INFLUÊNCIA MORAL DO
MÉDIUM
I NTRODUÇÃO
PRIMEIRA PARTE
Noções Preliminares
CAPÍTULO I — HÁ ESPÍRITOS?
CAPÍTULO II — DO MARAVILHOSO E DO SOBRENATURAL
CAPÍTULO III — DO MÉTODO
CAPÍTULO I V — DOS SISTEMAS
SEGUNDA PARTE
Das manifestações espíritas
CAPÍTULO I — DA AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA
CAPÍTULO II — DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS . — DAS MESAS GIRANTES
CAPÍTULO III — DAS MANIFESTAÇÕES INTELIGENTES
CAPÍTULO IV — DA TEORIA DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS
CAPÍTULO V — DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS
CAPÍTULO VI — DAS MANIFESTAÇÕES VISUAIS
CAPÍTULO VII — DA BICORPOREIDADE E DA TRANSFIGURAÇÃO
CAPÍTULO VIII — DO LABORATÓRIO DO MUNDO INVISÍVEL
CAPÍTULO IX — DOS LUGARES ASSOMBRADOS
CAPÍTULO X — DA NATUREZA DAS COMUNICAÇÕES
CAPÍTULO XI — DA SEMATOLOGIA E DA TIPTOLOGIA
CAPÍTULO XII — DA PNEUMATOGRAFIA OU ESCRITA DIRETA DA PNEUMATOFONIA
CAPÍTULO XIII — DA PSICOGRAFIA
CAPÍTULO XIV — DOS MÉDIUNS
CAPÍTULO XV — DOS MÉDIUNS ESCREVENTES OU PSICÓGRAFOS
CAPÍTULO XVI — DOS MÉDIUNS ESPECIAIS
CAPÍTULO XVII — DA FORMAÇÃO DOS MÉDIUNS
CAPÍTULO XVIII — DOS INCONVENIENTES E PERIGOS DA MEDIUNIDADE
CAPÍTULO XIX — DO PAPEL DOS MÉDIUNS NAS COMUNICAÇÕES ESPÍRITAS
CAPÍTULO XX — DA INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM
CAPÍTULO XXI — DA INFLUÊNCIA DO MEIO
CAPÍTULO XXII — DA MEDIUNIDADE NOS ANIMAIS
CAPÍTULO XXIII — DA OBSESSÃO
CAPÍTULO XXIV — DA IDENTIDADE DOS ESPÍRITOS
CAPÍTULO XXV — DAS EVOCAÇÕES
CAPÍTULO XXVI — DAS PERGUNTAS QUE SE PODEM FAZER AOS E SPÍRITOS
CAPÍTULO XXVII — DAS CONTRADIÇÕES E DAS MISTIFICAÇÕES
CAPÍTULO XXVIII — DO CHARLATANISMO E DO EMBUSTE
CAPÍTULO XXIX — DAS REUNIÕES E DAS S OCIEDADES E SPÍRITAS
CAPÍTULO XXX — REGULAMENTO DA S OCIEDADE P ARISIENSE DE E STUDOS ESPÍRITAS
CAPÍTULO XXXI — DISSERTAÇÕES ESPÍRITAS
CAPÍTULO XXXII — VOCABULÁRIO ESPÍRITA
Fenômen
o
Mediúnic
o
ESPÍRITO MÉDIUM
PERMISSÃO
1. O desenvolvimento da
mediunidade se processa na razão
do desenvolvimento moral do
médium?
— Não. A faculdade propriamente dita
é orgânica, e portanto independente
da moral. Mas já não acontece o
mesmo com o seu uso, que pode ser
bom ou mau, segundo as qualidades
do médium.
2. Sempre se disse à mediunidade é um dom de
Deus, uma graça,um favor divino. Porque,
então, não é um privilégio dos homens de bem?
E porque há criaturas indignas que a possuem
no mais alto grau e a empregam no mau
sentido?
— Todas as nossas faculdades são favores que
devemos agradecer a Deus, pois há criaturas que
não as possuem. Podias perguntar porque Deus
concede boa visão a malfeitores, destreza aos
larápios, eloquência aos que só a utilizam para o
mal. Acontece o mesmo com a mediunidade. (...)
Deus lhe permitiu esse dom para que mais odiosa
lhe parecesse à traição.
O certo, porém, é que o médium
exerce significativa influência moral
nas mensagens mediúnicas por ele
recebidas, daí o cuidado de serem
analisadas, com lucidez e isenção de
ânimo, antes de serem divulgadas.
8. É absolutamente impossível receber
boas comunicações por um médium
imperfeito?
— Um médium imperfeito pode às vezes
obter boas coisas, porque, se tem uma boa
faculdade, os bons Espíritos podem servir-
se dele na falta de outro, em determinada
circunstância. Mas não o fazem sempre,
pois quando encontram outro que melhor
lhes convém, lhe dão preferência.
11. Quais as condições necessárias
para que a palavra dos Espíritos
superiores nos chegue sem
qualquer alteração?
