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Alex Sander
Estrutura do capítulo
Introdução (vs 1-2) e conclusão (v 27) claramente demarcados;
Revelação em três partes importantes:
Visão, vs 3-12;
Audição, vs 13-14;
Explicação da visão por Gabriel, vs 15-26;
Alex Sander
Revelação em três partes importantes
1. Visão, vs 3-12
• Um carneiro e suas atividades, vs 3-4;
• Um bode e suas atividades, vs 5-8, e;
• Um chifre pequeno, vs 9-12:
• Sua origem, v 9a;
• Sua expansão, 9b, e;
• Atividades, vs 10-12;
2. Audição, vs 13-14:
• Assinalada pela palavras introdutórias: “e ouvi”. Introduz um diálogo
pergunta-resposta dos seres celestiais;
3. Explicação, vs 15-26:
• Explicação parcial do conteúdo:
• Visão hazon;
• Visão mareh;
Alex Sander
Introdução (vs 1-2)
• Cidadela de Susã;
370km a Leste de Babilonia, se tornaria mais tarde uma das capitais mais ricas dos
reinos Persas. Onde guardavam todos os seus tesouros.
• Rio Ulai;
Talvez até um canal, como indicado com termo dual hebraico ubal (Dn 8:2), um canal
já sugere prosperidade, no mundo babilônico, os canais serviam como base para uma
agricultura próspera e abundante.
Paulo
Visão – Carneiro e Bode
Oliveira (2013), comenta que o santuário é o pano de fundo aqui, visto que os
animais mencionados faziam parte do ritual de perdão e purificação (Lv 16:5).
O capitulo apresenta o que Doukhan (2008, p.121) chama de Guerra do
Yom Kippur, uma guerra que, diferente do que sucedeu aos israelitas em 1973,
transcende os limites históricos e geográficos de Israel. Essa guerra do Yom Kippur
relatada no livro de Daniel ocorre em uma escala cósmica.
Paulo
Visão – Carneiro e Bode
Relação entre Daniel 7 e Daniel 8
Ligação entre as duas profecias envolvendo as identidades históricas de suas
figuras proféticas.
No capítulo 7 os animais não foram identificados na interpretação. Com
exceção do primeiro animal cujo correspondente se encontra no capítulo 2.
Impérios que sucederam Babilônia informados pela história
Medo-Pérsia 538-331 a.C Grécia 331-168 a.C Roma 168-476 d.C.
Paulo
Visão – Carneiro e Bode
Urso Carneiro
• Assimétrico (Ergue-se sobre um dos
lados) – 7:5a
• 3 costelas na boca – 7:5b
• O Leopardo sucedeu o urso – 7:6a
• 4 Asas de ave nas costas – 7:6b
• 4 cabeças – 7:6c
• Dois chifres desiguais (Um chifre
surgiu por último) – 8:
• Marradas em 3 direções de
conquista – 8:4a
• Bode sucede o carneiro – 8:5a
• Flutuava sobre a face da terra sem
tocar no chão – 8:5b
• Surgem da cabeça quatro chifres
quando o principal foi quebrado –
8:8.
Leopardo Bode
(Shea 2009 p. 149).
Paulo
Visão – Carneiro e Bode
Correlação de símbolos e identificações
Daniel 2 Daniel 7 Daniel 8
Babilônia Ouro Leão
Medo-Pérsia Prata Urso Cordeiro
Grécia Bronze Leopardo Bode
Roma Ferro Não identificado Chifre
(Shea 2009 p. 149).
Renato
Visão – Chifre pequeno
Origem e Expansão.
Difere do capitulo 7 quanto a origem. “Diferentemente do chifre pequeno do capitulo
7, que surge de um dos quatro animais, o chifre pequeno do capitulo 8 se ergue de um
dos quatro ventos do céu (Dn 8:8) ”. (Doukhan 2017 p. 129).
Por conta disso somos levados ao capitulo 7:2 onde temos a expressão: “O mar é
agitado pelos quatro ventos do céu (Dn 7:2). O chifre pequeno, então, teria surgido de
um daqueles ventos e não de um dos chifres, como algumas traduções parecem
indicar”. (Doukhan 2017 p. 129).
Renato
Visão – Chifre pequeno
Outro ponto é que:
“a expressão hebraica traduzida como “ de um deles” (Dn8:9) deve, na verdade, ser lida
como “de uma [feminino] deles [masculino]”, sugerindo uma ligação com a expressão
anterior: “os quatro ventos [feminino, no original] do céu [masculino]”. (Doukhan 2017 p.
1290). Em poesia hebraica é conhecido como paralelismo gramatical com aliteração de ‘t’ e
‘m’.
Ventos (F) do céu (M): ruhot hashamaim
De uma (F) deles (M): ahat mehem (v. 8,9).
“Por meio de um dos quatro ventos, Daniel faz alusão aos quatro animais. Ao mencionar que
o chifre veio de um dos ventos, está indicando que ele se origina em um dos animais”.
(Doukhan 2017 p. 129). Intencionalmente Daniel não faz menção aos animais tendo por
objetivo manter atenção do leitor no carneiro e no bode.
Renato
Visão – Chifre pequeno
Assim “como no capitulo 7, o chifre pequeno sucede o reino dos animais e permanece até o
fim como o único poder”. (Doukhan 2017 p. 129).
Ainda sobre a origem do chifre pequeno em Daniel 8: “No capitulo 8, o chifre pequeno
aparece na cena de ação depois dos quatro chifres terem surgido na cabeça do bode da
Grécia. Esses representavam as divisões que os quatro generais de Alexandre fizeram do
império após sua morte. Colocando em termos cronológicos específicos, isso significa que o
chifre pequeno apareceria na mesma cena de ação algum momento depois de 323 a.C”.
(Shea 2009 p. 164).
Faseses de atuação: “No capitulo 8, ambas as fases da atividade romana estão representadas
sob esse símbolo chifre pequeno. A fase imperial e mencionada em sua extensão politica e
militar em direção ao Oriente Médio – o leste, o sul e a terra gloriosa. Sua fase religiosa é
evidenciada pela natureza especificamente religiosa das atividades que se seguem depois (v.
10-12). (Shea 2009 p. 165).
Renato
Visão – Chifre pequeno
“O chifre pequeno do capitulo 8 tem duas fases no seu cumprimento histórico. Muito
embora ele simbolize essas duas fases, elas pertencem na verdade a um poder: Roma
(pagã e papal)”. (Shea 2009 p. 166).
Sobre a extensão do chifre pequeno é dito “o chifre pequeno se exalta (gadal) em
direção ao sul, leste, e a terra gloriosa (ou palestina). A preposição “para” (el) é
empregada para essas três direções horizontais (v.9). Então o chifre pequeno se
engrandece (gadal novamente) em direção ao céu”. (Shea 2009 p. 168).
Outro detalhe em relação ao santuário é que “a referência aos quatro chifres
apontando para os quatro ventos a fim de simbolizar a fragmentação do segundo
império mundial mencionado alude as imagens do altar. Essa referência aos quatro
chifres naturalmente teria trazido a mente de um antigo israelita imagens ou figuras
extraídas dos quatro chifres dos altares do santuário (Ex 27: ; 30:2)”. (Shea 2009 p.
169).
Camilla
Visão – Chifre pequeno
Verso Atividade Significado
10 Cresceu até atingir o exército dos Céus;
Lançou por terra as estrelas e as pisou;
DOUKHAN, 2018, p. 128:
A tentativa de usurpar o lugar de Deus;
Como no capítulo 7, esse poder também persegue os
santos (Dn 8:24).
MUELLER, 2018:
Pisou: se refere a fúria com que Roma perseguiu ao
povo de Deus.
Camilla
Visão – Chifre pequeno
Verso Atividade Significado
11 Tirou do
Príncipe do
exército o
sacrifício
diário;
DMUELLER, 2018:
• O “chifre da pequenez” em Daniel 8 representa Roma pagã e papal. O verso 9 que lida com
sua dimensão terrena e aponta mais para Roma pagã, enquanto que a dimensão celestial dos versos
10-14 se refere à Roma papal.
RODRÍGUEZ, 2018:
• tamid - Como um advérbio: "sempre", "diário", "continuamente";
• Daniel usou como substantivo (tem artigo): Pode ser traduzido como “o contínuo”;
• Utilizar o termo tamid para “sacrifício diário” é arbitrário, porque no contexto do santuário o
termo é empregado em conexão com uma multiplicidade de atividades sacerdotais, não
exclusivamente uma delas.
DOUKHAN, 2018, p. 128:
• Sacrifício perpétuo. Simbolizava a presença fiel de Deus entre o Seu povo.
Para Rodríguez e Doukhan é um equívoco pensar que o texto refere-se a Cristo que foi crucificado pela
autoridade de Roma (pagã).
Camilla
Audição – 2.300 tardes e manhãs
Verso Atividade Significado
11b O lugar do seu santuário foi deitado
abaixo;
Ao tomar o sacrifício diário, o chifre se coloca no
lugar de Deus na experiência religiosa
(DOUKHAN, 2018, p. 128).
12b Deitou por terra a verdade e o que
fez prosperou.
emeth: Verdade (sinônimo de lei).
Tudo o que está de acordo com a lei.
Despreza a lei (DOUKHAN, 2018, p. 128).
Breno
Audição – 2.300 tardes e manhãs
“O que Daniel não entende é exatamente o momento do tempo do fim” (Doukhan
2017 p. 136).
Breno
Audição – 2.300 tardes e manhãs
Interpretando com 1150 dias
Alguns comentaristas tem interpretado as 2300 tardes e manhãs como sendo apenas
1150 dias (literais). Eles explicam que assim procederam tendo em vista harmonizar
este período, tanto quanto possível, com os três anos e dez dias durante os quais o
templo de Jerusalém foi profanado por Antioco Epifanio, e eles assumem que a frase
‘tardes e manhas’ seja uma expressão idiomática abreviada que se refere aos
sacrifícios matutinos e vespertinos, interrompido por determinação de Antioco
Epifânio. (Maxwell 2009 p. 182).
Breno
Audição – 2.300 tardes e manhãs
Ocorreu entre 168 a.C. a 165 a.C.
No Santuário eram realizados 2 (dois) sacrifícios diários, um de manhã e outro à tarde.
Para sabermos a quantidade de dias, basta dividirmos 2300 sacrifícios por 2, cujo
resultado dá 1.150 dias literais. O início da contagem dos 1.150 dias deu-se com o decreto
emitido por Antíoco Epifanes IV, descrito em I Macabeus 1:41, que ocorreu em 25 de
outubro de 168 a.C, data esta confirmada pela história por Braley “A Negleted Era”. Em
seguida ocorreu a invasão e profanação do Santuário em 15 de Quisleu de 145 (ano
selêucida), que corresponde a 10 de dezembro de 168 a.C. do calendário Juliano,
conforme registrado por Judas Macabeus em I Macabeus 1:37-54, com a introdução da
abominação desoladora sobre o altar dos holocaustos, ou seja, a ereção do altar do deus
pagão Zeus ou Júpiter. Em 25 de Quisleu de 148 (ano selêucida), que corresponde a 20 de
dezembro de 165.a.C. do calendário Juliano, o templo foi purificado e reedificado ao
Senhor por Judas Macabeus, conforme I Macabeus 1:54.
Breno
Audição – 2.300 tardes e manhãs
Guilherme Milher
Jesus
Os céus
Judá
O templo de Jerusalém
O santo dos santos
A terra
Os santos ou a igreja
Breno
Audição – 2.300 tardes e manhãs
Compreendendo o texto
Daniel 8 indica que ia começar em geral durante o período persa, e Daniel 9 especificou a
data de início como 457 a.C. Se adicionarmos 2.300 tardes de manhã, ou dias, a 457 aC, a
partir da base do dia de início por ano (Ezequiel 4: 6; Números 14:34), esses 2.300 anos se
estendem 1844 AD. Desta forma, estabelecemos as datas de ambos o começo no final do
período de tempo de Daniel 8: 14. (Shea 2009 p. 186)
Erick
Explicação da visão
De acordo com (SHEA 2009 p. 185,186) “Existem duas palavras hebraicas que são
usadas para visão no livro de Daniel. Um é mareh, que se refere à aparência de um ser
pessoal em visão. Um exemplo pode ser encontrado em Daniel 10:5, onde Daniel
encontra a pessoa de Deus. Disto, ele diz: "Somente eu, Daniel, vi essa visão [mareh]"
(verso 7).
A outra palavra para "visão" em Daniel é hazon. Isso se refere a uma visão simbólica
Um exemplo disso é encontrado em Daniel 8: 1, 2, onde esta palavra é usada três vezes
para se referir à visão simbólica do carneiro, do bode e dos chifres. Em Daniel 8, ambos
os tipos de visão estão presentes.
Erick
Explicação da visão
Do versículo 1 ao versículo 12, houve um hazon, uma visão simbólica. Para os versos 13
e 14, no entanto, a visão terminou e os dois anjos aparecem, dois seres pessoais. Essa
aparência era um mareh. escrita hebraica de Daniel 8:26 deixa claro que o Capítulo 8
contém os dois tipos de visão: "A visão [mareh] da tarde e da manhã, que foi dita, é
verdadeira, e tu guarda a visão [Hazon] porque é para muitos dias ".
Erick
Explicação da visão
Hazon Mareh
Carneiro: Medo Persa (Verso 20)
Bode: Grécia (Verso 21)
Chifre Pequeno: Roma pagã e papal (23b – 25)
(Shea 2009 p. 166).
2.300 tardes e manhãs: (Verso 13-14,26)
“(SHEA 2009 p. 185) Afirma que “[...]Daniel obviamente não entende a resposta vigorosa do segundo anjo
(8:14) à questão do primeiro anjo (verso 13). O versículo 16 especificamente comissiona Gabriel para
explicar a visão a Daniel, incluindo esta troca entre os dois anjos. No entanto, quando examinamos a
explicação de Gabriel como aparece no restante do capítulo 8, vemos que ele explica virtualmente todos
os elementos da visão simbólica, exceto a declaração do anjo em relação ao tempo no versículo 14. No
versículo 26, Gabriel simplesmente assegura a Daniel que o elemento tempo é "verdadeiro".
Referências
Shea, William H. Daniel: Una guia para el estudioso /William H. Shea 1 Dirigido por Miguel A.
Valdivia- 1" ed.- Florida :Asociación Casa Editora Sudamericana, 2010.
DOUKHAN, Jacques B. Segredos de Daniel: sabedoria e sonhos de um príncipe no exilio. Trad.
Matheus Cardoso. Tatuí – SP: Casa Publicadora Brasileira, 2017.
MAXWELL, C. Mervyn. Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel. Tatuí – SP: Casa Publicadora
Brasileira, 2009.
OLIVEIRA, Arilton Cordeiro de. Daniel: segredos da profecia. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira,
2013.
ESTUDOS sobre Daniel: origem, unidade e relevância profética. Edição de Frank B. Holbrook; Tradução
de Francisco Alves de Pontes, Fernanda Caroline de Andrade Souza. Engenheiro Coelho: UNASPRESS,
2009.

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  • 1.
  • 2. Alex Sander Estrutura do capítulo Introdução (vs 1-2) e conclusão (v 27) claramente demarcados; Revelação em três partes importantes: Visão, vs 3-12; Audição, vs 13-14; Explicação da visão por Gabriel, vs 15-26;
  • 3. Alex Sander Revelação em três partes importantes 1. Visão, vs 3-12 • Um carneiro e suas atividades, vs 3-4; • Um bode e suas atividades, vs 5-8, e; • Um chifre pequeno, vs 9-12: • Sua origem, v 9a; • Sua expansão, 9b, e; • Atividades, vs 10-12; 2. Audição, vs 13-14: • Assinalada pela palavras introdutórias: “e ouvi”. Introduz um diálogo pergunta-resposta dos seres celestiais; 3. Explicação, vs 15-26: • Explicação parcial do conteúdo: • Visão hazon; • Visão mareh;
  • 4. Alex Sander Introdução (vs 1-2) • Cidadela de Susã; 370km a Leste de Babilonia, se tornaria mais tarde uma das capitais mais ricas dos reinos Persas. Onde guardavam todos os seus tesouros. • Rio Ulai; Talvez até um canal, como indicado com termo dual hebraico ubal (Dn 8:2), um canal já sugere prosperidade, no mundo babilônico, os canais serviam como base para uma agricultura próspera e abundante.
  • 5. Paulo Visão – Carneiro e Bode Oliveira (2013), comenta que o santuário é o pano de fundo aqui, visto que os animais mencionados faziam parte do ritual de perdão e purificação (Lv 16:5). O capitulo apresenta o que Doukhan (2008, p.121) chama de Guerra do Yom Kippur, uma guerra que, diferente do que sucedeu aos israelitas em 1973, transcende os limites históricos e geográficos de Israel. Essa guerra do Yom Kippur relatada no livro de Daniel ocorre em uma escala cósmica.
  • 6. Paulo Visão – Carneiro e Bode Relação entre Daniel 7 e Daniel 8 Ligação entre as duas profecias envolvendo as identidades históricas de suas figuras proféticas. No capítulo 7 os animais não foram identificados na interpretação. Com exceção do primeiro animal cujo correspondente se encontra no capítulo 2. Impérios que sucederam Babilônia informados pela história Medo-Pérsia 538-331 a.C Grécia 331-168 a.C Roma 168-476 d.C.
  • 7. Paulo Visão – Carneiro e Bode Urso Carneiro • Assimétrico (Ergue-se sobre um dos lados) – 7:5a • 3 costelas na boca – 7:5b • O Leopardo sucedeu o urso – 7:6a • 4 Asas de ave nas costas – 7:6b • 4 cabeças – 7:6c • Dois chifres desiguais (Um chifre surgiu por último) – 8: • Marradas em 3 direções de conquista – 8:4a • Bode sucede o carneiro – 8:5a • Flutuava sobre a face da terra sem tocar no chão – 8:5b • Surgem da cabeça quatro chifres quando o principal foi quebrado – 8:8. Leopardo Bode (Shea 2009 p. 149).
  • 8. Paulo Visão – Carneiro e Bode Correlação de símbolos e identificações Daniel 2 Daniel 7 Daniel 8 Babilônia Ouro Leão Medo-Pérsia Prata Urso Cordeiro Grécia Bronze Leopardo Bode Roma Ferro Não identificado Chifre (Shea 2009 p. 149).
  • 9. Renato Visão – Chifre pequeno Origem e Expansão. Difere do capitulo 7 quanto a origem. “Diferentemente do chifre pequeno do capitulo 7, que surge de um dos quatro animais, o chifre pequeno do capitulo 8 se ergue de um dos quatro ventos do céu (Dn 8:8) ”. (Doukhan 2017 p. 129). Por conta disso somos levados ao capitulo 7:2 onde temos a expressão: “O mar é agitado pelos quatro ventos do céu (Dn 7:2). O chifre pequeno, então, teria surgido de um daqueles ventos e não de um dos chifres, como algumas traduções parecem indicar”. (Doukhan 2017 p. 129).
  • 10. Renato Visão – Chifre pequeno Outro ponto é que: “a expressão hebraica traduzida como “ de um deles” (Dn8:9) deve, na verdade, ser lida como “de uma [feminino] deles [masculino]”, sugerindo uma ligação com a expressão anterior: “os quatro ventos [feminino, no original] do céu [masculino]”. (Doukhan 2017 p. 1290). Em poesia hebraica é conhecido como paralelismo gramatical com aliteração de ‘t’ e ‘m’. Ventos (F) do céu (M): ruhot hashamaim De uma (F) deles (M): ahat mehem (v. 8,9). “Por meio de um dos quatro ventos, Daniel faz alusão aos quatro animais. Ao mencionar que o chifre veio de um dos ventos, está indicando que ele se origina em um dos animais”. (Doukhan 2017 p. 129). Intencionalmente Daniel não faz menção aos animais tendo por objetivo manter atenção do leitor no carneiro e no bode.
  • 11. Renato Visão – Chifre pequeno Assim “como no capitulo 7, o chifre pequeno sucede o reino dos animais e permanece até o fim como o único poder”. (Doukhan 2017 p. 129). Ainda sobre a origem do chifre pequeno em Daniel 8: “No capitulo 8, o chifre pequeno aparece na cena de ação depois dos quatro chifres terem surgido na cabeça do bode da Grécia. Esses representavam as divisões que os quatro generais de Alexandre fizeram do império após sua morte. Colocando em termos cronológicos específicos, isso significa que o chifre pequeno apareceria na mesma cena de ação algum momento depois de 323 a.C”. (Shea 2009 p. 164). Faseses de atuação: “No capitulo 8, ambas as fases da atividade romana estão representadas sob esse símbolo chifre pequeno. A fase imperial e mencionada em sua extensão politica e militar em direção ao Oriente Médio – o leste, o sul e a terra gloriosa. Sua fase religiosa é evidenciada pela natureza especificamente religiosa das atividades que se seguem depois (v. 10-12). (Shea 2009 p. 165).
  • 12. Renato Visão – Chifre pequeno “O chifre pequeno do capitulo 8 tem duas fases no seu cumprimento histórico. Muito embora ele simbolize essas duas fases, elas pertencem na verdade a um poder: Roma (pagã e papal)”. (Shea 2009 p. 166). Sobre a extensão do chifre pequeno é dito “o chifre pequeno se exalta (gadal) em direção ao sul, leste, e a terra gloriosa (ou palestina). A preposição “para” (el) é empregada para essas três direções horizontais (v.9). Então o chifre pequeno se engrandece (gadal novamente) em direção ao céu”. (Shea 2009 p. 168). Outro detalhe em relação ao santuário é que “a referência aos quatro chifres apontando para os quatro ventos a fim de simbolizar a fragmentação do segundo império mundial mencionado alude as imagens do altar. Essa referência aos quatro chifres naturalmente teria trazido a mente de um antigo israelita imagens ou figuras extraídas dos quatro chifres dos altares do santuário (Ex 27: ; 30:2)”. (Shea 2009 p. 169).
  • 13. Camilla Visão – Chifre pequeno Verso Atividade Significado 10 Cresceu até atingir o exército dos Céus; Lançou por terra as estrelas e as pisou; DOUKHAN, 2018, p. 128: A tentativa de usurpar o lugar de Deus; Como no capítulo 7, esse poder também persegue os santos (Dn 8:24). MUELLER, 2018: Pisou: se refere a fúria com que Roma perseguiu ao povo de Deus.
  • 14. Camilla Visão – Chifre pequeno Verso Atividade Significado 11 Tirou do Príncipe do exército o sacrifício diário; DMUELLER, 2018: • O “chifre da pequenez” em Daniel 8 representa Roma pagã e papal. O verso 9 que lida com sua dimensão terrena e aponta mais para Roma pagã, enquanto que a dimensão celestial dos versos 10-14 se refere à Roma papal. RODRÍGUEZ, 2018: • tamid - Como um advérbio: "sempre", "diário", "continuamente"; • Daniel usou como substantivo (tem artigo): Pode ser traduzido como “o contínuo”; • Utilizar o termo tamid para “sacrifício diário” é arbitrário, porque no contexto do santuário o termo é empregado em conexão com uma multiplicidade de atividades sacerdotais, não exclusivamente uma delas. DOUKHAN, 2018, p. 128: • Sacrifício perpétuo. Simbolizava a presença fiel de Deus entre o Seu povo. Para Rodríguez e Doukhan é um equívoco pensar que o texto refere-se a Cristo que foi crucificado pela autoridade de Roma (pagã).
  • 15. Camilla Audição – 2.300 tardes e manhãs Verso Atividade Significado 11b O lugar do seu santuário foi deitado abaixo; Ao tomar o sacrifício diário, o chifre se coloca no lugar de Deus na experiência religiosa (DOUKHAN, 2018, p. 128). 12b Deitou por terra a verdade e o que fez prosperou. emeth: Verdade (sinônimo de lei). Tudo o que está de acordo com a lei. Despreza a lei (DOUKHAN, 2018, p. 128).
  • 16. Breno Audição – 2.300 tardes e manhãs “O que Daniel não entende é exatamente o momento do tempo do fim” (Doukhan 2017 p. 136).
  • 17. Breno Audição – 2.300 tardes e manhãs Interpretando com 1150 dias Alguns comentaristas tem interpretado as 2300 tardes e manhãs como sendo apenas 1150 dias (literais). Eles explicam que assim procederam tendo em vista harmonizar este período, tanto quanto possível, com os três anos e dez dias durante os quais o templo de Jerusalém foi profanado por Antioco Epifanio, e eles assumem que a frase ‘tardes e manhas’ seja uma expressão idiomática abreviada que se refere aos sacrifícios matutinos e vespertinos, interrompido por determinação de Antioco Epifânio. (Maxwell 2009 p. 182).
  • 18. Breno Audição – 2.300 tardes e manhãs Ocorreu entre 168 a.C. a 165 a.C. No Santuário eram realizados 2 (dois) sacrifícios diários, um de manhã e outro à tarde. Para sabermos a quantidade de dias, basta dividirmos 2300 sacrifícios por 2, cujo resultado dá 1.150 dias literais. O início da contagem dos 1.150 dias deu-se com o decreto emitido por Antíoco Epifanes IV, descrito em I Macabeus 1:41, que ocorreu em 25 de outubro de 168 a.C, data esta confirmada pela história por Braley “A Negleted Era”. Em seguida ocorreu a invasão e profanação do Santuário em 15 de Quisleu de 145 (ano selêucida), que corresponde a 10 de dezembro de 168 a.C. do calendário Juliano, conforme registrado por Judas Macabeus em I Macabeus 1:37-54, com a introdução da abominação desoladora sobre o altar dos holocaustos, ou seja, a ereção do altar do deus pagão Zeus ou Júpiter. Em 25 de Quisleu de 148 (ano selêucida), que corresponde a 20 de dezembro de 165.a.C. do calendário Juliano, o templo foi purificado e reedificado ao Senhor por Judas Macabeus, conforme I Macabeus 1:54.
  • 19. Breno Audição – 2.300 tardes e manhãs Guilherme Milher Jesus Os céus Judá O templo de Jerusalém O santo dos santos A terra Os santos ou a igreja
  • 20. Breno Audição – 2.300 tardes e manhãs Compreendendo o texto Daniel 8 indica que ia começar em geral durante o período persa, e Daniel 9 especificou a data de início como 457 a.C. Se adicionarmos 2.300 tardes de manhã, ou dias, a 457 aC, a partir da base do dia de início por ano (Ezequiel 4: 6; Números 14:34), esses 2.300 anos se estendem 1844 AD. Desta forma, estabelecemos as datas de ambos o começo no final do período de tempo de Daniel 8: 14. (Shea 2009 p. 186)
  • 21. Erick Explicação da visão De acordo com (SHEA 2009 p. 185,186) “Existem duas palavras hebraicas que são usadas para visão no livro de Daniel. Um é mareh, que se refere à aparência de um ser pessoal em visão. Um exemplo pode ser encontrado em Daniel 10:5, onde Daniel encontra a pessoa de Deus. Disto, ele diz: "Somente eu, Daniel, vi essa visão [mareh]" (verso 7). A outra palavra para "visão" em Daniel é hazon. Isso se refere a uma visão simbólica Um exemplo disso é encontrado em Daniel 8: 1, 2, onde esta palavra é usada três vezes para se referir à visão simbólica do carneiro, do bode e dos chifres. Em Daniel 8, ambos os tipos de visão estão presentes.
  • 22. Erick Explicação da visão Do versículo 1 ao versículo 12, houve um hazon, uma visão simbólica. Para os versos 13 e 14, no entanto, a visão terminou e os dois anjos aparecem, dois seres pessoais. Essa aparência era um mareh. escrita hebraica de Daniel 8:26 deixa claro que o Capítulo 8 contém os dois tipos de visão: "A visão [mareh] da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira, e tu guarda a visão [Hazon] porque é para muitos dias ".
  • 23. Erick Explicação da visão Hazon Mareh Carneiro: Medo Persa (Verso 20) Bode: Grécia (Verso 21) Chifre Pequeno: Roma pagã e papal (23b – 25) (Shea 2009 p. 166). 2.300 tardes e manhãs: (Verso 13-14,26) “(SHEA 2009 p. 185) Afirma que “[...]Daniel obviamente não entende a resposta vigorosa do segundo anjo (8:14) à questão do primeiro anjo (verso 13). O versículo 16 especificamente comissiona Gabriel para explicar a visão a Daniel, incluindo esta troca entre os dois anjos. No entanto, quando examinamos a explicação de Gabriel como aparece no restante do capítulo 8, vemos que ele explica virtualmente todos os elementos da visão simbólica, exceto a declaração do anjo em relação ao tempo no versículo 14. No versículo 26, Gabriel simplesmente assegura a Daniel que o elemento tempo é "verdadeiro".
  • 24. Referências Shea, William H. Daniel: Una guia para el estudioso /William H. Shea 1 Dirigido por Miguel A. Valdivia- 1" ed.- Florida :Asociación Casa Editora Sudamericana, 2010. DOUKHAN, Jacques B. Segredos de Daniel: sabedoria e sonhos de um príncipe no exilio. Trad. Matheus Cardoso. Tatuí – SP: Casa Publicadora Brasileira, 2017. MAXWELL, C. Mervyn. Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel. Tatuí – SP: Casa Publicadora Brasileira, 2009. OLIVEIRA, Arilton Cordeiro de. Daniel: segredos da profecia. Tatuí - SP: Casa Publicadora Brasileira, 2013. ESTUDOS sobre Daniel: origem, unidade e relevância profética. Edição de Frank B. Holbrook; Tradução de Francisco Alves de Pontes, Fernanda Caroline de Andrade Souza. Engenheiro Coelho: UNASPRESS, 2009.