Produção Audiovisual I
                                                Relatório de Filme
         A pedido do professor da Unidade Curricular da Licenciatura em Comunicação e Multimédia, irei efectuar uma breve
relatório sobre dois filmes – um deles obrigatóriamente Português.
         Neste relatório irá estar patente particularmente as principais referências do filme, um breve resumo da história do
mesmo e por fim, as referências técnicas que à medida do visionamento do mesmo fui tirando apontamentos. Globalizando e
tendo em conta os dois filmes analiasados irá no final estar disponível uma pequena opinião em relação à matéria abordada nas
aulas e no que isso contribui para a análise de qualquer filme.



Filme Português:
Nome do Filme:Mudar de vida
Realização: Paulo Rocha
Argumento: Paulo Rocha e António Reis
Ano de Realização: 1967
Género: Drama
Personagens Principais: António Coelho, Isabel Ruth, Maria Barroso e Soares Couto



Breve resumo da história:
          Este filme consiste em demonstrar as mudanças que a emigração pode provocar na vida
de qualquer cidadão.
          Neste caso particular, Adelino foi forçado a emigrar para África para combater durante a
guerra. Entretanto e no outro lado do seu mundo, a sua esposa apaixonou-se pelo seu irmão,
acabando desta forma a relação que tinha com a personagem principal. Mais tarde, ele volta às
origens – Furadouro, Ovar – retomando desta forma a sua antiga vida que se baseava na
comunidade piscatória, contudo, após o seu regresso confrontou-se com a mudança que a sua
terra natal com o passar dos anos sofrera.
          Adelino apaixona-se por Albertina assim que a conhece, designado como amor à primeira
vista, todavia ela demonstra ser uma mulher muito liberal, com idéias fixas e de um temperamento
um pouco selvagem. Volta de novo a aparecer a emigração como sendo a mensagem principal do
filme quando Adelino volta a sair da sua terra de origem.



Técnicamente,
         este filme português a preto e branco baseia-se geralmente na utilização de grandes planos acompanhado de música
específica e enquadrada com o tipo de filme e mensagem que pretende passar ao espectador para as ações do carater descritivo
do mesmo; podem também observar-se alguns planos médios e maioritariamente planos gerais quando se trata de apresentar
pequeno diálogos entre as personagens; em casos específicos, como por exemplo, nas cenas que correspondem ao trabalho por
parte dos pescadores, pode-se também comprovar alguns e breves planos pormenor. Geralmente verifica-se a preferencia por
planos laterais, ainda que se veja em algumas cenas a presença de planos frontais, como por exemplo, quando está a família da
personagem principal e o respetivo a jantarem.
         Aparentemente, é possível determinar que todo o processo de produção foi efectuado apenas com a luz natural que
lhes fora fornecido, ou seja, sem recorrer a luzes auxiliares. Defendo que tal se tenha sucedido deste modo porque existem
cenas onde predominam os tons cinzas mais escuros, não existindo deste modo sombras duras.
         Para concluir, é de realçar o facto de nele estarem presentes poucos diálogos entre as personagens, havendo mais
informação e descrição sobre a história do filme através das imagens em grandes planos e a importância que a música de Carlos
Paredes proporciona às cenas, determinando desta forma as reações aos espectadores.
Filme Norte-Americano
Nome do Filme: Psico
Realização:Alfred Hitchock
Ano de Realização: 1960
Género: Mistério e Terror
Personagens Principais:Antony Pekins, Janet Leigh, Vera Miles



Breve resumo da história:
          Marion Crane e Sam Loomis são amantes e apaixonados um pelo outro, contudo não
podem nem querem casar-se por falta de dinheiro, porém no local de trabalho da
personagem principal, o seu patrão dá-lhe 400 mil dólares para ela depositar no banco;
dinheiro esse que a mesma acaba por roubar com a intenção de, dessa forma resolver todos
os seus problemas relacionados com dinheiro.
          Fugitiva, após horas a fio de condução, acaba por fazer uma pausa no Motel Bates
onde é recebida atenciosament por um rapaz, cujo se apresenta como filho da dona. Uma vez
já instalada no quarto, decide tomar um duche quando é surpreendida por alguém que acaba
por matá-la violentamente com várias facadas no corpo.
          Entretanto quando é descoberto o desfalque que ela tivera feito, um detetive vai ao
encontro das pistas que tem em mão para a encontrar, contudo sofre o mesmo atentado que
a personagem principal quando aborda o filho da dona do Motel.
          No final, quando todos pensavam que o assassino era a dona do Motel Bass,
descobrem que esta afinal já tivera morrido e que o assassino é na verdade o filho, fazendo
passar-se pela mãe.



Técnicamente,
          Logo no início é apresentada uma data que vai causar ao espectador uma sensação de curiosidade em relação ao que
poderá ter acontecido.
          No decorrer do filme, podemos observar o uso de planos picados (por exemplo, quando a personagem principal vai à
casa de banho para retirar o dinheiro da bolsa e quando a mesma é atacada no chuveiro, existindo também recurso ao desfoque
da imagem e música de fundo propícia a situações de medo) e planos contra-picados (por exemplo, quando a personagem
principal está a conversar com o rapaz que a receber no motel), embora seja rara a existência dos mesmo no decorrer do filme.
Outro plano que surge pouquissímas vezes, contudo existente é o plano pormenor (usado principlamente quando a personagem
principal é atacada). Os mais utilizados durante todos o filme são os planos frontais, planos laterais e os planos gerais.
          Num dos planos frontais existentes no filme – quando ela está a conduzir o automóvel, com a intenção de fugir –
verifica-se a utilização de uma fonte de luz artificial, pois é de notar a passagem de sombras duras para as sombras leves, à
medida que é feita a mudança da posição da luz.
          Está patente no filme uma pequena amostra de uma time lapse noturno quando o rapaz faz o percurso do motel até
sua casa.
          Pode também verificar-se no filme um exemplo de “Continuidade” quando ela está sentada na seretária e decide ir
tomar banho e um exemplo de “Campo – Contra Campo” que está patente em quase todos os diálogos ao longo do filme.
          É de realçar também o exemplo que pode associar-se a “Luz, Tempo e Movimento”, quando quase no final do filme
aparece o cadáver da suposta dona do Motel Bast.



Em relação às aulas:
          É possível criar já uma prespectiva sobre os filmes diferente e mais estruturada daquelas que qualquer outro indivíduo
que não frequenta nem tem o mesmo conhecimento audiovisual poderá ter.
          Um aluno que tenha pelo menos conhecimento da matéria inicial de Unidade Curricular, já tem especial atenção aos
planos utilizados, aos enquadramentos, ao niveis correspondentes aos tempos, à luz utilizada para a produção dos filmes, à
credibilidade e à vericidade no que diz respeito à continuidade das cenas/sequências. Pode também criar uma opinião pessoal
organizada e detalhadas em relação aos focos, à profundidade de campo, à posição das personagens em relação à câmara, entre
outros.


                                                                                                             Docente: Pedro Rosário
                                                                                                             Ano Lectivo 2012/2013

