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DISCIPLINA: Farmacotécnica II
PROFESSORA: Raquell Chaves
FORMAS FARMACÊUTICAS SEMISSÓLIDAS:
POMADAS E PASTAS
POMADA
São preparações semissólidas desenvolvidas para
aplicação sobre a pele ou membranas mucosas
Pode conter substâncias medicamentosas ou não
CARACTERÍSTICAS
Quando aplicada sobre a pele: amolece ou funde com a temperatura
corporal e ou com a força de aplicação.
Deve ser facilmente espalhável e não apresentar arenosidade,
aderindo à pele ou em membranas mucosas.
A maioria possui excipientes não-aquoso de fase única contendo um
ou mais fármacos dispersos ou dissolvidos.
São untuosas e preparadas com excipientes gordurosos ou com
polietilenoglicóis.
CARACTERÍSTICAS
Uma pomada ideal deve apresentar um aspecto homogêneo
Não deve produzir irritação ou sensibilização na pele, nem
retardar sua cicatrização
Ela deve ser de consistência mole, inerte, inodora, e
quimicamente estável
Compatível com a pele e com os fármacos de uso
dermatológico (veículo p/ fármacos medicamentosos).
APLICAÇÃO
São utilizadas como veículos para fármacos que
destinam a produzir ação terapêutica local no local.
v Também são aplicadas por sua ação:
ü Emoliente (amolece a pele ou suaviza a irritação na
pele ou membrana mucosa);
ü Protetora da pele (protege a superfície da pele
danificada ou exposta a um estímulo lesivo )
ü Lubrificante
CLASSIFICAÇÃO
Segundo a via de administração:
• Pomadas
oftálmicas • Pomadas
retais
• Pomadas
bucais
CLASSIFICAÇÃO
• De acordo com penetração cutânea dos medicamentos:
v Pomadas Epidérmicas: pomadas que possuem fraco ou
nenhum poder de penetração cutânea
v Pomadas Endodérmicas: pomadas que apresentam a
propriedade de penetrar na epiderme, atuando nas
camadas tissulares mais profundas mas sem que os
fármacos veiculados atinjam a corrente circulatória
v Pomadas Diadérmicas: pomadas de penetração
profunda que proporcionam a passagem dos fármacos
para a corrente sanguínea
CLASSIFICAÇÃO
1. Pomadas hidrofóbicas ou lipofílicas:
Segundo a afinidade com água:
São aquelas que normalmente não absorvem ou que só podem
absorver pequenas quantidades de água.
ü Vaselina
ü Petrolato branco
ü parafina
ü óleos vegetais ou materiais graxos de origem animal
ü ceras
As substâncias mais utilizadas na composição destas pomadas
são:
BASE HIDROFÓBICA
A base para essa pomada é a hidrofóbica
Quando aplicada sobre a pele, produzem efeito:
ü emoliente,
ü protegem contra a perda de umidade
ü agem como agentes oclusivos (podem permanecer sobre a
pele por longos períodos sem ressecar
Por serem imiscíveis com água, são de difícil remoção
Água e soluções aquosas podem ser incorporadas, mas
somente em quantidades muito pequenas e com dificuldade.
BASE HIDROFÓBICA
Quando se deseja a incorporação de pós
em base hidrofóbica, a vaselina líquida
(óleo mineral) pode ser utilizada como ag.
levigante
Vaselina sólida (Petrolato ou gel de petrolato)
v É uma mistura de hidrocarbonetos semissólidos obtidos do
petróleo
v A vaselina é uma massa untuosa e destituída de cheiro ou
sabor.
v Sua coloração varia de acordo com o grau de purificação
(Tipos: vaselina amarela e vaselina branca).
Vaselina branca - menor incidência de
reações de hipersensibilidade - preferida
para o uso farmacêutico/cosmético como
base para pomada.
v Funde entre 38 a 60oC.
Vaselina sólida (Petrolato ou gel de petrolato)
v Vaselina - base emoliente com função oclusiva e protetora da
pele, sendo pouco absorvida.
v Concentrações usuais: Pomadas: até 100%; Emoliente em
cremes: 10-30% .
v Incompatibilidades: excipiente inerte com poucas
incompatibilidades
v Estabilidade: estável e inerte, não deve ser aquecida em
temperatura acima de 70º C.
v Armazenamento e conservação: recipiente bem vedado,
protegido da luz em local fresco e seco.
