O documento aborda a bioquímica do glicogênio, explicando suas funções no fígado e músculo, e como é metabolizado através da síntese e degradação. Também discute a glicólise, suas etapas e produtos, assim como a gliconeogênese e a regulação dos níveis de glicose no sangue. Destaca a importância dos hormônios insulina e glucagon na regulação do metabolismo dos carboidratos.
Glicogênio hepático fornecer glicose livre para
exportação, a fim de manter a concentração da glicose
sanguínea
Glicogênio muscular fornecer uma fonte de glicose-6-
fosfato à glicólise em resposta às necessidades de ATP
durante a contração muscular
Funções do glicogênio
3.
A síntesedo glicogênio ocorre em quase todos os tecidos
animais mais importante no fígado e no músculo
esquelético
No fígado ↑ durante o estado pós prandial e são
exauridos durante o jejum.
Glicogênio muscular não pode ser exportado
Sem a realização exercício o jejum de curto prazo exerce
pouco efeito sobre o conteúdo de glicogênio muscular
Ao realizar atividade física em jejum glicogênio
muscular estará em baixa obrigando o corpo a utilizar
a gordura como fonte de energia
Localização dos depósitos de glicogênio
A síntesedo glicogênio consiste em 5 passos:
1) Ligação da glicose ao resíduo tirosina da glicogenina,
catalisada pela glicosil transferase
2) A glicogenina forma um complexo firme com a
glicogênio sintase
3) A cadeia nascente é aumentada pela adição
sequencial de mais sete resíduos de glicose cada
novo resíduo é fornecido pela UDP-glicose
4) Nesse ponto, a glicogênio sintase assume seu papel
catalítico, dissocia-se da glicogenina e continua a
estender a cadeia de glicogênio
5) A ação combinada da glicogênio sintase e da enzima
de ramificação completa a estrutura de cada partícula
de glicogênio
Glicogenina
8.
Encurtamento dascadeias:
A enzima glicogênio fosforilase cliva as ligações α
(1→4) entre duas moléculas de glicose.
Degradação do Glicogênio
Carboidratos
Metabolismo
Glicólise ouVia glicolítica
A glicólise (glyks = “doce” e lysis = “quebra”) é
uma via central do catabolismo da glicose
Em determinados tecidos e tipos celulares
de mamíferos a glicose, por meio da glicólise é a
principal, quando não a única, fonte de energia
metabólica
Envolve a participação de várias reações
algumas não reversíveis
Possui a finalidade de produção de energia e
intermediários para outras vias
11.
Carboidratos
Metabolismo
Glicólise ouVia glicolítica
No citoplasma 1 molécula de glicose é
degradada em uma série de reações catalisadas
por enzimas para liberar 2 moléculas de
piruvato
2
Carboidratos
Glicólise
Fase preparatória
1.Fosforilação da Glicose
Fosforilação da glicose glicose-6-fosfato
Após a fosforilação da glicose esta não sai
mais da célula
Enzima: hexoquinase
Em células do fígado glicoquinase.
Cataliza um passo limitante da glicólise
16.
Carboidratos
Glicólise
Fase preparatória
2.Isomerização da glicose-6-fosfato em frutose-6-fosfato
Ocorre com o auxílio da fosfoglicose-isomerase,
fosfoglicoisomerase ou fosfo-hexose-isomerase
Glicose-6-fosfato Frutose-6-fosfato
17.
Carboidratos
Glicólise
Fase preparatória
3.Fosforilação da frutose-6-fosfato em frutose 1,6-
bifosfato
A enzima fosfofrutocinase-1 usa outra molécula
de ATP para transferir outro grupo fosfato para a
frutose-6-fosfato frutose-1,6-bifosfato
fosfofrutocinase
18.
Carboidratos
Glicólise
Fase preparatória
3.Fosforilação da frutose-6-fosfato frutose 1,6-
bifosfato
Esta reação é o segundo ponto importante no
controle da glicólise reação irreversível
Necessidade de ambos os substratos: ATP e
frutose-6-P
Enzima: fosfofrutocinase-1 (PFK1)
Fator limitante da reação.
Inibida por altos valores energéticos celulares – ATP, citrato e os ác.
graxos
Ativada pelo excesso de ADP e AMP produtos de hidrólise do ATP
Carboidratos
Glicólise
Fase preparatória
4.Clivagem da frutose 1,6-bifosfato
Produz 2 trioses
fosfato:
Gliceraldeído-3-fosfato
(aldose)
Di-hidroxiacetona-
fosfato (cetose)
Enzima: frutose-1-6-
bifosfato-aldolase ou
aldolase
21.
Carboidratos
Glicólise
Fase preparatória
5.Isomerização da Di-idroxiacetona-fosfato
A molécula de Di-hidroxiacetona-fosfato é
isomerizada pela triose-fosfato-isomerase
gliceraldeído-3-P
22.
Carboidratos
Glicólise
Fase depagamento
As duas moléculas de gliceraldeído−3−P são
oxidadas pelo NAD+ e fosforiladas em reação que
emprega o fosfato inorgânico;
Saldo da glicólise: é a formação de 2 ATP + 2
piruvato, às custas de 1 molécula de glicose.
23.
Carboidratos
Glicólise
Fase depagamento
6. Oxidação do gliceraldeído 3-fosfato em 1,3-
bifosfoglicerato.
É a primeira reação de oxidação-redução.
Libera NADH + H (cadeia transportadora de
elétrons – ATP)
Enzima: gliceraldeído-fosfato-desidrogenase
NAD dependente
Produto: 1,3-bifosfoglicerato (fosforilação por Pi)
Carboidratos
Glicólise
Fase depagamento
7. Transferência do fosfato do 1,3-bifosfoglicerato para
o ADP
Fosforilação do ADP a ATP para produzir 3-
fosfoglicerato
O P altamente energético produz ATP, a partir do
ADP
O processo fornece duas moléculas de 3-
fosfoglicerato e duas moléculas de ATP
fosforilação ao nível do substrato
Enzima: fosfoglicerato-cinase ou
fosfogliceroquinase
Carboidratos
Glicólise
Fase depagamento
8. Isomerização do 3-fosfoglicerato em 2-fosfoglicerato
A enzima fosfogliceromutase ou fosfoglicerato-
mutase desloca o grupo fosfato do 3-fosfoglicerato,
do terceiro carbono para o segundo formando o
2-fosfoglicerato.
Carboidratos
Glicólise
Fase depagamento
10. Transferência do grupo fosfato do
fosfoenolpiruvato para o ADP.
Fosforilação do ADP a ATP para produzir o piruvato;
É a terceira reação irreversível da glicólise
condições intracelulares
Enzima: piruvato-cinase
Carboidratos
Glicólise
1 moléculade glicose 2Piruvato + 2ATP + 2NADH
e 2H2O
Apesar de serem gastas duas moléculas de ATP
durante o processo são produzidas quatro – o
que torna o saldo energético positivo.
As reações da glicólise, ocorridas no citosol,
também acontecem na respiração celular
Carboidratos
Metabolismo
Gliconeogênese
Formaçãode glicose a partir de compostos não
carboidratos via anabólica
Em humanos, os principais precursores são: lactato,
glicerol e aminoácidos, principalmente alanina
Permite a manutenção dos níveis de glicose no
sangue, mesmo após toda a glicose da dieta ter sido
absorvida e totalmente oxidada.
Carboidratos
Metabolismo
Gliconeogênese
Osuprimento de glicose fornecida pelos estoques,
fígado e músculos, não é sempre suficiente
Entre as refeições e durante períodos de jejum longo
ou depois de exercícios vigorosos glicogênio
esgota-se
36.
Carboidratos
Metabolismo
Gliconeogênese
Gliconeogêneseé o processo através do qual
precursores como lactato, piruvato, glicerol e
aminoácidos são convertidos em glicose
Durante o jejum, toda a glicose deve ser
sintetizada a partir desses precursores não-
glicídicos
A maioria dos precursores deve entrar no CAC em
algum ponto para ser convertida em oxaloacetato
O oxaloacetato é o material de partida para a
gliconeogênese
37.
Carboidratos
Metabolismo
Gliconeogênese
FÍGADO 90% da gliconeogênese
RINS 10% da gliconeogênese
Ajuda a manter o nível de glicose no sangue
fornece o suficiente para uso pelo cérebro,
músculos e eritrócitos
Possui 7 enzimas em comum com a via da glicólise
e 3 diferentes
Carboidratos
Gliconeogênese
2. Desfosforilação dafrutose 1,6-bifosfato pela enzima
frutose-1,6-bifosfatase frutose 6-fosfato
frutose-1,6-bisfosfate frutose-6-fosfate
Frutose-1,6-bisfosfatase
CH2OPO3
2
OH
CH2OH
H
OH H
H HO
O
CH2OPO3
2
OH
CH2OPO3
2
H
OH H
H HO
O
H2O
6
5
4 3
2
1
+ Pi
41.
Carboidratos
Gliconeogênese
3. desfosforilação daglicose 6-fosfato pela enzima
glicose-6-fofatase glicose
H O
OH
H
OH
H
OH
CH2OH
H
OH
H
H O
OH
H
OH
H
OH
CH2OPO3
2
H
OH
H
H2O
1
6
5
4
3 2
+ Pi
glucose-6-phosphate glucose
Glucose-6-phosphatase
42.
Carboidratos
Normal: glicemiade jejum entre 70 mg/dl e 99mg/dl
e inferior a 140mg/dl 2 horas após sobrecarga de
glicose.
Intolerância à glicose: glicemia de jejum entre 100 a
125mg/dl.
Diabetes: 2 amostras colhidas em dias diferentes
com resultado igual ou acima de 126mg/dl.
Teste de tolerância à glicose aos 120 minutos igual
ou acima de 200mg/dl.
Regulação
Níveis glicêmicos
43.
Carboidratos
Insulina: “sinaliza oestado alimentado”.
- inibe gliconeogênese;
- estimula síntese de glicogênio, síntese de ácidos graxos, a
glicólise e a construção de proteínas musculares.
Glucagon: “resposta ao baixo nível de glicose”.
- inibe síntese de glicogênio, síntese de ácidos graxos, a
glicólise.
- estimula a quebra do glicogênio (glicogenólise), a
gliconeogênese e mobilização dos triacilgliceróis.
Regulação
Carboidratos
Absorção
Transporte dos Monossacarídeos
GLUT-1 captação de glicose basal e da glicose
não mediada pela insulina, principalmente
hemácias;
GLUT-2 fígado e célula beta da ilhota onde é um
importante para a percepção da glicose;
GLUT-3 captação não mediada pela insulina da
glicose no cérebro;
GLUT-4 captação de glicose estimulada pela
insulina nos músculos e tecido adiposo.