O documento descreve:
1) Rodolfo Valentino como o maior galã do cinema mudo e sua morte prematura que o tornou uma lenda;
2) Um obituário de Valentino escrito de forma humorada pelo Barão de Itararé.
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SapecaMisto de sapoe perereca
Nº 7 - Novembro/2015 – Editor: Tonico Soares
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Muso do semestre: Rodolfo Valen-
tino, maior galã do cinema mudo.
Italiano, criou ou reforçou o mito
do amante latino, nos países louros.
Morreu no auge da fama e nenhum
outro ídolo teve tantas ‘viúvas’. Foi
escolhido pelo Sapeca por causa da
marca no peito deixada pelo maillot
(homens usavam, numa boa), o que
devia excitar seu fã-clube, de am-
bos os sexos. A seguir, seu obituá-
rio, escalavrado (ele usaria o vocá-
bulo) pelo Barão de Itararé: ‘O Ru-
dolfo Balentino murreu e náon
murreu de rupente. Ele steve
muintos dias bai non bai e... de
rupente, murreu. U dotoire Ar-
tuire Pinto da Rocha, duputado
plas culónias do Vrasil, infru-
nhou-nos que aquilo que ele lá
tebe foi ataque de ácido sulfúrico,
cumbinando cum anjinhos do pai-
to, duas doenças murtíferas que,
quando dáon no fregueiz, se ele
scapa duma não scapa dai outra.
O Rudolfo Balentino não scapou
das duas’.
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MONÓLOGO
Eu tinha dozegarrafas de uísque na minha adega e minha mulher
me disse para despejar todas elas na pia, porque se não...
Assim seja, seja feita a vossa vontade, disse eu, humildemente. E
comecei a desempenhar, com religiosa obediência, a minha ingrata tarefa.
Tirei a rolha da primeira garrafa e despejei o seu conteúdo na pia,
com exceção de um copo, que bebi.
Extraí a rolha da segunda garrafa e procedi da mesma maneira,
com exceção de um copo, que virei.
Arranquei a rolha da terceira garrafa e despejei o uísque na pia,
com exceção de um copo, que empinei.
Puxei a pia da quarta rolha e despejei o copo na garrafa, que bebi.
Apanhei a quinta rolha da pia, despejei o copo no resto e bebi a
garrafa, por exceção.
Agarrei o copo da sexta pia, puxei o uísque e bebi a garrafa, com
exceção da rolha.
Tirei a rolha seguinte, despejei a pia dentro da garrafa, arrolhei o
copo e bebi por exceção.
Quando esvaziei todas as garrafas, menos duas, que escondi atrás
do banheiro, para lavar a boca amanhã cedo, resolvi conferir o serviço
que tinha feito, de acordo com as ordens da minha mulher, a quem não
gosto de contrariar, pelo mau gênio que tem.
Segurei então a casa com uma mão e com a outra contei direitinho
as garrafas, rolhas, copos e pias, que eram exatamente trinta e nove.
Quando a casa passou mais uma vez pela minha frente, aproveitei para
recontar tudo e deu noventa e três, o que confere, já que todas as coisas
no momento estão ao contrário.
Para maior segurança, vou conferir tudo mais uma vez, contando
todas as pias, rolhas, banheiros, copos, casas e garrafas, menos aquelas
duas que escondi e acho que não vão chegar até amanhã, porque estou
com uma sede...
Barão de Itararé
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Glauber Rocha nofilme O Vento Leste, de Jean-Luc Godard. Não vi, mas a
paisagem (francesa) é meio nordestina, quiçá em homenagem ao baiano.
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Intervalo de filmagens do épico
Spartacus, de 1960. Laurence Oli-
vier e Peter Ustinov aproveitam pra
puxar uma fumacinha. Já Tony Cur-
tis deve tá de olho é na butique d’
alguma italiana. A propósito, na on-
da dos filmes ‘romanos’, Queiroz,
uma figuraça, deu a um filho o no-
me de Ben-Hur. Veio outro e lhe
chamou Spartacus. Lelê ficou a ma-
tutar que nome teria o próximo e
Moura respondeu de pronto:
– Os Dez Mandamentos.
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Porque não meufano - 1
Descartei um sujeito aí porque ele só tinha três assuntos: revista Verde, re-
vista Verde e revista Verde. Fraquinha em prosa e verso (Lina Tâmega concorda),
mas o sujeito insistia, a ponto de frequentar o mesmo pé-sujo, na vã espera que eu
lhe desse papo. Vasculhei-a umas vezes e escrevi sobre o humor de seus reclames e
a veia crítica do Chicão Peixoto, sem me ater às ‘poesias’. Pecado? E outro indiví-
duo falou que ‘se Ascânio Lopes tivesse vivido mais, não tinha pra Drummond e
outros’. Argumentei que ele viveu dois anos mais que Álvares de Azevedo e Casi-
miro de Abreu, e um menos que Castro Alves e Fagundes Varela. Se não foi, como
os demais, ‘canonizado’, teria sido por razões alheias ao seu curto percurso-vida.
Porque não me ufano – 2
Conversando com médico de conhecida família local, contou ele que estava
com sua mãe no Aeroporto de Orly, em Paris, a caminho do Egito, e ela se sentiu
mal, prontamente atendida em hospital da rede pública. Ali ele constatou que em
toda a sua experiência clínica no patropi, na rede pública ou na privada, não havia
visto (um sequer) hospital tão bem equipado. E de grátis. ‘Mas lá é Primeiro Mun-
do’, podem dizer. Resposta conformista, pois o Brasil tem mais dinheiro que a Fran-
ça (sem falar do ‘imenso Portugal’ que é o nosso território e dos recursos naturais),
se contabilizar o que vai dentro da cueca, da meia e outras petrolagens.
Se não resolve problemas inadiáveis (saúde, um deles) é porque prevalece a
mentalidade da Casa-Grande, que vivia à tripa forra e jogava os ossos do banquete
pra senzala, com os quais os escravos inventaram a feijoada. Puro ‘jeitinho brasi-
leiro’, pois o povo diz que ‘angu de um dia só não engorda cachorro magro’. Daí a
subnutrição congênita, que afeta a capacidade de raciocinar. Saúde começa pela
água e mil processos de purificação não me convencem de que a do rio Pomba seja
saudável, basta compará-la com a engarrafada. Já naqueles países da Casa-Grande
do planeta bebe-se água da torneira ou de fontes espalhadas pelas cidades. Na can-
tina do Vaticano pedi água mineral, não tinha, e a vendedora recomendou: ‘Bevette
della fontana’. E vamos tocando o barco, ora num rio Cágado, ora num cagado.
Porque não me ufano – 3
A segurança do cidadão brasileiro, pra usar um lugar-comum, é caso de polí-
cia. No Rio, morei em casas sem grades, agora, nem aqui dá mais. E a justiça cami-
nha a passo de cágado. Exemplo: no estado mais pobre dos Estados Unidos demora-
se 280 dias pra pôr um assassino na cadeia; no estado mais rico do Brasil, 1400 dias
(Folha SP). O vil metal pode dar um jeitinho e vale lembrar que, já em 1831, Char-
les Darwin estranhou não ver ricos nas cadeias tupiniquins. Agora, alguns estão lá,
porque não dá mais pra segurar, tal a desmoralização da classe política. Resta saber
até quando e se os crimes estão recebendo as devidas penas, ou se é só “pra constar”.
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NÃO COBIÇAR IDEIASALHEIAS
Há coisa de dez anos, descobriram cópia de um texto de Heloísa Buar-
que de Holanda, sem citar a fonte, num trabalho acadêmico de Ana Cristina
César. E a banca examinadora da PUC comeu mosca. Amigo de Ana falou
que ela não teve tempo de escrever do próprio punho porque tava de viagem
marcada pra Londres. O que me lembrou que nos anos sessenta Carlos Torres
Moura encontrou texto seu em romance de Hermilo Borba Filho, mandou car-
ta e o dito respondeu: ‘O meu personagem é um ladrão de ideias’. Então, fica
assim: faltou ideia, afana-se. Do texto, em tom ‘messiânico’, publicado num
boletim do CAC (Centro de Arte de Cataguases), só me lembro do começo:
Essas pessoas humanas nunca aprenderão a viver sossegadamente,
sempre, sempre.
Acho risível, como tudo daquele grupo, opinião compartilhada por ou-
tros ex-caquistas. Sobre Hermilo, só depois de décadas vi seu nome num su-
plemento literário. Faz parte do rol de tantos celebrados na época e hoje es-
quecidos. Outros: Augusto Frederico Schmidt, Lúcio Cardoso, Adonias Filho,
Octavio de Faria, Elisa Lispector, Geir Campos e um monte que a memória
olvida, mas Paulo Martins mandava encadernar os suplementos dos anos 60.
Se não jogou fora, seria um passeio pitoresco dar uma espiada.
Comentei isso com poeta carioca de certo renome e ela disse que estão
sendo reintegrados. Ainda não tomei conhecimento da tal reintegração e não
sinto falta dos ditos cujos, ‘levantei a lebre’ apenas por curiosidade (de outro
sumido, José Cândido de Carvalho, sim, sinto falta). Da mesma forma, muitos
dos louvaminhados de hoje serão papel reciclado em alguns anos e diz-se que
o Brasil tem mais gente escrevendo (contando com a Net) do que lendo. Tam-
bém, mais editoras que livrarias. Essa escrevinhação seria salutar, revelasse
novos talentos, o que não sei se. Quiçá, por falta de idéias próprias.
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Foto ‘ótima deboa’ (diria Corujinha), em que tudo tá dito e contradito.
Por American Way, entenda-se: branco, anglo-saxão e protestante.
A ilha Bikini foi palco dos testes nucleares dos EUA e o maillot de duas
peças foi batizado com seu nome. O local, declarado Patrimônio da Huma-
nidade pela Unesco em 2010, por ‘conservar evidências tangíveis diretas e
significantes do poder dos testes nucleares’. Ou seja, radioatividade, o que
também quer dizer: ‘Mantenha distância ou encomende o caixão, mermão’.
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Vênus de Lesbos
TallulahBankhead foi uma atriz de teatro americana, famosa também
por não ter papas na língua. Certa vez, disse pra Katharine Hepburn:
– Ou você para de implicar comigo, ou eu espalho por aí que você é o
pai de Audrey Hepburn.
Katharine era fracasso de bilheteria até que o estúdio inventou um casa-
mento dela com Spencer Tracy e inverteu o jogo: teve longa carreira de suces-
sos, incluindo alguns oscars. E Tallulah, por não fazer jogo de aparências, só
participou de um filme, Um barco e nove destinos, de Alfred Hitchcock.
Mais uma, de sua língua ferina: depois de uma festa em que Montgo-
mery Clift teria beijado (pra usar um verbo mais elegante) o bilau de alguém,
perguntaram a ela se sabia de quem era o dito cujo. Sua resposta:
– O meu eu sei que não foi.
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Cartões-postais pras Olimpíadas
Senhorano piscinão de Ramos e
futura senhora na favela da Maré.
Rocinha: seriam furos de balas as
cicatrizes na perna dele?
Garotas da Vila Mimosa em horário de expediente.
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HOTEL MINAS
Gente-hóspede damemória
Sorte Bairro da Glória, Rio, apar-
tamento habitado por suíço que pas-
sava o dia fora (se o vi, foi só uma
vez), casado com baiana que pas-
sava o dia dentro. Casal de filhos, o
menino, meio ‘abobado’, diria mi-
nha mãe. Como de hábito, a em-
pregada, servido o almoço, levava a
menina à escola, turno da tarde. Um
dia não teve aula e voltou a tempo
de evitar duas mortes. Em quase
toda aquela cidade, como se sabe, o
gás é encanado e a patroa foi dar
banho no menino, fechou porta e
basculante, abriu e não acendeu o
aquecedor. Encontrados desmaia-
dos, foram socorridos a tempo.
Azar Seo Zé, português, sócio de
boteco carioca, teve filho nascido
em tempo normal e, de sete meses,
gêmeas, bastante fraquinhas. Pro-
meteu que, se escapassem, ao com-
pletarem sete anos toda a família
iria à Cova da Iria, Santuário de Fá-
tima, agradecer. Abriu caderneta de
poupança e, na data, a ditadura mi-
litar estipulou depósito compulsório
de mil dólares por cabeça, pra via-
gens ao exterior, frustrando os pla-
nos do pobre Zé. A conta seria de
U$5 mil além, quantia de que Seo
Zé não dispunha. E orou, pedindo
um tempo à santa, pra atender ao
diabo da lei ditada pelos home.
O boteco do Seo Zé
Simplório, como outros sob a batuta de portugueses pobres, tais botecos
são uma instituição na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (Cataguases
já foi Santa Rita do Meia-Pataca, Leopoldina, São Sebastião do Feijão Cru e
Guiricema, Nossa Senhora da Encarnação dos Bagres). À noite eu lia, depois
ia lá pra espairecer (Cinzano com Underberg, tremoços) até chegar o sono.
Além da viagem adiada a Fátima, falou-me ele que no inverno sua mãe es-
quentava vinho pro ‘café da manhã’. E, doido pra conhecer banana, provou-a
quando pernoitou num hotel em Lisboa, antes de tomar o vapor pras terras
tropicais. No boteco também batia ponto uma morena sestrosa e Seo Zé, que
não ocultava certo fascínio pelos encantos da gaja, falou: ‘Se emendarem os
c’ralhos que iesta mulher já l’vou, a emenda vai dar às praias de Portugal’.
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Origem de Drummond
Em1066, Guilherme de Orange, da Bretanha, um reino que formaria a
futura França, invadiu o que mais tarde seria a Inglaterra, daí a alcunha Grã
Bretanha. E por alguns séculos os ingleses falaram francês. Ainda vigoram
nos brasões deles os lemas Dieu et mon droit e Honni soit qui mal y pense.
