República da Espada: Uma Visão Geral
A República da Espada, período compreendido entre 1889 e 1894, marcou a transição do Império para a República no Brasil. Este
período foi liderado por dois presidentes militares, Marechal Deodoro da Fonseca e Marechal Floriano Peixoto, e caracterizado
por um governo autoritário e centralizador. O contexto histórico foi marcado pelo fim do Império e pela Proclamação da
República, impulsionada por diversos fatores como a crise do Império e o fortalecimento do Exército. A República da Espada
representou um momento de grandes transformações políticas e sociais no país.
Este período é essencial para entender a formação do Brasil republicano, com seus desafios e contradições. O objetivo desta
apresentação é explorar os principais aspectos da República da Espada, desde suas origens até seu legado, analisando o papel
dos militares na política brasileira e as transformações ocorridas na sociedade.
O Fim do Império e o Exército
Crise do Império
O Império enfrentou diversas crises, incluindo a Questão
Militar, a Questão Religiosa e a Questão Abolicionista, que
minaram seu apoio e legitimidade. O exército emergiu como
uma força política influente, defendendo a necessidade de
modernização e um governo mais forte.
Fortalecimento do Exército
A Guerra do Paraguai (1864-1870) fortaleceu o Exército, que
passou a reivindicar maior participação na vida política do
país. A influência do Positivismo, corrente filosófica que
defendia a ordem e o progresso, também contribuiu para a
ideia de um governo forte e modernizador liderado pelos
militares.
Com o enfraquecimento das instituições imperiais e o crescente prestígio do Exército, o cenário político se tornou favorável à
Proclamação da República. Os militares, influenciados pelo Positivismo, viam a República como a forma de governo ideal para
promover o desenvolvimento e a modernização do Brasil.
Deodoro da Fonseca: O Marechal no Poder
1
Proclamação da República
Em 15 de novembro de 1889, Deodoro
da Fonseca liderou o golpe militar que
depôs Dom Pedro II e proclamou a
República. Um Governo Provisório foi
formado, marcando o início de uma
nova era na história do Brasil.
2
Primeiras Medidas
O Governo Provisório adotou as
primeiras medidas republicanas, como
a instituição da bandeira e do hino
nacional, a separação entre Igreja e
Estado e a convocação de uma
Assembleia Constituinte.
3
Constituição de 1891
A Constituição de 1891, inspirada no
modelo americano, estabeleceu o
federalismo, o presidencialismo e a
laicidade. Deodoro foi eleito
indiretamente como o primeiro
presidente da República.
A Proclamação da República representou uma ruptura com o passado imperial e a promessa de um futuro mais moderno e
democrático para o Brasil. No entanto, o governo de Deodoro enfrentou desafios e tensões políticas que culminariam em sua
renúncia.
A Constituição de 1891
Federalismo,
Presidencialismo,
Laicidade
A Constituição de 1891 adotou o
federalismo, concedendo maior
autonomia aos estados, o
presidencialismo, com um
presidente eleito como chefe do
Executivo, e a laicidade,
separando Igreja e Estado.
Exclusão do Voto
A Constituição excluiu os
analfabetos e as mulheres do
direito ao voto, limitando a
participação política a uma
parcela restrita da população.
Essa exclusão refletia a visão
elitista e conservadora dos
republicanos.
Tensões Políticas e Crise
As tensões políticas e a crise
econômica (encilhamento)
marcaram o período da República
da Espada. A Constituição de
1891, apesar de representar um
avanço em relação ao Império,
não conseguiu resolver os
problemas do país.
A Constituição de 1891 foi um marco na história do Brasil, mas suas limitações e contradições contribuíram para a instabilidade
política e social do período. A exclusão de grande parte da população do direito ao voto gerou insatisfação e questionamentos
sobre a legitimidade do regime republicano.
O Encilhamento: A Crise Econômica
Plano Econômico de Rui Barbosa
O Encilhamento foi um plano econômico implementado por Rui Barbosa, então Ministro da Fazenda, com o objetivo de
promover o desenvolvimento industrial do Brasil.
Especulação Financeira
O plano incentivou a especulação financeira e a emissão de papel-moeda, gerando um aumento da inflação e uma
onda de falências. A economia brasileira entrou em colapso.
Consequências
O Encilhamento resultou em inflação, falências e instabilidade econômica, prejudicando a população e gerando
desconfiança no governo. A crise econômica contribuiu para o desgaste do governo Deodoro.
