Ficha Técnica
Título: Química, Programa da 8ª Classe
Edição: ©INDE/MINED - Moçambique
Autor: INDE/MINED – Moçambique
Capa, Composição, Arranjo gráfico: INDE/MINED - Moçambique
Arte final: INDE/MINED - Moçambique
Tiragem: 1500 Exemplares
Impressão: DINAME
Nº de Registo: INDE/MINED – 6302/RLINLD/2010
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Prefácio
Caro Professor
É com imenso prazer que colocamos nas suas mãos os Programas do Ensino Secundário Geral.
Com a introdução do Novo Currículo do Ensino Básico, iniciada em 2004, houve a necessidade de
reformular o currículo do Ensino Secundário Geral para que a integração do aluno se faça sem
sobressaltos e para que as competências gerais, tão importantes para a vida continuem a ser
desenvolvidas e consolidadas neste novo ciclo de estudos.
As competências que os novos programas do Ensino Secundário Geral procuram garantir
compreendem um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para a vida que
permitam ao graduado do Ensino Secundário Geral enfrentar o mundo de trabalho numa economia
cada vez mais moderna e competitiva.
Estes programas resultam de um processo de consulta à sociedade. O produto que hoje tem em
mãos é resultado do trabalho abnegado de técnicos pedagógicos do INDE e da DINEG, de
professores das várias instituições de ensino e formação, quadros de diversas instituições públicas,
empresas e organizações, que colocaram a sua experiência neste exercício de transformação
curricular e a quem aproveito desde já, agradecer.
Aos professores, de que depende em grande medida a implementação destes programas, apelo ao
estudo permanente das sugestões que eles contêm. Para que convoquem a vossa e criatividade e
empenho para levar a cabo a gratificante tarefa de formar hoje os jovens que amanhã engrossarão
o contingente nacional para o combate à pobreza.
Aires Bonifácio Baptista Ali.
Ministro da Educação e Cultura
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1. Introdução
A Transformação Curricular do Ensino Secundário Geral (TCESG) é um processo que se enquadra
no Programa Quinquenal do Governo e no Plano Estratégico da Educação e Cultura e tem como
objectivos:
• Contribuir para a melhoria da qualidade de ensino, proporcionando aos alunos
aprendizagens relevantes e apropriadas ao contexto socioeconómico do país.
• Corresponder aos desafios da actualidade através de um currículo diversificado, flexível e
profissionalizante.
• Alargar o universo de escolhas, formando os jovens tanto para a continuação dos estudos
como para o mercado de trabalho e auto emprego.
• Contribuir para a construção de uma nação de paz e justiça social.
Constituem principais documentos curriculares:
• O Plano Curricular do Ensino Secundário (PCESG) – documento orientador que contém os
objectivos, a política, a estrutura curricular, o plano de estudos e as estratégias de
implementação;
• Os programas de ensino de cada uma das disciplinas do plano de estudos;
• O regulamento de avaliação do Ensino Secundário Geral (ESG);
• Outros materiais de apoio.
1.1. Linhas Orientadoras do Currículo do ESG
O Currículo do ESG, a ser introduzido em 2008, assenta nas grandes linhas orientadoras que
visam a formação integral dos jovens, fornecendo-lhes instrumentos relevantes para que
continuem a aprender ao longo de toda a sua vida.
O novo currículo procura por um lado, dar uma formação teórica sólida que integre uma
componente pré-vocacional e por outro, permitir aos jovens a aquisição de competências
relevantes para uma integração plena na vida política, social e económica do país.
As consultas efectuadas apontam para a necessidade de a escola responder às exigências do
mercado cada vez mais moderno que apela às habilidades comunicativas, ao domínio das
Tecnologias de Informação e Comunicação, à resolução rápida e eficaz de problemas, entre outros
desafios.
Assim, o novo programa do ESG deverá responder aos desafios da educação, assegurando uma formação
integral do indivíduo que assenta em quatros pilares, assim descritos:
Saber Ser que é preparar o Homem moçambicano no sentido espiritual, crítico e estético,
de modo que possa ser capaz de elaborar pensamentos autónomos, críticos e formular os
seus próprios juízos de valor que estarão na base das decisões individuais que tiver de
tomar em diversas circunstâncias da sua vida;
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Saber Conhecer que é a educação para a aprendizagem permanente de conhecimentos
científicos sólidos e a aquisição de instrumentos necessários para a compreensão, a
interpretação e a avaliação crítica dos fenómenos sociais, económicos, políticos e
naturais;
Saber Fazer que proporciona uma formação e qualificação profissional sólida, um
espírito empreendedor no aluno/formando para que ele se adapte não só ao meio
produtivo actual, mas também às tendências de transformação no mercado;
Saber viver juntos e com os outros que traduz a dimensão ética do Homem, isto é, saber
comunicar-se com os outros, respeitar-se a si, à sua família e aos outros homens de
diversas culturas, religiões, raças, entre outros.
Agenda 2025:129
Estes saberes interligam-se ao longo da vida do indivíduo e implicam que a educação se organize
em torno deles de modo a proporcionar aos jovens instrumentos para compreender o mundo, agir
sobre ele, cooperar com os outros, viver, participar e comportar-se de forma responsável.
Neste quadro, o desafio da escola é, pois, fornecer as ferramentas teóricas e práticas relevantes
para que os jovens e os adolescentes sejam bem sucedidos como indivíduos, e como cidadãos
responsáveis e úteis na família, na comunidade e na sociedade, em geral.
1.2. Os desafios da Escola
A escola confronta-se com o desafio de preparar os jovens para a vida. Isto significa que o papel
da escola transcende os actos de ensinar a ler, a escrever, a contar ou de transmitir grandes
quantidades de conhecimentos de história, geografia, biologia ou química, entre outros. Torna-se,
assim, cada vez mais importante preparar o aluno para aprender a aprender e para aplicar os seus
conhecimentos ao longo da vida.
Perante este desafio, que competências são importantes para uma integração plena na vida?
As competências importantes para a vida referem-se ao conjunto de recursos, isto é,
conhecimentos, habilidades atitudes, valores e comportamentos que o indivíduo mobiliza para
enfrentar com sucesso exigências complexas ou realizar uma tarefa, na vida quotidiana. Isto
significa que para resolver um determinado problema, tomar decisões informadas, pensar critica e
criativamente ou relacionar-se com os outros um indivíduo necessita de combinar um conjunto de
conhecimentos, práticas e valores.
Naturalmente que o desenvolvimento das competências não cabe apenas à escola, mas também à
sociedade, a quem cabe definir quais deverão ser consideradas importantes, tendo em conta a
realidade do país.
Neste contexto, reserva-se à escola o papel de desenvolver, através do currículo, não só as
competências viradas para o desenvolvimento das habilidades de comunicação, leitura e escrita,
matemática e cálculo, mas também, as competências gerais, actualmente reconhecidas como
cruciais para o desenvolvimento do indivíduo e necessárias para o seu bem estar, nomeadamente:
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a) Comunicação nas línguas moçambicana, portuguesa, inglesa e francesa;
b) Desenvolvimento da autonomia pessoal e a auto-estima; de estratégias de aprendizagem e
busca metódica de informação em diferentes meios e uso de tecnologia;
c) Desenvolvimento de juízo crítico, rigor, persistência e qualidade na realização e
apresentação dos trabalhos;
d) Resolução de problemas que reflectem situações quotidianas da vida económica social do
país e do mundo;
e) Desenvolvimento do espírito de tolerância e cooperação e habilidade para se relacionar
bem com os outros;
f) Uso de leis, gestão e resolução de conflitos;
g) Desenvolvimento do civismo e cidadania responsáveis;
h) Adopção de comportamentos responsáveis com relação à sua saúde e da comunidade bem
como em relação ao alcoolismo, tabagismo e outras drogas;
i) Aplicação da formação profissionalizante na redução da pobreza;
j) Capacidade de lidar com a complexidade, diversidade e mudança;
k) Desenvolvimento de projectos estratégias de implementação individualmente ou em grupo;
l) Adopção de atitudes positivas em relação aos portadores de deficiências, idosos e crianças.
Estas competências são relevantes para que o jovem, ao concluir o ESG esteja preparado para
produzir o seu sustento e o da sua família e prosseguir os estudos nos níveis subsequentes.
Perspectiva-se que o jovem seja capaz de lidar com economias em mudança, isto é, adaptar-se a
uma economia baseada no conhecimento, em altas tecnologias e que exigem cada vez mais novas
habilidades relacionadas com adaptabilidade, adopção de perspectivas múltiplas na resolução de
problemas, competitividade, motivação, empreendedorismo e a flexibilidade de modo a ter várias
ocupações ao longo da vida.
1.3. A Abordagem Transversal
A transversalidade apresenta-se no currículo do ESG como uma estratégia didáctica com vista um
desenvolvimento integral e harmonioso do indivíduo. Com efeito, toda a comunidade escolar é
chamada a contribuir na formação dos alunos, envolvendo-os na resolução de situações-problema
parecidas com as que se vão confrontar na vida.
No currículo do ESG prevê-se uma abordagem transversal das competências gerais e dos temas
transversais. De referir que, embora os valores se encontrem impregnados nas competências e nos
temas já definidos no PCESG, é importante que as acções levadas a cabo na escola e as atitudes
dos seus intervenientes sobretudo dos professores constituam um modelo do saber ser, conviver
com os outros e bem fazer.
Neste contexto, toda a prática educativa gravita em torno das competências acima definidas de tal
forma que as oportunidades de aprendizagem criadas no ambiente escolar e fora dele contribuam
para o seu desenvolvimento. Assim, espera-se que as actividades curriculares e co-curriculares
sejam suficientemente desafiantes e estimulem os alunos a mobilizar conhecimentos, habilidades,
atitudes e valores.
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O currículo do ESG prevê ainda a abordagem de temas transversais, de forma explícita, ao longo
do ano lectivo. Considerando as especificidades de cada disciplina, são dadas indicações para a sua
abordagem no plano temático, nas sugestões metodológicas e no texto de apoio sobre os temas
transversais.
1.4 As Línguas no ESG
A comunicação constitui uma das competências considerada chave num mundo globalizado. No
currículo do ESG, são usados a língua oficial (Português), línguas Moçambicanas, línguas
estrangeiras (Inglês e Francês).
As habilidades comunicativas desenvolvem-se através de um envolvimento conjugado de todas as
disciplinas e não se reserva apenas às disciplinas específicas de línguas. Todos os professores
deverão assegurar que alunos se expressem com clareza e que saibam adequar o seu discurso às
diferentes situações de comunicação. A correcção linguística deverá ser uma exigência constante
nas produções dos alunos em todas as disciplinas.
O desafio da escola é criar espaços para a prática das línguas tais como a promoção da leitura
(concursos literários, sessões de poesia), debates sobre temas de interesse dos alunos, sessões para
a apresentação e discussão de temas ou trabalhos de pesquisa, exposições, actividades culturais em
datas festivas e comemorativas, entre outros momentos de prática da língua numa situação
concreta. Os alunos deverão ser encorajados a ler obras diversas e a fazer comentários sobre elas e
seus autores, a escrever sobre temas variados, a dar opiniões sobre factos ouvidos ou lidos nos
órgãos de comunicação social, a expressar ideias contrárias ou criticar de forma apropriada, a
buscar informações e a sistematizá-la.
Particular destaque deverá ser dado à literatura representativa de cada uma das línguas e, no caso
da língua oficial e das línguas moçambicanas, o estudo de obras de autores moçambicanos
constitui um pilar para o desenvolvimento do espiríto patriótico e exaltação da moçambicanidade.
1.5. O Papel do Professor
O papel da escola é preparar os jovens de modo a torná-los cidadãos activos e responsáveis na
família, no meio em que vivem (cidade, aldeia, bairro, comunidade) ou no trabalho.
Para conseguir este feito, o professor deverá colocar desafios aos seus alunos, envolvendo-os em
actividades ou projectos, colocando problemas concretos e complexos. A preparação do aluno para
a vida passa por uma formação em que o ensino e as matérias leccionadas tenham significado para
a vida do jovem e possam ser aplicados a situações reais.
O ensino - aprendizagem das diferentes disciplinas que constituem o currículo fará mais sentido se
estiver ancorado aos quatro saberes acima descritos interligando os conteúdos inerentes à
disciplina, às componentes transversais e às situações reais.
Tendo presente que a tarefa do professor é facilitar a aprendizagem, é importante que este consiga:
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• organizar tarefas ou projectos que induzam os alunos a mobilizar os seus conhecimentos,
habilidades e valores para encontrar ou propor alternativas de soluções;
• encontrar pontos de interligação entre as disciplinas que propiciem o desenvolvimento de
competências. Por exemplo, envolver os alunos numa actividade, projecto ou dar um
problema que os obriga a recorrer a conhecimentos, procedimentos e experiências de outras
áreas do saber;
• acompanhar as diferentes etapas do trabalho para poder observar os alunos, motivá-los e
corrigi-los durante o processo de trabalho;
• criar, nos alunos, o gosto pelo saber como uma ferramenta para compreender o mundo e
transformá-lo;
• avaliar os alunos no quadro das competências que estão a ser desenvolvidas, numa
perspectiva formativa.
Este empreendimento exige do professor uma mudança de atitude em relação ao saber, à profissão,
aos alunos e colegas de outras disciplinas. Com efeito, o sucesso deste programa passa pelo
trabalho colaborativo e harmonizado entre os professores de todas as disciplinas. Neste sentido,
não se pode falar em desenvolvimento de competências para vida, de interdisciplinaridade se os
professores não dialogam, não desenvolvem projectos comuns ou se fecham nas suas próprias
disciplinas. Um projecto de recolha de contos tradicionais ou da história local poderá envolver
diferentes disciplinas. Por exemplo:
- Português colaboraria na elaboração do guião de recolha, estrutura, redacção e
correcção dos textos;
- História ocupar-se-ia dos aspectos técnicos da recolha deste tipo de fontes;
- Geografia integraria aspectos geográficos, físicos e socio-económicos da região;
- Educação Visual ficaria responsável pelas ilustrações e cartazes.
Com estes projectos treinam-se habilidades, desenvolvem-se atitudes de trabalhar em equipa, de
análise, de pesquisa, de resolver problemas e a auto-estima, contribuindo assim para o
desenvolvimento das competências mais gerais definidas no PCESG.
As metodologias activas e participativas propostas, centradas no aluno e viradas para o
desenvolvimento de competências para a vida pretendem significar que, o professor não é mais um
centro transmissor de informações e conhecimentos, expondo a matéria para reprodução e
memorização pelos alunos. O aluno não é um receptáculo de informações e conhecimentos. O
aluno deve ser um sujeito activo na construção do conhecimento e pesquisa de informação,
reflectindo criticamente sobre a sociedade.
O professor deve assumir-se como criador de situações de aprendizagem, regulando os recursos e
aplicando uma pedagogia construtivista. O seu papel na liderança de uma comunidade escolar
implica ainda que seja um mediador e defensor intercultural, organizador democrático e gestor da
heterogeneidade vivencial dos alunos.
As metodologias de ensino devem desenvolver no aluno: a capacidade progressiva de conceber e
utilizar conceitos; maior capacidade de trabalho individual e em grupo; entusiasmo, espírito
competitivo, aptidões e gostos pessoais; o gosto pelo raciocínio e debate de ideias; o interesse pela
integração social e vocação profissional.
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1. O Ensino e Aprendizagem na Disciplina de Química
A Química, ciência que estuda as substâncias e suas transformações, é parte integrante das ciências
naturais, cujo desenvolvimento é caracterizado por uma articulação entre a teoria e a prática.
A parte teórica, proporcionar aos alunos conhecimentos sobre as teorias e leis fundamentais, da
classificação dos fenómenos e substâncias, mostrando a sua diversidade. Permite que os alunos
façam uma correcta utilização das teorias e leis na resolução dos problemas práticos e na
explicação dos fenómenos que ocorrem na Natureza.
A parte experimental desta disciplina tem o propósito de despertar nos alunos o interesse pelo
estudo da mesma, através da aquisição, consolidação e aplicação de conhecimentos para o
desenvolvimento de habilidades intelectuais e práticas, assim como de atitudes positivas.
A apropriação dos conhecimentos científicos e o desenvolvimento das capacidades intelectuais e
manuais dos alunos devem caracterizar-se pela participação destes no processo de ensino-
aprendizagem. Assim, é necessário recorrer ao trabalho prático e utilizar diferentes meios de ensino
ao longo de todo o ciclo. As experiências químicas contribuem para o desenvolvimento de atitudes,
tais como trabalho metódico e sistemático, utilização racional dos materiais e do tempo, trabalho
em equipa (grupo), higiene, protecção do meio ambiente, amor e interesse pela disciplina, entre
outras. Sempre que possível, dever-se recorrer a meios localmente disponíveis para a realização das
experiências.
Durante as aulas de química o professor deverá desenvolver nos alunos a cultura de aquisição de
conhecimentos pela pesquisa. A primeira etapa da pesquisa consistiria na análise de factos e
fenómenos de relativa simplicidade. Gradualmente poder-se-a aumentar a complexidade da
matéria de pesquisa ao longo do ciclo. Neste sentido, pensa-se no cidadão capaz de actuar de
forma competente a partir da prática, à medida que investiga e apreende sobre os factos reais do
seu quotidiano social e cultural.
O desafio da educação escolar é tornar a aprendizagem da Química relevante para o aluno. Neste
contexto, além dos métodos tradicionais de ensino e aprendizagem, frequentemente utilizados
pelos professores, julga-se pertinente incluir nesse processo, formas alternativas de abordagem da
Química, as quais propiciam aos alunos, oportunidades para que possam fazer uma nova leitura do
mundo que os rodeia, através dos Temas Geradores.
Esses temas chamam-se geradores porque, qualquer que seja a natureza de sua compreensão,
como a acção por eles provocada, contém em si a possibilidade de desdobrarem-se em outros que
provocam novas tarefas que devem ser cumpridas, por exemplo a partir do tema «água» podem-se
gerar subtemas relacionados como saneamento, agricultura, produção de energia, vias de
comunicação, entre outros. Os temas geradores podem também emergir do levantamento dos
principais problemas da comunidade.
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Para além dos conteúdos definidos nos programas de ensino existem outros que pela sua natureza
podem ser tratados em mais do que uma disciplina, são os temas transversais. Os procedimentos
metodológicos para o seu tratamento encontram-se em cada unidade temática e dependem da
especificidade de cada tema.
Ao longo do programa serão tratados alguns factos históricos sobre o desenvolvimento da
Química, descoberta de substâncias e leis, os quais serão abordados nos temas com eles
relacionados.
Para a sua afirmação como ciência, a Química se relaciona com as outras disciplinas. Por exemplo,
para os cálculos estequiométricos recorre-se aos conhecimentos de Matemática; Desenho para a
representação esquemática dos aparelhos e utensílios usados nas experiências químicas; Geografia
na identificação e localização de jazigos, minas e indústrias químicas; História para o relato dos
factos históricos relacionados com a Química; Biologia e Física na interpretação dos fenómenos
naturais.
A introdução da disciplina de Química faz-se na 8a
classe e contribui para desenvolver nos alunos,
a capacidade para a interpretação científica do mundo, explicando sob o ponto de vista químico. O
professor toma em consideração os conceitos das outras disciplinas que os alunos podem aplicar
para melhorar a compreensão desta ciência.
Na 9a
classe, os alunos aprofundam os conhecimentos sobre a estrutura das substâncias e suas
propriedades à luz da teoria atómico-molecular estabelecendo ligação com o sistema periódico dos
elementos. É propósito desta classe resumir os principais tipos dos compostos inorgânicos assim
como exercitar os alunos na utilização da linguagem química. Dá-se ênfase a aplicação das
substâncias químicas que contribuem para o desenvolvimento do país.
Na 10a
classe, completa-se o estudo dos compostos inorgânicos iniciado na 8ª classe e
sistematizam-se os conhecimentos relativos à Tabela Periódica. Os alunos iniciam o estudo dos
compostos orgânicos, ampliando deste modo o conhecimento sobre as substâncias suas
transformações e aplicações.
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2. Competências a desenvolver no 1º Ciclo
ƒ Relaciona a nomenclatura das substâncias químicas com a terminologia usada nas línguas
locais e inglesa;
ƒ Apresenta oralmente e por escrito os resultados das experiências químicas, e trabalhos de
investigação, comunicação sobre eventos, visitas de estudo e entrevistas usando a terminologia
apropriada;
ƒ Descreve a história da descoberta das substâncias relacionando-a com outras áreas do
conhecimento;
ƒ Recolhe informações diversas em diferentes meios sobre os métodos de produção de algumas
substâncias para o melhoramento da vida na comunidade e o seu impacto no meio ambiente;
ƒ Interpreta e resolve problemas que envolvem cálculos químicos.
