DESCARTE DE RESÍDUOSSÓLIDOS DA
CONSTRUÇÃO CIVIL: ESTRATÉGIAS DE
REAPROVEITAMENTO
L U I Z P E D R O S O D O S S A N T O S
M I N I ST É R IO DA E D U CAÇÃO
S E C R E TA R I A D E E D U CAÇÃO P R O F I S S IO N A L E
T E C N O LÓ G ICA
I N ST I T U TO F E D E R A L D E E D U CAÇÃO , CI Ê N CI A E T E C N O LO G I A
DI R E TO R I A D E E N S I N O D E G R A D U AÇÃO
C U R S O D E T E C N O LO G I A E M S A N E A M E N TO A M B I E N TA L
P R O F . D R . W L A DI M I R F E R R E I R A PA R E N T E
2.
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO_______________________________________________________________3
PROBLEMA DA PESQUISA__________________________________________________5
OBJETIVOS __________________________________________________________________6
JUSTIFICATIVA ______________________________________________________________7
REFERENCIAL TEORICO ____________________________________________________8
RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) ____________________9
IMPACTOS AMBIENTAIS DO DESCARTE IRREGULAR ____________________12
SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR NA CONSTRUÇÃO CIVIL 15
EXPERIÊNCIA EM CAMPO __________________________________________________19
METODOLOGIA _____________________________________________________________22
CONCLUSÃO _______________________________________________________________23
3.
INTRODUÇÃO
Construção civil: Pilardo desenvolvimento
urbano e econômico, especialmente em
países emergentes como o Brasil.
Resíduos sólidos da construção civil (RCC):
Um dos maiores geradores de resíduos
urbanos (cerca de 30% no Brasil - ABRELPE,
2013).
Degradação do solo
Contaminação de corpos
hídricos
Aumento de áreas de risco
(ex: enchentes)
Problemas ambientais
gerados pelo mau
gerenciamento:
4.
Desafios no Brasil:
Faltade políticas públicas eficazes
Baixa fiscalização e falta de cultura ambiental no setor.
Legislação existente: Resolução CONAMA nº 307/2002, mas com
lacunas na prática.
Necessidade de uma mudança de paradigma:
Economia circular: Reaproveitamento dos RCC, transformando
resíduos em novos insumos.
Benefícios: Redução de custos, menos resíduos em aterros e
geração de empregos no setor de reciclagem.
5.
Problema da Pesquisa
1.2.
Desafio crescente na
gestão de resíduos da
construção civil:
Questão central:
Falta de práticas eficientes e
tecnologias adequadas.
Descarte inadequado de resíduos e
seus impactos ambientais:
1.Contaminação do solo
2.Poluição da água
Como a gestão eficiente dos
resíduos sólidos pode contribuir
para a redução do impacto
ambiental e o avanço da economia
circular?
6.
OBJETIVO GERAL:
Analisar comoa gestão eficiente dos resíduos sólidos da construção civil
pode contribuir para a redução dos impactos ambientais e o avanço da
economia circular.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Identificar tipos de resíduos e suas implicações ambientais.
Analisar tecnologias e métodos de gestão para reaproveitamento.
Propor estratégias sustentáveis para gestão de resíduos.
Objetivos e Justificativa
7.
Objetivos e Justificativa
JUSTIFICATIVA:
Pressãoambiental crescente e necessidade de adaptação do setor.
Construção civil no Brasil gera grande quantidade de resíduos.
O reaproveitamento reduz impactos ambientais, economiza recursos e
cria novas oportunidades no setor de reciclagem.
Urgência por soluções eficazes e políticas públicas para promover
reciclagem, reaproveitamento e redução de desperdícios.
8.
REFERENCIAL TEÓRICO
1. RESÍDUOSSÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO
CIVIL (RCC)
2. IMPACTOS AMBIENTAIS DO DESCARTE
IRREGULAR
3. SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR N
CONSTRUÇÃO CIVIL
4 EXPERIÊNCIA EM CAMPO
9.
Importância global dosRCC: Um dos maiores desafios ambientais no setor da
construção civil.
COMPOSIÇÃO DOS RCC:
Concreto, tijolos, argamassa, madeira, metais, plásticos, vidros, entre
outros.
RESPONSABILIDADE NO BRASIL:
Aproximadamente 30% dos resíduos sólidos urbanos (ABRELPE, 2013).
DESAFIOS NA GESTÃO:
Heterogeneidade dos materiais dificulta a triagem e reciclagem.
Fragmentação e mistura inadequada durante a demolição.
RESÍDUOS SÓLIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
10.
CLASSIFICAÇÃO DOS RCC:
Inertes:Concreto, cerâmica, solo (não sofrem transformação significativa).
Não inertes: Tintas, solventes, materiais contaminados (BRASIL, 2002).
LEGISLAÇÃO BRASILEIRA:
Resolução CONAMA nº 307/2002: Estabelece critérios para gestão e reaproveitamento
dos RCC.
Norma NBR 15.575 da ABNT: Define parâmetros para reutilização segura de materiais
reciclados.
TECNOLOGIAS DE REAPROVEITAMENTO:
Britagem de RCC: Produção de agregados reciclados para substituir materiais naturais.
RESÍDUOS SÓLIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
11.
DESAFIOS PARA OREAPROVEITAMENTO:
Falta de infraestrutura adequada
Ausência de incentivos econômicos
Baixa conscientização e resistência cultural (MARTINS, 2019)
IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA:
Coleta, transporte e triagem eficientes para evitar contaminação cruzada
(VASCONCELOS, 2017).
NECESSIDADE DE CONSCIENTIZAÇÃO NO SETOR:
Formação de uma cultura ambiental com foco na segregação na fonte e
reaproveitamento (MARTINS, 2019).
12.
I M PA C T O S A M B I E N T A I S D O
D E S C A R T E I R R E G U L A R D E R C C
13.
CONTAMINAÇÃO DO SOLO:
Resíduoscomo tintas, solventes e argamassas podem infiltrar substâncias tóxicas,
comprometendo a fertilidade e alterando a composição química do solo (MARTINS,
2019).
POLUIÇÃO DA ÁGUA:
Lixiviados gerados pela chuva podem contaminar águas superficiais e
subterrâneas, afetando fauna aquática e abastecimento humano (VASCONCELOS,
2017).
POLUIÇÃO DO AR:
Liberação de partículas de poeira e gases nocivos pela decomposição de resíduos
orgânicos (JAMES; SMITH, 2018).
Impactos Ambientais do Descarte Irregular de RCC
14.
OCUPAÇÃO DESORDENADA ERISCO À SAÚDE PÚBLICA:
Uso de terrenos baldios como lixões clandestinos, aumento de vetores de
doenças (ratos, mosquitos, etc.) e proliferação de doenças (MARTINS, 2019).
IMPACTOS NA INFRAESTRUTURA URBANA:
Obstrução de sistemas de drenagem, favorecendo enchentes e alagamentos
em áreas vulneráveis (VASCONCELOS, 2017).
IMPACTOS ECOLÓGICOS E CLIMÁTICOS:
Perda de biodiversidade local e emissão de gases de efeito estufa (GEE), como o
metano, durante a decomposição de resíduos orgânicos (JAMES; SMITH, 2018).
Impactos Ambientais do Descarte Irregular de RCC
15.
S U ST E N T A B I L I D A D E E E C O N O M I A
C I R C U L A R N A C O N S T R U Ç Ã O C I V I L
16.
SUSTENTABILIDADE NO SETOR:
Envolvea minimização do consumo de recursos, eficiência energética e redução de
impactos ambientais ao longo do ciclo de vida das edificações (MANNARINO, 2016).
ECONOMIA CIRCULAR:
Modelo alternativo ao linear, focado na reutilização, reciclagem e valorização de
materiais (ASSIS, 2015).
Objetivo: manter recursos em circulação pelo maior tempo possível, reduzindo a
extração de matérias-primas e a demanda por aterros (VASCONCELOS, 2017).
SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR NA
CONSTRUÇÃO CIVIL
17.
BENEFÍCIOS ECONÔMICOS:
Redução decustos com materiais e destinação de resíduos.
Criação de novos mercados e oportunidades de negócios (MARTINS, 2019).
TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS:
Reciclagem de concreto, uso de resíduos industriais e construção modular.
Tecnologias digitais (ex. BIM) para otimização do uso de materiais e gestão de
resíduos (VILHA, 2014).
SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR NA
CONSTRUÇÃO CIVIL
18.
CERTIFICAÇÕES AMBIENTAIS:
Programas comoLEED e AQUA incentivam práticas sustentáveis e a economia
circular, com critérios que promovem o uso eficiente de recursos e gestão de
resíduos (VILHA, 2014).
INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS:
Desenvolvimento de materiais como concreto reciclado e tintas com compostos
menos tóxicos (MARTINS, 2019).
SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR NA
CONSTRUÇÃO CIVIL
OBJETIVO DA VISITA:
Compreenderna prática os desafios e oportunidades relacionados à gestão de
resíduos da construção civil (RCC).
EXPERIÊNCIA EM CAMPO
VOLUME E MISTURA DE RESÍDUOS:
Grande quantidade de resíduos de diferentes tipos (concreto, tijolos, madeira,
plásticos, etc.).
Resíduos misturados dificultando a separação e o reaproveitamento eficiente.
21.
ECONOMIA CIRCULAR INICIADA:
Resíduosinertes (blocos de concreto, cerâmica) destinados à britagem e
reutilização em pavimentação e concreto não estrutural.
INTERESSE POR MELHORIA:
Abertura da empresa para parcerias com cooperativas e instituições de ensino
para capacitação e inovação.
FALTA DE APOIO PÚBLICO:
Ausência de incentivo financeiro, técnico ou fiscal para investimentos em
tecnologias mais eficientes e capacitação.
EXPERIÊNCIA EM CAMPO
22.
METODOLOGIA
NATUREZA DA PESQUISA:
Exploratóriae Descritiva: Visando
análise profunda de práticas,
políticas e contextos sociais
relacionados à gestão dos RCC.
BASES DE DADOS: SCIELO, GOOGLE
SCHOLAR, CAPES PERIÓDICOS.
Documentos Institucionais:
ABRELPE, IBGE, CONAMA, Ministério
do Meio Ambiente.
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO:
Relevância técnica, disponibilidade
de dados e potencial de
replicabilidade.
ASPECTOS ANALISADOS:
Taxa de reaproveitamento, custo-
benefício, impacto ambiental e
aceitação social.
POTENCIAL E LIMITAÇÕESDO REAPROVEITAMENTO
VIABILIDADE TÉCNICA DO REAPROVEITAMENTO:
Uso de RCC reciclado para agregados, pavimentação, concreto não estrutural,
etc.
DESAFIOS PARA A ADOÇÃO EM LARGA ESCALA:
Falta de infraestrutura adequada, logística integrada e capacitação técnica.
Resistência à utilização de materiais reciclados por parte dos profissionais do
setor.
O PAPEL DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO
Formação como eixo estratégico:
Necessidade de incluir conteúdos sobre gestão de resíduos e economia circular
nos cursos técnicos e superiores.
25.
LOGÍSTICA REVERSA COMOCHAVE PARA O SUCESSO
Sem um sistema logístico funcional, os resíduos continuarão sendo descartados
inadequadamente.
SUSTENTABILIDADE COMO OBRIGAÇÃO
O reaproveitamento de RCC não é mais um diferencial, mas uma
responsabilidade ética, legal e ambiental.
26.
ASSIS, M. L.(2015). Gestão sustentável de resíduos sólidos na construção civil. São Paulo: Editora Técnica.
MANNARINO, L. (2016). Sustentabilidade na construção civil: impactos ambientais e soluções viáveis. São Paulo:
Editora Universitária.
VASCONCELOS, L. (2017). A sustentabilidade na construção civil: desafios e oportunidades. São Paulo: Editora FGV.
VIEIRA, L. (2015). Impactos ambientais da construção civil no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Ambiental.
ABRELPE (2013). Panorama dos resíduos sólidos no Brasil. São Paulo: Associação Brasileira de Empresas de Limpeza
Pública e Resíduos Especiais.
ASSIS, F. (2015). Construção civil e economia circular: Perspectivas e desafios. São Paulo: Editora Sustentável.
JAMES, P. & SMITH, A. (2018). Environmental impact of construction: A global overview. International Journal of
Construction and the Environment, 9(3), 45-59.
JOHN, D. (2000). The impact of waste in the construction industry. Journal of Construction Engineering, 7(2), 102-
110.
MARTINS, R. (2019). Gestão de resíduos na construção civil e suas implicações socioambientais. Rio de Janeiro:
Editora Ambiental.
VILHA, D. (2014). Tecnologias e inovações na gestão de resíduos de construção. Porto Alegre: Editora Universitária.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS