O Diário de
Anne
Frank
Anne Frank
Annelies Marie Frank nasceu em
Frankfurt, em 12 de Junho de 1929;
Filha do banqueiro Otto Frank e
da dona de casa Edith Frank, eram
de uma família de judeus liberais;
Com a chegada de Hitler ao
poder, em 1933, a família Frank se
muda para a Holanda.
Apesar da ameaça nazista, a família Frank viveu
uma vida comum (dentro de algumas limitações) na
Holanda. Otto possuía um escritório e as meninas
frequentavam a escola.
- Tratado de Versalhes – alemães como culpados pela
Primeira Grande Guerra e humilhados;
- Governos totalitários com fortes objetivos militaristas e
expansionistas na Europa;
- Crise econômica na Itália e na Alemanha que fazia o
desemprego aumentar.
A Segunda Guerra
Mundial
1933: Adolf Hitler chanceler da
Alemanha - Aboliu a democracia,
defendendo uma revisão radical e
racista da ordem mundial, e começou
uma campanha de rearmamento do
país.
Os alemães apoiavam os nazistas por temerem que o
desemprego culminasse no crescimento da esquerda
comunista.
Holocausto
- Os nazistas acreditavam que os alemães eram
"racialmente superiores" e que os judeus eram
"inferiores", sendo uma ameaça à auto-entitulada
comunidade racial alemã.
- Perseguição também a ciganos, deficientes
físicos e mentais, eslavos, Testemunhas
de Jeová e homossexuais.
Invasão nazista
A população judaica europeia era de mais de nove
milhões de pessoas em 1933. Em 1945 (fim da guerra),
os alemães já haviam assassinado dois entre cada três
judeus europeus, e a maioria deles vivia em países
que a Alemanha nazista ocuparia ou viria a influenciar
durante a Segunda Guerra Mundial.
A grande maioria das vítimas do Holocausto morrem
nas câmaras de gás dos campos de concentração.
Outros milhões foram submetidos ao trabalho escravo e
morrem por exaustão ou doenças.
Estima-se que apenas em Auschwitz foram
mortos:
• Judeus: pelo menos 1,1 milhão;
• Poloneses: 140 mil;
• Ciganos "sinti" e "roma": 20 mil;
• Prisioneiros de guerra soviéticos: pelo menos 10 mil;
• Outros (homossexuais, prisioneiros políticos,
testemunhas de Jeová): entre 10 mil e 20 mil.
A Paz foi quebrada quando a Holanda foi invadida pela
Alemanha Nazista e em 1940, Margot Frank foi convocada
a se apresentar em um campo de concentração nazista.
“Enquanto ela e eu estávamos sentadas
sozinhas no quarto, Margot falou que a
notificação não era para papai, e, sim, para
ela. Com esse segundo choque comecei a
chorar” (FRANK, 2013, P. 33)
Os Frank não estavam mais seguros, e
decidem então antecipar a fuga para o
esconderijo que vinham preparando.
“Havíamos concordado que iríamos para o
esconderijo no dia 16 de julho. Por causa da
convocação de Margot, o plano tivera de ser
antecipado em dez dias, e isso significava
que teríamos que nos adaptar a aposentos
menos organizados.
O esconderijo ficava no prédio do escritório
de papai.” (FRANK, 2013, P. 36)
Além de Otto, Edith, Margot e Anne, estavam também
no esconderijo a família Van Pels. Todos viviam sob
constante tensão e medo. Durante o tempo em que
estiveram escondidos no Anexo Secreto, quatro
funcionários de Otto Frank os ajudavam a trazer comida
e roupas para o esconderijo.
Otto Edith Margot
Hermann van Pels Auguste van Pels
Peter van Pels
Os ajudantes:
Miep Gies
Bep
Voskuijl
Jan Gies
Victor
Kulger
Johannes
Kleiman
Durante o tempo em que esteve no esconderijo, Anne
relatou em seu diário o cotidiano no Anexo Secreto, as
transformações sofridas por cada um dos que ali viviam e
as angustias que o medo e tensão traziam. Anne deu um
nome ao diário, Kitty e esperava que ele virasse um
romance quando a guerra acabasse.
O diário de Anne Frank
“O ministro Bolkestein, falando no noticiário holandês
transmitido da Inglaterra, declarou que depois da guerra farão
uma coletânea de diários e cartas que falem da guerra. Claro
que todo mundo se lembrou imediatamente do meu diário.
Imagine como seria interessante se eu publicasse um romance
sobre o Anexo Secreto” . (FRANK, 2013, P. 272)
Anne descreveu também os conflitos, que eram
constantes, no Anexo Secreto.
“A casa ainda estava abalada
com os efeitos das brigas. Todo
mundo está furioso com todo
mundo: mamãe e eu, papai e o Sr.
van Daan, mamãe e a Sra. van
Daan. Atmosfera terrível, não
acha?” (FRANK, 2013, P. 116)
“Estou tomando valeriana todos os dias para controlar a ansiedade e
a depressão, mas isso não impede que me sinta ainda mais infeliz no
outro dia. Uma boa gargalhada ajudaria mais que dez gotas de
valeriana, mas quase esquecemos aqui como se gargalha. Às, vezes
tenho medo que meu rosto fique flácido com todas essa tristeza e que
minha boca fique caída para sempre nos cantos. Os outros não estão
em situação melhor. Todo mundo anda apavorado com o grande
terror conhecido como inverno.” (FRANK, 2013, P. 156)
Em 1944, após uma denuncia, todos que estavam no Anexo Secreto
foram capturados e levados para campos de concentração. Hermann van
Pels morreu em uma câmara de gás, Auguste van Pels foi jogado de um
trem em movimento e os outros morreram de doenças ou exaustão. O
único sobrevivente foi Otto Frank.
"Em Auschwitz, se entra pela porta e se sai pela chaminé"
Judeus húngaros a caminho das
câmaras de gás. Auschwitz-
Birkenau, Polônia, maio de 1944.
— Yad Vashem Photo Archives
Interior de uma câmara de gás no campo
de Majdanek. Foto tirada em Majdanek,
Polônia, depois de 24 de julho de 1944.
— Archiwum Panstwowego Muzeum na
Majdanku
Para se tornar mortal, produto era colocado em compartimentos de metal,
para ser aquecido e gerar vapor. Todo o processo de execução durava em torno
de 30 minutos de queima. Depois disso, os exaustores sugavam o o gás das
câmaras de gás para que os corpos fossem retirados.
Zyklon-B
27 de janeiro
Dia Internacional da Memória do Holocausto
• O dia 27 de janeiro foi designado pela Assembléia-Geral das
Nações Unidas como o “Dia Internacional da Memória do
Holocausto”. Desde 2005, a ONU e seus estados-membros têm
realizado cerimônias para marcar o aniversário da liberação de
Auschwitz-Birkenau e homenagear a memória dos seis milhões de
judeus mortos no Holocausto e de milhões de outras vítimas do
nazismo.
“Se fizéssemos 1 minuto de silêncio para cada vítima
fatal do Holocausto, ficaríamos 20 anos sem falar.”
Otto Frank
Otto Frank, no sótão
do Anexo Secreto,
poucas horas antes
da abertura oficial da
Casa Anne Frank, a
3 de maio de 1960.
Em 1947, o pai de Anne decidiu publicar o diário.
O sucesso foi absoluto e uma segunda tiragem
ocorreu em 1950.
http://obviousmag.org/archives/2011/08/
diario_de_anne_frank_as_polemicas_em_
torno_de_um_classico.html
O "Diário de Anne Frank" foi traduzido para
diversas línguas, com mais de 30 milhões de
exemplares vendidos em todo o mundo. O livro que
começou como um simples diário de adolescente
transformou-se num comovente testemunho do terror
nazista.
Referencias:
http://www.annefrank.org/pt/
http://google.com.br/imagens
https://www.annefrank.org/en/ann
e-frank/secret-annex

Slides sobre o livro O diário de Anne Frank e contexto

  • 1.
  • 2.
    Anne Frank Annelies MarieFrank nasceu em Frankfurt, em 12 de Junho de 1929; Filha do banqueiro Otto Frank e da dona de casa Edith Frank, eram de uma família de judeus liberais; Com a chegada de Hitler ao poder, em 1933, a família Frank se muda para a Holanda.
  • 3.
    Apesar da ameaçanazista, a família Frank viveu uma vida comum (dentro de algumas limitações) na Holanda. Otto possuía um escritório e as meninas frequentavam a escola.
  • 4.
    - Tratado deVersalhes – alemães como culpados pela Primeira Grande Guerra e humilhados; - Governos totalitários com fortes objetivos militaristas e expansionistas na Europa; - Crise econômica na Itália e na Alemanha que fazia o desemprego aumentar. A Segunda Guerra Mundial
  • 5.
    1933: Adolf Hitlerchanceler da Alemanha - Aboliu a democracia, defendendo uma revisão radical e racista da ordem mundial, e começou uma campanha de rearmamento do país.
  • 6.
    Os alemães apoiavamos nazistas por temerem que o desemprego culminasse no crescimento da esquerda comunista.
  • 7.
    Holocausto - Os nazistasacreditavam que os alemães eram "racialmente superiores" e que os judeus eram "inferiores", sendo uma ameaça à auto-entitulada comunidade racial alemã. - Perseguição também a ciganos, deficientes físicos e mentais, eslavos, Testemunhas de Jeová e homossexuais.
  • 8.
  • 12.
    A população judaicaeuropeia era de mais de nove milhões de pessoas em 1933. Em 1945 (fim da guerra), os alemães já haviam assassinado dois entre cada três judeus europeus, e a maioria deles vivia em países que a Alemanha nazista ocuparia ou viria a influenciar durante a Segunda Guerra Mundial.
  • 13.
    A grande maioriadas vítimas do Holocausto morrem nas câmaras de gás dos campos de concentração. Outros milhões foram submetidos ao trabalho escravo e morrem por exaustão ou doenças.
  • 14.
    Estima-se que apenasem Auschwitz foram mortos: • Judeus: pelo menos 1,1 milhão; • Poloneses: 140 mil; • Ciganos "sinti" e "roma": 20 mil; • Prisioneiros de guerra soviéticos: pelo menos 10 mil; • Outros (homossexuais, prisioneiros políticos, testemunhas de Jeová): entre 10 mil e 20 mil.
  • 15.
    A Paz foiquebrada quando a Holanda foi invadida pela Alemanha Nazista e em 1940, Margot Frank foi convocada a se apresentar em um campo de concentração nazista. “Enquanto ela e eu estávamos sentadas sozinhas no quarto, Margot falou que a notificação não era para papai, e, sim, para ela. Com esse segundo choque comecei a chorar” (FRANK, 2013, P. 33)
  • 16.
    Os Frank nãoestavam mais seguros, e decidem então antecipar a fuga para o esconderijo que vinham preparando. “Havíamos concordado que iríamos para o esconderijo no dia 16 de julho. Por causa da convocação de Margot, o plano tivera de ser antecipado em dez dias, e isso significava que teríamos que nos adaptar a aposentos menos organizados. O esconderijo ficava no prédio do escritório de papai.” (FRANK, 2013, P. 36)
  • 17.
    Além de Otto,Edith, Margot e Anne, estavam também no esconderijo a família Van Pels. Todos viviam sob constante tensão e medo. Durante o tempo em que estiveram escondidos no Anexo Secreto, quatro funcionários de Otto Frank os ajudavam a trazer comida e roupas para o esconderijo.
  • 18.
  • 19.
    Hermann van PelsAuguste van Pels Peter van Pels
  • 20.
    Os ajudantes: Miep Gies Bep Voskuijl JanGies Victor Kulger Johannes Kleiman
  • 21.
    Durante o tempoem que esteve no esconderijo, Anne relatou em seu diário o cotidiano no Anexo Secreto, as transformações sofridas por cada um dos que ali viviam e as angustias que o medo e tensão traziam. Anne deu um nome ao diário, Kitty e esperava que ele virasse um romance quando a guerra acabasse.
  • 22.
    O diário deAnne Frank “O ministro Bolkestein, falando no noticiário holandês transmitido da Inglaterra, declarou que depois da guerra farão uma coletânea de diários e cartas que falem da guerra. Claro que todo mundo se lembrou imediatamente do meu diário. Imagine como seria interessante se eu publicasse um romance sobre o Anexo Secreto” . (FRANK, 2013, P. 272)
  • 23.
    Anne descreveu tambémos conflitos, que eram constantes, no Anexo Secreto. “A casa ainda estava abalada com os efeitos das brigas. Todo mundo está furioso com todo mundo: mamãe e eu, papai e o Sr. van Daan, mamãe e a Sra. van Daan. Atmosfera terrível, não acha?” (FRANK, 2013, P. 116)
  • 24.
    “Estou tomando valerianatodos os dias para controlar a ansiedade e a depressão, mas isso não impede que me sinta ainda mais infeliz no outro dia. Uma boa gargalhada ajudaria mais que dez gotas de valeriana, mas quase esquecemos aqui como se gargalha. Às, vezes tenho medo que meu rosto fique flácido com todas essa tristeza e que minha boca fique caída para sempre nos cantos. Os outros não estão em situação melhor. Todo mundo anda apavorado com o grande terror conhecido como inverno.” (FRANK, 2013, P. 156)
  • 25.
    Em 1944, apósuma denuncia, todos que estavam no Anexo Secreto foram capturados e levados para campos de concentração. Hermann van Pels morreu em uma câmara de gás, Auguste van Pels foi jogado de um trem em movimento e os outros morreram de doenças ou exaustão. O único sobrevivente foi Otto Frank. "Em Auschwitz, se entra pela porta e se sai pela chaminé"
  • 26.
    Judeus húngaros acaminho das câmaras de gás. Auschwitz- Birkenau, Polônia, maio de 1944. — Yad Vashem Photo Archives Interior de uma câmara de gás no campo de Majdanek. Foto tirada em Majdanek, Polônia, depois de 24 de julho de 1944. — Archiwum Panstwowego Muzeum na Majdanku
  • 27.
    Para se tornarmortal, produto era colocado em compartimentos de metal, para ser aquecido e gerar vapor. Todo o processo de execução durava em torno de 30 minutos de queima. Depois disso, os exaustores sugavam o o gás das câmaras de gás para que os corpos fossem retirados. Zyklon-B
  • 28.
    27 de janeiro DiaInternacional da Memória do Holocausto • O dia 27 de janeiro foi designado pela Assembléia-Geral das Nações Unidas como o “Dia Internacional da Memória do Holocausto”. Desde 2005, a ONU e seus estados-membros têm realizado cerimônias para marcar o aniversário da liberação de Auschwitz-Birkenau e homenagear a memória dos seis milhões de judeus mortos no Holocausto e de milhões de outras vítimas do nazismo.
  • 29.
    “Se fizéssemos 1minuto de silêncio para cada vítima fatal do Holocausto, ficaríamos 20 anos sem falar.”
  • 31.
    Otto Frank Otto Frank,no sótão do Anexo Secreto, poucas horas antes da abertura oficial da Casa Anne Frank, a 3 de maio de 1960.
  • 32.
    Em 1947, opai de Anne decidiu publicar o diário. O sucesso foi absoluto e uma segunda tiragem ocorreu em 1950. http://obviousmag.org/archives/2011/08/ diario_de_anne_frank_as_polemicas_em_ torno_de_um_classico.html
  • 33.
    O "Diário deAnne Frank" foi traduzido para diversas línguas, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. O livro que começou como um simples diário de adolescente transformou-se num comovente testemunho do terror nazista.
  • 35.