DESCARTE DE RESÍDUOS SÓLIDOS DA
CONSTRUÇÃO CIVIL: ESTRATÉGIAS DE
REAPROVEITAMENTO
L U I Z P E D R O S O D O S S A N T O S
M I N I ST É R IO DA E D U CAÇÃO
S E C R E TA R I A D E E D U CAÇÃO P R O F I S S IO N A L E
T E C N O LÓ G ICA
I N ST I T U TO F E D E R A L D E E D U CAÇÃO , CI Ê N CI A E T E C N O LO G I A
DI R E TO R I A D E E N S I N O D E G R A D U AÇÃO
C U R S O D E T E C N O LO G I A E M S A N E A M E N TO A M B I E N TA L
P R O F . D R . W L A DI M I R F E R R E I R A PA R E N T E
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO_______________________________________________________________3
PROBLEMA DA PESQUISA __________________________________________________5
OBJETIVOS __________________________________________________________________6
JUSTIFICATIVA ______________________________________________________________7
REFERENCIAL TEORICO ____________________________________________________8
RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) ____________________9
IMPACTOS AMBIENTAIS DO DESCARTE IRREGULAR ____________________12
SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR NA CONSTRUÇÃO CIVIL 15
EXPERIÊNCIA EM CAMPO __________________________________________________19
METODOLOGIA _____________________________________________________________22
CONCLUSÃO _______________________________________________________________23
INTRODUÇÃO
Construção civil: Pilar do desenvolvimento
urbano e econômico, especialmente em
países emergentes como o Brasil.
Resíduos sólidos da construção civil (RCC):
Um dos maiores geradores de resíduos
urbanos (cerca de 30% no Brasil - ABRELPE,
2013).
Degradação do solo
Contaminação de corpos
hídricos
Aumento de áreas de risco
(ex: enchentes)
Problemas ambientais
gerados pelo mau
gerenciamento:
Desafios no Brasil:
Falta de políticas públicas eficazes
Baixa fiscalização e falta de cultura ambiental no setor.
Legislação existente: Resolução CONAMA nº 307/2002, mas com
lacunas na prática.
Necessidade de uma mudança de paradigma:
Economia circular: Reaproveitamento dos RCC, transformando
resíduos em novos insumos.
Benefícios: Redução de custos, menos resíduos em aterros e
geração de empregos no setor de reciclagem.
Problema da Pesquisa
1. 2.
Desafio crescente na
gestão de resíduos da
construção civil:
Questão central:
Falta de práticas eficientes e
tecnologias adequadas.
Descarte inadequado de resíduos e
seus impactos ambientais:
1.Contaminação do solo
2.Poluição da água
Como a gestão eficiente dos
resíduos sólidos pode contribuir
para a redução do impacto
ambiental e o avanço da economia
circular?
OBJETIVO GERAL:
Analisar como a gestão eficiente dos resíduos sólidos da construção civil
pode contribuir para a redução dos impactos ambientais e o avanço da
economia circular.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Identificar tipos de resíduos e suas implicações ambientais.
Analisar tecnologias e métodos de gestão para reaproveitamento.
Propor estratégias sustentáveis para gestão de resíduos.
Objetivos e Justificativa
Objetivos e Justificativa
JUSTIFICATIVA:
Pressão ambiental crescente e necessidade de adaptação do setor.
Construção civil no Brasil gera grande quantidade de resíduos.
O reaproveitamento reduz impactos ambientais, economiza recursos e
cria novas oportunidades no setor de reciclagem.
Urgência por soluções eficazes e políticas públicas para promover
reciclagem, reaproveitamento e redução de desperdícios.
REFERENCIAL TEÓRICO
1. RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO
CIVIL (RCC)
2. IMPACTOS AMBIENTAIS DO DESCARTE
IRREGULAR
3. SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR N
CONSTRUÇÃO CIVIL
4 EXPERIÊNCIA EM CAMPO
Importância global dos RCC: Um dos maiores desafios ambientais no setor da
construção civil.
COMPOSIÇÃO DOS RCC:
Concreto, tijolos, argamassa, madeira, metais, plásticos, vidros, entre
outros.
RESPONSABILIDADE NO BRASIL:
Aproximadamente 30% dos resíduos sólidos urbanos (ABRELPE, 2013).
DESAFIOS NA GESTÃO:
Heterogeneidade dos materiais dificulta a triagem e reciclagem.
