1ª Edição
2003
C 6-86
MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO
Manual de Campanha
SERVIÇODAPEÇADO
OBUSEIRO 155 mm M 109 A3
¯
MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITOBRASILEIRO
ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO
Manual de Campanha
SERVIÇODAPEÇADO
OBUSEIRO 155 mm M 109 A3
1ª Edição
2003
C 6-86
CARGA
EM.................
Preço: R$
PORTARIA Nº 104-EME, DE 20 DE NOVEMBRO DE 2003
AprovaoManualdeCampanhaC6-86-Serviçoda
Peça do Obuseiro 155 mm M 109 A3, 1ª Edição, 2003.
OCHEFEDOESTADO-MAIORDOEXÉRCITO,nousodaatribuiçãoque
lhe confere o artigo 113 das IG 10-42 - INSTRUÇÕES GERAIS PARA A
CORRESPONDÊNCIA,ASPUBLICAÇÕESEOSATOSADMINISTRATIVOSNO
ÂMBITO DO EXÉRCITO, aprovadas pela Portaria do Comandante do Exército
nº 041, de 18 de fevereiro de 2002, resolve:
Art. 1º Aprovar o Manual de Campanha C 6-86 - SERVIÇO DA PEÇA
DO OBUSEIRO 155 MM M 109 A3, 1ª Edição, 2003, que com esta baixa.
Art. 2º Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua
publicação.
NOTA
Solicita-se aos usuários deste Manual de Campanha a
apresentação de sugestões que tenham por objetivo aperfeiçoá-lo ou
que se destinem à supressão de eventuais incorreções.
As observações apresentadas, mencionando a página, o
parágrafo e a linha do texto a que se referem, devem conter comentários
apropriados para seu entendimento ou sua justificação.
A correspondência deve ser enviada diretamente ao EME, de
acordo com o artigo 108 Parágrafo Único das IG 10-42 - INSTRUÇÕES
GERAIS PARA A CORRESPONDÊNCIA, AS PUBLICAÇÕES E OS ATOS
ADMINISTRATIVOS NO ÂMBITO DO EXÉRCITO, aprovadas pela Portaria
do Comandante do Exército nº 041, de 18 de fevereiro de 2002.
ÍNDICE DOS ASSUNTOS
Prf Pag
CAPÍTULO 1 -INTRODUÇÃO........................................ 1-1 1-1
CAPÍTULO 2 -APRESENTAÇÃODOEQUIPAMENTO
ARTIGO I -Introdução .............................................. 2-1 2-1
ARTIGO II - Descrição e Carecterísticas.................... 2-2 e 2-3 2-1
ARTIGO III - Divisão e Nomenclatura do Obus............ 2-4 e 2-5 2-5
CAPÍTULO 3 - ESCOLA DA PEÇA
ARTIGO I -Introdução .............................................. 3-1 e 3-2 3-1
ARTIGO II - Definição de Termos............................... 3-3 3-2
ARTIGO III - Guarnição da Peça ................................. 3-4 e 3-5 3-2
ARTIGO IV - Comandos e Formações da Guarnição ... 3-6 a 3-15 3-3
CAPÍTULO 4 - PREPARAÇÃO PARA O TIRO E PARA
AMARCHA
ARTIGO I -Introdução .............................................. 4-1 4-1
ARTIGO II - Preparação da Posição........................... 4-2 4-1
ARTIGO III - Preparação para a marcha ...................... 4-3 4-2
ARTIGO IV - Preparação para o Tiro ........................... 4-4 4-2
Prf Pag
CAPÍTULO 5 - TIRO INDIRETO
ARTIGO I -Introdução .............................................. 5-1 a 5-3 5-1
ARTIGO II - Deveres da Guarnição no Tiro Indireto .... 5-4 a 5-9 5-2
ARTIGO III - Técnicas e Situações que Requerem
Atenção Especial ................................... 5-10 5-8
CAPÍTULO 6 - TIRO DIRETO
ARTIGO I -Introdução .............................................. 6-1 a 6-4 6-1
ARTIGO II - Deveres da Guarnição no Tiro direto ....... 6-5 a 6-8 6-3
CAPÍTULO 7 -TORRE
ARTIGO I -Introdução .............................................. 7-1 7-1
ARTIGO II - Sistema do Tubo .................................... 7-2 e 7-3 7-1
ARTIGO III - Sistema de Recuo .................................. 7-4 e 7-5 7-3
ARTIGO IV - Sistema Hidráulico ................................. 7-6 e 7-7 7-4
ARTIGO V - Sistema de Balanço ............................... 7-8 e 7-9 7-8
CAPÍTULO 8 -MUNIÇÃO
ARTIGO I -Introdução .............................................. 8-1 8-1
ARTIGO II -Composição ........................................... 8-2 a 8-6 8-1
CAPÍTULO 9 - VERIFICAÇÕESPERIÓDICASBÁSICAS
ARTIGO I -Introdução .............................................. 9-1 a 9-7 9-1
ARTIGO II - Verificações dos Equipamentos de
ControledeTiro ...................................... 9-8 a 9-12 9-12
CAPÍTULO 10 - MANUTENÇÕES E INSPEÇÕES
ARTIGO I -Introdução .............................................. 10-1 a 10-4 10-1
ARTIGO II - Tabelas de Manutenção ......................... 10-5 e 10-6 10-3
ARTIGO III - Inspeções............................................... 10-7 e 10-8 10-9
Prf Pag
CAPÍTULO 11 - TÉCNIDAS E SITUAÇÕES QUE
REQUEREMATENÇÃOESPECIAL
ARTIGO I - Incidente de Tiro ..................................... 11-1 a 11-5 11-1
ARTIGO II - Procedimentos em Caso de Incêndio ..... 11-6 e 11-7 11-4
ARTIGO III - Utilização da Conteira ............................. 11-8 e 11-9 11-6
CAPÍTULO 12 - TRANSPORTEDOMATERIAL
ARTIGO I -Introdução .............................................. 12-1 e 12-2 12-1
ARTIGO II -TransporteRodoviário............................. 12-3 e 12-4 12-2
ARTIGO III -TransporteAéreo .................................... 12-5 e 12-6 12-3
ARTIGO IV -TransporteFerroviário ............................. 12-7 e 12-8 12-4
ARTIGO V - Transporte Marítimo ............................... 12-9e12-10 12-5
ARTIGO VI -TransporteHidroviário ............................. 12-11 12-6
ANEXO A - PALAMENTA ACESSÓRIOS E FER-
RAMENTAL .................................................................... A-1
ANEXO B - DEVERES DA GUARNIÇÃO AO COMAN-
DO DE "PEGAR NA PALAMENTA" .............................. B-1
ANEXO C - DEVERES DA GUARNIÇÃO AO COMAN-
DO DE "ATRACAR A PALAMENTA" ............................. C-1
ANEXO D - ORIENTAÇÕES SOBRE ÓLEOS,
GRAXAS E LUBRIFICANTES ................ D-1 a D-3 D-1
1-1
C6-86
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO
1-1. FINALIDADE
a.Estemanualdestina-seaorientaroscomandantesdelinhadefogo(CLF)
e os chefes de peça (CP) na utilização do material em operações, na sua
manutenção e na instrução das guarnições, a fim de prepará-las para atuar de
forma coordenada e eficiente. Nele estão prescritas as funções da escola do
servente da peça, as técnicas de verificações e de manutenção orgânica, as
verificações e ajustagens do aparelho de pontaria e os procedimentos para sua
destruiçãoedescontaminação.
b. Ele regula as atividades que se fazem necessárias desenvolver para
realizar o acionamento da peça, a ocupação de posição e o tiro do obuseiro. Na
sua parte final existem os anexos explicativos, em detalhes, de todas as
atividadesnelecontidas.
c.Emqualquerfasedostrabalhos,háposturaspadronizadas.Exige-sedo
homemomáximodeeficiênciaeatenção,particularmenteaosprocedimentosde
segurança.Nafasedetreinamentoinicial,oinstrutorexigirádecadaumapostura
correta,demodoquenãohajamotivodedesatençãonodesenrolardainstrução.
d. Todos os serventes devem estar em condições de substituir seus
companheirosdeguarnição,quandonecessário.
2-1
C6-86
CAPÍTULO 2
APRESENTAÇÃO DO EQUIPAMENTO
ARTIGO I
INTRODUÇÃO
2-1. GENERALIDADES
O obuseiro autopropulsado M 109 A3 constitui-se em um sistema de
artilhariadecampanhaqueproporcionaexcelentecombinaçãoentreflexibilidade,
mobilidade,rapidezdeacionamentoeresistênciadomaterial,comaobtençãode
máximo alcance e potência de fogo.
ARTIGO II
DESCRIÇÃOECARACTERÍSTICAS
2-2. GENERALIDADES
a. A carcaça da viatura é feita de duralumínio e dividida em duas seções:
a do conjunto de força (motor e transmissão) e a da guarnição. A suspensão é
independentecombarrasdetorção.Existemsetebarrasdetorçãodecadalado,
quesustentamquatorzeparesderodasdeapoio.Asbarrasextremassãodotadas
de amortecedores hidráulicos. A tensão da lagarta é conseguida através de um
ajustador de graxa. As lagartas possuem, no lado direito, 79 patins, e no lado
esquerdo, 78 patins. Em ambos os lados, os patins das lagartas são presos por
conectores.
b. O motor diesel a dois tempos é arrefecido à água, possuindo circuito
elétrico de partida a frio. O ar para o motor é sugado do compartimento da
C6-86
2-2
guarnição do carro ou do compartimento do motor. A caixa de mudança é
transversal,seletiva,decomandohidráulico,fazendo4(quatro)marchasàfrente
e 2 (duas) à ré. É intermediária entre o motor e o diferencial.
c. O painel de instrumentos do motorista está situado à esquerda do
compartimento, possuindo uma seção destacável, que é o painel portátil e que
podesercolocadonaparteexternadaviatura,possibilitandofácilcontrolevisual
ao motorista quando conduz o veículo aberto.
d.Osistemaelétrico,anexoaomotor,constadeumalternadorde24volts,
quecarregaembaixavelocidadeeémontadoentreoventiladorduplodoradiador;
um retificador de selênio, que transforma corrente alternada em contínua; uma
caixareguladora,queregulaavoltagemem24voltsparacarregarabateriaeum
circuito de partida a frio. O sistema elétrico de iluminação e sinalização consiste
defaróis,luzdefreio,faroldeescurecimento,luzdefreiodeescurecimentoefaróis
deinfravermelho.
OBSERVAÇÃO - Não se deve parar à frente dos faróis de infravermelho
porque seus raios podem causar lesões ao corpo humano.
e. O armamento principal do veículo é o obus M 185 de 155 mm e o
secundário, para defesa aproximada, é a metralhadora .50.
2-3. CARACTERÍSTICAS DO OBUS M 109 A3
a. Designação
(1)Nomenclatura
- Obus 155 M 109 A3 AUTOPROPULSADO
(2)Simbologia
- Ob 155 M 109 A3 AP
b.Características
(1)Apresentaçãogeral
- Peso pronto para o combate. ...................... 25Ton
- Peso sem carga e combustível. ................... 23,3Ton
- Pressão sobre o solo. ................................. 0,71 kg/cm2
- Bitola........................................................... 2,768 m
- Comprimento total com tubo. ...................... 9,13 m
- Comprimento total sem tubo. ...................... 6,113 m
- Altura total com Mtr .50. .............................. 3,28 m
- Largura total. ............................................... 3,15 m
- Vão. ............................................................ 0,46 m
- Funcionamento do mecanismo
da culatra..................................................... Semi-automático
a partir do 1º tiro
-Carregamento. ............................................. Hidráulico
-Guarnição.................................................... 06homens
2-2/2-3
2-3
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(2)Classificação
- Quanto ao calibre. ....................................... Médio
- Quanto ao peso. .......................................... Médio
- Quanto à tração. ......................................... Autopropulsado
(3)Desempenho
- Velocidade máxima à frente. ....................... 35 mph/56 km/h
- Velocidade máxima à ré. ............................. 7 mph/11.3 km/h
- Rampa máxima. .......................................... 60%
- Fosso máximo. ........................................... 1,83 m
- Vau máximo. ............................................... 1,07 m
- Degrau máximo. .......................................... 0,53 m
-Capacidadedecombustível. ........................ 511 litros, em dois
tanques
- Autonomia. .................................................. 354 Km
(4)Motor
-Tipo. ............................................................ Diesel,V8,doistem-
pos, arrefecido à
água, com 405 HP
-Ignição. ....................................................... Porcompressão
-Óleocombustível. ........................................ Diesel 40 octanas
- Capacidade do sistema de lubrificação do
motor. ......................................................... 36 litros (com troca
defiltro)25litros(sem
troca de filtro)
- Capacidade do sistema de lubrificação da
transmissão. ............................................... 83 litros (quando
seco)53litros(repo-
sição)
- Capacidade do sistema de arrefecimento. ... 77 litros
(5) Sistema elétrico
- Voltagem nominal........................................ 24volts
- Baterias....................................................... 04 (cada uma de 12
volts ligadas em sé-
rie/paralelo)
-Alternador.................................................... tipo trifásico de 100
ampères
(6)Suspensão
- Suspensão. ................................................. tipo independentes
por barras de torção
- Rodas de Apoio. .......................................... 14 duplas
- Ajuste da Lagarta. ....................................... Hidráulico na polia
tensora
(7) Extintores de incêndio
- Fixos de 10 libras . ...................................... 02
- Fixos de 05 libras. ....................................... 01
(8)Armamentoprincipal
- Designação do tubo..................................... M 185
2-3
C6-86
2-4
- Designação do reparo.................................. M 178
- Diâmetro do tubo. ........................................ 155 mm
- Comprimento do tubo. ................................. 6,05 m
- Peso do tubo. .............................................. 1948 Kg
- Vida do tubo. ............................................... 7500TCM
- Desgaste do tubo. ....................................... 0,25 TCM (Cg 1 a 6).
..................................................................... 0,75 TCM (Cg 7)
..................................................................... 1,0 TCM (Cg 8)
OBSERVAÇÃO:TCM(tironacargamáxima)
- Alcance máximo. ........................................ 14.600 m (Cg 7)
..................................................................... 18.000 m (Cg 8)
..................................................................... 23.300m(Grassisti-
da)
- Máxima cadência de tiro. ............................ 4TPM(Cg1a7)nos
primeiros3min,após
isto, voltando para a
cadência normal de
tiro.
...................................................................... 1 TPM (Cg 8)
-Cadêncianormal. ........................................ 1 TPM (Cg 1 a 7)
...................................................................... 1 tiro a cada 3 min
(Cg8)
- Campo de tiro horizontal.............................. 6400"
- Mecanismo do recuo - tipo. ......................... Hidráulico
- Comprimento do recuo. ............................... variável de 0,60 m a
0,90 m
- Campo de tiro vertical
Elevação:. ................................................ 75graus
Depressão:. ............................................. 6 graus
(9)Munição
- Capacidade (155 mm). ................................ 34 tiros
-Capacidade(.50). ........................................ 500 tiros
- Capacidade (7,62 mm). ............................... 900 tiros
- Capacidade (Gr mão). ................................. 12
(10)Equipamentoótico
- Periscópio do motorista. .............................. M45
- Periscópio do CP. ....................................... M27
-LunetapanorâmicaM117
- aumento: . ............................................. 4 x
- campo de visão:. .................................... 170’’’
- suporte da luneta:. ................................. M145
- Colimador M1
- Luneta p/ tiro direto - M 118
-aumento................................................. 4 x
- campo de visão:. .................................... 170’’’
- suporte da luneta: . ................................ M146
2-3
2-5
C6-86
ARTIGO III
DIVISÃOENOMENCLATURADOOBUS
2-4. OBUSPROPRIAMENTEDITO
a. Sistema de tubo
(1) Freio de boca.
(2) Eliminador de alma.
(3)Culatra.
(4)Tuboalma.
b. Sistema de recuo
(1) Freio de recuo.
(2)Reguladorderecuo.
(3)Recuperador.
(4)Amortecedor.
(5)Recompletador.
c. Sistema de giro
(1)Travadatorre.
(2) Transmissão de giro.
(3)Travadotubo.
d. Sistema hidráulico
(1) Motor hidráulico ou conjunto de força.
(2)Cilindrodeelevação.
(3)Carregadorautomático.
(4)Motorhidráulico.
e. Sistema de balanço
f. Reparo
g. Aparelho de pontaria
h. Palamenta - Todo instrumental necessário ao serviço da peça, como
aparelho de pontaria (lunetas), quadrante de nível, reguladores de espoleta,
colimador e balizas.
i. Acessórios - Compreendem as ferramentas e equipamentos utilizados
pelos serventes nas montagens e desmontagens autorizadas e para limpeza e
conservaçãodabocadefogo,reparo,muniçãoetc.Compreendetambémcapas
e outros objetos necessários à proteção do material quando não está em uso ou
em marcha.
2-5. DIVISÃOENOMENCLATURADOMECANISMODACULATRA
a. Culatra
- Ajustador.
-Mergulhadortravadoajustador.
2-4/2-5
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2-6
- Placa de apoio das molas espirais.
- Molas espirais internas.
- Mola espiral externa.
- Suporte do bloco da culatra.
- Mecanismo de disparo.
- Alavanca de manejo.
- Bloco da culatra.
-Travadaalavancademanejo.
- Alojamento do mecanismo de disparo.
- Retém do ajustador.
- Retém da árvore de comando.
-Árvoredecomando.
- Engate direito.
- Engate esquerdo.
- Mola do mergulhador do ajustador.
- Guia de rotação da culatra.
b. Obturador
-Cabeçamóveldoobturador.
- Anel partido dianteiro.
- Pasta Obturadora.
- Anel da pasta obturadora.
- Anel partido traseiro.
- Disco espaçador.
-Chaveta.
c. Mecanismo de disparo
- Cão.
- Copo do cão.
-Armadilha.
- Pino da armadilha.
- Manga.
- Mola da manga.
- Mola da armadilha.
- Mola do cão.
-Corpo.
-Transportador.
- Pino.
-Alavanca.
2-5
3-1
C6-86
CAPÍTULO 3
ESCOLA DA PEÇA
ARTIGO I
INTRODUÇÃO
3-1. FINALIDADE
A escola da peça tem por finalidade proporcionar à guarnição a máxima
eficiênciaeprecisão,aliadasàelevadarapideznaexecuçãodasdiversasfunções.
Este capítulo prescreve os devidos comandos e funções.
3-2. INSTRUÇÕES
a. Os exercícios prescritos neste manual devem ser fielmente executados
para que se atinja a máxima eficiência e para que se evitem baixas no pessoal e
danos ao material. A guarnição deve ser instruída até que as reações aos
comandos sejam automáticas, rápidas e eficientes.
b.Oserrosdevemserimediatamentecorrigidos.Cadamembrodaguarni-
çãodeveestarconscientedaimportânciaderelatarprontamenteaoCPqualquer
erro descoberto, antes ou depois do comando “FOGO!”. O CP deve informar
imediatamente ao CLF sobre o erro.
c. O CLF aciona e supervisiona a escola da peça para se certificar de que
a instrução foi entendida e de que o máximo de eficiência está sendo obtido.
d. Deve haver rodízio de funções durante a instrução, de modo que cada
elemento da guarnição possa executar todas as tarefas atribuídas aos demais.
Alémdisso,todoopessoaldabateria,nãopertencenteàsguarniçõesdaspeças,
deve ser instruído para que esteja em condições de ser empregado, com
eficiência, na linha de fogo, se for necessário.
C6-86
3-2
ARTIGO II
DEFINIÇÃODETERMOS
3-3. PRINCIPAISTERMOSUTILIZADOS
a. Peça - É o conjunto da viatura tratora, obuseiro, palamenta, acessórios
e pessoal necessário ao seu serviço.
b.Pessoal-Compreendeumaguarnição,compostaporquatroserventes,
um motorista e um 2º ou 3º sargento CP.
c.Peçaacionada-Éaquelapostapelosserventesemcondiçõesdeatirar.
d. Peça em posição de tiro - É a posição em que o obuseiro tem a boca
de fogo dirigida para direção geral de tiro (DGT), estando a peça acionada.
e. Direita e esquerda da peça - É a posição referida ao lado direito ou
esquerdo de um homem colocado atrás da viatura e com a frente voltada para o
tubo, estando a peça acionada ou não.
ARTIGO III
GUARNIÇÃODAPEÇA
3-4. GUARNIÇÃODAPEÇA
A guarnição da peça é composta pelos seguintes elementos (serventes):
a. Chefe de Peça (CP)
b. Cabo Apontador (C1)
c. Soldado Atirador (C2)
d. Soldado Carregador (C3)
e. Soldado Municiador (C4)
f. Cabo Motorista (Motr)
3-5. FUNÇÕESGERAISDAGUARNIÇÃO
a. Chefe de Peça - O CP é um 2º ou 3º sargento, responsável, perante o
CLF, pelo:
(1) treinamento e eficiência do pessoal;
(2)desempenhodosdeveresdechefiadapeçaduranteotiro,verificações
e ajustagens do aparelho de pontaria e, ainda, pela inspeção e manutenção
preventivadetodooblindado;
3-3/3-5
3-3
C6-86
(3) observação das medidas de segurança;
(4)disciplinadecamuflagem,segurançadolocalemedidasdeproteção
contra agentes químicos, biológicos e nucleares (QBN); e
(5) manutenção, em dia e em ordem, do livro de tiro da peça e do livro
registrodaviatura.
b. Apontador - É o principal auxiliar do CP no desempenho de suas
funções. As funções específicas do apontador estão prescritas nos capítulos
destemanual.
c.Atirador-Éoresponsávelpeloregistrodaelevaçãoepelarealizaçãodo
disparo.
d. Carregador - Sua principal missão é efetuar o carregamento do
obuseiro. As funções específicas do carregador estão prescritas nos capítulos
destemanual.
e. Municiador - Executa a função específica prevista neste manual e
quaisquer outras atribuídas pelo CP.
f. Motorista - A sua principal função é dirigir o blindado e executar a
respectiva manutenção preventiva. Executa outras funções prescritas neste
manual e nos manuais técnicos relativas à seu blindado, bem como, as funções
atribuídas pelo CP. Deve ser treinado para executar as funções de todos os
serventes da peça durante o tiro.
ARTIGO IV
COMANDOSEFORMAÇÕESDAGUARNIÇÃO
3-6. FORMAÇÃODAGUARNIÇÃO
Para formar a guarnição, o chefe de peça toma o seu devido lugar perto da
peça e dá um dos comandos que se seguem:
a. “FORMAR GUARNIÇÃO!” (Fig 3-1) - A guarnição procede da seguinte
maneira:
(1) desloca-se, em passo acelerado, para o local indicado pelo CP;
(2)formaemumasófileira,semintervalos,comoapontador(C1)àdireita
e, à sua esquerda, os demais serventes e o motorista;
(3)àfrentedodispositivoestarávoltadaparaadireçãoindicadapeloCP;
(4) à frente da guarnição, distanciado de três passos do C3, situa-se o
CP;
(5)prontoodispositivo,oCP,naposiçãodesentido,comobraçodireito
levantadoepunhocerrado,devedizer:“TALPEÇA,GUARNIÇÃOFORMADA!”,
abaixandoobraçoenergicamenteetomandoaposiçãodedescansar,enquanto
os componentes da peça permanecem na posição de descansar.
3-5/3-6
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3-4
Fig3-1.Guarniçãoformada
b. “À RETAGUARDA DA PEÇA, FORMAR GUARNIÇÃO!” - A este
comandoaguarniçãoformaemumasófileira,comodescritonaletra“a.”anterior,
tomando o dispositivo da figura 3-2.
Fig 3-2. Guarnição formada à retaguarda da peça
c. “À FRENTE DA PEÇA, FORMAR GUARNIÇÃO!” - A este comando a
guarnição forma em uma só fileira, como descrito na letra “a.” anterior, tomando
o dispositivo da figura 3-3.
3-6
3-5
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Fig 3-3. Guarnição formada à frente da peça
d.“AOLADOESQUERDODAPEÇA,FORMARGUARNIÇÃO!”-Aeste
comandoaguarniçãoformaemumasófileira,comodescritonaletra“a.”anterior,
tomando o dispositivo da figura 3-4.
Fig 3-4. Guarnição formada à esquerda da peça
e. “AO LADO DIREITO DA PEÇA, FORMAR GUARNIÇÃO!” - A este
comandoaguarniçãoformaemumasófileira,comodescritonaletra“a.”anterior,
tomando o dispositivo da figura 3-5.
3-6
C6-86
3-6
Fig 3-5. Guarnição formada à direita da peça
3-7. ENUMERARPOSTOSEDESIGNARFUNÇÕES.
Comaguarniçãoformada,ocomandoé:“ENUMERARPOSTOS,DESIG-
NAR FUNÇÕES!”. A guarnição procede da seguinte forma:
a. Todo o pessoal toma a posição de sentido.
b.ApartirdoCP,cadaserventeergueobraçodireitocomopunhocerrado,
declina a sua função em voz alta, abaixa o braço energicamente, batendo a mão
na coxa.
c.Aguarniçãoenumeraospostosedesignaasfunções,naseguinteordem:
(1) CP, CHEFE DE PEÇA;
(2)C1,APONTADOR;
(3)C2,ATIRADOR;
(40C3,CARREGADOR;
(5)C4,MUNICIADOR;
(6)MOTORISTA.
d.Apósomotoristaenunciarasuafunção,todaaguarniçãovoltaàposição
dedescansar.
3-8. GUARNECER
a. O comando é “GUARNECER!”. É geral e pode ser dado à guarnição
formada ou à vontade, podendo a peça estar acionada ou não. O comando de
guarnecer precede uma ação que se deseja à guarnição executar.
b. Todos os movimentos são executados em passo acelerado.
c. A guarnição executa o comando, tomando o dispositivo das figuras 3-6 e
3-7, conforme for o caso.
3-6/3-8
3-7
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Fig 3-6. Peça guarnecida acionada Fig 3-7. Peça guarnecida não
acionada
d.Apósapeçaestarguarnecida,oCP,naposiçãodesentido,comobraço
direito levantado e punho cerrado, deve dizer: “TAL PEÇA, GUARNECIDA!”,
abaixandoobraçoenergicamenteetomandoaposiçãodedescansar,enquanto
os componentes da peça permanecem na posição de descansar.
3-9. TROCARPOSTOS
Para se treinar todos os membros da guarnição no desempenho de todas
as funções, os postos devem ser trocados freqüentemente. Com a guarnição
formada (Fig 3-1), os comandos são:
a. “GUARNIÇÃO, TROCAR POSTOS” - A este comando a guarnição
procededaseguinteforma:
(1) ao destaque de “TROCAR!”, todos tomam a posição de sentido;
(2) ao finalizar o comando (“POSTOS!”), o C1, C2 e C3 dão um passo à
esquerda,demodoquecadaumassumaaposiçãodoelementoàsuaesquerda,
enquanto o C4 desloca-se, em passo acelerado, por trás da guarnição e ocupa o
lugar do C1;
(3) o motorista permanece em seu lugar, pois esta função requer
treinamentoespecífico;
(4) toda a guarnição volta à posição de descansar.
b. “TROCAR POSTOS”- O CP designa os serventes que deverão trocar
postos. Por exemplo: “C2 e C3, TROCAR POSTOS!”. A este comando, os
serventes designados procedem como descrito na letra “a.” anterior.
3-8/3-9
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3-8
3-10. EMBARCAR
a. Para embarcar, o comando é “PREPARAR PARA EMBARCAR, EM-
BARCAR!”ousimplesmente“EMBARCAR!”.Sequalquerelementodaguarnição
nãodevaembarcar,ocomandodeveindicarqueelepermaneçaemseulugar.Por
exemplo, “PREPARAR PARA EMBARCAR, MOTORISTA PERMANEÇA EM
SEULUGAR,EMBARCAR!”.
b. O comando “PREPARAR PARA EMBARCAR, EMBARCAR!” é execu-
tado como se segue:
(1) ao comando de “PREPARAR PARA EMBARCAR!”, a guarnição se
desloca, em passo acelerado, para as posições mostradas na figura 3-7.
(2)aocomandode“EMBARCAR!”,oCPabreaportatraseiraeopessoal
embarca, tomando as posições mostradas na figura 3-8.
(3)oCP,antesdeembarcar,deverealizarumaverificaçãodopessoale
do material de sua peça. Para isto, a seguinte seqüência deve ser observada:
(a) verifica se as pás das conteiras estão presas;
(b) verifica se o tubo está corretamente preso;
(c) verifica se a torre está travada;
(d) verifica se as chaves do sistema hidráulico estão desligadas;
(e)verificaseaculatraestáfechadaeseaalavancademanejoestá
travada;
(f) verifica se a mesa de carregamento está travada
c. Caso o comando seja “EMBARCAR!”, a guarnição procederá como
previsto na letra “b.” anterior sem, contudo, ocupar as posições mostradas na
figura3-7.Nestecaso,desloca-sediretamenteparaasposiçõesapresentadasna
figura3-8.
Figura 3-8. Peça embarcada
3-10
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3-11. PARADESEMBARCAR
a.Ocomandoé“PREPARARPARADESEMBARCAR,DESEMBARCAR!”
ousimplesmente“DESEMBARCAR!”.
b. Ao comando preparatório, o pessoal embarcado toma a posição de pé
parapoderdesembarcarprontamente.Àvozdeexecução,opessoaldesembarca
e, em passo acelerado, toma o dispositivo mostrado na figura 3-3.
c.Seocomandoforsimplesmente“DESEMBARCAR!”aguarniçãodesem-
barca conforme prescrito na letra “b.” anterior e, em passo acelerado, toma o
dispositivo mostrado na figura 3-3.
3-12. DESCANSO PARA A GUARNIÇÃO
a. O comando é “REPOUSAR!” ou “REPOUSAR NOS ELEMENTOS DE
TIRO!”, e é dado para que a guarnição possa descansar e recuperar-se, durante
a instrução de treinamento ou tiro.
b. “REPOUSAR!” - A este comando, a peça repousa nos elementos de
barragem normal, se houver, ou de vigilância, com o tubo em sua depressão
máxima,visandonãosobrecarregaromecanismodeelevaçãodotubo,devidoao
seu peso, como também diminuir a silhueta da peça.
c. “REPOUSAR NOS ELEMENTOS DE TIRO!” - A este comando, os
elementos de tiro não devem ser desfeitos. Este comando é dado quando for
necessáriointerrompertemporariamenteotiroeaguarniçãodevepermanecernas
imediaçõesdapeça,emcondiçõesde,rapidamente,continuaramissãointerrom-
pida.
3-13. SUSPENSÃODETIRO
a.“CESSARFOGO!”-Estecomandodeveserdadoporqualquerpessoa
queobservaratoatentatórioàsegurançaedeveserrepetidoporquemoescutar,
até que o tiro seja suspenso. A guarnição procederá da seguinte forma:
(1) interromper imediatamente a execução do tiro;
(2) não alterar os elementos de trio;
(3) formar, imediatamente, à retaguarda da peça (Fig 3-2);
(4) o CP deverá informar ao CLF, caso a peça esteja carregada: “(TAL)
PEÇACARREGADA!”;
(5)oCLFverificaascircunstânciasquemotivaramocomando,corrigin-
do-as, se for o caso;
(6) o tiro prossegue ao comando de “ELEVAÇÃO (TANTO)!”.
b. “FORA DO FEIXE!” - O comando é “(TAL) PEÇA FORA DO FEIXE!”, e
podeserdadopeloCLFoupeloCP,caso,porqualquermotivo,apeçanãopuder
atirar.QuandoocomandofordadopeloCP,estedeveráinformaraoCLFomotivo.
A guarnição procede da seguinte maneira:
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(1) interrompe o tiro;
(2)oCPtomaasprovidênciasnecessáriasàcolocaçãodapeçanofeixe
novamente,sfc;
(3) o CLF informa à Central de Tiro;
(4) a peça volta a atirar ao comando de “(TAL) PEÇA NO FEIXE!”.
c. “ABRIGAR!” - A este comando as guarnições interrompem o que
estavam fazendo e vão para seus abrigos.
3-14. PEGAR NA PALAMENTA
a. O comando é “PEGAR NA PALAMENTA!”.
(1)Ocomandopodeserdadocomapeçanaposiçãooupróximodolocal
em que irá ocupá-lo.
(2) As funções de cada membro da guarnição encontra-se no anexo B.
(3)Cadahomemdevetomaroseuposto(Fig3-6)quandotivercumprido
todas as suas tarefas.
b. Normalmente, a peça é parcialmente preparada para ação, antes de
entrar em posição.
c. Todas as tarefas são feitas em ritmo acelerado.
NOTA: DURANTE A PREPARAÇÃO DA PEÇA PARA O TIRO É USUAL
TAMBÉM OS COMANDOS DE “ALTO!” E O DE “EM AÇÃO!”.
3-15. ATRACARNAPALAMENTA(NÃOENTENDIDO!)
a. O comando de “ATRACAR NA PALAMENTA” é dado para que a
guarnição possa desencadear todos os procedimentos necessários para deixar
a peça em condições de realizar um deslocamento.
b. As funções de cada membro da guarnição encontram-se especificadas
no Anexo C.
c.Cadahomemdevetomaroseuposto(Fig3-6)quandoacabardeexecutar
suas funções.
3-13/3-15
4-1
C6-86
CAPÍTULO 4
PREPARAÇÃO PARA O TIRO E PARA A MARCHA
ARTIGO I
INTRODUÇÃO
4-1. GENERALIDADES
a. As peças de uma bateria são, normalmente, colocadas em posição sob
a direção do CLF e dos CP. A preparação da posição de tiro, antes de uma
ocupação, é executada em função do tempo e do pessoal disponíveis.
b.OCLFeosCPdevem,semprequepossível,fazerumminuciosoestudo
na carta da área a ser ocupada, pois nem sempre há possibilidades de um
reconhecimentopréviodoterreno.
ARTIGO II
PREPARAÇÃODAPOSIÇÃO
4-2. GENERALIDADES
As seguintes atividades podem facilitar a ocupação de uma posição:
a. indicar no terreno o local onde o blindado deve estacionar e a DGT;
b. materializar no terreno com uma baliza a DGT, que deverá distar de 50
a100metros,sobreaqualotubodeveserorientado(ouentão,oCLFindicaaDGT
paracadapeçacomsinalizaçãomanual).Cadaviaturasedeslocaparaoseulugar
apropriado,deacordocomaorientaçãodoCP,queexecutasinaiscomosbraços
e as mãos.
C6-86
4-2
c. Certificar-se de que a viatura esteja estacionada numa posição que
permita a visada luneta - goniômetro bússola (GB) de modo que nenhuma
alteraçãodeDGTvenhaimpedirtalvisada.
ARTIGO III
PREPARAÇÃOPARAAMARCHA
4-3. GENERALIDADES
Para preparar a peça para a marcha, partindo de uma posição de tiro, o
comandoé“ALTO,CESSARFOGO!MUDANÇADEPOSIÇÃO!”.Devidoàgrande
mobilidadedaViaturaBlindadadeCombate-obuseiroautopropulsado(VBCOAP),
faz-senecessáriooconhecimentodealgumasverificaçõesnecessáriasantesda
marcha:
a. verificar se todo o material da peça foi guardado e fixado no local
apropriado;
b. verificar se a culatra foi fechada;
c. verificar a amarração do tubo e a colocação da capa do freio de boca;
d.verificarseatorreestátravadaeseachavegeraldatorreestádesligada;
e. verificar se todos estão embarcados e com capacete; e
f. testar todo o sistema de comunicação.
ARTIGO IV
PREPARAÇÃOPARAOTIRO
4-4. PREPARAÇÃO PARA O TIRO
a. Para preparar para o tiro, o comando é “BIA ATENÇÃO!” ou “TAL PEÇA
ATENÇÃO!”.Éocomandoaserdadoparaqueaguarnição,partindodequalquer
situação, execute os movimentos para “GUARNECER!” e “PEGAR NA
PALAMENTA!”.
OBSERVAÇÕES:
(1)Logoapósapeçaestaracionada,oCPdeveráprepararsuapeçapara
otiro,efetuandoumaverificaçãodaspartescomponentesdoobuseiro.Oobjetivo
é certificar-se de que o equipamento está pronto para efetuar os disparos, em
todos os seus detalhes.
(2) Na preparação para o tiro as verificações são as seguintes:
CP e C2 - verificam a pressão dos cilindros de freio (21 a 24 PSI);
CP e C2 - verificam se os pinos dos cilindros de recuo estão entre
3 e 19 cm;
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4-3
C6-86
C3 - verifica se o tubo está limpo;
CP e C3 - verificam se as linhas da culatra estão coincidindo;
C1 - verifica o ângulo padrão (3303”’ a 3307”’);
C1 - checa o mecanismo de elevação;
C2 - prepara o arco-nível em 200”’;
C2 - verifica se a ocular da luneta cotovelo foi aberta pelo motorista;
C2 - verifica o funcionamento da culatra;
C3 - verifica o funcionamento da calha de carregamento;
C3 - verifica o sistema de comunicação;
C4 - examina a munição;
C4 - examina as chaves de espoletas;
C4 - verifica o estado e os lacres dos extintores.
(3)Apósreceberoprontodecadaserventeemrelaçãoaoequipamento
o CP informa ao CLF: “TAL PEÇA PRONTA!”.
4-4
5-1
C6-86
CAPÍTULO 5
TIROINDIRETO
ARTIGO I
INTRODUÇÃO
5-1. GENERALIDADES
Oprocessodepontariaindiretaéfreqüentementeempregadoparaapontar
o obuseiro. O tubo do obuseiro é colocado na linha centro de bateria - ponto de
vigilância (CB-PV) (caso da luneta sobre o CB) ou numa direção paralela a esta
linha. Deve-se aprimorar o adestramento dos artilheiros para que o tiro seja
disparado no momento exato e com precisão.
5-2. INSTRUÇÃO
A pontaria indireta de uma peça divide-se em “PONTARIA INICIAL” e
“PONTARIARECÍPROCA”.
a. Pontaria Inicial - Coloca-se a linha 0-32 do Goniômetro Bússola (GB)
na direção CB-PV através de um dos quatro processos de pontaria inicial
preconizados do Manual de Campanha C 6-40 - ARTILHARIA DE CAMPANHA,
TÉCNICA DE TIRO, 1º e 2º Vol.
b. Pontaria recíproca - Consiste em dar uma direção ao eixo do tubo da
peça,paralelaàdireção0-32doGB,atravésdaexecuçãodevisadasrecíprocas
da luneta panorâmica e do GB.
c. As instruções gerais, contidas no Capítulo 3, para conduta da escola da
peça, se aplicam também para o caso do tiro indireto. As funções do CLF são
apresentadasdeummodogeralnoC6-40enomanualquetratadasBateriasdo
GrupodeArtilhariadeCampanha.
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5-2
5-3. FUNÇÕESGERAISDAGUARNIÇÃO
Estão descritas abaixo, além das prescritas no Capítulo 3.
a. O CP é o responsável por todo o serviço, de forma que a guarnição
executecorretamentesuasfunções,cumpratodososcomandoseobservetodas
as medidas de segurança.
b. O apontador (C1) é o responsável por apontar a peça.
c.Oatirador(C2)éoresponsávelpelodisparodapeça,alémdeabrirefechar
a culatra.
d. O carregador (C3) é o responsável pelo carregamento da munição.
e. O municiador (C4) é o responsável pelo preparo da munição.
f. Motorista (Motr) conduz a VBCOAP na entrada em posição e realiza a
manutençãopreventiva.
ARTIGO II
DEVERESDAGUARNIÇÃONOTIROINDIRETO
5-4. CHEFE DE PEÇA
a. Indicar o ponto de pontaria ao apontador tão logo tenha sido designado
peloCLF.
b. Certificar-se de que esse ponto foi devidamente identificado. Se houver
dúvidaoCPmovimentaalunetapanorâmicaatéqueaslinhasdosretículosvertical
e horizontal estejam centradas no ponto de pontaria designado.
c. Supervisionar as ações de todos os serventes.
d. Conferir, juntamente com o C1, a elevação mínima.
e. Coordenar a referência do obuseiro na deriva de vigilância.
Aofinaldapontariarecíproca,oCLFordenaareferênciadoobuseirona
derivadevigilânciaadotadapelogrupo(ouBia).OCP,nestemomento,coordena
a referência do obuseiro, que deve seguir a prioridade de acordo com o quadro a
seguir:
5-3/5-4
5-3
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OBSERVAÇÕES: Os pontos de referência listados no quadro acima são
classificados em dois níveis com relação à precisão:
(1) Nível 1: mais preciso.
(2) Nível 2: menos preciso (alternativo sob condições meteorológicas
adversas).
(3)Aescolhadospontosdereferênciaaseremutilizadospodevariarpara
cadaposiçãodebateria.Semprequepossível,deveráserutilizadoonível1,que
garante uma maior precisão. Os pontos de referência, tanto próximo como
afastados, devem ser nítidos e possuir um local definido no qual será realizada a
visada.
(4) Ao final da pontaria deverão ter sido selecionados os pontos de
referênciasuficientesparaorecobrimentosetorde6400”’(nomínimotrês,umdos
quais possa ser usado em condições meteorológicas adversas)
Nota: Sempre que possível, se utiliza pontos afastados, por serem mais
preciso que as balizas. Estes pontos são, geralmente, antenas ou torres que se
projetam no horizonte e que possuem iluminação própria, para serem utilizados
em caso de pontaria noturna. Porém, poderão ser encoberto por nuvens, por
exemplo. Para evitar que isto ocorra, se procura algum ponto afastado que não
sofrainfluênciadascondiçõesmeteorológicas,comoaantenadeumacasa.Para
nãooperder,secolocaumabalizaa300m,noalinhamentocomopontoafastado.
(5) O CLF desse ser informado quando um ponto de referência por ele
determinado se tornar inviável para uma ou mais peças.
(6) A referência poderá ser feita, através dos seguintes comandos, em
ordemdecrescentedeprioridade:
(a)“TALPEÇA,ATENÇÃO!PONTODEREFERÊNCIAOINDICADO
DERIVA3200”’!REFERIR!”
(b)“TALPEÇA,ATENÇÃO!PONTODEREFERÊNCIAASBALIZAS!
DERIVA3200”REFERIR!”
Estas serão cravadas, a critério do CLF, quando:
1) não há visibilidade na posição de bateria;
2) não existe ponto de referência afastado na região;
3) durante a pontaria noturna.
(c) “TAL PEÇA, ATENÇÃO! PONTO DE REFERÊNCIA O
COLIMADOR!DERIVA3200”’REFERIR!”
aicnêrefeRedsotnoP levíN sbO 901ModaicnâtsiD
rodamiloC 1 etioNeaiD m5
sazilaB 1 etioNeaiD )xorP(m05/)sfA(m001
odatsafarfRotP 1 etioNeaiD m000.3am005.1
omixórprfRotP 2 etioNeaiD m003>
zuledetnoF 2 etioNeaiD m003>
5-4
C6-86
5-4
f. Medir o ângulo de sítio da massa cobridora (alça de cobertura)
(1)Comoobuseiroorientadoparaadireçãodetiro,oujáconvenientemen-
te apontado, o CP efetua a medida dos sítios para os pontos críticos da máscara
ou massa cobridora. Tais medidas são feitas utilizando o obuseiro como o
instrumento, como descrito na figura 5-1.
Fig 5-1. Setores da Alça de cobertura
(2) Ao comando de “MEDIR A ALÇA DE COBERTURA!”, o CP visa ao
pontomaiselevadodosetordetiropelageratrizinferiordaalmadotuboeorienta
o C1 na direção e elevação do tubo, até que a linha de visada tangencie aquele
ponto. O C1 centraliza as bolhas dos níveis longitudinal e transversal e o CP lê a
alça de cobertura no quadrante de elevação informando-a ao CLF: ”TAL PEÇA,
ALÇADECOBERTURA(TANTO)!”.
(3) Quando o CLF anuncia a elevação mínima para cada carga, o CP
registra os dados em sua ficha.
g.Acompanharoscomandosdetiro-Acompanhaoscomandosdetirocuja
execução direta dependa do CLF. Todos os comandos devem ser anotados e o
CPdeveráestaremcondiçõesdeinformarqualquerelementodoúltimocomando
ao servente ou de anteriores ao CLF.
h. Registrar os elementos básicos - Registra em sua ficha os elementos,
queporsuaimportância,merecemseranotados,taiscomo:elevaçõesmínimas,
pontos de pontaria com derivas respectivas, tiros previstos (quando não forem
fornecidasasfichascorrespondentes),limitesdesegurança(derivasdoslimites
esquerdo e direito), número de tiros dados, correções especiais de regimagem,
etc.
i. Informar que a peça está pronta - Deverá dizer sempre: “TAL PEÇA
PRONTA!”comseubraçodireitolevantadoverticalmente,indicando,assim,que
a peça está pronta para o tiro, tão logo o C1 informe “PRONTO”.
j.Darocomandode“TALPEÇA,FOGO”(quandofordesignadoparaisso)
-Emqualquercaso,oCPantesdedarocomando“(TAL)PEÇAFOGO!”(quando
for designado para isso), deve certificar-se de que todos os serventes estão em
seus devidos lugares, devido à segurança durante o recuo do tubo.
5-4
5-5
C6-86
k.ParticiparaoCLFqualquererroouincidentedetiro-Seapeçanãopuder
atirar,oCPparticipaofato,declarandoomotivo.Porexemplo:“TALPEÇA,NÃO
ATIROU, NEGA!”. Se verificar que a peça atirou com erro de pontaria, o CP
participa imediatamente, dizendo o quanto errou, por exemplo: ”TAL PEÇA
ATIROU 40 MILÉSIMOS À DIREITA!”. Quando o C1 avisar que as balizas estão
fora do alinhamento com a luneta, o CP notifica ao CLF e pede permissão para
tornar a alinhar as balizas. Da mesma forma, participa quaisquer outras orienta-
ções que possam prejudicar o serviço da peça.
l. Conduzir os tiros previstos - Quando é determinada a execução de tiros
previstos,oCPconduzotirodapeçaconformeoqueprescreveafichadistribuída
pelo CLF, onde se acham todos elementos necessários à execução.
m. Apontar em elevação quando é utilizado o quadrante de nível (Fig 5-2)
(1)Ocomandoé“ÂNGULOTANTO!”,queindicaqueoquadrantedenível
deve ser empregado. Na pontaria em elevação, o quadrante de nível deverá ser
empregado somente quando a escala do ângulo de tiro não der a precisão
necessária para o caso, ou não puder ser utilizada.
(2) Registro do ângulo no quadrante de nível M1 - ao comando, por
exemplo, “ÂNGULO 261,8’’’! procede-se do seguinte modo: a parte superior da
chapa-índice é colocada em frente à graduação 260 da escala do quadrante de
nível e o micrômetro do braço é girado até que se obtenha a leitura 1,8.Deve-se
tomarcuidadoparaquesejausadoomesmoladodoquadrantedenível,quando
se registram os dados na escala e no respectivo micrômetro. As palavras “line of
fire”indicamaparteinferiordoquadrantedenível,devendoaseta,queapareceao
lado da escala graduada, apontar na direção da boca do tubo. O CP deve ter
cuidado em usar a seta que aparece ao lado da escala graduada que estiver
utilizando.
Fig 5-2 Quadrante de nível M 1 (Arco nível)
n.Observareverificarofuncionamentodomaterial-Observarigorosamente
ofuncionamentodetodasaspartesdomaterialduranteotiro.Antesdotiro,oCP
verifica a ajustagem do aparelho de pontaria e realiza toda a inspeção final do
material. O CP, imediatamente, informa ao CLF sobre qualquer indício de mau
funcionamentodomaterial.
5-4
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5-6
o. Verificar, pessoalmente, antes que sejam colocados nos cunhetes,
todos os tiros não utilizados, mas que tenham sido preparados. Deve certificar-
se de que o número do lote da carga de projeção corresponde ao número do lote
do cunhete, se todos os saquitéis estão completos e em boas condições.
5-5. APONTADOR(C1)
a.Semprequeoaparelhodepontariaforempregado,oapontadorcentraliza
as bolhas dos níveis longitudinal (com elevação a 200’’’) e transversal. Esta
providência é condição para que o C1 dê o PRONTO ao CP.
b. O CLF, para a execução da pontaria em direção, comanda: “BATERIA
ATENÇÃOPONTODEPONTARIAOGB!”apósestecomando,oC1identificao
ponto de pontaria, através da luneta panorâmica e coteja: “TAL PEÇA VISTO
PONTODEPONTARIA!”.OCLFcomanda:“TALPEÇADERIVA(TANTO)!”.OC1
coteja o comando e registra a deriva no registrador azimutal (janela superior),
agindo no botão azimutal. Visa o GB agindo no manche de direção hidráulica ou
no volante de direção. Cala-se as bolhas longitudinal e transversal. Registra-se
200”’atravésdoregistradordeelevaçãoeemseguidacala-seabolhalongitudinal.
Apósessasoperações,deveserfeitoumajustefinodavisadadoGBpelovolante
deelevaçãoetambémdasbolhaslongitudinaletransversale,apósessesajustes,
oC1anuncia“TALPEÇAPRONTA!”.Emfacedasegundaderivacomandadapelo
CLF,oC1repeteocomando,indicaadiferença,emmilésimos,entreanovaderiva
e a antiga:
A partir de então o C1 deve:
(1) caso a nova deriva seja igual à anterior - Informar “TAL PEÇA,
PRONTA!”eapósreceberocomandodereferênciadoCLF/,comacoordenação
doCP,partirparaaamarraçãodapontariadoobuseironaderivadevigilância;ou
(2) caso a nova deriva seja diferente de até 20 milésimos - Informar
também “TAL PEÇA, PRONTA!” porém, neste caso, o C1 deve registrar a nova
deriva, agindo no volante de direção, corrige a visada sobre o GB. Em seguida,
apósreceberocomandodereferênciadoCLF,comacoordenaçãodoCP,partir
para a amarração da pontaria na deriva de vigilância.
(3) caso nova deriva seja diferente de mais de 20 milésimos - Aguardar
uma nova deriva do CLF e proceder até que se atinja uma das situações acima.
c. Referência do obuseiro
(1) Balizas - o C1 indica a direção na qual as balizas deverão ser
plantadas e orienta o C4 na sua fixação vertical no solo, tendo como principal
critério a escolha de uma visada num terreno limpo e nivelado. Posteriormente,
anota a deriva de referência para as balizas na ficha de controle do CP.
(2) Ponto de referência afastado - O C1 refere sua luneta sobre o(s)
ponto(s)dereferênciaafastado(s),escolhidospeloCLFoupeloCP,efazaleitura
da deriva, não esquecendo de anotá-la, em seguida, na ficha controle do CP.
(3)Referêncianocolimador.
(4)Terminadaqualqueroperaçãoanterior,oC1pressionaegiraobotão
do registrador reajustável até que a graduação do registrador reajustável seja
3200”’.Verificaoregistropelaoculareinforma:“DERIVADEVIGILÂNCIADETAL
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PEÇA (TANTO)!”. Quando isso acontecer, o tubo está orientado e não deve ser
girado até que um novo ponto de pontaria seja estabelecido.
d. Referir em um ponto comum após a peça ter sido apontada - Após
a peça ter sido apontada, o CLF pode comandar: “PONTO DE REFERÊNCIA
TORREDEIGREJA(OUOUTROPONTOQUALQUER),REFERIR”!.Emconse-
qüência o C1 coteja o comando, gira a luneta panorâmica para o ponto de
referência, sem mover o tubo, centraliza os níveis, registra a deriva e informa:
“DERIVA DE REFERÊNCIA DE TAL PEÇA A PONTO (TAL), (TANTO)”. O CLF
anota a deriva anunciada para utilização futura.
e. Registrar ou alterar a deriva - Registra a deriva anunciada na luneta
panorâmica e gira o tubo até que o retículo vertical coincida com um ponto de
referência (ou balizas) ou um ponto de pontaria designado.
f.Colocaotubonaposiçãohorizontalparaquesejaefetuadoocarregamento.
g.Dardepressãomáximaaotuboquandoapeçaestiverem“REPOUSAR”.
h. Terminada a pontaria, desligar a chave geral do movimento hidráulico.
5-6. ATIRADOR(C2)
a.AuxiliarnapontariaemelevaçãopeloquadrantedeníveldeelevaçãoM15.
b. Auxiliar no carregamento.
c. Auxiliar o C1 na referência através do colimador.
d. Colocar a estopilha no seu local, após terem sido realizados todos os
ajustes e o tubo ter sido elevado para a posição de tiro e certificar-se que todos
os serventes estão nos seus locais devidos.
e. Realizar o disparo.
5-7. CARREGADOR(C3)
a. Municiar o obuseiro - Ao comando de “ELEVAÇÃO (TANTO)!”, o C3
recebe do C4, a munição preparada; primeiramente a granada e, em seguida os
saquitéis com a carga desejada. Obedecendo a todas as medidas de segurança
previstas para o manuseio da munição, o C3 segura com a mão direita a parte
posterior da granada, a coloca em cima da calha de carregamento e aciona o
soquetehidráulico,tendocuidadodeevitarochoquedaespoletacontraqualquer
parte do obuseiro. Após o engrazamento da granada pelo soquete hidráulico,
introduz os saquitéis. O C3 não deve se mover para receber outro projetil do C4
até que o obuseiro seja disparado.
b.Inspecionaracâmaraealma-Apóscadatiro,oC3inspecionaacâmara
e a alma para verificar se estão livres de resíduos, e anuncia: “ALMA LIMPA!”.
c. Auxiliar no preparo da munição.
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5-8. MUNICIADOR(C4)
a. Preparar a munição - Retira a munição do carro e a dispõe ao fácil
alcance.Apósacargadeprojeçãotersidoseparada,oC3seforocaso,mantém
agranadanaverticalenquantooC4procedearegulaçãodaespoleta;mantémos
saquitéis não utilizados separados e alinhados, para posteriormente serem
queimadosnafossadepólvora.
b. Limpar e inspecionar a munição - Antes do tiro, toda a munição é
inspecionadaeexaminadapeloC4quantoapossíveisdefeitosemespecialacinta
deforçamento,nosquaispodemhaversujeiraserebarbas.Aseguirasgranadas
sãosustentadasemsuasextremidadeserigorosamentelimpas.Areiaousujeira
na munição causarão desgastes, arranhões ou outras avarias no tubo.
5-9. MOTORISTA(Motr)
a. O motorista executa a manutenção de sua viatura e qualquer outro
trabalho prescrito pelo CP.
b. A seqüência de atividades a serem executadas durante o tiro é
apresentada nos Anexos B e C.
ARTIGO III
TÉCNICASESITUAÇÕESQUEREQUEREMATENÇÃOESPECIAL
5-10. UTILIZAÇÃODASBALIZASDEPONTARIA
a. Para cada obuseiro podem ser empregadas duas balizas de pontaria,
cada uma equipada com um dispositivo de iluminação. A distância mais
conveniente entre a peça e a baliza mais afastada é de 100 metros, para que se
obtenha boa visibilidade e precisão de pontaria. A baliza mais próxima deve ser
colocada a meia-distância entre a mais afastada e a luneta do obuseiro e é
alinhada pelo C1, de modo que o retículo vertical da luneta e as geratrizes
esquerdasdasduasbalizasfiquemnomesmoalinhamento.Paraassegurarigual
espaçamento das balizas, a distância da peça a cada baliza deve ser medida a
passo, pelo mesmo homem.
b. Para uso noturno, o dispositivo de iluminação das balizas deve ser
ajustado de tal modo que a luz da baliza mais afastada apareça mais alta que a
da mais próxima . Em terrenos planos, isto pode ser executado, utilizando-se
somente a metade inferior da baliza mais próxima. Os dois dispositivos de
iluminação, colocados desta maneira, estabelecem uma linha vertical para a
execução da pontaria.
c. Correção do desalinhamento das balizas de pontaria - quando o
apontador verifica que a linha vertical da luneta foi deslocada em relação à linha
formada pelas duas balizas, ele aponta a peça de modo que a baliza de pontaria
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maisafastadaapareçaexatamenteameia-distânciaentreabalizamaispróxima
ealinhaverticaldoretículo(Fig5-3).Seodeslocamentoforcausadopormudança
de direção do tubo, o C1 continua a apontar como foi descrito anteriormente. Se
as condições do terreno tomarem impraticável a movimentação de uma das
balizas, a peça é reapontada em direção, como foi dito anteriormente, e referida
na baliza que não puder ser deslocada. A outra baliza é então alinhada e o
registradordederivaséajustado.
Fig 5-3. Visada do C1 na luneta panorâmica com as balizas na posições
relativas, quando é feita a conservação da pontaria.
5-10
6-1
C6-86
CAPÍTULO 6
TIRO DIRETO
ARTIGO I
INTRODUÇÃO
6-1. GENERALIDADES
a. O tiro com pontaria direta é uma técnica que, para sua execução, exige
umelevadopadrãodeadestramentodaguarnição.Apeçaatuacomoumaunidade
independente, sendo o comando do tiro a cargo do chefe de peça.
b. Esta técnica é utilizada contra alvos móveis ou estacionários à curta
distância - menores que 2000 m - que, normalmente, são capazes de responder
ao fogo, quando a rapites e a precisão são muito importantes.
6-2. CARTÃODEALCANCES
a. A posição de bateria é dividida em setores de defesa, cabendo a cada
chefe de peça a responsabilidade por seu setor, devendo estar preparado para
atirar em todos os setores.
b. Durante o reconhecimento da posição ou imediatamente após a sua
ocupação, o CP deve:
(1)medirouestimarosalcances,emcentenasdemetros,paraospontos
característicos do terreno e para prováveis vias de acesso;
(2) estabelecer pontos de referência, quando necessário;
(3) preparar um cartão de alcances;
(4)sehouverdisponibilidadedetempo,aperfeiçoarocartãodealcances,
substituindo os alcances que foram estimados por outros mais precisos, obtidos
porqualquerprocesso(passoduplo,telêmetroslaser,medidasnacarta,levanta-
mento topográfico, etc).
C6-86
6-2
c.OCLFdeveatribuirnúmerosacertospontoscaracterísticosparafacilitar
subseqüenteslocalizaçõesdealvos.Semprequepossível,oCPdevedeterminar
a elevação para cada ponto numerado e introduzir esse dado no cartão de
alcances.Quandoumalvoéobservadopróximoaumpontonumerado,osdados
do cartão facilitam a designação do alvo e a abertura do fogo. O CLF comanda,
porexemplo:“ALVOAVIATURAEMDESLOCAMENTO,PONTONº2,FOGOÀ
VONTADE!”.
d. O setor de tiro de uma peça deve ser livre de obstáculos que possam
dificultar o tiro e a observação. Deve-se, contudo, observar as medidas de
camuflagem da posição para impedir a sua localização.
Fig 6-1. Cartão de alcances
6-3. ALVOS
a. Os alvos para a execução do tiro direto são, normalmente, aqueles que
possam ameaçar a posição de bateria. Geralmente configuram-se como alvos
fugazes,exigindo,portanto,arealizaçãodotironamáximacadênciapermitidaao
material.
b. Os carros-de-combate, normalmente, atacam em grupos e podem ser
acompanhados por tropas de fuzileiros a pé. Dá-se prioridade maior para atacar
aquelesalvosdentrodoslimitesdosetordetirodapeçae,emseguida,aosalvos
de outros setores. a prioridade dentro do setor é a seguinte:
(1) carros-de-combate a curtas distâncias que ameacem diretamente a
posição;
(2)carros-de-combateparadosedesenfiados,cobrindoaprogressãode
outros carros;
(3)ocarro-de-combatedocomandante,quandoidentificado;
(4) carro-de-combate mais próximo que surja de locais imprevistos.
6-2/6-3
6-3
C6-86
OBSERVAÇÃO: O CP deve ter especial atenção aos carros-de-combate
queameacemdiretamenteaposiçãodebateria.Estealvoterásempreprioridade
máxima, mesmo estando fora do setor de tiro de sua peça.
6-4. MUNIÇÃO
A munição mais apropriada para o tiro direto é a granada explosiva, com a
maiorcargapermitidaeespoletainstantânea.Aespoletaretardoetempotambém
podem ser utilizadas, porém demandam um maior tempo para a sua regulagem.
ARTIGO II
DEVERESDAGUARNIÇÃONOTIRODIRETO
6-5. GENERALIDADES
a. Sistemas de pontaria - existem três técnicas de pontaria direta:
(1) sistema de 2 (dois) apontadores e 2 (duas) visadas;
(2) sistema de 2 (dois) apontadores e 1 (uma) visada; e
(3) sistema de 1 (um) apontador e 1 (uma) visada.
b.Osistemade1(um)apontadore1(uma)visadaéomenosefetivoe,por
isto, o menos indicado para a realização do tiro. Porém, poderá ocorrer uma
situação de emergência em que se torne necessário utilizá-lo.
c. As observações abaixo são aplicáveis aos três sistemas citados:
(1) os deveres dos serventes no tiro direto são os mesmos das missões
de tiro indireto;
(2)omotoristadevepermanecernoseucompartimentoparamovimentar
aviatura,senecessário.Aescotilhadeveráestarfechadaparaprotegê-lodosopro
provenientedofreiodeboca.
(3) o CP designa o sistema de pontaria a ser utilizado e dá os comandos
iniciaisparaexecutarotiro.Aescolhadosistemadependedométodoquefacilite
mais efetivamente bater o alvo, do pessoal e dos meios disponíveis para a
execução da pontaria.
6-6. SISTEMA DE DOIS APONTADORES E DUAS VISADAS
a.Chefedepeça-éoresponsávelpelaconduçãodotirodesuapeça.Para
tanto, procede da seguinte forma:
(1) identifica o alvo designado pelo CLF. Se um grupo de alvos for
designado, deve selecionar aquele que oferece maior perigo à posição;
(2) emite o comando inicial de tiro, na seguinte seqüência:
6-3/6-6
C6-86
6-4
NOTA: - Estimar o alcance, em centenas de metros, quando não puder
ser utilizado o cartão de alcances anteriormente preparado ou não houver
equipamento para medi-lo com precisão.
- Utilizar o quadro afixado na escotilha do CP (figura 6-2.) para o
cálculodadecalageminicial.Umquadroadicionaldedecalagemestáafixadono
lado esquerdo da torre, para referência do C1.
Fig 6-2. Quadro de decalagem
(3)emitecomandossubseqüentesdeacordocomaobservaçãodotiro,
alterandoadecalagem,oalcanceouambos,atéqueoalvosejadestruído,ououtro
comando seja dado pelo CLF. O comando subseqüente é assim enunciado: “Dr
(Es)(TANTO),Alo(Enc)(TANTO)!”.
b. Cabo apontador - realiza a pontaria em direção da peça e comanda o
fogo. Procede da seguinte forma:
(1) cala a bolha do nível transversal;
(2) registra 3200 no contador de derivas, em conseqüência a linha de
visada da luneta fica paralela à do tubo;
(3)selecionaabarradetirodireto/indiretoparaaposiçãodiretoparatravar
o aparelho de pontaria;
OTNEMELE OLPMEXE
ovlaodoãçangiseD saroh21,etabmoc-ed-orraC
atelopseeagrac,litejorP IE,7gC,lpxE
megalaceD 02megalaceD
ecnaclA 0031ecnaclA
oritedeicépsE !edatnovàogoF
6-6
6-5
C6-86
(4) se for usado o retículo central, registra a decalagem comandada no
corretor de derivas e gira o tubo, acompanhando o alvo, até coincidir o centro do
retículo com o centro do alvo ( fig 6-3). Se for utilizada a graduação do retículo
horizontal,coincidirotraçocorrespondenteàdecalagemanunciadacomocentro
doalvo(fig6-4).Utilizaragraduaçãodadireitaquandooalvoestiversedeslocando
da direita para a esquerda. Utilizar a graduação da esquerda, no caso contrário;
Fig 6-3.Uso do retículo central
Fig 6-4. Uso da graduação do retículo
(5) acompanha o alvo, girando o tubo em direção, e comanda “FOGO!”
após receber o “PRONTO!” do C2; e
(6) insere a correção de decalagem do CP e continua o processo até o
alvo ser destruído ou outro comando ser emitido.
c. Soldado atirador - realiza a pontaria em alcance da peça. Procede da
seguinteforma:
(1) cala a bolha do nível transversal, através do botão de ajuste;
(2)seutilizaralunetacotoveloM118CA1,abaixaoulevantaotuboacom-
panhandooalvo,atéquealinhadealcancedoretículo,correspondenteaocoman-
dado pelo CP ou interpolado, esteja passando pelo centro do alvo (fig 6-5);
6-6
C6-86
6-6
Fig 6-5. Luneta M118CA1
(3) se utilizar a luneta cotovelo M118A2, deverá utilizar a tabela afixada
noblocodaculatra(figura6-6)paratransformaroalcanceanunciadopeloCPem
elevação. Abaixar ou levantar o tubo, até que a linha de elevação do retículo,
correspondenteàverificadanatabelaouinterpolada,estejapassandopelocentro
doalvo(figura6-7);
Fig 6-6. Tabela para tiro direto
ETALPEGNARERIFTCERID
REZTIWOHMM551
ELITCEJORPEH701M
)BW(CP1A911M
EGNAR VELE
)SRETEM( )SLIM(
004 4
006 7
008 9
0001 11
0021 41
0041 51
ELITCEJORPEH701M
)BW(CP2A4M
EGNAR VELE
)SRETEM( )SLIM(
004 6
006 01
008 31
0001 61
0021 02
0041 42
41358711NPERIFTCERIDETALP
6-6
6-7
C6-86
Fig 6-7. Luneta M118A2
(4)quandoconseguiresteenquadramentonavisada,anuncia:“PRON-
TO!”;econtinuaacomandar“PRONTO!”àmedidaqueforacompanhandooalvo;
(5)apósotiro,insereacorreçãodealcancedoCPecontinuaoprocesso
até o alvo ser destruído ou outro comando ser emitido.
ATENÇÃO-paraprevenirdanosàlunetacotoveloM118,deixe-aabaixadaquando
não estiver em uso. Em hipótese alguma, utilize-a como apoio das mão.
d. Soldado carregador - executa o carregamento da peça e realiza o
disparo após o “FOGO!” do C1.
6-7. SISTEMA DE DOIS APONTADORES E UMA VISADA
a. Chefe de peça - os deveres do CP são os mesmos do sistema de dois
apontadores e duas visadas, exceto no comando de tiro inicial, quando é
anunciada a elevação e não o alcance. Para tanto, deve-se utilizar as tabelas
constantes das figuras 6-8 e 6-9, conforme a munição utilizada.
b. Cabo apontador - os deveres são os mesmos do sistema de dois
apontadoreseduasvisadas.
c. Soldado atirador - utiliza o quadrante de nível M15 para apontar em
elevação e dispara a peça. Procede da seguinte forma;
(1) registra a elevação comandada no quadrante de nível M15;
(2) cala a bolha do nível longitudinal, abaixando ou elevando o tubo;
(3) quando a bolha estiver calada, dar o “PRONTO!”; e
(4) continua o processo registrando as correções anunciadas pelo CP,
até que o alvo seja destruído ou outro comando seja emitido.
6-8. SISTEMA DE UM APONTADOR E UMA VISADA
a.Chefedepeça-osdeveresdoCPsãoosmesmosdosistemade2(dois)
apontadoreseumavisada.
6-6/6-8
C6-86
6-8
b. Cabo apontador - realiza a pontaria em direção e elevação da peça.
Procede da seguinte forma:
(1) registra a elevação comandada no quadrante de nível auxiliar;
(2) cala a bolha do nível longitudinal do quadrante de nível auxiliar,
elevandoouabaixandootubo;
(3) aponta a peça em direção conforme descrito nos itens (1) a (4), da
letra b, do sistema de dois apontadores e duas visadas;
(4)quandoenquadraroalvocorretamente,comanda“FOGO!”;e
(5) insere as correções anunciadas pelo CP e continua o processo até
o alvo ser destruído ou outro comando for anunciado.
c. Soldado atirador - dispara a peça após o “FOGO!” do C1.
