Jevons - Resumo
   O calculo dos prazeres e dores consistiria o instrumento de analise das necessidades
humanas. A mecânica da utilidade e do interesse individual fornecia a base para a explicação dos
fenômenos econômicos da troca e valor dos bens. Jevons identifica as dimensões de prazer e dor
auferidos do uso dos bens, como sua duração, intensidade, incerteza e distancia no tempo. Todos
esses fatores influenciam o prazer, representando pela utilidade de um bem. As dores, por sua
vez, consistiriam em utilidades negativas.


  Utilidade marginal:   - conforme o aumentamos a quantidade disponível de um bem, seu grau
de utilidade decai , pois diminui a importância da necessidade satisfeita com aquela unidade do
bem (primeira lei de Gossen, ou lei da utilidade decrescente)


    No gráfico ao lado, a altura de cada barra representa a
utilidade de uma unidade do bem. No caso da alimentação, a
altura das duas primeiras não estão definidas, a utilidade é
infinita, pois das primeiras unidades depende a manutenção
da própria vida. As próximas unidades do bem tem menor
utilidade, como mostra a diminuição das alturas das barras. O
valor de um bem qualquer, para Jevons, é determinado pelo
“grau final de utilidade”, ou o prazer gerado pela posse de
uma unidade a mais do produto. Assim, o autor tem condições
de resolver o paradoxo do valor: um copo adicional de agua
tem pequeno grau final de utilidade que o diamante, por sua
raridade, tem grande utilidade marginal. Assim resolvesse
que era problema para os clássicos.

   Jevons desenvolve tambem a “segunda lei de Gossen”. Digamos que um estoque S de um
bem seja alocado entre dois usos, x e y, de modo que + = S. As quantidades dos alocados
para cada fim alternativo, são determinadas de um modo que a utilidade de uma unidade adicional
nos dois usos é a mesma, ou seja:    =    .


   Uma permuta não envolve duas coisas com o mesmo valor.Cada bem é valorizado de forma
diferente por cada individuo. O valor não é algo inerente aos bens, mas sim uma avaliação
subjetiva.
   Imagine a troca de quantidades definidas de dois bens (A e B) entre dois grupos ou pessoas,
denominados corpos comerciais (trading bodies). Cada grupo possui o estoque de um dos bens.
No grafico ao lado, as curvas representam o grau de quantidades dos mesmo estão
representadas conforme as flechas: a quantidade
de A cresce para direita e a de B para a esquerda.
O primeiro corpo possui muito B e pouco A. A
utilidade de uma unidade e mais de A é maior do
que a de B. O inverso ocorre para o outro corpo.
Dessa forma, a troca de B por A aumenta a
utilidade dos dois corpos, A troca dos bens é
mutualmente vantajosa, esgotando-se as
possibilidades de troca no cruzamento das curvas.
Jevons observa que, embora uma unidade a mais
tenha uma utilidade menos, cada unidade do
estoque de um bem possuído por uma pessoa tem
o mesmo valor, pois seus elementos são
intercambiáveis. Em um mercado com produtos
homogêneos, todas as unidades do bem são trocadas pelo mesmo valor. isto é chamada de lei de
indiferença ou lei do preço único de Jevons.

   Para Jevons a explicação do valor é dada pela utilidade de um bem, não pelo seu custo de
produção. Uma nova estrada de ferro ou um novo túnel tem o seu valor dado pelo numero de
pessoas que o consideram útil, seja qual for a quantidade de trabalho empregada na sua
construção. Além de apontar a impossibilidade de reduzir o trabalho a um denominador comum.


Umas das aplicações da teoria de Jevons que se tornaram mais conhecidas é sua análise da
oferta de trabalho individual. No grafico, x representa a quantidade de bens adiquiridos com horas
a mais de trabalho, enquanto que y
representa utilidade. A curva declinante
indica o acréscimo de utilidade
decrescente advindo de mais trabalho. A
curva em forma de U invertido representa
a utilidade do trabalho. O inicio do
trabalho é doloroso, passando a ser
prazeroso depois de algum tempo, até
finalmente voltar a ser desagradavel, por
fadiga. A oferta de trabalho é dada no
ponto em que a utilidade marginal do fruto
do trabalho se iguala com o sofrimento
adicional do trabalho, no ponto indicado
pela linha vertical.

Outra contribuição de Jevons se refere as suas observações sobre o capital, que antecipa vários
elementos da teoria austríaca do capital. O processo produtivo ocorre no tempo. Em cada estava
o empresario adiciona capital e emprega trabalho. Enquanto que os salários são pagos em cada
etapa, a remuneração do projeto frutifica apenas no final do mesmo. O valor do projeto pode ser
representado por um triângulo retângulo, no qual a base representa a passagem do tempo e a
altura valor crescente da produção. Ao termino do projeto, o consumo também pode ocorrer em
etapas, como no caso de bens de consumo duráveis ou
um estoque de graus consumido aos poucos. Isto é
representado pelo segundo triangulo situado ao lado do
primeiro. O progresso econômico refletido em um
aumento no numero de etapas do processo produtivo,
conforme a divisão do trabalho se expande.