Fragmentação e mistura inadequada durante a demolição.
RESÍDUOS SÓLIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
CLASSIFICAÇÃO DOS RCC:
Inertes: Concreto, cerâmica, solo (não sofrem transformação significativa).
Não inertes: Tintas, solventes, materiais contaminados (BRASIL, 2002).
LEGISLAÇÃO BRASILEIRA:
Resolução CONAMA nº 307/2002: Estabelece critérios para gestão e reaproveitamento
dos RCC.
Norma NBR 15.575 da ABNT: Define parâmetros para reutilização segura de materiais
reciclados.
TECNOLOGIAS DE REAPROVEITAMENTO:
Britagem de RCC: Produção de agregados reciclados para substituir materiais naturais.
RESÍDUOS SÓLIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
DESAFIOS PARA O REAPROVEITAMENTO:
Falta de infraestrutura adequada
Ausência de incentivos econômicos
Baixa conscientização e resistência cultural (MARTINS, 2019)
IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA:
Coleta, transporte e triagem eficientes para evitar contaminação cruzada
(VASCONCELOS, 2017).
NECESSIDADE DE CONSCIENTIZAÇÃO NO SETOR:
Formação de uma cultura ambiental com foco na segregação na fonte e
reaproveitamento (MARTINS, 2019).
I M P A C T O S A M B I E N T A I S D O
D E S C A R T E I R R E G U L A R D E R C C
CONTAMINAÇÃO DO SOLO:
Resíduos como tintas, solventes e argamassas podem infiltrar substâncias tóxicas,
comprometendo a fertilidade e alterando a composição química do solo (MARTINS,
2019).
POLUIÇÃO DA ÁGUA:
Lixiviados gerados pela chuva podem contaminar águas superficiais e
subterrâneas, afetando fauna aquática e abastecimento humano (VASCONCELOS,
2017).
POLUIÇÃO DO AR:
Liberação de partículas de poeira e gases nocivos pela decomposição de resíduos
orgânicos (JAMES; SMITH, 2018).
Impactos Ambientais do Descarte Irregular de RCC
OCUPAÇÃO DESORDENADA E RISCO À SAÚDE PÚBLICA:
Uso de terrenos baldios como lixões clandestinos, aumento de vetores de
doenças (ratos, mosquitos, etc.) e proliferação de doenças (MARTINS, 2019).
IMPACTOS NA INFRAESTRUTURA URBANA:
Obstrução de sistemas de drenagem, favorecendo enchentes e alagamentos
em áreas vulneráveis (VASCONCELOS, 2017).
IMPACTOS ECOLÓGICOS E CLIMÁTICOS:
Perda de biodiversidade local e emissão de gases de efeito estufa (GEE), como o
metano, durante a decomposição de resíduos orgânicos (JAMES; SMITH, 2018).
Impactos Ambientais do Descarte Irregular de RCC
S U S T E N T A B I L I D A D E E E C O N O M I A
C I R C U L A R N A C O N S T R U Ç Ã O C I V I L
SUSTENTABILIDADE NO SETOR:
Envolve a minimização do consumo de recursos, eficiência energética e redução de
impactos ambientais ao longo do ciclo de vida das edificações (MANNARINO, 2016).
ECONOMIA CIRCULAR:
Modelo alternativo ao linear, focado na reutilização, reciclagem e valorização de
materiais (ASSIS, 2015).
Objetivo: manter recursos em circulação pelo maior tempo possível, reduzindo a
extração de matérias-primas e a demanda por aterros (VASCONCELOS, 2017).
SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR NA
CONSTRUÇÃO CIVIL
BENEFÍCIOS ECONÔMICOS:
Redução de custos com materiais e destinação de resíduos.
Criação de novos mercados e oportunidades de negócios (MARTINS, 2019).
TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS:
Reciclagem de concreto, uso de resíduos industriais e construção modular.
Tecnologias digitais (ex. BIM) para otimização do uso de materiais e gestão de
resíduos (VILHA, 2014).
SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR NA
CONSTRUÇÃO CIVIL
CERTIFICAÇÕES AMBIENTAIS:
Programas como LEED e AQUA incentivam práticas sustentáveis e a economia
circular, com critérios que promovem o uso eficiente de recursos e gestão de
resíduos (VILHA, 2014).
INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS:
Desenvolvimento de materiais como concreto reciclado e tintas com compostos
menos tóxicos (MARTINS, 2019).
SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR NA
CONSTRUÇÃO CIVIL
E X P E R I Ê N C I A E M C A M P O
OBJETIVO DA VISITA:
Compreender na prática os desafios e oportunidades relacionados à gestão de
resíduos da construção civil (RCC).
EXPERIÊNCIA EM CAMPO
VOLUME E MISTURA DE RESÍDUOS:
Grande quantidade de resíduos de diferentes tipos (concreto, tijolos, madeira,
plásticos, etc.).
Resíduos misturados dificultando a separação e o reaproveitamento eficiente.
ECONOMIA CIRCULAR INICIADA:
Resíduos inertes (blocos de concreto, cerâmica) destinados à britagem e
reutilização em pavimentação e concreto não estrutural.
INTERESSE POR MELHORIA:
Abertura da empresa para parcerias com cooperativas e instituições de ensino
para capacitação e inovação.
FALTA DE APOIO PÚBLICO:
Ausência de incentivo financeiro, técnico ou fiscal para investimentos em
tecnologias mais eficientes e capacitação.
EXPERIÊNCIA EM CAMPO
METODOLOGIA
NATUREZA DA PESQUISA:
Exploratória e Descritiva: Visando
análise profunda de práticas,
políticas e contextos sociais
relacionados à gestão dos RCC.
BASES DE DADOS: SCIELO, GOOGLE
SCHOLAR, CAPES PERIÓDICOS.
Documentos Institucionais:
ABRELPE, IBGE, CONAMA, Ministério
do Meio Ambiente.
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO:
Relevância técnica, disponibilidade
de dados e potencial de
replicabilidade.
ASPECTOS ANALISADOS:
Taxa de reaproveitamento, custo-
benefício, impacto ambiental e
aceitação social.
C O N S I D E R A Ç Õ E S F I N A I S
POTENCIAL E LIMITAÇÕES DO REAPROVEITAMENTO
VIABILIDADE TÉCNICA DO REAPROVEITAMENTO:
Uso de RCC reciclado para agregados, pavimentação, concreto não estrutural,
etc.
DESAFIOS PARA A ADOÇÃO EM LARGA ESCALA:
Falta de infraestrutura adequada, logística integrada e capacitação técnica.
Resistência à utilização de materiais reciclados por parte dos profissionais do
setor.
O PAPEL DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO
Formação como eixo estratégico:
Necessidade de incluir conteúdos sobre gestão de resíduos e economia circular
nos cursos técnicos e superiores.
LOGÍSTICA REVERSA COMO CHAVE PARA O SUCESSO
Sem um sistema logístico funcional, os resíduos continuarão sendo descartados
inadequadamente.
SUSTENTABILIDADE COMO OBRIGAÇÃO
O reaproveitamento de RCC não é mais um diferencial, mas uma
responsabilidade ética, legal e ambiental.
ASSIS, M. L. (2015). Gestão sustentável de resíduos sólidos na construção civil. São Paulo: Editora Técnica.
MANNARINO, L. (2016). Sustentabilidade na construção civil: impactos ambientais e soluções viáveis. São Paulo:
Editora Universitária.
VASCONCELOS, L. (2017). A sustentabilidade na construção civil: desafios e oportunidades. São Paulo: Editora FGV.
VIEIRA, L. (2015). Impactos ambientais da construção civil no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Ambiental.
ABRELPE (2013). Panorama dos resíduos sólidos no Brasil. São Paulo: Associação Brasileira de Empresas de Limpeza
Pública e Resíduos Especiais.
ASSIS, F. (2015). Construção civil e economia circular: Perspectivas e desafios. São Paulo: Editora Sustentável.
JAMES, P. & SMITH, A. (2018). Environmental impact of construction: A global overview. International Journal of
Construction and the Environment, 9(3), 45-59.
JOHN, D. (2000). The impact of waste in the construction industry. Journal of Construction Engineering, 7(2), 102-
110.
MARTINS, R. (2019). Gestão de resíduos na construção civil e suas implicações socioambientais. Rio de Janeiro:
Editora Ambiental.
VILHA, D. (2014). Tecnologias e inovações na gestão de resíduos de construção. Porto Alegre: Editora Universitária.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Descarte de Resíduos Sólidos da Construção Civil

  • 1.
