Nascer do Sol Alyne Roberta Neves  Costa   Naquele tempo parecia ter o céu um azul mais céu. E as nuvens costumavam brincar como carneirinhos correndo soltos ao vento. Só faltava mesmo o verde de uma colina qualquer.  E ele costumava me acordar antes do nascer do sol para ver os primeiros raios aparecerem do alto do morro.  E me levava em seus braços. Eu, ainda sonolenta, sentia aquela alegria única de ver o mundo amanhecer naqueles braços, meu porto. Tirava-me da cama, sem coberta e eu era despertada pela brisa fria da manhã da vida.
E caminhava comigo ouvido o cocorejar dos galos, a doce melodia do dia que chegava. E não lembro mais de nenhuma viv’alma que presenciava aqueles momentos. Tão meu e dele.  Só nós protagonistas.  E eu sorria o riso mais aberto do meu coração em flor. Eu sorria a plenitude daquele amor.  Atravessávamos o quintal e o pé de manacá ao lado do portãozinho do fundo parecia dar até logo. E saíamos para desbravar o mundo novo do dia que nascia.
Eu vestida de inocência, ele despido de ambição. E chegávamos no morro.  Ele me erguia para perto do céu. O sol me abraçava. E a vida me intimava a crescer.  E meu pai, quando me acordava antes do dia nascer. Me mostrava que a vida seria assim... Sempre. Um convite. Uma dádiva. Inevitável fenômeno.  E seus braços me guiavam à sensibilidade.  Talvez um batismo no mundo dos sentidos raros. Mas meu pai, ao som do cocorejar dos galos e do canto dos primeiros pássaros, me acordou pro amor. E o nosso amor foi sempre um amor puro, extrato, fina essência, azul de matizes de um céu que amanhece.
E até hoje, quando preciso acordar na vida antes da vida amanhecer, sinto-me em seus braços, porto das minhas aflições. Desperto-me com a brisa fria dos recomeços. Costumo sorrir plena, repleta de um amanhecer e mais perto do céu.  Para meu pai!  www.mensagensvirtuais.com.br Música : Kramer_Tammy  Montagem [email_address] www.pranos.com.br

Nascer do sol

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    Nascer do SolAlyne Roberta Neves Costa Naquele tempo parecia ter o céu um azul mais céu. E as nuvens costumavam brincar como carneirinhos correndo soltos ao vento. Só faltava mesmo o verde de uma colina qualquer. E ele costumava me acordar antes do nascer do sol para ver os primeiros raios aparecerem do alto do morro. E me levava em seus braços. Eu, ainda sonolenta, sentia aquela alegria única de ver o mundo amanhecer naqueles braços, meu porto. Tirava-me da cama, sem coberta e eu era despertada pela brisa fria da manhã da vida.
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    E caminhava comigoouvido o cocorejar dos galos, a doce melodia do dia que chegava. E não lembro mais de nenhuma viv’alma que presenciava aqueles momentos. Tão meu e dele. Só nós protagonistas. E eu sorria o riso mais aberto do meu coração em flor. Eu sorria a plenitude daquele amor. Atravessávamos o quintal e o pé de manacá ao lado do portãozinho do fundo parecia dar até logo. E saíamos para desbravar o mundo novo do dia que nascia.
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    Eu vestida deinocência, ele despido de ambição. E chegávamos no morro. Ele me erguia para perto do céu. O sol me abraçava. E a vida me intimava a crescer. E meu pai, quando me acordava antes do dia nascer. Me mostrava que a vida seria assim... Sempre. Um convite. Uma dádiva. Inevitável fenômeno. E seus braços me guiavam à sensibilidade. Talvez um batismo no mundo dos sentidos raros. Mas meu pai, ao som do cocorejar dos galos e do canto dos primeiros pássaros, me acordou pro amor. E o nosso amor foi sempre um amor puro, extrato, fina essência, azul de matizes de um céu que amanhece.
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    E até hoje,quando preciso acordar na vida antes da vida amanhecer, sinto-me em seus braços, porto das minhas aflições. Desperto-me com a brisa fria dos recomeços. Costumo sorrir plena, repleta de um amanhecer e mais perto do céu. Para meu pai! www.mensagensvirtuais.com.br Música : Kramer_Tammy Montagem [email_address] www.pranos.com.br