Rumos e perspectivas da
carreira do tradutor
profissional
Jorge Rogério Penha Rodrigues
VI Congresso Internacional de Tradução e Interpretação
São Paulo (SP), 5 a 7 de junho de 2015
A grande interrogação
• Às três dúvidas existenciais básicas do ser humano:
- Quem sou?
- De onde vim?
- Para onde vou?
• No caso dos tradutores, soma-se uma quarta:
- O que será da minha profissão no futuro?
A tradução no passado
• Trabalho essencialmente individual e quase artesanal;
• Poucos recursos de hardware;
• Praticamente nenhum recurso de software;
• Mercado em expansão.
A tradução hoje
• Trabalho individual ainda predominante, mas há uma forte
tendência ao trabalho em equipes, muitas vezes em
servidores remotos;
• Recursos de hardware de última geração;
• Inúmeros recursos de software (alguns altamente
especializados, como ferramentas MT e CAT);
• Mercado instável, alternando ciclos de expansão e contração.
A tradução amanhã
BOA PERGUNTA!
O tradutor generalista
• Lê, estuda e pesquisa tudo o que lhe cai nas mãos, de
qualquer área, desde bulas de medicamentos até tratados de
física quântica, resultando em vasta e sólida cultura geral;
• Mais de um idioma de trabalho (muitas vezes três, quatro ou
mais);
• Transita bem por várias áreas, embora possa ter predileção
por alguma mais específica.
O tradutor especialista
• Concentra suas leituras, estudos e pesquisas em uma
determinada área;
• Em geral tem apenas um idioma de trabalho (ou dois, no
máximo);
• Domina e é amplamente reconhecido como um expoente na
área que escolheu para atuar.
Tendências observadas
Proletarização operacional
Proletarização financeira
Especialização
O mercado brasileiro
• Queda acentuada no valor dos honorários;
• Alongamento dos prazos de pagamento;
• Sinais de saturação;
• Comprometimento da qualidade do trabalho;
• Desvalorização aos olhos do público leigo causada pelas
ferramentas de tradução automática (machine translation).
O mercado mundial
• Estabilização (não queda, felizmente) do valor dos honorários;
• Prazos de pagamento mais longos (podendo chegar a 60 dias
fora o mês ou até mais);
• Moeda forte (dólar e euro, principalmente);
• Abertura de novos campos de trabalho (internacionalização,
localização, transcriação e pós-edição, por exemplo);
• Menos burocracia.
Honorários Brasil x mundo
• Tabela do SINTRA: R$ 0,34 (tradução) e R$ 0,45 (versão) por
palavra – a meta a ser atingida;
• Na prática, os valores praticados por agências brasileiras
variam entre R$ 0,03 e R$ 0,14 por palavra – rarissimamente
vi valores superiores a este último no Brasil;
• Valores médios pagos a tradutores da combinação inglês-
português no exterior: US$ 0,08 a US$ 0,10 por palavra. Certas
áreas, como jurídica e marketing, atingem valores mais altos:
de US$ 0,15 a US$ 0,20, respectivamente;
• As famosas tarifas indianas – cuidado com os preconceitos. As
agências indianas chegam a pagar até US$ 0,05 por palavra.
Ao câmbio de R$ 3,15/US$ 1,00: R$ 0,15 por palavra –
superior ao que é pago pela maioria das agências brasileiras.
O que fazer então?
• Premissa básica:
BUSCAR O MUNDO!
Alguns caminhos possíveis
• O segmento peanut (também conhecido como bottomfeeder)
– o pior dos mundos. A ser evitado a todo custo;
• Pós-edição (revisão de tradução automática) – Atualmente o
setor que mais cresce na nossa profissão;
• Tornar-se generalista – possível, mas muito difícil hoje em dia;
• Especializar-se e procurar o seu nicho – o caminho mais
natural hoje em dia;
• Alta especialização ou segmento prime.
Plano de negócios
Seja qual for o caminho escolhido, valorize o seu trabalho. Adote
o seguinte objetivo de médio e longo prazos:
GANHAR CADA VEZ MAIS, TRABALHANDO CADA VEZ MENOS!
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Jorge Rogério Penha Rodrigues
jorgerpr@uol.com.br
jorgerpr@terra.com.br
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LinkedIn: www.linkedin.com/pub/jorge-rodrigues/9/a11/355
Se por acaso eu estiver em algum compromisso fora do
escritório, deixem recado com o...
Teby
Atendimento ao público e tradutor júnior de caninês (variante cocker-spanielês).
MUITO OBRIGADO!

Rumos e perspectivas da carreira do tradutor profissional

  • 1.