O Encilhamento foi um desastre econômico que marcou a República da Espada. A especulação financeira e a emissão descontrolada
de papel-moeda geraram uma crise que afetou a economia brasileira por muitos anos. O plano de Rui Barbosa, que tinha como
objetivo modernizar o país, acabou tendo o efeito contrário.
Renúncia de Deodoro e a Ascensão de Floriano
Peixoto
Crise Política
A crise política, agravada pela crise
econômica, levou Deodoro da
Fonseca a ameaçar um golpe para
fechar o Congresso. A oposição se
mobilizou e exigiu sua renúncia.
Renúncia
Em novembro de 1891, Deodoro da
Fonseca renunciou à presidência, em
meio a protestos e pressões
políticas. Sua renúncia marcou o fim
de seu governo e o início de uma
nova fase na República da Espada.
Floriano na Presidência
Floriano Peixoto, vice-presidente,
assumiu a presidência, em um
momento de grande instabilidade
política. Sua ascensão ao poder
representou a continuidade do
governo militar e a manutenção do
autoritarismo.
A renúncia de Deodoro da Fonseca representou um momento crucial na história da República da Espada. A instabilidade política
e a crise econômica levaram ao fim de seu governo e à ascensão de Floriano Peixoto, que adotaria medidas ainda mais
autoritárias.
Floriano Peixoto: O Marechal de Ferro
Repressão à Oposição
Floriano Peixoto reprimiu a oposição
com violência, fechando jornais,
prendendo opositores e centralizando o
poder em suas mãos. Seu governo foi
marcado pelo autoritarismo e pela falta
de diálogo com a sociedade.
Apoio dos Jacobinos
Floriano contou com o apoio dos
jacobinos, grupo formado por militares
e positivistas que defendiam um
governo forte e centralizador. Os
jacobinos viam em Floriano a figura
ideal para liderar o país.
Desenvolvimento Econômico
Floriano implementou medidas para
promover o desenvolvimento
econômico e realizou diversas obras
públicas, como a construção de estradas
e a modernização de portos. Seu
governo buscou impulsionar a
industrialização do país.
Floriano Peixoto, conhecido como "Marechal de Ferro", governou o Brasil com mão de ferro, reprimindo a oposição e
centralizando o poder. Apesar do autoritarismo, seu governo promoveu o desenvolvimento econômico e realizou importantes
obras públicas.
A Revolta da Armada
1
Interesses
A revolta envolveu diversos interesses, incluindo a disputa pelo poder político e a insatisfação
com o governo de Floriano Peixoto.
2
Marinha
A Marinha, descontente com o governo, se rebelou e ameaçou bombardear a
cidade do Rio de Janeiro. A revolta representou um grande desafio para o governo
Floriano.
3
Repressão
Floriano reprimiu a revolta com violência, utilizando o Exército e a
Guarda Nacional. A revolta foi sufocada e o governo Floriano se
fortaleceu.
A Revolta da Armada foi um conflito marcante na República da Espada, representando um desafio ao governo de Floriano Peixoto. A repressão da
revolta fortaleceu o governo e consolidou o poder dos militares.
O Legado da República da Espada
Transição
A República da Espada marcou a
transição do Império para a República,
um período de grandes transformações
políticas e sociais no Brasil.
Fortalecimento
O Exército se fortaleceu e exerceu
grande influência na política brasileira
durante a República da Espada. Os
militares se consolidaram como uma
força política importante.
Construção
A República da Espada contribuiu para a
construção de um novo regime político e
social no Brasil, com a instituição de
novas instituições e a modernização do
país.
A República da Espada deixou um legado importante para a história do Brasil, marcando a transição do Império para a República
e o fortalecimento do Exército na política. O período foi marcado por autoritarismo e instabilidade, mas também por
transformações e modernização.
Conclusões: Avanços e Limitações
Transição Turbulenta
A República da Espada foi um período de transição turbulenta
na história do Brasil, marcado por crises políticas e
econômicas, autoritarismo e instabilidade social. No entanto,
o período também representou um avanço em relação ao
Império.
Legado
Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto deixaram um legado
controverso para a história do Brasil. Seus governos foram
marcados por autoritarismo, mas também por medidas de
modernização e desenvolvimento.
A República da Espada representou um momento importante na formação do Brasil republicano, com seus desafios e
contradições. O papel dos militares na política brasileira, a crise econômica e a instabilidade social marcaram o período, que
deixou um legado complexo e controverso.