Por aquela época, um Maurício, da Hungria, comandou o barco que le-
vou em fuga os príncipes ingleses pra território escocês. E o rei casou-se com
Margarida, prima de Maurício, que virou Santa Margarida da Escócia. Por de-
creto real, Maurício ganhou o sobrenome Drummond. Vem de drum + onde,
significando ‘alta onda’, considerando os perigos por que passou na condução
daquele barco, com habilidade e bravura, por mares tempestuosos.
Já eram nobres na Hungria e continuaram a sê-lo na Escócia, com vários
membros da família incluídos nos livros de história. E no século 17 teve um
poeta, William Drummond, amigo de Ben Johnson e introdutor do soneto na
poesia inglesa. E, como em toda família ilustre, existe um castelo Drummond,
medieval, em Perth, Escócia e o respectivo uísque, com o mesmo nome.
Carlos Drummond de Andrade conta isso numa crônica e, noutra, ele
fala de outro ancestral, o barão de Drummond, nome de praça em Vila Isabel,
Rio, onde fundou um jardim zoológico, hoje na Quinta da Boa Vista. E in-
ventou o jogo do bicho, com uma nobre intenção: dar de comer aos animais.
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Mudam-se os tempos,pioram as vontades
Em inúmeros lares católicos de antigamente ouvia-se a Rádio Apare-
cida. Estive lá em 1961 e vi, pela ‘janela’ de vidro do estúdio, padre Vitor com
o programa Os ponteiros apontam para o infinito, a oração do meio-dia; a se-
guir, padre Galvão, no programa Marreta na bigorna, mais combativo, me-
tendo o pau na licenciosidade dos costumes e desacertos da política. Hoje, te-
ria que esticar o programa, pela fartura de assunto. Mudam-se os tempos?
E quando, por dever de ofício, eu era obrigado a ver todos os filmes
produzidos e/ou distribuídos pela Embrafilme, costumava dizer que muitos
deles salvavam-se por uma piada ou uma situaçãozinha menos trivial. Caso de
Estrada da vida, de Nelson Pereira dos Santos, sobre e com a dupla Milioná-
rio e Zé Rico, produzido pela CCE (Começou Comprando Errado). Conheci o
casal dono dela em São Paulo, pinta de ricaços, mas o gosto, breganejo.
Pois bem, a dupla, que pintava paredes, depois de muito ralar, conse-
guiu gravar um disco, que as rádios não tocavam. Numa romaria a Aparecida
do Norte, um deles teve a ideia de deixar o dito no altar da santa, pedindo que
ela fizesse um milagre. O padre achou, mandou pra rádio e, já no ônibus, de
volta a São Paulo, ouviram a música-título, que a partir dali rodou Brasil in-
teiro e inteira América Latina. Enfim, ficaram mais que ricos, milionários.
Pois agora existe a TV Aparecida e estranhei ver padres com chapéu de
rodeio, parecendo alguns pastores evanjecas, músicas bregas e propaganda de
produtos desconhecidos. Os lares católicos caíram pra 65%, eis a questão.
Abaixo, influência do acima ci-
tado Barão de Itararé, levando
em conta que a ideia parece sa-
ída de sua cabeça, post mortem.
Outra que poderia ser do barão.
SORRIA! VOCÊ
ESTÁ SENDO
ROUBADO.
(Fernando Py)
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OBITUÁRIO
Faleceu Doña Maríadel Rosario
Cayetana Alfonsa Victoria Euge-
nia Francisca Fitz-James Stuart y
de Silva, mulher que colecionou
mais títulos de nobreza, o que lhe
dava direito de entrar a cavalo
nas igrejas da Espanha. Na foto,
em trajes de núpcias, como po-
sou de musa pro número 3 deste
jornaleco. Pesa-me dar pêsames.
E D I T O R I A L
Por motivo de força maior, ou seja, falta de assunto, o acima referido nú-
mero 3 do semestrário Sapeca atrasou dois meses e o atual sai três vezes mais
atrasado (ninguém sentiu falta, claro). Este besteirol, de certa forma, substi-
tuiu as crônicas que eu escrevia prum jornal local. Gosto de escrever e só tive
salários ‘de prefeito’ exercendo essa função, na Guanabara. Por isso, escrevo o
Sapeca, que circula na Net por obra e graça de José Antônio Pereira. Retribuo
expressando-lhe meus votos de alta estima e elevada consideração.
CATAGUARINO PRAFRENTEX Antigamente, beijava-se escondido ou no
escurinho do cinema. Entretanto, nas festas da igreja de Cataguarino, nos di-
tos anos dourados, virgens vendiam beijos, o que só vi (não com virgens, ao
contrário, as desfrutáveis Matilde, Rosaly, Ninon e Amparito Hernandez) em
Roque Santeiro, e pensava que fosse coisa de novela. Beijinhos à toa, diz
Celma Abritta, o que não livrou futuro cunhado meu da bronca de sua namo-
rada, minha irmã, que trepou nas tamancas quando ele se deu ao desfrute.