revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 1
Ano XVII nº 187 – Outubro 2013
Saiba quem são os
15 agraciados com o
prêmio que reconhece
a contribuição ao
desenvolvimento de Brasília
Entrevista // Pág. 8
fábioulhoacoelho
Professor titular de direito comercial da PUC-SP
O mérito
é deles
revista FECOMÉRCIO | outubro 20132
Central de Atendimento BB 4004 0001 ou 0800 729 0001 • SAC 0800 729 0722
Ouvidoria BB 0800 729 5678 • Deficiente Auditivo ou de Fala 0800 729 0088
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Cada vez mais crédito para a Micro
e Pequena Empresa crescer.
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 3
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mais o banco da Micro e
Pequena Empresa.
sumário
Parceria
bem-sucedida
Em sessão
solene, a Câmara
dos Deputados
homenageou o
Sesc-DF
Alta do
dólar
Turismoéumadas
áreasquejásentem
osefeitos
61
28
Cristiano Costa
Nina Quintana
Quiosques
Os prós e os contras
dessa modalidade, cada
vez mais presente nos
shoppings
42
Nina Quintana
seções
18
8	Entrevista
16	SEGREDOS DO MARKETING DIGITAL
17	vitrine
23	economia
24	gastronomix
27	 CASO DE SUCESSO
34	 direito no trabalho
40	 doses econômicas
41	 empresário do mês
48	gente
54	sindicatos
57	Agenda Fiscal
62	pesquisa conjuntural
66 pesquisa relâmpago
Orgulho e inspiração
Conheça os premiados da 7ª edição do Mercador Candango
6
cartas
Contribua com sugestões, críticas e
comentários sobre os assuntos que
são abordados na publicação. Envie
sua mensagem para Assessoria de
Comunicação da Fecomércio-DF –
SCS Quadra 6, Ed. Jessé Freire – 5º
andar – Brasília – 70306-908 ou para
o e-mail revista@fecomerciodf.com.br.
(61) 3038.7527.
Presidente
Adelmir Araújo Santana
Diretoria
Miguel Setembrino Emery de Carvalho • Antonio Augusto Carvalho de Moraes • Clayton Faria Machado • Francisco Maia
Farias • Antônio Tadeu Peron • Edy Elly Bender Kohnert Seidler • Fábio de Carvalho • Francisco das Chagas Almeida • José
Aparecido da Costa Freire • José Carlos Ulhoa Fonseca • José Geraldo Dias Pimentel • Oscar Perné do Carmo • Cecin Sarkis
Simão • Hamilton César Junqueira Guimarães • Miguel Soares Neto • Paolo Orlando Piacesi • Roger Benac • Joaquim Perei-
ra dos Santos • Diocesmar Felipe de Farias • Glauco Oliveira Santana • Suely Santos Nakao
Diretores Suplentes
Aldo Ramalho Picanço • Alexandre Machado Costa • Álvaro Jose da Silveira • Ana Alice de Souza • Antonio Delgado Torres •
Bartolomeu Gonçalves Martins • Carlos Hiran Bentes David • Clarice Valente Aragão • Edson de Castro • Elaine Furtado • Fran-
cisco Joaquim Loyola • Francisco Valdenir Machado Elias • Jó Rufino Alves • João Ricardo de Faria • José Fagundes Maia • Luiz
Alberto Cruz de Moraes • Milton Carlos da Silva • Osório Adriano Neto • Paulo Targino Alves Filho • Sandoval Antonio de Miranda
Conselho Fiscal
Arnaldo Sóter Braga Cardoso • Arnaldo Rocha Mudim Junior • Raul Carlos da Cunha Neto • Maria Auxiliadora Montandon
de Macedo • Henrique Pizzolante Cartaxo
Conselho Consultivo
Mitri Moufarrege • Antônio José Matias de Sousa • Laudenor de Souza Limeira • Luiz Carlos Garcia • José Djalma Silva
Bandeira • Orlando Antônio Vicente Taurisano • Rogério Tokarski
Diretor Regional do SESC
José Roberto Sfair Macedo
Diretor Regional do Senac
Luiz Otávio da Justa Neves
SUPERINTENDENTE DA FECOMércio
João Feijão
DIRETORA-EXECUTIVA DO INSTITUTO FECOMÉRCIO
Elizabet Garcia Campos
Sindicatos filiados
Sindicato do Comércio Atacadista de Álcool e Bebidas em Geral do DF (Scaab) • Sindicato das Empresas de Compra,
Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do DF (Secovi) • Sindicato dos Salões de Barbeiros,
Cabeleireiros, Profissionais Autônomos na Área de Beleza e Institutos de Beleza para Homens e Senhoras do DF (Sinccab)
• Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do DF (Sincofarma) • Sindicato das Auto e Moto Escolas e
Centros de Formação de Condutores Classes “A”, “B” e “AB” do DF (Sindauto) • Sindicato das Empresas de Representações,
dos Agentes Comerciais Distribuidores, Representantes e Agentes Comerciais Autônomos do DF (Sindercom) • Sindicato
das Empresas de Serviços de Informática do DF (Sindesei) • Sindicato das Empresas de Promoção, Organização, Produ-
ção e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos do DF (Sindeventos) • Sindicato das Empresas Videolocadoras do DF
(Sindevídeo) • Sindicato do Comércio Atacadista do DF (Sindiatacadista) • Sindicato do Comércio Varejista de Automóveis
e Acessórios do DF (Sindiauto) • Sindicato de Condomínios Residenciais e Comerciais do DF (Sindicondomínio) • Sindicato
do Comércio Varejista dos Feirantes do DF (Sindifeira) • Sindicato do Comércio Varejista de Carnes, Gêneros Alimentícios,
Frutas, Verduras, Flores e Plantas de Brasília (Sindigêneros) • Sindicato dos Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas
do DF (Sindilab) • Sindicato das Empresas Locadoras de Veículos Automotores do DF (Sindiloc) • Sindicato das Empresas
de Loterias, Comissários e Consignatários e de Produtos Assemelhados do DF (Sindiloterias) • Sindicato do Comércio
Varejista de Materiais de Construção do DF (Sindmac) • Sindicato do Comércio de Material Óptico e Fotográfico do DF
(Sindióptica)• Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Papelaria e Livraria do DF (Sindpel) • Sindicato dos
Supermercados do DF (Sindsuper) • Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes do DF (Sindvamb) • Sindicato do
Comércio Varejista do DF (Sindivarejista) • Sindicato dos Fotógrafos e Cinegrafistas Profissionais Autônomos do DF (Sinfoc)
• Sindicato das Empresas Locadoras de Veículos Automotores do DF (Sindloc)
Sindicatosassociados
Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar) • Sindicato do Comércio Varejista de Combus-
tíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis)
CoordenadordeComunicaçãodoSistemaFecomércio-DF
Diego Recena
Revista Fecomércio
Coordenação Editorial - Editora Meiaum
Editora-chefe - Anna Halley
Editora-executiva - Paula Oliveira
Editor Fecomércio - Diego Recena
Editora Senac - Ana Paula Gontijo
Editor Sesc - Marcus César Alencar
Editora de fotografia - Nina Quintana
Repórteres - Ana Paula Oliveira, Andrea Ventura, Daniel Alcântara, Elton Pacheco, Fábio Setti, Larissa de Souza, Luciana Corrêa,
Marina Marquez, Naiara Leão, Natasha Cabral, Raíssa Lopes, Sheila Nascimento, Sílvia Melo e Talita Cavalcante
Fotógrafo da Fecomércio - Cristiano Costa
Projeto gráfico e diagramação - Gustavo Pinto
Capa - Gustavo Pinto
Revisora - Anna Cristina Rodrigues
Impressão - Ediouro Gráfica Tiragem - 60 mil exemplares
Contato comercial - Joaquim Barroncas (61) 3328.8046 – barroncas@sucessototal.com.br
Endereço
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(61) 3038.7500 – www.fecomerciodf.com.br – twitter.com/fecomerciodf
EMPRESA
À INFÂNCIA
2013
//O peso da folha
A matéria sobre os altos encargos,
na última edição [Peso pesadíssimo,
n° 186], mostra que o governo não
incentiva a classe empresarial do
Brasil, nem mesmo os trabalhadores.
Assim, acaba ficando ruim para todo
mundo. Caro para o consumidor
e com despesas exorbitantes aos
empreendedores do País. Uma
vergonha.
YuriFreitas
Estudante de direito
//Fotografia
As fotos representam sempre
um charme a mais nas matérias.
Excelentes retratos. Parabéns à
Revista Fecomércio DF por sempre
destacar as necessidades, os
problemas e os prós do comércio da
nossa capital.
AlineSantana
Estudante de gestão de políticas públicas
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 7
editorial
Heroísmo
candango
S
ão muitas as atribuições de
uma entidade do porte da Fe-
comércio-DF. Orientar, co-
ordenar, proteger e representar
os empreendedores de comércio,
serviços e turismo perante as auto-
ridades e a sociedade são a essência
do nosso trabalho. Reunimos 24
sindicatos filiados e 2 associados em
numerosas e constantes batalhas.
As lutas são duras, especial-
mente quando se trata da carga
tributária, da burocracia e do alto
custo dos aluguéis, inimigos de
quem se propõe a ter o próprio
negócio. Aqui no Distrito Federal,
temos a novela dos alvarás, que co-
loca os comerciantes em situação
de insegurança jurídica e desanima
quem pensa em abrir um negócio
em qualquer uma das nossas 31
regiões administrativas, algumas
delas totalmente irregulares.
Em esfera nacional, o que se
vê é incoerência com o discurso de
estímulo à criação de empregos.
Exemplo escandaloso é o caso da
manutenção da multa adicional de
10% do Fundo de Garantia do Tem-
po de Serviço (FGTS) nos casos de
demissão sem justa causa. Foi mais
um tapa na cara de quem escolheu
empreender, e carece de questio-
namento jurídico.
Mas o empreendedor é justa-
mente aquela figura que busca de-
Paulo Negreiros
safios, que enxerga oportunidades
nos momentos de adversidade, que
não tem medo de se arriscar por
um sonho. É mais que vocação, é
necessidade. E quando a empresa
se consolida, a satisfação é imen-
sa. Não tem preço o sentimento de
dever cumprido ao ver seu sonho
crescer e contribuir para o desen-
volvimento de uma comunidade, de
uma cidade, de um país.
O Mérito Mercador Candango,
que chega à 7ª edição, é forma de a
Fecomércio-DF prestar reconheci-
mento aos bravos empreendedores
que acreditaram no potencial do
Distrito Federal (veja os homenage-
ados a partir da página 18). E mais:
por meio de suas histórias, quere-
mos mostrar que empreender vale
a pena. Neste ano, premiamos 15
homens e mulheres que constru-
íram trajetórias inspiradoras nos
mais diversos segmentos. Repre-
sentam a coragem, a determinação
e o espírito empreendedor dos
candangos e merecem todo o nosso
respeito e admiração.
Os troféus vão para eles, mas
a homenagem é a todos nós, que
fizemos desta cidade muito mais
que um centro administrativo, lhe
dando alma e coração quando para
cá trouxemos nossos sonhos. Os
obstáculos são muitos, mas, juntos,
somos maiores do que todos eles.
Adelmir Santana
Presidente da Fecomércio-DF,
entidade que administra o Sesc,
o Senac e o Instituto Fecomércio
no Distrito Federal
revista FECOMÉRCIO | outubro 20138
//entrevista
Feitoem1850,oCódigoComercialéinócuo.Novasnormas
derrubaramseusartigos,ehojesóvaleotrechosobre
comérciomarítimo.Asrelaçõesentreempresassãojulgadas
combasenoCódigoCivil,naLeideFalênciaseaténoCódigo
deDefesadoConsumidor.FábioUlhoaCoelho,professor
titulardedireitocomercialdaPontifíciaUniversidadeCatólica
deSãoPaulo,integraosgruposqueestudamamatériano
Parlamento.Épresidentedacomissãodejuristascriadapela
CâmaradosDeputadoserelatornacomissãodoSenado.
“Asrelaçõesentreempresáriostêmassuasespecificidades.
Deveriamestarsujeitasaregraspróprias.”
// Por Paula Oliveira
Modernização
urgente
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 9
FábioUlhoaCoelho
Professortitularde
direitocomercialda
PUC-SP
Fotos:NinaQuintana
revista FECOMÉRCIO | outubro 201310
OCódigoComercialabrangeoquê?
Trata somente das relações ju-
rídicas entre os empresários. O em-
preendedor tem no seu dia a dia
relações jurídicas com os empre-
gados, com os consumidores, com
o Fisco, além de contratos e títulos
com outros empresários. O Código
Comercial trata exclusivamente des-
seâmbitodasrelaçõescomerciais.
Comoestãoasdiscussõesacerca
darevisão?
OSenadoeaCâmaradosDeputa-
dos trabalham de forma simultânea.
Na Câmara, já existe o Projeto de Lei
1.572/2011, e o relatório está quase
pronto. No Senado, estamos na fase
de elaboração do anteprojeto. A co-
missão de juristas está preparando o
texto para ser entregue em 18 de no-
vembro ao presidente Renan Calhei-
ros (PMDB-AL). O projeto da Câmara
eoanteprojetodoSenadoestãosendo
elaborados de forma coordenada.
Claro que há diferenças, mas eles
têm a mesma estrutura, a mesma
filosofia, os mesmos princípios, de
modo que sobra para os deputados e
para os senadores decidirem apenas
questõespontuaisdostextos.
Porque,emmaisde160anos,não
houvepreocupaçãoemmodernizar
essalegislação?
O Código Comercial é de 1850,
mas de lá para cá as mudanças que
a economia exigiu na legislação fo-
ram feitas todas por leis esparsas,
individuais. Temos leis que tratam do
direito comercial – parte delas está
no Código Civil – e este é o momento
de reunir tudo isso no Código Comer-
cial e atualizar a legislação. Embora
tenham sido feitas atualizações, não
atendem às necessidades atuais
do setor produtivo. Nos últimos dez
anos, a economia brasileira mudou
de forma muito acentuada. Uma lei
que há uma década era apropriada,
como o Código Civil de 2002, hoje já
estádefasada.
Essadefasagemnosprejudicade
queforma?
Hoje temos ferramentas eletrô-
nicas mais ágeis, econômicas e se-
Porfaltadeleiespecíficaparaoscontratos
empresariais,osjuízesacabamaplicando
oCódigodeDefesadoConsumidor,
própriodeumarelaçãodedesiguais.
Entreempresários,arelaçãoédeiguais.
guras para armazenar informações.
Toda documentação empresarial já
poderiaserproduzidadeformasegu-
ra em meio eletrônico. A legislação,
no entanto, ainda exige o emprego
do papel. Temos uma lei de 2012
[12.682] que diz que a documentação
empresarial pode ser digitalizada,
mas exige que primeiro se preencha
o formulário no papel e o digitalize. O
mundo todo mantém sua documen-
tação – contratos, títulos, escritura-
ção, correspondências – em meio
eletrônico há muito tempo. Esse é
apenas um exemplo de como a legis-
lação brasileira está atrasada. Sem
contar o custo que o uso do papel
representa e a dificuldade do resgate
de uma informação. O custo é, con-
sequentemente, repassado para o
preçofinaldoprodutooudoserviço.
Comoainvalidadedocódigocausa
insegurançajurídica?
Esse é um ponto importante. Hoje
temos normas que são aplicadas
para os mais variados contratos – o
Código Civil não contempla especi-
ficamente os empresariais – e isso
provoca maior insegurança jurídica.
As relações entre empresários têm
especificidades. Deveriam estar su-
jeitas a regras próprias, a princípios
próprios e, como não existem, apli-
cam-se aos contratos empresariais
regras do Código de Defesa do Con-
sumidor, por exemplo. Em uma rela-
ção de consumo, se o cliente fica em
posição desfavorável, a lei faz com
que o contrato não produza efeitos
naquilo que o está prejudicando. Essa
regra não pode ser aplicada entre os
empresários. Se uma empresa vai
contratar outra, se equivoca e assu-
me uma obrigação que a prejudica,
não pode ser poupada. Isso significa-
ria imputar as consequências desse
erro àquela empresa que acertou.
Precisamos de regras próprias, dife-
rentesdasrelaçõesentreempresário
e consumidor, por exemplo. Por falta
de lei específica para os contratos
empresariais, os juízes acabam apli-
cando o Código de Defesa do Con-
sumidor, próprio de uma relação de
desiguais. Entre empresários, a rela-
ção é de iguais e, portanto, as regras
precisamseroutras.
Naprática,oqueissosignificano
avançododesenvolvimentodoPaís?
Com toda a certeza, esse quadro
de insegurança jurídica e de exces-
siva burocratização da atividade em-
presarial não compõe um ambiente
de negócios atraente para o investi-
dor estrangeiro. Se não há previsibi-
lidade judicial, é um país que oferece
maior risco para investimento. Isso
provoca um efeito ruim para os con-
sumidores. Todo empresário, quando
está assumindo risco maior, e sem-
pre foi assim, quer retorno maior. Um
país com insegurança jurídica não
deixa de receber investimentos, mas
passa a ser atraente para investido-
res que estão atrás de altos riscos.
Aqueles que querem investir mais
e ter maior retorno, ou seja, preços
maiores de produtos e de serviços.
Quando compramos um celular no
Brasil, pagamos mais pelo mesmo
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 11
Quandoascoisas
sãosimples,
diretaseobjetivas,
ailegalidade
tendeadiminuir.
aparelho vendido em países mais se-
guros juridicamente. É assim, mes-
mo descontando-se os impostos. À
medida que a gente reduzir os riscos
jurídicos, garantir que os contratos
são para valer, que o empresário não
vaisersurpreendidoporumadecisão
judicial que altere a sua condição, os
riscos passam a ser menores, e os
preçostambém.
Comoosenhorvêaburocracia
noBrasil?
A burocracia tem sentido quando
é um controle adequado, necessá-
rio e que provoca consequências
jurídicas. O problema é que temos
regras que não precisariam existir.
Por exemplo, a lei estabelece que
toda sociedade limitada formalize
uma vez por ano as contas dos admi-
nistradores. Essa formalização pode
ser uma assembleia, uma reunião
ou um documento simples. Mas
80% das sociedades limitadas são
compostas por um grande sócio,
com mais de 90% do capital social.
Ou seja, ele mesmo aprova as contas
dele. Isso tem custo não só para o
empresário. Esse trabalho todo vai
provocar acúmulo de documentos na
Junta Comercial, por exemplo. Esta-
mos gastando dinheiro público para
cumprir uma exigência que não tem
importâncianenhuma.
Aburocraciafavoreceacorrupção?
Quando a lei cria um controle
desnecessário e exagerado com uma
norma burocrática, cria também um
campo favorável para a corrupção.
Quando as coisas são simples, dire-
tas e objetivas, a ilegalidade tende a
diminuir. Principalmente quando são
independentes da avaliação do servi-
dor público, com o uso mais intensivo
dossistemasinformatizados.
AfaltadoCódigoComercialtambém
contribuiparaisso?
Sim. A legislação foi elaborada
para que a documentação das em-
presas seja manual, mas hoje temos
várias ferramentas de informática
que tornariam isso mais seguro, ágil
e menos suscetível à corrupção. Por
exemplo,sehánecessidadedealtera-
ção do valor da sociedade, o controle
disso passa pelas mãos de funcio-
nários públicos. Eles vão verificar
se está tudo correto. À medida que
passarmos a utilizar os sistemas in-
formatizados,essaalteraçãovaidireto
para um banco de dados da Junta Co-
mercial, e o controle será automático.
Não passa pelas mãos de ninguém.
Se for um funcionário corrupto, ele
pode criar dificuldades para vender
facilidades.
EmqueaLeideFalências
(Lei11.101/2005)precisaser
aperfeiçoada?
A ideia inicial, já superada, era
trazer para o Código Comercial ape-
nas a parte de direito material das
falências. A lei será aperfeiçoada,
mas continuará separada do código.
Um aspecto muito importante que
vai ser alterado na Lei de Falências
diz respeito à desvinculação da re-
jeição da recuperação judicial da
decretação da falência. Hoje a lei
estabelece que, se o empresário não
consegue a recuperação judicial, o
juiz tem obrigatoriamente que de-
cretar a falência dele. Essa norma
é ruim porque os credores ficam
pressionados a aprovar qualquer
plano de recuperação, mesmo que
seja inconsistente. Se não aprovam,
é decretada a falência do devedor e,
nesse caso, dificilmente recebem o
pagamento do que é devido. Ou seja,
chegam a aprovar um plano de pa-
gamento de 20 anos somente para
garantir que vão ter a dívida quitada.
Sabendo disso, o devedor acaba fa-
zendo planos que sacrificam muito o
credor. Com a revisão da lei, desvin-
culando uma coisa da outra, se o de-
vedor não apresentar proposta razo-
ável, os credores podem não aceitar
e eles ficam expostos à execução.
Muitos devedores se aproveitam
dessa situação. Esse é um exemplo
de como a lei atrasada contribui
para o mau uso das regras.
//Serviço
Até 18 de outubro, qualquer
cidadão pode participar da consulta
pública sobre o anteprojeto do
Senado no Portal e-Cidadania.
www.senado.gov.br
comportamento
//Por Sheila Nascimento
Bom senso
na rede
Exposição em mídias sociais funde
cada vez mais vida profissional e
pessoal.Afinal,quaisoslimites?
U
m vendedor insatisfeito
com o salário publicou
uma foto do contracheque
em uma rede social. Dias
depois veio a demissão por justa
causa. Segundo ele, a publicação
expressava sua insatisfação com o
valor pago pelo seu serviço e rela-
cionava o problema com o alto custo
de vida. O gerente de recursos hu-
manos da companhia alegou que a
decisão foi baseada na violação do
acordo de confidencialidade previsto
no contrato de trabalho.
O caso, ocorrido nos Estados
Unidos em agosto, não difere da re-
alidade brasileira. Aqui funcionários
também já terminaram desligados
depois de publicar algo relacionado
ao ambiente profissional na inter-
net. Há também os casos de com-
portamento inadequado em relação
ao uso das mídias sociais durante
o expediente. Mas de que maneira
os empresários avaliam essas situ-
ações? O que deve ser considerado
prejudicial ou desrespeitoso?
Para quem trabalha com mídias
sociais, a palavra de ordem é o bom
senso. “Já não há como restringir
o uso das redes no trabalho, visto
que muitos funcionários têm ta-
blets e smartphones com acesso à
internet. O recomendado é orientar
o colaborador sobre o que é ou não
permitido na empresa e em relação
ao nome da marca”, analisa a con-
sultora e especialista no assunto
Carla Falcão.
Funcionários que utilizam as
mídias sociais de forma excessi-
va, prejudicando o rendimento e a
qualidade do trabalho, e aqueles
que usam essas ferramentas para
desabafar e falar mal da empresa
e de outros colaboradores podem
perder o emprego, segundo a ad-
vogada especialista em direito do
trabalho Clarisse Dinelly. “Os dois
casos oferecem margem para a de-
missão, sendo o último exemplo o
mais grave”, afirma.
A Consolidação das Leis do Tra-
balho (CLT) tem regras que podem
ser aplicadas à internet, segundo a
advogada. “O artigo 482 estabelece a
demissão por justa causa nos casos
em que ocorra a violação e a divul-
gação de dados da empresa, além
de responsabilizar as pessoas por
atos difamatórios.”
Para o Tribunal Superior do Tra-
balho, exibir fotos do ambiente de
trabalho nas redes sociais pode re-
sultar em demissão por justa causa.
O entendimento da corte é válido
para todos os tribunais regionais.
O caso que serviu de base para es-
tabelecer esse precedente foi o de
uma funcionária de um hospital par-
ticular em Olinda (PE). Ela publicou
fotos em uma rede social da equipe
trabalhando na unidade de terapia
intensiva (UTI).
A direção do hospital alegou que
as fotos motivaram comentários de
revista FECOMÉRCIO | outubro 201312
mau gosto na rede social, expondo a
intimidade de outros funcionários e
de pacientes sem autorização. Além
disso, afirmou que a imagem do
hospital foi associada a brincadeiras
de baixo nível. Na decisão, de abril
de 2012, a segunda turma do TST
citou a inadequação das imagens ao
descrever a foto de uma das enfer-
meiras semiagachada e uma mão
supostamente tentando apalpá-la.
//Código de conduta
Para evitar esse tipo de cons-
trangimento, algumas empresas
optaram nos últimos anos por ela-
borar um regimento interno, no qual
descrevem de maneira detalhada o
comportamento do funcionário em
relação ao uso das redes sociais.
“Acredito que essa seja a forma mais
eficaz e satisfatória para estabelecer
regras e a conduta dentro da organi-
zação”, defende Clarisse Dinelly.
Um dos itens que pode ser es-
tabelecido é o horário de acesso.
“Algumas empresas criam limites
de tempo ou de volume de dados
trafegados como forma de contro-
lar o uso, além de liberar o acesso
durante intervalos e no término do
expediente”, diz o especialista em
gerenciamento de tempo e carreiras
Christian Barbosa. “Não existe mais
essa história de bloqueio total, a não
ser que a organização reviste o bolso
dos colaboradores e os impeça de
trazer smartphone para o trabalho”,
completa.
A tendência é de que, com o pas-
sar dos anos, cada vez mais organi-
zações estabeleçam contratos, regi-
mentos e códigos de conduta para
evitar processos judiciais conse-
quentes de demissão por justa cau-
X
“Temos uma política estabelecida por meio de um regimento que
proíbe o uso das redes no horário considerado de pico no trabalho. A
empresa atua no ramo de serviço e, inevitavelmente, lidamos com
atendimento ao público. Não posso permitir que um funcionário deixe
de atender um cliente para estar na internet, por isso o investimento
em treinamento. Tudo é questão de bom senso e cooperação entre
empresa e colaboradores. Não interferimos em ações no perfil pessoal
dos funcionários, tais como a publicação de fotos, frases e material
compartilhado.”
Marly Vidal
44 anos, superintendente de Gestão de Recursos Humanos do Sabin
“Costumo me policiar para não publicar algo que denigra minha
imagem como profissional e a da empresa onde trabalho. Isso
ocorreu de forma mais acentuada durante as discussões das
manifestações de junho pelo Brasil. Apesar de concordar com
muitas coisas, evitei compartilhar mensagens do tipo: ‘greve
geral’. Evito o uso das mídias sociais durante o horário de
trabalho, geralmente publico material na hora do almoço ou após
o expediente. Estabeleço filtros de fotos para grupos de amigos –
dessa forma preservo minha vida pessoal, social e profissional.”
Vivian Accorsi
28 anos, secretária do Sabin
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 13
Fotos: Nina Quintana
X
“Fiscalizamos o uso das redes sociais durante o horário de trabalho.
Como atuamos no comércio, já houve situações de funcionário
dispensar um cliente para voltar a usar a rede por meio do
smartphone. É delicado abordar esse assunto com o empregado
porque é quase impossível proibir o acesso atualmente. O ideal é
deixar tudo claro durante a contratação por meio da orientação oral.
Não acredito que um documento por escrito seja necessário. Colocar
foto da vida pessoal, da balada, é uma escolha da pessoa que não
cabe à empresa, mas vale o bom senso para que em uma dessas
imagens a marca da empresa não esteja associada.”
James Barbosa
29 anos, gerente da Free Corner do Brasília Shopping
“Busco utilizar as redes como ferramenta de trabalho ao publicar
imagens dos produtos comercializados. Acho que o que coloco
de opinião ou foto pessoal só diz respeito a mim e não à empresa,
claro, desde que não denigra a imagem da organização, como
utilizar o produto de uma marca concorrente. Nesse caso, cabe o
bom senso do funcionário, além de evitar usar esse espaço para
desabafar sobre algo que o incomode no trabalho. Acredito que
esse seja o maior erro dos profissionais atualmente.”
Carlos Henrique Ribeiro
23 anos, vendedor da Free Corner
do Brasília Shopping
revista FECOMÉRCIO | outubro 201314
sa. Os empresários devem consul-
tar um especialista para redigir um
documento adequado à realidade
da empresa e da equipe. “Mas isso
não basta. É necessário orientação e
fiscalização da gerência de recursos
humanos”, recomenda Carla Falcão.
O coach e especialista em mí-
dias sociais Monclair Cammaro-
ta defende o livre acesso às redes
sociais, mas com moderação. “As
empresas devem orientar e treinar
os seus funcionários para que as
postagens sejam satisfatórias para
ambos. Um trabalhador satisfeito
tende a elogiar a organização, o que
é melhor do que qualquer propa-
ganda para fortalecer a marca. A
afirmação de um colaborador tem
credibilidade”, acredita.
O problema é se o bate-papo, por
exemplo, não termina e consome
longas horas no dia, levando ao acú-
mulo de trabalho. “Nesses casos, a
rede social faz mal para o desempe-
nho do trabalhador e da empresa”,
pondera Christian Barbosa.
Outro ponto a ser levado em con-
sideração é a imagem que o empre-
gado passa ao público externo. “As
pessoas esquecem que são uma
marca profissional, seja na empresa
X ou Y, e se comportam de maneira
inadequada. Utilizam as redes como
muro de lamentações. O nome é
algo tão valioso quanto o currículo”,
aconselha Carla Falcão. De acordo
com a especialista em mídias so-
ciais, alguns empregadores passa-
ram a verificar informações nas re-
des sociais para fins de contratação.
“Tudo o que se publica na internet,
por mais que seja pessoal, pode
contar como positivo ou negativo. A
rede é um espaço público.”
“Na nossa empresa, o uso das redes sociais é totalmente
liberado. Não cabe a nós avaliar o que um funcionário
publica ou deixa de publicar. Ao contrário de outras organizações,
incentivamos o uso dessa ferramenta como meio de conquistar
e fidelizar os clientes. Não estabelecemos regras ou códigos de
conduta para os colaboradores. Com isso respeitamos o direito
individual dos empregados e evitamos o vínculo da marca com a
insatisfação de um empregado que não se sinta à vontade.”
Higor Lúcio Félix
27 anos, gerente de Vendas da Peugeot do SIA
“Utilizo as redes sociais como ferramenta de trabalho e
comunicação com outros funcionários. Quando se está no
trabalho, aprende-se a separar a hora de descontração. Com
o tempo, percebemos que uma mídia social pode ter potencial
muito maior do que apenas descontrair ou bater papo com amigos
e conhecidos. Acredito que o único cuidado necessário para o uso
das redes para aqueles que se intitulam como parte integrante de
uma empresa seja não cometer erros de português. Isso depõe
contra o colaborador e a organização.”
Leidiane Cavalcante
22 anos, gerente de Mídias Sociais da Peugeot do SIA
X
X
“Não pega bem um funcionário utilizar o horário do
expediente para permanecer nas redes sociais. Isso contribui
para o acúmulo de trabalho e o estresse. Por esse motivo, há o
bloqueio do acesso às redes durante o trabalho. Nós não utilizamos
regimento ou código de conduta, mas orientamos oralmente nossos
colaboradores sobre o bom senso que deve haver. Na minha opinião,
fotos de baladas, festas e copos de cerveja não pegam bem para o
ambiente escolar, em que atuamos.”
Roberto Boechat
38 anos, proprietário da escola de inglês You Move da Asa Norte
“É difícil hoje em dia separar um perfil profissional do pessoal,
mas faço esse esforço. Creio que o uso das redes não deve
prejudicar o trabalho. O funcionário precisa ter noção do tempo
considerado saudável nas mídias sociais e saber se disciplinar
para que esse costume não interfira na carreira. Acho que, antes
de publicar algo, compartilhar e curtir, é necessário avaliar o
possível impacto perante amigos, colegas de trabalho e família.”
Deyse Gomes
25 anos, atendente da escola de inglês You Move da Asa Norte
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 15
revista FECOMÉRCIO | outubro 201316
//segredos do marketing digital
E-commerce brasileiro cresce
24% no primeiro semestre
Maximo Migliari
Sócio da ClickLab
Jens Schriver
Sócio da ClickLab
//Envieperguntaspara
info@clicklab.com.br ou
facebook.com/agencia.clicklab
4 milhões de
brasileiros fizeram
sua primeira compra
pela internet no
primeiro semestre.
Fonte:E-bit
E
m nossa coluna deste mês,
trazemos uma excelente
notícia para os comercian-
tes que já trabalham com
e-commerce e para quem pretende
trabalhar. Pesquisa realizada pelo
E-Bit mostra que o comércio ele-
trônico brasileiro cresceu, no pri-
meiro semestre, 24% em compa-
ração ao mesmo período de 2012,
com faturamento em torno de R$
12,74 bilhões.
A pesquisa ainda nos traz al-
guns dados dos setores que mais
se destacaram nas vendas on-line.
A categoria Moda e Acessórios che-
gou ao primeiro lugar, represen-
tando 13,7% do total das vendas,
seguida de perto pela categoria
Eletrodomésticos, com 12,3%. Em
terceiro, quarto e quinto lugares,
temos, respectivamente, as cate-
gorias: Cosméticos e Perfumaria/
Cuidados Pessoais/Saúde (12,2%),
Informática (9%) e Livros/Assinatu-
ras e Revistas (8,9%).
Mais interessante ainda é per-
ceber que esse aumento ocorreu
justamente em um momento de
retração da economia, quando há
crise econômica internacional, bai-
xo crescimento do PIB brasileiro,
alta da inflação e expectativa de alta
de juros. Apesar de parecer contra-
ditório, esse bom desempenho do
e-commerce pode ser explicado.
Em períodos de crise, o consumidor
passa a ser mais seletivo em suas
compras, além de pesquisar muito
mais os preços, sendo atraído pelos
valores e pelas condições ofereci-
dos on-line.
Estima-se que no primeiro se-
mestre do ano quase 4 milhões de
brasileiros tenham feito sua primei-
ra compra pela internet – número
que, comparado com o ano passa-
do, mostra estabilização do setor.
De acordo com o estudo, a maior
parte desse público é formada por
mulheres de 25 a 49 anos. Tam-
bém se notou grande participação
da classe C nesse comércio. Em
relação ao grau de escolaridade,
pessoas com ensinos fundamental
e médio são maioria (46%). Já no
quesito renda, a faixa mais relevan-
te é a de pessoas com ganhos de
até R$ 3 mil (58,62%).
Para finalizar, um dos pontos
altos da pesquisa mostra que os
números registrados no primeiro
semestre contribuem para manter
previsões positivas para todo o ano
de 2013, que deve chegar ao final
com faturamento de R$ 28 bilhões.
Ficou impressionado com esses
números? Nós também! Acredi-
tamos que eles mostrem, mais do
que nunca, que adotar uma es-
tratégia on-line para seu negócio
é item obrigatório. Uma boa pre-
sença on-line pode reforçar muito
as vendas, assim como criar certa
proteção em tempos de flutuações
econômicas. Lembre-se: quanto
mais cedo você começar, mais cedo
poderá colher os frutos.
GiovannaLeal
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 17
//vitrine
Até o fim do ano, duas grandes grifes
italianas abrirão lojas próprias em Brasília.
A Prada e a Dolce & Gabbana já estão alo-
jadas na ala internacional do Iguatemi. Por
enquanto, só é possível ver os tapumes. A
ala conta com outras marcas de luxo, como
Gucci, Tiffany & Co., Burberry e Hugo Boss.
Na foto, a bolsa Prada Twin Pockets. O Igua-
temiBrasíliaficanoLagoNorte,noCentrode
Atividades4.
Mais
luxo
Flutuaçãoe
relaxamento
Passar uma hora dentro de uma
bolha, sem contato com os proble-
mas e sem interferência da gravidade
é realidade no Float Brasília. Em um
tanque com mil litros d’água e 500
quilos de sais Epsom, o cliente flutua
naturalmente. A tecnologia, exclu-
siva em Brasília, promete reduzir
dores provocadas por tensão mus-
cular, melhorar a qualidade do sono
e acelerar a recuperação de lesões.
A sessão pode durar 1 hora ou 45
minutos. O spa oferece ainda pacotes
promocionais e massagens. O Float
Brasília fica no Centro de Atividades 7
do Lago Norte, lotes 8 e 9, na entrada
da academia Headway. Telefone: (61)
3034.5044.www.floatbrasilia.com.br
A Nardim Júnior Home, criada pelo arquiteto e decorador de mes-
mo nome, está maior, mais organizada e com produtos novos. Agora, o
ambiente de 650 metros quadrados está dividido em cinco seções: anti-
guidades,presentes,objetosdedecoração,listasdecasamentoefestas.
Osclientesganharam,ainda,umespaçoparadescansar,ouvirmúsicae
tomar drinques. São mais de 1,5 mil itens de marcas como Marchesa by
Lenox, Zanatta Casa e Voluspa. A Nardim Júnior Home fica na 409 Sul,
noblocoC.Telefone:(61)3244.0588.
Brasília ganha, em ou-
tubro, mais uma opção de
diversão noturna. A boate Noir
Club chega com foco no bom
atendimento. Os frequenta-
dores que tiverem o aplica-
tivo Snappin no smartphone
poderão fazer o check-in, ter
a comanda vinculada auto-
maticamente ao seu cadastro
virtual e não se preocupar em
pegar filas no fim da festa.
Com o aplicativo, vai ser pos-
sível fazer o pagamento da
conta pelo próprio celular. A
Noir Club será inaugurada no
Gilberto Salomão (SHIS QI 5),
no Lago Sul.
Balada
tecnológica
Compraorganizada
Alan Santos
Nina Quintana
revista FECOMÉRCIO | outubro 201318
Adão Gomes Pereira
Nasceu em Ubá, Minas Gerais,
há 70 anos. Veio para Brasília
em 1960 para a inauguração da
capital e acabou ficando. Casado,
tem três filhos e três netos.
Cursou ciências contábeis na
UDF e trabalhou no comércio no
início da carreira. Em 1975, criou
uma empresa de maquinário para
escritórios e outra de produtos
de apoio para restaurantes e
condomínios. Depois, fundou a DB
Distribuidora (focada no setor de
food service), com os seus filhos
Heda e Danilo Valim, no Núcleo
Rural de Ceilândia. Hoje, além da
matriz, tem filial em Goiânia.
Adriana Karina de Simões
Muniz Ricci
Nasceu em Brasília há 42 anos.
É casada há 22 e tem três
filhos. Formou-se em 1996 em
administração pela Fundação
Getulio Vargas. Fez pós-graduação
em marketing também pela FGV.
Administra a Lord Perfumaria
com o irmão Marcus Vinicius. A
empresa foi adquirida pela família
na década de 1980. A perfumaria
só cresceu. São nove lojas pela
capital e também vende on-line.
Em 2013, a marca fez um plano de
expansão e pretende alcançar o
número de cem franquias em todo
o território nacional.
Antonio do Valle
Tem 70 anos e nasceu em
Muriaé, interior de Minas
Gerais. Veio para Brasília em
1960 para a inauguração da
capital e ficou maravilhado. Seu
primeiro emprego em Brasília
foi de office boy em uma loja de
móveis. Depois, trabalhou como
frentista e garçom. Aproveitou
as oportunidades da recém-
inaugurada capital do País para
virar despachante imobiliário.
Logo depois, se tornou corretor
de imóveis, área em que virou
especialista, e montou sua própria
empresa, a Antonio do Valle
Empreendimentos Imobiliários.
O
Mérito Mercador Candan-
go chega à sétima edição
em 2013. Em 1° de outu-
bro, no Centro de Eventos
e Convenções Brasil 21, no Setor
Empreendedores
em evidência//Por Daniel Alcântara
Hoteleiro Sul, a cerimônia marca o
reconhecimento ao trabalho de 15
empresários que acreditaram no so-
nho de Brasília e contribuíram para
o seu desenvolvimento.
prêmio
Cristiano Costa Diego Bresani Cristiano Costa
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 19
Eunício Lopes de Oliveira
Nasceu em Lavras da
Mangabeira, no Ceará. Veio
para Brasília em 1978. É
senador da República desde
2011, pelo PMDB. Formado em
administração de empresas
pelo UniCeub, antes de entrar
para a vida política presidiu
empresas do setor de segurança
privada. Chegou também a ser
presidente da Fecomércio-DF
e presidente da Federação
Nacional de Empresas de
Segurança e Transporte de
Valores (Fenavist). Tem 60 anos,
é casado, tem quatro filhos e
uma neta.
Geraldo Tadeu Siqueira
Nasceu na cidade de Itajubá,
interior de Minas Gerais, e veio
para Brasília na década de 1970.
Morador de Taguatinga, tem
62 anos, é casado e tem três
filhos. Começou a trabalhar
no comércio logo após chegar
à capital federal, na antiga
Telebrasília. Depois de algum
tempo, prestou serviços a uma
empresa de ar-condicionado
e há 33 anos resolveu montar
seu próprio negócio em
Ceilândia Norte. O nome
do empreendimento é uma
homenagem à sua cidade natal:
Itajubá Materiais de Construção.
Hilton Carvalho
(in memoriam)
Nasceu em dezembro de 1924
na cidade de São Joaquim
da Barra, no interior de São
Paulo. Chegou em 1956,
antes da inauguração da nova
capital da República. Em 1964,
ele abriu a primeira loja HC
Pneus. Atualmente, a marca é
uma das líderes no segmento
automotivo e conta com 50
filiais nas Regiões Norte,
Nordeste e Centro-Oeste.
Casou-se em 1950 com Olga
Crispim. A união lhe rendeu
quatro filhos e 17 netos.
Morreu aos 87 anos, em 2012.
O evento é iniciativa da Fecomér-
cio-DF. Tem o apoio do Sesc-DF, do
Senac-DF, da empresa Qualicorp e
do Banco do Brasil. No ano passado,
12 empreendedores foram lembra-
dos. Desde sua criação, em 2003, o
Mercador Candango homenageou 82
personalidades (veja o quadro a par-
tir da pág. 20).
O presidente da Fecomércio-DF,
Adelmir Santana, diz que o prêmio
valoriza os empresários do comér-
cio, que alavancam cada vez mais o
setor na capital do País. “Eles acre-
ditaram em um sonho chamado
Brasília. Mais do que isso: fizeram
desse sonho razão para viver.” Para
ele, essas pessoas representam a
coragem, a determinação e o espí-
rito empreendedor dos candangos,
sejam pioneiros ou mais recentes.
Das mais de 30 indicações feitas
pelos sindicatos da base da Feco-
mércio, 15 nomes foram escolhidos
por uma comissão de notáveis for-
mada pelos seguintes nomes: Iba-
neis Rocha, presidente da OAB-DF;
Álvaro José da Silveira, diretor da
Fecomércio; Kátia Cubel, jornalista;
Adirson Vasconcelos, jornalista, his-
toriador e escritor; e Getúlio Lopes,
reitor do UniCeub.
“Trata-se de uma homenagem
aos nossos bravos e nobres brasi-
lienses. Em um País onde ter o pró-
prio negócio significa superar uma
avalanche de dificuldades, como a
elevada carga tributária e a extrema
burocracia, é preciso valorizar histó-
rias de sucesso e exemplos de quem
ajuda a transformar positivamente a
realidade do Brasil”, justifica Santana.
Assessoria de imprensa do senador Cristiano Costa Allisson Aragones
revista FECOMÉRCIO | outubro 201320
Jaira Saffadi Coca
Nasceu em Córdoba, na
Argentina, e foi criada em
Buenos Aires. Casada, mãe
de três e avó de cinco, é dona
do Jaira Coiffeur. Cabeleireira
profissional, a empresária de 61
anos já fez cursos na Argentina,
na Inglaterra e na Holanda. Há
50 anos vive no País. Montou o
seu primeiro salão em São Paulo.
Depois de um ano, a argentina
veio para a capital da República.
Abriu um estabelecimento no
Hotel Nacional e hoje corta
cabelos e faz penteados em seu
salão no Lago Sul.
Jonas da Costa Freire
Tem 49 anos, nasceu em
Corumbá de Goiás e veio
para Brasília em 1970. Aqui,
graduou-se em jornalismo,
mas a veia empreendedora
falou mais alto. Foi trabalhar
com o ramo de papelaria,
depois começou a atuar
no setor de turismo e
construção. A partir do ano
2000, se aventurou no ramo
de hotelaria, setor no qual
permanece até hoje. Jonas
é dono do Hotel Colorado,
no centro da cidade de
Taguatinga. É casado há 25
anos e tem dois filhos.
JosE do PatrocInio Leal
O médico de 72 anos nasceu
em Surubim, Pernambuco.
Formou-se no Recife e fez
especializações no Rio de
Janeiro e na França. Veio para
Brasília na década de 1970.
Quando chegou à capital,
trabalhou no Hospital das
Forças Armadas (HFA). Desde
1983, é presidente do Grupo
Santa Lúcia, responsável
pelos hospitais Santa Lúcia,
Santa Helena, Prontonorte,
Maria Auxiliadora e Renascer.
É casado, tem cinco filhos e
sete netos.
Saiba quem
já foi agraciado
1ª edição (2003)
Adelmir Araújo Santana • Antônio Carlos Pires • Antônio José Matias de Sousa •
Benedito Augusto Domingos • Claudio Oscar de Carvalho Sant Anna • Elson Cascão •
Franklin Roosewelt de Oliveira • Gilberto Salomão • Hely Walter Couto • José Neves
• Lindberg Aziz Cury • Maria de Moraes Barros (Dona Querida) • Miguel Setembrino
• Mitri Moufarrege • Mohamed Khodr • Newton Egydio Rossi • Ney Carneiro • Oredio
Alves de Rezende • Orlando Taurisano • Osório Adriano • Raimundo José Vasconcelos
• Salvador Ferreira Mota • Simon Pitel • Staikos Georges Tzemos
2ª edição (2007)
Antônio de Paula Pontes • Edmond Baracat • Getúlio Pinheiro de Brito • José
Gomes Ferreira •Júlio Adnet • Kazuo Mizuno • Lourival Abadia Juvenal de Almeida •
Roosevelt Dias Beltrão • Wanderval Calaça • Yoshiaki Onoyama
Cristiano Costa Cristiano Costa Cristiano Costa
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 21
Laudenor de Souza Limeira
Tem 80 anos, nasceu em
Caruaru, Pernambuco, e
veio para Brasília antes da
inauguração da cidade. Tem
três filhos e se formou em
técnico contábil. Desde 1964,
é sócio-diretor da Cascol
Combustíveis, que faz parte
de uma das maiores redes
de postos do Distrito Federal
e Entorno: a Rede Cascol. A
empresa representa 91 postos
de combustíveis e emprega mais
de 2,5 mil funcionários.
Luiz Maria de Ávila Duarte
Nasceu no estado de Ohio, nos
Estados Unidos, há 54 anos.
Veio para o Brasil com 4 anos,
quando seus pais decidiram voltar
para o país de origem. Casado,
tem três filhos e é formado em
processamento de dados pela
Universidade de Brasília, além
de pós-graduado em didática e
metodologia no ensino superior
pela Universidade Católica e em
sistemas da informação pela
UDF. Há 23 anos, fundou a Cast
Informática, na Asa Norte. Com
filiais por todo o Brasil, a empresa
presta serviços na área de
tecnologia da informação.
Paulo de Mendonça Maia
Tem 82 anos e nasceu em
Russas, no Ceará. Com espírito
empreendedor, chegou a vender
querosene quando jovem, pois em
sua terra natal não havia energia
elétrica. Em 1973, vendeu tudo
que tinha e veio para Brasília.
Comprou uma padaria com a
esposa, Nadyr, e, com os filhos
José Fagundes, César, Lurdes
e Liduina Maia, expandiu os
negócios. Na década de 1990,
criaram o Super Maia, hoje com
15 lojas no DF e em Goiás. É dono
do Grupo Santo Antônio, que
administra padarias e uma fábrica
de plástico e papel.
3ª edição (2008)
Alberto Salvatore Giovanni Vilardo • Aurenir da Silva Macedo • Carlos
de Oliveira Itacaramby • Gervásio Batista • José Alves Cardoso (Zé da
Mata) • José Eustáquio Elias • José Paulo Sarkis • Luiz Pouso Martins •
Mercedes Urquiza • Roberto Curi
4ª edição (2009)
Dílson Fernando Barbosa • Edson Alves Rezende • Ennius Marcus
de Moraes Muniz • Euzébio Pires de Araújo • Francisco Chiquinho do
Beirute • Gilberto Amaral • Gilvan Farah • Hilton Pinheiro Mendes •
Massae Tominaga • Olavo Pinto David • Pantelis Gean Gorgalas • Rogério
Tokarski
Cristiano Costa Cristiano Costa Arquivo pessoal
revista FECOMÉRCIO | outubro 201322
Ronaldo Martins Junqueira
Nasceu em Buriti Alegre (GO). Veio
para Brasília em 1961. Ingressou
no jornalismo aos 18 anos, na
Última Hora. Passou por veículos
como Jornal do Brasil, Diário
de Brasília, Revista Manchete e
Correio Braziliense. De 1968 a
1970, foi sócio de uma pequena
imobiliária. Em 1992, deu início ao
projeto do Jornal da Comunidade.
O Grupo Empresarial Comunidade
emprega 220 pessoas e é formado
ainda pela Revista Comunidade
VIP, pelo Jornal Coletivo e pelo
site Mais Comunidade. Tem
66 anos, é casado com Marisa
Junqueira e têm quatro filhos.	
Ruben Parrilla
Nasceu no Uruguai, na cidade
de Canelones, há 73 anos.
Veio para Brasília em 1975,
quando assumiu a gerência
do Hotel Eron. Projetou-se
na cidade trabalhando na
área de turismo e hotelaria.
Tem experiência de 35 anos
em promoção, planejamento,
criação, realização e montagem
de eventos e de mais de 40 anos
em administração de empresas,
com destaque para hotelaria
internacional e turismo de
eventos no Brasil, nos Estados
Unidos e no Uruguai. Fundador
e dono da Imagens Promoções.
Sandra Costa
Nasceu em Inhapim (MG), há
61 anos. Veio para Brasília em
1979. É cofundadora e diretora
técnica do Grupo Sabin. Formada
pela Faculdade de Farmácia e
Bioquímica da Universidade Federal
de Minas Gerais, tem mestrado
em ciências médicas pela UnB,
MBA em gestão de negócios
pela Universidade Federal do
Rio de Janeiro e MBA em gestão
empresarial pela Fundação Dom
Cabral. Em 2011, foi eleita uma das
melhores gestoras de empresas do
Brasil pela Revista Valor Executivas.
Casada há 36 anos, tem três filhos
e uma neta.
5ª edição (2010)
Álvaro José da Silveira • Antonio Augusto Carvalho de Moraes • Edson Sebba • Elenita
Crisci da Valle • Fernando Bizerra • Geraldo Vasconcelos • Heraldo Cunha Moll •
José Aparecido Junqueira Guimarães • Nelson Serafim Cagali • Pedro Ribeiro (in
memoriam) • Raimundo Dias de Souza • Sebastião de Carvalho Neto • Sebastião
Lopes da Silva • Walter Machado
6ª edição (2011)
Antonio Carlos Dias Noleto • Ari Cunha • Arnaldo Cunha Campos • Domingos de
Freitas Ferreira • Janete Vaz • Kazuo Okubo • Nadja Regina V. Cavalcante Carvalho
• Olimpio Hanashiro • Rodrigo Rios Amorim • Salvador Ferreira Mota • Sebastião
Gomes da Silva • Wagner Canhedo
Saiba quem
já foi agraciado
Cristiano Costa Cristiano Costa Cristiano Costa
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 23
//economia
Como aperfeiçoar
as concessões
Raul Velloso
Doutor em Economia pela
Universidade de Yale (EE.UU).
Atualmente é consultor
econômico em Brasília
Joel Rodrigues
D
epois de adiar o discutível
trem-bala, e inaugurando
o seu programa de conces-
sões de transportes, o atual governo
colocou em leilão as duas rodovias
supostamente com maiores chan-
ces de sucesso, mas, para uma de-
las, a BR-262, que liga MG ao ES,
deu “vazio” no dia de apresentação
das propostas. Ou seja, mesmo
cientes da importância das conces-
sões de infraestrutura para a reto-
mada dos investimentos e do cresci-
mento do PIB, as autoridades ainda
não conseguiram se encontrar no
encaminhamento desse complexo
assunto. E isso é verdadeiro desde
2007, quando foi leiloada a chamada
fase dois das concessões rodoviá-
rias, conforme pode ser visto no livro
que escrevi com amigos especialis-
tas há um ano e foi publicado pelo
Inae (cópias podem ser obtidas pelo
e-mail: raul_velloso@uol.com.br).
Com efeito, o Estado parou de
investir, e há muito vem concentran-
do os seus gastos em pagamentos a
pessoas, ou seja, previdência, pesso-
al e assistência social. Com o tempo,
foi desmontando a máquina que cui-
dava dos investimentos e, com exce-
ção do primeiro quinquênio pós-real,
não se preparou adequadamente
para a única saída à mão. Tratava-se
de buscar associações com o setor
privado, para substituí-lo na oferta
de serviços nos segmentos em que a
rentabilidade potencial dos negócios
é suficiente para atraí-lo.
Osprincipaisproblemasdaestra-
tégia em vigor são a baixa qualifica-
ção dos gestores públicos; a insistên-
cia na imposição de tetos tarifários
os mais baixos imagináveis – e não
os mais baixos possíveis –; e um ri-
tual do processo de concessões que,
em face das dificuldades gerenciais,
queima etapas indispensáveis (como
apré-qualificaçãoeoexamedoplano
de negócios dos candidatos privados)
e até proíbe a apresentação dos in-
dispensáveis planos de negócios nos
leilões, ainda que os próprios bancos
oficiais que deverão suprir os finan-
ciamentos requeridos não abram
mão de analisá-los. Cria-se, assim,
enorme espaço para comportamen-
to “oportunista” de concorrentes que
oferecem preços baixos apenas para
vencer os leilões e depois procuram
obter concessões adicionais fora da
disputa inicial. Aproveitam-se de que,
politicamente, é muito difícil cancelar
concessões de serviços públicos.
A receita para aperfeiçoar o pro-
cesso deve incluir principalmente a
busca de tarifas (e retornos) realis-
tas e a urgente qualificação da má-
quina que lida com o assunto. Sem
isso, todo o esforço de retomada do
crescimento econômico do País re-
dundará em vão.
OEstadoparoude
investir,ehámuito
vemconcentrando
osseusgastos
empagamentosa
pessoas,ouseja,
previdência,pessoale
assistênciasocial.
revista FECOMÉRCIO | outubro 201324
Mono mon
Por Rodrigo Caetano
Francisco:
Um quarto de século em atividade
No meio gastronômico, quem
completa 25 anos precisa assoprar
muitas velinhas para comemorar. O
mercado pode ser trepidante. O ca-
tarinense e descendente de italianos
Francisco Ansiliero sabe disso e já
enfrentou muitas marés em duas
décadas e meia com sua rede de res-
taurantes Dom Francisco. As casas
conquistaramclientesfiéis,mantendo
a tradição de oferecer pratos elabora-
dos e saborosos, com bons azeites à
mesa, além de uma bela carta de vi-
nhos. O restaurante conta com uma
das adegas mais completas da capital
federal. São 1.520 rótulos de 25 países
– 12 mil garrafas. Para comemorar
estes 25 anos, lançou vinho próprio,
que leva o nome do restaurante e já
pode ser degustado em todas as ca-
sas da rede. Produzido na Itália, o vi-
nho Dom Francisco é importado pela
Max Brands e oferecido em duas op-
ções: o Barbera e o Barolo.
//Dom Francisco Restaurante
Asbac – SCES, trecho 2, conjunto 31 – (61) 3224.8429
ParkShopping – piso superior – (61) 3363.3079
402 Sul – SCLS 402, bl. B, lojas 5, 9 e 15 – (61) 3226.1816
Maceió
Viagens gastronômicas
Wanchako – O restaurante tem as
mãos generosas da chef Simone
Bert. Ela mistura ingredientes da
cozinha peruana com a brasileira.
Destaque para os tiraditos com lâminas
de pescado curtidas na laranja, acompanhados de
maionese de polvo e camarão com cebola curtida.
//R. São Francisco de Assis, 93 – Jatiúca
(82) 3377.6024
Picuí – Há mais de duas décadas fazendo
história graças à sua carne de sol, o
restaurante, comandado pelo chef Wanderson
Medeiros, serve mensalmente duas toneladas
de contrafilé de maneira primorosa. As
entradinhas também são
super-recomendadas.
//Travessa Emilio Cardoso Filho, 1.140 – Jaraguá
(82) 3223.8080
RafaelFontana
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 25
http://bloggastronomix.blogspot.com – rodcaetano@hotmail.com – www.facebook.com/sitegastronomix
Pequeno guia de
cervejas especiais
O Brasil é o terceiro maior mercado para cervejas, atrás da China e dos
EUA. E, cada vez mais, cresce a diversidade de rótulos com cervejas premium
ou feitas artesanalmente. Lojas e clubes especializados oferecem opções
como o mercado de vinho faz. Rótulos, países, blends, tipos de fermentação.
O universo é fascinante e o Gastronomix faz um convite para você conhecê-lo.
Seguem lojas que vendem cervejas especiais em Brasília:
Boutique do Godofredo
CLSW 101, bloco B, loja 54.
(61) 3021.6500
Empório Soares e Souza
CLN 212, bloco B, loja 3. (61) 3963.7022
Brilho Importados
Feira dos Importados, bloco D, lojas 8 e
9. (61) 3037.4533
Super Adega
SIA, atrás do Extra. (61) 3403.4700
Grote Market
CLN 409, bloco A, loja 19. (61) 3201.0592
Scotch House
CLS 403, bloco B, loja 28. (61) 3225.1153
Beer Selection
Setor Hoteleiro Sul, quadra 6, conj. A, bloco
F, Loja 56. (61) 3032.3285
Clubes de cerveja
Oh my Beer
ohmybeer.com.br
Have Nice Beer
www.haveanicebeer.com.br
Clube do Malte
www.clubedomalte.com.br
Clubeer
www.clubeer.com.br
Sequência
de tapas
Uma tradição espanhola ganha
mais um adepto na cidade. Depois
de o Dona Lenha colocar em seu car-
dápio um festival de tapas, agora o
Versão Tupiniquim oferece sequência
de tapas com 12 receitas em porções
pequenas a R$ 39. A proposta é de
renovar as tapas a cada 15 dias, mas
a cestinha de berinjela com relish de
mangaeoqueijodecoalhocomespu-
mademelaçofiguramentreascandi-
datas a permanentes.
// Versão Tupiniquim
302 Sul, bloco C, loja 2
(61) 3322.0555
// Dona Lenha
www.donalenha.com.br
Genaro Macedo é um inquieto.
Vive inventando novidades. As duas
maisrecentessãodoishambúrgueres
que entram no cardápio de seu café:
o Steak Havaiano (R$ 31), 160 gramas
de hambúrguer bovino, cheddar, gua-
camole, tomate, cebola e teriyaki, e
o Mássimo do Jazz (R$ 28), também
com carne bovina, rúcula, queijo este-
pe, muçarela de búfala, tomate seco e
batata palha. Na casa há hambúrgue-
res vegetarianos à base de legumes.
// Genaro Jazz Burger Café
114 Norte, bloco A, loja 60
(61) 3273.1525
Mais duas estrelas
revista FECOMÉRCIO | outubro 201326
//instituto fecomércio
//PorDanielAlcântara
@if_df
Inovação e
pioneirismo
O
Instituto Fecomércio-DF
oferece o curso de Auxi-
liar de Serviços em Lim-
peza e Manutenção. O
objetivo é promover educação pro-
fissional para formação de apren-
dizes, com princípios pedagógicos
norteados de desenvolvimento
educacional, e foco em questões
relevantes apontadas pelo mercado
de trabalho.
O instituto é pioneiro no curso
no Distrito Federal, de acordo com
a diretora-executiva do IF, Elizabet
Garcia Campos. “Nós estamos sem-
pre inovando na questão de apren-
dizagem para atender à demanda
de todos os setores. Agora estamos
abrindo espaço para o segmento de
limpeza e manutenção”, diz. O curso
será formatado de acordo com exi-
gências do Ministério do Trabalho e
atenderá a todas as necessidades
do estudante que pretende ingres-
sar na área. Ela também ressalta
que a cada ano o IF tem um salto no
número de aprendizes. “Em 2011
tínhamos cerca de 570, em 2012
passamos para mil e já temos 1,1
mil. Com essa nova demanda, espe-
ramos alcançar o número de mais
de 1,5 mil aprendizes, o que significa
muito para a instituição”, afirma Eli-
zabet Campos.
O curso será desenvolvido por
meio de atividades que estimulem
a participação ativa do aluno e a
contextualização teoria-prática.
Serão ensinadas noções de norma
de segurança, noções de primeiros
socorros, prevenção de combate a
incêndio, prevenção e controle de
riscos em máquinas e suas ins-
talações, etc. Durante o curso, os
alunos vão adquirir noções básicas
de segurança no trabalho, além de
interpretar as legislações e normas
de segurança e os elementos bási-
cos de prevenção de acidentes no
trabalho.
Instituto formará aprendizes para o segmento
de limpeza e manutenção
As aulas serão realizadas nos
períodos matutino e vespertino.
Serão 800 horas de curso – 400
de teoria e 400 de prática. Os
interessados em participar da
seleção devem ter no mínimo
18 anos e comparecer à sede
do IF Estágio, das 9 às 18
horas, de segunda a sexta-
feira (Setor Comercial Sul,
Quadra 6, Ed. Jessé Freire,
5º andar). É necessário levar
declaração de escolaridade,
cópia da carteira de identidade
autenticada ou original para
conferência, duas fotos 3x4
recentes, comprovante de
residência e cópia do CPF, além
de apresentar a Carteira de
Trabalho e Previdência Social.
Mais informações:
(61) 3962.2038 e 3962.2024.
ElizabetCampos
Diretora-executiva do IF
AuxiliardeServiçosem
LimpezaeManutenção
“Em2011tínhamos
cercade570,em2012
passamosparamile
játemos1,1mil.Com
essanovademanda,
esperamosalcançaro
númerodemaisde1,5
milaprendizes,oque
significamuitoparaa
instituição.”
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 27
//caso de sucesso
@senacdf
/senacdistritofederal
//Informações:(61)3313.8877
//Por Sílvia Melo
O
sonho de passar em um concurso público
acabou se transformando em depressão
para Vania Lima de Almeida Matias, de 36
anos, que tentou por alguns anos e não
conseguiu ser aprovada. Queria estabilidade e garantia
de boa remuneração. Por indicação médica para sair
do processo depressivo, decidiu fazer cursos, optando
primeiro pela graduação e, em seguida, por cursos pro-
fissionalizantes no Senac-DF. Após esse processo, con-
seguiu a tão sonhada independência financeira.
Mãe de três meninas, de 11, 15 e 18 anos, a moradora
de Taguatinga Sul casou cedo, aos 16 anos, e logo teve a
primeira filha. Trabalhava no comércio do pai, que faci-
litava para que Vania tivesse tempo de se dividir entre o
trabalho e os cuidados com a família. “Com ele dava para
conciliarcasa,filhaseestudo.”
Incentivada pelo marido, começou a se dedicar aos
estudos para concurso público em 2000. Indecisa, muitas
vezes desistia e retornava. Essa rotina durou dez anos, e a
frustração a levou à depressão. “Eu não sabia o que que-
ria.” Foi então que o médico sugeriu que ela fizesse cursos
ouentrasseemumaacademia.
Fez em 2011 os cursos de Depilação e Design de So-
brancelhas na unidade do Senac em Ceilândia. Já fazia
a faculdade de gestão de recursos humanos, em que se
graduou. Não parou mais de se qualificar. Atualmente,
faz três pós-graduações: Gestão Empresarial, Gestão
de Pessoas e Docência do Ensino Superior. Também já
investiu em cursos de ética profissional, administração
empresarial, administração e produção, como gerenciar,
como administrar dinheiro.
No Senac, Vania encontrou sua vocação. “Decidi fazer
esses dois cursos para cuidar das minhas filhas. No início,
não pretendia trabalhar nessa área”, conta. Porém, a iden-
tificaçãofoitãograndequeVanialogosurpreendeuafamília
quandoainformoudadecisãodetrabalharnaárea.
No fim de 2011, ela inaugurou o Espaço Íntimo. Fica
no mesmo lote em que mora, mas em espaços diferentes.
“Separei a loja da casa para minhas clientes ficarem à
vontade.” Oferece design de sobrancelhas, depilação com
cera e linha, limpeza de pele, massagem, banho de lua e
permanente de cílios. O trabalho é personalizado, com hora
Cristiano Costa
marcada e serviços adicionais para agradar à clientela.
Enquanto faz a sobrancelha, por exemplo, a cliente pode
relaxarnocolchãomassageador.
A empresária está realizada. Os sintomas da depressão
ficaram no passado, junto da vontade de se tornar funcio-
nária pública. “Estou muito bem, sou dona do meu próprio
negócio,soufelizefaçooqueamo”,dizVania.Elapensaem
dar aulas na área de beleza e prestar consultoria empresa-
rial.“Tenhomuitosplanosesonhos,graçasaDeus.”
//Sobreoscursos
A próxima turma do curso de Depilador, de 200 horas,
está prevista para se iniciar em 7 de outubro. As aulas são
das 19 às 22 horas, no Senac Ceilândia. O interessado deve
ter no mínimo 18 anos e pelo menos o 7º ano/6ª série do
ensinofundamental.CustatrêsparcelasdeR$220.
O curso Design de Sobrancelhas, de 20 horas, é ofereci-
dopelasunidadesdoGama,deSobradinho,deTaguatingae
doSetorComercialSul,nosperíodosdamanhã,tardeenoi-
te. A primeira turma terá aulas nos sábados, a partir de 19
de outubro, das 8 às 12 horas, no Senac do Setor Comercial
Sul.Paraparticipar,éprecisoternomínimo18anos,ensino
fundamental completo e conhecimentos específicos de de-
pilação.OinvestimentoédeR$110.
Concurseira torna-se
empreendedora
Após estudar no Senac, Vania Almeida abriu
clínica de depilação e estética
revista FECOMÉRCIO | outubro 201328
economia
A alta da moeda norte-americana já chegou
às lojas. Comerciantes tentam se adaptar
para não perder vendas
Vilão
gringo//Por Marina Marquez
D
epois de atingir o maior
valor dos últimos qua-
tro anos em agosto, R$
2,45, a cotação do dólar
começa a se estabilizar, mas com
valor bem diferente do vendido no
começo de 2013, abaixo de R$ 2. Em
20 de setembro, fechou em R$ 2,21.
Mas o efeito da valorização da mo-
eda norte-americana já chegou aos
comerciantes que trabalham com
mercadorias importadas. Não tem
jeito: é preciso muito jogo de cintura
para driblar os efeitos da alteração
no câmbio e não perder a clientela.
A alta do dólar tem efeito dire-
to sobre a inflação, os preços dos
produtos em geral. “Para cada 10%
de aumento no dólar, há impacto
de 0,5% na inflação. Isso porque,
quando as empresas usam maté-
ria-prima importada, o preço dessa
transação fica mais alto, e, claro, o
preço do produto final aqui dentro
tem que aumentar”, explica o es-
pecialista em finanças públicas da
Universidade de Brasília (UnB) José
Matias-Pereira.
É uma pista de mão dupla para
a economia brasileira, segundo Ma-
tias-Pereira. Favorece as empresas
exportadoras, uma vez que o pro-
duto nacional fica mais competitivo
lá fora, mas encarece as importa-
ções e provoca a inflação. “Política
cambial tem os prós e contras. De
maneira geral, é um impacto forte
no campo da atividade comercial.
Internamente, fortalece o turismo.
No sentido contrário, desestimula o
turismo externo. Resumidamente,
o que ocorre é que alguns setores
ganham, alguns perdem, e outros
perdem muito”.
Os que mais perdem são os
segmentos que dependem da im-
portação, seja de matéria-prima,
seja dos produtos em si. “Na eco-
nomia, não existe almoço grátis. Se
o custo subiu, o empresário vai pre-
cisar repassar isso para o preço”,
diz Matias-Pereira. E quando o em-
presário aumenta o preço, enfrenta
duas situações. Uma é o impacto
imediato de retração do consumi-
dor, que não quer pagar mais. A
outra é a perda de competitividade
diante de firmas que colocam pro-
dutos semelhantes em condições
mais vantajosas.
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 29
“Amoeda
estrangeiraestar
maiscaranãoébom
nemparamimnem
parameucliente.”
ThiagoOrsi
TripStore
//Ajustes
O fato é que os preços nas lojas
brasileiras já subiram. Desde maio,
quando começaram as turbulências
no mercado de câmbio, a situação
começou a mudar. É o caso da Trip
Store, agência de turismo de Thiago
Orsi. De julho a setembro, o número
de pacotes vendidos caiu pela me-
tade, uma vez que a maior procura
dos clientes dele é para destinos
fora do Brasil, principalmente Esta-
dos Unidos, Caribe, América do Sul
e Europa.
De acordo com o empresário,
houve uma fuga inicial muito clara,
e as operadoras de turismo lan-
çaram diversas promoções para
tentar driblar o efeito da moeda
americana em alta. “As operadoras
acompanharam a alta do dólar, mas
reduziram a margem de lucro em
um primeiro momento. Enquanto
o dólar subiu uns 20%, o valor dos
pacotes aumentou 10%, por exem-
plo”, diz. Mesmo assim, o reflexo
na demanda é inevitável. “Houve
redução na venda efetiva de 50%.
Muitos clientes tinham as férias pro-
gramadas e começam a repensar
os destinos, o momento de comprar.
As pessoas continuam procurando,
fazendo orçamento, mas aguardam
um momento melhor para adquirir
as passagens, reservar os hotéis”,
explica.
Orsi conta que foi preciso pla-
nejamento para adaptar os serviços
e tentar captar mais clientes para
não diminuir o faturamento. Com a
flexibilização das operadoras que
oferecem os pacotes, ele facilitou as
formas de pagamento. Um produto
antes oferecido em cinco parcelas
passou a ser vendido em dez. Além
disso, investiu em propaganda e
Fotos: Nina Quintana
revista FECOMÉRCIO | outubro 201330
outrasformasdecaptaçãodeclientes.
Hoje, o empresário dá dicas para
que as pessoas que procuram a
agência também consigam econo-
mizar e superar o dólar mais alto.
“A moeda estrangeira estar mais
cara não é bom nem para mim nem
para meu cliente. Tentamos mostrar
como diminuir o custo da viagem,
com as compras, por exemplo. Além
disso, falamos da importância de
comprar o dólar aos poucos, em
pequenas quantidades, para sofrer
menos as variações”, ensina. Re-
comenda também que se evitem
compras no cartão de crédito para
não ficar refém de diferentes taxas
de câmbio.
A valorização da moeda ameri-
cana acaba acarretando maior pro-
cura por destinos nacionais. Matias
-Pereira, da UnB, explica que uma
janela de oportunidades se abre
para o turismo brasileiro. Ao mesmo
tempo, se o País não tiver capacida-
de de aproveitar isso e ofertar boa
qualidade de produtos e serviços, a
janela vira problema. “Quando exa-
minamos algumas faixas de renda,
verificamos que quem tem nível alto
é indiferente ao dólar mais alto ou
mais baixo, em relação ao real. São
pessoas que vão continuar viajando,
gastando, dentro ou fora do Brasil.
Agora, a classe média em geral
começa a se voltar para o produto
nacional. Começa a consumir bens
que estão aqui dentro, viagens ofe-
recidas aqui dentro, se houver oferta
que o satisfaça, claro.”
O especialista em finanças do Ib-
mec-DF e estrategista da JK Capital
José Kobori diz que, em alguns ca-
sos, o dólar mais alto pode forçar al-
gumas pessoas a adquirir no Brasil
o que esperavam para comprar em
viagem ao exterior. “É uma coisa que
acontece, mas pouco. Se a pessoa
ia para os Estados Unidos, juntava
o dinheiro para comprar óculos, no-
tebook, smartphones. Se depois de-
siste e não vai mais viajar, vai deixar
de adquirir algumas coisas que não
R$2,45
Amaiorcotaçãodo
dólarnosúltimos
quatroanos foi
registradaemagosto.
eram tão importantes, mas outras
vai pagar para ter mesmo assim”,
esclarece. Nesse momento, talvez
invista em um produto mais em con-
ta, considerando que os preços no
Brasil são normalmente mais altos.
//Quase sem saída
Por trabalhar em um setor de-
pendente de matéria-prima impor-
tada, a empresária Márcia Matos, da
Tecnótica, não teve como não repas-
sar para os produtos o efeito da alta
do dólar. As tabelas recebidas dos
fornecedores em setembro já vie-
ram com reajustes de 5% a 10% nos
preços. “Mesmo o produto sendo
fabricado no Brasil, a matéria-prima
vem de fora e ele é afetado direta-
mente. Nós não temos muito para
onde fugir. Tentamos facilitar no
prazo, na forma de pagamento, mas
o preço acaba sendo elevado”, diz.
Márcia explica que a empresa
precisou se adaptar e adiar alguns
investimentos. A empresária tem
hoje cinco lojas no Distrito Federal
e 25 funcionários e afirma que o es-
forço é para evitar demissões e ou-
tros reflexos da situação econômica
difícil. “Estamos percebendo que a
economia como um todo passa por
um processo complicado. É infla-
ção, alta do dólar e cautela maior
do consumidor de modo geral para
gastar. Um cliente que chegava e
comprava um valor X agora compra
um pouco menos e busca produtos
mais em conta. Isso tem efeito di-
reto no que chamamos de tíquete
médio e no faturamento da empre-
sa”, lamenta.
//Cenário ruim
Diferentemente de 2008 e 2009,
quando o dólar atingiu R$ 2,47 devido
à instabilidade da economia mundial
e da situação de crise dos Estados
Unidos, hoje a alta do dólar é estrutu-
ral, segundo os especialistas, e deve
permanecer no patamar de R$ 2,30,
variando pouco e se mantendo em
alta. A valorização perante o real se
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 31
dá tanto pelo cenário de recuperação
da economia dos americanos como
pela difícil situação econômica por
queoBrasilestápassando.
“Agora, a questão é estrutural. O
mercado americano está melhoran-
do, tem mais liquidez. O nosso país,
por sua vez, não apresenta o melhor
dos cenários”, diz José Kobori. Se-
gundo o especialista em finanças,
são várias as questões que afastam
o investidor estrangeiro e criam o
que os economistas chamam de
fuga de capitais, que é a saída de
dólares da economia brasileira,
diminuindo a oferta e, consequente-
mente, elevando os preços da moe-
da americana.
“A crítica que o Brasil recebe,
principalmente do investidor in-
ternacional, é que somos um país
muito intervencionista. Além disso,
vivemos um momento de economia
com crescimento baixo”, explica,
“Tentamosfacilitar
noprazo,naforma
depagamento,
masopreçoacaba
sendoelevado.”
MárciaMatos
Tecnótica
destacando a pequena evolução do
produto interno bruto, a inflação e
parâmetros regulatórios desfavorá-
veis para os estrangeiros.
Kobori aposta na estabilização
do dólar até o fim do ano e não vê
chances de que a taxa de câmbio
dólar/real volte ao patamar registra-
do no início de 2013. Só neste ano, a
moeda subiu mais de 19% – mais de
7% só em agosto.
Será preciso adaptação cons-
tante para superar os efeitos que o
dólar alto pode causar na economia,
diz José Kobori. “Não é à toa que
dizem que o Brasil é para profissio-
nais. Com a alta carga tributária, o
repasse do câmbio mais alto para o
consumidor acaba sendo maior até
que o reajuste do dólar. Os empre-
sários terão que pensar em diversos
cenários e ter uma gestão empresa-
rial preparada para essas adversida-
des”, aconselha.
revista FECOMÉRCIO | outubro 201332
Mono mon
Só a parceria da FECOMÉRCIO-DF com a Qualicorp
proporciona a você, Empregador do Comércio e sua família,
acesso aos melhores planos de saúde pelo menor preço.
• A solidez e a experiência de algumas das mais reconhecidas operadoras do Brasil.
• Os hospitais e clínicas mais conceituadas do país.1
• Os mais modernos laboratórios.1
• Livre escolha de prestadores médico-hospitalares com reembolso.2
Acesso à saúde de qualidade
para o Empregador do
Comércio viver melhor.
Menor preço: em comparação a produtos similares no mercado de planos de saúde individuais (tabela de agosto/2013). ¹ De acordo com a disponibilidade
da rede médica da operadora escolhida e do plano contratado. ² Conforme condições contratuais. A disponibilidade e as características desse benefício
especial podem variar conforme a operadora escolhida e o plano contratado.
Planos de saúde coletivos por adesão, conforme as regras da ANS. Informações resumidas. Os preços e a rede estão sujeitos a alterações, por parte das
respectivas operadoras, respeitadas as disposições contratuais e legais (Lei no
9.656/98). Condições contratuais disponíveis para análise. Outubro/2013.
pelo
Os melhores
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preço.
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revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 33
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www.economizecomaqualicorp.com.br
revista FECOMÉRCIO | outubro 201334
//direito no trabalho
E-mail corporativo pode ser
supervisionado pela empresa
Cely Sousa Soares
Consultora empresarial
da Fecomércio-DF
Joel Rodrigues
O
mundo virtual tem os seus
conflitos, gerando direitos
e deveres para seus usuá-
rios, e no mundo do trabalho não é
diferente. Um exemplo a ser citado
é a decisão recente do Tribunal Su-
perior do Trabalho que considerou
permitido o controle das mensagens
enviadas e recebidas pelo emprega-
do através do e-mail da empresa e
dos arquivos de computadores, in-
clusive para obter provas por justa
causa, desde que o correio eletrôni-
co seja corporativo.
A grande questão discutida é a
colisão do direito de sigilo das cor-
respondências, dos dados, direito à
intimidade e à privacidade do em-
pregado garantido pela Constituição
Federal no art. 5°, e o direito potes-
tativo do empregador de fiscalizar as
atividades exercidas pelo emprega-
do e controlar o bom uso das ferra-
mentas de trabalho.
A garantia da inviolabilidade
da esfera privada, no âmbito das
correspondências e da intimidade,
está ligada à própria vida privada.
Só que, embora o privado seja fun-
damental para o desenvolvimento
biológico e para a satisfação das
necessidades vitais da pessoa hu-
mana, na seara profissional há re-
gras que superam essa garantia na
medida em que são previamente e
claramente estabelecidas.
É que, segundo o entendimento
do TST, o e-mail corporativo é ferra-
menta de trabalho e, portanto, deve
ser usado apenas profissionalmen-
te, não sendo permitido o uso para
fins pessoais e particulares – o que
autoriza o empregador a ter acesso
a todas as mensagens e os conteú-
dos dos e-mails do empregado.
A justificativa é que nesse caso
não há privacidade ou intimidade a
ser protegida, podendo o e-mail e os
computadores serem monitorados.
A exigência é que o empregador es-
tabeleça regras claras sobre o uso
dessas ferramentas, avisando pre-
viamente que o e-mail e o computa-
dor foram disponibilizados somente
para assuntos e matérias relativos
ao serviço e que haverá supervisão
sem a necessidade de permissão do
empregado.
A grande questão é que nesses
casos a Justiça do Trabalho reconhe-
ce que o empregador tem o poder de
fiscalização sobre os instrumentos
de trabalho do empregado, como é
o caso dos computadores e e-mails
corporativos, quando estes são co-
locados à disposição do empregado
somente com a finalidade de realizar
os serviços contratados.
É um avanço, já que não é inco-
mum empregados confundirem am-
bientes virtuais de trabalho com o
seu pessoal, ao fazer acesso a redes
sociais ou usar e-mails corporativos
para fins particulares.
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 35
artes cênicas
@sescdf
/sescdistritofederal
Uma semana
espetacular
Mostracompetitivada10ªediçãodoPrêmioSescdo
TeatroCandangoseráde25deoutubroa2denovembro
//Por Ana Paula Oliveira
E
m nove edições, foram mui-
tos os artistas brasileiros re-
conhecidos ou revelados pelo
Prêmio Sesc do Teatro Can-
dango. A lista é enorme. Contempla
nomes como Paulo Goulart, Nicette
Bruno, Milton Gonçalves, Hugo Ro-
das e Nathália Timberg. O brasilien-
se Juliano Cazarré, um dos prota-
gonistas da novela Amor à Vida, da
Rede Globo, também foi premiado.
Foi o melhor ator da edição de 2005,
com o espetáculo Adubo. Resta sa-
ber agora quem serão os vencedo-
res de 2013. A expectativa é grande.
A 10ª edição da mostra competi-
tiva ocorrerá de 25 de outubro a 2 de
novembro, no Teatro Sesc Garagem
(913 Sul), sempre às 20 horas, com
entrada franca. O público poderá
assistir a sete espetáculos selecio-
nados pelo Sesc. Em 5 de novembro,
os vencedores serão conhecidos e
premiados em uma solenidade.
Desde 2004, o Prêmio Sesc do
Teatro Candango revela talentos e
incentiva a divulgação dos trabalhos
cênicos de companhias teatrais do
Distrito Federal. O objetivo é demo-
cratizar o acesso à cultura, fomentar
as artes e incentivar os profissionais
do teatro. Os melhores espetáculos
serão premiados com troféus e va-
lores em dinheiro, que podem che-
gar a R$ 6 mil. São nove categorias:
peça, direção, ator, atriz, figurino,
cenografia, sonoplastia, iluminação
e dramaturgia. O total de prêmios
distribuído pelo Sesc neste ano será
de R$ 20 mil.
O coordenador cultural do Sesc-
DF, Rogero Torquato, destaca a im-
portância do incentivo aos artistas
locais. “São dez anos de grandes
revelações. Um dos exemplos mais
evidentes é o caso do ator Juliano
Cazarré, que participou do prêmio
e, em pouco tempo, alcançou gran-
des resultados. Além disso, artistas
que antes não tinham esperanças
têm a oportunidade de investir na
carreira”, afirma.
//Frio na barriga
Somente peças teatrais produ-
zidas em Brasília, direcionadas ao
público adulto e que não tenham
participado de outras edições do
prêmio participaram da seleção.