— Desejar o bem e repelir o egoísmo
e o orgulho: ambos são necessários.
12. Se a palavra dos Espíritos superiores só nos
chega pura em condições tão difíceis, isso não é
um obstáculo à propagação da verdade?
— Não, porque a luz chega sempre ao que a deseja
receber. Aquele que deseja esclarecer-se deve fugir
das trevas, e as trevas estão na impureza do coração.
Os Espíritos que consideras como personificações do
bem não atendem de boa vontade aos que têm o
coração manchado de orgulho, de cupidez e falta de
caridade. Que se livrem, pois, de toda a vaidade
humana, os que desejam esclarecer-se, e humilhem a
sua razão ante o poder infinito do Criador. Será essa
a melhor prova de sua sinceridade. E todos podem
cumprir essa condição.
Se o médium é de baixa moral, os Espíritos
inferiores se agrupam em torno dele e estão
sempre prontos a tomar o lugar dos bons
Espíritos a que ele apelou. As qualidades que
atraem de preferência os Espíritos bons são:
a bondade, a benevolência, a simplicidade de
coração, o amor ao próximo, o
desprendimento das coisas materiais. Os
defeitos que os afastam são: o orgulho, o
egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez,
e sensualidade e todas as paixões pelas quais
o homem se apega à matéria.
228. Todas as imperfeições morais são
portas abertas aos Espíritos maus, mas a
que eles exploram com mais habilidade é o
orgulho, porque é essa a que menos a gente
se confessa a si mesmo. O orgulho tem
posto a perder numerosos médiuns
dotados das mais belas faculdades, que,
sem ele, seriam instrumentos excelentes e
muito úteis.
É possível, mesmo em situações adversas, que o
médium possa transmitir mensagens de um
Espírito superior. Isto pode acontecer em, pelo
menos, três situações:
- se não há no grupo um medianeiro que
ofereça melhores condições
de transmissão da mensagem;
-o Espírito comunicante pode ter a intenção de
conduzir o médium a uma reflexão sobre a
própria conduta moral e o que fazer para
corrigir-se; e
- por surgir uma necessidade premente de
auxílio ao grupo, no qual o médium atua.
Médiuns, a orientação da Doutrina Espírita é
sempre clara. O egoísmo e o orgulho são dois
corredores sombrios, inclinando-nos, em toda
parte, ao vício e à delinquência, em
angustiantes processos obsessivos, e só o bem
é capaz de filtrar com lealdade a Inspiração
divina, mas, para isso, é indispensável não
apenas admirá-lo e divulgá-lo; acima de tudo,
é preciso querê-lo e praticá-lo com todas as
forças do coração.

influencia moral do médium - Livro dos Médiuns

  • 1.
  • 2.
    I NTRODUÇÃO PRIMEIRA PARTE NoçõesPreliminares CAPÍTULO I — HÁ ESPÍRITOS? CAPÍTULO II — DO MARAVILHOSO E DO SOBRENATURAL CAPÍTULO III — DO MÉTODO CAPÍTULO I V — DOS SISTEMAS SEGUNDA PARTE Das manifestações espíritas CAPÍTULO I — DA AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA CAPÍTULO II — DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS . — DAS MESAS GIRANTES CAPÍTULO III — DAS MANIFESTAÇÕES INTELIGENTES CAPÍTULO IV — DA TEORIA DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS CAPÍTULO V — DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS CAPÍTULO VI — DAS MANIFESTAÇÕES VISUAIS CAPÍTULO VII — DA BICORPOREIDADE E DA TRANSFIGURAÇÃO CAPÍTULO VIII — DO LABORATÓRIO DO MUNDO INVISÍVEL CAPÍTULO IX — DOS LUGARES ASSOMBRADOS CAPÍTULO X — DA NATUREZA DAS COMUNICAÇÕES CAPÍTULO XI — DA SEMATOLOGIA E DA TIPTOLOGIA CAPÍTULO XII — DA PNEUMATOGRAFIA OU ESCRITA DIRETA DA PNEUMATOFONIA
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    CAPÍTULO XIII —DA PSICOGRAFIA CAPÍTULO XIV — DOS MÉDIUNS CAPÍTULO XV — DOS MÉDIUNS ESCREVENTES OU PSICÓGRAFOS CAPÍTULO XVI — DOS MÉDIUNS ESPECIAIS CAPÍTULO XVII — DA FORMAÇÃO DOS MÉDIUNS CAPÍTULO XVIII — DOS INCONVENIENTES E PERIGOS DA MEDIUNIDADE CAPÍTULO XIX — DO PAPEL DOS MÉDIUNS NAS COMUNICAÇÕES ESPÍRITAS CAPÍTULO XX — DA INFLUÊNCIA MORAL DO MÉDIUM CAPÍTULO XXI — DA INFLUÊNCIA DO MEIO CAPÍTULO XXII — DA MEDIUNIDADE NOS ANIMAIS CAPÍTULO XXIII — DA OBSESSÃO CAPÍTULO XXIV — DA IDENTIDADE DOS ESPÍRITOS CAPÍTULO XXV — DAS EVOCAÇÕES CAPÍTULO XXVI — DAS PERGUNTAS QUE SE PODEM FAZER AOS E SPÍRITOS CAPÍTULO XXVII — DAS CONTRADIÇÕES E DAS MISTIFICAÇÕES CAPÍTULO XXVIII — DO CHARLATANISMO E DO EMBUSTE CAPÍTULO XXIX — DAS REUNIÕES E DAS S OCIEDADES E SPÍRITAS CAPÍTULO XXX — REGULAMENTO DA S OCIEDADE P ARISIENSE DE E STUDOS ESPÍRITAS CAPÍTULO XXXI — DISSERTAÇÕES ESPÍRITAS CAPÍTULO XXXII — VOCABULÁRIO ESPÍRITA
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    1. O desenvolvimentoda mediunidade se processa na razão do desenvolvimento moral do médium? — Não. A faculdade propriamente dita é orgânica, e portanto independente da moral. Mas já não acontece o mesmo com o seu uso, que pode ser bom ou mau, segundo as qualidades do médium.