Parafina sólida (Parafina, Parafina dura)
v Mistura purificada de hidrocarbonetos saturados sólidos
obtido do petróleo.
v Utilizada em formulações farmacêuticas de uso tópico -
cremes e pomadas.
v Inodora e sem sabor sendo incolor (translucente ou
branca).
vPonto de fusão entre 50 - 72oC.
Parafina sólida (Parafina, Parafina dura)
v Concentração usual: 2 a 5 % (agente de consistência em
pomadas).
v Estabilidade: estável
v Armazenamento e conservação: recipiente bem vedado e em
temperatura menores que 40º C
CLASSIFICAÇÃO
vPomadas que absorvem água:
ü Essas pomadas podem absorver quantidades maiores de água.
ü Os excipientes empregados nas suas formulações são os mesmos
de uma pomada hidrófoba
ü Porém são incorporadas a elas substâncias emulsificantes do
tipo água-em-óleo como:
ü Lanolina
ü Álcoois de lanolina
ü Esteres de sorbitano
ü Monoglicérides
ü Álcoois graxos.
ü Os emulsificantes são responsáveis pela propriedade dessas
pomadas absorver água.
BASES DE ABSORÇÃO
A base para essa pomada são emulsões água/óleo
Quando aplicada sobre a pele, produzem efeito:
ü emoliente,
ü protegem contra a perda de umidade
ü agem como agentes oclusivos (menos que as bases de
hidrocarbonetos)
Por serem emulsões A/O, são de difícil remoção
Utilizadas para incorporar pequenas quantidades de água em
bases oleaginosas.
Lanolina
v É um produto extraído da lã de carneiro, e quando adicionado
às pomadas facilita a penetração cutânea.
v Máximo de 0,25% de água, ésteres, álcoois graxos, ác.
graxos....
v Propriedades emulgentes
v Incorpora água em cerca de 2 vezes
o seu peso;
v Ponto de fusão entre 38 e 44º C
Lanolina
v Otimiza a penetração cutânea;
v Inconvenientes: cor, cheiro desagradável e possibilidade de
provocar alergias, tendência a rancificar;
v Concentração usual: 30% pomadas
v Conservação e armazenamento: recipientes hermeticamente
fechado, protegido da luz, em local fresco e seco com
temperatura inferior a 25º C, adição de BHT (0,05%).
BASES DE ABSORÇÃO
v Petrolato hidrofílico
Eucerin Aquaphor
Capacidade de absorver mais de 3x seu peso
em água.
Usado para ajudar a incorporar drogas
solúveis em água (ex. sulfato de tobramicina)
BASES REMOVÍVEIS PELA ÁGUA
São emulsões óleo/água
ü facilmente removíveis
ü não oclusivas
v Pomada hidrofílica
CLASSIFICAÇÃO
vPomadas hidrossolúveis:
ü São preparações nas quais os excipientes são miscíveis à água.
ü Exemplo: pomada de Polietilenoglicóis (PEG)
ü A sua base hidrossolúvel - amolece muito com adição de água –
não adequada para incorporação de grandes quantidades de
água.
ü São laváveis e chamadas “não oleosas”
Polietilenoglicóis (PEG) – “Pomada Hidrossolúvel”
v Solúvel em água, lavável com água, pode absorver água.
v Não oclusiva, não untuosa
v Permite a incorporação de extratos aquosos e ativos hidrofílicos
v Apresentam características tipicamente hidrófilas.
v São excelentes emulsivos de óleo em água
Polietilenoglicóis (PEG) – “Pomada Hidrossolúvel”
v São contraindicados em pacientes com queimaduras extensas,
pois são hiper-osmóticos.
v Utilizadas como pomadas vaginais e retais
v Pomadas de Polietilenoglicóis:
a. - PEG 4000
b. - PEG 400
c. - PEG 1500
v Não são tóxicos, mas possuem a desvantagem de apresentar
maior probabilidade de incompatibilidades com fármacos
v Nas pomadas normalmente utilizam-se misturas de PEG com
PM diferentes que amolecem à temperatura corporal.
