Fisioterapia
Aquática
Prof. Luiz Paulo Gomes Rosa Milares
Doutorando em CIências do Movimento
Humano e Reabilitação
lpmilares@gmail.com
Fisioterapia Aquática
a fisioterapia aquática é o
tratamento pela água sob suas
diversas formas e temperaturas
RECONHECIDA POR TODAS AS
CULTURAS
2500 a.C - médicos egípcios
500 a.C - Asclépio (deus grego da
medicina)
530 a.C - Pitágoras - banhos frios
460 a.C - Hipócrates - fez o uso da
hidroterapia
Muitas da técnicas da hidroterapia fundamentais, foram
descobertos na época de Hipócrates (como o vapor,
compressas úmidas, água doce e água salgada
Água fria: sensibilidade periférica,
vasoconstrição
Água quente > vasodilatação
Água quente > temperatura
adequada para a fisioterapia
aquática de 30º à 32º
BANHO DE CONTRASTE?
MAS O QUE É A
FISIOTERAPIA
AQUÁTICA E O QUE É
HIDROTERAPIA?
A fisioterapia utiliza diferentes
combinações de exercícios na água
utilizando as propriedades físicas da
água
1)FISIOLOGIA DA IMERSÃO
comportamento da FC;
comportamento da PA;
comportamento do consumo de oxigênio em
repouso;
readaptações cardiorespiratórias
2) MECANICA DOS FLUÍDOS:
cinesiologia e biomecânica
imersão do corpo e suas implicações nos fluídos
EMPUXO E FLUTUAÇÃO
O AMBIENTE AQUÁTICO
COLETE AQUATUBES
TERAPEUTA COM TOQUINHA E MAIÔ/SHORT
MEIA
O QUE PODE SER FEITO
NA PISCINA?
CINESIOTERAPIA GERAL
TREINO DE MARCHA
TREINO CARDIORESPIRATÓRIO
PÓS OPERATÓRIOS
PÓS COVID
ATENDIMENTO DE CRIANÇAS,
IDOSOS, ENTRE OUTROS...
TÉCNICAS DA
FISIOTERAPIA
AQUÁTICA
WATSU
HALLIWICK
BAD RAGAZ
AQUADINAMIC
WATER
PILATES
POSICIONAMENTO
TERAPEUTA-
PACIENTE
1.1 DENSIDADE
SUBSTÂNCIAS DENSIDADE (g/cm³)
Água pura (4 °C) 1,00
Ar 0,001
Corpo humano (média) 0,97
Massacorporalmagra (ossos,músculos,tecidoconjuntivo e órgãos) 1,10
Massa corporal gorda (tecido adiposo) 0,90
A densidade é definida como a
quantidade de massa ocupada por um
corpo em razão da unidade de volume
que sua massa ocupa a determinada
temperatura.
A densidade pode ser expressa em quilogramas por
metro cú- bico (Kg/m³) – sistema internacional – ou em
gramas por centímetro cúbico (g/cm³) (Skinner;
ThOMSOn, 1985).
A gravidade específica, por sua vez, é a razão entre a
densida- de específica e a massa específica de um
corpo, sendo representada pela relação entre a
densidade da substância e a densidade da água.
1
5
1.2 PRESSÃO
HIDROSTÁTICA
A pressão hidrostática é definida como
a força aplicada por unidade de área
A pressão hidrostática pode ser expressa em Newtons por metro quadrado (N/m²),
unidade conhecida como Pascal (Pa), em homenagem ao cientista francês Blaise
Pascal.
Segundo o princípio de Pascal, os líquidos exercem pressão uniformemente em todas
as direções de um corpo. Quanto maior a profundidade, maior será a pressão
hidrostática aplicada (Skinner; ThOMSOn, 1985).
1.3
EMPUXO O empuxo representa a força resultante exercida pelo
fluido sobre um corpo.
É uma força vertical para cima exercida pela água, sendo
oposta à força de gravidade, fazendo com que os corpos
pareçam leves ao serem imersos.
O empuxo é responsável pela facilitação dos movimentos
na água e pela diminuição do impacto e da sobrecarga
articular na execução dos exercícios.
1.3
EMPUXO
Segundo Arquimedes, todo corpo
imerso em um fluido em equilíbrio,
dentro de um campo gravitacional,
fica sob a ação de uma força
vertical, com sentido oposto a esse
campo, aplicada pelo fluido.
A intensidade de tal força vertical é
igual à intensidade do peso do fluido
que é deslocado pelo corpo imerso.
Dessa forma, tem-se carga articular
na execução dos exercícios;
Todo corpo imerso em um fluido em
equilíbrio, dentro de um campo
gravitacional, fica sob a ação de uma
força vertical, com sentido oposto a
esse campo, aplicada pelo fluido. A
intensidade de tal força vertical é
igual à intensidade do peso do fluido
que é deslocado pelo corpo imerso.
2 EFEITOS FISIOLÓGICOS
DA IMERSÃO NA ÁGUA
2.1 SISTEMA CIRCULATÓRIO
• A resposta cardiovascular ao exercício diferente do solo e do ambiente
aquático
• FC tende a permanecer inalterada em repouso e durante exercícios de
baixa intensidade, mas diminui nos níveis de intensidade mais altos de
exercício submáximo e máximo, em comparação com os exercícios
realizados em terra.
• A relação entre FC e o gasto energético durante uma atividade realizada
na água, se comparada à praticada em terra, é de particular importância,
porque a frequência cardíaca é comumente utilizada para descrever e
regular a intensidade metabólica do exercício. É comum observar que a
frequência cardíaca, muitas vezes, é maior durante exercícios feitos na
água em comparação a seu similar realizado em solo.
• A profundidade da água também afeta a FC durante o exercício ereto. Por
exemplo, durante o exercício aeróbico realizado na água em uma altura
aproximada da do tórax do paciente, tem-se uma frequência cardíaca de 80
a 110 bpm, ou seja, mais baixa que a mesma atividade quando praticada
com água na altura da cintura pélvica
2.2 SISTEMA RESPIRATÓRIO
• Durante a imersão do indivíduo até o pescoço em água
aquecida, o trabalho respiratório é aumentado em
aproximadamente 60%. Isso ocorre devido ao
deslocamento do sangue da periferia para as regiões
centrais do corpo do indivíduo, em conjunto com a
ação da pressão hidrostática sobre a caixa torácica.
• Assim, durante a imersão com a cabeça fora da água, a
mecânica e a função pulmonar são alteradas de modo a
interferir no comprimento e nas atividades dos músculos
respiratórios;
• O sistema pulmonar é profundamente afetado pela
imersão do corpo em água no nível do tórax, devido ao
deslocamento sanguíneo das extremidades para as
regiões centrais do tórax e devido à compressão da caixa
torácica pela água;
2.2 SISTEMA RESPIRATÓRIO
• Imerso até o pescoço em água aquecida, o trabalho
respiratório é aumentado em aproximadamente 60%. Isso
ocorre devido ao deslocamento do sangue da periferia para as
regiões centrais do corpo do indivíduo, em conjunto com a ação
da pressão hidrostática sobre a caixa torácica. Assim, durante a
imersão com a cabeça fora da água, a mecânica e a função
pulmonar são alteradas de modo a interferir no comprimento e
nas atividades dos músculos respiratórios;
• O sistema pulmonar é profundamente afetado pela imersão do
corpo em água no nível do tórax, devido ao deslocamento
sanguíneo das extremidades para as regiões centrais do tórax e
devido à compressão da caixa torácica pela água;
• Imerso até o pescoço em água aquecida, o trabalho
respiratório é aumentado em aproximadamente 60%. Isso
ocorre devido ao deslocamento do sangue da periferia para as
regiões centrais do corpo do indivíduo, em conjunto com a ação
da pressão hidrostática sobre a caixa torácica. Assim, durante a
imersão com a cabeça fora da água, a mecânica e a função
pulmonar são alteradas de modo a interferir no comprimento e
nas atividades dos músculos respiratórios;
2.2 SISTEMA RESPIRATÓRIO
• A propriedade física da água que interfere diretamente no
sistema respiratório é a pressão hidrostática, que
corresponde à força exercida igualmente sobre todas as
áreas de um corpo imerso, sendo proporcional à
profundidade e à densidade do fluido. Com a ação da
pressão hidrostática, há profunda alteração na mecânica
respiratória e na hemodinâmica central , ocorrendo
deslocamento sanguíneo para a região intratorácica,
diminuição da complacência pulmonar, alterações nos
volumes pulmonares e na mecânica dos músculos
respiratórios.
• A pressão hidrostática trabalha como uma carga para a
contração do diafragma durante a inspiração, resultando
em um exercício para essa musculatura, além de auxiliar
na elevação do diafragma e na saída do ar durante a
expiração, diminuindo, assim, o espaço morto. Devido ao
fato de o aparelho respiratório precisar trabalhar mais
intensivamente, ocorre o fortalecimento dos músculos
respiratórios, e o processo da respiração pode ser
melhorada
2.3 SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO
• Dentre os efeitos terapêuticos que a água
aquecida proporciona estão a vasodilatação e
o consequente relaxamento das fibras
musculares, que fazem com que haja uma
diminuição do tônus muscular.
• Isso ocorre pela redução dos estímulos
simpáticos e pelo aumento da atividade do
sistema parassimpático. O hipotálamo envia
uma resposta corporal de relaxamento, o que
gera diminuição no consumo de oxigênio,
redução do tônus muscular e da resistência
arterial à passagem do sangue, e aumento do
aporte sanguíneo para as estruturas corporais.
Tendo em vista tais respostas, a mobilidade dos
membros é facilitada
2.4 SISTEMA NERVOSO
O calor relativamente brando reduz a sensibilidade das termi- nações
sensitivas, principalmente nas terminações nervosas cutâneas
relacionadas ao tato, causando uma diminuição da percepção da dor
Assim, quanto maiores forem a temperatura e a turbulência, maior será o
limiar da dor do paciente (SKINNER; THOMSON, 1985).
O meio aquático fornece naturalmente instabilidade para o corpo;
com isso, o sistema vestibular acaba sendo constantemente recrutado.
Esse efeito é muito utilizado na fisioterapia para trabalhar com o paciente
o equilíbrio, que, de acordo com as individualidades, pode ser associado a
uma turbulência para dificultar ainda mais o exercício (SKINNER;
THOMSON, 1985).
Com base nisso, conclui-se a importância da fisioterapia em imersão
na água aquecida, o que proporciona relaxamento e redução da dor para a
execução das mobilizações no paciente.
2.5 SISTEMA RENAL
A resposta renal à imersão inclui o débito urinário aumentado (diurese), com perda
de volume plasmático, de sódio e de potássio, além da supressão de vasopressina, de
renina e de aldosterona plas- mática. A imersão em água fria potencializa essa resposta.
A diurese de imersão é usualmente entendida como um forte mecanismo com- pensador
homeostático para contrabalançar a distensão sofrida pelos receptores pressóricos
cardíacos (BOOKSPAN, 2000).
A atividade simpática renal diminui devido a uma resposta vagal causada pela
distensão atrial que, por sua vez, aumenta o transporte tubular de sódio, com
diminuição de aproximada- mente um terço da resistência vascular renal. Assim, a
excreção de sódio aumenta, acompanhada de água livre, causando o efeito diurético
da imersão.
A função renal é largamente controlada pelos hormônios re- nina, aldosterona e o
antidiurético. A aldosterona controla a reab- sorção de sódio nos túbulos distais,
atingindo seu máximo após três horas de imersão. Outro fator importante é a regulação
do peptídeo atrial natriurético (ANP), que é reduzido pela metade após a imer- são,
quando comparada à mesma função, mas em solo (BOOKSPAN, 2000; BECKER; COLE,
1997).
Tais mecanismos são amenizados com o tempo de imersão, mas, em situação
terapêutica de aproximadamente uma hora de imer- são, seus efeitos persistem após várias
horas (BOOKSPAN, 2000).
4 EQUIPAMENTOS ESPECIAIS PARA EXERCÍCIOS
AQUÁTICOS
Há inúmeros materiais auxiliares utilizados para atendimen- to
fisioterapêutico em meio aquático. Esses equipamentos podem ser usados
para facilitar a flutuação, para desafiar ou assistir o equilíbrio e para gerar
resistência ao exercício (RUOTI; MORRIS; COLE, 2000).
Alguns equipamentos como coletes, espaguetes, boias (fig. 1), hal- teres
flutuantes (fig. 2) e pranchas (fig. 3) são projetados para auxiliar no
posicionamento do paciente, facilitando a flutuação, e podem ser coloca- dos no
pescoço, nos membros ou no tronco. É possível fazer dos flutuado- res objetos de
resistência, dependendo da forma de realização do exercício. Existem vários tipos
de resistores de movimento, como os aquahands, os aquafins, os palmares, os
sorrisos, os aquaplates, os aquajumps e as nada- deiras (figs. 2 e 4) (RUOTI;
MORRIS; COLE, 2000).