ƒ Resolve de forma organizada e cuidada os problemas que envolvem cálculos químicos;
ƒ Interpreta transformações e ligações químicas usando modelos macroscópicos;
ƒ Selecciona os recursos necessários para a realização de uma experiência química e aplica os
resultados obtidos em diversos contextos;
ƒ Elabora os relatórios sobre as experiências químicas e visitas de estudo obedecendo a estrutura
de um trabalho científico;
ƒ Identifica informações relevantes para solucionar problemas de natureza química na
comunidade.
ƒ Realiza experiências químicas recorrendo a material local e/ou de fácil acesso e divulga os
resultados obtidos na comunidade;
ƒ Interage com a comunidade local na solução dos problemas relacionando os conhecimentos
químicos com os sócio-económicos e ambientais;
ƒ Aplica diferentes formas de recolha e tratamento selectivo do lixo.
ƒ Respeita a opinião dos colegas na realização de experiências químicas e outros trabalhos;
ƒ Explica as formas pelas quais o estudo da Química influencia as relações humanas na
interpretação do mundo actual.
ƒ Relaciona as leis, regras, teorias, postulados e normas da Química com as leis sociais na
resolução de problemas;
ƒ Reconhece as responsabilidades sociais decorrentes da aquisição de conhecimentos químicos na
defesa dos direitos do consumidor.
ƒ Aplica as regras de conservação ambiental com vista a melhoria da qualidade de vida;
ƒ Apoia os colegas na realização de trabalhos em grupo;
ƒ Avalia a ciência e tecnologia química sob o ponto de vista ético para exercer a cidadania com
responsabilidade, integridade e respeito;
ƒ Interpreta os símbolos nacionais e observa uma postura responsável.
ƒ Explica as consequências que podem advir do uso inadequado de substâncias químicas;
ƒ Utiliza substâncias químicas no tratamento de água e na higiene individual e colectiva.
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ƒ Relaciona a nomenclatura das substâncias químicas com a terminologia usada nas línguas
locais e inglesa;
ƒ Apresenta oralmente e por escrito os resultados das experiências químicas, e trabalhos de
investigação, comunicação sobre eventos, visitas de estudo e entrevistas usando a terminologia
apropriada;
ƒ Descreve a história da descoberta das substâncias relacionando-a com outras áreas do
conhecimento;
ƒ Recolhe informações diversas em diferentes meios sobre os métodos de produção de algumas
substâncias para o melhoramento da vida na comunidade e o seu impacto no meio ambiente;
ƒ Interpreta e resolve problemas que envolvem cálculos químicos.
ƒ Resolve de forma organizada e cuidada os problemas que envolvem cálculos químicos;
ƒ Interpreta transformações e ligações químicas usando modelos macroscópicos;
ƒ Selecciona os recursos necessários para a realização de uma experiência química e aplica os
resultados obtidos em diversos contextos;
ƒ Elabora os relatórios sobre as experiências químicas e visitas de estudo obedecendo a estrutura
de um trabalho científico;
ƒ Identifica informações relevantes para solucionar problemas de natureza química na
comunidade.
ƒ Realiza experiências químicas recorrendo a material local e/ou de fácil acesso e divulga os
resultados obtidos na comunidade;
ƒ Interage com a comunidade local na solução dos problemas relacionando os conhecimentos
químicos com os sócio-económicos e ambientais;
ƒ Aplica diferentes formas de recolha e tratamento selectivo do lixo.
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3. Objectivos Gerais da disciplina no ESG
Aprendizagem da Química no Ensino Secundário Geral visa:
• Desenvolver, nos alunos, a capacidade de interpretar cientificamente omundo, explicando,
do ponto devista químico, o movimento da matéria;
• Proporcionar aos alunos conhecimentos sólidos e de máximo rigor cintífico sobre teorias e
leis fundamentais, da classificação de fenómenos e substâncias,mostrando a sua
diversidade;
• Capacitar os alunos para a correcta utilização das teorias e leis na resolução dos problemas
práticos e na explicação dos fenómenos que ocorrem na natureza;
• Desenvolver habilidades que lhe permite aplicar os conhecimentos adquiridos nesta
disciplina para a solução de diferentes problemas da vida;
• Desenvolver habilidades práticas de manipulação de instrumentos diponíveis durante a
realização de experiências químicas;
• Valorizar a importancia dos avanços da disciplina e sua implicações no ambiente e na
comunidade
• Capacitar os alunos para a pesquisa e sistematização de informações relacionadas com a
química em diferentes meios de comunicação e sua correcta utilização;
ƒ Valorizar o uso sustentável dos recursos disponíveis e sua protecção.
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4. Visão Geral dos Conteúdos do 10
Ciclo
4.1. Conteúdos das aulas da 8a
Classe
1ª Unidade temática: Introdução ao estudo da Química
2ª Unidade temática: Substâncias e misturas
3ª Unidade temática: Estrutura da matéria e reacções químicas
4ª Unidade temática: Água
4.2. Conteúdos das aulas da 9a
Classe
1ª Unidade temática: Estrutura atómica e tabela periódica
2ª Unidade temática: Ligação química
3ª Unidade temática: Classes principais dos compostos inorgânicos
4ª Unidade temática: Cloro e os elementos do grupo VII
5ª Unidade temática: Enxofre e os elementos do grupo VI
6ª Unidade temática: Nitrogénio e os elementos do grupo V, Adubos Minerais
4.3. Conteúdos das aulas da 10a
Classe
1ª Unidade temática: Carbono e os elementos do IV grupo principal
2ª Unidade temática: Introdução ao estudo da Química Orgânica
3ª Unidade temática: Hidrocarbonetos
4ª Unidade temática: Álcoois e Fenóis
5ª Unidade temática: Aldeídos e Cetonas
6ª Unidade temática: Ácidos Monocarboxílicos
5. Objectivos gerais da 8ª Classe
Ao terminar a 8ª classe os alunos devem:
ƒ Conhecer a história do surgimento da Química como ciência;
ƒ Saber que a Química é uma ciência integrante das ciências naturais;
ƒ Conhecer a constituição e propriedades das substâncias;
ƒ Conhecer átomo, molécula, símbolos químicos, elementos, fórmulas químicas, massa
atómica, massa molecular, massa molar e valência do elemento;
ƒ Relacionar a Química com outras ciências;
ƒ Mencionar as propriedades das substâncias;
ƒ Identificar as substâncias simples e compostas através dos símbolos e fórmulas químicas;
ƒ Estabelecer as diferenças entre:
- Misturas homogéneas e heterogéneas;
- Substância elementar e composta;
- Átomo e molécula;
- Mistura e composto químico.
ƒ Escrever fórmulas de compostos binários conhecendo as valências dos elementos que as
integram;
ƒ Classificar as reacções químicas em:
- Combinação e decomposição
- Exotérmicas e endotérmicas
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- Redox
ƒ Enunciar e aplicar a lei da conservação da massa.
ƒ Escrever, acertar e interpretar equações químicas;
ƒ Aplicar a linguagem química nos diferentes contextos da disciplina;
ƒ Realizar cálculos químicos;
ƒ Realizar experiências químicas com material localmente disponível e de fácil acesso;
ƒ Aplicar as regras de higiene e segurança durante as experiências químicas;
ƒ Escrever e redigir os relatórios das experiências químicas, visitas de estudo e de trabalhos
de investigação;
ƒ Desenvolver o espírito colectivo, crítico e tolerante no relacionamento com os colegas;
ƒ Criar hábitos de higiene e organização no trabalho individual ou em grupo;
ƒ Desenvolver o espírito de protecção e conservação do meio ambiente;
ƒ Utilizar os conhecimentos adquiridos no desenvolvimento sócio - económico da
comunidade e do país em geral;
ƒ Valorizar e usar racionalmente os recursos naturais existentes no país.
6. Visão Geral dos Conteúdos da 8ª Classe
TRIMESTRE UNIDADES TEMÁTICAS
CARGA
HORÁRIA
1ºTrimestre
1ª Unidade temática: Introdução ao estudo da Química
- Conceito e objecto do estudo da Química
- História do surgimento da Química como ciência
- Relação da Química com outras ciências
- Importância da Química na sociedade
- Regras e normas de higiene e segurança durante a realização de experiências
químicas
- Experiências de demonstração sobre as transformações das substâncias
- Estrutura de um relatório
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2ª Unidade temática: Substâncias e Misturas
- Matéria: Conceito, propriedades gerais, classificação, estados de agregação e m
de estado
- Substância: Conceito, propriedades específicas e classificação
- Misturas: Conceito e classificação; métodos de separação de misturas
- Importância e aplicação dos métodos de separação de misturas
- Experiências químicas sobre a separação dos componentes de uma mistura e
propriedades específicas das substâncias.
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3ª Unidade temática: Estrutura da matéria e reacções químicas
Estrutura da matéria:
- O átomo: Conceito. Número atómico e número de massa
- Elemento químico: Conceito. Símbolos químicos. Classificação dos elementos
químicos em metais e ametais. Propriedades gerais das substâncias metálicas
e ametálicas
- Molécula: Conceito. Classificação quanto ao número de átomos
- Substâncias elementares e compostas. Fórmulas das substâncias.
- Valência: Conceito. Montagem das fórmulas a partir das valências dos
elementos;
- Cálculo de massa molecular (MM)
6
15
2º
Ttimestre
3ª Unidade temática: Estrutura da matéria e reacções químicas
(Continuação)
Reacções químicas:
- Fenómenos físicos e químicos: conceito de fenómeno, diferença entre
fenómeno físico e químico;
- A reacção química: Conceito. Condições de sua ocorrência; manifestação das
reacções químicas
- Equação química: Conceito. Significado qualitativo e quantitativo
- Lei de conservação de massa e acerto de equações químicas pelo método das
tentativas
- Tipos de reacções químicas: Combinação e decomposição; exotérmica,
endotérmica e redox
Cálculos químicos:
- Estequiometria: Conceito e cálculos estequiométricos
- Composição percentual das substâncias
- Conceitos: Mole, Número de Avogadro e Massa molar (M).
- Cálculos envolvendo Mole, Número de Avogadro, Massa molar
- Experiências químicas sobre a manifestação de fenómenos físicos e
químicos
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4ª Unidade temática: Água
Água: Tema gerador
- Ocorrência da água na natureza;
- Propriedades físicas e importância da água;
- Composição química da água;
- Qualidade da água (potável, salobra, mineral: frias e termais);
- Fontes e formas de abastecimento da água para o consumo humano;
- Poluição: agentes poluentes da água (Substâncias químicas e
microrganismos);
- Tratamento e conservação da água;
- Doenças causadas pela água contaminada;
- Ciclo da água e sua importância.
Água como solvente:
- Conceitos: Solubilidade, dissolução e diluição. Solução (solvente e soluto),
Substâncias solúveis e não solúveis;
- Classificação das soluções quanto à concentração (solução diluída,
concentrada, saturada e supersaturada);
- Concentração molar e percentual de uma solução;
Cálculos de concentração molar e percentual;
- Experiência química sobre a Preparação de soluções.
8
16
3º
Trimestre
4ª Unidade temática: Água (continuação)
Hidrogénio:
- Historia da descoberta. Ocorrência na natureza;
- Obtenção do Hidrogénio no laboratório e na indústria, propriedades físicas e
químicas e aplicações;
- Experiências químicas sobre obtenção, identificação e verificação das
propriedades de Hidrogénio.
Reacções redox:
- Processo de oxidação e redução. Agente oxidante e agente redutor.
Importância das reacções redox na técnica para obtenção e purificação de
metais. Produção industrial do Ferro bruto.
Oxigénio:
- Historia da descoberta. Ocorrência na natureza;
- Obtenção do Oxigénio no laboratório e na indústria. Conceito de catalisador.
Propriedades físicas e aplicações;
- Composição do ar e sua importância como matéria prima, Poluição do ar;
- Ozono (O3): Propriedades físicas do Ozono. Formação, destruição e
importância da camada do Ozono-Tema gerador
- Experiências química sobre a obtenção, identificação e verificação das
propriedades do Oxigénio.
Óxidos:
- Conceito. Classificação em metálicos e ametálicos e nomenclatura;
- Oxidação: Conceito. Oxidação lenta (oxidação do Ferro), factores que
favorecem a oxidação lenta. Prevenção da corrosão dos metais;
- Experiência química sobre a oxidação de metais e factores que intervêm.
Combustão:
- Conceito combustão (oxidação rápida). Condições para ocorrência da
combustão. Oxigénio como comburente;
- Reacções de combustão, importância das reacções de combustão.
- Combustíveis recursos renováveis e não renováveis. Mecanismos para a
reposição dos combustíveis renováveis.
- Chama e sua estrutura, Incêndios: prevenção e combate;
- Cálculos estequiométricos envolvendo o calor da reacção;
- Experiência química sobre factores que intervêm na combustão das
substâncias;
24
7. Plano Temático
Unidade temática 1: Introdução ao estudo da Química
Objectivos específicos
O aluno deve ser capaz de:
Conteúdos Competências básicas
O aluno:
Carga
horária
- Definir a Química como ciência
- Conhecer o objecto de estudo da química
- Descrever a história do surgimento da Química
como ciência;
- Relacionar a Química com outras ciências
- Conhecer a importância da Química na sociedade.
- Conhecer as regras e normas de higiene e segurança
no laboratório
- Conhecer a Estrutura de um relatório de uma
experiência química, de um trabalho de investigação
e de visitas de estudo
- Conceito e objecto de estudo da Química
- Historia do surgimento da Química como
ciência;
- Relação da Química com outras ciências
- Importância da Química na sociedade
- Regras e normas de higiene e segurança
durante a realização das experiências químicas
no laboratório ou noutro local
- Estrutura de um relatório
- Descreve e interpreta os factos da história da
Química
- Reconhece o papel da Química no sistema
produtivo industrial e rural
- Explica a relação da química com outras ciências
- Respeita as regras e normas de higiene e segurança
usadas no laboratório ou durante a realização das
experiências e relaciona-as com o quotidiano.
4 aulas
Sugestões metodológicas da primeira unidade temática
Para iniciar o estudo da Química, o professor explica que a disciplina de Química é parte integrante das
Ciências Naturais, cujo estudo teve início no Ensino Básico, onde foram abordados, de forma integrada, os
conteúdos de Biologia, Física, Química e Geografia.
A seguir, o professor define a Química como ciência que estuda as substâncias e suas transformações. O
historial do surgimento da Química poderá ser relatado destacando o seu desenvolvimento a partir da
Alquimia à Química moderna, ilustrando os factos e os feitos ocorridos através de fotografias, desenhos e
outras ilustrações.
O propósito desta unidade é despertar o interesse dos alunos mostrando as perspectivas da Química como
ciência que é fruto de construção humana e, por isso, constitui parte integrante da nossa cultura. O professor
pode mencionar exemplos práticos da aplicação desta ciência no dia a dia como, por exemplo, em casa
(preparação e conservação dos alimentos, higiene individual e colectiva, etc.), na medicina (uso de
medicamentos), na agricultura (aplicação de adubos e pesticidas), na indústria (fabrico de medicamentos, de
adubos, transformação de produtos alimentares, bebidas, purificação da água, fabrico de óleos, sabões e
detergentes). Desta forma, é possível relacionar a ciência química com outras ciências.
O professor apresenta aos alunos um conjunto de amostras de substâncias para explicar que o objecto do
estudo da Química são as substâncias e as suas transformações. Seguidamente, apresenta as regras básicas de
higiene e segurança no laboratório ou outro local durante a realização de experiências químicas. Para concluir
esta abordagem, pode-se realizar algumas experiências de demonstração das transformações de substâncias
onde se podem observar as manifestações das reacções químicas tais como: mudança da cor, libertação de um
gás ou de energia, efeverescência, entre outros, que ajudem o aluno a despertar o interesse pela disciplina de
Química.
Nesta unidade o professor apresenta a estrutura de um relatório (ver no capítulo nos anexos as diferentes
estruturas de relatórios).
Indicadores de desempenho
- Explica a história do surgimento da Química como ciência e a sua contribuição para o desenvolvimento da
humanidade
- Demonstra a importância da Química na sociedade
- Emprega as regras de higiene e segurança durante a realização das experiências químicas no laboratório
ou fora do laboratório
Unidade temática 2: Substâncias e misturas
Objectivos específicos
O aluno deve ser capaz de:
Conteúdos Competências básicas:
O aluno:
Carga
horária
- Explicar o sistema de classificação da
matéria
- Definir os conceitos: matéria,
substância, corpo;
- Mencionar as propriedades específicas
das substâncias
- Diferenciar substância elementar da
composta
- Definir os conceitos: substâncias
puras, misturas e soluções;
- Distingir as misturas homogéneas das
heterogéneas;
- Descrever os métodos de separação
das misturas relacionando-as com as
suas propriedades;
- Manipular diferentes materiais e
substâncias químicas tendo em
consideração as regras de higiene e
segurança.
Matéria:
- Conceito. Propriedades gerais. Classificação. Estados de
agregação e mudanças de estado;
- Substância: Conceito, propriedades específicas e
classificação (elementar e composta);
- Misturas: Conceito e classificação (misturas homogéneas e
heterogéneas);
- Métodos de separação de misturas:, evaporação,
cristalização, destilação simples, cromatografia de papel;
Catação, peneiração, decantação, filtração, separação
magnética;
- Importância e aplicação dos métodos de separação
de misturas;
Tema gerador:
- Importância dos produtos resultantes da separação de
misturas através da peneiração, catação, destilação simples e
filtração;
- Impacto económico e social dos produtos da destilação
simples (água e álcool).
- Experiências químicas sobre a separação dos componentes
de uma mistura e propriedades específicas das substâncias.
- Aplica os métodos de
separação de misturas para a
obtenção de substâncias úteis
no quotidiano (sal de cozinha,
água destilada, álcool entre
outros);
- Realiza experiências
químicas recorrendo ao
material localmente
disponível
- Respeita as diferentes
opiniões dos colegas
- Redige textos com rigor e
clareza e apresenta os
resultados das experiências
químicas
12 aulas
Sugestões metodológicas da segunda unidade temática
Para introduzir esta unidade o professor baseia-se no seguinte esquema de classificação da matéria:
Elementar Composta
Substância pura
Homogéneas Heterogéneas
Misturas
Matéria
A partir dos pré-conhecimentos dos alunos o professor desenvolve os conceitos de matéria, corpo,
substância e mistura. Caracteriza a matéria como sendo tudo aquilo que tem massa e ocupa um lugar no
espaço. Ainda sobre a matéria, refere-se às seguintes propriedades gerais: massa, volume,
impenetrabilidade, divisibilidade, elasticidade e compressibilidade. Em relação às propriedades específicas
das substâncias, a abordagem deve cingir-se nas seguintes: Ponto de fusão (P.F.); ponto de ebulição (P.E.),
densidade, estados de agregação, cor, cheiro e sabor. Em relação às substâncias elementares e compostas, o
professor tratará em pormenor na 3a
unidade temática.
Para introduzir o tema sobre misturas, o professor pede aos alunos para dar vários exemplos de misturas do
dia a dia, e, em seguida, explica que uma mistura homogénea é uma solução, por exemplo, sumos, chá,
refrescos, água açucarada, etc.
Para explicar os métodos de separação das misturas é necessário realçar que os métodos utilizados
dependem das propriedades específicas das substâncias envolvidas.
Para melhor percepção, os métodos de separação de misturas devem ser agrupados segundo o seu tipo: em
métodos de separação para misturas homogéneas que são evaporação, cristalização, destilação simples e
cromatografia de papel; e métodos de separação de misturas heterogéneas, nomeadamente, catação ou
triagem, peneiração, filtração, decantação e separação magnética.
A evaporação é tratada como um processo natural e espontâneo, por exemplo, a evaporação da água dos
rios, lagoas, mares. Ao falar da cristalização o professor deve frisar apenas a formação de cristais que ocorre
após a evaporação Deve usar como exemplo, o processo de obtenção de sal da cozinha a partir da água do
mar. Como exemplo da separação magnética, refere-se à separação da mistura entre areia ou Enxofre com a
limalha de Ferro e como exemplo da destilação simples, a preparação de aguardente e a obtenção da água
destilada.
Os alunos explicam que os produtos resultantes da separação de misturas têm uma aplicação importante na
vida quotidiana, como por exemplo, a utilização do álcool como desinfectante e do sal de cozinha como
condimento nos alimentos.
Relativamente ao tema importância dos produtos resultantes da separação separação de misturas através da
peneiração, catação, destilação simples e filtração e o impacto económico e social dos produtos da
destilação simples (água e álcool), o professor recomendará aos alunos um trabalho de investigação, onde
estes irão consultar as várias fontes de informação.
Nesta unidade recomenda-se a realização experiências químicas sobre a separação dos componentes de uma mistura
e propriedades específicas das substâncias.
22
Indicadores de desempenho
- Enuncia a definição científica de: matéria, substância e mistura;
- Interpreta o esquema de classificação da matéria;
- Lista as propriedades específicas de matéria;
- Identifica os estados de agregação da matéria;
- Descreve os diferentes métodos de separação de misturas;
- Emprega os métodos de separação de misturas ;
- Selecciona e decide sobre os materiais necessários e adequados para separar misturar;
- Redige os relatórios das experiências realizadas.
Unidade temática 3: Estrutura da matéria e reacções químicas
Objectivos específicos
O aluno deve ser capaz de:
Conteúdos Competências básicas
O aluno:
Carga
horária
- Definir os conceitos: átomo, molécula, elemento
químico, símbolo químico, mole, valência,
substâncias simples e compostas;
- Estabelecer a diferença entre:
- Átomo e molécula,
- Mistura e substância pura,
- Escrever os nomes e símbolos dos primeiros 20
elementos químicos do Sistema Periódico e
também dos elementos Al, Pb, Cu, Zn, Ag, Au, Fe
e Hg;
- Realizar cálculos químicos relacionados com a
determinação da massa molecular, a lei da
conservação da massa, mole e Nº de Avogadro;
- Explicar o significado qualitativo e quantitativo
das fórmulas e equações químicas;
- Montar a fórmula química de um composto
binário conhecendo a valência dos elementos
químicos constituintes;
- Escrever a equação química conhecendo as
fórmulas das substâncias reagentes e produtos de
uma reacção química;
- Aplicar a Lei da conservação de massa no acerto
das equações químicas;
- Distinguir uma reacção de combinação e de
decomposição;
- Identificar as manifestações de uma reacção
químicas;
- Manipular diferentes materiais e substâncias
químicas tendo em consideração as regras de
higiene e segurança.
Estrutura da matéria:
- O átomo: conceito. Número atómico e número de massa;
- Elemento químico: Conceito. Símbolos químicos. Classificação
dos elementos em metais e não metais. Propriedades das substâncias
metálicas e não metálicas;
- Moléculas: Conceito e classificação quanto ao número de átomos;
- Classificação das substâncias em elementares e compostas;
- Fórmulas das substâncias;
- Valência: Conceito. Composição das fórmulas segundo as
valências dos elementos;
- Cálculo de massa molecular (MM).
Reacções químicas:
- Fenómenos físicos e fenómenos químicos: Conceito do fenómeno;
diferenças entre fenómeno físico e químico;
- A reacção química: Conceito. Condições de sua ocorrência.
Manifestação das reacções químicas;
- Equação química: Conceito. Significado qualitativo e quantitativo;
- Lei de conservação da massa (Lei de Lavoisier) e acerto de
equações químicas pelo método das tentativas;
- Tipos de reacções químicas: Combinação, decomposição;
exotérmica, endotérmica e redox.
Cálculos químicos:
- Estequiometria: Conceito e Cálculos estequiométricos;
- Composição percentual das substâncias;
- Conceitos: Mole, Número de Avogadro e Massa molar (M);
Cálculos envolvendo mole, Número de Avogadro e Massa molar
(M);
- Experiência sobre manifestação de um fenómeno físico e de
fenómeno químico (reacção química).
- Representa os símbolos
químicos dos primeiros
20 elementos e dos
metais úteis no
quotidiano;
- Interpreta dados
quantitativos quanto à
estimativas e medidas e
quanto às relações
proporcionais presentes
na Química e aplica-as
no quotidiano.
- Realiza experiências
químicas recorrendo ao
material localmente
disponível
- Redige textos com
rigor e clareza e
apresenta os resultados
das experiências
químicas
- Reconhece os limites
éticos e morais que
podem estar envolvidos
com o processo de
transformação das
substâncias químicas
24 aulas
Sugestões metodológicas da terceira unidade temática
Estrutura da matéria
O átomo é definido como partícula mais pequena e fundamental da matéria, constituído por protões,
neutrões e electrões. Nesta classe não é aconselhável a representação esquemática da estrutura do átomo.
Depois do átomo deve seguir-se o estudo do elemento químico, onde se faz uma abordagem simples sobre o
conceito e suas características. O elemento químico é definido como conjunto de átomos com o mesmo
número atómico. O átomo apresenta uma massa atómica (A) e um número atómico (Z). A massa atómica é
a soma dos números de protões (P) e de neutrões (N), enquanto que o número atómico representa a
quantidade de protões nele existentes. Referir que o átomo é uma partícula electricamente neutra e que o
número de protões é igual ao número de electrões (e).
Em relação aos símbolos químicos faz-se alusão ao historial da simbologia química destacando as ideias de
Berzelius sobre as regras de escrita e leitura dos mesmos. Pode mencionar que os símbolos químicos já
existiam no tempo da Alquimia.
O estudo dos símbolos químicos é de grande importância para o posterior estudo da nomenclatura química.
A partir deste momento, o professor deve encontrar formas para que os alunos memorizem os símbolos
químicos até número atómico vinte (Z = 20) e dos metais nobres (Cobre, Prata, Ouro) e os de uso
quotidiano como os casos de Alumínio, Ferro, Zinco, Chumbo, Estanho e Mercúrio.
Quanto à classificação dos elementos químicos em Metais e Ametais, o professor dá exemplos dos da série
de um a vinte e os metais de uso quotidiano, como, Alumínio, Ferro, Cobre, Prata, Ouro, Zinco e Mercúrio.
O professor explica que nem tudo que é metal é Ferro, sublinhando as características que diferenciam os
metais dos ametais. Os exemplos dos ametais devem ser extraídos da série de um até vinte, nomeadamente:
H, C, N, O, P, F, S e Cl; e o Iodo devido ao uso como desinfectante de feridas e sua importância na
iodização do sal de cozinha. Numa abordagem transversal, fala das doenças causadas pelo consumo do sal
não iodado. Ao se referir das propriedades metálicas, explica os processos de forja, soldadura, mistura para
obtenção de ligas, o trabalho com fresas (cortador de metal) ou brocas, etc., com base nas propriedades
metálicas para explicar, por exemplo, a produção de um balde a partir de uma “chapa de Zinco”, o gripar de
um motor e outros.
Sobre as moléculas pode-se explicar que o cheiro que se sente do perfume, do peixe a fritar ou do frango a
assar e de outras substâncias, deve-se à difusão das suas moléculas no ar. A partir de uma experiência
química é possível observar o fenómeno de difusão e o movimento das moléculas. Nesta experiência pode
se utilizar um copo de Becker ou uma garrafa plástica cheia de água, em cujas paredes encontra-se em
suspensão um pedaço de algodão contendo pequenos cristais de Permanganato de potássio ou um corante
(tinta de caneta) de forma que ao ficar submersa pode-se observar a difusão desta substância em água.
Concluída a experiência, estabelece-se um diálogo com os alunos de forma que as opiniões permitam
concluir que as substâncias são formadas por moléculas em contínuo movimento e que interagem entre si. A
seguir pode se definir e classificar as moléculas em monoatómicas (He, Ar e Kr), diatómicas (Cl2, H2, N2 e
O2) e poliatómicas (O3, P4 e S8).
As substâncias podem ser classificadas em elementares, as constituídas por átomos de um só elemento
químico, e as compostas constituídas por átomos de elementos diferentes e pede aos alunos para dar
exemplos. Em seguida, faz a montagem de fórmulas de compostos binários com base nas valências dos
elementos químicos constituintes, explicando que a valência de um elemento é a capacidade de combinação
entre os átomos dos elementos químicos para a formação de um composto.
25
Durante o desenvolvimento destes conteúdos, o aluno inicia a sua primeira actividade em cálculos químicos
baseados na interpretação das fórmulas químicas utilizando os valores das massas atómicas (MA) dos
elementos químicos, já tabelados.
Nessa abordagem o professor começa por calcular a massa molecular (MM) que é igual à soma das massas
atómicas (MA) dos átomos dos elementos que formam a molécula, multiplicadas pelos seus índices,
expressa em unidades de massa atómica (u.m.a.).
Fórmula para calcular a massa molecular: n
iMA
iMA
iMA
MM +
+
+
= L
2
1
Onde:
MA1, MA2 ... MAn são as massas atómicas dos elementos 1, 2, ... n
i representa os índices dos elementos 1, 2, ... n na fórmula.
Exemplo: MM (H2O)= 2 x MA(H) + 1 x MA(O)
MM (H2O) =2 x 1+ 1 x 16= 18 u.m.a
Reacções químicas
Na abordagem do tema reacção química e suas manifestações, como a libertação de gases, mudança de cor e
aspecto, formação de um precipitado, alteração de energia (p.e. na combustão), alteração do cheiro, entre
outros, o professor pode conduzir os alunos a consolidarem os conhecimentos sobre o fenómeno químico
dando exemplos de fenómenos comuns do quotidiano, por exemplo, a combustão de papel, carvão ou lenha,
processo de fermentação, corrosão de metais, apodrecimento do ovo e outros alimentos.
A equação química é tratada como sendo a representação de uma reacção química onde estão presentes os
reagentes e os produtos. A reacção química é representada por palavras e por símbolos e fórmulas químicas.
A seguir o professor demonstra como se escreve uma equação através de um exemplo indicando todos os
componentes, estados físicos das substâncias, significado da seta da reacção. Na equação química o
professor sublinha que as substâncias que se encontram à esquerda da seta são os reagentes e à direita da
seta são os produtos. E, para concluir, menciona o significado qualitativo e quantitativo de uma equação
química.
A Lei de conservação de massa, é dada destacando-se o trabalho de Lavoisier na descoberta da mesma. O
professor realça que a Lei é valida quando a reacção decorre num sistema fechado, o qual não permite troca
de substâncias com o ambiente. Esta lei pode ser demonstrada através de cálculos de massas dos reagentes e
dos produtos na equação química, as quais devem ser iguais. Porém, para que as massas sejam iguais é
necessário que a equação esteja acertada (o número de átomos dos reagentes deve ser igual ao número de
átomos dos produtos). Explica também quais as consequências que podem advir, em relação à comprovação
da Lei, se as condições experimentais criadas alterarem.
O acerto de equações químicas é relacionado com a Lei de conservação de massa e deve ser explicado pelo
método de m.m.c e pelo método de tentativas.
Relativamente aos tipos de reacções químicas serão mencionadas as reacções de combinação ou síntese, de
composição ou análise, exotérmica, endotérmica e a redox e os respectivos conceitos respeitando o nível
dos alunos. Aqui, ao dar exemplos dos tipos de reacções químicas, o professor aproveita exercitar e
consolidar o acerto de equações de reacções.
A reacção redox deve ser referida como sendo aquela que ocorre com o ganho ou perda de Oxigénio e
colocar, por exemplo, o esquema abaixo. O tratamento mais detalhado deve ser deixado para o capítulo
26
sobre o Hidrogénio.
Cálculos químicos:
A aplicação dos conceitos mole (unidade de quantidade de substância), o número de Avogadro (unidade de
substância existentes em 1mol de substância, partículas
NA
23
10
02
,
6 ×
= ) e a massa molar de uma
substância (massa de uma mole de substância), permitirá que os alunos adquiram habilidades sobre a
resolução de problemas aplicando a regra de «três simples», aproveitando a relação que existe entre a
Química e a Matemática, com o uso da fórmula
n
m
M m = .
A massa molar (Mm) também é tratada como a massa de uma mole de partículas (átomos, moléculas, iões,
etc.) de uma dada substância e expressa-se em g/mol. A massa de uma mole de substância é numericamente
igual à massa atómica ou à massa molecular. O professor faz analogia com outras unidades de medição, por
exemplo, uma dúzia de ovos ou um litro de óleo, portanto, mole é a «dúzia», o «quilograma» ou o «litro»
dos químicos, isto é, unidade que mede a quantidade de substância. Mole é unidade ou medida padrão em
Química.
Nesta unidade recomenda-se a realização de experiências químicas sobre manifestação de um fenómeno físico
e de um fenómeno químico (reacção química).
Indicadores de desempenho
- Agrupa os elementos em metais e ametais segundo as suas propriedades;
- Reconhece a aplicação dos metais na produção de objectos/utensílios do quotidiano;
- Representa os símbolos e os nomes dos primeiros vinte elementos incluindo metais nobres;
- Monta fórmulas de compostos a partir das valências dos elementos;
- Determina a massa molecular de um composto a partir das massas atómicas dos elementos;
- Interpreta fenómenos físicos e químicos
- Representa e interpreta uma equação química;
- Aplica a Lei de conservação de massa no acerto de equação química;
- Aplica os cálculos estequiométricos para determinar massas das substâncias nas reacções químicas e na
preparação de soluções;
- Realiza experiências sobre as manifestações de um fenómeno físico e de um fenómeno químico.
perda de Oxigénio
Ganho de Oxigénio
CuO + H2 Cu + H2O
Unidade temática 4: Água
Objectivos específicos
O aluno deve ser capaz de:
Conteúdos Competências básicas
O aluno:
Carga
horária
- Conhecer os estados de ocorrência da água na
natureza;
- Conhecer as propriedades físicas e a
importância da água;
- Explicar as diferentes formas de contaminação
da água;
- Mencionar as doenças causas pela água
contaminada;
- Aplicar os métodos de purificação da água;
- Identificar os agentes poluentes de água;
- Definir os conceitos: solução, substâncias
solúveis e não solúveis, soluto e solvente,
diluição e dissolução;
- Classificar as soluções quanto à
concentração;
- Resolver problemas de cálculos de
concentração molar e percentual;
- Realizar experiências químicas sobre a
preparação de soluções;
- Descrever a história da descoberta do
Hidrogénio;
- Definir as reacções redox como um processo
que ocorre com ganho ou perda do Oxigénio;
- Identificar nas reacções redox, os processos de
oxidação e redução, o agente oxidante e o
agente redutor;
- Realizar experiência química de obtenção de
Hidrogénio e sua identificação;
- Descrever a história da descoberta do
Oxigénio;
- Identificar na base das fórmulas moleculares o
Oxigénio e o Ozono;
- Conhecer a importância da camada de Ozono
na protecção do ambiente;
- Conhecer a importância do ar no quotidiano;
- Realizar experiência química de obtenção de
Oxigénio e sua identificação;
- Classificar os óxidos em metálicos e
Água: Tema gerador
- Ocorrência da água na natureza;
- Propriedades físicas e importância da água;
- Composição química da água;
- Qualidade da água (potável, salobra, mineral: frias e termais);
- Fontes e formas de abastecimento da água para o consumo
humano;
- Poluição: agentes poluentes da água (Substâncias químicas e
microrganismos);
- Tratamento e conservação da água;
- Doenças causadas pela água contaminada;
- Ciclo da água e sua importância.
Água como solvente:
- Conceitos: Solubilidade, dissolução e diluição. Solução
(solvente e soluto), Substâncias solúveis e não solúveis;
- Classificação das soluções quanto à concentração (solução
diluída, concentrada, saturada e supersaturada);
- Concentração molar e percentual de uma solução;
Cálculos de concentração molar e percentual;
- Experiência química sobre a Preparação de soluções.
Hidrogénio:
- Historia da descoberta. Ocorrência na natureza;
- Obtenção do Hidrogénio no laboratório e na indústria,
propriedades físicas e químicas e aplicações;
- Experiências químicas sobre obtenção, identificação e
verificação das propriedades de Hidrogénio.
Reacções redox:
- Processo de oxidação e redução. Agente oxidante e agente
redutor. Importância das reacções redox na técnica para
obtenção e purificação de metais. Produção industrial do Ferro
bruto.
Oxigénio:
- Historia da descoberta. Ocorrência na natureza;
- Obtenção do Oxigénio no laboratório e na indústria. Conceito
de catalisador. Propriedades físicas e aplicações;
- Composição do ar e sua importância como matéria prima,
Poluição do ar;
- Ozono (O3): Propriedades físicas do Ozono. Formação,
- Aplica os métodos de
tratamento e conservação da
água no quotidiano;
- Intervém na dinamização
de actividades ligadas aos
problemas ambientais da
comunidade, como a
poluição do ar e da água,
errosão dos metais e do solo,
combate aos incêndios,;
- Aplica os conhecimentos
sobre solubilidade,
dissolução e diluição na
preparação de soluções
usadas no quotidiano;
- Explica a importância das
reacções de combustão para
a vida;
- Realiza experiências
químicas recorrendo ao
material localmente
disponível;
- Redige textos com rigor e
clareza e apresenta os
resultados das experiências
químicas e outros trabalhos
- Relaciona as regras e normas
de higiene e segurança usadas
no laboratório ou durante a
realização das experiências
com as do quotidiano;
- Revela atitude positiva em
30 aulas
29
ametálicos;
- Explicar o processo da oxidação dos metais;
- Mencionar os factores que favorecem a
oxidação dos metais;
- Realizar experiência química de oxidação de
metais;
- Conhecer a importância das reacções de
combustão no quotidiano;
- Distinguir entre combustível e comburente;
- Conhecer as vantagens e desvantagens do uso
de combustíveis renováveis no quotidiano;
- Conhecer as formas de combate e prevenção
dos incêndios;
- Resolver cálculos químicos que envolvem
calor de reacção.
destruição e importância da camada do Ozono - Tema
Gerador
- Experiências químicas: Obtenção, identificação e verificação
das propriedades do Oxigénio.
Óxidos:
- Conceito. Classificação em metálicos e ametálicos e
nomenclatura;
- Oxidação: Conceito. Oxidação lenta (oxidação do Ferro),
factores que favorecem a oxidação lenta. Prevenção da
corrosão dos metais;
- Experiência química sobre a oxidação de metais e factores
que intervêm.
Combustão:
- Conceito combustão (oxidação rápida). Condições para
ocorrência da combustão. Oxigénio como comburente;
- Reacções de combustão, importância das reacções de
combustão.
- Combustíveis recursos renováveis e não renováveis.
Mecanismos para a reposição dos combustíveis renováveis.
- Chama e sua estrutura. Incêndios: prevenção e combate;
- Cálculos estequiométricos envolvendo o calor da reacção;
- Experiência química sobre factores que intervêm na
combustão das substâncias.
relação ao uso dos recursos
disponíveis na comunidade;
- Interpreta dados
quantitativos quanto à
estimativas e medidas e
quanto às relações
proporcionais presentes na
Química e aplica-as no
quotidiano.
31
Sugestões metodológicas da quarta unidade temática
Água
Relativamente ao tema sobre água, nomeadamente, ocorrência na natureza, importância, ciclo da água,
poluição, tratamento e conservação, doenças causadas pela água contaminada, fontes e formas de
abastecimento de água, qualidade de água (potável; salobra; minerais frias e termais) o professor dividirá os
conteúdos em tópicos e recomendará aos alunos um trabalho de investigação, onde estes irão consultar as
várias fontes de informação.
Após a apresentação destes temas, faz-se uma síntese e, de forma transversal, aprofundam-se os
conhecimentos sobre as regras de higiene pessoal e colectiva como pressuposto para um bem estar pessoal e
colectivo, assim como as formas de prevenção e combate de algumas doenças como malária, cólera,
filaríase, bilharzioze e outras. Explica que água é um meio para o desenvolvimento de micróbios que
provocam estas doenças (relação com Biologia). Pode-se, ainda, abordar a importância da água como
solvente universal e como via de comunicação (relação com Geografia). Também podem ser clarificados os
conceitos de água potável (aquela que é própria para beber: deve ser incolor, inodora, fresca, de sabor
agradável, fazer abundante espuma com sabão, isenta de bactérias ou outros microrganismos patogénicos),
salobra (aquela que contém quantidade excessiva de substâncias dissolvidas - sais de Cálcio e de Magnésio,
é imprópria para o consumo humano, industrial e agrícola) e mineral (a que contém pequenas quantidades
de sais minerais dissolvidos; esta água pode ser fria quando brota de nascentes a temperaturas até 25ºC e
termal quando brota a temperaturas superiores a 25ºC).
Conclui-se este tema com a abordagem da “Química da água” (composição química, propriedades físicas e
fórmula molecular).
Neste nível, o conceito de solubilidade deve-se cingir apenas à capacidade do solvente dissolver o soluto. O
professor pede aos alunos para mencionarem exemplos de substâncias solúveis e insolúveis em água.
A dissolução é tratada como a desagregação das partículas do soluto, por interacção com as partículas do
solvente, distribuindo-se nos espaços vazios deste.
