aparentes, também indica a presença de um
componente distinto no comportamento da pessoa bipolar.
Tratamento
• Medicamentos: Estabilizadores de humor como o carbonato de lítio,
antipsicóticos (haloperiodo, risperidona, quetiapina, olanzapina,
lurazidona, etc) e certos anticonvulsivantes (divalproato de sódio,
lamotrigina, etc) são comumente prescritos para tratar os sintomas
maníacos na crise e na manutenção e/ou prevenção de crises
maniformes..
• Psicoterapia: Psicoterapias de diferentes tipos (Cognitivo
Comportamental, Dialético Comportamental, etc) e a psicoeducação
(indivdual e/ou familiar) podem auxiliar os indivíduos a compreenderem
seus gatilhos, desenvolverem mecanismos de enfrentamento e regular
suas emoções.
Como lidar em fase de mania do
Transtorno Bipolar?
• Converse com ela sem tocar no assunto, a menos que ela manifeste vontade
de conversar sobre isso. Evite, da mesma forma, limitá-la ao seu transtorno de
humor: atribuir todos os seu fracassos ao fato da pessoa ter Transtorno
Bipolar é um bom exemplo deste comportamento.
• Se você for muito próximo, tenha o telefone dos médicos responsáveis pelo
tratamento, além do contato pessoal de parentes, companheiros ou
conhecidos.
• Em um momento de crise, pedir ajuda especializada pode ser uma excelente
ideia, especialmente se você não tiver certeza sobre como prosseguir. Isso é
importante, inclusive, se a pessoa apresentar riscos para si mesma e para os
outros.
• Para lidar com uma pessoa bipolar, é importante:
• Educar-se sobre o transtorno
• Manter uma comunicação aberta e sem julgamentos
• Incentivar hábitos saudáveis
• Estabelecer uma rotina estruturada
• Evitar discutir, pois isso pode desencadear uma crise
• Ter calma ao falar e usar um tom de voz adequado
• Ser positivo ao conversar com o paciente, principalmente nos episódios
depressivos
Transtorno Depressivo
• O transtorno depressivo, também conhecido como depressão ou Transtorno
Depressivo Maior (TDM), é uma doença psiquiátrica que afeta o emocional de
uma pessoa. É caracterizado por sentimentos de tristeza, desânimo,
desesperança, pessimismo, baixa auto-estima e falta de apetite.
• Dentre os diversos temas relacionados à saúde mental, a depressão é um dos
mais conhecidos. A OMS estima que o transtorno depressivo atinja mais de
300 milhões de pessoas no mundo. Seus sintomas podem surgir em qualquer
momento da vida e, sem o tratamento adequado, tendem a ser recorrentes.
Sinais e Sintomas
• Os sintomas geralmente ocorrem na maioria dos dias por, pelo menos,
duas semanas, trazendo prejuízos à vida cotidiana, seja na esfera social,
pessoal ou acadêmica.
• tristeza persistente;
• perda de interesse em atividades antes consideradas prazerosas;
• alterações no apetite gerando perda ou ganho de peso;
• alterações de sono
• sensação de fadiga e de falta de energia;
Sinais e Sintomas
• diminuição de concentração;
• inquietação ou lentificação;
• culpa;
• desesperança;
• sentimento de inutilidade;
• pensamentos sobre morte.
Fatores de Risco
• Como os demais transtornos mentais, a causa da depressão é multifatorial. Os
fatores de risco costumam ser cumulativos, ou seja, os riscos aumentam quanto mais
fatores se aplicam. Eles podem ser agrupados em:
• Fatores genéticos: o efeito dos genes no desenvolvimento e funcionamento
cerebral. Assim, se parentes próximos como pais e avós já tiveram depressão, maior
é a probabilidade de se desenvolver o quadro.
• Fatores ambientais: os efeitos de estímulos externos sobre o cérebro, tais como
infecções, má nutrição, exposição a eventos estressores e traumas, o contexto
familiar e estilos parentais (atitudes e estratégias que os pais usam na educação dos
filhos), falta de uma rede de suporte (família, amigos e escola),
isolamento, problemas de comunicação. Outros fatores ambientais que impactam
diretamente a saúde mental são o estresse, o bullying, o uso intensivo de redes
sociais, o uso de drogas e o racismo. É importante destacar que, quanto menor a
criança, maior é a influência do ambiente.
