INTRODUÇÃO A
ZOOTECNIA GERAL
Docente: Ana Rafaela Silva de Macedo
OBJETIVOS DA AULA DE HOJE
O que é Zootecnia
Função do Zootecnista
Instalações e ambiência
Noções de bioclimatologia
O QUE É
ZOOTECNIA ?
CONCEITO DE ZOOTECNIA
 A zootecnia e a ciência que estuda e a perfeiçoa os
meios de criação dos amimais doméstico.
 Tem a finalidade de explorá-los racionalmente
como fonte de alimento e outras finalidades junto
aos seres humanos, adaptando os animais ao
ambiente criatório e, desta forma, aproveitando-os
com finalidade nutricional e econômica.
CONCEITOS DIVERSOS
 1) A zootecnia é a ciência que estuda a criação de animais com objetivos econômicos e
envolve a formação nas áreas de melhoramento, nutrição, fisiologia, morfologia e anatomia
de animais, e também de fatores relacionados à terra e a sua exploração sustentável, bem
estar e comportamento animal, aspectos econômicos, sociais e ambientais, entre muitos
outros.
 2) A zootecnia é a ciência aplicada que trata da adaptação dos animais domésticos ao
ambiente criatório e deste aos animais com fins econômicos. É também a arte de criar
animais.
ZOOTECNIA CIÊNCIA
 Os primeiros fundamentos dos estudos da Zootecnia foram feitos Pelo Instituto
Agronômico de Versailles em 1848 na França, pôr iniciativa do Conde Gasparin
que contratou o naturalista Emile Bauderment, que teve de criar uma forma de
exploração dos animais com preocupação de aumentar a produtividade
embasando-se na economicidade.
 Em 1966, com decisiva participação de Octávio Domingues que peregrinou em
todo país em busca da edificação de seu projeto de instalação de um curso
superior independente de Zootecnia, criou-se em Uruguaiana-RS na Pontifícia
Universidade Católica do Rio Grande do Sul, o primeiro curso superior de
Zootecnia no Brasil que teve sua aula inaugural dia 13 de maio, hoje relembrado
como o “Dia do Zootecnista”.
ZOOTECNIA É UMA CIÊNCIA APLICADA A PRODUÇÃO ANIMAL DE FORMA
ECONÔMICA.
Estuda as
técnicas de
criação dos
animais
domésticos
O seu processo
acompanha o progresso
de outras ciências que se
interagem (Biologia,
Química, Matemática,
Física e com os curso de
Engenharia Agronômica,
Medicina Veterinária;
Engenharia de alimentos,
Gestão ambiental
Administração.
Produtos essenciais
com finalidade para
alimentação
humana oferecendo
a carne, ovo, leite e
seus derivados.
Processos de
criatórios que
visam lucro, com
seus valores que
possibilitam
geração de renda
nos diversos
segmentos.
DOMESTICAÇÃO DOS ANIMAIS
 A palavra domesticação é originária do latim domus, o que significa casa .
 Na verdade, para serem considerados como domésticos esses animais devem
estar em perfeita SIMBIOSE com o homem:
LEMBRANDO: SIMBIOSE é uma relação
mutualmente vantajosa, na qual, dois ou mais
organismos diferentes são beneficiados por essa
associação.
RELAÇÃO DE SIMBIOSE ENTRE O HOMEM E
O ANIMAL DOMESTICADO.
Alimento,
proteção
Animal
Alimento,
proteção e
força
Home
m
“DOMÉSTICO É O ANIMAL QUE, CRIADO E REPRODUZIDO PELO
HOMEM, PERPETUA TAIS CONDIÇÕES ATRAVÉS DE GERAÇÕES POR
HEREDITARIEDADE, OFERECENDO UTILIDADES E PRESTANDO
SERVIÇOS EM MANSIDÃO.”
 A exploração dos animais
domésticos já existia antes da
criação da palavra, inicialmente
tratada como a forma de criar a
partir da domesticação dos
primeiros animais pelo homem
primitivo.
ATRIBUTOS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS
 O animal doméstico deve passar aos seus descendentes (hereditariamente)
características próprias, que podem ser agrupadas nos seguintes atributos:
 Sociabilidade: A conduta da maioria dos animais é de viver em grupos/conjunto,
sendo um ser sociável.
 Mansidão: É a expressão da ausência do instinto selvagem, que deve ser passada
aos descendentes.
ATRIBUTOS DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS
 Fecundidade em Cativeiro: A perpetuação da espécie em cativeiro tem sido
ponto decisivo para condicionar a perpetuação das espécies domésticas.
 Função Especializada: O animal deve apresentar uma função de interesse pelo
homem, sem o qual não há motivo de sua domesticação (A FUNÇÃO PODE SER
PRODUÇÃO DE CARNE, PRODUÇÃO DE LEITE, PRODUÇÃO DE OVOS, TRAÇÃO,
ETC.)
 Facilidade de adaptação ambiental: Devido às mudanças de ambientes, que são
comuns durante a domesticação, o animal que tem dificuldades nesta adaptação
tem dificuldades de atingir o final deste processo.
MOTIVOS DA DOMESTICAÇÃO
 Alimentação: necessidade de uso dos animais como alimento, tendo uma
reserva principalmente para os períodos de escassez – seca, falta de alimento (o
parto de fêmeas em cativeiro foi um avanço, para o uso do leite animal pelo
homem).
 Sobrevivência Ambiental: o uso de peles ou pelos como agasalhos para
enfrentar as intempéries climáticas e também como artefatos: sandálias, capas,
tapetes e tecidos;
 Aproveitamento da Força Motriz: o uso dos animais no transporte de cargas,
montarias;
 Inspiração Religiosa: presença do animal como fonte de motivação para a caça,
ritos religiosos etc.
O MEIO AMBIENTE E OS ANIMAIS
SELVAGENS E DOMÉSTICOS
 MEIO FÍSICO:
 Animais selvagens: dependem de fatores climáticos, a procura de condições
favoráveis de abrigo, alimentação, etc; Vão em busca de recursos migratórios e
adaptações de conduta.
 Animais domésticos: são protegidos pelo homem, que estão sempre adaptando o
manejo ao seu conforto térmico. Usam abrigos artificiais e vegetações apropriadas
para sombreamento.
O MEIO AMBIENTE E OS ANIMAIS
SELVAGENS E DOMÉSTICOS
 MEIO BIOLÓGICO
 Animais selvagens: Dieta disponível e necessitam de muito tempo e energia para
procurar alimentos. Rapinagem / Predatismo
 Animais domésticos: Dietas não variadas. Com a presença de alimentos
constantes, sendo sujeitos às deficiências alimentares qualitativas.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE ANIMAL SILVESTRE, ANIMAL
EXÓTICO E ANIMAL DOMÉSTICO?
Animal silvestre - É todo aquele pertencente às espécies nativas,
migratórias a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro
dos limites do território brasileiro e em suas águas jurisdicionais.
Animal exótico – É todo aquele cuja distribuição geográfica não inclui o
território brasileiro.
Animal doméstico – Todo aquele que por meio de processos
tradicionais de manejo e melhoramento zootécnico tornou-se
doméstico, tendo características biológicas e comportamentais em
estreita dependência do homem.
PILARES DA ZOOTECNIA
Nutrição
Sanidade
Bem-estar
Ambiente
Genética
GENÉTICA
 Relacionada com a reprodução
 Apuramento de raças
 Seleção de características
genética para produção
 Técnicas de reprodução com
interferência do homem
NUTRIÇÃO
 Alimentos adequados para cada espécie ou grupos de
espécie
 Exigências nutricionais
 Formulação de ração
AMBIENTE
 Construções rurais
 Características do ambiente
adequadas (temperatura, ventilação,
qualidade do ar).
SANIDADE
 Saúde animal: identificação e
controle de doenças
 Prevenção e biosseguridade
 Pratica de higiene
BEM- ESTAR
ANIMAL
 Elementos relacionados a relação
entre todos os elementos (saúde,
nutrição, ambiente e manejo).
 Relacionado aos estados afetivos
dos animais- como eles se sentem
e se adaptam ao ambiente.
EVOLUÇÃO DA ZOOTECNIA
 A Zootecnia passou pôr vários períodos dentro de sua evolução, que podemos definir como sendo os
seguintes:
 Pré-Zootecnia: Primeiro período considerado onde os animais foram explorados e utilizados pelo
homem sem que houvesse maior preocupação com a produtividade.
 Institucionalização: Necessidade de expansão do estudo da Zootecnia. Surge os primeiros criados com
tendências ao conhecimento, defini-se as primeiras raças de animais, preocupação com a produtividade.
 Aperfeiçoamento das raças: Realização das primeiras provas de experimentação Zootécnicas,
definindo-se com isso as primeiras concorrências entre as raças existentes.
 Aprimoramento Cientifico: Fase atual, difere das fases anteriores principalmente pelo fato de envolver
aspectos científicos nas discussões técnicas, evidenciando a preocupação com a produtividade com
economicidade, trazendo a possibilidade de produção com qualidade.
