E.E.A.B.B 2013
Projeto de
Leitura
Coordenadores:
Prof. Sebastião
Prof. Richardson
Alunas:
Kathleen Clara
Mariana O. Souza
Mariana O. Assis
Mirlane Cleto
Raiane Saldanha
Turma: 3003
FORMAÇÃO POLÍTICA
 Este trabalho tem o objetivo de contribuir para a formação
política dos alunos, através da reflexão e análise de
diferentes textos, com propostas de desenvolvimento da
interpretação e crítica da realidade política em que vivemos.
INTRODUÇÃO
 Música 1: “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo
Vandré, 1968;
 Análise da música 1;
 Música 2: “Quem é você?”, Detonautas, 2013;
 Análise da música 2;
 Parábola do aquário;
 Análise da parábola;
CONTEÚDO:
Solo: Caminhando e cantando e seguindo canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Refrão: Vem, vamos embora, que esperar não é
saber, Quem sabe faz a hora, não espera acontece r
(2x)
Solo: Pelos campos há fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Refrão (2x)
Solo: Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição De
morrer pela pátria e viver sem razão
Refrão (2x)
Solo: Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Refrão (2x)
“PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES”
LETRA
Essa música de Geraldo Vandré foi composta em 1968, o ano
mais conturbado da ditadura militar.
 Temas: *A luta dos civis contra a ditadura;
*Violência;
*Repressão;
*Mobilização dos brasileiros;
 Questões: *O movimento dos camponeses e agricultores;
*Os soldados que também eram dominados pelo
governo autoritário;
* Igualdade;
* Liberdade;
* Poder de mudança da população;
ANÁLISE
Solo: Você trabalha feito um burro de carga
Puxando um sistema podre que é bancado com o
seu suor
E sexta feira vai a igreja comungar com sua
família
A voz sagrada Jesus Cristo é o senhor
Deixa parte do salário em retribuição A dádiva
divina da palavra do pastor
É melhor garantir um lugar no céu
Aqui nesse inferno tenta só sobreviver
E o que salva é a cervejinha no fim de semana
Assistindo o jogo do seu time preferido na tv ...
Solo: Segunda-Feira o seu filho tá em casa
Porque a escola onde estuda, não tem nenhum
professor
E o professor está na rua apanhando da polícia
E tá cobrando seu salário lá do governador
Solo: Enquanto isso numa casa confortável
Uma família abastada reunida, assiste
televisão
E praguejando fala mal de quem está na
rua Enfrentando e dando a cara pra lutar
contra a situação
O fura fila que entrou na sua frente
Conseguiu ser atendido muito antes de
você!
E aquele cara que foi reclamar do caso
Chamado de barraqueiro que não tinha o
que fazer
A sogra dele a semanas na espera Vai
pensando que já era
Não consegue um leito em um hospital
E na favela aquela guerra continua
traficante
E a polícia num controle social!
Refrão: Mas... Quem é você? (3x)
“QUEM É VOCÊ?”
LETRA
Solo: Tu fuma um back e é chamado de
financiador
Por um senhor que toma um uísque e bate
na mulher
E nego enche a cara no fim de semana
Sai de carro dirigindo mata cinco puxa o
carro e sai de ré
A gente gasta são 6 meses de salário
Dando tudo pro governo e não tem nada
quase em troca
E o governo vai tomando e gastando o seu
dinheiro
Solo: Eles são o parafuso e você é a porca
Já foram mais 500 anos dessa história
Não mudou tanto assim desde a colonização
A diferença é que hoje colonizador
É aplaudido num programa de televisão
Solo: A gente acha como se por um milagre
Deus no auge da bondade fosse um dia
interceder
Enquanto esse dia não chega
A gente vai aceitando e esperando alguma
coisa acontecer...
Refrão: Mas... Quem é você? Quem é você?
Me diz... Quem é você? Quem é você?
O teu avô que trabalhou a vida inteira
Dia e noite, noite e dia até se aposentar
Recebe agora uma miséria de salário
Fica 10 horas na fila esperando e não
pode reclamar
“QUEM É VOCÊ?”
LETRA
Solo: Mas as crianças vão crescer
E o futuro do Brasil por algum dia deverá ser
bem melhor
Só que o problema é que as crianças
Estão crescendo com seus pais longe de casa
E mais ninguém ao seu redor!
Solo: Eu não queria te dizer mas eu vou ter
que te falar
Tu é esperto mas tá sendo passado pra trás
E pode ser que quando tu percebas isso lá na
frente
Já seja tarde demais!
Solo: Agora dance, dance!
Mão na cabeça, mão no joelho
Fica de quatro, não pode parar!
Agora dance, dance, dance, dance... Dance!
Mãozinha prum lado, bundinha pro outro Se
finge de besta e não pare de dançar!
Agora dance! Dance... Dance!
Mão na cabeça, mão no joelho Fica de
quatro, não pode parar!
Agora dance, dance, dance… Dance!
Mãozinha prum lado, bundinha pro outro Se
finge de besta e não pare de dançar!
Refrão: Quem é você? Quem é você? Mas
quem é você? (Quem é você?)
“QUEM É VOCÊ?”
LETRA
Essa música foi composta pela banda Detonautas em 2013, ano em
que aconteceram as manifestações a favor da reforma política.
 Temas: * A luta pelos direitos;
* A insatisfação da população;
 Questões: * Reinvidação dos direitos;
* Melhores serviços;
* Falta de expressão e interesse;
* Desigualdade;
ANÁLISE
Era uma vez um aquário onde viviam peixes
grandes, médios e pequenos. Ali imperava a
lei do mais forte. Os alimentos atirados pelo
Criador eram disputados. Primeiro comiam os
maiores. O que sobrava destes era devorado
pelos médios. E o que sobrava dos médios era
devorado pelos pequenos. Na falta de outro
alimento, os grandes devoravam os médios e
estes, por sua vez, devoravam os pequenos.
Ora, havia um peixinho muito pequenino, que
morava no fundo do aquário, onde estava a
salvo da fome e da gula dos demais.
Ali, naquelas profundezas, poucas vezes caía
algum alimento. Mas, o peixinho, ao invés de
maldizer a sorte, enganava a fome distraindo -
se a contemplar os desenhos dos azulejos, as
plantinhas, a areia branca e as pedrinhas
brilhantes que enfeitavam o fundo do aquário.
Um belo dia, o peixinho descobriu um ralo, por
onde saía a água do aquário.
Admirado, exclamou: "Ué! Então este aquário
não é tudo? Existe outro lugar onde se pode
viver? Para onde irá essa água que não pára
de correr?
E, o peixinho, curioso, tentou passar pelo ralo.
Como os vãos fossem muito estreitos, ele se
dispôs a fazer sacrifícios e emagrecer até
passar para o outro lado. Foi assim que, dias
mais tarde, bem mais magro e ainda assim
perdendo algumas escamas na travessia, ele
conseguiu seu intento. E foi assim que ele
conheceu, pela primeira vez na vida, o que é a
água corrente. - Uma delícia! Uma maravilha!
O peixinho ia pulando feliz pelo rego da
água, deslumbrado com tudo. E o rego da
água levou o peixinho até uma enxurrada...
Na enxurrada, mais água ainda. E a correnteza
mais forte. Não era preciso nadar. Bastava
soltar o corpo. Que maravilha! Quantos
peixinhos livres! Quantos barquinhos de papel!
E o sol??? Que coisa linda! E aqueles
bobos, lá no aquário, pensando que aquilo
fosse tudo, aquela água suja e parada.
Coitados!!! E a enxurrada levou o peixinho a
um riacho.
PARÁBOLA DO AQUÁRIO
E o peixinho nunca pudera imaginar tanta água
de uma vez. Nunca vira crianças nadando. Nunca
vira mulheres lavando roupa e cantando. Nunca
pudera ver tantas plantas, tantas flores, tanta
beleza junta! E julgou que estivesse delirando.
Quanta comida, quanta água, quanto lugar onde
viver em paz, quanta felicidade para todos! Ah!
Aqueles pobres diabos lá no aquário ... se vissem
tudo isto! E o riacho levou o peixinho até o rio.
Não. Não é possível! Isto não existe! Olha quanta
água! Parece não ter fim. Quanta comida! Quanto
sol, quanta luz, quanta beleza! E foi
assim, extasiado, maravilhado, deslumbrado, qua
se não acreditando em seus próprios olhos, que o
peixinho, levado pelo grande rio, chegou enfim
ao mar.
Ali, diante daquele infinito de águas, de
alimentos, de luz, de cores, de plantas, de um
mundo de coisas maravilhosas, diante daquela
majestade toda, o peixinho chorou. Chorou
comovido, agradecido, porque a alegria era tanta
que não cabia dentro de si.
.
E chorou, sobretudo, de pena de seus
coleguinhas, grandes e pequenos, que haviam
ficado lá no aquário, naquelas águas
poluídas, escuras, pardas, estragadas, espremido
s, pensando viver no melhor dos mundos.
E o peixinho, então resolveu voltar e contar a boa
nova a todos.
E o peixinho voltou. Do mar para o rio
(sacrifício, porque agora a viagem era contra a
correnteza). Ele nadou para o riacho, para a
enxurrada e da enxurrada para o rego e do rego
para o fundo do aquário. E atravessou o ralo de
volta...
Desse dia em diante, começou a circular pelo
aquário um boato de que havia um peixinho
contando coisas mirabolantes, falando de um
lugar muito melhor para viver, um lugar de amor e
paz, um lugar de fartura infinita, onde ninguém
precisa fazer sacrifício, nem se devorar uns aos
outros. E todos acorreram ao fundo do aquário
para saber da novidade. Os grandes, os
médios, os pequenos, todos os peixes queriam
saber o que era preciso fazer para chegar a esse
mundo maravilhoso...
PARABOLA DO AQUÁRIO
E o peixinho, mostrando-lhes o
ralo, explicou, que para chegar ao outro
mundo, era preciso algum sacrifício, pois a
passagem era realmente estreita. Segundo
o tamanho, uns teriam de sacrificar-se
mais, outros menos. E os peixes pequenos
passaram, a seguir, a escutar o
peixinho, enquanto os médios e os
grandes, sobretudo, consideravam-no
maluco, um visionário. Onde já se viu?
Impossível passar por aquele vãozinho tão
estreito! Só um louco mesmo!
E a história do peixinho se alastrou. De tal
maneira se alastrou e pegou, que modificou
a vida no aquário e perturbou o sossego
dos peixes grandes e médios, que estes
acabaram por matar o peixinho para acabar
com aquelas besteiras. Mas o peixinho não
morreu. Continuou vivendo, pois sua
mensagem imortal, passava de geração em
geração...
Até hoje, a história do peixinho é lembrada
no aquário. Até hoje, há os que creem. E
até hoje há os passam pelo ralo e os que
jamais conseguirão fazê-lo, porque, quanto
maior e poderoso, tanto maior será o
sacrifício exigido.
E por isso está escrito:
"Em verdade, em verdade vos digo: é mais
fácil um camelo passar pelo fundo de uma
agulha do que os ricos entrarem no reino
de Deus".
PARABOLA DO AQUÁRIO
 Temas: *Desigualdade - A lei do mais forte;
* Alienação;
* Conflitos ideológicos;
* Falta de credibilidade;
 A política deve: *Rever seus conceitos;
*Influenciar positivamente a sociedade;
*Proporcionar igualdade entre as classes;
ANÁLISE
 Com o desenvolvimento do trabalho, concluímos que os textos
têm o objetivo de mostrar a verdadeira realidade da
sociedade, acentuando, assim, a desigualdade e a falta de
conscientização política.
CONCLUSÃO
FIM

Formação política

  • 1.
    E.E.A.B.B 2013 Projeto de Leitura Coordenadores: Prof.Sebastião Prof. Richardson Alunas: Kathleen Clara Mariana O. Souza Mariana O. Assis Mirlane Cleto Raiane Saldanha Turma: 3003 FORMAÇÃO POLÍTICA
  • 2.
     Este trabalhotem o objetivo de contribuir para a formação política dos alunos, através da reflexão e análise de diferentes textos, com propostas de desenvolvimento da interpretação e crítica da realidade política em que vivemos. INTRODUÇÃO
  • 3.
     Música 1:“Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, 1968;  Análise da música 1;  Música 2: “Quem é você?”, Detonautas, 2013;  Análise da música 2;  Parábola do aquário;  Análise da parábola; CONTEÚDO:
  • 4.
    Solo: Caminhando ecantando e seguindo canção Somos todos iguais braços dados ou não Nas escolas nas ruas, campos, construções Caminhando e cantando e seguindo a canção Refrão: Vem, vamos embora, que esperar não é saber, Quem sabe faz a hora, não espera acontece r (2x) Solo: Pelos campos há fome em grandes plantações Pelas ruas marchando indecisos cordões Ainda fazem da flor seu mais forte refrão E acreditam nas flores vencendo o canhão Refrão (2x) Solo: Há soldados armados, amados ou não Quase todos perdidos de armas na mão Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição De morrer pela pátria e viver sem razão Refrão (2x) Solo: Nas escolas, nas ruas, campos, construções Somos todos soldados, armados ou não Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais braços dados ou não Os amores na mente, as flores no chão A certeza na frente, a história na mão Caminhando e cantando e seguindo a canção Aprendendo e ensinando uma nova lição Refrão (2x) “PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES” LETRA
  • 5.
    Essa música deGeraldo Vandré foi composta em 1968, o ano mais conturbado da ditadura militar.  Temas: *A luta dos civis contra a ditadura; *Violência; *Repressão; *Mobilização dos brasileiros;  Questões: *O movimento dos camponeses e agricultores; *Os soldados que também eram dominados pelo governo autoritário; * Igualdade; * Liberdade; * Poder de mudança da população; ANÁLISE
  • 6.
    Solo: Você trabalhafeito um burro de carga Puxando um sistema podre que é bancado com o seu suor E sexta feira vai a igreja comungar com sua família A voz sagrada Jesus Cristo é o senhor Deixa parte do salário em retribuição A dádiva divina da palavra do pastor É melhor garantir um lugar no céu Aqui nesse inferno tenta só sobreviver E o que salva é a cervejinha no fim de semana Assistindo o jogo do seu time preferido na tv ... Solo: Segunda-Feira o seu filho tá em casa Porque a escola onde estuda, não tem nenhum professor E o professor está na rua apanhando da polícia E tá cobrando seu salário lá do governador Solo: Enquanto isso numa casa confortável Uma família abastada reunida, assiste televisão E praguejando fala mal de quem está na rua Enfrentando e dando a cara pra lutar contra a situação O fura fila que entrou na sua frente Conseguiu ser atendido muito antes de você! E aquele cara que foi reclamar do caso Chamado de barraqueiro que não tinha o que fazer A sogra dele a semanas na espera Vai pensando que já era Não consegue um leito em um hospital E na favela aquela guerra continua traficante E a polícia num controle social! Refrão: Mas... Quem é você? (3x) “QUEM É VOCÊ?” LETRA
  • 7.
    Solo: Tu fumaum back e é chamado de financiador Por um senhor que toma um uísque e bate na mulher E nego enche a cara no fim de semana Sai de carro dirigindo mata cinco puxa o carro e sai de ré A gente gasta são 6 meses de salário Dando tudo pro governo e não tem nada quase em troca E o governo vai tomando e gastando o seu dinheiro Solo: Eles são o parafuso e você é a porca Já foram mais 500 anos dessa história Não mudou tanto assim desde a colonização A diferença é que hoje colonizador É aplaudido num programa de televisão Solo: A gente acha como se por um milagre Deus no auge da bondade fosse um dia interceder Enquanto esse dia não chega A gente vai aceitando e esperando alguma coisa acontecer... Refrão: Mas... Quem é você? Quem é você? Me diz... Quem é você? Quem é você? O teu avô que trabalhou a vida inteira Dia e noite, noite e dia até se aposentar Recebe agora uma miséria de salário Fica 10 horas na fila esperando e não pode reclamar “QUEM É VOCÊ?” LETRA
  • 8.
    Solo: Mas ascrianças vão crescer E o futuro do Brasil por algum dia deverá ser bem melhor Só que o problema é que as crianças Estão crescendo com seus pais longe de casa E mais ninguém ao seu redor! Solo: Eu não queria te dizer mas eu vou ter que te falar Tu é esperto mas tá sendo passado pra trás E pode ser que quando tu percebas isso lá na frente Já seja tarde demais! Solo: Agora dance, dance! Mão na cabeça, mão no joelho Fica de quatro, não pode parar! Agora dance, dance, dance, dance... Dance! Mãozinha prum lado, bundinha pro outro Se finge de besta e não pare de dançar! Agora dance! Dance... Dance! Mão na cabeça, mão no joelho Fica de quatro, não pode parar! Agora dance, dance, dance… Dance! Mãozinha prum lado, bundinha pro outro Se finge de besta e não pare de dançar! Refrão: Quem é você? Quem é você? Mas quem é você? (Quem é você?) “QUEM É VOCÊ?” LETRA
  • 9.
    Essa música foicomposta pela banda Detonautas em 2013, ano em que aconteceram as manifestações a favor da reforma política.  Temas: * A luta pelos direitos; * A insatisfação da população;  Questões: * Reinvidação dos direitos; * Melhores serviços; * Falta de expressão e interesse; * Desigualdade; ANÁLISE
  • 10.
    Era uma vezum aquário onde viviam peixes grandes, médios e pequenos. Ali imperava a lei do mais forte. Os alimentos atirados pelo Criador eram disputados. Primeiro comiam os maiores. O que sobrava destes era devorado pelos médios. E o que sobrava dos médios era devorado pelos pequenos. Na falta de outro alimento, os grandes devoravam os médios e estes, por sua vez, devoravam os pequenos. Ora, havia um peixinho muito pequenino, que morava no fundo do aquário, onde estava a salvo da fome e da gula dos demais. Ali, naquelas profundezas, poucas vezes caía algum alimento. Mas, o peixinho, ao invés de maldizer a sorte, enganava a fome distraindo - se a contemplar os desenhos dos azulejos, as plantinhas, a areia branca e as pedrinhas brilhantes que enfeitavam o fundo do aquário. Um belo dia, o peixinho descobriu um ralo, por onde saía a água do aquário. Admirado, exclamou: "Ué! Então este aquário não é tudo? Existe outro lugar onde se pode viver? Para onde irá essa água que não pára de correr? E, o peixinho, curioso, tentou passar pelo ralo. Como os vãos fossem muito estreitos, ele se dispôs a fazer sacrifícios e emagrecer até passar para o outro lado. Foi assim que, dias mais tarde, bem mais magro e ainda assim perdendo algumas escamas na travessia, ele conseguiu seu intento. E foi assim que ele conheceu, pela primeira vez na vida, o que é a água corrente. - Uma delícia! Uma maravilha! O peixinho ia pulando feliz pelo rego da água, deslumbrado com tudo. E o rego da água levou o peixinho até uma enxurrada... Na enxurrada, mais água ainda. E a correnteza mais forte. Não era preciso nadar. Bastava soltar o corpo. Que maravilha! Quantos peixinhos livres! Quantos barquinhos de papel! E o sol??? Que coisa linda! E aqueles bobos, lá no aquário, pensando que aquilo fosse tudo, aquela água suja e parada. Coitados!!! E a enxurrada levou o peixinho a um riacho. PARÁBOLA DO AQUÁRIO
  • 11.
    E o peixinhonunca pudera imaginar tanta água de uma vez. Nunca vira crianças nadando. Nunca vira mulheres lavando roupa e cantando. Nunca pudera ver tantas plantas, tantas flores, tanta beleza junta! E julgou que estivesse delirando. Quanta comida, quanta água, quanto lugar onde viver em paz, quanta felicidade para todos! Ah! Aqueles pobres diabos lá no aquário ... se vissem tudo isto! E o riacho levou o peixinho até o rio. Não. Não é possível! Isto não existe! Olha quanta água! Parece não ter fim. Quanta comida! Quanto sol, quanta luz, quanta beleza! E foi assim, extasiado, maravilhado, deslumbrado, qua se não acreditando em seus próprios olhos, que o peixinho, levado pelo grande rio, chegou enfim ao mar. Ali, diante daquele infinito de águas, de alimentos, de luz, de cores, de plantas, de um mundo de coisas maravilhosas, diante daquela majestade toda, o peixinho chorou. Chorou comovido, agradecido, porque a alegria era tanta que não cabia dentro de si. . E chorou, sobretudo, de pena de seus coleguinhas, grandes e pequenos, que haviam ficado lá no aquário, naquelas águas poluídas, escuras, pardas, estragadas, espremido s, pensando viver no melhor dos mundos. E o peixinho, então resolveu voltar e contar a boa nova a todos. E o peixinho voltou. Do mar para o rio (sacrifício, porque agora a viagem era contra a correnteza). Ele nadou para o riacho, para a enxurrada e da enxurrada para o rego e do rego para o fundo do aquário. E atravessou o ralo de volta... Desse dia em diante, começou a circular pelo aquário um boato de que havia um peixinho contando coisas mirabolantes, falando de um lugar muito melhor para viver, um lugar de amor e paz, um lugar de fartura infinita, onde ninguém precisa fazer sacrifício, nem se devorar uns aos outros. E todos acorreram ao fundo do aquário para saber da novidade. Os grandes, os médios, os pequenos, todos os peixes queriam saber o que era preciso fazer para chegar a esse mundo maravilhoso... PARABOLA DO AQUÁRIO
  • 12.
    E o peixinho,mostrando-lhes o ralo, explicou, que para chegar ao outro mundo, era preciso algum sacrifício, pois a passagem era realmente estreita. Segundo o tamanho, uns teriam de sacrificar-se mais, outros menos. E os peixes pequenos passaram, a seguir, a escutar o peixinho, enquanto os médios e os grandes, sobretudo, consideravam-no maluco, um visionário. Onde já se viu? Impossível passar por aquele vãozinho tão estreito! Só um louco mesmo! E a história do peixinho se alastrou. De tal maneira se alastrou e pegou, que modificou a vida no aquário e perturbou o sossego dos peixes grandes e médios, que estes acabaram por matar o peixinho para acabar com aquelas besteiras. Mas o peixinho não morreu. Continuou vivendo, pois sua mensagem imortal, passava de geração em geração... Até hoje, a história do peixinho é lembrada no aquário. Até hoje, há os que creem. E até hoje há os passam pelo ralo e os que jamais conseguirão fazê-lo, porque, quanto maior e poderoso, tanto maior será o sacrifício exigido. E por isso está escrito: "Em verdade, em verdade vos digo: é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que os ricos entrarem no reino de Deus". PARABOLA DO AQUÁRIO
  • 13.
     Temas: *Desigualdade- A lei do mais forte; * Alienação; * Conflitos ideológicos; * Falta de credibilidade;  A política deve: *Rever seus conceitos; *Influenciar positivamente a sociedade; *Proporcionar igualdade entre as classes; ANÁLISE
  • 14.
     Com odesenvolvimento do trabalho, concluímos que os textos têm o objetivo de mostrar a verdadeira realidade da sociedade, acentuando, assim, a desigualdade e a falta de conscientização política. CONCLUSÃO
  • 15.