Revista Eletrônica das Faculdadesa Ipiranga
Pesquisa: Ciências, Tecnologias & Humanidades
ISSN 2317-7233
Vol. 3 - Nº 1 / 2015
Daniel dos Santos Fernandes
Ipiranga Pesquisa, Belém/Pará, v. 3, n. 1, p.173 , jan. /jul. 2015
DO MAR AO TRAPICHE: RELAÇÕES INTERPESCA
Daniel dos Santos Fernandes
1
O trapiche de Bragança/PA é um local onde pode -se perceber as
relações complexas entre as relações econômicas da pesca industrial e
aspectos do cotidiano de comunidades de pesca artesanal, em um espaço
social que visualiza-se as modificações que a economia impõem como um
modelo de vida. Para além das categorias institucionais os pescadores ar-
tesanais que poderiam ser aqueles que no seu ofício trabalhariam sozinhos
e/ou com familiares ou não assalariados, apresentam quebras nesta
lógica, transitando por vezes entre o seu universo e o universo da pesca
industrial. Este trânsito está relacionado com novas performances merca-
dológicas que tendem a influenciar nas práticas destas populaçõe s,
porém sem quebrar por completo o sistema de pesca/comercialização
e muito menos a regra de orientação por parentesco da pesca artesanal.
Desta forma, não é raro termos uma família extensa na qual alguns
parentes diretos são pescadores, outros são proprietários de embarcação
de porte médio, enquanto parentes por afinidade são atravessadores na
prática de comercialização.
A necessidade de observarmos a questão do cotidiano e as
inter- relações neste espaço de transição, uma espécie de território com
múltiplas características, leva-nos a confirmar que,
Outro aspecto fundamental da territorialidade humana é que ela
tem uma multiplicidade de expressões, o que produz um leque muito
amplo de tipos de territórios, cada um com suas particularidades so-
cioculturais. Assim, a análise antropológica da territorialidade também
precisa de abordagens etnográficas para entender as formas específi-
cas dessa diversidade de territórios. (LITTLE, 2002, p.4)
O que pede para além do texto escrito a inserção do texto imagétic
o que complementando-se ajudariam em discussões que auxiliariam
na investigação, analise e sistematização do detalhado conhecimento das
populações tradicionais.
1 Doutor em Ciências Sociais – Antropologia, coordenador do Núcleo de Pesquisa das
FaculdadesIntegradas Ipiranga. Email: dasafe@msn.com
Daniel dos Santos Fernandes
Ipiranga Pesquisa, Belém/Pará, v. 3, n. 1, p.174 , jan. /jul. 2015
O presente ensaio objetiva mostrar através de uma relação
textual escrita e imagética um momento de relações mercadológicas
no cotidiano de um espaço inter-relacional entre agentes sociais da
pesca comercial e artesanal na sede do município de Bragança,
estado do Pará.
REFERÊNCIAS
LITTLE, Paul E. TERRITÓRIOS SOCIAIS E POVOS TRADI-
CIONAIS NO BRASIL: POR UMAANTROPOLOGIA DA TERRITO-
RIALIDADE. 2002
Disponível em: http://www.direito.mppr.mp.br/arquivos/File/PaulLittle.pdf
Acesso: 19mai2015
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Daniel dos Santos Fernandes
Ipiranga Pesquisa, Belém/Pará, v. 3, n. 1, p.175 , jan. /jul. 2015
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Ipiranga Pesquisa, Belém/Pará, v. 3, n. 1, p.176 , jan. /jul. 2015
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Fernandes, daniel dos santos. do mar ao trapiche relações interpesca

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    Revista Eletrônica dasFaculdadesa Ipiranga Pesquisa: Ciências, Tecnologias & Humanidades ISSN 2317-7233 Vol. 3 - Nº 1 / 2015
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    Daniel dos SantosFernandes Ipiranga Pesquisa, Belém/Pará, v. 3, n. 1, p.173 , jan. /jul. 2015 DO MAR AO TRAPICHE: RELAÇÕES INTERPESCA Daniel dos Santos Fernandes 1 O trapiche de Bragança/PA é um local onde pode -se perceber as relações complexas entre as relações econômicas da pesca industrial e aspectos do cotidiano de comunidades de pesca artesanal, em um espaço social que visualiza-se as modificações que a economia impõem como um modelo de vida. Para além das categorias institucionais os pescadores ar- tesanais que poderiam ser aqueles que no seu ofício trabalhariam sozinhos e/ou com familiares ou não assalariados, apresentam quebras nesta lógica, transitando por vezes entre o seu universo e o universo da pesca industrial. Este trânsito está relacionado com novas performances merca- dológicas que tendem a influenciar nas práticas destas populaçõe s, porém sem quebrar por completo o sistema de pesca/comercialização e muito menos a regra de orientação por parentesco da pesca artesanal. Desta forma, não é raro termos uma família extensa na qual alguns parentes diretos são pescadores, outros são proprietários de embarcação de porte médio, enquanto parentes por afinidade são atravessadores na prática de comercialização. A necessidade de observarmos a questão do cotidiano e as inter- relações neste espaço de transição, uma espécie de território com múltiplas características, leva-nos a confirmar que, Outro aspecto fundamental da territorialidade humana é que ela tem uma multiplicidade de expressões, o que produz um leque muito amplo de tipos de territórios, cada um com suas particularidades so- cioculturais. Assim, a análise antropológica da territorialidade também precisa de abordagens etnográficas para entender as formas específi- cas dessa diversidade de territórios. (LITTLE, 2002, p.4) O que pede para além do texto escrito a inserção do texto imagétic o que complementando-se ajudariam em discussões que auxiliariam na investigação, analise e sistematização do detalhado conhecimento das populações tradicionais. 1 Doutor em Ciências Sociais – Antropologia, coordenador do Núcleo de Pesquisa das FaculdadesIntegradas Ipiranga. Email: dasafe@msn.com
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    Daniel dos SantosFernandes Ipiranga Pesquisa, Belém/Pará, v. 3, n. 1, p.174 , jan. /jul. 2015 O presente ensaio objetiva mostrar através de uma relação textual escrita e imagética um momento de relações mercadológicas no cotidiano de um espaço inter-relacional entre agentes sociais da pesca comercial e artesanal na sede do município de Bragança, estado do Pará. REFERÊNCIAS LITTLE, Paul E. TERRITÓRIOS SOCIAIS E POVOS TRADI- CIONAIS NO BRASIL: POR UMAANTROPOLOGIA DA TERRITO- RIALIDADE. 2002 Disponível em: http://www.direito.mppr.mp.br/arquivos/File/PaulLittle.pdf Acesso: 19mai2015 1
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