Tratamento
• O tratamento da depressão abrange diversos aspectos. O
objetivo é desenvolver e recuperar habilidades para a retomada
das atividades e reduzir a probabilidade de recaídas. As
estratégias básicas são o primeiro passo do tratamento e podem
ser aplicadas para todos os transtornos mentais.
Tratamento
• A depressão é uma doença relevante no Brasil e no mundo, inclusive é o
principal motivo de incapacidade e afastamento do trabalho. O estigma em
torno do assunto, assim como o auto estigma – quando a própria pessoa
sente-se culpada, diminuída ou envergonhada frente às alterações de seus
sentimentos e comportamentos – impedem a busca por ajuda. Por isso, é tão
importante falarmos de saúde mental para criar uma nova cultura em que
todos possam se cuidar e atingir seus potenciais. O conhecimento é a melhor
arma contra o preconceito!
• A grande maioria dos transtornos mentais começa durante a infância e a
adolescência: 75% dos transtornos mentais têm início antes dos 24 anos de
idade e 50% até os 14 anos. Estima-se que 80% desses casos não são tratados
devido, principalmente, à falta de informação e estigma em torno do
assunto. Para mudar essa realidade, é muito importante observar esses dados
e ampliar o conhecimento .

Transtornosjjnbbbbbbbbbbbbbbbb Mentais.pdf

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    Transtornos Mentais • Transtornosmentais, também conhecidos como transtornos psiquiátricos, são doenças que afetam o comportamento, o humor, o cognitivo e o emocional de uma pessoa. Eles são causados por alterações na estrutura química do cérebro, e podem ser resultado de uma interação complexa de fatores, como: • Genética • Fatores biológicos • Fatores psicológicos • Fatores ambientais, sociais e culturais
  • 3.
    • Os transtornosmentais podem ter um impacto significativo na vida de uma pessoa, afetando as relações sociais, pessoais e profissionais. Por isso, é importante reconhecer os sintomas e procurar ajuda médica para o diagnóstico e tratamento.
  • 4.
    • Existem maisde 300 tipos de transtornos mentais, que podem ser classificados em grupos. Alguns dos mais comuns são: • Transtornos ansiosos, como a ansiedade generalizada, fobias e síndrome do pânico • Transtornos depressivos, como a depressão maior, a depressão pós- parto e a distimia • Transtornos neurocognitivos, como o Alzheimer e o Parkinson • Transtornos do neurodesenvolvimento, como o autismo e o déficit de atenção (TDAH) • Transtornos psicóticos, como a esquizofrenia e o transtorno delirante
  • 5.
    Diagnóstico Psiquiátrico • Odiagnóstico psiquiátrico é um laudo feito por um médico psiquiatra que determina se um paciente tem ou não uma patologia psicológica. O objetivo é melhorar a qualidade de vida do paciente, orientando-o sobre os sintomas e como lidar com eles.
  • 6.
    Diagnóstico Psiquiátrico • Odiagnóstico psiquiátrico é feito por meio de uma ou mais entrevistas com o paciente, onde o psiquiatra observa o comportamento do paciente e coleta dados. O psiquiatra também pode solicitar exames físicos, laboratoriais, testes psicológicos, neurológicos e neuropsicológicos, e exames de imagem.
  • 7.
  • 8.
    Transtornos do Humor •Os transtornos do humor são problemas de saúde que envolvem períodos prolongados de tristeza excessiva (depressão), de euforia excessiva (mania) ou ambos. A depressão e a mania representam os dois extremos emocionais dos transtornos do humor. • Transtornos do humor podem ocorrer em adultos, adolescentes ou crianças. Transtornos do humor são classificados como; • Bipolar • Depressivo • Ansiedade e transtornos relacionados, não estão classificados como transtornos de humor, mas frequentemente os precedem ou coexistem com eles.
  • 9.
    Diagnóstico • Diagnostica-se umtranstorno de humor quando tristeza ou euforia são • Excessivamente intensos e persistentes • Acompanhado por outros sintomas de transtorno de humor que atendem aos critérios para um transtorno • Prejudica significativamente a capacidade funcional da pessoa • Em tais casos, a tristeza intensa é chamada depressão e a elação intensa é chamada mania. Os transtornos depressivos são caracterizados por depressão; transtornos bipolares são caracterizados por combinações variáveis de depressão e mania.
