SISTEMAS ELÉTRICOS DE
POTÊNCIA
Prof. Odilon Luís Tortelli
Departamento de Engenharia Elétrica
Universidade Federal do Paraná
Curitiba, Brazil 1
November 8 - 12, 2009
➢ INTRODUÇÃO
➢ HISTÓRICO
➢ ESTRUTURA
➢ O SISTEMA BRASILEIRO
➢ O FUTURO
Curitiba, Brazil November 8 - 12, 2009 2
SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA
INTRODUÇÃO
✔ Qualidade de Vida e Desenvolvimento Econômico
✔ Forma dominante de energia para produção de bens e serviços,
telecomunicações e tecnologia da informação.
Energia Elétrica
HISTÓRICO – Século XIX
1831 – Indução eletro-magnética – Michael FARADAY
1867 – Dínamo – Werner von SIEMENS
1879 – Iluminação elétrica da Estação Central do Brasil
Curitiba, Brazil November 8 - 12, 2009 5
1883 – Primeiras Usinas brasileiras
Termoelétrica em Campos-RJ – 52kW (39 lâmpadas)
Hidroelétrica em Diamantina-MG – mineração
1881 – Transformador – GAULARD-GIBBS
1882 - Primeiro “Sistema” de Distribuição de energia elétrica
Thomas EDISON - Nova York – Pearl Street (540 kW – 110 Vcc)
1886 – Primeiro Sistema CA – William STANLEY e Franklin POPE –
George WESTINGHOUSE - Great Barrington-MA (500V – 3kV – 100V)
Problemas: medidor AC, motor AC e segurança
1888 – CAMPO GIRANTE - NIKOLA TESLA
1889 – Primeira “grande” hidrelétrica brasileira
Marmelos - Juiz de Fora-MG – 250kW – 1kV (monofásica)
1891 – Primeiro sistema trifásico – Alemanha - 135km
1892 – Motor de indução (AC) – Nikola TESLA
1895 - Entra em operação Complexo de Niagara Falls (20MW/30km)
Westinghouse – Vitória do Sistema AC
Curitiba, Brazil November 8 - 12, 2009 6
1897 – Descoberta do elétron – John THOMSON
1920 – Primeiras interconexões regionais nos EUA
1948 – Criação da CHESF – UHE Paulo Afonso
1954 – Primeira LT HVDC – Suécia (100kV – 100km)
1957 – Primeira Usina Nuclear - Shippingport, PA – WESTINGHOUSE
1965 – Grande Blecaute nos EUA
Década de 1970 – Crise do petróleo – Energias alternativas
1975 – Início da construção de UHE Itaipu
1976 – Início da contrução da UHE de Tucuruí
1982 – Angra I entra em operação
1993 – Início da construção de Tres Gargantas (China)
O SEP MODERNO - ESTRUTURA
Curitiba, Brazil November 8 - 12, 2009 8
SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA (SEP):
Conjunto de equipamentos que operam de maneira
coordenada com a finalidade de fornecer energia elétrica
aos consumidores, dentro de certos padrões de qualidade
(confiabilidade, disponibilidade), segurança e custos, com o mínimo
impacto ambiental.
G
G
Características peculiares do Setor Elétrico:
• Energia elétrica não é estocável → Geração = Consumo
• Variação aleatória na demanda (e eventualmente na geração)
• Restrições físicas para operação confiável e segura
• Tempo elevado de obras (usinas/LTs) → Planejamento da Expansão
• Dimensionamento pelo pico de consumo → Subutilização do sistema
SISTEMA DE GERAÇÃO
Usina Geradora e Subestação Elevadora
Formas de geração de energia elétrica
Fóssil
Nuclear
Biomassa
Solar
Hidro
Eólica
Térmica Mecânica Elétrica
Solar
(PV)
Conversão de energia
Geração Convencional:
PM PE
Água
Vapor
Gás
TURBINA GERADOR
Gerador (Máqina Síncrona)
HIDRELÉTRICAS
Rotor Pólos Salientes
n↓ p↑
Itaipu (60Hz): 92,3 rpm – 78 pólos
TERMELÉTRICAS
Rotor Pólos Lisos
n↑ p↓
Turbina a gás: 1800 rpm – 4 pólos
n.p=120.f
Características
● Alto custo de construção x Baixo custo de operação
●
● Distantes da carga: condições de vazão e queda
●
● Aleatoriedade do combustível
●
● Com reservatório x Fio d’água
USINAS HIDRELÉTRICAS
Restrições Operativas
● Vazão máxima turbinável
●
● Vazão mínima defluente
●
● Volumes máximos e mínimos operativos de reservatórios
●
● Uso múltiplo da água: navegação, irrigação, saneamento...
QDEF
QTURB
QVERT
Características
● Custo de construção menor x Alto custo operativo
●
● Construção mais próxima dos centros de consumo
●
● Combustível determinístico (suprimento assegurado)
USINAS TERMELÉTRICAS
Restrições Operativas
● Geração mínima:
- suprimento de combustível (contratos, funcionamento de minas, etc)
- manter equipamentos em condições adequadas
● Tomada e redução de geração
- nucleares  operação contínua
- turbinas aero-derivadas  partida rápida
- turbinas convencionais e cogeração  partida lenta
Geração Não-Convencional:
PM PE
Vento TURBINA GERADOR
CONVERSOR
ELETRÔNICO
INVERSOR
PLACA
PV
PE
Sol
Eólica
Solar
SISTEMA DE TRANSMISSÃO
Linhas de Transmissão, Transformadores e Compensadores
Linhas de Transmissão:
CA
CC (HVDC): “ponto a ponto” - viável acima de 500km
Compensadores:
mecânicos: Compensador Síncrono
estáticos: Capacitores, Reatores, FACTS
interliga unidades de Geração com Subestações de Distribuição
interliga Sub-sistemas
estrutura em anel (flexibilidade e redundância)
tensões típicas: 230kV, 345kV, 440kV, 500kV, 765kV
sub-transmissão: 69kV e 138kV
SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO
Linhas de Distribuição, Transformadores e Compensadores
Rede Primária:
Interliga subestação aos transformadores de distribuição
Atende grandes consumidores em AT (até 230kV) e MT (até 69kV)
Rede Secundária:
Atende os consumidores em BT (127/220V ou 220/380V)
Rede Secundária
Rede Primária
Sistema de Distribuição
Sistema de
Transmissão
SISTEMA DE AQUISIÇÃO DE DADOS e CONTROLE
(SCADA)
Monitoramento do estado do sistema elétrico
Ações de operação e controle
Rede elétrica
(G, T, D)
UTR
UTR
UTR
Sistema de comunicação de dados Centro de operação
O SEP BRASILEIRO
Curitiba, Brazil November 8 - 12, 2009 20
EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO
Até 1900 : Várias pequenas usinas privadas, totalizando pouco mais de 10MW
de capacidade instalada, sendo 53% de origem hidráulica.
1900-1930
Expansão urbana (SP e RJ);
Entrada de Empresas estrangeiras (Light e Amforp);
Usina de Fontes Velha-RJ (1909) – Light – 24 MW (20% da cap. instalada)
Crescente participação na industria (50% da energia em 1920)
Crise de 1929;
1930-1950
Ampliação do papel do Estado: regulação e investimentos
Código das Águas (1934) - concessões de serviços públicos
CHESF (1945)
Criação de Empresas estaduais e federais de energia elétrica
Plano Nacional de Eletrificação (1946)
1950-1990 – Grande aumento da capacidade
Criação do BNDE (1952)
Eletrobras (1961)
Hidrelétrica de FURNAS (1963) – Início das interligações regionais
Criação do DNAEE (1968)
Nacionalização de empresas estrangeiras
GCOIs (1973)
Itaipu (1975)
Angra I (1985)
A partir de 1990 – Abertura do mercado e Desregulamentação
Programa Nacional de Desestatização (1990) – Prizatizações
Mercado competitivo – Lei 9074 (1995)
ANEEL (1996)
MAE e ONS(1998)
Programa Prioritário de Termelétricas (2000) – gás natural
Crise energética (2001)
2004 – Novo Modelo do Setor – EPE, CCEE
Evolução da Capacidade Instalada de Geração do
Sistema Elétrico Brasileiro (dados ANEEL-EPE)
1920 1940 1960 1980 2000
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
130
140
105,7
134,7
GW
Características do Sistema Elétrico Brasileiro
• predominantemente hidrelétrico;
• grandes distâncias entre fontes geradoras e centros consumidores;
• vários potenciais de aproveitamentos nos mesmos rios;
• regimes hidrológicos e pluviométricos diversos;
• grande potencial hidrelétrico a ser explorado.
O SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL (SIN)
4.000 km
4.000 km
O SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL (SIN)
O SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL (SIN)
O SISTEMA INTERLIGADO NACIONAL (SIN)
Atende 97% do consumo
Rede Básica (≥ 230kV):
+ 90mil km de LTs
Capacidade Instalada (Dez/2008)
89 GW (acima de 30MW)
Mais de 1500 U.G.
Demanda Instantânea Máxima
65.586 MW (set/2008)
Estrutura da Capacidade de Geração de Energia Elétrica
Noruega BRASIL Venzuela Canadá Suécia Russia India China Japão EUA Mundo
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
China BRASIL Canadá EUA Russia Noruega India Venzuela Japão Suécia
0
50
100
150
200
250
300
350
400
450
500
TWh
Dados: IEA–BP, 2008
Produção de energia hidrelétrica
Participação da hidreletricidade
Hidreletricidade no mundo e participação brasileira
N NE CO SE S
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
110
120
GW
Potencial hidrelétrico estimado
dados: ANEEL
Área alagada: ≈ 30.000km2
(0,35 % do território nacional)
Distribuição Geográfica das UHE
Curitiba, Brazil November 8 - 12, 2009 33
Consumo de Energia Elétrica
Por Fonte
Consumo de Energia Elétrica
Por Sub-sistema
Consumo de Energia Elétrica
Por Classe
HORÁRIO DE VERÃO
Motivação principal:
Redução da demanda no horário de ponta 
BENEFÍCIOS (2008-2009)
NA PONTA
Sistema SE/CO
A redução de 1520 MW
(dobro da carga de Brasília no horário de ponta).
Sistema SUL
A redução de 470 MW
(dobro carga da cidade de Joinville no horário de ponta)
NA ENERGIA
Sistema SE/CO
Redução de 167 MWmed
( 30% do consumo médio de Brasília).
Sintema SUL
Redução de 47 MWmed
(20% do consumo médio de de Joinville).
operação mais segura e
com menor custo (térmica evitada)
O FUTURO DO SEP
Curitiba, Brazil November 8 - 12, 2009 38
O FUTURO DO SETOR ELÉTRICO
Integração de
Sistemas
Fontes
Alternativas
Geração
Distribuida
F A C T S
Medição
Inteligente
O FUTURO DO SETOR ELÉTRICO
Integração de
Sistemas
Fontes
Alternativas
Geração
Distribuida
F A C T S
Medição
Inteligente
➔
Uso racional dos recursos energéticos
➔ Otimização da infraestrutura elétrica
➔ Diversificação da matriz energética
➔ Aproveitamento da diversidade de clima e de fontes
energéticas da região
➔ Aumento da confiabilidade e da segurança do suprimento
Capacidade Hidreletrica na America do Sul (em MW) e % de aproveitamento
O FUTURO DO SETOR ELÉTRICO
Integração de
Sistemas
Fontes
Alternativas
Geração
Distribuida
F A C T S
Medição
Inteligente
➔ Pequena potência
➔ Conectada a Rede de Distribuição
➔ Sem controle centralizado
➔ Próxima do ponto de consumo
➔ Utiliza recursos renováveis
O FUTURO DO SETOR ELÉTRICO
Integração de
Sistemas
Fontes
Alternativas
Geração
Distribuida
F A C T S
Medição
Inteligente
➔ Redução da dependência de combustiveis fósseis
➔ Novas fontes de energia
➔ Redução do impacto ambiental
O FUTURO DO SETOR ELÉTRICO
Integração de
Sistemas
Fontes
Alternativas
Geração
Distribuida
F A C T S
Medição
Inteligente
Flexible AC Transmission Systems
Controladores Eletrônicos ligados ao lado de alta tensão da rede
➔ Controle de diversos parâmetros da rede elétrica (tensão, fluxos...)
➔ Aumento da capacidade de transmissão
➔ Melhora estabilidade do sistema
O FUTURO DO SETOR ELÉTRICO
Integração de
Sistemas
Fontes
Alternativas
Geração
Distribuida
F A C T S
Medição
Inteligente
Medição eletrônica de energia (IMD, IED):
➔ Maior interação entre distribuidora e consumidor
➔ Maior rapidez e agilidade na correção de disturbios
Medição Fasorial (PMU)
➔ Monitoramento apurado do estado de operação do SEP
➔ Localização de faltas
O FUTURO DO SETOR ELÉTRICO
Integração de
Sistemas
Fontes
Alternativas
Geração
Distribuida
F A C T S
Medição
Inteligente
O FUTURO DO SETOR ELÉTRICO
Integração de
Sistemas
Fontes
Alternativas
Geração
Distribuida
F A C T S
Medição
Inteligente
O FUTURO DO SETOR ELÉTRICO
Integração de
Sistemas
Fontes
Alternativas
Geração
Distribuida
F A C T S
Medição
Inteligente
S m a r t
G r i d
O FUTURO DO SETOR ELÉTRICO
O FUTURO DO SETOR ELÉTRICO
MUITAS
OPORTUNIDADES !
Rápida e contínua
evolução
nas próximas décadas
M u i t o s
D e s a f i o s
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  • 1.
    SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA Prof.Odilon Luís Tortelli Departamento de Engenharia Elétrica Universidade Federal do Paraná Curitiba, Brazil 1 November 8 - 12, 2009
  • 2.
    ➢ INTRODUÇÃO ➢ HISTÓRICO ➢ESTRUTURA ➢ O SISTEMA BRASILEIRO ➢ O FUTURO Curitiba, Brazil November 8 - 12, 2009 2 SISTEMAS ELÉTRICOS DE POTÊNCIA
  • 3.
    INTRODUÇÃO ✔ Qualidade deVida e Desenvolvimento Econômico ✔ Forma dominante de energia para produção de bens e serviços, telecomunicações e tecnologia da informação. Energia Elétrica
  • 5.
    HISTÓRICO – SéculoXIX 1831 – Indução eletro-magnética – Michael FARADAY 1867 – Dínamo – Werner von SIEMENS 1879 – Iluminação elétrica da Estação Central do Brasil Curitiba, Brazil November 8 - 12, 2009 5 1883 – Primeiras Usinas brasileiras Termoelétrica em Campos-RJ – 52kW (39 lâmpadas) Hidroelétrica em Diamantina-MG – mineração 1881 – Transformador – GAULARD-GIBBS 1882 - Primeiro “Sistema” de Distribuição de energia elétrica Thomas EDISON - Nova York – Pearl Street (540 kW – 110 Vcc)
  • 6.
    1886 – PrimeiroSistema CA – William STANLEY e Franklin POPE – George WESTINGHOUSE - Great Barrington-MA (500V – 3kV – 100V) Problemas: medidor AC, motor AC e segurança 1888 – CAMPO GIRANTE - NIKOLA TESLA 1889 – Primeira “grande” hidrelétrica brasileira Marmelos - Juiz de Fora-MG – 250kW – 1kV (monofásica) 1891 – Primeiro sistema trifásico – Alemanha - 135km 1892 – Motor de indução (AC) – Nikola TESLA 1895 - Entra em operação Complexo de Niagara Falls (20MW/30km) Westinghouse – Vitória do Sistema AC Curitiba, Brazil November 8 - 12, 2009 6 1897 – Descoberta do elétron – John THOMSON
  • 7.
    1920 – Primeirasinterconexões regionais nos EUA 1948 – Criação da CHESF – UHE Paulo Afonso 1954 – Primeira LT HVDC – Suécia (100kV – 100km) 1957 – Primeira Usina Nuclear - Shippingport, PA – WESTINGHOUSE 1965 – Grande Blecaute nos EUA Década de 1970 – Crise do petróleo – Energias alternativas 1975 – Início da construção de UHE Itaipu 1976 – Início da contrução da UHE de Tucuruí 1982 – Angra I entra em operação 1993 – Início da construção de Tres Gargantas (China)
  • 8.
    O SEP MODERNO- ESTRUTURA Curitiba, Brazil November 8 - 12, 2009 8
  • 9.
    SISTEMA ELÉTRICO DEPOTÊNCIA (SEP): Conjunto de equipamentos que operam de maneira coordenada com a finalidade de fornecer energia elétrica aos consumidores, dentro de certos padrões de qualidade (confiabilidade, disponibilidade), segurança e custos, com o mínimo impacto ambiental. G G
  • 10.
    Características peculiares doSetor Elétrico: • Energia elétrica não é estocável → Geração = Consumo • Variação aleatória na demanda (e eventualmente na geração) • Restrições físicas para operação confiável e segura • Tempo elevado de obras (usinas/LTs) → Planejamento da Expansão • Dimensionamento pelo pico de consumo → Subutilização do sistema
  • 11.
    SISTEMA DE GERAÇÃO UsinaGeradora e Subestação Elevadora Formas de geração de energia elétrica Fóssil Nuclear Biomassa Solar Hidro Eólica Térmica Mecânica Elétrica Solar (PV) Conversão de energia
  • 12.
    Geração Convencional: PM PE Água Vapor Gás TURBINAGERADOR Gerador (Máqina Síncrona) HIDRELÉTRICAS Rotor Pólos Salientes n↓ p↑ Itaipu (60Hz): 92,3 rpm – 78 pólos TERMELÉTRICAS Rotor Pólos Lisos n↑ p↓ Turbina a gás: 1800 rpm – 4 pólos n.p=120.f
  • 13.
    Características ● Alto custode construção x Baixo custo de operação ● ● Distantes da carga: condições de vazão e queda ● ● Aleatoriedade do combustível ● ● Com reservatório x Fio d’água USINAS HIDRELÉTRICAS Restrições Operativas ● Vazão máxima turbinável ● ● Vazão mínima defluente ● ● Volumes máximos e mínimos operativos de reservatórios ● ● Uso múltiplo da água: navegação, irrigação, saneamento... QDEF QTURB QVERT
  • 14.
    Características ● Custo deconstrução menor x Alto custo operativo ● ● Construção mais próxima dos centros de consumo ● ● Combustível determinístico (suprimento assegurado) USINAS TERMELÉTRICAS Restrições Operativas ● Geração mínima: - suprimento de combustível (contratos, funcionamento de minas, etc) - manter equipamentos em condições adequadas ● Tomada e redução de geração - nucleares  operação contínua - turbinas aero-derivadas  partida rápida - turbinas convencionais e cogeração  partida lenta
  • 15.
    Geração Não-Convencional: PM PE VentoTURBINA GERADOR CONVERSOR ELETRÔNICO INVERSOR PLACA PV PE Sol Eólica Solar
  • 16.
    SISTEMA DE TRANSMISSÃO Linhasde Transmissão, Transformadores e Compensadores Linhas de Transmissão: CA CC (HVDC): “ponto a ponto” - viável acima de 500km Compensadores: mecânicos: Compensador Síncrono estáticos: Capacitores, Reatores, FACTS interliga unidades de Geração com Subestações de Distribuição interliga Sub-sistemas estrutura em anel (flexibilidade e redundância) tensões típicas: 230kV, 345kV, 440kV, 500kV, 765kV sub-transmissão: 69kV e 138kV
  • 17.
    SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO Linhasde Distribuição, Transformadores e Compensadores Rede Primária: Interliga subestação aos transformadores de distribuição Atende grandes consumidores em AT (até 230kV) e MT (até 69kV) Rede Secundária: Atende os consumidores em BT (127/220V ou 220/380V) Rede Secundária Rede Primária Sistema de Distribuição Sistema de Transmissão
  • 19.
    SISTEMA DE AQUISIÇÃODE DADOS e CONTROLE (SCADA) Monitoramento do estado do sistema elétrico Ações de operação e controle Rede elétrica (G, T, D) UTR UTR UTR Sistema de comunicação de dados Centro de operação
  • 20.
    O SEP BRASILEIRO Curitiba,Brazil November 8 - 12, 2009 20
  • 21.
    EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOSETOR ELÉTRICO BRASILEIRO Até 1900 : Várias pequenas usinas privadas, totalizando pouco mais de 10MW de capacidade instalada, sendo 53% de origem hidráulica. 1900-1930 Expansão urbana (SP e RJ); Entrada de Empresas estrangeiras (Light e Amforp); Usina de Fontes Velha-RJ (1909) – Light – 24 MW (20% da cap. instalada) Crescente participação na industria (50% da energia em 1920) Crise de 1929; 1930-1950 Ampliação do papel do Estado: regulação e investimentos Código das Águas (1934) - concessões de serviços públicos CHESF (1945) Criação de Empresas estaduais e federais de energia elétrica Plano Nacional de Eletrificação (1946)
  • 22.
    1950-1990 – Grandeaumento da capacidade Criação do BNDE (1952) Eletrobras (1961) Hidrelétrica de FURNAS (1963) – Início das interligações regionais Criação do DNAEE (1968) Nacionalização de empresas estrangeiras GCOIs (1973) Itaipu (1975) Angra I (1985) A partir de 1990 – Abertura do mercado e Desregulamentação Programa Nacional de Desestatização (1990) – Prizatizações Mercado competitivo – Lei 9074 (1995) ANEEL (1996) MAE e ONS(1998) Programa Prioritário de Termelétricas (2000) – gás natural Crise energética (2001) 2004 – Novo Modelo do Setor – EPE, CCEE
  • 24.
    Evolução da CapacidadeInstalada de Geração do Sistema Elétrico Brasileiro (dados ANEEL-EPE) 1920 1940 1960 1980 2000 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 130 140 105,7 134,7 GW
  • 25.
    Características do SistemaElétrico Brasileiro • predominantemente hidrelétrico; • grandes distâncias entre fontes geradoras e centros consumidores; • vários potenciais de aproveitamentos nos mesmos rios; • regimes hidrológicos e pluviométricos diversos; • grande potencial hidrelétrico a ser explorado.
  • 26.
    O SISTEMA INTERLIGADONACIONAL (SIN)
  • 27.
    4.000 km 4.000 km OSISTEMA INTERLIGADO NACIONAL (SIN)
  • 28.
    O SISTEMA INTERLIGADONACIONAL (SIN)
  • 29.
    O SISTEMA INTERLIGADONACIONAL (SIN) Atende 97% do consumo Rede Básica (≥ 230kV): + 90mil km de LTs Capacidade Instalada (Dez/2008) 89 GW (acima de 30MW) Mais de 1500 U.G. Demanda Instantânea Máxima 65.586 MW (set/2008)
  • 30.
    Estrutura da Capacidadede Geração de Energia Elétrica
  • 31.
    Noruega BRASIL VenzuelaCanadá Suécia Russia India China Japão EUA Mundo 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 China BRASIL Canadá EUA Russia Noruega India Venzuela Japão Suécia 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 TWh Dados: IEA–BP, 2008 Produção de energia hidrelétrica Participação da hidreletricidade Hidreletricidade no mundo e participação brasileira
  • 32.
    N NE COSE S 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 110 120 GW Potencial hidrelétrico estimado dados: ANEEL Área alagada: ≈ 30.000km2 (0,35 % do território nacional) Distribuição Geográfica das UHE
  • 33.
  • 34.
    Consumo de EnergiaElétrica Por Fonte
  • 35.
    Consumo de EnergiaElétrica Por Sub-sistema
  • 36.
    Consumo de EnergiaElétrica Por Classe
  • 37.
    HORÁRIO DE VERÃO Motivaçãoprincipal: Redução da demanda no horário de ponta  BENEFÍCIOS (2008-2009) NA PONTA Sistema SE/CO A redução de 1520 MW (dobro da carga de Brasília no horário de ponta). Sistema SUL A redução de 470 MW (dobro carga da cidade de Joinville no horário de ponta) NA ENERGIA Sistema SE/CO Redução de 167 MWmed ( 30% do consumo médio de Brasília). Sintema SUL Redução de 47 MWmed (20% do consumo médio de de Joinville). operação mais segura e com menor custo (térmica evitada)
  • 38.
    O FUTURO DOSEP Curitiba, Brazil November 8 - 12, 2009 38
  • 39.
    O FUTURO DOSETOR ELÉTRICO Integração de Sistemas Fontes Alternativas Geração Distribuida F A C T S Medição Inteligente
  • 40.
    O FUTURO DOSETOR ELÉTRICO Integração de Sistemas Fontes Alternativas Geração Distribuida F A C T S Medição Inteligente ➔ Uso racional dos recursos energéticos ➔ Otimização da infraestrutura elétrica ➔ Diversificação da matriz energética ➔ Aproveitamento da diversidade de clima e de fontes energéticas da região ➔ Aumento da confiabilidade e da segurança do suprimento
  • 41.
    Capacidade Hidreletrica naAmerica do Sul (em MW) e % de aproveitamento
  • 42.
    O FUTURO DOSETOR ELÉTRICO Integração de Sistemas Fontes Alternativas Geração Distribuida F A C T S Medição Inteligente ➔ Pequena potência ➔ Conectada a Rede de Distribuição ➔ Sem controle centralizado ➔ Próxima do ponto de consumo ➔ Utiliza recursos renováveis
  • 43.
    O FUTURO DOSETOR ELÉTRICO Integração de Sistemas Fontes Alternativas Geração Distribuida F A C T S Medição Inteligente ➔ Redução da dependência de combustiveis fósseis ➔ Novas fontes de energia ➔ Redução do impacto ambiental
  • 44.
    O FUTURO DOSETOR ELÉTRICO Integração de Sistemas Fontes Alternativas Geração Distribuida F A C T S Medição Inteligente Flexible AC Transmission Systems Controladores Eletrônicos ligados ao lado de alta tensão da rede ➔ Controle de diversos parâmetros da rede elétrica (tensão, fluxos...) ➔ Aumento da capacidade de transmissão ➔ Melhora estabilidade do sistema
  • 45.
    O FUTURO DOSETOR ELÉTRICO Integração de Sistemas Fontes Alternativas Geração Distribuida F A C T S Medição Inteligente Medição eletrônica de energia (IMD, IED): ➔ Maior interação entre distribuidora e consumidor ➔ Maior rapidez e agilidade na correção de disturbios Medição Fasorial (PMU) ➔ Monitoramento apurado do estado de operação do SEP ➔ Localização de faltas
  • 46.
    O FUTURO DOSETOR ELÉTRICO Integração de Sistemas Fontes Alternativas Geração Distribuida F A C T S Medição Inteligente
  • 47.
    O FUTURO DOSETOR ELÉTRICO Integração de Sistemas Fontes Alternativas Geração Distribuida F A C T S Medição Inteligente
  • 48.
    O FUTURO DOSETOR ELÉTRICO Integração de Sistemas Fontes Alternativas Geração Distribuida F A C T S Medição Inteligente S m a r t G r i d
  • 49.
    O FUTURO DOSETOR ELÉTRICO
  • 50.
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