Com base nos exemplos da vida quotidiana, faz-se a classificação das soluções quanto à concentração em:
diluída e concentrada, insaturada, saturada e supersaturada. A aula prática deve também incluir a preparação
destas soluções pelos alunos.
Para terminar este tema serão realizados alguns cálculos de concentração molar e percentual de uma
solução.
O conceito concentração é apresentado como sendo a relação entre a quantidade de soluto dissolvido (em
moles) de a quantidade da solução: (em litros ou decímetro cúbico).
solução
da
Quantidade
soluto
de
Quantidade
ão
Concentraç = . O símbolo geral para concentração é C.
Para expressar a concentração molar ou molaridade (M) o professor deve utilizar a seguinte relação:
)
(
)
(
3
dm
V
mol
n
M = , quer dizer o número de moles do soluto dissolvido por cada decímetro cúbico de solução.
A concentração percentual de uma solução, pode ser tratada como sendo a quantidade de soluto expressa em
gramas dissolvidos em 100 gramas de solução.
32
%
100
)
(
)
(
% 1
⋅
=
solução
de
massa
m
soluto
de
massa
m
C
O conceito diluição é definido como sendo um processo que consiste no acréscimo do solvente á solução
inicial. Na diluição, a quantidade de soluto permanece constante mas, a concentração da solução altera-se.
Hidrogénio
O estudo do Hidrogénio deve ser iniciado com o relato do historial da sua descoberta destacando-se o papel
histórico dos Cientistas Henry Cavendish e Lavoisier.
Sobre ocorrência do Hidrogénio refere-se que pode ser encontrado no estado livre sob forma de moléculas
diatómicas e no estado combinado, por exemplo na molécula de água.
No estudo das propriedades químicas do Hidrogénio sugere-se que haja uma discussão sobre a reacção deste
com o Oxigénio para a formação de água e o seu papel redutor nas reacções químicas.
Reacção redox
A reacção redox já foi introduzida aquando do tratamento dos tipos de reacções química como sendo aquela
que ocorre com o ganho ou perda de Oxigénio. Assim, a perda de Oxigénio deve ser definida como redução
e o seu ganho, como oxidação. Os processos de oxidação e redução ocorrem em simultâneo, e o seu
conjunto, denomina-se reacção redox. A seguir, o professor pode ilustrar os dois processos, com base no
exemplo da reacção do Óxido de cobre (II) com o Hidrogénio.
Sobre a importância das reacções redox na técnica, pode-se explicar os processos de produção e a
purificação dos metais, tomando como exemplo a produção do Ferro-bruto.
Oxigénio
Para o estudo do Oxigénio, o professor pode recorrer aos conhecimentos dos alunos adquiridos no Ensino
Básico nas Ciências Naturais para mostrar a sua importância.
De seguida, o professor desenvolve o historial da descoberta do Oxigénio, destacando o cientista e químico
inglês Joseph Priestley, que em 1774 obteve este gás mediante o aquecimento do Óxido de mercúrio (II).
O conceito de catalisador é associado aos métodos de obtenção laboratorial do Oxigénio a partir da
decomposição catalítica do Peróxido de hidrogénio. O catalisador pode ser definido como substância que
altera a rapidez de uma reacção química. Pode destacar como exemplos o fermento (usado no fabrico do
pão, bolos e outros) e batata-doce ou açúcar (na produção de “maheu”).
O estudo das aplicações do Oxigénio permitirá vincular o ensino da Química com a vida quotidiana.
Relativamente ao Ozono, deve ser tratado transversalmente como um tema do ambiente que preocupa o
mundo. Deve ser indicada a importância da camada de Ozono como protectora da superfície terrestre, assim
como os factores que levam a sua destruição.
33
Óxidos e combustão
Sobre aos óxidos e sua nomenclatura, deve-se classificar os óxidos em metálicos e ametálicos, nomear os
óxidos dos seguintes metais: Ca, Ba, K, Na, Al, Fe, Cu e Zn e dos seguintes ametais: C, S, N, H e P. Deve-se
salientar que a água é um óxido ametálico do Hidrogénio (Monóxido de dihidrogénio).
A partir de exemplos do quotidiano, como enferrujamento de metais, digestão dos alimentos, queima de
papel e outros são analisados os conceitos de oxidação lenta e oxidação rápida (combustão) os quais se
diferenciam na velocidade em que ocorrem.
Em relação à corrosão explica-se que é um processo que ocorre com a destruição dos metais em
consequência da acção química do meio ambiente (ar, chuva, humidade e outros). Explica ainda que a
corrosão dos metais produz grandes perdas económicas pelo que é necessário evitá-la.
Na combustão, o Oxigénio é tratado como comburente (substância que alimenta a combustão), o qual reage
com o combustível libertando óxidos dos elementos que constituem o combustível, calor com luz ou chama
e até som. Pode-se referir ao aspecto da chama do gás de cozinha que é azul e o da vela que é amarela para
mostrar a diferença entre elas que esta relacionada com a quantidade de oxigénio em contacto com o
combustível. Para terminar são discutidos os efeitos prejudiciais das queimadas descontroladas e a forma de
evitá-las e de combatê-las.
Aplicando o princípio da interdisciplinaridade com a Geografia e a Biologia é discutido o tema sobre os
combustíveis e sua selecção, sublinhando-se que para a selecção de um combustível devem ser tomados em
consideração os factores a seguir indicados: o factor ambiental e suas consequências (nível de poluição,
desmatamento ou desertificação), recurso renovável ou não (se for, propor medidas para a sua reposição);
factor económico e valor energético.
Ainda neste tema, o professor pode recomendar aos alunos, a realização de uma pesquisa na comunidade
sobre a produção de carvão vegetal e outros tipos de recursos combustíveis disponíveis na comunidade.
Sobre a importância das reacções de combustão, os alunos desenvolvem conhecimentos sobre as
transformações energéticas que ocorrem em reacções químicas. Eles devem entender que durante uma
reacção química as transformações das substâncias estão ligadas às transformações de energia. Os alunos
deverão se recordar de alguns conceitos aprendidos no ensino básico, tais como calor, temperatura e
energia.
Através de experiências recomendadas e utilizando exemplos de processos que os alunos conhecem do seu
quotidiano aprofundam-se e consolidam-se os conhecimentos sobre reacções exotérmicas e endotérmicas.
Em relação à importância destes processos que consomem muita energia, na indústria (Reacção
endotérmica) tomam-se como exemplos as fábricas existentes na zona e/ou no país como as fábricas de
cimento, tijolos, Alumínio, padarias, bem como a produção de carvão vegetal.
Na abordagem do tema sobre o calor liberto ou absorvido numa reacção química, é necessário discutir o
valor energético dos alimentos necessários para a manutenção da vida bem como as consequências que
podem advir de uma má nutrição. Esta é uma forma de interdisciplinaridade com a Biologia. Nas reacções
exotérmicas poder-se-á falar da importância destas para a vida como, por exemplo, a utilidade do calor
liberto na combustão do carvão para engomar a roupa (no ferro a carvão), cozer alimentos, aquecer o
ambiente, ferver água, etc.
O tema sobre combustão pode ser relacionado com o funcionamento do alto forno no processo técnico de
produção de ferro bruto. Desta forma consolidam se as reacções redox.
34
Os conteúdos sobre a poluição do ar e incêndios, sendo assuntos transversais relacionados com o meio
ambiente, durante a sua leccionação o professor recomenda uma pesquisa sobre os mesmos e destaca a
relação do Homem com o ambiente que o rodeia, referindo-se das consequências da má gestão do mesmo.
Nesta unidade o professor orientará os alunos na resolução de problemas envolvendo o calor da reacção.
Para esta classe a energia ganha ou liberta durante a reacção representa-se pelo símbolo Q (calor da
reacção): Q = EP-ER.
Nesta unidade recomenda-se a realização das experiências sobre:
¾ Preparação de soluções;
¾ Obtenção, identificação e verificação das propriedades do Hidrogénio e do Oxigénio;
¾ Oxidação de metais e factores que intervêm;
¾ Factores que intervêm na combustão das substâncias.
Indicadores de desempenho
- Representa a fórmula molecular e descreve a composição química da Água;
- Discute e argumenta sobre a importância, fontes e qualidade da água para a comunidade;
- Lista as doenças provocadas pela água contaminada;
- Discute os processos de tratamento e conservação da água;
- Explica a importância do ciclo da água;
- Aplica os conceitos solubilidade, dissolução e diluição na preparação de soluções;
- Aplica os cálculos de concentração molar e percentual para determinar massas das substâncias na
preparação de soluções;
- Selecciona os materiais necessários para a preparação de uma solução;
- Identifica os processos de oxidação redução numa reacção redox;
- Explica formas de preservação da camada do ozono;
- Reconhece a importância do Oxigénio na ocorrência dos processos vitais;
- Reconhece os agentes poluentes do ar e da água;
- Demonstra atitudes correctas na preservação do meio ambiente limpo e sadio;
- Seleciona e sugere estratégias adequadas para a utilização e reposição de um combustível renovável;
- Explica as medidas de prevenção e combate aos incêndios;
- Aplica cálculos envolvendo o calor da reacção para decidir sobre quantidade de calor absorvida ou
libertada numa reacção;
- Redige e apresenta os relatórios de um trabalho de investigação e de experiências químicas.
35
8. Avaliação
A avaliação da aprendizagem é uma componente curricular, presente em todo o processo de ensino-
aprendizagem, através da qual se obtêm dados e informações que possibilitam a tomada de decisões,
visando assegurar a aprendizagem, garantir a identificação e o desenvolvimento de potencialidades assim
como a formação integral do indivíduo, com vista à melhoria da qualidade de ensino-aprendizagem e o
sucesso escolar.
A avaliação permite obter informações sobre o desempenho do professor, do aluno, da direcção da escola e
do envolvimento dos pais e encarregados de educação no processo de ensino-aprendizagem.
Na disciplina de Química a avaliação está presente em todos os momentos do processo de ensino-
aprendizagem. Esta será continua e direccionada a medir conhecimentos, habilidades, atitudes e valores
especificados nas competências básicas definidas no programa.
As formas de avaliação a serem aplicadas consistem na observação de pequenos trabalhos individuais ou em
grupo, perguntas orais, relatório de experiências químicas e de trabalhos de investigação ou visitas de
estudo, resolução de exercícios ou correcção do TPC e as planificadas e periódicas (A.C.S., A.C.P/A.C.F).
Para isso, serão tomados em consideração os seguintes tipos de avaliação diagnostica, formativa e sumativa,
dependendo dos objectivos a serem alcançados.
A avaliação diagnostica destina-se a saber até que ponto os alunos dominam uma série de conhecimentos,
habilidades e atitudes sobre um determinado tema, para permitir ao professor buscar uma estratégia
adequada de ensino que possibilite atingir os objectivos definidos no programa. Esta avaliação pode ser
realizada no inicio do ano lectivo, semestre, unidade temática ou aula.
A avaliação formativa, ajuda ao professor a fazer um controle permanente sobre o processo de ensino e
aprendizagem, a cerca de um assunto ou tema, assim como ajuda a buscar soluções ou uma estratégia
adequada para a resolução dos problemas encontrados.
Nesta disciplina, os aspectos a serem avaliados podem ser, trabalhos de pesquisa ou de recolha de
informações, os relatórios sobre as experiências químicas e visitas de estudo às instituições e comunidades,
os exercícios, os TPC´s, também são, objectos de avaliação. Estes trabalhos devem ser corrigidos e
atribuídos um valor qualitativo (Sf, Bom, Mbom) ou quantitativo (de 0-5, 0-10, 0-20 valores); sugere-se que
não se devem ser atribuídas às qualificações mau, medíocre ou zero, porque irão desmotivar o aluno. As
notas atribuídas devem fazer parte da avaliação final do aluno.
Em relação aos relatórios das experiências químicas, relatórios de visitas de estudo e os textos dos trabalhos
de investigação individuais ou em grupo, devem ser objectos de avaliação os itens constantes da estrutura
dos respectivos modelos de relatório, incluindo aspectos gerais de comunicação (linguagem escrita - língua
portuguesa).
A avaliação sumativa, permite testar os conhecimentos no fim de cada assunto ou tema num trimestre ou
ano lectivo.
Os métodos de avaliação a serem aplicados consistem na observância de pequenos trabalhos individuais ou
em grupo, perguntas orais, experiências químicas, resolução de exercícios ou correcção do TPC e testes
escritos (ACS`s e ACP´s).
36
No fim de cada avaliação, o professor deverá garantir uma recolha de resultados fiáveis para que a avaliação
escolar seja verdadeira e justa, onde serão incluídos para alem dos aspectos da avaliação sumativa, também
os da avaliação diagnostica e formativa.
Avaliação do Caderno Escolar
A avaliação do caderno escolar tem como objectivo, desenvolver nos alunos o rigor, persistência e
qualidade na apresentação dos trabalhos, assim como a representação gráfica da linguagem química.
Para avaliar o caderno, o professor pode basear-se nos aspectos a seguir indicados e, para uma melhor
recolha de dados, aconselha-se a elaborar uma grelha onde irão ser incluídos os seguintes itens e a
respectiva pontuação:
Aspectos a avaliar Critério de avaliação
Organização do caderno Sumários, títulos, subtítulos, figuras
Linguagem química
Escrita dos símbolos, fórmulas, equações químicas,
expressões químicas
Aspectos gerais da comunicação e escrita Erros ortográficos, e de pontuação, construção frásica;
Assiduidade Registo dos apontamentos
Desempenho do aluno no estudo individual
Resolução dos exercícios de consolidação, TPC e registo
das correcções das ACS e ACP
37
9. Bibliografia
CAMUENDO, Ana Paula et. all. Módulo de experiências químicas da 8ª classe – Material para professor.
Universidade Pedagógica, Maputo, 2006.
Ciências da Natureza , Matemática e suas Tecnologias. / Secretaria de Educação Média e Tecnológica –
Brasília: MEC; SEMTEC, 2002.
Falta referenciar Paulo Freire Pedagogia do Oprimido
GIL, Victor M. S Química 11º ano-1ª edição-Plátano: Lisboa, 1995.
GIL, Victor M. S. Química 11º ano - caderno de laboratório,1ª ed. Plátano Editora: Lisboa, 1995.
Interacções e Transformações I, II e III: Química – Ensino Médio: A Química e a Sobrevivência/Atmosfera
– Fonte de Materiais/GEPEQ. São Paulo: Editora da Universidade de SãoPaulo,1998.
MACHADO, Andréa H. et all. Pressupostos Gerais e Objectivos da Proposta Curricular de Química –
projecto de reformulação curricular e de capacitação de professores do ensino médio da rede estadual de
Minas Gerais . s.d. Minas Gerais, Brasil.
NOVAIS, Vera Lúcia D. de. Química, vol. 1, 2 e 3. São Paulo: Atual, 2000.
PERUZZO, Francisco M. e CANTO, Eduardo Leite do. Química na abordagem do cotidiano Vol. 1-
Moderna: São Paulo, Brasil, 1998.
PERUZZO, Francisco M. e CANTO, Eduardo Leite do. Química na abordagem do cotidiano Vol. 2-
Moderna: São Paulo, Brasil, 1998.
Plano Curricular do Ensino Secundário Geral (PCESG), MEC – INDE, Maputo, Moçambique, 2007.
Programas Intermédios de Química da 8ª e 9ª classes, MEC – INDE, Maputo, Moçambique, 2006 – 2007.
Programas Intermédios de Química da 8ª e 9ª classes, MINED/DINESG, Maputo,Moçambique,2007.
Relatórios de Capacitação e Monitoria dos Programas Intermédios da 8ªe 9ª classes.
ROEGIER, Xavier. et . all. Uma pedagogia da integração (Competências e aquisições no ensino).2ª ed.
Artmed: São Paulo, 2004.
SANTOS, Wildson, et all. Química e sociedade 1ª edição..São Paulo: Nova geração, Brasil, 2005.
SANTOS, Wildson, et all. Química e sociedade,1ª edição.(Livro do Professor). São Paulo :Nova Geração,
Brasil, 2005.
SARDELLA, A. , LEMBO A., Química Vol. 1. Ática: São Paulo, Brasil,1983.
SARDELLA, A. , LEMBO A., Química Vol. II. Ática. São Paulo, Brasil, 1983.
Maputo, 30 de Julho de 2007
38
10.Anexos
1. Linhas gerais para o desenvolvimento do trabalho de investigação:
1. Escolha do tema (problematização inicial)
2. Pesquisa bibliográfica, discussão do tema na aula, excursões ou visitas de estudo (organização
do conhecimento)
3. Elaboração do tema (ou projecto) de investigação
4. Desenvolvimento experimental (que pode ou não incluir actividades laboratoriais)
5. Elaboração do relatório preliminar
6. Discussão do relatório
7. Apresentação do relatório final.
2. Em relação aos relatórios de visitas de estudo e de trabalhos de investigação individuais ou em grupo,
podem ser elaborados usando as seguintes estruturas (modelos):
A. Estrutura de um relatório de visita de estudo:
I. Capa:
a) Nome da Escola
b) Nome da Instituição (fábrica, empresa, comunidade ou machamba) visitada
c) Disciplina, tema e número da visita de estudo efectuada
c) Nome do aluno e do professor
d)Local e data da elaboração do relatório
II. Índice
III. Corpo do relatório
1. Introdução
Faz-se a descrição da localização da Instituição visitada, o ano da sua fundação ou criação, o número de
trabalhadores, descrição/definição dos tipos de processos observados durante a visita de estudo, contacto
com o responsável da instituição.
2. Título da visita de estudo
Deve estar em concordância com os objectivos da visita de estudo.
3. Objectivos
Indicação dos principais resultados que se pretendem alcançar com a visita. Os objectivos devem ser claros,
precisos, concisos e realizáveis.
4. Procedimentos
Descrição e indicação das actividades realizadas. Falar sobre:
a) Aparelhos e máquinas que a Instituição/comunidade utiliza, seu esquema de montagem e legenda;
b) Substâncias, produtos ou materiais produzidos ou utilizados pela Instituição/comunidade;
c) Apontar sempre que possível, danos ambientais que a Instituição/comunidade pode causar e suas
soluções;
d) Descrição dos fenómenos observados ou resultados.
5. Conclusões e recomendações
39
Confronta-se os fundamentos adquiridos durante as aulas e das observações feitas durante a visita de estudo
e faz-se as devidas recomendações.
B. Estrutura de um relatório para o trabalho de investigação:
I. Capa de relatório:
a) Nome da Escola
b) Disciplina, tema e número do trabalho de investigação
c) Nome do aluno e do professor
d)Local e data da elaboração do relatório
II. Índice
III. Corpo do relatório
1. Fundamentos teóricos ou introdução
São à base da teoria do tema, justificam-se, as descrições teóricas de todos os fenómenos a serem
observados/estudados.
2. Título do trabalho de investigação
Deve ir de acordo com o tema a ser investigado e não deve ser longo.
3. Objectivos
Indicação dos principais resultados que se pretendem alcançar com o trabalho. Os objectivos devem ser
claros, precisos, concisos e realizáveis.
4. Procedimentos
Geralmente são indicadas as actividades que poderão ser realizadas, como a descrição de aparelhos
(esquema de montagem e legenda dos aparelhos), os métodos e os esquemas de produção de substâncias,
resultados esperados, indicar a importância do trabalho realizado e os benefícios que pode trazer para a
comunidade.
5. Conclusões e recomendações
Enumeram-se as vantagens e desvantagens do tema estudado, e as devidas recomendações.
C. Estrutura de um relatório para experiências químicas
I. Capa de relatório:
a) Nome da Escola
b) Disciplina, tema e número da experiência
c) Nome do aluno e do professor
d) Data da elaboração do relatório
40
II. Índice
III. Corpo de relatório
1. Fundamentos teóricos ou introdução
São à base da teoria da experiência (tema), justificam-se, teoricamente, todos os fenómenos a serem
observados durante os ensaios.
2. Título da experiência
Normalmente deriva do nome da experiência. Geralmente indica-se também o tipo da experiência (se é
obtenção laboratorial, identificação, entre outros)
3. Objectivos
Indicação dos principais resultados que se pretendem alcançar na experiência. Os objectivos de cada
experiência devem procurar realizar os de cada unidade temática. Devem ser claros, precisos, concisos e
realizáveis.
4. Procedimentos
Geralmente são indicadas no guião das experiências, mas também podem ser solicitados em casos especiais.
Neste passo indicam-se as actividades realizadas:
a) Aparelhos e substâncias usadas
b) Esquema de montagem e legenda dos aparelhos
c) Observações feitas ou resultados obtidos
5. Conclusões
Neste passo, faz-se a confrontação do fundamento teórico e dos resultados e/ou das observações feitas
durante a experiência.
2. Regras e normas de higiene e segurança durante a realização das experiências químicas no
laboratório ou noutro local
• É expressamente proibido brincar durante a realização das experiências;
• Recomenda-se o uso de calças compridas, sapatos fechados, cabelos longos amarrados para trás e
bata branca para proteger o vestuário;
• Deixe sobre a mesa de trabalho somente o material necessário;
• Não se deve comer nem beber no laboratório, pois pode ocorrer contaminação por substâncias
tóxicas;
• Evitar contacto de qualquer substância com a pele, a boca e os olhos;
• Usar luvas e óculos de protecção quando estiver a trabalhar com substâncias corrosivas e explosivas;
• Usar pequenas quantidades de substâncias para gerar o mínimo de resíduos;
• Manter o local de trabalho sempre limpo;
• Lavar bem as mãos antes sair do laboratório;
• Comunicar imediatamente ao professor sobre a ocorrência de qualquer incidente (ex: inalação de
uma substância tóxica, contacto da pele com uma substância corrosiva, etc.);
• As reacções que libertam gases ou vapores tóxicos devem ser efectuadas no nicho, com boa
ventilação;
41
• Quando pretender cheirar qualquer substância, não coloque a cara directamente sobre o recipiente
que o contém, dirige com a mão uma pequena quantidade de vapores de modo a poder aperceber-se
do seu cheiro;
• Evitar manusear equipamento eléctrico com as mãos molhadas.

Programa de Ensino de Quimica 8a actual.pdf

  • 1.
    Ficha Técnica Título: Química,Programa da 8ª Classe Edição: ©INDE/MINED - Moçambique Autor: INDE/MINED – Moçambique Capa, Composição, Arranjo gráfico: INDE/MINED - Moçambique Arte final: INDE/MINED - Moçambique Tiragem: 1500 Exemplares Impressão: DINAME Nº de Registo: INDE/MINED – 6302/RLINLD/2010
  • 2.
    2 Prefácio Caro Professor É comimenso prazer que colocamos nas suas mãos os Programas do Ensino Secundário Geral. Com a introdução do Novo Currículo do Ensino Básico, iniciada em 2004, houve a necessidade de reformular o currículo do Ensino Secundário Geral para que a integração do aluno se faça sem sobressaltos e para que as competências gerais, tão importantes para a vida continuem a ser desenvolvidas e consolidadas neste novo ciclo de estudos. As competências que os novos programas do Ensino Secundário Geral procuram garantir compreendem um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para a vida que permitam ao graduado do Ensino Secundário Geral enfrentar o mundo de trabalho numa economia cada vez mais moderna e competitiva. Estes programas resultam de um processo de consulta à sociedade. O produto que hoje tem em mãos é resultado do trabalho abnegado de técnicos pedagógicos do INDE e da DINEG, de professores das várias instituições de ensino e formação, quadros de diversas instituições públicas, empresas e organizações, que colocaram a sua experiência neste exercício de transformação curricular e a quem aproveito desde já, agradecer. Aos professores, de que depende em grande medida a implementação destes programas, apelo ao estudo permanente das sugestões que eles contêm. Para que convoquem a vossa e criatividade e empenho para levar a cabo a gratificante tarefa de formar hoje os jovens que amanhã engrossarão o contingente nacional para o combate à pobreza. Aires Bonifácio Baptista Ali. Ministro da Educação e Cultura
  • 3.
    3 1. Introdução A TransformaçãoCurricular do Ensino Secundário Geral (TCESG) é um processo que se enquadra no Programa Quinquenal do Governo e no Plano Estratégico da Educação e Cultura e tem como objectivos: • Contribuir para a melhoria da qualidade de ensino, proporcionando aos alunos aprendizagens relevantes e apropriadas ao contexto socioeconómico do país. • Corresponder aos desafios da actualidade através de um currículo diversificado, flexível e profissionalizante. • Alargar o universo de escolhas, formando os jovens tanto para a continuação dos estudos como para o mercado de trabalho e auto emprego. • Contribuir para a construção de uma nação de paz e justiça social. Constituem principais documentos curriculares: • O Plano Curricular do Ensino Secundário (PCESG) – documento orientador que contém os objectivos, a política, a estrutura curricular, o plano de estudos e as estratégias de implementação; • Os programas de ensino de cada uma das disciplinas do plano de estudos; • O regulamento de avaliação do Ensino Secundário Geral (ESG); • Outros materiais de apoio. 1.1. Linhas Orientadoras do Currículo do ESG O Currículo do ESG, a ser introduzido em 2008, assenta nas grandes linhas orientadoras que visam a formação integral dos jovens, fornecendo-lhes instrumentos relevantes para que continuem a aprender ao longo de toda a sua vida. O novo currículo procura por um lado, dar uma formação teórica sólida que integre uma componente pré-vocacional e por outro, permitir aos jovens a aquisição de competências relevantes para uma integração plena na vida política, social e económica do país. As consultas efectuadas apontam para a necessidade de a escola responder às exigências do mercado cada vez mais moderno que apela às habilidades comunicativas, ao domínio das Tecnologias de Informação e Comunicação, à resolução rápida e eficaz de problemas, entre outros desafios. Assim, o novo programa do ESG deverá responder aos desafios da educação, assegurando uma formação integral do indivíduo que assenta em quatros pilares, assim descritos: Saber Ser que é preparar o Homem moçambicano no sentido espiritual, crítico e estético, de modo que possa ser capaz de elaborar pensamentos autónomos, críticos e formular os seus próprios juízos de valor que estarão na base das decisões individuais que tiver de tomar em diversas circunstâncias da sua vida;
  • 4.
    4 Saber Conhecer queé a educação para a aprendizagem permanente de conhecimentos científicos sólidos e a aquisição de instrumentos necessários para a compreensão, a interpretação e a avaliação crítica dos fenómenos sociais, económicos, políticos e naturais; Saber Fazer que proporciona uma formação e qualificação profissional sólida, um espírito empreendedor no aluno/formando para que ele se adapte não só ao meio produtivo actual, mas também às tendências de transformação no mercado; Saber viver juntos e com os outros que traduz a dimensão ética do Homem, isto é, saber comunicar-se com os outros, respeitar-se a si, à sua família e aos outros homens de diversas culturas, religiões, raças, entre outros. Agenda 2025:129 Estes saberes interligam-se ao longo da vida do indivíduo e implicam que a educação se organize em torno deles de modo a proporcionar aos jovens instrumentos para compreender o mundo, agir sobre ele, cooperar com os outros, viver, participar e comportar-se de forma responsável. Neste quadro, o desafio da escola é, pois, fornecer as ferramentas teóricas e práticas relevantes para que os jovens e os adolescentes sejam bem sucedidos como indivíduos, e como cidadãos responsáveis e úteis na família, na comunidade e na sociedade, em geral. 1.2. Os desafios da Escola A escola confronta-se com o desafio de preparar os jovens para a vida. Isto significa que o papel da escola transcende os actos de ensinar a ler, a escrever, a contar ou de transmitir grandes quantidades de conhecimentos de história, geografia, biologia ou química, entre outros. Torna-se, assim, cada vez mais importante preparar o aluno para aprender a aprender e para aplicar os seus conhecimentos ao longo da vida. Perante este desafio, que competências são importantes para uma integração plena na vida? As competências importantes para a vida referem-se ao conjunto de recursos, isto é, conhecimentos, habilidades atitudes, valores e comportamentos que o indivíduo mobiliza para enfrentar com sucesso exigências complexas ou realizar uma tarefa, na vida quotidiana. Isto significa que para resolver um determinado problema, tomar decisões informadas, pensar critica e criativamente ou relacionar-se com os outros um indivíduo necessita de combinar um conjunto de conhecimentos, práticas e valores. Naturalmente que o desenvolvimento das competências não cabe apenas à escola, mas também à sociedade, a quem cabe definir quais deverão ser consideradas importantes, tendo em conta a realidade do país. Neste contexto, reserva-se à escola o papel de desenvolver, através do currículo, não só as competências viradas para o desenvolvimento das habilidades de comunicação, leitura e escrita, matemática e cálculo, mas também, as competências gerais, actualmente reconhecidas como cruciais para o desenvolvimento do indivíduo e necessárias para o seu bem estar, nomeadamente:
  • 5.
    5 a) Comunicação naslínguas moçambicana, portuguesa, inglesa e francesa; b) Desenvolvimento da autonomia pessoal e a auto-estima; de estratégias de aprendizagem e busca metódica de informação em diferentes meios e uso de tecnologia; c) Desenvolvimento de juízo crítico, rigor, persistência e qualidade na realização e apresentação dos trabalhos; d) Resolução de problemas que reflectem situações quotidianas da vida económica social do país e do mundo; e) Desenvolvimento do espírito de tolerância e cooperação e habilidade para se relacionar bem com os outros; f) Uso de leis, gestão e resolução de conflitos; g) Desenvolvimento do civismo e cidadania responsáveis; h) Adopção de comportamentos responsáveis com relação à sua saúde e da comunidade bem como em relação ao alcoolismo, tabagismo e outras drogas; i) Aplicação da formação profissionalizante na redução da pobreza; j) Capacidade de lidar com a complexidade, diversidade e mudança; k) Desenvolvimento de projectos estratégias de implementação individualmente ou em grupo; l) Adopção de atitudes positivas em relação aos portadores de deficiências, idosos e crianças. Estas competências são relevantes para que o jovem, ao concluir o ESG esteja preparado para produzir o seu sustento e o da sua família e prosseguir os estudos nos níveis subsequentes. Perspectiva-se que o jovem seja capaz de lidar com economias em mudança, isto é, adaptar-se a uma economia baseada no conhecimento, em altas tecnologias e que exigem cada vez mais novas habilidades relacionadas com adaptabilidade, adopção de perspectivas múltiplas na resolução de problemas, competitividade, motivação, empreendedorismo e a flexibilidade de modo a ter várias ocupações ao longo da vida. 1.3. A Abordagem Transversal A transversalidade apresenta-se no currículo do ESG como uma estratégia didáctica com vista um desenvolvimento integral e harmonioso do indivíduo. Com efeito, toda a comunidade escolar é chamada a contribuir na formação dos alunos, envolvendo-os na resolução de situações-problema parecidas com as que se vão confrontar na vida. No currículo do ESG prevê-se uma abordagem transversal das competências gerais e dos temas transversais. De referir que, embora os valores se encontrem impregnados nas competências e nos temas já definidos no PCESG, é importante que as acções levadas a cabo na escola e as atitudes dos seus intervenientes sobretudo dos professores constituam um modelo do saber ser, conviver com os outros e bem fazer. Neste contexto, toda a prática educativa gravita em torno das competências acima definidas de tal forma que as oportunidades de aprendizagem criadas no ambiente escolar e fora dele contribuam para o seu desenvolvimento. Assim, espera-se que as actividades curriculares e co-curriculares sejam suficientemente desafiantes e estimulem os alunos a mobilizar conhecimentos, habilidades, atitudes e valores.
  • 6.
    6 O currículo doESG prevê ainda a abordagem de temas transversais, de forma explícita, ao longo do ano lectivo. Considerando as especificidades de cada disciplina, são dadas indicações para a sua abordagem no plano temático, nas sugestões metodológicas e no texto de apoio sobre os temas transversais. 1.4 As Línguas no ESG A comunicação constitui uma das competências considerada chave num mundo globalizado. No currículo do ESG, são usados a língua oficial (Português), línguas Moçambicanas, línguas estrangeiras (Inglês e Francês). As habilidades comunicativas desenvolvem-se através de um envolvimento conjugado de todas as disciplinas e não se reserva apenas às disciplinas específicas de línguas. Todos os professores deverão assegurar que alunos se expressem com clareza e que saibam adequar o seu discurso às diferentes situações de comunicação. A correcção linguística deverá ser uma exigência constante nas produções dos alunos em todas as disciplinas. O desafio da escola é criar espaços para a prática das línguas tais como a promoção da leitura (concursos literários, sessões de poesia), debates sobre temas de interesse dos alunos, sessões para a apresentação e discussão de temas ou trabalhos de pesquisa, exposições, actividades culturais em datas festivas e comemorativas, entre outros momentos de prática da língua numa situação concreta. Os alunos deverão ser encorajados a ler obras diversas e a fazer comentários sobre elas e seus autores, a escrever sobre temas variados, a dar opiniões sobre factos ouvidos ou lidos nos órgãos de comunicação social, a expressar ideias contrárias ou criticar de forma apropriada, a buscar informações e a sistematizá-la. Particular destaque deverá ser dado à literatura representativa de cada uma das línguas e, no caso da língua oficial e das línguas moçambicanas, o estudo de obras de autores moçambicanos constitui um pilar para o desenvolvimento do espiríto patriótico e exaltação da moçambicanidade. 1.5. O Papel do Professor O papel da escola é preparar os jovens de modo a torná-los cidadãos activos e responsáveis na família, no meio em que vivem (cidade, aldeia, bairro, comunidade) ou no trabalho. Para conseguir este feito, o professor deverá colocar desafios aos seus alunos, envolvendo-os em actividades ou projectos, colocando problemas concretos e complexos. A preparação do aluno para a vida passa por uma formação em que o ensino e as matérias leccionadas tenham significado para a vida do jovem e possam ser aplicados a situações reais. O ensino - aprendizagem das diferentes disciplinas que constituem o currículo fará mais sentido se estiver ancorado aos quatro saberes acima descritos interligando os conteúdos inerentes à disciplina, às componentes transversais e às situações reais. Tendo presente que a tarefa do professor é facilitar a aprendizagem, é importante que este consiga:
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    7 • organizar tarefasou projectos que induzam os alunos a mobilizar os seus conhecimentos, habilidades e valores para encontrar ou propor alternativas de soluções; • encontrar pontos de interligação entre as disciplinas que propiciem o desenvolvimento de competências. Por exemplo, envolver os alunos numa actividade, projecto ou dar um problema que os obriga a recorrer a conhecimentos, procedimentos e experiências de outras áreas do saber; • acompanhar as diferentes etapas do trabalho para poder observar os alunos, motivá-los e corrigi-los durante o processo de trabalho; • criar, nos alunos, o gosto pelo saber como uma ferramenta para compreender o mundo e transformá-lo; • avaliar os alunos no quadro das competências que estão a ser desenvolvidas, numa perspectiva formativa. Este empreendimento exige do professor uma mudança de atitude em relação ao saber, à profissão, aos alunos e colegas de outras disciplinas. Com efeito, o sucesso deste programa passa pelo trabalho colaborativo e harmonizado entre os professores de todas as disciplinas. Neste sentido, não se pode falar em desenvolvimento de competências para vida, de interdisciplinaridade se os professores não dialogam, não desenvolvem projectos comuns ou se fecham nas suas próprias disciplinas. Um projecto de recolha de contos tradicionais ou da história local poderá envolver diferentes disciplinas. Por exemplo: - Português colaboraria na elaboração do guião de recolha, estrutura, redacção e correcção dos textos; - História ocupar-se-ia dos aspectos técnicos da recolha deste tipo de fontes; - Geografia integraria aspectos geográficos, físicos e socio-económicos da região; - Educação Visual ficaria responsável pelas ilustrações e cartazes. Com estes projectos treinam-se habilidades, desenvolvem-se atitudes de trabalhar em equipa, de análise, de pesquisa, de resolver problemas e a auto-estima, contribuindo assim para o desenvolvimento das competências mais gerais definidas no PCESG. As metodologias activas e participativas propostas, centradas no aluno e viradas para o desenvolvimento de competências para a vida pretendem significar que, o professor não é mais um centro transmissor de informações e conhecimentos, expondo a matéria para reprodução e memorização pelos alunos. O aluno não é um receptáculo de informações e conhecimentos. O aluno deve ser um sujeito activo na construção do conhecimento e pesquisa de informação, reflectindo criticamente sobre a sociedade. O professor deve assumir-se como criador de situações de aprendizagem, regulando os recursos e aplicando uma pedagogia construtivista. O seu papel na liderança de uma comunidade escolar implica ainda que seja um mediador e defensor intercultural, organizador democrático e gestor da heterogeneidade vivencial dos alunos. As metodologias de ensino devem desenvolver no aluno: a capacidade progressiva de conceber e utilizar conceitos; maior capacidade de trabalho individual e em grupo; entusiasmo, espírito competitivo, aptidões e gostos pessoais; o gosto pelo raciocínio e debate de ideias; o interesse pela integração social e vocação profissional.
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    8 1. O Ensinoe Aprendizagem na Disciplina de Química A Química, ciência que estuda as substâncias e suas transformações, é parte integrante das ciências naturais, cujo desenvolvimento é caracterizado por uma articulação entre a teoria e a prática. A parte teórica, proporcionar aos alunos conhecimentos sobre as teorias e leis fundamentais, da classificação dos fenómenos e substâncias, mostrando a sua diversidade. Permite que os alunos façam uma correcta utilização das teorias e leis na resolução dos problemas práticos e na explicação dos fenómenos que ocorrem na Natureza. A parte experimental desta disciplina tem o propósito de despertar nos alunos o interesse pelo estudo da mesma, através da aquisição, consolidação e aplicação de conhecimentos para o desenvolvimento de habilidades intelectuais e práticas, assim como de atitudes positivas. A apropriação dos conhecimentos científicos e o desenvolvimento das capacidades intelectuais e manuais dos alunos devem caracterizar-se pela participação destes no processo de ensino- aprendizagem. Assim, é necessário recorrer ao trabalho prático e utilizar diferentes meios de ensino ao longo de todo o ciclo. As experiências químicas contribuem para o desenvolvimento de atitudes, tais como trabalho metódico e sistemático, utilização racional dos materiais e do tempo, trabalho em equipa (grupo), higiene, protecção do meio ambiente, amor e interesse pela disciplina, entre outras. Sempre que possível, dever-se recorrer a meios localmente disponíveis para a realização das experiências. Durante as aulas de química o professor deverá desenvolver nos alunos a cultura de aquisição de conhecimentos pela pesquisa. A primeira etapa da pesquisa consistiria na análise de factos e fenómenos de relativa simplicidade. Gradualmente poder-se-a aumentar a complexidade da matéria de pesquisa ao longo do ciclo. Neste sentido, pensa-se no cidadão capaz de actuar de forma competente a partir da prática, à medida que investiga e apreende sobre os factos reais do seu quotidiano social e cultural. O desafio da educação escolar é tornar a aprendizagem da Química relevante para o aluno. Neste contexto, além dos métodos tradicionais de ensino e aprendizagem, frequentemente utilizados pelos professores, julga-se pertinente incluir nesse processo, formas alternativas de abordagem da Química, as quais propiciam aos alunos, oportunidades para que possam fazer uma nova leitura do mundo que os rodeia, através dos Temas Geradores. Esses temas chamam-se geradores porque, qualquer que seja a natureza de sua compreensão, como a acção por eles provocada, contém em si a possibilidade de desdobrarem-se em outros que provocam novas tarefas que devem ser cumpridas, por exemplo a partir do tema «água» podem-se gerar subtemas relacionados como saneamento, agricultura, produção de energia, vias de comunicação, entre outros. Os temas geradores podem também emergir do levantamento dos principais problemas da comunidade.
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    9 Para além dosconteúdos definidos nos programas de ensino existem outros que pela sua natureza podem ser tratados em mais do que uma disciplina, são os temas transversais. Os procedimentos metodológicos para o seu tratamento encontram-se em cada unidade temática e dependem da especificidade de cada tema. Ao longo do programa serão tratados alguns factos históricos sobre o desenvolvimento da Química, descoberta de substâncias e leis, os quais serão abordados nos temas com eles relacionados. Para a sua afirmação como ciência, a Química se relaciona com as outras disciplinas. Por exemplo, para os cálculos estequiométricos recorre-se aos conhecimentos de Matemática; Desenho para a representação esquemática dos aparelhos e utensílios usados nas experiências químicas; Geografia na identificação e localização de jazigos, minas e indústrias químicas; História para o relato dos factos históricos relacionados com a Química; Biologia e Física na interpretação dos fenómenos naturais. A introdução da disciplina de Química faz-se na 8a classe e contribui para desenvolver nos alunos, a capacidade para a interpretação científica do mundo, explicando sob o ponto de vista químico. O professor toma em consideração os conceitos das outras disciplinas que os alunos podem aplicar para melhorar a compreensão desta ciência. Na 9a classe, os alunos aprofundam os conhecimentos sobre a estrutura das substâncias e suas propriedades à luz da teoria atómico-molecular estabelecendo ligação com o sistema periódico dos elementos. É propósito desta classe resumir os principais tipos dos compostos inorgânicos assim como exercitar os alunos na utilização da linguagem química. Dá-se ênfase a aplicação das substâncias químicas que contribuem para o desenvolvimento do país. Na 10a classe, completa-se o estudo dos compostos inorgânicos iniciado na 8ª classe e sistematizam-se os conhecimentos relativos à Tabela Periódica. Os alunos iniciam o estudo dos compostos orgânicos, ampliando deste modo o conhecimento sobre as substâncias suas transformações e aplicações.
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    10 2. Competências adesenvolver no 1º Ciclo ƒ Relaciona a nomenclatura das substâncias químicas com a terminologia usada nas línguas locais e inglesa; ƒ Apresenta oralmente e por escrito os resultados das experiências químicas, e trabalhos de investigação, comunicação sobre eventos, visitas de estudo e entrevistas usando a terminologia apropriada; ƒ Descreve a história da descoberta das substâncias relacionando-a com outras áreas do conhecimento; ƒ Recolhe informações diversas em diferentes meios sobre os métodos de produção de algumas substâncias para o melhoramento da vida na comunidade e o seu impacto no meio ambiente; ƒ Interpreta e resolve problemas que envolvem cálculos químicos. ƒ Resolve de forma organizada e cuidada os problemas que envolvem cálculos químicos; ƒ Interpreta transformações e ligações químicas usando modelos macroscópicos; ƒ Selecciona os recursos necessários para a realização de uma experiência química e aplica os resultados obtidos em diversos contextos; ƒ Elabora os relatórios sobre as experiências químicas e visitas de estudo obedecendo a estrutura de um trabalho científico; ƒ Identifica informações relevantes para solucionar problemas de natureza química na comunidade. ƒ Realiza experiências químicas recorrendo a material local e/ou de fácil acesso e divulga os resultados obtidos na comunidade; ƒ Interage com a comunidade local na solução dos problemas relacionando os conhecimentos químicos com os sócio-económicos e ambientais; ƒ Aplica diferentes formas de recolha e tratamento selectivo do lixo. ƒ Respeita a opinião dos colegas na realização de experiências químicas e outros trabalhos; ƒ Explica as formas pelas quais o estudo da Química influencia as relações humanas na interpretação do mundo actual. ƒ Relaciona as leis, regras, teorias, postulados e normas da Química com as leis sociais na resolução de problemas; ƒ Reconhece as responsabilidades sociais decorrentes da aquisição de conhecimentos químicos na defesa dos direitos do consumidor. ƒ Aplica as regras de conservação ambiental com vista a melhoria da qualidade de vida; ƒ Apoia os colegas na realização de trabalhos em grupo; ƒ Avalia a ciência e tecnologia química sob o ponto de vista ético para exercer a cidadania com responsabilidade, integridade e respeito; ƒ Interpreta os símbolos nacionais e observa uma postura responsável. ƒ Explica as consequências que podem advir do uso inadequado de substâncias químicas; ƒ Utiliza substâncias químicas no tratamento de água e na higiene individual e colectiva.
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    11 ƒ Relaciona anomenclatura das substâncias químicas com a terminologia usada nas línguas locais e inglesa; ƒ Apresenta oralmente e por escrito os resultados das experiências químicas, e trabalhos de investigação, comunicação sobre eventos, visitas de estudo e entrevistas usando a terminologia apropriada; ƒ Descreve a história da descoberta das substâncias relacionando-a com outras áreas do conhecimento; ƒ Recolhe informações diversas em diferentes meios sobre os métodos de produção de algumas substâncias para o melhoramento da vida na comunidade e o seu impacto no meio ambiente; ƒ Interpreta e resolve problemas que envolvem cálculos químicos. ƒ Resolve de forma organizada e cuidada os problemas que envolvem cálculos químicos; ƒ Interpreta transformações e ligações químicas usando modelos macroscópicos; ƒ Selecciona os recursos necessários para a realização de uma experiência química e aplica os resultados obtidos em diversos contextos; ƒ Elabora os relatórios sobre as experiências químicas e visitas de estudo obedecendo a estrutura de um trabalho científico; ƒ Identifica informações relevantes para solucionar problemas de natureza química na comunidade. ƒ Realiza experiências químicas recorrendo a material local e/ou de fácil acesso e divulga os resultados obtidos na comunidade; ƒ Interage com a comunidade local na solução dos problemas relacionando os conhecimentos químicos com os sócio-económicos e ambientais; ƒ Aplica diferentes formas de recolha e tratamento selectivo do lixo.
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    12 3. Objectivos Geraisda disciplina no ESG Aprendizagem da Química no Ensino Secundário Geral visa: • Desenvolver, nos alunos, a capacidade de interpretar cientificamente omundo, explicando, do ponto devista químico, o movimento da matéria; • Proporcionar aos alunos conhecimentos sólidos e de máximo rigor cintífico sobre teorias e leis fundamentais, da classificação de fenómenos e substâncias,mostrando a sua diversidade; • Capacitar os alunos para a correcta utilização das teorias e leis na resolução dos problemas práticos e na explicação dos fenómenos que ocorrem na natureza; • Desenvolver habilidades que lhe permite aplicar os conhecimentos adquiridos nesta disciplina para a solução de diferentes problemas da vida; • Desenvolver habilidades práticas de manipulação de instrumentos diponíveis durante a realização de experiências químicas; • Valorizar a importancia dos avanços da disciplina e sua implicações no ambiente e na comunidade • Capacitar os alunos para a pesquisa e sistematização de informações relacionadas com a química em diferentes meios de comunicação e sua correcta utilização; ƒ Valorizar o uso sustentável dos recursos disponíveis e sua protecção.
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    13 4. Visão Geraldos Conteúdos do 10 Ciclo 4.1. Conteúdos das aulas da 8a Classe 1ª Unidade temática: Introdução ao estudo da Química 2ª Unidade temática: Substâncias e misturas 3ª Unidade temática: Estrutura da matéria e reacções químicas 4ª Unidade temática: Água 4.2. Conteúdos das aulas da 9a Classe 1ª Unidade temática: Estrutura atómica e tabela periódica 2ª Unidade temática: Ligação química 3ª Unidade temática: Classes principais dos compostos inorgânicos 4ª Unidade temática: Cloro e os elementos do grupo VII 5ª Unidade temática: Enxofre e os elementos do grupo VI 6ª Unidade temática: Nitrogénio e os elementos do grupo V, Adubos Minerais 4.3. Conteúdos das aulas da 10a Classe 1ª Unidade temática: Carbono e os elementos do IV grupo principal 2ª Unidade temática: Introdução ao estudo da Química Orgânica 3ª Unidade temática: Hidrocarbonetos 4ª Unidade temática: Álcoois e Fenóis 5ª Unidade temática: Aldeídos e Cetonas 6ª Unidade temática: Ácidos Monocarboxílicos 5. Objectivos gerais da 8ª Classe Ao terminar a 8ª classe os alunos devem: ƒ Conhecer a história do surgimento da Química como ciência; ƒ Saber que a Química é uma ciência integrante das ciências naturais; ƒ Conhecer a constituição e propriedades das substâncias; ƒ Conhecer átomo, molécula, símbolos químicos, elementos, fórmulas químicas, massa atómica, massa molecular, massa molar e valência do elemento; ƒ Relacionar a Química com outras ciências; ƒ Mencionar as propriedades das substâncias; ƒ Identificar as substâncias simples e compostas através dos símbolos e fórmulas químicas; ƒ Estabelecer as diferenças entre: - Misturas homogéneas e heterogéneas; - Substância elementar e composta; - Átomo e molécula; - Mistura e composto químico. ƒ Escrever fórmulas de compostos binários conhecendo as valências dos elementos que as integram; ƒ Classificar as reacções químicas em: - Combinação e decomposição - Exotérmicas e endotérmicas
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    14 - Redox ƒ Enunciare aplicar a lei da conservação da massa. ƒ Escrever, acertar e interpretar equações químicas; ƒ Aplicar a linguagem química nos diferentes contextos da disciplina; ƒ Realizar cálculos químicos; ƒ Realizar experiências químicas com material localmente disponível e de fácil acesso; ƒ Aplicar as regras de higiene e segurança durante as experiências químicas; ƒ Escrever e redigir os relatórios das experiências químicas, visitas de estudo e de trabalhos de investigação; ƒ Desenvolver o espírito colectivo, crítico e tolerante no relacionamento com os colegas; ƒ Criar hábitos de higiene e organização no trabalho individual ou em grupo; ƒ Desenvolver o espírito de protecção e conservação do meio ambiente; ƒ Utilizar os conhecimentos adquiridos no desenvolvimento sócio - económico da comunidade e do país em geral; ƒ Valorizar e usar racionalmente os recursos naturais existentes no país. 6. Visão Geral dos Conteúdos da 8ª Classe TRIMESTRE UNIDADES TEMÁTICAS CARGA HORÁRIA 1ºTrimestre 1ª Unidade temática: Introdução ao estudo da Química - Conceito e objecto do estudo da Química - História do surgimento da Química como ciência - Relação da Química com outras ciências - Importância da Química na sociedade - Regras e normas de higiene e segurança durante a realização de experiências químicas - Experiências de demonstração sobre as transformações das substâncias - Estrutura de um relatório 4 2ª Unidade temática: Substâncias e Misturas - Matéria: Conceito, propriedades gerais, classificação, estados de agregação e m de estado - Substância: Conceito, propriedades específicas e classificação - Misturas: Conceito e classificação; métodos de separação de misturas - Importância e aplicação dos métodos de separação de misturas - Experiências químicas sobre a separação dos componentes de uma mistura e propriedades específicas das substâncias. 12 3ª Unidade temática: Estrutura da matéria e reacções químicas Estrutura da matéria: - O átomo: Conceito. Número atómico e número de massa - Elemento químico: Conceito. Símbolos químicos. Classificação dos elementos químicos em metais e ametais. Propriedades gerais das substâncias metálicas e ametálicas - Molécula: Conceito. Classificação quanto ao número de átomos - Substâncias elementares e compostas. Fórmulas das substâncias. - Valência: Conceito. Montagem das fórmulas a partir das valências dos elementos; - Cálculo de massa molecular (MM) 6
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    15 2º Ttimestre 3ª Unidade temática:Estrutura da matéria e reacções químicas (Continuação) Reacções químicas: - Fenómenos físicos e químicos: conceito de fenómeno, diferença entre fenómeno físico e químico; - A reacção química: Conceito. Condições de sua ocorrência; manifestação das reacções químicas - Equação química: Conceito. Significado qualitativo e quantitativo - Lei de conservação de massa e acerto de equações químicas pelo método das tentativas - Tipos de reacções químicas: Combinação e decomposição; exotérmica, endotérmica e redox Cálculos químicos: - Estequiometria: Conceito e cálculos estequiométricos - Composição percentual das substâncias - Conceitos: Mole, Número de Avogadro e Massa molar (M). - Cálculos envolvendo Mole, Número de Avogadro, Massa molar - Experiências químicas sobre a manifestação de fenómenos físicos e químicos 18 4ª Unidade temática: Água Água: Tema gerador - Ocorrência da água na natureza; - Propriedades físicas e importância da água; - Composição química da água; - Qualidade da água (potável, salobra, mineral: frias e termais); - Fontes e formas de abastecimento da água para o consumo humano; - Poluição: agentes poluentes da água (Substâncias químicas e microrganismos); - Tratamento e conservação da água; - Doenças causadas pela água contaminada; - Ciclo da água e sua importância. Água como solvente: - Conceitos: Solubilidade, dissolução e diluição. Solução (solvente e soluto), Substâncias solúveis e não solúveis; - Classificação das soluções quanto à concentração (solução diluída, concentrada, saturada e supersaturada); - Concentração molar e percentual de uma solução; Cálculos de concentração molar e percentual; - Experiência química sobre a Preparação de soluções. 8
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    16 3º Trimestre 4ª Unidade temática:Água (continuação) Hidrogénio: - Historia da descoberta. Ocorrência na natureza; - Obtenção do Hidrogénio no laboratório e na indústria, propriedades físicas e químicas e aplicações; - Experiências químicas sobre obtenção, identificação e verificação das propriedades de Hidrogénio. Reacções redox: - Processo de oxidação e redução. Agente oxidante e agente redutor. Importância das reacções redox na técnica para obtenção e purificação de metais. Produção industrial do Ferro bruto. Oxigénio: - Historia da descoberta. Ocorrência na natureza; - Obtenção do Oxigénio no laboratório e na indústria. Conceito de catalisador. Propriedades físicas e aplicações; - Composição do ar e sua importância como matéria prima, Poluição do ar; - Ozono (O3): Propriedades físicas do Ozono. Formação, destruição e importância da camada do Ozono-Tema gerador - Experiências química sobre a obtenção, identificação e verificação das propriedades do Oxigénio. Óxidos: - Conceito. Classificação em metálicos e ametálicos e nomenclatura; - Oxidação: Conceito. Oxidação lenta (oxidação do Ferro), factores que favorecem a oxidação lenta. Prevenção da corrosão dos metais; - Experiência química sobre a oxidação de metais e factores que intervêm. Combustão: - Conceito combustão (oxidação rápida). Condições para ocorrência da combustão. Oxigénio como comburente; - Reacções de combustão, importância das reacções de combustão. - Combustíveis recursos renováveis e não renováveis. Mecanismos para a reposição dos combustíveis renováveis. - Chama e sua estrutura, Incêndios: prevenção e combate; - Cálculos estequiométricos envolvendo o calor da reacção; - Experiência química sobre factores que intervêm na combustão das substâncias; 24
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    7. Plano Temático Unidadetemática 1: Introdução ao estudo da Química Objectivos específicos O aluno deve ser capaz de: Conteúdos Competências básicas O aluno: Carga horária - Definir a Química como ciência - Conhecer o objecto de estudo da química - Descrever a história do surgimento da Química como ciência; - Relacionar a Química com outras ciências - Conhecer a importância da Química na sociedade. - Conhecer as regras e normas de higiene e segurança no laboratório - Conhecer a Estrutura de um relatório de uma experiência química, de um trabalho de investigação e de visitas de estudo - Conceito e objecto de estudo da Química - Historia do surgimento da Química como ciência; - Relação da Química com outras ciências - Importância da Química na sociedade - Regras e normas de higiene e segurança durante a realização das experiências químicas no laboratório ou noutro local - Estrutura de um relatório - Descreve e interpreta os factos da história da Química - Reconhece o papel da Química no sistema produtivo industrial e rural - Explica a relação da química com outras ciências - Respeita as regras e normas de higiene e segurança usadas no laboratório ou durante a realização das experiências e relaciona-as com o quotidiano. 4 aulas
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    Sugestões metodológicas daprimeira unidade temática Para iniciar o estudo da Química, o professor explica que a disciplina de Química é parte integrante das Ciências Naturais, cujo estudo teve início no Ensino Básico, onde foram abordados, de forma integrada, os conteúdos de Biologia, Física, Química e Geografia. A seguir, o professor define a Química como ciência que estuda as substâncias e suas transformações. O historial do surgimento da Química poderá ser relatado destacando o seu desenvolvimento a partir da Alquimia à Química moderna, ilustrando os factos e os feitos ocorridos através de fotografias, desenhos e outras ilustrações. O propósito desta unidade é despertar o interesse dos alunos mostrando as perspectivas da Química como ciência que é fruto de construção humana e, por isso, constitui parte integrante da nossa cultura. O professor pode mencionar exemplos práticos da aplicação desta ciência no dia a dia como, por exemplo, em casa (preparação e conservação dos alimentos, higiene individual e colectiva, etc.), na medicina (uso de medicamentos), na agricultura (aplicação de adubos e pesticidas), na indústria (fabrico de medicamentos, de adubos, transformação de produtos alimentares, bebidas, purificação da água, fabrico de óleos, sabões e detergentes). Desta forma, é possível relacionar a ciência química com outras ciências. O professor apresenta aos alunos um conjunto de amostras de substâncias para explicar que o objecto do estudo da Química são as substâncias e as suas transformações. Seguidamente, apresenta as regras básicas de higiene e segurança no laboratório ou outro local durante a realização de experiências químicas. Para concluir esta abordagem, pode-se realizar algumas experiências de demonstração das transformações de substâncias onde se podem observar as manifestações das reacções químicas tais como: mudança da cor, libertação de um gás ou de energia, efeverescência, entre outros, que ajudem o aluno a despertar o interesse pela disciplina de Química. Nesta unidade o professor apresenta a estrutura de um relatório (ver no capítulo nos anexos as diferentes estruturas de relatórios). Indicadores de desempenho - Explica a história do surgimento da Química como ciência e a sua contribuição para o desenvolvimento da humanidade - Demonstra a importância da Química na sociedade - Emprega as regras de higiene e segurança durante a realização das experiências químicas no laboratório ou fora do laboratório
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    Unidade temática 2:Substâncias e misturas Objectivos específicos O aluno deve ser capaz de: Conteúdos Competências básicas: O aluno: Carga horária - Explicar o sistema de classificação da matéria - Definir os conceitos: matéria, substância, corpo; - Mencionar as propriedades específicas das substâncias - Diferenciar substância elementar da composta - Definir os conceitos: substâncias puras, misturas e soluções; - Distingir as misturas homogéneas das heterogéneas; - Descrever os métodos de separação das misturas relacionando-as com as suas propriedades; - Manipular diferentes materiais e substâncias químicas tendo em consideração as regras de higiene e segurança. Matéria: - Conceito. Propriedades gerais. Classificação. Estados de agregação e mudanças de estado; - Substância: Conceito, propriedades específicas e classificação (elementar e composta); - Misturas: Conceito e classificação (misturas homogéneas e heterogéneas); - Métodos de separação de misturas:, evaporação, cristalização, destilação simples, cromatografia de papel; Catação, peneiração, decantação, filtração, separação magnética; - Importância e aplicação dos métodos de separação de misturas; Tema gerador: - Importância dos produtos resultantes da separação de misturas através da peneiração, catação, destilação simples e filtração; - Impacto económico e social dos produtos da destilação simples (água e álcool). - Experiências químicas sobre a separação dos componentes de uma mistura e propriedades específicas das substâncias. - Aplica os métodos de separação de misturas para a obtenção de substâncias úteis no quotidiano (sal de cozinha, água destilada, álcool entre outros); - Realiza experiências químicas recorrendo ao material localmente disponível - Respeita as diferentes opiniões dos colegas - Redige textos com rigor e clareza e apresenta os resultados das experiências químicas 12 aulas
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    Sugestões metodológicas dasegunda unidade temática Para introduzir esta unidade o professor baseia-se no seguinte esquema de classificação da matéria: Elementar Composta Substância pura Homogéneas Heterogéneas Misturas Matéria A partir dos pré-conhecimentos dos alunos o professor desenvolve os conceitos de matéria, corpo, substância e mistura. Caracteriza a matéria como sendo tudo aquilo que tem massa e ocupa um lugar no espaço. Ainda sobre a matéria, refere-se às seguintes propriedades gerais: massa, volume, impenetrabilidade, divisibilidade, elasticidade e compressibilidade. Em relação às propriedades específicas das substâncias, a abordagem deve cingir-se nas seguintes: Ponto de fusão (P.F.); ponto de ebulição (P.E.), densidade, estados de agregação, cor, cheiro e sabor. Em relação às substâncias elementares e compostas, o professor tratará em pormenor na 3a unidade temática. Para introduzir o tema sobre misturas, o professor pede aos alunos para dar vários exemplos de misturas do dia a dia, e, em seguida, explica que uma mistura homogénea é uma solução, por exemplo, sumos, chá, refrescos, água açucarada, etc. Para explicar os métodos de separação das misturas é necessário realçar que os métodos utilizados dependem das propriedades específicas das substâncias envolvidas. Para melhor percepção, os métodos de separação de misturas devem ser agrupados segundo o seu tipo: em métodos de separação para misturas homogéneas que são evaporação, cristalização, destilação simples e cromatografia de papel; e métodos de separação de misturas heterogéneas, nomeadamente, catação ou triagem, peneiração, filtração, decantação e separação magnética. A evaporação é tratada como um processo natural e espontâneo, por exemplo, a evaporação da água dos rios, lagoas, mares. Ao falar da cristalização o professor deve frisar apenas a formação de cristais que ocorre após a evaporação Deve usar como exemplo, o processo de obtenção de sal da cozinha a partir da água do mar. Como exemplo da separação magnética, refere-se à separação da mistura entre areia ou Enxofre com a limalha de Ferro e como exemplo da destilação simples, a preparação de aguardente e a obtenção da água destilada. Os alunos explicam que os produtos resultantes da separação de misturas têm uma aplicação importante na vida quotidiana, como por exemplo, a utilização do álcool como desinfectante e do sal de cozinha como condimento nos alimentos. Relativamente ao tema importância dos produtos resultantes da separação separação de misturas através da peneiração, catação, destilação simples e filtração e o impacto económico e social dos produtos da destilação simples (água e álcool), o professor recomendará aos alunos um trabalho de investigação, onde estes irão consultar as várias fontes de informação. Nesta unidade recomenda-se a realização experiências químicas sobre a separação dos componentes de uma mistura e propriedades específicas das substâncias.
