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Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha 
1ª Edição: junho/2013 
Capa e Diagramação: 
Junio Amaro
Introdução 
A diferença entre conhecer e experimentar. Je-sus 
Cristo é um ícone da cultura ocidental, com o 
advento das tecnologias virtuais é um nome que 
aparece em várias mídias. Ele está na internet, no ci-nema, 
nas revistas, na televisão. Nem sempre apre-sentado 
da forma corretamente bíblica, mas em 
nosso país, por exemplo, todos já sabem quem é Je-sus. 
É bem verdade que ainda existem nações que 
precisam conhecê-lo e que só de citar o seu nome a 
pessoa correrá risco de vida. Este é um tema impor-tante 
que deve ser abordado, mas não é sobre isso 
que quero falar aqui neste livro, especificamente. 
5
Quero falar de um mal sutil, não tão explícito 
quanto a igreja perseguida, mas que certamente 
levará um volume considerável de pessoas ao infer-no: 
Pessoas que dizem conhecer a Jesus, saber de 
quem se trata, contar histórias a seu respeito, mas 
que na prática NUNCA TIVERAM UMA EXPERIÊNCIA 
COM ELE, NUNCA EXPERIMENTARAM DE FATO DO 
SEU AMOR. 
Ninguém é mais o mesmo depois que experi-menta 
do verdadeiro amor que vem de Jesus. Nin-guém 
pode afirmar com convicção que se conver-teu 
ao evangelho e nunca teve uma experiência 
com o amor do Filho de Deus. Quando falo aqui 
de experiência não quero dizer que ela tenha que 
ser necessariamente de natureza sobrenatural (vi 
um anjo, tive um sonho e nele Jesus falou comigo, 
fui curado de uma doença terminal), mas também 
de coisas mais simples, mais cotidianas como não 
amar mais o pecado e desfrutar da vida com um 
olhar diferente, cheio de compaixão. Cada um tem 
a sua forma de passar por essa experiência, o que há 
de comum é o fato dela ser marcante, inesquecível 
e acontecer não uma única vez, mas constantemen-te 
na nossa história. 
6
Jesus deseja nos dar estas experiências e cabe 
a nós deixarmos ser envolvidos por essa proposta, 
sem medo, sem preconceitos, sem preguiça, dese-josos 
de estar com Ele. Neste livro quero mostrar 
essa realidade, pessoas que tiveram essa oportuni-dade 
na Bíblia, suas vidas cruzaram com o amor de 
Jesus e como elas jamais foram as mesmas e des-ta 
forma encorajar você a ter a sua própria história 
com nosso Senhor e Salvador. 
7
8
1 – NICODEMOS: 
INCOMPREENSÍVEL 
NATUREZA DO 
AMOR DO PAI E 
DO FILHO 
Imagine a seguinte situação: Você está tranquilo 
em sua casa e de repente ela é invadida por um la-drão, 
ele assalta sua casa e ainda mata o seu único 
filhinho. Diante de tal cenário trágico você só tem 
três caminhos para agir: 
9
• Você persegue o ladrão e o mata, a fim de com-pensar 
a morte de seu filho, isto nós chamamos de 
10 
vingança. 
• Você aciona a polícia que captura o ladrão, o 
prende e após um julgamento irá cumprir uma 
pena na prisão, isto nós chamamos de justiça. 
• Você pode perdoar o ladrão e adotá-lo no lugar 
do seu filho, parece o caminho mais absurdo, mas 
ele se chama graça e foi o que Deus fez por mim e 
por você. 
“E havia entre os fariseus um homem, chamado 
Nicodemos, príncipe dos judeus. 
Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, 
bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; por-que 
ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, 
se Deus não for com ele. 
Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na 
verdade te digo que aquele que não nascer de 
novo, não pode ver o reino de Deus. 
Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem 
nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a en-trar 
no ventre de sua mãe, e nascer? 
Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te 
digo que aquele que não nascer da água e do
Espírito, não pode entrar no reino de Deus. 
O que é nascido da carne é carne, e o que é nas-cido 
do Espírito é espírito. 
Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos 
11 
é nascer de novo. 
O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, 
mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; as-sim 
é todo aquele que é nascido do Espírito. 
Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode 
ser isso? 
Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Is-rael, 
e não sabes isto? 
Na verdade, na verdade te digo que nós dize-mos 
o que sabemos, e testificamos o que vimos; 
e não aceitais o nosso testemunho. Se vos falei de 
coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos 
falar das celestiais? 
Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu 
do céu, o Filho do Homem, que está no céu. 
E, como Moisés levantou a serpente no deserto, 
assim importa que o Filho do homem seja levanta-do; 
Para que todo aquele que nele crê não pereça, 
mas tenha a vida eterna.
Porque Deus amou o mundo de tal maneira que 
deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele 
que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” 
(João 3.1-16) 
Nicodemos era um homem que estava atrás de 
respostas. Jesus é a resposta. Aquela conversa na 
calada da noite marcaria toda a história do evange-lho. 
Ali o Filho de Deus falou de seu Pai, seus planos 
para o homem e a razão de ele estar aqui na Terra. 
Jesus fala sobre nascer de novo, só é possível ter um 
relacionamento com ele se morrermos para mundo 
e experimentarmos o novo nascimento. Para aque-le 
doutor era uma ideia um tanto confusa, como 
entrar no ventre da mãe novamente para nascer? 
O que Jesus tentou mostrar para ele é que aquele 
novo nascimento não era físico, mas espiritual. 
Em João 3.16 está o resumo de todo o projeto 
de Deus para o homem, Deus criou o homem para 
ter relacionamento com ele, desde o Éden isto fica 
claro. Antes de cair no pecado o homem se encon-trava 
todos os dias com Deus e eles conversavam 
pelo jardim. Era uma amizade sincera e gostosa, 
que o homem abriu mão ao ser enganado pela ser-pente. 
Mas Deus não abriu mão desta relação, mas 
12
para restabelecê-la teria que pagar o maior dos pre-ços: 
dar o seu próprio Filho para morrer no lugar do 
homem. Aí está a maior de todas as graças, aí está o 
amor de Deus, tão poderoso, poderia fazer tudo de 
novo do zero, mas ele preferiu investir no homem. 
Esse amor é incompreensível, constrangedor, arre-batador! 
Jesus se sujeitou a vergonha da cruz por 
13 
que também nos ama. 
Há alguns anos o filme “A paixão de Cristo” mo-veu 
multidões para os cinemas, o filme que de for-ma 
bem naturalista mostrava o martírio de Cristo na 
via dolorosa até a morte na cruz tocou as plateias. 
