John Constable
John Constable Pintor inglês ( 1776 - 1837 ) Clique
Jardim de Flores de Constable – 1815 -  Ipswich Borough Council Museums and Galleries , Ipswich, UK
Quintal de Constable – 1815 -  Ipswich Borough Council Museums and Galleries , Ipswich, UK
Parque Wivenhoe ,  1816  - National Gallery of Art, Washington,  DC, USA
O Moinho de Flatford – 1816-1817 -  Tate Gallery , Londres
John Constable, pintor romântico inglês e um dos maiores paisagistas de sempre, nasceu em East Bergholt, Suffolk, no dia 11 de Junho de 1776.  Estudou em Londres e formou-se a copiar as obras de Ruysdael, Lorrain e outros mestres. Os primeiros trabalhos revelam influência de Gainsborough e foram muitos os ensinamentos que colheu de um longo estudo da pintura de Claude, de Rubens e dos paisagistas holandeses do século XVII. Simultaneamente, não deixava de criticar a tradição prevalecente. Em 1802, ao regressar ao Suffolk, sua terra natal, escrevia a um amigo : “Há espaço bastante para uma pintura natural.” Nos anos seguintes executou centenas de quadros e desenhos, num estudo sistemático em torno da maneira de registar os diversos efeitos das variações do clima e da luz sobre o céu e os prados do vale do Stour. O rigor quase científico deste programa residia na sua convicção de que a pintura de paisagem era “um ramo da filosofia natural”, que hoje designamos por “física”.  O pai era um próspero moleiro e John trabalhou com ele durante algum tempo como aprendiz; assim, diria mais tarde que a experiência colhida nos moinhos de vento o instruira na “história natural dos céus”.
O Cavalo Branco – 1819 -  Frick Collection , New York, USA
A Catedral de Salisbúria Vista do Jardim do Bispado   – 1823 -  Victoria and Albert Museum ,  London
Tendo embora desenvolvido uma técnica de importância revolucionária, manteve-se tradicional na atitude frente à profissão. Hoje os artistas admiram tanto os seus notáveis esboços como os seus quadros de grandes dimensões; mas, para Constable, as obras de formato maior que todos os anos expunha na Academia Real constituíam o melhor da sua produção. À medida que aperfeiçoava a técnica, censuravam-lhe a espontaneidade dos esboços. Não obstante, a sua reputação foi crescendo lentamente. Constable esforçou-se por mostrar a aparência real da natureza sob o céu do seu torrão natal. A linha de influência que podemos traçar entre ele e os impressionistas franceses da segunda metade do século inicia-se com a exposição do seu quadro A Carroça de Feno no  Salon  de 1824, em Paris, tela que lhe valeu uma medalha de ouro e impressionou numerosos artistas franceses, em particular Delacroix. Decorridos vinte anos, a sua obra exerce uma influência fundamental no grupo conhecido por Escola de Barbizon, que propõe, por seu turno, um modelo de pintura ao ar livre a que os impressionistas irão beber.
A Carroça de Feno – 1823 -  National Gallery , Londres
O Campo de Trigo – 1826 -  National Gallery , Londres  Embora possa parecer-nos preocupado com o requinte nas suas obras mais famosas – como  A Carroça de Feno ou como O Campo de Trigo – (Londres, Galeria Nacional ) – é certo que, em obras mais espontâneas, como nos estudos e nos esboços, Constable revela imensa sensibilidade naturalista, liricamente pulsante; uma sensibilidade que varia no vivaz dos tons, na subtileza das relações e dos contrastes, na luminosidade transparente dos céus, com um jogo delicado de largas distensões, pinceladas enérgicas e toques fluidos. O Parque de Wivenhoe, a Catedral de Salisbúria constituem episódios de frescor revelador.
A palpitação da luz e do ambiente exteriores, a sensação quase tangível de vibração atmosférica era obtida através de uma luminosidade dispersa, de toques de cor pura e de uma modulação subtil de tons de verde. Mas os quadros de Constable encerram também uma unidade dramática de composição, nova mas inconfundível. Da sua arte disse ele um dia: “ Pintura mais não é do que outra palavra para sentimento”; dos seus temas preferidos : “Salgueiros, madeiros velhos e carcomidos, muros e vedações musgosas – como gosto de tudo isso!” e da pintura de paisagem: “O céu é o órgão mestre do sentimento.” Enfim, Constable é o pintor a quem se deve a amálgama e depuração dos diversos modos de tratar a paisagem da pintura inglesa. O seu naturalismo sincero tanto reflecte paz e serenidade como atmosferas instáveis e em mudança. O uso que faz da cor é atrevido e livre, o que provoca a admiração dos impressionistas franceses. Nas suas últimas obras, a natureza torna-se mais ameaçadora, mais romântica e está povoada de castelos e ruínas (Stonehenge, Castelo de Hadleigh, A Catedral de Salisbúria Vista do Jardim do Bispado.)  Morreu em Londres no dia 31 de Março de 1837.
Fundo musical: Prelúdio Gotas de Chuva, Frédéric Chopin ( 1810 – 1849 ) Pesquisa e produção: Anabela de Araújo e Mario Capelluto Formatação: Anabela de Araújo [email_address]   http://www.sabercultural.com
Fim Sair

Constable

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    John Constable Pintoringlês ( 1776 - 1837 ) Clique
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    Jardim de Floresde Constable – 1815 - Ipswich Borough Council Museums and Galleries , Ipswich, UK
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    Quintal de Constable– 1815 - Ipswich Borough Council Museums and Galleries , Ipswich, UK
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    Parque Wivenhoe , 1816 - National Gallery of Art, Washington, DC, USA
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    O Moinho deFlatford – 1816-1817 - Tate Gallery , Londres
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    John Constable, pintorromântico inglês e um dos maiores paisagistas de sempre, nasceu em East Bergholt, Suffolk, no dia 11 de Junho de 1776. Estudou em Londres e formou-se a copiar as obras de Ruysdael, Lorrain e outros mestres. Os primeiros trabalhos revelam influência de Gainsborough e foram muitos os ensinamentos que colheu de um longo estudo da pintura de Claude, de Rubens e dos paisagistas holandeses do século XVII. Simultaneamente, não deixava de criticar a tradição prevalecente. Em 1802, ao regressar ao Suffolk, sua terra natal, escrevia a um amigo : “Há espaço bastante para uma pintura natural.” Nos anos seguintes executou centenas de quadros e desenhos, num estudo sistemático em torno da maneira de registar os diversos efeitos das variações do clima e da luz sobre o céu e os prados do vale do Stour. O rigor quase científico deste programa residia na sua convicção de que a pintura de paisagem era “um ramo da filosofia natural”, que hoje designamos por “física”. O pai era um próspero moleiro e John trabalhou com ele durante algum tempo como aprendiz; assim, diria mais tarde que a experiência colhida nos moinhos de vento o instruira na “história natural dos céus”.
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    O Cavalo Branco– 1819 - Frick Collection , New York, USA
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    A Catedral deSalisbúria Vista do Jardim do Bispado – 1823 - Victoria and Albert Museum , London
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    Tendo embora desenvolvidouma técnica de importância revolucionária, manteve-se tradicional na atitude frente à profissão. Hoje os artistas admiram tanto os seus notáveis esboços como os seus quadros de grandes dimensões; mas, para Constable, as obras de formato maior que todos os anos expunha na Academia Real constituíam o melhor da sua produção. À medida que aperfeiçoava a técnica, censuravam-lhe a espontaneidade dos esboços. Não obstante, a sua reputação foi crescendo lentamente. Constable esforçou-se por mostrar a aparência real da natureza sob o céu do seu torrão natal. A linha de influência que podemos traçar entre ele e os impressionistas franceses da segunda metade do século inicia-se com a exposição do seu quadro A Carroça de Feno no Salon de 1824, em Paris, tela que lhe valeu uma medalha de ouro e impressionou numerosos artistas franceses, em particular Delacroix. Decorridos vinte anos, a sua obra exerce uma influência fundamental no grupo conhecido por Escola de Barbizon, que propõe, por seu turno, um modelo de pintura ao ar livre a que os impressionistas irão beber.
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    A Carroça deFeno – 1823 - National Gallery , Londres
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    O Campo deTrigo – 1826 - National Gallery , Londres Embora possa parecer-nos preocupado com o requinte nas suas obras mais famosas – como A Carroça de Feno ou como O Campo de Trigo – (Londres, Galeria Nacional ) – é certo que, em obras mais espontâneas, como nos estudos e nos esboços, Constable revela imensa sensibilidade naturalista, liricamente pulsante; uma sensibilidade que varia no vivaz dos tons, na subtileza das relações e dos contrastes, na luminosidade transparente dos céus, com um jogo delicado de largas distensões, pinceladas enérgicas e toques fluidos. O Parque de Wivenhoe, a Catedral de Salisbúria constituem episódios de frescor revelador.
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    A palpitação daluz e do ambiente exteriores, a sensação quase tangível de vibração atmosférica era obtida através de uma luminosidade dispersa, de toques de cor pura e de uma modulação subtil de tons de verde. Mas os quadros de Constable encerram também uma unidade dramática de composição, nova mas inconfundível. Da sua arte disse ele um dia: “ Pintura mais não é do que outra palavra para sentimento”; dos seus temas preferidos : “Salgueiros, madeiros velhos e carcomidos, muros e vedações musgosas – como gosto de tudo isso!” e da pintura de paisagem: “O céu é o órgão mestre do sentimento.” Enfim, Constable é o pintor a quem se deve a amálgama e depuração dos diversos modos de tratar a paisagem da pintura inglesa. O seu naturalismo sincero tanto reflecte paz e serenidade como atmosferas instáveis e em mudança. O uso que faz da cor é atrevido e livre, o que provoca a admiração dos impressionistas franceses. Nas suas últimas obras, a natureza torna-se mais ameaçadora, mais romântica e está povoada de castelos e ruínas (Stonehenge, Castelo de Hadleigh, A Catedral de Salisbúria Vista do Jardim do Bispado.) Morreu em Londres no dia 31 de Março de 1837.
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    Fundo musical: PrelúdioGotas de Chuva, Frédéric Chopin ( 1810 – 1849 ) Pesquisa e produção: Anabela de Araújo e Mario Capelluto Formatação: Anabela de Araújo [email_address] http://www.sabercultural.com
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