Cada grupo teatral pôde inscrever
até dois trabalhos. As inscrições fi-
caram abertas até 27 de setembro.
Alexandre Ribondi é autor e di-
retor do espetáculo Cru, vencedor
de diversas categorias da edição
de 2010 do Prêmio Sesc do Teatro
Candango. “A competição do Sesc
foi essencial. Por meio dela, meu
trabalho como autor e diretor pôde
ser apresentado em vários pontos
do País.”
Ribondi confirmou participação
nesta edição. “Já estou me prepa-
rando para, mais uma vez, sentir
aquele velho e bom friozinho na
barriga durante a competição”, diz.
O espetáculo Cru foi adaptado para
o cinema e escolhido como melhor
filme no Festival de Brasília do Cine-
ma Brasileiro em 2011. Que vençam
os melhores.
Máquina de Gargalhadas, da Cia. Teatro de Açúcar, participou da edição de 2009.
Hugo Pereira
revista FECOMÉRCIO | outubro 201336
planejamento
Fim de ano
sob controle
Oquepodeserfeitoagoraparaprepararsua
empresaparaacorreriaqueseaproxima
// Por Elton Pacheco
A
falta de planejamento,
às vezes, pesa mais na
consciência do que no
bolso dos empresários. É
comum não se planejar e se arre-
pender. No período em que há maior
movimento e correria de clientes,
isso pode significar muita dor de ca-
beça. “No Brasil, o dono do negócio
está mais preocupado em apagar o
fogo momentâneo, sanar o proble-
ma, geralmente financeiro, do que
em antecipá-lo”, afirma a coordena-
dora do curso de Gestão Comercial
e Marketing da Faculdade Senac,
Graciele Barroso.
Ainda dá tempo de se organi-
zar? Segundo o especialista em fi-
nanças Márcio Iavelberg, da Blue
Numbers Consultoria Empresarial,
sim, mas tem de ser logo. Antes de
fazer qualquer plano, é preciso sa-
ber como anda a saúde financeira
da empresa. “O empresário precisa
escrever todas as necessidades e
despesas de cada mês até o fim do
ano, ou seja, ter controle do fluxo de
seu caixa.”
Identificando tudo a ser recebido
e a ser gasto, é possível saber o que
comprar, quando e como pagar e o
que vender, como parcelar e quando
desistir da venda. Ter dinheiro, po-
rém, não significa por si só motivo
para gastá-lo. “É muito comum o
empresário administrar a empresa
pelo caixa. Achar que tem dinheiro
na conta e pode gastar é um erro
grande”, afirma Iavelberg.
Fotos: Nina Quintana
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 37
Apesar de ele fazer parte do calendário de toda empresa, há quem
ainda trate o 13° salário como despesa extra de fim de ano. Uma das
maneiras de evitar dor de cabeça é o que se chama de provisão. Ao
longo do ano, desde janeiro, deve-se separar um doze avos do gasto
com a folha de pagamento e guardar o valor numa aplicação. É sim-
ples, mas algumas vezes já é difícil garantir o pagamento da folha, e
não sobra dinheiro para essa reserva. Ou, quando sobra, há urgên-
cias que vão empurrando o 13° para o fim do ano mesmo. Outra pos-
sibilidade é pagar 50% do 13° já em junho. Assim, sobra para o fim
do ano só metade da conta. Para quem deixou mesmo para última
hora, restam poucas alternativas. “Uma é apertar um pouco mais o
cinto e guardar até três vezes mais o que deveria, uma vez que terá
só setembro, outubro, novembro e dezembro”, diz o especialista em
finanças. Outra alternativa é recorrer ao capital de giro que os bancos
costumam oferecer nesta época justamente para cobrir o 13º salário.
13° salário
Se o seu negócio requer aumento de estoque no fim do ano, é
preciso começar a fazê-lo agora, mas com cautela. “Não dá para
estocar demais justamente para não correr o risco de ficar com o
estoque parado. O empresário precisa tomar muito cuidado para não
exagerar na compra e perder dinheiro depois”, ensina Paulo Vicente,
professor de estratégia da Fundação Dom Cabral. De acordo com
ele, no melhor dos cenários, a orientação é receber à vista do con-
sumidor e parcelar o pagamento para o fornecedor. “Essa é a regra
de ouro das finanças. Se, ao fazer estoque, o empresário conseguir
fazer isso, é sempre a melhor saída”, explica. Se a negociação, pelo
contrário, for em cima da hora, perdem os dois, o empresário, que
terá de repassar os custos, e o consumidor, que pagará mais caro.
Não é bom deixar para comprar em novembro. Segundo Márcio
Iavelberg, a mercadoria comprada do fornecedor naquele mês só
voltará em dinheiro para a empresa nos primeiros meses do ano
seguinte. “Até lá, quem banca? Os fornecedores, em geral, dão prazo
de um mês, e o empresário que deixa para estocar em novembro
paga mais caro. É preciso ter em mente que, quanto antes comprar,
mais cedo o dinheiro vai entrar na empresa.”
Estoque
Hoje com 30 funcioná-
rios, a dona da Spa & Cia.,
Gizelle Monteiro, já sabe que
terá 40 até novembro – o do-
bro do que tinha no fim de
2012. No ano passado, ela e
o marido, Pedro Vasco, enca-
raram a demanda do período
mais movimentado às escu-
ras. A falta de planejamento
resultou em muita dor de
cabeça e menos dinheiro.
“Deixamos de faturar pelo
menos 30% do que podería-
mos se tivéssemos nos orga-
nizado”, revela a empresária.
Para não repetir o erro, que
dói até hoje na consciência, o
planejamento começou mais
cedo neste ano. Os dois bus-
caram ajuda de um contador
especializado em auditoria
financeira. “Ele nos mostrou
que, ao planejar, nós pou-
pamos dinheiro e corremos
menos riscos.” O processo
de seleção, que leva até um
mês e meio, já começou.
“Preciso de equipe, mas de
equipe de qualidade, trei-
nada, pronta para atender à
demanda. Se não tiver, nada
feito”, diz Gizelle. O risco de
deixar para cima da hora,
segundo o professor Paulo
Vicente, da Fundação Dom
Cabral, vai além de perda
nas vendas. “Se o atendi-
mento por parte desse novo
funcionário for ruim, pode
criar imagem negativa para
os clientes ou até a ausên-
cia de resultados”, explica.
Resumindo: é investimento
jogado no lixo.
Novas
contratações
revista FECOMÉRCIO | outubro 201338
Essas contratações não precisam, necessariamente, ser feitas
para quitar dívidas. Podem ser úteis ao planejamento. “Ao saber que
determinado mês será mais fraco, o empresário pode ir ao banco con-
versar. Se deixar para a última hora, vai entrar no cheque especial”,
diz Iavelberg. Quando a coisa aperta, uma saída pode ser a chamada
antecipação (ou desconto) de recebíveis. Na prática, trata-se de trans-
formar duplicatas de venda a prazo, vendas parceladas no cartão de
crédito ou de cheques pré-datados de clientes em capital para saldar
as contas. “Uma grande vantagem da antecipação é que o empresá-
rio não está pegando algo emprestado de alguém, mas usando algo
que já é da empresa, simplesmente antecipando datas e pagando por
isso”, explica o consultor. Os juros para esse tipo de operação são de-
finidos pelos bancos. No Banco do Brasil, por exemplo, é de 3,59%. Na
Caixa, 4,3%. Para o cheque especial, a taxa média cobrada é de 7,98%,
segundo dados de agosto do Banco Central. O professor da Fundação
Dom Cabral Paulo Vicente não acha que seja a melhor saída. “Se vai
ser bom ou ruim, depende da situação da empresa, não existe regra
fixa. Em geral, não vale a pena.”
Empréstimos
Confraternizações e
brindes para os clientes
Muitas empresas do
DF usarão o fim deste ano
como espécie de laboratório
para a Copa do Mundo no
Brasil, no meio do ano que
vem. Segundo Graciele Bar-
roso, da Faculdade Senac,
quem se prepara já poderá
ter funcionários bilíngues
e cardápios adaptados nos
restaurantes, por exemplo.
“A preocupação hoje é com
o evento e como ele vai ter
impacto no comércio do DF.
A Copa das Confederações,
em junho, mostrou muitas
deficiências nesse sentido.
Os empresários estão se
planejando para ver resulta-
dos já no fim deste ano”, diz.
A orientação dela é de que,
junto com a reserva feita
para o 13° salário, o empre-
sário tire uma quantia que
ache plausível para capaci-
tar o funcionário, melhorar
o aspecto visual da empresa
e até a estrutura. “Assim, o
fim do ano será com lucros
e sem dor de cabeça.”
Copa
doMundo
“Nós separamos uma verba todo ano para realizar a
confraternização de fim de ano com os nossos funcionários.
A festa ocorre em algum clube da cidade e abrimos o evento
para os familiares também, com tudo pago”, afirma Régia
Rezende, sócia-proprietária da Evviva Bertolini, loja de mó-
veis e armários planejados. Na empresa, o planejamento
para a confraternização começa até 12 meses antes. Em
relação aos brindes, é preciso colocar no papel os custos.
Se o empresário não quiser gastar, existe sempre a possibi-
lidade de permuta, como a negociação com o fornecedor de
algum tipo de suvenir.
“Vale a pena, mas só se
não perder muito tem-
po com a negociação.
Tempo é dinheiro”, afir-
ma Paulo Vicente.
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 39
Anúncio
Sebrae
revista FECOMÉRCIO | outubro 201340
//doses econômicas
Por detrás da produtividade:
informação, tecnologia e inovação
A
economia brasileira vem
apresentando reduzido
crescimento da produtivi-
dade. É necessário entender o elo
da economia criativa com o au-
mento da produtividade, para defi-
nir políticas que possam retomar o
crescimento. A economia criativa é
constituída por atividades econômi-
cas que reúnem o tripé informação,
tecnologia e inovação. Os ganhos
de produtividade são baseados na
acumulação de conhecimento, que
influencia custos e lucratividade
das empresas.
O processo de inovação trans-
forma conhecimento em tecnologia.
As empresas buscam estratégias
de inovação que possam ampliar
produtividade e reduzir custos. O in-
vestimento é endógeno ao processo
de inovação. Porém, empresas que
investem mais nem sempre são
aquelas que mais inovam, uma vez
que, pela natureza do investimento,
há um grau enorme de incertezas,
no sentido keynesiano. A decisão de
investir na busca por novas trajetó-
rias tecnológicas, quando mal-su-
cedida, leva ao aumento de custo no
curto prazo, podendo reduzir a ca-
pacidade de investir. A competição
entre os agentes cria um ambiente
propício ao investimento e, conse-
quentemente, à inovação.
A abordagem estática das van-
tagens comparativas de que as
economias se especializam na
produção em que se encontram os
menores custos de oportunidades
não se aplica num ambiente “ino-
vativo”, capaz de alterar sucessi-
vamente os preços relativos dos
insumos. Numa visão dinâmica, a
criatividade é capaz de gerar novas
informações, que realimentam o
conjunto de ideias. As novas ma-
neiras de olhar para os problemas,
bem como enxergar oportunidades,
são marcantes na economia cria-
tiva. O setor empresarial reorga-
niza o conhecimento, no intuito de
potencializar riqueza, emprego e
produto, explorando a propriedade
intelectual e a eficiência produtiva.
Repensar o crescimento da pro-
dução na economia brasileira passa
a criar um ambiente favorável a ne-
gócios e conhecimento. A indústria
criativa tem papel importante nos
ganhos de produtividade e criação
de empregos. Porém, as políticas
públicas precisam atacar o principal
elo que está por detrás dos ganhos
de produtividade: ampliar o investi-
mento em educação. O investimen-
to educacional é base na política de
inovação. Enquanto as políticas não
forem direcionadas à promoção do
conhecimento, não se poderá pen-
sar em crescimento sustentável e,
assim, a produtividade da indústria
nacional se manterá no eterno voo
de galinha, sempre baixo e oscilante.
José Eustáquio
Ribeiro Vieira Filho
Bacharel em economia pela
UFMG, mestre em economia
aplicada pela UFV e doutor em
teoria econômica pela Unicamp.
Pesquisador do Ipea
(jose.vieira@ipea.gov.br)
Cristiano Costa
Parceria:
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 41
//empresário do mês
//Por Fábio Setti
Conheça a história de Marcilea Quintão, dona de um
salão só para pequenos clientes
O
ofício de cabeleireiro pode
ser delicado. Se lidar com
um cliente contrariado já
não é fácil, imagine quando este re-
solve chorar ou espernear. Marcilea
Couto Quintão, de 41 anos, não se
abala. Há 25 anos, ela corta os ca-
belos de crianças e bebês. E não há
manha que a faça mudar de fregue-
sia. “Cortar cabelo de adulto é muito
mais complicado.”
Foi em 2000 que ela abriu um
salão especialmente para o público
infantil, o Cabelo de Anjo. Em 2011,
o estabelecimento passou a se cha-
mar Cabelo Kids, uma vez que ela
não tinha registrado o nome anterior.
O salão funciona na 402 Norte e a
proprietária é a única cabeleireira.
“Cortar cabelo de criança é delicado.
Se houver mais de um funcioná-
rio, as crianças se estressam e um
cabeleireiro acaba atrapalhando o
outro”, justifica. Marcilea conta com
uma recepcionista para cuidar da
agenda, sempre mais cheia nos fins
desemana.
O salão recebe de 5 a 15 peque-
nos clientes por dia. Ao final do corte,
um pirulito ou outro doce é dado à
criança. A sala comercial tem duas
cadeiras para os clientes, em forma-
to de carrinho e de cavalinho, pare-
des coloridas, pufes e brinquedos.
Marcilea diz que não existe padrão
de tratamento, tudo depende da
criança. Muitas vezes o serviço é fa-
cilitado pelo uso de distrações, como
doces, televisão, tablets, DVDs e
videogames.“Antigamente era muito
mais complicado, hoje em dia temos
tantas tecnologias, qualquer coisa
distraiamentedacriança”,diz.
A experiente cabeleireira diz que
cortar cabelo de criança requer, além
de prática e habilidade, muita paci-
ência. Ao contrário do que a maioria
pensa, o primeiro corte não é o mais
traumático. “Apesar de as mães
ficarem apreensivas, normalmente
é mais fácil”, diz. O salão tem um cer-
tificado do primeiro corte, que vem
acompanhadodeumamecha.
O mais difícil, diz, é lidar com
bebês entre 1 e 2 anos, idade em
que aprendem a fazer manha, in-
dependentemente de ser menino
ou menina. Nestes anos, reuniu
histórias curiosas. Certa vez, uma
mãe argentina levou o filho recém-
nascido ao salão e pediu que Mar-
cilea raspasse o cabelo do bebê. Não
sabia que era tradição naquele país.
Confessa que ficou um pouco assus-
tada por se tratar de um neném de
apenas cinco dias cortando o cabelo,
mas adorou a experiência.
Nina Quintana
Com sabor
de pirulito
//Defamília
Trabalhar com o público infantil
nunca foi novidade para Marcilea,
que começou a carreira em salões
da própria família aqui no DF, tam-
bém especializados em crianças. Ela
foi criada nesse meio, desenvolveu
gosto e facilidade para trabalhar no
ramo. Optou por fazer cursos fora
de Brasília. O primeiro, feito em SP
com 16 anos, foi decisivo para que ela
soubesse que desejava seguir a pro-
fissão. O segundo, com seis meses
de duração, em Vila Velha, Espírito
Santo,acolocoudeveznomercado.
Em 1992, abriu um salão em Itu-
tinga (MG). Durou dois anos, pois ela
não gostou da experiência de aten-
der adultos. Resolveu então voltar a
Brasília e inaugurar seu salão infan-
til. Diz ser muito gratificante traba-
lhar com uma clientela tão especial.
“Muitas vezes ouvi crianças falando
que querem brincar de Marcilea e
cortar cabelos.”
revista FECOMÉRCIO | outubro 201342
mercado
//Por Naiara Leão
No meio do
caminho...
Osquiosquesestãoemtodolugar.Nos
shoppingsConjuntoNacional,Liberty
Mall,BrasíliaShoppingePátioBrasil,que
integramoprojetoComércioCopa2014,do
Sebrae-DF,representamemmédia10%
dosestabelecimentos.Saibaquaissãoas
particularidadesdosquiosqueseconheçaa
experiênciadequemprosperou
O
quiosque é especialmente
atrativo para iniciantes por-
que custa bem menos que
uma loja. O investimento em uma
franquia em quiosque, por exem-
plo, varia de R$ 60 mil a R$ 300 mil,
enquanto uma loja convencional de
shopping custa de R$ 500 mil a R$
1 milhão. Os dados são da Associa-
ção Brasileira de Franchising (ABF).
Além disso, o aluguel é reduzido em
função do espaço.
A manutenção do quiosque é de
duas a três vezes mais barata do que
a da loja. Cada shopping tem uma
política, mas em geral o quiosque
paga taxa única, enquanto lojas têm
extras relativos ao fundo de promo-
ção, água, energia elétrica. Nas pra-
ças de alimentação, soma-se ainda
a taxa de limpeza das mesas.
De acordo com Daniel Plá, ad-
vogado e professor de varejo da
Fundação Getulio Vargas e ex-presi-
dente da ABF, o investimento inicial
é menor principalmente por causa
das luvas. Os shoppings não costu-
mam cobrá-las de quiosques, mas
de lojistas com contratos superiores
a cinco anos. O valor varia geralmen-
te de R$ 100 mil a R$ 500 mil. A Lei
8.245/91, Lei das Locações, proíbe
a cobrança de luvas na renovação,
mas não no primeiro contrato.
//A permanência
Os contratos de aluguel são cur-
tos – de um mês a dois anos. No caso
das lojas, costumam ser de cinco
anos ou mais. “O lojista é pressiona-
do a sair o tempo todo. Ou para uma
loja, mais cara, ou para outro ponto.
Isso acontece quando ele começa a
ganhar dinheiro e o público passa a
saber onde ele está”, diz o ex-presi-
dente da ABF, Daniel Plá.
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 43
A duração dos contratos costuma ser curta porque o
lojista ganha preferência na renovação do aluguel a par-
tir do quinto ano no mesmo local – o que na prática se
transforma no direito de ocupar o ponto indefinidamen-
te. “Isso está tão consolidado que, quando não acontece
amigavelmente, o lojista entra na Justiça, que sempre
lhe garante a manutenção do espaço”, diz Plá.
Entre os shoppings, entende-se que o espaço dos
quiosques é público. “É um espaço de circulação livre
e precisaremos movimentá-lo eventualmente para re-
alizar um evento ou até uma obra”, diz Geraldo Mello,
superintendente do Brasília Shopping.
O tratamento é diferente no caso de franquias conso-
lidadas, especialmente de grandes marcas, como McDo-
nald´s, que oferecem apoio ao franqueado nas negocia-
ções com o shopping. Nesse caso, a lógica se inverte. As
mais famosas exigem garantia do ponto por até 20 anos
antes de se instalar.
//O negócio
Alguns segmentos se adaptam melhor aos quiosques
do que a lojas maiores. Os mais comuns nos shoppings
assessorados pelo Sebrae-DF são de acessórios, como
óculos, joias e relógios, de perfumaria, de celulares e de
alimentação. São compras de itens pequenos e não mui-
to caros, feitas por impulso, explica Daniel Plá: “O que se
vê é a bijuteria, o doce, o salgadinho. Não dá certo para
vender roupa sofisticada, mas para sapatinhos de bebê,
bonés e mochilas, sim”, compara.
O diretor de Relações Institucionais da Associação
Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luis Augusto
Ildefonso da Silva, acrescenta um ponto. “O produto tem
que ser pequeno. Senão, o proprietário vai ter que arcar
com uma logística de estoque”, argumenta.
Para a empresária Helena Montianini, a possibilida-
de de chamar mais a atenção do público foi decisiva ao
optar por um quiosque quando abriu, em 2010, um ponto
de venda de suvenires no Brasília Shopping, o Brasília
Conceito. “Temos produtos de pequeno porte, variados.
Com as quatro vitrines podemos mostrar que são dife-
renciados de outras lembrancinhas porque têm cara
contemporânea.”
O quiosque foi criado especialmente para a marca.
As vitrines e os balcões são independentes e têm rodi-
nhas, para que as pessoas possam circular entre eles
e também para que se mude sua disposição de tempos
em tempos. “O turista está acostumado a ver suvenires
sempre em quiosques. A ideia era que mais pessoas nos
vissem”, diz Helena, que também driblou o problema do
estoque. “As vitrines têm armários embaixo em que dá
para guardar algumas coisas. Mas todos os dias verifico
o que falta e trago no dia seguinte”, diz Helena, que man-
tém um depósito fora do shopping, que sai mais barato
do que alugar um espaço no subsolo, como fazia antes.
Muitos shoppings oferecem essa infraestrutura interna
de apoio, com depósitos, cozinha, refeitório e vestiários,
sem necessidade pagar mais taxas.
//O lugar
Um ponto importante para qualquer negócio é a lo-
calização. No caso do quiosque, o shopping deve ter o
mesmo público-alvo do produto que será vendido e, uma
vez ali, o ideal é que fique num ponto com alta circulação.
Mas essa escolha não depende só do comerciante. “Há
seleção muito criteriosa de quem vai ocupar esses pon-
tos. Quando o empresário nos procura, avaliamos pri-
meiro o projeto, o produto, a apresentação do quiosque
e se tem uma equipe bacana. Há também uma política
de equilíbrio do espaço do mall. A parte financeira vem
num segundo momento”, afirma o superintendente do
ParkShopping, Marcelo Martins.
O superintendente do Brasília Shopping, Geraldo
Mello, confirma. “O quiosque deve agregar ao mix do
mall, nunca competir. Se disputa com lojistas já estabe-
lecidos, vamos procurar uma localização que não bata
de frente ou, dependendo do caso, não vamos implan-
tá-lo”, explica.
O quiosque tem as mesmas obrigações administra-
tivas das demais lojas. É preciso abrir e fechar nos ho-
rários determinados pelo shopping e manter um visual
impecável. “Pelo fato de estar exposto em 360 graus aos
clientes, o quiosque e a equipe têm de manter nível de
apresentação excelente”, diz Martins. O descuido pode
levar a notificação ou a multa.
Balcões independentes
permitem que se mude a
disposição do quiosque Brasília
Conceito, de suvenires.
Fotos:NinaQuintana
revista FECOMÉRCIO | outubro 201344
//A estratégia
Há os casos em que os quios-
ques dão tão certo que deixam o
proprietário em dúvida entre ampliar
para uma loja ou abrir novos pontos
de venda. O empresário Rogério
Isaias, criador da Original Cookies,
ficou com a segunda opção. A marca
desenvolvida com a esposa em 1999
tem hoje três unidades: no ParkSho-
pping, no Pier 21 e no Gilberto Salo-
mão. “Foi melhor assim porque não
temos um mix de produtos variados,
não precisamos de muitas vitrines e
o quiosque é mais acessível porque
não tem luvas”, justifica.
Nestes 14 anos, Rogério viu mui-
ta gente “ter o contrato encerrado
abruptamente”. Passou por reajus-
tes de aluguel mais altos do que o
esperado e por mudanças de ponto
indesejadas. Experiente, aconselha:
“O iniciante tem que pesar o inves-
timento menor com a possibilidade
de ter que sair quando o shopping
mudar sua política”.
Sua estratégia para manter-se
nos shoppings foi uma autoavalia-
ção constante e a disposição para
inovar. “O shopping muda, e as mar-
cas que não evoluem junto não fi-
cam ali. Você pode mudar o design
ou os ingredientes do produto. Um
sorvete, por exemplo, pode ter as
frutas da estação. Quem não segue
as tendências e se acomoda numa
posição corre o risco de não conti-
nuar.”
A abertura de outras unidades é
vista também por Plá como boa op-
ção. O maior custo de uma loja tra-
dicional pode levar o comerciante a
um ponto não tão caro, mas pouco
visado. “Infelizmente, o número dos
que passam do quiosque para loja e
fecham porque somem da vista do
cliente e deixam de ser rentáveis
chega a 80%”, diz, com base em
pesquisas de seus alunos da FGV.
Para qualquer que seja a de-
cisão, o Sebrae-DF oferece con-
sultorias para donos de quiosques
interessados em crescer. O serviço
aponta qual caminho deve ser se-
guido e como. Os interessados de-
vem procurar a Unidade de Atendi-
mento Coletivo do Comércio (www.
sebrae.com.br/uf/distrito-federal).
Entre ampliar para uma loja e abrir
novos quiosques, Rogério Isaias
preferiu a segunda opção. São três
unidades da Original Cookies.
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 45
pós-graduação
@senacdf
/senacdistritofederal
// Por Luciana Corrêa
Cinco opções
para o
seu futuro
A
brasiliense Tatiana Machado levou
mais de dez anos para perceber a ne-
cessidade de se atualizar e fazer pós-
graduação. Formada em administração
de empresas desde 1997, começou a trabalhar no grupo
PaulOOctavio em 2001, como secretária da superinten-
dência. Em 2005, foi convidada a montar a área de re-
cursos humanos da empresa. “Vi que a responsabilidade
era grande, precisava aprofundar meus conhecimentos,
aprender novas ferramentas e metodologias”, conta.
Casada e mãe de dois filhos, Tatiana viu na pós-gradu-
ação em Gestão de Recursos Humanos da Faculdade de
Tecnologia Senac do Distrito Federal a solução para cres-
cer ainda mais. Em 2011 ingressou no curso e, assim que
o concluiu, no ano seguinte, foi promovida. Assumiu o car-
go de assessora de RH da Diretoria de Shopping Centers,
que envolve o Terraço Shopping, o Taguatinga Shopping,
o Brasília Shopping e o JK Shopping – este último será
inaugurado em novembro. “Sem a pós, nada disso teria
acontecido. Chega um momento em que não só a expe-
riência conta. Estamos em um mercado de trabalho em
constante evolução e temos que acompanhá-lo.”
As inscrições da pós-graduação em Gestão de RH não
estão abertas no momento, mas, para o segundo semes-
tre de 2013, a Faculdade Senac oferece outras cinco op-
ções para os profissionais que buscam crescimento. Os
cursos são presenciais, com carga horária de 360 horas,
mais 60 horas para o trabalho de conclusão. Saiba mais
sobre cada um deles:
Gestão de Projetos
Para profissionais que pretendem ter conhecimentos e
habilidades para atuar como gerentes ou líderes de proje-
tos, tanto no setor público quanto no privado. As aulas são
no campus do Plano Piloto (terça, quarta e quinta-feira,
das 19 horas às 22h30).
Gestão Logística da Cadeia de Suprimento
O curso vem viabilizar competitividade e assegura a ma-
nutenção e o acesso a novos mercados aos produtos nes-
se novo ambiente de negócios, tanto no varejo quanto nas
operações globais. As aulas são no campus do Plano Pi-
loto (terça, quarta e quinta-feira, das 19 horas às 22h30).
1
2
Banco de Dados e Business Inteligence
Para armazenar e proteger informações de uma empresa,
é de extrema importância o conhecimento sobre banco de
dados e os sistemas de apoio à decisão (Datawarehouse,
Datamining, Business Inteligence) e de software livre no
contexto atual. As aulas são no campus de Taguatinga (se-
gunda, terça e quinta-feira, das 19 horas às 22h30).
Treinamento, Desenvolvimento
e Educação Corporativa
O treinamento e a educação na área corporativa são fun-
damentais para o sucesso de instituições e indivíduos no
cenário competitivo e globalizado de hoje. As aulas são no
campus de Taguatinga (segunda, terça e quinta-feira, das
19 horas às 22h30).
Gestão Empreendedora de Negócios (MBA)
Para profissionais que desejam potencializar sua forma-
ção com direcionamento à administração de negócios,
para futuramente ocupar posições de liderança nas orga-
nizações. As aulas são no campus de Taguatinga (segun-
da, terça e quinta-feira, das 19 horas às 22h30).
3
4
5
//Aperfeiçoe-se na Faculdade Senac
A inscrição deve ser feita por meio do formulário no
site (www.facsenac.edu.br) ou na Central de Rela-
cionamento com o Aluno nos campi. A coordenação
da pós-graduação entrará em contato por e-mail ou
telefone para efetivar a matrícula presencialmente.
Para saber sobre condições de pagamento e valores,
entre em contato com a instituição: Plano Piloto
(61) 3217.8821 | Taguatinga (61) 3354.6540.
Assim que concluiu o curso, Tatiana foi promovida a assessora
de RH da Diretoria de Shopping Centers da PaulOOctavio.
Cristiano Costa
revista FECOMÉRCIO | outubro 201346
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Entre na era digital.
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revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 47
saúde
@sescdf
/sescdistritofederal
Há30anos,oSesceaUnBsãoparceirosnaáreadeodontologia
A
prender na prática o que se estuda em sala de
aula. É o que deseja a maioria dos universitários.
Se a área for a de saúde, a necessidade é ainda
maior. O Sesc-DF facilita esse processo. Há 30
anos mantém convênio com a Universidade de Brasília
(UnB) e cede toda a infraestrutura para que esses estu-
dantes vivenciem o atendimento a diversas modalidades
na área de odontologia.
Foi o que aconteceu com Tiago Alves Cedro, de 22
anos. O futuro odontologista prestou atendimento du-
rante quatro meses na unidade do Sesc da 504 Sul. “Foi
uma experiência muita boa. No Sesc-DF atendemos di-
versos tipos de público, muitas vezes exigente, vivencia-
mos a realidade de um consultório mesmo”, conta. No
//Por Andrea Ventura
Atendimento
integrado
período, o estudante pôde aplicar seu conhecimento em
todas as especialidades da odontologia em que o Sesc
presta serviços.
Os alunos que atendem no Sesc já estão no último ano
do curso. Os atendimentos eram no Sesc Estação 504 Sul,
mas, com a reforma da unidade, passarão a ser realizados
no Sesc Presidente Dutra, no Setor Comercial Sul, onde o
consultório permanecerá em definitivo. “É um intercâm-
bio de conhecimento científico, que contribui para a for-
mação do futuro profissional e amplia a oferta de serviços
do Sesc, uma vez que os alunos fazem atendimentos nas
diversas áreas da odontologia”, afirma a coordenadora de
Serviços Odontológicos do Sesc-DF, Márcia Vale Neves.
Para Evaldo Arruda Assis, professor adjunto e chefe do
Departamento de Odontologia da UnB, o convênio intro-
duz a universidade na prestação de serviços à sociedade.
“Existe uma simbiose nesse convênio, no qual os alunos
praticam a teoria recebida durante os anos anteriores
prestando atendimento de qualidade ao pessoal do Sesc”,
diz. Ele destaca que tudo é feito sob a supervisão de pro-
fessores altamente qualificados do quadro da UnB. “O
Sesc, em contrapartida, proporciona as condições técni-
cas e ambientais.”
O professor do Departamento de Odontologia da Fa-
culdade de Saúde da UnB e subgestor do convênio, Jacy
de Carvalho Júnior, diz que a parceria permite a comple-
mentação da formação do estudante. “Viabiliza um está-
gio curricular supervisionado em um cenário de prática
extramuro, diferente daquele oferecido dentro do Sistema
Único de Saúde (SUS), no âmbito da Clínica Odontológica
do Hospital Universitário de Brasília”, explica. O professor
ressalta a qualidade da administração, da infraestrutura,
dos equipamentos e materiais odontológicos disponíveis
na clínica odontológica do Sesc.
A dentista Luiza Sofia Marques, de 50 anos, formou-
se há 30 anos e teve a experiência de atender na clínica
do Sesc. “Foi primordial. Até porque, naquela época, o
Hospital Universitário de Brasília não tinha clínica”, conta
Luiza, que fez parte da primeira turma do curso na UnB.
“Sinto-me privilegiada por ter feito parte desse processo.
Sei que as portas do Sesc sempre estarão abertas, é uma
instituição com a qual sempre posso contar.”
Luiza Marques teve a experiência de atender na clínica do
Sesc há 30 anos: “É uma instituição com a qual posso contar”.
Cristiano Costa
//gente
A Universidade de Brasília foi
criada em 1963 como o grande pro-
jeto de Darcy Ribeiro de reinvenção
da educação superior. Por já nascer
revolucionária, foi natural que con-
tribuísse para a renovação estética.
Brasília foi desenhada com traços
modernistas, e a universidade se-
guiu o caminho. Foram convidados
profissionais para criar os móveis
das salas de aula, da reitoria, dos
auditórios. Quase 50 anos depois,
em 2009, chegou ao Instituto de
Ciências Humanas da universidade
o alagoano Alex Calheiros, de 38
anos, para lecionar filosofia política.
Formado com ênfase em estética,
sempre teve como hobby pesquisa
sobre a história de móveis – espe-
cialmente os modernistas. Ficou
curioso para saber onde estariam
os móveis feitos na década de 1960
e viu que muitos ainda eram usa-
dos, mas que a maioria se perdeu.
“Quero conhecer o lugar para onde
vim por meio do que mais gosto, os
móveis.” Alguns foram encontrados
em lojas e feiras de antiguidade.
Apaixonado, comprou quatro cadei-
ras iguais à da foto ao lado (de Elvin
Dubugras) para casa. O hobby de
Calheiros ganhou apoio de outros
professores e de alunos e foi um dos
projetos contemplados pelo edital
UnB 50 anos. Intitulado Insígnias
do Mobiliário Moderno da UnB, tem
como objetivo catalogar e contar a
história da instituição por meio dos
móveis e deve virar livro até o fim do
ano. (P.O)
Um maestro não tradicional.
É assim que se define o regente
brasiliense. “A música clássica
tem multiplicidade. Pode estar em
uma apresentação de balé, em uma
ópera e em shows populares, por
que não?”, diz Cláudio Cohen, de 50
anos. O violinista começou sua tra-
jetória musical aos 5 anos em um
conservatório de piano. Aos 7, mi-
grou para o violino. Cohen tinha 16
anos quando Claudio Santoro for-
malizou a orquestra. Como violinis-
ta, seguiu naturalmente os passos
dentro do conjunto. Chegou a spalla
e, consequentemente, com o tempo
tornou-se maestro assistente. Em
2011, foi empossado no cargo de
maestro titular. Orgulha-se de ter
criado o Festival de Ópera de Brasí-
lia. Neste ano, na terceira edição, a
disputa do público pelo espetáculo
foi surpreendente, segundo Cohen.
“A fila dava voltas no teatro”, come-
mora. Como a maioria dos músicos,
em dado momento pensou que
não conseguiria sobreviver da arte.
Cursou direito e é advogado. “Segui
na música, mas essa formação me
ajuda a gerir a orquestra.” O ma-
estro tem nas mãos não só a har-
monia musical, mas a gestão dos
projetos e dos recursos financeiros
e humanos.
Fotos: Nina Quintana
CláudioCohen
Maestro da Orquestra Sinfônica do
Teatro Nacional Claudio Santoro
Trajetória
natural
Alex Calheiros
Professor de filosofia da UnB
História
móvel
//Por Paula Oliveira
revista FECOMÉRCIO | outubro 201348
Dedicação ao
público infantil
Ela é comunicativa, mas não quer
saberdecelular.Éatenciosa,masnão
se senta nem para uma longa conver-
sa. Nunca quis ser mãe, mas dedica a
vida e a carreira de atriz e de diretora
de teatro ao público infantil. Alcinéa
Paztem62anos,nasceunoPará,mas
foi criada mesmo no Rio de Janeiro.
Dos dez filhos, era a mais faladeira. O
pai,militar,achavagraça.Amãe,dona
de casa, queria que ela fosse profes-
sora. Seguiu os planos e formou-se
em letras. Foi professora de língua
portuguesa, mas queria mesmo ser
atriz. Ainda no Rio, conheceu Arman-
do Villardo, de 50 anos, professor
de matemática que tinha a mesma
vontade. Casaram-se e mudaram-se
para Brasília para empreender na
área de animação de festas. A família
de Néia já morava aqui. Para se sus-
tentar, continuaram ensinando. Nan-
do também vendia brigadeiros feitos
por Néia. A demanda por animação
foi crescendo e, assim, nasceu a Cia.
Néia e Nando, há 15 anos. Consegui-
ram se estabelecer e começaram a
fazer adaptações de clássicos infantis
para o teatro. Hoje, têm 115 peças
prontas. Néia continua faladeira. É a
parte criativa da dupla. Nando é mais
prático. Quando ela quer uma coisa,
consegue. Briga, esperneia e, no fim,
vence a discussão com o marido. “Ele
sabe que sempre dá certo e então
nemesquentamais.”(P.O)
Alcinéa Paz
Atriz e diretora da Cia. Néia e Nando
//Sua Excelência, o gerente
Marco Garzin
Gerente-geral do
Iguatemi Brasília
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 49
O administrador chegou a
Brasília em maio para assumir
a função. São 232 funcionários e
166 lojistas que trabalham em um
ambiente harmônico e participa-
tivo. O gestor acredita ser o mais
importante saber trabalhar em
equipe e se antecipar aos proble-
mas. O paulista de 35 anos tem
experiência de 11 anos no varejo e
já comandou unidades de grandes
redes, como Riachuelo e Carrefour.
Como define a sua gestão?
Participativa. Gosto de ouvir,
de falar e faço questão de ser
transparente. Quero que todos
os funcionários tenham acesso a
mim porque são eles que vão tra-
zer as situações cotidianas.
Por ser uma rede nacional, o
desafio é maior?
É um desafio incrível. Precisa-
mos garantir o padrão de qualida-
de da marca Iguatemi e para isso é
preciso pensar a estrutura como um
todo, nos detalhes, na variedade de
lojas, na conservação, no paisagis-
mo. O que não falta é trabalho.
O que é preciso para ser bom
administrador?
A formação é importante, mas
outras habilidades precisam fazer
parte do pacote do profissional. É
preciso estar informado sobre o
mercado, ter boas referências em
arquitetura, ter noção de cultura, ler
sobre moda. A formação é apenas
um fator. (P.O)
revista FECOMÉRCIO | outubro 201350
gestão
Há muitos contadores no mercado. Aprenda
a identificar um bom profissional e não tenha
medo do Fisco
E
m 19 anos, Amilzio Júnior
teve quatro contadores.
Uma vez a troca foi causada
pela mudança de cidade da
empresa de blindagem de veículos
SafetyCar, criada em Belo Horizon-
te e transferida para Brasília em
2001. As outras substituições foram
causadas por insatisfações com
o trabalho. Diz que se sentia mal
assessorado. “Para mim, a função
do contador é alertar o empresário
e encontrar novos caminhos, até
para a gente pagar menos imposto,
e não trabalhar como despachante:
simplesmente emitir a guia para o
empresário pagar o tributo.”
Contratar um bom escritório de
contabilidade é fundamental para
o funcionamento saudável de uma
empresa. É a equipe do contador
que elabora a folha de pagamento,
desconta atrasos e faltas, adiciona
gratificações, calcula férias e 13º
salário. Também é responsável por
manter as obrigações fiscais da
empresa em dia, além de controlar
receitas e despesas que garantam o
equilíbrio financeiro da companhia.
Lidar com guias de impostos, obri-
gações fiscais, certidões negativas,
folhas de pagamento, livros contá-
beis e outros termos nada fáceis de
ser compreendidos exige profissio-
nais bem preparados, de confiança e
disponíveis.
A primeira dificuldade dos em-
presários é o desconhecimento,
principalmente dos de primeira
viagem. “Costumo comparar a aber-
tura de uma empresa com um casa-
mento. O cara quer casar, mas não
sabe nem o regime de separação de
bens. E o empresário tem que saber
que ele já casa com três filhos: a Re-
ceita Federal, a Secretaria de Fazen-
da do DF e o Instituto Nacional de
Seguridade Social (INSS)”, afirma o
contador Hermes Sotero Gomes. “A
malha legislativa brasileira é densa,
e é fundamental que o empresário
conheça suas obrigações para po-
der exigir que o contador cumpra as
deles”, acrescenta.
1+15+25=41A escolha é sua//Por Natasha Cabral
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 51
Formalize
a relação
Outro problema pode ser a au-
sência de contrato que estabeleça
as obrigações e os direitos de cada
uma das partes ou a pouca informa-
ção sobre o documento firmado. “O
contrato tem que ser bem conver-
sado e explicado. O empresário acha
que o contador tem que se envolver
em qualquer procedimento da em-
presa. Assim, cobra trabalhos que
não deveríamos executar”, afirma
Adriano Marrocos, presidente do
Conselho Regional de Contabilidade
(CRC), contador com 25 anos de ex-
periência que comanda um escritó-
rio com cerca de 60 clientes. “Muitos
empresários acham que o contrato
é mera formalidade. Poucos o leem
e quase ninguém volta para fazer
perguntas”, ressalta Edson Antônio
Rodrigues, contador há 36 anos e
dono de um escritório com 21 fun-
cionários e 130 clientes.
Segundo Marrocos, um contador
tem de executar três serviços bási-
cos. O primeiro deles é lidar com o
departamento pessoal da empresa:
fazer admissões e demissões, além
de elaborar a folha de pagamento
mensal dos funcionários. “Tem
cliente que quer que a gente crie
gratificações, plano de carreira.
Isso não é obrigação do contador”,
esclarece Marrocos. Alguns escri-
tórios fazem a homologação da de-
missão do funcionário no sindicato
da categoria. Mais uma vez, porém,
o serviço deve estar estabelecido
no contrato. Às vezes, pode ser um
extra e é necessário pagar por isso.
Outro serviço oferecido obrigato-
riamente é o fiscal, ou seja, calcular
os tributos que devem ser pagos
pela empresa. O contador deve pro-
cessar as notas fiscais emitidas pela
companhia e gerar a guia para o
pagamento dos impostos. A terceira
obrigação do contador é controlar
os balanços contábeis, gerar os
livros eletrônicos e encaminhá-los
para a Junta Comercial. Alterações
contratuais, abertura e fechamento
de empresas podem ser serviços
cobrados à parte.
O contador também deve emitir
as certidões negativas necessárias
para que a empresa participe de
concorrências públicas – o que nem
sempre está incluído no contrato
e pode ser extra. Uma série delas
é exigida, e os documentos devem
ser retirados na Receita Federal,
no INSS ou no governo local. Na
maioria das vezes, a certidão pode
ser solicitada em sites, mas os con-
tadores chamam a atenção para
erros frequentes de sistema. Se
alguma informação for enviada in-
corretamente, é uma dor de cabeça
para fazer retificações. “Há casos
em que a gente precisa ir à Receita
pessoalmente para consertar o
erro. O atendimento só é feito via
agendamento e nunca conseguimos
marcar. E o cliente acha que é culpa
nossa”, conta Edson Rodrigues. “Eu
já enviei circular para os meus clien-
tes não tentarem retirar as certidões
sozinhos”, completa o contador José
Batista Júnior.
Lidar com prazos é outro assunto
delicado entre clientes e contadores.
Todo mês, por exemplo, o escritório
precisa gerar o livro fiscal eletrônico
para a Secretaria de Fazenda. Até o
dia 18, o documento deve ser entre-
gue pelo contador para que a guia
do Imposto Sobre Serviços (ISS) seja
gerada – e o tributo vence dia 20.
“Para rodar o livro eletrônico, preci-
samos que os clientes nos mandem
as notas fiscais no começo do mês”,
diz Marrocos, presidente do CRC.
Se o cliente precisa pagar multa por
causa de atrasos do escritório, é o
contador que arca com a despesa. Se
o erro for da própria empresa, porém,
é ela que paga. “Tem mês em que a
gente fecha a folha de pagamento e
o cliente liga contando que o fulano
faltou três dias. Daí temos que fazer
tudodenovo.”
Menosdor
decabeça
Edson Rodrigues aconselha o
empresário a não considerar ape-
nas o preço na hora de escolher um
profissional. Não existe valor mínimo
estabelecido para a cobrança de
honorários, mas não costumam ser
menores que um salário mínimo
mensalnoPlanoPiloto.Nocomércio,
normalmente varia entre R$ 750 e R$
900 por empresa, mas pode chegar a
R$ 12 mil em outros setores, como o
deserviços.“Seoempresáriocontra-
ta um bom contador, tem menos dor
de cabeça e pode se dedicar mais ao
seu negócio. Tem muito contador que
cobra barato, mas não faz o serviço
completo, só emite guia de imposto”,
afirmaRodrigues.
Foi o que aconteceu com o dono
da SafetyCar, Amilzio Júnior. O con-
tador que trabalhava para ele havia
cinco anos não ia além da emissão
das guias dos impostos, profissional
conhecido no meio como “darfis-
ta”. “Não estava tendo assessoria
contábil de fato. Ele via coisas er-
radas na empresa e não propunha
mudanças”, conta o empresário,
que contratou um novo profissional
há um ano, baseado em indicações
de colegas. “É claro que o preço é
importante, mas prefiro pagar mais
para ter um serviço melhor.”
Isabela Guerra, de 34 anos, tem
duas joalherias, no Lago Sul e no
ParkShopping. As lojas existem há
mais de 20 anos e três profissionais
já foram responsáveis pela conta-
bilidade das empresas. Quando ela
1
quis mudar algumas regras, contra-
tou uma consultoria financeira que
lhe indicou um novo contador, com
quem trabalhava em parceria. Mas a
consultoria acabou e ela voltou para
o contador antigo. “Como contador,
revista FECOMÉRCIO | outubro 201352
o profissional sozinho não me satis-
fazia”, diz, sem dar maiores detalhes.
“O contador é vital para uma empre-
sa. Além de calcular os impostos de
forma correta e fazer os balanços
contábeis, espero que ele seja aces-
sível, atenda o telefone e tire minhas
dúvidas facilmente. O governo sem-
pre muda uma regrinha ou outra, e
o contador está ali para não deixar a
gente fazer nada errado e pagar mul-
tadepois”,acredita.
Responsabilidades
divididas
O Código Civil estabeleceu a responsabilidade solidária do contador junto ao
empresário. Com ela, o contabilista assume, com o seu cliente, a responsabilidade
por atos dolosos ou culposos perante terceiros. Dessa forma, balanços falsos/simu-
lados implicam a responsabilidade do profissional de contabilidade com o adminis-
trador da empresa por dolo, o que pode acarretar ações judiciais cíveis ou criminais.
O artigo 1.177 do Código Civil estabelece que, caso o erro contido no balanço tenha
sido involuntário, causado por imperícia, o profissional deve responder a quem
prestou o serviço. Se o contador tiver conhecimento do erro ao divulgar o balanço,
responderá à Justiça e a outras entidades da mesma forma que o proprietário da
empresa. “Em caso de fraudes tributárias, por exemplo, o contador é investigado
junto do cliente”, afirma o presidente do CRC, Adriano Marrocos.
Exatamente por esse motivo, o empresário Marcelo Lombardo, sócio-fundador de
uma empresa de tecnologia e criador de um software de gestão para micro e pequenas
empresas, defende a organização por parte das companhias para ajudar o trabalho do
contador e evitar que erros se transformem em fraudes. “A vigilância do governo está
cada vez maior, inclusive nas pequenas e médias empresas. O governo tem o poder de
cruzar as informações e detectar erros e pequenas fraudes. E o principal responsável
perante o Fisco é o contador. Se a empresa repassa alguma informação errada, o conta-
dor responde por crime”, afirma. “Hoje em dia, os escritórios sérios estão dispensando
clientesdesorganizados.”
Aumentesuas
chancesdeacerto
•Peçaindicaçãodecolegas,visiteoescritório,conheçaoportfóliodeclientes.
•Leiaatentamenteocontratoeconheçadetalhesdodocumento.Eleestabeleceos
deveresedireitosdecadaumadaspartes.
•ExijaacertidãoderegularidadedoCRCparasaberseaqueleprofissionalestáem
condiçõesdeexerceraprofissão.
•Éimportantequeoempresáriotenhaconhecimentosmínimossobreostributos
relacionadosàsuaatividade.
•Nãoescolhaocontadorunicamentepelopreço.Ovalormínimoparaoshonoráriosé
umsaláriomínimo(R$678),masopreçovariamuito,dependendodoportedaempresa.
•Contadorespodemfazerpropagandadosserviços,masnuncapodemtratardepreços
nemcontarvantagememrelaçãoaoscolegas.Propagandasdotipo“omelhorescritório
deBrasília”e“cobrimosqualquerpreço”sãoproibidas.
25
-
10
=
15
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 53
revista FECOMÉRCIO | outubro 201354
//sindicatos
Vitória
incompleta
Segmentobatalhoupelaconstruçãode
shoppingspopulares.Agora,empresários
queremqueacessodopúblicosejafacilitado
//Por Paula Oliveira
Bartolomeu
Martins,
presidente do
Sindvamb-DF.
A
luta dos cerca de 5 mil em-
presários filiados ao Sin-
dicato do Comércio dos
Vendedores Ambulantes do DF
(Sindvamb-DF) por boas condições
de trabalho não se encerrou com
a construção dos três shoppings
populares do DF – Gama, Ceilândia
e Plano Piloto. Além de espaço para
comercializar suas mercadorias, es-
ses pequenos empresários querem
divulgação e facilidade do acesso
do público. “Não adianta haver um
prédio bem equipado como o do
shopping de Ceilândia e ninguém
saber que ele existe”, diz o presi-
dente do Sindvamb-DF, Bartolomeu
Gonçalves Martins. O governo do DF
construiu os shoppings a partir de
demanda do próprio segmento. Por
enquanto, não há pedido nem previ-
são de construção de outros prédios
para abrigar ambulantes.
Os três shoppings do DF abri-
gam 3,6 mil boxes de pelo menos 2
metros quadrados cada um. Essa
foi uma das principais conquistas
do sindicato criado em 1978 e filiado
no mesmo ano à Fecomércio. Os
ambulantes que migraram para es-
ses centros comerciais pagam taxa
mensal de utilização ao governo (R$
14 por metro quadrado) e dividem
a conta de luz (média de R$ 15 por
mês). O custo total mensal fica em
torno de R$ 50 por mês. “É muito
melhor trabalhar na sombra, em um
lugar que tenha banheiro e segu-
rança, mas o mais importante é ter
compradores”, ressalta Martins.
Para o cliente, no entanto, o
acesso a esses centros de compras
não foi facilitado, e a falta de pontos
de ônibus próximos dificulta a cir-
Fotos:NinaQuintana
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 55
A chegada de uma unidade do Na Hora ao shopping de Ceilândia, no ano
passado, não ajudou a aumentar o movimento de clientes.
culação de pessoas, segundo o pre-
sidente do sindicato. O shopping de
Ceilândia, inaugurado em 2007 na
QNM 11, abriga desde 2012 um pos-
to do Na Hora. A expectativa era de
que a instalação do centro de aten-
dimento do governo local elevaria o
movimento de clientes. No entanto,
da maneira como foi feito, os vende-
dores se sentiram prejudicados. O
Na Hora fica no andar de cima e tem
acesso direto. Quem vai ao posto de
atendimento não precisa necessa-
riamente passar pelos corredores
entre os boxes. Ou seja, o posto atrai
pessoas, mas isso não se refletiu no
aumento das vendas.
No shopping do Gama, o maior
problema é a falta de adesão dos
ambulantes. Ele fica no Setor Nor-
te, ao lado da Feira Permanente, e
foi inaugurado também em 2007.
A concorrência com a feira e a falta
de divulgação espantam os em-
presários. O do Plano Piloto ficou
isolado. Foi aberto ao lado da antiga
Rodoferroviária de Brasília em 2008.
Só que o terminal foi desativado dois
anos depois. A falta de movimento
de passageiros e a distância da rota
de circulação do turismo levaram
muitos empresários a deixar o local
e a voltar para as ruas. “Na época da
inauguração, não existia a possibili-
dade de mudar a rodoviária interes-
tadual de lá, fomos pegos de surpre-
sa”, diz Martins. Também existia a
expectativa de que a feira faria parte
do itinerário do ônibus de turismo
que circula no Eixo Monumental.
//Apoio aos pequenos
Além de intervir junto ao governo
do DF para levar melhorias aos sho-
ppings populares já construídos no
DF, o Sindvamb-DF atua como difu-
sor de informações. Em censo rea-
lizado pelo Instituto Fecomércio em
2004 com ambulantes que atuavam
em Ceilândia, foi constatado que
90,8% não contribuíam para o Insti-
tuto Nacional do Seguro Social e/ou
não estavam inscritos na Secretaria
de Fazenda do DF. “Os empresários
precisam de informação, precisam
ser encaminhados aos órgãos com-
petentes para se formalizar. Esta-
mos aqui para isso também”, explica
Martins, que preside o Sindvamb-DF
desde 2000. Não há novo levanta-
mento, mas o presidente acredita
que hoje o percentual tenha caído. O
mandato é de quatro anos e as pró-
ximas eleições ocorrem em abril de
2014. Desde 2000, o Sindvamb-DF
faz parte ainda do Sistema Confe-
derativo da Representação Sindical
do Comércio (Sicomércio), da Con-
federação Nacional do Comércio de
Bens, Serviços e Turismo.
//SimplesCandango
Outra conquista importante do
Sindvamb-DF foi a criação, em 1999,
do programa Simples Candango (Lei
Distrital 2.510), regime tributário
simplificado para microempresas,
empresas de pequeno porte, feiran-
tes e ambulantes estabelecidos no
DF.Elepodeserconsideradoumpre-
cursor da modalidade jurídica em-
preendedor individual e estabelece
tratamento diferenciado aos empre-
sáriosqueseencaixamnacategoria.	
O sistema de tributação criado
em 1999 tem prazo para ser extin-
to: 30 de abril de 2015. Com a cria-
ção do Simples Nacional, em 2006,
os optantes do Simples Candango
passaram a ser regidos pela lei fe-
deral, com a necessidade de fazer
novamente o cadastro. Para fazer a
migração, o empresário deve inscre-
ver-se no Portal do Empreendedor
(www.portaldoempreendedor.gov.
br). Assim que fizer a nova opção
(Simples Nacional ou empreendedor
individual), a inscrição no Simples
Candango será excluída. Se isso não
acontecer em 15 dias, é preciso en-
trar em contato com a Secretaria de
Fazenda do DF para fazer a solicita-
ção. Segundo informações do órgão,
todos os feirantes e ambulantes do
DF receberam comunicado sobre
a revogação do Simples Candango.
Hoje, são 3,2 mil empresários inscri-
tosnessamodalidade.
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 57
//agenda fiscal
O QUE e QUANDO pagar?
O QUE e QUANDO entregar?
Um passo de
cada vez: resolve?
Adriano Marrocos
ContadordaFecomércio
edoIFPDepresidentedoCRC/DF
Calendário – De 7 a 31/10/2013
Joel Rodrigues
A
questão da licença de
funcionamento é cons-
tante em nossos artigos,
e a explicação é simples:
sem ela, não há regularidade para
o pleno funcionamento das em-
presas, o que traz insegurança aos
empreendedores e a contabilistas.
Diversos artigos da Lei 4.457/2009
encontram-se sem eficácia. Para
tratar do assunto de forma com-
pleta, é necessário trazer à baila o
Plano Diretor de Ordenamento Ter-
ritorial (PDOT) – instrumento básico
da política territorial e de produção e
gestão das localidades urbanas, de
expansão urbana e rural do territó-
rio do DF –, a Lei de Uso e Ocupação
do Solo (Luos) – que regula o tipo de
utilização possível para os lotes ur-
banos – e o Plano de Preservação
do Conjunto Urbanístico (PPCUB) –
que orienta quanto ao resguardo dos
princípios fundamentais do plano
urbanístico de Brasília. Hoje, temos
na Câmara Legislativa o PL 1.532.
Ocorre que a Luos e o PPCUB ainda
estão em discussão ou sobrestados
da pauta. Portanto, qualquer esforço
agora para aprovação do PL 1.532,
de cuja discussão a Fecomércio, a
Fibra, o Sindiatacadista e o CRC/DF
vêm participando ativamente, não
resolverá a situação de forma defini-
tiva. Nesse caso, um passo de cada
vez não resolve.
7/10
• Salários referentes a 9/2013.
• FGTS (GFIP – Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social) referente a 9/2013.
15/10 • Cofins/CSLL/PIS retenção na fonte, de 16 a 30/9/2013.
18/10
• Contribuição Previdenciária (1. contribuintes individuais, facultativos e domésticos. 2. empresas optantes do Simples e
empresas em geral, incluindo retenção de 11% e empresas desoneradas) referente a 9/2013.
• Imposto de Renda Retido na Fonte nos códigos 0561, 0588 e 1708 referente a 9/2013.
21/10
• Simples Nacional referente a 9/2013.
• ISS e ICMS referentes a 9/2013 (observar datas específicas para o ICMS – ST e outras situações).
25/10 • PIS e Cofins referente a 9/2013.
31/10
• Contribuição Sindical Laboral Mensal referente a 9/2013.
• 1ª quota do IRPJ e da CSLL referente ao 3º trimestre/2013 pelo lucro real, presumido ou arbitrado.
• Carnê Leão referente a 9/2013.
• IRPJ e CSLL referentes a 9/2013, por estimativa.
• Cofins/CSLL/PIS retenção na fonte, de 1° a 15/10/2013.
• Parcela do Refis, do Paes, do Paex, do Parcelamento do Simples Nacional e do Parcelamento da Lei 11.941/2009
(consolidado).
7/10
• Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ao MTPS referente a 9/2013.
• Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon Mensal) à SRF/MF referente a 8/2013.
14/10
• Escrituração Digital do PIS/Pasep, da Cofins e da Contribuição Previdenciária (EFD CONTRIBUIÇÕES) a SRF/MF
referente a 8/2013.
21/10 • Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF Mensal) à SRF/MF referente a 8/2013.
25/10
• Declaração de Dedução de Parcela da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Incidente sobre a Importação
e Comercialização de Combustíveis das Contribuições para o PIS/Pasep e Cofins (DCIDE – Combustíveis) à SRF/MF
referente a 9/2013.
31/10 • Declaração de Operações Imobiliárias (DOI) à SRF/MF referente a 8/2013.
Várias • Livro Fiscal Eletrônico à SEF/DF referente a 9/2013: observar Portaria/SEFP nº 419 (13/11/2009).
revista FECOMÉRCIO | outubro 201358
comércio
//Por Talita Cavalcante
A diferença que faz
o profissional
Com técnica e boa formação, é possível
trilhar carreira na área de vendas, como
fez Tatiana Veríssimo
Nina Quintana
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 59
É
preciso muito mais que
um sorriso. Ser vendedor
exige dedicação e aperfei-
çoamento. É necessário
dominar técnicas de abor-
dagem, oratória, marketing, além de
conhecer muito bem o produto que
oferece. A boa formação é o cami-
nho para quem quer construir uma
carreira no mercado que, em meio à
enorme concorrência, seleciona os
melhoresprofissionais.
Muitas empresas investem no
treinamento de funcionários e ofere-
cem cursos de técnicas de vendas. O
Senac e o Serviço Brasileiro de Apoio
às Micro e Pequenas Empresas (Se-
brae) também são opções para quem
pretendemelhorarodesempenho.
Investir na carreira foi o que fez
Tatiana Veríssimo completar 14 anos
na área de vendas. Ela tem 32 anos
e começou no comércio como caixa
em uma loja de departamentos, onde
trabalhou por 11 anos. Em alguns
meses, passou para a função de ven-
dedora. Fez cursos de merchandi-
sing, de encantamento do cliente, de
padronização de abordagem, muitos
deles fora do Distrito Federal. Todos
custeados pela empresa. “Foram
fundamentais.Eueramuitotímida.”
Em setembro, ela se formou no
curso de gestão comercial da Facul-
dade Senac. Por dois anos, estudou
sobre concorrência de mercado,
análise financeira, técnica de aten-
dimento. “Investi na minha carreira.
A pessoa não pode só esperar pela
empresa, também tem que buscar
conhecimento. Se não tiver dinheiro,
pode procurar palestras, cursos on
-line,gratuitos”,diz.
Há dois anos e meio, Tatiana tra-
balha no Magazine da Economia e
é responsável pela supervisão de
12 das 24 lojas que a rede mantém
em todo o Distrito Federal, além de
ajudar o Departamento de Recursos
Humanosnotreinamentodepessoal.
São 150 funcionários em sua equipe.
“Nunca deixamos de ser vendedo-
res. Ajudo na organização das lojas,
oriento os gerentes quanto aos cui-
dados com o estoque, vejo o que os
concorrentes estão vendendo e sugi-
ropromoções.Seestiveremumadas
lojas e for abordada por cliente, ven-
do o que ele precisar.” Agora, Tatiana
pretende cursar pós-graduação em
gestão de pessoas. “Este é o grande
desafio do comércio: entender me-
lhor as pessoas e mostrar para elas
que é possível construir uma carreira
naárea.”
//Cursorápido
Para quem pretende se atualizar
ou entrar no mercado e não tem
muito tempo, o Senac oferece o curso
Técnicas de Vendas e Negociação.
Em um período de oito a dez dias,
os alunos vão ter noção de comuni-
cação, marketing, desenvolvimento
de plano de vendas, estratégias de
venda, pesquisa de mercado, organi-
zação de estoque, Código de Defesa
do Consumidor e motivação. “Há
carência no mercado. Muita gente
não se emprega porque não se pro-
fissionaliza. Hoje é preciso ter técnica
de boa negociação e qualidade no
atendimento”, explica a técnica de
Formação Profissional do Senac Ce-
linaEurípedesdeFaria.
Celina destaca que no curso o
aluno vai descobrir o perfil ideal
do profissional de vendas e como
desenvolver tais características. “O
bom negociador tem técnicas de
regras de ouro
para o vendedor
Conhecer bem o produto
que oferece.
Atender o cliente com
a mesma atenção que
gostaria de receber se
estivesse no lugar dele.
Jamais prometer o que
não pode cumprir.
persuasão, tem argumentos e sabe
identificar o perfil do consumidor.
Não adianta oferecer o produto de
que o cliente não precisa naquele
momento.” Ela conta que também
são passadas técnicas para que a
pessoa se expresse com clareza, de
forma simples e objetiva, conforme
asregrasdalínguaportuguesa.
Segundo Celina, anualmente
passam pelo curso cerca de 400 pes-
soas. Além de oferecer as aulas nas
próprias unidades, o Senac atende
nas empresas (in company), com
turmas de 30 funcionários. “À medida
que o funcionário aprende técnicas
novas, ele vai se destacar. Isso é na-
tural.”
revista FECOMÉRCIO | outubro 201360
Asecretária-geraldoSindicatodosComerciários
doDF(Sindicom-DF),GeraldaGodinho,falasobre
omercadoeosprincipaispontosparaquemquer
seguiracarreira.
Qualéaestimativadevendedoresempregados
nocomérciodoDF?
Estima-sequeemtodooDistritoFederal
tenhamoscercade220milempregadosatuando
diretaeindiretamentecomvendas.
Dequeformaoperfildosvendedoresmudou
desdeadécadade1980atéagora?	
Foijustamenteaexigênciadequalificaçãoe
dedicaçãoàatividade,sobretudoemrelaçãoao
conhecimentodosprodutos,domercado,além
dodomíniodamarcaquevende.Atualmente,nós
lutamosparaqueacargahoráriasejareduzida
para36horasexatamenteparaoferecerao
trabalhadoraoportunidadedesededicarmaisà
qualificaçãoprofissional.
Éimportantequeovendedorbusque
conhecimentoporcontaprópriaenãoapenas
aguardeainiciativadaempresaemoferecer
cursos?
Nãosóovendedor,mastodoprofissionaldeveter
comopeçaparticipantedesuascompetências
aproatividade,assimasempresasconscientes
deseupapelentrarãoemconsonânciacomo
trabalhador,queestaráatentoàsnovidadesdo
mercado.Oprofissionalqualificadoéaquelecom
boascapacidadesparadesempenharmelhor
suasfunções.Otreinamentohojepassoude
umasimplesqualificaçãoparauminvestimento
humano.Esseéumcaminhoqueempresae
empregadodevemseguirjuntos,porquetodossó
têmaganhar.
Quaisaspectossãofundamentaisparaserum
bomvendedor?
Primeiramente,osegredoparaumbomvendedor
éfazeraquilodequegosta.Comumasimples
reflexãoépossívelversuaidentificaçãocoma
área.Nosmercadosmodernos,trabalhamos
comumaprocuraprofissionalcadavezmais
próximadecertascompetências.Paraocargo
devendedor,sedestacamahabilidadede
clareza,aatitudeobjetivaeoprincipal:simpatiae
cordialidadecomosclientes.
De simples qualificação
a investimento humano
//“Oclienteestá
bemmaisexigente”
Há mais de três décadas vendendo calçados, João
José da Costa Filho, de 55 anos, começou em uma banca
na Feira de Ceilândia. Vendia no grito, dizia o nome do
produto e o preço, e isso bastava. Na época, havia poucas
lojas,eosclientesnãoexigiamtanto.“Amaneiradevender
mudou muito. Tive que me adaptar, ter mais atenção com
o cliente. As técnicas de 20 anos atrás já não funcionam. O
cliente está bem mais exigente”, conta ele, que trabalhou
em quatro lojas antes da Agittus Calçados, do Setor Co-
mercialSul.
O vendedor, que fez curso de técnica de vendas, des-
taca que é preciso saber detalhes do produto para conse-
guir fechar a venda. “Assim como as fábricas evoluíram,
precisamos melhorar também para convencer o cliente.
Seelequerumtênisparairàacademia,precisoterconhe-
cimento para indicar o modelo correto.” Para ajudar nisso,
as fábricas ministram cursos para que os vendedores co-
nheçamcadadetalhedocalçado.
O amor pela profissão é o combustível para atuar até
hoje. “Amo o que faço. A gente nunca sabe tudo, está sem-
pre aprendendo. O cliente pode até não comprar o produto
na hora, mas, se gostar do atendimento, com certeza vol-
ta”,dizoexperientevendedor.
//Maispreparo,maisvendas
O Sebrae oferece o curso Gestão e Estratégia de Ven-
das para empresas que desejam treinar funcionários.
Durante cinco dias, os participantes têm noções sobre a
história da profissão, as diversas funções do vendedor,
mercado e busca de clientes, habilidade para identificar as
necessidades do consumidor, negociação, ações de pós-
venda. As aulas são ministradas na unidade do Setor de
IndústriaeAbastecimento(SIA).
De acordo com Ary Ferreira Cruz, gerente de Capa-
citação Empresarial do Sebrae-DF, o curso serve como
estratégia para tomada de decisões a fim de aumentar as
vendas.“Oempresáriovemparaaaula,vêoqueestáerra-
do e precisa ter coragem de mudar. É necessário que haja
alguém com poder de decisão dentro da empresa partici-
pandodocurso”,explica.
No curso, aprende-se tanto a analisar o perfil do ven-
dedor antes de contratar quanto a treinar esse funcionário
depois de efetivado. “Com um bom preparo desses pro-
fissionais, é possível aumentar de 30% a 40% as vendas.
Para isso, é fundamental que o vendedor tenha argu-
mentação, poder de persuasão, conheça bem o produto”,
destaca o gerente. Segundo ele, cerca de 900 empresários
fazem o curso por ano. As aulas da próxima turma prevista
paraesteanocomeçamem25denovembro.
//Senac-DF–TécnicasdeVendaseNegociação
Informações:3313-8877ouwww.senacdf.com.br
//Sebrae–GestãoeEstratégiasdeVenda
Informações:08005700800ou
www.sebrae.com.br/uf/distrito-federal
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 61
homenagem
@sescdf
/sescdistritofederal
//Por Raíssa Lopes
ParceriaentreoSesc-DFeaCâmarados
Deputadosécelebradaemsessãosolene
A
Câmara dos Deputados re-
alizou sessão solene em 16
de setembro para celebrar
a parceria de quase dez anos entre
a casa legislativa e o Sesc-DF. Des-
de 2004, a entidade oferece projetos
de cultura e educação para atender
em torno de 5 mil comerciários que
trabalham nas áreas de vigilância,
asseio e conservação do órgão. Re-
querida pelo deputado Roberto de
Lucena (PV-SP), a sessão celebrou,
ainda, os 67 anos do Sesc, comemo-
rados em 13 de setembro.
Entre as ações estão a publicação
de 18 mil exemplares das coletâne-
as dos prêmios literários do Sesc-
DF, em parceria com a Comissão de
Educação e Cultura da Câmara; a
realização de 111 edições de séries/
programas de TV em conjunto com a
TV Câmara; 115 iniciativas culturais,
como exposições e publicações; a
formação de 11 turmas com 153 alu-
nos em educação de jovens e adul-
tos; mais de 3,4 mil atendimentos
odontológicos; mais de 1,5 mil aten-
dimentos no Projeto Passaporte para
a Saúde; e cerca de 82,6 mil cafés da
manhã, caldos e cremes servidos.
“É muito bom ser homenageado
por um trabalho tão interessante e
que faz diferença em vários setores
da Câmara”, afirmou o presidente do
Sesc-DF, Adelmir Santana, durante
a solenidade. “A homenagem é fruto
de um trabalho intenso dos mais de
1,5 mil servidores do Sesc no Distrito
Federal. O reconhecimento só é pos-
sível devido ao esforço e à dedicação
de todos que formam a instituição”,
completou. O presidente destacou
que, embora a homenagem tenha
sido para o Sesc-DF, a entidade está
em mais de 2,8 mil municípios, de
todas as unidades da Federação, e
emprega 25 mil pessoas.
Servidores e alunos do Sesc-DF
compareceram à sessão solene.
Marcelo Alves, de 37 anos, trabalha
como porteiro da unidade do Sesc de
Ceilândia há cinco anos. “Gosto mui-
to de ser servidor do Sesc. O melhor,
em minha opinião, é o ambiente de
trabalho.” Há 11 anos na entidade, a
assistente de gerência da unidade do
Setor Comercial Sul Alessandra Sá
Leite vê o Sesc-DF como sua segun-
da casa. “Sinto-me emocionada por
ver a instituição sendo homenageada
pela Câmara”, disse.
A solenidade foi presidida pelo
deputado Izalci Lucas (PSDB-DF). “A
instituiçãoéreconhecidaporbrasilei-
ros de todas as classes sociais”, dis-
se. O presidente do Sesc-DF, Adelmir
Santana, e o diretor regional da enti-
dade, José Roberto Sfair Macedo, re-
ceberam de Izalci Lucas um diploma
pelos trabalhos realizados. O diretor-
geral do Departamento Nacional do
Sesc, Maron Emile Abi-Abib, também
foi homenageado. Ele foi representa-
do pelo diretor de Programas Sociais
do Sesc, Nivaldo Pereira.
//Plantio de muda
Antes da sessão solene, o Sesc foi
homenageado no Bosque dos Consti-
tuintescomoplantiodeumamudade
copaíba. “A homenagem proporciona
para o Sesc um reconhecimento de
uma parceria muito produtiva”, afir-
mou o diretor regional do Sesc-DF,
José Roberto Sfair Macedo. Com 70
mil metros quadrados, o bosque fica
ao lado da Praça dos Três Poderes.
Adelmir Santana destacou a dedicação dos mais de 1,5 mil servidores do Sesc no DF.
Cristiano Costa
Quase dez
anos de sucesso
revista FECOMÉRCIO | outubro 201362
//pesquisa conjuntural
Comércio brasiliense tem leve
alta em agosto
Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços.
Setor Segmento
Mar13 x
Fev13
Abr13 x
Mar13
Mai13 x
Abr13
Jun13 x
Mai13
Jul13 x
Jun13
Ago13 x
Jul13
Autopeças e Acessórios 3,74% -0,24% 3,39% -7,23% -4,53% -3,9%
Bares, Restaurantes e Lanchonetes 7,11% 1,3% 5,48% -1,1% -1,44% -0,18%
Calçados 10,52% 0,75% 5,59% 3,71% 10,02% 6,48%
Farmácia e Perfumaria 3,98% 0,12% 3,97% -10,76% 3,78% -1,39%
Floricultura -19,6% -15,91% 35,65% 2,82% -20,27% -2,95%
Informática 1,28% -2,29% -4,24% 4,47% -2,19% -0,21%
Livraria e Papelaria -31,33% -13,97% 2,29% -0,36% 17,69% 9,57%
Lojas de Utilidades Domésticas 5,08% 0,75% 0,51% -5,32% 0,68% 7,19%
Material de Construção 3,04% 6,76% 0,67% -1,61% -4,68% 2,03%
Mercado e Mercearia -0,97% -4,22% -0,09% 5,74% -5,68% 2,99%
Móveis e Decoração 1,49% 9,19% -0,96% 5,33% 3,34% -1,38%
Óticas 0,65% -6,98% 7,07% 3,04% 0,31% -1,95%
Tecidos -10,33% 12,98% 17,54% 13,13% 31,13% 2,45%
Vestuário 18,72% 1,2% 4,06% 4,92% -2,08% -1,68%
Total 2,44% 0,1% 2,98% -0,3% -0,46% 0,75%
Agências de Viagem 2,22% -3,93% 5,59% -2,85% -4,64% 4,99%
Autoescola 16,47% -2,67% 4,32% -14,13% -6,76% -4,35%
Pet Shop 0,85% -5,15% -12,07% -15,38% 9,34% -5,85%
Salão de Beleza 3,67% 0,22% 9,46% -0,65% 10,88% 3,22%
Total 3,8% -2,59% 4,02% -8,01% -1,28% 0,08%
Total 2,54% -0,11% 3,07% -0,92% -0,52% 0,7%
Comércio
Desempenhodevendas
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 63
Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços.
Desempenhodevendas
Setor Região
Mar13
x
Fev13
Abr13
x
Mar13
Mai13
x
Abr13
Jun13
x
Mai13
Jul13
x
Jun13
Ago13
x
Jul13
Comércio
Brasília (Asa Sul e Asa Norte) 6,72% 1,22% 1,24% -0,65% -2,77% -0,79%
Candangolândia, Guará e Núcleo Bandeirante -12,65% -2,65% 16,34% -1,19% -0,14% -1,23%
Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires
e Águas Claras
-1,07% 2,29% 3,63% -0,92% 1,46% 4,58%
Cruzeiro, Setor de Indústrias e Sudoeste 3,58% 1,57% 1,61% 2,52% -1,89% -1,53%
Gama, Recanto das Emas e Samambaia 2,64% -4,71% -0,42% -3,53% 3,34% 2,08%
Paranoá, Sobradinho e São Sebastião 4,64% -4,68% 4,84% 4,81% -0,13% -2,07%
Total 2,44% 0,1% 2,98% -0,3% -0,46% 0,75%
Serviços
Brasília (Asa Sul e Asa Norte) 7,01% -1,54% -0,76% -12,68% 2,81% -4,47%
Candangolândia, Guará e Núcleo Bandeirante 0,28% -3,52% 10,82% 16,19% -4,38% -2,44%
Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires
e Águas Claras
0,7% -4,54% 23,79% -5,95% -5,60% 15,2%
Cruzeiro, Setor de Indústrias e Sudoeste -1,06% 0,83% -11,58% -7,72% -10,9% 1,51%
Gama, Recanto das Emas e Samambaia -2,98% -8,97% 9,17% 1,34% 17,01% -8,67%
Paranoá, Sobradinho e São Sebastião 10,67% -24,34% -0,88% 4,05% -1,19% 0,43%
Total 3,80% -2,59% 4,02% -8,01% -1,28% 0,08%
Total 2,54% -0,11% 3,07% -0,92% -0,52% 0,7%
A
s vendas do comércio bra-
siliense registraram alta
de 0,75% em agosto na
comparação com julho.
Já o setor de serviços ficou prati-
camente estável, com aumento de
apenas 0,08%. No acumulado do
ano, de janeiro até agosto, observa-
se expansão de 2,18% (comércio e
serviços). É o que mostra a Pesqui-
sa Conjuntural de Micro e Pequenas
Empresas do Distrito Federal, reali-
zada pelo Instituto Fecomércio.
Na análise por ramo de atua-
ção, apresentaram crescimento nas
vendas do comércio em agosto, na
comparação com julho, os segmen-
tos de: Livraria e Papelaria (9,57%);
Lojas de Utilidades Domésticas
(7,19%); Calçados (6,48%); Mercado
e Mercearia (2,99%); Tecidos (2,45%)
e Material de Construção (2,99%). As
quedas aconteceram nos seguintes
segmentos: Autopeças e Acessó-
rios (-3,90%); Floricultura (-2,95%);
Óticas (-1,95%); Vestuário (-1,68%);
Farmácia e Perfumária (-1,39%);
Móveis e Decorações (-1,38%); In-
formática (-0,21%); e Bares, Restau-
rantes e Lanchonetes (-0,18%).
No que se refere ao setor de ser-
viços, apresentaram alta nas vendas
em agosto, na comparação com
o mês anterior, os segmentos de:
Agência de Viagem (4,99%) e Salão
de Beleza (3,22%). Pet Shop (-5,85%)
e Autoescola (- 4,35%) registraram
queda nas vendas. É necessário
ressaltar, contudo, que o Instituto
revista FECOMÉRCIO | outubro 201364
Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços.
Setor Segmento
Mar13
x
Fev13
Abr13
x
Mar13
Mai13
x
Abr13
Jun13
x
Mai13
Jul13
x
Jun13
Ago13
x
Jul13Comércio
Autopeças e Acessórios 3,94% -4,55% 3,6% -4% 9,09% 0,63%
Bares, Restaurantes e Lanchonetes -1,52% -1,95% -0,81% -4,78% 4,92% -0,8%
Calçados 3,39% 2,42% -2,88% -2,42% -7,32% -4,39%
Farmácia e Perfumaria -5% 6,1% -1,05% -2,04% 1,15% 6,06%
Floricultura 4,17% 0% 0% -3,85% 3,7% 0%
Informática -1,47% -1,37% -1,43% 1,39% -8,11% 9,59%
Livraria e Papelaria -5,56% -1,79% 0% -1,22% -2,27% -4,65%
Lojas de Utilidades Domésticas 4,35% -2% 4% 5,77% -3,64% 0%
Material de Construção 5,39% 1,99% 1,82% -2,74% 0,93% 0%
Mercado e Mercearia 0,54% 1,44% -1,35% 4,19% 0,6% -0,9%
Móveis e Decoração 1,3% -3,7% 1,22% 3,17% 1,56% -7,69%
Óticas -3,45% 0% 6,9% -3,23% -3,33% 0%
Tecidos -15,15% 0% 0% 9,09% -2,94% 0%
Vestuário 1,36% 3,96% 1,69% -2,99% 1,31% 1,65%
Total -0,43% 0,24% -0,08% -2,01% 1,76% 0,16%
Serviços
Agências de Viagem 3,33% 0% 1,82% -6,93% 8,51% -8,82%
Autoescola 0% -2,94% 3,13% 11,11% 0% 0%
Pet Shop -3,51% 7,69% 5,88% -3,51% 18,03% -2,41%
Salão de Beleza 7,14% -3,74% -4,35% 4% 3,85% -3,7%
Total 2,49% -0,69% 2,08% 0% 7,58% -4,21%
Total -0,14% 0,14% 0,14% -1,82% 2,34% -0,31%
Níveldeemprego
Fecomércio pesquisa apenas esses
quatro segmentos de serviços.
Na opinião do presidente da Fe-
comércio-DF, Adelmir Santana, o
resultado, apesar de pouco expres-
sivo, reverteu a tendência de queda
observada nos dois meses anterio-
res. “Em função da proximidade do
Dia da Criança e do início das com-
pras antecipadas para as festas de
fim de ano, é possível prever uma
continuidade neste crescimento nos
próximos meses.”
Quanto ao pessoal empregado,
o comércio apresentou leve alta de
0,16% no contingente em compara-
ção com julho. O setor de serviços
apresentou declínio de 4,21% no
número de postos de trabalho. Entre
as formas de pagamento, o cartão
de crédito se destacou em ambos os
setores. No comércio, a modalidade
respondeu por 43,39% das vendas.
No setor de serviços, foi responsável
por 51,39% das compras.
A Pesquisa Conjuntural de Micro
e Pequenas Empresas do DF é reali-
zada mensalmente pelo Instituto Fe-
comércio e tem o apoio do Sebrae.
Foram consultadas 700 empresas,
sendo 595 do comércio e 105 de ser-
viços. A coleta de dados foi realizada
de 5 a 10 de setembro.
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 65
Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços.
Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços.
Níveldeemprego
Formasdepagamento
Mês À vista Cheque Cartão de
crédito Débito A prazo Boleto
Comércio
mar/13 30,02% 1,03% 47,4% 15,66% 3,64% 2,26%
abr/13 30,34% 1,17% 45,53% 15,48% 3,46% 4,02%
mai/13 29,27% 0,85% 46,07% 17,18% 3,58% 3,05%
jun/13 28,91% 1,19% 45,44% 16,9% 3,60% 3,96%
jul/13 31,22% 1,14% 44,86% 16,4% 3,32% 3,06%
ago/13 31,45% 1,01% 43,39% 18,27% 3,46% 2,42%
Serviços
mar/13 21,37% 4,12% 53,24% 12,71% 3,17% 5,38%
abr/13 23,14% 4,87% 49,94% 13,47% 2,91% 5,67%
mai/13 26,13% 3,05% 49,27% 14,02% 3,72% 3,82%
jun/13 22,38% 4,96% 49,61% 13,68% 4,89% 4,48%
jul/13 23,55% 3,02% 49,95% 15,34% 4,15% 3,98%
ago/13 25,24% 4,56% 51,39% 13,93% 4,26% 0,61%
Setor Região
Mar13
x
Fev13
Abr13
x
Mar13
Mai13
x
Abr13
Jun13
x
Mai13
Jul13
x
Jun13
Ago13
x
Jul13
Comércio Brasília (Asa Sul e Asa Norte) -0,29% 2,97% 0% -2,59% 1,34% -0,3%
Candangolândia, Guará e
Núcleo Bandeirante
1,95% -1,12% 4,62% -0,62% 6,63% 0,53%
Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires
e Águas Claras
-1,89% -6,7% 1,07% -1,82% 0,95% 0,64%
Cruzeiro, Setor de Indústrias e Sudoeste 4,03% 1,77% -3,14% -1,08% 2,55% 1,06%
Gama, Recanto das Emas e Samambaia -1,15% 4,25% -0,76% -2,24% -0,37% 0,7%
Paranoá, Sobradinho e São Sebastião -2,92% 5,42% -3,95% -1,76% 4,12% -1,69%
Total -0,43% 0,24% -0,08% -2,01% 1,76% 0,16%
Serviços
Brasília (Asa Sul e Asa Norte) 0,66% -1,32% 4% 7,69% 10,56% -7,41%
Candangolândia, Guará e
Núcleo Bandeirante
0% 4,35% -4,35% 0% 0% 0%
Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires
e Águas Claras
9,68% -1,64% 1,61% -20,37% 9,52% 0%
Cruzeiro, Setor de Indústrias e Sudoeste 0% 0% 0% 0% 0% -3,03%
Gama, Recanto das Emas e Samambaia 0% 0% 0% 0% 0% 0%
Paranoá, Sobradinho e São Sebastião 0% 0% 0% 0% 0% 16,67%
Total 2,49% -0,69% 2,08% 0% 7,58% -4,21%
Total -0,14% 0,14% 0,14% -1,82% 2,34% -0,31%
revista FECOMÉRCIO | outubro 201366
Untitled-4 1 18/11/10 11:29
Ophir Cavalcante
Junior
Advogado do
diplomata
Eduardo Saboia
e ex-presidente
da OAB
MarceloGuido
Donodeempresa
deconstruçãocivile
reformas
BOM
Em que pese à
genialidade de Lucio
Costa, é necessário
fazer adaptações à
realidade hoje vivida
sem prejudicar o projeto
original.
REGULAR
Deve haver bom
senso. A segurança e a
qualidade de vida das
pessoas têm que ser
prioridade em relação
ao tombamento.
REGULAR
Asmanifestações
demonstramqueos
jovensvoltaramase
indignar.Noentanto,há
necessidadedeordem
paranãoprejudicar
osdireitosdeoutros
cidadãos.
RUIM
A ação dos mascarados
tem atrapalhado
a colocação das
verdadeiras demandas
da população e inibido
os manifestantes
pacíficos.
RUIM
Éumretratoda
importânciaqueos
governosvêmdandoà
cultura.Asverbasexistem
edeveriamserbem
aplicadas.
RUIM
O governo tem sido
rigorosíssimo com
os construtores e
incorporadores privados
e muito leniente com
os aparelhos públicos.
São dois pesos e duas
medidas.
Pedro Marinho Neto
Presidente do
Instituto Brasileiro
de Executivos de
Finanças
BOM
As alterações podem
ser realizadas para
acompanhar a dinâmica
de Brasília, desde
que não firam o plano
original de Lucio Costa.
BOM
As manifestações
são necessárias, pois
reforçam a democracia
e o exercício da
cidadania, quando
pacíficas. Já os black
blocs as transformaram
em vandalismo.
RUIM
Não poderia chegar a
esse nível de descaso.
O governo local foi no
mínimo leniente ao
ignorar as necessidades
do teatro.
REGULAR
Ogovernobrasileironão
deveriaterdeixadoesse
assuntosearrastarpor
umanosemsolução.
Odesfechodocaso
mostrouainabilidadeda
atualpolíticaexternado
Brasil.
LeonardoCoutinho
Arquiteto
BOM
O plano deve atender
aos anseios da
população, mas
sempre preservar as
características originais
da cidade e suas
escalas.
REGULAR
É vandalismo praticado
por oportunistas e deve
ser punido com rigor.
Uma pena isso estragar
a legitimidade do
movimento.
REGULAR
O tempo não deve ser
culpado. Vejo uma
sequência de falhas
na gestão do plano de
preservação. É preciso
uma administração
pública com mais
atitude.
REGULAR
É uma questão delicada,
mas ninguém pode ser
julgado antes de sua
condenação. O governo
brasileiro não poderia
permanecer omisso.
BOM
É lamentável o Brasil ter
se rendido a Evo Morales
(presidente da Bolívia).
Nunca havíamos
deixado de lado os
direitos humanos para
atender a interesses de
governantes.
RUIM
Molina ficou mais de
um ano na embaixada
brasileira sem que sua
situação fosse resolvida.
Acho que o diplomata
Eduardo Saboia agiu
corretamente.
Plano de
Preservação do
ConjuntoUrbanístico
de Brasília
Ação dos black
blocs nas
manifestações
populares
Condições precárias
do Teatro Nacional
Claudio Santoro
Caso Pinto
Molina
pesquisa
relâmpago
DiegoRenato
deOliveira
Supervisor
logístico	
BOM
O plano urbanístico
precisa, sim, ser
adaptado à realidade
atual da cidade, mas
é preciso ter cuidado
para não modificar
as características de
Brasília.
RUIM
Sair às ruas com
máscara dá a ideia
de que a pessoa
está ali para praticar
violência. Sou contra. As
manifestações devem
ser pacíficas.
RUIM
É mais um exemplo do
abandono do patrimônio
cultural por parte do
governo. Dinheiro nós
temos, mas ele não é
bem usado.
RUIM
O Brasil não deveria
se meter nisso. Se o
senador boliviano tem
coisas a responder em
seu país, por que
dar abrigo?
Fotos: Nina Quintana
revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 67
revista FECOMÉRCIO | outubro 201368
Mono mon

Redes sociais

  • 1.
    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 1 Ano XVII nº 187 – Outubro 2013 Saiba quem são os 15 agraciados com o prêmio que reconhece a contribuição ao desenvolvimento de Brasília Entrevista // Pág. 8 fábioulhoacoelho Professor titular de direito comercial da PUC-SP O mérito é deles
  • 2.
    revista FECOMÉRCIO |outubro 20132 Central de Atendimento BB 4004 0001 ou 0800 729 0001 • SAC 0800 729 0722 Ouvidoria BB 0800 729 5678 • Deficiente Auditivo ou de Fala 0800 729 0088 bompratodos.com.br Crédito sujeito a aprovação cadastral e demais condições do produto. BB Giro Décimo Terceiro Salário. Cada vez mais crédito para a Micro e Pequena Empresa crescer.
  • 3.
    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 3 Contrate o BB Giro Décimo Terceiro Salário e leve mais vantagens pra sua empresa. Você financia até 100% da folha de pagamento do 13º salário e ainda conta com até 59 dias para pagar a primeira parcela do empréstimo. Acesse bb.com.br/mpe. Banco do Brasil. Cada vez mais o banco da Micro e Pequena Empresa.
  • 4.
    sumário Parceria bem-sucedida Em sessão solene, aCâmara dos Deputados homenageou o Sesc-DF Alta do dólar Turismoéumadas áreasquejásentem osefeitos 61 28 Cristiano Costa Nina Quintana Quiosques Os prós e os contras dessa modalidade, cada vez mais presente nos shoppings 42 Nina Quintana
  • 5.
    seções 18 8 Entrevista 16 SEGREDOS DO MARKETINGDIGITAL 17 vitrine 23 economia 24 gastronomix 27 CASO DE SUCESSO 34 direito no trabalho 40 doses econômicas 41 empresário do mês 48 gente 54 sindicatos 57 Agenda Fiscal 62 pesquisa conjuntural 66 pesquisa relâmpago Orgulho e inspiração Conheça os premiados da 7ª edição do Mercador Candango
  • 6.
    6 cartas Contribua com sugestões,críticas e comentários sobre os assuntos que são abordados na publicação. Envie sua mensagem para Assessoria de Comunicação da Fecomércio-DF – SCS Quadra 6, Ed. Jessé Freire – 5º andar – Brasília – 70306-908 ou para o e-mail revista@fecomerciodf.com.br. (61) 3038.7527. Presidente Adelmir Araújo Santana Diretoria Miguel Setembrino Emery de Carvalho • Antonio Augusto Carvalho de Moraes • Clayton Faria Machado • Francisco Maia Farias • Antônio Tadeu Peron • Edy Elly Bender Kohnert Seidler • Fábio de Carvalho • Francisco das Chagas Almeida • José Aparecido da Costa Freire • José Carlos Ulhoa Fonseca • José Geraldo Dias Pimentel • Oscar Perné do Carmo • Cecin Sarkis Simão • Hamilton César Junqueira Guimarães • Miguel Soares Neto • Paolo Orlando Piacesi • Roger Benac • Joaquim Perei- ra dos Santos • Diocesmar Felipe de Farias • Glauco Oliveira Santana • Suely Santos Nakao Diretores Suplentes Aldo Ramalho Picanço • Alexandre Machado Costa • Álvaro Jose da Silveira • Ana Alice de Souza • Antonio Delgado Torres • Bartolomeu Gonçalves Martins • Carlos Hiran Bentes David • Clarice Valente Aragão • Edson de Castro • Elaine Furtado • Fran- cisco Joaquim Loyola • Francisco Valdenir Machado Elias • Jó Rufino Alves • João Ricardo de Faria • José Fagundes Maia • Luiz Alberto Cruz de Moraes • Milton Carlos da Silva • Osório Adriano Neto • Paulo Targino Alves Filho • Sandoval Antonio de Miranda Conselho Fiscal Arnaldo Sóter Braga Cardoso • Arnaldo Rocha Mudim Junior • Raul Carlos da Cunha Neto • Maria Auxiliadora Montandon de Macedo • Henrique Pizzolante Cartaxo Conselho Consultivo Mitri Moufarrege • Antônio José Matias de Sousa • Laudenor de Souza Limeira • Luiz Carlos Garcia • José Djalma Silva Bandeira • Orlando Antônio Vicente Taurisano • Rogério Tokarski Diretor Regional do SESC José Roberto Sfair Macedo Diretor Regional do Senac Luiz Otávio da Justa Neves SUPERINTENDENTE DA FECOMércio João Feijão DIRETORA-EXECUTIVA DO INSTITUTO FECOMÉRCIO Elizabet Garcia Campos Sindicatos filiados Sindicato do Comércio Atacadista de Álcool e Bebidas em Geral do DF (Scaab) • Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do DF (Secovi) • Sindicato dos Salões de Barbeiros, Cabeleireiros, Profissionais Autônomos na Área de Beleza e Institutos de Beleza para Homens e Senhoras do DF (Sinccab) • Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do DF (Sincofarma) • Sindicato das Auto e Moto Escolas e Centros de Formação de Condutores Classes “A”, “B” e “AB” do DF (Sindauto) • Sindicato das Empresas de Representações, dos Agentes Comerciais Distribuidores, Representantes e Agentes Comerciais Autônomos do DF (Sindercom) • Sindicato das Empresas de Serviços de Informática do DF (Sindesei) • Sindicato das Empresas de Promoção, Organização, Produ- ção e Montagem de Feiras, Congressos e Eventos do DF (Sindeventos) • Sindicato das Empresas Videolocadoras do DF (Sindevídeo) • Sindicato do Comércio Atacadista do DF (Sindiatacadista) • Sindicato do Comércio Varejista de Automóveis e Acessórios do DF (Sindiauto) • Sindicato de Condomínios Residenciais e Comerciais do DF (Sindicondomínio) • Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes do DF (Sindifeira) • Sindicato do Comércio Varejista de Carnes, Gêneros Alimentícios, Frutas, Verduras, Flores e Plantas de Brasília (Sindigêneros) • Sindicato dos Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas do DF (Sindilab) • Sindicato das Empresas Locadoras de Veículos Automotores do DF (Sindiloc) • Sindicato das Empresas de Loterias, Comissários e Consignatários e de Produtos Assemelhados do DF (Sindiloterias) • Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção do DF (Sindmac) • Sindicato do Comércio de Material Óptico e Fotográfico do DF (Sindióptica)• Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório, Papelaria e Livraria do DF (Sindpel) • Sindicato dos Supermercados do DF (Sindsuper) • Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes do DF (Sindvamb) • Sindicato do Comércio Varejista do DF (Sindivarejista) • Sindicato dos Fotógrafos e Cinegrafistas Profissionais Autônomos do DF (Sinfoc) • Sindicato das Empresas Locadoras de Veículos Automotores do DF (Sindloc) Sindicatosassociados Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar) • Sindicato do Comércio Varejista de Combus- tíveis e de Lubrificantes do DF (Sindicombustíveis) CoordenadordeComunicaçãodoSistemaFecomércio-DF Diego Recena Revista Fecomércio Coordenação Editorial - Editora Meiaum Editora-chefe - Anna Halley Editora-executiva - Paula Oliveira Editor Fecomércio - Diego Recena Editora Senac - Ana Paula Gontijo Editor Sesc - Marcus César Alencar Editora de fotografia - Nina Quintana Repórteres - Ana Paula Oliveira, Andrea Ventura, Daniel Alcântara, Elton Pacheco, Fábio Setti, Larissa de Souza, Luciana Corrêa, Marina Marquez, Naiara Leão, Natasha Cabral, Raíssa Lopes, Sheila Nascimento, Sílvia Melo e Talita Cavalcante Fotógrafo da Fecomércio - Cristiano Costa Projeto gráfico e diagramação - Gustavo Pinto Capa - Gustavo Pinto Revisora - Anna Cristina Rodrigues Impressão - Ediouro Gráfica Tiragem - 60 mil exemplares Contato comercial - Joaquim Barroncas (61) 3328.8046 – barroncas@sucessototal.com.br Endereço SCS Qd. 6, Bl. A, Ed. Newton Rossi – 5º e 6º andares – Brasília – 70306-911 (61) 3038.7500 – www.fecomerciodf.com.br – twitter.com/fecomerciodf EMPRESA À INFÂNCIA 2013 //O peso da folha A matéria sobre os altos encargos, na última edição [Peso pesadíssimo, n° 186], mostra que o governo não incentiva a classe empresarial do Brasil, nem mesmo os trabalhadores. Assim, acaba ficando ruim para todo mundo. Caro para o consumidor e com despesas exorbitantes aos empreendedores do País. Uma vergonha. YuriFreitas Estudante de direito //Fotografia As fotos representam sempre um charme a mais nas matérias. Excelentes retratos. Parabéns à Revista Fecomércio DF por sempre destacar as necessidades, os problemas e os prós do comércio da nossa capital. AlineSantana Estudante de gestão de políticas públicas
  • 7.
    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 7 editorial Heroísmo candango S ão muitas as atribuições de uma entidade do porte da Fe- comércio-DF. Orientar, co- ordenar, proteger e representar os empreendedores de comércio, serviços e turismo perante as auto- ridades e a sociedade são a essência do nosso trabalho. Reunimos 24 sindicatos filiados e 2 associados em numerosas e constantes batalhas. As lutas são duras, especial- mente quando se trata da carga tributária, da burocracia e do alto custo dos aluguéis, inimigos de quem se propõe a ter o próprio negócio. Aqui no Distrito Federal, temos a novela dos alvarás, que co- loca os comerciantes em situação de insegurança jurídica e desanima quem pensa em abrir um negócio em qualquer uma das nossas 31 regiões administrativas, algumas delas totalmente irregulares. Em esfera nacional, o que se vê é incoerência com o discurso de estímulo à criação de empregos. Exemplo escandaloso é o caso da manutenção da multa adicional de 10% do Fundo de Garantia do Tem- po de Serviço (FGTS) nos casos de demissão sem justa causa. Foi mais um tapa na cara de quem escolheu empreender, e carece de questio- namento jurídico. Mas o empreendedor é justa- mente aquela figura que busca de- Paulo Negreiros safios, que enxerga oportunidades nos momentos de adversidade, que não tem medo de se arriscar por um sonho. É mais que vocação, é necessidade. E quando a empresa se consolida, a satisfação é imen- sa. Não tem preço o sentimento de dever cumprido ao ver seu sonho crescer e contribuir para o desen- volvimento de uma comunidade, de uma cidade, de um país. O Mérito Mercador Candango, que chega à 7ª edição, é forma de a Fecomércio-DF prestar reconheci- mento aos bravos empreendedores que acreditaram no potencial do Distrito Federal (veja os homenage- ados a partir da página 18). E mais: por meio de suas histórias, quere- mos mostrar que empreender vale a pena. Neste ano, premiamos 15 homens e mulheres que constru- íram trajetórias inspiradoras nos mais diversos segmentos. Repre- sentam a coragem, a determinação e o espírito empreendedor dos candangos e merecem todo o nosso respeito e admiração. Os troféus vão para eles, mas a homenagem é a todos nós, que fizemos desta cidade muito mais que um centro administrativo, lhe dando alma e coração quando para cá trouxemos nossos sonhos. Os obstáculos são muitos, mas, juntos, somos maiores do que todos eles. Adelmir Santana Presidente da Fecomércio-DF, entidade que administra o Sesc, o Senac e o Instituto Fecomércio no Distrito Federal
  • 8.
    revista FECOMÉRCIO |outubro 20138 //entrevista Feitoem1850,oCódigoComercialéinócuo.Novasnormas derrubaramseusartigos,ehojesóvaleotrechosobre comérciomarítimo.Asrelaçõesentreempresassãojulgadas combasenoCódigoCivil,naLeideFalênciaseaténoCódigo deDefesadoConsumidor.FábioUlhoaCoelho,professor titulardedireitocomercialdaPontifíciaUniversidadeCatólica deSãoPaulo,integraosgruposqueestudamamatériano Parlamento.Épresidentedacomissãodejuristascriadapela CâmaradosDeputadoserelatornacomissãodoSenado. “Asrelaçõesentreempresáriostêmassuasespecificidades. Deveriamestarsujeitasaregraspróprias.” // Por Paula Oliveira Modernização urgente
  • 9.
    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 9 FábioUlhoaCoelho Professortitularde direitocomercialda PUC-SP Fotos:NinaQuintana
  • 10.
    revista FECOMÉRCIO |outubro 201310 OCódigoComercialabrangeoquê? Trata somente das relações ju- rídicas entre os empresários. O em- preendedor tem no seu dia a dia relações jurídicas com os empre- gados, com os consumidores, com o Fisco, além de contratos e títulos com outros empresários. O Código Comercial trata exclusivamente des- seâmbitodasrelaçõescomerciais. Comoestãoasdiscussõesacerca darevisão? OSenadoeaCâmaradosDeputa- dos trabalham de forma simultânea. Na Câmara, já existe o Projeto de Lei 1.572/2011, e o relatório está quase pronto. No Senado, estamos na fase de elaboração do anteprojeto. A co- missão de juristas está preparando o texto para ser entregue em 18 de no- vembro ao presidente Renan Calhei- ros (PMDB-AL). O projeto da Câmara eoanteprojetodoSenadoestãosendo elaborados de forma coordenada. Claro que há diferenças, mas eles têm a mesma estrutura, a mesma filosofia, os mesmos princípios, de modo que sobra para os deputados e para os senadores decidirem apenas questõespontuaisdostextos. Porque,emmaisde160anos,não houvepreocupaçãoemmodernizar essalegislação? O Código Comercial é de 1850, mas de lá para cá as mudanças que a economia exigiu na legislação fo- ram feitas todas por leis esparsas, individuais. Temos leis que tratam do direito comercial – parte delas está no Código Civil – e este é o momento de reunir tudo isso no Código Comer- cial e atualizar a legislação. Embora tenham sido feitas atualizações, não atendem às necessidades atuais do setor produtivo. Nos últimos dez anos, a economia brasileira mudou de forma muito acentuada. Uma lei que há uma década era apropriada, como o Código Civil de 2002, hoje já estádefasada. Essadefasagemnosprejudicade queforma? Hoje temos ferramentas eletrô- nicas mais ágeis, econômicas e se- Porfaltadeleiespecíficaparaoscontratos empresariais,osjuízesacabamaplicando oCódigodeDefesadoConsumidor, própriodeumarelaçãodedesiguais. Entreempresários,arelaçãoédeiguais. guras para armazenar informações. Toda documentação empresarial já poderiaserproduzidadeformasegu- ra em meio eletrônico. A legislação, no entanto, ainda exige o emprego do papel. Temos uma lei de 2012 [12.682] que diz que a documentação empresarial pode ser digitalizada, mas exige que primeiro se preencha o formulário no papel e o digitalize. O mundo todo mantém sua documen- tação – contratos, títulos, escritura- ção, correspondências – em meio eletrônico há muito tempo. Esse é apenas um exemplo de como a legis- lação brasileira está atrasada. Sem contar o custo que o uso do papel representa e a dificuldade do resgate de uma informação. O custo é, con- sequentemente, repassado para o preçofinaldoprodutooudoserviço. Comoainvalidadedocódigocausa insegurançajurídica? Esse é um ponto importante. Hoje temos normas que são aplicadas para os mais variados contratos – o Código Civil não contempla especi- ficamente os empresariais – e isso provoca maior insegurança jurídica. As relações entre empresários têm especificidades. Deveriam estar su- jeitas a regras próprias, a princípios próprios e, como não existem, apli- cam-se aos contratos empresariais regras do Código de Defesa do Con- sumidor, por exemplo. Em uma rela- ção de consumo, se o cliente fica em posição desfavorável, a lei faz com que o contrato não produza efeitos naquilo que o está prejudicando. Essa regra não pode ser aplicada entre os empresários. Se uma empresa vai contratar outra, se equivoca e assu- me uma obrigação que a prejudica, não pode ser poupada. Isso significa- ria imputar as consequências desse erro àquela empresa que acertou. Precisamos de regras próprias, dife- rentesdasrelaçõesentreempresário e consumidor, por exemplo. Por falta de lei específica para os contratos empresariais, os juízes acabam apli- cando o Código de Defesa do Con- sumidor, próprio de uma relação de desiguais. Entre empresários, a rela- ção é de iguais e, portanto, as regras precisamseroutras. Naprática,oqueissosignificano avançododesenvolvimentodoPaís? Com toda a certeza, esse quadro de insegurança jurídica e de exces- siva burocratização da atividade em- presarial não compõe um ambiente de negócios atraente para o investi- dor estrangeiro. Se não há previsibi- lidade judicial, é um país que oferece maior risco para investimento. Isso provoca um efeito ruim para os con- sumidores. Todo empresário, quando está assumindo risco maior, e sem- pre foi assim, quer retorno maior. Um país com insegurança jurídica não deixa de receber investimentos, mas passa a ser atraente para investido- res que estão atrás de altos riscos. Aqueles que querem investir mais e ter maior retorno, ou seja, preços maiores de produtos e de serviços. Quando compramos um celular no Brasil, pagamos mais pelo mesmo
  • 11.
    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 11 Quandoascoisas sãosimples, diretaseobjetivas, ailegalidade tendeadiminuir. aparelho vendido em países mais se- guros juridicamente. É assim, mes- mo descontando-se os impostos. À medida que a gente reduzir os riscos jurídicos, garantir que os contratos são para valer, que o empresário não vaisersurpreendidoporumadecisão judicial que altere a sua condição, os riscos passam a ser menores, e os preçostambém. Comoosenhorvêaburocracia noBrasil? A burocracia tem sentido quando é um controle adequado, necessá- rio e que provoca consequências jurídicas. O problema é que temos regras que não precisariam existir. Por exemplo, a lei estabelece que toda sociedade limitada formalize uma vez por ano as contas dos admi- nistradores. Essa formalização pode ser uma assembleia, uma reunião ou um documento simples. Mas 80% das sociedades limitadas são compostas por um grande sócio, com mais de 90% do capital social. Ou seja, ele mesmo aprova as contas dele. Isso tem custo não só para o empresário. Esse trabalho todo vai provocar acúmulo de documentos na Junta Comercial, por exemplo. Esta- mos gastando dinheiro público para cumprir uma exigência que não tem importâncianenhuma. Aburocraciafavoreceacorrupção? Quando a lei cria um controle desnecessário e exagerado com uma norma burocrática, cria também um campo favorável para a corrupção. Quando as coisas são simples, dire- tas e objetivas, a ilegalidade tende a diminuir. Principalmente quando são independentes da avaliação do servi- dor público, com o uso mais intensivo dossistemasinformatizados. AfaltadoCódigoComercialtambém contribuiparaisso? Sim. A legislação foi elaborada para que a documentação das em- presas seja manual, mas hoje temos várias ferramentas de informática que tornariam isso mais seguro, ágil e menos suscetível à corrupção. Por exemplo,sehánecessidadedealtera- ção do valor da sociedade, o controle disso passa pelas mãos de funcio- nários públicos. Eles vão verificar se está tudo correto. À medida que passarmos a utilizar os sistemas in- formatizados,essaalteraçãovaidireto para um banco de dados da Junta Co- mercial, e o controle será automático. Não passa pelas mãos de ninguém. Se for um funcionário corrupto, ele pode criar dificuldades para vender facilidades. EmqueaLeideFalências (Lei11.101/2005)precisaser aperfeiçoada? A ideia inicial, já superada, era trazer para o Código Comercial ape- nas a parte de direito material das falências. A lei será aperfeiçoada, mas continuará separada do código. Um aspecto muito importante que vai ser alterado na Lei de Falências diz respeito à desvinculação da re- jeição da recuperação judicial da decretação da falência. Hoje a lei estabelece que, se o empresário não consegue a recuperação judicial, o juiz tem obrigatoriamente que de- cretar a falência dele. Essa norma é ruim porque os credores ficam pressionados a aprovar qualquer plano de recuperação, mesmo que seja inconsistente. Se não aprovam, é decretada a falência do devedor e, nesse caso, dificilmente recebem o pagamento do que é devido. Ou seja, chegam a aprovar um plano de pa- gamento de 20 anos somente para garantir que vão ter a dívida quitada. Sabendo disso, o devedor acaba fa- zendo planos que sacrificam muito o credor. Com a revisão da lei, desvin- culando uma coisa da outra, se o de- vedor não apresentar proposta razo- ável, os credores podem não aceitar e eles ficam expostos à execução. Muitos devedores se aproveitam dessa situação. Esse é um exemplo de como a lei atrasada contribui para o mau uso das regras. //Serviço Até 18 de outubro, qualquer cidadão pode participar da consulta pública sobre o anteprojeto do Senado no Portal e-Cidadania. www.senado.gov.br
  • 12.
    comportamento //Por Sheila Nascimento Bomsenso na rede Exposição em mídias sociais funde cada vez mais vida profissional e pessoal.Afinal,quaisoslimites? U m vendedor insatisfeito com o salário publicou uma foto do contracheque em uma rede social. Dias depois veio a demissão por justa causa. Segundo ele, a publicação expressava sua insatisfação com o valor pago pelo seu serviço e rela- cionava o problema com o alto custo de vida. O gerente de recursos hu- manos da companhia alegou que a decisão foi baseada na violação do acordo de confidencialidade previsto no contrato de trabalho. O caso, ocorrido nos Estados Unidos em agosto, não difere da re- alidade brasileira. Aqui funcionários também já terminaram desligados depois de publicar algo relacionado ao ambiente profissional na inter- net. Há também os casos de com- portamento inadequado em relação ao uso das mídias sociais durante o expediente. Mas de que maneira os empresários avaliam essas situ- ações? O que deve ser considerado prejudicial ou desrespeitoso? Para quem trabalha com mídias sociais, a palavra de ordem é o bom senso. “Já não há como restringir o uso das redes no trabalho, visto que muitos funcionários têm ta- blets e smartphones com acesso à internet. O recomendado é orientar o colaborador sobre o que é ou não permitido na empresa e em relação ao nome da marca”, analisa a con- sultora e especialista no assunto Carla Falcão. Funcionários que utilizam as mídias sociais de forma excessi- va, prejudicando o rendimento e a qualidade do trabalho, e aqueles que usam essas ferramentas para desabafar e falar mal da empresa e de outros colaboradores podem perder o emprego, segundo a ad- vogada especialista em direito do trabalho Clarisse Dinelly. “Os dois casos oferecem margem para a de- missão, sendo o último exemplo o mais grave”, afirma. A Consolidação das Leis do Tra- balho (CLT) tem regras que podem ser aplicadas à internet, segundo a advogada. “O artigo 482 estabelece a demissão por justa causa nos casos em que ocorra a violação e a divul- gação de dados da empresa, além de responsabilizar as pessoas por atos difamatórios.” Para o Tribunal Superior do Tra- balho, exibir fotos do ambiente de trabalho nas redes sociais pode re- sultar em demissão por justa causa. O entendimento da corte é válido para todos os tribunais regionais. O caso que serviu de base para es- tabelecer esse precedente foi o de uma funcionária de um hospital par- ticular em Olinda (PE). Ela publicou fotos em uma rede social da equipe trabalhando na unidade de terapia intensiva (UTI). A direção do hospital alegou que as fotos motivaram comentários de revista FECOMÉRCIO | outubro 201312
  • 13.
    mau gosto narede social, expondo a intimidade de outros funcionários e de pacientes sem autorização. Além disso, afirmou que a imagem do hospital foi associada a brincadeiras de baixo nível. Na decisão, de abril de 2012, a segunda turma do TST citou a inadequação das imagens ao descrever a foto de uma das enfer- meiras semiagachada e uma mão supostamente tentando apalpá-la. //Código de conduta Para evitar esse tipo de cons- trangimento, algumas empresas optaram nos últimos anos por ela- borar um regimento interno, no qual descrevem de maneira detalhada o comportamento do funcionário em relação ao uso das redes sociais. “Acredito que essa seja a forma mais eficaz e satisfatória para estabelecer regras e a conduta dentro da organi- zação”, defende Clarisse Dinelly. Um dos itens que pode ser es- tabelecido é o horário de acesso. “Algumas empresas criam limites de tempo ou de volume de dados trafegados como forma de contro- lar o uso, além de liberar o acesso durante intervalos e no término do expediente”, diz o especialista em gerenciamento de tempo e carreiras Christian Barbosa. “Não existe mais essa história de bloqueio total, a não ser que a organização reviste o bolso dos colaboradores e os impeça de trazer smartphone para o trabalho”, completa. A tendência é de que, com o pas- sar dos anos, cada vez mais organi- zações estabeleçam contratos, regi- mentos e códigos de conduta para evitar processos judiciais conse- quentes de demissão por justa cau- X “Temos uma política estabelecida por meio de um regimento que proíbe o uso das redes no horário considerado de pico no trabalho. A empresa atua no ramo de serviço e, inevitavelmente, lidamos com atendimento ao público. Não posso permitir que um funcionário deixe de atender um cliente para estar na internet, por isso o investimento em treinamento. Tudo é questão de bom senso e cooperação entre empresa e colaboradores. Não interferimos em ações no perfil pessoal dos funcionários, tais como a publicação de fotos, frases e material compartilhado.” Marly Vidal 44 anos, superintendente de Gestão de Recursos Humanos do Sabin “Costumo me policiar para não publicar algo que denigra minha imagem como profissional e a da empresa onde trabalho. Isso ocorreu de forma mais acentuada durante as discussões das manifestações de junho pelo Brasil. Apesar de concordar com muitas coisas, evitei compartilhar mensagens do tipo: ‘greve geral’. Evito o uso das mídias sociais durante o horário de trabalho, geralmente publico material na hora do almoço ou após o expediente. Estabeleço filtros de fotos para grupos de amigos – dessa forma preservo minha vida pessoal, social e profissional.” Vivian Accorsi 28 anos, secretária do Sabin revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 13 Fotos: Nina Quintana
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    X “Fiscalizamos o usodas redes sociais durante o horário de trabalho. Como atuamos no comércio, já houve situações de funcionário dispensar um cliente para voltar a usar a rede por meio do smartphone. É delicado abordar esse assunto com o empregado porque é quase impossível proibir o acesso atualmente. O ideal é deixar tudo claro durante a contratação por meio da orientação oral. Não acredito que um documento por escrito seja necessário. Colocar foto da vida pessoal, da balada, é uma escolha da pessoa que não cabe à empresa, mas vale o bom senso para que em uma dessas imagens a marca da empresa não esteja associada.” James Barbosa 29 anos, gerente da Free Corner do Brasília Shopping “Busco utilizar as redes como ferramenta de trabalho ao publicar imagens dos produtos comercializados. Acho que o que coloco de opinião ou foto pessoal só diz respeito a mim e não à empresa, claro, desde que não denigra a imagem da organização, como utilizar o produto de uma marca concorrente. Nesse caso, cabe o bom senso do funcionário, além de evitar usar esse espaço para desabafar sobre algo que o incomode no trabalho. Acredito que esse seja o maior erro dos profissionais atualmente.” Carlos Henrique Ribeiro 23 anos, vendedor da Free Corner do Brasília Shopping revista FECOMÉRCIO | outubro 201314 sa. Os empresários devem consul- tar um especialista para redigir um documento adequado à realidade da empresa e da equipe. “Mas isso não basta. É necessário orientação e fiscalização da gerência de recursos humanos”, recomenda Carla Falcão. O coach e especialista em mí- dias sociais Monclair Cammaro- ta defende o livre acesso às redes sociais, mas com moderação. “As empresas devem orientar e treinar os seus funcionários para que as postagens sejam satisfatórias para ambos. Um trabalhador satisfeito tende a elogiar a organização, o que é melhor do que qualquer propa- ganda para fortalecer a marca. A afirmação de um colaborador tem credibilidade”, acredita. O problema é se o bate-papo, por exemplo, não termina e consome longas horas no dia, levando ao acú- mulo de trabalho. “Nesses casos, a rede social faz mal para o desempe- nho do trabalhador e da empresa”, pondera Christian Barbosa. Outro ponto a ser levado em con- sideração é a imagem que o empre- gado passa ao público externo. “As pessoas esquecem que são uma marca profissional, seja na empresa X ou Y, e se comportam de maneira inadequada. Utilizam as redes como muro de lamentações. O nome é algo tão valioso quanto o currículo”, aconselha Carla Falcão. De acordo com a especialista em mídias so- ciais, alguns empregadores passa- ram a verificar informações nas re- des sociais para fins de contratação. “Tudo o que se publica na internet, por mais que seja pessoal, pode contar como positivo ou negativo. A rede é um espaço público.”
