RELAÇÕES DE ORDEM
(ORDEM EM CONJUNTOS)
Allysson Fernandes Vieira
Disciplina: Álgebra Linear 2
Profº. Felipe
Objetivos da Aula
Objetivos da Aula
1. Compreender o conceito de relação binária e suas propriedades fundamentais.
2. Entender o que caracteriza uma relação de ordem.
3. Distinguir ordem parcial e ordem total, com exemplos numéricos e não numéricos.
4. Identificar elementos máximos, mínimos e não comparáveis.
5. Introduzir o conceito do Princípio da Boa Ordenação.
Relação Binária
1. Relação Binária
Uma relação binária entre elementos de um conjunto A é qualquer subconjunto de
A×A (produto cartesiano).
👉 Em outras palavras, é uma regra que associa pares de elementos de um mesmo
conjunto.
Exemplo:
Se A={1,2,3}, então
R={(1,2),(2,3)} A×A.
⊆
Dizemos que:
1 está relacionado a 2,
2 está relacionado a 3.
📘 Notação:
Se (a,b) R, escrevemos aRb.
∈
Relação Binária: Exemplos
Exemplo 1 — Numérico:
Seja A={1,2,3}
Defina a relação R={(1,2),(2,3)}.
→ 1R2 e 2R3.
É uma relação binária porque está dentro de A×A
🔹 Exemplo 2 — Não numérico:
Seja A={Ana,Bruno,Carlos}.
Relação “é amigo de”:
R={(Ana,Bruno),(Bruno,Carlos)}.
→ Ana é amiga de Bruno, Bruno é amigo de Carlos.
Propriedades Fundamentais
Seja R uma relação definida em um conjunto A. Para R,
definimos as seguintes propriedades:

Reflexiva;


Simétrica;


Anti-simétrica;


Transitiva.


Vejamos cada uma delas a seguir:
Propriedades Fundamentais
Propriedade Reflexiva: Uma relação R em um
conjunto A é chamada de reflexiva se (x, x) ∈ R
para todo elemento x ∈ A.
Propriedades Fundamentais
Propriedade Simétrica: Uma relação R em um
conjunto A é chamada de simétrica se (y, x) ∈
R sempre que (x, y) ∈ R.
Propriedades Fundamentais
Propriedade Antissimétrica: Uma relação R em
um conjunto A é chamada antissimétrica se,
para quaisquer x, y ∈ A, se (x, y) ∈ R e (y,
x) ∈ R, então x = y.
Propriedades Fundamentais
Propriedade Transitiva: Uma relação R em um
conjunto A é chamada transitiva se, sempre
que (x, y) ∈ R e (y, z) ∈ R, então (x, z) ∈ R, x, y, z
∈ A.
Definição e propriedades
Resumo das propriedades
Relação de Ordem
Definição 1(Relação): Uma relação é um conjunto de pares ordenados.
Exemplo: R = { (1,3), (2,4), (1,0) }
Definição 2 (Relação entre conjuntos): Seja R uma relação e sejam A e B conjuntos.
Dizemos que R é uma relação sobre A desde que e R é uma relação de A
em (para) B se
Exemplo: Sejam A = { 1, 2, 3 } e B = { 3, 4, 5, 6} temos as relações:
1) R = { (1,3), (2,3), (1,1) } é sobre A;
2) S = { (3,3), (3,4), (4,6) } é sobre B;
3) T = { (1,3), (1,4), (2,6) } é de A em B.
Relação de Ordem
Uma relação de A em B é um subconjunto R de pares
ordenados onde:

o primeiro elemento do par vem de A;

o segundo elemento do par vem de B.
Usamos xRy para indicar (x, y) ∈ R. Dessa forma, temos que
x está relacionado com y por R.
Formalmente,
OBS.: Alguns autores definem a relação aqui discutida
como relação binária, porque ela relaciona elementos de dois
conjuntos. Se forem mais de 2 conjuntos temos uma
relação n-ária.
Exemplos:
Ex.1:
Ex.2: Seja A = {1, 2, 3, 4}
Construa esta relação sobre
A.
Exemplos de Relações de Ordem
Exemplos de Relações de Ordem
Exemplo numérico
No conjunto dos números reais R:
A relação “≤” é uma ordem total.
Qualquer dois números reais são comparáveis:
para todo a,b R, ou a ≤ b ou b ≤ a.
∈
Exemplo em divisibilidade ( ):
ℕ
“a divide b” (denotado a b ) é uma
∣ ordem parcial em N.
Exemplo:
2 | 4 e 2 | 6, mas 4 e 6 não se comparam, pois nenhum divide o outro.
Exemplo não numérico
Em P(A) (o conjunto das partes de A),
a relação “ ” é uma
⊆ ordem parcial:
{1} {1,2}, mas {1,2} {3}.
⊆ ⊄
Ordem Parcial × Ordem Total
Tipo de Ordem Comparabilidade Exemplo
Ordem Parcial
Nem todos os elementos
podem ser comparados
“ ”
⊆ em conjuntos, “
Ordem Total
Todos os elementos podem ser
comparados
“≤” nos números reais
💬 Exemplo de análise:
•( , ≤) →
ℝ Total
•( , |) →
ℕ Parcial
•(P(A), ) →
⊆ Parcial
Máximos, Mínimos e Elementos Incomparáveis
Máximos, Mínimos e Elementos Incomparáveis
• Elemento máximo: nenhum elemento é maior que ele.
• Elemento mínimo: nenhum elemento é menor que ele.
• Máximo absoluto: é o maior de todos (único em ordens totais).
• Elementos incomparáveis: não existe relação de ordem entre eles.
Máximos, Mínimos e Elementos Incomparáveis
1. Máximo e Mínimo (do conjunto todo)
👉 O máximo de um conjunto é o maior elemento de todos (nenhum outro é maior que ele).
O
👉 mínimo é o menor de todos (nenhum outro é menor que ele).
Exemplo:
Considere o conjunto A={1,2,3,4,5} com a relação “≤”.
Máximo: 5, pois 5 ≥ todos os outros.
Mínimo: 1, pois 1 ≤ todos os outros.
2. Elemento máximo e elemento mínimo (em relações parciais)
Quando a relação não compara todos os elementos (como “divide” ou “está contido em”), o
máximo e o mínimo podem não existir, mas podem haver elementos máximos ou mínimos.
Elemento máximo: não existe outro elemento que seja maior que ele.
Elemento mínimo: não existe outro elemento que seja menor que ele.
Exemplo:
Seja A={2,3,6}, com a relação “divide” (|).
Ou seja: a ≤ b a divide b.
As divisões possíveis:
2 divide 6
3 divide 6
2 não divide 3 e 3 não divide 2
Máximos, Mínimos e Elementos Incomparáveis
➡Mínimo: 2 e 3 (cada um é mínimo, pois nenhum outro é menor que eles).
➡Máximo: 6 (é divisível por todos).
3. Elementos incompatíveis (ou incomparáveis)
Dois elementos são incompatíveis (ou incomparáveis) se nenhum é relacionado ao
outro pela relação de ordem.
🔹 Exemplo:
Usando o mesmo conjunto A={2,3,6} e a relação “divide”:
2 divide 6 → são comparáveis.
3 divide 6 → são comparáveis.
⚠ 2 não divide 3 e 3 não divide 2 → 2 e 3 são incompatíveis.
Máximos, Mínimos e Elementos Incomparáveis
Princípio da Boa Ordenação
Em ℕ, qualquer subconjunto não vazio possui um elemento mínimo.
➡ Isso é consequência de uma ordem total bem definida.
Esse princípio é a base para demonstrações por indução e definições
recursivas.
Em relações totalmente ordenadas, sempre conseguimos determinar máximos e
mínimos.
Mas…
🔹 e quando não conseguimos comparar certos elementos?
🔹 como identificar elementos que não são maiores nem menores que os outros?
👉 Essas perguntas introduzem o próximo seminário, sobre elementos não
comparáveis e estruturas parcialmente ordenadas.
FIM

