“Freezer” brasileiro continua estragado
A “arte congelar” não é aplaudida e muito menos bem vinda em um País onde mexer no bolso é crime
Por: JESUS RIOS
------------------------------Arquivo Artigo 2013

Do final do século XX,
ao atual, o Brasil foi alvo de
falhas administrativas governamentais. A procura
de fôlego, projetos como o
Plano Cruzado, de José Sarney (1986), o Plano Collor,
de Fernando Collor (1990) e
o congelamento das tarifas
de ônibus, na cidade de São
Paulo por dois anos, ainda na
administração do ex-prefeito
Gilberto Kassab (2009), revelaram-se enganosos.
Para tentar controlar a inflação 1986 e toda economia
do país naquele ano, Sarney
optou a seguir a Argentina e
Israel com o chamado “Choque econômico”. O chamado Plano Cruzado que estabelecia um congelamento
dos preços, salários e passar
a moeda, de cruzeiro para
cruzado, não funcionou. A
população não confiou neste
Plano e estocou ao máximo
de alimentos e mercadorias,
com medo do descontrole da
inflação, que chegara a 200%

no Governo de Figueiredo.
Collor, foi outro que viu
as geleiras derreterem-se aos
seus olhos, Foi o fim da “Era
Glacial”. Assumiu a presidência em 1990, assumindo
as precariedades econômicas
brasileira, utilizando-se também o freezer de Sarney para
congelar as contas correntes
e cadernetas de poupança da
população que excedessem

50 mil cruzeiros. O Plano foi
aceito pela população através
do poder simbólico da mídia
e defasado pela mesma ao
vê-lo em prática. Prejuízos
para os três: População sem
dinheiro, mídia sem vendas
e Fernando Collor “ferrado”.
Assim como os dois, o atual Prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), tomou
posse da cidade com os pre-

“É Brasil. É Brasil brasileiro”
ços das tarifas de ônibus congelados pela administração
passada (Gilberto Kassab-PSD). Após dois anos sem
reajuste, o que era R$ 3,00
passou para 3,20, ou melhor,
passou a 3,20. Ainda não foi
concretizado.
Milhares de estudantes,
trabalhares e usuários que

dependem de ônibus como
meio de transporte, protestam contra esse aumento nas
principais avenidas, da maior
cidade do país, de forma criminosa, violenta, ameaçadora, entre outros adjetivos
colocados em prática. O porquê de agirem destas formas?
Segundo anônimos policiais
antecederam ao poder coercitivo, sem precisão, e já que
é um por todos e todos por
um... Até a quinta-feira (13),
havia ocorrido o quarto dia
de protesto, e o mais violento
por parte dos polícias.
No Brasil brasileiro, o jeitinho é de todos. De autoridades aos mais simples aglomerados. Esta faz a diferença,
derruba Planos, Governos
e tarifas. O grito de um não
faz tanto barulho ao de milhares, geram uma orquestra.
A “arte congelar” não recebe
aplausos, não faz a cara verde
e amarela. Mesmo assim, a
insistência se faz presente no
País onde mexer no bolso do
cidadão é crime. “É Brasil. É
Brasil brasileiro”.

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  • 1.
    “Freezer” brasileiro continuaestragado A “arte congelar” não é aplaudida e muito menos bem vinda em um País onde mexer no bolso é crime Por: JESUS RIOS ------------------------------Arquivo Artigo 2013 Do final do século XX, ao atual, o Brasil foi alvo de falhas administrativas governamentais. A procura de fôlego, projetos como o Plano Cruzado, de José Sarney (1986), o Plano Collor, de Fernando Collor (1990) e o congelamento das tarifas de ônibus, na cidade de São Paulo por dois anos, ainda na administração do ex-prefeito Gilberto Kassab (2009), revelaram-se enganosos. Para tentar controlar a inflação 1986 e toda economia do país naquele ano, Sarney optou a seguir a Argentina e Israel com o chamado “Choque econômico”. O chamado Plano Cruzado que estabelecia um congelamento dos preços, salários e passar a moeda, de cruzeiro para cruzado, não funcionou. A população não confiou neste Plano e estocou ao máximo de alimentos e mercadorias, com medo do descontrole da inflação, que chegara a 200% no Governo de Figueiredo. Collor, foi outro que viu as geleiras derreterem-se aos seus olhos, Foi o fim da “Era Glacial”. Assumiu a presidência em 1990, assumindo as precariedades econômicas brasileira, utilizando-se também o freezer de Sarney para congelar as contas correntes e cadernetas de poupança da população que excedessem 50 mil cruzeiros. O Plano foi aceito pela população através do poder simbólico da mídia e defasado pela mesma ao vê-lo em prática. Prejuízos para os três: População sem dinheiro, mídia sem vendas e Fernando Collor “ferrado”. Assim como os dois, o atual Prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), tomou posse da cidade com os pre- “É Brasil. É Brasil brasileiro” ços das tarifas de ônibus congelados pela administração passada (Gilberto Kassab-PSD). Após dois anos sem reajuste, o que era R$ 3,00 passou para 3,20, ou melhor, passou a 3,20. Ainda não foi concretizado. Milhares de estudantes, trabalhares e usuários que dependem de ônibus como meio de transporte, protestam contra esse aumento nas principais avenidas, da maior cidade do país, de forma criminosa, violenta, ameaçadora, entre outros adjetivos colocados em prática. O porquê de agirem destas formas? Segundo anônimos policiais antecederam ao poder coercitivo, sem precisão, e já que é um por todos e todos por um... Até a quinta-feira (13), havia ocorrido o quarto dia de protesto, e o mais violento por parte dos polícias. No Brasil brasileiro, o jeitinho é de todos. De autoridades aos mais simples aglomerados. Esta faz a diferença, derruba Planos, Governos e tarifas. O grito de um não faz tanto barulho ao de milhares, geram uma orquestra. A “arte congelar” não recebe aplausos, não faz a cara verde e amarela. Mesmo assim, a insistência se faz presente no País onde mexer no bolso do cidadão é crime. “É Brasil. É Brasil brasileiro”.