Fig 6-8. Tabela para tiro direto
W7gC,EArG,mm551SUBO,OTERIDORITARAPALEBAT
sortemecnaclA somisélimoãçavelE lacitrevotnemacolseD oriTedsodaD
001 2 2. 7.
ecnaclaomocraritaecemoC.1
.roiamrofeuqo,m004uoodamitse
rignitaétam001edsecnalaçaF.2
ovlao
003 3 3. 0.1
003 5 5. 7.1
004 6 7. 3.2
005 8 8. 6.2
006 01 0.1 3.3
007 21 2.1 0.4
ecnaclamocraritaaecemoC.1
.odamitse
ovlaorardauqneodnacsubetsujA.2
.)CeL(
onm002edsecnalaçaF.3
.otnemardauqneretboétaecnacla
étaotnemardauqneoerbeuQ.4
.ovlaorignita
008 31 4.1 6.4
009 51 6.1 3.5
0001 71 8.1 9.5
0011 81 0.2 6.6
0021 02 2.2 3.7
0031 22 4.2 9.7
0041 42 6.2 6.8
0051 62 8.2 2.9
ecnaclamocraritaaecemoC.1
.odamitse
ovlaorardauqneodnacsubetsujA.2
.)CeL(
onm004edsecnalaçaF.3
.otnemardauqneretboétaecnacla
étaotnemardauqneoerbeuQ.4
.ovlaorignita
0061 82 0.3 9.9
0071 03 3.3 9.01
0081 23 5.3 6.11
0091 43 7.3 2.21
0002 63 0.4 2.31
0012 83 3.4 2.41
0022 04 5.4 9.41
6-8
6-9
C6-86
Fig 6-9. Tabela para tiro direto
W7gC,EArG,mm551SUBO,OTERIDORITARAPALEBAT
sortemecnaclA somisélimoãçavelE lacitrevotnemacolseD oriTedsodaD
001 1 1. 3.
ecnaclaomocraritaecemoC.1
.roiamrofeuqo,m004uoodamitse
rignitaétam001edsecnalaçaF.2
ovlao
003 2 2. 7.
003 3 3. 0.1
004 4 4. 3.1
005 6 6. 0.2
006 7 7. 3.2
007 8 8. 6.2
ecnaclamocraritaaecemoC.1
.odamitse
ovlaorardauqneodnacsubetsujA.2
.)CeL(
onm002edsecnalaçaF.3
.otnemardauqneretboétaecnacla
étaotnemardauqneoerbeuQ.4
.ovlaorignita
008 9 9. 0.3
009 01 0.1 3.3
0001 11 2.1 0.4
0011 21 3.1 3.4
0021 41 4.1 6.4
0031 51 6.1 3.5
0041 61 7.1 6.5
0051 71 8.1 9.5
ecnaclamocraritaaecemoC.1
.odamitse
ovlaorardauqneodnacsubetsujA.2
.)CeL(
onm004edsecnalaçaF.3
.otnemardauqneretboétaecnacla
étaotnemardauqneoerbeuQ.4
.ovlaorignita
0061 81 0.2 6.6
0071 02 1.2 0.7
0081 12 3.2 6.7
0091 22 4.2 9.7
0002 42 6.2 6.8
0012 52 8.2 2.9
0022 62 9.2 6.9
6-8
7-1
C6-86
CAPÍTULO 7
TORRE
ARTIGO I
INTRODUÇÃO
7-1. GENERALIDADES
a.Estecapítulodestina-seaapresentarossistemascomponentesdatorre
da VBC OAP M 109 A3 e suas principais características.
b. Os sistemas que compõem a torre são os seguintes:
(1) sistema do tubo;
(2) sistema de recuo;
(3) sistema hidráulico;
(4) sistema de balanço.
ARTIGO II
SISTEMADOTUBO
7-2. GENERALIDADES
O sistema do tubo (Fig 7-1) é composto por:
a. freio de boca.
b. eliminador de alma.
c. subsistema da culatra.
d. tubo.
C6-86
7-2
Fig 7-1. Sistema do Tubo
7-3. DESCRIÇÃOECARACTERÍSTICAS
a. Freio de boca - Tem por função colaborar no amortecimento do recuo
do obuseiro, reduzindo de 10 a 15% a força recuante. Pesa cerca de 150 kg e é
rosqueadoaotubo.
b. Eliminador de alma - Tem por função eliminar do tubo os gases
resultantes da queima das cargas de projeção, evitando que retornem ao
compartimento da guarnição quando for aberta a culatra. Os gases que impulsi-
onamagranadaentramnoeliminadordealmapordezválvulascriandoumagrande
pressão interna. Esses gases saem através dos três orifícios existentes no
eliminador criando um vácuo no interior do tubo. Este vácuo puxa o ar de dentro
do compartimento da guarnição expulsando o restante dos gases da queima da
carga de projeção. Pesa 34 kg.
c. Subsistema da culatra - Tem por finalidade vedar a câmara e impedir
o escape de gases provenientes da queima da carga de projeção. Seu funciona-
mentoésemi-automáticoapartirdoprimeirodisparo,ouseja,umavezrealizado
otiro,aculatraterminaráabertaapósavoltaembateria.Estaaberturaautomática
ocorredevidoàaçãodosroletesdaárvoredecomandodaculatraque,durantea
voltaembateria,seengrazamnasguiasexistentesnaparteinferiordobatenteda
culatra.Duranteaaberturadaculatra,omecanismodedisparoédeslocadopara
a direita e o extrator ejeta a estopilha.
d. Tubo - Tem 6,06 m de comprimento e pesa 1,6 ton. Possui 48 raias à
direita que dão rotação à granada. A vida útil do tubo é medida em equivalência
de carga máxima. Os dados referentes a cada tipo de tubo são encontrados nas
tabelas de tiro do material.
7-2/7-3
7-3
C6-86
ARTIGO III
SISTEMADERECUO
7-4. GENERALIDADES
O sistema de recuo tem por finalidade ser um conector entre as partes
recuantes (sistema do tubo) e as estáticas (torre), freando e limitando o recuo do
tubo e levando-o de volta à posição inicial (volta em bateria) e composto por:
(1) cilindros de freio de recuo;
(2)cilindrorecuperador;
(3)cilindroamortecedor;
(4)cilindrorecompletador.
7-5. DESCRIÇÃOECARACTERÍSTICAS
a. Cilindros de freio de recuo - São em número de dois e estão
localizados um à esquerda e acima do tubo e outro à direita e abaixo (Fig 7-1).
No seu interior existe óleo hidráulico. Sua missão é diminuir progressivamente o
recuo do tubo, até que este cesse o seu movimento para trás. O funcionamento
dos cilindros de freio baseia-se no princípio da incompressibilidade do óleo
existenteemseuinterior.Orecuovariadeacordocomaelevaçãodotubo.Assim,
teremos:
(1) longo recuo: máximo de 915 mm de recuo com elevação menor ou
igual a 800 milésimos;
(2) recuo variável: elevação entre 800 e 907 milésimos;
(3)curtorecuo:mínimode584mmderecuocomelevaçãoacimade907
milésimos.
b. Cilindro recuperador - Está localizado à esquerda e abaixo do tubo
(Fig7-1).Temporfinalidaderealizaravoltaembateriaesustentarotubo.Noseu
interior existe nitrogênio a uma pressão de 700 a 750 psi. O funcionamento do
cilindro baseia-se no princípio da expansão dos gases. Um pistão existente no
interior do cilindro e solidário ao tubo comprime o nitrogênio à medida que o tubo
recua. Ao cessar a força recuante, o nitrogênio expande-se, empurrando o tubo
para sua posição inicial.
c. Cilindro amortecedor - Está localizado à direita e abaixo do tubo, no
interiordocompartimentodaguarnição(Fig7-1).Temporfinalidadeamortecere
desacelerar os últimos 33 cm da volta em bateria. Isto fará com que os roletes do
mecanismodaculatraentremcomsuavidadenosentalhesdobatenteeaconteça
uma abertura da culatra mais lenta. O funcionamento do amortecedor se dá
quando o tubo recua e o anel da culatra deixa de exercer pressão sobre a haste
do amortecedor, que avança 33 cm por ação de sua mola. No avanço do tubo, o
anel da culatra encontra a haste do amortecedor que recua comprimindo a sua
mola e forçando a passagem de óleo dentro do cilindro, amortecendo o final da
voltaembateria.
d.Cilindrorecompletador- Estálocalizadonointeriordocompartimento
daguarnição,noladosuperiordireito(Fig7-2).Temafunçãodeforneceróleona
7-4/7-5
C6-86
7-4
pressãode21a24psiemanterestapressãonosistemaderecuo.Duranteotiro,
a pressão no recompletador pode chegar, no máximo a 50 psi.
Fig7-2.Cilindrorecompletador
ARTIGO IV
SISTEMAHIDRÁULICO
7-6. GENERALIDADES
O sistema hidráulico é composto de:
a. conjunto de força;
b. subsistema de elevação
c. subsistema de giro;
d. subsistema de carregamento.
7-7. DESCRIÇÃOECARACTERÍSTICAS
a.Conjuntodeforça-Éresponsávelpormantertodoosistemahidráulico
sobpressãode900a1200psi(±25),mesmocomaviaturadesligadae,também,
controlaroníveldeóleo.Possuiumcilindroacumulador(comnitrogênioàpressão
de500a550psi),umreservatóriodeóleoeummotorelétrico(Fig7-3).Apressão
doóleopodeserverificadaatravésdomanômetro.Aquantidadedeóleonointerior
doreservatóriopodeserverificadaatravésdomostradorexterno,eestádividida
em três níveis:
(1) Nível 1 (superior): é o nível atingido quando zeramos a pressão do
sistema;
(2)Nível2(intermediário):éonívelnormaldosistemaquandoapressão
estiver entre 900 e 1200 psi (± 25).
(3) Nível 3 (inferior): é o nível mínimo de operação do sistema. Abaixo
desta marcação, o sistema não pode ser utilizado.
7-5/7-7
7-5
C6-86
Fig 7-3. Conjunto de Força
b. Subsistema de elevação - Tem por função elevar e abaixar o tubo. Isto
pode ser feito por meio da alavanca de elevação hidráulica ou da manivela de
elevação manual. O cilindro de elevação está localizado no teto da torre e pesa
100 kg.
c. Subsistema de giro - Tem a função de realizar o giro da torre em 6400
milésimos, travar a torre e travar o tubo. É composto por:
(1) Trava da torre - Tem por missão ser uma conexão física entre a torre
eochassidaviatura,fazendocomqueatorrenãosemovaquandotravada.Está
localizada no painel esquerdo, abaixo do sistema de balanço (Fig 7-4).
Fig7-4.TravadaTorre
7-7
C6-86
7-6
(2) Transmissão de giro - Tem por função girar a torre de forma manual
ou hidráulica em 6400 milésimos e não permitir o seu deslocamento sem o
acionamentodoscontroles.Estálocalizadanoladoesquerdodocompartimento
daguarnição(Fig7-5).Ogirohidráulicoéacionadopelaalavancadeacionamento
e o giro manual, pela manivela. A caixa de comando da torre possui três chaves
com as seguintes funções:
(a) chave 1: liga o sistema elétrico da torre;
(b) chave 2: liga o giro hidráulico.
(c) chave 3: liga a alavanca do lado direito (somente elevação).
Fig 7-5. Transmissão de Giro
(3)Travadotubo-Temporfinalidadeevitardanosechoquesàtorre,ao
sistema de elevação e ao sistema hidráulico, durante os deslocamentos da
viatura. Está localizada na parte dianteira do chassi da viatura (Fig 7-6). Após a
liberação do tubo, a trava é rebatida sobre a tampa do motor.
7-7
7-7
C6-86
Fig 7-6. Trava do tubo
d.Subsistemadecarregamento-Temporfunçãorealizarocarregamen-
to da granada no tubo. É composto por uma calha de carregamento, um soquete
hidráulico (Fig 7-7) e pela alavanca de acionamento (Fig 7-8). O conjunto calha/
soquete fica alojado abaixo da culatra e preso ao tubo, e é colocado em posição
para a realização do carregamento. Após o carregamento da peça, deve-se
certificar do travamento do conjunto em seu alojamento para não ocorrer o seu
deslocamentoparatrásduranteaelevaçãodotubo.Aalavancadeacionamento
fica presa ao teto.
Fig 7-7. Subsistema de carregamento
7-7
C6-86
7-8
Fig 7-8. Alavanca de acionamento
ARTIGO V
SISTEMADEBALANÇO
7-8. GENERALIDADES
Temcomofunçãocompensaropesodotubo,permitindoelevá-loeabaixá-
lo com a mesma intensidade. É ligado indiretamente ao conjunto de força. É
composto por:
a. acumulador primário;
b. acumulador secundário; e
c. caixa de distribuição.
7-9. DESCRIÇÃOECARACTERÍSTICAS
a. Acumulador primário - Carregado com óleo hidráulico e nitrogênio a
uma pressão de 900 psi. Internamente, um êmbolo separa o óleo do nitrogênio.
Em conjunto com o acumulador secundário provoca uma grande pressão inicial
para iniciar a elevação. Após isto, age sozinho no restante da elevação.
b.Acumuladorsecundário-Comasmesmascaracterísticasdoanterior,
age somente para iniciar a elevação. Está carregado com nitrogênio a uma
pressão de 1500 psi.
7-7/7-9
7-9
C6-86
c. Caixa de distribuição - Realiza a distribuição de óleo para o sistema,
controlando o seu funcionamento. Possui dois registros (Fig 7-9):
(1)válvuladedrenagem(4)-registronacorvermelhaquetemporfunção
drenar o sistema, seja para zerar a pressão do sistema de balanço, seja para
retirar o excesso de óleo.
(2)válvuladerecompletamento(3)-registronacorbrancaquetemcomo
função permitir que se faça o recompletamento de óleo do sistema.
Fig 7-9. Caixa de distribuição
7-9
8-1
C6-86
CAPÍTULO 8
MUNIÇÃO
ARTIGO I
INTRODUÇÃO
8-1. GENERALIDADES
A munição para obus 155 mm M126/M126E1 é do tipo “componentes
separados”. Os projéteis desse tipo podem ser facilmente identificados pela
existência de tarugos com alça. O preparo de um tiro para o obus requer três
operaçõesdistintas:colocaçãodaespoleta,dacargadeprojeçãoedaestopilha.
Oscomponentesdeumtirocompletosãoembaladosseparadamente.Aespoleta
é colocada no projétil pouco antes do carregamento e do disparo. Os projéteis e
as cargas de projeção indicados para utilização no obus 155 mm, séries M1 e
M45, são também indicados para este obus.
ARTIGO II
COMPOSIÇÃO
8-2. GENERALIDADES
a.Umtirocompreendeumconjuntodeelementosquesãoacondicionados
separadamenteetêmparticularidadesquedevemserlevadasemconsideração,
quandodamontagem.
b. Os elementos componentes de um tiro são:
(1)granadaouprojétil;
(2)espoleta;
(3) carga de projeção; e
(4)estopilha.
C6-86
8-2
8-3. GRANADAS
As granadas, os componentes da munição e o conteúdo das embalagens
são identificados por pinturas e inscrições. As granadas são identificadas pelo
códigodecoreapelainscrição,conformeoQuadrodeIdentificaçãodasGranadas
(Pag8-14).
a. Granadas explosivas.
(1) HE M 107
Éagranadaexplosivamaiscomum.Permiteautilizaçãodetodosos
tipos de espoletas existentes. (Fig 8-1)
Fig 8-1. Granada HE M107
(2) HE M 692 ADAM - L
(a)Éumagranadaquepossuisub-municões,minasantipessoalque
são liberadas antes da granada atingir o solo. (Fig 8-2)
(b) Devido à liberação das submunições, o único tipo de espoleta
possível é a tempo (M577).
(c) A designação “L” significa que o tempo de retardo para a
detonaçãodassubmuniçõesélongoeveminscritodentrodetriângulosnocorpo
dagranada.
Fig 8-2. Granada HE M692
(3) HE M 731 ADAM - S
Possui as mesmas características da HE M692, diferindo apenas
pelo“S”nolugardo“L”,quesignificaqueotempoderetardoparaadetonaçãodas
submunições é curto. (Fig 8-3)
8-3
8-3
C6-86
Fig 8-3. Granada HE M731
(4) HE M 718 RAAM - L
Possui as mesmas características da HE M692, sendo que as sub-
munições são anticarro e não antipessoal. (Fig 8-4)
Fig 8-4. Granada HE M718
(5) L HE M 741 RAAM - S
Possui as mesmas características da HE M731, sendo que as sub-
munições são minas anticarro e não antipessoal. (Fig 8-5)
Fig 8-5. Granada HE M741
(6) HE M 712 HEAT
É uma munição anticarro guiada por laser. Utiliza uma espoleta
própria(M740).(Fig8-6)
Fig 8-6. Granada HE M712
(7) HE M 449 ICM
(a)Éumagranadaquepossuicercade60submunições(M43),que
detonam pouco antes de atingir o alvo, obtendo efeito tempo. (Fig 8-7)
(b) É utilizada para alvos de grandes áreas.
8-3
C6-86
8-4
Fig 8-7. Granada HE M449
(8) HE M 483 e M 483A1
(a)SeuprincípiodefuncionamentoéomesmodagranadaHEM449,
sendo que possui 88 submunições e utiliza somente a espoleta M557. (Fig 8-8)
(b) A carga mínima para esta granada é a três.
(c) É utilizada sobre tropas ou pequenos alvos.
(d) As submunições detonam ao tocar o solo.
Fig 8-8. Granada HE M 483
(9) HE M 549 e M 549A1 RA
(a) Esta granada possui um sistema de propulsão auxiliar que é acio-
nado durante a sua trajetória, aumentando o seu alcance em até 6 km. (Fig 8-9)
(b)Nestasgranadasdeve-seutilizarascargasdeprojeçãoM119A1
e M119A2.
Fig 8-9. Granada HE M549
b. Granadas fumígenas.
(1) WP M 110A1 e M 110A2
É uma granada que possui uma carga de fósforo branco
(2) HC M 116 e M 116B1
(a)Sãogranadascomcargadeexacloretanodivididasemquatrosub-
cargas, que são liberadas pelo culote da granada antes que a esta atinja o solo.
(b) Devido à liberação das subcargas, o único tipo de espoleta
possível é a tempo M501.
8-3
8-5
C6-86
(c) Devido ao perigo do lançamento do tarugo, quando da liberação
das subcargas, a máxima carga permitida é a Cg 6 (M4A1ou M4A2).
(3) HC M 116A1
Possui as mesmas características das M116 e M116B1, sendo que
utiliza somente as espoletas M 565 e M 577.
c. Granadas iluminativas.
M 485A1 e M 485A2
Esta granada possui um sistema de dois pára-quedas que permite
maior estabilidade e aproveitamento da iluminação. Com o acionamento da
espoleta, pelo culote é liberada uma cápsula que contém um pára-quedas.
Quando esta cápsula fica estabilizada este pára-quedas se solta permitindo que
uma nova cápsula saia de dentro da primeira sendo sustentada por um segundo
pára-quedas.
d. Granada incendiária.
WP M 110
É uma granada que tem a finalidade de causar incêndios por
intermédiodoextremocalorqueproduzquandoofósforobrancoentraemcontato
com o ar.
e. Granadas químicas.
(1) H ou HD M 110
Possui uma carga química de gás mostarda (H) ou mostarda
destilada(HD).
(2) GB ou VX M 121A1
As granadas com o gás GB possui uma carga tóxica de efeito não
persistente. Já as granadas de gás VX possuem efeito persistente.
f. Granadas de exercício.
(1)TRAININGM823
(a) É uma granada de exercício que é similar a M712 HEAT, sendo
que para diferenciação seu corpo é em bronze. (Fig 8-10)
(b) Esta granada JAMAIS deve ser utilizada para tiro, somente se
presta para o treinamento e adestramento da guarnição nos trabalhos de
preparaçãodotiroecarregamento.
Fig8-10.GranadaTrainingM823
(2)PRACTICEM804
(a) Esta granada é de exercício e similar a HE M107, sendo que
possuiumapequenacápsulafumígenanoseuinteriorequatrocavidadesporonde
saiafumaçaprovenientedoacionamentodacápsula.Istopermiteavisualização
do impacto da granada. (Fig 8-11)
(b)Estagranadadestina-se,prioritariamente,aotreinamentodotiro.
8-3
C6-86
8-6
Fig8-11.GranadaM804
8-4. ESPOLETAS
a.Arelaçãoentrecadagranadaeostiposdeespoletaspossíveisdeserem
utilizados é transcrita no Quadro de Relação Granada/Espoleta (Pag 8-10).
b. Espoleta instantânea
(1)M557
Permite optar por efeito instantâneo ou retardo, por intermédio de
uma chave seletora. (Fig 8-12)
Fig 8-12. Espoleta M557
(2)M572
Só permite o efeito instantâneo, não tendo opção de retardo.
(3)M739
ÉsemelhanteàM557,sendoque,alémdaopçãoporretardo,possui
tambémumsistemaanticongelantequepermitequeagranadapasseporchuvas
intensas e grandes altitudes, sem problemas. (Fig 8-13)
8-3/8-4
8-7
C6-86
Fig 8-13. Espoleta M739
c. Espoleta tempo
(1)M137
Possui uma escala de tempo de 100 segundos e permite o registro
de uma casa decimal.
(2)M501
(a)Possuigraduaçãodetempo,quevaide2a75unidadesdetempo
e também permite o efeito instantâneo. (Fig 8-14)
(b)Estaespoletasomentepodeserutilizadanasgranadasfumígenas
M116 e M116A1.
Fig 8-14. Espoleta M501
(3)M564
(a)Possuigraduaçãodetempoquevaide2a100unidadesdetempo,
permitindo o registro de uma casa decimal. (Fig 8-15)
(b) Permite o efeito instantâneo.
(c) Possui eliminador de sensibilidade.
Fig 8-15. Espoleta M564
8-4
C6-86
8-8
(4)M565-PossuiasmesmascaracterísticasdaM564,semoeliminador
de sensibilidade. (Fig 8-16)
Fig 8-16. Espoleta M565
(5)M577
(a)Possuigraduaçãodetempoquevaide2a200unidadesdetempo,
permitindo o registro de uma casa decimal. (Fig 8-17)
(b) A escolha de seu evento é feita por meio de uma janela onde
existem três linhas formando quatro colunas onde se registra respectivamente a
centena, a dezena, a unidade e a casa decimal do evento.
Fig 8-17. Espoleta M577
d. Espoleta de aproximação
(1)M514
Possuiumaescalade100segundosquepermiteregistrarquandoa
espoleta deve se armar.
(2) 728
(a) Espoleta de aproximação que funciona por ondas de rádio-
freqüência e permanece armada dos 5 aos 100 segundos, a contar do momento
do disparo. (Fig 8-18)
(b) Possui o corpo longo, só permitindo ser utilizada nas granadas
com a cavidade maior.
(c) Possui ainda uma capa preta protetora contra eletricidade.
8-4
8-9
C6-86
Fig 8-18. Espoleta M 728
(3) M 732
(a) Espoleta com corpo curto, portanto não apresenta problema de
incompatibilidade.(Fig8-19)
(b) É armada a partir do disparo até 150 segundos.
Fig 8-19. Espoleta M 732
e.Espoletaderetardo(M78)-Espoletaespecialmentedesenvolvidapara
alvos feitos de concreto, pois, devido ao seu retardo, somente detona a granada
após romper o concreto. (Fig 8-20)
Fig 8-20. Espoleta M 78
8-4
C6-86
8-10
QUADRO DE RELAÇÃO GRANADA / ESPOLETA
* CAVIDADE NORMAL
**CAVIDADEMAIOR
8-5. CARGASDEPROJEÇÃO
a.Arelaçãoentrecadagranadaeostiposdecargasdeprojeçãopossíveis
de serem utilizados é transcrita no Quadro de Relação Carga / Granada
(Pag8-13).
b. M3A1
(1)Écompostapor4saquitéisnacorverde(cargasde2a5)eumnacor
vermelha (carga 1), numerados de 1 a 5. A carga 1 é a mínima e as demais são
sobrepostas e amarradas à primeira. (Fig 8-21)
(2) Permite atirar nas cargas de 1 a 5.
(3) Existe uma espécie de almofadas de pólvora entre as cargas 1 e 2;
3 e 4 e 4 e 5.
SADANARG
SATELOPSE
aenâtnatsnI opmeT oãçamixorpA odrateR
M
5
5
7
M
5
7
2
M
7
3
9
M
1
3
7
M
5
0
1
M
5
6
4
M
5
6
5
M
5
7
7
M
5
1
4
M
7
2
8
M
7
3
2
M
7
8
D,DH011M X X X
XV1A121M X X X X
EH945M X X X X
*EH701M X X X X X X X
**EH701M X X X X X X X X
EH944M X X X
EH1A384M X X
MLI584M X X X
1B611M,611M X
1A611M X X
PW011M X X X
EH137M296M X X
EH147M817M X X
CTARP408M X
8-4/8-5
8-11
C6-86
Fig 8-21. Carga de projeção M 3A1
c. M3 - É similar à M3A1, sendo que não existe as almofadas de pólvora
entre as cargas.
d. M4A2
(1) Composta por 5 saquitéis, sendo 1 na cor vermelha e 4 brancos. O
saquitelvermelhoécompostoporcargasde1a3,quenãopodemserseparadas.
Os quatro saquitéis brancos, que correspondem as cargas de 4 a 7, são
amarradosaosaquitelvermelho.(Fig8-22)
(2) Existe uma almofada de pólvora entre as cargas 3 e 4.
(3) Permite atirar nas cargas de 3 a 7.
Fig 8-22. Carga de projeção M4A2
e. M4A1 - Similar a M4A2, sendo que não existe as almofadas de pólvora
entre as cargas.
f. M4
(1) Similar a M4A2, sendo que só permite atirar com as cargas de 5 a 7.
(2)Nestacargaexistemapenas3saquitéis,sendoqueoprimeirocontém
as cargas de 1 a 5, que não podem ser separadas.
(3) Existem almofadas de pólvora entre os saquitéis.
g. M119
(1)Compostaporumúnicosaquiteldecarga8,nãopermitindoatirarcom
cargamenor.
(2) O saquitel é de cor branca e possui uma almofada de pólvora na sua
partefrontal.
8-5
C6-86
8-12
h.M119A1
(1) É similar à carga M119, diferindo apenas no tipo de almofada de
pólvorautilizada.(Fig8-23)
(2) Esta nova almofada permite sua utilização com as granadas M549 e
M549A1.
Fig 8-23. Carga de projeção M119A1
i. M119A2
(1) Diferente da M119A1, pois possui a sua base na cor vermelha e seu
saquitel único é de carga 7. (Fig 8-24)
(2) Como a M119A1, permite sua utilização com as granadas M549 e
M549A1.
(3) Embora sua carga seja 7, é equivalente à carga 8 das cargas de
projeção M119 e M119A1.
Fig 8-24. Carga de projeção M119A2
8-6. ESTOPILHAM82
Diferencia-se da estopilha MK2A4 do Obuseiro M114, por ser de diâmetro
maior (a MK2A4 não é compatível com o M 109). (Fig 8-25)
Fig 8-25. Estopilha
8-5/8-6
8-13
C6-86
QUADRODERELAÇÃOCARGA/GRANADA
S - Sim N - Não R - Uso Restrito
SADANARG
SAGRAC
1A3Me3M 2A4Me1A4M
911M 1A911M 2A911M
1 2 3 4 5 3 4 5 6 7
701MEH N S S S S S S S S S S S S
944MEH N S S S S S S S S S S S S
384MEH N N S S S S S S S S S S S
137M,296MEH N N S S S S S S S S S S S
147M,817MEH N N S S S S S S S S S S S
1A584MMLI N S S S S S S S S S S S S
011MIUQ N S S S S S S S S S S S S
1A011MMUF N S S S S S S S S S S S S
611MMUF N S S S S S S S S R N N N
8-6
C6-86
8-14
QUADRODEIDENTIFICAÇÃODASGRANADAS
avonoãçacirbaF agitnaoãçacirbaF
DH011M MUF azniC
1sedreV2
aleramA
edreV azniC sedreV2 edreV
1A121M ÍUQ azniC
1sedreV3
aleramA
edreV azniC
edrev1BG
edrev2XV
edreV
944M LPXE OV
sognasoL
soleramA
oleramA OV amuhneN oleramA
1A384M LPXE OV
sognasoL
soleramA
amuhneN - - -
701M LPXE OV amuhneN oleramA OV amuhneN oleramA
e1A584M
2A
MULIMULI OV acnarB1 ocnarB - - -
611M,611M
1B
MUFMUF - - - azniC aleramA1 oleramA
1A611M MUF
edreV
oralC
amuhneN oterP - - -
PW011M CNI
edreV
oralC
aleramA1 ohlemreV azniC aleramA1 oleramA
945/945M
1A
-XELPXE
LP
OV amuhneN oleramA - - -
296M LPXE OV
solugnâirT
soleramA
oleramA - - -
137M LPXE OV
-solugnâirT
soleramA
oleramA - - -
817M LPXE OV
solugnâirT
soleramA
oleramA - - -
147M LPXE OV
solugnâirT
soleramA
oleramA - - -
217M LPXE aterP amuhneN oleramA - - -
328M CXE eznorB amuhneN oterP - - -
408M CXE luzA morraM1 ocnarB - - -
Inscrições
Nrecordas
faixas
Corda
granada
Inscrições
Nrecordas
faixas
Corda
granada
Tipo
Granadas
8-6
9-1
C6-86
CAPÍTULO 9
VERIFICAÇÕES PERIÓDICAS BÁSICAS
ARTIGO I
INTRODUÇÃO
9-1. GENERALIDADES
a. A finalidade deste capítulo é apresentar os procedimentos realizados
paraaverificaçãoeajustagemdosequipamentosdecontroledetirodoobuseiro.
b. A verificação e a ajustagem dos equipamentos de controle de tiro é
executada pela guarnição da peça, orientada pelo CLF e pelo mecânico de
armamentopesadodaunidade.
c. Os intervalos para a sua execução são os seguintes:
(1)trimestralmente;
(2) o mais cedo possível, após uso prolongado;
(3) após acidentes;
(4) após deslocamento por terreno extremamente acidentado;
(5) quando for substituído o tubo, suporte da luneta ou o quadrante de
elevação;
(6) sempre que ocorrerem tiros anômalos sem causa aparente.
9-2. PREPARAÇÃO PARA AS VERIFICAÇÕES
a. Colocar o obuseiro em um terreno plano e firme.
b. Verificar o quadrante de elevação M15, a luneta panorâmica M117 e o
suporte M145 quanto a folgas ou outros defeitos óbvios.
c.Inspecionaroquadrantedenívelparanãotersujeiraouamassados.Em
caso de sujeira, limpá-lo e se houver amassados substituí-lo.
C6-86
9-2
d.Realizaraverificaçãodoquadrantedenível(parágrafo9-3).
e.Nivelarosmunhões(parágrafo9-4).
f.Nivelarotubolongitudinalmente(parágrafo9-5).
g. Realizar a verificação e a ajustagem do aparelho de pontaria
(parágrafo9-6).
OBSERVAÇÃO: Caso não haja confiança quanto à estabilidade do tubo,
fazer o seguinte teste:
(1)utilizandooquadrantedenívelverificado,coloqueotubonaelevação
+266 milésimos;
(2) desligue a chave de giro da cabine e espere 1 hora;
(3)otubonãopoderáterabaixadomaisque3milésimos.Seistoocorrer,
comunicar a equipe de manutenção da unidade.
9-3. VERIFICAÇÃODOQUADRANTEDENÍVEL
a. Dois testes são realizados para verificar o perfeito funcionamento do
quadrantedenívelaserutilizadonasdemaisverificaçõesdoobuseiro:otestedo
micrômetro e o teste de ponta a ponta.
b. Teste do micrômetro
(1)Colocaroíndicedobraçoradialem10milésimospositivosnaescala
e o micrômetro em zero.
(2) Colocar o quadrante sobre as placas de nivelamento no bloco da
culatra com a seta “LINE OF FIRE” na direção da boca do tubo e calar a bolha,
elevandoeabaixando,manualmente,otubo.
(3)Retiraroquadrantedoblocodaculatra,colocaroíndicedobraçoradial
em zero milésimos e o micrômetro em 10 milésimos.
(4) Colocar o quadrante sobre o bloco da culatra, agora no sentido
contrário.Abolhadevepermanecercalada.Casocontrário,oquadrantedenível
deveserrecolhidoparamanutenção.
c. Teste de ponta a ponta
(1) Colocar as escalas do quadrante em zero.
(2) Colocar o quadrante sobre as placas de nivelamento no bloco da
culatra com a seta “LINE OF FIRE” na direção da boca do tubo e calar a bolha,
elevandoeabaixando,manualmente,otubo.
(3) Colocar o quadrante na direção contrária e verificar se a bolha
permaneceu calada. Se isto ocorrer, o quadrante está regulado e a verificação
terminada.
(4) Se a bolha não voltar ao centro, girar o botão do micrômetro e tentar
calar a bolha.
(5) Se for possível calar a bolha, a correção é positiva e assim determi-
nada:
(a) ler os números pretos da escala do micrômetro e dividir por dois.
Esta é a correção do quadrante de nível (figura 9-1).
9-2/9-3
9-3
C6-86
Fig9-1.Correçãopositiva
(b) registrar esta correção na escala do micrômetro e elevar ou
abaixar o tubo manualmente até centrar a bolha.
(c)inverteraposiçãodoquadrante.Abolhadevepermanecercalada.
Anotar a correção. Está terminada a verificação.
(6) Se não for possível calar a bolha, a correção é negativa e assim
determinada:
(a) deslocar o braço radial uma graduação abaixo (-10 milésimos);
(b)colocaroquadrantesobreasplacasdenivelamentoegirarobotão
do micrômetro até calar a bolha;
(c) ler os números na escala do micrômetro, somar 10 a esta leitura
e dividir por dois (Fig 9-2);
Fig 9-2.