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  • 1.
    RELAÇÕES DE ORDEM (ORDEMEM CONJUNTOS) Allysson Fernandes Vieira Disciplina: Álgebra Linear 2 Profº. Felipe
  • 2.
    Objetivos da Aula Objetivosda Aula 1. Compreender o conceito de relação binária e suas propriedades fundamentais. 2. Entender o que caracteriza uma relação de ordem. 3. Distinguir ordem parcial e ordem total, com exemplos numéricos e não numéricos. 4. Identificar elementos máximos, mínimos e não comparáveis. 5. Introduzir o conceito do Princípio da Boa Ordenação.
  • 3.
    Relação Binária 1. RelaçãoBinária Uma relação binária entre elementos de um conjunto A é qualquer subconjunto de A×A (produto cartesiano). 👉 Em outras palavras, é uma regra que associa pares de elementos de um mesmo conjunto. Exemplo: Se A={1,2,3}, então R={(1,2),(2,3)} A×A. ⊆ Dizemos que: 1 está relacionado a 2, 2 está relacionado a 3. 📘 Notação: Se (a,b) R, escrevemos aRb. ∈
  • 4.
    Relação Binária: Exemplos Exemplo1 — Numérico: Seja A={1,2,3} Defina a relação R={(1,2),(2,3)}. → 1R2 e 2R3. É uma relação binária porque está dentro de A×A 🔹 Exemplo 2 — Não numérico: Seja A={Ana,Bruno,Carlos}. Relação “é amigo de”: R={(Ana,Bruno),(Bruno,Carlos)}. → Ana é amiga de Bruno, Bruno é amigo de Carlos.
  • 5.
    Propriedades Fundamentais Seja Ruma relação definida em um conjunto A. Para R, definimos as seguintes propriedades:  Reflexiva;   Simétrica;   Anti-simétrica;   Transitiva.   Vejamos cada uma delas a seguir:
  • 6.
    Propriedades Fundamentais Propriedade Reflexiva:Uma relação R em um conjunto A é chamada de reflexiva se (x, x) ∈ R para todo elemento x ∈ A.
  • 7.
    Propriedades Fundamentais Propriedade Simétrica:Uma relação R em um conjunto A é chamada de simétrica se (y, x) ∈ R sempre que (x, y) ∈ R.
  • 8.
    Propriedades Fundamentais Propriedade Antissimétrica:Uma relação R em um conjunto A é chamada antissimétrica se, para quaisquer x, y ∈ A, se (x, y) ∈ R e (y, x) ∈ R, então x = y.
  • 9.
    Propriedades Fundamentais Propriedade Transitiva:Uma relação R em um conjunto A é chamada transitiva se, sempre que (x, y) ∈ R e (y, z) ∈ R, então (x, z) ∈ R, x, y, z ∈ A.
  • 10.
  • 11.
    Relação de Ordem Definição1(Relação): Uma relação é um conjunto de pares ordenados. Exemplo: R = { (1,3), (2,4), (1,0) } Definição 2 (Relação entre conjuntos): Seja R uma relação e sejam A e B conjuntos. Dizemos que R é uma relação sobre A desde que e R é uma relação de A em (para) B se Exemplo: Sejam A = { 1, 2, 3 } e B = { 3, 4, 5, 6} temos as relações: 1) R = { (1,3), (2,3), (1,1) } é sobre A; 2) S = { (3,3), (3,4), (4,6) } é sobre B; 3) T = { (1,3), (1,4), (2,6) } é de A em B.
  • 12.
    Relação de Ordem Umarelação de A em B é um subconjunto R de pares ordenados onde:  o primeiro elemento do par vem de A;  o segundo elemento do par vem de B. Usamos xRy para indicar (x, y) ∈ R. Dessa forma, temos que x está relacionado com y por R. Formalmente, OBS.: Alguns autores definem a relação aqui discutida como relação binária, porque ela relaciona elementos de dois conjuntos. Se forem mais de 2 conjuntos temos uma relação n-ária.
  • 13.
    Exemplos: Ex.1: Ex.2: Seja A= {1, 2, 3, 4} Construa esta relação sobre A.