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    22 Indicadores de desempenho -Enuncia a definição científica de: matéria, substância e mistura; - Interpreta o esquema de classificação da matéria; - Lista as propriedades específicas de matéria; - Identifica os estados de agregação da matéria; - Descreve os diferentes métodos de separação de misturas; - Emprega os métodos de separação de misturas ; - Selecciona e decide sobre os materiais necessários e adequados para separar misturar; - Redige os relatórios das experiências realizadas.
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    Unidade temática 3:Estrutura da matéria e reacções químicas Objectivos específicos O aluno deve ser capaz de: Conteúdos Competências básicas O aluno: Carga horária - Definir os conceitos: átomo, molécula, elemento químico, símbolo químico, mole, valência, substâncias simples e compostas; - Estabelecer a diferença entre: - Átomo e molécula, - Mistura e substância pura, - Escrever os nomes e símbolos dos primeiros 20 elementos químicos do Sistema Periódico e também dos elementos Al, Pb, Cu, Zn, Ag, Au, Fe e Hg; - Realizar cálculos químicos relacionados com a determinação da massa molecular, a lei da conservação da massa, mole e Nº de Avogadro; - Explicar o significado qualitativo e quantitativo das fórmulas e equações químicas; - Montar a fórmula química de um composto binário conhecendo a valência dos elementos químicos constituintes; - Escrever a equação química conhecendo as fórmulas das substâncias reagentes e produtos de uma reacção química; - Aplicar a Lei da conservação de massa no acerto das equações químicas; - Distinguir uma reacção de combinação e de decomposição; - Identificar as manifestações de uma reacção químicas; - Manipular diferentes materiais e substâncias químicas tendo em consideração as regras de higiene e segurança. Estrutura da matéria: - O átomo: conceito. Número atómico e número de massa; - Elemento químico: Conceito. Símbolos químicos. Classificação dos elementos em metais e não metais. Propriedades das substâncias metálicas e não metálicas; - Moléculas: Conceito e classificação quanto ao número de átomos; - Classificação das substâncias em elementares e compostas; - Fórmulas das substâncias; - Valência: Conceito. Composição das fórmulas segundo as valências dos elementos; - Cálculo de massa molecular (MM). Reacções químicas: - Fenómenos físicos e fenómenos químicos: Conceito do fenómeno; diferenças entre fenómeno físico e químico; - A reacção química: Conceito. Condições de sua ocorrência. Manifestação das reacções químicas; - Equação química: Conceito. Significado qualitativo e quantitativo; - Lei de conservação da massa (Lei de Lavoisier) e acerto de equações químicas pelo método das tentativas; - Tipos de reacções químicas: Combinação, decomposição; exotérmica, endotérmica e redox. Cálculos químicos: - Estequiometria: Conceito e Cálculos estequiométricos; - Composição percentual das substâncias; - Conceitos: Mole, Número de Avogadro e Massa molar (M); Cálculos envolvendo mole, Número de Avogadro e Massa molar (M); - Experiência sobre manifestação de um fenómeno físico e de fenómeno químico (reacção química). - Representa os símbolos químicos dos primeiros 20 elementos e dos metais úteis no quotidiano; - Interpreta dados quantitativos quanto à estimativas e medidas e quanto às relações proporcionais presentes na Química e aplica-as no quotidiano. - Realiza experiências químicas recorrendo ao material localmente disponível - Redige textos com rigor e clareza e apresenta os resultados das experiências químicas - Reconhece os limites éticos e morais que podem estar envolvidos com o processo de transformação das substâncias químicas 24 aulas
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    Sugestões metodológicas daterceira unidade temática Estrutura da matéria O átomo é definido como partícula mais pequena e fundamental da matéria, constituído por protões, neutrões e electrões. Nesta classe não é aconselhável a representação esquemática da estrutura do átomo. Depois do átomo deve seguir-se o estudo do elemento químico, onde se faz uma abordagem simples sobre o conceito e suas características. O elemento químico é definido como conjunto de átomos com o mesmo número atómico. O átomo apresenta uma massa atómica (A) e um número atómico (Z). A massa atómica é a soma dos números de protões (P) e de neutrões (N), enquanto que o número atómico representa a quantidade de protões nele existentes. Referir que o átomo é uma partícula electricamente neutra e que o número de protões é igual ao número de electrões (e). Em relação aos símbolos químicos faz-se alusão ao historial da simbologia química destacando as ideias de Berzelius sobre as regras de escrita e leitura dos mesmos. Pode mencionar que os símbolos químicos já existiam no tempo da Alquimia. O estudo dos símbolos químicos é de grande importância para o posterior estudo da nomenclatura química. A partir deste momento, o professor deve encontrar formas para que os alunos memorizem os símbolos químicos até número atómico vinte (Z = 20) e dos metais nobres (Cobre, Prata, Ouro) e os de uso quotidiano como os casos de Alumínio, Ferro, Zinco, Chumbo, Estanho e Mercúrio. Quanto à classificação dos elementos químicos em Metais e Ametais, o professor dá exemplos dos da série de um a vinte e os metais de uso quotidiano, como, Alumínio, Ferro, Cobre, Prata, Ouro, Zinco e Mercúrio. O professor explica que nem tudo que é metal é Ferro, sublinhando as características que diferenciam os metais dos ametais. Os exemplos dos ametais devem ser extraídos da série de um até vinte, nomeadamente: H, C, N, O, P, F, S e Cl; e o Iodo devido ao uso como desinfectante de feridas e sua importância na iodização do sal de cozinha. Numa abordagem transversal, fala das doenças causadas pelo consumo do sal não iodado. Ao se referir das propriedades metálicas, explica os processos de forja, soldadura, mistura para obtenção de ligas, o trabalho com fresas (cortador de metal) ou brocas, etc., com base nas propriedades metálicas para explicar, por exemplo, a produção de um balde a partir de uma “chapa de Zinco”, o gripar de um motor e outros. Sobre as moléculas pode-se explicar que o cheiro que se sente do perfume, do peixe a fritar ou do frango a assar e de outras substâncias, deve-se à difusão das suas moléculas no ar. A partir de uma experiência química é possível observar o fenómeno de difusão e o movimento das moléculas. Nesta experiência pode se utilizar um copo de Becker ou uma garrafa plástica cheia de água, em cujas paredes encontra-se em suspensão um pedaço de algodão contendo pequenos cristais de Permanganato de potássio ou um corante (tinta de caneta) de forma que ao ficar submersa pode-se observar a difusão desta substância em água. Concluída a experiência, estabelece-se um diálogo com os alunos de forma que as opiniões permitam concluir que as substâncias são formadas por moléculas em contínuo movimento e que interagem entre si. A seguir pode se definir e classificar as moléculas em monoatómicas (He, Ar e Kr), diatómicas (Cl2, H2, N2 e O2) e poliatómicas (O3, P4 e S8). As substâncias podem ser classificadas em elementares, as constituídas por átomos de um só elemento químico, e as compostas constituídas por átomos de elementos diferentes e pede aos alunos para dar exemplos. Em seguida, faz a montagem de fórmulas de compostos binários com base nas valências dos elementos químicos constituintes, explicando que a valência de um elemento é a capacidade de combinação entre os átomos dos elementos químicos para a formação de um composto.
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    25 Durante o desenvolvimentodestes conteúdos, o aluno inicia a sua primeira actividade em cálculos químicos baseados na interpretação das fórmulas químicas utilizando os valores das massas atómicas (MA) dos elementos químicos, já tabelados. Nessa abordagem o professor começa por calcular a massa molecular (MM) que é igual à soma das massas atómicas (MA) dos átomos dos elementos que formam a molécula, multiplicadas pelos seus índices, expressa em unidades de massa atómica (u.m.a.). Fórmula para calcular a massa molecular: n iMA iMA iMA MM + + + = L 2 1 Onde: MA1, MA2 ... MAn são as massas atómicas dos elementos 1, 2, ... n i representa os índices dos elementos 1, 2, ... n na fórmula. Exemplo: MM (H2O)= 2 x MA(H) + 1 x MA(O) MM (H2O) =2 x 1+ 1 x 16= 18 u.m.a Reacções químicas Na abordagem do tema reacção química e suas manifestações, como a libertação de gases, mudança de cor e aspecto, formação de um precipitado, alteração de energia (p.e. na combustão), alteração do cheiro, entre outros, o professor pode conduzir os alunos a consolidarem os conhecimentos sobre o fenómeno químico dando exemplos de fenómenos comuns do quotidiano, por exemplo, a combustão de papel, carvão ou lenha, processo de fermentação, corrosão de metais, apodrecimento do ovo e outros alimentos. A equação química é tratada como sendo a representação de uma reacção química onde estão presentes os reagentes e os produtos. A reacção química é representada por palavras e por símbolos e fórmulas químicas. A seguir o professor demonstra como se escreve uma equação através de um exemplo indicando todos os componentes, estados físicos das substâncias, significado da seta da reacção. Na equação química o professor sublinha que as substâncias que se encontram à esquerda da seta são os reagentes e à direita da seta são os produtos. E, para concluir, menciona o significado qualitativo e quantitativo de uma equação química. A Lei de conservação de massa, é dada destacando-se o trabalho de Lavoisier na descoberta da mesma. O professor realça que a Lei é valida quando a reacção decorre num sistema fechado, o qual não permite troca de substâncias com o ambiente. Esta lei pode ser demonstrada através de cálculos de massas dos reagentes e dos produtos na equação química, as quais devem ser iguais. Porém, para que as massas sejam iguais é necessário que a equação esteja acertada (o número de átomos dos reagentes deve ser igual ao número de átomos dos produtos). Explica também quais as consequências que podem advir, em relação à comprovação da Lei, se as condições experimentais criadas alterarem. O acerto de equações químicas é relacionado com a Lei de conservação de massa e deve ser explicado pelo método de m.m.c e pelo método de tentativas. Relativamente aos tipos de reacções químicas serão mencionadas as reacções de combinação ou síntese, de composição ou análise, exotérmica, endotérmica e a redox e os respectivos conceitos respeitando o nível dos alunos. Aqui, ao dar exemplos dos tipos de reacções químicas, o professor aproveita exercitar e consolidar o acerto de equações de reacções. A reacção redox deve ser referida como sendo aquela que ocorre com o ganho ou perda de Oxigénio e colocar, por exemplo, o esquema abaixo. O tratamento mais detalhado deve ser deixado para o capítulo
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    26 sobre o Hidrogénio. Cálculosquímicos: A aplicação dos conceitos mole (unidade de quantidade de substância), o número de Avogadro (unidade de substância existentes em 1mol de substância, partículas NA 23 10 02 , 6 × = ) e a massa molar de uma substância (massa de uma mole de substância), permitirá que os alunos adquiram habilidades sobre a resolução de problemas aplicando a regra de «três simples», aproveitando a relação que existe entre a Química e a Matemática, com o uso da fórmula n m M m = . A massa molar (Mm) também é tratada como a massa de uma mole de partículas (átomos, moléculas, iões, etc.) de uma dada substância e expressa-se em g/mol. A massa de uma mole de substância é numericamente igual à massa atómica ou à massa molecular. O professor faz analogia com outras unidades de medição, por exemplo, uma dúzia de ovos ou um litro de óleo, portanto, mole é a «dúzia», o «quilograma» ou o «litro» dos químicos, isto é, unidade que mede a quantidade de substância. Mole é unidade ou medida padrão em Química. Nesta unidade recomenda-se a realização de experiências químicas sobre manifestação de um fenómeno físico e de um fenómeno químico (reacção química). Indicadores de desempenho - Agrupa os elementos em metais e ametais segundo as suas propriedades; - Reconhece a aplicação dos metais na produção de objectos/utensílios do quotidiano; - Representa os símbolos e os nomes dos primeiros vinte elementos incluindo metais nobres; - Monta fórmulas de compostos a partir das valências dos elementos; - Determina a massa molecular de um composto a partir das massas atómicas dos elementos; - Interpreta fenómenos físicos e químicos - Representa e interpreta uma equação química; - Aplica a Lei de conservação de massa no acerto de equação química; - Aplica os cálculos estequiométricos para determinar massas das substâncias nas reacções químicas e na preparação de soluções; - Realiza experiências sobre as manifestações de um fenómeno físico e de um fenómeno químico. perda de Oxigénio Ganho de Oxigénio CuO + H2 Cu + H2O
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    Unidade temática 4:Água Objectivos específicos O aluno deve ser capaz de: Conteúdos Competências básicas O aluno: Carga horária - Conhecer os estados de ocorrência da água na natureza; - Conhecer as propriedades físicas e a importância da água; - Explicar as diferentes formas de contaminação da água; - Mencionar as doenças causas pela água contaminada; - Aplicar os métodos de purificação da água; - Identificar os agentes poluentes de água; - Definir os conceitos: solução, substâncias solúveis e não solúveis, soluto e solvente, diluição e dissolução; - Classificar as soluções quanto à concentração; - Resolver problemas de cálculos de concentração molar e percentual; - Realizar experiências químicas sobre a preparação de soluções; - Descrever a história da descoberta do Hidrogénio; - Definir as reacções redox como um processo que ocorre com ganho ou perda do Oxigénio; - Identificar nas reacções redox, os processos de oxidação e redução, o agente oxidante e o agente redutor; - Realizar experiência química de obtenção de Hidrogénio e sua identificação; - Descrever a história da descoberta do Oxigénio; - Identificar na base das fórmulas moleculares o Oxigénio e o Ozono; - Conhecer a importância da camada de Ozono na protecção do ambiente; - Conhecer a importância do ar no quotidiano; - Realizar experiência química de obtenção de Oxigénio e sua identificação; - Classificar os óxidos em metálicos e Água: Tema gerador - Ocorrência da água na natureza; - Propriedades físicas e importância da água; - Composição química da água; - Qualidade da água (potável, salobra, mineral: frias e termais); - Fontes e formas de abastecimento da água para o consumo humano; - Poluição: agentes poluentes da água (Substâncias químicas e microrganismos); - Tratamento e conservação da água; - Doenças causadas pela água contaminada; - Ciclo da água e sua importância. Água como solvente: - Conceitos: Solubilidade, dissolução e diluição. Solução (solvente e soluto), Substâncias solúveis e não solúveis; - Classificação das soluções quanto à concentração (solução diluída, concentrada, saturada e supersaturada); - Concentração molar e percentual de uma solução; Cálculos de concentração molar e percentual; - Experiência química sobre a Preparação de soluções. Hidrogénio: - Historia da descoberta. Ocorrência na natureza; - Obtenção do Hidrogénio no laboratório e na indústria, propriedades físicas e químicas e aplicações; - Experiências químicas sobre obtenção, identificação e verificação das propriedades de Hidrogénio. Reacções redox: - Processo de oxidação e redução. Agente oxidante e agente redutor. Importância das reacções redox na técnica para obtenção e purificação de metais. Produção industrial do Ferro bruto. Oxigénio: - Historia da descoberta. Ocorrência na natureza; - Obtenção do Oxigénio no laboratório e na indústria. Conceito de catalisador. Propriedades físicas e aplicações; - Composição do ar e sua importância como matéria prima, Poluição do ar; - Ozono (O3): Propriedades físicas do Ozono. Formação, - Aplica os métodos de tratamento e conservação da água no quotidiano; - Intervém na dinamização de actividades ligadas aos problemas ambientais da comunidade, como a poluição do ar e da água, errosão dos metais e do solo, combate aos incêndios,; - Aplica os conhecimentos sobre solubilidade, dissolução e diluição na preparação de soluções usadas no quotidiano; - Explica a importância das reacções de combustão para a vida; - Realiza experiências químicas recorrendo ao material localmente disponível; - Redige textos com rigor e clareza e apresenta os resultados das experiências químicas e outros trabalhos - Relaciona as regras e normas de higiene e segurança usadas no laboratório ou durante a realização das experiências com as do quotidiano; - Revela atitude positiva em 30 aulas
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    29 ametálicos; - Explicar oprocesso da oxidação dos metais; - Mencionar os factores que favorecem a oxidação dos metais; - Realizar experiência química de oxidação de metais; - Conhecer a importância das reacções de combustão no quotidiano; - Distinguir entre combustível e comburente; - Conhecer as vantagens e desvantagens do uso de combustíveis renováveis no quotidiano; - Conhecer as formas de combate e prevenção dos incêndios; - Resolver cálculos químicos que envolvem calor de reacção. destruição e importância da camada do Ozono - Tema Gerador - Experiências químicas: Obtenção, identificação e verificação das propriedades do Oxigénio. Óxidos: - Conceito. Classificação em metálicos e ametálicos e nomenclatura; - Oxidação: Conceito. Oxidação lenta (oxidação do Ferro), factores que favorecem a oxidação lenta. Prevenção da corrosão dos metais; - Experiência química sobre a oxidação de metais e factores que intervêm. Combustão: - Conceito combustão (oxidação rápida). Condições para ocorrência da combustão. Oxigénio como comburente; - Reacções de combustão, importância das reacções de combustão. - Combustíveis recursos renováveis e não renováveis. Mecanismos para a reposição dos combustíveis renováveis. - Chama e sua estrutura. Incêndios: prevenção e combate; - Cálculos estequiométricos envolvendo o calor da reacção; - Experiência química sobre factores que intervêm na combustão das substâncias. relação ao uso dos recursos disponíveis na comunidade; - Interpreta dados quantitativos quanto à estimativas e medidas e quanto às relações proporcionais presentes na Química e aplica-as no quotidiano.
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    31 Sugestões metodológicas daquarta unidade temática Água Relativamente ao tema sobre água, nomeadamente, ocorrência na natureza, importância, ciclo da água, poluição, tratamento e conservação, doenças causadas pela água contaminada, fontes e formas de abastecimento de água, qualidade de água (potável; salobra; minerais frias e termais) o professor dividirá os conteúdos em tópicos e recomendará aos alunos um trabalho de investigação, onde estes irão consultar as várias fontes de informação. Após a apresentação destes temas, faz-se uma síntese e, de forma transversal, aprofundam-se os conhecimentos sobre as regras de higiene pessoal e colectiva como pressuposto para um bem estar pessoal e colectivo, assim como as formas de prevenção e combate de algumas doenças como malária, cólera, filaríase, bilharzioze e outras. Explica que água é um meio para o desenvolvimento de micróbios que provocam estas doenças (relação com Biologia). Pode-se, ainda, abordar a importância da água como solvente universal e como via de comunicação (relação com Geografia). Também podem ser clarificados os conceitos de água potável (aquela que é própria para beber: deve ser incolor, inodora, fresca, de sabor agradável, fazer abundante espuma com sabão, isenta de bactérias ou outros microrganismos patogénicos), salobra (aquela que contém quantidade excessiva de substâncias dissolvidas - sais de Cálcio e de Magnésio, é imprópria para o consumo humano, industrial e agrícola) e mineral (a que contém pequenas quantidades de sais minerais dissolvidos; esta água pode ser fria quando brota de nascentes a temperaturas até 25ºC e termal quando brota a temperaturas superiores a 25ºC). Conclui-se este tema com a abordagem da “Química da água” (composição química, propriedades físicas e fórmula molecular). Neste nível, o conceito de solubilidade deve-se cingir apenas à capacidade do solvente dissolver o soluto. O professor pede aos alunos para mencionarem exemplos de substâncias solúveis e insolúveis em água. A dissolução é tratada como a desagregação das partículas do soluto, por interacção com as partículas do solvente, distribuindo-se nos espaços vazios deste. Com base nos exemplos da vida quotidiana, faz-se a classificação das soluções quanto à concentração em: diluída e concentrada, insaturada, saturada e supersaturada. A aula prática deve também incluir a preparação destas soluções pelos alunos. Para terminar este tema serão realizados alguns cálculos de concentração molar e percentual de uma solução. O conceito concentração é apresentado como sendo a relação entre a quantidade de soluto dissolvido (em moles) de a quantidade da solução: (em litros ou decímetro cúbico). solução da Quantidade soluto de Quantidade ão Concentraç = . O símbolo geral para concentração é C. Para expressar a concentração molar ou molaridade (M) o professor deve utilizar a seguinte relação: ) ( ) ( 3 dm V mol n M = , quer dizer o número de moles do soluto dissolvido por cada decímetro cúbico de solução. A concentração percentual de uma solução, pode ser tratada como sendo a quantidade de soluto expressa em gramas dissolvidos em 100 gramas de solução.
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    32 % 100 ) ( ) ( % 1 ⋅ = solução de massa m soluto de massa m C O conceitodiluição é definido como sendo um processo que consiste no acréscimo do solvente á solução inicial. Na diluição, a quantidade de soluto permanece constante mas, a concentração da solução altera-se. Hidrogénio O estudo do Hidrogénio deve ser iniciado com o relato do historial da sua descoberta destacando-se o papel histórico dos Cientistas Henry Cavendish e Lavoisier. Sobre ocorrência do Hidrogénio refere-se que pode ser encontrado no estado livre sob forma de moléculas diatómicas e no estado combinado, por exemplo na molécula de água. No estudo das propriedades químicas do Hidrogénio sugere-se que haja uma discussão sobre a reacção deste com o Oxigénio para a formação de água e o seu papel redutor nas reacções químicas. Reacção redox A reacção redox já foi introduzida aquando do tratamento dos tipos de reacções química como sendo aquela que ocorre com o ganho ou perda de Oxigénio. Assim, a perda de Oxigénio deve ser definida como redução e o seu ganho, como oxidação. Os processos de oxidação e redução ocorrem em simultâneo, e o seu conjunto, denomina-se reacção redox. A seguir, o professor pode ilustrar os dois processos, com base no exemplo da reacção do Óxido de cobre (II) com o Hidrogénio. Sobre a importância das reacções redox na técnica, pode-se explicar os processos de produção e a purificação dos metais, tomando como exemplo a produção do Ferro-bruto. Oxigénio Para o estudo do Oxigénio, o professor pode recorrer aos conhecimentos dos alunos adquiridos no Ensino Básico nas Ciências Naturais para mostrar a sua importância. De seguida, o professor desenvolve o historial da descoberta do Oxigénio, destacando o cientista e químico inglês Joseph Priestley, que em 1774 obteve este gás mediante o aquecimento do Óxido de mercúrio (II). O conceito de catalisador é associado aos métodos de obtenção laboratorial do Oxigénio a partir da decomposição catalítica do Peróxido de hidrogénio. O catalisador pode ser definido como substância que altera a rapidez de uma reacção química. Pode destacar como exemplos o fermento (usado no fabrico do pão, bolos e outros) e batata-doce ou açúcar (na produção de “maheu”). O estudo das aplicações do Oxigénio permitirá vincular o ensino da Química com a vida quotidiana. Relativamente ao Ozono, deve ser tratado transversalmente como um tema do ambiente que preocupa o mundo. Deve ser indicada a importância da camada de Ozono como protectora da superfície terrestre, assim como os factores que levam a sua destruição.
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    33 Óxidos e combustão Sobreaos óxidos e sua nomenclatura, deve-se classificar os óxidos em metálicos e ametálicos, nomear os óxidos dos seguintes metais: Ca, Ba, K, Na, Al, Fe, Cu e Zn e dos seguintes ametais: C, S, N, H e P. Deve-se salientar que a água é um óxido ametálico do Hidrogénio (Monóxido de dihidrogénio). A partir de exemplos do quotidiano, como enferrujamento de metais, digestão dos alimentos, queima de papel e outros são analisados os conceitos de oxidação lenta e oxidação rápida (combustão) os quais se diferenciam na velocidade em que ocorrem. Em relação à corrosão explica-se que é um processo que ocorre com a destruição dos metais em consequência da acção química do meio ambiente (ar, chuva, humidade e outros). Explica ainda que a corrosão dos metais produz grandes perdas económicas pelo que é necessário evitá-la. Na combustão, o Oxigénio é tratado como comburente (substância que alimenta a combustão), o qual reage com o combustível libertando óxidos dos elementos que constituem o combustível, calor com luz ou chama e até som. Pode-se referir ao aspecto da chama do gás de cozinha que é azul e o da vela que é amarela para mostrar a diferença entre elas que esta relacionada com a quantidade de oxigénio em contacto com o combustível. Para terminar são discutidos os efeitos prejudiciais das queimadas descontroladas e a forma de evitá-las e de combatê-las. Aplicando o princípio da interdisciplinaridade com a Geografia e a Biologia é discutido o tema sobre os combustíveis e sua selecção, sublinhando-se que para a selecção de um combustível devem ser tomados em consideração os factores a seguir indicados: o factor ambiental e suas consequências (nível de poluição, desmatamento ou desertificação), recurso renovável ou não (se for, propor medidas para a sua reposição); factor económico e valor energético. Ainda neste tema, o professor pode recomendar aos alunos, a realização de uma pesquisa na comunidade sobre a produção de carvão vegetal e outros tipos de recursos combustíveis disponíveis na comunidade. Sobre a importância das reacções de combustão, os alunos desenvolvem conhecimentos sobre as transformações energéticas que ocorrem em reacções químicas. Eles devem entender que durante uma reacção química as transformações das substâncias estão ligadas às transformações de energia. Os alunos deverão se recordar de alguns conceitos aprendidos no ensino básico, tais como calor, temperatura e energia. Através de experiências recomendadas e utilizando exemplos de processos que os alunos conhecem do seu quotidiano aprofundam-se e consolidam-se os conhecimentos sobre reacções exotérmicas e endotérmicas. Em relação à importância destes processos que consomem muita energia, na indústria (Reacção endotérmica) tomam-se como exemplos as fábricas existentes na zona e/ou no país como as fábricas de cimento, tijolos, Alumínio, padarias, bem como a produção de carvão vegetal. Na abordagem do tema sobre o calor liberto ou absorvido numa reacção química, é necessário discutir o valor energético dos alimentos necessários para a manutenção da vida bem como as consequências que podem advir de uma má nutrição. Esta é uma forma de interdisciplinaridade com a Biologia. Nas reacções exotérmicas poder-se-á falar da importância destas para a vida como, por exemplo, a utilidade do calor liberto na combustão do carvão para engomar a roupa (no ferro a carvão), cozer alimentos, aquecer o ambiente, ferver água, etc. O tema sobre combustão pode ser relacionado com o funcionamento do alto forno no processo técnico de produção de ferro bruto. Desta forma consolidam se as reacções redox.
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    34 Os conteúdos sobrea poluição do ar e incêndios, sendo assuntos transversais relacionados com o meio ambiente, durante a sua leccionação o professor recomenda uma pesquisa sobre os mesmos e destaca a relação do Homem com o ambiente que o rodeia, referindo-se das consequências da má gestão do mesmo. Nesta unidade o professor orientará os alunos na resolução de problemas envolvendo o calor da reacção. Para esta classe a energia ganha ou liberta durante a reacção representa-se pelo símbolo Q (calor da reacção): Q = EP-ER. Nesta unidade recomenda-se a realização das experiências sobre: ¾ Preparação de soluções; ¾ Obtenção, identificação e verificação das propriedades do Hidrogénio e do Oxigénio; ¾ Oxidação de metais e factores que intervêm; ¾ Factores que intervêm na combustão das substâncias. Indicadores de desempenho - Representa a fórmula molecular e descreve a composição química da Água; - Discute e argumenta sobre a importância, fontes e qualidade da água para a comunidade; - Lista as doenças provocadas pela água contaminada; - Discute os processos de tratamento e conservação da água; - Explica a importância do ciclo da água; - Aplica os conceitos solubilidade, dissolução e diluição na preparação de soluções; - Aplica os cálculos de concentração molar e percentual para determinar massas das substâncias na preparação de soluções; - Selecciona os materiais necessários para a preparação de uma solução; - Identifica os processos de oxidação redução numa reacção redox; - Explica formas de preservação da camada do ozono; - Reconhece a importância do Oxigénio na ocorrência dos processos vitais; - Reconhece os agentes poluentes do ar e da água; - Demonstra atitudes correctas na preservação do meio ambiente limpo e sadio; - Seleciona e sugere estratégias adequadas para a utilização e reposição de um combustível renovável; - Explica as medidas de prevenção e combate aos incêndios; - Aplica cálculos envolvendo o calor da reacção para decidir sobre quantidade de calor absorvida ou libertada numa reacção; - Redige e apresenta os relatórios de um trabalho de investigação e de experiências químicas.
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    35 8. Avaliação A avaliaçãoda aprendizagem é uma componente curricular, presente em todo o processo de ensino- aprendizagem, através da qual se obtêm dados e informações que possibilitam a tomada de decisões, visando assegurar a aprendizagem, garantir a identificação e o desenvolvimento de potencialidades assim como a formação integral do indivíduo, com vista à melhoria da qualidade de ensino-aprendizagem e o sucesso escolar. A avaliação permite obter informações sobre o desempenho do professor, do aluno, da direcção da escola e do envolvimento dos pais e encarregados de educação no processo de ensino-aprendizagem. Na disciplina de Química a avaliação está presente em todos os momentos do processo de ensino- aprendizagem. Esta será continua e direccionada a medir conhecimentos, habilidades, atitudes e valores especificados nas competências básicas definidas no programa. As formas de avaliação a serem aplicadas consistem na observação de pequenos trabalhos individuais ou em grupo, perguntas orais, relatório de experiências químicas e de trabalhos de investigação ou visitas de estudo, resolução de exercícios ou correcção do TPC e as planificadas e periódicas (A.C.S., A.C.P/A.C.F). Para isso, serão tomados em consideração os seguintes tipos de avaliação diagnostica, formativa e sumativa, dependendo dos objectivos a serem alcançados. A avaliação diagnostica destina-se a saber até que ponto os alunos dominam uma série de conhecimentos, habilidades e atitudes sobre um determinado tema, para permitir ao professor buscar uma estratégia adequada de ensino que possibilite atingir os objectivos definidos no programa. Esta avaliação pode ser realizada no inicio do ano lectivo, semestre, unidade temática ou aula. A avaliação formativa, ajuda ao professor a fazer um controle permanente sobre o processo de ensino e aprendizagem, a cerca de um assunto ou tema, assim como ajuda a buscar soluções ou uma estratégia adequada para a resolução dos problemas encontrados. Nesta disciplina, os aspectos a serem avaliados podem ser, trabalhos de pesquisa ou de recolha de informações, os relatórios sobre as experiências químicas e visitas de estudo às instituições e comunidades, os exercícios, os TPC´s, também são, objectos de avaliação. Estes trabalhos devem ser corrigidos e atribuídos um valor qualitativo (Sf, Bom, Mbom) ou quantitativo (de 0-5, 0-10, 0-20 valores); sugere-se que não se devem ser atribuídas às qualificações mau, medíocre ou zero, porque irão desmotivar o aluno. As notas atribuídas devem fazer parte da avaliação final do aluno. Em relação aos relatórios das experiências químicas, relatórios de visitas de estudo e os textos dos trabalhos de investigação individuais ou em grupo, devem ser objectos de avaliação os itens constantes da estrutura dos respectivos modelos de relatório, incluindo aspectos gerais de comunicação (linguagem escrita - língua portuguesa). A avaliação sumativa, permite testar os conhecimentos no fim de cada assunto ou tema num trimestre ou ano lectivo. Os métodos de avaliação a serem aplicados consistem na observância de pequenos trabalhos individuais ou em grupo, perguntas orais, experiências químicas, resolução de exercícios ou correcção do TPC e testes escritos (ACS`s e ACP´s).
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    36 No fim decada avaliação, o professor deverá garantir uma recolha de resultados fiáveis para que a avaliação escolar seja verdadeira e justa, onde serão incluídos para alem dos aspectos da avaliação sumativa, também os da avaliação diagnostica e formativa. Avaliação do Caderno Escolar A avaliação do caderno escolar tem como objectivo, desenvolver nos alunos o rigor, persistência e qualidade na apresentação dos trabalhos, assim como a representação gráfica da linguagem química. Para avaliar o caderno, o professor pode basear-se nos aspectos a seguir indicados e, para uma melhor recolha de dados, aconselha-se a elaborar uma grelha onde irão ser incluídos os seguintes itens e a respectiva pontuação: Aspectos a avaliar Critério de avaliação Organização do caderno Sumários, títulos, subtítulos, figuras Linguagem química Escrita dos símbolos, fórmulas, equações químicas, expressões químicas Aspectos gerais da comunicação e escrita Erros ortográficos, e de pontuação, construção frásica; Assiduidade Registo dos apontamentos Desempenho do aluno no estudo individual Resolução dos exercícios de consolidação, TPC e registo das correcções das ACS e ACP
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    37 9. Bibliografia CAMUENDO, AnaPaula et. all. Módulo de experiências químicas da 8ª classe – Material para professor. Universidade Pedagógica, Maputo, 2006. Ciências da Natureza , Matemática e suas Tecnologias. / Secretaria de Educação Média e Tecnológica – Brasília: MEC; SEMTEC, 2002. Falta referenciar Paulo Freire Pedagogia do Oprimido GIL, Victor M. S Química 11º ano-1ª edição-Plátano: Lisboa, 1995. GIL, Victor M. S. Química 11º ano - caderno de laboratório,1ª ed. Plátano Editora: Lisboa, 1995. Interacções e Transformações I, II e III: Química – Ensino Médio: A Química e a Sobrevivência/Atmosfera – Fonte de Materiais/GEPEQ. São Paulo: Editora da Universidade de SãoPaulo,1998. MACHADO, Andréa H. et all. Pressupostos Gerais e Objectivos da Proposta Curricular de Química – projecto de reformulação curricular e de capacitação de professores do ensino médio da rede estadual de Minas Gerais . s.d. Minas Gerais, Brasil. NOVAIS, Vera Lúcia D. de. Química, vol. 1, 2 e 3. São Paulo: Atual, 2000. PERUZZO, Francisco M. e CANTO, Eduardo Leite do. Química na abordagem do cotidiano Vol. 1- Moderna: São Paulo, Brasil, 1998. PERUZZO, Francisco M. e CANTO, Eduardo Leite do. Química na abordagem do cotidiano Vol. 2- Moderna: São Paulo, Brasil, 1998. Plano Curricular do Ensino Secundário Geral (PCESG), MEC – INDE, Maputo, Moçambique, 2007. Programas Intermédios de Química da 8ª e 9ª classes, MEC – INDE, Maputo, Moçambique, 2006 – 2007. Programas Intermédios de Química da 8ª e 9ª classes, MINED/DINESG, Maputo,Moçambique,2007. Relatórios de Capacitação e Monitoria dos Programas Intermédios da 8ªe 9ª classes. ROEGIER, Xavier. et . all. Uma pedagogia da integração (Competências e aquisições no ensino).2ª ed. Artmed: São Paulo, 2004. SANTOS, Wildson, et all. Química e sociedade 1ª edição..São Paulo: Nova geração, Brasil, 2005. SANTOS, Wildson, et all. Química e sociedade,1ª edição.(Livro do Professor). São Paulo :Nova Geração, Brasil, 2005. SARDELLA, A. , LEMBO A., Química Vol. 1. Ática: São Paulo, Brasil,1983. SARDELLA, A. , LEMBO A., Química Vol. II. Ática. São Paulo, Brasil, 1983. Maputo, 30 de Julho de 2007
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    38 10.Anexos 1. Linhas geraispara o desenvolvimento do trabalho de investigação: 1. Escolha do tema (problematização inicial) 2. Pesquisa bibliográfica, discussão do tema na aula, excursões ou visitas de estudo (organização do conhecimento) 3. Elaboração do tema (ou projecto) de investigação 4. Desenvolvimento experimental (que pode ou não incluir actividades laboratoriais) 5. Elaboração do relatório preliminar 6. Discussão do relatório 7. Apresentação do relatório final. 2. Em relação aos relatórios de visitas de estudo e de trabalhos de investigação individuais ou em grupo, podem ser elaborados usando as seguintes estruturas (modelos): A. Estrutura de um relatório de visita de estudo: I. Capa: a) Nome da Escola b) Nome da Instituição (fábrica, empresa, comunidade ou machamba) visitada c) Disciplina, tema e número da visita de estudo efectuada c) Nome do aluno e do professor d)Local e data da elaboração do relatório II. Índice III. Corpo do relatório 1. Introdução Faz-se a descrição da localização da Instituição visitada, o ano da sua fundação ou criação, o número de trabalhadores, descrição/definição dos tipos de processos observados durante a visita de estudo, contacto com o responsável da instituição. 2. Título da visita de estudo Deve estar em concordância com os objectivos da visita de estudo. 3. Objectivos Indicação dos principais resultados que se pretendem alcançar com a visita. Os objectivos devem ser claros, precisos, concisos e realizáveis. 4. Procedimentos Descrição e indicação das actividades realizadas. Falar sobre: a) Aparelhos e máquinas que a Instituição/comunidade utiliza, seu esquema de montagem e legenda; b) Substâncias, produtos ou materiais produzidos ou utilizados pela Instituição/comunidade; c) Apontar sempre que possível, danos ambientais que a Instituição/comunidade pode causar e suas soluções; d) Descrição dos fenómenos observados ou resultados. 5. Conclusões e recomendações
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    39 Confronta-se os fundamentosadquiridos durante as aulas e das observações feitas durante a visita de estudo e faz-se as devidas recomendações. B. Estrutura de um relatório para o trabalho de investigação: I. Capa de relatório: a) Nome da Escola b) Disciplina, tema e número do trabalho de investigação c) Nome do aluno e do professor d)Local e data da elaboração do relatório II. Índice III. Corpo do relatório 1. Fundamentos teóricos ou introdução São à base da teoria do tema, justificam-se, as descrições teóricas de todos os fenómenos a serem observados/estudados. 2. Título do trabalho de investigação Deve ir de acordo com o tema a ser investigado e não deve ser longo. 3. Objectivos Indicação dos principais resultados que se pretendem alcançar com o trabalho. Os objectivos devem ser claros, precisos, concisos e realizáveis. 4. Procedimentos Geralmente são indicadas as actividades que poderão ser realizadas, como a descrição de aparelhos (esquema de montagem e legenda dos aparelhos), os métodos e os esquemas de produção de substâncias, resultados esperados, indicar a importância do trabalho realizado e os benefícios que pode trazer para a comunidade. 5. Conclusões e recomendações Enumeram-se as vantagens e desvantagens do tema estudado, e as devidas recomendações. C. Estrutura de um relatório para experiências químicas I. Capa de relatório: a) Nome da Escola b) Disciplina, tema e número da experiência c) Nome do aluno e do professor d) Data da elaboração do relatório
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    40 II. Índice III. Corpode relatório 1. Fundamentos teóricos ou introdução São à base da teoria da experiência (tema), justificam-se, teoricamente, todos os fenómenos a serem observados durante os ensaios. 2. Título da experiência Normalmente deriva do nome da experiência. Geralmente indica-se também o tipo da experiência (se é obtenção laboratorial, identificação, entre outros) 3. Objectivos Indicação dos principais resultados que se pretendem alcançar na experiência. Os objectivos de cada experiência devem procurar realizar os de cada unidade temática. Devem ser claros, precisos, concisos e realizáveis. 4. Procedimentos Geralmente são indicadas no guião das experiências, mas também podem ser solicitados em casos especiais. Neste passo indicam-se as actividades realizadas: a) Aparelhos e substâncias usadas b) Esquema de montagem e legenda dos aparelhos c) Observações feitas ou resultados obtidos 5. Conclusões Neste passo, faz-se a confrontação do fundamento teórico e dos resultados e/ou das observações feitas durante a experiência. 2. Regras e normas de higiene e segurança durante a realização das experiências químicas no laboratório ou noutro local • É expressamente proibido brincar durante a realização das experiências; • Recomenda-se o uso de calças compridas, sapatos fechados, cabelos longos amarrados para trás e bata branca para proteger o vestuário; • Deixe sobre a mesa de trabalho somente o material necessário; • Não se deve comer nem beber no laboratório, pois pode ocorrer contaminação por substâncias tóxicas; • Evitar contacto de qualquer substância com a pele, a boca e os olhos; • Usar luvas e óculos de protecção quando estiver a trabalhar com substâncias corrosivas e explosivas; • Usar pequenas quantidades de substâncias para gerar o mínimo de resíduos; • Manter o local de trabalho sempre limpo; • Lavar bem as mãos antes sair do laboratório; • Comunicar imediatamente ao professor sobre a ocorrência de qualquer incidente (ex: inalação de uma substância tóxica, contacto da pele com uma substância corrosiva, etc.); • As reacções que libertam gases ou vapores tóxicos devem ser efectuadas no nicho, com boa ventilação;
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    41 • Quando pretendercheirar qualquer substância, não coloque a cara directamente sobre o recipiente que o contém, dirige com a mão uma pequena quantidade de vapores de modo a poder aperceber-se do seu cheiro; • Evitar manusear equipamento eléctrico com as mãos molhadas.