OBJETIVOS
Ler e interpretar a Norma Regulamentadora NR-12 Segurança no trabalho em
maquinas e equipamentos, relacionando-a com as demais Normas
Regulamentadoras e identificando as ações necessárias para o cumprimento
da mesma.
Ações necessárias para o cumprimento da NR-12
1. Conhecer e Identificar os equipamentos de proteção utilizados nas máquinas e
equipamentos.
2. Identificar os riscos de cada máquina e equipamento utilizado.
3. Conhecer as ferramentas de trabalho utilizadas na indústria em geral pelos
empregados.
4. Equipamentos de proteção recomendados para as atividades de operação de
máquinas e equipamentos.
5. Conhecer as Normas Regulamentadoras pertinentes ao assunto.
6. Realizar inspeções de segurança em máquinas e equipamentos.
Definição de Máquina
Qualquer equipamento que empregue força mecânica, composto
de peças interligadas com funções específicas, e em que o
humano é substituído pela ação do mecanismo.
Apresentação
Alguns fatos históricos
1926 - On the Line
A produção em massa veio alterar para sempre a vida dos trabalhadores e consumidores.
Fábrica com máquinas movidas por correias por cima das cabeças dos operários.
(Bettmann Archive)
Apresentação
Alguns fatos históricos
Todos os anos, milhares de trabalhadores brasileiros
são mortos ou incapacitados por máquinas perigosas e
desprotegidas.
• Em 2015, segundo dados das Comunicações de
Acidentes de Trabalho ao Instituto Nacional de
Seguridade Social (INSS), apenas 11 tipos de máquinas
e equipamentos (como serras, prensas, tornos,
fresadoras, laminadoras, calandras, máquina de
embalar) provocaram 55.118 infortúnios, o que
representa mais de 10% do total de 546.014 acidentes
típicos comunicados pelas empresas no Brasil.
Estatísticas de Acidentes
CHOQUE
ELÉTRICO
CALOR E FOGO
RADIAÇÕES / EMISSÕES
PERIGOSAS PERIGOS MECÂNICOS
IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS E
IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS E
ANÁLISE DE RISCO
ANÁLISE DE RISCO
A ABNT NBR 213-1 – Item 4 descreve os perigos que podemos
encontrar em uma máquina:
Designa-se assim o conjunto dos fatores físicos que podem estar na origem de um
ferimento causado pela ação mecânica de elementos de máquinas, de ferramentas,
de peças ou de projeções de materiais sólidos ou fluidos.
Se tiver um acidente o que pode acontecer?
Interdição da máquina e outras;
Maior custo para implantar segurança (URGÊNCIA);
Obrigatoriedade de implantar gestão;
Custo de indenização e responsabilidade sobre o trabalhador até a sua
aposentadoria;
Histórico da empresa – FAP Fator Acidentário de Prevenção – 1,5 a 6%;
Ações Regressivas.
Estatísticas de Acidentes
PROTEÇÃO DAS MÃOS
A segurança está em suas mãos...
Apresentação
Casos de Acidentes
PROTEÇÃO DAS MÃOS
Você sabia ???
Que 30% dos acidentes de trabalho registrados
baseiam-se na ausência de dedos, mãos ou
antebraços?
PRINCIPIOS BÁSICOS DE
PROTEÇÃO DE MÁQUINAS
Fonte de Risco . . .
Proteções Mecânicas
Perigo X Risco
1 – O perigo é um << estado>> ou situação.
2 _ Existe o risco a partir do momento que ocorre uma exposição ao
perigo.
• Prevenção intrínseca
“Medidas de segurança que consistem à:
- evitar ou reduzir o máximo possível fenômenos perigosos, escolhendo
convenientemente certas características de concepção, e
- limitar a exposição das pessoas aos fenômenos perigosos que não podem ser
suficientemente reduzidos; isso é obtido reduzindo a necessidade, pelo operador,
de intervir em zonas perigosas.”
Segurança positiva
“Situação teórica que seria realizada se uma função de segurança fosse
garantida em caso de falha do sistema de alimentação de energia, ou
de todo componente que contribua à realização dessa situação”.
Função de segurança
“Funções de uma máquina em que o “não funcionamento”
aumentaria imediatamente o risco de lesão ou de atingir a saúde.
