MINHA VIDA
                                   E A CABANA
                  Reflexões a partir de anseios do coração humano presentes no livro "A Cabana"




                                                                                          inesperado.
 IGREJA PRESBITERIANA DE BARÃO GERALDO                                                  Insuportável.
Nos domingos de novembro e dezembro, 19 horas                                           Indescritível.
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MINHA VIDA
E A CABANA

             O que conversamos...
MINHA VIDA
 E A CABANA
                                     entrando na cabana
                                            um cenário incomum


    "Na varanda, parou de novo. Vozes vinham muito claramente de dentro. Mack rejeitou
o impulso súbito de sair correndo, como se fosse algum garoto que tivesse jogado a bola no
jardim de um vizinho. "Quem estaria lá dentro?" Fechou os olhos e balançou a cabeça para
ver se conseguia apagar a alucinação e restaurar a realidade. Mas quando os abriu, tudo
continuava ali. Estendeu a mão, hesitando, e tocou o corrimão de madeira. Certamente
parecia real.
     Agora enfrentava outro dilema. O que você faz quando chega à porta de uma casa (...)
onde Deus pode estar? Deve bater? Certamente Deus devia saber que Mack estava ali. Talvez
simplesmente devesse entrar e se apresentar, mas isso parecia igualmente absurdo. E como
se dirigir a Deus? Deveria chamá-lo de Pai, de Todo-Poderoso ou talvez de Senhor Deus?
Seria melhor ajoelhar-se e cair em adoração?
MINHA VIDA
  E A CABANA
                                       entrando na cabana
                                                um cenário incomum

    Enquanto tentava estabelecer algum equilíbrio interno, a raiva voltou a emergir.
Energizado pela ira, Mack foi até a porta. Decidiu bater com força para ver o que acontecia,
mas, no momento em que levantou o punho, a porta se escancarou e diante dele apareceu
uma negra enorme e sorridente.
    Mack pulou para trás por instinto, mas foi lento demais. Com uma velocidade
surpreendente para o seu tamanho, a mulher atravessou a distância entre os dois e o
engolfou nos braços, levantando-o do chão e girando-o como se ele fosse uma criança
pequena. E o tempo todo gritava seu nome, Mackenzie Allen Phillips, com o ardor de
alguém que reencontrasse um parente amado há muito perdido. Por fim colocou-o de volta
no chão e, com as mãos nos ombros dele, empurrou-o para trás, como se quisesse vê-lo bem.
    - Mack, olha só para você! - ela praticamente explodiu - Aí está, e tão crescido! Eu estava
ansiosa para vê-lo cara a cara. É tão maravilhoso tê-lo aqui conosco! Minha nossa, como eu
amo você! - E, ao dizer isso, o abraçou de novo. Mack ficou sem fala. (...)
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  E A CABANA
                                    entrando na cabana
                                            um cenário incomum


    O cheiro que jorrava e a lembrança que vinha junto o fizeram cambalear. Podia sentir
o calor das lágrimas em seus olhos, como se estivessem batendo à porta de seu coração.
A mulher percebeu.
    - Tudo bem, querido, pode deixar que elas saiam... Sei que você foi magoado e que está
com raiva e confuso. Então vá em frente e ponha para fora. É bom para a alma deixar que as
aguas rolem de vez em quando, as águas que curam. (...)
    Mack não sabia direito o que fazer ou dizer. Quem era ela? Enraizado no mesmo lugar,
lenta e mecanicamente tirou o casaco. A negra enorme pegou o casaco e ele lhe entregou a
arma, que ela segurou com a ponta dos dois dedos, como se aquilo tivesse contaminado. No
momento em que ela se virou para entrar no chalé, uma mulher pequena, claramente asiática,
emergiu de trás da negra. (...)
MINHA VIDA
  E A CABANA
                                     entrando na cabana
                                             um cenário incomum




