PREPARO E
ADMINITRAÇÃO DE
MEDICAMENTOS
Enf. Wellington Cruz
Enf. Wellington Cruz
 Uma das atribuições, merecedora de reflexão da
prática de enfermagem, é a administração de
medicamentos que envolve aspectos legais e éticos
de impacto sobre a prática profissional.
 Uma falha pode ter consequências irreparáveis.
 A administração de medicamentos é uma das mais
sérias responsabilidades que pesam sobre o
enfermeiro.
Enf. Wellington Cruz
CUIDADOS NA ADMINISTRAÇÃO DE
FÁRMACOS
 Todo medicamento a ser administrado ao paciente
deve ser prescrito pelo médico.
 Toda prescrição de medicamento deve conter:
data, nome do paciente, registro, enfermaria, leito,
nome do medicamento, dosagem, via de
administração, frequência, assinatura do médico.
Enf. Wellington Cruz
 Ao preparar a bandeja de medicamentos, fazê-lo
atentamente e não conversar.
 Ter sempre a frente, enquanto prepara o
medicamento, a prescrição médica.
 Ler o rótulo do medicamento 3 vezes,
comparando-o com a prescrição:
- antes de tirar o recipiente do armário
- antes de colocar o medicamento no recipiente para
administrar
- antes de repor o recipiente no armário.
Enf. Wellington Cruz
 Colocar a prescrição médica próximo ao recipiente
de medicamentos sempre juntos na bandeja;
 Nunca administrar medicamento com rótulo
ilegível, sem rótulo ou vencido;
 Não tocar com a mão em comprimidos, cápsulas,
drágeas, pastilhas;
 Identificar a seringa ou frasco via oral: quarto,
leito, via, nome do medicamento;
Enf. Wellington Cruz
 Certificar-se das condições de
conservação do medicamento; verificar a
data de validade;
 Anotar qualquer alteração após a
administração (vômitos, diarréia,
erupções, urticária).
“Quem prepara administra. Não
administrar medicamentos preparados
por outras pessoas”
Enf. Wellington Cruz
 Em caso de dúvida, nunca administrar o medicamento, até que a
mesma seja esclarecida;
 Os antibióticos devem ser administrados no máximo 15 minutos
antes ou depois do horário prescrito;
 Cancelar o horário da medicação somente após administrá-la
assinar legivelmente seu nome ao lado;
 Orientar o paciente quanto ao nome do medicamento, á ação da
medicação, ao procedimento, ao autocuidado;
 Checar o horário do medicamento administrado durante o dia
com caneta azul e durante a noite com caneta vermelha;
 Circular o horário em azul e anotar o motivo da não
administração da medicação (recusa, vômitos, paciente fora da
unidade, medicação suspensa).
Enf. Wellington Cruz
Enf. Wellington Cruz
FORMAS FARMACÊUTICAS
- Pó
- Grânulos
- Cápsula
- Comprimido
- Drágea
- Pastilha
- Supositório
- Pomada
- Creme
- Emplastro
- Solução
- Loção
- Emulsão
- Suspensão
- Extratos
- Injeções
- Óvulo
- linimento
Enf. Wellington Cruz
Vias de administração
Via de administração ≠ Local de Absorção
 Via de administração: maneira pela qual a
medicação é introduzida no organismo
 Relaciona-se com:
- Forma farmacêutica
- Objetivos terapêuticos
- Condições físicas e patológicas do paciente
Enf. Wellington Cruz
OS 9 CERTOS
 Paciente Certo
 Medicação Certa
 Dosagem Certa
 Via de administração Certa
 Horário Certo
 Tempo Certo
 Validade Certa
 Abordagem Certa
 Registro certo
Enf. Wellington Cruz
VIAS DE ADMINITRAÇÃO
 Via Oral (VO)
 Sublingual (SL)
 Gástrica
 Tópica
 Ocular
 Auricular
 Retal
 Genital
 Nasal
 Parenteral (IM, ID, SC, EV)
Enf. Wellington Cruz
VIA ORAL
 É a administração de medicamento pela boca;
 Método mais comum de prescrição de um fármaco;
• Vantagens:
- mais seguro
- mais conveniente
- mais econômico
• Desvantagens:
- irritação da mucosa gástrica
- interferência na digestão
- dificuldade de deglutir.
Enf. Wellington Cruz
VIA ORAL
 Contra indicado:
- Pacientes incapazes de
deglutir ou inconscientes
- Em caso de vômitos
- Quando está de jejum
para cirurgia ou exame
• Absorção:
- Boca
- Estômago
- Intestino
Enf. Wellington Cruz
CORRESPONDÊNCIAS
 colher de sopa (15ml)
 colher de sobremesa
(10ml)
 colher de chá (5ml)
 colher de café (3ml)
 1ml = 20gts
 1gt = 3mgt
• Material:
1. Bandeja
2. Copo ou seringa
descartável
3. Prescrição médica
4. Comprimido ou frasco
de medicamento.