Dispositivos de travamento
“Dispositivo de proteção mecânica, elétrica ou de uma outra
tecnologia, destinado a impedir certos elementos da máquina
funcionarem em certas condições (geralmente quando um
protetor não está fechado).”
Risco mecânico
•Denominamos riscos mecânico ao conjunto de fatores
físicos que podem dar lugar a uma lesão pela ação
mecânica de componentes da máquina ou equipamento,
ferramentas, peças a serem trabalhadas ou até materiais
projetados contra o operador, na forma sólida ou líquida.
Identificação dos
riscos
•O objetivo é eliminar/neutralizar, na medida do
possível, por meios técnicos, todos os
fenômenos perigosos de origem mecânica via
meios de proteção mais adequados .
• O perigo mecânico gerado por partes, ou componentes da máquina, está condicionada
principalmente pela:
Forma (arestas, rebarbas, partes pontiagudas);
Posição relativa (zonas de contato iminente);
Massa e a estabilidade (energia potencial);
Massa e a velocidade (energia cinética); resistência mecânica a ruptura ou deformação e
acumulação de energia, etc.
PERIGOS PROVOCADOS
PERIGOS PROVOCADOS
POR MÁQUINAS
POR MÁQUINAS
Riscos de origem mecânica
Exemplos ilustrativos dos diferentes riscos de
origem mecânica
Esquema Risco Considerar Ocorrência
Arrastamento Conexão;
Diâmetro;
Inércia (massa);
Forma, estado da
superfície
Acessibilidade
Diversos tipos de
mecanismos de
máquinas.
Impacto,
Esmagamento,
Arrastamento,
Seccionamento,
Cisalhamento.
Conexão;
Diâmetro;
Inércia (massa);
Forma, dimensão das
aberturas e das
saliências,
Distância entre parte
rotativa e fixa
Acessibilidade.
Polias;
Volantes;
Ventiladores . . .
Esquema Risco Considerar Ocorrência
Arrastamento,
Corte,
Esmagamento,
Seccionamento,
Cisalhamento.
Conexão;
Diâmetro;
Inércia (massa);
Forma, dimensão das
aberturas e das
saliências,
Distância entre parte
rotativa e fixa
Acessibilidade.
Tupias;
Serra Circular;
Fresas . . .
Arrastamento,
Seccionamento,
Queimadura,
Projeção.
Conexão;
Inércia (massa);
Excentricidade;
Distância entre parte
rotativa e fixa
Acessibilidade.
Retificadoras;
Moinhos . . .
Esquema Risco Considerar Ocorrência
Arrastamento;
Cisalhamento
Conexões,
Inércia;
Dimensões;
Giro.
Centrífugas;
Câmaras rotativas
de secagem . . .
Impacto;
Arrastamento;
Seccionamento.
Conexões;
Inércia;
Dimensões;
Giro;
Acessibilidade.
Trituradores;
Moedores;
Misturadores . . .
Esquema Risco Considerar Ocorrência
Esmagamento;
Arrastamento;
Queimadura.
Conexões;
Inércia;
Material;
Forma da superfície;
Temperatura;
Dimensões;
Acessibilidade.
Engrenagens;
Cremalheiras;
Laminadoras;
Máquinas de
impressão . . .
Esmagamento;
Cisalhamento;
Impacto.
Inércia;
Força;
Afastamentos;
Máquinas para
madeira;
Prensas;
Máquinas de
moer;
Unidade de
avanço . . .
Esquema Risco Considerar Ocorrência
Cisalhamento;
Seccionamento;
Arrastamento;
Esmagamento;
Impacto.
Inércia;
Força;
Avanço min./máx.
Acessibilidade.
Dobradeiras;
Unidades de
avanço . . .
Corte;
Seccionamento.
Forma da peça;
Gravidade do
dano.
Serra fita . . .
Esquema Risco Considerar Ocorrência
Impacto;
Perfuração.
Força;
Freqüência;
Máquina costura;
Máquina
pregadora;
Grampeadeira . . .
Arrastamento;
Queimadura;
Corte.
Força;
Forma, estado da
superfície,
Emendas.
Transporte por
banda;
Deslocamentos
por correias . . .
