Ulisses Neto – Repórter
O começo do Rádio Primeira transmissão regular ocorreu nos EUA em 1920 Dois anos depois, Inglaterra e França iniciam transmissões Também em 1922, Brasil tem sua primeira transmissão
A primeira emissora Rádio Sociedade do Rio de Janeiro - 1923  Fundada por Roquette Pintto e Henrique Morize
O sonho “ Todos os lares espalhados pelo imenso território do Brasil receberão livremente o conforto moral da ciência e da arte. A paz será realidade entre as nações. Tudo isso há de ser o milagre das ondas misteriosas que transportarão, no espaço, silenciosamente, as harmonias. Que incrível meio será o rádio para transformar um homem em poucos minutos, se o empregarem com alma e coração!” – Roquette Pinto
Criação de emissoras/Brasil Fonte : IBGE, Anu ário estatístico do Brasil – 1941-1945
Uso político  Em 1930, as eleições já contaram com a presença efetiva do rádio. A Rádio Educadora Paulista tinha entre seus associados Júlio Prestes, candidato à Presidência. A emissora esqueceu a determinação de lei federal que exigia caráter puramente educativo da programação e fez campanha para Prestes. Dentro da Rádio não se falava o nome de Getúlio Vargas!  CALABRE, Lia. A Era do Rádio . Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editora, 2004
Tempos de Ouro O Rádio vive o seu grande momento entre as décadas de 1930 e 1950. Maiores emissoras da época :  - R ádio Nacional do Rio de Janeiro  - Mayrink Veiga  - Rádio Tupi  - Rádio Tamoio
A Transformação  Em 1950, com a chegada da Televisão, começa a mudança no rádio brasileiro.  Fala-se no “fim do rádio”, mas o que acontece é uma adaptação das programações.  Processo de midiamorfose (FIDLER, 1997) mantém a força do rádio como veículo de comunicação em massa.
Ganha força o Jornalismo Com o avanço da televisão, a programação de entretenimento perde força no rádio.  Cresce o “tripé” prestação de serviço, música e notícia. Programações como conhecemos hoje começam a se definir.  O Rádio se transforma em veículo participativo no cotidiano do ouvinte.
Cenário atual - Nacional De acordo com a Anatel, o Brasil tem hoje 8.713 emissoras de rádio no total.  Fonte : Anatel (2009)
Cen ário Paulistano As maiores redes de rádio do Brasil estão em São Paulo  Globo  -  Bandeirantes – CBN – Jovem Pan  Fonte : www.bastidoresdoradio.com (Ref. a  seg /sex entre mai/jun/jul)
“ Um homem que tenha algo a dizer e não encontre ouvintes, está em má situação. Mas estão em pior situação ainda os ouvintes que não encontrem quem tenha algo a dizer-lhes.”  Bertold Bretch
A notícia no Rádio Características básicas que o veículo exige. (Walter Sampaio) Períodos curtos Linguagem direta Simplicidade Sem adjetivação Objetividade Revisão
O jornalista no Rádio É comum que o jornalista acumule várias funções em uma redação de rádio. Pauta, Apuração, Reportagem, Redação, Edição e Apresentação. Por isso, o jornalista de rádio tem que conhecer  muito bem  todas as áreas da redação.
Editorial Internacional Enquanto nos grandes jornais, a editoria “Inter” ocupa o primeiro caderno, no rádio a situação é diferente.  Poucas emissoras mantém jornalistas trabalhando exclusivamente com notícias internacionais. As que mantém, diversificam tanto a pauta, que o repórter acaba cobrindo vários assuntos diferentes.
Inter é notícia (no rádio)? Proximidade:  quanto mais próximo do ouvinte for o local do evento, mais interesse a notícia gera, porque implica mais diretamente na vida do ouvinte. x Aldeia Global (McLuhan) - mundo interligado, fruto da evolução das Tecnologias da Informação e da Comunicação, diminuidoras das distâncias e das incompreensões entre as pessoas e promotor da emergência de uma consciência global interplanetária.