     Sem mexer, olhou para baixo e viu que a mulher estava usando um frágil frasco de
cristal e um pequeno pincel, como os que vira Nan e Kate usar para maquiagem, e que
gentilmente removia algo de seu rosto.
     Antes que ele pudesse perguntar, ela sorriu e sussurrou:
     - Mackenzie, todos temos coisas que valorizamos a ponto de colecionar, não é? -
A pequena lata relampejou na mente dele. - Eu coleciono lágrimas. (...)
     Ela parecia quase tremeluzir na luz e seu cabelo voava em todas as direções, apesar de
não haver nenhuma brisa. Era quase mais fácil vê-la com o canto do olho do que fixando-a
diretamente.
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  E A CABANA
                                     entrando na cabana
                                             um cenário incomum


     Então olhou para além dela e notou que uma terceira pessoa havia saído do chalé. Desta
vez era um homem. Parecia do Oriente Médio e se vestia como um operário, com cinto de
ferramentas e luvas. Estava de pé, tranquilamente encostado no portal e com os braços
cruzados, usando jeans cobertos de serragem e uma camisa xadrez com mangas enroladas
acima dos cotovelos, revelando antebraços musculosos. Suas feições eram bastante
agradáveis, mas ele não era particularmente bonito - não se destacaria numa multidão. Mas
seus olhos e o sorriso iluminavam o rosto e Mack achou difícil desviar o olhar.
     Mack recuou de novo, sentindo-se um tanto esmagado.
     - Há mais de vocês? - perguntou meio rouco.
     Os três se entreolharam e riram. Mack não conseguiu evitar um sorriso.
     - Não, Mackenzie - riu a negra. - Somos tudo que você tem e, acredite, é mais do que o
bastante.
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E A CABANA
             entrando na cabana
             Olhando para o livro de zacarias
MINHA VIDA
E A CABANA
                 entrando na cabana
                 Olhando para o livro de zacarias


             í
MINHA VIDA
 E A CABANA
               entrando na cabana
               Olhando para o livro de zacarias


três olhares
MINHA VIDA
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               entrando na cabana
               Olhando para o livro de zacarias


três olhares
MINHA VIDA
 E A CABANA
               entrando na cabana
               Olhando para o livro de zacarias


três olhares
MINHA VIDA
E A CABANA

Entrando na cabana

  • 1.
    MINHA VIDA E A CABANA Reflexões a partir de anseios do coração humano presentes no livro "A Cabana" inesperado. IGREJA PRESBITERIANA DE BARÃO GERALDO Insuportável. Nos domingos de novembro e dezembro, 19 horas Indescritível.
  • 2.
  • 3.
  • 6.
    MINHA VIDA E ACABANA O que conversamos...
  • 7.
    MINHA VIDA EA CABANA entrando na cabana um cenário incomum "Na varanda, parou de novo. Vozes vinham muito claramente de dentro. Mack rejeitou o impulso súbito de sair correndo, como se fosse algum garoto que tivesse jogado a bola no jardim de um vizinho. "Quem estaria lá dentro?" Fechou os olhos e balançou a cabeça para ver se conseguia apagar a alucinação e restaurar a realidade. Mas quando os abriu, tudo continuava ali. Estendeu a mão, hesitando, e tocou o corrimão de madeira. Certamente parecia real. Agora enfrentava outro dilema. O que você faz quando chega à porta de uma casa (...) onde Deus pode estar? Deve bater? Certamente Deus devia saber que Mack estava ali. Talvez simplesmente devesse entrar e se apresentar, mas isso parecia igualmente absurdo. E como se dirigir a Deus? Deveria chamá-lo de Pai, de Todo-Poderoso ou talvez de Senhor Deus? Seria melhor ajoelhar-se e cair em adoração?
  • 8.
    MINHA VIDA E A CABANA entrando na cabana um cenário incomum Enquanto tentava estabelecer algum equilíbrio interno, a raiva voltou a emergir. Energizado pela ira, Mack foi até a porta. Decidiu bater com força para ver o que acontecia, mas, no momento em que levantou o punho, a porta se escancarou e diante dele apareceu uma negra enorme e sorridente. Mack pulou para trás por instinto, mas foi lento demais. Com uma velocidade surpreendente para o seu tamanho, a mulher atravessou a distância entre os dois e o engolfou nos braços, levantando-o do chão e girando-o como se ele fosse uma criança pequena. E o tempo todo gritava seu nome, Mackenzie Allen Phillips, com o ardor de alguém que reencontrasse um parente amado há muito perdido. Por fim colocou-o de volta no chão e, com as mãos nos ombros dele, empurrou-o para trás, como se quisesse vê-lo bem. - Mack, olha só para você! - ela praticamente explodiu - Aí está, e tão crescido! Eu estava ansiosa para vê-lo cara a cara. É tão maravilhoso tê-lo aqui conosco! Minha nossa, como eu amo você! - E, ao dizer isso, o abraçou de novo. Mack ficou sem fala. (...)
  • 9.
    MINHA VIDA E A CABANA entrando na cabana um cenário incomum O cheiro que jorrava e a lembrança que vinha junto o fizeram cambalear. Podia sentir o calor das lágrimas em seus olhos, como se estivessem batendo à porta de seu coração. A mulher percebeu. - Tudo bem, querido, pode deixar que elas saiam... Sei que você foi magoado e que está com raiva e confuso. Então vá em frente e ponha para fora. É bom para a alma deixar que as aguas rolem de vez em quando, as águas que curam. (...) Mack não sabia direito o que fazer ou dizer. Quem era ela? Enraizado no mesmo lugar, lenta e mecanicamente tirou o casaco. A negra enorme pegou o casaco e ele lhe entregou a arma, que ela segurou com a ponta dos dois dedos, como se aquilo tivesse contaminado. No momento em que ela se virou para entrar no chalé, uma mulher pequena, claramente asiática, emergiu de trás da negra. (...)
  • 10.
    MINHA VIDA E A CABANA entrando na cabana um cenário incomum Sem mexer, olhou para baixo e viu que a mulher estava usando um frágil frasco de cristal e um pequeno pincel, como os que vira Nan e Kate usar para maquiagem, e que gentilmente removia algo de seu rosto. Antes que ele pudesse perguntar, ela sorriu e sussurrou: - Mackenzie, todos temos coisas que valorizamos a ponto de colecionar, não é? - A pequena lata relampejou na mente dele. - Eu coleciono lágrimas. (...) Ela parecia quase tremeluzir na luz e seu cabelo voava em todas as direções, apesar de não haver nenhuma brisa. Era quase mais fácil vê-la com o canto do olho do que fixando-a diretamente.
  • 11.
    MINHA VIDA E A CABANA entrando na cabana um cenário incomum Então olhou para além dela e notou que uma terceira pessoa havia saído do chalé. Desta vez era um homem. Parecia do Oriente Médio e se vestia como um operário, com cinto de ferramentas e luvas. Estava de pé, tranquilamente encostado no portal e com os braços cruzados, usando jeans cobertos de serragem e uma camisa xadrez com mangas enroladas acima dos cotovelos, revelando antebraços musculosos. Suas feições eram bastante agradáveis, mas ele não era particularmente bonito - não se destacaria numa multidão. Mas seus olhos e o sorriso iluminavam o rosto e Mack achou difícil desviar o olhar. Mack recuou de novo, sentindo-se um tanto esmagado. - Há mais de vocês? - perguntou meio rouco. Os três se entreolharam e riram. Mack não conseguiu evitar um sorriso. - Não, Mackenzie - riu a negra. - Somos tudo que você tem e, acredite, é mais do que o bastante.
  • 12.
    MINHA VIDA E ACABANA entrando na cabana Olhando para o livro de zacarias
  • 13.
    MINHA VIDA E ACABANA entrando na cabana Olhando para o livro de zacarias í
  • 14.
    MINHA VIDA EA CABANA entrando na cabana Olhando para o livro de zacarias três olhares
  • 15.
    MINHA VIDA EA CABANA entrando na cabana Olhando para o livro de zacarias três olhares
  • 16.
    MINHA VIDA EA CABANA entrando na cabana Olhando para o livro de zacarias três olhares
  • 17.