Esquema Risco Considerar Ocorrência
Arrastamento;
Impacto;
Conexões;
Inércia;
Diâmetro;
Forma, estado da
superfície;
Acessibilidade.
Mandril;
Retíficas;
Furadeiras
verticais e
horizontais;
Impacto;
Esmagamento;
Arrastamento.
Disposição relativa;
Freqüência do
movimento;
Força;
Amplitude;
Dimensões das
aberturas e ou da parte
que gira.
Árvore de cames;
Excêntricos . . .
Esquema Risco Considerar Ocorrência
Esmagamento;
Arrastamento;
Seccionamento;
Impacto;
Queimaduras.
Conexões;
Tensão;
Dimensões;
Força;
Forma.
Transportadores
de banda;
Polias e correias;
Correntes de
transmissão . . .
Impacto;
Cisalhamento;
Esmagamento;
Seccionamento;
Conexões;
Tensão;
Dimensões;
Força;
Forma.
Manivelas;
Bielas . . .
Esquema Risco Considerar Ocorrência
Impacto;
Projeção.
Material (coesão e
homogeneidade);
Inércia;
Excentricidade;
Pressão.
Discos de corte;
Discos de amolar;
Rebolos . . .
Queimaduras;
Arrastamento;
Impacto;
Projeção;
Perfuração.
Inércia;
Volume;
Temperatura;
Material;
Pressão.
Rebolos;
Lixadeiras;
Retíficas . . .
A identificação dos fenômenos perigosos é insuficiente
para descrever por si só o risco. É necessário conhecer
um certo número de elementos complementares tais
como . . . .
Descrição e estimação do risco
• Pode ser estimada pela:
• Natureza do que se quer proteger (pessoas, bens etc).
• Gravidade das lesões (no caso de pessoas vão das
mais leves até o óbito).
• Importância do dano (por cada máquina). No caso
das pessoas: uma pessoa ou várias pessoas.
A Gravidade do dano possível:
A Probabilidade da ocorrência do dano
•A frequência e duração da exposição das pessoas ao
fenômeno perigoso;
•A probabilidade da ocorrência de evento perigoso;
•A possibilidade de evitar o dano, com a intervenção
técnica ou humana.
Distâncias de segurança
• A neutralização das fontes de risco pode ser dada pela
adoção da distância como forma de manter, as pessoas,
afastadas das fontes do risco, impedindo a exposição do
corpo ou partes do corpo ao fenômeno perigoso.
Normalmente estes elementos são conhecidos como
“barreiras de proteção”.
•A determinação da distância
de segurança versus a altura
da “barreira de proteção” é
feita em função da avaliação
do risco e a posição da
fonte de perigo.
h
Zona de perigo
Para dimensionar a “barreira”, devem ser
considerados 3 parâmetros . . .
•a.- distância de um ponto de perigo até
o plano inferior (chão) . . .
•b.- altura da borda da barreira . . .
•c.- distância horizontal desde o ponto
de perigo à “barreira” . . .
• a.- distância de um
ponto de perigo até
o plano inferior
(chão) . . .
• b.- altura da borda
da barreira . . .
• c.- distância
horizontal desde o
ponto de perigo à
“barreira” . . .
Ponto de perigo
Proteções mecânicas
“Parte da máquina especificamente utilizada para prover proteção por meio de
uma barreira física. Dependendo da sua construção, uma proteção pode ser
chamada de carenagem, cobertura, tela, porta, enclausuramento, etc.”
Definição
Proteção ajustável
Proteção fixa ou móvel que é
totalmente ajustável ou que
incorpora parte(s) ajustável(is).
O ajuste permanece fixo durante
uma operação particular.
Proteção com intertravamento
• Proteção associada a um dispositivo de intertravamento.
As proteções devem contemplar aspectos de:
• Distâncias de segurança;
• Controle de acesso à uma zona de perigo;
• Visibilidade e Ergonomia;
• Eficácia e Durabilidade;
• Higiene e Limpeza.
Amostra de proteções físicas
Dispositivos eletro-eletrônicos
• “Os dispositivos eletro-eletrônicos, são muito importantes e podem
atuar isoladamente ou combinadamente com as proteções mecânicas
de maneira a garantir eficiência dos sistemas de proteção . . .”
BOTOEIRAS ELETRÔNICAS
Botões eletrônicos que substituem os mecânicos
utilizados para acionamento de maquinas.
Por serem ergonômicos reduzem a ocorrência de
doenças profissionais.
CORTINA DE LUZ
Supervisiona a área útil
entre o Transmissor e
Receptor. Se esta área for
invadida, uma saída em
duplo canal comandará a
interrupção da operação
da máquina.
Existem modelos com
alturas de proteção entre
250 a 1600 mm.
COMANDO BIMANUAL
Utilizado no acionamento seguro de máquinas com o
intuito de aumentar a eficiência e garantir a segurança
do operador.
Manutenção preventiva e
preditiva
• “ Além de aumentar o tempo de vida da máquina, a manutenção
preventiva e preditiva (que se baseia no tempo de vida útil dos
componentes) é fundamental para assegurar a efetividade dos
dispositivos de segurança”.
• “A manutenção expõe, ao profissional da manutenção, a riscos
que não são de rotina. Eventualmente pode estar com todo o
corpo dentro da máquina, assim ele deve possuir total controle
sobre as fontes de energia como elétrica, fluidos hidráulicos, ar
comprimido, que podem gerar movimento mecânico inesperado”
• “Quando forem realizados testes que necessitam da
energização da máquina, medidas adicionais como
calços ou barreiras mecânicas provisórias podem ser
necessárias para o ingresso do profissional à zona de
risco . . .”
Obrigado pela atenção!
PRINCIPIOS_BASICOS_DE_PROTECAO nr 12.ppt

PRINCIPIOS_BASICOS_DE_PROTECAO nr 12.ppt

  • 2.
    OBJETIVOS Ler e interpretara Norma Regulamentadora NR-12 Segurança no trabalho em maquinas e equipamentos, relacionando-a com as demais Normas Regulamentadoras e identificando as ações necessárias para o cumprimento da mesma.
  • 3.
    Ações necessárias parao cumprimento da NR-12 1. Conhecer e Identificar os equipamentos de proteção utilizados nas máquinas e equipamentos. 2. Identificar os riscos de cada máquina e equipamento utilizado. 3. Conhecer as ferramentas de trabalho utilizadas na indústria em geral pelos empregados. 4. Equipamentos de proteção recomendados para as atividades de operação de máquinas e equipamentos. 5. Conhecer as Normas Regulamentadoras pertinentes ao assunto. 6. Realizar inspeções de segurança em máquinas e equipamentos.
  • 4.
    Definição de Máquina Qualquerequipamento que empregue força mecânica, composto de peças interligadas com funções específicas, e em que o humano é substituído pela ação do mecanismo.
  • 5.
  • 6.
    1926 - Onthe Line A produção em massa veio alterar para sempre a vida dos trabalhadores e consumidores. Fábrica com máquinas movidas por correias por cima das cabeças dos operários. (Bettmann Archive) Apresentação Alguns fatos históricos
  • 7.
    Todos os anos,milhares de trabalhadores brasileiros são mortos ou incapacitados por máquinas perigosas e desprotegidas. • Em 2015, segundo dados das Comunicações de Acidentes de Trabalho ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), apenas 11 tipos de máquinas e equipamentos (como serras, prensas, tornos, fresadoras, laminadoras, calandras, máquina de embalar) provocaram 55.118 infortúnios, o que representa mais de 10% do total de 546.014 acidentes típicos comunicados pelas empresas no Brasil. Estatísticas de Acidentes
  • 9.
    CHOQUE ELÉTRICO CALOR E FOGO RADIAÇÕES/ EMISSÕES PERIGOSAS PERIGOS MECÂNICOS IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS E IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS E ANÁLISE DE RISCO ANÁLISE DE RISCO A ABNT NBR 213-1 – Item 4 descreve os perigos que podemos encontrar em uma máquina: Designa-se assim o conjunto dos fatores físicos que podem estar na origem de um ferimento causado pela ação mecânica de elementos de máquinas, de ferramentas, de peças ou de projeções de materiais sólidos ou fluidos.
  • 10.
    Se tiver umacidente o que pode acontecer? Interdição da máquina e outras; Maior custo para implantar segurança (URGÊNCIA); Obrigatoriedade de implantar gestão; Custo de indenização e responsabilidade sobre o trabalhador até a sua aposentadoria; Histórico da empresa – FAP Fator Acidentário de Prevenção – 1,5 a 6%; Ações Regressivas. Estatísticas de Acidentes
  • 12.
    PROTEÇÃO DAS MÃOS Asegurança está em suas mãos...
  • 13.
    Apresentação Casos de Acidentes PROTEÇÃODAS MÃOS Você sabia ??? Que 30% dos acidentes de trabalho registrados baseiam-se na ausência de dedos, mãos ou antebraços?
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
    Perigo X Risco 1– O perigo é um << estado>> ou situação. 2 _ Existe o risco a partir do momento que ocorre uma exposição ao perigo.
  • 18.
    • Prevenção intrínseca “Medidasde segurança que consistem à: - evitar ou reduzir o máximo possível fenômenos perigosos, escolhendo convenientemente certas características de concepção, e - limitar a exposição das pessoas aos fenômenos perigosos que não podem ser suficientemente reduzidos; isso é obtido reduzindo a necessidade, pelo operador, de intervir em zonas perigosas.”
  • 19.
    Segurança positiva “Situação teóricaque seria realizada se uma função de segurança fosse garantida em caso de falha do sistema de alimentação de energia, ou de todo componente que contribua à realização dessa situação”.
  • 20.
    Função de segurança “Funçõesde uma máquina em que o “não funcionamento” aumentaria imediatamente o risco de lesão ou de atingir a saúde.
  • 21.
    Dispositivos de travamento “Dispositivode proteção mecânica, elétrica ou de uma outra tecnologia, destinado a impedir certos elementos da máquina funcionarem em certas condições (geralmente quando um protetor não está fechado).”
  • 22.
    Risco mecânico •Denominamos riscosmecânico ao conjunto de fatores físicos que podem dar lugar a uma lesão pela ação mecânica de componentes da máquina ou equipamento, ferramentas, peças a serem trabalhadas ou até materiais projetados contra o operador, na forma sólida ou líquida.
  • 23.
  • 24.
    •O objetivo éeliminar/neutralizar, na medida do possível, por meios técnicos, todos os fenômenos perigosos de origem mecânica via meios de proteção mais adequados .
  • 25.
    • O perigomecânico gerado por partes, ou componentes da máquina, está condicionada principalmente pela: Forma (arestas, rebarbas, partes pontiagudas); Posição relativa (zonas de contato iminente); Massa e a estabilidade (energia potencial); Massa e a velocidade (energia cinética); resistência mecânica a ruptura ou deformação e acumulação de energia, etc.
  • 26.
    PERIGOS PROVOCADOS PERIGOS PROVOCADOS PORMÁQUINAS POR MÁQUINAS Riscos de origem mecânica
  • 27.
    Exemplos ilustrativos dosdiferentes riscos de origem mecânica Esquema Risco Considerar Ocorrência Arrastamento Conexão; Diâmetro; Inércia (massa); Forma, estado da superfície Acessibilidade Diversos tipos de mecanismos de máquinas. Impacto, Esmagamento, Arrastamento, Seccionamento, Cisalhamento. Conexão; Diâmetro; Inércia (massa); Forma, dimensão das aberturas e das saliências, Distância entre parte rotativa e fixa Acessibilidade. Polias; Volantes; Ventiladores . . .
  • 28.
    Esquema Risco ConsiderarOcorrência Arrastamento, Corte, Esmagamento, Seccionamento, Cisalhamento. Conexão; Diâmetro; Inércia (massa); Forma, dimensão das aberturas e das saliências, Distância entre parte rotativa e fixa Acessibilidade. Tupias; Serra Circular; Fresas . . . Arrastamento, Seccionamento, Queimadura, Projeção. Conexão; Inércia (massa); Excentricidade; Distância entre parte rotativa e fixa Acessibilidade. Retificadoras; Moinhos . . .
  • 29.
    Esquema Risco ConsiderarOcorrência Arrastamento; Cisalhamento Conexões, Inércia; Dimensões; Giro. Centrífugas; Câmaras rotativas de secagem . . . Impacto; Arrastamento; Seccionamento. Conexões; Inércia; Dimensões; Giro; Acessibilidade. Trituradores; Moedores; Misturadores . . .
  • 30.
    Esquema Risco ConsiderarOcorrência Esmagamento; Arrastamento; Queimadura. Conexões; Inércia; Material; Forma da superfície; Temperatura; Dimensões; Acessibilidade. Engrenagens; Cremalheiras; Laminadoras; Máquinas de impressão . . . Esmagamento; Cisalhamento; Impacto. Inércia; Força; Afastamentos; Máquinas para madeira; Prensas; Máquinas de moer; Unidade de avanço . . .
  • 31.
    Esquema Risco ConsiderarOcorrência Cisalhamento; Seccionamento; Arrastamento; Esmagamento; Impacto. Inércia; Força; Avanço min./máx. Acessibilidade. Dobradeiras; Unidades de avanço . . . Corte; Seccionamento. Forma da peça; Gravidade do dano. Serra fita . . .
  • 32.
    Esquema Risco ConsiderarOcorrência Impacto; Perfuração. Força; Freqüência; Máquina costura; Máquina pregadora; Grampeadeira . . . Arrastamento; Queimadura; Corte. Força; Forma, estado da superfície, Emendas. Transporte por banda; Deslocamentos por correias . . .
  • 33.
    Esquema Risco ConsiderarOcorrência Arrastamento; Impacto; Conexões; Inércia; Diâmetro; Forma, estado da superfície; Acessibilidade. Mandril; Retíficas; Furadeiras verticais e horizontais; Impacto; Esmagamento; Arrastamento. Disposição relativa; Freqüência do movimento; Força; Amplitude; Dimensões das aberturas e ou da parte que gira. Árvore de cames; Excêntricos . . .
  • 34.
    Esquema Risco ConsiderarOcorrência Esmagamento; Arrastamento; Seccionamento; Impacto; Queimaduras. Conexões; Tensão; Dimensões; Força; Forma. Transportadores de banda; Polias e correias; Correntes de transmissão . . . Impacto; Cisalhamento; Esmagamento; Seccionamento; Conexões; Tensão; Dimensões; Força; Forma. Manivelas; Bielas . . .
  • 35.
    Esquema Risco ConsiderarOcorrência Impacto; Projeção. Material (coesão e homogeneidade); Inércia; Excentricidade; Pressão. Discos de corte; Discos de amolar; Rebolos . . . Queimaduras; Arrastamento; Impacto; Projeção; Perfuração. Inércia; Volume; Temperatura; Material; Pressão. Rebolos; Lixadeiras; Retíficas . . .
  • 36.
    A identificação dosfenômenos perigosos é insuficiente para descrever por si só o risco. É necessário conhecer um certo número de elementos complementares tais como . . . . Descrição e estimação do risco
  • 37.
    • Pode serestimada pela: • Natureza do que se quer proteger (pessoas, bens etc). • Gravidade das lesões (no caso de pessoas vão das mais leves até o óbito). • Importância do dano (por cada máquina). No caso das pessoas: uma pessoa ou várias pessoas. A Gravidade do dano possível:
  • 38.
    A Probabilidade daocorrência do dano •A frequência e duração da exposição das pessoas ao fenômeno perigoso; •A probabilidade da ocorrência de evento perigoso; •A possibilidade de evitar o dano, com a intervenção técnica ou humana.
  • 40.
  • 41.
    • A neutralizaçãodas fontes de risco pode ser dada pela adoção da distância como forma de manter, as pessoas, afastadas das fontes do risco, impedindo a exposição do corpo ou partes do corpo ao fenômeno perigoso. Normalmente estes elementos são conhecidos como “barreiras de proteção”.
  • 42.
    •A determinação dadistância de segurança versus a altura da “barreira de proteção” é feita em função da avaliação do risco e a posição da fonte de perigo. h Zona de perigo
  • 43.
    Para dimensionar a“barreira”, devem ser considerados 3 parâmetros . . . •a.- distância de um ponto de perigo até o plano inferior (chão) . . . •b.- altura da borda da barreira . . . •c.- distância horizontal desde o ponto de perigo à “barreira” . . .
  • 44.
    • a.- distânciade um ponto de perigo até o plano inferior (chão) . . . • b.- altura da borda da barreira . . . • c.- distância horizontal desde o ponto de perigo à “barreira” . . . Ponto de perigo
  • 45.
  • 46.
    “Parte da máquinaespecificamente utilizada para prover proteção por meio de uma barreira física. Dependendo da sua construção, uma proteção pode ser chamada de carenagem, cobertura, tela, porta, enclausuramento, etc.” Definição
  • 47.
    Proteção ajustável Proteção fixaou móvel que é totalmente ajustável ou que incorpora parte(s) ajustável(is). O ajuste permanece fixo durante uma operação particular.
  • 49.
    Proteção com intertravamento •Proteção associada a um dispositivo de intertravamento.
  • 50.
    As proteções devemcontemplar aspectos de: • Distâncias de segurança; • Controle de acesso à uma zona de perigo; • Visibilidade e Ergonomia; • Eficácia e Durabilidade; • Higiene e Limpeza.
  • 51.
  • 58.
  • 59.
    • “Os dispositivoseletro-eletrônicos, são muito importantes e podem atuar isoladamente ou combinadamente com as proteções mecânicas de maneira a garantir eficiência dos sistemas de proteção . . .”
  • 61.
    BOTOEIRAS ELETRÔNICAS Botões eletrônicosque substituem os mecânicos utilizados para acionamento de maquinas. Por serem ergonômicos reduzem a ocorrência de doenças profissionais.
  • 62.
    CORTINA DE LUZ Supervisionaa área útil entre o Transmissor e Receptor. Se esta área for invadida, uma saída em duplo canal comandará a interrupção da operação da máquina. Existem modelos com alturas de proteção entre 250 a 1600 mm.
  • 63.
    COMANDO BIMANUAL Utilizado noacionamento seguro de máquinas com o intuito de aumentar a eficiência e garantir a segurança do operador.
  • 64.
  • 65.
    • “ Alémde aumentar o tempo de vida da máquina, a manutenção preventiva e preditiva (que se baseia no tempo de vida útil dos componentes) é fundamental para assegurar a efetividade dos dispositivos de segurança”.
  • 66.
    • “A manutençãoexpõe, ao profissional da manutenção, a riscos que não são de rotina. Eventualmente pode estar com todo o corpo dentro da máquina, assim ele deve possuir total controle sobre as fontes de energia como elétrica, fluidos hidráulicos, ar comprimido, que podem gerar movimento mecânico inesperado”
  • 67.
    • “Quando foremrealizados testes que necessitam da energização da máquina, medidas adicionais como calços ou barreiras mecânicas provisórias podem ser necessárias para o ingresso do profissional à zona de risco . . .”
  • 68.

Notas do Editor

  • #10 O Fator Acidentário de Prevenção – FAP é um multiplicador, atualmente calculado por estabelecimento, que varia de 0,5000 a 2,0000, a ser aplicado sobre as alíquotas de 1%, 2% ou 3% da tarifação coletiva por subclasse econômica, incidentes sobre a folha de salários das empresas para custear aposentadorias especiais e benefícios decorrentes de acidentes de trabalho. O FAP varia anualmente. É calculado sempre sobre os dois últimos anos de todo o histórico de acidentalidade e de registros acidentários da Previdência Social. Pela metodologia do FAP, as empresas que registrarem maior número de acidentes ou doenças ocupacionais, pagam mais. Por outro lado, o Fator Acidentário de Prevenção – FAP aumenta a bonificação das empresas que registram acidentalidade menor. No caso de nenhum evento de acidente de trabalho, a empresa é bonificada com a redução de 50% da alíquota.
  • #20 Em ambas as definições a proteção de máquinas e equipamentos é normatizado através da NR 12 - Máquinas e Equipamentos e na NR 23 - Proteção Contra Incêndios onde o principal objetivo é: * Dificultar ao máximo a ocorrência dos acidentes, proporcionando um trabalho seguro nas máquinas. * Caso ocorram acidentes, reduzir sua gravidade. * Proteger o operador, dos riscos existentes principalmente no ponto de operação. *Proteger as pessoas, que circulam próximas às máquinas e de suas partes energizadas.