(d)registraresteresultadonaescaladomicrômetro(Fig9-3),colocar
oquadrantesobreasplacasdenivelamentoeabaixaroulevantarotuboatécentrar
a bolha;
Fig 9-3. Escala do micrômetro
9-3
C6-86
9-4
(e)inverteraposiçãodoquadrante.Abolhadevepermanecercalada;
(f) subtrair a leitura do micrômetro de 10. Esta é a correção do
quadrante que deverá ser anotada (Fig 9-4). A verificação está terminada.
Fig9-4.Correçãonegativa
9-4. NIVELAMENTODOSMUNHÕES
a. Finalidade - Os munhões têm que ser nivelados para assegurar que os
suportesdosequipamentosdecontroledetiroestejamparalelosaoeixodotubo.
Existem dois processos: pelo fio de prumo e pelas linhas de referência.
b. Nivelamento pelo fio de prumo.
(1) Colocar dois barbantes nas linhas de fé existentes na boca do
obuseiro, formando um retículo (Fig 9-5).
Fig 9-5. Linhas de Fé
(2) Instalar o disco de visada na câmara ou remover o percussor do
mecanismodedisparo,utilizaroorifíciopararealizaravisadaaoinvésdeutilizar
o disco.
(3) Suspender o fio de prumo (3) em local de pouco ou nenhum vento a
uma altura de sete metros, com o peso dentro de um recipiente de água (4) para
estabilizá-lo(Fig 9-6).Aalturadofiodeprumovisapermitiraelevaçãodotuboaté
600 milésimos.
(4) Posicionar o obuseiro de modo que a boca do tubo fique a 30 cm do
fio de prumo (Fig 9-6).
9-3/9-4
9-5
C6-86
Fig 9-6. Fio de Prumo
(5)Instalardoismacacoshidráulicos(capacidadede10Tonousuperior)
àfrentedaviatura,umàesquerdaeoutroàdireita,utilizandoumblocodemadeira
entre o macaco e o solo (Fig 9-7).
Fig9-7.Nivelamento(Frente)
(6)Instalaroutromacacoàretaguardaeaocentrodaviatura(figura9-8).
Fig9-8.Nivelamento(Retaguarda)
(7) Colocar, manualmente, o tubo a zero.
(8) Olhando pelo disco de visada, deslocar, manualmente, o tubo em
direção,atéqueocruzamentodoretículodaslinhasdeféestejasobreofiodeprumo.
9-4
C6-86
9-6
OBSERVAÇÃO: Se o tubo tiver que ser movimentado mais que 100
milésimos à esquerda ou à direita, reposicionar o obuseiro ou o fio de prumo.
(9)Agindonosmacacoscolocadosàfrentedaviatura,fazeronivelamento
dos munhões, até que o retículo central da linha de fé (6) coincida com o do fio de
prumo (3) (Fig 9-9).
Fig 9-9. Alinhamento do Fio de Prumo
(10) Registrar 100 milésimos no quadrante de elevação M15 e elevar o
tubo manualmente até calar a bolha do nível longitudinal.
(11)Olhandopelodiscodevisada,verificarsenãohouvedesalinhamento
doretículo.
(12)Continuarelevandootubode100em100milésimosatéatingir600
milésimos, verificando o alinhamento do retículo com o fio de prumo.
(13)Abaixarlentamenteotuboobservandooalinhamentodoretículocom
o fio de prumo. Se o alinhamento for mantido, o obuseiro estará nivelado.
(14)Sehouverdesalinhamento,repetirasoperaçõesapartirdoitem(10),
sem mexer no macaco. Se a constância do alinhamento não for mantida,
comunicar o pessoal de manutenção da unidade.
c. Nivelamento pelas linhas de referência
OBSERVAÇÃO: Este processo só poderá ser utilizado se o quadrante
de elevação já estiver com as linhas de referência previamente marcadas (Ver
parágrafo9-6)
(1) Posicionar o obuseiro em um local plano e firme.
(2) Fazer a coincidência das linhas de referência (1) e (2) do quadrante
de elevação M15 (Fig 9-10).
Fig 9-10. Quadrante M15
9-4
9-7
C6-86
(3)Registrarzeromilésimonoquadrantedeelevaçãoecalarabolhado
nívellongitudinal,movimentandomanualmenteotuboemelevação.
(4) Deslocar devagar o tubo em direção pelo comando manual até calar
a bolha do nível transversal do quadrante M15.
(5)Centrarnovamenteabolhadonívellongitudinal,elevandoouabaixan-
do, manualmente, o tubo.
(6) Verificar o nível transversal. Se a bolha estiver calada, os munhões
estão nivelados. Se não, desloque em direção o tubo até calar a bolha. Os
munhõesestarãonivelados.
9-5. NIVELAMENTOLONGITUDINALDOTUBO
a. Devido ao seu grande comprimento, há uma diferença entre a elevação
medidanabocadotuboenoblocodaculatra.Paracompensá-la,introduz-seum
valor chamado correção embutida. O valor desta correção vem estampado no
bloco da culatra dos obuseiros e deve ser do conhecimento do chefe de peça e
estaranotadonolivroregistrodapeça.Casoacorreçãoembutidanãotenhasido
registrada, ela poderá ser determinada da seguinte forma:
(1)Colocarumquadrantedenívelverificadosobreaplacadenivelamento
nabocadotubo.Ovalorregistradonoquadranteéodesuacorreçãopreviamente
medida.
(2) Calar a bolha do quadrante, elevando ou abaixando manualmente o
tubo. O tubo ficará nivelado.
(3)Retiraroquadranteecolocá-losobreaplacadenivelamentodobloco
da culatra. Centrar a bolha do quadrante agindo no micrômetro.
(4) A leitura no micrômetro menos a correção do quadrante será o valor
da correção embutida. Por exemplo:
- Leitura no bloco da culatra: + 1,9’’’
- Correção do quadrante: - 0,4’’’
- Correção embutida: +1,9 - (-0,4) = +2,3’’’.
b. Nivelamento longitudinal do tubo.
(1) Em um quadrante de nível verificado, registrar o valor da correção
embutida.Seoquadrantepossuircorreção,adicioná-laousubtraí-ladacorreção
embutida.
(2) Colocar o quadrante de nível sobre a placa niveladora do bloco da
culatra e calar a bolha elevando ou abaixando o tubo manualmente.
(3)Otuboestarániveladolongitudinalmente.
9-6. LINHASDEREFERÊNCIA
a. As linhas de referência servem para indicar a posição onde os suportes
dosequipamentosdecontroledetiroestãoparaleloscomoeixodotubo.Devem
ser marcadas após o nivelamento dos munhões.
b.Comuminstrumentoafiado,fazeramarcaçãonoslocaisapropriados(ver
na sequência) e pintar com uma cor contrastante com a pintura do equipamento
9-4/9-6
C6-86
9-8
parafácilidentificação.Terocuidadodemarcarsomenteapinturadoequipamen-
to, não atingindo a parte metálica.
c. Linhas de referência no quadrante de elevação M15
(1) Coloque os registradores de elevação e de correção em zero
milésimo.
(2)Calarabolhadoníveltransversalpelobotãodenivelamentoeadonível
longitudinal,agindomanualmentenotubo.
(3)Fazerumalinhadereferência(8)noeixodoquadrantedeelevação(9)
napartefrontal(figura9-11).
(4)Fazeroutralinhadereferência(10)nobotãodenivelamentolongitu-
dinal(5)(figura9-11).
Fig 9-11. Linhas de Referência
d. Linhas de referência no suporte M145
(1) Nivelar o tubo como descrito no parágrafo 9-5.
(2) Calar as bolhas dos níveis longitudinal e transversal.
(3) Fazer uma linha de referência no botão de nivelamento longitudinal
(10) e seu suporte (11) (figura 9-12).
(4)Fazeroutralinhanapartefrontaldobraçofixodosuporte(4)eobraço
móvel(5)(figura9-12).
(5)Alinharoíndice(2)dobotãodenivelamentotransversal(1)comodo
seu alojamento (3) soltando os dois parafusos do botão de nivelamento e
deslocando o índice. Apertar os parafusos (figura 9-12).
(6)Retiraralunetapanorâmicaefazerumalinhadereferêncianocorpo
dosuporteM145(9)eseualojamento(8).Instalealunetanovamente(figura9-12).
9-6
9-9
C6-86
Fig 9-12. Suporte M 145
9-7. VERIFICAÇÃO E AJUSTAGEM DO APARELHO DE PONTARIA
a. Finalidade - Verificar o alinhamento dos eixos óticos da luneta
panorâmicaM117edalunetacotoveloM118,afimdetorná-losparalelosaoeixo
dotubo,tantoemderivacomoemelevação.Existemtrêsprocessos:peloalvode
retificação, pelo ponto afastado e pelo dispositivo de alinhamento M140. Serão
abordados neste parágrafo os dois primeiros processos.
b. Antes de realizar o tiro, deve-se proceder a verificação do aparelho de
pontaria, independentemente de já se ter cumprido a periodicidade descrita na
letra c. do parágrafo 9-1.
c. Medidas preliminares
(1) A inclinação do obuseiro não pode ser maior que 90 milésimos;
(2) Abrir a culatra e colocar o disco de visada;
(3)Colocarosbarbantesnaslinhasdefé,formandoumretículonaboca
do tubo;
(4) Instalar a luneta M117 e M118;
(5)Utilizarumquadrantedenívelverificadoparanivelarosmunhõescomo
se segue:
(a)Registrarnoquadrantedenívelacorreçãoobtidanotestedeponta
a ponta.
(b) Colocar o quadrante transversalmente sobre o bloco da culatra
(c)Deslocarotuboemdireçãoatécalarabolhadoquadrantedenível
(somente para o processo do alvo de retificação).
9-6/9-7
C6-86
9-10
(6)Nivelarotubocomelevaçãozero(parágrafo9-5)
(7)CalarasbolhasdosníveistransversalelongitudinaldosuporteM145.
d. Processo do alvo de retificação
(1) Realizar as medidas preliminares:
(2) Preparar o alvo de retificação como se segue:
(a) montar o alvo em uma cartolina e prendê-lo a um quadro de
pedestal regulável em altura. Um fio de prumo passando pelo diagrama central
servirá para nivelar o alvo de retificação. A Fig 9-13 apresenta as medidas em
polegadasparaconfeccionarosdiagramas.
Fig 9-13. Alvo de Retificação
(b) para utilização à noite, fazer um orifício de 1/16 polegadas no
centrodecadadiagramaecobrircompano.Umalanternapresaatrásdoalvode
retificação dará a iluminação do alvo para a realização da pontaria.
(3) Instalar o alvo de retificação a 50m à frente da peça, no mínimo.
(4) Sem mover o tubo, alinhar o diagrama central do alvo com o retículo
das linhas de fé, olhando pelo disco de visada. Manter a cobertura da luneta
perpendicularàlinhadevisada.
(5)Alinharoretículodalunetapanorâmicacomodiagramaesquerdodo
alvo, agindo no botão de derivas (1) e de elevação (2) (Fig 9-14).
(6) Verificar se o retículo das linhas de fé está coincidente com o do alvo
e se as bolhas dos níveis longitudinal e transversal do suporte da luneta estão
caladas.
(7) O registro de derivas (4) deve estar em 3200 milésimos. Caso não
esteja, remover a cobertura (5) do parafuso de ajustagem e, com uma chave de
fenda, girar até que a leitura de deriva seja 3200 milésimos (Fig 9-14).
9-7
9-11
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Fig 9-14. Suporte M 145
(8) Alinhar o retículo da luneta cotovelo com o diagrama direito do alvo,
agindo no botão de deriva (6) e de elevação (7) do suporte M146 (figura 9-15).
(9)Deslocarasescalasmóveisdosuportedaluneta(8)e(9)atémarcar
4 milésimos em elevação e 4 milésimos em deriva (figura 9-15). Não mexer nos
botões de elevação e deriva. Deslocar somente as escalas móveis.
Fig 9-15. Suporte M 146
(10) Está pronta a verificação e ajustagem do aparelho de pontaria.
e. Processo do ponto afastado.
(1) Selecionar um ponto nítido afastado de, no mínimo, 1500 m.
(2) Realizar as medidas preliminares.
(3) Visando através do disco de visada ou do orifício do mecanismo de
9-7
C6-86
9-12
disparo, deslocar o tubo até coincidir o retículo das linhas de fé com o canto
esquerdo superior do ponto afastado (parte central da figura 9-16).
(4)AjustaraslunetasM117eM118conformedescritonositens(6)a(9)
da letra anterior até obter a visada apresentada na figura 9-16.
Fig 9-16. Visadas no ponto afastado
ARTIGO II
VERIFICAÇÕESDOSEQUIPAMENTOSDECONTROLEDETIRO
9-8. INTRODUÇÃO
a. Após executar as medidas preliminares, são realizadas as verificações
aseguirdescritas,parasecertificardoperfeitofuncionamentodosinstrumentos.
OBSERVAÇÃO: Se após cada verificação for observado erro fora da
tolerância estabelecida, notificar o pessoal de manutenção da unidade. A
guarniçãodapeçanãoestáautorizadaarealizaramanutençãodosequipamentos
de controle de tiro.
9-9. REGISTRADORDEDERIVAS
a. Executar os seguintes procedimentos:
(1)calarasbolhasdosníveistransversalelongitudinaldosuporteM145;
(2) colocar o registrador de correções em zero;
(3) fazer a referência em um ponto afastado a mais de 50m da peça. Se
o ponto afastado estiver a menos de 50m, utilizar o protetor de paralaxe;
(4) verificar a leitura no registrador de derivas. Pressionar o botão do
registrador reajustável e colocar em 3200 milésimos;
(5)girarobotãodederivasnosentidohorárioatécompletarduasvoltas,
retornandoareferêncianopontoafastado.
OBSERVAÇÃO: Girar sempre no sentido horário. Se passar do ponto
afastado, voltar 50 milésimos e prosseguir no sentido horário até coincidir com o
pontoafastado.Esteprocedimentoevitaerrosprovocadospelafolgadomecanis-
mo.
9-7/9-9
9-13
C6-86
b. verificar o seguinte:
(1) a leitura no registrador de derivas não deve diferir de 1 milésimo da
anterior;
(2) a leitura no registrador reajustável deve ser de 6000 milésimos, com
tolerância de 1 (um) milésimo; e
(3) o registrador de correção deve ainda marcar zero.
9-10. REGISTRADORDECORREÇÕES
Executar os seguintes procedimentos:
a. executar os passos (1) ao (4) da letra a. do parágrafo 9-9;
b. inserir uma correção de Es 10 no registrador de correções;
c. verificar o seguinte:
(1) a linha de visada deve permanecer no ponto de referência;
(2) a leitura no registrador de derivas não pode diferir de 0,25 milésimos
da anterior; e
(3) a leitura no registrador reajustável deve ter se alterado de 10
milésimos.
d. Repetir os passos (2) e (3) acima com as correções de 20, 30 e 40
milésimos;
e. Repetir os passos (2) ao (4), agora com correções à direita.
9-11. SUPORTEM145M1
OBSERVAÇÃO: Para a realização desta verificação, os munhões devem
estarperfeitamentenivelados.Verificaronivelamentodosmunhõesnovamente.
Executar os seguintes procedimentos:
a.executarospassos(1)ao(4)daletraa.doparágrafo9-9,tendoocuidado
de não movimentar o tubo em direção e lendo a deriva com precisão de 0,25
milésimos;
b. elevar o tubo a 400 milésimos. Calar as bolhas novamente e realinhar o
retículocomopontoafastadoagindonobotãodederivas.Aleituranoregistrador
de derivas não deve diferir de 1 (um) milésimo da leitura anterior;
c. elevar o tubo a 900 milésimos. Calar as bolhas novamente e realinhar o
retículocomopontoafastadoagindonobotãodederivas.Aleituranoregistrador
de derivas não deve diferir de 2 (dois) milésimos da primeira leitura realizada.
9-12. QUADRANTEDEELEVAÇÃOM15EQUADRANTEAUXILIAR
Executar os seguintes procedimentos (Fig 9-17):
a.calarabolhadoníveltransversal(2)agindonobotãodenivelamento(1);
9-9/9-12
C6-86
9-14
b. colocar o registrador de correções (4) em zero;
c. girar o botão de elevação (5) até calar a bolha do nível longitudinal (6);
d.verificar a leitura no registrador de elevação(7).Deveestarentre9999
(-1 milésimo de elevação) e 0001 (+1 milésimo de elevação);
e. colocar o quadrante de nível verificado com a correção registrada sobre
o suporte do quadrante de elevação (8). Não introduzir a correção embutida;
f. calar a bolha do quadrante de nível (10) agindo no botão do micrômetro;
g.aleituranãodevediferirmaisque0,5milésimosparamaisouparamenos;
Fig9-17.NivelamentodoQuadranteM15
h.nosuporteM145(Fig9-18),girarobotãodenivelamento(11)paracalar
a bolha do nível transversal (12). Girar o botão de nivelamento (18) para calar a
bolhadonívellongitudinal(19);
i. girar o botão de correções (13) e colocar zero no registrador de
correções(14);
j. girar o botão de elevação (15) e calar a bolha do nível de elevação (16);
l. verificar a leitura no registrador de elevação (17). Deve estar entre 9999
(-1 milésimo de elevação) e 0001 (+1 milésimo de elevação);
9-12
9-15
C6-86
Fig 9-18. Verificação do Suporte M 145
m.calarabolhadoníveltransversaldoquadranteM15enivelarotubopelo
quadrante de elevação com todos os registradores zerados;
n. colocar o quadrante de nível sobre o suporte do quadrante M15 e calar
a bolha agindo no botão do micrômetro. Anotar esta leitura;
o. inserir uma correção de +5 milésimos no registrador de correções (14)
do quadrante auxiliar (Fig 9-18);
p.verificaraleituradoregistradordeelevação(17).Eladeveestaralterada
de +5 milésimos;
q. girar o botão de elevação até o registrador de elevação marcar zero;
r. calar a bolha do nível de elevação elevando ou abaixando o tubo;
s.registrarnoquadrantedenívelovalorencontradonoitem(12)acimamais
os 5 milésimos introduzidos como correção no quadrante auxiliar;
t. colocar o quadrante de nível sobre o suporte do quadrante M15. A bolha
deveráestarcalada;
u. repetir os passos de (13 a (18) só que desta vez com uma correção de
-5 milésimos;
v. elevar o tubo a 400 milésimos pelo quadrante M15;
x.registrar400milésimosmaisovalorencontradonoitem(12)noquadrante
denível;
z. colocar o quadrante de nível sobre o suporte do quadrante M15. A bolha
deverá estar calada com uma variação admissível de ± 0,5 milésimo;
aa. verificar a leitura no quadrante auxiliar. Deverá estar registrando 400
milésimos com uma variação admissível de ± 1 milésimo; e
ab. repetir os passos (20) a (23), só que agora com a elevação 800
milésimos.
9-12
10-1
C6-86
CAPÍTULO 10
MANUTENÇÕES E INSPEÇÕES
ARTIGO I
INTRODUÇÃO
10-1. GENERALIDADES
A manutenção orgânica e as inspeções sistemáticas são essenciais para
assegurar que a guarnição do obuseiro esteja preparada para cumprir imediata-
mente suas missões. Sua execução judiciosa evitará que uma falha inesperada
ocorra num momento crítico, vindo a causar danos materiais ou pessoais.
10-2. REGISTROS
Os registros históricos, de funcionamento e de manutenção, relativos ao
obuseiro, são confeccionados e mantidos em ordem, conforme instruções
contidas no livro de peça. As escalas de manutenção serão confeccionadas da
mesma maneira que os demais armamentos. Para execução destas escalas
utilizam-se as tabelas de manutenção.
10-3. MANUTENÇÃO
As instruções detalhadas para a execução da manutenção do obuseiro
serãoapresentadasemmanualtécnicoespecífico.Asinstruçõesdemanutenção
para o chassi estão contidas nos respectivos manuais técnicos e Carta-Guia de
Lubrificação. As atividades de manutenção apresentadas a seguir, bem como a
Carta-GuiadeLubrificaçãodomaterial,deveserobservadaatéquesepubliquea
documentaçãopertinente.
C6-86
10-2
10-4. ORIENTAÇÕESDEMANUTENÇÃO
Antesdeapresentarostiposdemanutençãoserãoapresentadasalgumas
orientaçõesrelevantesquantoàoperaçãodasVBCOAPM109A3,paraseevitar
panes no sistema mecânico, elétrico ou hidráulico da referida viatura.
a. Motomecanização
(1) Antes de dar a partida, ligar sempre as bombas elétricas de
combustível(chaveliga/desligasituadanopainel).
(2)Não dar a partida com o sistema de comunicações ligado.
(3)Não dar a partida por mais de 30 (trinta) segundos cada vez.
(4) Para aquecer, ligar o motor e mantê-lo por 30 segundos em ponto
morto, para circular o óleo lubrificante nas galerias do motor, depois , por 2 a 3
minutos , em 4ª marcha a 1200 RPM, freado.
(5) Deslocar o veículo sempre com a torre travada e o tubo apoiado.
(6) Não deixar faltar combustível, para que não haja superaquecimento
dosbicos-bomba.
(7) Não descer ladeiras em neutro.
(8)Nãorebocarocarropormaisde400metrossemdesligarascruzetas
da transmissão.
(9)Semprequeforutilizarosistemadepreaquecimentodomotor,fazê-
loacionandoocombustível(FlameHeater),eabobinadepreaquecimento(Flame
Heater Máster), simultaneamente por três vezes.
b. Armamento
(1) Não utilizar o sistema hidráulico para elevar o tubo ou girar a torre
estando o carro desligado.
(2) Não utilizar o subsistema de carregamento automático com o carro
desligado.
(3)Somente deslocar o carro com o tubo preso ao seu suporte e a torre
travada.
(4)Apósaaberturadaculatra,afixaraalavancademanobraaoseuretém.
(5) Não se posicionar à frente da culatra quando for realizar o seu
fechamento.
(6) Executar o giro em 360º com elevação máxima somente com os
bancos da tripulação rebatidos.
(7)Quandogiraratorre,evitarqueasmangueirasdosistemahidráulico
estejam soltas.
(8) Não utilizar o sistema hidráulico da torre, sem que o nível de óleo
hidráulico esteja completo.
(9) Não elevar o tubo sem antes verificar se a mesa de carregamento
encontra-serecolhidaetravada.
10-4
10-3
C6-86
ARTIGO II
TABELASDEMANUTENÇÃO
10-5. GENERALIDADES
a. A fim de garantir o melhor aproveitamento das potencialidades da
VBCOAP, juntamente com o máximo de segurança, foram confeccionadas
algumas tabelas especificando a manutenção a ser realizada, assim como, sua
periodicidade.
b.Astabelasdemanutençãoforamconfeccionadasparahabilitarousuário
a manter o equipamento em uma legítima condição mecânica e operacional.
c. Elas apresentam as operações de manutenção necessárias e indicam
a freqüência com que elas devem ser executadas.
NOTA: Lubrificantes alternativos não devem ser usados sem consulta
prévia aos escalões superiores de manutenção. O Anexo “D” contém
informações sobre óleos, graxas e lubrificantes utilizados na manutenção da
VBCOAP M 109 A3.
d.Responsabilidades
(1) O Cmt U é responsável pela adequada aplicação das instruções
contidas nas tabelas de manutenção. Pode inclusive determinar que qualquer
operação seja executada mais freqüentemente do que está especificado, se as
condições, assim exigirem.
(2) O CLF é o responsável por verificar a manutenção de sua LF.
(3) O CP é o responsável por executar junto com a sua guarnição a
manutenção de acordo com as tabelas de manutenção. Se existir dúvida a
respeito da disponibilidade do obuseiro, o CP deve informar imediatamente ao
CLF, o qual, se necessário, irá solicitar o apoio do escalão de manutenção
competente.
10-6. TABELASDEMANUTENÇÃO
a. Tabela I - Manutenção Semanal
(1)Tremderolamento
(a) Limpeza do trem de rolamento com água.
(b) Cheque visual de todo o trem de rolamento.
(c) Reaperto de todos os conectores externos e internos.
(d)Correçãodaposiçãodosconectores(batercomamarretade5Kg).
(e) Verificação do estado geral dos patins.
(f) Verificação da tensão das lagartas.
(g) Reapertos dos parafusos das rodas de apoio e polias (tensora e
motora).
(h) Verificação do nível de óleo/graxa dos cubos de rodas.
(i) Verificação das barras de torção.
10-5/10-6
C6-86
10-4
(j) Recompletamento das graxeiras dos braços das rodas de apoio.
(k)Verificaçãodosamortecedores(temperatura).
(l) Verificação do nível de óleo do redutor permanente e limpar seu
parafusointernamente.
(m) Movimentar a viatura cerca de 500 metros para que se mude de
posição seus mancais e rolamentos.
(2) Chassis
(a) Retirada de todo o equipamento preso ao chassi.
(b) Limpar todo o chassi externamente com água e sabão.
(c) Secar todo o chassi.
(d) Lubrificação de todas as dobradiças do chassi.
(e) Retirada das pontas e mossas das pás das conteiras com uma
lima.
(f) Reapertar todos os parafusos da blindagem.
(g) Lubrificação dos pinos das tampas do combustível e radiador.
(h) Limpeza e lubrificação das janelas dos periscópios e verificação
dasborrachas.
(i)Chequedetodasascorreiasparafixaçãodoequipamentonocarro.
(j) Lubrificação das molas do dispositivo de amarração do tubo e
recompletarsuasgraxeiras.
(k) Desmontar, limpar e lubrificar os engates para cabo de aço (2 à
frente e 2 à retaguarda).
(l) Limpar e engraxar o engate para o reboque (retaguarda).
(3)Motor
(a)Reapertarelubrificaropinodahastedesustentaçãodatampado
motor.
(b)Reapertarosparafusosdasbraçadeirasdomotoretransmissão.
(c) Reaperto dos parafusos das cruzetas da transmissão.
(d) Recompletar as graxeiras das cruzetas.
(e) Reaperto dos parafusos existentes entre as cruzetas e a trans-
missão.
(f)Verificarsechegaaomotoroacionamentodosfreios,acelerador,
câmbioevolante.
(g) Lubrificar o cabo estrangulador do motor.
(h) Verificar o funcionamento dos ventiladores do motor.
(i) Verificação dos contatos dos cabos de eletricidade da caixa
niveladora.
(j) Drenar durante 2 minutos os filtros primário e secundário até sair
diesel livre de impurezas e água.
(k) Verificar o nível de óleo do motor e da caixa e recompletar se for
o caso.
(l) Verificar o nível de água e se há vazamentos no radiador ou em
algumamangueira.
(m) Limpar os filtros de ar (de dentro para fora).
(n) Verificação visual de todos os cabos elétricos do motor.
(4) Cabine do motorista e compartimento das baterias
(a) Abrir o orifício de drenagem sob a cabine do motorista.
10-6
10-5
C6-86
(b) Lavar a cabine do motorista com água e sabão.
(c) Fechar o orifício de drenagem.
(d) Lubrificar as três alavancas da escotilha do motorista.
(e)Lubrificareengraxarosuportedoassentodomotoristaeseueixo.
(f) Verificar se os cabos das baterias estão fixos.
(g)Verificaroníveldeáguadasbateriaserecompletar,seforocaso.
(h) Verificar as tampas das baterias (entupimento).
(i) Abrir e limpar a tomada da partida auxiliar.
(5) Painel do motorista
(a) Ligar a chave geral e verificar o funcionamento da sua lâmpada
indicadora.
(b) Verificar a carga da bateria no seu relógio no painel.
(c)Empurraralâmpadadoníveldeáguaeverificarseufuncionamento.
(d) Verificar se o relógio indicador do combustível está além do
máximo ou aquém do mínimo (problema na bóia).
(e) Verificar se todos os demais relógios estão marcando zero.
(f) Verificar se a lâmpada de alerta está acesa.
(g) Testar o interruptor de partida a frio.
(h)Testarocorretofuncionamento dabombaelétricadecombustível
e sua lâmpada.
(i) Testar as lâmpadas internas do painel.
(j) Verificar o funcionamento dos faróis e lanternas.
(k) Verificar o funcionamento das luzes internas da cabine do
motorista.
(l) Ligar o motor.
(m) Verificar se a lâmpada de alerta apagou.
(n) Verificar os índices dos relógios:
1) temperatura da água: 170º F a 185º F e 230º F no máximo;
2) pressão do óleo do motor: 30 a 50 psi a 1000 rpm, 50 a 70 psi
a 2100 rpm e 70 psi no máximo;
3) temperatura do óleo da transmissão: 220º F a 240º F e 300º F
no máximo
4)pressãodoóleodatransmissão:10psia1000rpm,18a45psi
a 1835 até 1900 rpm;
5) marcador de carga da bateria na faixa verde.
(o)Frearocarro,engatara4ªmarchaeaceleraraté1200rpmdurante
2 ou 3 minutos ou até a temperatura do motor chegar até 160° F e verificar se os
índices continuam dentro dos intervalos acima.
(p) Verificar o funcionamento da bomba de ar (interior da torre).
(q) Antes de desligar o carro, manter o motor funcionando com a
alavanca seletora de marchas em neutro a 1000 rpm até normalizar as tempera-
turas do motor e da caixa.
(r) Desligar o motor.
(s) Testar o funcionamento da bomba de porão.
(6)TuboeCulatra
(a) Verificar o estado e limpar o freio de boca.
(b) Limpar e lubrificar o tubo.
10-6
C6-86
10-6
(c) Desmontar e limpar a cabeça móvel.
(d) Verificar o estado geral das partes da cabeça móvel.
(e) Limpar a junta de vedação elástica com água e sabão.
(f) Lubrificar e montar a cabeça móvel.
(g) Limpar o canal de fogo.
(h) Verificar a existência de ferrugem da culatra.
(i) Lubrificar toda a culatra.
(j) Verificar o correto fechamento da culatra (linhas coincidentes).
(k) Desmontar o mecanismo de disparo e montá-lo.
(l) Montar e verificar o funcionamento do mecanismo de disparo.
(7) Sistema de recuo
(a) Verificar se há vazamentos dos cilindros de freio de recuo.
(b)Verificarseoscilindrosdefreioderecuoestãobemfixos(porcas
etravas).
(c) Verificar a pressão do sistema (21 a 24 PSI).
(d) Verificar o afloramento dos pinos de nível de óleo do cilindro
recuperador, na parte anterior e posterior (3 a 19 mm).
(e) Verificar se há vazamento de óleo no cilindro recuperador e se a
pressão de nitrogênio está entre 700 e 750 PSI.
(f)Verificarsehávazamentodeóleonocilindroamortecedordevolta
em bateria e nas conexões.
(8) Sistema de giro
(a) Verificar o funcionamento da trava da torre.
(b) Verificar o funcionamento da trava do tubo.
(c)Engraxaracremalheiraatravésdasgraxeirasexistentesnoanel
datorre.
(d) Verificar o nível de óleo do sistema de transmissão de giro.
(e) Verificar se o sistema de transmissão de giro está bem fixo.
(f)Executarumgirocompletonatorremanualmenteecomvelocida-
de constante.
(g) Executar novo giro com o sistema hidráulico.
(h)Verificarsehávazamentosnosterminaiseconexõesdosistema
de giro.
(i) Limpar e engraxar o sistema.
(9) Conjunto de Força do Sistema Hidráulico
(a) Checar o nível de óleo na pressão zero.
(b) Fazer o teste da pressão a zero 3 vezes para verificar a pressão
do nitrogênio (500 a 550 PSI).
(c) Ligar a chave geral do sistema hidráulico e verificar se a pressão
varia a 1200 PSI.
(d)Verificarseomotorelétricoéligadoa925PSIedesligadoa1200
PSI.
(e) Após o funcionamento do motor, verificar se o nível de óleo está
correto, nunca deixe o motor funcionar com o nível de óleo abaixo do indicado.
(f) Verificar se existe vazamento.
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(10)Sistemadeelevação
(a)Verificarseaelevaçãomanualestáelevandoeabaixandootubo
em todo o seu curso com velocidade constante.
(b) Verificar a elevação hidráulica da mesma forma.
(c)Verificarseexistevazamentonocilindrodeelevaçãoounopistão.
(d) Reapertar os parafusos do cilindro de elevação.
(e) Engraxar o cilindro de elevação.
(f) Verificar se o tubo eleva e abaixa com a mesma velocidade.
(g) Verificar o funcionamento da capa do escudo, caso esteja
emperrada, desmontar e engraxar o tubo, haste e mola do cilindro da capa do
escudo para evitar que a esta venha a rasgar ao elevar e abaixar o tubo.
(11)Carregadoratomático
(a)Verificarsehávazamentonasmangueiraseconexõesdashastes
do cilindro de carregamento.
(b) Verificar o funcionamento da trava do carregador automático.
(c) Verificar se as conexões da válvula de acionamento e da válvula
de bloqueio estão bem fixas e sem vazamentos.
(d) Limpar e lubrificar a calha de carregamento.
(e)Limpareengraxarosuportedeapoiodocarregadorautomático.
(f)Verificaracentragemdahastedocarregadorautomáticonointerior
do tubo.
(g) Reapertar parafusos do soquete exceto os de fixação do cilindro
do soquete.
(h)Engraxarahastedocarregadorautomáticoatravésdasgraxeiras.
(i) Verificar o funcionamento do carregador automático.
OBSERVAÇÃO: Não acionar totalmente a alavanca de acionamento do
soquete hidráulico sem que a granada esteja na câmara. Para realizar o teste,
acionargradualmenteaalavanca.
(12)Equipamentoótico
(a) Limpar todos os equipamentos óticos com pano seco, pincel e
camurça.
(b) Manutenir suportes e encaixes dos equipamentos.
(c) Fazer a ajustagem dos aparelhos.
(d) Checar os dispositivos de iluminação.
(13)Torre
(a) Verificar e lubrificar as dobradiças da torre.
(b) Verificar as correias dos bancos.
(c) Verificar as conexões e os lacres dos extintores de incêndio.
(d) Verificar os extintores portáteis e seu lacre.
(e)Verificarofuncionamentodoexaustor,ventiladoreaquecedorda
torre.
(f) Limpar com um pano seco os contatos elétricos do giro da torre
sob a cremalheira.
b. Tabela II - Manutenção mensal
(1)Verificarnomecanismoderecuovariáveldotubosea670milésimosas
engrenagens não estão separadas, se não há água ou sujeira nas engrenagens.
