“São os olmos, os pilriteiros, o
cavalo branco no campo que vejo
pela janela enquanto escrevo. São
homens na tarde de novembro
[...] e as mulheres de lenço na
cabeça [...]esperando pelo ônibus
azul que as levará para o campo,
onde trabalharão na colheita
durante o horário escolar, [...] é
a luz acesa na madrugada , na
“não se pode entender um projeto
artístico ou intelectual sem
entender também sua formação”
(WILLIAMS apud CEVASCO, 2003,
George Orwell Stephen Spender Cecil Day Lewis
Quero começar com um problema teórico
fundamental, que é, ao meu ver, central
para os estudos de cultura, ainda que
nem sempre seja lembrado nessa
disciplina. E esse problema, para usar
os termos contemporâneos em vez dos
termos antigos mais informais com que
ele foi originalmente definido, é que
não se pode entender um projeto
artístico ou intelectual sem entender
também a sua formação. O diferencial
dos estudos de cultura é precisamente
que tratam de ambos, em vez de se
especializar em um ou outro. Os estudos
“
[...]O projeto e a formação nesse
sentido são maneiras diferentes de
materialização – maneiras diferentes,
então de descrição – do que é de fato
uma disposição comum de energia e
direção. Esta foi, penso, a invenção
teórica crucial: uma recusa em dar
prioridade ou para o projeto ou para a
formação, ou, usando termos mais
antigos, a arte ou a sociedade.
(WILLIAMS, 1977, p.154)
”
Subjetividade
Estruturas de
Sentimentos
Mundo empírico
e suas relações
de força
Obra
artística
CASTELO BRANCO, Renato. A Janela do Céu. São Paulo:
Quatro Artes, 1969
CEVASCO, Maria Eliza. Dez Lições Sobre os Estudos Culturais.
São Paulo: Boitempo Editorial, 2003.
_________. Para ler Raymond Williams. São Paulo, Paz e Terra,
2001
FILMER, P. Structures of feeling and socio-cultural formations:
the significance of literature and experience to Raymond
Williams’s sociology of culture. British Journal of Sociology,
London, v.54, n.2, p.199-219, jun. 2003.
THOMPSOM, E.P. A formação da classe operária
inglesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1987.
WILLIAMS, Raymond. O campo e a cidade : na história e
na literatura / Raymond Williams ; tradução Paulo
Henriques Britto. — São Paulo : Companhia das Letras,
2011.
Minicurso epihcu

Minicurso epihcu

  • 3.
    “São os olmos,os pilriteiros, o cavalo branco no campo que vejo pela janela enquanto escrevo. São homens na tarde de novembro [...] e as mulheres de lenço na cabeça [...]esperando pelo ônibus azul que as levará para o campo, onde trabalharão na colheita durante o horário escolar, [...] é a luz acesa na madrugada , na
  • 10.
    “não se podeentender um projeto artístico ou intelectual sem entender também sua formação” (WILLIAMS apud CEVASCO, 2003,
  • 12.
    George Orwell StephenSpender Cecil Day Lewis
  • 18.
    Quero começar comum problema teórico fundamental, que é, ao meu ver, central para os estudos de cultura, ainda que nem sempre seja lembrado nessa disciplina. E esse problema, para usar os termos contemporâneos em vez dos termos antigos mais informais com que ele foi originalmente definido, é que não se pode entender um projeto artístico ou intelectual sem entender também a sua formação. O diferencial dos estudos de cultura é precisamente que tratam de ambos, em vez de se especializar em um ou outro. Os estudos “
  • 19.
    [...]O projeto ea formação nesse sentido são maneiras diferentes de materialização – maneiras diferentes, então de descrição – do que é de fato uma disposição comum de energia e direção. Esta foi, penso, a invenção teórica crucial: uma recusa em dar prioridade ou para o projeto ou para a formação, ou, usando termos mais antigos, a arte ou a sociedade. (WILLIAMS, 1977, p.154) ”
  • 24.
    Subjetividade Estruturas de Sentimentos Mundo empírico esuas relações de força Obra artística
  • 30.
    CASTELO BRANCO, Renato.A Janela do Céu. São Paulo: Quatro Artes, 1969 CEVASCO, Maria Eliza. Dez Lições Sobre os Estudos Culturais. São Paulo: Boitempo Editorial, 2003. _________. Para ler Raymond Williams. São Paulo, Paz e Terra, 2001 FILMER, P. Structures of feeling and socio-cultural formations: the significance of literature and experience to Raymond Williams’s sociology of culture. British Journal of Sociology, London, v.54, n.2, p.199-219, jun. 2003.
  • 31.
    THOMPSOM, E.P. Aformação da classe operária inglesa. Rio de Janeiro: Paz e Terra,1987. WILLIAMS, Raymond. O campo e a cidade : na história e na literatura / Raymond Williams ; tradução Paulo Henriques Britto. — São Paulo : Companhia das Letras, 2011.