Luzia30-03-2016
Senhora, choram Teus olhos
Bem o noto na expressão
Quando o Vosso coração
Vê em nós um mar de escolhos
Tantos são nossos pecados
Tantas as iniqüidades
Mãe de Deus, Tu já não sabes
Ser mãe destes enjeitados
Mais, Senhora, não merecemos
Que os avisos já esgotaste
E dos males que nos livraste
Saber deles, nunca quisemos
E hoje, a tristeza de sermos
Seres de Ti tão defasados
E gastos pelos nossos fados,
Faz de nós o que não queremos
Mas não chores, Santa Mãe
Não vertas prantos, que ainda
Há quem lembre a Tua vinda
E há quem Te adore, também
Eugénio de Sá
Sobre o Autor
Eugénio de Sá - Nasci em 1945, no típico
bairro da Ajuda, em Lisboa, Portugal.
Lisboa está-me nas veias, tal como a literatura
e a poesia, que sempre me cativaram o espírito.
Todavia, e por circunstâncias da vida familiar,
cedo conheci Sintra, onde vivi e estudei
durante toda a fase do ensino secundário. Uma
vila encantada, que ainda hoje visito
regularmente. O deslumbramento pela poesia
chegou em 1968, trazida num livrinho que
recebi das mãos de José Saramago,
“Provavelmente Alegria”, então colaborador do
Jornal A Capital, onde iniciei a minha
actividade de comunicador.
FORMATAÇÃO:LUZIA GABRIELE
EMAIL: luziagabriele@hotmail.com
POEMA: EUGÉNIO DE SÁ
IMAGENS: INTERNET
MONTAGENS: LUZIA GABRIELE
MÚSICA: NANA MOUSKOURI-AVE MARIA DE
SHUBERT
DATA: 30 DE MARÇO DE 2016
“Com mãos faz-se expressão
Com mãos se faz o pão que Deus nos dá
Com mãos se pede a Ele p’lo nosso irmão
Com mãos se reivindica o que a vida não dá .”
Eugénio de Sá

íNda queres ser nossa mãe

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    Senhora, choram Teusolhos Bem o noto na expressão Quando o Vosso coração Vê em nós um mar de escolhos
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    Tantos são nossospecados Tantas as iniqüidades Mãe de Deus, Tu já não sabes Ser mãe destes enjeitados
  • 6.
    Mais, Senhora, nãomerecemos Que os avisos já esgotaste E dos males que nos livraste Saber deles, nunca quisemos
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    E hoje, atristeza de sermos Seres de Ti tão defasados E gastos pelos nossos fados, Faz de nós o que não queremos
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    Mas não chores,Santa Mãe Não vertas prantos, que ainda Há quem lembre a Tua vinda E há quem Te adore, também
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    Sobre o Autor Eugéniode Sá - Nasci em 1945, no típico bairro da Ajuda, em Lisboa, Portugal. Lisboa está-me nas veias, tal como a literatura e a poesia, que sempre me cativaram o espírito. Todavia, e por circunstâncias da vida familiar, cedo conheci Sintra, onde vivi e estudei durante toda a fase do ensino secundário. Uma vila encantada, que ainda hoje visito regularmente. O deslumbramento pela poesia chegou em 1968, trazida num livrinho que recebi das mãos de José Saramago, “Provavelmente Alegria”, então colaborador do Jornal A Capital, onde iniciei a minha actividade de comunicador.
  • 14.
    FORMATAÇÃO:LUZIA GABRIELE EMAIL: luziagabriele@hotmail.com POEMA:EUGÉNIO DE SÁ IMAGENS: INTERNET MONTAGENS: LUZIA GABRIELE MÚSICA: NANA MOUSKOURI-AVE MARIA DE SHUBERT DATA: 30 DE MARÇO DE 2016 “Com mãos faz-se expressão Com mãos se faz o pão que Deus nos dá Com mãos se pede a Ele p’lo nosso irmão Com mãos se reivindica o que a vida não dá .” Eugénio de Sá