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Lubrificarasengrenagensdomecanismoemontarnovamente.
(2) Verificar se após retirar o parafuso da trava do eliminador de alma, a
esfera de aço e a mola estão em seu alojamento.
(3)Realizaralimpezacomqueroseneealubrificaçãodointeriordotubo
e da culatra com ONLA.
c. Tabela III - Manutenção Trimestral
- Trocar os filtros de óleo do motor.
d. Tabela IV - Manutenção Semestral
(1) Trocar o óleo do motor.
(2) Trocar o óleo da caixa de transmissão.
(3) Trocar o óleo do redutor permanente.
(4) Limpar o filtro de óleo da caixa de transmissão.
(5) Limpar o respiro do redutor permanente.
(6) Trocar os filtros de combustível primário e secundário.
(7)Limparoreservatóriodecombustível.
e. Tabela V - Manutenção Anual
(1) Lubrificar com graxa antióxido o interior do tubo e os elementos
componentesdaculatra,nosmesesdofinaledoiníciodoano,períodoesse,sem
instrução com o obuseiro.
(2) Realizar a limpeza do radiador e a troca da água e aditivo (64 litros
de água para 12 litros de aditivo, este com características anticongelante e
anticorrosivo a base de etileno glicol).
f. Tabela VI - Manutenção de tubo e culatra
(1) Antes do Tiro
(a) Limpar e secar o tubo.
(b) Limpar e passar uma leve camada de óleo na culatra.
(c) Limpar e secar o aparelho obturador.
(d) Verificar as condições da pasta obturadora.
(2) Após o Tiro
(a) Abrir o eliminador de alma antes de iniciar a limpeza do tubo
(b) Limpar o tubo com uma mistura de água quente (80° C) e sabão
neutro (10%), essa limpeza é necessária após o tiro para neutralizar a ação da
pólvora.
(c)Logoapós,limparcomumamisturadequeroseneeóleo(ONLA)
a 10%.
(d) Secar bem o tubo.
(e) Lubrificar com ONLA.
(f) Limpar e lubrificar o freio de boca.
(g) Limpar e lubrificar a cabeça móvel da culatra.
(h) Limpar a pasta obturadora com água quente e sabão neutro,
nunca deixe que essa entre em contato com qualquer tipo de lubrificante.
OBSERVAÇÃO: Após a execução das operações prescritas nas listas de
manutenção o CP deverá informar ao CLF, quaisquer falhas ou alterações
encontradas.
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C6-86
ARTIGO III
INSPEÇÕES
10-7. GENERALIDADES
a. O CP deve inspecionar o seu material, diariamente. Se houver neces-
sidadedereparosouajustagem,deveparticipar,imediatamente,talfatoaoCLF,
que providenciará, então, as medidas necessárias.
b.OCLF,acompanhadodomecânicodearmamento,deveprocederauma
minuciosa inspeção nos obuseiros, equipamentos auxiliares, ferramentas e
peças sobressalentes, pelo menos, uma vez por mês.
c. Os Cmt Bia, de grupo e de escalões mais elevados devem realizar
freqüentementeinspeçõesdecomandoparaverificaremseomaterialestásendo
manutenido de acordo com os padrões e normas prescritas, no que concerne ao
aspecto externo, condições de utilização e existência de todas as peças
mecânicas e ópticas.
10-8. TIPOSDEINSPEÇÕES
a.Antesdaoperação-realizadacomafinalidadedeverificarascondições
de operação da peça. Consiste em:
(1) Chefe de peça.
(a) Verificar se o freio de boca está bem fixo e sem fissuras.
(b) Verificar se o eliminador de alma está bem fixo e sem fissuras.
(c) Verificar a alma do tubo com o calibrador.
(d) Verificar se o bloco da culatra fecha normalmente e se há a
coincidência das marcas brancas.
(e) Verificar se a alavanca de manobra do bloco da culatra funciona
normalmente.
(f)Verificaracalibragemdosroletesdeaberturaautomática,senão
estão quebrados ou empenados e se as canaletas da placa de abertura
automática estão sem mossas e lubrificadas com graxa.
(g) Verificar se, no mecanismo de disparo, o percussor não está
quebrado e se a armadilha e o martelo estão em condições e fazer o teste de
disparo no mecanismo.
(h) Verificar se o canal de fogo está desobstruído.
(i)Verificarseosanéispartidosdaculatraestãodefasadosde180º.
(j) Verificar o nível de óleo no conjunto de força da torre e se o
manômetro está marcando entre 925 e 1225 PSI, quando em funcionamento.
(k)Verificarapressãodonitrogênionoconjuntodeforçaquedeverá
estar entre 500 e 550 PSI nas três vezes que zerar.
(l) Verificar se a pressão do recompletador está entre 21 e 24 PSI.
(m) Verificar se a tubulação de óleo e junções do freio de recuo não
apresenta vazamentos (máximo de 5 gotas em 3 minutos).
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10-10
(n) Verificar se os sistemas de giro hidráulico e manual funcionam.
(o) Verificar o nível de óleo do reservatório do sistema de giro.
(p)Verificarofuncionamentodachaveelétricadasolenóide.Acionar
a chave nº 2 e verificar se o comando dos controles passa do manual para
hidráulico. Acionar a chave nº 3 e verificar se o controle de elevação passa do
principal para o auxiliar (esquerda p/ a direita).
(q) Verificar o funcionamento da trava da torre.
(r)Verificarseosistemadebalançoestáequilibrado,ouseja,separa
elevarouabaixarotubooesforçoeavelocidadesãoasmesmas,tantonomanual
quantonohidráulico.
(s) Verificar se a pressão no acumulador primário do sistema de
balanço está em 900 PSI.
(t) Verificar se a pressão no acumulador do comando manual do
sistema de balanço está entre 75 e 90 PSI.
(u) Verificar se a pressão no acumulador secundário do sistema de
balanço está em 1500 PSI.
(v) Verificar se não há nenhum vazamento ou peças quebradas no
carregador automático e fazer um teste de acionamento para a verificação do
funcionamento.
(x) Verificar se a mesa de carregamento do soquete hidráulico
permanecetravadaquandorecolhida.
(z) Verificar a regulagem da válvula de bloqueio do carregador
automático.
(aa) Verificar se os pinos do recuperador estão entre 3 e 19 mm. Se
estiver acima de 19 mm, recompletar de óleo; se estiver abaixo de 3 mm, drene
o óleo.
(ab) Verificar se a pressão de nitrogênio do recuperador está entre
700 a 750 PSI.
(ac) Verificar se todos os instrumentos óticos estão sem fungos ou
danificados.
(ad) Executar o exercitamento do mecanismo de recuo por 3 vezes,
no mínimo, e verificar: se não há vazamentos, funcionamento do mecanismo de
aberturadaculatraeseavoltaembateriaocorreusemsolavancosetotalmente.
(2)Motorista
(a) Verificar ao redor do veículo se não há falta de algum item ou
vazamentos.
(b) Verificar se não está faltando alguma tampa de drenagem do
conjunto de força e do fundo da viatura.
(c) Verificar se a borboleta de acionamento do extintor de incêndio
externo está em seu alojamento e com o lacre.
(d) Verificar se a borboleta de acionamento do extintor de incêndio
interno está em seu alojamento e com o lacre.
(e) Verificar se o nível do radiador está cheio, se necessário,
recompletaronível.
(f) Verificar se a trava do tubo está trancada e sem alteração.
(g) Realizar a drenagem dos filtros de combustível primário e
secundário para a retirada de água.
10-8
10-11
C6-86
(h)Verificaroníveldeóleodacaixadetransmissão,deveestardentro
damarca“operatingrange”.
(i) Verificar o nível de óleo do motor, deve estar entre a marca “L” e a
“F” na vareta de inspeção.
(j) Ligar o motor e executar os procedimentos de aquecimento e
verificarosprocedimentosdopainel.
(k) Verificar se a lâmpada indicadora da chave geral em “on” está
acesa.
(l)Verificarseo“led”deavisodachavegeralapagaapós15segundos
de funcionamento do motor.
(m) Verificar se a pressão de óleo do motor está entre 30 e 70 PSI
em ponto morto (30 PSI a 1000 RPM).
(n) Verificar se a temperatura do motor está entre 160º F e 185º F.
(o) Verificar se a temperatura do óleo da caixa de transmissão está
entre 220º F e 300º F.
(p)Verificarseapressãodoóleodacaixadetransmissãoestáentre
10 e 45 PSI.
(q) Verificar se a carga da bateria está no verde.
(r)Verificarseoindicadordecombustíveldosdoisreservatóriosestá
funcionando.
(s) Verificar se o freio da viatura está funcionando conforme
especificação.
(t) Verificar se o freio de estacionamento funciona.
(u) Verificar se o volante fica duro ou frouxo quando se gira para a
direitaouesquerda.
b.Duranteaoperação-temporfinalidadeverificarqualquerdesempenho
anormal no funcionamento dos sistemas. Consiste em:
(1) Chefe de peça
(a)Verificarseospinosdorecuperadorestãoentre3e19mm.Caso
necessário, drene ou recomplete de óleo.
(b) Verificar se a pressão do recompletador está entre 21 e 50 psi.
Caso necessário, drene ou recomplete de óleo.
(2)Motorista
(a) Verificar ruídos ou vibrações estranhas no conjunto de força.
(b) Verificar, no painel do motorista, se algum instrumento está
marcandoalgumparâmetroanormal.
c.Apósaoperação-temporfinalidadelocalizarqualquerdanooudeficiência
nofuncionamentoemdecorrênciadaoperaçãorealizada.Consisteem:
(1) Chefe de peça
(a) Verificar se o freio de boca está bem fixo e sem fissuras.
(b) Verificar se o eliminador de alma está bem fixo e sem fissuras.
(c)Verificarseoblocodaculatraestásemfissurasoufaltandopeças.
(d) Verificar se os instrumentos óticos estão limpos , sem fungos ou
comcondensação.
(e) Verificar se as conteiras estão sem alterações e não estão
faltandopeças.
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(2)Motorista
(a) Verificar se há alguma alteração na trava do tubo.
(b) Verificar se as porcas da polia motora e das rodas de apoio não
estãofrouxas.
(c)Verificarseaborrachadasrodasdeapoionãoapresentanenhuma
alteração.
(d) Verificar se não há nenhuma alteração no trem de rolamento.
(e) Realizar a drenagem dos filtros de combustível primário e
secundário para a retirada de água.
(f) Verificar o nível de óleo da caixa de transmissão.
(g) Verificar o nível de óleo do motor 20 min após desligar a viatura.
(h) Verificar as barras de torção.
OBSERVAÇÃO: As instruções detalhadas para a inspeção da VBCOAP
M109 A3, encontram-se no T 9 - 2350 - 217 - 10.
10-8
11-1
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CAPÍTULO 11
TÉCNICAS E SITUAÇÕES QUE REQUEREM ATENÇÃO ESPECIAL
ARTIGO I
INCIDENTEDETIRO
11-1. GENERALIDADES
a. Incidente de tiro é uma falha na execução do tiro. Pode ocasionar sérios
danosàguarniçãoeaomaterial.Cabeaochefedepeça,certificar-sedequetodas
as precauções para a realização do tiro tenham sido tomadas, particularmente
quantoaoestadodamuniçãoutilizadaeacorretarelaçãoentreseuscomponen-
tes.
b. As alterações descritas neste artigo raramente ocorrerão quando for
utilizadosomenteamuniçãoautorizadaeoobuseiroforcorretamentemanutenido
e operado. Porém, para evitar danos ao material e pessoal, necessário se faz
compreender como ocorre uma falha e o que deve ser feito para saná-la .
c. Dois aspectos devem ser do conhecimento do chefe de peça:
(1) somente utilizar a carga 1 em situação de emergência em combate.
Seu uso pode provocar a retenção do projetil no tubo.
(2) não ultrapassar a cadência máxima de tiro permitida. Caso seja
excedida,poderáocorreradeflagraçãoespontâneadacargadeprojeção1minuto
apóscarregadooobuseiro.
OBSERVAÇÃO: quando forem realizados disparos combinados utilizando-se a
carga 8 e qualquer outra, considerar a cadência máxima permitida para a carga 8.
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11-2
11-2. DEFINIÇÕES
a.Tubofrio-Qualquertuboquetenhaounãoexcedidoacadênciamáxima
detiroequenãofaçaferverouevaporarumcotonetemolhadocolocadonaparte
anteriordacâmaradecarregamento.
b. Tubo quente - Qualquer tubo que tenha excedido a cadência máxima
de tiro ou que faça ferver ou evaporar um cotonete molhado colocado na parte
anteriordacâmaradecarregamento.
c.Deflagraçãoprematura-Éaqueimaespontâneadacargadeprojeção
ou da estopilha quando a arma está superaquecida.
d. Deflagração retardada - É um retardo no funcionamento da estopilha
ou na queima da carga de projeção. Esse retardo pode variar de uma fração de
segundos até 10 minutos.
e. Nega - É a não realização do tiro após ser acionado o mecanismo de
disparo. Pode ser ocasionada por defeito na estopilha, na carga de projeção ou
domecanismodedisparo.Devesersempreconsideradacomoumadeflagração
retardada até que se determine as causas do problema.
f.Retenção-Équandoagranadaficaalojadanotuboapósofuncionamento
normal da ignição e combustão da carga de projeção. Os gases formados pela
queima ficam presos na câmara. A retenção pode ocorrer quando se utiliza a
carga 1.
11-3. PROCEDIMENTOS EM CASO DE NEGA
a. Tubo frio
(1) Acionar o mecanismo de disparo mais duas vezes.
OBSERVAÇÃO:Consideraranegacomoumadeflagraçãoretardada.
Não ficar exposto às partes recuantes do obuseiro. Ao retirar a estopilha expor
somente a mão e o braço de modo a evitar danos em caso de uma deflagração.
(2)Casonãoocorraodisparo,evacuartodaaguarnição,permanecendo
somente o chefe de peça e o C2. Aguardar 2 (dois) minutos e retirar a estopilha.
(3) Verificar se a estopilha foi iniciada.
(4)Casoaestopilhatenhasidoiniciada,esperar8(oito)minutos(tempo
dequeimadacargadeprojeção),abriraculatraeverificaraorigemdoproblema:
(a) se for carga defeituosa, substituir a carga;
(b) se for carga invertida e não estando queimada, corrigir a sua
posição; e
(c) se for canal de fogo sujo, limpá-lo. Ao final de quaisquer das
correções supracitadas trocar a estopilha e reiniciar o tiro.
(5) Caso a estopilha não tenha sido iniciada, verificar se ela foi ou não
percutida.Casopositivo,trocaraestopilhaereiniciarotiro.Casonegativo,trocar
o mecanismo de disparo, recolocar a mesma estopilha e reiniciar o tiro.
11-2/11-3
11-3
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b. Tubo quente
(1) Proceder como descrito nos itens (1) e (2) da letra anterior.
(2) Verificar se a estopilha foi iniciada.
ATENÇÃO:NÃOABRAACULATRA!
(3) Se a estopilha estiver iniciada, fechar o mecanismo de disparo e
proceder conforme o item (5).
(4) Se a estopilha não estiver iniciada, verificar se a mesma está ou não
percutida:seestiverpercutida,substituirrapidamenteaestopilhaereiniciarotiro
dentro de 5 minutos; se não estiver percutida, trocar o mecanismo de disparo,
recolocar a estopilha e reiniciar o tiro dentro de 5 (cinco) minutos.
(5) Caso não seja possível disparar a peça no intervalo de 5 (cinco)
minutos,deve-seprocederdaseguinteforma:
(a) evacuar todo o pessoal a uma distância segura;
(b) esperar 2 (duas) horas;
(c) remover a estopilha e a carga de projeção;
(d)preencheroespaçodacâmaradecarregamentoentreoculoteda
granadaeacabeçamóvelcompanosouestopasparaevitarochoquedoprojetil;
(e) fechar a culatra;
(f) prender o tubo no dispositivo de amarração;
(g) deslocar a peça cuidadosamente para um local afastado de
qualquer instalação, se necessário; e
(h) solicitar a presença da equipe de manutenção para realizar o
descarregamento da peça, ou a troca do tubo.
OBSERVAÇÃO:Casoanegatenhaocorridoutilizando-seacarga1,
deve-seatentarparaaocorrênciadaretenção.Asseguintesprecauçõesdevem
ser tomadas, antes de qualquer procedimento:
- abrir todas as escotilhas;
- antes de retirar a estopilha, posicionar o tubo em elevação de
modo que o canal de fogo esteja direcionado para a porta traseira da peça;
- para retirar a estopilha posicionar-se do lado direito da culatra
e retirar a estopilha com o cuidado de não ficar exposto ao canal de fogo;
-casoaretençãosejaconfirmada(gasesexpelidospelocanalde
fogo) e estando o tubo frio, carregar a peça com carga 4 ou maior e realizar o
disparo a comando do CLF ou descarregar a peça. Se não houve retenção,
proceder como descrito na letra a.;
- caso a retenção ocorra com o tubo quente, proceder como
descrito no item (5) da letra b. acima.
11-4. PROCEDIMENTOEMCASODEINTERRUPÇÃODOTIRO
a. Tubo frio - Descarregar o obuseiro ou aguardar o reinício do tiro. No
segundo caso, o cordel de disparo deve ser retirado para evitar um disparo
acidental.
b. Tubo quente - Disparar a arma ou descarregá-la dentro de 5 (cinco)
minutos. Caso este tempo seja excedido, proceder como descrito nos itens (5)
da letra b. do Parágrafo 11-3.
11-3/11-4
C6-86
11-4
11-5. DESCARREGAMENTODAPEÇA
a. O descarregamento da peça somente deve ser feito por ordem e sob a
supervisão do CLF. Uma vez que a peça tenha sido carregada, ela deve ser
disparada. Entretanto, poderão ocorrer situações em que seja necessário o
descarregamento.
OBSERVAÇÃO: Não utilizar o soquete de descarregamento com a
granadaM712.
b. Ao comando de “DESCARREGAR!”, a guarnição procede da seguinte
forma:
(1) o C2 desloca o mecanismo de disparo para a direita e retira a
estopilha;
(2) após isto, coloca o tubo a zero e abre a culatra;
(3) o C3 remove a carga de projeção e a entrega ao C4;
(4)oCPinspecionaosoquetededescarregamentoparacertificar-seque
está livre de obstruções;
(5) o C3 preenche a câmara de carregamento com panos ou estopa;
(6) o C2 fecha a culatra;
(7)oC4introduzosoquetepelabocadotuboatéque seencaixenaogiva
da granada. A seguir, empurra o soquete e dá uma pequena pancada com um
bloco de madeira, se for o caso, para desengrasar a granada;
(8) o C2 abre a culatra;
(9) o C3 retira os panos ou estopa ao mesmo tempo em que ampara a
granada enquanto o C4 empurra-a para trás; e
(10) o C4 auxiliado pelo C3 recondiciona a carga de projeção e o projetil
parausofuturo.
OBSERVAÇÃO:Durantetodaaoperaçãodedescarregamento,nunca
ficar atrás do tubo.
ARTIGO II
PROCEDIMENTOSEMCASODEINCÊNDIO
11-6. GENERALIDADES
a. A VBC OAP M109 A3 possui um extintor de incêndio fixo e um portátil
destinados a combater princípios de incêndio no interior do compartimento do
motoredaguarnição,respectivamente.
b.Todoocuidadodevesertomadoparaimpedirqueofogoatinjaolocalonde
são armazenadas as cargas de projeção. Caso isto ocorra, a guarnição deve
abandonarrapidamenteapeçaeprocurarabrigo.
11-7. OPERAÇÃO DO EQUIPAMENTO DE COMBATE AO FOGO
a.Extintordeincêndiofixo-Possuidoispunhosdeacionamento.Oexterno
fica localizado à esquerda da escotilha do motorista (figura 11-1) e o interno
11-5/11-7
11-5
C6-86
localiza-se dentro do compartimento do motorista (figura 11-2). Quando é
acionado,expeledióxidodecarbononointeriordocompartimentodomotorpara
abafar o fogo. Proceder da forma descrita a seguir:
(1)pararaviatura;
(2) colocar a alavanca de mudanças em ponto morto;
(3) fechar a entrada de combustível e colocar o interruptor principal em
“OFF”;
(4) acionar o punho externo ou interno de ativação; e
(5) evacuar a guarnição do interior da cabine. Utilizar o extintor portátil
para ajudar no combate ao incêndio. Areia, barro ou terra são também úteis no
combate ao fogo.
Fig 11-1. Punho externo de acionamento do extintor de incêndio fixo.
Fig 11-2. Punho interno de acionamento do extintor de incêndio fixo.
ATENÇÃO: O funcionamento do extintor de incêndio fixo é seriamente
prejudicado com o motor em funcionamento e totalmente nulo quando o motor
funciona acima de 1100 RPM.
OBSERVAÇÃO: Não tentar funcionar o motor depois da extinção do
incêndio até que o motivo que o ocasionou seja corrigido.
b.Extintordeincêndioportátil-Carregadocomdióxidodecarbono,está
localizado na parte da frente do piso da cabine (Fig 11-3). Proceder da forma
descrita a seguir:
(1)puxarotrinco(2)paraabrireremoveroextintor(1)deseualojamento;
(2) romper o lacre e retirar o pino de segurança; e
(3) apontar para a base do fogo o mais próximo que puder e acionar o
gatilho.
11-7
C6-86
11-6
Fig 11-3. Extintor de incêndio portátil
ARTIGO III
UTILIZAÇÃODACONTEIRA
11-8. GENERALIDADES
a. As conteiras foram incorporadas à VBC OAP M109 A3 para estabilizar
o armamento em terreno solto, lamacento ou arenoso. Elas sempre deverão ser
utilizadas quando se atirar nestes tipos de terreno.
b.Qualquerquesejaacargadeprojeçãoutilizada,nãohánecessidadede
se utilizar as conteiras quando se atirar sobre terreno firme. A determinação do
uso das conteiras dependerá de ordem do Cmt Bia.
c. A utilização das conteiras não impõem nenhuma restrição ao campo de
tiro do obuseiro. Pode-se atirar em 6400’’’ com as conteiras colocadas, sem
necessidadedemovimentaraviatura.
11-9. UTILIZAÇÃODASCONTEIRAS
a. Cuidados
(1) Afastar-se das conteiras. Seu peso -56 kg - pode causar sérios
ferimentos.
(2)Aportatraseiradacabinedeveestarfechadaantesdesoltaraconteira
para não causar danos à bobina do telefone.
(3)Certificar-sedoencaixedosmontantesnoseualojamentoparaevitar
que a viatura caia para trás sobre as conteiras e as quebre.
b. Colocação
(1) O CP determina a colocação das conteiras.
(2)OC1apertaopedalesquerdodatravadaconteira(1)enquantooC2
aperta o pedal direito (Fig 11-4).
11-7/11-9
11-7
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Fig 11-4. Pedal da trava da conteira
(3)OC3soltaomontanteesquerdo(2),puxando-oparatrás,retiraopino
de segurança (3), solta a trava de fixação da conteira (4) e abaixa a conteira no
chão(Figura11-5).
Fig11-5.Conteira
(4) O C4 procede da mesma forma com a conteira da direita.
(5) O CP manobra o motorista para trazer a viatura para trás até subir
sobre as conteiras certificando-se de que o montante (2) se encaixe em seu
alojamento(8)/(Fig11-6).
(6) O motorista aciona o freio e desliga a viatura.
11-9
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11-8
Fig 11-6. Alojamento do montante
ATENÇÃO: Nunca manobrar a viatura com as conteiras colocadas. Caso
seja preciso movimentar a peça, andar para a frente cerca de 30 m para depois
recuarsobreasconteirasnovamente.
c. Retirada
(1) O CP manobra o motorista para trazer a viatura de ré contra as
conteiras.
(2) C1 e C2 soltam os montantes apertando os pedais da trava da
conteira.
(3)OCPmanobraagoraaviaturasuavementeparaafrenteatéliberaras
conteiras.
(4) C1 e C3 levantam a conteira esquerda, prendendo-a em sua trava e
o C3 coloca o pino de segurança..
(5)C2eC4procedemdamesmaformadoladodireito.OC4colocaopino
desegurança.
11-9
12-1
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CAPÍTULO12
TRANSPORTEDOMATERIAL
ARTIGO I
INTRODUÇÃO
12-1. GENERALIDADES
a. Este capítulo tem por finalidade complementar os conhecimentos
do C 55-1 TRANSPORTES MILITARES, o qual deve constituir-se em leitura
obrigatóriaatodomilitarqueestiverenvolvido,sejacomoplanejadorouexecutan-
te, nas operações de transporte de blindados.
12-2. PARTICULARIDADES
a.Tiposdetransporte-Ostiposdetransportesqueseprestamàsviaturas
blindadas são, o rodoviário, o aéreo, o ferroviário, o marítimo e o hidroviário. No
entanto, normalmente utilizamos o transporte multimodal, ou seja, dois ou mais
tipos de transportes na mesma operação. Por exemplo pode-se citar que
dificilmenteseusaotransportemarítimoouhidroviárioisoladamente,poisapartir
do porto ou para se chegar até ele, precisa-se de outro meio de transporte
(transporterodoviárioouferroviário).
b.Principaiscuidadosnotransporte-Portratar-sedeviaturaspesadas
e envolver muitas vezes estruturas físicas e pessoal civil, neste tipo de operação
duas fases são fundamentais: um planejamento detalhado e uma execução
cuidadosa.
(1) No planejamento deve-se, dentre outras coisas:
(a) escolher o tipo de transporte a utilizar tomando por base as
características de cada um deles; realizar os contatos necessários;
(b) fazer reconhecimentos do itinenário e colher o máximo de
informaçõessobreele;
C6-86
12-2
(c) tomar todos os cuidados com a segurança antes durante e após
o deslocamento, nesta segurança incluem-se o balizamento correto, as amar-
rações e demais cuidados específicos de cada tipo de transporte.
(2) A execução nada mais é do que a colocação em prática do
planejamentorealizado.Aboaexecuçãodependefundamentalmentedeumbom
planejamento. Outro fator importante para uma boa execução é a unidade de
comando,sejaqualforotipodetransporteutilizado.Valeressaltar,quedevidoao
tamanho e peso das viaturas blindadas, quando vem a ocorrer algum tipo de
acidentenormalmentedecorremvítimasfatais.
ARTIGO II
TRANSPORTERODOVIÁRIO
12-3. GENERALIDADES
a. Devido a restrições de combustíveis e necessidade de se evitar ao
máximoodesgastedomaterial,nãosedevedeslocarviaturassobrelagartaspor
seus próprios meios, sob pena de desgastarmos os patins, sobrecarregar os
motores e transmissões, além de danificar as estradas.
b. O transporte rodoviário desenvolve-se, normalmente, em rodovias e,
eventualmente, em distâncias relativamente curtas pode ser feito através do
campo. É o meio normal para vencer espaços entre terminais, depósitos ou
instalaçõesdiversas.
c. É o processo racional para deslocamentos de menor amplitude e para o
transporte de pequenos elementos na zona de combate.
d. O transporte rodoviário é, normalmente, empregado no prolongamento
dasferrovias;entretanto,écomumseuusoparaaduplicaçãodaquelas,visando
melhorarseurendimento.
12-4. CARACTERÍSTICASGERAIS
a. O transporte rodoviário caracteriza-se por:
(1)apresentargrandeflexibilidade,comboaspossibilidadesdealterna-
tivas, tanto nas vias como nos meios;
(2)apresentarelevadocustooperacional,cujovalorcresceàproporção
que se reduzem as condições técnicas das vias;
(3)nãodependerdeterminais,podendorealizaraligaçãodireta“porta=
a = porta”;
(4)oferecerfacilidadedemobilizaçãodemeiosedepessoalespecializa-
do;
(5) permitir a fácil recuperação de suas vias e de seus meios;
(6)sermenosvulnerávelàaçãoinimiga,proporcionandoboascondições
de emprego na zona de combate;
12-2/12-4
12-3
C6-86
(7) sofrer ponderável influência das condições climáticas, cuja ação
produz efeitos negativos sobre as condições técnicas das vias e dos meios;
(8) ter reduzida capacidade para o transporte de grandes massas; e
(9)ternecessidadedeumreconhecimento,preferencialmentenoterreno,
doitinerárioporondepassaráacarretacomaviatura,devidoaproblemascomoaltura
na passagem em passarelas, túneis, fios de telefone e energia elétrica. Outro
problemaéreconhecerseaspontesdoitineráriosuportamopesodaviaturaqueestá
sendotransportada.
b. Vantagens
(1) Evita o desgaste desnecessário do material a ser transportado.
(2) Possibilita o menor consumo de combustível, pois, as carretas são
muito mais econômicas que a VBC.
(3) Proporciona certo descanso à tropa.
(4)LevarasVBCalocaisqueosoutrosmeios,marítimoeferroviário,são
incapazes.
c.Desvantagens
(1) Os deslocamentos não podem ser feitos a grandes distâncias, sem
paradas, devido ao cansaço dos motoristas.
(2) Impossibilidade de transportar grandes quantidades de tropa e
material devido a restrições quanto ao número de carretas.
ARTIGO III
TRANSPORTEAÉREO
12-5. CARACTERÍSTICASGERAIS
As características dos transportes aeroviários são as seguintes:
a. grande rapidez de deslocamento;
b. número ilimitados de rotas para o mesmo ponto de destino;
c. ausência de obstáculos terrestres intermediários;
d. relativamente pequena capacidade de transporte em tonelagem e
volumedecarga;
e. dependência de aeroportos ou pistas de aterragem, das condições
meteorológicas e do raio de ação das aeronaves; e
f. vulnerabilidade aos ataques aéreos e ao fogo antiaéreo.
12-6. TRANSPORTEAÉREODEVIATURASBLINDADAS
a. As viaturas deverão estar abastecidas com 3/4 de sua capacidade de
combustível, tampa do tanque aliviada e bateria desconectada, com os bujões
frouxosedesobstruídos.
b.Osaviõesdeverãoserequipadoscompranchõesquandotransportando
viaturasouequipamentosbélicos,deacordocomasTOrespectivasdasaeronave,
respeitando os limites estruturais de piso da aeronave.
12-4/12-6
C6-86
12-4
c. As viaturas serão embarcadas nas pranchas e levadas para o Batalhão
DOMPSA, onde serão colocadas em plataformas, ou pallets, e posteriormente
embarcadas nas aeronaves, tracionadas pelo guincho bulldog, a cargo da
Aeronáutica,ouserãolevadasdiretamenteparaasbasesaéreaseembarcadas
realizando um pequeno deslocamento para o interior das aeronaves, sobre
expansoresdeárea,colocadosnopisodasaeronaves,deacordocomcálculodo
pesoconcentradorealizadopelaAeronáutica.
d.NoBRASIL,oaerotransportedeviaturablindadasópodeserexecutadopela
aeronave C - 130 (HÉRCULES) para as VBTP M113 - B, VBR EE 9 - CASCAVEL
eVBTPEE11-URUTU,estaúltimacomaretiradadasuatorreparadiminuiraaltura.
AVBCOAPM109A3nãopodeseraerotransportadadevidoasaeronavesbrasileiras
terem,relativamente,pequenacapacidadedetransporteemtonelagem.
ARTIGO IV
TRANSPORTEFERROVIÁRIO
12-7. GENERALIDADES
Otransporteferroviárioconstituiotransporteidealparagrandestonelagens
a grandes distâncias, por seu rendimento. Podemos dizer que o correto aprovei-
tamento da rede ferroviária dará maior poder às operações bélicas, posto que
permite, mover, concentrar e apoiar as grandes massas dos exércitos de
campanha, a grandes distâncias e com alto grau de rapidez.
12-8. CARACTERÍSTICAS
a.Positivas:
(1) pode transportar grandes quantidades de tropa e seu material
orgânico a longas distâncias e com apreciável economia de tempo. Esta
característica,porém,estácondicionadaaodesenvolvimentodaredeferroviária,
à capacidade de tráfego das vias e à disponibilidade do material rodante;
(2)proporcionargrandedescansoàtropatransportadaeevitarodesgaste
domaterialorgânico.Nota-seque,notocanteaodescansoproporcionadoàtropa,
é necessário que se tomem algumas medidas complementares, tais como:
confortodosassentos,instalaçõessanitáriasadequadas,preparaçãodoslocais
de paradas, etc.
b. Negativas:
(1)Asferroviassãoaltamentevulneráveis,emtodooseutrajeto,àsações
do inimigo aéreo, aeroterrestre, guerrilheiros ou sabotadores, principalmente
quando objetivam os seus pontos críticos e de reparação mais demorada, quais
sejam: pontes, viadutos, entroncamentos, gares, oficinas, depósitos, etc...; isto
exigirácertasmedidasdesegurança(defesaaérea,guardadospontossensíveis,
emprego de trens blindados, etc).
12-6/12-8
12-5
C6-86
(2)arigidezdaslinhasconduzaitineráriosfixos,reduzindoaflexibilidade
de emprego da tropa nessa ou naquela direção. Para que não se perca a
flexibilidadedeempregodatropa,torna-senecessáriaacombinaçãodotranspor-
teferroviáriocomorodoviário.
(3)otransporteferroviárioparaserbemexecutadonecessitademinuci-
osoplanejamento,quedeveserestudadodesdeotempodepaz.Noplanejamento
da construção de novas vias, deve ser considerada a missão estratégica das
ferrovias, para que possam ser dotadas de grande capacidade de tráfego e para
que suas direções favoreçam, sempre que possível, suas funções estratégicas.
ARTIGO V
TRANSPORTEMARÍTIMO
12-9. GENERALIDADES
a.Asoperaçõesmilitarescomempregodetropasesuprimentospormodal
marítimo são geralmente chamadas de Operações Anfíbias.
b. O transporte marítimo é utilizado basicamente em duas situações bem
distintas:
(1) numa primeira situação a operação de transporte é parte integrante
deumcontextotáticoeéapenasumafasedamanobradaMarinha.Normalmente
olocaldedesembarqueéumaáreahostileseconstituiemobjetivodeconquista
daforçanaval.