Mas uma polêmica envolvia a película: Muitos crí-ticos 
entendiam que o filme era antissemitista, isto 
é, coloca as pessoas contra os judeus, pois levava 
a crer que eles eram os responsáveis pela crucifica-ção 
de Jesus. Naquela época o diretor do filme, Mel 
Gibson, foi convidado a participar do programa de 
entrevista de maior audiência, o programa da apre-sentadora 
Ophra, ela, provocativa, engatilhou logo 
de cara uma pergunta sobre esta questão: 
_ E aí, Mel Gibson, quem matou Jesus: os judeus 
ou os romanos? 
_ Nem um nem outro, foi você! – respondeu o
diretor emudecendo a apresentadora e a plateia. 
Ele tem razão, todos nós matamos Cristo na-quela 
cruz. Ele morreu ali por mim e por você, para 
nos dar uma chance de experimentar a vida eterna. 
Jamais podemos perder de vista esta realidade: a 
maior prova de amor de Deus foi essa, dar seu pró-prio 
14 
Filho.
2- A MULHER 
ADÚLTERA: 
O AMOR 
QUE TRAZ O 
PERDÃO 
“Jesus, porém, foi para o Monte das Oliveiras. 
E pela manhã cedo tornou para o templo, e todo 
o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os en-sinava. 
E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mu-lher 
apanhada em adultério; 
E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta 
mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. 
E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam 
apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto diziam eles, 
15
tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas 
Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. 
E, como insistissem, perguntando-lhe, endirei-tou- 
se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está 
sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra 
ela. 
E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. 
Quando ouviram isto, redarguidos da consciência, 
saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos 
últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio. 
E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais 
do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aque-les 
teus acusadores? Ninguém te condenou? 
E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: 
Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques 
mais” (João 8.1-11) 
Nós sempre estamos muito bem preparados para 
julgar as pessoas e condená-las. Mas quando a tarefa 
é olhar para nós mesmos somos bem mais bondosos 
e compassivos. Precisamos entender que ninguém é 
melhor ou pior que alguém, somos todos iguais aos 
olhos de Cristo. 
Nesta passagem da palavra que você acabou de 
ler podemos ver isso. Ali os homens usaram uma 
16
mulher pega em adultério para testar Jesus. Para 
eles pouco importava a justiça, queriam ver como 
Jesus sairia daquela pegadinha que estavam plan-tando 
para ele: Se ele fala para não apedrejarem 
a mulher, diriam que ele era complacente com o 
pecado, se ele apóia o apedrejamento eles diriam 
que ele não tinha nada de especial e era tão fariseu 
quanto eles. O que fazer? 
Jesus os ignorava, tentava vencê-los pelo cansa-ço 
ou desinteresse, mas aqueles homens estavam 
obstinados a “desmascarar” Jesus, expor suas limi-tações 
ou suas hipocrisias, quanto eles estavam en-ganados... 
Finalmente, quando Jesus desafia aquele que 
nunca pecou a atirar a primeira pedra o que ele 
na verdade está querendo dizer é: Só alguém de 
ficha limpa pode começar a condenação, só al-guém 
que não tem culpa no cartório, um sujeito 
tão santo que se converteu com o próprio teste-munho, 
nunca errou e nunca vai errar pode co-meçar 
a sentença desta mulher, depois os outros 
podem fazê-lo. Por que eles foram embora? Por-que 
nenhum deles era esse homem, escondidos 
em suas hipocrisias eles sabiam que se jogassem 
17
a pedra passariam a ser observados e julgados pe-los 
outros que estavam ali, e no primeiro tropeço 
seriam os próximos a serem apedrejados. 
O que, no entanto, poucas pessoas percebem 
nesse texto é que JESUS ERA UMA PESSOA QUE 
PODERIA TER JOGADO A PRIMEIRA PEDRA, Ele era 
essa pessoa sem pecado, sem culpa, ficha limpa, 
ele poderia ter se colocado nessa posição, tinha 
autoridade e testemunho para isso. Mas o que ve-mos 
da parte dele é algo diferente: “Se ninguém te 
condenou mulher não serei eu que farei isso, vá e não 
peques mais”. O amor dele se expressou para aquela 
mulher por meio do perdão, ele ama o pecador, não 
ama o pecado. Deu a oportunidade para ela reco-meçar 
a vida, abandonar a prática do pecado e sem 
julgamentos a liberou, trocou a pedra pela vida. 
18
3 – LÁZARO: O 
AMOR QUE É 
MAIOR QUE A 
MORTE 
“Tendo, pois, Maria chegado onde Jesus esta-va, 
e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: 
Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria 
morrido. 
Jesus pois, quando a viu chorar, e também 
chorando os judeus que com ela vinham, moveu- 
-se muito em espírito, e perturbou-se. 
19
E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Se-nhor, 
vem, e vê. Jesus chorou. 
Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava. 
E alguns deles disseram: Não podia ele, que 
abriu os olhos ao cego, fazer também com que este 
não morresse? 
Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em 
si mesmo, veio ao sepulcro; e era uma caverna, e 
tinha uma pedra posta sobre ela. 
Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do de-funto, 
disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é 
20 
já de quatro dias. 
Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, 
verás a glória de Deus? 
Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. 
E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, 
graças te dou, por me haveres ouvido. 
Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu dis-se 
isto por causa da multidão que está em redor, 
para que creiam que tu me enviaste. 
E, tendo dito isto, clamou com grande voz: 
Lázaro, sai para fora. 
E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés liga-dos 
com faixas, e o seu rosto envolto num lenço.
Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir. 
Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo 
a Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, cre-ram 
nele” (João 11.32-45). 
Jesus era um homem do povo, amigo de todos, 
mas tinha seus melhores amigos, Lázaro, Marta e 
Maria faziam parte deste grupo. Ele era tão íntimo 
deles que a casa deles era sempre opção de pousa-da 
do Filho de Deus. Como já foi dito, Deus gosta de 
ter relacionamento com o homem. 
O texto mostra algo muito forte, em certa altura da 
situação, ao chegar perto de onde Lázaro estava se-pultado 
há dias, Jesus se depara com um quadro de 
luto, as irmãs de Lázaro chorando e seus amigos muito 
tristes, e a Palavra fala que ele chorou. Ele sabia que 
iria ressuscitar Lázaro, fato previsto por ele mesmo 
instantes antes com a irmã do finado, no entanto, ele 
se identificou com o sofrimento de todos. Nosso Deus 
não é uma entidade fria e calculista, ele tem sentimen-tos 
e se identifica com o sofrimento humano. Deus se 
importa com suas lutas e tribulações mesmo sabendo 
o final da história, isto é prova de amor. 
A ressurreição de Lázaro mostra que não há li-mites 
para a manifestação do amor de Deus, ele é 
21
maior do que todas as circunstâncias, inclusive a 
morte. Não importa o deserto que você está pas-sando, 
ou se o seu sonho e projeto já morreram, se 
suas esperanças acabaram. Ele olha lá do alto e co-necta 
com seus anseios, se buscarmos a presença 
Dele, Ele tem respostas. Ele ressuscita nossos pro-jetos. 
Agora diante disto existem duas atitudes: 
Marta: correu em direção a Jesus e cobrou dele o 
atraso em chegar que não permitiu que Lázaro fos-se 
curado de sua enfermidade, a ponto de morrer. 
Mesmo Jesus falando com ela que o ressuscitaria 
ela não entendeu, acho que Cristo fala da ressurrei-ção 
no último dia. Nossa ansiedade e incredulidade 
são oponentes fortes na nossa relação com o amor 
de Deus. Quando não compreendemos essa ampli-tude 
e ilimitação de seu poder falados no parágrafo 
anterior, nos deixamos levar pelo natural e perde-mos 
nossa fé. Fé é importantíssima para a operação 
dos milagres e é uma atitude que agrada o coração 
de Deus. Cuidado para não agirmos impulsivamen-te, 
precipitadamente e com isso não entendermos 
as intenções de Deus em relação aos nossos sonhos 
e projetos mortos. Quando Ele ia operar o milagre 
22
e pediu para retirar a pedra, Marta insistiu que o 
defunto já cheirava mal, nossos sentidos nos en-ganam, 
nos deixamos levar pelo que vemos e não 
olhamos com os olhos de Cristo uma situação, ela 
não cria que ele em putrefação poderia ser ressus-citado. 
Mesmo diante da ação de Deus resistimos e 
preferimos olhar para o fedor das circunstâncias em 
vez de desfrutar do bom perfume de Cristo. 
Maria: Enquanto a pragmática Marta rodeava 
Jesus com suas ansiedades, incredulidades e ques-tionamentos, 
Maria estava em casa sendo conso-lada. 
Ao ver Cristo, chorou aos seus pés e tocou o 
coração Dele a ponto de fazê-lo chorar, ela também 
lamentou o atraso de Cristo, mas não foi de forma 
alguma questionadora. Nossa ação pode vir com 
choro, mas com o reconhecimento de quem é o 
Senhor da vida, como já foi dito Jesus se identifica 
com nossas emoções. Maria chegou em Jesus com 
doçura e não com murmuração e cobrança, mesmo 
triste com a morte do irmão ela o respeitou. 
O amor de Jesus transformou os três irmãos, 
mas também tocou todos que estavam ali, houve 
vida em Lázaro e nova vida em todos os que teste-munharam 
23 
o milagre.
24
4 – O LADRÃO 
NA CRUZ: O 
AMOR QUE 
SALVA 
“E também por cima dele estava um título, escrito 
em letras gregas, romanas, e hebraicas: ESTE É O REI 
DOS JUDEUS. 
E um dos malfeitores que estavam pendurados 
blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te 
a ti mesmo, e a nós. 
Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, 
25
dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na 
mesma condenação? 
E nós, na verdade, com justiça, porque recebe-mos 
o que os nossos feitos mereciam; mas este ne-nhum 
26 
mal fez. 
E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quan-do 
entrares no teu reino. 
E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje 
estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.38-43). 
Às vezes o que precisamos é de um momento 
de lucidez, uma clareza de mente. No momento 
mais terrível da trajetória de Cristo na terra, a cruz, 
ele teve a oportunidade de transformar uma vida. 
Junto com ele havia dois ladrões sendo crucifica-dos, 
sabe-se que só recebiam esse tipo de condena-ção 
as piores pessoas da sociedade daquela época: 
ladrões, assassinos, gente da pior espécie segundo 
o conceito humano comum. Portanto, ao contrário 
de Cristo, dentro da perspectiva natural eles mere-ciam 
estar ali, pois, foram julgados e condenados a 
essa pena capital. 
Ninguém teve uma visão tão próxima do martí-rio 
final de Cristo do que aqueles dois ladrões. Mas 
apesar de estarem vendo a mesma cena, cada um
a interpretou de uma forma, cada um entendeu de 
um jeito e cada um teve a recompensa por sua pe-culiar 
interpretação do fato diante deles: a crucifica-ção 
do Salvador do mundo. 
O primeiro ladrão citado optou em zombar de 
Cristo, seguiu o padrão dos soldados romanos que 
jocosamente diziam que Jesus era o 
Rei dos Judeus, um deboche. Ele cobrou de cris-to 
esta realeza e o desafio, se de fato era o Filho de 
Deus, se livrasse e livrasse-o daquela condição. Mui-tos 
de nós infelizmente agimos como ele, cauteriza-dos 
por uma vida de pecado, não somos sensíveis o 
suficiente para reconhecer quem é Jesus nem quan-do 
Ele está bem pertinho de nós. Seja as decepções 
da vida, seja a prática sistemática do pecado, perde-mos 
o ouvido espiritual, não entendemos quando o 
Espírito Santo está nos tentando convencer do erro. 
Essa lepra espiritual vai se desenvolvendo de tal 
forma que, em determinado momento, passamos a 
ver o Cristo como uma figura de valor menor, um 
serviçal que tem que fazer nossas vontades. O pro-vocamos, 
o desafiamos, cobramos dele que atenda 
nossas vontades terrenas em vez de buscarmos 
cumprir a vontade Dele. 
27
O segundo ladrão, sim, foi transformado pelo 
amor de Cristo. Ao vê-lo em seus últimos momen-tos 
na cruz, ele entendeu o que de fato estava acon-tecendo 
ali na sua frente. Aquele homem que es-tava 
sendo crucificado ao seu lado não tinha culpa 
alguma, mais que isso, era o Messias, o Salvador. Ele 
então reconhece essa realidade e com isso expe-rimenta 
a salvação. Talvez ele tenha levado toda a 
sua vida no erro, mas em seu último suspiro fez algo 
certo e com isso recebeu a promessa de entrar no 
céu. Tudo que Deus quer é um coração contrito e 
quebrantado, ele não resiste a essa atitude, nessa 
situação o amor dele transborda sobre nós e abre 
caminho para nossa salvação. 
“Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca en-toará 
o teu louvor. 
Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu 
não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para 
Deus são o espírito quebrantado; a um coração 
quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” 
(Salmo 51.15-17). 
28
5 – PEDRO: O 
INIMITÁVEL, 
MAS 
ALTAMENTE 
INSPIRATIVO 
AMOR DE 
CRISTO 
“E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão 
Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que 
29
estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te 
amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. 
Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de 
Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes 
que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ove-lhas. 
Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, 
amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito ter-ceira 
vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes 
tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apas-centa 
as minhas ovelhas” (João 21.15-17). 
Pedro certamente foi o discípulo de Jesus que 
mais esteve em evidência nos evangelhos, você 
verá ele o tempo todo como uma espécie de porta 
voz dos doze diante de Cristo. Seu temperamento 
sanguíneo e impulsivo lhe permitiu protagonizar 
interessantes experiências com Jesus. Sua história 
começa com uma pesca maravilhosa para em se-guida 
ele largar tudo e seguir o mestre. Em vários 
momentos ele quis mostrar a Deus sua devoção, 
sua dedicação. Pedro era tanto usado pelo Espírito 
Santo, quando reconheceu Jesus como Deus, como 
foi usado pelo diabo, quando tentou convencer 
Cristo de que não seria necessário passar pela cruz. 
