Este temaé realizado no trabalho de apresentação dentro do âmbito da UFCD :Cultura de Urbanismo e
Mobilidade, lecionada pela Profª Cláudia Tavares no curso Técnico Auxiliar de Saúde .
Perante esta abordagem irei apresentar um monumento histórico de extremo relevo da arte barroca em
Portugal.
Ao delatar desta apresentação falarei essencialmente de como surgiu a ideia ou necessidade da sua
construção, “O Convento de Mafra”
Que arquiteto o desenhou e quem o mandou construir.
Ansiando captar e transmitir conhecimentos através destas fontes históricas elaboradas neste simples
trabalho.
Introdução:
3.
Localização Geográfica:
• OPalácio Nacional de Mafra localiza-se no conselho de Mafra no distrito de Lisboa.
• O Palácio de Mafra é um palácio com estilo barroco numa vertente alemã.
• Foi classificado como Monumento Nacional em 1910.
4.
Caracterização de Mafra
Oconvento de Mafra é a obra em que o arquiteto Ludovice expõe o seu percurso pessoal (a sua origem alemã, a sua profissão de ourives e o
seu conhecimento da arquitetura da época, quer do Centro da Europa quer da arquitetura italiana e portuguesa), projetando um edifício que
ostenta a sua magnificência em absoluto do mais nobre a época vivida pela articulação central de um templo-basílica envolvido pela
estrutura de um palácio-bloco. Sabe-se então que de modo a atingir o nível de Luís XIV, o rei D. João V tornou o seu reinado um dos mais
sumptuosos. A construção do convento de Mafra só o demonstra ainda mais pois, apesar de não equivaler ao palácio de Versalhes, foi a
maior construção de todos os tempos em Portugal. Um dos melhores exemplos da ostentação do reinado mais rico da história de Portugal
Mafra é um símbolo histórico de grandeza em Portugal, se não o mais grandioso demonstrando a estabilidade política do
absolutismo de D. João V, apoiado na riqueza da exploração do ouro no Brasil.
Os trabalhos escultóricos que o decoram muito contribuíram para o desenvolvimento desta arte no país, pois os seus
estaleiros, que se prolongaram por décadas, serviram de aprendizagem a várias gerações de escultores portugueses
(“escola de Mafra”)
Mafra tornou-se o maior centro difusor do gosto romano da época, quer pela quantidade de obras, quer pela diversidade de artistas que
para aqui trabalharam.
O verdadeiro monumento a receber as maiores personalidades publicas ou civis no mundo contemporâneo. O modelo de
um palácio imperial.
5.
Como surgiu aideia de construir um
convento?
Começando pela ata histórica do Governo Joanino (século XVIII) pela sua correspondência
a um período de paz e de abundância para os cofres do Estado, uma vez que coincidindo
com a exploração das recém-descobertas minas de Ouro e Diamantes do Brasil. Teve por
mérito e graça deste benfazejo Ouro que o esplendor real se alimentou.
Naquela época, século XVIII, a imagem de Luís XIV impunha-se na Europa como modelo.
Assim, D. João V, o Magnânimo, procurou imitá-lo, realçando a figura régia através do
luxo e da etiqueta. O Rei é então o centro das atenções e o centro do poder.
Em plena época barroca, o brilho e a ostentação significavam autoridade e poder.
Então, D. João V demonstra a “vocação de grandeza” com uma política de mecenato das artes e das letras.
6.
Mandado construir,para 13 frades, por D. João V, em consequência de uma promessa que o jovem rei fizera
caso a rainha D. Maria Ana de Áustria lhe desse descendência.
A graça foi concedida e o rei cumpriu a promessa.
Mas o gosto do monarca pela magnificência rapidamente transformou a obra.
João Frederico Lüdwig ou Ludovice (1673-1752), alemão, com formação italiana de ourives, desenvolvida em
Roma; veio para Portugal em 1701, ao serviço da Companhia de Jesus. Em 1707, trabalhava já para D. João
V, chegando a arquiteto-mor do reino, em 1750
7.
A planta:
A plantaé desenhada por dois espaços retangulares distintos, que formam uma grelha.
O Espaço A, o maior, inclui o palácio, a igreja com os respetivos pátios e torreões, o refeitório, a enfermeira, a Sala
dos atos, a Capela do Campo Santo, a Sala do Capítulo e dependências anexas.
O espaço B, o pequeno , projetado durante a última ampliação, compreende o convento propriamente dito (com
celas, oficinas, cozinhas, anexos e pátios), que rodeia o jardim central.
8.
A Construção doPalácio Mafra:
Contruiu-se um convento para 300 frades, um palácio real e uma enorme basílica que servia simultaneamente de
igreja do convento e de capela real.
No local, ergueu-se um enorme estaleiro de obras com mais de 50000 trabalhadores e soldados para assegurar a
ordem.
Para a sua construção vieram técnicos de toda a Europa. Esta mão de obra especializada teve uma importante
missão na realização do projeto de Arquiteto-Mor Ludovice.
.As ideias patentes neste Convento foram inspirado nos grandes palacetes urbanos do Barroco internacional,
tendo como referência São Pedro de Roma, muito devido a Carlos Fontana e a passagem do arquiteto por Roma.
9.
Espaços:
A Basílica deMafra possui um total de seis órgãos, únicos no mundo, para os quais existem partituras que só aqui
podem ser executadas. No seu interior tem, ainda, um total de onze capelas com quatrocentas e cinquenta esculturas
de mármore, quarenta e cinco tribunas e dezoito portas.
No reinado de D. João V, todas as cerimónias na basílica eram acompanhadas de canto gregoriano. D. João V,
apreciador da arte, reunia-se com frequência com os frades acompanhando-os no canto.
Imagens do interior da Basílica:
Sala de musicae Sala Amarela
Sala de jogos:
Sala de caça:
Sala dos destinos:
12.
Biblioteca:
Construída por ManuelCaetano de Sousa, contêm milhares de volumes encadernados em couro, testemunhando
a extensão do conhecimento ocidental dos séculos XIV ao XIX.
Graças à ação da Ordem Franciscana, incluindo uma segunda edição de "Os Lusíadas".
Estes volumes magníficos foram encadernados na oficina local, também por Manuel Caetano de Sousa .
Abrange áreas de estudo tão diversa como a medicina, farmácia , história, geografia e viagens, filosofia e
teologia , direito canónico e direito civil, matemática, e história natural.
13.
Refeitório dos Frades:
Salãodos frades: Sala dos atos literários:
O mosteiro reflete bem o estilo de vida dos monges
franciscanos, humilde, apenas com o essencial.
Possuindo uma cozinha, a botica, o hospital dentro de
uma capela, e uma série de celas com abertura para
um corredor central, onde se colocavam as camas dos
doentes durante os ofícios religiosos, e as celas dos
monges contendo os artefactos de autopunição para
expiação dos pecados.
14.
Para os altaresda Real Basílica, para as diversas capelas e áreas conventuais, como a portaria e o refeitório,
dom D. João V encomendou uma coleção de pintura religiosa que se conta entre as mais significativas do século
XVIII. Avultam, neste assinalável conjunto, obras dos pintores italianos Masucci, com uma “Sagrada Família”, tela
preferida do rei D. João V,. Também Sebastiano Conca (1680-1764) com a tela “Imaculada Conceição”, tema de
particular devoção da ordem franciscana..
Pintura:
15.
Os órgãos históricosda Basílica de Mafra
São um conjunto de órgãos de tubos, único no mundo, composto por seis instrumentos concebidos e construídos ao
mesmo tempo, para tocarem juntos.
São denominados de Evangelho, Epístola (ambos na Capela-Mor), Sacramento, São Pedro de Alcântara (ambos no
transepto norte), Conceição e Santa Bárbara (ambos no transepto sul).
Todo o conjunto se encontra presentemente em funções, sendo realizados anualmente vários concertos de órgãos por
iniciativa do Palácio Nacional de Mafra e da Câmara Municipal de Mafra. São igualmente tocados em funções
religiosas da paróquia de Mafra, nomeadamente nas missas que antecedem as procissões da Quaresma de Mafra.
Património Mundial da Humanidade
Os órgãos, juntamente com todo o Real Edifício de Mafra, foram declarados em 2019, como Património Mundial
da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)
16.
Ao centro, aimponente fachada é valorizada pelas torres da basílica coberta com uma cúpula. O interior da basílica é
forrado a mármore e equipado com seis órgãos do princípio do século XIX, com um repertório exclusivo que não pode
ser tocado em mais nenhum local do mundo. O átrio da basílica é decorado por belas esculturas italianas. Aqui existiu
ainda a Escola de Escultura de Mafra, criada por D. José em 1754, foram muitos os artistas portugueses e estrangeiros
que aí estudaram sob a orientação do escultor italiano Alessandro Giusti..
17.
• O paláciopossui dois carrilhões, mandados fabricar em Antuérpia e em Liège por D. João V, com um total
de 92 sinos.
• São os maiores carrilhões do século XVIII existentes no mundo.
• Cada um deles cobre uma amplitude de quatro oitavas (por isso considerados carrilhões de concerto).
• Este conjunto único inclui também o maior conjunto conhecido de sistemas de relógios e de cilindros de
melodia automática; ambas as torres de Mafra possuem mecanismos automáticos de toque (quatro cilindros
rotativos com cavilhas e alavancas)
• Este é um marco mundial para o estudo, quer da música automática quer da relojoaria.
Carrilhões:
18.
Curiosidades:
• Depois deem 1887, a Escola Prática de Infantaria e Cavalaria ter ocupado nas antigas dependências conventuais,
tendo se efetuado as necessárias obras de adaptação, em 1910 é extinta a Escola Real de Mafra, instalada em
parte do edifício e o palácio é nacionalizado pelo regime republicano.
• Até 2010, data da sua morte, o único residente do Palácio foi um antigo tipógrafo, de nome Gil Mangens.
Descendente de uma família de origem francesa, que chegou a Lisboa no século XVIII por altura da construção do
Palácio, na pessoa de um gravador de nome Mangens, devotou, à imagem de seu pai e avô, toda a sua vida ao
monumento que o acolhe.
• N a biblioteca a conservação das obras literárias é feita
por morcegos, porque estes mamíferos alimentam-se das
larvas que danificam os livros, impedindo que isto aconteça.
19.
• O mosteiropassou a ser usado por forças militares desde 1834, após a dissolução das ordens religiosas.
Durante os últimos reinados da Dinastia de Bragança, o palácio foi utilizado como residência de caça e
dele saiu também em 5 de outubro de 1910 o último rei, D. Manuel II, para a praia da Ericeira, onde o
seu iate real o conduziu para o exílio.
20.
Conclusão:
Após este estudofeito e apresentado dentro desta temática de cultura urbanismo e mobilidade fiquei a
conhecer melhor algumas caraterísticas do património português, a singularidade da sua magnificência dos
tempos de nobreza vivida na monarquia constitucional, presente neste século até a era dos dias de hoje ..
A obra central do reinado de D. João V, o Palácio-Convento de Mafra, foi o projeto colossal do Barroco
português. Contudo também demonstra a devoção, pobreza e humildade em que vivam os monges franciscanos
Muito relevante no seu conteúdo no âmbito desta UFCD onde abordamos os diversos polos da cultura
portuguesa.