Prorrogando A DOR Clique...
Por que será que nos agarramos a situações para as quais  conhecemos perfeitamente o desfecho?  Sabemos de antemão o que fazer, mas somos tomados pela angústia de ter que assumir uma decisão que vai nos fazer sofrer.
Colocamos à frente um passo que poderia ter sido tomado agora.  Nos enganamos conscientemente.  Prorrogamos a decisão para que a  dor seja prorrogada.  É possível que dentro de nós achamos  que a dor esticada vai ser mais suave.
Se não podemos evitá-la, pelo menos vamos vivê-la a prestações, sem muita consciência que os juros podem ser muito altos no fim.  Dar um passo errado não nos custa tanto quanto ter que assumi-lo.  E ter que conviver com ele ou as conseqüências dele.
Uma vez que reconhecemos o caminho errado, o normal seria voltar.  Mas o que fazemos?  Olhamos pra trás, medimos o caminho percorrido, nos perdemos no tempo sem  sair do lugar, mesmo se a vida se  apressa ao nosso redor.
Conhecemos o abismo que se apresenta diante da situação, mas nos recusamos a admiti-lo, embora saibamos que não queremos cair nele. Caminhamos a passos lentos, guiados pela esperança que nunca nos abandona, mesmo sabendo que uma hora ou outra teremos que pôr o ponto final. Fim da história
Fim de nós de uma certa maneira, ou daquilo que vivemos e sonhamos. Acreditamos num pequeno lapso de tempo que nunca mais outra oportunidade virá a nós, como se a vida fosse limitada.  Nos entregamos à dor como nos entregamos ao amor. Inteiramente.  E somos invadidos por uma sombra que nos isola de tudo.
Mas que maravilhoso remédio é o tempo!  Um dia acordamos e tudo parece mais ameno. Abrimos os olhos.  Começamos a notar coisas para as quais estávamos cegos. O dia seguinte será ainda melhor e virá um outro e um outro.
Quão grandioso é esse Maestro do universo!  Com um simples sopro ressuscita o sol a cada manhã e nos eleva com ele. Somos dessa maneira não uma pessoa nova, mas uma pessoa renovada.
Mais vivida.  Carregados de experiências que nos serviram de lição, que nos enriqueceram e nos tornaram uma pessoa, quem sabe, melhor. ( Letícia Thompson ) Dú

Prorrogando dor

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    Por que seráque nos agarramos a situações para as quais  conhecemos perfeitamente o desfecho? Sabemos de antemão o que fazer, mas somos tomados pela angústia de ter que assumir uma decisão que vai nos fazer sofrer.
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    Colocamos à frenteum passo que poderia ter sido tomado agora. Nos enganamos conscientemente. Prorrogamos a decisão para que a dor seja prorrogada. É possível que dentro de nós achamos que a dor esticada vai ser mais suave.
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    Se não podemosevitá-la, pelo menos vamos vivê-la a prestações, sem muita consciência que os juros podem ser muito altos no fim. Dar um passo errado não nos custa tanto quanto ter que assumi-lo. E ter que conviver com ele ou as conseqüências dele.
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    Uma vez quereconhecemos o caminho errado, o normal seria voltar. Mas o que fazemos? Olhamos pra trás, medimos o caminho percorrido, nos perdemos no tempo sem sair do lugar, mesmo se a vida se apressa ao nosso redor.
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    Conhecemos o abismoque se apresenta diante da situação, mas nos recusamos a admiti-lo, embora saibamos que não queremos cair nele. Caminhamos a passos lentos, guiados pela esperança que nunca nos abandona, mesmo sabendo que uma hora ou outra teremos que pôr o ponto final. Fim da história
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    Fim de nósde uma certa maneira, ou daquilo que vivemos e sonhamos. Acreditamos num pequeno lapso de tempo que nunca mais outra oportunidade virá a nós, como se a vida fosse limitada. Nos entregamos à dor como nos entregamos ao amor. Inteiramente. E somos invadidos por uma sombra que nos isola de tudo.
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    Mas que maravilhosoremédio é o tempo! Um dia acordamos e tudo parece mais ameno. Abrimos os olhos. Começamos a notar coisas para as quais estávamos cegos. O dia seguinte será ainda melhor e virá um outro e um outro.
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    Quão grandioso éesse Maestro do universo! Com um simples sopro ressuscita o sol a cada manhã e nos eleva com ele. Somos dessa maneira não uma pessoa nova, mas uma pessoa renovada.
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    Mais vivida. Carregados de experiências que nos serviram de lição, que nos enriqueceram e nos tornaram uma pessoa, quem sabe, melhor. ( Letícia Thompson ) Dú