Na Primavera, a árvore
Era um ninho de folhas palpitantes
Como pequenas asas verdes.
No Estio,
Cobria-se de flores;
Cada ramo era um jardim suspenso.
Vinha depois o Outono. As flores mortas
Eram leitos de pássaros.
E as folhas partiam, esvoaçando,
Tal borboletas de oiro.
Por fim o Inverno, em vez de folhas,
Braços nus, troncos mortos,
Desolada solidão.
Mas um dia…
Um dia a Primavera voltou
Com as suas folhas palpitantes
Como pequenas asas verdes.
O Estio,
Com as suas flores,
Os seus jardins suspensos.
O Outono, com os seus pomos
E as borboletas de oiro
Das suas folhas a dançar ao vento.
O inverno, com os seus musgos,
Seus descarnados braços nus.
Mas a árvore,
A bela árvore era sempre a mesma
Na sua ilimitada confiança.
Foi então que aprendi,
Da árvore, a lição:
A vida é uma longa paciência
E uma longa esperança.
Fernanda de Castro

Dia da árvore-2017

  • 1.
    Na Primavera, aárvore Era um ninho de folhas palpitantes Como pequenas asas verdes. No Estio, Cobria-se de flores; Cada ramo era um jardim suspenso.
  • 2.
    Vinha depois oOutono. As flores mortas Eram leitos de pássaros. E as folhas partiam, esvoaçando, Tal borboletas de oiro.
  • 3.
    Por fim oInverno, em vez de folhas, Braços nus, troncos mortos, Desolada solidão.
  • 4.
    Mas um dia… Umdia a Primavera voltou Com as suas folhas palpitantes Como pequenas asas verdes.
  • 5.
    O Estio, Com assuas flores, Os seus jardins suspensos.
  • 6.
    O Outono, comos seus pomos E as borboletas de oiro Das suas folhas a dançar ao vento. O inverno, com os seus musgos, Seus descarnados braços nus. Mas a árvore, A bela árvore era sempre a mesma Na sua ilimitada confiança.
  • 7.
    Foi então queaprendi, Da árvore, a lição: A vida é uma longa paciência E uma longa esperança. Fernanda de Castro