  • 6.
    2. Sempre sedisse à mediunidade é um dom de Deus, uma graça,um favor divino. Porque, então, não é um privilégio dos homens de bem? E porque há criaturas indignas que a possuem no mais alto grau e a empregam no mau sentido? — Todas as nossas faculdades são favores que devemos agradecer a Deus, pois há criaturas que não as possuem. Podias perguntar porque Deus concede boa visão a malfeitores, destreza aos larápios, eloquência aos que só a utilizam para o mal. Acontece o mesmo com a mediunidade. (...) Deus lhe permitiu esse dom para que mais odiosa lhe parecesse à traição.
  • 7.
    O certo, porém,é que o médium exerce significativa influência moral nas mensagens mediúnicas por ele recebidas, daí o cuidado de serem analisadas, com lucidez e isenção de ânimo, antes de serem divulgadas.
  • 8.
    8. É absolutamenteimpossível receber boas comunicações por um médium imperfeito? — Um médium imperfeito pode às vezes obter boas coisas, porque, se tem uma boa faculdade, os bons Espíritos podem servir- se dele na falta de outro, em determinada circunstância. Mas não o fazem sempre, pois quando encontram outro que melhor lhes convém, lhe dão preferência.
  • 9.
    11. Quais ascondições necessárias para que a palavra dos Espíritos superiores nos chegue sem qualquer alteração? — Desejar o bem e repelir o egoísmo e o orgulho: ambos são necessários.
  • 10.
    12. Se apalavra dos Espíritos superiores só nos chega pura em condições tão difíceis, isso não é um obstáculo à propagação da verdade? — Não, porque a luz chega sempre ao que a deseja receber. Aquele que deseja esclarecer-se deve fugir das trevas, e as trevas estão na impureza do coração. Os Espíritos que consideras como personificações do bem não atendem de boa vontade aos que têm o coração manchado de orgulho, de cupidez e falta de caridade. Que se livrem, pois, de toda a vaidade humana, os que desejam esclarecer-se, e humilhem a sua razão ante o poder infinito do Criador. Será essa a melhor prova de sua sinceridade. E todos podem cumprir essa condição.
  • 11.
    Se o médiumé de baixa moral, os Espíritos inferiores se agrupam em torno dele e estão sempre prontos a tomar o lugar dos bons Espíritos a que ele apelou. As qualidades que atraem de preferência os Espíritos bons são: a bondade, a benevolência, a simplicidade de coração, o amor ao próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, e sensualidade e todas as paixões pelas quais o homem se apega à matéria.
  • 12.
    228. Todas asimperfeições morais são portas abertas aos Espíritos maus, mas a que eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é essa a que menos a gente se confessa a si mesmo. O orgulho tem posto a perder numerosos médiuns dotados das mais belas faculdades, que, sem ele, seriam instrumentos excelentes e muito úteis.
  • 13.
    É possível, mesmoem situações adversas, que o médium possa transmitir mensagens de um Espírito superior. Isto pode acontecer em, pelo menos, três situações: - se não há no grupo um medianeiro que ofereça melhores condições de transmissão da mensagem; -o Espírito comunicante pode ter a intenção de conduzir o médium a uma reflexão sobre a própria conduta moral e o que fazer para corrigir-se; e - por surgir uma necessidade premente de auxílio ao grupo, no qual o médium atua.
  • 14.
    Médiuns, a orientaçãoda Doutrina Espírita é sempre clara. O egoísmo e o orgulho são dois corredores sombrios, inclinando-nos, em toda parte, ao vício e à delinquência, em angustiantes processos obsessivos, e só o bem é capaz de filtrar com lealdade a Inspiração divina, mas, para isso, é indispensável não apenas admirá-lo e divulgá-lo; acima de tudo, é preciso querê-lo e praticá-lo com todas as forças do coração.