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    “Na nossa empresa,o uso das redes sociais é totalmente liberado. Não cabe a nós avaliar o que um funcionário publica ou deixa de publicar. Ao contrário de outras organizações, incentivamos o uso dessa ferramenta como meio de conquistar e fidelizar os clientes. Não estabelecemos regras ou códigos de conduta para os colaboradores. Com isso respeitamos o direito individual dos empregados e evitamos o vínculo da marca com a insatisfação de um empregado que não se sinta à vontade.” Higor Lúcio Félix 27 anos, gerente de Vendas da Peugeot do SIA “Utilizo as redes sociais como ferramenta de trabalho e comunicação com outros funcionários. Quando se está no trabalho, aprende-se a separar a hora de descontração. Com o tempo, percebemos que uma mídia social pode ter potencial muito maior do que apenas descontrair ou bater papo com amigos e conhecidos. Acredito que o único cuidado necessário para o uso das redes para aqueles que se intitulam como parte integrante de uma empresa seja não cometer erros de português. Isso depõe contra o colaborador e a organização.” Leidiane Cavalcante 22 anos, gerente de Mídias Sociais da Peugeot do SIA X X “Não pega bem um funcionário utilizar o horário do expediente para permanecer nas redes sociais. Isso contribui para o acúmulo de trabalho e o estresse. Por esse motivo, há o bloqueio do acesso às redes durante o trabalho. Nós não utilizamos regimento ou código de conduta, mas orientamos oralmente nossos colaboradores sobre o bom senso que deve haver. Na minha opinião, fotos de baladas, festas e copos de cerveja não pegam bem para o ambiente escolar, em que atuamos.” Roberto Boechat 38 anos, proprietário da escola de inglês You Move da Asa Norte “É difícil hoje em dia separar um perfil profissional do pessoal, mas faço esse esforço. Creio que o uso das redes não deve prejudicar o trabalho. O funcionário precisa ter noção do tempo considerado saudável nas mídias sociais e saber se disciplinar para que esse costume não interfira na carreira. Acho que, antes de publicar algo, compartilhar e curtir, é necessário avaliar o possível impacto perante amigos, colegas de trabalho e família.” Deyse Gomes 25 anos, atendente da escola de inglês You Move da Asa Norte revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 15
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201316 //segredos do marketing digital E-commerce brasileiro cresce 24% no primeiro semestre Maximo Migliari Sócio da ClickLab Jens Schriver Sócio da ClickLab //Envieperguntaspara info@clicklab.com.br ou facebook.com/agencia.clicklab 4 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra pela internet no primeiro semestre. Fonte:E-bit E m nossa coluna deste mês, trazemos uma excelente notícia para os comercian- tes que já trabalham com e-commerce e para quem pretende trabalhar. Pesquisa realizada pelo E-Bit mostra que o comércio ele- trônico brasileiro cresceu, no pri- meiro semestre, 24% em compa- ração ao mesmo período de 2012, com faturamento em torno de R$ 12,74 bilhões. A pesquisa ainda nos traz al- guns dados dos setores que mais se destacaram nas vendas on-line. A categoria Moda e Acessórios che- gou ao primeiro lugar, represen- tando 13,7% do total das vendas, seguida de perto pela categoria Eletrodomésticos, com 12,3%. Em terceiro, quarto e quinto lugares, temos, respectivamente, as cate- gorias: Cosméticos e Perfumaria/ Cuidados Pessoais/Saúde (12,2%), Informática (9%) e Livros/Assinatu- ras e Revistas (8,9%). Mais interessante ainda é per- ceber que esse aumento ocorreu justamente em um momento de retração da economia, quando há crise econômica internacional, bai- xo crescimento do PIB brasileiro, alta da inflação e expectativa de alta de juros. Apesar de parecer contra- ditório, esse bom desempenho do e-commerce pode ser explicado. Em períodos de crise, o consumidor passa a ser mais seletivo em suas compras, além de pesquisar muito mais os preços, sendo atraído pelos valores e pelas condições ofereci- dos on-line. Estima-se que no primeiro se- mestre do ano quase 4 milhões de brasileiros tenham feito sua primei- ra compra pela internet – número que, comparado com o ano passa- do, mostra estabilização do setor. De acordo com o estudo, a maior parte desse público é formada por mulheres de 25 a 49 anos. Tam- bém se notou grande participação da classe C nesse comércio. Em relação ao grau de escolaridade, pessoas com ensinos fundamental e médio são maioria (46%). Já no quesito renda, a faixa mais relevan- te é a de pessoas com ganhos de até R$ 3 mil (58,62%). Para finalizar, um dos pontos altos da pesquisa mostra que os números registrados no primeiro semestre contribuem para manter previsões positivas para todo o ano de 2013, que deve chegar ao final com faturamento de R$ 28 bilhões. Ficou impressionado com esses números? Nós também! Acredi- tamos que eles mostrem, mais do que nunca, que adotar uma es- tratégia on-line para seu negócio é item obrigatório. Uma boa pre- sença on-line pode reforçar muito as vendas, assim como criar certa proteção em tempos de flutuações econômicas. Lembre-se: quanto mais cedo você começar, mais cedo poderá colher os frutos. GiovannaLeal
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 17 //vitrine Até o fim do ano, duas grandes grifes italianas abrirão lojas próprias em Brasília. A Prada e a Dolce & Gabbana já estão alo- jadas na ala internacional do Iguatemi. Por enquanto, só é possível ver os tapumes. A ala conta com outras marcas de luxo, como Gucci, Tiffany & Co., Burberry e Hugo Boss. Na foto, a bolsa Prada Twin Pockets. O Igua- temiBrasíliaficanoLagoNorte,noCentrode Atividades4. Mais luxo Flutuaçãoe relaxamento Passar uma hora dentro de uma bolha, sem contato com os proble- mas e sem interferência da gravidade é realidade no Float Brasília. Em um tanque com mil litros d’água e 500 quilos de sais Epsom, o cliente flutua naturalmente. A tecnologia, exclu- siva em Brasília, promete reduzir dores provocadas por tensão mus- cular, melhorar a qualidade do sono e acelerar a recuperação de lesões. A sessão pode durar 1 hora ou 45 minutos. O spa oferece ainda pacotes promocionais e massagens. O Float Brasília fica no Centro de Atividades 7 do Lago Norte, lotes 8 e 9, na entrada da academia Headway. Telefone: (61) 3034.5044.www.floatbrasilia.com.br A Nardim Júnior Home, criada pelo arquiteto e decorador de mes- mo nome, está maior, mais organizada e com produtos novos. Agora, o ambiente de 650 metros quadrados está dividido em cinco seções: anti- guidades,presentes,objetosdedecoração,listasdecasamentoefestas. Osclientesganharam,ainda,umespaçoparadescansar,ouvirmúsicae tomar drinques. São mais de 1,5 mil itens de marcas como Marchesa by Lenox, Zanatta Casa e Voluspa. A Nardim Júnior Home fica na 409 Sul, noblocoC.Telefone:(61)3244.0588. Brasília ganha, em ou- tubro, mais uma opção de diversão noturna. A boate Noir Club chega com foco no bom atendimento. Os frequenta- dores que tiverem o aplica- tivo Snappin no smartphone poderão fazer o check-in, ter a comanda vinculada auto- maticamente ao seu cadastro virtual e não se preocupar em pegar filas no fim da festa. Com o aplicativo, vai ser pos- sível fazer o pagamento da conta pelo próprio celular. A Noir Club será inaugurada no Gilberto Salomão (SHIS QI 5), no Lago Sul. Balada tecnológica Compraorganizada Alan Santos Nina Quintana
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201318 Adão Gomes Pereira Nasceu em Ubá, Minas Gerais, há 70 anos. Veio para Brasília em 1960 para a inauguração da capital e acabou ficando. Casado, tem três filhos e três netos. Cursou ciências contábeis na UDF e trabalhou no comércio no início da carreira. Em 1975, criou uma empresa de maquinário para escritórios e outra de produtos de apoio para restaurantes e condomínios. Depois, fundou a DB Distribuidora (focada no setor de food service), com os seus filhos Heda e Danilo Valim, no Núcleo Rural de Ceilândia. Hoje, além da matriz, tem filial em Goiânia. Adriana Karina de Simões Muniz Ricci Nasceu em Brasília há 42 anos. É casada há 22 e tem três filhos. Formou-se em 1996 em administração pela Fundação Getulio Vargas. Fez pós-graduação em marketing também pela FGV. Administra a Lord Perfumaria com o irmão Marcus Vinicius. A empresa foi adquirida pela família na década de 1980. A perfumaria só cresceu. São nove lojas pela capital e também vende on-line. Em 2013, a marca fez um plano de expansão e pretende alcançar o número de cem franquias em todo o território nacional. Antonio do Valle Tem 70 anos e nasceu em Muriaé, interior de Minas Gerais. Veio para Brasília em 1960 para a inauguração da capital e ficou maravilhado. Seu primeiro emprego em Brasília foi de office boy em uma loja de móveis. Depois, trabalhou como frentista e garçom. Aproveitou as oportunidades da recém- inaugurada capital do País para virar despachante imobiliário. Logo depois, se tornou corretor de imóveis, área em que virou especialista, e montou sua própria empresa, a Antonio do Valle Empreendimentos Imobiliários. O Mérito Mercador Candan- go chega à sétima edição em 2013. Em 1° de outu- bro, no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, no Setor Empreendedores em evidência//Por Daniel Alcântara Hoteleiro Sul, a cerimônia marca o reconhecimento ao trabalho de 15 empresários que acreditaram no so- nho de Brasília e contribuíram para o seu desenvolvimento. prêmio Cristiano Costa Diego Bresani Cristiano Costa
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 19 Eunício Lopes de Oliveira Nasceu em Lavras da Mangabeira, no Ceará. Veio para Brasília em 1978. É senador da República desde 2011, pelo PMDB. Formado em administração de empresas pelo UniCeub, antes de entrar para a vida política presidiu empresas do setor de segurança privada. Chegou também a ser presidente da Fecomércio-DF e presidente da Federação Nacional de Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist). Tem 60 anos, é casado, tem quatro filhos e uma neta. Geraldo Tadeu Siqueira Nasceu na cidade de Itajubá, interior de Minas Gerais, e veio para Brasília na década de 1970. Morador de Taguatinga, tem 62 anos, é casado e tem três filhos. Começou a trabalhar no comércio logo após chegar à capital federal, na antiga Telebrasília. Depois de algum tempo, prestou serviços a uma empresa de ar-condicionado e há 33 anos resolveu montar seu próprio negócio em Ceilândia Norte. O nome do empreendimento é uma homenagem à sua cidade natal: Itajubá Materiais de Construção. Hilton Carvalho (in memoriam) Nasceu em dezembro de 1924 na cidade de São Joaquim da Barra, no interior de São Paulo. Chegou em 1956, antes da inauguração da nova capital da República. Em 1964, ele abriu a primeira loja HC Pneus. Atualmente, a marca é uma das líderes no segmento automotivo e conta com 50 filiais nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Casou-se em 1950 com Olga Crispim. A união lhe rendeu quatro filhos e 17 netos. Morreu aos 87 anos, em 2012. O evento é iniciativa da Fecomér- cio-DF. Tem o apoio do Sesc-DF, do Senac-DF, da empresa Qualicorp e do Banco do Brasil. No ano passado, 12 empreendedores foram lembra- dos. Desde sua criação, em 2003, o Mercador Candango homenageou 82 personalidades (veja o quadro a par- tir da pág. 20). O presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, diz que o prêmio valoriza os empresários do comér- cio, que alavancam cada vez mais o setor na capital do País. “Eles acre- ditaram em um sonho chamado Brasília. Mais do que isso: fizeram desse sonho razão para viver.” Para ele, essas pessoas representam a coragem, a determinação e o espí- rito empreendedor dos candangos, sejam pioneiros ou mais recentes. Das mais de 30 indicações feitas pelos sindicatos da base da Feco- mércio, 15 nomes foram escolhidos por uma comissão de notáveis for- mada pelos seguintes nomes: Iba- neis Rocha, presidente da OAB-DF; Álvaro José da Silveira, diretor da Fecomércio; Kátia Cubel, jornalista; Adirson Vasconcelos, jornalista, his- toriador e escritor; e Getúlio Lopes, reitor do UniCeub. “Trata-se de uma homenagem aos nossos bravos e nobres brasi- lienses. Em um País onde ter o pró- prio negócio significa superar uma avalanche de dificuldades, como a elevada carga tributária e a extrema burocracia, é preciso valorizar histó- rias de sucesso e exemplos de quem ajuda a transformar positivamente a realidade do Brasil”, justifica Santana. Assessoria de imprensa do senador Cristiano Costa Allisson Aragones
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201320 Jaira Saffadi Coca Nasceu em Córdoba, na Argentina, e foi criada em Buenos Aires. Casada, mãe de três e avó de cinco, é dona do Jaira Coiffeur. Cabeleireira profissional, a empresária de 61 anos já fez cursos na Argentina, na Inglaterra e na Holanda. Há 50 anos vive no País. Montou o seu primeiro salão em São Paulo. Depois de um ano, a argentina veio para a capital da República. Abriu um estabelecimento no Hotel Nacional e hoje corta cabelos e faz penteados em seu salão no Lago Sul. Jonas da Costa Freire Tem 49 anos, nasceu em Corumbá de Goiás e veio para Brasília em 1970. Aqui, graduou-se em jornalismo, mas a veia empreendedora falou mais alto. Foi trabalhar com o ramo de papelaria, depois começou a atuar no setor de turismo e construção. A partir do ano 2000, se aventurou no ramo de hotelaria, setor no qual permanece até hoje. Jonas é dono do Hotel Colorado, no centro da cidade de Taguatinga. É casado há 25 anos e tem dois filhos. JosE do PatrocInio Leal O médico de 72 anos nasceu em Surubim, Pernambuco. Formou-se no Recife e fez especializações no Rio de Janeiro e na França. Veio para Brasília na década de 1970. Quando chegou à capital, trabalhou no Hospital das Forças Armadas (HFA). Desde 1983, é presidente do Grupo Santa Lúcia, responsável pelos hospitais Santa Lúcia, Santa Helena, Prontonorte, Maria Auxiliadora e Renascer. É casado, tem cinco filhos e sete netos. Saiba quem já foi agraciado 1ª edição (2003) Adelmir Araújo Santana • Antônio Carlos Pires • Antônio José Matias de Sousa • Benedito Augusto Domingos • Claudio Oscar de Carvalho Sant Anna • Elson Cascão • Franklin Roosewelt de Oliveira • Gilberto Salomão • Hely Walter Couto • José Neves • Lindberg Aziz Cury • Maria de Moraes Barros (Dona Querida) • Miguel Setembrino • Mitri Moufarrege • Mohamed Khodr • Newton Egydio Rossi • Ney Carneiro • Oredio Alves de Rezende • Orlando Taurisano • Osório Adriano • Raimundo José Vasconcelos • Salvador Ferreira Mota • Simon Pitel • Staikos Georges Tzemos 2ª edição (2007) Antônio de Paula Pontes • Edmond Baracat • Getúlio Pinheiro de Brito • José Gomes Ferreira •Júlio Adnet • Kazuo Mizuno • Lourival Abadia Juvenal de Almeida • Roosevelt Dias Beltrão • Wanderval Calaça • Yoshiaki Onoyama Cristiano Costa Cristiano Costa Cristiano Costa
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 21 Laudenor de Souza Limeira Tem 80 anos, nasceu em Caruaru, Pernambuco, e veio para Brasília antes da inauguração da cidade. Tem três filhos e se formou em técnico contábil. Desde 1964, é sócio-diretor da Cascol Combustíveis, que faz parte de uma das maiores redes de postos do Distrito Federal e Entorno: a Rede Cascol. A empresa representa 91 postos de combustíveis e emprega mais de 2,5 mil funcionários. Luiz Maria de Ávila Duarte Nasceu no estado de Ohio, nos Estados Unidos, há 54 anos. Veio para o Brasil com 4 anos, quando seus pais decidiram voltar para o país de origem. Casado, tem três filhos e é formado em processamento de dados pela Universidade de Brasília, além de pós-graduado em didática e metodologia no ensino superior pela Universidade Católica e em sistemas da informação pela UDF. Há 23 anos, fundou a Cast Informática, na Asa Norte. Com filiais por todo o Brasil, a empresa presta serviços na área de tecnologia da informação. Paulo de Mendonça Maia Tem 82 anos e nasceu em Russas, no Ceará. Com espírito empreendedor, chegou a vender querosene quando jovem, pois em sua terra natal não havia energia elétrica. Em 1973, vendeu tudo que tinha e veio para Brasília. Comprou uma padaria com a esposa, Nadyr, e, com os filhos José Fagundes, César, Lurdes e Liduina Maia, expandiu os negócios. Na década de 1990, criaram o Super Maia, hoje com 15 lojas no DF e em Goiás. É dono do Grupo Santo Antônio, que administra padarias e uma fábrica de plástico e papel. 3ª edição (2008) Alberto Salvatore Giovanni Vilardo • Aurenir da Silva Macedo • Carlos de Oliveira Itacaramby • Gervásio Batista • José Alves Cardoso (Zé da Mata) • José Eustáquio Elias • José Paulo Sarkis • Luiz Pouso Martins • Mercedes Urquiza • Roberto Curi 4ª edição (2009) Dílson Fernando Barbosa • Edson Alves Rezende • Ennius Marcus de Moraes Muniz • Euzébio Pires de Araújo • Francisco Chiquinho do Beirute • Gilberto Amaral • Gilvan Farah • Hilton Pinheiro Mendes • Massae Tominaga • Olavo Pinto David • Pantelis Gean Gorgalas • Rogério Tokarski Cristiano Costa Cristiano Costa Arquivo pessoal
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201322 Ronaldo Martins Junqueira Nasceu em Buriti Alegre (GO). Veio para Brasília em 1961. Ingressou no jornalismo aos 18 anos, na Última Hora. Passou por veículos como Jornal do Brasil, Diário de Brasília, Revista Manchete e Correio Braziliense. De 1968 a 1970, foi sócio de uma pequena imobiliária. Em 1992, deu início ao projeto do Jornal da Comunidade. O Grupo Empresarial Comunidade emprega 220 pessoas e é formado ainda pela Revista Comunidade VIP, pelo Jornal Coletivo e pelo site Mais Comunidade. Tem 66 anos, é casado com Marisa Junqueira e têm quatro filhos. Ruben Parrilla Nasceu no Uruguai, na cidade de Canelones, há 73 anos. Veio para Brasília em 1975, quando assumiu a gerência do Hotel Eron. Projetou-se na cidade trabalhando na área de turismo e hotelaria. Tem experiência de 35 anos em promoção, planejamento, criação, realização e montagem de eventos e de mais de 40 anos em administração de empresas, com destaque para hotelaria internacional e turismo de eventos no Brasil, nos Estados Unidos e no Uruguai. Fundador e dono da Imagens Promoções. Sandra Costa Nasceu em Inhapim (MG), há 61 anos. Veio para Brasília em 1979. É cofundadora e diretora técnica do Grupo Sabin. Formada pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica da Universidade Federal de Minas Gerais, tem mestrado em ciências médicas pela UnB, MBA em gestão de negócios pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e MBA em gestão empresarial pela Fundação Dom Cabral. Em 2011, foi eleita uma das melhores gestoras de empresas do Brasil pela Revista Valor Executivas. Casada há 36 anos, tem três filhos e uma neta. 5ª edição (2010) Álvaro José da Silveira • Antonio Augusto Carvalho de Moraes • Edson Sebba • Elenita Crisci da Valle • Fernando Bizerra • Geraldo Vasconcelos • Heraldo Cunha Moll • José Aparecido Junqueira Guimarães • Nelson Serafim Cagali • Pedro Ribeiro (in memoriam) • Raimundo Dias de Souza • Sebastião de Carvalho Neto • Sebastião Lopes da Silva • Walter Machado 6ª edição (2011) Antonio Carlos Dias Noleto • Ari Cunha • Arnaldo Cunha Campos • Domingos de Freitas Ferreira • Janete Vaz • Kazuo Okubo • Nadja Regina V. Cavalcante Carvalho • Olimpio Hanashiro • Rodrigo Rios Amorim • Salvador Ferreira Mota • Sebastião Gomes da Silva • Wagner Canhedo Saiba quem já foi agraciado Cristiano Costa Cristiano Costa Cristiano Costa
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 23 //economia Como aperfeiçoar as concessões Raul Velloso Doutor em Economia pela Universidade de Yale (EE.UU). Atualmente é consultor econômico em Brasília Joel Rodrigues D epois de adiar o discutível trem-bala, e inaugurando o seu programa de conces- sões de transportes, o atual governo colocou em leilão as duas rodovias supostamente com maiores chan- ces de sucesso, mas, para uma de- las, a BR-262, que liga MG ao ES, deu “vazio” no dia de apresentação das propostas. Ou seja, mesmo cientes da importância das conces- sões de infraestrutura para a reto- mada dos investimentos e do cresci- mento do PIB, as autoridades ainda não conseguiram se encontrar no encaminhamento desse complexo assunto. E isso é verdadeiro desde 2007, quando foi leiloada a chamada fase dois das concessões rodoviá- rias, conforme pode ser visto no livro que escrevi com amigos especialis- tas há um ano e foi publicado pelo Inae (cópias podem ser obtidas pelo e-mail: raul_velloso@uol.com.br). Com efeito, o Estado parou de investir, e há muito vem concentran- do os seus gastos em pagamentos a pessoas, ou seja, previdência, pesso- al e assistência social. Com o tempo, foi desmontando a máquina que cui- dava dos investimentos e, com exce- ção do primeiro quinquênio pós-real, não se preparou adequadamente para a única saída à mão. Tratava-se de buscar associações com o setor privado, para substituí-lo na oferta de serviços nos segmentos em que a rentabilidade potencial dos negócios é suficiente para atraí-lo. Osprincipaisproblemasdaestra- tégia em vigor são a baixa qualifica- ção dos gestores públicos; a insistên- cia na imposição de tetos tarifários os mais baixos imagináveis – e não os mais baixos possíveis –; e um ri- tual do processo de concessões que, em face das dificuldades gerenciais, queima etapas indispensáveis (como apré-qualificaçãoeoexamedoplano de negócios dos candidatos privados) e até proíbe a apresentação dos in- dispensáveis planos de negócios nos leilões, ainda que os próprios bancos oficiais que deverão suprir os finan- ciamentos requeridos não abram mão de analisá-los. Cria-se, assim, enorme espaço para comportamen- to “oportunista” de concorrentes que oferecem preços baixos apenas para vencer os leilões e depois procuram obter concessões adicionais fora da disputa inicial. Aproveitam-se de que, politicamente, é muito difícil cancelar concessões de serviços públicos. A receita para aperfeiçoar o pro- cesso deve incluir principalmente a busca de tarifas (e retornos) realis- tas e a urgente qualificação da má- quina que lida com o assunto. Sem isso, todo o esforço de retomada do crescimento econômico do País re- dundará em vão. OEstadoparoude investir,ehámuito vemconcentrando osseusgastos empagamentosa pessoas,ouseja, previdência,pessoale assistênciasocial.
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201324 Mono mon Por Rodrigo Caetano Francisco: Um quarto de século em atividade No meio gastronômico, quem completa 25 anos precisa assoprar muitas velinhas para comemorar. O mercado pode ser trepidante. O ca- tarinense e descendente de italianos Francisco Ansiliero sabe disso e já enfrentou muitas marés em duas décadas e meia com sua rede de res- taurantes Dom Francisco. As casas conquistaramclientesfiéis,mantendo a tradição de oferecer pratos elabora- dos e saborosos, com bons azeites à mesa, além de uma bela carta de vi- nhos. O restaurante conta com uma das adegas mais completas da capital federal. São 1.520 rótulos de 25 países – 12 mil garrafas. Para comemorar estes 25 anos, lançou vinho próprio, que leva o nome do restaurante e já pode ser degustado em todas as ca- sas da rede. Produzido na Itália, o vi- nho Dom Francisco é importado pela Max Brands e oferecido em duas op- ções: o Barbera e o Barolo. //Dom Francisco Restaurante Asbac – SCES, trecho 2, conjunto 31 – (61) 3224.8429 ParkShopping – piso superior – (61) 3363.3079 402 Sul – SCLS 402, bl. B, lojas 5, 9 e 15 – (61) 3226.1816 Maceió Viagens gastronômicas Wanchako – O restaurante tem as mãos generosas da chef Simone Bert. Ela mistura ingredientes da cozinha peruana com a brasileira. Destaque para os tiraditos com lâminas de pescado curtidas na laranja, acompanhados de maionese de polvo e camarão com cebola curtida. //R. São Francisco de Assis, 93 – Jatiúca (82) 3377.6024 Picuí – Há mais de duas décadas fazendo história graças à sua carne de sol, o restaurante, comandado pelo chef Wanderson Medeiros, serve mensalmente duas toneladas de contrafilé de maneira primorosa. As entradinhas também são super-recomendadas. //Travessa Emilio Cardoso Filho, 1.140 – Jaraguá (82) 3223.8080 RafaelFontana
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 25 http://bloggastronomix.blogspot.com – rodcaetano@hotmail.com – www.facebook.com/sitegastronomix Pequeno guia de cervejas especiais O Brasil é o terceiro maior mercado para cervejas, atrás da China e dos EUA. E, cada vez mais, cresce a diversidade de rótulos com cervejas premium ou feitas artesanalmente. Lojas e clubes especializados oferecem opções como o mercado de vinho faz. Rótulos, países, blends, tipos de fermentação. O universo é fascinante e o Gastronomix faz um convite para você conhecê-lo. Seguem lojas que vendem cervejas especiais em Brasília: Boutique do Godofredo CLSW 101, bloco B, loja 54. (61) 3021.6500 Empório Soares e Souza CLN 212, bloco B, loja 3. (61) 3963.7022 Brilho Importados Feira dos Importados, bloco D, lojas 8 e 9. (61) 3037.4533 Super Adega SIA, atrás do Extra. (61) 3403.4700 Grote Market CLN 409, bloco A, loja 19. (61) 3201.0592 Scotch House CLS 403, bloco B, loja 28. (61) 3225.1153 Beer Selection Setor Hoteleiro Sul, quadra 6, conj. A, bloco F, Loja 56. (61) 3032.3285 Clubes de cerveja Oh my Beer ohmybeer.com.br Have Nice Beer www.haveanicebeer.com.br Clube do Malte www.clubedomalte.com.br Clubeer www.clubeer.com.br Sequência de tapas Uma tradição espanhola ganha mais um adepto na cidade. Depois de o Dona Lenha colocar em seu car- dápio um festival de tapas, agora o Versão Tupiniquim oferece sequência de tapas com 12 receitas em porções pequenas a R$ 39. A proposta é de renovar as tapas a cada 15 dias, mas a cestinha de berinjela com relish de mangaeoqueijodecoalhocomespu- mademelaçofiguramentreascandi- datas a permanentes. // Versão Tupiniquim 302 Sul, bloco C, loja 2 (61) 3322.0555 // Dona Lenha www.donalenha.com.br Genaro Macedo é um inquieto. Vive inventando novidades. As duas maisrecentessãodoishambúrgueres que entram no cardápio de seu café: o Steak Havaiano (R$ 31), 160 gramas de hambúrguer bovino, cheddar, gua- camole, tomate, cebola e teriyaki, e o Mássimo do Jazz (R$ 28), também com carne bovina, rúcula, queijo este- pe, muçarela de búfala, tomate seco e batata palha. Na casa há hambúrgue- res vegetarianos à base de legumes. // Genaro Jazz Burger Café 114 Norte, bloco A, loja 60 (61) 3273.1525 Mais duas estrelas
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201326 //instituto fecomércio //PorDanielAlcântara @if_df Inovação e pioneirismo O Instituto Fecomércio-DF oferece o curso de Auxi- liar de Serviços em Lim- peza e Manutenção. O objetivo é promover educação pro- fissional para formação de apren- dizes, com princípios pedagógicos norteados de desenvolvimento educacional, e foco em questões relevantes apontadas pelo mercado de trabalho. O instituto é pioneiro no curso no Distrito Federal, de acordo com a diretora-executiva do IF, Elizabet Garcia Campos. “Nós estamos sem- pre inovando na questão de apren- dizagem para atender à demanda de todos os setores. Agora estamos abrindo espaço para o segmento de limpeza e manutenção”, diz. O curso será formatado de acordo com exi- gências do Ministério do Trabalho e atenderá a todas as necessidades do estudante que pretende ingres- sar na área. Ela também ressalta que a cada ano o IF tem um salto no número de aprendizes. “Em 2011 tínhamos cerca de 570, em 2012 passamos para mil e já temos 1,1 mil. Com essa nova demanda, espe- ramos alcançar o número de mais de 1,5 mil aprendizes, o que significa muito para a instituição”, afirma Eli- zabet Campos. O curso será desenvolvido por meio de atividades que estimulem a participação ativa do aluno e a contextualização teoria-prática. Serão ensinadas noções de norma de segurança, noções de primeiros socorros, prevenção de combate a incêndio, prevenção e controle de riscos em máquinas e suas ins- talações, etc. Durante o curso, os alunos vão adquirir noções básicas de segurança no trabalho, além de interpretar as legislações e normas de segurança e os elementos bási- cos de prevenção de acidentes no trabalho. Instituto formará aprendizes para o segmento de limpeza e manutenção As aulas serão realizadas nos períodos matutino e vespertino. Serão 800 horas de curso – 400 de teoria e 400 de prática. Os interessados em participar da seleção devem ter no mínimo 18 anos e comparecer à sede do IF Estágio, das 9 às 18 horas, de segunda a sexta- feira (Setor Comercial Sul, Quadra 6, Ed. Jessé Freire, 5º andar). É necessário levar declaração de escolaridade, cópia da carteira de identidade autenticada ou original para conferência, duas fotos 3x4 recentes, comprovante de residência e cópia do CPF, além de apresentar a Carteira de Trabalho e Previdência Social. Mais informações: (61) 3962.2038 e 3962.2024. ElizabetCampos Diretora-executiva do IF AuxiliardeServiçosem LimpezaeManutenção “Em2011tínhamos cercade570,em2012 passamosparamile játemos1,1mil.Com essanovademanda, esperamosalcançaro númerodemaisde1,5 milaprendizes,oque significamuitoparaa instituição.”
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 27 //caso de sucesso @senacdf /senacdistritofederal //Informações:(61)3313.8877 //Por Sílvia Melo O sonho de passar em um concurso público acabou se transformando em depressão para Vania Lima de Almeida Matias, de 36 anos, que tentou por alguns anos e não conseguiu ser aprovada. Queria estabilidade e garantia de boa remuneração. Por indicação médica para sair do processo depressivo, decidiu fazer cursos, optando primeiro pela graduação e, em seguida, por cursos pro- fissionalizantes no Senac-DF. Após esse processo, con- seguiu a tão sonhada independência financeira. Mãe de três meninas, de 11, 15 e 18 anos, a moradora de Taguatinga Sul casou cedo, aos 16 anos, e logo teve a primeira filha. Trabalhava no comércio do pai, que faci- litava para que Vania tivesse tempo de se dividir entre o trabalho e os cuidados com a família. “Com ele dava para conciliarcasa,filhaseestudo.” Incentivada pelo marido, começou a se dedicar aos estudos para concurso público em 2000. Indecisa, muitas vezes desistia e retornava. Essa rotina durou dez anos, e a frustração a levou à depressão. “Eu não sabia o que que- ria.” Foi então que o médico sugeriu que ela fizesse cursos ouentrasseemumaacademia. Fez em 2011 os cursos de Depilação e Design de So- brancelhas na unidade do Senac em Ceilândia. Já fazia a faculdade de gestão de recursos humanos, em que se graduou. Não parou mais de se qualificar. Atualmente, faz três pós-graduações: Gestão Empresarial, Gestão de Pessoas e Docência do Ensino Superior. Também já investiu em cursos de ética profissional, administração empresarial, administração e produção, como gerenciar, como administrar dinheiro. No Senac, Vania encontrou sua vocação. “Decidi fazer esses dois cursos para cuidar das minhas filhas. No início, não pretendia trabalhar nessa área”, conta. Porém, a iden- tificaçãofoitãograndequeVanialogosurpreendeuafamília quandoainformoudadecisãodetrabalharnaárea. No fim de 2011, ela inaugurou o Espaço Íntimo. Fica no mesmo lote em que mora, mas em espaços diferentes. “Separei a loja da casa para minhas clientes ficarem à vontade.” Oferece design de sobrancelhas, depilação com cera e linha, limpeza de pele, massagem, banho de lua e permanente de cílios. O trabalho é personalizado, com hora Cristiano Costa marcada e serviços adicionais para agradar à clientela. Enquanto faz a sobrancelha, por exemplo, a cliente pode relaxarnocolchãomassageador. A empresária está realizada. Os sintomas da depressão ficaram no passado, junto da vontade de se tornar funcio- nária pública. “Estou muito bem, sou dona do meu próprio negócio,soufelizefaçooqueamo”,dizVania.Elapensaem dar aulas na área de beleza e prestar consultoria empresa- rial.“Tenhomuitosplanosesonhos,graçasaDeus.” //Sobreoscursos A próxima turma do curso de Depilador, de 200 horas, está prevista para se iniciar em 7 de outubro. As aulas são das 19 às 22 horas, no Senac Ceilândia. O interessado deve ter no mínimo 18 anos e pelo menos o 7º ano/6ª série do ensinofundamental.CustatrêsparcelasdeR$220. O curso Design de Sobrancelhas, de 20 horas, é ofereci- dopelasunidadesdoGama,deSobradinho,deTaguatingae doSetorComercialSul,nosperíodosdamanhã,tardeenoi- te. A primeira turma terá aulas nos sábados, a partir de 19 de outubro, das 8 às 12 horas, no Senac do Setor Comercial Sul.Paraparticipar,éprecisoternomínimo18anos,ensino fundamental completo e conhecimentos específicos de de- pilação.OinvestimentoédeR$110. Concurseira torna-se empreendedora Após estudar no Senac, Vania Almeida abriu clínica de depilação e estética
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201328 economia A alta da moeda norte-americana já chegou às lojas. Comerciantes tentam se adaptar para não perder vendas Vilão gringo//Por Marina Marquez D epois de atingir o maior valor dos últimos qua- tro anos em agosto, R$ 2,45, a cotação do dólar começa a se estabilizar, mas com valor bem diferente do vendido no começo de 2013, abaixo de R$ 2. Em 20 de setembro, fechou em R$ 2,21. Mas o efeito da valorização da mo- eda norte-americana já chegou aos comerciantes que trabalham com mercadorias importadas. Não tem jeito: é preciso muito jogo de cintura para driblar os efeitos da alteração no câmbio e não perder a clientela. A alta do dólar tem efeito dire- to sobre a inflação, os preços dos produtos em geral. “Para cada 10% de aumento no dólar, há impacto de 0,5% na inflação. Isso porque, quando as empresas usam maté- ria-prima importada, o preço dessa transação fica mais alto, e, claro, o preço do produto final aqui dentro tem que aumentar”, explica o es- pecialista em finanças públicas da Universidade de Brasília (UnB) José Matias-Pereira. É uma pista de mão dupla para a economia brasileira, segundo Ma- tias-Pereira. Favorece as empresas exportadoras, uma vez que o pro- duto nacional fica mais competitivo lá fora, mas encarece as importa- ções e provoca a inflação. “Política cambial tem os prós e contras. De maneira geral, é um impacto forte no campo da atividade comercial. Internamente, fortalece o turismo. No sentido contrário, desestimula o turismo externo. Resumidamente, o que ocorre é que alguns setores ganham, alguns perdem, e outros perdem muito”. Os que mais perdem são os segmentos que dependem da im- portação, seja de matéria-prima, seja dos produtos em si. “Na eco- nomia, não existe almoço grátis. Se o custo subiu, o empresário vai pre- cisar repassar isso para o preço”, diz Matias-Pereira. E quando o em- presário aumenta o preço, enfrenta duas situações. Uma é o impacto imediato de retração do consumi- dor, que não quer pagar mais. A outra é a perda de competitividade diante de firmas que colocam pro- dutos semelhantes em condições mais vantajosas.
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 29 “Amoeda estrangeiraestar maiscaranãoébom nemparamimnem parameucliente.” ThiagoOrsi TripStore //Ajustes O fato é que os preços nas lojas brasileiras já subiram. Desde maio, quando começaram as turbulências no mercado de câmbio, a situação começou a mudar. É o caso da Trip Store, agência de turismo de Thiago Orsi. De julho a setembro, o número de pacotes vendidos caiu pela me- tade, uma vez que a maior procura dos clientes dele é para destinos fora do Brasil, principalmente Esta- dos Unidos, Caribe, América do Sul e Europa. De acordo com o empresário, houve uma fuga inicial muito clara, e as operadoras de turismo lan- çaram diversas promoções para tentar driblar o efeito da moeda americana em alta. “As operadoras acompanharam a alta do dólar, mas reduziram a margem de lucro em um primeiro momento. Enquanto o dólar subiu uns 20%, o valor dos pacotes aumentou 10%, por exem- plo”, diz. Mesmo assim, o reflexo na demanda é inevitável. “Houve redução na venda efetiva de 50%. Muitos clientes tinham as férias pro- gramadas e começam a repensar os destinos, o momento de comprar. As pessoas continuam procurando, fazendo orçamento, mas aguardam um momento melhor para adquirir as passagens, reservar os hotéis”, explica. Orsi conta que foi preciso pla- nejamento para adaptar os serviços e tentar captar mais clientes para não diminuir o faturamento. Com a flexibilização das operadoras que oferecem os pacotes, ele facilitou as formas de pagamento. Um produto antes oferecido em cinco parcelas passou a ser vendido em dez. Além disso, investiu em propaganda e Fotos: Nina Quintana
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201330 outrasformasdecaptaçãodeclientes. Hoje, o empresário dá dicas para que as pessoas que procuram a agência também consigam econo- mizar e superar o dólar mais alto. “A moeda estrangeira estar mais cara não é bom nem para mim nem para meu cliente. Tentamos mostrar como diminuir o custo da viagem, com as compras, por exemplo. Além disso, falamos da importância de comprar o dólar aos poucos, em pequenas quantidades, para sofrer menos as variações”, ensina. Re- comenda também que se evitem compras no cartão de crédito para não ficar refém de diferentes taxas de câmbio. A valorização da moeda ameri- cana acaba acarretando maior pro- cura por destinos nacionais. Matias -Pereira, da UnB, explica que uma janela de oportunidades se abre para o turismo brasileiro. Ao mesmo tempo, se o País não tiver capacida- de de aproveitar isso e ofertar boa qualidade de produtos e serviços, a janela vira problema. “Quando exa- minamos algumas faixas de renda, verificamos que quem tem nível alto é indiferente ao dólar mais alto ou mais baixo, em relação ao real. São pessoas que vão continuar viajando, gastando, dentro ou fora do Brasil. Agora, a classe média em geral começa a se voltar para o produto nacional. Começa a consumir bens que estão aqui dentro, viagens ofe- recidas aqui dentro, se houver oferta que o satisfaça, claro.” O especialista em finanças do Ib- mec-DF e estrategista da JK Capital José Kobori diz que, em alguns ca- sos, o dólar mais alto pode forçar al- gumas pessoas a adquirir no Brasil o que esperavam para comprar em viagem ao exterior. “É uma coisa que acontece, mas pouco. Se a pessoa ia para os Estados Unidos, juntava o dinheiro para comprar óculos, no- tebook, smartphones. Se depois de- siste e não vai mais viajar, vai deixar de adquirir algumas coisas que não R$2,45 Amaiorcotaçãodo dólarnosúltimos quatroanos foi registradaemagosto. eram tão importantes, mas outras vai pagar para ter mesmo assim”, esclarece. Nesse momento, talvez invista em um produto mais em con- ta, considerando que os preços no Brasil são normalmente mais altos. //Quase sem saída Por trabalhar em um setor de- pendente de matéria-prima impor- tada, a empresária Márcia Matos, da Tecnótica, não teve como não repas- sar para os produtos o efeito da alta do dólar. As tabelas recebidas dos fornecedores em setembro já vie- ram com reajustes de 5% a 10% nos preços. “Mesmo o produto sendo fabricado no Brasil, a matéria-prima vem de fora e ele é afetado direta- mente. Nós não temos muito para onde fugir. Tentamos facilitar no prazo, na forma de pagamento, mas o preço acaba sendo elevado”, diz. Márcia explica que a empresa precisou se adaptar e adiar alguns investimentos. A empresária tem hoje cinco lojas no Distrito Federal e 25 funcionários e afirma que o es- forço é para evitar demissões e ou- tros reflexos da situação econômica difícil. “Estamos percebendo que a economia como um todo passa por um processo complicado. É infla- ção, alta do dólar e cautela maior do consumidor de modo geral para gastar. Um cliente que chegava e comprava um valor X agora compra um pouco menos e busca produtos mais em conta. Isso tem efeito di- reto no que chamamos de tíquete médio e no faturamento da empre- sa”, lamenta. //Cenário ruim Diferentemente de 2008 e 2009, quando o dólar atingiu R$ 2,47 devido à instabilidade da economia mundial e da situação de crise dos Estados Unidos, hoje a alta do dólar é estrutu- ral, segundo os especialistas, e deve permanecer no patamar de R$ 2,30, variando pouco e se mantendo em alta. A valorização perante o real se
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 31 dá tanto pelo cenário de recuperação da economia dos americanos como pela difícil situação econômica por queoBrasilestápassando. “Agora, a questão é estrutural. O mercado americano está melhoran- do, tem mais liquidez. O nosso país, por sua vez, não apresenta o melhor dos cenários”, diz José Kobori. Se- gundo o especialista em finanças, são várias as questões que afastam o investidor estrangeiro e criam o que os economistas chamam de fuga de capitais, que é a saída de dólares da economia brasileira, diminuindo a oferta e, consequente- mente, elevando os preços da moe- da americana. “A crítica que o Brasil recebe, principalmente do investidor in- ternacional, é que somos um país muito intervencionista. Além disso, vivemos um momento de economia com crescimento baixo”, explica, “Tentamosfacilitar noprazo,naforma depagamento, masopreçoacaba sendoelevado.” MárciaMatos Tecnótica destacando a pequena evolução do produto interno bruto, a inflação e parâmetros regulatórios desfavorá- veis para os estrangeiros. Kobori aposta na estabilização do dólar até o fim do ano e não vê chances de que a taxa de câmbio dólar/real volte ao patamar registra- do no início de 2013. Só neste ano, a moeda subiu mais de 19% – mais de 7% só em agosto. Será preciso adaptação cons- tante para superar os efeitos que o dólar alto pode causar na economia, diz José Kobori. “Não é à toa que dizem que o Brasil é para profissio- nais. Com a alta carga tributária, o repasse do câmbio mais alto para o consumidor acaba sendo maior até que o reajuste do dólar. Os empre- sários terão que pensar em diversos cenários e ter uma gestão empresa- rial preparada para essas adversida- des”, aconselha.
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201332 Mono mon Só a parceria da FECOMÉRCIO-DF com a Qualicorp proporciona a você, Empregador do Comércio e sua família, acesso aos melhores planos de saúde pelo menor preço. • A solidez e a experiência de algumas das mais reconhecidas operadoras do Brasil. • Os hospitais e clínicas mais conceituadas do país.1 • Os mais modernos laboratórios.1 • Livre escolha de prestadores médico-hospitalares com reembolso.2 Acesso à saúde de qualidade para o Empregador do Comércio viver melhor. Menor preço: em comparação a produtos similares no mercado de planos de saúde individuais (tabela de agosto/2013). ¹ De acordo com a disponibilidade da rede médica da operadora escolhida e do plano contratado. ² Conforme condições contratuais. A disponibilidade e as características desse benefício especial podem variar conforme a operadora escolhida e o plano contratado. Planos de saúde coletivos por adesão, conforme as regras da ANS. Informações resumidas. Os preços e a rede estão sujeitos a alterações, por parte das respectivas operadoras, respeitadas as disposições contratuais e legais (Lei no 9.656/98). Condições contratuais disponíveis para análise. Outubro/2013. pelo Os melhores planos menor preço. ANS nº 326305 Amil: ANS nº 403911 Golden Cross: SulAmérica: ANS nº 417173 Qualicorp Adm. de :Benefícios
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 33 Ligue e confira: De segunda a sexta, das 9 às 21h, e aos sábados, das 10 às 16h. www.economizecomaqualicorp.com.br
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201334 //direito no trabalho E-mail corporativo pode ser supervisionado pela empresa Cely Sousa Soares Consultora empresarial da Fecomércio-DF Joel Rodrigues O mundo virtual tem os seus conflitos, gerando direitos e deveres para seus usuá- rios, e no mundo do trabalho não é diferente. Um exemplo a ser citado é a decisão recente do Tribunal Su- perior do Trabalho que considerou permitido o controle das mensagens enviadas e recebidas pelo emprega- do através do e-mail da empresa e dos arquivos de computadores, in- clusive para obter provas por justa causa, desde que o correio eletrôni- co seja corporativo. A grande questão discutida é a colisão do direito de sigilo das cor- respondências, dos dados, direito à intimidade e à privacidade do em- pregado garantido pela Constituição Federal no art. 5°, e o direito potes- tativo do empregador de fiscalizar as atividades exercidas pelo emprega- do e controlar o bom uso das ferra- mentas de trabalho. A garantia da inviolabilidade da esfera privada, no âmbito das correspondências e da intimidade, está ligada à própria vida privada. Só que, embora o privado seja fun- damental para o desenvolvimento biológico e para a satisfação das necessidades vitais da pessoa hu- mana, na seara profissional há re- gras que superam essa garantia na medida em que são previamente e claramente estabelecidas. É que, segundo o entendimento do TST, o e-mail corporativo é ferra- menta de trabalho e, portanto, deve ser usado apenas profissionalmen- te, não sendo permitido o uso para fins pessoais e particulares – o que autoriza o empregador a ter acesso a todas as mensagens e os conteú- dos dos e-mails do empregado. A justificativa é que nesse caso não há privacidade ou intimidade a ser protegida, podendo o e-mail e os computadores serem monitorados. A exigência é que o empregador es- tabeleça regras claras sobre o uso dessas ferramentas, avisando pre- viamente que o e-mail e o computa- dor foram disponibilizados somente para assuntos e matérias relativos ao serviço e que haverá supervisão sem a necessidade de permissão do empregado. A grande questão é que nesses casos a Justiça do Trabalho reconhe- ce que o empregador tem o poder de fiscalização sobre os instrumentos de trabalho do empregado, como é o caso dos computadores e e-mails corporativos, quando estes são co- locados à disposição do empregado somente com a finalidade de realizar os serviços contratados. É um avanço, já que não é inco- mum empregados confundirem am- bientes virtuais de trabalho com o seu pessoal, ao fazer acesso a redes sociais ou usar e-mails corporativos para fins particulares.
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 35 artes cênicas @sescdf /sescdistritofederal Uma semana espetacular Mostracompetitivada10ªediçãodoPrêmioSescdo TeatroCandangoseráde25deoutubroa2denovembro //Por Ana Paula Oliveira E m nove edições, foram mui- tos os artistas brasileiros re- conhecidos ou revelados pelo Prêmio Sesc do Teatro Can- dango. A lista é enorme. Contempla nomes como Paulo Goulart, Nicette Bruno, Milton Gonçalves, Hugo Ro- das e Nathália Timberg. O brasilien- se Juliano Cazarré, um dos prota- gonistas da novela Amor à Vida, da Rede Globo, também foi premiado. Foi o melhor ator da edição de 2005, com o espetáculo Adubo. Resta sa- ber agora quem serão os vencedo- res de 2013. A expectativa é grande. A 10ª edição da mostra competi- tiva ocorrerá de 25 de outubro a 2 de novembro, no Teatro Sesc Garagem (913 Sul), sempre às 20 horas, com entrada franca. O público poderá assistir a sete espetáculos selecio- nados pelo Sesc. Em 5 de novembro, os vencedores serão conhecidos e premiados em uma solenidade. Desde 2004, o Prêmio Sesc do Teatro Candango revela talentos e incentiva a divulgação dos trabalhos cênicos de companhias teatrais do Distrito Federal. O objetivo é demo- cratizar o acesso à cultura, fomentar as artes e incentivar os profissionais do teatro. Os melhores espetáculos serão premiados com troféus e va- lores em dinheiro, que podem che- gar a R$ 6 mil. São nove categorias: peça, direção, ator, atriz, figurino, cenografia, sonoplastia, iluminação e dramaturgia. O total de prêmios distribuído pelo Sesc neste ano será de R$ 20 mil. O coordenador cultural do Sesc- DF, Rogero Torquato, destaca a im- portância do incentivo aos artistas locais. “São dez anos de grandes revelações. Um dos exemplos mais evidentes é o caso do ator Juliano Cazarré, que participou do prêmio e, em pouco tempo, alcançou gran- des resultados. Além disso, artistas que antes não tinham esperanças têm a oportunidade de investir na carreira”, afirma. //Frio na barriga Somente peças teatrais produ- zidas em Brasília, direcionadas ao público adulto e que não tenham participado de outras edições do prêmio participaram da seleção. Cada grupo teatral pôde inscrever até dois trabalhos. As inscrições fi- caram abertas até 27 de setembro. Alexandre Ribondi é autor e di- retor do espetáculo Cru, vencedor de diversas categorias da edição de 2010 do Prêmio Sesc do Teatro Candango. “A competição do Sesc foi essencial. Por meio dela, meu trabalho como autor e diretor pôde ser apresentado em vários pontos do País.” Ribondi confirmou participação nesta edição. “Já estou me prepa- rando para, mais uma vez, sentir aquele velho e bom friozinho na barriga durante a competição”, diz. O espetáculo Cru foi adaptado para o cinema e escolhido como melhor filme no Festival de Brasília do Cine- ma Brasileiro em 2011. Que vençam os melhores. Máquina de Gargalhadas, da Cia. Teatro de Açúcar, participou da edição de 2009. Hugo Pereira
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201336 planejamento Fim de ano sob controle Oquepodeserfeitoagoraparaprepararsua empresaparaacorreriaqueseaproxima // Por Elton Pacheco A falta de planejamento, às vezes, pesa mais na consciência do que no bolso dos empresários. É comum não se planejar e se arre- pender. No período em que há maior movimento e correria de clientes, isso pode significar muita dor de ca- beça. “No Brasil, o dono do negócio está mais preocupado em apagar o fogo momentâneo, sanar o proble- ma, geralmente financeiro, do que em antecipá-lo”, afirma a coordena- dora do curso de Gestão Comercial e Marketing da Faculdade Senac, Graciele Barroso. Ainda dá tempo de se organi- zar? Segundo o especialista em fi- nanças Márcio Iavelberg, da Blue Numbers Consultoria Empresarial, sim, mas tem de ser logo. Antes de fazer qualquer plano, é preciso sa- ber como anda a saúde financeira da empresa. “O empresário precisa escrever todas as necessidades e despesas de cada mês até o fim do ano, ou seja, ter controle do fluxo de seu caixa.” Identificando tudo a ser recebido e a ser gasto, é possível saber o que comprar, quando e como pagar e o que vender, como parcelar e quando desistir da venda. Ter dinheiro, po- rém, não significa por si só motivo para gastá-lo. “É muito comum o empresário administrar a empresa pelo caixa. Achar que tem dinheiro na conta e pode gastar é um erro grande”, afirma Iavelberg. Fotos: Nina Quintana
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 37 Apesar de ele fazer parte do calendário de toda empresa, há quem ainda trate o 13° salário como despesa extra de fim de ano. Uma das maneiras de evitar dor de cabeça é o que se chama de provisão. Ao longo do ano, desde janeiro, deve-se separar um doze avos do gasto com a folha de pagamento e guardar o valor numa aplicação. É sim- ples, mas algumas vezes já é difícil garantir o pagamento da folha, e não sobra dinheiro para essa reserva. Ou, quando sobra, há urgên- cias que vão empurrando o 13° para o fim do ano mesmo. Outra pos- sibilidade é pagar 50% do 13° já em junho. Assim, sobra para o fim do ano só metade da conta. Para quem deixou mesmo para última hora, restam poucas alternativas. “Uma é apertar um pouco mais o cinto e guardar até três vezes mais o que deveria, uma vez que terá só setembro, outubro, novembro e dezembro”, diz o especialista em finanças. Outra alternativa é recorrer ao capital de giro que os bancos costumam oferecer nesta época justamente para cobrir o 13º salário. 13° salário Se o seu negócio requer aumento de estoque no fim do ano, é preciso começar a fazê-lo agora, mas com cautela. “Não dá para estocar demais justamente para não correr o risco de ficar com o estoque parado. O empresário precisa tomar muito cuidado para não exagerar na compra e perder dinheiro depois”, ensina Paulo Vicente, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral. De acordo com ele, no melhor dos cenários, a orientação é receber à vista do con- sumidor e parcelar o pagamento para o fornecedor. “Essa é a regra de ouro das finanças. Se, ao fazer estoque, o empresário conseguir fazer isso, é sempre a melhor saída”, explica. Se a negociação, pelo contrário, for em cima da hora, perdem os dois, o empresário, que terá de repassar os custos, e o consumidor, que pagará mais caro. Não é bom deixar para comprar em novembro. Segundo Márcio Iavelberg, a mercadoria comprada do fornecedor naquele mês só voltará em dinheiro para a empresa nos primeiros meses do ano seguinte. “Até lá, quem banca? Os fornecedores, em geral, dão prazo de um mês, e o empresário que deixa para estocar em novembro paga mais caro. É preciso ter em mente que, quanto antes comprar, mais cedo o dinheiro vai entrar na empresa.” Estoque Hoje com 30 funcioná- rios, a dona da Spa & Cia., Gizelle Monteiro, já sabe que terá 40 até novembro – o do- bro do que tinha no fim de 2012. No ano passado, ela e o marido, Pedro Vasco, enca- raram a demanda do período mais movimentado às escu- ras. A falta de planejamento resultou em muita dor de cabeça e menos dinheiro. “Deixamos de faturar pelo menos 30% do que podería- mos se tivéssemos nos orga- nizado”, revela a empresária. Para não repetir o erro, que dói até hoje na consciência, o planejamento começou mais cedo neste ano. Os dois bus- caram ajuda de um contador especializado em auditoria financeira. “Ele nos mostrou que, ao planejar, nós pou- pamos dinheiro e corremos menos riscos.” O processo de seleção, que leva até um mês e meio, já começou. “Preciso de equipe, mas de equipe de qualidade, trei- nada, pronta para atender à demanda. Se não tiver, nada feito”, diz Gizelle. O risco de deixar para cima da hora, segundo o professor Paulo Vicente, da Fundação Dom Cabral, vai além de perda nas vendas. “Se o atendi- mento por parte desse novo funcionário for ruim, pode criar imagem negativa para os clientes ou até a ausên- cia de resultados”, explica. Resumindo: é investimento jogado no lixo. Novas contratações
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201338 Essas contratações não precisam, necessariamente, ser feitas para quitar dívidas. Podem ser úteis ao planejamento. “Ao saber que determinado mês será mais fraco, o empresário pode ir ao banco con- versar. Se deixar para a última hora, vai entrar no cheque especial”, diz Iavelberg. Quando a coisa aperta, uma saída pode ser a chamada antecipação (ou desconto) de recebíveis. Na prática, trata-se de trans- formar duplicatas de venda a prazo, vendas parceladas no cartão de crédito ou de cheques pré-datados de clientes em capital para saldar as contas. “Uma grande vantagem da antecipação é que o empresá- rio não está pegando algo emprestado de alguém, mas usando algo que já é da empresa, simplesmente antecipando datas e pagando por isso”, explica o consultor. Os juros para esse tipo de operação são de- finidos pelos bancos. No Banco do Brasil, por exemplo, é de 3,59%. Na Caixa, 4,3%. Para o cheque especial, a taxa média cobrada é de 7,98%, segundo dados de agosto do Banco Central. O professor da Fundação Dom Cabral Paulo Vicente não acha que seja a melhor saída. “Se vai ser bom ou ruim, depende da situação da empresa, não existe regra fixa. Em geral, não vale a pena.” Empréstimos Confraternizações e brindes para os clientes Muitas empresas do DF usarão o fim deste ano como espécie de laboratório para a Copa do Mundo no Brasil, no meio do ano que vem. Segundo Graciele Bar- roso, da Faculdade Senac, quem se prepara já poderá ter funcionários bilíngues e cardápios adaptados nos restaurantes, por exemplo. “A preocupação hoje é com o evento e como ele vai ter impacto no comércio do DF. A Copa das Confederações, em junho, mostrou muitas deficiências nesse sentido. Os empresários estão se planejando para ver resulta- dos já no fim deste ano”, diz. A orientação dela é de que, junto com a reserva feita para o 13° salário, o empre- sário tire uma quantia que ache plausível para capaci- tar o funcionário, melhorar o aspecto visual da empresa e até a estrutura. “Assim, o fim do ano será com lucros e sem dor de cabeça.” Copa doMundo “Nós separamos uma verba todo ano para realizar a confraternização de fim de ano com os nossos funcionários. A festa ocorre em algum clube da cidade e abrimos o evento para os familiares também, com tudo pago”, afirma Régia Rezende, sócia-proprietária da Evviva Bertolini, loja de mó- veis e armários planejados. Na empresa, o planejamento para a confraternização começa até 12 meses antes. Em relação aos brindes, é preciso colocar no papel os custos. Se o empresário não quiser gastar, existe sempre a possibi- lidade de permuta, como a negociação com o fornecedor de algum tipo de suvenir. “Vale a pena, mas só se não perder muito tem- po com a negociação. Tempo é dinheiro”, afir- ma Paulo Vicente.
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 39 Anúncio Sebrae
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201340 //doses econômicas Por detrás da produtividade: informação, tecnologia e inovação A economia brasileira vem apresentando reduzido crescimento da produtivi- dade. É necessário entender o elo da economia criativa com o au- mento da produtividade, para defi- nir políticas que possam retomar o crescimento. A economia criativa é constituída por atividades econômi- cas que reúnem o tripé informação, tecnologia e inovação. Os ganhos de produtividade são baseados na acumulação de conhecimento, que influencia custos e lucratividade das empresas. O processo de inovação trans- forma conhecimento em tecnologia. As empresas buscam estratégias de inovação que possam ampliar produtividade e reduzir custos. O in- vestimento é endógeno ao processo de inovação. Porém, empresas que investem mais nem sempre são aquelas que mais inovam, uma vez que, pela natureza do investimento, há um grau enorme de incertezas, no sentido keynesiano. A decisão de investir na busca por novas trajetó- rias tecnológicas, quando mal-su- cedida, leva ao aumento de custo no curto prazo, podendo reduzir a ca- pacidade de investir. A competição entre os agentes cria um ambiente propício ao investimento e, conse- quentemente, à inovação. A abordagem estática das van- tagens comparativas de que as economias se especializam na produção em que se encontram os menores custos de oportunidades não se aplica num ambiente “ino- vativo”, capaz de alterar sucessi- vamente os preços relativos dos insumos. Numa visão dinâmica, a criatividade é capaz de gerar novas informações, que realimentam o conjunto de ideias. As novas ma- neiras de olhar para os problemas, bem como enxergar oportunidades, são marcantes na economia cria- tiva. O setor empresarial reorga- niza o conhecimento, no intuito de potencializar riqueza, emprego e produto, explorando a propriedade intelectual e a eficiência produtiva. Repensar o crescimento da pro- dução na economia brasileira passa a criar um ambiente favorável a ne- gócios e conhecimento. A indústria criativa tem papel importante nos ganhos de produtividade e criação de empregos. Porém, as políticas públicas precisam atacar o principal elo que está por detrás dos ganhos de produtividade: ampliar o investi- mento em educação. O investimen- to educacional é base na política de inovação. Enquanto as políticas não forem direcionadas à promoção do conhecimento, não se poderá pen- sar em crescimento sustentável e, assim, a produtividade da indústria nacional se manterá no eterno voo de galinha, sempre baixo e oscilante. José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho Bacharel em economia pela UFMG, mestre em economia aplicada pela UFV e doutor em teoria econômica pela Unicamp. Pesquisador do Ipea (jose.vieira@ipea.gov.br) Cristiano Costa Parceria:
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 41 //empresário do mês //Por Fábio Setti Conheça a história de Marcilea Quintão, dona de um salão só para pequenos clientes O ofício de cabeleireiro pode ser delicado. Se lidar com um cliente contrariado já não é fácil, imagine quando este re- solve chorar ou espernear. Marcilea Couto Quintão, de 41 anos, não se abala. Há 25 anos, ela corta os ca- belos de crianças e bebês. E não há manha que a faça mudar de fregue- sia. “Cortar cabelo de adulto é muito mais complicado.” Foi em 2000 que ela abriu um salão especialmente para o público infantil, o Cabelo de Anjo. Em 2011, o estabelecimento passou a se cha- mar Cabelo Kids, uma vez que ela não tinha registrado o nome anterior. O salão funciona na 402 Norte e a proprietária é a única cabeleireira. “Cortar cabelo de criança é delicado. Se houver mais de um funcioná- rio, as crianças se estressam e um cabeleireiro acaba atrapalhando o outro”, justifica. Marcilea conta com uma recepcionista para cuidar da agenda, sempre mais cheia nos fins desemana. O salão recebe de 5 a 15 peque- nos clientes por dia. Ao final do corte, um pirulito ou outro doce é dado à criança. A sala comercial tem duas cadeiras para os clientes, em forma- to de carrinho e de cavalinho, pare- des coloridas, pufes e brinquedos. Marcilea diz que não existe padrão de tratamento, tudo depende da criança. Muitas vezes o serviço é fa- cilitado pelo uso de distrações, como doces, televisão, tablets, DVDs e videogames.“Antigamente era muito mais complicado, hoje em dia temos tantas tecnologias, qualquer coisa distraiamentedacriança”,diz. A experiente cabeleireira diz que cortar cabelo de criança requer, além de prática e habilidade, muita paci- ência. Ao contrário do que a maioria pensa, o primeiro corte não é o mais traumático. “Apesar de as mães ficarem apreensivas, normalmente é mais fácil”, diz. O salão tem um cer- tificado do primeiro corte, que vem acompanhadodeumamecha. O mais difícil, diz, é lidar com bebês entre 1 e 2 anos, idade em que aprendem a fazer manha, in- dependentemente de ser menino ou menina. Nestes anos, reuniu histórias curiosas. Certa vez, uma mãe argentina levou o filho recém- nascido ao salão e pediu que Mar- cilea raspasse o cabelo do bebê. Não sabia que era tradição naquele país. Confessa que ficou um pouco assus- tada por se tratar de um neném de apenas cinco dias cortando o cabelo, mas adorou a experiência. Nina Quintana Com sabor de pirulito //Defamília Trabalhar com o público infantil nunca foi novidade para Marcilea, que começou a carreira em salões da própria família aqui no DF, tam- bém especializados em crianças. Ela foi criada nesse meio, desenvolveu gosto e facilidade para trabalhar no ramo. Optou por fazer cursos fora de Brasília. O primeiro, feito em SP com 16 anos, foi decisivo para que ela soubesse que desejava seguir a pro- fissão. O segundo, com seis meses de duração, em Vila Velha, Espírito Santo,acolocoudeveznomercado. Em 1992, abriu um salão em Itu- tinga (MG). Durou dois anos, pois ela não gostou da experiência de aten- der adultos. Resolveu então voltar a Brasília e inaugurar seu salão infan- til. Diz ser muito gratificante traba- lhar com uma clientela tão especial. “Muitas vezes ouvi crianças falando que querem brincar de Marcilea e cortar cabelos.”
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201342 mercado //Por Naiara Leão No meio do caminho... Osquiosquesestãoemtodolugar.Nos shoppingsConjuntoNacional,Liberty Mall,BrasíliaShoppingePátioBrasil,que integramoprojetoComércioCopa2014,do Sebrae-DF,representamemmédia10% dosestabelecimentos.Saibaquaissãoas particularidadesdosquiosqueseconheçaa experiênciadequemprosperou O quiosque é especialmente atrativo para iniciantes por- que custa bem menos que uma loja. O investimento em uma franquia em quiosque, por exem- plo, varia de R$ 60 mil a R$ 300 mil, enquanto uma loja convencional de shopping custa de R$ 500 mil a R$ 1 milhão. Os dados são da Associa- ção Brasileira de Franchising (ABF). Além disso, o aluguel é reduzido em função do espaço. A manutenção do quiosque é de duas a três vezes mais barata do que a da loja. Cada shopping tem uma política, mas em geral o quiosque paga taxa única, enquanto lojas têm extras relativos ao fundo de promo- ção, água, energia elétrica. Nas pra- ças de alimentação, soma-se ainda a taxa de limpeza das mesas. De acordo com Daniel Plá, ad- vogado e professor de varejo da Fundação Getulio Vargas e ex-presi- dente da ABF, o investimento inicial é menor principalmente por causa das luvas. Os shoppings não costu- mam cobrá-las de quiosques, mas de lojistas com contratos superiores a cinco anos. O valor varia geralmen- te de R$ 100 mil a R$ 500 mil. A Lei 8.245/91, Lei das Locações, proíbe a cobrança de luvas na renovação, mas não no primeiro contrato. //A permanência Os contratos de aluguel são cur- tos – de um mês a dois anos. No caso das lojas, costumam ser de cinco anos ou mais. “O lojista é pressiona- do a sair o tempo todo. Ou para uma loja, mais cara, ou para outro ponto. Isso acontece quando ele começa a ganhar dinheiro e o público passa a saber onde ele está”, diz o ex-presi- dente da ABF, Daniel Plá.
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 43 A duração dos contratos costuma ser curta porque o lojista ganha preferência na renovação do aluguel a par- tir do quinto ano no mesmo local – o que na prática se transforma no direito de ocupar o ponto indefinidamen- te. “Isso está tão consolidado que, quando não acontece amigavelmente, o lojista entra na Justiça, que sempre lhe garante a manutenção do espaço”, diz Plá. Entre os shoppings, entende-se que o espaço dos quiosques é público. “É um espaço de circulação livre e precisaremos movimentá-lo eventualmente para re- alizar um evento ou até uma obra”, diz Geraldo Mello, superintendente do Brasília Shopping. O tratamento é diferente no caso de franquias conso- lidadas, especialmente de grandes marcas, como McDo- nald´s, que oferecem apoio ao franqueado nas negocia- ções com o shopping. Nesse caso, a lógica se inverte. As mais famosas exigem garantia do ponto por até 20 anos antes de se instalar. //O negócio Alguns segmentos se adaptam melhor aos quiosques do que a lojas maiores. Os mais comuns nos shoppings assessorados pelo Sebrae-DF são de acessórios, como óculos, joias e relógios, de perfumaria, de celulares e de alimentação. São compras de itens pequenos e não mui- to caros, feitas por impulso, explica Daniel Plá: “O que se vê é a bijuteria, o doce, o salgadinho. Não dá certo para vender roupa sofisticada, mas para sapatinhos de bebê, bonés e mochilas, sim”, compara. O diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), Luis Augusto Ildefonso da Silva, acrescenta um ponto. “O produto tem que ser pequeno. Senão, o proprietário vai ter que arcar com uma logística de estoque”, argumenta. Para a empresária Helena Montianini, a possibilida- de de chamar mais a atenção do público foi decisiva ao optar por um quiosque quando abriu, em 2010, um ponto de venda de suvenires no Brasília Shopping, o Brasília Conceito. “Temos produtos de pequeno porte, variados. Com as quatro vitrines podemos mostrar que são dife- renciados de outras lembrancinhas porque têm cara contemporânea.” O quiosque foi criado especialmente para a marca. As vitrines e os balcões são independentes e têm rodi- nhas, para que as pessoas possam circular entre eles e também para que se mude sua disposição de tempos em tempos. “O turista está acostumado a ver suvenires sempre em quiosques. A ideia era que mais pessoas nos vissem”, diz Helena, que também driblou o problema do estoque. “As vitrines têm armários embaixo em que dá para guardar algumas coisas. Mas todos os dias verifico o que falta e trago no dia seguinte”, diz Helena, que man- tém um depósito fora do shopping, que sai mais barato do que alugar um espaço no subsolo, como fazia antes. Muitos shoppings oferecem essa infraestrutura interna de apoio, com depósitos, cozinha, refeitório e vestiários, sem necessidade pagar mais taxas. //O lugar Um ponto importante para qualquer negócio é a lo- calização. No caso do quiosque, o shopping deve ter o mesmo público-alvo do produto que será vendido e, uma vez ali, o ideal é que fique num ponto com alta circulação. Mas essa escolha não depende só do comerciante. “Há seleção muito criteriosa de quem vai ocupar esses pon- tos. Quando o empresário nos procura, avaliamos pri- meiro o projeto, o produto, a apresentação do quiosque e se tem uma equipe bacana. Há também uma política de equilíbrio do espaço do mall. A parte financeira vem num segundo momento”, afirma o superintendente do ParkShopping, Marcelo Martins. O superintendente do Brasília Shopping, Geraldo Mello, confirma. “O quiosque deve agregar ao mix do mall, nunca competir. Se disputa com lojistas já estabe- lecidos, vamos procurar uma localização que não bata de frente ou, dependendo do caso, não vamos implan- tá-lo”, explica. O quiosque tem as mesmas obrigações administra- tivas das demais lojas. É preciso abrir e fechar nos ho- rários determinados pelo shopping e manter um visual impecável. “Pelo fato de estar exposto em 360 graus aos clientes, o quiosque e a equipe têm de manter nível de apresentação excelente”, diz Martins. O descuido pode levar a notificação ou a multa. Balcões independentes permitem que se mude a disposição do quiosque Brasília Conceito, de suvenires. Fotos:NinaQuintana
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201344 //A estratégia Há os casos em que os quios- ques dão tão certo que deixam o proprietário em dúvida entre ampliar para uma loja ou abrir novos pontos de venda. O empresário Rogério Isaias, criador da Original Cookies, ficou com a segunda opção. A marca desenvolvida com a esposa em 1999 tem hoje três unidades: no ParkSho- pping, no Pier 21 e no Gilberto Salo- mão. “Foi melhor assim porque não temos um mix de produtos variados, não precisamos de muitas vitrines e o quiosque é mais acessível porque não tem luvas”, justifica. Nestes 14 anos, Rogério viu mui- ta gente “ter o contrato encerrado abruptamente”. Passou por reajus- tes de aluguel mais altos do que o esperado e por mudanças de ponto indesejadas. Experiente, aconselha: “O iniciante tem que pesar o inves- timento menor com a possibilidade de ter que sair quando o shopping mudar sua política”. Sua estratégia para manter-se nos shoppings foi uma autoavalia- ção constante e a disposição para inovar. “O shopping muda, e as mar- cas que não evoluem junto não fi- cam ali. Você pode mudar o design ou os ingredientes do produto. Um sorvete, por exemplo, pode ter as frutas da estação. Quem não segue as tendências e se acomoda numa posição corre o risco de não conti- nuar.” A abertura de outras unidades é vista também por Plá como boa op- ção. O maior custo de uma loja tra- dicional pode levar o comerciante a um ponto não tão caro, mas pouco visado. “Infelizmente, o número dos que passam do quiosque para loja e fecham porque somem da vista do cliente e deixam de ser rentáveis chega a 80%”, diz, com base em pesquisas de seus alunos da FGV. Para qualquer que seja a de- cisão, o Sebrae-DF oferece con- sultorias para donos de quiosques interessados em crescer. O serviço aponta qual caminho deve ser se- guido e como. Os interessados de- vem procurar a Unidade de Atendi- mento Coletivo do Comércio (www. sebrae.com.br/uf/distrito-federal). Entre ampliar para uma loja e abrir novos quiosques, Rogério Isaias preferiu a segunda opção. São três unidades da Original Cookies.
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 45 pós-graduação @senacdf /senacdistritofederal // Por Luciana Corrêa Cinco opções para o seu futuro A brasiliense Tatiana Machado levou mais de dez anos para perceber a ne- cessidade de se atualizar e fazer pós- graduação. Formada em administração de empresas desde 1997, começou a trabalhar no grupo PaulOOctavio em 2001, como secretária da superinten- dência. Em 2005, foi convidada a montar a área de re- cursos humanos da empresa. “Vi que a responsabilidade era grande, precisava aprofundar meus conhecimentos, aprender novas ferramentas e metodologias”, conta. Casada e mãe de dois filhos, Tatiana viu na pós-gradu- ação em Gestão de Recursos Humanos da Faculdade de Tecnologia Senac do Distrito Federal a solução para cres- cer ainda mais. Em 2011 ingressou no curso e, assim que o concluiu, no ano seguinte, foi promovida. Assumiu o car- go de assessora de RH da Diretoria de Shopping Centers, que envolve o Terraço Shopping, o Taguatinga Shopping, o Brasília Shopping e o JK Shopping – este último será inaugurado em novembro. “Sem a pós, nada disso teria acontecido. Chega um momento em que não só a expe- riência conta. Estamos em um mercado de trabalho em constante evolução e temos que acompanhá-lo.” As inscrições da pós-graduação em Gestão de RH não estão abertas no momento, mas, para o segundo semes- tre de 2013, a Faculdade Senac oferece outras cinco op- ções para os profissionais que buscam crescimento. Os cursos são presenciais, com carga horária de 360 horas, mais 60 horas para o trabalho de conclusão. Saiba mais sobre cada um deles: Gestão de Projetos Para profissionais que pretendem ter conhecimentos e habilidades para atuar como gerentes ou líderes de proje- tos, tanto no setor público quanto no privado. As aulas são no campus do Plano Piloto (terça, quarta e quinta-feira, das 19 horas às 22h30). Gestão Logística da Cadeia de Suprimento O curso vem viabilizar competitividade e assegura a ma- nutenção e o acesso a novos mercados aos produtos nes- se novo ambiente de negócios, tanto no varejo quanto nas operações globais. As aulas são no campus do Plano Pi- loto (terça, quarta e quinta-feira, das 19 horas às 22h30). 1 2 Banco de Dados e Business Inteligence Para armazenar e proteger informações de uma empresa, é de extrema importância o conhecimento sobre banco de dados e os sistemas de apoio à decisão (Datawarehouse, Datamining, Business Inteligence) e de software livre no contexto atual. As aulas são no campus de Taguatinga (se- gunda, terça e quinta-feira, das 19 horas às 22h30). Treinamento, Desenvolvimento e Educação Corporativa O treinamento e a educação na área corporativa são fun- damentais para o sucesso de instituições e indivíduos no cenário competitivo e globalizado de hoje. As aulas são no campus de Taguatinga (segunda, terça e quinta-feira, das 19 horas às 22h30). Gestão Empreendedora de Negócios (MBA) Para profissionais que desejam potencializar sua forma- ção com direcionamento à administração de negócios, para futuramente ocupar posições de liderança nas orga- nizações. As aulas são no campus de Taguatinga (segun- da, terça e quinta-feira, das 19 horas às 22h30). 3 4 5 //Aperfeiçoe-se na Faculdade Senac A inscrição deve ser feita por meio do formulário no site (www.facsenac.edu.br) ou na Central de Rela- cionamento com o Aluno nos campi. A coordenação da pós-graduação entrará em contato por e-mail ou telefone para efetivar a matrícula presencialmente. Para saber sobre condições de pagamento e valores, entre em contato com a instituição: Plano Piloto (61) 3217.8821 | Taguatinga (61) 3354.6540. Assim que concluiu o curso, Tatiana foi promovida a assessora de RH da Diretoria de Shopping Centers da PaulOOctavio. Cristiano Costa
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201346 Mono mon Entre na era digital. A Fecomércio ajuda você a emitir e renovar os certificados necessários para sua empresa trabalhar com segurança, autenticidade e conveniência no mundo da internet. e-CPF Digital a partir de R$ 130 Assinatura digital, acesso a Receita Federal e conectividade social para FGTSs. e-CNPJ Digital a partir de R$ 185 Realiza transações bancárias eletrônicas, assina documentos digitais com validade jurídica e acessa o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte. NF-e a partir de R$ 270 Reduz custos, emite notas fiscais eletrônicas com validade jurídica, evita multas por descumprimento de obrigações fiscais e acessórias. Em até 3 vezes sem juros (61) 3038 7507 – 3038 7524 certificacao@fecomerciodf.com.br www.fecomerciodf.com.br
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 47 saúde @sescdf /sescdistritofederal Há30anos,oSesceaUnBsãoparceirosnaáreadeodontologia A prender na prática o que se estuda em sala de aula. É o que deseja a maioria dos universitários. Se a área for a de saúde, a necessidade é ainda maior. O Sesc-DF facilita esse processo. Há 30 anos mantém convênio com a Universidade de Brasília (UnB) e cede toda a infraestrutura para que esses estu- dantes vivenciem o atendimento a diversas modalidades na área de odontologia. Foi o que aconteceu com Tiago Alves Cedro, de 22 anos. O futuro odontologista prestou atendimento du- rante quatro meses na unidade do Sesc da 504 Sul. “Foi uma experiência muita boa. No Sesc-DF atendemos di- versos tipos de público, muitas vezes exigente, vivencia- mos a realidade de um consultório mesmo”, conta. No //Por Andrea Ventura Atendimento integrado período, o estudante pôde aplicar seu conhecimento em todas as especialidades da odontologia em que o Sesc presta serviços. Os alunos que atendem no Sesc já estão no último ano do curso. Os atendimentos eram no Sesc Estação 504 Sul, mas, com a reforma da unidade, passarão a ser realizados no Sesc Presidente Dutra, no Setor Comercial Sul, onde o consultório permanecerá em definitivo. “É um intercâm- bio de conhecimento científico, que contribui para a for- mação do futuro profissional e amplia a oferta de serviços do Sesc, uma vez que os alunos fazem atendimentos nas diversas áreas da odontologia”, afirma a coordenadora de Serviços Odontológicos do Sesc-DF, Márcia Vale Neves. Para Evaldo Arruda Assis, professor adjunto e chefe do Departamento de Odontologia da UnB, o convênio intro- duz a universidade na prestação de serviços à sociedade. “Existe uma simbiose nesse convênio, no qual os alunos praticam a teoria recebida durante os anos anteriores prestando atendimento de qualidade ao pessoal do Sesc”, diz. Ele destaca que tudo é feito sob a supervisão de pro- fessores altamente qualificados do quadro da UnB. “O Sesc, em contrapartida, proporciona as condições técni- cas e ambientais.” O professor do Departamento de Odontologia da Fa- culdade de Saúde da UnB e subgestor do convênio, Jacy de Carvalho Júnior, diz que a parceria permite a comple- mentação da formação do estudante. “Viabiliza um está- gio curricular supervisionado em um cenário de prática extramuro, diferente daquele oferecido dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito da Clínica Odontológica do Hospital Universitário de Brasília”, explica. O professor ressalta a qualidade da administração, da infraestrutura, dos equipamentos e materiais odontológicos disponíveis na clínica odontológica do Sesc. A dentista Luiza Sofia Marques, de 50 anos, formou- se há 30 anos e teve a experiência de atender na clínica do Sesc. “Foi primordial. Até porque, naquela época, o Hospital Universitário de Brasília não tinha clínica”, conta Luiza, que fez parte da primeira turma do curso na UnB. “Sinto-me privilegiada por ter feito parte desse processo. Sei que as portas do Sesc sempre estarão abertas, é uma instituição com a qual sempre posso contar.” Luiza Marques teve a experiência de atender na clínica do Sesc há 30 anos: “É uma instituição com a qual posso contar”. Cristiano Costa
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    //gente A Universidade deBrasília foi criada em 1963 como o grande pro- jeto de Darcy Ribeiro de reinvenção da educação superior. Por já nascer revolucionária, foi natural que con- tribuísse para a renovação estética. Brasília foi desenhada com traços modernistas, e a universidade se- guiu o caminho. Foram convidados profissionais para criar os móveis das salas de aula, da reitoria, dos auditórios. Quase 50 anos depois, em 2009, chegou ao Instituto de Ciências Humanas da universidade o alagoano Alex Calheiros, de 38 anos, para lecionar filosofia política. Formado com ênfase em estética, sempre teve como hobby pesquisa sobre a história de móveis – espe- cialmente os modernistas. Ficou curioso para saber onde estariam os móveis feitos na década de 1960 e viu que muitos ainda eram usa- dos, mas que a maioria se perdeu. “Quero conhecer o lugar para onde vim por meio do que mais gosto, os móveis.” Alguns foram encontrados em lojas e feiras de antiguidade. Apaixonado, comprou quatro cadei- ras iguais à da foto ao lado (de Elvin Dubugras) para casa. O hobby de Calheiros ganhou apoio de outros professores e de alunos e foi um dos projetos contemplados pelo edital UnB 50 anos. Intitulado Insígnias do Mobiliário Moderno da UnB, tem como objetivo catalogar e contar a história da instituição por meio dos móveis e deve virar livro até o fim do ano. (P.O) Um maestro não tradicional. É assim que se define o regente brasiliense. “A música clássica tem multiplicidade. Pode estar em uma apresentação de balé, em uma ópera e em shows populares, por que não?”, diz Cláudio Cohen, de 50 anos. O violinista começou sua tra- jetória musical aos 5 anos em um conservatório de piano. Aos 7, mi- grou para o violino. Cohen tinha 16 anos quando Claudio Santoro for- malizou a orquestra. Como violinis- ta, seguiu naturalmente os passos dentro do conjunto. Chegou a spalla e, consequentemente, com o tempo tornou-se maestro assistente. Em 2011, foi empossado no cargo de maestro titular. Orgulha-se de ter criado o Festival de Ópera de Brasí- lia. Neste ano, na terceira edição, a disputa do público pelo espetáculo foi surpreendente, segundo Cohen. “A fila dava voltas no teatro”, come- mora. Como a maioria dos músicos, em dado momento pensou que não conseguiria sobreviver da arte. Cursou direito e é advogado. “Segui na música, mas essa formação me ajuda a gerir a orquestra.” O ma- estro tem nas mãos não só a har- monia musical, mas a gestão dos projetos e dos recursos financeiros e humanos. Fotos: Nina Quintana CláudioCohen Maestro da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro Trajetória natural Alex Calheiros Professor de filosofia da UnB História móvel //Por Paula Oliveira revista FECOMÉRCIO | outubro 201348
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    Dedicação ao público infantil Elaé comunicativa, mas não quer saberdecelular.Éatenciosa,masnão se senta nem para uma longa conver- sa. Nunca quis ser mãe, mas dedica a vida e a carreira de atriz e de diretora de teatro ao público infantil. Alcinéa Paztem62anos,nasceunoPará,mas foi criada mesmo no Rio de Janeiro. Dos dez filhos, era a mais faladeira. O pai,militar,achavagraça.Amãe,dona de casa, queria que ela fosse profes- sora. Seguiu os planos e formou-se em letras. Foi professora de língua portuguesa, mas queria mesmo ser atriz. Ainda no Rio, conheceu Arman- do Villardo, de 50 anos, professor de matemática que tinha a mesma vontade. Casaram-se e mudaram-se para Brasília para empreender na área de animação de festas. A família de Néia já morava aqui. Para se sus- tentar, continuaram ensinando. Nan- do também vendia brigadeiros feitos por Néia. A demanda por animação foi crescendo e, assim, nasceu a Cia. Néia e Nando, há 15 anos. Consegui- ram se estabelecer e começaram a fazer adaptações de clássicos infantis para o teatro. Hoje, têm 115 peças prontas. Néia continua faladeira. É a parte criativa da dupla. Nando é mais prático. Quando ela quer uma coisa, consegue. Briga, esperneia e, no fim, vence a discussão com o marido. “Ele sabe que sempre dá certo e então nemesquentamais.”(P.O) Alcinéa Paz Atriz e diretora da Cia. Néia e Nando //Sua Excelência, o gerente Marco Garzin Gerente-geral do Iguatemi Brasília revista FECOMÉRCIO | outubro 2013 49 O administrador chegou a Brasília em maio para assumir a função. São 232 funcionários e 166 lojistas que trabalham em um ambiente harmônico e participa- tivo. O gestor acredita ser o mais importante saber trabalhar em equipe e se antecipar aos proble- mas. O paulista de 35 anos tem experiência de 11 anos no varejo e já comandou unidades de grandes redes, como Riachuelo e Carrefour. Como define a sua gestão? Participativa. Gosto de ouvir, de falar e faço questão de ser transparente. Quero que todos os funcionários tenham acesso a mim porque são eles que vão tra- zer as situações cotidianas. Por ser uma rede nacional, o desafio é maior? É um desafio incrível. Precisa- mos garantir o padrão de qualida- de da marca Iguatemi e para isso é preciso pensar a estrutura como um todo, nos detalhes, na variedade de lojas, na conservação, no paisagis- mo. O que não falta é trabalho. O que é preciso para ser bom administrador? A formação é importante, mas outras habilidades precisam fazer parte do pacote do profissional. É preciso estar informado sobre o mercado, ter boas referências em arquitetura, ter noção de cultura, ler sobre moda. A formação é apenas um fator. (P.O)
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201350 gestão Há muitos contadores no mercado. Aprenda a identificar um bom profissional e não tenha medo do Fisco E m 19 anos, Amilzio Júnior teve quatro contadores. Uma vez a troca foi causada pela mudança de cidade da empresa de blindagem de veículos SafetyCar, criada em Belo Horizon- te e transferida para Brasília em 2001. As outras substituições foram causadas por insatisfações com o trabalho. Diz que se sentia mal assessorado. “Para mim, a função do contador é alertar o empresário e encontrar novos caminhos, até para a gente pagar menos imposto, e não trabalhar como despachante: simplesmente emitir a guia para o empresário pagar o tributo.” Contratar um bom escritório de contabilidade é fundamental para o funcionamento saudável de uma empresa. É a equipe do contador que elabora a folha de pagamento, desconta atrasos e faltas, adiciona gratificações, calcula férias e 13º salário. Também é responsável por manter as obrigações fiscais da empresa em dia, além de controlar receitas e despesas que garantam o equilíbrio financeiro da companhia. Lidar com guias de impostos, obri- gações fiscais, certidões negativas, folhas de pagamento, livros contá- beis e outros termos nada fáceis de ser compreendidos exige profissio- nais bem preparados, de confiança e disponíveis. A primeira dificuldade dos em- presários é o desconhecimento, principalmente dos de primeira viagem. “Costumo comparar a aber- tura de uma empresa com um casa- mento. O cara quer casar, mas não sabe nem o regime de separação de bens. E o empresário tem que saber que ele já casa com três filhos: a Re- ceita Federal, a Secretaria de Fazen- da do DF e o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)”, afirma o contador Hermes Sotero Gomes. “A malha legislativa brasileira é densa, e é fundamental que o empresário conheça suas obrigações para po- der exigir que o contador cumpra as deles”, acrescenta. 1+15+25=41A escolha é sua//Por Natasha Cabral
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 51 Formalize a relação Outro problema pode ser a au- sência de contrato que estabeleça as obrigações e os direitos de cada uma das partes ou a pouca informa- ção sobre o documento firmado. “O contrato tem que ser bem conver- sado e explicado. O empresário acha que o contador tem que se envolver em qualquer procedimento da em- presa. Assim, cobra trabalhos que não deveríamos executar”, afirma Adriano Marrocos, presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), contador com 25 anos de ex- periência que comanda um escritó- rio com cerca de 60 clientes. “Muitos empresários acham que o contrato é mera formalidade. Poucos o leem e quase ninguém volta para fazer perguntas”, ressalta Edson Antônio Rodrigues, contador há 36 anos e dono de um escritório com 21 fun- cionários e 130 clientes. Segundo Marrocos, um contador tem de executar três serviços bási- cos. O primeiro deles é lidar com o departamento pessoal da empresa: fazer admissões e demissões, além de elaborar a folha de pagamento mensal dos funcionários. “Tem cliente que quer que a gente crie gratificações, plano de carreira. Isso não é obrigação do contador”, esclarece Marrocos. Alguns escri- tórios fazem a homologação da de- missão do funcionário no sindicato da categoria. Mais uma vez, porém, o serviço deve estar estabelecido no contrato. Às vezes, pode ser um extra e é necessário pagar por isso. Outro serviço oferecido obrigato- riamente é o fiscal, ou seja, calcular os tributos que devem ser pagos pela empresa. O contador deve pro- cessar as notas fiscais emitidas pela companhia e gerar a guia para o pagamento dos impostos. A terceira obrigação do contador é controlar os balanços contábeis, gerar os livros eletrônicos e encaminhá-los para a Junta Comercial. Alterações contratuais, abertura e fechamento de empresas podem ser serviços cobrados à parte. O contador também deve emitir as certidões negativas necessárias para que a empresa participe de concorrências públicas – o que nem sempre está incluído no contrato e pode ser extra. Uma série delas é exigida, e os documentos devem ser retirados na Receita Federal, no INSS ou no governo local. Na maioria das vezes, a certidão pode ser solicitada em sites, mas os con- tadores chamam a atenção para erros frequentes de sistema. Se alguma informação for enviada in- corretamente, é uma dor de cabeça para fazer retificações. “Há casos em que a gente precisa ir à Receita pessoalmente para consertar o erro. O atendimento só é feito via agendamento e nunca conseguimos marcar. E o cliente acha que é culpa nossa”, conta Edson Rodrigues. “Eu já enviei circular para os meus clien- tes não tentarem retirar as certidões sozinhos”, completa o contador José Batista Júnior. Lidar com prazos é outro assunto delicado entre clientes e contadores. Todo mês, por exemplo, o escritório precisa gerar o livro fiscal eletrônico para a Secretaria de Fazenda. Até o dia 18, o documento deve ser entre- gue pelo contador para que a guia do Imposto Sobre Serviços (ISS) seja gerada – e o tributo vence dia 20. “Para rodar o livro eletrônico, preci- samos que os clientes nos mandem as notas fiscais no começo do mês”, diz Marrocos, presidente do CRC. Se o cliente precisa pagar multa por causa de atrasos do escritório, é o contador que arca com a despesa. Se o erro for da própria empresa, porém, é ela que paga. “Tem mês em que a gente fecha a folha de pagamento e o cliente liga contando que o fulano faltou três dias. Daí temos que fazer tudodenovo.” Menosdor decabeça Edson Rodrigues aconselha o empresário a não considerar ape- nas o preço na hora de escolher um profissional. Não existe valor mínimo estabelecido para a cobrança de honorários, mas não costumam ser menores que um salário mínimo mensalnoPlanoPiloto.Nocomércio, normalmente varia entre R$ 750 e R$ 900 por empresa, mas pode chegar a R$ 12 mil em outros setores, como o deserviços.“Seoempresáriocontra- ta um bom contador, tem menos dor de cabeça e pode se dedicar mais ao seu negócio. Tem muito contador que cobra barato, mas não faz o serviço completo, só emite guia de imposto”, afirmaRodrigues. Foi o que aconteceu com o dono da SafetyCar, Amilzio Júnior. O con- tador que trabalhava para ele havia cinco anos não ia além da emissão das guias dos impostos, profissional conhecido no meio como “darfis- ta”. “Não estava tendo assessoria contábil de fato. Ele via coisas er- radas na empresa e não propunha mudanças”, conta o empresário, que contratou um novo profissional há um ano, baseado em indicações de colegas. “É claro que o preço é importante, mas prefiro pagar mais para ter um serviço melhor.” Isabela Guerra, de 34 anos, tem duas joalherias, no Lago Sul e no ParkShopping. As lojas existem há mais de 20 anos e três profissionais já foram responsáveis pela conta- bilidade das empresas. Quando ela 1
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    quis mudar algumasregras, contra- tou uma consultoria financeira que lhe indicou um novo contador, com quem trabalhava em parceria. Mas a consultoria acabou e ela voltou para o contador antigo. “Como contador, revista FECOMÉRCIO | outubro 201352 o profissional sozinho não me satis- fazia”, diz, sem dar maiores detalhes. “O contador é vital para uma empre- sa. Além de calcular os impostos de forma correta e fazer os balanços contábeis, espero que ele seja aces- sível, atenda o telefone e tire minhas dúvidas facilmente. O governo sem- pre muda uma regrinha ou outra, e o contador está ali para não deixar a gente fazer nada errado e pagar mul- tadepois”,acredita. Responsabilidades divididas O Código Civil estabeleceu a responsabilidade solidária do contador junto ao empresário. Com ela, o contabilista assume, com o seu cliente, a responsabilidade por atos dolosos ou culposos perante terceiros. Dessa forma, balanços falsos/simu- lados implicam a responsabilidade do profissional de contabilidade com o adminis- trador da empresa por dolo, o que pode acarretar ações judiciais cíveis ou criminais. O artigo 1.177 do Código Civil estabelece que, caso o erro contido no balanço tenha sido involuntário, causado por imperícia, o profissional deve responder a quem prestou o serviço. Se o contador tiver conhecimento do erro ao divulgar o balanço, responderá à Justiça e a outras entidades da mesma forma que o proprietário da empresa. “Em caso de fraudes tributárias, por exemplo, o contador é investigado junto do cliente”, afirma o presidente do CRC, Adriano Marrocos. Exatamente por esse motivo, o empresário Marcelo Lombardo, sócio-fundador de uma empresa de tecnologia e criador de um software de gestão para micro e pequenas empresas, defende a organização por parte das companhias para ajudar o trabalho do contador e evitar que erros se transformem em fraudes. “A vigilância do governo está cada vez maior, inclusive nas pequenas e médias empresas. O governo tem o poder de cruzar as informações e detectar erros e pequenas fraudes. E o principal responsável perante o Fisco é o contador. Se a empresa repassa alguma informação errada, o conta- dor responde por crime”, afirma. “Hoje em dia, os escritórios sérios estão dispensando clientesdesorganizados.” Aumentesuas chancesdeacerto •Peçaindicaçãodecolegas,visiteoescritório,conheçaoportfóliodeclientes. •Leiaatentamenteocontratoeconheçadetalhesdodocumento.Eleestabeleceos deveresedireitosdecadaumadaspartes. •ExijaacertidãoderegularidadedoCRCparasaberseaqueleprofissionalestáem condiçõesdeexerceraprofissão. •Éimportantequeoempresáriotenhaconhecimentosmínimossobreostributos relacionadosàsuaatividade. •Nãoescolhaocontadorunicamentepelopreço.Ovalormínimoparaoshonoráriosé umsaláriomínimo(R$678),masopreçovariamuito,dependendodoportedaempresa. •Contadorespodemfazerpropagandadosserviços,masnuncapodemtratardepreços nemcontarvantagememrelaçãoaoscolegas.Propagandasdotipo“omelhorescritório deBrasília”e“cobrimosqualquerpreço”sãoproibidas. 25 - 10 = 15
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201354 //sindicatos Vitória incompleta Segmentobatalhoupelaconstruçãode shoppingspopulares.Agora,empresários queremqueacessodopúblicosejafacilitado //Por Paula Oliveira Bartolomeu Martins, presidente do Sindvamb-DF. A luta dos cerca de 5 mil em- presários filiados ao Sin- dicato do Comércio dos Vendedores Ambulantes do DF (Sindvamb-DF) por boas condições de trabalho não se encerrou com a construção dos três shoppings populares do DF – Gama, Ceilândia e Plano Piloto. Além de espaço para comercializar suas mercadorias, es- ses pequenos empresários querem divulgação e facilidade do acesso do público. “Não adianta haver um prédio bem equipado como o do shopping de Ceilândia e ninguém saber que ele existe”, diz o presi- dente do Sindvamb-DF, Bartolomeu Gonçalves Martins. O governo do DF construiu os shoppings a partir de demanda do próprio segmento. Por enquanto, não há pedido nem previ- são de construção de outros prédios para abrigar ambulantes. Os três shoppings do DF abri- gam 3,6 mil boxes de pelo menos 2 metros quadrados cada um. Essa foi uma das principais conquistas do sindicato criado em 1978 e filiado no mesmo ano à Fecomércio. Os ambulantes que migraram para es- ses centros comerciais pagam taxa mensal de utilização ao governo (R$ 14 por metro quadrado) e dividem a conta de luz (média de R$ 15 por mês). O custo total mensal fica em torno de R$ 50 por mês. “É muito melhor trabalhar na sombra, em um lugar que tenha banheiro e segu- rança, mas o mais importante é ter compradores”, ressalta Martins. Para o cliente, no entanto, o acesso a esses centros de compras não foi facilitado, e a falta de pontos de ônibus próximos dificulta a cir- Fotos:NinaQuintana
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 55 A chegada de uma unidade do Na Hora ao shopping de Ceilândia, no ano passado, não ajudou a aumentar o movimento de clientes. culação de pessoas, segundo o pre- sidente do sindicato. O shopping de Ceilândia, inaugurado em 2007 na QNM 11, abriga desde 2012 um pos- to do Na Hora. A expectativa era de que a instalação do centro de aten- dimento do governo local elevaria o movimento de clientes. No entanto, da maneira como foi feito, os vende- dores se sentiram prejudicados. O Na Hora fica no andar de cima e tem acesso direto. Quem vai ao posto de atendimento não precisa necessa- riamente passar pelos corredores entre os boxes. Ou seja, o posto atrai pessoas, mas isso não se refletiu no aumento das vendas. No shopping do Gama, o maior problema é a falta de adesão dos ambulantes. Ele fica no Setor Nor- te, ao lado da Feira Permanente, e foi inaugurado também em 2007. A concorrência com a feira e a falta de divulgação espantam os em- presários. O do Plano Piloto ficou isolado. Foi aberto ao lado da antiga Rodoferroviária de Brasília em 2008. Só que o terminal foi desativado dois anos depois. A falta de movimento de passageiros e a distância da rota de circulação do turismo levaram muitos empresários a deixar o local e a voltar para as ruas. “Na época da inauguração, não existia a possibili- dade de mudar a rodoviária interes- tadual de lá, fomos pegos de surpre- sa”, diz Martins. Também existia a expectativa de que a feira faria parte do itinerário do ônibus de turismo que circula no Eixo Monumental. //Apoio aos pequenos Além de intervir junto ao governo do DF para levar melhorias aos sho- ppings populares já construídos no DF, o Sindvamb-DF atua como difu- sor de informações. Em censo rea- lizado pelo Instituto Fecomércio em 2004 com ambulantes que atuavam em Ceilândia, foi constatado que 90,8% não contribuíam para o Insti- tuto Nacional do Seguro Social e/ou não estavam inscritos na Secretaria de Fazenda do DF. “Os empresários precisam de informação, precisam ser encaminhados aos órgãos com- petentes para se formalizar. Esta- mos aqui para isso também”, explica Martins, que preside o Sindvamb-DF desde 2000. Não há novo levanta- mento, mas o presidente acredita que hoje o percentual tenha caído. O mandato é de quatro anos e as pró- ximas eleições ocorrem em abril de 2014. Desde 2000, o Sindvamb-DF faz parte ainda do Sistema Confe- derativo da Representação Sindical do Comércio (Sicomércio), da Con- federação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. //SimplesCandango Outra conquista importante do Sindvamb-DF foi a criação, em 1999, do programa Simples Candango (Lei Distrital 2.510), regime tributário simplificado para microempresas, empresas de pequeno porte, feiran- tes e ambulantes estabelecidos no DF.Elepodeserconsideradoumpre- cursor da modalidade jurídica em- preendedor individual e estabelece tratamento diferenciado aos empre- sáriosqueseencaixamnacategoria. O sistema de tributação criado em 1999 tem prazo para ser extin- to: 30 de abril de 2015. Com a cria- ção do Simples Nacional, em 2006, os optantes do Simples Candango passaram a ser regidos pela lei fe- deral, com a necessidade de fazer novamente o cadastro. Para fazer a migração, o empresário deve inscre- ver-se no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov. br). Assim que fizer a nova opção (Simples Nacional ou empreendedor individual), a inscrição no Simples Candango será excluída. Se isso não acontecer em 15 dias, é preciso en- trar em contato com a Secretaria de Fazenda do DF para fazer a solicita- ção. Segundo informações do órgão, todos os feirantes e ambulantes do DF receberam comunicado sobre a revogação do Simples Candango. Hoje, são 3,2 mil empresários inscri- tosnessamodalidade.
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 57 //agenda fiscal O QUE e QUANDO pagar? O QUE e QUANDO entregar? Um passo de cada vez: resolve? Adriano Marrocos ContadordaFecomércio edoIFPDepresidentedoCRC/DF Calendário – De 7 a 31/10/2013 Joel Rodrigues A questão da licença de funcionamento é cons- tante em nossos artigos, e a explicação é simples: sem ela, não há regularidade para o pleno funcionamento das em- presas, o que traz insegurança aos empreendedores e a contabilistas. Diversos artigos da Lei 4.457/2009 encontram-se sem eficácia. Para tratar do assunto de forma com- pleta, é necessário trazer à baila o Plano Diretor de Ordenamento Ter- ritorial (PDOT) – instrumento básico da política territorial e de produção e gestão das localidades urbanas, de expansão urbana e rural do territó- rio do DF –, a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) – que regula o tipo de utilização possível para os lotes ur- banos – e o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico (PPCUB) – que orienta quanto ao resguardo dos princípios fundamentais do plano urbanístico de Brasília. Hoje, temos na Câmara Legislativa o PL 1.532. Ocorre que a Luos e o PPCUB ainda estão em discussão ou sobrestados da pauta. Portanto, qualquer esforço agora para aprovação do PL 1.532, de cuja discussão a Fecomércio, a Fibra, o Sindiatacadista e o CRC/DF vêm participando ativamente, não resolverá a situação de forma defini- tiva. Nesse caso, um passo de cada vez não resolve. 7/10 • Salários referentes a 9/2013. • FGTS (GFIP – Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social) referente a 9/2013. 15/10 • Cofins/CSLL/PIS retenção na fonte, de 16 a 30/9/2013. 18/10 • Contribuição Previdenciária (1. contribuintes individuais, facultativos e domésticos. 2. empresas optantes do Simples e empresas em geral, incluindo retenção de 11% e empresas desoneradas) referente a 9/2013. • Imposto de Renda Retido na Fonte nos códigos 0561, 0588 e 1708 referente a 9/2013. 21/10 • Simples Nacional referente a 9/2013. • ISS e ICMS referentes a 9/2013 (observar datas específicas para o ICMS – ST e outras situações). 25/10 • PIS e Cofins referente a 9/2013. 31/10 • Contribuição Sindical Laboral Mensal referente a 9/2013. • 1ª quota do IRPJ e da CSLL referente ao 3º trimestre/2013 pelo lucro real, presumido ou arbitrado. • Carnê Leão referente a 9/2013. • IRPJ e CSLL referentes a 9/2013, por estimativa. • Cofins/CSLL/PIS retenção na fonte, de 1° a 15/10/2013. • Parcela do Refis, do Paes, do Paex, do Parcelamento do Simples Nacional e do Parcelamento da Lei 11.941/2009 (consolidado). 7/10 • Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ao MTPS referente a 9/2013. • Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon Mensal) à SRF/MF referente a 8/2013. 14/10 • Escrituração Digital do PIS/Pasep, da Cofins e da Contribuição Previdenciária (EFD CONTRIBUIÇÕES) a SRF/MF referente a 8/2013. 21/10 • Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF Mensal) à SRF/MF referente a 8/2013. 25/10 • Declaração de Dedução de Parcela da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico Incidente sobre a Importação e Comercialização de Combustíveis das Contribuições para o PIS/Pasep e Cofins (DCIDE – Combustíveis) à SRF/MF referente a 9/2013. 31/10 • Declaração de Operações Imobiliárias (DOI) à SRF/MF referente a 8/2013. Várias • Livro Fiscal Eletrônico à SEF/DF referente a 9/2013: observar Portaria/SEFP nº 419 (13/11/2009).
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201358 comércio //Por Talita Cavalcante A diferença que faz o profissional Com técnica e boa formação, é possível trilhar carreira na área de vendas, como fez Tatiana Veríssimo Nina Quintana
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 59 É preciso muito mais que um sorriso. Ser vendedor exige dedicação e aperfei- çoamento. É necessário dominar técnicas de abor- dagem, oratória, marketing, além de conhecer muito bem o produto que oferece. A boa formação é o cami- nho para quem quer construir uma carreira no mercado que, em meio à enorme concorrência, seleciona os melhoresprofissionais. Muitas empresas investem no treinamento de funcionários e ofere- cem cursos de técnicas de vendas. O Senac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Se- brae) também são opções para quem pretendemelhorarodesempenho. Investir na carreira foi o que fez Tatiana Veríssimo completar 14 anos na área de vendas. Ela tem 32 anos e começou no comércio como caixa em uma loja de departamentos, onde trabalhou por 11 anos. Em alguns meses, passou para a função de ven- dedora. Fez cursos de merchandi- sing, de encantamento do cliente, de padronização de abordagem, muitos deles fora do Distrito Federal. Todos custeados pela empresa. “Foram fundamentais.Eueramuitotímida.” Em setembro, ela se formou no curso de gestão comercial da Facul- dade Senac. Por dois anos, estudou sobre concorrência de mercado, análise financeira, técnica de aten- dimento. “Investi na minha carreira. A pessoa não pode só esperar pela empresa, também tem que buscar conhecimento. Se não tiver dinheiro, pode procurar palestras, cursos on -line,gratuitos”,diz. Há dois anos e meio, Tatiana tra- balha no Magazine da Economia e é responsável pela supervisão de 12 das 24 lojas que a rede mantém em todo o Distrito Federal, além de ajudar o Departamento de Recursos Humanosnotreinamentodepessoal. São 150 funcionários em sua equipe. “Nunca deixamos de ser vendedo- res. Ajudo na organização das lojas, oriento os gerentes quanto aos cui- dados com o estoque, vejo o que os concorrentes estão vendendo e sugi- ropromoções.Seestiveremumadas lojas e for abordada por cliente, ven- do o que ele precisar.” Agora, Tatiana pretende cursar pós-graduação em gestão de pessoas. “Este é o grande desafio do comércio: entender me- lhor as pessoas e mostrar para elas que é possível construir uma carreira naárea.” //Cursorápido Para quem pretende se atualizar ou entrar no mercado e não tem muito tempo, o Senac oferece o curso Técnicas de Vendas e Negociação. Em um período de oito a dez dias, os alunos vão ter noção de comuni- cação, marketing, desenvolvimento de plano de vendas, estratégias de venda, pesquisa de mercado, organi- zação de estoque, Código de Defesa do Consumidor e motivação. “Há carência no mercado. Muita gente não se emprega porque não se pro- fissionaliza. Hoje é preciso ter técnica de boa negociação e qualidade no atendimento”, explica a técnica de Formação Profissional do Senac Ce- linaEurípedesdeFaria. Celina destaca que no curso o aluno vai descobrir o perfil ideal do profissional de vendas e como desenvolver tais características. “O bom negociador tem técnicas de regras de ouro para o vendedor Conhecer bem o produto que oferece. Atender o cliente com a mesma atenção que gostaria de receber se estivesse no lugar dele. Jamais prometer o que não pode cumprir. persuasão, tem argumentos e sabe identificar o perfil do consumidor. Não adianta oferecer o produto de que o cliente não precisa naquele momento.” Ela conta que também são passadas técnicas para que a pessoa se expresse com clareza, de forma simples e objetiva, conforme asregrasdalínguaportuguesa. Segundo Celina, anualmente passam pelo curso cerca de 400 pes- soas. Além de oferecer as aulas nas próprias unidades, o Senac atende nas empresas (in company), com turmas de 30 funcionários. “À medida que o funcionário aprende técnicas novas, ele vai se destacar. Isso é na- tural.”
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201360 Asecretária-geraldoSindicatodosComerciários doDF(Sindicom-DF),GeraldaGodinho,falasobre omercadoeosprincipaispontosparaquemquer seguiracarreira. Qualéaestimativadevendedoresempregados nocomérciodoDF? Estima-sequeemtodooDistritoFederal tenhamoscercade220milempregadosatuando diretaeindiretamentecomvendas. Dequeformaoperfildosvendedoresmudou desdeadécadade1980atéagora? Foijustamenteaexigênciadequalificaçãoe dedicaçãoàatividade,sobretudoemrelaçãoao conhecimentodosprodutos,domercado,além dodomíniodamarcaquevende.Atualmente,nós lutamosparaqueacargahoráriasejareduzida para36horasexatamenteparaoferecerao trabalhadoraoportunidadedesededicarmaisà qualificaçãoprofissional. Éimportantequeovendedorbusque conhecimentoporcontaprópriaenãoapenas aguardeainiciativadaempresaemoferecer cursos? Nãosóovendedor,mastodoprofissionaldeveter comopeçaparticipantedesuascompetências aproatividade,assimasempresasconscientes deseupapelentrarãoemconsonânciacomo trabalhador,queestaráatentoàsnovidadesdo mercado.Oprofissionalqualificadoéaquelecom boascapacidadesparadesempenharmelhor suasfunções.Otreinamentohojepassoude umasimplesqualificaçãoparauminvestimento humano.Esseéumcaminhoqueempresae empregadodevemseguirjuntos,porquetodossó têmaganhar. Quaisaspectossãofundamentaisparaserum bomvendedor? Primeiramente,osegredoparaumbomvendedor éfazeraquilodequegosta.Comumasimples reflexãoépossívelversuaidentificaçãocoma área.Nosmercadosmodernos,trabalhamos comumaprocuraprofissionalcadavezmais próximadecertascompetências.Paraocargo devendedor,sedestacamahabilidadede clareza,aatitudeobjetivaeoprincipal:simpatiae cordialidadecomosclientes. De simples qualificação a investimento humano //“Oclienteestá bemmaisexigente” Há mais de três décadas vendendo calçados, João José da Costa Filho, de 55 anos, começou em uma banca na Feira de Ceilândia. Vendia no grito, dizia o nome do produto e o preço, e isso bastava. Na época, havia poucas lojas,eosclientesnãoexigiamtanto.“Amaneiradevender mudou muito. Tive que me adaptar, ter mais atenção com o cliente. As técnicas de 20 anos atrás já não funcionam. O cliente está bem mais exigente”, conta ele, que trabalhou em quatro lojas antes da Agittus Calçados, do Setor Co- mercialSul. O vendedor, que fez curso de técnica de vendas, des- taca que é preciso saber detalhes do produto para conse- guir fechar a venda. “Assim como as fábricas evoluíram, precisamos melhorar também para convencer o cliente. Seelequerumtênisparairàacademia,precisoterconhe- cimento para indicar o modelo correto.” Para ajudar nisso, as fábricas ministram cursos para que os vendedores co- nheçamcadadetalhedocalçado. O amor pela profissão é o combustível para atuar até hoje. “Amo o que faço. A gente nunca sabe tudo, está sem- pre aprendendo. O cliente pode até não comprar o produto na hora, mas, se gostar do atendimento, com certeza vol- ta”,dizoexperientevendedor. //Maispreparo,maisvendas O Sebrae oferece o curso Gestão e Estratégia de Ven- das para empresas que desejam treinar funcionários. Durante cinco dias, os participantes têm noções sobre a história da profissão, as diversas funções do vendedor, mercado e busca de clientes, habilidade para identificar as necessidades do consumidor, negociação, ações de pós- venda. As aulas são ministradas na unidade do Setor de IndústriaeAbastecimento(SIA). De acordo com Ary Ferreira Cruz, gerente de Capa- citação Empresarial do Sebrae-DF, o curso serve como estratégia para tomada de decisões a fim de aumentar as vendas.“Oempresáriovemparaaaula,vêoqueestáerra- do e precisa ter coragem de mudar. É necessário que haja alguém com poder de decisão dentro da empresa partici- pandodocurso”,explica. No curso, aprende-se tanto a analisar o perfil do ven- dedor antes de contratar quanto a treinar esse funcionário depois de efetivado. “Com um bom preparo desses pro- fissionais, é possível aumentar de 30% a 40% as vendas. Para isso, é fundamental que o vendedor tenha argu- mentação, poder de persuasão, conheça bem o produto”, destaca o gerente. Segundo ele, cerca de 900 empresários fazem o curso por ano. As aulas da próxima turma prevista paraesteanocomeçamem25denovembro. //Senac-DF–TécnicasdeVendaseNegociação Informações:3313-8877ouwww.senacdf.com.br //Sebrae–GestãoeEstratégiasdeVenda Informações:08005700800ou www.sebrae.com.br/uf/distrito-federal
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 61 homenagem @sescdf /sescdistritofederal //Por Raíssa Lopes ParceriaentreoSesc-DFeaCâmarados Deputadosécelebradaemsessãosolene A Câmara dos Deputados re- alizou sessão solene em 16 de setembro para celebrar a parceria de quase dez anos entre a casa legislativa e o Sesc-DF. Des- de 2004, a entidade oferece projetos de cultura e educação para atender em torno de 5 mil comerciários que trabalham nas áreas de vigilância, asseio e conservação do órgão. Re- querida pelo deputado Roberto de Lucena (PV-SP), a sessão celebrou, ainda, os 67 anos do Sesc, comemo- rados em 13 de setembro. Entre as ações estão a publicação de 18 mil exemplares das coletâne- as dos prêmios literários do Sesc- DF, em parceria com a Comissão de Educação e Cultura da Câmara; a realização de 111 edições de séries/ programas de TV em conjunto com a TV Câmara; 115 iniciativas culturais, como exposições e publicações; a formação de 11 turmas com 153 alu- nos em educação de jovens e adul- tos; mais de 3,4 mil atendimentos odontológicos; mais de 1,5 mil aten- dimentos no Projeto Passaporte para a Saúde; e cerca de 82,6 mil cafés da manhã, caldos e cremes servidos. “É muito bom ser homenageado por um trabalho tão interessante e que faz diferença em vários setores da Câmara”, afirmou o presidente do Sesc-DF, Adelmir Santana, durante a solenidade. “A homenagem é fruto de um trabalho intenso dos mais de 1,5 mil servidores do Sesc no Distrito Federal. O reconhecimento só é pos- sível devido ao esforço e à dedicação de todos que formam a instituição”, completou. O presidente destacou que, embora a homenagem tenha sido para o Sesc-DF, a entidade está em mais de 2,8 mil municípios, de todas as unidades da Federação, e emprega 25 mil pessoas. Servidores e alunos do Sesc-DF compareceram à sessão solene. Marcelo Alves, de 37 anos, trabalha como porteiro da unidade do Sesc de Ceilândia há cinco anos. “Gosto mui- to de ser servidor do Sesc. O melhor, em minha opinião, é o ambiente de trabalho.” Há 11 anos na entidade, a assistente de gerência da unidade do Setor Comercial Sul Alessandra Sá Leite vê o Sesc-DF como sua segun- da casa. “Sinto-me emocionada por ver a instituição sendo homenageada pela Câmara”, disse. A solenidade foi presidida pelo deputado Izalci Lucas (PSDB-DF). “A instituiçãoéreconhecidaporbrasilei- ros de todas as classes sociais”, dis- se. O presidente do Sesc-DF, Adelmir Santana, e o diretor regional da enti- dade, José Roberto Sfair Macedo, re- ceberam de Izalci Lucas um diploma pelos trabalhos realizados. O diretor- geral do Departamento Nacional do Sesc, Maron Emile Abi-Abib, também foi homenageado. Ele foi representa- do pelo diretor de Programas Sociais do Sesc, Nivaldo Pereira. //Plantio de muda Antes da sessão solene, o Sesc foi homenageado no Bosque dos Consti- tuintescomoplantiodeumamudade copaíba. “A homenagem proporciona para o Sesc um reconhecimento de uma parceria muito produtiva”, afir- mou o diretor regional do Sesc-DF, José Roberto Sfair Macedo. Com 70 mil metros quadrados, o bosque fica ao lado da Praça dos Três Poderes. Adelmir Santana destacou a dedicação dos mais de 1,5 mil servidores do Sesc no DF. Cristiano Costa Quase dez anos de sucesso
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201362 //pesquisa conjuntural Comércio brasiliense tem leve alta em agosto Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços. Setor Segmento Mar13 x Fev13 Abr13 x Mar13 Mai13 x Abr13 Jun13 x Mai13 Jul13 x Jun13 Ago13 x Jul13 Autopeças e Acessórios 3,74% -0,24% 3,39% -7,23% -4,53% -3,9% Bares, Restaurantes e Lanchonetes 7,11% 1,3% 5,48% -1,1% -1,44% -0,18% Calçados 10,52% 0,75% 5,59% 3,71% 10,02% 6,48% Farmácia e Perfumaria 3,98% 0,12% 3,97% -10,76% 3,78% -1,39% Floricultura -19,6% -15,91% 35,65% 2,82% -20,27% -2,95% Informática 1,28% -2,29% -4,24% 4,47% -2,19% -0,21% Livraria e Papelaria -31,33% -13,97% 2,29% -0,36% 17,69% 9,57% Lojas de Utilidades Domésticas 5,08% 0,75% 0,51% -5,32% 0,68% 7,19% Material de Construção 3,04% 6,76% 0,67% -1,61% -4,68% 2,03% Mercado e Mercearia -0,97% -4,22% -0,09% 5,74% -5,68% 2,99% Móveis e Decoração 1,49% 9,19% -0,96% 5,33% 3,34% -1,38% Óticas 0,65% -6,98% 7,07% 3,04% 0,31% -1,95% Tecidos -10,33% 12,98% 17,54% 13,13% 31,13% 2,45% Vestuário 18,72% 1,2% 4,06% 4,92% -2,08% -1,68% Total 2,44% 0,1% 2,98% -0,3% -0,46% 0,75% Agências de Viagem 2,22% -3,93% 5,59% -2,85% -4,64% 4,99% Autoescola 16,47% -2,67% 4,32% -14,13% -6,76% -4,35% Pet Shop 0,85% -5,15% -12,07% -15,38% 9,34% -5,85% Salão de Beleza 3,67% 0,22% 9,46% -0,65% 10,88% 3,22% Total 3,8% -2,59% 4,02% -8,01% -1,28% 0,08% Total 2,54% -0,11% 3,07% -0,92% -0,52% 0,7% Comércio Desempenhodevendas
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 63 Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços. Desempenhodevendas Setor Região Mar13 x Fev13 Abr13 x Mar13 Mai13 x Abr13 Jun13 x Mai13 Jul13 x Jun13 Ago13 x Jul13 Comércio Brasília (Asa Sul e Asa Norte) 6,72% 1,22% 1,24% -0,65% -2,77% -0,79% Candangolândia, Guará e Núcleo Bandeirante -12,65% -2,65% 16,34% -1,19% -0,14% -1,23% Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires e Águas Claras -1,07% 2,29% 3,63% -0,92% 1,46% 4,58% Cruzeiro, Setor de Indústrias e Sudoeste 3,58% 1,57% 1,61% 2,52% -1,89% -1,53% Gama, Recanto das Emas e Samambaia 2,64% -4,71% -0,42% -3,53% 3,34% 2,08% Paranoá, Sobradinho e São Sebastião 4,64% -4,68% 4,84% 4,81% -0,13% -2,07% Total 2,44% 0,1% 2,98% -0,3% -0,46% 0,75% Serviços Brasília (Asa Sul e Asa Norte) 7,01% -1,54% -0,76% -12,68% 2,81% -4,47% Candangolândia, Guará e Núcleo Bandeirante 0,28% -3,52% 10,82% 16,19% -4,38% -2,44% Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires e Águas Claras 0,7% -4,54% 23,79% -5,95% -5,60% 15,2% Cruzeiro, Setor de Indústrias e Sudoeste -1,06% 0,83% -11,58% -7,72% -10,9% 1,51% Gama, Recanto das Emas e Samambaia -2,98% -8,97% 9,17% 1,34% 17,01% -8,67% Paranoá, Sobradinho e São Sebastião 10,67% -24,34% -0,88% 4,05% -1,19% 0,43% Total 3,80% -2,59% 4,02% -8,01% -1,28% 0,08% Total 2,54% -0,11% 3,07% -0,92% -0,52% 0,7% A s vendas do comércio bra- siliense registraram alta de 0,75% em agosto na comparação com julho. Já o setor de serviços ficou prati- camente estável, com aumento de apenas 0,08%. No acumulado do ano, de janeiro até agosto, observa- se expansão de 2,18% (comércio e serviços). É o que mostra a Pesqui- sa Conjuntural de Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal, reali- zada pelo Instituto Fecomércio. Na análise por ramo de atua- ção, apresentaram crescimento nas vendas do comércio em agosto, na comparação com julho, os segmen- tos de: Livraria e Papelaria (9,57%); Lojas de Utilidades Domésticas (7,19%); Calçados (6,48%); Mercado e Mercearia (2,99%); Tecidos (2,45%) e Material de Construção (2,99%). As quedas aconteceram nos seguintes segmentos: Autopeças e Acessó- rios (-3,90%); Floricultura (-2,95%); Óticas (-1,95%); Vestuário (-1,68%); Farmácia e Perfumária (-1,39%); Móveis e Decorações (-1,38%); In- formática (-0,21%); e Bares, Restau- rantes e Lanchonetes (-0,18%). No que se refere ao setor de ser- viços, apresentaram alta nas vendas em agosto, na comparação com o mês anterior, os segmentos de: Agência de Viagem (4,99%) e Salão de Beleza (3,22%). Pet Shop (-5,85%) e Autoescola (- 4,35%) registraram queda nas vendas. É necessário ressaltar, contudo, que o Instituto
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201364 Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços. Setor Segmento Mar13 x Fev13 Abr13 x Mar13 Mai13 x Abr13 Jun13 x Mai13 Jul13 x Jun13 Ago13 x Jul13Comércio Autopeças e Acessórios 3,94% -4,55% 3,6% -4% 9,09% 0,63% Bares, Restaurantes e Lanchonetes -1,52% -1,95% -0,81% -4,78% 4,92% -0,8% Calçados 3,39% 2,42% -2,88% -2,42% -7,32% -4,39% Farmácia e Perfumaria -5% 6,1% -1,05% -2,04% 1,15% 6,06% Floricultura 4,17% 0% 0% -3,85% 3,7% 0% Informática -1,47% -1,37% -1,43% 1,39% -8,11% 9,59% Livraria e Papelaria -5,56% -1,79% 0% -1,22% -2,27% -4,65% Lojas de Utilidades Domésticas 4,35% -2% 4% 5,77% -3,64% 0% Material de Construção 5,39% 1,99% 1,82% -2,74% 0,93% 0% Mercado e Mercearia 0,54% 1,44% -1,35% 4,19% 0,6% -0,9% Móveis e Decoração 1,3% -3,7% 1,22% 3,17% 1,56% -7,69% Óticas -3,45% 0% 6,9% -3,23% -3,33% 0% Tecidos -15,15% 0% 0% 9,09% -2,94% 0% Vestuário 1,36% 3,96% 1,69% -2,99% 1,31% 1,65% Total -0,43% 0,24% -0,08% -2,01% 1,76% 0,16% Serviços Agências de Viagem 3,33% 0% 1,82% -6,93% 8,51% -8,82% Autoescola 0% -2,94% 3,13% 11,11% 0% 0% Pet Shop -3,51% 7,69% 5,88% -3,51% 18,03% -2,41% Salão de Beleza 7,14% -3,74% -4,35% 4% 3,85% -3,7% Total 2,49% -0,69% 2,08% 0% 7,58% -4,21% Total -0,14% 0,14% 0,14% -1,82% 2,34% -0,31% Níveldeemprego Fecomércio pesquisa apenas esses quatro segmentos de serviços. Na opinião do presidente da Fe- comércio-DF, Adelmir Santana, o resultado, apesar de pouco expres- sivo, reverteu a tendência de queda observada nos dois meses anterio- res. “Em função da proximidade do Dia da Criança e do início das com- pras antecipadas para as festas de fim de ano, é possível prever uma continuidade neste crescimento nos próximos meses.” Quanto ao pessoal empregado, o comércio apresentou leve alta de 0,16% no contingente em compara- ção com julho. O setor de serviços apresentou declínio de 4,21% no número de postos de trabalho. Entre as formas de pagamento, o cartão de crédito se destacou em ambos os setores. No comércio, a modalidade respondeu por 43,39% das vendas. No setor de serviços, foi responsável por 51,39% das compras. A Pesquisa Conjuntural de Micro e Pequenas Empresas do DF é reali- zada mensalmente pelo Instituto Fe- comércio e tem o apoio do Sebrae. Foram consultadas 700 empresas, sendo 595 do comércio e 105 de ser- viços. A coleta de dados foi realizada de 5 a 10 de setembro.
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 2013 65 Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços. Fonte: Pesquisa Conjuntural de Comércio e Serviços. Níveldeemprego Formasdepagamento Mês À vista Cheque Cartão de crédito Débito A prazo Boleto Comércio mar/13 30,02% 1,03% 47,4% 15,66% 3,64% 2,26% abr/13 30,34% 1,17% 45,53% 15,48% 3,46% 4,02% mai/13 29,27% 0,85% 46,07% 17,18% 3,58% 3,05% jun/13 28,91% 1,19% 45,44% 16,9% 3,60% 3,96% jul/13 31,22% 1,14% 44,86% 16,4% 3,32% 3,06% ago/13 31,45% 1,01% 43,39% 18,27% 3,46% 2,42% Serviços mar/13 21,37% 4,12% 53,24% 12,71% 3,17% 5,38% abr/13 23,14% 4,87% 49,94% 13,47% 2,91% 5,67% mai/13 26,13% 3,05% 49,27% 14,02% 3,72% 3,82% jun/13 22,38% 4,96% 49,61% 13,68% 4,89% 4,48% jul/13 23,55% 3,02% 49,95% 15,34% 4,15% 3,98% ago/13 25,24% 4,56% 51,39% 13,93% 4,26% 0,61% Setor Região Mar13 x Fev13 Abr13 x Mar13 Mai13 x Abr13 Jun13 x Mai13 Jul13 x Jun13 Ago13 x Jul13 Comércio Brasília (Asa Sul e Asa Norte) -0,29% 2,97% 0% -2,59% 1,34% -0,3% Candangolândia, Guará e Núcleo Bandeirante 1,95% -1,12% 4,62% -0,62% 6,63% 0,53% Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires e Águas Claras -1,89% -6,7% 1,07% -1,82% 0,95% 0,64% Cruzeiro, Setor de Indústrias e Sudoeste 4,03% 1,77% -3,14% -1,08% 2,55% 1,06% Gama, Recanto das Emas e Samambaia -1,15% 4,25% -0,76% -2,24% -0,37% 0,7% Paranoá, Sobradinho e São Sebastião -2,92% 5,42% -3,95% -1,76% 4,12% -1,69% Total -0,43% 0,24% -0,08% -2,01% 1,76% 0,16% Serviços Brasília (Asa Sul e Asa Norte) 0,66% -1,32% 4% 7,69% 10,56% -7,41% Candangolândia, Guará e Núcleo Bandeirante 0% 4,35% -4,35% 0% 0% 0% Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires e Águas Claras 9,68% -1,64% 1,61% -20,37% 9,52% 0% Cruzeiro, Setor de Indústrias e Sudoeste 0% 0% 0% 0% 0% -3,03% Gama, Recanto das Emas e Samambaia 0% 0% 0% 0% 0% 0% Paranoá, Sobradinho e São Sebastião 0% 0% 0% 0% 0% 16,67% Total 2,49% -0,69% 2,08% 0% 7,58% -4,21% Total -0,14% 0,14% 0,14% -1,82% 2,34% -0,31%
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    revista FECOMÉRCIO |outubro 201366 Untitled-4 1 18/11/10 11:29 Ophir Cavalcante Junior Advogado do diplomata Eduardo Saboia e ex-presidente da OAB MarceloGuido Donodeempresa deconstruçãocivile reformas BOM Em que pese à genialidade de Lucio Costa, é necessário fazer adaptações à realidade hoje vivida sem prejudicar o projeto original. REGULAR Deve haver bom senso. A segurança e a qualidade de vida das pessoas têm que ser prioridade em relação ao tombamento. REGULAR Asmanifestações demonstramqueos jovensvoltaramase indignar.Noentanto,há necessidadedeordem paranãoprejudicar osdireitosdeoutros cidadãos. RUIM A ação dos mascarados tem atrapalhado a colocação das verdadeiras demandas da população e inibido os manifestantes pacíficos. RUIM Éumretratoda importânciaqueos governosvêmdandoà cultura.Asverbasexistem edeveriamserbem aplicadas. RUIM O governo tem sido rigorosíssimo com os construtores e incorporadores privados e muito leniente com os aparelhos públicos. São dois pesos e duas medidas. Pedro Marinho Neto Presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças BOM As alterações podem ser realizadas para acompanhar a dinâmica de Brasília, desde que não firam o plano original de Lucio Costa. BOM As manifestações são necessárias, pois reforçam a democracia e o exercício da cidadania, quando pacíficas. Já os black blocs as transformaram em vandalismo. RUIM Não poderia chegar a esse nível de descaso. O governo local foi no mínimo leniente ao ignorar as necessidades do teatro. REGULAR Ogovernobrasileironão deveriaterdeixadoesse assuntosearrastarpor umanosemsolução. Odesfechodocaso mostrouainabilidadeda atualpolíticaexternado Brasil. LeonardoCoutinho Arquiteto BOM O plano deve atender aos anseios da população, mas sempre preservar as características originais da cidade e suas escalas. REGULAR É vandalismo praticado por oportunistas e deve ser punido com rigor. Uma pena isso estragar a legitimidade do movimento. REGULAR O tempo não deve ser culpado. Vejo uma sequência de falhas na gestão do plano de preservação. É preciso uma administração pública com mais atitude. REGULAR É uma questão delicada, mas ninguém pode ser julgado antes de sua condenação. O governo brasileiro não poderia permanecer omisso. BOM É lamentável o Brasil ter se rendido a Evo Morales (presidente da Bolívia). Nunca havíamos deixado de lado os direitos humanos para atender a interesses de governantes. RUIM Molina ficou mais de um ano na embaixada brasileira sem que sua situação fosse resolvida. Acho que o diplomata Eduardo Saboia agiu corretamente. Plano de Preservação do ConjuntoUrbanístico de Brasília Ação dos black blocs nas manifestações populares Condições precárias do Teatro Nacional Claudio Santoro Caso Pinto Molina pesquisa relâmpago DiegoRenato deOliveira Supervisor logístico BOM O plano urbanístico precisa, sim, ser adaptado à realidade atual da cidade, mas é preciso ter cuidado para não modificar as características de Brasília. RUIM Sair às ruas com máscara dá a ideia de que a pessoa está ali para praticar violência. Sou contra. As manifestações devem ser pacíficas. RUIM É mais um exemplo do abandono do patrimônio cultural por parte do governo. Dinheiro nós temos, mas ele não é bem usado. RUIM O Brasil não deveria se meter nisso. Se o senador boliviano tem coisas a responder em seu país, por que dar abrigo? Fotos: Nina Quintana
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