30
Mas certamente nada o preparou para o grande 
baque que teria quando negou a Jesus durante o 
julgamento de sua crucificação. 
Pedro havia prometido a Jesus que jamais per-mitiria 
que ele fosse capturado e morto. Mas Jesus, 
sabedor de todas as coisas, o avisou que não só isso 
não ocorreria como Pedro o negaria antes do galo 
cantar. Quando Jesus foi preso Pedro até cortou a 
orelha de um soldado para evitar a captura, mas 
Jesus o repreendeu e curou o homem. Seguindo 
Cristo de longo chegou ao pátio do lugar onde ele 
passaria por um dos vários momentos terríveis da-quela 
noite. Ali a profecia se cumpriu: questionado 
por três pessoas se andava com Cristo ele negou e 
em seguida o galo cantou fazendo-o lembrar das 
palavras proféticas de algum tempo atrás. A Bíblia 
fala que, tomado pela consciência do que havia 
ocorrido, ele chorou amargamente naquela noite. 
Fica claro que não foi só aquela noite que ele 
carregou aquele sentimento, e certamente que 
quando ficou sabendo das primeiras aparições 
de Cristo após a sua ressurreição ele deve ter fi-cado 
apreensivo, pensando: “O que será que ele 
está pensando de mim, eu o neguei, será que ele vai 
31
me perdoar, será que serei digno de continuar sua 
obra?” 
O momento finalmente chegou e eles se encon-traram 
onde tudo começou, numa pesca no mar da 
Galilélia, ali em um momento a sós eles travam o 
diálogo que você leu no início desse capítulo. Muito 
se fala a respeito do significa destas perguntas de 
Cristo: “Tu me amas?”. Para entender o que aconte-ceu 
ali precisamos fazer uma análise exegética do 
texto, isto é, precisamos ler o texto na língua origi-nal 
em que foi escrito, o grego antigo. 
Nesta língua a palavra que temos no português 
AMOR tem três significados, aqui aparecem dois 
deles: 
• αγαπας (Ágapas) o amor de Deus 
• φιλω (Filo) o amor fraterno, de amigo 
Jesus na primeira pergunta: “Pedro, tu agapas- 
-me?” e ele responde: “Senhor filéo-te”, a mesma 
coisa acontece na segunda pergunta. Na terceira 
vez Jesus muda a pergunta: “Pedro tu filéo-te”. Ao 
final de cada resposta Jesus o mandava cuidar das 
suas ovelhas. O que significa tudo isso? Jesus per-guntava 
a Pedro se ele seria capaz de amá-lo como 
Deus ama as pessoas e Pedro respondia que não, 
32
somente poderia amá-lo como um amigo. Mas a cada 
vez que ele falava isso, Jesus o dava a missão de cuidar 
das outras pessoas. 
Jesus mostra para Pedro na última pergunta, 
que para nós é impossível fazer, algo para que Deus 
nos ame mais ou menos, o amor de Deus é incon-dicional 
e imutável. Pedro jamais magoara Jesus 
a ponto deste não lhe dar mais atenção ou valor. 
Deus nos ama apesar de nós mesmos. Nós, e Pedro, 
não somos capazes de amar assim, mas foi a nós 
que Jesus deu a responsabilidade de cuidar dos ou-tros, 
de apresentar o amor de Cristo aos que ainda 
33 
não experimentaram. 
Esta experiência arrebatadora mudou a vida de 
Pedro, basta ver como foi usado em Pentecostes, na 
fundação da igreja primitiva e como está mais doce 
em suas cartas no final da Bíblia. É essa experiência 
que Deus quer que você passe hoje, agora!
34
CONCLUSÃO 
NADA PODE NOS SEPARAR DO AMOR DE DEUS 
QUE ESTÁ EM CRISTO 
Mais que transformadora e arrebatora, a experi-ência 
do amor de Cristo é irresistível, indestrutível. 
Nenhuma circunstância é capaz de sobrepujar ou 
enfraquecer esse sentimento, ele é eterno, imate-rial, 
sem reservas e sem critérios humanos. Nunca 
seremos capazes de entendê-lo ou explicá-lo. É lou-cura 
para os sábios deste século e escândalo para 
os que vivem sobre o julgo da religiosidade. Se você 
vive na igreja e não experimentou esse amor sua 
trajetória está incompleta, não se contente com a 
35
vida que tem hoje, busque esta experiência em sua 
vida. 
Talvez você acredite que não é digno desse 
amor, mas ninguém é. Talvez você ache que Ele lhe 
esqueceu por algum momento, ou que algumas 
áreas de sua vida não estão sendo assistidas por ele. 
Talvez você cresceu em um lar cristão, na igreja, mas 
nunca entendeu a natureza desse Deus. Talvez você 
ainda não se envolveu em uma igreja e só conheça 
Jesus de nome. 
Em todos os casos a resposta que tenho para você 
36 
é a mesma: 
“Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, 
quem será contra nós? 
Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho pou-pou, 
antes o entregou por todos nós, como nos não 
dará também com ele todas as coisas? 
Quem intentará acusação contra os escolhidos de 
Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? 
Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou 
dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e tam-bém 
intercede por nós.Quem nos separará do amor 
de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a persegui-ção, 
ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
Como está escrito: Por amor de ti somos en-tregues 
à morte todo o dia; Somos reputados como 
ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coi-sas 
somos mais do que vencedores, por aquele que 
nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, 
nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem 
as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a 
altura, nem a profundidade, nem alguma outra cria-tura 
nos poderá separar do amor de Deus, que está 
em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8.35-39). 
Não duvide da palavra de Deus, se você não co-nhece 
Jesus, ELE O CONHECE, ELE ESTÁ AÍ AO SEU 
LADO, TORCENDO PARA QUE VOCÊ ABRA O SEU 
CORAÇÃO E SE DEIXE SER TRANFORMADO PELO 
AMOR DELE. NÃO RESISTA, APENAS EXPERIMENTE! 
“Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a 
vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, 
e não de mal, para vos dar o fim que esperais. 
Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e 
37 
eu vos ouvirei. 
E buscar-me-eis, e me achareis, quando me 
buscardes com todo o vosso coração” (Jeremias 
29.11-13).
38
Richarde Guerra é for-mado 
39 
como Técnico em 
Química Industrial pelo CE-FET/ 
MG e Licenciatura em 
Química pela UFMG, possui 
pós-graduação em Estudos 
Pastorais e mestrado em 
Teologia da Ação Pastoral na América Lati-na, 
pela FATE/BH. É professor no Centro de 
Treinamento Ministerial Diante do Trono e 
Seminário Teológico Carisma. É pai de Daniel 
Guerra e casado com Priscila Guerra e pastor 
de jovens da Igreja Batista da Lagoinha. 
Telefone e e-mail para contatos: (31) 
8489-3057 / richarde.guerra@lagoinha.com
40
JESUS TE 
AMA E QUER 
VOCÊ! 
1º PASSO: Deus o ama e tem um plano 
maravilhoso para sua vida. “Porque Deus amou 
o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigê-nito, 
para que todo o que nele crê não pereça, mas 
tenha a vida eterna.“ (Jo 3.16.) 
41
2º PASSO: O Homem é pecador e está 
separado de Deus. “Pois todos pecaram e ca-recem 
da glória de Deus.“ (Rm 3.23b.) 
3º PASSO: Jesus é a resposta de Deus, 
para o conflito do homem. “Respondeu-lhe 
Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; 
ninguém vem ao Pai senão por mim.“ (Jo 14.6.) 
4º PASSO: É preciso receber a Jesus em 
nosso coração. “Mas, a todos quantos o rece-beram, 
deu-lhes o poder de serem feitos filhos 
de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.“ 
(Jo 1.12a.) “Se, com tua boca, confessares Jesus 
como Senhor e, em teu coração, creres que Deus 
o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Porque 
com o coração se crê para justiça e com a boca 
se confessa a respeito da salvação.” (Rm 10.9-10.) 
5º PASSO: Você gostaria de receber a 
Cristo em seu coração? Faça essa oração de 
decisão em voz alta: “Senhor Jesus eu preciso 
42
de Ti, confesso-te o meu pecado de estar 
longe dos teus caminhos. Abro a porta do 
meu coração e te recebo como meu único 
Salvador e Senhor. Te agradeço porque me 
aceita assim como eu sou e perdoa o meu pe-cado. 
Eu desejo estar sempre dentro dos teus 
planos para minha vida, amém”. 
6º PASSO: Procure uma igreja evangé-lica 
próxima à sua casa. 
Nós estamos reunidos na Igreja Batista da 
Lagoinha, à rua Manoel Macedo, 360, bairro 
São Cristóvão, Belo Horizonte, MG. 
Nossa igreja está pronta para lhe acom-panhar 
neste momento tão importante da 
43 
sua vida. 
Nossos principais cultos são realizados 
aos domingos, nos horários de 10h, 15h e 
18h horas. 
Ficaremos felizes com sua visita!
Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha 
Gerência de Comunicação 
Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão 
CEP: 31110-440 - Belo Horizonte - MG 
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  • 3.
  • 4. Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha 1ª Edição: junho/2013 Capa e Diagramação: Junio Amaro
  • 5. Introdução A diferença entre conhecer e experimentar. Je-sus Cristo é um ícone da cultura ocidental, com o advento das tecnologias virtuais é um nome que aparece em várias mídias. Ele está na internet, no ci-nema, nas revistas, na televisão. Nem sempre apre-sentado da forma corretamente bíblica, mas em nosso país, por exemplo, todos já sabem quem é Je-sus. É bem verdade que ainda existem nações que precisam conhecê-lo e que só de citar o seu nome a pessoa correrá risco de vida. Este é um tema impor-tante que deve ser abordado, mas não é sobre isso que quero falar aqui neste livro, especificamente. 5
  • 6. Quero falar de um mal sutil, não tão explícito quanto a igreja perseguida, mas que certamente levará um volume considerável de pessoas ao infer-no: Pessoas que dizem conhecer a Jesus, saber de quem se trata, contar histórias a seu respeito, mas que na prática NUNCA TIVERAM UMA EXPERIÊNCIA COM ELE, NUNCA EXPERIMENTARAM DE FATO DO SEU AMOR. Ninguém é mais o mesmo depois que experi-menta do verdadeiro amor que vem de Jesus. Nin-guém pode afirmar com convicção que se conver-teu ao evangelho e nunca teve uma experiência com o amor do Filho de Deus. Quando falo aqui de experiência não quero dizer que ela tenha que ser necessariamente de natureza sobrenatural (vi um anjo, tive um sonho e nele Jesus falou comigo, fui curado de uma doença terminal), mas também de coisas mais simples, mais cotidianas como não amar mais o pecado e desfrutar da vida com um olhar diferente, cheio de compaixão. Cada um tem a sua forma de passar por essa experiência, o que há de comum é o fato dela ser marcante, inesquecível e acontecer não uma única vez, mas constantemen-te na nossa história. 6
  • 7. Jesus deseja nos dar estas experiências e cabe a nós deixarmos ser envolvidos por essa proposta, sem medo, sem preconceitos, sem preguiça, dese-josos de estar com Ele. Neste livro quero mostrar essa realidade, pessoas que tiveram essa oportuni-dade na Bíblia, suas vidas cruzaram com o amor de Jesus e como elas jamais foram as mesmas e des-ta forma encorajar você a ter a sua própria história com nosso Senhor e Salvador. 7
  • 8. 8
  • 9. 1 – NICODEMOS: INCOMPREENSÍVEL NATUREZA DO AMOR DO PAI E DO FILHO Imagine a seguinte situação: Você está tranquilo em sua casa e de repente ela é invadida por um la-drão, ele assalta sua casa e ainda mata o seu único filhinho. Diante de tal cenário trágico você só tem três caminhos para agir: 9
  • 10. • Você persegue o ladrão e o mata, a fim de com-pensar a morte de seu filho, isto nós chamamos de 10 vingança. • Você aciona a polícia que captura o ladrão, o prende e após um julgamento irá cumprir uma pena na prisão, isto nós chamamos de justiça. • Você pode perdoar o ladrão e adotá-lo no lugar do seu filho, parece o caminho mais absurdo, mas ele se chama graça e foi o que Deus fez por mim e por você. “E havia entre os fariseus um homem, chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. Este foi ter de noite com Jesus, e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus; por-que ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele. Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a en-trar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do
  • 11. Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nas-cido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos 11 é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; as-sim é todo aquele que é nascido do Espírito. Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso? Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Is-rael, e não sabes isto? Na verdade, na verdade te digo que nós dize-mos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho. Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu. E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levanta-do; Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
  • 12. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.1-16) Nicodemos era um homem que estava atrás de respostas. Jesus é a resposta. Aquela conversa na calada da noite marcaria toda a história do evange-lho. Ali o Filho de Deus falou de seu Pai, seus planos para o homem e a razão de ele estar aqui na Terra. Jesus fala sobre nascer de novo, só é possível ter um relacionamento com ele se morrermos para mundo e experimentarmos o novo nascimento. Para aque-le doutor era uma ideia um tanto confusa, como entrar no ventre da mãe novamente para nascer? O que Jesus tentou mostrar para ele é que aquele novo nascimento não era físico, mas espiritual. Em João 3.16 está o resumo de todo o projeto de Deus para o homem, Deus criou o homem para ter relacionamento com ele, desde o Éden isto fica claro. Antes de cair no pecado o homem se encon-trava todos os dias com Deus e eles conversavam pelo jardim. Era uma amizade sincera e gostosa, que o homem abriu mão ao ser enganado pela ser-pente. Mas Deus não abriu mão desta relação, mas 12
  • 13. para restabelecê-la teria que pagar o maior dos pre-ços: dar o seu próprio Filho para morrer no lugar do homem. Aí está a maior de todas as graças, aí está o amor de Deus, tão poderoso, poderia fazer tudo de novo do zero, mas ele preferiu investir no homem. Esse amor é incompreensível, constrangedor, arre-batador! Jesus se sujeitou a vergonha da cruz por 13 que também nos ama. Há alguns anos o filme “A paixão de Cristo” mo-veu multidões para os cinemas, o filme que de for-ma bem naturalista mostrava o martírio de Cristo na via dolorosa até a morte na cruz tocou as plateias. Mas uma polêmica envolvia a película: Muitos crí-ticos entendiam que o filme era antissemitista, isto é, coloca as pessoas contra os judeus, pois levava a crer que eles eram os responsáveis pela crucifica-ção de Jesus. Naquela época o diretor do filme, Mel Gibson, foi convidado a participar do programa de entrevista de maior audiência, o programa da apre-sentadora Ophra, ela, provocativa, engatilhou logo de cara uma pergunta sobre esta questão: _ E aí, Mel Gibson, quem matou Jesus: os judeus ou os romanos? _ Nem um nem outro, foi você! – respondeu o
  • 14. diretor emudecendo a apresentadora e a plateia. Ele tem razão, todos nós matamos Cristo na-quela cruz. Ele morreu ali por mim e por você, para nos dar uma chance de experimentar a vida eterna. Jamais podemos perder de vista esta realidade: a maior prova de amor de Deus foi essa, dar seu pró-prio 14 Filho.