    Rumos e perspectivasda carreira do tradutor profissional Jorge Rogério Penha Rodrigues VI Congresso Internacional de Tradução e Interpretação São Paulo (SP), 5 a 7 de junho de 2015
  • 2.
    A grande interrogação •Às três dúvidas existenciais básicas do ser humano: - Quem sou? - De onde vim? - Para onde vou? • No caso dos tradutores, soma-se uma quarta: - O que será da minha profissão no futuro?
  • 3.
    A tradução nopassado • Trabalho essencialmente individual e quase artesanal; • Poucos recursos de hardware; • Praticamente nenhum recurso de software; • Mercado em expansão.
  • 4.
    A tradução hoje •Trabalho individual ainda predominante, mas há uma forte tendência ao trabalho em equipes, muitas vezes em servidores remotos; • Recursos de hardware de última geração; • Inúmeros recursos de software (alguns altamente especializados, como ferramentas MT e CAT); • Mercado instável, alternando ciclos de expansão e contração.
  • 5.
  • 6.
    O tradutor generalista •Lê, estuda e pesquisa tudo o que lhe cai nas mãos, de qualquer área, desde bulas de medicamentos até tratados de física quântica, resultando em vasta e sólida cultura geral; • Mais de um idioma de trabalho (muitas vezes três, quatro ou mais); • Transita bem por várias áreas, embora possa ter predileção por alguma mais específica.
  • 7.
    O tradutor especialista •Concentra suas leituras, estudos e pesquisas em uma determinada área; • Em geral tem apenas um idioma de trabalho (ou dois, no máximo); • Domina e é amplamente reconhecido como um expoente na área que escolheu para atuar.
  • 8.
  • 9.
    O mercado brasileiro •Queda acentuada no valor dos honorários; • Alongamento dos prazos de pagamento; • Sinais de saturação; • Comprometimento da qualidade do trabalho; • Desvalorização aos olhos do público leigo causada pelas ferramentas de tradução automática (machine translation).
  • 10.
    O mercado mundial •Estabilização (não queda, felizmente) do valor dos honorários; • Prazos de pagamento mais longos (podendo chegar a 60 dias fora o mês ou até mais); • Moeda forte (dólar e euro, principalmente); • Abertura de novos campos de trabalho (internacionalização, localização, transcriação e pós-edição, por exemplo); • Menos burocracia.
  • 11.
    Honorários Brasil xmundo • Tabela do SINTRA: R$ 0,34 (tradução) e R$ 0,45 (versão) por palavra – a meta a ser atingida; • Na prática, os valores praticados por agências brasileiras variam entre R$ 0,03 e R$ 0,14 por palavra – rarissimamente vi valores superiores a este último no Brasil; • Valores médios pagos a tradutores da combinação inglês- português no exterior: US$ 0,08 a US$ 0,10 por palavra. Certas áreas, como jurídica e marketing, atingem valores mais altos: de US$ 0,15 a US$ 0,20, respectivamente; • As famosas tarifas indianas – cuidado com os preconceitos. As agências indianas chegam a pagar até US$ 0,05 por palavra. Ao câmbio de R$ 3,15/US$ 1,00: R$ 0,15 por palavra – superior ao que é pago pela maioria das agências brasileiras.
  • 12.
    O que fazerentão? • Premissa básica: BUSCAR O MUNDO!
  • 13.
    Alguns caminhos possíveis •O segmento peanut (também conhecido como bottomfeeder) – o pior dos mundos. A ser evitado a todo custo; • Pós-edição (revisão de tradução automática) – Atualmente o setor que mais cresce na nossa profissão; • Tornar-se generalista – possível, mas muito difícil hoje em dia; • Especializar-se e procurar o seu nicho – o caminho mais natural hoje em dia; • Alta especialização ou segmento prime.
  • 14.
    Plano de negócios Sejaqual for o caminho escolhido, valorize o seu trabalho. Adote o seguinte objetivo de médio e longo prazos: GANHAR CADA VEZ MAIS, TRABALHANDO CADA VEZ MENOS!
  • 15.
  • 16.
    Contato Jorge Rogério PenhaRodrigues jorgerpr@uol.com.br jorgerpr@terra.com.br Skype: jorgerpr Facebook: www.facebook.com/jorgerpr LinkedIn: www.linkedin.com/pub/jorge-rodrigues/9/a11/355 Se por acaso eu estiver em algum compromisso fora do escritório, deixem recado com o...
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    Teby Atendimento ao públicoe tradutor júnior de caninês (variante cocker-spanielês).
  • 18.