Polietilenoglicóis (PEG) – “Pomada Hidrossolúvel”
v Pomada hidrossolúvel
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FATORES QUE DEVEM SER ANALISADOS NA SELEÇÃO DE UMA BASE
Velocidade de liberação do ativo a partir da base de pomada
Se absorção percutânea ou tópica
Se for desejável a oclusão da umidade da pele
Estabilidade do fármaco na base da pomada
Influência do fármaco sobre a consistência ou outras
propriedades da base
Se for desejável que a base seja facilmente removida por
lavagem com água
As características da superfície na qual será aplicada a
pomada
COMPOSIÇÃO BÁSICA DAS POMADAS
vAtivo farmacêutico (fármaco)
vExcipiente (ex. ácido esteárico, álcool cetílico, ácido
estearílico, banha, ceras, espermacete, álcool
cetoestearílico etoxilado, lanolina, manteigas,
monoestearato de glicerila, óleo de rícino hidrogenado,
parafina, gel de petrolato e polietileno, polietilenoglicóis,
vaselina, etc).
COMPOSIÇÃO BÁSICA DAS POMADAS
v Conservantes: utilizados para se obter uma maior
estabilidade microbiológica das pomadas.
ü Ex. ácido benzóico, clorobutanol, ácido ascórbico,
benzoato de sódio, parabenos.
COMPOSIÇÃO BÁSICA DAS POMADAS
vAntioxidantes: são empregados para prevenir a
oxidação das matérias graxas do excipiente, sobretudo se
as mesmas forem de origem vegetal ou animal.
ü Podem também ser utilizados para prevenir a oxidação
do ativo na formulação.
ü Ex.EDTA-Na, bissulfito de sódio, BHT, BHA, palmitato de
ascorbila, tocoferol.
TIPOS ESPECIAIS DE POMADAS
v UNGUENTOS
Tipo de pomada que contém substâncias
resinosas.
São formas farmacêuticas de consistência firme porém
macia, destinadas a uso externo.
Se aproximam muito das pomadas por suas
características físicas e terapêuticas
Muitos autores consideram como sinônimo de
pomada
TIPOS ESPECIAIS DE POMADAS
v UNGUENTOS
Unguento Basilicão
Colofônia ...........................................15 g
Terebentina .......................................10 g
Cera amarela .....................................15 g
Óleo de amêndoa qsp 100g
Indicações: Emoliente e resolutivo
inflamatório, de uso popular.
Modo de usar: Em aplicações locais
distendido em gaze ou algodão.
TIPOS ESPECIAIS DE POMADAS
v CERATOS
Pomadas gordurosas que contém grande
quantidade de ceras (>20%) animais (espermacete
de baleia ou cera de abelhas) ou vegetais
(carnaúba), óleo e porventura água.
Podem ter ou não ter essências
Apresenta consistência firme e macia, destinada
ao uso externo.
TIPOS ESPECIAIS DE POMADAS
v CERATOS
Cerato de Galeno
Cera branca ......................................13g
Óleo de amêndoas doces..................53,5mL
Àgua de rosas ....................................33mL
Borato de sódio...................................0,5g
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PREPARAÇÃO DAS POMADAS
v A QUENTE: funde-se os componentes.
PREPARAÇÃO DAS POMADAS
v A QUENTE: funde-se os componentes.
PREPARAÇÃO DAS POMADAS
vA FRIO: simples dispersão com auxílio de uma espátula
ou pão-duro.
PREPARAÇÃO DAS POMADAS
PROBLEMAS QUE PODEM OCORRER
vSeparação dos componentes
v Degradação do fármaco
v Descoloração
v Rancificação
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Embalagem
- Frasco de boca larga ou tubos de metal ou plástico, embalagens
que minimizam o "headspace" (espaço entre o produto e a
tampa)
- Eventualmente, potes também podem ser empregados como
embalagens.
diminuindo a possibilidade de perda de água e
rancificação por oxidação.
Armazenamento/Estabilidade
Armazenamento
- Devem ser armazenadas em recipientes bem fechados para
evitar possíveis contaminações e em local fresco para evitar a
separação do produto por calor.
- Quando se tratar de preparações
fotossensíveis são acondicionadas
em frascos opacos ou resistentes à
luz.
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE
Controle
microbiológico
Sensorial: pegajoso,
plástico (duro) ou elástico
Espalhamento com
espátula: liso ou
áspero
pH
Densidade
Viscosidade
Características
organolépticas: cor,
odor, consistência,
homogeneidade
Volume final ou
peso líquido
PASTAS
São formas farmacêuticas semissólidas que
contém uma proporção de pó igual ou
superior a 20%.