Inter na JP  Caio Blinder – Nova York  Reali Júnior – Paris
Inter na JP  Correspondentes eventuais  Parcerias – Rádio ONU / Rádio Canadá  Ulisses Neto – Editor/Repórter (São Paulo)
Estabelecendo fontes Consulados do Exterior no Brasil  Especialistas em R.I. (USP/UNESP/UFRJ/UnB) Consultorias  Itamaraty  Governo Federal  Colegas de outras redações Ferramentas Sociais (Twitter, Facebook, LinkedIn)
Dificuldades da cobertura Ainda há grande dependência das agências de notícias Enviado especial de Rádio é coisa rara Fuso horário (hard news) Equipes pequenas x pautas amplas Pouca especialização na editoria
Critério de Seleção  “É difícil, senão mesmo impossível ensinar critério seletivo a alguém. Em primeiro lugar é inerente à vocação para o jornalismo e em segundo lugar, só a prática pode apurá-lo.” (Walter Sampaio)
Erros de cobertura África e Ásia seguem fora da pauta  Qualquer acontecimento nos EUA é notícia “ Subcontinente Americano” raramente é notícia Aplicar conceitos pré-estabelecidos na notícia: (Ex.: terroristas islâmicos, coronel Hugo Chávez, narcotraficantes das Farc, etc.) Canclini critica o chamado eurocentrismo dos que querem compreender a cultura local a partir dos padrões europeus, considerando-a por isso atrasada e não-civilizada.
Bibliografia CALABRE, Lia. A Era do Rádio . Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editora, 2004 MEDITSCH, Eduardo e Zuculoto, Valci (org.). Teorias do Rádio – textos e contextos. Florianópolis. Insular, 2008. CANCLINI, Néstor García. Cultura y Comunicación: entre lo global y lo local. La Plata: Ediciones de Periodismo y Comunicación, 1997. FIDLER, Roger. Mediamorphosis, Understandin New Media CANCLINI, Néstor García. Cultura y Comunicación: entre lo global y lo local. La Plata: Ediciones de Periodismo y Comunicación, 1997. IBGE, Anu ário estatístico do Brasil – 1941-1945 – http://www.ibge.gov.br Indicadores ANATEL - http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalInternet.do# SIQUEIRA, Ethevaldo - A Utopia de Roquette-Pinto http://www.ethevaldo.com.br/Generic.aspx?pid=1022
Contato Ulisses Neto – Repórter [email_address] @ulissesneto

Rádiojornalismo / Editoria Internacional

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    O começo doRádio Primeira transmissão regular ocorreu nos EUA em 1920 Dois anos depois, Inglaterra e França iniciam transmissões Também em 1922, Brasil tem sua primeira transmissão
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    A primeira emissoraRádio Sociedade do Rio de Janeiro - 1923 Fundada por Roquette Pintto e Henrique Morize
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    O sonho “Todos os lares espalhados pelo imenso território do Brasil receberão livremente o conforto moral da ciência e da arte. A paz será realidade entre as nações. Tudo isso há de ser o milagre das ondas misteriosas que transportarão, no espaço, silenciosamente, as harmonias. Que incrível meio será o rádio para transformar um homem em poucos minutos, se o empregarem com alma e coração!” – Roquette Pinto
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    Criação de emissoras/BrasilFonte : IBGE, Anu ário estatístico do Brasil – 1941-1945
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    Uso político Em 1930, as eleições já contaram com a presença efetiva do rádio. A Rádio Educadora Paulista tinha entre seus associados Júlio Prestes, candidato à Presidência. A emissora esqueceu a determinação de lei federal que exigia caráter puramente educativo da programação e fez campanha para Prestes. Dentro da Rádio não se falava o nome de Getúlio Vargas! CALABRE, Lia. A Era do Rádio . Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editora, 2004
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    Tempos de OuroO Rádio vive o seu grande momento entre as décadas de 1930 e 1950. Maiores emissoras da época : - R ádio Nacional do Rio de Janeiro - Mayrink Veiga - Rádio Tupi - Rádio Tamoio
  • 8.
    A Transformação Em 1950, com a chegada da Televisão, começa a mudança no rádio brasileiro. Fala-se no “fim do rádio”, mas o que acontece é uma adaptação das programações. Processo de midiamorfose (FIDLER, 1997) mantém a força do rádio como veículo de comunicação em massa.
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    Ganha força oJornalismo Com o avanço da televisão, a programação de entretenimento perde força no rádio. Cresce o “tripé” prestação de serviço, música e notícia. Programações como conhecemos hoje começam a se definir. O Rádio se transforma em veículo participativo no cotidiano do ouvinte.
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    Cenário atual -Nacional De acordo com a Anatel, o Brasil tem hoje 8.713 emissoras de rádio no total. Fonte : Anatel (2009)
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    Cen ário PaulistanoAs maiores redes de rádio do Brasil estão em São Paulo Globo - Bandeirantes – CBN – Jovem Pan Fonte : www.bastidoresdoradio.com (Ref. a seg /sex entre mai/jun/jul)
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    “ Um homemque tenha algo a dizer e não encontre ouvintes, está em má situação. Mas estão em pior situação ainda os ouvintes que não encontrem quem tenha algo a dizer-lhes.” Bertold Bretch
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    A notícia noRádio Características básicas que o veículo exige. (Walter Sampaio) Períodos curtos Linguagem direta Simplicidade Sem adjetivação Objetividade Revisão
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    O jornalista noRádio É comum que o jornalista acumule várias funções em uma redação de rádio. Pauta, Apuração, Reportagem, Redação, Edição e Apresentação. Por isso, o jornalista de rádio tem que conhecer muito bem todas as áreas da redação.
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    Editorial Internacional Enquantonos grandes jornais, a editoria “Inter” ocupa o primeiro caderno, no rádio a situação é diferente. Poucas emissoras mantém jornalistas trabalhando exclusivamente com notícias internacionais. As que mantém, diversificam tanto a pauta, que o repórter acaba cobrindo vários assuntos diferentes.
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    Inter é notícia(no rádio)? Proximidade:  quanto mais próximo do ouvinte for o local do evento, mais interesse a notícia gera, porque implica mais diretamente na vida do ouvinte. x Aldeia Global (McLuhan) - mundo interligado, fruto da evolução das Tecnologias da Informação e da Comunicação, diminuidoras das distâncias e das incompreensões entre as pessoas e promotor da emergência de uma consciência global interplanetária.
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    Inter na JP Caio Blinder – Nova York Reali Júnior – Paris
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    Inter na JP Correspondentes eventuais Parcerias – Rádio ONU / Rádio Canadá Ulisses Neto – Editor/Repórter (São Paulo)
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    Estabelecendo fontes Consuladosdo Exterior no Brasil Especialistas em R.I. (USP/UNESP/UFRJ/UnB) Consultorias Itamaraty Governo Federal Colegas de outras redações Ferramentas Sociais (Twitter, Facebook, LinkedIn)
  • 20.
    Dificuldades da coberturaAinda há grande dependência das agências de notícias Enviado especial de Rádio é coisa rara Fuso horário (hard news) Equipes pequenas x pautas amplas Pouca especialização na editoria
  • 21.
    Critério de Seleção “É difícil, senão mesmo impossível ensinar critério seletivo a alguém. Em primeiro lugar é inerente à vocação para o jornalismo e em segundo lugar, só a prática pode apurá-lo.” (Walter Sampaio)
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    Erros de coberturaÁfrica e Ásia seguem fora da pauta Qualquer acontecimento nos EUA é notícia “ Subcontinente Americano” raramente é notícia Aplicar conceitos pré-estabelecidos na notícia: (Ex.: terroristas islâmicos, coronel Hugo Chávez, narcotraficantes das Farc, etc.) Canclini critica o chamado eurocentrismo dos que querem compreender a cultura local a partir dos padrões europeus, considerando-a por isso atrasada e não-civilizada.
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    Bibliografia CALABRE, Lia.A Era do Rádio . Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editora, 2004 MEDITSCH, Eduardo e Zuculoto, Valci (org.). Teorias do Rádio – textos e contextos. Florianópolis. Insular, 2008. CANCLINI, Néstor García. Cultura y Comunicación: entre lo global y lo local. La Plata: Ediciones de Periodismo y Comunicación, 1997. FIDLER, Roger. Mediamorphosis, Understandin New Media CANCLINI, Néstor García. Cultura y Comunicación: entre lo global y lo local. La Plata: Ediciones de Periodismo y Comunicación, 1997. IBGE, Anu ário estatístico do Brasil – 1941-1945 – http://www.ibge.gov.br Indicadores ANATEL - http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalInternet.do# SIQUEIRA, Ethevaldo - A Utopia de Roquette-Pinto http://www.ethevaldo.com.br/Generic.aspx?pid=1022
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    Contato Ulisses Neto– Repórter [email_address] @ulissesneto

Notas do Editor

  • #6 Fonte : IBGE, Anu ário estatístico do Brasil – 1941-1945
  • #7 CALABRE, Lia. A Era do Rádio . Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editora, 2004
  • #11 Fonte : Anatel (2009)
  • #12 Fonte : www.bastidoresdoradio.com (Ref. a audi ência de seg /sex entre mai/jun/jul)