Jevons resumo

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    Jevons - Resumo O calculo dos prazeres e dores consistiria o instrumento de analise das necessidades humanas. A mecânica da utilidade e do interesse individual fornecia a base para a explicação dos fenômenos econômicos da troca e valor dos bens. Jevons identifica as dimensões de prazer e dor auferidos do uso dos bens, como sua duração, intensidade, incerteza e distancia no tempo. Todos esses fatores influenciam o prazer, representando pela utilidade de um bem. As dores, por sua vez, consistiriam em utilidades negativas. Utilidade marginal: - conforme o aumentamos a quantidade disponível de um bem, seu grau de utilidade decai , pois diminui a importância da necessidade satisfeita com aquela unidade do bem (primeira lei de Gossen, ou lei da utilidade decrescente) No gráfico ao lado, a altura de cada barra representa a utilidade de uma unidade do bem. No caso da alimentação, a altura das duas primeiras não estão definidas, a utilidade é infinita, pois das primeiras unidades depende a manutenção da própria vida. As próximas unidades do bem tem menor utilidade, como mostra a diminuição das alturas das barras. O valor de um bem qualquer, para Jevons, é determinado pelo “grau final de utilidade”, ou o prazer gerado pela posse de uma unidade a mais do produto. Assim, o autor tem condições de resolver o paradoxo do valor: um copo adicional de agua tem pequeno grau final de utilidade que o diamante, por sua raridade, tem grande utilidade marginal. Assim resolvesse que era problema para os clássicos. Jevons desenvolve tambem a “segunda lei de Gossen”. Digamos que um estoque S de um bem seja alocado entre dois usos, x e y, de modo que + = S. As quantidades dos alocados para cada fim alternativo, são determinadas de um modo que a utilidade de uma unidade adicional nos dois usos é a mesma, ou seja: = . Uma permuta não envolve duas coisas com o mesmo valor.Cada bem é valorizado de forma diferente por cada individuo. O valor não é algo inerente aos bens, mas sim uma avaliação subjetiva. Imagine a troca de quantidades definidas de dois bens (A e B) entre dois grupos ou pessoas, denominados corpos comerciais (trading bodies). Cada grupo possui o estoque de um dos bens. No grafico ao lado, as curvas representam o grau de quantidades dos mesmo estão
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    representadas conforme asflechas: a quantidade de A cresce para direita e a de B para a esquerda. O primeiro corpo possui muito B e pouco A. A utilidade de uma unidade e mais de A é maior do que a de B. O inverso ocorre para o outro corpo. Dessa forma, a troca de B por A aumenta a utilidade dos dois corpos, A troca dos bens é mutualmente vantajosa, esgotando-se as possibilidades de troca no cruzamento das curvas. Jevons observa que, embora uma unidade a mais tenha uma utilidade menos, cada unidade do estoque de um bem possuído por uma pessoa tem o mesmo valor, pois seus elementos são intercambiáveis. Em um mercado com produtos homogêneos, todas as unidades do bem são trocadas pelo mesmo valor. isto é chamada de lei de indiferença ou lei do preço único de Jevons. Para Jevons a explicação do valor é dada pela utilidade de um bem, não pelo seu custo de produção. Uma nova estrada de ferro ou um novo túnel tem o seu valor dado pelo numero de pessoas que o consideram útil, seja qual for a quantidade de trabalho empregada na sua construção. Além de apontar a impossibilidade de reduzir o trabalho a um denominador comum. Umas das aplicações da teoria de Jevons que se tornaram mais conhecidas é sua análise da oferta de trabalho individual. No grafico, x representa a quantidade de bens adiquiridos com horas a mais de trabalho, enquanto que y representa utilidade. A curva declinante indica o acréscimo de utilidade decrescente advindo de mais trabalho. A curva em forma de U invertido representa a utilidade do trabalho. O inicio do trabalho é doloroso, passando a ser prazeroso depois de algum tempo, até finalmente voltar a ser desagradavel, por fadiga. A oferta de trabalho é dada no ponto em que a utilidade marginal do fruto do trabalho se iguala com o sofrimento adicional do trabalho, no ponto indicado pela linha vertical. Outra contribuição de Jevons se refere as suas observações sobre o capital, que antecipa vários elementos da teoria austríaca do capital. O processo produtivo ocorre no tempo. Em cada estava o empresario adiciona capital e emprega trabalho. Enquanto que os salários são pagos em cada etapa, a remuneração do projeto frutifica apenas no final do mesmo. O valor do projeto pode ser
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    representado por umtriângulo retângulo, no qual a base representa a passagem do tempo e a altura valor crescente da produção. Ao termino do projeto, o consumo também pode ocorrer em etapas, como no caso de bens de consumo duráveis ou um estoque de graus consumido aos poucos. Isto é representado pelo segundo triangulo situado ao lado do primeiro. O progresso econômico refletido em um aumento no numero de etapas do processo produtivo, conforme a divisão do trabalho se expande.