(2)numasegundasituaçãootransporteconstitui-sedeumaoperaçãode
cunho administrativo, sem um contexto tático definido e cujo único objetivo é
realizar um transporte de um local para outro. Neste caso a possibilidade de
contato com o inimigo é pouco provável ou inexistente, inclusive podendo ser
realizadopornavioscivisadaptados.
12-10.CARACTERÍSTICASGERAIS
a. O transporte marítimo tem como características gerais:
(1) permite transporte a grandes distâncias;
(2)realizatransportesintercontinentais;
(3)necessitagrandecoordenação;
(4) necessita embarcações próprias ou adaptadas;
(5) permite descanso e conforto da tropa;
(6) requer adaptação da tropa à vida embarcada;
(7)embarqueedesembarquedemorados;e
(8) necessita cooperação da Marinha.
12-8/12-10
C6-86
12-6
b. Vantagens
(1)Permitetransporteagrandesdistâncias,inclusiveintercontinentais.
(2) Permite descanso e conforto da tropa.
c.Desvantagens
(1) Necessita grande coordenação e cooperação da Marinha.
(2) Necessita embarcações próprias ou adaptadas.
(3) Requer adaptação da tropa à vida embarcada.
(3)Embarqueedesembarquedemorados.
(5) Necessita integração com outros tipos de transporte.
ARTIGO VI
TRANSPORTEHIDROVIÁRIO
12-11.GENERALIDADES
Possuiasmesmasgeneralidadesecaracterísticasdotransportemarítimo,
diferindoapenasnoplanejamento,oqualirádependerdostiposdeembarcações,
dos regimes pluviais e das condições de navegação do rios.
12-10/12-11
A-1
C6-86
ANEXO A
PALAMENTA ACESSÓRIOS E FERRAMENTAL
Oquadroabaixoapresentaanomenclaturaparaositensquenormalmente
acompanham a VBC OAP M109 A3.
ºN euqotsEºN oãçircseD oãçazilacoL
10 8140-202-5201
mocPCodahlitocsE
05.rtMarapetropus
errotadroirepusetraP
20 4100-196-5001 05.rtmedetropuS errotadroirepusetraP
30 3464-433-0566 72MoipócsireP PCodahlitocseadalupúC
40 3472-905-0566 54MoipócsireP atsirotomodotnemitrapmoC
50 9154-918-0421 2A811MwoblEoipócseleT errotadroiretnI
60 0392-468-0421
ocimâronaPoipócseleT
2A711M
errotadroiretnI
70 0392-468-0421
ocimâronaPoipócseleT
711M
errotadroiretnI
80 2072-617-5001
odazepmiledavocsE
ogofedlanac
artalucadoãçnetunamedojotsE
90 3617-471-0118 augáedoãlaG errotadanretxeetraperoiretnI
01 8342-507-5648 41MoãçinumedojotsE errotadroiretnI
11 7304-505-5001 azepmiledetsaH artalucadoãçnetunamedojotsE
21 5606-660-0421
edotnop,1A1MrodamiloC
otinifnionaicnerefer
errotadroiretnI
C6-86
A-2
ºN euqotsEºN oãçircseD oãçazilacoL
31 3997-356-0921
saarapnolynedojotsE
airatnopedsazilab
)anretxe(errotadroirepusetraP
41 7573-855-5101
odoãvocsearapapaC
obut
errotadroiretnI
51 1506-042-0215
edsadorsadacnavalA
oiopa
errotadroirepusetraP
61 2399-701-0115 oifatrocetacilA artalucadoãçnetunamedojotsE
71 9708-722-0215 evahcarapoãsnetxE satnemarrefedaxiacadroiretnI
81 8587-202-0124 2OCoidnêcniedrotnitxE errotadroiretnI
91 6853-280-5201 rotartxE artalucadoãçnetunamedojotsE
02 4353-041-0115 g01edamiL artalucadoãçnetunamedojotsE
12 0690-292-5201
orapsidedomsinaceM
94M
)artaluc(errotadroiretnI
22 0021-229-5456 1tiK º sorrocoS errotadroiretnI
32 6293-506-0215 snitapsodrotcenoC )anretxe(errotadroirepusetraP
42 1628-462-0326 anretnaL errotadroiretnI
52 6610-560-0157 seõçurtsniedlaunaM errotadroiretnI
62 1677-467-0991
atelopseedrodalugeR
72M
artalucadoãçnetunamedojotsE
72 3308-003-0921
atelopseedrodalugeR
81M
artalucadoãçnetunamedojotsE
82 1677-467-0991
atelopseedrodalugeR
62M
artalucadoãçnetunamedojotsE
92 1666-055-3394 oelóedrodatelpmoceR artalucadoãçnetunamedojotsE
03 6433-821-0215 saçno02oletraM oãçnetunamedojotsE
13 5632-465-0215 "T"meevahC satnemarrefedojotsE
23 0957-632-0215 adalucitraaçebacevahC satnemarrefedojotsE
33 1154-598-0301
edajnopsearapetropuS
obutodazepmil
oãçnetunamedojotsE
43 1151-882-0394
arapaciluárdihoãçagiL
otnemamraodoãçacifirbul
oãçnetunamedojotsE
A-3
C6-86
ºN euqotsEºN oãçircseD oãçazilacoL
53 6992-141-0394 aciluárdihoãçagiL oãçnetunamedojotsE
63 9776-021-0215 8/3nellAevahC satnemarrefedojotsE
73 4716-021-0215 61/5nellAevahC satnemarrefedojotsE
83 5966-021-0215 61/3nellAevahC satnemarrefedojotsE
93 1235-142-0215 rosrucrepodaloM artalucadoãçnetunamedojotsE
04 0876-006-5901 ronemorapsidedledroC artalucadoãçnetunamedojotsE
14 8109-016-5901 roiamorapsidedledroC artalucadoãçnetunamedojotsE
24 1284-841-0921
oãçanimuliedovitisopsiD
41Mazilabad
açepadroiretnI
34 0730-590-0394 oãçacifirbuledariexarG satnemarrefedojotsE
44 9300-290-5148 oãçetorpedavuL satnemarrefedojotsE
54 7452-141-0394 oãçacifirbuledailotomlA oãçnetunamedojotsE
64 3517-892-0435 açepadodaedaC errotadroiretnI
74 5540-061-0427 latemededlaB errotadroiretnI
84 9542-076-0452 otnemucodatroP errotadroiretnI
94 3472-905-0566 54MoipócsireP errotadroiretnI
05 0800-137-5001 rosrucreP oãçnetunamedojotsE
15 3475-021-0215 etacilA satnemarrefedojotsE
25 7167-535-0921 airatnopedsazilaB errotadroirepusetraP
35 6950-819-0215 snitapsodrotartxE errotadroiretnI
45 8592-967-0921 oãçaveleedlevínocrA errotadroiretnI
55 3445-065-5201
odadanargedrotartxE
obut
artalucadoãçnetunamedojotsE
65 6147-307-0301 31MadanargedrotartxE artalucadoãçnetunamedojotsE
75 3525-620-3394
odmegatnomsedevahC
rodahlugrem
artalucadoãçnetunamedojotsE
85 8024-050-0374 ariexarG açepadoãçnetunamedojotsE
95 9613-392-0215 8/1adnefedevahC satnemarrefedojotsE
06 8337-722-0215 4/1adnefedevahC satnemarrefedojotsE
C6-86
A-4
ºN euqotsEºN oãçircseD oãçazilacoL
16 5445-068-3394
adadasivedocsiD
aramâc
artalucadoãçnetunamedojotsE
26 9866-722-0215 61/9x21eteuqoS satnemarrefedojotsE
36 2397-981-0215 1x½eteuqoS satnemarrefedojotsE
46 4197-981-0215 2/1x21eteuqoS satnemarrefedojotsE
56 2286-232-5201 azepmiledajopsE errotadroiretnI
66 2327-365-5201
edoãvocsearapetsaH
obutodazepmil
errotadroirepusetraP
76 6546-148-0438 oriesuboodanoL errotadroirepusetraP
86 9941-122-0115 levíxelfobacetacilA satnemarrefedojotsE
96 5242-202-0452 oçaedobaC errotadroirepusetraP
07 1611-327-3394 81MatelopseedevahC artalucadoãçnetunamedojotsE
17 3217-781-0215 leválugeracobedevahC satnemarrefedojotsE
27 0573-644-0215 artalucadevahC artalucadoãçnetunamedojotsE
37 6020-932-0215
adoãsnetedevahC
artaluc
artalucadoãçnetunamedojotsE
OBSERVAÇÃO:Naclassificaçãodoquadroacima,foiconsideradocomo
palamenta, todo o material indispensável para o tiro ou para sanar incidentes
durantesuarealização.Aclassificaçãocomoacessóriosincluiutodososdemais
componentes da peça. A localização do quadro, condiz com a localização
aproximada do componente na peça, não representando a localização exata do
acessório ou da palamenta na peça.
B-1
C6-86
PC 1C 2C 3C 4C rtoM
1
:adnamoC
anrageP
.atnemalaP
alenajaerbA
a,adreuqse
e1Codahlitocse
.errotaavartsed
alenajaerbA
.atierid
atropaerbA
.ariesart
oierfoanoicA
eoãmed
aacoloc
meahcram
.ortuen
2
atenularariteR
odacimâronap
otnemitrapmocues
uesonal-ácoloce
.etnardauq
rahceferirbA
.artaluca
oracoloceR
railixualeniap
odortned
.orrac
3
oaadnamoC
raxiab4Ce3C
sadsápsa
.sarietnoc
olugnâoacifireV
.oãrdap
aapmiL
oeartaluc
,ogofedlanac
ahlacaatset
ed
.otnemagerrac
áparaxiabA
arietnocad
.adreuqse
áparaxiabA
arietnocad
.atierid
oracolseD
aaraporrac
adraugater
raxifedmifa
adsápsa
.arietnoc
4
anoisivrepuS
rtoMoe1Co
odarutlosan
.obut
arapobutoavelE
-átlosatsirotomo
.ol
muaraperP
moclitnac
sonapeaugá
arapmilarap
levómaçebac
.artalucad
saracoloC
odaloasazilab
ododreuqse
ratnomeorrac
.oãvocseo
eracoloC
sarazinagro
esadanarg
edsagrac
oãssergorp
.orracodarof
orarramaseD
.obut
5
arapobutoaxiabA
atsirotomoeuq
odapacaeriter
.acobedoierf
oifoaçnaL
otsopoarap
.FLCod
apacaariteR
edoierfod
adraugacob
.errotan
6
soanedrooC
sodsohlabart
setnevres
sàetnarud
.sedadivita
adorigoatseT
elaunam(errot
.)ociluárdih
aesacifireV
ralucoapmat
atenulad
iofolevotoc
olepatreba
.atsirotom
a4CoaadujA
eracoloc
aramurra
àoãçinum
aeatierid
odadraugater
.orrac
odariteR
soorrac
edserotnitxe
sa,oidnêcni
edsavul
saeotseba
edsevahc
.satelopse
apmatarirbA
adralucoad
atenul
.olevotoc
ANEXO B
DEVERES DA GUARNIÇÃO AO COMANDO DE
“PEGAR NA PALAMENTA”
C6-86
B-2
PC 1C 2C 3C 4C rtoM
7
erefnoC
etnematnuj
o1Comoc
.oãrdapolugnâ
oacifireV
otnemanoicnuf
edohlerapaod
.airatnop
aracifireV
sodoãsserp
oierfedsordnilic
e)ISP42a12(
sodosufarapso
oierfedsordnilic
.)mc91a3(
orapmiL
otnujobut
.4Comoc
orapmiL
otnujobut
.3Comoc
saesracifireV
sodsapmat
oãtsesoipócsirep
à(sadahcefmeb
oanimulietion
amlaedrodanimile
odoãçacifirevarap
.)oãrdapolugnâ
8
atenularacoloC
onacimâronap
eetnardauques
oatset
edovitisopsid
.oãçanimuli
ocraoraraperP
.'''002melevín-
ausanrartnE
ausahcef,enibac
etnemlatotahlitocse
.orracoagilsede
9
meobutoavelE
saalace'''002
sahlob
esianidutignol
.siasrevsnart
artalucamoC
acifirevadahcef
sahnilsaes
oãtse
.odnidicnioc
evahcamétnaM
eadagillareg
acifirev
oetnemetnatsnoc
sadagracedlevín
.sairetab
C-1
C6-86
ANEXO C
DEVERES DA GUARNIÇÃO AO COMANDO DE
“ATRACARAPALAMENTA”
PC 1C 2C 3C 4C rtoM
1
:adnamoC
anracartA
.atnemalap
atenularariteR
odacimâronap
etnardauques
onál-acoloce
ues
.otnemitrapmoc
oradrauG
.levínocra
oierfoanoicA
eoãmed
aacoloc
meahcram
.ortuen
2
obutoraxiabA
oeuqarap
atsirotom
.obutoerrama
errotaavarT
.orracoragiL
3
aerbA
iaseahlitocse
.enibacad
oacoloceR
railixualeniap
.orracodarof
.afiocaacoloC
4
anoisivrepuS
oe1Co
anrtoM
oãçarrama
.obutod
obutoaxiabA
oeuqarap
.o-erramartoM
ratnomseD
eoãvocseo
.ol-êhlocer
eracoloceR
sarazinagro
esadanarg
edsagrac
ortnedoãçejorp
.orracod
.obutoarramA
aahceF
ralucoapmat
atenulad
.olevotoc
C6-86
C-2
PC 1C 2C 3C 4C rtoM
5
oadnamoC
arap4Ce3C
sàmereugre
sadsáp
.sarietnoc
.errotaavarT
aesacifireV
ralucoapmat
atenulad
iofolevotoc
olepadahcef
.atsirotom
a4CoaadujA
eracoloc
aramurra
ortnedoãçinum
.orracod
orraconracoloceR
edserotnitxeso
savulsa,oidnêcni
saeotsebaed
edsevahc
edsatelopse
arienam
.adazinagro
aorracoacolseD
ratlosarapetnerf
adsápsa
.arietnoc
6
soanedrooC
sodsohlabart
setnevres
sàetnarud
.sedadivita
aahceF
alenaj
.adreuqse
aahceF
.atieridalenaj
saehloceR
edsazilab
.airatnop
odoifoehloceR
.FLCodotsop
saesacifireV
sodsapmat
oãtsesoipócsirep
.sadahcefmeb
7
aahceF
.ahlitocse
oratnomseD
eoãvocse
.ol-êhlocer
salenajsarahceF
.)CFS(
D-1
C6-86
ANEXO D
ORIENTAÇÕES SOBRE ÓLEOS, GRAXAS E LUBRIFICANTES
D-1.QUADRODELUBRIFICANTESUTILIZADOSNAMNTDECHASSIDAVBC
OAP M109 A3
edortliF
levítsubmoC
lartsemesacorT
oelÓ
etnacifirbuL
)oãçacificepse(
odacorT
etnacifirbuL
odacorT
ortliF
ededQ
MOCoelÓ
ORTLIF
ededQ
MESoelÓ
ORTLIF
ROTOM
04W51EAS
0051/sh051
sahliM
-LARTSEMES
euqeleuqa(
rerroco
)oriemirp
odedateM
adozarp
anuloc
roiretna
l63 l5,62
AXIAC
onazepmiL
ozarpomsem
anulocad
roiretna
l38 l5,54
ROTUDER
ETNENAMREP
odazepmiL
onoripser
ozarpomsem
l6,4
C6-86
D-2
D-2.QUADRODEÓLEOS,GRAXASELUBRIFICANTESUTILIZADOSNAMNT
DA TORRE DA VBC OAP M109 A3
D-3. QUADRO DE GRAXAS UTILIZADAS NA MNT DE CHASSI DA VBC OAP
M109 A3
LAIRETAMEDOPIT ONA/ORIESUBOOIDÉMOMUSNOC
ODIXÓITNAAXARG gk01
ADATIFARGAXARG gk30
)MAG(ALPITLÚMOÃÇACILPAEDAXARG gk50
ENESOREUQ l02
)ALNO(ORTUENOELÓ l02
,14DIULFLLEHSOREA(OCILUÁRDIHOELÓ
)LLEHSalepodacirbaf
l50
LAIRETAMEDOPIT
OIDÉMOMUSNOC
ONA/ORIESUBO
)MAG(ALPITLÚMOÃÇACILPAEDAXARG gk43
AD3-XELFIPI(OITÍLEDOÃBASEDESABAAROSNETAXARG
)SÁRBORTEPAD3-TMG-LAIRTSUDNIXARBULUOAGNARIPI
gk70
D-2/D-3
ÍNDICE ALFABÉTICO
Prf Pag
A
Alvos-(TiroDireto) ...................................................................... 6-3 6-2
Apontador(C1) ............................................................................ 5-5 5-6
Atirador(C2)................................................................................ 5-6 5-7
Atracarnapalamenta(nãoentendido!) ........................................ 3-15 3-10
C
Características-Transporteferroviário ......................................... 12-8 12-4
Características do Obus M 109 A3 ............................................. 2-3 2-2
Característicasgerais
-Transporterodoviário ............................................................ 12-4 12-2
-Transporteaéreo .................................................................. 12-5 12-3
-Transportemarítimo ............................................................. 12-10 12-5
Cargasdeprojeção ..................................................................... 8-5 8-10
Carregador(C3) ........................................................................... 5-7 5-7
Cartão de alcances ..................................................................... 6-2 6-1
Chefedepeça ............................................................................. 5-4 5-2
D
Definições - Incidentes de tiro ..................................................... 11-2 11-2
Descanso para a guarnição ......................................................... 3-12 3-9
Descarregamento da peça - Incidente de tiro .............................. 11-5 11-4
Descrição e características
- Sistema do Tubo .................................................................. 7-3 7-2
- Sistema de Recuo ............................................................... 7-5 7-3
- Sistema hidráulico ............................................................... 7-7 7-4
- Sistema de balanço ............................................................. 7-9 7-8
Deveres da guarnição ao comando de “ATRACAR A PALA-
MENTA” ...................................................................................... C-1
Prf Pag
Deveres da guarnição ao comando de “PEGAR NA PALA-
MENTA” ...................................................................................... B-1
Divisão e nomenclatura do mecanismo da culatra ....................... 2-5 2-5
E
Embarcar .................................................................................... 3-10 3-8
Enumerar postos e designar funções .......................................... 3-7 3-6
Espoletas.................................................................................... 8-4 8-6
Estopilha M82 ............................................................................. 8-6 8-12
F
Finalidade
- (Escola da Peça) ................................................................. 3-1 3-1
-(Introdução) .......................................................................... 1-1 1-1
Formaçãodaguarnição ............................................................... 3-6 3-3
Funções gerais da guarnição ..................................................... 5-3 5-2
Funções gerais da guarnição - Guarnição da peça ...................... 3-5 3-2
G
Generalidades
-(ApresentaçãodoEquipamento) .......................................... 2-1 2-1
- Descrição e Características ................................................. 2-2 2-1
- (Preparação para o Tiro e para a Marcha) ............................ 4-1 4-1
- Preparação da Posição ........................................................ 4-2 4-1
-(TiroIndireto) ........................................................................ 5-1 5-1
-(TiroDireto) .......................................................................... 6-1 6-1
-(Torre) .................................................................................. 7-1 7-1
- Sistema do Tubo .................................................................. 7-2 7-1
-(Munição)............................................................................. 8-1 8-1
-Composição......................................................................... 8-2 8-1
- (Verificações Periodicas Basicas) ........................................ 9-1 9-1
- (Manutenções e Inspeções) ................................................. 10-1 10-1
- Incidentes de tiro ................................................................. 11-1 11-1
-(TransportedoMaterial) ....................................................... 12-1 12-1
- Preparação a Marcha ........................................................... 4-3 4-2
-Transporterodoviário ............................................................ 12-3 12-2
- Deveres da Guarnição no Tiro Direto .................................... 6-5 6-3
- Sistema de Recuo ............................................................... 7-4 7-3
- Tabelas de manutenção ....................................................... 10-5 10-3
- Sistema hidráulico ............................................................... 7-6 7-4
- Procedimentos em caso de incêndio ................................... 11-6 11-4
-Transporteferroviário ............................................................ 12-7 12-4
-Transportemarítimo ............................................................. 12-9 12-5
- Utilização da conteira .......................................................... 11-8 11-6
Prf Pag
-Transportehidroviário ........................................................... 12-11 12-6
- Sistema de balanço ............................................................. 7-8 7-8
-Inspeções ............................................................................ 10-7 10-9
Granadas .................................................................................... 8-3 8-2
Guarnecer ................................................................................... 3-8 3-6
Guarniçãodapeça ...................................................................... 3-4 3-2
I
Instrução-(TiroIndireto).............................................................. 5-2 5-1
Instruções - Introdução ............................................................... 3-2 3-1
Introdução - Verificações dos equipamentos de controle de tiro .. 9-8 9-12
L
Linhadereferência ...................................................................... 9-6 9-7
M
Manutenção - (Manutenções e Inspeções) .................................. 10-3 10-1
Motorista(Motr) .......................................................................... 5-9 5-8
Munição - (Tiro Direto)................................................................. 6-4 6-3
Municiador(C4) ........................................................................... 5-8 5-8
N
Nivelamentodosmunhões .......................................................... 9-4 9-4
Nivelamentolongitudinaldotubo ................................................. 9-5 9-7
O
Obuspropriamentedito ............................................................... 2-4 2-5
Operação do equipamento de combate ao fogo........................... 11-7 11-4
Orientaçõesdemanutenção ....................................................... 10-4 10-2
P
Palamentaacessórioseferramental ........................................... A-1
Paradesembarcar ....................................................................... 3-11 3-9
Particularidades-(TransportedoMaterial) .................................. 12-2 12-1
Pegarnapalamenta .................................................................... 3-14 3-10
Preparação para as verificações ................................................. 9-2 9-1
Preparação para o Tiro ................................................................ 4-4 4-2
Principais termos utilizados ........................................................ 3-3 3-2
Procedimento em caso de interrupção do tiro ............................. 11-4 11-3
Procedimentos em caso de nega ................................................ 11-3 11-2
Prf Pag
Q
QuadrantedeelevaçãoM15equadranteauxiliar ......................... 9-12 9-13
Quadro de graxas utilizados na Mnt de chassi da VBC OAP
M109 A3 ..................................................................................... D-3 D-2
Quadro de lubrificantes utilizados na Mnt de chassi da VBC
OAP M109 A3............................................................................. D-1 D-1
Quadro de óleos, graxas e lubrificantes utilizados na Mnt da
torre da VBC OAP M109 A3 ....................................................... D-2 D-2
R
Registradordecorreções ............................................................ 9-10 9-13
Registradordederivas ................................................................. 9-9 9-12
Registros-Introdução ................................................................. 10-2 10-1
S
Sistema de dois apontadores e duas visadas .............................. 6-6 6-3
Sistema de dois apontadores e uma visada ................................ 6-7 6-7
Sistema de um apontador e uma visada ..................................... 6-8 6-7
Suporte M145 M1........................................................................ 9-11 9-13
Suspensão de tiro ....................................................................... 3-13 3-9
T
Tabelas de manutenção - (Manutenções e Inspeções) ................ 10-6 10-3
Tipos de inspeções ..................................................................... 10-8 10-9
Transporteaéreodeviaturasblindadas ....................................... 12-6 12-3
Trocarpostos .............................................................................. 3-9 3-7
U
Utilização das balizas de pontaria ............................................... 5-10 5-8
Utilização das conteiras .............................................................. 11-9 11-6
V
Verificaçãodoquadrantedenível ................................................ 9-3 9-2
Verificação e ajustagem do aparelho de pontaria ......................... 9-7 9-9
DISTRIBUIÇÃO
1.ÓRGÃOS
MinistériodaDefesa ............................................................................. 02
Gabinete do Comandante do Exército ................................................... 01
Estado-Maior do Exército ...................................................................... 10
DEP, D Log, SCT .................................................................................. 01
DEE, DFA, DEPA, ................................................................................ 01
D Sup, D Mnt, DMAvEx ........................................................................ 01
IPD, IPE ................................................................................................ 01
2.GRANDESCOMANDOSEGRANDESUNIDADES
COTER ................................................................................................. 02
Comando Militar de Área ....................................................................... 01
Região Militar/Divisãode Exército ......................................................... 01
Divisão de Exército ............................................................................... 01
Brigada ................................................................................................. 01
ArtilhariaDivisionária ............................................................................. 02
3.UNIDADES
Artilharia ............................................................................................... 01
Batalhão de Manuntenção de Armamento ............................................. 01
Base Logística ...................................................................................... 01
BatalhãoLogístico ................................................................................ 01
BatalhãodeSuprimento ........................................................................ 01
ParqueMnt ........................................................................................... 01
4.SUBUNIDADES(autônomasousemi-autônomas)
Artilharia ............................................................................................... 01
Material Bélico ...................................................................................... 01
Bia Cmdo da Art Div 1ª DE .................................................................... 01
Bia Cmdo da Art Div 3ª DE .................................................................... 01
Bia Cmdo da Art Div 5ª DE .................................................................... 01
Bia Cmdo da Art Div 6ª DE .................................................................... 01
Bia Cmdo da 1ª Bda AAAe.................................................................... 01
1ª Bia LMF ............................................................................................ 01
3ª Bia LMF ............................................................................................ 01
1ª Bia do 10º GAC Mtz ......................................................................... 01
5.ESTABELECIMENTOSDEENSINO
ECEME ................................................................................................ 03
EsAO .................................................................................................... 10
AMAN ................................................................................................... 60
EsSA .................................................................................................... 160
CPOR ................................................................................................... 01
NPOR / Art (4º GAAAe, 4º GAC, 3º GAC AP, 3º GAAAe e 32º GAC) .. 01
EsCom, EsACosAAe, EsIE, EsMB, EsAEx, EsPCEx, EsAS, CI Bld,
CAAEx.................................................................................................. 01
6.OUTRASORGANIZAÇÕES
Arquivo Histórico do Exército ................................................................ 01
ADIEx/Paraguai .................................................................................... 01
Arsenais de Guerra RJ / RS / SP .......................................................... 01
Bibliex................................................................................................... 01
C Doc Ex .............................................................................................. 01
D C Mun ............................................................................................... 01
Este Manual foi elaborado com base em anteprojeto apresentado pelo
29º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (29º GAC AP).
C 101-5
1ª Edição / 2003
Tiragem:400exemplares
Novembrode2003
¯

C686 141214161618-conversion-gate02

  • 1.
    1ª Edição 2003 C 6-86 MINISTÉRIODA DEFESA EXÉRCITO BRASILEIRO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO Manual de Campanha SERVIÇODAPEÇADO OBUSEIRO 155 mm M 109 A3 ¯
  • 2.
    MINISTÉRIO DA DEFESA EXÉRCITOBRASILEIRO ESTADO-MAIORDO EXÉRCITO Manual de Campanha SERVIÇODAPEÇADO OBUSEIRO 155 mm M 109 A3 1ª Edição 2003 C 6-86 CARGA EM................. Preço: R$
  • 3.
    PORTARIA Nº 104-EME,DE 20 DE NOVEMBRO DE 2003 AprovaoManualdeCampanhaC6-86-Serviçoda Peça do Obuseiro 155 mm M 109 A3, 1ª Edição, 2003. OCHEFEDOESTADO-MAIORDOEXÉRCITO,nousodaatribuiçãoque lhe confere o artigo 113 das IG 10-42 - INSTRUÇÕES GERAIS PARA A CORRESPONDÊNCIA,ASPUBLICAÇÕESEOSATOSADMINISTRATIVOSNO ÂMBITO DO EXÉRCITO, aprovadas pela Portaria do Comandante do Exército nº 041, de 18 de fevereiro de 2002, resolve: Art. 1º Aprovar o Manual de Campanha C 6-86 - SERVIÇO DA PEÇA DO OBUSEIRO 155 MM M 109 A3, 1ª Edição, 2003, que com esta baixa. Art. 2º Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação.
  • 4.
    NOTA Solicita-se aos usuáriosdeste Manual de Campanha a apresentação de sugestões que tenham por objetivo aperfeiçoá-lo ou que se destinem à supressão de eventuais incorreções. As observações apresentadas, mencionando a página, o parágrafo e a linha do texto a que se referem, devem conter comentários apropriados para seu entendimento ou sua justificação. A correspondência deve ser enviada diretamente ao EME, de acordo com o artigo 108 Parágrafo Único das IG 10-42 - INSTRUÇÕES GERAIS PARA A CORRESPONDÊNCIA, AS PUBLICAÇÕES E OS ATOS ADMINISTRATIVOS NO ÂMBITO DO EXÉRCITO, aprovadas pela Portaria do Comandante do Exército nº 041, de 18 de fevereiro de 2002.
  • 5.
    ÍNDICE DOS ASSUNTOS PrfPag CAPÍTULO 1 -INTRODUÇÃO........................................ 1-1 1-1 CAPÍTULO 2 -APRESENTAÇÃODOEQUIPAMENTO ARTIGO I -Introdução .............................................. 2-1 2-1 ARTIGO II - Descrição e Carecterísticas.................... 2-2 e 2-3 2-1 ARTIGO III - Divisão e Nomenclatura do Obus............ 2-4 e 2-5 2-5 CAPÍTULO 3 - ESCOLA DA PEÇA ARTIGO I -Introdução .............................................. 3-1 e 3-2 3-1 ARTIGO II - Definição de Termos............................... 3-3 3-2 ARTIGO III - Guarnição da Peça ................................. 3-4 e 3-5 3-2 ARTIGO IV - Comandos e Formações da Guarnição ... 3-6 a 3-15 3-3 CAPÍTULO 4 - PREPARAÇÃO PARA O TIRO E PARA AMARCHA ARTIGO I -Introdução .............................................. 4-1 4-1 ARTIGO II - Preparação da Posição........................... 4-2 4-1 ARTIGO III - Preparação para a marcha ...................... 4-3 4-2 ARTIGO IV - Preparação para o Tiro ........................... 4-4 4-2
  • 6.
    Prf Pag CAPÍTULO 5- TIRO INDIRETO ARTIGO I -Introdução .............................................. 5-1 a 5-3 5-1 ARTIGO II - Deveres da Guarnição no Tiro Indireto .... 5-4 a 5-9 5-2 ARTIGO III - Técnicas e Situações que Requerem Atenção Especial ................................... 5-10 5-8 CAPÍTULO 6 - TIRO DIRETO ARTIGO I -Introdução .............................................. 6-1 a 6-4 6-1 ARTIGO II - Deveres da Guarnição no Tiro direto ....... 6-5 a 6-8 6-3 CAPÍTULO 7 -TORRE ARTIGO I -Introdução .............................................. 7-1 7-1 ARTIGO II - Sistema do Tubo .................................... 7-2 e 7-3 7-1 ARTIGO III - Sistema de Recuo .................................. 7-4 e 7-5 7-3 ARTIGO IV - Sistema Hidráulico ................................. 7-6 e 7-7 7-4 ARTIGO V - Sistema de Balanço ............................... 7-8 e 7-9 7-8 CAPÍTULO 8 -MUNIÇÃO ARTIGO I -Introdução .............................................. 8-1 8-1 ARTIGO II -Composição ........................................... 8-2 a 8-6 8-1 CAPÍTULO 9 - VERIFICAÇÕESPERIÓDICASBÁSICAS ARTIGO I -Introdução .............................................. 9-1 a 9-7 9-1 ARTIGO II - Verificações dos Equipamentos de ControledeTiro ...................................... 9-8 a 9-12 9-12 CAPÍTULO 10 - MANUTENÇÕES E INSPEÇÕES ARTIGO I -Introdução .............................................. 10-1 a 10-4 10-1 ARTIGO II - Tabelas de Manutenção ......................... 10-5 e 10-6 10-3 ARTIGO III - Inspeções............................................... 10-7 e 10-8 10-9
  • 7.
    Prf Pag CAPÍTULO 11- TÉCNIDAS E SITUAÇÕES QUE REQUEREMATENÇÃOESPECIAL ARTIGO I - Incidente de Tiro ..................................... 11-1 a 11-5 11-1 ARTIGO II - Procedimentos em Caso de Incêndio ..... 11-6 e 11-7 11-4 ARTIGO III - Utilização da Conteira ............................. 11-8 e 11-9 11-6 CAPÍTULO 12 - TRANSPORTEDOMATERIAL ARTIGO I -Introdução .............................................. 12-1 e 12-2 12-1 ARTIGO II -TransporteRodoviário............................. 12-3 e 12-4 12-2 ARTIGO III -TransporteAéreo .................................... 12-5 e 12-6 12-3 ARTIGO IV -TransporteFerroviário ............................. 12-7 e 12-8 12-4 ARTIGO V - Transporte Marítimo ............................... 12-9e12-10 12-5 ARTIGO VI -TransporteHidroviário ............................. 12-11 12-6 ANEXO A - PALAMENTA ACESSÓRIOS E FER- RAMENTAL .................................................................... A-1 ANEXO B - DEVERES DA GUARNIÇÃO AO COMAN- DO DE "PEGAR NA PALAMENTA" .............................. B-1 ANEXO C - DEVERES DA GUARNIÇÃO AO COMAN- DO DE "ATRACAR A PALAMENTA" ............................. C-1 ANEXO D - ORIENTAÇÕES SOBRE ÓLEOS, GRAXAS E LUBRIFICANTES ................ D-1 a D-3 D-1
  • 8.
    1-1 C6-86 CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO 1-1. FINALIDADE a.Estemanualdestina-seaorientaroscomandantesdelinhadefogo(CLF) eos chefes de peça (CP) na utilização do material em operações, na sua manutenção e na instrução das guarnições, a fim de prepará-las para atuar de forma coordenada e eficiente. Nele estão prescritas as funções da escola do servente da peça, as técnicas de verificações e de manutenção orgânica, as verificações e ajustagens do aparelho de pontaria e os procedimentos para sua destruiçãoedescontaminação. b. Ele regula as atividades que se fazem necessárias desenvolver para realizar o acionamento da peça, a ocupação de posição e o tiro do obuseiro. Na sua parte final existem os anexos explicativos, em detalhes, de todas as atividadesnelecontidas. c.Emqualquerfasedostrabalhos,háposturaspadronizadas.Exige-sedo homemomáximodeeficiênciaeatenção,particularmenteaosprocedimentosde segurança.Nafasedetreinamentoinicial,oinstrutorexigirádecadaumapostura correta,demodoquenãohajamotivodedesatençãonodesenrolardainstrução. d. Todos os serventes devem estar em condições de substituir seus companheirosdeguarnição,quandonecessário.
  • 9.
    2-1 C6-86 CAPÍTULO 2 APRESENTAÇÃO DOEQUIPAMENTO ARTIGO I INTRODUÇÃO 2-1. GENERALIDADES O obuseiro autopropulsado M 109 A3 constitui-se em um sistema de artilhariadecampanhaqueproporcionaexcelentecombinaçãoentreflexibilidade, mobilidade,rapidezdeacionamentoeresistênciadomaterial,comaobtençãode máximo alcance e potência de fogo. ARTIGO II DESCRIÇÃOECARACTERÍSTICAS 2-2. GENERALIDADES a. A carcaça da viatura é feita de duralumínio e dividida em duas seções: a do conjunto de força (motor e transmissão) e a da guarnição. A suspensão é independentecombarrasdetorção.Existemsetebarrasdetorçãodecadalado, quesustentamquatorzeparesderodasdeapoio.Asbarrasextremassãodotadas de amortecedores hidráulicos. A tensão da lagarta é conseguida através de um ajustador de graxa. As lagartas possuem, no lado direito, 79 patins, e no lado esquerdo, 78 patins. Em ambos os lados, os patins das lagartas são presos por conectores. b. O motor diesel a dois tempos é arrefecido à água, possuindo circuito elétrico de partida a frio. O ar para o motor é sugado do compartimento da
  • 10.
    C6-86 2-2 guarnição do carroou do compartimento do motor. A caixa de mudança é transversal,seletiva,decomandohidráulico,fazendo4(quatro)marchasàfrente e 2 (duas) à ré. É intermediária entre o motor e o diferencial. c. O painel de instrumentos do motorista está situado à esquerda do compartimento, possuindo uma seção destacável, que é o painel portátil e que podesercolocadonaparteexternadaviatura,possibilitandofácilcontrolevisual ao motorista quando conduz o veículo aberto. d.Osistemaelétrico,anexoaomotor,constadeumalternadorde24volts, quecarregaembaixavelocidadeeémontadoentreoventiladorduplodoradiador; um retificador de selênio, que transforma corrente alternada em contínua; uma caixareguladora,queregulaavoltagemem24voltsparacarregarabateriaeum circuito de partida a frio. O sistema elétrico de iluminação e sinalização consiste defaróis,luzdefreio,faroldeescurecimento,luzdefreiodeescurecimentoefaróis deinfravermelho. OBSERVAÇÃO - Não se deve parar à frente dos faróis de infravermelho porque seus raios podem causar lesões ao corpo humano. e. O armamento principal do veículo é o obus M 185 de 155 mm e o secundário, para defesa aproximada, é a metralhadora .50. 2-3. CARACTERÍSTICAS DO OBUS M 109 A3 a. Designação (1)Nomenclatura - Obus 155 M 109 A3 AUTOPROPULSADO (2)Simbologia - Ob 155 M 109 A3 AP b.Características (1)Apresentaçãogeral - Peso pronto para o combate. ...................... 25Ton - Peso sem carga e combustível. ................... 23,3Ton - Pressão sobre o solo. ................................. 0,71 kg/cm2 - Bitola........................................................... 2,768 m - Comprimento total com tubo. ...................... 9,13 m - Comprimento total sem tubo. ...................... 6,113 m - Altura total com Mtr .50. .............................. 3,28 m - Largura total. ............................................... 3,15 m - Vão. ............................................................ 0,46 m - Funcionamento do mecanismo da culatra..................................................... Semi-automático a partir do 1º tiro -Carregamento. ............................................. Hidráulico -Guarnição.................................................... 06homens 2-2/2-3
  • 11.
    2-3 C6-86 (2)Classificação - Quanto aocalibre. ....................................... Médio - Quanto ao peso. .......................................... Médio - Quanto à tração. ......................................... Autopropulsado (3)Desempenho - Velocidade máxima à frente. ....................... 35 mph/56 km/h - Velocidade máxima à ré. ............................. 7 mph/11.3 km/h - Rampa máxima. .......................................... 60% - Fosso máximo. ........................................... 1,83 m - Vau máximo. ............................................... 1,07 m - Degrau máximo. .......................................... 0,53 m -Capacidadedecombustível. ........................ 511 litros, em dois tanques - Autonomia. .................................................. 354 Km (4)Motor -Tipo. ............................................................ Diesel,V8,doistem- pos, arrefecido à água, com 405 HP -Ignição. ....................................................... Porcompressão -Óleocombustível. ........................................ Diesel 40 octanas - Capacidade do sistema de lubrificação do motor. ......................................................... 36 litros (com troca defiltro)25litros(sem troca de filtro) - Capacidade do sistema de lubrificação da transmissão. ............................................... 83 litros (quando seco)53litros(repo- sição) - Capacidade do sistema de arrefecimento. ... 77 litros (5) Sistema elétrico - Voltagem nominal........................................ 24volts - Baterias....................................................... 04 (cada uma de 12 volts ligadas em sé- rie/paralelo) -Alternador.................................................... tipo trifásico de 100 ampères (6)Suspensão - Suspensão. ................................................. tipo independentes por barras de torção - Rodas de Apoio. .......................................... 14 duplas - Ajuste da Lagarta. ....................................... Hidráulico na polia tensora (7) Extintores de incêndio - Fixos de 10 libras . ...................................... 02 - Fixos de 05 libras. ....................................... 01 (8)Armamentoprincipal - Designação do tubo..................................... M 185 2-3
  • 12.
    C6-86 2-4 - Designação doreparo.................................. M 178 - Diâmetro do tubo. ........................................ 155 mm - Comprimento do tubo. ................................. 6,05 m - Peso do tubo. .............................................. 1948 Kg - Vida do tubo. ............................................... 7500TCM - Desgaste do tubo. ....................................... 0,25 TCM (Cg 1 a 6). ..................................................................... 0,75 TCM (Cg 7) ..................................................................... 1,0 TCM (Cg 8) OBSERVAÇÃO:TCM(tironacargamáxima) - Alcance máximo. ........................................ 14.600 m (Cg 7) ..................................................................... 18.000 m (Cg 8) ..................................................................... 23.300m(Grassisti- da) - Máxima cadência de tiro. ............................ 4TPM(Cg1a7)nos primeiros3min,após isto, voltando para a cadência normal de tiro. ...................................................................... 1 TPM (Cg 8) -Cadêncianormal. ........................................ 1 TPM (Cg 1 a 7) ...................................................................... 1 tiro a cada 3 min (Cg8) - Campo de tiro horizontal.............................. 6400" - Mecanismo do recuo - tipo. ......................... Hidráulico - Comprimento do recuo. ............................... variável de 0,60 m a 0,90 m - Campo de tiro vertical Elevação:. ................................................ 75graus Depressão:. ............................................. 6 graus (9)Munição - Capacidade (155 mm). ................................ 34 tiros -Capacidade(.50). ........................................ 500 tiros - Capacidade (7,62 mm). ............................... 900 tiros - Capacidade (Gr mão). ................................. 12 (10)Equipamentoótico - Periscópio do motorista. .............................. M45 - Periscópio do CP. ....................................... M27 -LunetapanorâmicaM117 - aumento: . ............................................. 4 x - campo de visão:. .................................... 170’’’ - suporte da luneta:. ................................. M145 - Colimador M1 - Luneta p/ tiro direto - M 118 -aumento................................................. 4 x - campo de visão:. .................................... 170’’’ - suporte da luneta: . ................................ M146 2-3
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    2-5 C6-86 ARTIGO III DIVISÃOENOMENCLATURADOOBUS 2-4. OBUSPROPRIAMENTEDITO a.Sistema de tubo (1) Freio de boca. (2) Eliminador de alma. (3)Culatra. (4)Tuboalma. b. Sistema de recuo (1) Freio de recuo. (2)Reguladorderecuo. (3)Recuperador. (4)Amortecedor. (5)Recompletador. c. Sistema de giro (1)Travadatorre. (2) Transmissão de giro. (3)Travadotubo. d. Sistema hidráulico (1) Motor hidráulico ou conjunto de força. (2)Cilindrodeelevação. (3)Carregadorautomático. (4)Motorhidráulico. e. Sistema de balanço f. Reparo g. Aparelho de pontaria h. Palamenta - Todo instrumental necessário ao serviço da peça, como aparelho de pontaria (lunetas), quadrante de nível, reguladores de espoleta, colimador e balizas. i. Acessórios - Compreendem as ferramentas e equipamentos utilizados pelos serventes nas montagens e desmontagens autorizadas e para limpeza e conservaçãodabocadefogo,reparo,muniçãoetc.Compreendetambémcapas e outros objetos necessários à proteção do material quando não está em uso ou em marcha. 2-5. DIVISÃOENOMENCLATURADOMECANISMODACULATRA a. Culatra - Ajustador. -Mergulhadortravadoajustador. 2-4/2-5
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    C6-86 2-6 - Placa deapoio das molas espirais. - Molas espirais internas. - Mola espiral externa. - Suporte do bloco da culatra. - Mecanismo de disparo. - Alavanca de manejo. - Bloco da culatra. -Travadaalavancademanejo. - Alojamento do mecanismo de disparo. - Retém do ajustador. - Retém da árvore de comando. -Árvoredecomando. - Engate direito. - Engate esquerdo. - Mola do mergulhador do ajustador. - Guia de rotação da culatra. b. Obturador -Cabeçamóveldoobturador. - Anel partido dianteiro. - Pasta Obturadora. - Anel da pasta obturadora. - Anel partido traseiro. - Disco espaçador. -Chaveta. c. Mecanismo de disparo - Cão. - Copo do cão. -Armadilha. - Pino da armadilha. - Manga. - Mola da manga. - Mola da armadilha. - Mola do cão. -Corpo. -Transportador. - Pino. -Alavanca. 2-5
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    3-1 C6-86 CAPÍTULO 3 ESCOLA DAPEÇA ARTIGO I INTRODUÇÃO 3-1. FINALIDADE A escola da peça tem por finalidade proporcionar à guarnição a máxima eficiênciaeprecisão,aliadasàelevadarapideznaexecuçãodasdiversasfunções. Este capítulo prescreve os devidos comandos e funções. 3-2. INSTRUÇÕES a. Os exercícios prescritos neste manual devem ser fielmente executados para que se atinja a máxima eficiência e para que se evitem baixas no pessoal e danos ao material. A guarnição deve ser instruída até que as reações aos comandos sejam automáticas, rápidas e eficientes. b.Oserrosdevemserimediatamentecorrigidos.Cadamembrodaguarni- çãodeveestarconscientedaimportânciaderelatarprontamenteaoCPqualquer erro descoberto, antes ou depois do comando “FOGO!”. O CP deve informar imediatamente ao CLF sobre o erro. c. O CLF aciona e supervisiona a escola da peça para se certificar de que a instrução foi entendida e de que o máximo de eficiência está sendo obtido. d. Deve haver rodízio de funções durante a instrução, de modo que cada elemento da guarnição possa executar todas as tarefas atribuídas aos demais. Alémdisso,todoopessoaldabateria,nãopertencenteàsguarniçõesdaspeças, deve ser instruído para que esteja em condições de ser empregado, com eficiência, na linha de fogo, se for necessário.
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    C6-86 3-2 ARTIGO II DEFINIÇÃODETERMOS 3-3. PRINCIPAISTERMOSUTILIZADOS a.Peça - É o conjunto da viatura tratora, obuseiro, palamenta, acessórios e pessoal necessário ao seu serviço. b.Pessoal-Compreendeumaguarnição,compostaporquatroserventes, um motorista e um 2º ou 3º sargento CP. c.Peçaacionada-Éaquelapostapelosserventesemcondiçõesdeatirar. d. Peça em posição de tiro - É a posição em que o obuseiro tem a boca de fogo dirigida para direção geral de tiro (DGT), estando a peça acionada. e. Direita e esquerda da peça - É a posição referida ao lado direito ou esquerdo de um homem colocado atrás da viatura e com a frente voltada para o tubo, estando a peça acionada ou não. ARTIGO III GUARNIÇÃODAPEÇA 3-4. GUARNIÇÃODAPEÇA A guarnição da peça é composta pelos seguintes elementos (serventes): a. Chefe de Peça (CP) b. Cabo Apontador (C1) c. Soldado Atirador (C2) d. Soldado Carregador (C3) e. Soldado Municiador (C4) f. Cabo Motorista (Motr) 3-5. FUNÇÕESGERAISDAGUARNIÇÃO a. Chefe de Peça - O CP é um 2º ou 3º sargento, responsável, perante o CLF, pelo: (1) treinamento e eficiência do pessoal; (2)desempenhodosdeveresdechefiadapeçaduranteotiro,verificações e ajustagens do aparelho de pontaria e, ainda, pela inspeção e manutenção preventivadetodooblindado; 3-3/3-5
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    3-3 C6-86 (3) observação dasmedidas de segurança; (4)disciplinadecamuflagem,segurançadolocalemedidasdeproteção contra agentes químicos, biológicos e nucleares (QBN); e (5) manutenção, em dia e em ordem, do livro de tiro da peça e do livro registrodaviatura. b. Apontador - É o principal auxiliar do CP no desempenho de suas funções. As funções específicas do apontador estão prescritas nos capítulos destemanual. c.Atirador-Éoresponsávelpeloregistrodaelevaçãoepelarealizaçãodo disparo. d. Carregador - Sua principal missão é efetuar o carregamento do obuseiro. As funções específicas do carregador estão prescritas nos capítulos destemanual. e. Municiador - Executa a função específica prevista neste manual e quaisquer outras atribuídas pelo CP. f. Motorista - A sua principal função é dirigir o blindado e executar a respectiva manutenção preventiva. Executa outras funções prescritas neste manual e nos manuais técnicos relativas à seu blindado, bem como, as funções atribuídas pelo CP. Deve ser treinado para executar as funções de todos os serventes da peça durante o tiro. ARTIGO IV COMANDOSEFORMAÇÕESDAGUARNIÇÃO 3-6. FORMAÇÃODAGUARNIÇÃO Para formar a guarnição, o chefe de peça toma o seu devido lugar perto da peça e dá um dos comandos que se seguem: a. “FORMAR GUARNIÇÃO!” (Fig 3-1) - A guarnição procede da seguinte maneira: (1) desloca-se, em passo acelerado, para o local indicado pelo CP; (2)formaemumasófileira,semintervalos,comoapontador(C1)àdireita e, à sua esquerda, os demais serventes e o motorista; (3)àfrentedodispositivoestarávoltadaparaadireçãoindicadapeloCP; (4) à frente da guarnição, distanciado de três passos do C3, situa-se o CP; (5)prontoodispositivo,oCP,naposiçãodesentido,comobraçodireito levantadoepunhocerrado,devedizer:“TALPEÇA,GUARNIÇÃOFORMADA!”, abaixandoobraçoenergicamenteetomandoaposiçãodedescansar,enquanto os componentes da peça permanecem na posição de descansar. 3-5/3-6
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    C6-86 3-4 Fig3-1.Guarniçãoformada b. “À RETAGUARDADA PEÇA, FORMAR GUARNIÇÃO!” - A este comandoaguarniçãoformaemumasófileira,comodescritonaletra“a.”anterior, tomando o dispositivo da figura 3-2. Fig 3-2. Guarnição formada à retaguarda da peça c. “À FRENTE DA PEÇA, FORMAR GUARNIÇÃO!” - A este comando a guarnição forma em uma só fileira, como descrito na letra “a.” anterior, tomando o dispositivo da figura 3-3. 3-6
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    3-5 C6-86 Fig 3-3. Guarniçãoformada à frente da peça d.“AOLADOESQUERDODAPEÇA,FORMARGUARNIÇÃO!”-Aeste comandoaguarniçãoformaemumasófileira,comodescritonaletra“a.”anterior, tomando o dispositivo da figura 3-4. Fig 3-4. Guarnição formada à esquerda da peça e. “AO LADO DIREITO DA PEÇA, FORMAR GUARNIÇÃO!” - A este comandoaguarniçãoformaemumasófileira,comodescritonaletra“a.”anterior, tomando o dispositivo da figura 3-5. 3-6
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    C6-86 3-6 Fig 3-5. Guarniçãoformada à direita da peça 3-7. ENUMERARPOSTOSEDESIGNARFUNÇÕES. Comaguarniçãoformada,ocomandoé:“ENUMERARPOSTOS,DESIG- NAR FUNÇÕES!”. A guarnição procede da seguinte forma: a. Todo o pessoal toma a posição de sentido. b.ApartirdoCP,cadaserventeergueobraçodireitocomopunhocerrado, declina a sua função em voz alta, abaixa o braço energicamente, batendo a mão na coxa. c.Aguarniçãoenumeraospostosedesignaasfunções,naseguinteordem: (1) CP, CHEFE DE PEÇA; (2)C1,APONTADOR; (3)C2,ATIRADOR; (40C3,CARREGADOR; (5)C4,MUNICIADOR; (6)MOTORISTA. d.Apósomotoristaenunciarasuafunção,todaaguarniçãovoltaàposição dedescansar. 3-8. GUARNECER a. O comando é “GUARNECER!”. É geral e pode ser dado à guarnição formada ou à vontade, podendo a peça estar acionada ou não. O comando de guarnecer precede uma ação que se deseja à guarnição executar. b. Todos os movimentos são executados em passo acelerado. c. A guarnição executa o comando, tomando o dispositivo das figuras 3-6 e 3-7, conforme for o caso. 3-6/3-8
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    3-7 C6-86 Fig 3-6. Peçaguarnecida acionada Fig 3-7. Peça guarnecida não acionada d.Apósapeçaestarguarnecida,oCP,naposiçãodesentido,comobraço direito levantado e punho cerrado, deve dizer: “TAL PEÇA, GUARNECIDA!”, abaixandoobraçoenergicamenteetomandoaposiçãodedescansar,enquanto os componentes da peça permanecem na posição de descansar. 3-9. TROCARPOSTOS Para se treinar todos os membros da guarnição no desempenho de todas as funções, os postos devem ser trocados freqüentemente. Com a guarnição formada (Fig 3-1), os comandos são: a. “GUARNIÇÃO, TROCAR POSTOS” - A este comando a guarnição procededaseguinteforma: (1) ao destaque de “TROCAR!”, todos tomam a posição de sentido; (2) ao finalizar o comando (“POSTOS!”), o C1, C2 e C3 dão um passo à esquerda,demodoquecadaumassumaaposiçãodoelementoàsuaesquerda, enquanto o C4 desloca-se, em passo acelerado, por trás da guarnição e ocupa o lugar do C1; (3) o motorista permanece em seu lugar, pois esta função requer treinamentoespecífico; (4) toda a guarnição volta à posição de descansar. b. “TROCAR POSTOS”- O CP designa os serventes que deverão trocar postos. Por exemplo: “C2 e C3, TROCAR POSTOS!”. A este comando, os serventes designados procedem como descrito na letra “a.” anterior. 3-8/3-9
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    C6-86 3-8 3-10. EMBARCAR a. Paraembarcar, o comando é “PREPARAR PARA EMBARCAR, EM- BARCAR!”ousimplesmente“EMBARCAR!”.Sequalquerelementodaguarnição nãodevaembarcar,ocomandodeveindicarqueelepermaneçaemseulugar.Por exemplo, “PREPARAR PARA EMBARCAR, MOTORISTA PERMANEÇA EM SEULUGAR,EMBARCAR!”. b. O comando “PREPARAR PARA EMBARCAR, EMBARCAR!” é execu- tado como se segue: (1) ao comando de “PREPARAR PARA EMBARCAR!”, a guarnição se desloca, em passo acelerado, para as posições mostradas na figura 3-7. (2)aocomandode“EMBARCAR!”,oCPabreaportatraseiraeopessoal embarca, tomando as posições mostradas na figura 3-8. (3)oCP,antesdeembarcar,deverealizarumaverificaçãodopessoale do material de sua peça. Para isto, a seguinte seqüência deve ser observada: (a) verifica se as pás das conteiras estão presas; (b) verifica se o tubo está corretamente preso; (c) verifica se a torre está travada; (d) verifica se as chaves do sistema hidráulico estão desligadas; (e)verificaseaculatraestáfechadaeseaalavancademanejoestá travada; (f) verifica se a mesa de carregamento está travada c. Caso o comando seja “EMBARCAR!”, a guarnição procederá como previsto na letra “b.” anterior sem, contudo, ocupar as posições mostradas na figura3-7.Nestecaso,desloca-sediretamenteparaasposiçõesapresentadasna figura3-8. Figura 3-8. Peça embarcada 3-10
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    3-9 C6-86 3-11. PARADESEMBARCAR a.Ocomandoé“PREPARARPARADESEMBARCAR,DESEMBARCAR!” ousimplesmente“DESEMBARCAR!”. b. Aocomando preparatório, o pessoal embarcado toma a posição de pé parapoderdesembarcarprontamente.Àvozdeexecução,opessoaldesembarca e, em passo acelerado, toma o dispositivo mostrado na figura 3-3. c.Seocomandoforsimplesmente“DESEMBARCAR!”aguarniçãodesem- barca conforme prescrito na letra “b.” anterior e, em passo acelerado, toma o dispositivo mostrado na figura 3-3. 3-12. DESCANSO PARA A GUARNIÇÃO a. O comando é “REPOUSAR!” ou “REPOUSAR NOS ELEMENTOS DE TIRO!”, e é dado para que a guarnição possa descansar e recuperar-se, durante a instrução de treinamento ou tiro. b. “REPOUSAR!” - A este comando, a peça repousa nos elementos de barragem normal, se houver, ou de vigilância, com o tubo em sua depressão máxima,visandonãosobrecarregaromecanismodeelevaçãodotubo,devidoao seu peso, como também diminuir a silhueta da peça. c. “REPOUSAR NOS ELEMENTOS DE TIRO!” - A este comando, os elementos de tiro não devem ser desfeitos. Este comando é dado quando for necessáriointerrompertemporariamenteotiroeaguarniçãodevepermanecernas imediaçõesdapeça,emcondiçõesde,rapidamente,continuaramissãointerrom- pida. 3-13. SUSPENSÃODETIRO a.“CESSARFOGO!”-Estecomandodeveserdadoporqualquerpessoa queobservaratoatentatórioàsegurançaedeveserrepetidoporquemoescutar, até que o tiro seja suspenso. A guarnição procederá da seguinte forma: (1) interromper imediatamente a execução do tiro; (2) não alterar os elementos de trio; (3) formar, imediatamente, à retaguarda da peça (Fig 3-2); (4) o CP deverá informar ao CLF, caso a peça esteja carregada: “(TAL) PEÇACARREGADA!”; (5)oCLFverificaascircunstânciasquemotivaramocomando,corrigin- do-as, se for o caso; (6) o tiro prossegue ao comando de “ELEVAÇÃO (TANTO)!”. b. “FORA DO FEIXE!” - O comando é “(TAL) PEÇA FORA DO FEIXE!”, e podeserdadopeloCLFoupeloCP,caso,porqualquermotivo,apeçanãopuder atirar.QuandoocomandofordadopeloCP,estedeveráinformaraoCLFomotivo. A guarnição procede da seguinte maneira: 3-11/3-13
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    C6-86 3-10 (1) interrompe otiro; (2)oCPtomaasprovidênciasnecessáriasàcolocaçãodapeçanofeixe novamente,sfc; (3) o CLF informa à Central de Tiro; (4) a peça volta a atirar ao comando de “(TAL) PEÇA NO FEIXE!”. c. “ABRIGAR!” - A este comando as guarnições interrompem o que estavam fazendo e vão para seus abrigos. 3-14. PEGAR NA PALAMENTA a. O comando é “PEGAR NA PALAMENTA!”. (1)Ocomandopodeserdadocomapeçanaposiçãooupróximodolocal em que irá ocupá-lo. (2) As funções de cada membro da guarnição encontra-se no anexo B. (3)Cadahomemdevetomaroseuposto(Fig3-6)quandotivercumprido todas as suas tarefas. b. Normalmente, a peça é parcialmente preparada para ação, antes de entrar em posição. c. Todas as tarefas são feitas em ritmo acelerado. NOTA: DURANTE A PREPARAÇÃO DA PEÇA PARA O TIRO É USUAL TAMBÉM OS COMANDOS DE “ALTO!” E O DE “EM AÇÃO!”. 3-15. ATRACARNAPALAMENTA(NÃOENTENDIDO!) a. O comando de “ATRACAR NA PALAMENTA” é dado para que a guarnição possa desencadear todos os procedimentos necessários para deixar a peça em condições de realizar um deslocamento. b. As funções de cada membro da guarnição encontram-se especificadas no Anexo C. c.Cadahomemdevetomaroseuposto(Fig3-6)quandoacabardeexecutar suas funções. 3-13/3-15
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    4-1 C6-86 CAPÍTULO 4 PREPARAÇÃO PARAO TIRO E PARA A MARCHA ARTIGO I INTRODUÇÃO 4-1. GENERALIDADES a. As peças de uma bateria são, normalmente, colocadas em posição sob a direção do CLF e dos CP. A preparação da posição de tiro, antes de uma ocupação, é executada em função do tempo e do pessoal disponíveis. b.OCLFeosCPdevem,semprequepossível,fazerumminuciosoestudo na carta da área a ser ocupada, pois nem sempre há possibilidades de um reconhecimentopréviodoterreno. ARTIGO II PREPARAÇÃODAPOSIÇÃO 4-2. GENERALIDADES As seguintes atividades podem facilitar a ocupação de uma posição: a. indicar no terreno o local onde o blindado deve estacionar e a DGT; b. materializar no terreno com uma baliza a DGT, que deverá distar de 50 a100metros,sobreaqualotubodeveserorientado(ouentão,oCLFindicaaDGT paracadapeçacomsinalizaçãomanual).Cadaviaturasedeslocaparaoseulugar apropriado,deacordocomaorientaçãodoCP,queexecutasinaiscomosbraços e as mãos.
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    C6-86 4-2 c. Certificar-se deque a viatura esteja estacionada numa posição que permita a visada luneta - goniômetro bússola (GB) de modo que nenhuma alteraçãodeDGTvenhaimpedirtalvisada. ARTIGO III PREPARAÇÃOPARAAMARCHA 4-3. GENERALIDADES Para preparar a peça para a marcha, partindo de uma posição de tiro, o comandoé“ALTO,CESSARFOGO!MUDANÇADEPOSIÇÃO!”.Devidoàgrande mobilidadedaViaturaBlindadadeCombate-obuseiroautopropulsado(VBCOAP), faz-senecessáriooconhecimentodealgumasverificaçõesnecessáriasantesda marcha: a. verificar se todo o material da peça foi guardado e fixado no local apropriado; b. verificar se a culatra foi fechada; c. verificar a amarração do tubo e a colocação da capa do freio de boca; d.verificarseatorreestátravadaeseachavegeraldatorreestádesligada; e. verificar se todos estão embarcados e com capacete; e f. testar todo o sistema de comunicação. ARTIGO IV PREPARAÇÃOPARAOTIRO 4-4. PREPARAÇÃO PARA O TIRO a. Para preparar para o tiro, o comando é “BIA ATENÇÃO!” ou “TAL PEÇA ATENÇÃO!”.Éocomandoaserdadoparaqueaguarnição,partindodequalquer situação, execute os movimentos para “GUARNECER!” e “PEGAR NA PALAMENTA!”. OBSERVAÇÕES: (1)Logoapósapeçaestaracionada,oCPdeveráprepararsuapeçapara otiro,efetuandoumaverificaçãodaspartescomponentesdoobuseiro.Oobjetivo é certificar-se de que o equipamento está pronto para efetuar os disparos, em todos os seus detalhes. (2) Na preparação para o tiro as verificações são as seguintes: CP e C2 - verificam a pressão dos cilindros de freio (21 a 24 PSI); CP e C2 - verificam se os pinos dos cilindros de recuo estão entre 3 e 19 cm; 4-2/4-4
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    4-3 C6-86 C3 - verificase o tubo está limpo; CP e C3 - verificam se as linhas da culatra estão coincidindo; C1 - verifica o ângulo padrão (3303”’ a 3307”’); C1 - checa o mecanismo de elevação; C2 - prepara o arco-nível em 200”’; C2 - verifica se a ocular da luneta cotovelo foi aberta pelo motorista; C2 - verifica o funcionamento da culatra; C3 - verifica o funcionamento da calha de carregamento; C3 - verifica o sistema de comunicação; C4 - examina a munição; C4 - examina as chaves de espoletas; C4 - verifica o estado e os lacres dos extintores. (3)Apósreceberoprontodecadaserventeemrelaçãoaoequipamento o CP informa ao CLF: “TAL PEÇA PRONTA!”. 4-4
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    5-1 C6-86 CAPÍTULO 5 TIROINDIRETO ARTIGO I INTRODUÇÃO 5-1.GENERALIDADES Oprocessodepontariaindiretaéfreqüentementeempregadoparaapontar o obuseiro. O tubo do obuseiro é colocado na linha centro de bateria - ponto de vigilância (CB-PV) (caso da luneta sobre o CB) ou numa direção paralela a esta linha. Deve-se aprimorar o adestramento dos artilheiros para que o tiro seja disparado no momento exato e com precisão. 5-2. INSTRUÇÃO A pontaria indireta de uma peça divide-se em “PONTARIA INICIAL” e “PONTARIARECÍPROCA”. a. Pontaria Inicial - Coloca-se a linha 0-32 do Goniômetro Bússola (GB) na direção CB-PV através de um dos quatro processos de pontaria inicial preconizados do Manual de Campanha C 6-40 - ARTILHARIA DE CAMPANHA, TÉCNICA DE TIRO, 1º e 2º Vol. b. Pontaria recíproca - Consiste em dar uma direção ao eixo do tubo da peça,paralelaàdireção0-32doGB,atravésdaexecuçãodevisadasrecíprocas da luneta panorâmica e do GB. c. As instruções gerais, contidas no Capítulo 3, para conduta da escola da peça, se aplicam também para o caso do tiro indireto. As funções do CLF são apresentadasdeummodogeralnoC6-40enomanualquetratadasBateriasdo GrupodeArtilhariadeCampanha.