Republica-da-Espada-Uma-Visao-Geral.pptx

  • 1.
    República da Espada:Uma Visão Geral A República da Espada, período compreendido entre 1889 e 1894, marcou a transição do Império para a República no Brasil. Este período foi liderado por dois presidentes militares, Marechal Deodoro da Fonseca e Marechal Floriano Peixoto, e caracterizado por um governo autoritário e centralizador. O contexto histórico foi marcado pelo fim do Império e pela Proclamação da República, impulsionada por diversos fatores como a crise do Império e o fortalecimento do Exército. A República da Espada representou um momento de grandes transformações políticas e sociais no país. Este período é essencial para entender a formação do Brasil republicano, com seus desafios e contradições. O objetivo desta apresentação é explorar os principais aspectos da República da Espada, desde suas origens até seu legado, analisando o papel dos militares na política brasileira e as transformações ocorridas na sociedade.
  • 2.
    O Fim doImpério e o Exército Crise do Império O Império enfrentou diversas crises, incluindo a Questão Militar, a Questão Religiosa e a Questão Abolicionista, que minaram seu apoio e legitimidade. O exército emergiu como uma força política influente, defendendo a necessidade de modernização e um governo mais forte. Fortalecimento do Exército A Guerra do Paraguai (1864-1870) fortaleceu o Exército, que passou a reivindicar maior participação na vida política do país. A influência do Positivismo, corrente filosófica que defendia a ordem e o progresso, também contribuiu para a ideia de um governo forte e modernizador liderado pelos militares. Com o enfraquecimento das instituições imperiais e o crescente prestígio do Exército, o cenário político se tornou favorável à Proclamação da República. Os militares, influenciados pelo Positivismo, viam a República como a forma de governo ideal para promover o desenvolvimento e a modernização do Brasil.
  • 3.
    Deodoro da Fonseca:O Marechal no Poder 1 Proclamação da República Em 15 de novembro de 1889, Deodoro da Fonseca liderou o golpe militar que depôs Dom Pedro II e proclamou a República. Um Governo Provisório foi formado, marcando o início de uma nova era na história do Brasil. 2 Primeiras Medidas O Governo Provisório adotou as primeiras medidas republicanas, como a instituição da bandeira e do hino nacional, a separação entre Igreja e Estado e a convocação de uma Assembleia Constituinte. 3 Constituição de 1891 A Constituição de 1891, inspirada no modelo americano, estabeleceu o federalismo, o presidencialismo e a laicidade. Deodoro foi eleito indiretamente como o primeiro presidente da República. A Proclamação da República representou uma ruptura com o passado imperial e a promessa de um futuro mais moderno e democrático para o Brasil. No entanto, o governo de Deodoro enfrentou desafios e tensões políticas que culminariam em sua renúncia.
  • 4.
    A Constituição de1891 Federalismo, Presidencialismo, Laicidade A Constituição de 1891 adotou o federalismo, concedendo maior autonomia aos estados, o presidencialismo, com um presidente eleito como chefe do Executivo, e a laicidade, separando Igreja e Estado. Exclusão do Voto A Constituição excluiu os analfabetos e as mulheres do direito ao voto, limitando a participação política a uma parcela restrita da população. Essa exclusão refletia a visão elitista e conservadora dos republicanos. Tensões Políticas e Crise As tensões políticas e a crise econômica (encilhamento) marcaram o período da República da Espada. A Constituição de 1891, apesar de representar um avanço em relação ao Império, não conseguiu resolver os problemas do país. A Constituição de 1891 foi um marco na história do Brasil, mas suas limitações e contradições contribuíram para a instabilidade política e social do período. A exclusão de grande parte da população do direito ao voto gerou insatisfação e questionamentos sobre a legitimidade do regime republicano.
  • 5.
    O Encilhamento: ACrise Econômica Plano Econômico de Rui Barbosa O Encilhamento foi um plano econômico implementado por Rui Barbosa, então Ministro da Fazenda, com o objetivo de promover o desenvolvimento industrial do Brasil. Especulação Financeira O plano incentivou a especulação financeira e a emissão de papel-moeda, gerando um aumento da inflação e uma onda de falências. A economia brasileira entrou em colapso. Consequências O Encilhamento resultou em inflação, falências e instabilidade econômica, prejudicando a população e gerando desconfiança no governo. A crise econômica contribuiu para o desgaste do governo Deodoro. O Encilhamento foi um desastre econômico que marcou a República da Espada. A especulação financeira e a emissão descontrolada de papel-moeda geraram uma crise que afetou a economia brasileira por muitos anos. O plano de Rui Barbosa, que tinha como objetivo modernizar o país, acabou tendo o efeito contrário.
  • 6.
    Renúncia de Deodoroe a Ascensão de Floriano Peixoto Crise Política A crise política, agravada pela crise econômica, levou Deodoro da Fonseca a ameaçar um golpe para fechar o Congresso. A oposição se mobilizou e exigiu sua renúncia. Renúncia Em novembro de 1891, Deodoro da Fonseca renunciou à presidência, em meio a protestos e pressões políticas. Sua renúncia marcou o fim de seu governo e o início de uma nova fase na República da Espada. Floriano na Presidência Floriano Peixoto, vice-presidente, assumiu a presidência, em um momento de grande instabilidade política. Sua ascensão ao poder representou a continuidade do governo militar e a manutenção do autoritarismo. A renúncia de Deodoro da Fonseca representou um momento crucial na história da República da Espada. A instabilidade política e a crise econômica levaram ao fim de seu governo e à ascensão de Floriano Peixoto, que adotaria medidas ainda mais autoritárias.
  • 7.
    Floriano Peixoto: OMarechal de Ferro Repressão à Oposição Floriano Peixoto reprimiu a oposição com violência, fechando jornais, prendendo opositores e centralizando o poder em suas mãos. Seu governo foi marcado pelo autoritarismo e pela falta de diálogo com a sociedade. Apoio dos Jacobinos Floriano contou com o apoio dos jacobinos, grupo formado por militares e positivistas que defendiam um governo forte e centralizador. Os jacobinos viam em Floriano a figura ideal para liderar o país. Desenvolvimento Econômico Floriano implementou medidas para promover o desenvolvimento econômico e realizou diversas obras públicas, como a construção de estradas e a modernização de portos. Seu governo buscou impulsionar a industrialização do país. Floriano Peixoto, conhecido como "Marechal de Ferro", governou o Brasil com mão de ferro, reprimindo a oposição e centralizando o poder. Apesar do autoritarismo, seu governo promoveu o desenvolvimento econômico e realizou importantes obras públicas.
  • 8.
    A Revolta daArmada 1 Interesses A revolta envolveu diversos interesses, incluindo a disputa pelo poder político e a insatisfação com o governo de Floriano Peixoto. 2 Marinha A Marinha, descontente com o governo, se rebelou e ameaçou bombardear a cidade do Rio de Janeiro. A revolta representou um grande desafio para o governo Floriano. 3 Repressão Floriano reprimiu a revolta com violência, utilizando o Exército e a Guarda Nacional. A revolta foi sufocada e o governo Floriano se fortaleceu. A Revolta da Armada foi um conflito marcante na República da Espada, representando um desafio ao governo de Floriano Peixoto. A repressão da revolta fortaleceu o governo e consolidou o poder dos militares.
  • 9.
    O Legado daRepública da Espada Transição A República da Espada marcou a transição do Império para a República, um período de grandes transformações políticas e sociais no Brasil. Fortalecimento O Exército se fortaleceu e exerceu grande influência na política brasileira durante a República da Espada. Os militares se consolidaram como uma força política importante. Construção A República da Espada contribuiu para a construção de um novo regime político e social no Brasil, com a instituição de novas instituições e a modernização do país. A República da Espada deixou um legado importante para a história do Brasil, marcando a transição do Império para a República e o fortalecimento do Exército na política. O período foi marcado por autoritarismo e instabilidade, mas também por transformações e modernização.
  • 10.
    Conclusões: Avanços eLimitações Transição Turbulenta A República da Espada foi um período de transição turbulenta na história do Brasil, marcado por crises políticas e econômicas, autoritarismo e instabilidade social. No entanto, o período também representou um avanço em relação ao Império. Legado Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto deixaram um legado controverso para a história do Brasil. Seus governos foram marcados por autoritarismo, mas também por medidas de modernização e desenvolvimento. A República da Espada representou um momento importante na formação do Brasil republicano, com seus desafios e contradições. O papel dos militares na política brasileira, a crise econômica e a instabilidade social marcaram o período, que deixou um legado complexo e controverso.