Cap. 2 – ÍNDICES FINANCEIROS
Existem três indicadores matemáticos que são, muitas vezes,
confundidos. Eles podem ser apresentados na forma de
porcentagem ou número decimal e, é preciso entender melhor
o que cada um deles significa.
CONCEITOS E DEFINIÇÕES
Esses indicadores são: Taxa, Coeficiente e Índice
Esses valores têm uma referência principal e são utilizados para
representar partes desse principal ou variações que possam
existir na análise desse principal.
A Taxa é calculada sempre que existir um valor principal e houver
a necessidade de se considerar partes desse principal.
TAXA
Nos cálculos financeiros, as TAXAS são valores em porcentagem
(ou decimal) aplicados ao valor principal (Capital) para cálculo dos
JUROS que serão cobrados na operação financeira.
Suponha um produto que custa, à vista, R$ 500,00 e vai ser
vendido a prazo. Considerando TAXA de juros iguais a 5% temos:
Juros = R$ 500,00 x 0,05 Juros = R$ 25,00
COEFICIENTE
O COEFICIENTE também é calculado a partir de um valor
PRINCIPAL, porém com finalidade de medir a variação que existe
entre ele e esse Valor Principal em estudo.
Na Estatística, o Coeficiente de Variação (CV) é bastante
conhecido e mede a variação que existe entre o Valor Médio e o
Desvio-padrão de um determinado fenômeno.
Ex.: Valor Médio igual a 50 kg com Desvio-padrão de 6 kg. O
Coeficiente de Variação será:
CV = (6 / 50) x 100 CV = 0,12 x 100 CV = 12 %
O Índice é calculado sempre que houver uma repetição de valores
ao longo do tempo.
ÍNDICE
Exemplo: Certo produto custava à vista, no mês passado, R$
500,00 e hoje, esse mesmo produto custa R$ 515,00, portanto,
aumento de R$15,00
Um exemplo é o Índice de inflação que mede o aumento de
preços de um determinado produto, entre dois períodos de
tempo. O valor do período anterior é sempre considerado o
Principal.
Índice de inflação = (15 / 500) x 100 Índice de inflação = 3%
O assunto deste Capítulo é, justamente, essa questão dos Índice
Financeiros ou, mais necessariamente, Indicadores Financeiros.
Ministério da Fazenda; Banco Central; Caixa Econômica Federal;
Fundação Getúlio Vargas; Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística entre outros.
No Brasil existem vários Indicadores Financeiros que são
utilizados na Economia e que são calculados e publicados por
instituições “oficiais”, como por exemplo:
Esses indicadores têm importância e utilização específica para
casos em que são fundamentais para entendimento e resolução
de problemas do Setor Econômico.
Existem, porém, outros Indicadores Financeiros que são
definições e conceitos utilizados no setor produtivo e que se
aplicam na área da Microeconomia, ou seja, no que chamamos de
“setor domiciliar”.
No meio acadêmico, esses indicadores são tratados em
Contabilidade, Economia e Gestão Financeira, e servem para
medir o desempenho das empresas além de proporcionar uma
visibilidade para tomada de decisões futuras.
Alguns exemplos são: Margem Bruta, Ponto de Equilíbrio,
Liquidez, ROI (Retorno Sobre Investimentos), Pay Back, etc.
Neste Capítulo, vamos entender dois fenômenos da Economia
que são a Inflação e a Deflação.
A Inflação é um fenômeno econômico em que existe o aumento
generalizado de preços e serviços. Desse modo, é possível
entender a Inflação como uma situação em que o dinheiro perde
o poder aquisitivo, quer dizer, não é possível mais comprar as
mesmas coisas, com a mesma quantia de dinheiro, que se
comprava anteriormente.
Essa Inflação pode ser medida, considerando o valor anterior
como principal. Por exemplo, uma camisa que custava R$ 80,00
agora ela passou a custar R$ 92,00. Assim, R$ 80,00 é 100% e, a
diferença para R$ 92,00 é o que aumentou no preço da camisa.
O cálculo fica:
R$ 80,00 100%
R$ 12,00 X%
Nesse caso, a “Inflação” (para essa camisa) foi de 15%.
X = 12 x 100 / 80 X = 15%
Os índices de inflação são calculados considerando vários
aspectos da vida cotidiana das pessoas, de situações envolvendo
o setor produtivo e demais atividades econômicas. Assim, não é
apenas o aumento de preço de camisas (ou qualquer outro
produto, isoladamente) que vai ser responsável pela inflação que
atinge toda uma sociedade.
A Deflação é um fenômeno econômico em que existe a
diminuição generalizado de preços e serviços. Desse modo, é
possível entender a Deflação como uma situação em que o
dinheiro ganha poder aquisitivo, quer dizer, é possível comprar
mais das mesmas coisas, com a mesma quantia de dinheiro, que
se comprava anteriormente.
Essa Deflação também pode ser medida, considerando o valor
anterior como principal. Por exemplo, uma camisa que custava R$
80,00 agora ela passou a custar R$ 75,00. Assim, R$ 80,00 é 100%
e, a diferença para R$ 75,00 é o que diminuiu no preço da camisa.
O cálculo fica:
R$ 80,00 100%
R$ 5,00 X%
Nesse caso, a “Deflação” (para essa camisa) foi de 6,25%.
X = 5 x 100 / 80 X = 6,25%
Embora mais difícil de acontecer, a Deflação é perfeitamente
possível numa sociedade que passou por séria crise financeira e
que, num determinado momento, a sua situação financeira passa
a melhorar.
É bom esclarecer que o “Mercado” tem suas leis onde oferta e
demanda fazem a diferença nos preços de produtos e serviços.
Assim, sempre que existir escassez de um determinado produto,
seu preço aumenta por razões óbvias. Não se trata aí de acreditar
que houve uma Inflação provocando o aumento de preços, mas
certamente, essa situação será “inflacionadora”, quer dizer,
poderá provocar inflação afetando os demais produtos e serviços.
Por outro lado, havendo fartura de determinado produto, seu
preço deve cair. Isso também não significa que houve Deflação,
mas certamente, persistindo essa situação ela poderá ser
geradora de uma deflação generalizada.
Vamos considerar o caso mais comum que ocorre na sociedade
que é a “Inflação”.
O problema afeta, na verdade, todas as operações financeiras em
que existe prazo e taxa de juros. Dessa forma, é preciso calcular (e
diferenciar) três tipos de taxa que estarão envolvidas nessas
operações financeiras:
Taxa de Inflação (iI) que, normalmente, é publicada por órgãos
oficiais e que, portanto, é conhecida.
Taxa Nominal (iN) que é aquela aplicada pela instituição financeira
na operação em questão e que, portanto, também é conhecida.
Taxa Real (iR) que é uma taxa desconhecida e que precisa ser
calculada.
A Taxa Real NÃO é calculada pela diferença entre a Taxa Nominal
e a Taxa de Inflação. É preciso aplicar a seguinte fórmula:
iR = [(1 + iN) / (1 + iI)] – 1
Ex.: Uma determinada aplicação rendeu Taxa de 12% aa (Taxa
Nominal), durante 1 ano. Sabendo que nesse período a Taxa de
Inflação foi de 4,5% aa, determine a Taxa Real dessa aplicação.
TAXA REAL
Dados do problema:
Taxa Nominal (iN) = 12 % aa
iR = [(1 + iN) / (1 + iI)] – 1
Resp.: O rendimento real dessa aplicação foi de 7,177 % aa.
Taxa de Inflação (iI) = 4,5 % aa
iR = [(1 + 0,12 / (1 + 0,045)] – 1
iR = [(1,12 / (1,045)] – 1 iR = [1,07177] – 1
iR = 0,07177 iR = 7,177 % aa
REFERÊNCIAS
MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Disponível em:
<https://www.gov.br/economia/pt-br>
PORTAL BRASIL. Disponível em: <https://www.portalbrasil.net/>
4CINCO. Disponível em: <https://4cinco.com/indicadores-
financeiros/>
INVESTIDOR SARDINHA R7. Disponível em:
<https://investidorsardinha.r7.com/aprender/taxa-de-juros-real/#
:~:text=A%20f%C3%B3rmula%20de%20c%C3%A1lculo
%20da,nominal%20de%208%25%20ao%20ano.>

Capitulo 2 Índices da matemática Financeiros.pptx

  • 1.
    Cap. 2 –ÍNDICES FINANCEIROS Existem três indicadores matemáticos que são, muitas vezes, confundidos. Eles podem ser apresentados na forma de porcentagem ou número decimal e, é preciso entender melhor o que cada um deles significa. CONCEITOS E DEFINIÇÕES Esses indicadores são: Taxa, Coeficiente e Índice Esses valores têm uma referência principal e são utilizados para representar partes desse principal ou variações que possam existir na análise desse principal.
  • 2.
    A Taxa écalculada sempre que existir um valor principal e houver a necessidade de se considerar partes desse principal. TAXA Nos cálculos financeiros, as TAXAS são valores em porcentagem (ou decimal) aplicados ao valor principal (Capital) para cálculo dos JUROS que serão cobrados na operação financeira. Suponha um produto que custa, à vista, R$ 500,00 e vai ser vendido a prazo. Considerando TAXA de juros iguais a 5% temos: Juros = R$ 500,00 x 0,05 Juros = R$ 25,00
  • 3.
    COEFICIENTE O COEFICIENTE tambémé calculado a partir de um valor PRINCIPAL, porém com finalidade de medir a variação que existe entre ele e esse Valor Principal em estudo. Na Estatística, o Coeficiente de Variação (CV) é bastante conhecido e mede a variação que existe entre o Valor Médio e o Desvio-padrão de um determinado fenômeno. Ex.: Valor Médio igual a 50 kg com Desvio-padrão de 6 kg. O Coeficiente de Variação será: CV = (6 / 50) x 100 CV = 0,12 x 100 CV = 12 %
  • 4.
    O Índice écalculado sempre que houver uma repetição de valores ao longo do tempo. ÍNDICE Exemplo: Certo produto custava à vista, no mês passado, R$ 500,00 e hoje, esse mesmo produto custa R$ 515,00, portanto, aumento de R$15,00 Um exemplo é o Índice de inflação que mede o aumento de preços de um determinado produto, entre dois períodos de tempo. O valor do período anterior é sempre considerado o Principal. Índice de inflação = (15 / 500) x 100 Índice de inflação = 3%
  • 5.
    O assunto desteCapítulo é, justamente, essa questão dos Índice Financeiros ou, mais necessariamente, Indicadores Financeiros. Ministério da Fazenda; Banco Central; Caixa Econômica Federal; Fundação Getúlio Vargas; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística entre outros. No Brasil existem vários Indicadores Financeiros que são utilizados na Economia e que são calculados e publicados por instituições “oficiais”, como por exemplo: Esses indicadores têm importância e utilização específica para casos em que são fundamentais para entendimento e resolução de problemas do Setor Econômico.
  • 6.
    Existem, porém, outrosIndicadores Financeiros que são definições e conceitos utilizados no setor produtivo e que se aplicam na área da Microeconomia, ou seja, no que chamamos de “setor domiciliar”. No meio acadêmico, esses indicadores são tratados em Contabilidade, Economia e Gestão Financeira, e servem para medir o desempenho das empresas além de proporcionar uma visibilidade para tomada de decisões futuras. Alguns exemplos são: Margem Bruta, Ponto de Equilíbrio, Liquidez, ROI (Retorno Sobre Investimentos), Pay Back, etc.
  • 7.
    Neste Capítulo, vamosentender dois fenômenos da Economia que são a Inflação e a Deflação. A Inflação é um fenômeno econômico em que existe o aumento generalizado de preços e serviços. Desse modo, é possível entender a Inflação como uma situação em que o dinheiro perde o poder aquisitivo, quer dizer, não é possível mais comprar as mesmas coisas, com a mesma quantia de dinheiro, que se comprava anteriormente. Essa Inflação pode ser medida, considerando o valor anterior como principal. Por exemplo, uma camisa que custava R$ 80,00 agora ela passou a custar R$ 92,00. Assim, R$ 80,00 é 100% e, a diferença para R$ 92,00 é o que aumentou no preço da camisa.
  • 8.
    O cálculo fica: R$80,00 100% R$ 12,00 X% Nesse caso, a “Inflação” (para essa camisa) foi de 15%. X = 12 x 100 / 80 X = 15% Os índices de inflação são calculados considerando vários aspectos da vida cotidiana das pessoas, de situações envolvendo o setor produtivo e demais atividades econômicas. Assim, não é apenas o aumento de preço de camisas (ou qualquer outro produto, isoladamente) que vai ser responsável pela inflação que atinge toda uma sociedade.
  • 9.
    A Deflação éum fenômeno econômico em que existe a diminuição generalizado de preços e serviços. Desse modo, é possível entender a Deflação como uma situação em que o dinheiro ganha poder aquisitivo, quer dizer, é possível comprar mais das mesmas coisas, com a mesma quantia de dinheiro, que se comprava anteriormente. Essa Deflação também pode ser medida, considerando o valor anterior como principal. Por exemplo, uma camisa que custava R$ 80,00 agora ela passou a custar R$ 75,00. Assim, R$ 80,00 é 100% e, a diferença para R$ 75,00 é o que diminuiu no preço da camisa.
  • 10.
    O cálculo fica: R$80,00 100% R$ 5,00 X% Nesse caso, a “Deflação” (para essa camisa) foi de 6,25%. X = 5 x 100 / 80 X = 6,25% Embora mais difícil de acontecer, a Deflação é perfeitamente possível numa sociedade que passou por séria crise financeira e que, num determinado momento, a sua situação financeira passa a melhorar. É bom esclarecer que o “Mercado” tem suas leis onde oferta e demanda fazem a diferença nos preços de produtos e serviços.
  • 11.
    Assim, sempre queexistir escassez de um determinado produto, seu preço aumenta por razões óbvias. Não se trata aí de acreditar que houve uma Inflação provocando o aumento de preços, mas certamente, essa situação será “inflacionadora”, quer dizer, poderá provocar inflação afetando os demais produtos e serviços. Por outro lado, havendo fartura de determinado produto, seu preço deve cair. Isso também não significa que houve Deflação, mas certamente, persistindo essa situação ela poderá ser geradora de uma deflação generalizada.
  • 12.
    Vamos considerar ocaso mais comum que ocorre na sociedade que é a “Inflação”. O problema afeta, na verdade, todas as operações financeiras em que existe prazo e taxa de juros. Dessa forma, é preciso calcular (e diferenciar) três tipos de taxa que estarão envolvidas nessas operações financeiras: Taxa de Inflação (iI) que, normalmente, é publicada por órgãos oficiais e que, portanto, é conhecida. Taxa Nominal (iN) que é aquela aplicada pela instituição financeira na operação em questão e que, portanto, também é conhecida.
  • 13.
    Taxa Real (iR)que é uma taxa desconhecida e que precisa ser calculada. A Taxa Real NÃO é calculada pela diferença entre a Taxa Nominal e a Taxa de Inflação. É preciso aplicar a seguinte fórmula: iR = [(1 + iN) / (1 + iI)] – 1 Ex.: Uma determinada aplicação rendeu Taxa de 12% aa (Taxa Nominal), durante 1 ano. Sabendo que nesse período a Taxa de Inflação foi de 4,5% aa, determine a Taxa Real dessa aplicação. TAXA REAL
  • 14.
    Dados do problema: TaxaNominal (iN) = 12 % aa iR = [(1 + iN) / (1 + iI)] – 1 Resp.: O rendimento real dessa aplicação foi de 7,177 % aa. Taxa de Inflação (iI) = 4,5 % aa iR = [(1 + 0,12 / (1 + 0,045)] – 1 iR = [(1,12 / (1,045)] – 1 iR = [1,07177] – 1 iR = 0,07177 iR = 7,177 % aa
  • 15.
    REFERÊNCIAS MINISTÉRIO DA ECONOMIA.Disponível em: <https://www.gov.br/economia/pt-br> PORTAL BRASIL. Disponível em: <https://www.portalbrasil.net/> 4CINCO. Disponível em: <https://4cinco.com/indicadores- financeiros/> INVESTIDOR SARDINHA R7. Disponível em: <https://investidorsardinha.r7.com/aprender/taxa-de-juros-real/# :~:text=A%20f%C3%B3rmula%20de%20c%C3%A1lculo %20da,nominal%20de%208%25%20ao%20ano.>