    DESCARTE DE RESÍDUOSSÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL: ESTRATÉGIAS DE REAPROVEITAMENTO L U I Z P E D R O S O D O S S A N T O S M I N I ST É R IO DA E D U CAÇÃO S E C R E TA R I A D E E D U CAÇÃO P R O F I S S IO N A L E T E C N O LÓ G ICA I N ST I T U TO F E D E R A L D E E D U CAÇÃO , CI Ê N CI A E T E C N O LO G I A DI R E TO R I A D E E N S I N O D E G R A D U AÇÃO C U R S O D E T E C N O LO G I A E M S A N E A M E N TO A M B I E N TA L P R O F . D R . W L A DI M I R F E R R E I R A PA R E N T E
  • 2.
    SUMÁRIO INTRODUÇÃO_______________________________________________________________3 PROBLEMA DA PESQUISA__________________________________________________5 OBJETIVOS __________________________________________________________________6 JUSTIFICATIVA ______________________________________________________________7 REFERENCIAL TEORICO ____________________________________________________8 RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) ____________________9 IMPACTOS AMBIENTAIS DO DESCARTE IRREGULAR ____________________12 SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR NA CONSTRUÇÃO CIVIL 15 EXPERIÊNCIA EM CAMPO __________________________________________________19 METODOLOGIA _____________________________________________________________22 CONCLUSÃO _______________________________________________________________23
  • 3.
    INTRODUÇÃO Construção civil: Pilardo desenvolvimento urbano e econômico, especialmente em países emergentes como o Brasil. Resíduos sólidos da construção civil (RCC): Um dos maiores geradores de resíduos urbanos (cerca de 30% no Brasil - ABRELPE, 2013). Degradação do solo Contaminação de corpos hídricos Aumento de áreas de risco (ex: enchentes) Problemas ambientais gerados pelo mau gerenciamento:
  • 4.
    Desafios no Brasil: Faltade políticas públicas eficazes Baixa fiscalização e falta de cultura ambiental no setor. Legislação existente: Resolução CONAMA nº 307/2002, mas com lacunas na prática. Necessidade de uma mudança de paradigma: Economia circular: Reaproveitamento dos RCC, transformando resíduos em novos insumos. Benefícios: Redução de custos, menos resíduos em aterros e geração de empregos no setor de reciclagem.
  • 5.
    Problema da Pesquisa 1.2. Desafio crescente na gestão de resíduos da construção civil: Questão central: Falta de práticas eficientes e tecnologias adequadas. Descarte inadequado de resíduos e seus impactos ambientais: 1.Contaminação do solo 2.Poluição da água Como a gestão eficiente dos resíduos sólidos pode contribuir para a redução do impacto ambiental e o avanço da economia circular?
  • 6.
    OBJETIVO GERAL: Analisar comoa gestão eficiente dos resíduos sólidos da construção civil pode contribuir para a redução dos impactos ambientais e o avanço da economia circular. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Identificar tipos de resíduos e suas implicações ambientais. Analisar tecnologias e métodos de gestão para reaproveitamento. Propor estratégias sustentáveis para gestão de resíduos. Objetivos e Justificativa
  • 7.
    Objetivos e Justificativa JUSTIFICATIVA: Pressãoambiental crescente e necessidade de adaptação do setor. Construção civil no Brasil gera grande quantidade de resíduos. O reaproveitamento reduz impactos ambientais, economiza recursos e cria novas oportunidades no setor de reciclagem. Urgência por soluções eficazes e políticas públicas para promover reciclagem, reaproveitamento e redução de desperdícios.
  • 8.
    REFERENCIAL TEÓRICO 1. RESÍDUOSSÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL (RCC) 2. IMPACTOS AMBIENTAIS DO DESCARTE IRREGULAR 3. SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR N CONSTRUÇÃO CIVIL 4 EXPERIÊNCIA EM CAMPO
  • 9.
    Importância global dosRCC: Um dos maiores desafios ambientais no setor da construção civil. COMPOSIÇÃO DOS RCC: Concreto, tijolos, argamassa, madeira, metais, plásticos, vidros, entre outros. RESPONSABILIDADE NO BRASIL: Aproximadamente 30% dos resíduos sólidos urbanos (ABRELPE, 2013). DESAFIOS NA GESTÃO: Heterogeneidade dos materiais dificulta a triagem e reciclagem. Fragmentação e mistura inadequada durante a demolição. RESÍDUOS SÓLIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
  • 10.
