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Escola Biotec Itanhaém
CONCEITO DE VÍRUS
Os vírus são seres que não possuem células, são constituídos por
ácido nucléico que pode ser o DNA ou o RNA, envolvido por um invólucro
protéico denominado capsídeo. Possuem cerca de 0,1µm de diâmetro, com
dimensões apenas observáveis ao microscópio eletrônico (Fig-1).
Por serem tão pequenos conseguem invadir células, inclusive a de
organismos unicelulares, como as bactérias. é parasitando células de
outros organismos que os vírus conseguem reproduzir-se. Como são
parasitas obrigatórios eles causam nos seres parasitados doenças
denominadas viroses.
Os vírus apresentam formas de organismo bastante
diferenciadas, mas todos possuem uma cápsula feita de proteína, onde
fica o material genético desses seres. Esse material genético sofre
modificações, ou seja mutações, com frequência, levando ao surgimento
de variedades (subtipos) de um mesmo vírus. Isso dificulta o seu
combate e compromete a eficiência de várias vacinas, que são preparadas
para combater tipos específicos de microorganismo. A capacidade de
sofrer mutações genéticas é uma das características que os vírus têm
em comum com os seres vivos.
Vírus e a saúde
A palavra vírus tem origem latina e significa "veneno".
Provavelmente esse nome foi dado devido às viroses, que são doenças
causadas por vírus.
Foi apenas em 1892 que o biólogo russo Dmitri Ivanovski
descobriu, enquanto estudava um extrato de plantas infectadas por uma
doença desconhecida, que o que estava causando manchas amarelas nas
folhas só poderia ser algo menor que uma bactéria.
A existência dos vírus foi colocada em dúvida até 1938, quando B.
von Borries e os irmãos Ernst e Helmut Ruska divulgaram um artigo
científico com imagens de corpos minúsculos que pareciam várias manchas
escuras na lente do microscópio – as primeiras imagens de vírus. Esse
artigo foi um marco para o nascimento do estudo desses organismos em
uma nova ciência, conhecida como virologia (Fig-2).
Fora do ambiente intracelular, os vírus são inertes. Porém, uma
vez dentro da célula, a capacidade de replicação dos vírus é
surpreendente: um único vírus é capaz de multiplicar, em poucas horas,
milhares de novos vírus. Os vírus são capazes de infectar seres vivos de
todos os domínios. Desta maneira, os vírus representam a maior
diversidade biológica do planeta, sendo mais diversos que bactérias,
plantas, fungos e animais juntos.
Após se multiplicarem, os vírus podem romper as células infectadas
para a liberação de novas estruturas, constituindo, assim, um ciclo lítico.
Outras vezes, o material genético viral pode manter-se ligado ao da célula
hospedeira, e a transmissão desse material para novas células ocorre à
medida que ela se divide, caracterizando um ciclo lisogênico, gerando um
ciclo infeccioso (Fig-3).
Ao invadir uma célula, que pode ser de qualquer organismo vivo,
os vírus podem desencadear doenças. No ser humano, essas doenças são
muito comuns e geralmente causam febre, dor de cabeça e no corpo,
falta de apetite e indisposição, sintomas relativamente inespecíficos.
Cada tipo de vírus "ataca" células específicas. O vírus da
caxumba, por exemplo, parasita as células das glândulas salivares ou
parótidas, provocando inchaço e dor nas laterais do pescoço.
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Em algumas doenças, incluindo
certas viroses, a transmissão depende
da ação de um vetor. Esse termo se
refere ao ser que não provoca por si
mesmo a doença em outros seres, mas
que, carrega no seu corpo o agente
causador, podendo transmiti-lo. Como
exemplo, temos certas espécies de
mosquito que transmitem vírus ao picar
os indivíduos doentes e, depois, os
indivíduos saudáveis, espalhando a
doença.
Atualmente foram
identificadas aproximadamente 3.600
espécies de vírus, que podem infectar
bactérias, plantas e animais, bem como
se instalar e causar doenças no homem.
Cada doença com particularidades
quanto ao modo de transmissão,
características da infecção e medidas
profiláticas (Fig.4).
As doenças viróticas que mais acometem o
organismo humano são as seguintes: Gripe, Catapora ou Varicela,
Caxumba, Dengue, Febre Amarela, Hepatite, Rubéola, Sarampo,
Varíola, Herpes simples e Raiva.
A transmissão pode se dar por meio de vetores; em outros casos,
de pessoa para pessoa; ou por meio de alimentos, objetos ou
instrumentais contaminados.
Figura 4-Varidade de vírus existentes, incluindo tamanho e morfologia-Fonte Lectúrio
https://cdn.lecturio.com/assets/Types-of-viruses.jpg ou acesse pelo QR ao lado
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Gripe comum
Transmissão
Da lista de doenças causadas por vírus, a gripe comum talvez
seja a mais conhecida e também mais infecciosa. Transmitida
pelo contato direto com pessoas contaminadas, o vírus também
pode ser transmitido pelo ar.
Sintomas
Febre, tosse, espirros, mal-estar, calafrios, congestão nasal,
coriza, dor e infecção na garganta. Podem acontecer também
dores musculares, dor de cabeça e falta de ar.
Tratamento
Não há um tratamento para a doença, mas sim medidas para
amenizar os sintomas, como medicamentos, repouso e ingestão
de líquidos.
Prevenção
É possível evitar essa virose fortalecendo o sistema
imunológico e também com a vacina contra a gripe, apesar de ela
imunizar para apenas um tipo do vírus e existirem vários.
Aids
Transmissão
Uma das principais doenças causadas por vírus, pelo seu efeito
devastador, a Aids é transmitida pelo sangue, pelo contato
sexual desprotegido, pelos fluidos vaginais, sêmen ou da mãe
para o bebê.
Sintomas
Dentre os vários sintomas dessa doença estão a perda de
apetite, diarreia, náusea, vômito, perda de peso, manchas e
erupções na pele, fraqueza e mal-estar.
Tratamento
Apesar de não existir uma cura para essa doença, existem
diversos tratamentos para retardar o seu progresso e prevenir
doenças secundárias (oportunistas), uma vez que a Aids
enfraquece o sistema imunológico.
Prevenção
Manter relações sexuais protegidas e evitar o contato com
machucados ou materiais com sangue.
Meningite Viral
Transmissão
Meningite Viral
As meningites virais podem ser transmitidas de diversas
maneiras a depender do vírus causador da doença.
No caso dos Enterovírus, a contaminação é fecal-oral, e os
vírus podem ser adquiridos por contato próximo (tocar ou apertar
as mãos) com uma pessoa infectada; tocar em objetos ou
superfícies que contenham o vírus e depois tocar nos olhos, nariz
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Sintomas
Os sintomas iniciais da meningite viral são semelhantes aos da
meningite bacteriana. No entanto, a meningite bacteriana é
geralmente mais grave.
 Febre
 Dor de cabeça
 Rigidez no pescoço
 Náusea
 Vômito
 Falta de apetite
 Irritabilidade
 Sonolência ou dificuldade para acordar do sono
 Letargia (falta de energia)
 Fotofobia (aumento da sensibilidade à luz)
Em recém-nascidos e bebês, alguns dos sintomas descritos
acima podem estar ausentes ou difíceis de serem percebidos. O
bebê pode ficar irritado, vomitar, alimentar-se mal ou parecer
letárgico (falta de energia) ou irresponsivo a estímulos. Também
podem apresentar a fontanela (moleira) protuberante ou reflexos
anormais.
Tratamento
Devido à gravidade do quadro clínico, os casos suspeitos de
meningite sempre são internados nos hospitais, por isso, ao se
suspeitar de um caso, é urgente a procura por um pronto-socorro
hospitalar para avaliação médica.
Em geral, o tratamento é o controle dos sintomas, com
analgésicos para a dor e antitérmicos para a febre e, em muitos
casos, o tratamento pode ser feito em casa, sob orientação
médica.
Prevenção
Para prevenir meningite viral, devemos garantir que a vacinação
esteja em dia e manter bons hábitos de higiene, lavando as mãos
com água e sabão antes das refeições e após usar o banheiro.
ou boca antes de lavar as mãos, trocar fraldas de uma pessoa
infectada, depois tocar nos olhos, nariz ou boca antes de lavar as
mãos, beber água ou comer alimentos crus que contenham o vírus.
Já os Arbovírus são transmitidos por meio de picada de mosquitos
contaminados.
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Figura 1-Vírus
Figura 2- Primeiras imagens de vírus publicada em 1938
,
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Há
diversas formas de um vírus encontrar o ser humano, dando início a uma
doença que até então não afetava pessoas. Uma delas é causada pela
degradação do meio ambiente.
Inicialmente, alguns vírus pode não ter a capacidade de se
transmitir entre seres humanos e se estabelecer na população. Mas ele
pode achar uma forma de se adaptar a receptores humanos, reconhecê-los
e, com isso, aprender a se replicar com eficiência. Quando este novo vírus
encontra uma população que nunca teve contato com ele e não tem
anticorpos para combatê-lo, consegue se proliferar com mais facilidade,
favorecendo sua transmissão para outras pessoas e ocasionando surtos,
epidemias ou pandemias. Um exemplo de pandemia bastante conhecido é a
gripe espanhola, que afetou o mundo em 1918 e matou de 30 a 50
milhões de pessoas. A doença se disseminou globalmente
principalmente devido à movimentação de tropas durante a 1ª
Guerra Mundial. (Fig. 5)
Diversos fatores fazem com que uma doença se
estabeleça em uma sociedade: facilidade de transmissão,
patogenicidade (o que determina se um organismo é capaz de
causar doença em um hospedeiro), e até as mutações dos micro-
organismos.
Como combater ?
Existem formas de combater as doenças infecciosas
enquanto a vacina ainda não está disponível, desde que se conheça
o agente e como ele é transmitido. Por exemplo O SARS-CoV-2
se propaga por gotículas espalhadas por pessoas doentes; por
isso, recomenda-se o uso de máscara, distanciamento social e
higienização constante das mãos.
Outro fator importante é o emprego da Ciência, que desempenha um
papel essencial na identificação da história natural da doença e das formas
de tratamento e prevenção, na divulgação de dados junto aos órgãos
governamentais, orientando a população em relação a tomada de condutas
corretas para a dimimuição da prpogação de micro-organismos.
Entretanto a melhor forma de se prevenir contra doenças
infecciosas é a vacinação. Quando as pessoas deixam de se vacinar, podem
levar às chamadas “falhas vacinais” e, assim, doenças que eram consideradas
eliminadas podem voltar. Em 2019, com o ressurgimento de casos de
sarampo causados pela reintrodução do vírus no Brasil, aliado ao aumento
do número de pessoas suscetíveis por não estarem vacinadas, o país perdeu
o certificado de erradicação do sarampo que havia recebido em 2016 da
Organização Pan Americana de Saúde (OPAS/OMS).
Figura 3-Ciclo Lítico e Ciclo Lisogênico
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Figura 5 – Algumas Pademias mundiais recentes , seus transmissores ou causadores-Fonte G1-Portal de Notícias Foto: Gabriela Brumatti/TG
https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2020/04/01/de-onde-vieram-os-virus-e-como-eles-chegaram-ate-nos.ghtml
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Portanto, tomar uma vacina não é apenas um cuidado dividual. É um
ato de saúde coletivo: quanto maior o número de pessoas
imunizadas, maior a possibilidade de se eliminar a circulação do
agente e, com isso, preservar vidas.

Conceito de Vírus-aula 2 de microbio.pdf

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    1 Escola Biotec Itanhaém CONCEITODE VÍRUS Os vírus são seres que não possuem células, são constituídos por ácido nucléico que pode ser o DNA ou o RNA, envolvido por um invólucro protéico denominado capsídeo. Possuem cerca de 0,1µm de diâmetro, com dimensões apenas observáveis ao microscópio eletrônico (Fig-1). Por serem tão pequenos conseguem invadir células, inclusive a de organismos unicelulares, como as bactérias. é parasitando células de outros organismos que os vírus conseguem reproduzir-se. Como são parasitas obrigatórios eles causam nos seres parasitados doenças denominadas viroses. Os vírus apresentam formas de organismo bastante diferenciadas, mas todos possuem uma cápsula feita de proteína, onde fica o material genético desses seres. Esse material genético sofre modificações, ou seja mutações, com frequência, levando ao surgimento de variedades (subtipos) de um mesmo vírus. Isso dificulta o seu combate e compromete a eficiência de várias vacinas, que são preparadas para combater tipos específicos de microorganismo. A capacidade de sofrer mutações genéticas é uma das características que os vírus têm em comum com os seres vivos. Vírus e a saúde A palavra vírus tem origem latina e significa "veneno". Provavelmente esse nome foi dado devido às viroses, que são doenças causadas por vírus. Foi apenas em 1892 que o biólogo russo Dmitri Ivanovski descobriu, enquanto estudava um extrato de plantas infectadas por uma doença desconhecida, que o que estava causando manchas amarelas nas folhas só poderia ser algo menor que uma bactéria. A existência dos vírus foi colocada em dúvida até 1938, quando B. von Borries e os irmãos Ernst e Helmut Ruska divulgaram um artigo científico com imagens de corpos minúsculos que pareciam várias manchas escuras na lente do microscópio – as primeiras imagens de vírus. Esse artigo foi um marco para o nascimento do estudo desses organismos em uma nova ciência, conhecida como virologia (Fig-2). Fora do ambiente intracelular, os vírus são inertes. Porém, uma vez dentro da célula, a capacidade de replicação dos vírus é surpreendente: um único vírus é capaz de multiplicar, em poucas horas, milhares de novos vírus. Os vírus são capazes de infectar seres vivos de todos os domínios. Desta maneira, os vírus representam a maior diversidade biológica do planeta, sendo mais diversos que bactérias, plantas, fungos e animais juntos. Após se multiplicarem, os vírus podem romper as células infectadas para a liberação de novas estruturas, constituindo, assim, um ciclo lítico. Outras vezes, o material genético viral pode manter-se ligado ao da célula hospedeira, e a transmissão desse material para novas células ocorre à medida que ela se divide, caracterizando um ciclo lisogênico, gerando um ciclo infeccioso (Fig-3). Ao invadir uma célula, que pode ser de qualquer organismo vivo, os vírus podem desencadear doenças. No ser humano, essas doenças são muito comuns e geralmente causam febre, dor de cabeça e no corpo, falta de apetite e indisposição, sintomas relativamente inespecíficos. Cada tipo de vírus "ataca" células específicas. O vírus da caxumba, por exemplo, parasita as células das glândulas salivares ou parótidas, provocando inchaço e dor nas laterais do pescoço.
  • 2.
    2 Escola Biotec Itanhaém Emalgumas doenças, incluindo certas viroses, a transmissão depende da ação de um vetor. Esse termo se refere ao ser que não provoca por si mesmo a doença em outros seres, mas que, carrega no seu corpo o agente causador, podendo transmiti-lo. Como exemplo, temos certas espécies de mosquito que transmitem vírus ao picar os indivíduos doentes e, depois, os indivíduos saudáveis, espalhando a doença. Atualmente foram identificadas aproximadamente 3.600 espécies de vírus, que podem infectar bactérias, plantas e animais, bem como se instalar e causar doenças no homem. Cada doença com particularidades quanto ao modo de transmissão, características da infecção e medidas profiláticas (Fig.4). As doenças viróticas que mais acometem o organismo humano são as seguintes: Gripe, Catapora ou Varicela, Caxumba, Dengue, Febre Amarela, Hepatite, Rubéola, Sarampo, Varíola, Herpes simples e Raiva. A transmissão pode se dar por meio de vetores; em outros casos, de pessoa para pessoa; ou por meio de alimentos, objetos ou instrumentais contaminados. Figura 4-Varidade de vírus existentes, incluindo tamanho e morfologia-Fonte Lectúrio https://cdn.lecturio.com/assets/Types-of-viruses.jpg ou acesse pelo QR ao lado
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    3 Escola Biotec Itanhaém Gripecomum Transmissão Da lista de doenças causadas por vírus, a gripe comum talvez seja a mais conhecida e também mais infecciosa. Transmitida pelo contato direto com pessoas contaminadas, o vírus também pode ser transmitido pelo ar. Sintomas Febre, tosse, espirros, mal-estar, calafrios, congestão nasal, coriza, dor e infecção na garganta. Podem acontecer também dores musculares, dor de cabeça e falta de ar. Tratamento Não há um tratamento para a doença, mas sim medidas para amenizar os sintomas, como medicamentos, repouso e ingestão de líquidos. Prevenção É possível evitar essa virose fortalecendo o sistema imunológico e também com a vacina contra a gripe, apesar de ela imunizar para apenas um tipo do vírus e existirem vários. Aids Transmissão Uma das principais doenças causadas por vírus, pelo seu efeito devastador, a Aids é transmitida pelo sangue, pelo contato sexual desprotegido, pelos fluidos vaginais, sêmen ou da mãe para o bebê. Sintomas Dentre os vários sintomas dessa doença estão a perda de apetite, diarreia, náusea, vômito, perda de peso, manchas e erupções na pele, fraqueza e mal-estar. Tratamento Apesar de não existir uma cura para essa doença, existem diversos tratamentos para retardar o seu progresso e prevenir doenças secundárias (oportunistas), uma vez que a Aids enfraquece o sistema imunológico. Prevenção Manter relações sexuais protegidas e evitar o contato com machucados ou materiais com sangue. Meningite Viral Transmissão Meningite Viral As meningites virais podem ser transmitidas de diversas maneiras a depender do vírus causador da doença. No caso dos Enterovírus, a contaminação é fecal-oral, e os vírus podem ser adquiridos por contato próximo (tocar ou apertar as mãos) com uma pessoa infectada; tocar em objetos ou superfícies que contenham o vírus e depois tocar nos olhos, nariz
  • 4.
    4 Escola Biotec Itanhaém Sintomas Ossintomas iniciais da meningite viral são semelhantes aos da meningite bacteriana. No entanto, a meningite bacteriana é geralmente mais grave.  Febre  Dor de cabeça  Rigidez no pescoço  Náusea  Vômito  Falta de apetite  Irritabilidade  Sonolência ou dificuldade para acordar do sono  Letargia (falta de energia)  Fotofobia (aumento da sensibilidade à luz) Em recém-nascidos e bebês, alguns dos sintomas descritos acima podem estar ausentes ou difíceis de serem percebidos. O bebê pode ficar irritado, vomitar, alimentar-se mal ou parecer letárgico (falta de energia) ou irresponsivo a estímulos. Também podem apresentar a fontanela (moleira) protuberante ou reflexos anormais. Tratamento Devido à gravidade do quadro clínico, os casos suspeitos de meningite sempre são internados nos hospitais, por isso, ao se suspeitar de um caso, é urgente a procura por um pronto-socorro hospitalar para avaliação médica. Em geral, o tratamento é o controle dos sintomas, com analgésicos para a dor e antitérmicos para a febre e, em muitos casos, o tratamento pode ser feito em casa, sob orientação médica. Prevenção Para prevenir meningite viral, devemos garantir que a vacinação esteja em dia e manter bons hábitos de higiene, lavando as mãos com água e sabão antes das refeições e após usar o banheiro. ou boca antes de lavar as mãos, trocar fraldas de uma pessoa infectada, depois tocar nos olhos, nariz ou boca antes de lavar as mãos, beber água ou comer alimentos crus que contenham o vírus. Já os Arbovírus são transmitidos por meio de picada de mosquitos contaminados.
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    5 Escola Biotec Itanhaém Figura1-Vírus Figura 2- Primeiras imagens de vírus publicada em 1938 ,
  • 6.
    6 Escola Biotec Itanhaém Há diversasformas de um vírus encontrar o ser humano, dando início a uma doença que até então não afetava pessoas. Uma delas é causada pela degradação do meio ambiente. Inicialmente, alguns vírus pode não ter a capacidade de se transmitir entre seres humanos e se estabelecer na população. Mas ele pode achar uma forma de se adaptar a receptores humanos, reconhecê-los e, com isso, aprender a se replicar com eficiência. Quando este novo vírus encontra uma população que nunca teve contato com ele e não tem anticorpos para combatê-lo, consegue se proliferar com mais facilidade, favorecendo sua transmissão para outras pessoas e ocasionando surtos, epidemias ou pandemias. Um exemplo de pandemia bastante conhecido é a gripe espanhola, que afetou o mundo em 1918 e matou de 30 a 50 milhões de pessoas. A doença se disseminou globalmente principalmente devido à movimentação de tropas durante a 1ª Guerra Mundial. (Fig. 5) Diversos fatores fazem com que uma doença se estabeleça em uma sociedade: facilidade de transmissão, patogenicidade (o que determina se um organismo é capaz de causar doença em um hospedeiro), e até as mutações dos micro- organismos. Como combater ? Existem formas de combater as doenças infecciosas enquanto a vacina ainda não está disponível, desde que se conheça o agente e como ele é transmitido. Por exemplo O SARS-CoV-2 se propaga por gotículas espalhadas por pessoas doentes; por isso, recomenda-se o uso de máscara, distanciamento social e higienização constante das mãos. Outro fator importante é o emprego da Ciência, que desempenha um papel essencial na identificação da história natural da doença e das formas de tratamento e prevenção, na divulgação de dados junto aos órgãos governamentais, orientando a população em relação a tomada de condutas corretas para a dimimuição da prpogação de micro-organismos. Entretanto a melhor forma de se prevenir contra doenças infecciosas é a vacinação. Quando as pessoas deixam de se vacinar, podem levar às chamadas “falhas vacinais” e, assim, doenças que eram consideradas eliminadas podem voltar. Em 2019, com o ressurgimento de casos de sarampo causados pela reintrodução do vírus no Brasil, aliado ao aumento do número de pessoas suscetíveis por não estarem vacinadas, o país perdeu o certificado de erradicação do sarampo que havia recebido em 2016 da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS/OMS). Figura 3-Ciclo Lítico e Ciclo Lisogênico
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    7 Escola Biotec Itanhaém Figura5 – Algumas Pademias mundiais recentes , seus transmissores ou causadores-Fonte G1-Portal de Notícias Foto: Gabriela Brumatti/TG https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/2020/04/01/de-onde-vieram-os-virus-e-como-eles-chegaram-ate-nos.ghtml
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    8 Escola Biotec Itanhaém Portanto,tomar uma vacina não é apenas um cuidado dividual. É um ato de saúde coletivo: quanto maior o número de pessoas imunizadas, maior a possibilidade de se eliminar a circulação do agente e, com isso, preservar vidas.