  • 14.
    Exemplos de Relaçõesde Ordem Exemplos de Relações de Ordem Exemplo numérico No conjunto dos números reais R: A relação “≤” é uma ordem total. Qualquer dois números reais são comparáveis: para todo a,b R, ou a ≤ b ou b ≤ a. ∈ Exemplo em divisibilidade ( ): ℕ “a divide b” (denotado a b ) é uma ∣ ordem parcial em N. Exemplo: 2 | 4 e 2 | 6, mas 4 e 6 não se comparam, pois nenhum divide o outro. Exemplo não numérico Em P(A) (o conjunto das partes de A), a relação “ ” é uma ⊆ ordem parcial: {1} {1,2}, mas {1,2} {3}. ⊆ ⊄
  • 15.
    Ordem Parcial ×Ordem Total Tipo de Ordem Comparabilidade Exemplo Ordem Parcial Nem todos os elementos podem ser comparados “ ” ⊆ em conjuntos, “ Ordem Total Todos os elementos podem ser comparados “≤” nos números reais 💬 Exemplo de análise: •( , ≤) → ℝ Total •( , |) → ℕ Parcial •(P(A), ) → ⊆ Parcial
  • 16.
    Máximos, Mínimos eElementos Incomparáveis Máximos, Mínimos e Elementos Incomparáveis • Elemento máximo: nenhum elemento é maior que ele. • Elemento mínimo: nenhum elemento é menor que ele. • Máximo absoluto: é o maior de todos (único em ordens totais). • Elementos incomparáveis: não existe relação de ordem entre eles.
  • 17.
    Máximos, Mínimos eElementos Incomparáveis 1. Máximo e Mínimo (do conjunto todo) 👉 O máximo de um conjunto é o maior elemento de todos (nenhum outro é maior que ele). O 👉 mínimo é o menor de todos (nenhum outro é menor que ele). Exemplo: Considere o conjunto A={1,2,3,4,5} com a relação “≤”. Máximo: 5, pois 5 ≥ todos os outros. Mínimo: 1, pois 1 ≤ todos os outros. 2. Elemento máximo e elemento mínimo (em relações parciais) Quando a relação não compara todos os elementos (como “divide” ou “está contido em”), o máximo e o mínimo podem não existir, mas podem haver elementos máximos ou mínimos. Elemento máximo: não existe outro elemento que seja maior que ele. Elemento mínimo: não existe outro elemento que seja menor que ele. Exemplo: Seja A={2,3,6}, com a relação “divide” (|). Ou seja: a ≤ b a divide b. As divisões possíveis: 2 divide 6 3 divide 6 2 não divide 3 e 3 não divide 2
  • 18.
    Máximos, Mínimos eElementos Incomparáveis ➡Mínimo: 2 e 3 (cada um é mínimo, pois nenhum outro é menor que eles). ➡Máximo: 6 (é divisível por todos). 3. Elementos incompatíveis (ou incomparáveis) Dois elementos são incompatíveis (ou incomparáveis) se nenhum é relacionado ao outro pela relação de ordem. 🔹 Exemplo: Usando o mesmo conjunto A={2,3,6} e a relação “divide”: 2 divide 6 → são comparáveis. 3 divide 6 → são comparáveis. ⚠ 2 não divide 3 e 3 não divide 2 → 2 e 3 são incompatíveis.
  • 19.
    Máximos, Mínimos eElementos Incomparáveis Princípio da Boa Ordenação Em ℕ, qualquer subconjunto não vazio possui um elemento mínimo. ➡ Isso é consequência de uma ordem total bem definida. Esse princípio é a base para demonstrações por indução e definições recursivas. Em relações totalmente ordenadas, sempre conseguimos determinar máximos e mínimos. Mas… 🔹 e quando não conseguimos comparar certos elementos? 🔹 como identificar elementos que não são maiores nem menores que os outros? 👉 Essas perguntas introduzem o próximo seminário, sobre elementos não comparáveis e estruturas parcialmente ordenadas.
  • 20.