O artigo analisa a interpretação de Celso Furtado sobre o subdesenvolvimento da Venezuela em um contexto de abundância de divisas, enfatizando os efeitos da valorização cambial sobre o emprego e a estrutura produtiva. Furtado argumenta que a combinação de uma economia voltada para o petróleo e a proteção excessiva de bens de consumo perpetua o subdesenvolvimento e a heterogeneidade estrutural. A análise é considerada relevante para compreender os desafios econômicos contemporâneos da Venezuela e suas implicações para a política econômica.