  • 15. 2- A MULHER ADÚLTERA: O AMOR QUE TRAZ O PERDÃO “Jesus, porém, foi para o Monte das Oliveiras. E pela manhã cedo tornou para o templo, e todo o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os en-sinava. E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mu-lher apanhada em adultério; E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto diziam eles, 15
  • 16. tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-lhe, endirei-tou- se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto, redarguidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio. E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aque-les teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais” (João 8.1-11) Nós sempre estamos muito bem preparados para julgar as pessoas e condená-las. Mas quando a tarefa é olhar para nós mesmos somos bem mais bondosos e compassivos. Precisamos entender que ninguém é melhor ou pior que alguém, somos todos iguais aos olhos de Cristo. Nesta passagem da palavra que você acabou de ler podemos ver isso. Ali os homens usaram uma 16
  • 17. mulher pega em adultério para testar Jesus. Para eles pouco importava a justiça, queriam ver como Jesus sairia daquela pegadinha que estavam plan-tando para ele: Se ele fala para não apedrejarem a mulher, diriam que ele era complacente com o pecado, se ele apóia o apedrejamento eles diriam que ele não tinha nada de especial e era tão fariseu quanto eles. O que fazer? Jesus os ignorava, tentava vencê-los pelo cansa-ço ou desinteresse, mas aqueles homens estavam obstinados a “desmascarar” Jesus, expor suas limi-tações ou suas hipocrisias, quanto eles estavam en-ganados... Finalmente, quando Jesus desafia aquele que nunca pecou a atirar a primeira pedra o que ele na verdade está querendo dizer é: Só alguém de ficha limpa pode começar a condenação, só al-guém que não tem culpa no cartório, um sujeito tão santo que se converteu com o próprio teste-munho, nunca errou e nunca vai errar pode co-meçar a sentença desta mulher, depois os outros podem fazê-lo. Por que eles foram embora? Por-que nenhum deles era esse homem, escondidos em suas hipocrisias eles sabiam que se jogassem 17
  • 18. a pedra passariam a ser observados e julgados pe-los outros que estavam ali, e no primeiro tropeço seriam os próximos a serem apedrejados. O que, no entanto, poucas pessoas percebem nesse texto é que JESUS ERA UMA PESSOA QUE PODERIA TER JOGADO A PRIMEIRA PEDRA, Ele era essa pessoa sem pecado, sem culpa, ficha limpa, ele poderia ter se colocado nessa posição, tinha autoridade e testemunho para isso. Mas o que ve-mos da parte dele é algo diferente: “Se ninguém te condenou mulher não serei eu que farei isso, vá e não peques mais”. O amor dele se expressou para aquela mulher por meio do perdão, ele ama o pecador, não ama o pecado. Deu a oportunidade para ela reco-meçar a vida, abandonar a prática do pecado e sem julgamentos a liberou, trocou a pedra pela vida. 18
  • 19. 3 – LÁZARO: O AMOR QUE É MAIOR QUE A MORTE “Tendo, pois, Maria chegado onde Jesus esta-va, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu- -se muito em espírito, e perturbou-se. 19
  • 20. E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Se-nhor, vem, e vê. Jesus chorou. Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava. E alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse? Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, veio ao sepulcro; e era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ela. Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do de-funto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é 20 já de quatro dias. Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido. Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu dis-se isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste. E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés liga-dos com faixas, e o seu rosto envolto num lenço.
  • 21. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir. Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, cre-ram nele” (João 11.32-45). Jesus era um homem do povo, amigo de todos, mas tinha seus melhores amigos, Lázaro, Marta e Maria faziam parte deste grupo. Ele era tão íntimo deles que a casa deles era sempre opção de pousa-da do Filho de Deus. Como já foi dito, Deus gosta de ter relacionamento com o homem. O texto mostra algo muito forte, em certa altura da situação, ao chegar perto de onde Lázaro estava se-pultado há dias, Jesus se depara com um quadro de luto, as irmãs de Lázaro chorando e seus amigos muito tristes, e a Palavra fala que ele chorou. Ele sabia que iria ressuscitar Lázaro, fato previsto por ele mesmo instantes antes com a irmã do finado, no entanto, ele se identificou com o sofrimento de todos. Nosso Deus não é uma entidade fria e calculista, ele tem sentimen-tos e se identifica com o sofrimento humano. Deus se importa com suas lutas e tribulações mesmo sabendo o final da história, isto é prova de amor. A ressurreição de Lázaro mostra que não há li-mites para a manifestação do amor de Deus, ele é 21
  • 22. maior do que todas as circunstâncias, inclusive a morte. Não importa o deserto que você está pas-sando, ou se o seu sonho e projeto já morreram, se suas esperanças acabaram. Ele olha lá do alto e co-necta com seus anseios, se buscarmos a presença Dele, Ele tem respostas. Ele ressuscita nossos pro-jetos. Agora diante disto existem duas atitudes: Marta: correu em direção a Jesus e cobrou dele o atraso em chegar que não permitiu que Lázaro fos-se curado de sua enfermidade, a ponto de morrer. Mesmo Jesus falando com ela que o ressuscitaria ela não entendeu, acho que Cristo fala da ressurrei-ção no último dia. Nossa ansiedade e incredulidade são oponentes fortes na nossa relação com o amor de Deus. Quando não compreendemos essa ampli-tude e ilimitação de seu poder falados no parágrafo anterior, nos deixamos levar pelo natural e perde-mos nossa fé. Fé é importantíssima para a operação dos milagres e é uma atitude que agrada o coração de Deus. Cuidado para não agirmos impulsivamen-te, precipitadamente e com isso não entendermos as intenções de Deus em relação aos nossos sonhos e projetos mortos. Quando Ele ia operar o milagre 22
  • 23. e pediu para retirar a pedra, Marta insistiu que o defunto já cheirava mal, nossos sentidos nos en-ganam, nos deixamos levar pelo que vemos e não olhamos com os olhos de Cristo uma situação, ela não cria que ele em putrefação poderia ser ressus-citado. Mesmo diante da ação de Deus resistimos e preferimos olhar para o fedor das circunstâncias em vez de desfrutar do bom perfume de Cristo. Maria: Enquanto a pragmática Marta rodeava Jesus com suas ansiedades, incredulidades e ques-tionamentos, Maria estava em casa sendo conso-lada. Ao ver Cristo, chorou aos seus pés e tocou o coração Dele a ponto de fazê-lo chorar, ela também lamentou o atraso de Cristo, mas não foi de forma alguma questionadora. Nossa ação pode vir com choro, mas com o reconhecimento de quem é o Senhor da vida, como já foi dito Jesus se identifica com nossas emoções. Maria chegou em Jesus com doçura e não com murmuração e cobrança, mesmo triste com a morte do irmão ela o respeitou. O amor de Jesus transformou os três irmãos, mas também tocou todos que estavam ali, houve vida em Lázaro e nova vida em todos os que teste-munharam 23 o milagre.
  • 24. 24
  • 25. 4 – O LADRÃO NA CRUZ: O AMOR QUE SALVA “E também por cima dele estava um título, escrito em letras gregas, romanas, e hebraicas: ESTE É O REI DOS JUDEUS. E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, 25
  • 26. dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebe-mos o que os nossos feitos mereciam; mas este ne-nhum 26 mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quan-do entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.38-43). Às vezes o que precisamos é de um momento de lucidez, uma clareza de mente. No momento mais terrível da trajetória de Cristo na terra, a cruz, ele teve a oportunidade de transformar uma vida. Junto com ele havia dois ladrões sendo crucifica-dos, sabe-se que só recebiam esse tipo de condena-ção as piores pessoas da sociedade daquela época: ladrões, assassinos, gente da pior espécie segundo o conceito humano comum. Portanto, ao contrário de Cristo, dentro da perspectiva natural eles mere-ciam estar ali, pois, foram julgados e condenados a essa pena capital. Ninguém teve uma visão tão próxima do martí-rio final de Cristo do que aqueles dois ladrões. Mas apesar de estarem vendo a mesma cena, cada um
  • 27. a interpretou de uma forma, cada um entendeu de um jeito e cada um teve a recompensa por sua pe-culiar interpretação do fato diante deles: a crucifica-ção do Salvador do mundo. O primeiro ladrão citado optou em zombar de Cristo, seguiu o padrão dos soldados romanos que jocosamente diziam que Jesus era o Rei dos Judeus, um deboche. Ele cobrou de cris-to esta realeza e o desafio, se de fato era o Filho de Deus, se livrasse e livrasse-o daquela condição. Mui-tos de nós infelizmente agimos como ele, cauteriza-dos por uma vida de pecado, não somos sensíveis o suficiente para reconhecer quem é Jesus nem quan-do Ele está bem pertinho de nós. Seja as decepções da vida, seja a prática sistemática do pecado, perde-mos o ouvido espiritual, não entendemos quando o Espírito Santo está nos tentando convencer do erro. Essa lepra espiritual vai se desenvolvendo de tal forma que, em determinado momento, passamos a ver o Cristo como uma figura de valor menor, um serviçal que tem que fazer nossas vontades. O pro-vocamos, o desafiamos, cobramos dele que atenda nossas vontades terrenas em vez de buscarmos cumprir a vontade Dele. 27
  • 28. O segundo ladrão, sim, foi transformado pelo amor de Cristo. Ao vê-lo em seus últimos momen-tos na cruz, ele entendeu o que de fato estava acon-tecendo ali na sua frente. Aquele homem que es-tava sendo crucificado ao seu lado não tinha culpa alguma, mais que isso, era o Messias, o Salvador. Ele então reconhece essa realidade e com isso expe-rimenta a salvação. Talvez ele tenha levado toda a sua vida no erro, mas em seu último suspiro fez algo certo e com isso recebeu a promessa de entrar no céu. Tudo que Deus quer é um coração contrito e quebrantado, ele não resiste a essa atitude, nessa situação o amor dele transborda sobre nós e abre caminho para nossa salvação. “Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca en-toará o teu louvor. Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Salmo 51.15-17). 28
  • 29. 5 – PEDRO: O INIMITÁVEL, MAS ALTAMENTE INSPIRATIVO AMOR DE CRISTO “E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que 29
  • 30. estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ove-lhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito ter-ceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apas-centa as minhas ovelhas” (João 21.15-17). Pedro certamente foi o discípulo de Jesus que mais esteve em evidência nos evangelhos, você verá ele o tempo todo como uma espécie de porta voz dos doze diante de Cristo. Seu temperamento sanguíneo e impulsivo lhe permitiu protagonizar interessantes experiências com Jesus. Sua história começa com uma pesca maravilhosa para em se-guida ele largar tudo e seguir o mestre. Em vários momentos ele quis mostrar a Deus sua devoção, sua dedicação. Pedro era tanto usado pelo Espírito Santo, quando reconheceu Jesus como Deus, como foi usado pelo diabo, quando tentou convencer Cristo de que não seria necessário passar pela cruz. 30
  • 31. Mas certamente nada o preparou para o grande baque que teria quando negou a Jesus durante o julgamento de sua crucificação. Pedro havia prometido a Jesus que jamais per-mitiria que ele fosse capturado e morto. Mas Jesus, sabedor de todas as coisas, o avisou que não só isso não ocorreria como Pedro o negaria antes do galo cantar. Quando Jesus foi preso Pedro até cortou a orelha de um soldado para evitar a captura, mas Jesus o repreendeu e curou o homem. Seguindo Cristo de longo chegou ao pátio do lugar onde ele passaria por um dos vários momentos terríveis da-quela noite. Ali a profecia se cumpriu: questionado por três pessoas se andava com Cristo ele negou e em seguida o galo cantou fazendo-o lembrar das palavras proféticas de algum tempo atrás. A Bíblia fala que, tomado pela consciência do que havia ocorrido, ele chorou amargamente naquela noite. Fica claro que não foi só aquela noite que ele carregou aquele sentimento, e certamente que quando ficou sabendo das primeiras aparições de Cristo após a sua ressurreição ele deve ter fi-cado apreensivo, pensando: “O que será que ele está pensando de mim, eu o neguei, será que ele vai 31
  • 32. me perdoar, será que serei digno de continuar sua obra?” O momento finalmente chegou e eles se encon-traram onde tudo começou, numa pesca no mar da Galilélia, ali em um momento a sós eles travam o diálogo que você leu no início desse capítulo. Muito se fala a respeito do significa destas perguntas de Cristo: “Tu me amas?”. Para entender o que aconte-ceu ali precisamos fazer uma análise exegética do texto, isto é, precisamos ler o texto na língua origi-nal em que foi escrito, o grego antigo. Nesta língua a palavra que temos no português AMOR tem três significados, aqui aparecem dois deles: • αγαπας (Ágapas) o amor de Deus • φιλω (Filo) o amor fraterno, de amigo Jesus na primeira pergunta: “Pedro, tu agapas- -me?” e ele responde: “Senhor filéo-te”, a mesma coisa acontece na segunda pergunta. Na terceira vez Jesus muda a pergunta: “Pedro tu filéo-te”. Ao final de cada resposta Jesus o mandava cuidar das suas ovelhas. O que significa tudo isso? Jesus per-guntava a Pedro se ele seria capaz de amá-lo como Deus ama as pessoas e Pedro respondia que não, 32
  • 33. somente poderia amá-lo como um amigo. Mas a cada vez que ele falava isso, Jesus o dava a missão de cuidar das outras pessoas. Jesus mostra para Pedro na última pergunta, que para nós é impossível fazer, algo para que Deus nos ame mais ou menos, o amor de Deus é incon-dicional e imutável. Pedro jamais magoara Jesus a ponto deste não lhe dar mais atenção ou valor. Deus nos ama apesar de nós mesmos. Nós, e Pedro, não somos capazes de amar assim, mas foi a nós que Jesus deu a responsabilidade de cuidar dos ou-tros, de apresentar o amor de Cristo aos que ainda 33 não experimentaram. Esta experiência arrebatadora mudou a vida de Pedro, basta ver como foi usado em Pentecostes, na fundação da igreja primitiva e como está mais doce em suas cartas no final da Bíblia. É essa experiência que Deus quer que você passe hoje, agora!
  • 34. 34
  • 35. CONCLUSÃO NADA PODE NOS SEPARAR DO AMOR DE DEUS QUE ESTÁ EM CRISTO Mais que transformadora e arrebatora, a experi-ência do amor de Cristo é irresistível, indestrutível. Nenhuma circunstância é capaz de sobrepujar ou enfraquecer esse sentimento, ele é eterno, imate-rial, sem reservas e sem critérios humanos. Nunca seremos capazes de entendê-lo ou explicá-lo. É lou-cura para os sábios deste século e escândalo para os que vivem sobre o julgo da religiosidade. Se você vive na igreja e não experimentou esse amor sua trajetória está incompleta, não se contente com a 35
  • 36. vida que tem hoje, busque esta experiência em sua vida. Talvez você acredite que não é digno desse amor, mas ninguém é. Talvez você ache que Ele lhe esqueceu por algum momento, ou que algumas áreas de sua vida não estão sendo assistidas por ele. Talvez você cresceu em um lar cristão, na igreja, mas nunca entendeu a natureza desse Deus. Talvez você ainda não se envolveu em uma igreja e só conheça Jesus de nome. Em todos os casos a resposta que tenho para você 36 é a mesma: “Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho pou-pou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e tam-bém intercede por nós.Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a persegui-ção, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
  • 37. Como está escrito: Por amor de ti somos en-tregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coi-sas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra cria-tura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8.35-39). Não duvide da palavra de Deus, se você não co-nhece Jesus, ELE O CONHECE, ELE ESTÁ AÍ AO SEU LADO, TORCENDO PARA QUE VOCÊ ABRA O SEU CORAÇÃO E SE DEIXE SER TRANFORMADO PELO AMOR DELE. NÃO RESISTA, APENAS EXPERIMENTE! “Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Então me invocareis, e ireis, e orareis a mim, e 37 eu vos ouvirei. E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração” (Jeremias 29.11-13).
  • 38. 38
  • 39. Richarde Guerra é for-mado 39 como Técnico em Química Industrial pelo CE-FET/ MG e Licenciatura em Química pela UFMG, possui pós-graduação em Estudos Pastorais e mestrado em Teologia da Ação Pastoral na América Lati-na, pela FATE/BH. É professor no Centro de Treinamento Ministerial Diante do Trono e Seminário Teológico Carisma. É pai de Daniel Guerra e casado com Priscila Guerra e pastor de jovens da Igreja Batista da Lagoinha. Telefone e e-mail para contatos: (31) 8489-3057 / richarde.guerra@lagoinha.com
  • 40. 40
  • 41. JESUS TE AMA E QUER VOCÊ! 1º PASSO: Deus o ama e tem um plano maravilhoso para sua vida. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigê-nito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.“ (Jo 3.16.) 41
  • 42. 2º PASSO: O Homem é pecador e está separado de Deus. “Pois todos pecaram e ca-recem da glória de Deus.“ (Rm 3.23b.) 3º PASSO: Jesus é a resposta de Deus, para o conflito do homem. “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.“ (Jo 14.6.) 4º PASSO: É preciso receber a Jesus em nosso coração. “Mas, a todos quantos o rece-beram, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.“ (Jo 1.12a.) “Se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.” (Rm 10.9-10.) 5º PASSO: Você gostaria de receber a Cristo em seu coração? Faça essa oração de decisão em voz alta: “Senhor Jesus eu preciso 42
  • 43. de Ti, confesso-te o meu pecado de estar longe dos teus caminhos. Abro a porta do meu coração e te recebo como meu único Salvador e Senhor. Te agradeço porque me aceita assim como eu sou e perdoa o meu pe-cado. Eu desejo estar sempre dentro dos teus planos para minha vida, amém”. 6º PASSO: Procure uma igreja evangé-lica próxima à sua casa. Nós estamos reunidos na Igreja Batista da Lagoinha, à rua Manoel Macedo, 360, bairro São Cristóvão, Belo Horizonte, MG. Nossa igreja está pronta para lhe acom-panhar neste momento tão importante da 43 sua vida. Nossos principais cultos são realizados aos domingos, nos horários de 10h, 15h e 18h horas. Ficaremos felizes com sua visita!
  • 44. Uma publicação da Igreja Batista da Lagoinha Gerência de Comunicação Rua Manoel Macedo, 360 - São Cristóvão CEP: 31110-440 - Belo Horizonte - MG www.lagoinha.com Twitter: @Lagoinha_com 44