Os degraus (fig. 5) podem ser usados para a realização de exer- cícios,
para ganho de força em cadeia fechada ou em treinos de condi- cionamento
cardiovascular, por exemplo. Os degraus também são úteis para o próprio
fisioterapeuta obter um melhor posicionamento na água. A cama elástica (fig. 6)
e o disco proprioceptivo (fig. 3) podem ser usa-
0
Fig. 1 – Boia, colete cervical e
flutuadores
Fig. 2 – Halteres flutuantes e
palmares
Fig. 3 - Disco proprioceptivo,
bolinha com e sem espículase prancha
Fig. 4 - Nadadeirase flutuadores
para membrosinferiores
Fig. 5 –Degrauou plataforma
Fig. 6 - Cama elástica
5 ENTRADAS E SAÍDAS DA
PISCINA
A seguir, fazemos considerações práticas
acerca da realização da Fisioterapia Aquática.
De início, abordamos as diversas maneiras como
são realizadas as entradas e as saídas da piscina,
recursos importantes que devem ser analisados e
escolhidos de acordo com o quadro clínico do
paciente.
5.1 ENTRADAS
ESCADA, RAMPA OU ELEVADOR
Paciente com atividade motora
preservada, com controle cer- vical, de tronco
e de membros inferiores.
3
ENTRADA COM
APOIO NA PÉLVIS
Paciente senta- do na borda
da piscina com as pernas
dentro da água e joelhos fle-
tidos contra o peito do
terapeuta. O terapeuta
posiciona-se em pé na frente
do paciente, seas duas mãos.
Ao mes-
mo tempo em que auxilia a
entrada do paciente, o
terapeuta deve dar um passo
para trás, evitando
sobrecarga lombar.
.
ENTRADA COM APOIO
NA CINTURA
ESCAPULAR, PEGADA
TORÁCICA
Paciente sentado na borda da piscina
com as pernas dentro da água, joelhos
fletidos e apoiando-se nos ombros do
terapeuta. O terapeuta fica em pé na frente
do paciente, segurando na cintura escapular.
Ao mesmo tempo em que auxilia a entrada
do paciente, o terapeuta deve dar um passo
para trás, evitando sobrecarga lombar. Nesse
caso, o paciente deve ter, pelo menos,
Fig. 2 – Entrada com
apoio na pélvis
Fig. 3 - Entrada com apoio na
cintura escapular, pegada
torácica
GUIA PRÁTICO APLICADO À FISIOTERAPIA AQUÁTICA 35
ENTRADA COM APOIO NOS COTOVELOS
Paciente senta-
do na borda da piscina
com as pernas dentro da
água, joelhos fletidos e
segurando no antebraço
do terapeuta. Terapeuta
em pé na frente do pa-
ciente, segurando abai-
xo nos cotovelos. Ao
mesmo tempo em que
auxilia a entrada do paciente, o terapeuta deve dar um passo para trás,
evitando sobrecarga lombar. Nesse caso, o paciente deve ter controle
de cervical e de tronco.
Fig. 4 - Entrada com apoio nos cotovelos
ENTRADA COM APOIO NAS MÃOS
Paciente sentado na borda da piscina com as pernas den-
tro da água e joelhos fletidos. Terapeuta em pé, uma perna apoia-
da sobre o degrau e segurando as mãos do paciente. Ao mesmo
tempo em que auxilia a
entrada do paciente, o
terapeuta deve dar um
passo para trás, evitan-
do sobrecarga lombar.
Nesse caso, paciente
deve ter controle cervi-
cal e de tronco.
Fig. 5 - Entrada com apoio nas mãos
36
ENTRADA COM ROTAÇÃO COMBINADA,
MÉTODO HALLIWICK
Paciente senta-
do na borda da piscina
com as pernas dentro
da água, joelhos fleti-
dos. Terapeuta posicio-
nado na frente do pa-
ciente, segurando a mão
e o joelho contralateral
do paciente, exercendo
a força obliquamente no
membro superior. A outra mão do paciente fica sobre as pernas.
Esta entrada trabalha retificação e explora os movimentos do
tronco em todos os eixos e planos. Nesse caso, o paciente deve ter
controle de tronco.
ENTRADA REVERSA
Paciente deita-
do na beira da piscina
sobre um tapete. Te-
rapeuta apoia um bra-
ço na altura da fossa
poplítea e o outro na
cintura escapular, dan-
do um passo para trás
com um pé na frente
do outro. Essa entrada é utilizada para pacientes que não pos-
suem controle de tronco e da coluna cervical.
Fig.6 – Entrada comrotaçãocombinada,MétodoHalliwick
Fig. 7 – Entrada reversa
GUIA PRÁTICO APLICADO À FISIOTERAPIA AQUÁTICA 37
5.2 SAÍDA
SAÍDA DE “CROCODILO”, MÉTODO HALLIWICK
Paciente de frente para a borda da piscina com os braços
apoiados sobre ela. Terapeuta realiza a pegada no quadril do pa-
ciente e impulsiona-o para fora da piscina. Em seguida, o paciente
fica e m d ecúbito ventral n a b orda. A pós, fl exionar o me mbro in -
ferior que ficará voltado p ara c ima e p romover a r otação d e t ron-
co pela pegada em joelho semifletido e q u adril. O p aciente e stá
em decúbito dorsal, os membros inferiores flexionados n a b o rda
da piscina com pés dentro da água. O paciente passa da posição
em decúbito dorsal para a posição sentado com rotação de tronco e
apoio no membro superior.
Fig. 8 – Etapas da saída de “crocodilo”, Método Halliwick
Método dos anéis
de Bad Ragaz
Prof. Luiz Paulo Gomes Rosa Milares
Doutorando em CIências do Movimento
Humano e Reabilitação
lpmilares@gmail.com
A filosofia desse método
teve seu início na década
de 1930, nas águas
termais da cidade de Bad
Ragaz, na Suíça, e ainda é
usado internacionalmente
para:
1) reeducação e
fortalecimento
musculares,
2) tração ou
alongamento da
coluna vertebral
3) relaxamento e
inibição do tônus
muscular aumentado.
HISTÓRIA DO MÉTODO BAD RAGAZ
Em 1957, o Dr. Knüpfer, introduziu a
técnica de tratamento horizontal em
meio líquido, por meio de anéis de
flutuação no pescoço, quadril e
tornozelos, com o objetivo de
proporcionar uma estabilização
corporal e realizar exercícios resistidos.
Essa técnica somente foi
publicada em 1970 por
Beatrice Egger, que
desenvolveu o método de
facilitação neuromuscular
proprioceptiva, que era
aplicado por Bridget Davis.
HISTÓRIA DO MÉTODO BAD RAGAZ
As condutas de Knüpfer
foram sendo aprimoradas
e começaram a ser
utilizadas com pacientes
portadores de patologias
neurológicas e
ortopédicas, com o
objetivo de reduzir o
tônus muscular, treino da
deambulação e
estabilização do tronco.
É conhecido pelo emprego da maioria
das técnicas FNP em meio líquido;
E consiste em relaxamento,
estabilização e exercícios resistivos
progressivos, através da utilização das
propriedades físicas da água, como
flutuação, turbulência, pressão
hidrostática, tensão superficial e
capacidade térmica.
As principais diferenças entre esses dois métodos, FNP e Bad Ragaz, estão na
presença do terapeuta como estabilizador, e não a gravidade;
na sustentação do paciente por meio de flutuadores que são
desestabilizados ao movimento, e não por uma prancha fixa; e na resistência
dada pela água, em grande parte, e pelo terapeuta, em menor parte
BAD RAGAZ vs FNP
FNP na MABR consiste em:
- controle da resistência máxima nos exercícios isotônicos e isométricos
pelo próprio paciente
- facilitação do movimento pela estimulação da pele, músculos e
proprioceptores através do apoio manual do terapeuta;
- comandos verbais curtos e precisos do terapeuta;
- estimulação da musculatura mais fraca contralateral pela facilitação
dos músculos mais fortes, denominada transbordamento e irradiação;
FNP na MABR consiste em:
- com o aumento de resistências manuais
(distais e proximais) do terapeuta, a
graduação de dificuldade dos exercícios
é dada progressiva e naturalmente;
- pela participação do terapeuta, o
paciente pode ser avaliado de maneira
constante e a resistência dos exercícios
pode ser alterada;
- a movimentação de músculos e
articulações ocorre de maneira natural e
funcional para o paciente;
- a aproximação e a tração, promovidas
pelos padrões de empurrar e puxar
alternados atuam sobre as articulações e
terminações nervosas sensitivas e
auxiliam o reflexo de estiramento do
músculo;
- a cocontração é facilitada pela
aproximação e a contração isotônica pela
tração.
Objetivos:
- - redução do tônus,
- reeducação e relaxamento muscular;
- aumento da amplitude de movimento
articular;
- fortalecimento da musculatura;
- tração e alongamento espinhal;
- melhor estabilização e alinhamento da
coluna vertebral;
- restauração dos movimentos normais e
preparo para sustentação de peso em
extremidades;
- melhora da resistência e da capacidade
funcional.
Objetivos:
- Na relação entre terapeuta e paciente,
os exercícios são descritos de quatro
maneiras: isocinéticos, isotônicos,
isométricos e passivos:
- isocinéticos: quando uma fixação é
fornecida pelo terapeuta ao mesmo
tempo em que o paciente move-se na
água com movimentos de afastamento
e aproximação, sendo que a resistência
é dada pela velocidade aplicada;
- isotônicos: um ponto de fixação móvel é
fornecido pelo terapeuta, o qual gradua a
resistência ao empurrar ou aproximar o
paciente;
passivos: o terapeuta está fixo e
movimenta o paciente pela água para
produzir relaxamento, alongamento
muscular ou inibição do tônus.
Quando um corpo é movido ou move-se na água, gera uma pressão negativa atrás dele que,
somada com o atrito a sua quando um corpo é movido ou move-se na água, gera uma pressão
negativa atrás dele que, somada com o atrito a sua frente, provoca resistência. Portanto, como a
turbulência gerada é diretamente proporcional à velocidade do movimento, essa resistência é
aumentada pela maior rapidez do exercício, sendo que o paciente pode regular a resistência
opondo-se à força aplicada pelo terapeuta.
Essa resistência também pode ser aumentada progressivamente com a utilização de anéis,
flutuadores ou palmares, com a aplicação de movimentos de maior amplitude ou alteração do
braço de alavanca, pela alteração de direção ou aumento da velocidade do movimento, pelo uso
de menor número de flutuadores ou apoios, bem como pela mudança de apoio proximal para
distal.
Alguns autores descrevem seis técnicas distintas do MABR:
1. Iniciação rítmica: auxilia o paciente na adequação do tônus muscular e no aprendizado e
sensação do movimento, através de movimentação rítmica de um segmento ou de todo o
corpo, iniciando passivamente até progredir para ativo/resistido.
2. Combinação de isotônicas: o paciente realiza uma movimentação ativa ao longo da
amplitude de movimento (contração concêntrica) e o terapeuta aplica uma resistência e, a
seguir, solicita que uma determinada posição seja mantida (contração estabilizadora) para,
depois, permitir que o segmento movimentado retorne lentamente (contração excêntrica).
Não ocorre relaxamento entre os três tipos de contração e o objetivo dessa manobra é o
controle ativo, coordenação e treino funcional do controle excêntrico dos movimentos, além
do fortalecimento muscular.
3. Contrações repetidas: o terapeuta aplica uma resistência progressiva ao movimento sem
permitir relaxamento durante a série, objetivando coordenação e fortalecimento musculares
e ganho da amplitude de movimento
4. Contrai/relaxa: é solicitada ao paciente uma contração isométrica pequena e resistida, mas
até o limite do músculo a ser trabalhado, seguido de um relaxamento, quando o terapeuta
realiza um movimento passivo na amplitude de movimento aumentada, o que aumenta
ainda mais essa amplitude e limita a dor.
5. Timing para ênfase: duas articulações preservadas são estabilizadas pelo terapeuta,
enquanto uma terceira, que está deficitária, é movida com o objetivo de promover
irradiação aos músculos mais fracos e para o ganho de movimentos mais seletivos.
6. Reversão dinâmica: é solicitado ao paciente um movimento ativo com alternação de direção
e sem relaxamento ou intervalo, enquanto o terapeuta aplica uma resistência e movimenta
em um sentido, para depois mudar a pegada e movimentar para o outro sentido. O objetivo
é aumentar a amplitude de movimento, fortalecer agonistas, adequar o tônus e melhorar a
capacidade de alternar direção de movimentos.
O MABR é indicado em condições neurológicas, disfunções traumato-ortopédicas, doenças
reumatológicas, síndromes dolorosas, pós-mastectomia, pós-cirúrgicos de cardiopatias que
sejam beneficiados com alongamento e fortalecimento bilateral do tronco, atraso do
desenvolvimento motor e outras patologias. Entretanto, disfunções vestibulares, quadros
álgicos agudos, instabilidade articular e espasticidade excessiva, são condições para
precauções.

Fisioterapia aquática.pptx

  • 1.
    Fisioterapia Aquática Prof. Luiz PauloGomes Rosa Milares Doutorando em CIências do Movimento Humano e Reabilitação lpmilares@gmail.com
  • 2.
    Fisioterapia Aquática a fisioterapiaaquática é o tratamento pela água sob suas diversas formas e temperaturas RECONHECIDA POR TODAS AS CULTURAS 2500 a.C - médicos egípcios 500 a.C - Asclépio (deus grego da medicina) 530 a.C - Pitágoras - banhos frios 460 a.C - Hipócrates - fez o uso da hidroterapia
  • 3.
    Muitas da técnicasda hidroterapia fundamentais, foram descobertos na época de Hipócrates (como o vapor, compressas úmidas, água doce e água salgada Água fria: sensibilidade periférica, vasoconstrição Água quente > vasodilatação Água quente > temperatura adequada para a fisioterapia aquática de 30º à 32º BANHO DE CONTRASTE?
  • 4.
    MAS O QUEÉ A FISIOTERAPIA AQUÁTICA E O QUE É HIDROTERAPIA?
  • 5.
    A fisioterapia utilizadiferentes combinações de exercícios na água utilizando as propriedades físicas da água 1)FISIOLOGIA DA IMERSÃO comportamento da FC; comportamento da PA; comportamento do consumo de oxigênio em repouso; readaptações cardiorespiratórias 2) MECANICA DOS FLUÍDOS: cinesiologia e biomecânica imersão do corpo e suas implicações nos fluídos EMPUXO E FLUTUAÇÃO
  • 7.
    O AMBIENTE AQUÁTICO COLETEAQUATUBES TERAPEUTA COM TOQUINHA E MAIÔ/SHORT MEIA
  • 8.
    O QUE PODESER FEITO NA PISCINA? CINESIOTERAPIA GERAL TREINO DE MARCHA TREINO CARDIORESPIRATÓRIO PÓS OPERATÓRIOS PÓS COVID ATENDIMENTO DE CRIANÇAS, IDOSOS, ENTRE OUTROS...
  • 9.
  • 10.
  • 11.
    1.1 DENSIDADE SUBSTÂNCIAS DENSIDADE(g/cm³) Água pura (4 °C) 1,00 Ar 0,001 Corpo humano (média) 0,97 Massacorporalmagra (ossos,músculos,tecidoconjuntivo e órgãos) 1,10 Massa corporal gorda (tecido adiposo) 0,90 A densidade é definida como a quantidade de massa ocupada por um corpo em razão da unidade de volume que sua massa ocupa a determinada temperatura.
  • 12.
    A densidade podeser expressa em quilogramas por metro cú- bico (Kg/m³) – sistema internacional – ou em gramas por centímetro cúbico (g/cm³) (Skinner; ThOMSOn, 1985). A gravidade específica, por sua vez, é a razão entre a densida- de específica e a massa específica de um corpo, sendo representada pela relação entre a densidade da substância e a densidade da água.
  • 13.
    1 5 1.2 PRESSÃO HIDROSTÁTICA A pressãohidrostática é definida como a força aplicada por unidade de área A pressão hidrostática pode ser expressa em Newtons por metro quadrado (N/m²), unidade conhecida como Pascal (Pa), em homenagem ao cientista francês Blaise Pascal. Segundo o princípio de Pascal, os líquidos exercem pressão uniformemente em todas as direções de um corpo. Quanto maior a profundidade, maior será a pressão hidrostática aplicada (Skinner; ThOMSOn, 1985).
  • 14.
    1.3 EMPUXO O empuxorepresenta a força resultante exercida pelo fluido sobre um corpo. É uma força vertical para cima exercida pela água, sendo oposta à força de gravidade, fazendo com que os corpos pareçam leves ao serem imersos. O empuxo é responsável pela facilitação dos movimentos na água e pela diminuição do impacto e da sobrecarga articular na execução dos exercícios.
  • 15.
    1.3 EMPUXO Segundo Arquimedes, todocorpo imerso em um fluido em equilíbrio, dentro de um campo gravitacional, fica sob a ação de uma força vertical, com sentido oposto a esse campo, aplicada pelo fluido. A intensidade de tal força vertical é igual à intensidade do peso do fluido que é deslocado pelo corpo imerso. Dessa forma, tem-se carga articular na execução dos exercícios; Todo corpo imerso em um fluido em equilíbrio, dentro de um campo gravitacional, fica sob a ação de uma força vertical, com sentido oposto a esse campo, aplicada pelo fluido. A intensidade de tal força vertical é igual à intensidade do peso do fluido que é deslocado pelo corpo imerso.
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    2 EFEITOS FISIOLÓGICOS DAIMERSÃO NA ÁGUA 2.1 SISTEMA CIRCULATÓRIO • A resposta cardiovascular ao exercício diferente do solo e do ambiente aquático • FC tende a permanecer inalterada em repouso e durante exercícios de baixa intensidade, mas diminui nos níveis de intensidade mais altos de exercício submáximo e máximo, em comparação com os exercícios realizados em terra. • A relação entre FC e o gasto energético durante uma atividade realizada na água, se comparada à praticada em terra, é de particular importância, porque a frequência cardíaca é comumente utilizada para descrever e regular a intensidade metabólica do exercício. É comum observar que a frequência cardíaca, muitas vezes, é maior durante exercícios feitos na água em comparação a seu similar realizado em solo. • A profundidade da água também afeta a FC durante o exercício ereto. Por exemplo, durante o exercício aeróbico realizado na água em uma altura aproximada da do tórax do paciente, tem-se uma frequência cardíaca de 80 a 110 bpm, ou seja, mais baixa que a mesma atividade quando praticada com água na altura da cintura pélvica
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    2.2 SISTEMA RESPIRATÓRIO •Durante a imersão do indivíduo até o pescoço em água aquecida, o trabalho respiratório é aumentado em aproximadamente 60%. Isso ocorre devido ao deslocamento do sangue da periferia para as regiões centrais do corpo do indivíduo, em conjunto com a ação da pressão hidrostática sobre a caixa torácica. • Assim, durante a imersão com a cabeça fora da água, a mecânica e a função pulmonar são alteradas de modo a interferir no comprimento e nas atividades dos músculos respiratórios; • O sistema pulmonar é profundamente afetado pela imersão do corpo em água no nível do tórax, devido ao deslocamento sanguíneo das extremidades para as regiões centrais do tórax e devido à compressão da caixa torácica pela água;
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    2.2 SISTEMA RESPIRATÓRIO •Imerso até o pescoço em água aquecida, o trabalho respiratório é aumentado em aproximadamente 60%. Isso ocorre devido ao deslocamento do sangue da periferia para as regiões centrais do corpo do indivíduo, em conjunto com a ação da pressão hidrostática sobre a caixa torácica. Assim, durante a imersão com a cabeça fora da água, a mecânica e a função pulmonar são alteradas de modo a interferir no comprimento e nas atividades dos músculos respiratórios; • O sistema pulmonar é profundamente afetado pela imersão do corpo em água no nível do tórax, devido ao deslocamento sanguíneo das extremidades para as regiões centrais do tórax e devido à compressão da caixa torácica pela água; • Imerso até o pescoço em água aquecida, o trabalho respiratório é aumentado em aproximadamente 60%. Isso ocorre devido ao deslocamento do sangue da periferia para as regiões centrais do corpo do indivíduo, em conjunto com a ação da pressão hidrostática sobre a caixa torácica. Assim, durante a imersão com a cabeça fora da água, a mecânica e a função pulmonar são alteradas de modo a interferir no comprimento e nas atividades dos músculos respiratórios;
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    2.2 SISTEMA RESPIRATÓRIO •A propriedade física da água que interfere diretamente no sistema respiratório é a pressão hidrostática, que corresponde à força exercida igualmente sobre todas as áreas de um corpo imerso, sendo proporcional à profundidade e à densidade do fluido. Com a ação da pressão hidrostática, há profunda alteração na mecânica respiratória e na hemodinâmica central , ocorrendo deslocamento sanguíneo para a região intratorácica, diminuição da complacência pulmonar, alterações nos volumes pulmonares e na mecânica dos músculos respiratórios. • A pressão hidrostática trabalha como uma carga para a contração do diafragma durante a inspiração, resultando em um exercício para essa musculatura, além de auxiliar na elevação do diafragma e na saída do ar durante a expiração, diminuindo, assim, o espaço morto. Devido ao fato de o aparelho respiratório precisar trabalhar mais intensivamente, ocorre o fortalecimento dos músculos respiratórios, e o processo da respiração pode ser melhorada
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    2.3 SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO •Dentre os efeitos terapêuticos que a água aquecida proporciona estão a vasodilatação e o consequente relaxamento das fibras musculares, que fazem com que haja uma diminuição do tônus muscular. • Isso ocorre pela redução dos estímulos simpáticos e pelo aumento da atividade do sistema parassimpático. O hipotálamo envia uma resposta corporal de relaxamento, o que gera diminuição no consumo de oxigênio, redução do tônus muscular e da resistência arterial à passagem do sangue, e aumento do aporte sanguíneo para as estruturas corporais. Tendo em vista tais respostas, a mobilidade dos membros é facilitada
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    2.4 SISTEMA NERVOSO Ocalor relativamente brando reduz a sensibilidade das termi- nações sensitivas, principalmente nas terminações nervosas cutâneas relacionadas ao tato, causando uma diminuição da percepção da dor Assim, quanto maiores forem a temperatura e a turbulência, maior será o limiar da dor do paciente (SKINNER; THOMSON, 1985). O meio aquático fornece naturalmente instabilidade para o corpo; com isso, o sistema vestibular acaba sendo constantemente recrutado. Esse efeito é muito utilizado na fisioterapia para trabalhar com o paciente o equilíbrio, que, de acordo com as individualidades, pode ser associado a uma turbulência para dificultar ainda mais o exercício (SKINNER; THOMSON, 1985). Com base nisso, conclui-se a importância da fisioterapia em imersão na água aquecida, o que proporciona relaxamento e redução da dor para a execução das mobilizações no paciente.
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    2.5 SISTEMA RENAL Aresposta renal à imersão inclui o débito urinário aumentado (diurese), com perda de volume plasmático, de sódio e de potássio, além da supressão de vasopressina, de renina e de aldosterona plas- mática. A imersão em água fria potencializa essa resposta. A diurese de imersão é usualmente entendida como um forte mecanismo com- pensador homeostático para contrabalançar a distensão sofrida pelos receptores pressóricos cardíacos (BOOKSPAN, 2000). A atividade simpática renal diminui devido a uma resposta vagal causada pela distensão atrial que, por sua vez, aumenta o transporte tubular de sódio, com diminuição de aproximada- mente um terço da resistência vascular renal. Assim, a excreção de sódio aumenta, acompanhada de água livre, causando o efeito diurético da imersão. A função renal é largamente controlada pelos hormônios re- nina, aldosterona e o antidiurético. A aldosterona controla a reab- sorção de sódio nos túbulos distais, atingindo seu máximo após três horas de imersão. Outro fator importante é a regulação do peptídeo atrial natriurético (ANP), que é reduzido pela metade após a imer- são, quando comparada à mesma função, mas em solo (BOOKSPAN, 2000; BECKER; COLE, 1997). Tais mecanismos são amenizados com o tempo de imersão, mas, em situação terapêutica de aproximadamente uma hora de imer- são, seus efeitos persistem após várias horas (BOOKSPAN, 2000).
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    4 EQUIPAMENTOS ESPECIAISPARA EXERCÍCIOS AQUÁTICOS Há inúmeros materiais auxiliares utilizados para atendimen- to fisioterapêutico em meio aquático. Esses equipamentos podem ser usados para facilitar a flutuação, para desafiar ou assistir o equilíbrio e para gerar resistência ao exercício (RUOTI; MORRIS; COLE, 2000). Alguns equipamentos como coletes, espaguetes, boias (fig. 1), hal- teres flutuantes (fig. 2) e pranchas (fig. 3) são projetados para auxiliar no posicionamento do paciente, facilitando a flutuação, e podem ser coloca- dos no pescoço, nos membros ou no tronco. É possível fazer dos flutuado- res objetos de resistência, dependendo da forma de realização do exercício. Existem vários tipos de resistores de movimento, como os aquahands, os aquafins, os palmares, os sorrisos, os aquaplates, os aquajumps e as nada- deiras (figs. 2 e 4) (RUOTI; MORRIS; COLE, 2000). Os degraus (fig. 5) podem ser usados para a realização de exer- cícios, para ganho de força em cadeia fechada ou em treinos de condi- cionamento cardiovascular, por exemplo. Os degraus também são úteis para o próprio fisioterapeuta obter um melhor posicionamento na água. A cama elástica (fig. 6) e o disco proprioceptivo (fig. 3) podem ser usa-
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    0 Fig. 1 –Boia, colete cervical e flutuadores Fig. 2 – Halteres flutuantes e palmares Fig. 3 - Disco proprioceptivo, bolinha com e sem espículase prancha Fig. 4 - Nadadeirase flutuadores para membrosinferiores Fig. 5 –Degrauou plataforma Fig. 6 - Cama elástica
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    5 ENTRADAS ESAÍDAS DA PISCINA A seguir, fazemos considerações práticas acerca da realização da Fisioterapia Aquática. De início, abordamos as diversas maneiras como são realizadas as entradas e as saídas da piscina, recursos importantes que devem ser analisados e escolhidos de acordo com o quadro clínico do paciente. 5.1 ENTRADAS ESCADA, RAMPA OU ELEVADOR Paciente com atividade motora preservada, com controle cer- vical, de tronco e de membros inferiores.
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    3 ENTRADA COM APOIO NAPÉLVIS Paciente senta- do na borda da piscina com as pernas dentro da água e joelhos fle- tidos contra o peito do terapeuta. O terapeuta posiciona-se em pé na frente do paciente, seas duas mãos. Ao mes- mo tempo em que auxilia a entrada do paciente, o terapeuta deve dar um passo para trás, evitando sobrecarga lombar. . ENTRADA COM APOIO NA CINTURA ESCAPULAR, PEGADA TORÁCICA Paciente sentado na borda da piscina com as pernas dentro da água, joelhos fletidos e apoiando-se nos ombros do terapeuta. O terapeuta fica em pé na frente do paciente, segurando na cintura escapular. Ao mesmo tempo em que auxilia a entrada do paciente, o terapeuta deve dar um passo para trás, evitando sobrecarga lombar. Nesse caso, o paciente deve ter, pelo menos, Fig. 2 – Entrada com apoio na pélvis Fig. 3 - Entrada com apoio na cintura escapular, pegada torácica
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    GUIA PRÁTICO APLICADOÀ FISIOTERAPIA AQUÁTICA 35 ENTRADA COM APOIO NOS COTOVELOS Paciente senta- do na borda da piscina com as pernas dentro da água, joelhos fletidos e segurando no antebraço do terapeuta. Terapeuta em pé na frente do pa- ciente, segurando abai- xo nos cotovelos. Ao mesmo tempo em que auxilia a entrada do paciente, o terapeuta deve dar um passo para trás, evitando sobrecarga lombar. Nesse caso, o paciente deve ter controle de cervical e de tronco. Fig. 4 - Entrada com apoio nos cotovelos ENTRADA COM APOIO NAS MÃOS Paciente sentado na borda da piscina com as pernas den- tro da água e joelhos fletidos. Terapeuta em pé, uma perna apoia- da sobre o degrau e segurando as mãos do paciente. Ao mesmo tempo em que auxilia a entrada do paciente, o terapeuta deve dar um passo para trás, evitan- do sobrecarga lombar. Nesse caso, paciente deve ter controle cervi- cal e de tronco. Fig. 5 - Entrada com apoio nas mãos
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    36 ENTRADA COM ROTAÇÃOCOMBINADA, MÉTODO HALLIWICK Paciente senta- do na borda da piscina com as pernas dentro da água, joelhos fleti- dos. Terapeuta posicio- nado na frente do pa- ciente, segurando a mão e o joelho contralateral do paciente, exercendo a força obliquamente no membro superior. A outra mão do paciente fica sobre as pernas. Esta entrada trabalha retificação e explora os movimentos do tronco em todos os eixos e planos. Nesse caso, o paciente deve ter controle de tronco. ENTRADA REVERSA Paciente deita- do na beira da piscina sobre um tapete. Te- rapeuta apoia um bra- ço na altura da fossa poplítea e o outro na cintura escapular, dan- do um passo para trás com um pé na frente do outro. Essa entrada é utilizada para pacientes que não pos- suem controle de tronco e da coluna cervical. Fig.6 – Entrada comrotaçãocombinada,MétodoHalliwick Fig. 7 – Entrada reversa
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    GUIA PRÁTICO APLICADOÀ FISIOTERAPIA AQUÁTICA 37 5.2 SAÍDA SAÍDA DE “CROCODILO”, MÉTODO HALLIWICK Paciente de frente para a borda da piscina com os braços apoiados sobre ela. Terapeuta realiza a pegada no quadril do pa- ciente e impulsiona-o para fora da piscina. Em seguida, o paciente fica e m d ecúbito ventral n a b orda. A pós, fl exionar o me mbro in - ferior que ficará voltado p ara c ima e p romover a r otação d e t ron- co pela pegada em joelho semifletido e q u adril. O p aciente e stá em decúbito dorsal, os membros inferiores flexionados n a b o rda da piscina com pés dentro da água. O paciente passa da posição em decúbito dorsal para a posição sentado com rotação de tronco e apoio no membro superior. Fig. 8 – Etapas da saída de “crocodilo”, Método Halliwick
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    Método dos anéis deBad Ragaz Prof. Luiz Paulo Gomes Rosa Milares Doutorando em CIências do Movimento Humano e Reabilitação lpmilares@gmail.com
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    A filosofia dessemétodo teve seu início na década de 1930, nas águas termais da cidade de Bad Ragaz, na Suíça, e ainda é usado internacionalmente para: 1) reeducação e fortalecimento musculares, 2) tração ou alongamento da coluna vertebral 3) relaxamento e inibição do tônus muscular aumentado. HISTÓRIA DO MÉTODO BAD RAGAZ Em 1957, o Dr. Knüpfer, introduziu a técnica de tratamento horizontal em meio líquido, por meio de anéis de flutuação no pescoço, quadril e tornozelos, com o objetivo de proporcionar uma estabilização corporal e realizar exercícios resistidos.
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    Essa técnica somentefoi publicada em 1970 por Beatrice Egger, que desenvolveu o método de facilitação neuromuscular proprioceptiva, que era aplicado por Bridget Davis. HISTÓRIA DO MÉTODO BAD RAGAZ As condutas de Knüpfer foram sendo aprimoradas e começaram a ser utilizadas com pacientes portadores de patologias neurológicas e ortopédicas, com o objetivo de reduzir o tônus muscular, treino da deambulação e estabilização do tronco. É conhecido pelo emprego da maioria das técnicas FNP em meio líquido; E consiste em relaxamento, estabilização e exercícios resistivos progressivos, através da utilização das propriedades físicas da água, como flutuação, turbulência, pressão hidrostática, tensão superficial e capacidade térmica.
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    As principais diferençasentre esses dois métodos, FNP e Bad Ragaz, estão na presença do terapeuta como estabilizador, e não a gravidade; na sustentação do paciente por meio de flutuadores que são desestabilizados ao movimento, e não por uma prancha fixa; e na resistência dada pela água, em grande parte, e pelo terapeuta, em menor parte BAD RAGAZ vs FNP FNP na MABR consiste em: - controle da resistência máxima nos exercícios isotônicos e isométricos pelo próprio paciente - facilitação do movimento pela estimulação da pele, músculos e proprioceptores através do apoio manual do terapeuta; - comandos verbais curtos e precisos do terapeuta; - estimulação da musculatura mais fraca contralateral pela facilitação dos músculos mais fortes, denominada transbordamento e irradiação;
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    FNP na MABRconsiste em: - com o aumento de resistências manuais (distais e proximais) do terapeuta, a graduação de dificuldade dos exercícios é dada progressiva e naturalmente; - pela participação do terapeuta, o paciente pode ser avaliado de maneira constante e a resistência dos exercícios pode ser alterada; - a movimentação de músculos e articulações ocorre de maneira natural e funcional para o paciente; - a aproximação e a tração, promovidas pelos padrões de empurrar e puxar alternados atuam sobre as articulações e terminações nervosas sensitivas e auxiliam o reflexo de estiramento do músculo; - a cocontração é facilitada pela aproximação e a contração isotônica pela tração.
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    Objetivos: - - reduçãodo tônus, - reeducação e relaxamento muscular; - aumento da amplitude de movimento articular; - fortalecimento da musculatura; - tração e alongamento espinhal; - melhor estabilização e alinhamento da coluna vertebral; - restauração dos movimentos normais e preparo para sustentação de peso em extremidades; - melhora da resistência e da capacidade funcional.
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    Objetivos: - Na relaçãoentre terapeuta e paciente, os exercícios são descritos de quatro maneiras: isocinéticos, isotônicos, isométricos e passivos: - isocinéticos: quando uma fixação é fornecida pelo terapeuta ao mesmo tempo em que o paciente move-se na água com movimentos de afastamento e aproximação, sendo que a resistência é dada pela velocidade aplicada; - isotônicos: um ponto de fixação móvel é fornecido pelo terapeuta, o qual gradua a resistência ao empurrar ou aproximar o paciente; passivos: o terapeuta está fixo e movimenta o paciente pela água para produzir relaxamento, alongamento muscular ou inibição do tônus.
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    Quando um corpoé movido ou move-se na água, gera uma pressão negativa atrás dele que, somada com o atrito a sua quando um corpo é movido ou move-se na água, gera uma pressão negativa atrás dele que, somada com o atrito a sua frente, provoca resistência. Portanto, como a turbulência gerada é diretamente proporcional à velocidade do movimento, essa resistência é aumentada pela maior rapidez do exercício, sendo que o paciente pode regular a resistência opondo-se à força aplicada pelo terapeuta. Essa resistência também pode ser aumentada progressivamente com a utilização de anéis, flutuadores ou palmares, com a aplicação de movimentos de maior amplitude ou alteração do braço de alavanca, pela alteração de direção ou aumento da velocidade do movimento, pelo uso de menor número de flutuadores ou apoios, bem como pela mudança de apoio proximal para distal. Alguns autores descrevem seis técnicas distintas do MABR:
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    1. Iniciação rítmica:auxilia o paciente na adequação do tônus muscular e no aprendizado e sensação do movimento, através de movimentação rítmica de um segmento ou de todo o corpo, iniciando passivamente até progredir para ativo/resistido. 2. Combinação de isotônicas: o paciente realiza uma movimentação ativa ao longo da amplitude de movimento (contração concêntrica) e o terapeuta aplica uma resistência e, a seguir, solicita que uma determinada posição seja mantida (contração estabilizadora) para, depois, permitir que o segmento movimentado retorne lentamente (contração excêntrica). Não ocorre relaxamento entre os três tipos de contração e o objetivo dessa manobra é o controle ativo, coordenação e treino funcional do controle excêntrico dos movimentos, além do fortalecimento muscular. 3. Contrações repetidas: o terapeuta aplica uma resistência progressiva ao movimento sem permitir relaxamento durante a série, objetivando coordenação e fortalecimento musculares e ganho da amplitude de movimento 4. Contrai/relaxa: é solicitada ao paciente uma contração isométrica pequena e resistida, mas até o limite do músculo a ser trabalhado, seguido de um relaxamento, quando o terapeuta realiza um movimento passivo na amplitude de movimento aumentada, o que aumenta ainda mais essa amplitude e limita a dor. 5. Timing para ênfase: duas articulações preservadas são estabilizadas pelo terapeuta, enquanto uma terceira, que está deficitária, é movida com o objetivo de promover irradiação aos músculos mais fracos e para o ganho de movimentos mais seletivos. 6. Reversão dinâmica: é solicitado ao paciente um movimento ativo com alternação de direção e sem relaxamento ou intervalo, enquanto o terapeuta aplica uma resistência e movimenta em um sentido, para depois mudar a pegada e movimentar para o outro sentido. O objetivo é aumentar a amplitude de movimento, fortalecer agonistas, adequar o tônus e melhorar a capacidade de alternar direção de movimentos.
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    O MABR éindicado em condições neurológicas, disfunções traumato-ortopédicas, doenças reumatológicas, síndromes dolorosas, pós-mastectomia, pós-cirúrgicos de cardiopatias que sejam beneficiados com alongamento e fortalecimento bilateral do tronco, atraso do desenvolvimento motor e outras patologias. Entretanto, disfunções vestibulares, quadros álgicos agudos, instabilidade articular e espasticidade excessiva, são condições para precauções.