  • 10.
    Complicações do Transtornode Humor • Algumas complicações dos transtornos de humor incluem • Incapacitação que varia de perda leve a completa do funcionamento, manutenção das interações sociais e participação em atividades de rotina • Ingestão prejudicada de alimentos • Ansiedade grave • Transtorno por uso de álcool • Outros transtornos por uso abusivo de substâncias
  • 11.
    Transtorno Bipolar • Otranstorno bipolar é uma doença mental que se caracteriza por mudanças extremas de humor, alternando entre fases de depressão e euforia. É também conhecido como doença maníaco-depressiva ou psicose maníaco-depressiva. • O transtorno bipolar é um diagnóstico da psiquiatria que se caracteriza por alterações do humor, com fases que duram em média duas a três semanas.
  • 12.
    Prevalência • A bipolaridadeafeta cerca de 140 milhões de pessoas no mundo. Dentre os casos diagnosticados, aproximadamente 80% são por herdabilidade, tendo fatores genéticos como principal causa. Em geral, os sintomas do transtorno aparecem antes dos 30 anos, principalmente entre 15 e 25 anos de idade, mas pode afetar também pessoas mais velhas e crianças. (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos – ABRATA)
  • 13.
    Mania x Hipomania •O humor elevado ou irritável pode ser classificado como mania ou hipomania, dependendo da gravidade e da presença de sintomas psicóticos. O humor elevado ou irritável grave, associado ou não a sintomas psicóticos, que causam mudanças no comportamento e funcionalidade do indivíduo, é classificado como mania. A duração do estado maníaco deve ser de pelo menos uma semana, com humor elevado ou irritabilidade presente na maior parte do dia, quase todos os dias. O critério de duração mínima é dispensável se a hospitalização for necessária.
  • 14.
    Mania x Hipomania •Mania: Na fase de mania, o indivíduo apresenta euforia intensa, aceleração do pensamento, agitação extrema, excesso de energia, desinibição (como: sexual, gastos excessivos ou engajamento em atividades de risco), pensamentos de grandeza e diminuição da necessidade de sono. • Hipomania: Já a hipomania é um quadro mais leve desse estado mental, com sintomas atenuados. As pessoas ao redor notam que o indivíduo está com um comportamento fora do seu habitual – muito falante, agressivo ou impaciente – ainda assim, em um grau mais fácil de controlar, exercendo menor interferência na rotina.
  • 15.
    Mania x Hipomania •Aprincipal diferença entre hipomania e mania é a intensidade dos sintomas. A hipomania é um tipo de transtorno mais leve que a mania, com sintomas de menor intensidade, duração e sem prejuízo social ou profissional.
  • 16.
    É possível preverum episódio de mania? • Não necessariamente. Alguns são engatilhados por situações específicas e outros acontecem de forma abrupta. • O primeiro indício de que o paciente está passando por um episódio de mania é a alteração no comportamento interpessoal, como: • Aumento de energia; • Diminuição da necessidade de sono; • Necessidade de falar ou se movimentar. • Esses são alguns dos elementos que podem ajudar a identificar uma mudança significativa de humor. A irritabilidade, que pode aparecer diante de uma negativa, ou sem motivos aparentes, também indica a presença de um componente distinto no comportamento da pessoa bipolar.
  • 17.
    Tratamento • Medicamentos: Estabilizadoresde humor como o carbonato de lítio, antipsicóticos (haloperiodo, risperidona, quetiapina, olanzapina, lurazidona, etc) e certos anticonvulsivantes (divalproato de sódio, lamotrigina, etc) são comumente prescritos para tratar os sintomas maníacos na crise e na manutenção e/ou prevenção de crises maniformes.. • Psicoterapia: Psicoterapias de diferentes tipos (Cognitivo Comportamental, Dialético Comportamental, etc) e a psicoeducação (indivdual e/ou familiar) podem auxiliar os indivíduos a compreenderem seus gatilhos, desenvolverem mecanismos de enfrentamento e regular suas emoções.
  • 18.
    Como lidar emfase de mania do Transtorno Bipolar? • Converse com ela sem tocar no assunto, a menos que ela manifeste vontade de conversar sobre isso. Evite, da mesma forma, limitá-la ao seu transtorno de humor: atribuir todos os seu fracassos ao fato da pessoa ter Transtorno Bipolar é um bom exemplo deste comportamento. • Se você for muito próximo, tenha o telefone dos médicos responsáveis pelo tratamento, além do contato pessoal de parentes, companheiros ou conhecidos. • Em um momento de crise, pedir ajuda especializada pode ser uma excelente ideia, especialmente se você não tiver certeza sobre como prosseguir. Isso é importante, inclusive, se a pessoa apresentar riscos para si mesma e para os outros.
  • 19.
    • Para lidarcom uma pessoa bipolar, é importante: • Educar-se sobre o transtorno • Manter uma comunicação aberta e sem julgamentos • Incentivar hábitos saudáveis • Estabelecer uma rotina estruturada • Evitar discutir, pois isso pode desencadear uma crise • Ter calma ao falar e usar um tom de voz adequado • Ser positivo ao conversar com o paciente, principalmente nos episódios depressivos
  • 20.
    Transtorno Depressivo • Otranstorno depressivo, também conhecido como depressão ou Transtorno Depressivo Maior (TDM), é uma doença psiquiátrica que afeta o emocional de uma pessoa. É caracterizado por sentimentos de tristeza, desânimo, desesperança, pessimismo, baixa auto-estima e falta de apetite. • Dentre os diversos temas relacionados à saúde mental, a depressão é um dos mais conhecidos. A OMS estima que o transtorno depressivo atinja mais de 300 milhões de pessoas no mundo. Seus sintomas podem surgir em qualquer momento da vida e, sem o tratamento adequado, tendem a ser recorrentes.
  • 21.
    Sinais e Sintomas •Os sintomas geralmente ocorrem na maioria dos dias por, pelo menos, duas semanas, trazendo prejuízos à vida cotidiana, seja na esfera social, pessoal ou acadêmica. • tristeza persistente; • perda de interesse em atividades antes consideradas prazerosas; • alterações no apetite gerando perda ou ganho de peso; • alterações de sono • sensação de fadiga e de falta de energia;
  • 22.
    Sinais e Sintomas •diminuição de concentração; • inquietação ou lentificação; • culpa; • desesperança; • sentimento de inutilidade; • pensamentos sobre morte.
  • 23.
    Fatores de Risco •Como os demais transtornos mentais, a causa da depressão é multifatorial. Os fatores de risco costumam ser cumulativos, ou seja, os riscos aumentam quanto mais fatores se aplicam. Eles podem ser agrupados em: • Fatores genéticos: o efeito dos genes no desenvolvimento e funcionamento cerebral. Assim, se parentes próximos como pais e avós já tiveram depressão, maior é a probabilidade de se desenvolver o quadro. • Fatores ambientais: os efeitos de estímulos externos sobre o cérebro, tais como infecções, má nutrição, exposição a eventos estressores e traumas, o contexto familiar e estilos parentais (atitudes e estratégias que os pais usam na educação dos filhos), falta de uma rede de suporte (família, amigos e escola), isolamento, problemas de comunicação. Outros fatores ambientais que impactam diretamente a saúde mental são o estresse, o bullying, o uso intensivo de redes sociais, o uso de drogas e o racismo. É importante destacar que, quanto menor a criança, maior é a influência do ambiente.
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    Tratamento • O tratamentoda depressão abrange diversos aspectos. O objetivo é desenvolver e recuperar habilidades para a retomada das atividades e reduzir a probabilidade de recaídas. As estratégias básicas são o primeiro passo do tratamento e podem ser aplicadas para todos os transtornos mentais.
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    • A depressãoé uma doença relevante no Brasil e no mundo, inclusive é o principal motivo de incapacidade e afastamento do trabalho. O estigma em torno do assunto, assim como o auto estigma – quando a própria pessoa sente-se culpada, diminuída ou envergonhada frente às alterações de seus sentimentos e comportamentos – impedem a busca por ajuda. Por isso, é tão importante falarmos de saúde mental para criar uma nova cultura em que todos possam se cuidar e atingir seus potenciais. O conhecimento é a melhor arma contra o preconceito! • A grande maioria dos transtornos mentais começa durante a infância e a adolescência: 75% dos transtornos mentais têm início antes dos 24 anos de idade e 50% até os 14 anos. Estima-se que 80% desses casos não são tratados devido, principalmente, à falta de informação e estigma em torno do assunto. Para mudar essa realidade, é muito importante observar esses dados e ampliar o conhecimento .