DIVISÃO DO ESTUDO DA ZOOTECNIA:
 O estudo da Zootecnia foi dividido em Zootecnia Geral e Zootecnia Especial:
Zootecnia Geral
Forragicultura
Nutrição e
alimentação animal Reprodução animal
Melhoramento genético
 Zootecnia especial
 Estudo relacionado com o conhecimento da exploração das várias espécies,
tendo cada espécie uma cultura própria, tais como:
Suinocultura Bovinocultura Cunicultura Eqüinocultura
 Zootecnia especial
 Estudo relacionado com o conhecimento da exploração das várias espécies,
tendo cada espécie uma cultura própria, tais como:
Suinocultura Bovinocultura Cunicultura Eqüinocultura
Caprinocultura Psicultura Avicultura Ovinocultura
UTILIZAÇÃO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS
 Todo aproveitamento econômico que se faça dos animais estará aliado as suas
funções. A zootecnia funciona basicamente como uma “indústria”, na qual o animal
é aproveitado como uma máquina viva.
 De acordo com a eficiência das atividades fisiológicas, os animais domésticos são
classificados em FUNÇÕES.
CRESCIMENTO
 É o aumento relativo da massa corporal, como por exemplo:
 Crescimento da superfície do corpo: fornece pele;
 Crescimento dos pelos: fornece lã;
 Crescimento muscular: fornece carne;
LOCOMOÇÃO
 Pode ser definida como o ato de transportar-se de um
local para outro em progressão contínua, partindo de
uma postura inicial de equilíbrio. O cavalo tem
despertado grande interesse no estudo da locomoção,
sendo utilizado para o trabalho no campo, por exemplo.
REPRODUÇÃO
 É a função da perpetuação da espécie, responsável pela
expansão dos rebanhos. O aproveitamento de um animal de alta
qualidade depende principalmente da sua capacidade de
reprodução.
LACTAÇÃO
 É uma atividade fisiológica própria das
glândulas mamárias, cujos produtos são o
primeiro alimento necessário para a
preservação da vida nos animais mamíferos.
 O leite produzido em grande quantidade é
aproveitado para a alimentação humana.
CLASSIFICAÇÃO DAS UTILIDADES DOS ANIMAIS
Os animais são aproveitados pelo homem principalmente para:
 Produção de alimentos: carnes, vísceras, toucinho, leite e derivados, ovos;
 Produção de derivados não comestíveis: cercas, pelos, chifres, peles, penas, adubo;
 Alimentos para animais: farinhas de carne, sangue, fígado, ossos;
 Trabalho e esportes: animal de carga ou tração, cela; guarda e faro;
 Elemento científico: cobaias e animais para testes;
 Elemento decorativo e de companhia: sem fins econômicos.
GRUPAMENTOS ZOOTÉCNICOS
 Os animais são classificados e agrupados de acordo com algumas características
em comum, que são importantes para a identificação. Por isso, devemos entender:
 Individuo- o animal isoladamente em relação à sua própria espécie e às outras.
 Genótipo- é a composição de genes de um indivíduo. Resulta de sua posição
genética e das suas potencialidades em termos hereditários.
 Fenótipo – É a aparência física e externa de um indivíduo; tudo o que pode ser
visto ou sentido, representado. É o resultado da interação entre genótipo e do meio
ambiente (clima, alimentação) em que vive o indivíduo.
Espécie – é um grupo de indivíduos suficientemente diferentes de
outros para merecer um nome comum, entendendo-se que terão os
seus filhos semelhantes entre si, vindo assim a produzir a existência
de indivíduos semelhantes.
Bovinos
Ovinos
Suínos
Caprinos
Aves
Equinos
Gatos
Cachorro
 Raça – por definição pode ser compreendido como o conjunto de indivíduos
da mesma espécie, com origem comum, finalidades econômicas definidas,
gerando descendências com a mesma característica de produtividade e
distintivos particulares.
Nelore- produção de carne Holandesa- produção de Leite
Gir - produção de carne e leite
RAÇA DE BOVINOS DE CORTE
Angus Nelore Brahman
RAÇA DE BOVINO DE LEITE
Raça Jersey
Pardo suíço Girolando
RAÇAS DE CAPRINOS DE CORTE
Boer Savan
na
RAÇAS DE CAPRINO DE LEITE
Anglo nubiana
Saanen Parda
alpina
RAÇA DE
OVINOS
RAÇAS DE SUÍNOS
Landrac
e
Duroc
Pietrã
SUB-RAÇA
 É o conjunto de indivíduos originários de uma raça, que dela se diferenciam por certos
atributos (caracteres), de ordem fisiológica, que se acham em estado de maior
homozigose, isto é, em estado de maior pureza.
Nos bovinos, a raça Holandês possui duas sub-raças:
Frisia
,
M.R.Y. (Mosa, Reno,
Yssel)
 Nos suínos, a raçaYorkshire apresenta duas sub-raças:
Large White Middle
White
 Variedade – Variação da raça original em que são mantidas todas as
características gerais e comuns, diferindo apenas por um ponto particular.
Como exemplo típico, Bovinos da raça Nelore com variedade Padrão e Mocho;
Ovinos da raça Santa Inês com variedade Malhada e Castanha.
Mocho Padrão
LINHAGEM
Grupamento constituído de indivíduos descendentes diretos de um
genitor ou genitora.
LINHAGENS DE GALINHAS POEDEIRAS
Lohman Isa
Hy-Line
Hissex
LINHAGEM DE FRANGO DE CORTE
Cobb
Ross
Cobb Sasso
SISTEMAS DE PRODUÇÃO E
INSTALAÇÃO ZOOTÉCNICA
SISTEMAS DE PRODUÇÃO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS
 Atualmente são aplicadas diferentes formas, ou maneiras, da criação dos animais
domésticos. Elas são classificadas dependendo de vários fatores, como:
 Objetivo da produção;
 Área disponível;
 Capital investido;
 Mão-de-obra disponível.
SISTEMAS DE PRODUÇÃO DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS
 Através da análise desses fatores é possível classificar os sistemas
em:
 Sistema extensivo;
 Sistema semi-intensivo;
 Sistema intensivo;
 Sistema super-intensivo.
SISTEMA EXTENSIVO
 Mantem a criação exclusivamente a campo,
aproveitando ao máximo os recursos
naturais, com economia de equipamentos,
instalações e mão-de-obra.
 É um sistema que é adotado em gado comum
ou misto, em grande escala, visando- se a
criação de novilhos para o abate
CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA EXTENSIVO
Caracteriza-se por:
 Utilização dos recursos naturais (algumas vezes de forma extrativista);
 A maioria das propriedades rurais se encontra longe dos centros consumidores; animais
mestiços(azebuados).
 Produção e/ou produtividade baixa; sem ou com planejamento alimentar, profilático ou sanitário.
 Controle de produção e reprodutivos inadequados ou inexistentes;
 instalações inadequadas , muitas vezes somente o curral de manejo;
 Pasto constituídos de plantas nativa; a utilização de suplementos alimentar quase inexistente.
SISTEMA SEMI-INTENSIVO
 Esse sistema é praticado em propriedades de menor
tamanho. É um sistema intermediário entre o extensivo
e o intensivo, onde se usa maior capital e mão-de-obra.
Existe a aplicação de alguns conhecimentos
zootécnicos no qual os animais recebem um pequeno
manejo, com instalações adequadas, suplementação
alimentar e separação em lotes.
CARACTERÍSTICAS DO SISTEMA SEMI-INTENSIVO
 Caracteriza por;
 Propriedades rurais especializadas, podem ou não estar próximas a grandes centros.
 Alimentação com base em pastos, mas com utilização de suplementos minerais e
concentrados.
 Técnicas de conservação de forragens está vinculado a fase de engorda.
 Controle zootécnico e profilático.
 Processos modernos de criação(Em que utiliza gerenciamento agropecuário, de
biotecnias de reprodução de maquinários e de insumos).
ESSE SISTEMA É UTILIZADO, POR EXEMPLO, NAS CRIAÇÕES DE GADO DE CORTE E
AVICULTURA DO TIPO “CAIPIRA”, CAPRINOS E OVINOS.
SISTEMA INTENSIVO
 Esse sistema é utilizado principalmente em
propriedades pequenas ou onde o custo da terra
é alto. Consiste no confinamento dos animais, com
um alto aproveitamento do espaço visando
máxima produção.
 São aplicados todos os conhecimentos
zootécnicos visando aumento da produção, como:
manejo reprodutivo, inseminação artificial,
melhoramento genético do rebanho, manejo
alimentar correto de acordo com a fase de vida do
animal e manejo e controle sanitário.
CARACTERÍSTICA DO SISTEMA INTENSIVO
 Caracteriza-se por ;
 Propriedades rurais altamente especializadas, geralmente estão próximas a
grandes centros, onde o preço da terra é alto;
 Necessidade de planejamento dos recursos alimentares, sanitários, produtivos e
reprodutivos, administrativos, entre outros;
 Os investimentos são altos e os ciclos de produção são mais curtos. Da mesma
maneira, os riscos são muito maiores, por isso existe um controle intenso da
produção.
 Esse sistema pode ser empregado em todas as criações, como aves, suínos,
bovinocultura de corte e de leite, ovinos, caprinos, piscicultura, etc.
MÉTODOS DE PASTEJO
MÉTODOS DE PASTEJO
• Seleção de técnicas para a locação do rebanho e o controle da
sua lotação.
• Os objetivos são:
• Melhorar a eficiência de pastejo,
• Diminuir o estresse na pastagem,
• Melhorar a uniformidade de pastejo e
• Reduzir custos com a manutenção da pastagem.
MÉTODOS DE PASTEJO
• Lotação contínua
 Os animais ficam na área todo o tempo
 Período de descanso zero
 Ganho/animal
• Lotação intermitente/rotativa
 Pastagem dividida em piquetes
 Período de ocupação e de descanso controlados
 Ganho/área
LOTAÇÃO CONTÍNUA
• Prioriza o ganho/animal (> área disponível para pastejo por
animal)
• Grandes criações extensivas
• < investimento em instalações e equipamentos
• > seletividade dos animais
• Distribuição irregular do pastejo, fezes e urina.
• Manejo inadequado
• Excesso de forragem
• A distribuição das aguadas, cochos e sombreamento devem
evitar o
pastejo desuniforme.
INSTALAÇÕES E AMBIÊNCIA NA PRODUÇÃO
ANIMAL
AMBIENTE X AMBIÊNCIA
Ambiente
Ambiência
E a soma dos impactos que envolve os biológicos e físicos
que constitui-se em uns dos responsáveis pelo sucesso ou
fracasso da produção.
E a definição de conforto baseadas no contexto ambiental,
quando se analisa as características do meio ambiente em
função da zona de conforto térmico.
CONTROLE DO AMBIENTE POR SISTEMAS
NATURAIS E ARTIFICIAIS
Microclima
dentro de uma
instalação
É definido pela combinação de elementos como
temperatura, umidade relativa do ar, radiação,
densidade animal.
Condicioname
nto térmico
É a função basicamente do ISOLAMENTO
TÉRMICO e da VENTILAÇÃO
Radiação Solar Pode ser controlada pelo isolamento térmico
Calor gerado
pelos animais
Pode ser controlado pela ventilação
CONTROLE DO AMBIENTE POR SISTEMAS
NATURAIS E ARTIFICIAIS
Sistemas de
controles
Naturais
Característica das instalações
• Aberturas Laterais
• Tipo de telhado
• Manejo de cortina
• Recobrimentos das áreas circunvizinhas
• Sombreamento
Métodos
artificiais
mecanizados
• Nebulizadores
• Ventiladores
• Refrigeração de agua de beber
• Isolamento térmico de canos, caixas d’água entre
outras
CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS
 Localização
 Deve- se evitar terrenos de
baixada, evitando problemas de
alta umidade, baixa movimentação
do ar e insuficiente insolação no
inverno.
ORIENTAÇÃO DAS INSTALAÇÕES
 A orientação das instalações,
principalmente as abertas, e importante
para garantir a insolação interna. Em
nosso hemisfério, as coberturas devem ser
orientadas no sentido Leste-Oeste para
que no verão tenha menos incidência de
radiação solar no interior das instalações.
TELHADOS
 O bom material para cobertura deve apresentar alta
refletividade sola associada à baixa emissividade
térmica e absortividade.
 O melhor material que atua reduzindo a carga de
radiação são as telhas de marro, seguidas das telhas
de cimento amianto pintadas de branco e alumínio,
respectivamente
ESTÁBULO COM TELHA DE BARRO
ESTÁBULO DE TELHAS DE CIMENTO E
AMIANTO
TELHAS DE ALUMÍNIO
TELHADOS
Uso de materiais
isolantes
Os isolamentos térmicos da cobertura devem ser
constituídos por matérias de baixa condutividade térmica.
Aspersão de
água sobre o
telhado
Possibilita a diminuir a temperatura da telha e
consequentemente a carga térmica radiante
FORRO
 O forro atua como uma segunda barreira
física, a qual permite a formação de uma
camada de ar junto à cobertura que
contribui na redução da transferência de
calor para o interior da construção. Os
lanternins podem ajudar na ventilação do
forro.
BEIRAIS
 Devem ser projetados de forma a evitar
simultaneamente a penetração de
chuvas e raios solares, variando de 1,5 a
2,0 metros.
LANTERNIN
 E uma abertura para saída do ar na
cumeeira do telhado. É fundamental em
galpões de larguras e iguais ou superiores
a 8 metros.
ALTURA DA COBERTURA
 Influencia diretamente a ventilação natural e a quantidade de radiação solar
que pode atingir o interior do galpão. A altura do ó-direito está relacionada a
largura do galpão. Quanto mais largo, maior deverá ser a altura.
Pé-direito recomendado de acordo com a largura da instalação.
VENTILAÇÃO NATURAL
 Serve para renovar o ar dentro dos galpões, provendo O2 e eliminando os gases e odores,
possibilitando também um certo controle da temperatura e umidade dentro das instalações.
 A localização e o tipo de abertura das instalações podem favorecer a ventilação natural,
assim, como o manejo das cortinas e lanternins.
 Nas regiões em que a temperatura se mantém quase sempre acima da requerida pelo
conforto térmico, devem prevalecer uma ventilação baseada na razão térmica, e o projeto
das instalações deverá ser orientado para esta necessidade de extrair o calor liberado
pelos animais.
VENTILAÇÃO NATURAL
TEMPERATURA DE ÁGUA DE CONSUMO
 Deve-se evitar as caixas de água e as tubulações passem muito perto do
telhado ou fiquem expostas ao sol.
ARBORIZAÇÃO E SOMBREAMENTO
 A arborização ajuda a reduzir e controlar a radiação
solar, temperatura do ar, umidade relativa e
velocidade do vento.
 Absorve cerca de 90% da radiação visível e 60% da
infravermelha.
 Tente-se assim uma atenuação da radiação de onda
curta, evitando o aquecimento das superfícies.
 Deve-se evitar que as árvores dificultem a ventilação
natural.
CLIMATIZAÇÃO POR MEIOS ARTIFICIAIS
Ventilação
forçada
Com o objetivo de aumentar a
dissipação de calor por convecção e
evaporação.
Nebulização ou
aspersão de
água junto coma
ventilação
Tem como objetivo de reduzir à
temperatura interna do ar ambiente,
favorecendo as trocas sensíveis de calor
VENTILAÇÃO FORÇADA
 Deve ser usada sempre que os meios naturais não proporcionam o índice de renovação de ar
ou abaixamento de temperatura necessário.
 A ventilação mecânica independe das condições atmosférica e possibilita o tratamento do ar
através da filtração, umidificação, secagem etc.
 O aumento da movimentação do ar sobre a superfície corporal facilita a perda de calor para o
ambiente por processos convectivos, reduzindo a temperatura corporal e a taxa respiratória.
 Além de reduzir o estresse calórico, a ventilação e importante para regular a umidade do ar e
eliminar a concentração de gases e poeira.
VENTILAÇÃO FORÇADA
Sistema de ventilação
de pressão positiva
(diluidora)
Os sistemas de ventiladores forçam o a externo para dentro
da construção, com aumento da pressão do ar. O gradiente
de pressão interno-externo, assim gerado, movimenta por
sua vez o ar interno para fora.
Sistema de
ventilação de
pressão negativa
(exaustora)
Força a saída do ar criando um vácuo parcial na construção. Por
sua vez, a diferencia de pressão do ar, assim gereda entre o
interior e o exterior do abrigo (pressão estatitica) sugar o ar
externo para o interior da construção
SISTEMA DE VENTILAÇÃO DE PRESSÃO
POSITIVA
SISTEMA DE VENTILAÇÃO DE PRESSÃO
POSITIVA
SISTEMA DE VENTILAÇÃO DE PRESSÃO
NEGATIVA
RESFRIAMENTO ADIABÁTICO EVAPORATIVO
 Acredita-se que este sistema seja mais eficiente em climas quentes e secos, porém, é
possível aproveitar em certos períodos do dia, mesmo em regiões úmidas, em que a maior
temperatura do ar e acompanhado pela menor umidade relativa do ar.
Sistema de
resfriamento
adiabático
evaporativo pode
ser obtido por
• Nebulização associada à ventilação
• Aspersão de água sobre a cobertura
• Sistema de material poroso acoplado ao ventilador
e tubos e distribuição de ar.
RESFRIAMENTO ADIABÁTICO EVAPORATIVO
SISTEMA DE RESFRIAMENTO EVAPORATIVO
POR NEBULIZAÇÃO
 O sistema de nebulização consiste na formação de gotículas extremamente pequenas, que
aumentam muito a superfície de uma gota de água exposta ao ar, o que assegura a
evaporação mais rápida.
 E uma sistema dos mais eficientes em promover o conforto térmico e consequentemente
melhora o desempenho dos animais.
 Deve ser usado sempre que a temperatura ultrapassa a do limite de conforto e
permanecer em funcionamento enquanto a umidade do ar for inferior a máxima tolerada
(75 a 80%). Este processo pode ser controlado automaticamente por um termostato.
SISTEMA DE RESFRIAMENTO EVAPORATIVO
POR NEBULIZAÇÃO
ASPERSÃO DE ÁGUA
SOBRE A COBERTURA
Para que possa obter um resultado
satisfatório na redução da
temperatura e consequentemente de
carga térmica de radiação sobre os
animais, a agua de aspersão tem que
e distribuída uniformemente sobre a
cobertura, que deve possuir calhas
para recolhimento e reaproveitamento
de água, e evitar o umedecimento nos
arredores das instalações.
Docente: Ana Rafaela Silva de
Macedo
NOÇÃO DE
BIOCLIMATOLOGIA
O QUE É BIOCLIMATOLOGIA?
 É uma ciência que visa vincular o clima e
seus elementos físicos com o bem estar
animal para oferecer condições
ambientes capazes de permitir a
expressão plena do genótipo e obtenção
de conforto.
 O meio ambiente é um dos grandes responsáveis pela produtividade animal,
pois, aliado à herança genética (genótipo), expressa no fenótipo (característica
externa) do indivíduo seu potencial genético de produção.
GENÓTIPO AMBIENTE FENÓTIPO
FATORES AMBIENTAIS QUE INFLUENCIAM NO BEM-
ESTAR ANIMAL
 A influência direta acontece através da temperatura do ar, da radiação solar e da
umidade, por sua relação com o calor atmosférico. Os componentes climáticos
condicionam as funções do corpo para manter a temperatura normal;
 A influência indireta acontece através da qualidade e quantidade de vegetais
indispensáveis à criação animal e do favorecimento de doenças;
VARIAÇÕES NATURAIS DIRETAS
 Radiação - raios solares temperatura e luminosidade.
↑ ↑ ↑
 Temperatura - A mais importante, sua ação incide de maneira considerável nos
mamíferos e aves.
 Luminosidade - Fotoperíodo Reprodutivo + Crescimento Vegetativo.
 Chuva e Umidade – Chuvas Umidade.
↑ ↑
 Vento – a perda de calor e disseminação de agentes causadores de doenças.
↑ ↑
VARIAÇÕES NATURAIS INDIRETAS
 Fertilidade do solo – Disponibilidade de nutrientes para desenvolvimento de
plantas;
 PH do solo – Produção ideal próximo à neutralidade (6,0 a 6,5);
 Endoparasitas e Ectoparasitas – Climas tropicais, Épocas de maiores
↑ ↑
temperaturas e umidades (Chuvas-Primavera/Verão),
VARIAÇÕES ARTIFICIAIS
São de responsabilidade direta do homem e de consequência mais acentuada
nas criações do tipo intensivo.
 Instalações – construções destinadas ao abrigo dos animais devem ser
construídas de maneira a atenuar os efeitos ambientais;
 Alimentação – alimentos de maior palatabilidade e digestibilidade são os
mais recomendados.
 Saúde e trato – grande parte das doenças que acometem os animais são
controláveis pelo homem, através do ambiente de criação e condições
adequados.
TEMPERATURA
 Na Bioclimatologia aplicada a Zootecnia a temperatura é o elemento climático de maior
influência, e veremos detalhadamente.
 Homeostasia = Manutenção do equilíbrio físico e químico nos animais.
 Os pecilotermos (peixes em geral, anfíbios, répteis), também são conhecidos como
animais de sangue frio, porque a sua temperatura corporal varia com a do ambiente.
 Os homeotermos (Mamíferos e Aves) são animais que conseguem manter a temperatura
do corpo constante, mesmo que ocorram alterações da temperatura ambiente.
A TEMPERATURA CORPÓREA DEPENDE DO EQUILÍBRIO
ENTRE CONSUMO E PRODUÇÃO DE CALOR
A temperatura corporal dos animais é equilibrada entre a quantidade de calor produzida e
absorvida e a quantidade de calor perdida para o meio. Portanto:
 Se a temperatura corporal estiver mais elevada que a temperatura ambiente animal sente
CALOR
 Se a temperatura corporal estiver mais baixa que a temperatura ambiente animal sente
FRIO
 Se a temperatura corporal estiver em equilíbrio com a temperatura ambiente animal em
CONFORMTO TÉRMICO
TEMPERATURAS DOS ANIMAIS
Animal Temperatura em C°
Cavalo 37,5-38,5
Potro 37,5 – 39,0
Boi 38,5 – 39,5
Vaca 37,5 – 39,5
Bezerro de seis meses 39,0 – 40,0
Ovelha e Cabra 39,0 – 40,5
Porco 38,0 – 40,0
Leitão até 3 meses 39,5 – 40,1
Cão grande 37,4 – 39,0
Cão pequeno 38,0 – 39,0
Gato 38,0 – 39,0
Galo e galinha 41,5 – 42,5
PRODUÇÃO E PERDA DE CALOR
Termogênese = produção de calor.
A TEMPERATURA do corpo pode vir:
 do METABOLISMO (funcionamento do corpo)
 por ESFORÇO FÍSICO (atividade física na contração muscular e por tremores da
derme pela musculatura lisa)
 de FONTES EXTERNAS (quando a temperatura ambiente é maior que a
temperatura corporal ocorre ganhos por irradiação, condução e convecção.
TERMÓLISE
É o calor produzido pelo animal tem que ser dissipado ou perdido para a
manutenção da homeostase.
 O calor é perdido para o ambiente por radiação emitida da superfície do corpo
para um ambiente mais frio.
 Por evaporação, das secreções das vias respiratórias, do suor ou da saliva.
 Por condução, para a superfícies mais frias, com as quais os animais estão em
contato.
Dissipação
de calor
Evaporativa
Superficial g. sudorípara
respiratória Funções
associadas: urina, fezes, água e
perda metabólica de peso
Não
evaporativa
Condução,
Convecção
e Radiação
Vasodilação,
Vasocontriç
ão, pelagem,
pelo,
orelhas.
Termólise
TERMÓLISE
 Eliminação do calor por evaporação
 Nos climas quentes, a evaporação é o principal processo de eliminação do
excesso de calor corporal.
 É prejudicada pela umidade do ar elevada e favorecida pelos ventos.
 Processa-se principalmente na superfície do corpo, mas ocorre também no seu
interior- sistema respiratórios
TERMÓLISE
 Evaporação pelo trato respiratório
 perda de calor por evaporação ocorrer continuamente pela difusão da
água por meio d pele perda de vapor e de água pelo trato respiratório.
 A taxa elevada de movimento respiratório implica em grande
atividade muscular do animal, levando a um trabalho excessivo dos
pulmões e coração.
TERMÓLISE
A umidade que se evapora da superfície do corpo pode ser:
Produto das glândulas sudoríparas;
Zebus, cavalos produção de suor
Bovinos europeus , porco e carneiro produção de suor
TERMÓLISE
A umidade que se evapora da superfície do corpo pode ser:
Por meio de fluidos orgânicos:
• Urina e saliva
• Animais que não suam ou suam pouco, ocorre a maior ingestão de água e
acarreta em maior produção de urina.
TERMÓLISE
 A umidade que se evapora da superfície do corpo pode ser:
 Origem externa;
 Lagos, lagoas, rios ou poça d’ água.
 Imersão ou banhos de qualquer natureza.
EFEITO DO CLIMA TROPICAL
 Radiação: é a transferência de energia térmica de um
corpo a outro através de ondas eletromagnéticas.
 Condução: é o mecanismo de transferência de energia
térmica entre os corpos. O animal ganha ou perde calor
por condução através de contato direto com substância
frias ou quentes, incluindo o ar, a água e materiais sólidos
EFEITO DO CLIMA TROPICAL
 Convecção: é a perda de calor por meio de uma corrente de fluído (liquido ou
gasoso) que absorve energia térmica em um dado local e que então se desloca
para outro local, onde se mistura com porções mais frias do fluído e para ela
transferir a energia.
 Evaporação: e a troca de calor por meio de mudança do estado da água do
liquido para o gasoso, sendo esse processo carreador de calor para fora do corpo
animal.
REPRESENTAÇÃO DE TROCA DE CALOR
OBRIGADO PELA
ATENÇÃO E ATÉ A
PRÓXIMA AULA !

Introdução a Zootecnia geral e seus componentes

  • 1.
    INTRODUÇÃO A ZOOTECNIA GERAL Docente:Ana Rafaela Silva de Macedo
  • 2.
    OBJETIVOS DA AULADE HOJE O que é Zootecnia Função do Zootecnista Instalações e ambiência Noções de bioclimatologia
  • 3.
  • 4.
    CONCEITO DE ZOOTECNIA A zootecnia e a ciência que estuda e a perfeiçoa os meios de criação dos amimais doméstico.  Tem a finalidade de explorá-los racionalmente como fonte de alimento e outras finalidades junto aos seres humanos, adaptando os animais ao ambiente criatório e, desta forma, aproveitando-os com finalidade nutricional e econômica.
  • 5.
    CONCEITOS DIVERSOS  1)A zootecnia é a ciência que estuda a criação de animais com objetivos econômicos e envolve a formação nas áreas de melhoramento, nutrição, fisiologia, morfologia e anatomia de animais, e também de fatores relacionados à terra e a sua exploração sustentável, bem estar e comportamento animal, aspectos econômicos, sociais e ambientais, entre muitos outros.  2) A zootecnia é a ciência aplicada que trata da adaptação dos animais domésticos ao ambiente criatório e deste aos animais com fins econômicos. É também a arte de criar animais.
  • 6.
    ZOOTECNIA CIÊNCIA  Osprimeiros fundamentos dos estudos da Zootecnia foram feitos Pelo Instituto Agronômico de Versailles em 1848 na França, pôr iniciativa do Conde Gasparin que contratou o naturalista Emile Bauderment, que teve de criar uma forma de exploração dos animais com preocupação de aumentar a produtividade embasando-se na economicidade.  Em 1966, com decisiva participação de Octávio Domingues que peregrinou em todo país em busca da edificação de seu projeto de instalação de um curso superior independente de Zootecnia, criou-se em Uruguaiana-RS na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, o primeiro curso superior de Zootecnia no Brasil que teve sua aula inaugural dia 13 de maio, hoje relembrado como o “Dia do Zootecnista”.
  • 7.
    ZOOTECNIA É UMACIÊNCIA APLICADA A PRODUÇÃO ANIMAL DE FORMA ECONÔMICA. Estuda as técnicas de criação dos animais domésticos O seu processo acompanha o progresso de outras ciências que se interagem (Biologia, Química, Matemática, Física e com os curso de Engenharia Agronômica, Medicina Veterinária; Engenharia de alimentos, Gestão ambiental Administração. Produtos essenciais com finalidade para alimentação humana oferecendo a carne, ovo, leite e seus derivados. Processos de criatórios que visam lucro, com seus valores que possibilitam geração de renda nos diversos segmentos.
  • 8.
    DOMESTICAÇÃO DOS ANIMAIS A palavra domesticação é originária do latim domus, o que significa casa .  Na verdade, para serem considerados como domésticos esses animais devem estar em perfeita SIMBIOSE com o homem: LEMBRANDO: SIMBIOSE é uma relação mutualmente vantajosa, na qual, dois ou mais organismos diferentes são beneficiados por essa associação.
  • 9.
    RELAÇÃO DE SIMBIOSEENTRE O HOMEM E O ANIMAL DOMESTICADO. Alimento, proteção Animal Alimento, proteção e força Home m
  • 10.
    “DOMÉSTICO É OANIMAL QUE, CRIADO E REPRODUZIDO PELO HOMEM, PERPETUA TAIS CONDIÇÕES ATRAVÉS DE GERAÇÕES POR HEREDITARIEDADE, OFERECENDO UTILIDADES E PRESTANDO SERVIÇOS EM MANSIDÃO.”  A exploração dos animais domésticos já existia antes da criação da palavra, inicialmente tratada como a forma de criar a partir da domesticação dos primeiros animais pelo homem primitivo.
  • 11.
    ATRIBUTOS DOS ANIMAISDOMÉSTICOS  O animal doméstico deve passar aos seus descendentes (hereditariamente) características próprias, que podem ser agrupadas nos seguintes atributos:  Sociabilidade: A conduta da maioria dos animais é de viver em grupos/conjunto, sendo um ser sociável.  Mansidão: É a expressão da ausência do instinto selvagem, que deve ser passada aos descendentes.
  • 12.
    ATRIBUTOS DOS ANIMAISDOMÉSTICOS  Fecundidade em Cativeiro: A perpetuação da espécie em cativeiro tem sido ponto decisivo para condicionar a perpetuação das espécies domésticas.  Função Especializada: O animal deve apresentar uma função de interesse pelo homem, sem o qual não há motivo de sua domesticação (A FUNÇÃO PODE SER PRODUÇÃO DE CARNE, PRODUÇÃO DE LEITE, PRODUÇÃO DE OVOS, TRAÇÃO, ETC.)  Facilidade de adaptação ambiental: Devido às mudanças de ambientes, que são comuns durante a domesticação, o animal que tem dificuldades nesta adaptação tem dificuldades de atingir o final deste processo.
  • 13.
    MOTIVOS DA DOMESTICAÇÃO Alimentação: necessidade de uso dos animais como alimento, tendo uma reserva principalmente para os períodos de escassez – seca, falta de alimento (o parto de fêmeas em cativeiro foi um avanço, para o uso do leite animal pelo homem).  Sobrevivência Ambiental: o uso de peles ou pelos como agasalhos para enfrentar as intempéries climáticas e também como artefatos: sandálias, capas, tapetes e tecidos;  Aproveitamento da Força Motriz: o uso dos animais no transporte de cargas, montarias;  Inspiração Religiosa: presença do animal como fonte de motivação para a caça, ritos religiosos etc.
  • 14.
    O MEIO AMBIENTEE OS ANIMAIS SELVAGENS E DOMÉSTICOS  MEIO FÍSICO:  Animais selvagens: dependem de fatores climáticos, a procura de condições favoráveis de abrigo, alimentação, etc; Vão em busca de recursos migratórios e adaptações de conduta.  Animais domésticos: são protegidos pelo homem, que estão sempre adaptando o manejo ao seu conforto térmico. Usam abrigos artificiais e vegetações apropriadas para sombreamento.
  • 15.
    O MEIO AMBIENTEE OS ANIMAIS SELVAGENS E DOMÉSTICOS  MEIO BIOLÓGICO  Animais selvagens: Dieta disponível e necessitam de muito tempo e energia para procurar alimentos. Rapinagem / Predatismo  Animais domésticos: Dietas não variadas. Com a presença de alimentos constantes, sendo sujeitos às deficiências alimentares qualitativas.
  • 16.
    QUAL A DIFERENÇAENTRE ANIMAL SILVESTRE, ANIMAL EXÓTICO E ANIMAL DOMÉSTICO? Animal silvestre - É todo aquele pertencente às espécies nativas, migratórias a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do território brasileiro e em suas águas jurisdicionais. Animal exótico – É todo aquele cuja distribuição geográfica não inclui o território brasileiro. Animal doméstico – Todo aquele que por meio de processos tradicionais de manejo e melhoramento zootécnico tornou-se doméstico, tendo características biológicas e comportamentais em estreita dependência do homem.
  • 17.
  • 18.
    GENÉTICA  Relacionada coma reprodução  Apuramento de raças  Seleção de características genética para produção  Técnicas de reprodução com interferência do homem
  • 19.
    NUTRIÇÃO  Alimentos adequadospara cada espécie ou grupos de espécie  Exigências nutricionais  Formulação de ração
  • 20.
    AMBIENTE  Construções rurais Características do ambiente adequadas (temperatura, ventilação, qualidade do ar).
  • 21.
    SANIDADE  Saúde animal:identificação e controle de doenças  Prevenção e biosseguridade  Pratica de higiene
  • 22.
    BEM- ESTAR ANIMAL  Elementosrelacionados a relação entre todos os elementos (saúde, nutrição, ambiente e manejo).  Relacionado aos estados afetivos dos animais- como eles se sentem e se adaptam ao ambiente.
  • 23.
    EVOLUÇÃO DA ZOOTECNIA A Zootecnia passou pôr vários períodos dentro de sua evolução, que podemos definir como sendo os seguintes:  Pré-Zootecnia: Primeiro período considerado onde os animais foram explorados e utilizados pelo homem sem que houvesse maior preocupação com a produtividade.  Institucionalização: Necessidade de expansão do estudo da Zootecnia. Surge os primeiros criados com tendências ao conhecimento, defini-se as primeiras raças de animais, preocupação com a produtividade.  Aperfeiçoamento das raças: Realização das primeiras provas de experimentação Zootécnicas, definindo-se com isso as primeiras concorrências entre as raças existentes.  Aprimoramento Cientifico: Fase atual, difere das fases anteriores principalmente pelo fato de envolver aspectos científicos nas discussões técnicas, evidenciando a preocupação com a produtividade com economicidade, trazendo a possibilidade de produção com qualidade.
  • 24.