Em geral, são menos gordurosas que as
pomadas
CARACTERÍSTICAS
vBaixo poder de penetração dos fármaco
vMenor atividade terapêutica, se comparada com as
pomadas;
vMais firmes e espessa que as pomadas
vEmpregados como veículos de medicamentos
antissépticos e adstringentes;
vPodem ser administradas em superfície úmida ou seca
CARACTERÍSTICAS
vGrande poder de absorver água
vMenos gordurosas que as pomadas
vLigeiro efeito secante – a água seca e fica o pó na pele
vUso tópico.
vOs pós utilizados na preparação das pastas devem ser
finamente pulverizado, pois é difícil a homogeneização de
partículas grosseiras.
COMPOSIÇÃO BÁSICA DAS PASTAS
vIngrediente(s) ativo(s)
vExcipiente:
- gordurosos (ex. vaselina sólida, vaselina líquida,
lanolina, ceras, silicones, banha etc)
ou
- hidrofílicos (géis de pectina, géis de derivados de
celulose, gelatina glicerinada).
vAgente levigante
Pesar os componentes da formulação
Levigar os pós com líquidos (vaselina líquida ou óleo,
ou a própria base fundida)
PREPARO DE PASTAS
Incorporar a mistura no excipiente por espatulação
ou fundir o excipiente e incorporar os pós em um gral
Pulverizar e tamisar os pós
(Gral e pistilo, tamis )
Homogeneizar lentamente para evitar grumos
Envasar e Rotular
(pastas fundidas - envasadas antes de solidificar)
PREPARO DE PASTAS
Formulação Pasta d´água simples
PASTA D’ÁGUA
ZnO..............................25
Talco............................25
Glicerina.......................25
Água de cal..................25
ãã
Indicações: irritações cutâneas,
queimaduras, assaduras, aliviar brotoejas
etc
Variações: calamina (10%), mentolada (1%),
com enxofre (5 a 10%)
Modo de usar: aplicar nas áreas afetadas 2
a 3 vezes ao dia
Formulação Pasta de Lassar
Indicações: dermatoses pruriginosas.
PASTA DE LASSAR
ZnO.........................25g
Amido de milho .......25g
Vaselina sólida ..........50g
Formulação Pasta de zinco salicilada
Indicações: dermatoses
pruriginosas.
Pasta de zinco salicilada
Ácido salicílico.........................2g
Óxido de zinco..........................24,5g
Amido de milho.........................24,5g
Vaselina sólida .........................49g
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE
Textura
Aparência
Homogeneidade
Consistência
Densidade
Viscosidade
Características
organolépticas: cor,
odor
Volume final ou
peso líquido
Embalagem e Armazenamento
- Frascos ou bisnagas de plástico ou alumínio, potes de plástico
ou vidro bem vedados.
- As pastas devem ser geralmente conservadas em temperatura
ambiente e longe do calor excessivo.
57
Pomadas x Pastas
Dúvidas?
raquellchaves@gmail.com
Referências
ANSEL, Howard C. e col. Formas Farmacêuticas e Sistema de liberação
de fármacos. 6. ed. São Paulo: Editora Premier, 2000.
AULTON, M. E. Delineamento de Formas Farmacêuticas. 2. ed. Porto
Alegre: Artmed, 2005.
KIBBE, A. H. Handbook of Pharmaceutical Excipients. 3. ed. American
Pharmaceutical Association and Pharmaceutical Press, Washington,
2000.
Farmacopeia Brasileira, 5. ed.
LACHMAN, L.; LIEBERMAN, H.A.; KANIG, J.L. Teoria e Prática na
Indústria Farmacêutica. Vol. II. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian,
2001.
LE HIR, A. Noções de Farmácia Galênica. 6. ed. São Paulo: Andrei. 1997.
PINTO, T. J. A; KANEKO, T. M.; Ohara, M. T. Controle Biológico de
Qualidade de Produtos Farmacêuticos, Correlatos e Cosméticos. 2. ed.
São Paulo: Atheneu, 2003.
PRISTA. L. N.; ALVES< A. C.; MORGADO, R. Tecnologia Farmacêutica
e Farmácia Galênica. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian,
1995.
VOIGT, R. Tratado de Tecnologia Farmacêutica. 3. ed. Zaragoza: Acribia,
1982.

Fomas farmacêuticas sólidas pomadas. pdf

  • 1.
    1 DISCIPLINA: Farmacotécnica II PROFESSORA:Raquell Chaves FORMAS FARMACÊUTICAS SEMISSÓLIDAS: POMADAS E PASTAS
  • 2.
    POMADA São preparações semissólidasdesenvolvidas para aplicação sobre a pele ou membranas mucosas Pode conter substâncias medicamentosas ou não
  • 3.
    CARACTERÍSTICAS Quando aplicada sobrea pele: amolece ou funde com a temperatura corporal e ou com a força de aplicação. Deve ser facilmente espalhável e não apresentar arenosidade, aderindo à pele ou em membranas mucosas. A maioria possui excipientes não-aquoso de fase única contendo um ou mais fármacos dispersos ou dissolvidos. São untuosas e preparadas com excipientes gordurosos ou com polietilenoglicóis.
  • 4.
    CARACTERÍSTICAS Uma pomada idealdeve apresentar um aspecto homogêneo Não deve produzir irritação ou sensibilização na pele, nem retardar sua cicatrização Ela deve ser de consistência mole, inerte, inodora, e quimicamente estável Compatível com a pele e com os fármacos de uso dermatológico (veículo p/ fármacos medicamentosos).
  • 5.
    APLICAÇÃO São utilizadas comoveículos para fármacos que destinam a produzir ação terapêutica local no local. v Também são aplicadas por sua ação: ü Emoliente (amolece a pele ou suaviza a irritação na pele ou membrana mucosa); ü Protetora da pele (protege a superfície da pele danificada ou exposta a um estímulo lesivo ) ü Lubrificante
  • 6.
    CLASSIFICAÇÃO Segundo a viade administração: • Pomadas oftálmicas • Pomadas retais • Pomadas bucais
  • 7.
    CLASSIFICAÇÃO • De acordocom penetração cutânea dos medicamentos: v Pomadas Epidérmicas: pomadas que possuem fraco ou nenhum poder de penetração cutânea v Pomadas Endodérmicas: pomadas que apresentam a propriedade de penetrar na epiderme, atuando nas camadas tissulares mais profundas mas sem que os fármacos veiculados atinjam a corrente circulatória v Pomadas Diadérmicas: pomadas de penetração profunda que proporcionam a passagem dos fármacos para a corrente sanguínea
  • 8.
    CLASSIFICAÇÃO 1. Pomadas hidrofóbicasou lipofílicas: Segundo a afinidade com água: São aquelas que normalmente não absorvem ou que só podem absorver pequenas quantidades de água. ü Vaselina ü Petrolato branco ü parafina ü óleos vegetais ou materiais graxos de origem animal ü ceras As substâncias mais utilizadas na composição destas pomadas são:
  • 9.
    BASE HIDROFÓBICA A basepara essa pomada é a hidrofóbica Quando aplicada sobre a pele, produzem efeito: ü emoliente, ü protegem contra a perda de umidade ü agem como agentes oclusivos (podem permanecer sobre a pele por longos períodos sem ressecar Por serem imiscíveis com água, são de difícil remoção Água e soluções aquosas podem ser incorporadas, mas somente em quantidades muito pequenas e com dificuldade.
  • 10.
    BASE HIDROFÓBICA Quando sedeseja a incorporação de pós em base hidrofóbica, a vaselina líquida (óleo mineral) pode ser utilizada como ag. levigante
  • 11.
    Vaselina sólida (Petrolatoou gel de petrolato) v É uma mistura de hidrocarbonetos semissólidos obtidos do petróleo v A vaselina é uma massa untuosa e destituída de cheiro ou sabor. v Sua coloração varia de acordo com o grau de purificação (Tipos: vaselina amarela e vaselina branca). Vaselina branca - menor incidência de reações de hipersensibilidade - preferida para o uso farmacêutico/cosmético como base para pomada. v Funde entre 38 a 60oC.
  • 12.
    Vaselina sólida (Petrolatoou gel de petrolato) v Vaselina - base emoliente com função oclusiva e protetora da pele, sendo pouco absorvida. v Concentrações usuais: Pomadas: até 100%; Emoliente em cremes: 10-30% . v Incompatibilidades: excipiente inerte com poucas incompatibilidades v Estabilidade: estável e inerte, não deve ser aquecida em temperatura acima de 70º C. v Armazenamento e conservação: recipiente bem vedado, protegido da luz em local fresco e seco.
  • 13.
    Parafina sólida (Parafina,Parafina dura) v Mistura purificada de hidrocarbonetos saturados sólidos obtido do petróleo. v Utilizada em formulações farmacêuticas de uso tópico - cremes e pomadas. v Inodora e sem sabor sendo incolor (translucente ou branca). vPonto de fusão entre 50 - 72oC.
  • 14.
    Parafina sólida (Parafina,Parafina dura) v Concentração usual: 2 a 5 % (agente de consistência em pomadas). v Estabilidade: estável v Armazenamento e conservação: recipiente bem vedado e em temperatura menores que 40º C
  • 15.
    CLASSIFICAÇÃO vPomadas que absorvemágua: ü Essas pomadas podem absorver quantidades maiores de água. ü Os excipientes empregados nas suas formulações são os mesmos de uma pomada hidrófoba ü Porém são incorporadas a elas substâncias emulsificantes do tipo água-em-óleo como: ü Lanolina ü Álcoois de lanolina ü Esteres de sorbitano ü Monoglicérides ü Álcoois graxos. ü Os emulsificantes são responsáveis pela propriedade dessas pomadas absorver água.
  • 16.
    BASES DE ABSORÇÃO Abase para essa pomada são emulsões água/óleo Quando aplicada sobre a pele, produzem efeito: ü emoliente, ü protegem contra a perda de umidade ü agem como agentes oclusivos (menos que as bases de hidrocarbonetos) Por serem emulsões A/O, são de difícil remoção Utilizadas para incorporar pequenas quantidades de água em bases oleaginosas.
  • 17.
    Lanolina v É umproduto extraído da lã de carneiro, e quando adicionado às pomadas facilita a penetração cutânea. v Máximo de 0,25% de água, ésteres, álcoois graxos, ác. graxos.... v Propriedades emulgentes v Incorpora água em cerca de 2 vezes o seu peso; v Ponto de fusão entre 38 e 44º C
  • 18.
    Lanolina v Otimiza apenetração cutânea; v Inconvenientes: cor, cheiro desagradável e possibilidade de provocar alergias, tendência a rancificar; v Concentração usual: 30% pomadas v Conservação e armazenamento: recipientes hermeticamente fechado, protegido da luz, em local fresco e seco com temperatura inferior a 25º C, adição de BHT (0,05%).
  • 19.
    BASES DE ABSORÇÃO vPetrolato hidrofílico Eucerin Aquaphor Capacidade de absorver mais de 3x seu peso em água. Usado para ajudar a incorporar drogas solúveis em água (ex. sulfato de tobramicina)
  • 20.
    BASES REMOVÍVEIS PELAÁGUA São emulsões óleo/água ü facilmente removíveis ü não oclusivas v Pomada hidrofílica
  • 21.
    CLASSIFICAÇÃO vPomadas hidrossolúveis: ü Sãopreparações nas quais os excipientes são miscíveis à água. ü Exemplo: pomada de Polietilenoglicóis (PEG) ü A sua base hidrossolúvel - amolece muito com adição de água – não adequada para incorporação de grandes quantidades de água. ü São laváveis e chamadas “não oleosas”
  • 22.
    Polietilenoglicóis (PEG) –“Pomada Hidrossolúvel” v Solúvel em água, lavável com água, pode absorver água. v Não oclusiva, não untuosa v Permite a incorporação de extratos aquosos e ativos hidrofílicos v Apresentam características tipicamente hidrófilas. v São excelentes emulsivos de óleo em água
  • 23.
    Polietilenoglicóis (PEG) –“Pomada Hidrossolúvel” v São contraindicados em pacientes com queimaduras extensas, pois são hiper-osmóticos. v Utilizadas como pomadas vaginais e retais v Pomadas de Polietilenoglicóis: a. - PEG 4000 b. - PEG 400 c. - PEG 1500 v Não são tóxicos, mas possuem a desvantagem de apresentar maior probabilidade de incompatibilidades com fármacos v Nas pomadas normalmente utilizam-se misturas de PEG com PM diferentes que amolecem à temperatura corporal.
  • 24.
    Polietilenoglicóis (PEG) –“Pomada Hidrossolúvel” v Pomada hidrossolúvel
  • 25.
    27 FATORES QUE DEVEMSER ANALISADOS NA SELEÇÃO DE UMA BASE Velocidade de liberação do ativo a partir da base de pomada Se absorção percutânea ou tópica Se for desejável a oclusão da umidade da pele Estabilidade do fármaco na base da pomada Influência do fármaco sobre a consistência ou outras propriedades da base Se for desejável que a base seja facilmente removida por lavagem com água As características da superfície na qual será aplicada a pomada
  • 26.
    COMPOSIÇÃO BÁSICA DASPOMADAS vAtivo farmacêutico (fármaco) vExcipiente (ex. ácido esteárico, álcool cetílico, ácido estearílico, banha, ceras, espermacete, álcool cetoestearílico etoxilado, lanolina, manteigas, monoestearato de glicerila, óleo de rícino hidrogenado, parafina, gel de petrolato e polietileno, polietilenoglicóis, vaselina, etc).
  • 27.
    COMPOSIÇÃO BÁSICA DASPOMADAS v Conservantes: utilizados para se obter uma maior estabilidade microbiológica das pomadas. ü Ex. ácido benzóico, clorobutanol, ácido ascórbico, benzoato de sódio, parabenos.
  • 28.
    COMPOSIÇÃO BÁSICA DASPOMADAS vAntioxidantes: são empregados para prevenir a oxidação das matérias graxas do excipiente, sobretudo se as mesmas forem de origem vegetal ou animal. ü Podem também ser utilizados para prevenir a oxidação do ativo na formulação. ü Ex.EDTA-Na, bissulfito de sódio, BHT, BHA, palmitato de ascorbila, tocoferol.
  • 29.
    TIPOS ESPECIAIS DEPOMADAS v UNGUENTOS Tipo de pomada que contém substâncias resinosas. São formas farmacêuticas de consistência firme porém macia, destinadas a uso externo. Se aproximam muito das pomadas por suas características físicas e terapêuticas Muitos autores consideram como sinônimo de pomada
  • 30.
    TIPOS ESPECIAIS DEPOMADAS v UNGUENTOS Unguento Basilicão Colofônia ...........................................15 g Terebentina .......................................10 g Cera amarela .....................................15 g Óleo de amêndoa qsp 100g Indicações: Emoliente e resolutivo inflamatório, de uso popular. Modo de usar: Em aplicações locais distendido em gaze ou algodão.
  • 31.
    TIPOS ESPECIAIS DEPOMADAS v CERATOS Pomadas gordurosas que contém grande quantidade de ceras (>20%) animais (espermacete de baleia ou cera de abelhas) ou vegetais (carnaúba), óleo e porventura água. Podem ter ou não ter essências Apresenta consistência firme e macia, destinada ao uso externo.
  • 32.
    TIPOS ESPECIAIS DEPOMADAS v CERATOS Cerato de Galeno Cera branca ......................................13g Óleo de amêndoas doces..................53,5mL Àgua de rosas ....................................33mL Borato de sódio...................................0,5g
  • 33.
    35 PREPARAÇÃO DAS POMADAS vA QUENTE: funde-se os componentes.
  • 34.
    PREPARAÇÃO DAS POMADAS vA QUENTE: funde-se os componentes.
  • 35.
    PREPARAÇÃO DAS POMADAS vAFRIO: simples dispersão com auxílio de uma espátula ou pão-duro.
  • 36.
  • 37.
    PROBLEMAS QUE PODEMOCORRER vSeparação dos componentes v Degradação do fármaco v Descoloração v Rancificação
  • 38.
    40 Embalagem - Frasco deboca larga ou tubos de metal ou plástico, embalagens que minimizam o "headspace" (espaço entre o produto e a tampa) - Eventualmente, potes também podem ser empregados como embalagens. diminuindo a possibilidade de perda de água e rancificação por oxidação.
  • 39.
    Armazenamento/Estabilidade Armazenamento - Devem serarmazenadas em recipientes bem fechados para evitar possíveis contaminações e em local fresco para evitar a separação do produto por calor. - Quando se tratar de preparações fotossensíveis são acondicionadas em frascos opacos ou resistentes à luz.
  • 40.
    AVALIAÇÃO DA QUALIDADE Controle microbiológico Sensorial:pegajoso, plástico (duro) ou elástico Espalhamento com espátula: liso ou áspero pH Densidade Viscosidade Características organolépticas: cor, odor, consistência, homogeneidade Volume final ou peso líquido
  • 41.
    PASTAS São formas farmacêuticassemissólidas que contém uma proporção de pó igual ou superior a 20%. Em geral, são menos gordurosas que as pomadas
  • 42.
    CARACTERÍSTICAS vBaixo poder depenetração dos fármaco vMenor atividade terapêutica, se comparada com as pomadas; vMais firmes e espessa que as pomadas vEmpregados como veículos de medicamentos antissépticos e adstringentes; vPodem ser administradas em superfície úmida ou seca
  • 43.
    CARACTERÍSTICAS vGrande poder deabsorver água vMenos gordurosas que as pomadas vLigeiro efeito secante – a água seca e fica o pó na pele vUso tópico. vOs pós utilizados na preparação das pastas devem ser finamente pulverizado, pois é difícil a homogeneização de partículas grosseiras.
  • 44.
    COMPOSIÇÃO BÁSICA DASPASTAS vIngrediente(s) ativo(s) vExcipiente: - gordurosos (ex. vaselina sólida, vaselina líquida, lanolina, ceras, silicones, banha etc) ou - hidrofílicos (géis de pectina, géis de derivados de celulose, gelatina glicerinada). vAgente levigante
  • 45.
    Pesar os componentesda formulação Levigar os pós com líquidos (vaselina líquida ou óleo, ou a própria base fundida) PREPARO DE PASTAS Incorporar a mistura no excipiente por espatulação ou fundir o excipiente e incorporar os pós em um gral Pulverizar e tamisar os pós (Gral e pistilo, tamis ) Homogeneizar lentamente para evitar grumos Envasar e Rotular (pastas fundidas - envasadas antes de solidificar)
  • 46.
  • 47.
    Formulação Pasta d´águasimples PASTA D’ÁGUA ZnO..............................25 Talco............................25 Glicerina.......................25 Água de cal..................25 ãã Indicações: irritações cutâneas, queimaduras, assaduras, aliviar brotoejas etc Variações: calamina (10%), mentolada (1%), com enxofre (5 a 10%) Modo de usar: aplicar nas áreas afetadas 2 a 3 vezes ao dia
  • 48.
    Formulação Pasta deLassar Indicações: dermatoses pruriginosas. PASTA DE LASSAR ZnO.........................25g Amido de milho .......25g Vaselina sólida ..........50g
  • 49.
    Formulação Pasta dezinco salicilada Indicações: dermatoses pruriginosas. Pasta de zinco salicilada Ácido salicílico.........................2g Óxido de zinco..........................24,5g Amido de milho.........................24,5g Vaselina sólida .........................49g
  • 50.
  • 51.
    Embalagem e Armazenamento -Frascos ou bisnagas de plástico ou alumínio, potes de plástico ou vidro bem vedados. - As pastas devem ser geralmente conservadas em temperatura ambiente e longe do calor excessivo.
  • 52.
  • 53.
  • 54.
    Referências ANSEL, Howard C.e col. Formas Farmacêuticas e Sistema de liberação de fármacos. 6. ed. São Paulo: Editora Premier, 2000. AULTON, M. E. Delineamento de Formas Farmacêuticas. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2005. KIBBE, A. H. Handbook of Pharmaceutical Excipients. 3. ed. American Pharmaceutical Association and Pharmaceutical Press, Washington, 2000. Farmacopeia Brasileira, 5. ed. LACHMAN, L.; LIEBERMAN, H.A.; KANIG, J.L. Teoria e Prática na Indústria Farmacêutica. Vol. II. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. LE HIR, A. Noções de Farmácia Galênica. 6. ed. São Paulo: Andrei. 1997. PINTO, T. J. A; KANEKO, T. M.; Ohara, M. T. Controle Biológico de Qualidade de Produtos Farmacêuticos, Correlatos e Cosméticos. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2003. PRISTA. L. N.; ALVES< A. C.; MORGADO, R. Tecnologia Farmacêutica e Farmácia Galênica. 5. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1995. VOIGT, R. Tratado de Tecnologia Farmacêutica. 3. ed. Zaragoza: Acribia, 1982.