Ficha de Leitura
Nome do Autor: Miguel Torga
Nome do Conto: Os Bichos - Bambo
Número de páginas: 125 páginas
Biografia do autor: Miguel Torga, nasceu em São Martinho de Anta, a 12 de Agosto de 1907,
faleceu em Coimbra, a 17 de Janeiro de 1995. Foi um dos mais importantes poetas e escritores
portugueses do século XX. Destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também
romances, peças de teatro e ensaios.

Resumo do conto: Chama-se Bambo e é um sapo. Era o único animal que gostava da noite. Numa
dessas noites, conheceu o tio Arruda, um caseiro. Ele era pobre, solteiro e levou a vida a trabalhar. Foram
tendo mais encontros e a sua amizade foi tomando arestas. O tio Arruda aprendeu a conhecer e a
interpretar a natureza. De tal forma assim foi, que num Domingo à porta da igreja, confessou que antes
de conhecer Bambo, nunca encontrara tanto sentido e beleza às coisas que o rodeavam. Foi muito gozado
pelas outras pessoas. Certo dia, ele descobriu que o Bambo tinha o dom de fecundar e parir. A partir daí
todas as pessoas que o conheciam começaram a perceber as suas palavras daquele dia de Domingo. Um
dia Arruda morreu. Com a sua morte, veio o novo caseiro.
Certo dia, muito devagarinho, espetou-lhe uma estaca nas costas e deixou-o ali suspenso a espernear ao
sol.

Duas frases de que gostei: “E a verdade é que nunca encontrara tanto sentido e beleza às coisas que
o rodeavam, como naquelas horas silenciosas. Nelas, até as próprias sombras faziam confidências ao
entendimento… “E a vida, como um fruto, estava cheia de doçura. Mas fora
preciso, para o saber, que Bambo lhe aparecesse…”


Opinião sobre o conto: Neste conto, Miguel Torga, personifica algumas qualidades e sentimentos
humanos no “Bambo”, o que se torna extremamente interessante. E dá-nos várias lições de moral que
podem ser interpretadas com alguns ditados populares.

Ficha de leitura123

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    Ficha de Leitura Nomedo Autor: Miguel Torga Nome do Conto: Os Bichos - Bambo Número de páginas: 125 páginas Biografia do autor: Miguel Torga, nasceu em São Martinho de Anta, a 12 de Agosto de 1907, faleceu em Coimbra, a 17 de Janeiro de 1995. Foi um dos mais importantes poetas e escritores portugueses do século XX. Destacou-se como poeta, contista e memorialista, mas escreveu também romances, peças de teatro e ensaios. Resumo do conto: Chama-se Bambo e é um sapo. Era o único animal que gostava da noite. Numa dessas noites, conheceu o tio Arruda, um caseiro. Ele era pobre, solteiro e levou a vida a trabalhar. Foram tendo mais encontros e a sua amizade foi tomando arestas. O tio Arruda aprendeu a conhecer e a interpretar a natureza. De tal forma assim foi, que num Domingo à porta da igreja, confessou que antes de conhecer Bambo, nunca encontrara tanto sentido e beleza às coisas que o rodeavam. Foi muito gozado pelas outras pessoas. Certo dia, ele descobriu que o Bambo tinha o dom de fecundar e parir. A partir daí todas as pessoas que o conheciam começaram a perceber as suas palavras daquele dia de Domingo. Um dia Arruda morreu. Com a sua morte, veio o novo caseiro. Certo dia, muito devagarinho, espetou-lhe uma estaca nas costas e deixou-o ali suspenso a espernear ao sol. Duas frases de que gostei: “E a verdade é que nunca encontrara tanto sentido e beleza às coisas que o rodeavam, como naquelas horas silenciosas. Nelas, até as próprias sombras faziam confidências ao entendimento… “E a vida, como um fruto, estava cheia de doçura. Mas fora preciso, para o saber, que Bambo lhe aparecesse…” Opinião sobre o conto: Neste conto, Miguel Torga, personifica algumas qualidades e sentimentos humanos no “Bambo”, o que se torna extremamente interessante. E dá-nos várias lições de moral que podem ser interpretadas com alguns ditados populares.