Enf. Wellington Cruz
VIA ORAL
Procedimento:
1. Lavar as mãos
2. Colocar os medicamentos nos recipientes, diluindo-os se
for necessário;
3. Identificar o recipiente com o nome do paciente, número do
leito, medicamento e dose;
4. Levar a bandeja para junto do paciente;
5. Identificar o paciente, verificando o nome com a prescrição
médica;
6. Explicar o paciente e acompanhante sobre o procedimento
a ser realizado;
Enf. Wellington Cruz
VIA ORAL
7. Explicar o propósito de cada medicamento, caso
o paciente pergunte;
8. Colocar o medicamento na boca do paciente sem
contaminar os comprimidos ou xarope;
9. Oferecer água;
10. Verificar se o paciente deglutiu o medicamento,
nunca deixando-o sobre a mesa de cabeceira;
11. Recolher o material;
12. Checar o horário e fazer anotações.
Enf. Wellington Cruz
VIA SUBLINGUAL
 São colocados debaixo da língua para serem
absorvidos diretamente pelos pequenos vasos
sanguíneos.
 A via sublingual é especialmente boa para a
nitroglicerina, que é utilizada no alívio da angina (dor no
peito), porque a absorção é rápida e o medicamento
ingressa diretamente na circulação geral.
 A maioria dos medicamentos não pode ser administrada
por essa via, porque a absorção é, em geral, incompleta
e errática.
Enf. Wellington Cruz
VIA SUBLINGUAL
 Procedimento:
1. Lavar as mãos
2. Separar o medicamento conforme prescrita
3. Dar água para o paciente enxaguar a boca
4. Colocar o medicamento sob a língua e pedir para abster-se
de engolir a saliva por alguns minutos, a fim de que a droga
seja absorvida.
5. Checar o horário e fazer as anotações necessárias
Enf. Wellington Cruz
VIA GÁSTRICA
 É a introdução do
medicamento através da
sonda nasogástrica/
nasoenteral/
gastrostomia
 Utilizada para pacientes
inconscientes ou
impossibilitados de
deglutir.
• Os medicamentos sólidos são
dissolvidos em água e introduzidos na
via gástrica com seringa;
• As cápsulas são abertas, dissolvendo-
se o pó medicamentoso nelas contido.
Enf. Wellington Cruz
VIA TÓPICA
 É aplicação de medicamento na
pele, sob forma de pomadas,
cremes ou adesivos.
 Sua ação pode ser local ou
geral.
Procedimento
1. Explicar o procedimento e realizar a
higiene local
2. Organizar o material
3. Lavar as mãos
4. Calçar luvas
5. Expor o local
6. Colocar o medicamento na pele,
conforme prescrição
7. Observar qualquer anormalidade na
pele: erupções,
prurido, edema, eritema etc.
8. Deixar o paciente confortável
9. Providenciar a limpeza e ordem do
material
10. Retirar as luvas e lavar as mãos
11. Anotar o cuidado prestado
Enf. Wellington Cruz
VIA OCULAR
 É a aplicação de colírio ou
pomada na conjuntiva ocular
Material
- Colírio ou pomada
- Gaze
Enf. Wellington Cruz
VIA OCULAR
Procedimento
1. Lavar as mãos e levar os materiais ao leito do paciente
2. Explicar o procedimento ao paciente
3. Posicionar o paciente com a cabeça um pouco inclinada para trás
4. Antes da aplicação, realizar higiene ocular
5. Afastar com o polegar a pálpebra inferior, com auxilio do lenço ou gaze,
expondo o saco conjuntival
6. Desprezar a primeira porção da pomada ou uma gota do colírio;
7. Pedir ao paciente que olhe para cima, e instilar o medicamento na porção
média da pálpebra inferior;
8. Ao aplicar a pomada, depositá-la ao longo de toda extensão do saco
conjuntival inferior;
9. Solicitar ao paciente que feche as pálpebras e faça movimentos giratórios
do globo ocular;
10. Retirar o excesso de pomada com gaze;
11. Lavar as mãos e anotar o cuidado prestado
Enf. Wellington Cruz
VIA AURICULAR
 Consiste em introduzir o
medicamento no canal auditivo
externo
MATERIAL:
 - Medicamento
 - Cuba-rim
 - Gaze
 - Saco de resíduo
Enf. Wellington Cruz
VIA AURICULAR
Procedimento:
1. Lavar as mão
2. Levar o material e explicar o
procedimento
3. Posicionar o cliente e lateralizar a cabeça
4. Retirar, através do conta-gotas a
medicação
5. Entreabrir a orelha e instilar a medicação
no conduto auditivo sem contaminar
- No adulto, puxar com delicadeza o
pavilhão auditivo para cima e ara trás, a fim
de retificar o canal auditivo
- Na criança, puxar para baixo e para trás
6. Orientar o paciente quanto á
manutenção da posição inicial por
alguns minutos
7. Colocar um floco de algodão no
orifício externo da orelha
8. Providenciar a limpeza e lavar
as mãos
9. Anotar o cuidado prestado
Enf. Wellington Cruz
VIA RETAL
É a introdução de medicamento no reto, em forma de
supositórios ou clister medicamentoso
Material:
- Bandeja
- Supositório
- Gaze
- Luvas de procedimento
- Saco de lixo
Enf. Wellington Cruz
VIA RETAL
Procedimento:
1. Reunir o material
2. Lavar as mãos
3. Explicar o procedimento ao paciente.
4. Calçar luvas.
5. Colocar o paciente em posição de SIMS
6. Com o polegar e indicador da mão não
dominante, entre abrir as nádegas.
7. Introduzir o supositório no reto,
delicadamente, e pedir ao paciente que o
retenha por alguns minutos.
8. Colocar o material em ordem
9. Tirar as luvas e lavar as mãos
10. Anotar o cuidados prestado no
prontuário do paciente.
Enf. Wellington Cruz
VIA RETAL
Observações:
- O paciente poderá colocar o supositório sem auxílio da enfermagem, desde que
seja orientado
- Em caso de criança ou adulto incapacitado para retê-lo, comprimir levemente
as nádegas para evitar o retorno do supositório
- É necessário colocar a comadre ou encaminhar o paciente ao banheiro
Enf. Wellington Cruz
VIA VAGINAL
É a introdução de medicamentos no canal vaginal
O medicamento pode ser introduzido sob a forma de: creme ou gel,
comprimido ou óvulos.
Material:
- Luvas de procedimento
- Aplicador vaginal (S/N)
- Medicamento
Enf. Wellington Cruz
VIA VAGINAL
Procedimento:
1. Explicar o procedimento ao
cliente
2. Organizar o material e levar ao
leito da paciente
3. Lavar as mãos e calçar luvas
4. Cercar o leito com biombo
5. Colocar o paciente em posição
ginecológica
6. Colocar o medicamento no
aplicador próprio
7. Com auxílio de gaze, afastar
os pequenos lábios com os
dedos indicador e polegar
8. Introduzir delicadamente o aplicador
aproximadamente
5 cm em direção ao sacro, para que haja
na parede
posterior da vagina;
9. Pressionar o êmbolo;
10. Retirar o aplicador e pedir ao paciente
que
permaneça em decúbito dorsal por 15
minutos;
11. Colocar um absorvente s/n
12. Providenciar a limpeza e ordem do
material;
13. Retirar as luvas e lavar as mãos;
14. Anotar o cuidado prestado.
Enf. Wellington Cruz
VIA NASAL
Consiste em administrar na mucosa nasal um medicamento líquido ou
pomada
Material:
- Luvas de procedimento
- Medicação
- Gaze
Procedimento:
1. Levar o material e explicar o procedimento
2. Lavar as mãos
3. Solicitar que faça higiene nasal;
4. Inclinar a cabeça para trás (hiperextensão);
5. Pingar a medicação na parte superior da cavidade nasal,
evitando que o frasco toque a mucosa
6. Solicitar ao paciente que permaneça nesta posição por mais
alguns minutos
7. Providenciar a limpeza e ordem do material;
8. Lavar as mãos;
9. Anotar o cuidado prestado
Enf. Wellington Cruz
VIA PARENTERAL
Vias:
- ID
- SC
- IM
- EV
Utiliza-se agulhas, seringas e medicamentos esterilizados, seguindo
técnicas padronizadas
Vantagens:
- a disponibilidade é mais
rápida e mais previsível,
tratamento de emergências.
Desvantagens
- Pode ocorrer uma injeção intravascular
acidental, pode vir acompanhada de forte
dor e, às vezes, é difícil para um paciente
injetar o fármaco em si mesmo se for
necessária a automedicação.
- Alto custo
Enf. Wellington Cruz
Enf. Wellington Cruz
VIA INTRADÉRMICA - ID
 Via restrita
 Pequenos volumes – de 0,1 a 0,5
mililitros
 Usadas em reações de
hipersensibilidade
- Provas de PPD
- Provas alérgicas
- Aplicação de vacinas: BCG
Enf. Wellington Cruz
Enf. Wellington Cruz
VIA INTRADÉRMICA - ID
• Local mais apropriado: face anterior do antebraço
• Pobre em pelos
• Possui pouca pigmentação
• Possui pouca vascularização
• Fácil acesso a leitura
Enf. Wellington Cruz
VIA SUBCUTÂNEA - SC
• A medicação é introduzida na tela subcutânea /
hipoderme
• Absorção lenta, através de capilares, ocorre
deforma contínua e segura
• O volume não deve ultrapassar 03 mililitros
• Usada para administração
• Vacinas (rábica e sarampo)
• Anticoagulante (heparina)
• Hipoglicemiantes (insulina)
Enf. Wellington Cruz
VIA SUBCUTÂNEA - SC
O local de aplicação deve ser revezado, quando utilizado por período
indeterminado.
Ângulo da agulha:
- 90 °C – agulhas hipodérmicas e pacientes gordos
- 45°C – Agulhas normais e pacientes magros
Complicações:
- Infecções inespecíficas ou abscessos
- Formação de tecido fibrótico
- Embolias – por lesão de vasos e uso de
drogas oleosas ou em suspensões
- Lesão de nervos
- Úlceras ou necrose de tecidos
Enf. Wellington Cruz
VIA INTRAMUSCULAR - IM
Via muito utilizada, devido a absorção rápida
• Músculo escolhido
- Deve ser bem desenvolvido
- Ter fácil acesso
- Não possuir grande calibre e nem nervos
Volume injetado:
- Região deltoide – de 2 a 3 mL
- Região glútea – de 4 a 5 mL
- Músculo da coxa (vasto lateral)– de 3 a 4 mL
Enf. Wellington Cruz
VIA INTRAMUSCULAR- IM
Quando não devemos utilizar a região glútea?
- Crianças < 2 anos
- Pacientes com atrofia da musculatura
- Paralisia de membros inferiores
Complicações:
- Deve-se evitar o nervo ciático
- Injeções intravasculares: embolias
- Infecções e abscessos
Enf. Wellington Cruz
VIA ENDOVENOSA - EV
• Via muito utilizada, com introdução de medicação
diretamente na veia
• Local apropriados
- Melhor local: face anterior do antebraço (lado esquerdo)
- Membros superiores
- Evitar articulações
• Indicações
- Necessidade imediata de ação
- Grandes volumes – hidratação
- Coleta de sangue para exames
Enf. Wellington Cruz
VIA ENDOVENOSA - EV
• Tipos de medicamentos injetados na veia
- Soluções solúveis na veia
• Líquidos hiper, iso ou hipotônicos
- Sais orgânicos
- Eletrólitos
- Medicamentos
• Não oleosos
• Não deve conter cristais visíveis em suspensão
Enf. Wellington Cruz
CATETERES INTRAVENOSOS PERIFÉRICOS
• Cateteres Agulhados
 Indicação: infusões de curta duração, baixo volume, em bolus ou
push, pacientes c/ veias muito finas e comprometidas
 Contra indicação: nunca utilizar com solução vesicante / irritante
O USO DEVE SER LIMITADO À ADMINISTRAÇÃO DE DOSE ÚNICA E
COLETA DE AMOSTRA DE SANGUE PARA ANÁLISE CLÍNICA
Enf. Wellington Cruz
CATETERES INTRAVENOSOS
PERIFÉRICOS
 Cânula Intravenosa
• Indicação: infusões de média duração
até 72 ou 96 horas
• Material: Teflon ou Poliuretano
Enf. Wellington Cruz
REMOÇÃO DO CATETER
• O cateter periférico na suspeita de contaminação, complicações, mau
funcionamento ou descontinuidade da terapia deve ser retirado.
• Recomenda-se a troca do cateter periférico em adultos em 72 horas
quando confeccionado com teflon e 96 horas quando confeccionado com
poliuretano.
• Identificação
Enf. Wellington Cruz
CUDADOS IMPORTANTES
- Antes de preparar o medicamento certificar-se da dieta, jejum ou o
controle hídrico do paciente
- Sempre lavar as mãos antes e depois da administração do
medicamento.
- Homogeneizar os medicamentos em suspensão
- Ter o cuidado de limpar com gaze os vidros de medicamentos, antes de
guardá-los
- Dissolver os medicamentos para pacientes com disfagia
- Medicamentos nunca devem ser combinados com Álcool
- A fim de evitar desperdícios , acidentes, roubos e
uso abusivo, os medicamentos devem ser guardados em lugar
apropriados e controlados
- Não misturar medicamentos a alimentos, exceto se especificamente
prescrito
Enf. Wellington Cruz
CUIDADOS IMPORTANTES
• Ao administrar mais de um medicamento a um paciente,
deve ser usada a seguinte ordem: comprimidos e cápsulas
seguidos por água, ou outro líquido; depois administrar
líquidos diluídos com água, quando necessário
• Xaropes são administrados, não diluídos e não são seguidos
por líquidos
• Comprimidos sublinguais e bucais são administrados por
último
• Permanecer com o paciente até que toda a medicação tenha
sido deglutida
• Não é aconselhável misturar medicamentos líquidos. Poderá
ocorrer uma reação química, resultando em
precipitado.
Enf. Wellington Cruz
BONS ESTUDOS !!!
OBRIGADO!!!

PREPARO E ADMINISTRÇÃO DE MEDICAMENTO.pptx

  • 1.
  • 2.
    Enf. Wellington Cruz Uma das atribuições, merecedora de reflexão da prática de enfermagem, é a administração de medicamentos que envolve aspectos legais e éticos de impacto sobre a prática profissional.  Uma falha pode ter consequências irreparáveis.  A administração de medicamentos é uma das mais sérias responsabilidades que pesam sobre o enfermeiro.
  • 3.
    Enf. Wellington Cruz CUIDADOSNA ADMINISTRAÇÃO DE FÁRMACOS  Todo medicamento a ser administrado ao paciente deve ser prescrito pelo médico.  Toda prescrição de medicamento deve conter: data, nome do paciente, registro, enfermaria, leito, nome do medicamento, dosagem, via de administração, frequência, assinatura do médico.
  • 4.
    Enf. Wellington Cruz Ao preparar a bandeja de medicamentos, fazê-lo atentamente e não conversar.  Ter sempre a frente, enquanto prepara o medicamento, a prescrição médica.  Ler o rótulo do medicamento 3 vezes, comparando-o com a prescrição: - antes de tirar o recipiente do armário - antes de colocar o medicamento no recipiente para administrar - antes de repor o recipiente no armário.
  • 5.
    Enf. Wellington Cruz Colocar a prescrição médica próximo ao recipiente de medicamentos sempre juntos na bandeja;  Nunca administrar medicamento com rótulo ilegível, sem rótulo ou vencido;  Não tocar com a mão em comprimidos, cápsulas, drágeas, pastilhas;  Identificar a seringa ou frasco via oral: quarto, leito, via, nome do medicamento;
  • 6.
    Enf. Wellington Cruz Certificar-se das condições de conservação do medicamento; verificar a data de validade;  Anotar qualquer alteração após a administração (vômitos, diarréia, erupções, urticária). “Quem prepara administra. Não administrar medicamentos preparados por outras pessoas”
  • 7.
    Enf. Wellington Cruz Em caso de dúvida, nunca administrar o medicamento, até que a mesma seja esclarecida;  Os antibióticos devem ser administrados no máximo 15 minutos antes ou depois do horário prescrito;  Cancelar o horário da medicação somente após administrá-la assinar legivelmente seu nome ao lado;  Orientar o paciente quanto ao nome do medicamento, á ação da medicação, ao procedimento, ao autocuidado;  Checar o horário do medicamento administrado durante o dia com caneta azul e durante a noite com caneta vermelha;  Circular o horário em azul e anotar o motivo da não administração da medicação (recusa, vômitos, paciente fora da unidade, medicação suspensa).
  • 8.
  • 9.
    Enf. Wellington Cruz FORMASFARMACÊUTICAS - Pó - Grânulos - Cápsula - Comprimido - Drágea - Pastilha - Supositório - Pomada - Creme - Emplastro - Solução - Loção - Emulsão - Suspensão - Extratos - Injeções - Óvulo - linimento
  • 10.
    Enf. Wellington Cruz Viasde administração Via de administração ≠ Local de Absorção  Via de administração: maneira pela qual a medicação é introduzida no organismo  Relaciona-se com: - Forma farmacêutica - Objetivos terapêuticos - Condições físicas e patológicas do paciente
  • 11.
    Enf. Wellington Cruz OS9 CERTOS  Paciente Certo  Medicação Certa  Dosagem Certa  Via de administração Certa  Horário Certo  Tempo Certo  Validade Certa  Abordagem Certa  Registro certo
  • 12.
    Enf. Wellington Cruz VIASDE ADMINITRAÇÃO  Via Oral (VO)  Sublingual (SL)  Gástrica  Tópica  Ocular  Auricular  Retal  Genital  Nasal  Parenteral (IM, ID, SC, EV)
  • 13.
    Enf. Wellington Cruz VIAORAL  É a administração de medicamento pela boca;  Método mais comum de prescrição de um fármaco; • Vantagens: - mais seguro - mais conveniente - mais econômico • Desvantagens: - irritação da mucosa gástrica - interferência na digestão - dificuldade de deglutir.
  • 14.
    Enf. Wellington Cruz VIAORAL  Contra indicado: - Pacientes incapazes de deglutir ou inconscientes - Em caso de vômitos - Quando está de jejum para cirurgia ou exame • Absorção: - Boca - Estômago - Intestino
  • 15.
    Enf. Wellington Cruz CORRESPONDÊNCIAS colher de sopa (15ml)  colher de sobremesa (10ml)  colher de chá (5ml)  colher de café (3ml)  1ml = 20gts  1gt = 3mgt • Material: 1. Bandeja 2. Copo ou seringa descartável 3. Prescrição médica 4. Comprimido ou frasco de medicamento.
  • 16.
    Enf. Wellington Cruz VIAORAL Procedimento: 1. Lavar as mãos 2. Colocar os medicamentos nos recipientes, diluindo-os se for necessário; 3. Identificar o recipiente com o nome do paciente, número do leito, medicamento e dose; 4. Levar a bandeja para junto do paciente; 5. Identificar o paciente, verificando o nome com a prescrição médica; 6. Explicar o paciente e acompanhante sobre o procedimento a ser realizado;
  • 17.
    Enf. Wellington Cruz VIAORAL 7. Explicar o propósito de cada medicamento, caso o paciente pergunte; 8. Colocar o medicamento na boca do paciente sem contaminar os comprimidos ou xarope; 9. Oferecer água; 10. Verificar se o paciente deglutiu o medicamento, nunca deixando-o sobre a mesa de cabeceira; 11. Recolher o material; 12. Checar o horário e fazer anotações.
  • 18.
    Enf. Wellington Cruz VIASUBLINGUAL  São colocados debaixo da língua para serem absorvidos diretamente pelos pequenos vasos sanguíneos.  A via sublingual é especialmente boa para a nitroglicerina, que é utilizada no alívio da angina (dor no peito), porque a absorção é rápida e o medicamento ingressa diretamente na circulação geral.  A maioria dos medicamentos não pode ser administrada por essa via, porque a absorção é, em geral, incompleta e errática.
  • 19.
    Enf. Wellington Cruz VIASUBLINGUAL  Procedimento: 1. Lavar as mãos 2. Separar o medicamento conforme prescrita 3. Dar água para o paciente enxaguar a boca 4. Colocar o medicamento sob a língua e pedir para abster-se de engolir a saliva por alguns minutos, a fim de que a droga seja absorvida. 5. Checar o horário e fazer as anotações necessárias
  • 20.
    Enf. Wellington Cruz VIAGÁSTRICA  É a introdução do medicamento através da sonda nasogástrica/ nasoenteral/ gastrostomia  Utilizada para pacientes inconscientes ou impossibilitados de deglutir. • Os medicamentos sólidos são dissolvidos em água e introduzidos na via gástrica com seringa; • As cápsulas são abertas, dissolvendo- se o pó medicamentoso nelas contido.
  • 21.
    Enf. Wellington Cruz VIATÓPICA  É aplicação de medicamento na pele, sob forma de pomadas, cremes ou adesivos.  Sua ação pode ser local ou geral. Procedimento 1. Explicar o procedimento e realizar a higiene local 2. Organizar o material 3. Lavar as mãos 4. Calçar luvas 5. Expor o local 6. Colocar o medicamento na pele, conforme prescrição 7. Observar qualquer anormalidade na pele: erupções, prurido, edema, eritema etc. 8. Deixar o paciente confortável 9. Providenciar a limpeza e ordem do material 10. Retirar as luvas e lavar as mãos 11. Anotar o cuidado prestado
  • 22.
    Enf. Wellington Cruz VIAOCULAR  É a aplicação de colírio ou pomada na conjuntiva ocular Material - Colírio ou pomada - Gaze
  • 23.
    Enf. Wellington Cruz VIAOCULAR Procedimento 1. Lavar as mãos e levar os materiais ao leito do paciente 2. Explicar o procedimento ao paciente 3. Posicionar o paciente com a cabeça um pouco inclinada para trás 4. Antes da aplicação, realizar higiene ocular 5. Afastar com o polegar a pálpebra inferior, com auxilio do lenço ou gaze, expondo o saco conjuntival 6. Desprezar a primeira porção da pomada ou uma gota do colírio; 7. Pedir ao paciente que olhe para cima, e instilar o medicamento na porção média da pálpebra inferior; 8. Ao aplicar a pomada, depositá-la ao longo de toda extensão do saco conjuntival inferior; 9. Solicitar ao paciente que feche as pálpebras e faça movimentos giratórios do globo ocular; 10. Retirar o excesso de pomada com gaze; 11. Lavar as mãos e anotar o cuidado prestado
  • 24.
    Enf. Wellington Cruz VIAAURICULAR  Consiste em introduzir o medicamento no canal auditivo externo MATERIAL:  - Medicamento  - Cuba-rim  - Gaze  - Saco de resíduo
  • 25.
    Enf. Wellington Cruz VIAAURICULAR Procedimento: 1. Lavar as mão 2. Levar o material e explicar o procedimento 3. Posicionar o cliente e lateralizar a cabeça 4. Retirar, através do conta-gotas a medicação 5. Entreabrir a orelha e instilar a medicação no conduto auditivo sem contaminar - No adulto, puxar com delicadeza o pavilhão auditivo para cima e ara trás, a fim de retificar o canal auditivo - Na criança, puxar para baixo e para trás 6. Orientar o paciente quanto á manutenção da posição inicial por alguns minutos 7. Colocar um floco de algodão no orifício externo da orelha 8. Providenciar a limpeza e lavar as mãos 9. Anotar o cuidado prestado
  • 26.
    Enf. Wellington Cruz VIARETAL É a introdução de medicamento no reto, em forma de supositórios ou clister medicamentoso Material: - Bandeja - Supositório - Gaze - Luvas de procedimento - Saco de lixo
  • 27.
    Enf. Wellington Cruz VIARETAL Procedimento: 1. Reunir o material 2. Lavar as mãos 3. Explicar o procedimento ao paciente. 4. Calçar luvas. 5. Colocar o paciente em posição de SIMS 6. Com o polegar e indicador da mão não dominante, entre abrir as nádegas. 7. Introduzir o supositório no reto, delicadamente, e pedir ao paciente que o retenha por alguns minutos. 8. Colocar o material em ordem 9. Tirar as luvas e lavar as mãos 10. Anotar o cuidados prestado no prontuário do paciente.
  • 28.
    Enf. Wellington Cruz VIARETAL Observações: - O paciente poderá colocar o supositório sem auxílio da enfermagem, desde que seja orientado - Em caso de criança ou adulto incapacitado para retê-lo, comprimir levemente as nádegas para evitar o retorno do supositório - É necessário colocar a comadre ou encaminhar o paciente ao banheiro
  • 29.
    Enf. Wellington Cruz VIAVAGINAL É a introdução de medicamentos no canal vaginal O medicamento pode ser introduzido sob a forma de: creme ou gel, comprimido ou óvulos. Material: - Luvas de procedimento - Aplicador vaginal (S/N) - Medicamento
  • 30.
    Enf. Wellington Cruz VIAVAGINAL Procedimento: 1. Explicar o procedimento ao cliente 2. Organizar o material e levar ao leito da paciente 3. Lavar as mãos e calçar luvas 4. Cercar o leito com biombo 5. Colocar o paciente em posição ginecológica 6. Colocar o medicamento no aplicador próprio 7. Com auxílio de gaze, afastar os pequenos lábios com os dedos indicador e polegar 8. Introduzir delicadamente o aplicador aproximadamente 5 cm em direção ao sacro, para que haja na parede posterior da vagina; 9. Pressionar o êmbolo; 10. Retirar o aplicador e pedir ao paciente que permaneça em decúbito dorsal por 15 minutos; 11. Colocar um absorvente s/n 12. Providenciar a limpeza e ordem do material; 13. Retirar as luvas e lavar as mãos; 14. Anotar o cuidado prestado.
  • 31.
    Enf. Wellington Cruz VIANASAL Consiste em administrar na mucosa nasal um medicamento líquido ou pomada Material: - Luvas de procedimento - Medicação - Gaze Procedimento: 1. Levar o material e explicar o procedimento 2. Lavar as mãos 3. Solicitar que faça higiene nasal; 4. Inclinar a cabeça para trás (hiperextensão); 5. Pingar a medicação na parte superior da cavidade nasal, evitando que o frasco toque a mucosa 6. Solicitar ao paciente que permaneça nesta posição por mais alguns minutos 7. Providenciar a limpeza e ordem do material; 8. Lavar as mãos; 9. Anotar o cuidado prestado
  • 32.
    Enf. Wellington Cruz VIAPARENTERAL Vias: - ID - SC - IM - EV Utiliza-se agulhas, seringas e medicamentos esterilizados, seguindo técnicas padronizadas Vantagens: - a disponibilidade é mais rápida e mais previsível, tratamento de emergências. Desvantagens - Pode ocorrer uma injeção intravascular acidental, pode vir acompanhada de forte dor e, às vezes, é difícil para um paciente injetar o fármaco em si mesmo se for necessária a automedicação. - Alto custo
  • 33.
  • 34.
    Enf. Wellington Cruz VIAINTRADÉRMICA - ID  Via restrita  Pequenos volumes – de 0,1 a 0,5 mililitros  Usadas em reações de hipersensibilidade - Provas de PPD - Provas alérgicas - Aplicação de vacinas: BCG
  • 35.
  • 36.
    Enf. Wellington Cruz VIAINTRADÉRMICA - ID • Local mais apropriado: face anterior do antebraço • Pobre em pelos • Possui pouca pigmentação • Possui pouca vascularização • Fácil acesso a leitura
  • 37.
    Enf. Wellington Cruz VIASUBCUTÂNEA - SC • A medicação é introduzida na tela subcutânea / hipoderme • Absorção lenta, através de capilares, ocorre deforma contínua e segura • O volume não deve ultrapassar 03 mililitros • Usada para administração • Vacinas (rábica e sarampo) • Anticoagulante (heparina) • Hipoglicemiantes (insulina)
  • 38.
    Enf. Wellington Cruz VIASUBCUTÂNEA - SC O local de aplicação deve ser revezado, quando utilizado por período indeterminado. Ângulo da agulha: - 90 °C – agulhas hipodérmicas e pacientes gordos - 45°C – Agulhas normais e pacientes magros Complicações: - Infecções inespecíficas ou abscessos - Formação de tecido fibrótico - Embolias – por lesão de vasos e uso de drogas oleosas ou em suspensões - Lesão de nervos - Úlceras ou necrose de tecidos
  • 39.
    Enf. Wellington Cruz VIAINTRAMUSCULAR - IM Via muito utilizada, devido a absorção rápida • Músculo escolhido - Deve ser bem desenvolvido - Ter fácil acesso - Não possuir grande calibre e nem nervos Volume injetado: - Região deltoide – de 2 a 3 mL - Região glútea – de 4 a 5 mL - Músculo da coxa (vasto lateral)– de 3 a 4 mL
  • 40.
    Enf. Wellington Cruz VIAINTRAMUSCULAR- IM Quando não devemos utilizar a região glútea? - Crianças < 2 anos - Pacientes com atrofia da musculatura - Paralisia de membros inferiores Complicações: - Deve-se evitar o nervo ciático - Injeções intravasculares: embolias - Infecções e abscessos
  • 41.
    Enf. Wellington Cruz VIAENDOVENOSA - EV • Via muito utilizada, com introdução de medicação diretamente na veia • Local apropriados - Melhor local: face anterior do antebraço (lado esquerdo) - Membros superiores - Evitar articulações • Indicações - Necessidade imediata de ação - Grandes volumes – hidratação - Coleta de sangue para exames
  • 42.
    Enf. Wellington Cruz VIAENDOVENOSA - EV • Tipos de medicamentos injetados na veia - Soluções solúveis na veia • Líquidos hiper, iso ou hipotônicos - Sais orgânicos - Eletrólitos - Medicamentos • Não oleosos • Não deve conter cristais visíveis em suspensão
  • 43.
    Enf. Wellington Cruz CATETERESINTRAVENOSOS PERIFÉRICOS • Cateteres Agulhados  Indicação: infusões de curta duração, baixo volume, em bolus ou push, pacientes c/ veias muito finas e comprometidas  Contra indicação: nunca utilizar com solução vesicante / irritante O USO DEVE SER LIMITADO À ADMINISTRAÇÃO DE DOSE ÚNICA E COLETA DE AMOSTRA DE SANGUE PARA ANÁLISE CLÍNICA
  • 44.
    Enf. Wellington Cruz CATETERESINTRAVENOSOS PERIFÉRICOS  Cânula Intravenosa • Indicação: infusões de média duração até 72 ou 96 horas • Material: Teflon ou Poliuretano
  • 45.
    Enf. Wellington Cruz REMOÇÃODO CATETER • O cateter periférico na suspeita de contaminação, complicações, mau funcionamento ou descontinuidade da terapia deve ser retirado. • Recomenda-se a troca do cateter periférico em adultos em 72 horas quando confeccionado com teflon e 96 horas quando confeccionado com poliuretano. • Identificação
  • 46.
    Enf. Wellington Cruz CUDADOSIMPORTANTES - Antes de preparar o medicamento certificar-se da dieta, jejum ou o controle hídrico do paciente - Sempre lavar as mãos antes e depois da administração do medicamento. - Homogeneizar os medicamentos em suspensão - Ter o cuidado de limpar com gaze os vidros de medicamentos, antes de guardá-los - Dissolver os medicamentos para pacientes com disfagia - Medicamentos nunca devem ser combinados com Álcool - A fim de evitar desperdícios , acidentes, roubos e uso abusivo, os medicamentos devem ser guardados em lugar apropriados e controlados - Não misturar medicamentos a alimentos, exceto se especificamente prescrito
  • 47.
    Enf. Wellington Cruz CUIDADOSIMPORTANTES • Ao administrar mais de um medicamento a um paciente, deve ser usada a seguinte ordem: comprimidos e cápsulas seguidos por água, ou outro líquido; depois administrar líquidos diluídos com água, quando necessário • Xaropes são administrados, não diluídos e não são seguidos por líquidos • Comprimidos sublinguais e bucais são administrados por último • Permanecer com o paciente até que toda a medicação tenha sido deglutida • Não é aconselhável misturar medicamentos líquidos. Poderá ocorrer uma reação química, resultando em precipitado.
  • 48.
    Enf. Wellington Cruz BONSESTUDOS !!! OBRIGADO!!!