Produção audiovisual i

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    Produção Audiovisual I Relatório de Filme A pedido do professor da Unidade Curricular da Licenciatura em Comunicação e Multimédia, irei efectuar uma breve relatório sobre dois filmes – um deles obrigatóriamente Português. Neste relatório irá estar patente particularmente as principais referências do filme, um breve resumo da história do mesmo e por fim, as referências técnicas que à medida do visionamento do mesmo fui tirando apontamentos. Globalizando e tendo em conta os dois filmes analiasados irá no final estar disponível uma pequena opinião em relação à matéria abordada nas aulas e no que isso contribui para a análise de qualquer filme. Filme Português: Nome do Filme:Mudar de vida Realização: Paulo Rocha Argumento: Paulo Rocha e António Reis Ano de Realização: 1967 Género: Drama Personagens Principais: António Coelho, Isabel Ruth, Maria Barroso e Soares Couto Breve resumo da história: Este filme consiste em demonstrar as mudanças que a emigração pode provocar na vida de qualquer cidadão. Neste caso particular, Adelino foi forçado a emigrar para África para combater durante a guerra. Entretanto e no outro lado do seu mundo, a sua esposa apaixonou-se pelo seu irmão, acabando desta forma a relação que tinha com a personagem principal. Mais tarde, ele volta às origens – Furadouro, Ovar – retomando desta forma a sua antiga vida que se baseava na comunidade piscatória, contudo, após o seu regresso confrontou-se com a mudança que a sua terra natal com o passar dos anos sofrera. Adelino apaixona-se por Albertina assim que a conhece, designado como amor à primeira vista, todavia ela demonstra ser uma mulher muito liberal, com idéias fixas e de um temperamento um pouco selvagem. Volta de novo a aparecer a emigração como sendo a mensagem principal do filme quando Adelino volta a sair da sua terra de origem. Técnicamente, este filme português a preto e branco baseia-se geralmente na utilização de grandes planos acompanhado de música específica e enquadrada com o tipo de filme e mensagem que pretende passar ao espectador para as ações do carater descritivo do mesmo; podem também observar-se alguns planos médios e maioritariamente planos gerais quando se trata de apresentar pequeno diálogos entre as personagens; em casos específicos, como por exemplo, nas cenas que correspondem ao trabalho por parte dos pescadores, pode-se também comprovar alguns e breves planos pormenor. Geralmente verifica-se a preferencia por planos laterais, ainda que se veja em algumas cenas a presença de planos frontais, como por exemplo, quando está a família da personagem principal e o respetivo a jantarem. Aparentemente, é possível determinar que todo o processo de produção foi efectuado apenas com a luz natural que lhes fora fornecido, ou seja, sem recorrer a luzes auxiliares. Defendo que tal se tenha sucedido deste modo porque existem cenas onde predominam os tons cinzas mais escuros, não existindo deste modo sombras duras. Para concluir, é de realçar o facto de nele estarem presentes poucos diálogos entre as personagens, havendo mais informação e descrição sobre a história do filme através das imagens em grandes planos e a importância que a música de Carlos Paredes proporciona às cenas, determinando desta forma as reações aos espectadores.
  • 2.
    Filme Norte-Americano Nome doFilme: Psico Realização:Alfred Hitchock Ano de Realização: 1960 Género: Mistério e Terror Personagens Principais:Antony Pekins, Janet Leigh, Vera Miles Breve resumo da história: Marion Crane e Sam Loomis são amantes e apaixonados um pelo outro, contudo não podem nem querem casar-se por falta de dinheiro, porém no local de trabalho da personagem principal, o seu patrão dá-lhe 400 mil dólares para ela depositar no banco; dinheiro esse que a mesma acaba por roubar com a intenção de, dessa forma resolver todos os seus problemas relacionados com dinheiro. Fugitiva, após horas a fio de condução, acaba por fazer uma pausa no Motel Bates onde é recebida atenciosament por um rapaz, cujo se apresenta como filho da dona. Uma vez já instalada no quarto, decide tomar um duche quando é surpreendida por alguém que acaba por matá-la violentamente com várias facadas no corpo. Entretanto quando é descoberto o desfalque que ela tivera feito, um detetive vai ao encontro das pistas que tem em mão para a encontrar, contudo sofre o mesmo atentado que a personagem principal quando aborda o filho da dona do Motel. No final, quando todos pensavam que o assassino era a dona do Motel Bass, descobrem que esta afinal já tivera morrido e que o assassino é na verdade o filho, fazendo passar-se pela mãe. Técnicamente, Logo no início é apresentada uma data que vai causar ao espectador uma sensação de curiosidade em relação ao que poderá ter acontecido. No decorrer do filme, podemos observar o uso de planos picados (por exemplo, quando a personagem principal vai à casa de banho para retirar o dinheiro da bolsa e quando a mesma é atacada no chuveiro, existindo também recurso ao desfoque da imagem e música de fundo propícia a situações de medo) e planos contra-picados (por exemplo, quando a personagem principal está a conversar com o rapaz que a receber no motel), embora seja rara a existência dos mesmo no decorrer do filme. Outro plano que surge pouquissímas vezes, contudo existente é o plano pormenor (usado principlamente quando a personagem principal é atacada). Os mais utilizados durante todos o filme são os planos frontais, planos laterais e os planos gerais. Num dos planos frontais existentes no filme – quando ela está a conduzir o automóvel, com a intenção de fugir – verifica-se a utilização de uma fonte de luz artificial, pois é de notar a passagem de sombras duras para as sombras leves, à medida que é feita a mudança da posição da luz. Está patente no filme uma pequena amostra de uma time lapse noturno quando o rapaz faz o percurso do motel até sua casa. Pode também verificar-se no filme um exemplo de “Continuidade” quando ela está sentada na seretária e decide ir tomar banho e um exemplo de “Campo – Contra Campo” que está patente em quase todos os diálogos ao longo do filme. É de realçar também o exemplo que pode associar-se a “Luz, Tempo e Movimento”, quando quase no final do filme aparece o cadáver da suposta dona do Motel Bast. Em relação às aulas: É possível criar já uma prespectiva sobre os filmes diferente e mais estruturada daquelas que qualquer outro indivíduo que não frequenta nem tem o mesmo conhecimento audiovisual poderá ter. Um aluno que tenha pelo menos conhecimento da matéria inicial de Unidade Curricular, já tem especial atenção aos planos utilizados, aos enquadramentos, ao niveis correspondentes aos tempos, à luz utilizada para a produção dos filmes, à credibilidade e à vericidade no que diz respeito à continuidade das cenas/sequências. Pode também criar uma opinião pessoal organizada e detalhadas em relação aos focos, à profundidade de campo, à posição das personagens em relação à câmara, entre outros. Docente: Pedro Rosário Ano Lectivo 2012/2013