    DIVISÃO DO ESTUDODA ZOOTECNIA:  O estudo da Zootecnia foi dividido em Zootecnia Geral e Zootecnia Especial: Zootecnia Geral Forragicultura Nutrição e alimentação animal Reprodução animal Melhoramento genético
  • 25.
     Zootecnia especial Estudo relacionado com o conhecimento da exploração das várias espécies, tendo cada espécie uma cultura própria, tais como: Suinocultura Bovinocultura Cunicultura Eqüinocultura
  • 26.
     Zootecnia especial Estudo relacionado com o conhecimento da exploração das várias espécies, tendo cada espécie uma cultura própria, tais como: Suinocultura Bovinocultura Cunicultura Eqüinocultura
  • 27.
  • 28.
    UTILIZAÇÃO DOS ANIMAISDOMÉSTICOS  Todo aproveitamento econômico que se faça dos animais estará aliado as suas funções. A zootecnia funciona basicamente como uma “indústria”, na qual o animal é aproveitado como uma máquina viva.  De acordo com a eficiência das atividades fisiológicas, os animais domésticos são classificados em FUNÇÕES.
  • 29.
    CRESCIMENTO  É oaumento relativo da massa corporal, como por exemplo:  Crescimento da superfície do corpo: fornece pele;  Crescimento dos pelos: fornece lã;  Crescimento muscular: fornece carne;
  • 30.
    LOCOMOÇÃO  Pode serdefinida como o ato de transportar-se de um local para outro em progressão contínua, partindo de uma postura inicial de equilíbrio. O cavalo tem despertado grande interesse no estudo da locomoção, sendo utilizado para o trabalho no campo, por exemplo.
  • 31.
    REPRODUÇÃO  É afunção da perpetuação da espécie, responsável pela expansão dos rebanhos. O aproveitamento de um animal de alta qualidade depende principalmente da sua capacidade de reprodução.
  • 32.
    LACTAÇÃO  É umaatividade fisiológica própria das glândulas mamárias, cujos produtos são o primeiro alimento necessário para a preservação da vida nos animais mamíferos.  O leite produzido em grande quantidade é aproveitado para a alimentação humana.
  • 33.
    CLASSIFICAÇÃO DAS UTILIDADESDOS ANIMAIS Os animais são aproveitados pelo homem principalmente para:  Produção de alimentos: carnes, vísceras, toucinho, leite e derivados, ovos;  Produção de derivados não comestíveis: cercas, pelos, chifres, peles, penas, adubo;  Alimentos para animais: farinhas de carne, sangue, fígado, ossos;  Trabalho e esportes: animal de carga ou tração, cela; guarda e faro;  Elemento científico: cobaias e animais para testes;  Elemento decorativo e de companhia: sem fins econômicos.
  • 34.
    GRUPAMENTOS ZOOTÉCNICOS  Osanimais são classificados e agrupados de acordo com algumas características em comum, que são importantes para a identificação. Por isso, devemos entender:  Individuo- o animal isoladamente em relação à sua própria espécie e às outras.  Genótipo- é a composição de genes de um indivíduo. Resulta de sua posição genética e das suas potencialidades em termos hereditários.  Fenótipo – É a aparência física e externa de um indivíduo; tudo o que pode ser visto ou sentido, representado. É o resultado da interação entre genótipo e do meio ambiente (clima, alimentação) em que vive o indivíduo.
  • 35.
    Espécie – éum grupo de indivíduos suficientemente diferentes de outros para merecer um nome comum, entendendo-se que terão os seus filhos semelhantes entre si, vindo assim a produzir a existência de indivíduos semelhantes. Bovinos Ovinos Suínos
  • 36.
  • 37.
     Raça –por definição pode ser compreendido como o conjunto de indivíduos da mesma espécie, com origem comum, finalidades econômicas definidas, gerando descendências com a mesma característica de produtividade e distintivos particulares. Nelore- produção de carne Holandesa- produção de Leite Gir - produção de carne e leite
  • 38.
    RAÇA DE BOVINOSDE CORTE Angus Nelore Brahman
  • 39.
    RAÇA DE BOVINODE LEITE Raça Jersey Pardo suíço Girolando
  • 40.
    RAÇAS DE CAPRINOSDE CORTE Boer Savan na
  • 41.
    RAÇAS DE CAPRINODE LEITE Anglo nubiana Saanen Parda alpina
  • 42.
  • 43.
  • 44.
    SUB-RAÇA  É oconjunto de indivíduos originários de uma raça, que dela se diferenciam por certos atributos (caracteres), de ordem fisiológica, que se acham em estado de maior homozigose, isto é, em estado de maior pureza. Nos bovinos, a raça Holandês possui duas sub-raças: Frisia , M.R.Y. (Mosa, Reno, Yssel)
  • 45.
     Nos suínos,a raçaYorkshire apresenta duas sub-raças: Large White Middle White
  • 46.
     Variedade –Variação da raça original em que são mantidas todas as características gerais e comuns, diferindo apenas por um ponto particular. Como exemplo típico, Bovinos da raça Nelore com variedade Padrão e Mocho; Ovinos da raça Santa Inês com variedade Malhada e Castanha. Mocho Padrão
  • 47.
    LINHAGEM Grupamento constituído deindivíduos descendentes diretos de um genitor ou genitora.
  • 48.
    LINHAGENS DE GALINHASPOEDEIRAS Lohman Isa Hy-Line Hissex
  • 49.
    LINHAGEM DE FRANGODE CORTE Cobb Ross Cobb Sasso
  • 50.
    SISTEMAS DE PRODUÇÃOE INSTALAÇÃO ZOOTÉCNICA
  • 51.
    SISTEMAS DE PRODUÇÃODOS ANIMAIS DOMÉSTICOS  Atualmente são aplicadas diferentes formas, ou maneiras, da criação dos animais domésticos. Elas são classificadas dependendo de vários fatores, como:  Objetivo da produção;  Área disponível;  Capital investido;  Mão-de-obra disponível.
  • 52.
    SISTEMAS DE PRODUÇÃODOS ANIMAIS DOMÉSTICOS  Através da análise desses fatores é possível classificar os sistemas em:  Sistema extensivo;  Sistema semi-intensivo;  Sistema intensivo;  Sistema super-intensivo.
  • 53.
    SISTEMA EXTENSIVO  Mantema criação exclusivamente a campo, aproveitando ao máximo os recursos naturais, com economia de equipamentos, instalações e mão-de-obra.  É um sistema que é adotado em gado comum ou misto, em grande escala, visando- se a criação de novilhos para o abate
  • 54.
    CARACTERÍSTICAS DO SISTEMAEXTENSIVO Caracteriza-se por:  Utilização dos recursos naturais (algumas vezes de forma extrativista);  A maioria das propriedades rurais se encontra longe dos centros consumidores; animais mestiços(azebuados).  Produção e/ou produtividade baixa; sem ou com planejamento alimentar, profilático ou sanitário.  Controle de produção e reprodutivos inadequados ou inexistentes;  instalações inadequadas , muitas vezes somente o curral de manejo;  Pasto constituídos de plantas nativa; a utilização de suplementos alimentar quase inexistente.
  • 55.
    SISTEMA SEMI-INTENSIVO  Essesistema é praticado em propriedades de menor tamanho. É um sistema intermediário entre o extensivo e o intensivo, onde se usa maior capital e mão-de-obra. Existe a aplicação de alguns conhecimentos zootécnicos no qual os animais recebem um pequeno manejo, com instalações adequadas, suplementação alimentar e separação em lotes.
  • 56.
    CARACTERÍSTICAS DO SISTEMASEMI-INTENSIVO  Caracteriza por;  Propriedades rurais especializadas, podem ou não estar próximas a grandes centros.  Alimentação com base em pastos, mas com utilização de suplementos minerais e concentrados.  Técnicas de conservação de forragens está vinculado a fase de engorda.  Controle zootécnico e profilático.  Processos modernos de criação(Em que utiliza gerenciamento agropecuário, de biotecnias de reprodução de maquinários e de insumos).
  • 57.
    ESSE SISTEMA ÉUTILIZADO, POR EXEMPLO, NAS CRIAÇÕES DE GADO DE CORTE E AVICULTURA DO TIPO “CAIPIRA”, CAPRINOS E OVINOS.
  • 58.
    SISTEMA INTENSIVO  Essesistema é utilizado principalmente em propriedades pequenas ou onde o custo da terra é alto. Consiste no confinamento dos animais, com um alto aproveitamento do espaço visando máxima produção.  São aplicados todos os conhecimentos zootécnicos visando aumento da produção, como: manejo reprodutivo, inseminação artificial, melhoramento genético do rebanho, manejo alimentar correto de acordo com a fase de vida do animal e manejo e controle sanitário.
  • 59.
    CARACTERÍSTICA DO SISTEMAINTENSIVO  Caracteriza-se por ;  Propriedades rurais altamente especializadas, geralmente estão próximas a grandes centros, onde o preço da terra é alto;  Necessidade de planejamento dos recursos alimentares, sanitários, produtivos e reprodutivos, administrativos, entre outros;  Os investimentos são altos e os ciclos de produção são mais curtos. Da mesma maneira, os riscos são muito maiores, por isso existe um controle intenso da produção.  Esse sistema pode ser empregado em todas as criações, como aves, suínos, bovinocultura de corte e de leite, ovinos, caprinos, piscicultura, etc.
  • 60.
  • 61.
    MÉTODOS DE PASTEJO •Seleção de técnicas para a locação do rebanho e o controle da sua lotação. • Os objetivos são: • Melhorar a eficiência de pastejo, • Diminuir o estresse na pastagem, • Melhorar a uniformidade de pastejo e • Reduzir custos com a manutenção da pastagem.
  • 62.
    MÉTODOS DE PASTEJO •Lotação contínua  Os animais ficam na área todo o tempo  Período de descanso zero  Ganho/animal • Lotação intermitente/rotativa  Pastagem dividida em piquetes  Período de ocupação e de descanso controlados  Ganho/área
  • 63.
    LOTAÇÃO CONTÍNUA • Priorizao ganho/animal (> área disponível para pastejo por animal) • Grandes criações extensivas • < investimento em instalações e equipamentos • > seletividade dos animais • Distribuição irregular do pastejo, fezes e urina. • Manejo inadequado • Excesso de forragem • A distribuição das aguadas, cochos e sombreamento devem evitar o pastejo desuniforme.
  • 64.
    INSTALAÇÕES E AMBIÊNCIANA PRODUÇÃO ANIMAL
  • 65.
    AMBIENTE X AMBIÊNCIA Ambiente Ambiência Ea soma dos impactos que envolve os biológicos e físicos que constitui-se em uns dos responsáveis pelo sucesso ou fracasso da produção. E a definição de conforto baseadas no contexto ambiental, quando se analisa as características do meio ambiente em função da zona de conforto térmico.
  • 66.
    CONTROLE DO AMBIENTEPOR SISTEMAS NATURAIS E ARTIFICIAIS Microclima dentro de uma instalação É definido pela combinação de elementos como temperatura, umidade relativa do ar, radiação, densidade animal. Condicioname nto térmico É a função basicamente do ISOLAMENTO TÉRMICO e da VENTILAÇÃO Radiação Solar Pode ser controlada pelo isolamento térmico Calor gerado pelos animais Pode ser controlado pela ventilação
  • 67.
    CONTROLE DO AMBIENTEPOR SISTEMAS NATURAIS E ARTIFICIAIS Sistemas de controles Naturais Característica das instalações • Aberturas Laterais • Tipo de telhado • Manejo de cortina • Recobrimentos das áreas circunvizinhas • Sombreamento Métodos artificiais mecanizados • Nebulizadores • Ventiladores • Refrigeração de agua de beber • Isolamento térmico de canos, caixas d’água entre outras
  • 68.
    CARACTERÍSTICAS CONSTRUTIVAS  Localização Deve- se evitar terrenos de baixada, evitando problemas de alta umidade, baixa movimentação do ar e insuficiente insolação no inverno.
  • 69.
    ORIENTAÇÃO DAS INSTALAÇÕES A orientação das instalações, principalmente as abertas, e importante para garantir a insolação interna. Em nosso hemisfério, as coberturas devem ser orientadas no sentido Leste-Oeste para que no verão tenha menos incidência de radiação solar no interior das instalações.
  • 70.
    TELHADOS  O bommaterial para cobertura deve apresentar alta refletividade sola associada à baixa emissividade térmica e absortividade.  O melhor material que atua reduzindo a carga de radiação são as telhas de marro, seguidas das telhas de cimento amianto pintadas de branco e alumínio, respectivamente
  • 71.
  • 72.
    ESTÁBULO DE TELHASDE CIMENTO E AMIANTO
  • 73.
  • 74.
    TELHADOS Uso de materiais isolantes Osisolamentos térmicos da cobertura devem ser constituídos por matérias de baixa condutividade térmica. Aspersão de água sobre o telhado Possibilita a diminuir a temperatura da telha e consequentemente a carga térmica radiante
  • 75.
    FORRO  O forroatua como uma segunda barreira física, a qual permite a formação de uma camada de ar junto à cobertura que contribui na redução da transferência de calor para o interior da construção. Os lanternins podem ajudar na ventilação do forro.
  • 76.
    BEIRAIS  Devem serprojetados de forma a evitar simultaneamente a penetração de chuvas e raios solares, variando de 1,5 a 2,0 metros.
  • 77.
    LANTERNIN  E umaabertura para saída do ar na cumeeira do telhado. É fundamental em galpões de larguras e iguais ou superiores a 8 metros.
  • 78.
    ALTURA DA COBERTURA Influencia diretamente a ventilação natural e a quantidade de radiação solar que pode atingir o interior do galpão. A altura do ó-direito está relacionada a largura do galpão. Quanto mais largo, maior deverá ser a altura. Pé-direito recomendado de acordo com a largura da instalação.
  • 79.
    VENTILAÇÃO NATURAL  Servepara renovar o ar dentro dos galpões, provendo O2 e eliminando os gases e odores, possibilitando também um certo controle da temperatura e umidade dentro das instalações.  A localização e o tipo de abertura das instalações podem favorecer a ventilação natural, assim, como o manejo das cortinas e lanternins.  Nas regiões em que a temperatura se mantém quase sempre acima da requerida pelo conforto térmico, devem prevalecer uma ventilação baseada na razão térmica, e o projeto das instalações deverá ser orientado para esta necessidade de extrair o calor liberado pelos animais.
  • 80.
  • 81.
    TEMPERATURA DE ÁGUADE CONSUMO  Deve-se evitar as caixas de água e as tubulações passem muito perto do telhado ou fiquem expostas ao sol.
  • 82.
    ARBORIZAÇÃO E SOMBREAMENTO A arborização ajuda a reduzir e controlar a radiação solar, temperatura do ar, umidade relativa e velocidade do vento.  Absorve cerca de 90% da radiação visível e 60% da infravermelha.  Tente-se assim uma atenuação da radiação de onda curta, evitando o aquecimento das superfícies.  Deve-se evitar que as árvores dificultem a ventilação natural.
  • 83.
    CLIMATIZAÇÃO POR MEIOSARTIFICIAIS Ventilação forçada Com o objetivo de aumentar a dissipação de calor por convecção e evaporação. Nebulização ou aspersão de água junto coma ventilação Tem como objetivo de reduzir à temperatura interna do ar ambiente, favorecendo as trocas sensíveis de calor
  • 84.
    VENTILAÇÃO FORÇADA  Deveser usada sempre que os meios naturais não proporcionam o índice de renovação de ar ou abaixamento de temperatura necessário.  A ventilação mecânica independe das condições atmosférica e possibilita o tratamento do ar através da filtração, umidificação, secagem etc.  O aumento da movimentação do ar sobre a superfície corporal facilita a perda de calor para o ambiente por processos convectivos, reduzindo a temperatura corporal e a taxa respiratória.  Além de reduzir o estresse calórico, a ventilação e importante para regular a umidade do ar e eliminar a concentração de gases e poeira.
  • 85.
    VENTILAÇÃO FORÇADA Sistema deventilação de pressão positiva (diluidora) Os sistemas de ventiladores forçam o a externo para dentro da construção, com aumento da pressão do ar. O gradiente de pressão interno-externo, assim gerado, movimenta por sua vez o ar interno para fora. Sistema de ventilação de pressão negativa (exaustora) Força a saída do ar criando um vácuo parcial na construção. Por sua vez, a diferencia de pressão do ar, assim gereda entre o interior e o exterior do abrigo (pressão estatitica) sugar o ar externo para o interior da construção
  • 86.
    SISTEMA DE VENTILAÇÃODE PRESSÃO POSITIVA
  • 87.
    SISTEMA DE VENTILAÇÃODE PRESSÃO POSITIVA
  • 88.
    SISTEMA DE VENTILAÇÃODE PRESSÃO NEGATIVA
  • 89.
    RESFRIAMENTO ADIABÁTICO EVAPORATIVO Acredita-se que este sistema seja mais eficiente em climas quentes e secos, porém, é possível aproveitar em certos períodos do dia, mesmo em regiões úmidas, em que a maior temperatura do ar e acompanhado pela menor umidade relativa do ar. Sistema de resfriamento adiabático evaporativo pode ser obtido por • Nebulização associada à ventilação • Aspersão de água sobre a cobertura • Sistema de material poroso acoplado ao ventilador e tubos e distribuição de ar.
  • 90.
  • 91.
    SISTEMA DE RESFRIAMENTOEVAPORATIVO POR NEBULIZAÇÃO  O sistema de nebulização consiste na formação de gotículas extremamente pequenas, que aumentam muito a superfície de uma gota de água exposta ao ar, o que assegura a evaporação mais rápida.  E uma sistema dos mais eficientes em promover o conforto térmico e consequentemente melhora o desempenho dos animais.  Deve ser usado sempre que a temperatura ultrapassa a do limite de conforto e permanecer em funcionamento enquanto a umidade do ar for inferior a máxima tolerada (75 a 80%). Este processo pode ser controlado automaticamente por um termostato.
  • 92.
    SISTEMA DE RESFRIAMENTOEVAPORATIVO POR NEBULIZAÇÃO
  • 93.
    ASPERSÃO DE ÁGUA SOBREA COBERTURA Para que possa obter um resultado satisfatório na redução da temperatura e consequentemente de carga térmica de radiação sobre os animais, a agua de aspersão tem que e distribuída uniformemente sobre a cobertura, que deve possuir calhas para recolhimento e reaproveitamento de água, e evitar o umedecimento nos arredores das instalações.
  • 94.
    Docente: Ana RafaelaSilva de Macedo NOÇÃO DE BIOCLIMATOLOGIA
  • 95.
    O QUE ÉBIOCLIMATOLOGIA?  É uma ciência que visa vincular o clima e seus elementos físicos com o bem estar animal para oferecer condições ambientes capazes de permitir a expressão plena do genótipo e obtenção de conforto.
  • 96.
     O meioambiente é um dos grandes responsáveis pela produtividade animal, pois, aliado à herança genética (genótipo), expressa no fenótipo (característica externa) do indivíduo seu potencial genético de produção. GENÓTIPO AMBIENTE FENÓTIPO
  • 97.
    FATORES AMBIENTAIS QUEINFLUENCIAM NO BEM- ESTAR ANIMAL  A influência direta acontece através da temperatura do ar, da radiação solar e da umidade, por sua relação com o calor atmosférico. Os componentes climáticos condicionam as funções do corpo para manter a temperatura normal;  A influência indireta acontece através da qualidade e quantidade de vegetais indispensáveis à criação animal e do favorecimento de doenças;
  • 98.
    VARIAÇÕES NATURAIS DIRETAS Radiação - raios solares temperatura e luminosidade. ↑ ↑ ↑  Temperatura - A mais importante, sua ação incide de maneira considerável nos mamíferos e aves.  Luminosidade - Fotoperíodo Reprodutivo + Crescimento Vegetativo.  Chuva e Umidade – Chuvas Umidade. ↑ ↑  Vento – a perda de calor e disseminação de agentes causadores de doenças. ↑ ↑
  • 99.
    VARIAÇÕES NATURAIS INDIRETAS Fertilidade do solo – Disponibilidade de nutrientes para desenvolvimento de plantas;  PH do solo – Produção ideal próximo à neutralidade (6,0 a 6,5);  Endoparasitas e Ectoparasitas – Climas tropicais, Épocas de maiores ↑ ↑ temperaturas e umidades (Chuvas-Primavera/Verão),
  • 100.
    VARIAÇÕES ARTIFICIAIS São deresponsabilidade direta do homem e de consequência mais acentuada nas criações do tipo intensivo.  Instalações – construções destinadas ao abrigo dos animais devem ser construídas de maneira a atenuar os efeitos ambientais;  Alimentação – alimentos de maior palatabilidade e digestibilidade são os mais recomendados.  Saúde e trato – grande parte das doenças que acometem os animais são controláveis pelo homem, através do ambiente de criação e condições adequados.
  • 101.
    TEMPERATURA  Na Bioclimatologiaaplicada a Zootecnia a temperatura é o elemento climático de maior influência, e veremos detalhadamente.  Homeostasia = Manutenção do equilíbrio físico e químico nos animais.  Os pecilotermos (peixes em geral, anfíbios, répteis), também são conhecidos como animais de sangue frio, porque a sua temperatura corporal varia com a do ambiente.  Os homeotermos (Mamíferos e Aves) são animais que conseguem manter a temperatura do corpo constante, mesmo que ocorram alterações da temperatura ambiente.
  • 102.
    A TEMPERATURA CORPÓREADEPENDE DO EQUILÍBRIO ENTRE CONSUMO E PRODUÇÃO DE CALOR A temperatura corporal dos animais é equilibrada entre a quantidade de calor produzida e absorvida e a quantidade de calor perdida para o meio. Portanto:  Se a temperatura corporal estiver mais elevada que a temperatura ambiente animal sente CALOR  Se a temperatura corporal estiver mais baixa que a temperatura ambiente animal sente FRIO  Se a temperatura corporal estiver em equilíbrio com a temperatura ambiente animal em CONFORMTO TÉRMICO
  • 103.
    TEMPERATURAS DOS ANIMAIS AnimalTemperatura em C° Cavalo 37,5-38,5 Potro 37,5 – 39,0 Boi 38,5 – 39,5 Vaca 37,5 – 39,5 Bezerro de seis meses 39,0 – 40,0 Ovelha e Cabra 39,0 – 40,5 Porco 38,0 – 40,0 Leitão até 3 meses 39,5 – 40,1 Cão grande 37,4 – 39,0 Cão pequeno 38,0 – 39,0 Gato 38,0 – 39,0 Galo e galinha 41,5 – 42,5
  • 104.
    PRODUÇÃO E PERDADE CALOR Termogênese = produção de calor. A TEMPERATURA do corpo pode vir:  do METABOLISMO (funcionamento do corpo)  por ESFORÇO FÍSICO (atividade física na contração muscular e por tremores da derme pela musculatura lisa)  de FONTES EXTERNAS (quando a temperatura ambiente é maior que a temperatura corporal ocorre ganhos por irradiação, condução e convecção.
  • 105.
    TERMÓLISE É o calorproduzido pelo animal tem que ser dissipado ou perdido para a manutenção da homeostase.  O calor é perdido para o ambiente por radiação emitida da superfície do corpo para um ambiente mais frio.  Por evaporação, das secreções das vias respiratórias, do suor ou da saliva.  Por condução, para a superfícies mais frias, com as quais os animais estão em contato.
  • 106.
    Dissipação de calor Evaporativa Superficial g.sudorípara respiratória Funções associadas: urina, fezes, água e perda metabólica de peso Não evaporativa Condução, Convecção e Radiação Vasodilação, Vasocontriç ão, pelagem, pelo, orelhas. Termólise
  • 107.
    TERMÓLISE  Eliminação docalor por evaporação  Nos climas quentes, a evaporação é o principal processo de eliminação do excesso de calor corporal.  É prejudicada pela umidade do ar elevada e favorecida pelos ventos.  Processa-se principalmente na superfície do corpo, mas ocorre também no seu interior- sistema respiratórios
  • 108.
    TERMÓLISE  Evaporação pelotrato respiratório  perda de calor por evaporação ocorrer continuamente pela difusão da água por meio d pele perda de vapor e de água pelo trato respiratório.  A taxa elevada de movimento respiratório implica em grande atividade muscular do animal, levando a um trabalho excessivo dos pulmões e coração.
  • 109.
    TERMÓLISE A umidade quese evapora da superfície do corpo pode ser: Produto das glândulas sudoríparas; Zebus, cavalos produção de suor Bovinos europeus , porco e carneiro produção de suor
  • 110.
    TERMÓLISE A umidade quese evapora da superfície do corpo pode ser: Por meio de fluidos orgânicos: • Urina e saliva • Animais que não suam ou suam pouco, ocorre a maior ingestão de água e acarreta em maior produção de urina.
  • 111.
    TERMÓLISE  A umidadeque se evapora da superfície do corpo pode ser:  Origem externa;  Lagos, lagoas, rios ou poça d’ água.  Imersão ou banhos de qualquer natureza.
  • 112.
    EFEITO DO CLIMATROPICAL  Radiação: é a transferência de energia térmica de um corpo a outro através de ondas eletromagnéticas.  Condução: é o mecanismo de transferência de energia térmica entre os corpos. O animal ganha ou perde calor por condução através de contato direto com substância frias ou quentes, incluindo o ar, a água e materiais sólidos
  • 113.
    EFEITO DO CLIMATROPICAL  Convecção: é a perda de calor por meio de uma corrente de fluído (liquido ou gasoso) que absorve energia térmica em um dado local e que então se desloca para outro local, onde se mistura com porções mais frias do fluído e para ela transferir a energia.  Evaporação: e a troca de calor por meio de mudança do estado da água do liquido para o gasoso, sendo esse processo carreador de calor para fora do corpo animal.
  • 114.
  • 115.
    OBRIGADO PELA ATENÇÃO EATÉ A PRÓXIMA AULA !

Notas do Editor

  • #65 Crie uma estrutura de tópicos Prepare-se: Apresente a Era (Use uma combinação de mídia e de texto) Organizar seus artefatos para descrever como era a vida durante a Era que você está apresentando. Considere usar um storyboard para descrever suas imagens e ideias Verifique se você preparou uma apresentação clara e completa sobre todos os aspectos da era (pessoas, tarefas, comida, transporte, etc. O que mais você deve incluir para que o público sinta que realmente visitou esta Era?)