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FALA CAMPECHE setembro de 2005
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Há quase dois séculos a igrejinha reúne devoção 
e festividades da comunidade do Campeche 
A igrejinha São Sebastião foi construída em 1826 
por escravos livres que viviam com Dona Maria 
Palmeira, uma senhora que viveu aqui, não tinha 
filhos e era proprietária de uma imagem de São 
Sebastião. Preocupada com a segurança da peça 
sacra, ela tomou a iniciativa de construir uma ca-pela, 
pois, assim, a imagem estaria protegida. Por 
isso São Sebastião é o padroeiro da igrejinha até 
os dias de hoje. 
Tombada como patrimônio histórico cultural pelo 
decreto municipal de n. 125 de maio de 1988, de lá 
para cá a igrejinha já passou por três restaura-ções. 
No passado, quem administrava a capela 
eram pessoas que integravam o apostolado da ora-ção, 
mas hoje a administração cabe a uma comis-são 
escolhida entre voluntários da comunidade. 
Muitas mudanças ocorreram desde a sua cons-trução. 
As festas, que eram muito mais freqüen-tes, 
não acontecem na mesma proporção. A festa 
de Santa Catarina, que era um evento muito gran-de, 
não acontece mais. Já as festividades de São 
Sebastião – o padroeiro, do Sagrado Coração de 
Jesus e do Divino Espírito Santo são comemora-das 
até hoje. Em 2003 foi promovido o primeiro 
evento sem álcool na busca de uma coerência com 
os trabalhos de recuperação de dependentes que a 
igreja mantém. 
Há seis anos, nas Sextas-feiras Santas é realiza-da 
a encenação da Via Sacra, em que vivenciamos 
o ato da crucificação de Cristo. O cenário inicial é 
a Capela, mas o cortejo sai em direção à praia nas 
trilhas onde são relembradas as estações passa-das 
por Cristo. No alto das dunas acontece a con-sumação 
da crucificação. É a Paixão de Cristo vis-ta 
pela comunidade do Campeche. 
Acontecimentos como este são importantes na vida 
das pessoas que vivem aqui, pois muita coisa já não 
é como antes e o legado que passa para outras gera-ções 
tem outras características. A comunidade reli-giosa 
do Campeche vem tentando passar sua fé e 
sua história de geração em geração. Mesmo a festa 
do Divino Espírito Santo, com seu lado histórico a 
partir da cultura açoriana, para os católicos é um 
ato de fé e devoção ao Divino Espírito Santo. Tanto 
famílias nativas do Campeche quanto pessoas que 
vieram de outros lugares participam - alguns com 
espírito devoto e outros com espírito apenas festi-vo. 
Também há os que, na primeira semana após a 
festa, cumprem a tradição de visitar as casas de 
membros da comunidade. 
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Fala Campeche - Numero 18 - Set/2005

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