ILHÉUS – CARNAVAL, MAZELAS, PROGRESSO, PONTAL E CORAGEM




Ainda bem, que o atual prefeito de Ilhéus, não se acovardou em tomar uma
decisão politicamente impopular, principalmente quando se trata do carnaval.

Não era possível, diante de tantas mazelas a serem cuidadas, e dentre elas,
salários atrasados dos servidores municipais, para começar fazendo farra com
o dinheiro público.

Pensam alguns, que Ilhéus é uma cidade turística e não é. É uma cidade, que
tem períodos de maior ou menor procura como descanso, veraneio, ou de
curiosidades, pela sua rica história, desde a época das Capitanias Hereditárias.

Mas, nos prendamos neste momento ao carnaval, que desde os tempos
remotos, só é atrativo à noite, pois quem aqui chega para descanso (lazer), se
espalham por todo litoral a procura de sossego. Principalmente agora, com o
carnaval de Salvador, onde soteropolitanos ou quem na capital baiana residem,
procuram as cidades do interior, pois lá é uma violência sem limites, além de
do infernal barulho. Ficando por lá, na maioria, os mais jovens, que ainda
curtem estes eventos, que não estranhamos, pois faz parte da idade.

Fomentar que a cidade perde economicamente, pela não realização do
carnaval é na nossa visão, uma falácia. O que acontece, é apenas a
distribuição dos mesmos dinheiros, aqui despejados pelos nossos visitantes,
em diversos setores da nossa economia.
Isto exposto voltamos aos nossos carnavais de bairros, que à hora é esta para
serem resgatados. Estes sim, sempre fizeram a diferença de um povo, pois
uma cidade só é boa na área do turismo, quando ela for primeiro excelente
para seus habitantes, e nunca ao contrário do que se pregam por aí, colocando
o “turista” em primeiro lugar. Precisamos acabar com isto, pois no momento,
que o poder público nos deixar satisfeito, teremos satisfação em receber bem
os nossos visitantes, acima de tudo, sem explorá-los. Boa parte dos
empresários do ramo são ainda arcaicos no modo de pensar.

O exemplo disto, e cada vez maior, a invasão bem vinda, de empresários de
outros cantos do país e do mundo, onde descobriram esta falha, e para aqui
estão se estabelecendo, deixando os nossos empresários sem dá conta disto,
e estão enveredando pelos caminhos, de cederem seus pontos comerciais, aos
que têm novas visões.

Nosso crescimento sustentável, a curto e médio prazo, já começou a virar
realidade em nosso município, mesmo que alguns setores que são contrários a
tudo, se desdobrem para atenderem o “colônismo”, na briga pelo
desenvolvimento, que só cabem para eles.




Finalmente, para não deixar de falar no carnaval propriamente dito, o bairro do
Pontal, já começa dando os primeiros passos para que isto aconteça. A nova
diretoria da AMOP (Associação dos Moradores do Pontal), agora sim, atuante,
com o apoio de vários setores da iniciativa privada e a população, com
destaques especiais para nosso amigo e colega de ginásio, José Henrique
Abobreira, e o maestro professor Clélio Paixão, que não estão medindo
esforços, para que o bairro volte aos velhos tempos. Já foram confirmados
diversos blocos, desfile de fantasias, caretas, (ZéCarlinhos), mandus,
turibibitas, pierots e colombinas, cortejos de baianas, com seus cânticos
religiosos africanos, tendo à frente a amiga de velhos tempos, Mãe Laura, e um
grande baile de carnaval, que será realizado no salão de festas Elegância.

E para quem gosta de reviver a nossa história pontalense, vai de “quebra”
como realizarmos nossos carnavais independentes, com quase nada de verbas
públicas. Pois, elas terão que serem aplicadas em áreas mais nobres.




PONTAL - Os nossos carnavais da década de 50 e 60 eram independentes. Os
Blocos, Cordões e Afoxés tinham por obrigação desfilarem aqui no domingo e
na terça-feira, ficando só a segunda de carnaval para uma apresentação em
Ilhéus (centro).

Dentre os Blocos e Cordões, “Os Bambas do Salgueiro” de Dona América, era
o que mais chamava a atenção pela riqueza das fantasias e a organização,
mas a criançada ficava mesmo na expectativa da vez do desfile pelas ruas do
bairro do afoxé de Cabo Jonas, que popularmente chamávamos de “Os
Pauzinhos”, em razão do bailado que era ritmado com pedaços de paus, uma

Ilhéus carnaval, mazelas, progreso, pontal e coragem

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    ILHÉUS – CARNAVAL,MAZELAS, PROGRESSO, PONTAL E CORAGEM Ainda bem, que o atual prefeito de Ilhéus, não se acovardou em tomar uma decisão politicamente impopular, principalmente quando se trata do carnaval. Não era possível, diante de tantas mazelas a serem cuidadas, e dentre elas, salários atrasados dos servidores municipais, para começar fazendo farra com o dinheiro público. Pensam alguns, que Ilhéus é uma cidade turística e não é. É uma cidade, que tem períodos de maior ou menor procura como descanso, veraneio, ou de curiosidades, pela sua rica história, desde a época das Capitanias Hereditárias. Mas, nos prendamos neste momento ao carnaval, que desde os tempos remotos, só é atrativo à noite, pois quem aqui chega para descanso (lazer), se espalham por todo litoral a procura de sossego. Principalmente agora, com o carnaval de Salvador, onde soteropolitanos ou quem na capital baiana residem, procuram as cidades do interior, pois lá é uma violência sem limites, além de do infernal barulho. Ficando por lá, na maioria, os mais jovens, que ainda curtem estes eventos, que não estranhamos, pois faz parte da idade. Fomentar que a cidade perde economicamente, pela não realização do carnaval é na nossa visão, uma falácia. O que acontece, é apenas a distribuição dos mesmos dinheiros, aqui despejados pelos nossos visitantes, em diversos setores da nossa economia.
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    Isto exposto voltamosaos nossos carnavais de bairros, que à hora é esta para serem resgatados. Estes sim, sempre fizeram a diferença de um povo, pois uma cidade só é boa na área do turismo, quando ela for primeiro excelente para seus habitantes, e nunca ao contrário do que se pregam por aí, colocando o “turista” em primeiro lugar. Precisamos acabar com isto, pois no momento, que o poder público nos deixar satisfeito, teremos satisfação em receber bem os nossos visitantes, acima de tudo, sem explorá-los. Boa parte dos empresários do ramo são ainda arcaicos no modo de pensar. O exemplo disto, e cada vez maior, a invasão bem vinda, de empresários de outros cantos do país e do mundo, onde descobriram esta falha, e para aqui estão se estabelecendo, deixando os nossos empresários sem dá conta disto, e estão enveredando pelos caminhos, de cederem seus pontos comerciais, aos que têm novas visões. Nosso crescimento sustentável, a curto e médio prazo, já começou a virar realidade em nosso município, mesmo que alguns setores que são contrários a tudo, se desdobrem para atenderem o “colônismo”, na briga pelo desenvolvimento, que só cabem para eles. Finalmente, para não deixar de falar no carnaval propriamente dito, o bairro do Pontal, já começa dando os primeiros passos para que isto aconteça. A nova
  • 3.
    diretoria da AMOP(Associação dos Moradores do Pontal), agora sim, atuante, com o apoio de vários setores da iniciativa privada e a população, com destaques especiais para nosso amigo e colega de ginásio, José Henrique Abobreira, e o maestro professor Clélio Paixão, que não estão medindo esforços, para que o bairro volte aos velhos tempos. Já foram confirmados diversos blocos, desfile de fantasias, caretas, (ZéCarlinhos), mandus, turibibitas, pierots e colombinas, cortejos de baianas, com seus cânticos religiosos africanos, tendo à frente a amiga de velhos tempos, Mãe Laura, e um grande baile de carnaval, que será realizado no salão de festas Elegância. E para quem gosta de reviver a nossa história pontalense, vai de “quebra” como realizarmos nossos carnavais independentes, com quase nada de verbas públicas. Pois, elas terão que serem aplicadas em áreas mais nobres. PONTAL - Os nossos carnavais da década de 50 e 60 eram independentes. Os Blocos, Cordões e Afoxés tinham por obrigação desfilarem aqui no domingo e na terça-feira, ficando só a segunda de carnaval para uma apresentação em Ilhéus (centro). Dentre os Blocos e Cordões, “Os Bambas do Salgueiro” de Dona América, era o que mais chamava a atenção pela riqueza das fantasias e a organização, mas a criançada ficava mesmo na expectativa da vez do desfile pelas ruas do bairro do afoxé de Cabo Jonas, que popularmente chamávamos de “Os Pauzinhos”, em razão do bailado que era ritmado com pedaços de paus, uma