    CLASSIFICAÇÃO DOS RCC: Inertes:Concreto, cerâmica, solo (não sofrem transformação significativa). Não inertes: Tintas, solventes, materiais contaminados (BRASIL, 2002). LEGISLAÇÃO BRASILEIRA: Resolução CONAMA nº 307/2002: Estabelece critérios para gestão e reaproveitamento dos RCC. Norma NBR 15.575 da ABNT: Define parâmetros para reutilização segura de materiais reciclados. TECNOLOGIAS DE REAPROVEITAMENTO: Britagem de RCC: Produção de agregados reciclados para substituir materiais naturais. RESÍDUOS SÓLIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
  • 11.
    DESAFIOS PARA OREAPROVEITAMENTO: Falta de infraestrutura adequada Ausência de incentivos econômicos Baixa conscientização e resistência cultural (MARTINS, 2019) IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA: Coleta, transporte e triagem eficientes para evitar contaminação cruzada (VASCONCELOS, 2017). NECESSIDADE DE CONSCIENTIZAÇÃO NO SETOR: Formação de uma cultura ambiental com foco na segregação na fonte e reaproveitamento (MARTINS, 2019).
  • 12.
    I M PA C T O S A M B I E N T A I S D O D E S C A R T E I R R E G U L A R D E R C C
  • 13.
    CONTAMINAÇÃO DO SOLO: Resíduoscomo tintas, solventes e argamassas podem infiltrar substâncias tóxicas, comprometendo a fertilidade e alterando a composição química do solo (MARTINS, 2019). POLUIÇÃO DA ÁGUA: Lixiviados gerados pela chuva podem contaminar águas superficiais e subterrâneas, afetando fauna aquática e abastecimento humano (VASCONCELOS, 2017). POLUIÇÃO DO AR: Liberação de partículas de poeira e gases nocivos pela decomposição de resíduos orgânicos (JAMES; SMITH, 2018). Impactos Ambientais do Descarte Irregular de RCC
  • 14.
    OCUPAÇÃO DESORDENADA ERISCO À SAÚDE PÚBLICA: Uso de terrenos baldios como lixões clandestinos, aumento de vetores de doenças (ratos, mosquitos, etc.) e proliferação de doenças (MARTINS, 2019). IMPACTOS NA INFRAESTRUTURA URBANA: Obstrução de sistemas de drenagem, favorecendo enchentes e alagamentos em áreas vulneráveis (VASCONCELOS, 2017). IMPACTOS ECOLÓGICOS E CLIMÁTICOS: Perda de biodiversidade local e emissão de gases de efeito estufa (GEE), como o metano, durante a decomposição de resíduos orgânicos (JAMES; SMITH, 2018). Impactos Ambientais do Descarte Irregular de RCC
  • 15.
    S U ST E N T A B I L I D A D E E E C O N O M I A C I R C U L A R N A C O N S T R U Ç Ã O C I V I L
  • 16.
    SUSTENTABILIDADE NO SETOR: Envolvea minimização do consumo de recursos, eficiência energética e redução de impactos ambientais ao longo do ciclo de vida das edificações (MANNARINO, 2016). ECONOMIA CIRCULAR: Modelo alternativo ao linear, focado na reutilização, reciclagem e valorização de materiais (ASSIS, 2015). Objetivo: manter recursos em circulação pelo maior tempo possível, reduzindo a extração de matérias-primas e a demanda por aterros (VASCONCELOS, 2017). SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR NA CONSTRUÇÃO CIVIL
  • 17.
    BENEFÍCIOS ECONÔMICOS: Redução decustos com materiais e destinação de resíduos. Criação de novos mercados e oportunidades de negócios (MARTINS, 2019). TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS: Reciclagem de concreto, uso de resíduos industriais e construção modular. Tecnologias digitais (ex. BIM) para otimização do uso de materiais e gestão de resíduos (VILHA, 2014). SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR NA CONSTRUÇÃO CIVIL
  • 18.
    CERTIFICAÇÕES AMBIENTAIS: Programas comoLEED e AQUA incentivam práticas sustentáveis e a economia circular, com critérios que promovem o uso eficiente de recursos e gestão de resíduos (VILHA, 2014). INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS: Desenvolvimento de materiais como concreto reciclado e tintas com compostos menos tóxicos (MARTINS, 2019). SUSTENTABILIDADE E ECONOMIA CIRCULAR NA CONSTRUÇÃO CIVIL
  • 19.
    E X PE R I Ê N C I A E M C A M P O
  • 20.
    OBJETIVO DA VISITA: Compreenderna prática os desafios e oportunidades relacionados à gestão de resíduos da construção civil (RCC). EXPERIÊNCIA EM CAMPO VOLUME E MISTURA DE RESÍDUOS: Grande quantidade de resíduos de diferentes tipos (concreto, tijolos, madeira, plásticos, etc.). Resíduos misturados dificultando a separação e o reaproveitamento eficiente.
  • 21.
    ECONOMIA CIRCULAR INICIADA: Resíduosinertes (blocos de concreto, cerâmica) destinados à britagem e reutilização em pavimentação e concreto não estrutural. INTERESSE POR MELHORIA: Abertura da empresa para parcerias com cooperativas e instituições de ensino para capacitação e inovação. FALTA DE APOIO PÚBLICO: Ausência de incentivo financeiro, técnico ou fiscal para investimentos em tecnologias mais eficientes e capacitação. EXPERIÊNCIA EM CAMPO
  • 22.
    METODOLOGIA NATUREZA DA PESQUISA: Exploratóriae Descritiva: Visando análise profunda de práticas, políticas e contextos sociais relacionados à gestão dos RCC. BASES DE DADOS: SCIELO, GOOGLE SCHOLAR, CAPES PERIÓDICOS. Documentos Institucionais: ABRELPE, IBGE, CONAMA, Ministério do Meio Ambiente. CRITÉRIOS DE SELEÇÃO: Relevância técnica, disponibilidade de dados e potencial de replicabilidade. ASPECTOS ANALISADOS: Taxa de reaproveitamento, custo- benefício, impacto ambiental e aceitação social.
  • 23.
    C O NS I D E R A Ç Õ E S F I N A I S
  • 24.
    POTENCIAL E LIMITAÇÕESDO REAPROVEITAMENTO VIABILIDADE TÉCNICA DO REAPROVEITAMENTO: Uso de RCC reciclado para agregados, pavimentação, concreto não estrutural, etc. DESAFIOS PARA A ADOÇÃO EM LARGA ESCALA: Falta de infraestrutura adequada, logística integrada e capacitação técnica. Resistência à utilização de materiais reciclados por parte dos profissionais do setor. O PAPEL DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL E EDUCAÇÃO Formação como eixo estratégico: Necessidade de incluir conteúdos sobre gestão de resíduos e economia circular nos cursos técnicos e superiores.
  • 25.
    LOGÍSTICA REVERSA COMOCHAVE PARA O SUCESSO Sem um sistema logístico funcional, os resíduos continuarão sendo descartados inadequadamente. SUSTENTABILIDADE COMO OBRIGAÇÃO O reaproveitamento de RCC não é mais um diferencial, mas uma responsabilidade ética, legal e ambiental.
  • 26.
    ASSIS, M. L.(2015). Gestão sustentável de resíduos sólidos na construção civil. São Paulo: Editora Técnica. MANNARINO, L. (2016). Sustentabilidade na construção civil: impactos ambientais e soluções viáveis. São Paulo: Editora Universitária. VASCONCELOS, L. (2017). A sustentabilidade na construção civil: desafios e oportunidades. São Paulo: Editora FGV. VIEIRA, L. (2015). Impactos ambientais da construção civil no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Ambiental. ABRELPE (2013). Panorama dos resíduos sólidos no Brasil. São Paulo: Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais. ASSIS, F. (2015). Construção civil e economia circular: Perspectivas e desafios. São Paulo: Editora Sustentável. JAMES, P. & SMITH, A. (2018). Environmental impact of construction: A global overview. International Journal of Construction and the Environment, 9(3), 45-59. JOHN, D. (2000). The impact of waste in the construction industry. Journal of Construction Engineering, 7(2), 102- 110. MARTINS, R. (2019). Gestão de resíduos na construção civil e suas implicações socioambientais. Rio de Janeiro: Editora Ambiental. VILHA, D. (2014). Tecnologias e inovações na gestão de resíduos de construção. Porto Alegre: Editora Universitária. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS