Formação para Grupos Corais
Pevidém, 15 de outubro de 2015
Orientador: Martinho (Diretor Coral)
Realizou-se hoje, no salão paroquial de Pevidém, a 1ª ação de formação que a Equipa Arciprestal de Liturgia está a
promover ao longo deste ano pastoral paroquial. Destinada a Grupos Corais (GC), versava, de modo especial, sobre: o Diretor
Coral (DC), os organistas e os salmistas, mas muitos outros foram os assuntos abordados. Eis um brevíssimo resumo:
Salmistas: ao salmista não lhe chega saber cantar, nem cantar bem. É preciso que, cantando, a mensagem chegue
aos fiéis, à assembleia. O DC tem, por isso, o dever de o escolher e, se for necessário, fazer ensaios só com ele.
Organistas
O órgão (e de modo especial o órgão de tubos) continua a ser o melhor instrumento de apoio ao GC.
Uma dificuldade, sentida em várias paróquias, é o organista ser, muitas vezes, o DC.
O órgão (e o que se diz deste, diz-se de qualquer instrumento) está para acompanhar as vozes. Por isso, é apenas
instrumento de suporte, e não deve sobrepor-se àquelas.
Diretores Corais (DC)
Dirigir pessoas, é complicado, exigente. São feitios em função dos quais o DC se deve adaptar, nunca perdendo de
vista o objetivo dos GC: cantamos para louvar a Deus.
O DC não manda, lidera, tentando conjugar, manter o equilíbrio, entre os diferentes feitios em jogo, e o objetivo dos
GC. Deve ser perspicaz ao ponto de perceber quando, em vez de um ensaio, uma reunião ajuda mais a crescer.
Pontualidade - Tempo de Ensaio
Se não queremos ser apenas um “monte de pessoas que sabe cantar umas coisas” (as palavras são minhas), mas
desejamos crescer enquanto GC, todos temos de assumir a nossa parte de responsabilidades, entre as quais está a
pontualidade.
A preparação do ensaio começa em casa. Atrevo-me acrescentar: para o DC e para os Coralistas.
Musicas Novas: quando, por iniciativa pessoal, ou por sugestão de alguém, o DC decide ensaiar uma peça nova, não
é critério suficiente o “ser bonita”. Até pode ser! Mas pode não ser para a assembleia, o contexto (tempo litúrgico), os coralistas
que tem diante de si. Por isso, é dever do DC investigar a fundo as origens, as motivações, o autor…, da música, e as
condicionantes que pode trazer ao propô-la ao GC.
Não se pede aos coralistas que sejam todos Músicos Profissionais (que bom seria), mas que se sintam aprender no
que cantam/executam/rezam, e a história, a “justificação” daquele cântico novo faz parte de tal aprendizagem.
O DC e seus gestos
Os gestos do DC têm a importância de substituir a sua voz. Por isso, devem ser cuidados, explicados, simples, diretos.
Ensaio
Podemos dizer que o ensaio tem duas partes: o aquecimento (postura, respiração, vocalizos: várias coisas se disseram
destes pontos); e o canto das peças, propriamente dito.
Autocorreção
O ensaio é para “cantar mal” sem medo. Haja humildade ao corrigir, e agradecimento ao ser corrigido.
Quando o DC pedir para repetir, não há que ter medo de perguntar as razões. Não dizendo nada, corre-se o risco de
cair no mesmo erro que tal repetição, supostamente, quis corrigir.
Limitações
A escassez de elementos, vozes (masculinas ou femininas), nos faça reconhecer que, se não podemos cantar a 4
vozes, cantemos a 3, 2, 1…, mas cantemos bem!
Os donos dos grupos: cantamos para louvar a Deus e não para “ficar por cima, nem dar lições” a outros GC. Por isso,
aqui, como noutros serviços à Igreja, não pensemos que efetivamos, que ninguém se ache dono: das coisas, das missas, dos
horários e das pessoas…
Próximas atividades
2º workshop de técnica vocal
Data: 21 de novembro (sábado de tarde)
Orientador: Artur Pinto Maria
Local: Basílica do São Pedro do Toural
Entrada livre (mas sujeita a inscrições)
Encontro de coros de Natal da Zona Pastoral de Pevidém
Data: 20 de Dezembro
Local: Gandarela
Horário: 15h00
1ª Semana de Liturgia do Arciprestado de Guimarães e Vizela
Data: 4 a 10 de Abril
Local: Basílica do São Pedro do Toural
Horário: 21h00
Encontro de Coros Juvenis da Zona Pastoral de Pevidém
Data: 21 de Maio
Local: Pevidém
Horário: 21h00
Uma observação
Pede-se a todos os párocos (e a quem tenha conhecimento) que passem estas informações aos DR das suas paróquias,
uma vez que, formações deste teor a todos ajudarão a crescer no sentido da união.
Facebook da Equipa Arciprestal de Liturgia e Ministérios de Guimarães/Vizela: https://www.facebook.com/Equipa-
Arciprestal-de-Liturgia-e-Minist%C3%A9rios-de-Guimar%C3%A3esVizela-1129488033731808/

Formação para Grupos Corais

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    Formação para GruposCorais Pevidém, 15 de outubro de 2015 Orientador: Martinho (Diretor Coral) Realizou-se hoje, no salão paroquial de Pevidém, a 1ª ação de formação que a Equipa Arciprestal de Liturgia está a promover ao longo deste ano pastoral paroquial. Destinada a Grupos Corais (GC), versava, de modo especial, sobre: o Diretor Coral (DC), os organistas e os salmistas, mas muitos outros foram os assuntos abordados. Eis um brevíssimo resumo: Salmistas: ao salmista não lhe chega saber cantar, nem cantar bem. É preciso que, cantando, a mensagem chegue aos fiéis, à assembleia. O DC tem, por isso, o dever de o escolher e, se for necessário, fazer ensaios só com ele. Organistas O órgão (e de modo especial o órgão de tubos) continua a ser o melhor instrumento de apoio ao GC. Uma dificuldade, sentida em várias paróquias, é o organista ser, muitas vezes, o DC. O órgão (e o que se diz deste, diz-se de qualquer instrumento) está para acompanhar as vozes. Por isso, é apenas instrumento de suporte, e não deve sobrepor-se àquelas. Diretores Corais (DC) Dirigir pessoas, é complicado, exigente. São feitios em função dos quais o DC se deve adaptar, nunca perdendo de vista o objetivo dos GC: cantamos para louvar a Deus. O DC não manda, lidera, tentando conjugar, manter o equilíbrio, entre os diferentes feitios em jogo, e o objetivo dos GC. Deve ser perspicaz ao ponto de perceber quando, em vez de um ensaio, uma reunião ajuda mais a crescer. Pontualidade - Tempo de Ensaio Se não queremos ser apenas um “monte de pessoas que sabe cantar umas coisas” (as palavras são minhas), mas desejamos crescer enquanto GC, todos temos de assumir a nossa parte de responsabilidades, entre as quais está a pontualidade. A preparação do ensaio começa em casa. Atrevo-me acrescentar: para o DC e para os Coralistas. Musicas Novas: quando, por iniciativa pessoal, ou por sugestão de alguém, o DC decide ensaiar uma peça nova, não é critério suficiente o “ser bonita”. Até pode ser! Mas pode não ser para a assembleia, o contexto (tempo litúrgico), os coralistas que tem diante de si. Por isso, é dever do DC investigar a fundo as origens, as motivações, o autor…, da música, e as condicionantes que pode trazer ao propô-la ao GC. Não se pede aos coralistas que sejam todos Músicos Profissionais (que bom seria), mas que se sintam aprender no que cantam/executam/rezam, e a história, a “justificação” daquele cântico novo faz parte de tal aprendizagem. O DC e seus gestos Os gestos do DC têm a importância de substituir a sua voz. Por isso, devem ser cuidados, explicados, simples, diretos. Ensaio Podemos dizer que o ensaio tem duas partes: o aquecimento (postura, respiração, vocalizos: várias coisas se disseram destes pontos); e o canto das peças, propriamente dito. Autocorreção O ensaio é para “cantar mal” sem medo. Haja humildade ao corrigir, e agradecimento ao ser corrigido. Quando o DC pedir para repetir, não há que ter medo de perguntar as razões. Não dizendo nada, corre-se o risco de cair no mesmo erro que tal repetição, supostamente, quis corrigir. Limitações A escassez de elementos, vozes (masculinas ou femininas), nos faça reconhecer que, se não podemos cantar a 4 vozes, cantemos a 3, 2, 1…, mas cantemos bem! Os donos dos grupos: cantamos para louvar a Deus e não para “ficar por cima, nem dar lições” a outros GC. Por isso, aqui, como noutros serviços à Igreja, não pensemos que efetivamos, que ninguém se ache dono: das coisas, das missas, dos horários e das pessoas… Próximas atividades 2º workshop de técnica vocal Data: 21 de novembro (sábado de tarde) Orientador: Artur Pinto Maria
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    Local: Basílica doSão Pedro do Toural Entrada livre (mas sujeita a inscrições) Encontro de coros de Natal da Zona Pastoral de Pevidém Data: 20 de Dezembro Local: Gandarela Horário: 15h00 1ª Semana de Liturgia do Arciprestado de Guimarães e Vizela Data: 4 a 10 de Abril Local: Basílica do São Pedro do Toural Horário: 21h00 Encontro de Coros Juvenis da Zona Pastoral de Pevidém Data: 21 de Maio Local: Pevidém Horário: 21h00 Uma observação Pede-se a todos os párocos (e a quem tenha conhecimento) que passem estas informações aos DR das suas paróquias, uma vez que, formações deste teor a todos ajudarão a crescer no sentido da união. Facebook da Equipa Arciprestal de Liturgia e Ministérios de Guimarães/Vizela: https://www.facebook.com/Equipa- Arciprestal-de-Liturgia-e-Minist%C3%A9rios-de-Guimar%C3%A3esVizela-1129488033731808/