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    C6-86 5-2 5-3. FUNÇÕESGERAISDAGUARNIÇÃO Estão descritasabaixo, além das prescritas no Capítulo 3. a. O CP é o responsável por todo o serviço, de forma que a guarnição executecorretamentesuasfunções,cumpratodososcomandoseobservetodas as medidas de segurança. b. O apontador (C1) é o responsável por apontar a peça. c.Oatirador(C2)éoresponsávelpelodisparodapeça,alémdeabrirefechar a culatra. d. O carregador (C3) é o responsável pelo carregamento da munição. e. O municiador (C4) é o responsável pelo preparo da munição. f. Motorista (Motr) conduz a VBCOAP na entrada em posição e realiza a manutençãopreventiva. ARTIGO II DEVERESDAGUARNIÇÃONOTIROINDIRETO 5-4. CHEFE DE PEÇA a. Indicar o ponto de pontaria ao apontador tão logo tenha sido designado peloCLF. b. Certificar-se de que esse ponto foi devidamente identificado. Se houver dúvidaoCPmovimentaalunetapanorâmicaatéqueaslinhasdosretículosvertical e horizontal estejam centradas no ponto de pontaria designado. c. Supervisionar as ações de todos os serventes. d. Conferir, juntamente com o C1, a elevação mínima. e. Coordenar a referência do obuseiro na deriva de vigilância. Aofinaldapontariarecíproca,oCLFordenaareferênciadoobuseirona derivadevigilânciaadotadapelogrupo(ouBia).OCP,nestemomento,coordena a referência do obuseiro, que deve seguir a prioridade de acordo com o quadro a seguir: 5-3/5-4
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    5-3 C6-86 OBSERVAÇÕES: Os pontosde referência listados no quadro acima são classificados em dois níveis com relação à precisão: (1) Nível 1: mais preciso. (2) Nível 2: menos preciso (alternativo sob condições meteorológicas adversas). (3)Aescolhadospontosdereferênciaaseremutilizadospodevariarpara cadaposiçãodebateria.Semprequepossível,deveráserutilizadoonível1,que garante uma maior precisão. Os pontos de referência, tanto próximo como afastados, devem ser nítidos e possuir um local definido no qual será realizada a visada. (4) Ao final da pontaria deverão ter sido selecionados os pontos de referênciasuficientesparaorecobrimentosetorde6400”’(nomínimotrês,umdos quais possa ser usado em condições meteorológicas adversas) Nota: Sempre que possível, se utiliza pontos afastados, por serem mais preciso que as balizas. Estes pontos são, geralmente, antenas ou torres que se projetam no horizonte e que possuem iluminação própria, para serem utilizados em caso de pontaria noturna. Porém, poderão ser encoberto por nuvens, por exemplo. Para evitar que isto ocorra, se procura algum ponto afastado que não sofrainfluênciadascondiçõesmeteorológicas,comoaantenadeumacasa.Para nãooperder,secolocaumabalizaa300m,noalinhamentocomopontoafastado. (5) O CLF desse ser informado quando um ponto de referência por ele determinado se tornar inviável para uma ou mais peças. (6) A referência poderá ser feita, através dos seguintes comandos, em ordemdecrescentedeprioridade: (a)“TALPEÇA,ATENÇÃO!PONTODEREFERÊNCIAOINDICADO DERIVA3200”’!REFERIR!” (b)“TALPEÇA,ATENÇÃO!PONTODEREFERÊNCIAASBALIZAS! DERIVA3200”REFERIR!” Estas serão cravadas, a critério do CLF, quando: 1) não há visibilidade na posição de bateria; 2) não existe ponto de referência afastado na região; 3) durante a pontaria noturna. (c) “TAL PEÇA, ATENÇÃO! PONTO DE REFERÊNCIA O COLIMADOR!DERIVA3200”’REFERIR!” aicnêrefeRedsotnoP levíN sbO 901ModaicnâtsiD rodamiloC 1 etioNeaiD m5 sazilaB 1 etioNeaiD )xorP(m05/)sfA(m001 odatsafarfRotP 1 etioNeaiD m000.3am005.1 omixórprfRotP 2 etioNeaiD m003> zuledetnoF 2 etioNeaiD m003> 5-4
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    C6-86 5-4 f. Medir oângulo de sítio da massa cobridora (alça de cobertura) (1)Comoobuseiroorientadoparaadireçãodetiro,oujáconvenientemen- te apontado, o CP efetua a medida dos sítios para os pontos críticos da máscara ou massa cobridora. Tais medidas são feitas utilizando o obuseiro como o instrumento, como descrito na figura 5-1. Fig 5-1. Setores da Alça de cobertura (2) Ao comando de “MEDIR A ALÇA DE COBERTURA!”, o CP visa ao pontomaiselevadodosetordetiropelageratrizinferiordaalmadotuboeorienta o C1 na direção e elevação do tubo, até que a linha de visada tangencie aquele ponto. O C1 centraliza as bolhas dos níveis longitudinal e transversal e o CP lê a alça de cobertura no quadrante de elevação informando-a ao CLF: ”TAL PEÇA, ALÇADECOBERTURA(TANTO)!”. (3) Quando o CLF anuncia a elevação mínima para cada carga, o CP registra os dados em sua ficha. g.Acompanharoscomandosdetiro-Acompanhaoscomandosdetirocuja execução direta dependa do CLF. Todos os comandos devem ser anotados e o CPdeveráestaremcondiçõesdeinformarqualquerelementodoúltimocomando ao servente ou de anteriores ao CLF. h. Registrar os elementos básicos - Registra em sua ficha os elementos, queporsuaimportância,merecemseranotados,taiscomo:elevaçõesmínimas, pontos de pontaria com derivas respectivas, tiros previstos (quando não forem fornecidasasfichascorrespondentes),limitesdesegurança(derivasdoslimites esquerdo e direito), número de tiros dados, correções especiais de regimagem, etc. i. Informar que a peça está pronta - Deverá dizer sempre: “TAL PEÇA PRONTA!”comseubraçodireitolevantadoverticalmente,indicando,assim,que a peça está pronta para o tiro, tão logo o C1 informe “PRONTO”. j.Darocomandode“TALPEÇA,FOGO”(quandofordesignadoparaisso) -Emqualquercaso,oCPantesdedarocomando“(TAL)PEÇAFOGO!”(quando for designado para isso), deve certificar-se de que todos os serventes estão em seus devidos lugares, devido à segurança durante o recuo do tubo. 5-4
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    5-5 C6-86 k.ParticiparaoCLFqualquererroouincidentedetiro-Seapeçanãopuder atirar,oCPparticipaofato,declarandoomotivo.Porexemplo:“TALPEÇA,NÃO ATIROU, NEGA!”. Severificar que a peça atirou com erro de pontaria, o CP participa imediatamente, dizendo o quanto errou, por exemplo: ”TAL PEÇA ATIROU 40 MILÉSIMOS À DIREITA!”. Quando o C1 avisar que as balizas estão fora do alinhamento com a luneta, o CP notifica ao CLF e pede permissão para tornar a alinhar as balizas. Da mesma forma, participa quaisquer outras orienta- ções que possam prejudicar o serviço da peça. l. Conduzir os tiros previstos - Quando é determinada a execução de tiros previstos,oCPconduzotirodapeçaconformeoqueprescreveafichadistribuída pelo CLF, onde se acham todos elementos necessários à execução. m. Apontar em elevação quando é utilizado o quadrante de nível (Fig 5-2) (1)Ocomandoé“ÂNGULOTANTO!”,queindicaqueoquadrantedenível deve ser empregado. Na pontaria em elevação, o quadrante de nível deverá ser empregado somente quando a escala do ângulo de tiro não der a precisão necessária para o caso, ou não puder ser utilizada. (2) Registro do ângulo no quadrante de nível M1 - ao comando, por exemplo, “ÂNGULO 261,8’’’! procede-se do seguinte modo: a parte superior da chapa-índice é colocada em frente à graduação 260 da escala do quadrante de nível e o micrômetro do braço é girado até que se obtenha a leitura 1,8.Deve-se tomarcuidadoparaquesejausadoomesmoladodoquadrantedenível,quando se registram os dados na escala e no respectivo micrômetro. As palavras “line of fire”indicamaparteinferiordoquadrantedenível,devendoaseta,queapareceao lado da escala graduada, apontar na direção da boca do tubo. O CP deve ter cuidado em usar a seta que aparece ao lado da escala graduada que estiver utilizando. Fig 5-2 Quadrante de nível M 1 (Arco nível) n.Observareverificarofuncionamentodomaterial-Observarigorosamente ofuncionamentodetodasaspartesdomaterialduranteotiro.Antesdotiro,oCP verifica a ajustagem do aparelho de pontaria e realiza toda a inspeção final do material. O CP, imediatamente, informa ao CLF sobre qualquer indício de mau funcionamentodomaterial. 5-4
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    C6-86 5-6 o. Verificar, pessoalmente,antes que sejam colocados nos cunhetes, todos os tiros não utilizados, mas que tenham sido preparados. Deve certificar- se de que o número do lote da carga de projeção corresponde ao número do lote do cunhete, se todos os saquitéis estão completos e em boas condições. 5-5. APONTADOR(C1) a.Semprequeoaparelhodepontariaforempregado,oapontadorcentraliza as bolhas dos níveis longitudinal (com elevação a 200’’’) e transversal. Esta providência é condição para que o C1 dê o PRONTO ao CP. b. O CLF, para a execução da pontaria em direção, comanda: “BATERIA ATENÇÃOPONTODEPONTARIAOGB!”apósestecomando,oC1identificao ponto de pontaria, através da luneta panorâmica e coteja: “TAL PEÇA VISTO PONTODEPONTARIA!”.OCLFcomanda:“TALPEÇADERIVA(TANTO)!”.OC1 coteja o comando e registra a deriva no registrador azimutal (janela superior), agindo no botão azimutal. Visa o GB agindo no manche de direção hidráulica ou no volante de direção. Cala-se as bolhas longitudinal e transversal. Registra-se 200”’atravésdoregistradordeelevaçãoeemseguidacala-seabolhalongitudinal. Apósessasoperações,deveserfeitoumajustefinodavisadadoGBpelovolante deelevaçãoetambémdasbolhaslongitudinaletransversale,apósessesajustes, oC1anuncia“TALPEÇAPRONTA!”.Emfacedasegundaderivacomandadapelo CLF,oC1repeteocomando,indicaadiferença,emmilésimos,entreanovaderiva e a antiga: A partir de então o C1 deve: (1) caso a nova deriva seja igual à anterior - Informar “TAL PEÇA, PRONTA!”eapósreceberocomandodereferênciadoCLF/,comacoordenação doCP,partirparaaamarraçãodapontariadoobuseironaderivadevigilância;ou (2) caso a nova deriva seja diferente de até 20 milésimos - Informar também “TAL PEÇA, PRONTA!” porém, neste caso, o C1 deve registrar a nova deriva, agindo no volante de direção, corrige a visada sobre o GB. Em seguida, apósreceberocomandodereferênciadoCLF,comacoordenaçãodoCP,partir para a amarração da pontaria na deriva de vigilância. (3) caso nova deriva seja diferente de mais de 20 milésimos - Aguardar uma nova deriva do CLF e proceder até que se atinja uma das situações acima. c. Referência do obuseiro (1) Balizas - o C1 indica a direção na qual as balizas deverão ser plantadas e orienta o C4 na sua fixação vertical no solo, tendo como principal critério a escolha de uma visada num terreno limpo e nivelado. Posteriormente, anota a deriva de referência para as balizas na ficha de controle do CP. (2) Ponto de referência afastado - O C1 refere sua luneta sobre o(s) ponto(s)dereferênciaafastado(s),escolhidospeloCLFoupeloCP,efazaleitura da deriva, não esquecendo de anotá-la, em seguida, na ficha controle do CP. (3)Referêncianocolimador. (4)Terminadaqualqueroperaçãoanterior,oC1pressionaegiraobotão do registrador reajustável até que a graduação do registrador reajustável seja 3200”’.Verificaoregistropelaoculareinforma:“DERIVADEVIGILÂNCIADETAL 5-4/5-5
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    5-7 C6-86 PEÇA (TANTO)!”. Quandoisso acontecer, o tubo está orientado e não deve ser girado até que um novo ponto de pontaria seja estabelecido. d. Referir em um ponto comum após a peça ter sido apontada - Após a peça ter sido apontada, o CLF pode comandar: “PONTO DE REFERÊNCIA TORREDEIGREJA(OUOUTROPONTOQUALQUER),REFERIR”!.Emconse- qüência o C1 coteja o comando, gira a luneta panorâmica para o ponto de referência, sem mover o tubo, centraliza os níveis, registra a deriva e informa: “DERIVA DE REFERÊNCIA DE TAL PEÇA A PONTO (TAL), (TANTO)”. O CLF anota a deriva anunciada para utilização futura. e. Registrar ou alterar a deriva - Registra a deriva anunciada na luneta panorâmica e gira o tubo até que o retículo vertical coincida com um ponto de referência (ou balizas) ou um ponto de pontaria designado. f.Colocaotubonaposiçãohorizontalparaquesejaefetuadoocarregamento. g.Dardepressãomáximaaotuboquandoapeçaestiverem“REPOUSAR”. h. Terminada a pontaria, desligar a chave geral do movimento hidráulico. 5-6. ATIRADOR(C2) a.AuxiliarnapontariaemelevaçãopeloquadrantedeníveldeelevaçãoM15. b. Auxiliar no carregamento. c. Auxiliar o C1 na referência através do colimador. d. Colocar a estopilha no seu local, após terem sido realizados todos os ajustes e o tubo ter sido elevado para a posição de tiro e certificar-se que todos os serventes estão nos seus locais devidos. e. Realizar o disparo. 5-7. CARREGADOR(C3) a. Municiar o obuseiro - Ao comando de “ELEVAÇÃO (TANTO)!”, o C3 recebe do C4, a munição preparada; primeiramente a granada e, em seguida os saquitéis com a carga desejada. Obedecendo a todas as medidas de segurança previstas para o manuseio da munição, o C3 segura com a mão direita a parte posterior da granada, a coloca em cima da calha de carregamento e aciona o soquetehidráulico,tendocuidadodeevitarochoquedaespoletacontraqualquer parte do obuseiro. Após o engrazamento da granada pelo soquete hidráulico, introduz os saquitéis. O C3 não deve se mover para receber outro projetil do C4 até que o obuseiro seja disparado. b.Inspecionaracâmaraealma-Apóscadatiro,oC3inspecionaacâmara e a alma para verificar se estão livres de resíduos, e anuncia: “ALMA LIMPA!”. c. Auxiliar no preparo da munição. 5-5/5-7
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    C6-86 5-8 5-8. MUNICIADOR(C4) a. Preparara munição - Retira a munição do carro e a dispõe ao fácil alcance.Apósacargadeprojeçãotersidoseparada,oC3seforocaso,mantém agranadanaverticalenquantooC4procedearegulaçãodaespoleta;mantémos saquitéis não utilizados separados e alinhados, para posteriormente serem queimadosnafossadepólvora. b. Limpar e inspecionar a munição - Antes do tiro, toda a munição é inspecionadaeexaminadapeloC4quantoapossíveisdefeitosemespecialacinta deforçamento,nosquaispodemhaversujeiraserebarbas.Aseguirasgranadas sãosustentadasemsuasextremidadeserigorosamentelimpas.Areiaousujeira na munição causarão desgastes, arranhões ou outras avarias no tubo. 5-9. MOTORISTA(Motr) a. O motorista executa a manutenção de sua viatura e qualquer outro trabalho prescrito pelo CP. b. A seqüência de atividades a serem executadas durante o tiro é apresentada nos Anexos B e C. ARTIGO III TÉCNICASESITUAÇÕESQUEREQUEREMATENÇÃOESPECIAL 5-10. UTILIZAÇÃODASBALIZASDEPONTARIA a. Para cada obuseiro podem ser empregadas duas balizas de pontaria, cada uma equipada com um dispositivo de iluminação. A distância mais conveniente entre a peça e a baliza mais afastada é de 100 metros, para que se obtenha boa visibilidade e precisão de pontaria. A baliza mais próxima deve ser colocada a meia-distância entre a mais afastada e a luneta do obuseiro e é alinhada pelo C1, de modo que o retículo vertical da luneta e as geratrizes esquerdasdasduasbalizasfiquemnomesmoalinhamento.Paraassegurarigual espaçamento das balizas, a distância da peça a cada baliza deve ser medida a passo, pelo mesmo homem. b. Para uso noturno, o dispositivo de iluminação das balizas deve ser ajustado de tal modo que a luz da baliza mais afastada apareça mais alta que a da mais próxima . Em terrenos planos, isto pode ser executado, utilizando-se somente a metade inferior da baliza mais próxima. Os dois dispositivos de iluminação, colocados desta maneira, estabelecem uma linha vertical para a execução da pontaria. c. Correção do desalinhamento das balizas de pontaria - quando o apontador verifica que a linha vertical da luneta foi deslocada em relação à linha formada pelas duas balizas, ele aponta a peça de modo que a baliza de pontaria 5-8/5-10
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    5-9 C6-86 maisafastadaapareçaexatamenteameia-distânciaentreabalizamaispróxima ealinhaverticaldoretículo(Fig5-3).Seodeslocamentoforcausadopormudança de direção dotubo, o C1 continua a apontar como foi descrito anteriormente. Se as condições do terreno tomarem impraticável a movimentação de uma das balizas, a peça é reapontada em direção, como foi dito anteriormente, e referida na baliza que não puder ser deslocada. A outra baliza é então alinhada e o registradordederivaséajustado. Fig 5-3. Visada do C1 na luneta panorâmica com as balizas na posições relativas, quando é feita a conservação da pontaria. 5-10
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    6-1 C6-86 CAPÍTULO 6 TIRO DIRETO ARTIGOI INTRODUÇÃO 6-1. GENERALIDADES a. O tiro com pontaria direta é uma técnica que, para sua execução, exige umelevadopadrãodeadestramentodaguarnição.Apeçaatuacomoumaunidade independente, sendo o comando do tiro a cargo do chefe de peça. b. Esta técnica é utilizada contra alvos móveis ou estacionários à curta distância - menores que 2000 m - que, normalmente, são capazes de responder ao fogo, quando a rapites e a precisão são muito importantes. 6-2. CARTÃODEALCANCES a. A posição de bateria é dividida em setores de defesa, cabendo a cada chefe de peça a responsabilidade por seu setor, devendo estar preparado para atirar em todos os setores. b. Durante o reconhecimento da posição ou imediatamente após a sua ocupação, o CP deve: (1)medirouestimarosalcances,emcentenasdemetros,paraospontos característicos do terreno e para prováveis vias de acesso; (2) estabelecer pontos de referência, quando necessário; (3) preparar um cartão de alcances; (4)sehouverdisponibilidadedetempo,aperfeiçoarocartãodealcances, substituindo os alcances que foram estimados por outros mais precisos, obtidos porqualquerprocesso(passoduplo,telêmetroslaser,medidasnacarta,levanta- mento topográfico, etc).
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    C6-86 6-2 c.OCLFdeveatribuirnúmerosacertospontoscaracterísticosparafacilitar subseqüenteslocalizaçõesdealvos.Semprequepossível,oCPdevedeterminar a elevação paracada ponto numerado e introduzir esse dado no cartão de alcances.Quandoumalvoéobservadopróximoaumpontonumerado,osdados do cartão facilitam a designação do alvo e a abertura do fogo. O CLF comanda, porexemplo:“ALVOAVIATURAEMDESLOCAMENTO,PONTONº2,FOGOÀ VONTADE!”. d. O setor de tiro de uma peça deve ser livre de obstáculos que possam dificultar o tiro e a observação. Deve-se, contudo, observar as medidas de camuflagem da posição para impedir a sua localização. Fig 6-1. Cartão de alcances 6-3. ALVOS a. Os alvos para a execução do tiro direto são, normalmente, aqueles que possam ameaçar a posição de bateria. Geralmente configuram-se como alvos fugazes,exigindo,portanto,arealizaçãodotironamáximacadênciapermitidaao material. b. Os carros-de-combate, normalmente, atacam em grupos e podem ser acompanhados por tropas de fuzileiros a pé. Dá-se prioridade maior para atacar aquelesalvosdentrodoslimitesdosetordetirodapeçae,emseguida,aosalvos de outros setores. a prioridade dentro do setor é a seguinte: (1) carros-de-combate a curtas distâncias que ameacem diretamente a posição; (2)carros-de-combateparadosedesenfiados,cobrindoaprogressãode outros carros; (3)ocarro-de-combatedocomandante,quandoidentificado; (4) carro-de-combate mais próximo que surja de locais imprevistos. 6-2/6-3
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    6-3 C6-86 OBSERVAÇÃO: O CPdeve ter especial atenção aos carros-de-combate queameacemdiretamenteaposiçãodebateria.Estealvoterásempreprioridade máxima, mesmo estando fora do setor de tiro de sua peça. 6-4. MUNIÇÃO A munição mais apropriada para o tiro direto é a granada explosiva, com a maiorcargapermitidaeespoletainstantânea.Aespoletaretardoetempotambém podem ser utilizadas, porém demandam um maior tempo para a sua regulagem. ARTIGO II DEVERESDAGUARNIÇÃONOTIRODIRETO 6-5. GENERALIDADES a. Sistemas de pontaria - existem três técnicas de pontaria direta: (1) sistema de 2 (dois) apontadores e 2 (duas) visadas; (2) sistema de 2 (dois) apontadores e 1 (uma) visada; e (3) sistema de 1 (um) apontador e 1 (uma) visada. b.Osistemade1(um)apontadore1(uma)visadaéomenosefetivoe,por isto, o menos indicado para a realização do tiro. Porém, poderá ocorrer uma situação de emergência em que se torne necessário utilizá-lo. c. As observações abaixo são aplicáveis aos três sistemas citados: (1) os deveres dos serventes no tiro direto são os mesmos das missões de tiro indireto; (2)omotoristadevepermanecernoseucompartimentoparamovimentar aviatura,senecessário.Aescotilhadeveráestarfechadaparaprotegê-lodosopro provenientedofreiodeboca. (3) o CP designa o sistema de pontaria a ser utilizado e dá os comandos iniciaisparaexecutarotiro.Aescolhadosistemadependedométodoquefacilite mais efetivamente bater o alvo, do pessoal e dos meios disponíveis para a execução da pontaria. 6-6. SISTEMA DE DOIS APONTADORES E DUAS VISADAS a.Chefedepeça-éoresponsávelpelaconduçãodotirodesuapeça.Para tanto, procede da seguinte forma: (1) identifica o alvo designado pelo CLF. Se um grupo de alvos for designado, deve selecionar aquele que oferece maior perigo à posição; (2) emite o comando inicial de tiro, na seguinte seqüência: 6-3/6-6
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    C6-86 6-4 NOTA: - Estimaro alcance, em centenas de metros, quando não puder ser utilizado o cartão de alcances anteriormente preparado ou não houver equipamento para medi-lo com precisão. - Utilizar o quadro afixado na escotilha do CP (figura 6-2.) para o cálculodadecalageminicial.Umquadroadicionaldedecalagemestáafixadono lado esquerdo da torre, para referência do C1. Fig 6-2. Quadro de decalagem (3)emitecomandossubseqüentesdeacordocomaobservaçãodotiro, alterandoadecalagem,oalcanceouambos,atéqueoalvosejadestruído,ououtro comando seja dado pelo CLF. O comando subseqüente é assim enunciado: “Dr (Es)(TANTO),Alo(Enc)(TANTO)!”. b. Cabo apontador - realiza a pontaria em direção da peça e comanda o fogo. Procede da seguinte forma: (1) cala a bolha do nível transversal; (2) registra 3200 no contador de derivas, em conseqüência a linha de visada da luneta fica paralela à do tubo; (3)selecionaabarradetirodireto/indiretoparaaposiçãodiretoparatravar o aparelho de pontaria; OTNEMELE OLPMEXE ovlaodoãçangiseD saroh21,etabmoc-ed-orraC atelopseeagrac,litejorP IE,7gC,lpxE megalaceD 02megalaceD ecnaclA 0031ecnaclA oritedeicépsE !edatnovàogoF 6-6
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    6-5 C6-86 (4) se forusado o retículo central, registra a decalagem comandada no corretor de derivas e gira o tubo, acompanhando o alvo, até coincidir o centro do retículo com o centro do alvo ( fig 6-3). Se for utilizada a graduação do retículo horizontal,coincidirotraçocorrespondenteàdecalagemanunciadacomocentro doalvo(fig6-4).Utilizaragraduaçãodadireitaquandooalvoestiversedeslocando da direita para a esquerda. Utilizar a graduação da esquerda, no caso contrário; Fig 6-3.Uso do retículo central Fig 6-4. Uso da graduação do retículo (5) acompanha o alvo, girando o tubo em direção, e comanda “FOGO!” após receber o “PRONTO!” do C2; e (6) insere a correção de decalagem do CP e continua o processo até o alvo ser destruído ou outro comando ser emitido. c. Soldado atirador - realiza a pontaria em alcance da peça. Procede da seguinteforma: (1) cala a bolha do nível transversal, através do botão de ajuste; (2)seutilizaralunetacotoveloM118CA1,abaixaoulevantaotuboacom- panhandooalvo,atéquealinhadealcancedoretículo,correspondenteaocoman- dado pelo CP ou interpolado, esteja passando pelo centro do alvo (fig 6-5); 6-6
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    C6-86 6-6 Fig 6-5. LunetaM118CA1 (3) se utilizar a luneta cotovelo M118A2, deverá utilizar a tabela afixada noblocodaculatra(figura6-6)paratransformaroalcanceanunciadopeloCPem elevação. Abaixar ou levantar o tubo, até que a linha de elevação do retículo, correspondenteàverificadanatabelaouinterpolada,estejapassandopelocentro doalvo(figura6-7); Fig 6-6. Tabela para tiro direto ETALPEGNARERIFTCERID REZTIWOHMM551 ELITCEJORPEH701M )BW(CP1A911M EGNAR VELE )SRETEM( )SLIM( 004 4 006 7 008 9 0001 11 0021 41 0041 51 ELITCEJORPEH701M )BW(CP2A4M EGNAR VELE )SRETEM( )SLIM( 004 6 006 01 008 31 0001 61 0021 02 0041 42 41358711NPERIFTCERIDETALP 6-6
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    6-7 C6-86 Fig 6-7. LunetaM118A2 (4)quandoconseguiresteenquadramentonavisada,anuncia:“PRON- TO!”;econtinuaacomandar“PRONTO!”àmedidaqueforacompanhandooalvo; (5)apósotiro,insereacorreçãodealcancedoCPecontinuaoprocesso até o alvo ser destruído ou outro comando ser emitido. ATENÇÃO-paraprevenirdanosàlunetacotoveloM118,deixe-aabaixadaquando não estiver em uso. Em hipótese alguma, utilize-a como apoio das mão. d. Soldado carregador - executa o carregamento da peça e realiza o disparo após o “FOGO!” do C1. 6-7. SISTEMA DE DOIS APONTADORES E UMA VISADA a. Chefe de peça - os deveres do CP são os mesmos do sistema de dois apontadores e duas visadas, exceto no comando de tiro inicial, quando é anunciada a elevação e não o alcance. Para tanto, deve-se utilizar as tabelas constantes das figuras 6-8 e 6-9, conforme a munição utilizada. b. Cabo apontador - os deveres são os mesmos do sistema de dois apontadoreseduasvisadas. c. Soldado atirador - utiliza o quadrante de nível M15 para apontar em elevação e dispara a peça. Procede da seguinte forma; (1) registra a elevação comandada no quadrante de nível M15; (2) cala a bolha do nível longitudinal, abaixando ou elevando o tubo; (3) quando a bolha estiver calada, dar o “PRONTO!”; e (4) continua o processo registrando as correções anunciadas pelo CP, até que o alvo seja destruído ou outro comando seja emitido. 6-8. SISTEMA DE UM APONTADOR E UMA VISADA a.Chefedepeça-osdeveresdoCPsãoosmesmosdosistemade2(dois) apontadoreseumavisada. 6-6/6-8
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    C6-86 6-8 b. Cabo apontador- realiza a pontaria em direção e elevação da peça. Procede da seguinte forma: (1) registra a elevação comandada no quadrante de nível auxiliar; (2) cala a bolha do nível longitudinal do quadrante de nível auxiliar, elevandoouabaixandootubo; (3) aponta a peça em direção conforme descrito nos itens (1) a (4), da letra b, do sistema de dois apontadores e duas visadas; (4)quandoenquadraroalvocorretamente,comanda“FOGO!”;e (5) insere as correções anunciadas pelo CP e continua o processo até o alvo ser destruído ou outro comando for anunciado. c. Soldado atirador - dispara a peça após o “FOGO!” do C1. Fig 6-8. Tabela para tiro direto W7gC,EArG,mm551SUBO,OTERIDORITARAPALEBAT sortemecnaclA somisélimoãçavelE lacitrevotnemacolseD oriTedsodaD 001 2 2. 7. ecnaclaomocraritaecemoC.1 .roiamrofeuqo,m004uoodamitse rignitaétam001edsecnalaçaF.2 ovlao 003 3 3. 0.1 003 5 5. 7.1 004 6 7. 3.2 005 8 8. 6.2 006 01 0.1 3.3 007 21 2.1 0.4 ecnaclamocraritaaecemoC.1 .odamitse ovlaorardauqneodnacsubetsujA.2 .)CeL( onm002edsecnalaçaF.3 .otnemardauqneretboétaecnacla étaotnemardauqneoerbeuQ.4 .ovlaorignita 008 31 4.1 6.4 009 51 6.1 3.5 0001 71 8.1 9.5 0011 81 0.2 6.6 0021 02 2.2 3.7 0031 22 4.2 9.7 0041 42 6.2 6.8 0051 62 8.2 2.9 ecnaclamocraritaaecemoC.1 .odamitse ovlaorardauqneodnacsubetsujA.2 .)CeL( onm004edsecnalaçaF.3 .otnemardauqneretboétaecnacla étaotnemardauqneoerbeuQ.4 .ovlaorignita 0061 82 0.3 9.9 0071 03 3.3 9.01 0081 23 5.3 6.11 0091 43 7.3 2.21 0002 63 0.4 2.31 0012 83 3.4 2.41 0022 04 5.4 9.41 6-8
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    6-9 C6-86 Fig 6-9. Tabelapara tiro direto W7gC,EArG,mm551SUBO,OTERIDORITARAPALEBAT sortemecnaclA somisélimoãçavelE lacitrevotnemacolseD oriTedsodaD 001 1 1. 3. ecnaclaomocraritaecemoC.1 .roiamrofeuqo,m004uoodamitse rignitaétam001edsecnalaçaF.2 ovlao 003 2 2. 7. 003 3 3. 0.1 004 4 4. 3.1 005 6 6. 0.2 006 7 7. 3.2 007 8 8. 6.2 ecnaclamocraritaaecemoC.1 .odamitse ovlaorardauqneodnacsubetsujA.2 .)CeL( onm002edsecnalaçaF.3 .otnemardauqneretboétaecnacla étaotnemardauqneoerbeuQ.4 .ovlaorignita 008 9 9. 0.3 009 01 0.1 3.3 0001 11 2.1 0.4 0011 21 3.1 3.4 0021 41 4.1 6.4 0031 51 6.1 3.5 0041 61 7.1 6.5 0051 71 8.1 9.5 ecnaclamocraritaaecemoC.1 .odamitse ovlaorardauqneodnacsubetsujA.2 .)CeL( onm004edsecnalaçaF.3 .otnemardauqneretboétaecnacla étaotnemardauqneoerbeuQ.4 .ovlaorignita 0061 81 0.2 6.6 0071 02 1.2 0.7 0081 12 3.2 6.7 0091 22 4.2 9.7 0002 42 6.2 6.8 0012 52 8.2 2.9 0022 62 9.2 6.9 6-8
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    7-1 C6-86 CAPÍTULO 7 TORRE ARTIGO I INTRODUÇÃO 7-1.GENERALIDADES a.Estecapítulodestina-seaapresentarossistemascomponentesdatorre da VBC OAP M 109 A3 e suas principais características. b. Os sistemas que compõem a torre são os seguintes: (1) sistema do tubo; (2) sistema de recuo; (3) sistema hidráulico; (4) sistema de balanço. ARTIGO II SISTEMADOTUBO 7-2. GENERALIDADES O sistema do tubo (Fig 7-1) é composto por: a. freio de boca. b. eliminador de alma. c. subsistema da culatra. d. tubo.
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    C6-86 7-2 Fig 7-1. Sistemado Tubo 7-3. DESCRIÇÃOECARACTERÍSTICAS a. Freio de boca - Tem por função colaborar no amortecimento do recuo do obuseiro, reduzindo de 10 a 15% a força recuante. Pesa cerca de 150 kg e é rosqueadoaotubo. b. Eliminador de alma - Tem por função eliminar do tubo os gases resultantes da queima das cargas de projeção, evitando que retornem ao compartimento da guarnição quando for aberta a culatra. Os gases que impulsi- onamagranadaentramnoeliminadordealmapordezválvulascriandoumagrande pressão interna. Esses gases saem através dos três orifícios existentes no eliminador criando um vácuo no interior do tubo. Este vácuo puxa o ar de dentro do compartimento da guarnição expulsando o restante dos gases da queima da carga de projeção. Pesa 34 kg. c. Subsistema da culatra - Tem por finalidade vedar a câmara e impedir o escape de gases provenientes da queima da carga de projeção. Seu funciona- mentoésemi-automáticoapartirdoprimeirodisparo,ouseja,umavezrealizado otiro,aculatraterminaráabertaapósavoltaembateria.Estaaberturaautomática ocorredevidoàaçãodosroletesdaárvoredecomandodaculatraque,durantea voltaembateria,seengrazamnasguiasexistentesnaparteinferiordobatenteda culatra.Duranteaaberturadaculatra,omecanismodedisparoédeslocadopara a direita e o extrator ejeta a estopilha. d. Tubo - Tem 6,06 m de comprimento e pesa 1,6 ton. Possui 48 raias à direita que dão rotação à granada. A vida útil do tubo é medida em equivalência de carga máxima. Os dados referentes a cada tipo de tubo são encontrados nas tabelas de tiro do material. 7-2/7-3
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    7-3 C6-86 ARTIGO III SISTEMADERECUO 7-4. GENERALIDADES Osistema de recuo tem por finalidade ser um conector entre as partes recuantes (sistema do tubo) e as estáticas (torre), freando e limitando o recuo do tubo e levando-o de volta à posição inicial (volta em bateria) e composto por: (1) cilindros de freio de recuo; (2)cilindrorecuperador; (3)cilindroamortecedor; (4)cilindrorecompletador. 7-5. DESCRIÇÃOECARACTERÍSTICAS a. Cilindros de freio de recuo - São em número de dois e estão localizados um à esquerda e acima do tubo e outro à direita e abaixo (Fig 7-1). No seu interior existe óleo hidráulico. Sua missão é diminuir progressivamente o recuo do tubo, até que este cesse o seu movimento para trás. O funcionamento dos cilindros de freio baseia-se no princípio da incompressibilidade do óleo existenteemseuinterior.Orecuovariadeacordocomaelevaçãodotubo.Assim, teremos: (1) longo recuo: máximo de 915 mm de recuo com elevação menor ou igual a 800 milésimos; (2) recuo variável: elevação entre 800 e 907 milésimos; (3)curtorecuo:mínimode584mmderecuocomelevaçãoacimade907 milésimos. b. Cilindro recuperador - Está localizado à esquerda e abaixo do tubo (Fig7-1).Temporfinalidaderealizaravoltaembateriaesustentarotubo.Noseu interior existe nitrogênio a uma pressão de 700 a 750 psi. O funcionamento do cilindro baseia-se no princípio da expansão dos gases. Um pistão existente no interior do cilindro e solidário ao tubo comprime o nitrogênio à medida que o tubo recua. Ao cessar a força recuante, o nitrogênio expande-se, empurrando o tubo para sua posição inicial. c. Cilindro amortecedor - Está localizado à direita e abaixo do tubo, no interiordocompartimentodaguarnição(Fig7-1).Temporfinalidadeamortecere desacelerar os últimos 33 cm da volta em bateria. Isto fará com que os roletes do mecanismodaculatraentremcomsuavidadenosentalhesdobatenteeaconteça uma abertura da culatra mais lenta. O funcionamento do amortecedor se dá quando o tubo recua e o anel da culatra deixa de exercer pressão sobre a haste do amortecedor, que avança 33 cm por ação de sua mola. No avanço do tubo, o anel da culatra encontra a haste do amortecedor que recua comprimindo a sua mola e forçando a passagem de óleo dentro do cilindro, amortecendo o final da voltaembateria. d.Cilindrorecompletador- Estálocalizadonointeriordocompartimento daguarnição,noladosuperiordireito(Fig7-2).Temafunçãodeforneceróleona 7-4/7-5
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    C6-86 7-4 pressãode21a24psiemanterestapressãonosistemaderecuo.Duranteotiro, a pressão norecompletador pode chegar, no máximo a 50 psi. Fig7-2.Cilindrorecompletador ARTIGO IV SISTEMAHIDRÁULICO 7-6. GENERALIDADES O sistema hidráulico é composto de: a. conjunto de força; b. subsistema de elevação c. subsistema de giro; d. subsistema de carregamento. 7-7. DESCRIÇÃOECARACTERÍSTICAS a.Conjuntodeforça-Éresponsávelpormantertodoosistemahidráulico sobpressãode900a1200psi(±25),mesmocomaviaturadesligadae,também, controlaroníveldeóleo.Possuiumcilindroacumulador(comnitrogênioàpressão de500a550psi),umreservatóriodeóleoeummotorelétrico(Fig7-3).Apressão doóleopodeserverificadaatravésdomanômetro.Aquantidadedeóleonointerior doreservatóriopodeserverificadaatravésdomostradorexterno,eestádividida em três níveis: (1) Nível 1 (superior): é o nível atingido quando zeramos a pressão do sistema; (2)Nível2(intermediário):éonívelnormaldosistemaquandoapressão estiver entre 900 e 1200 psi (± 25). (3) Nível 3 (inferior): é o nível mínimo de operação do sistema. Abaixo desta marcação, o sistema não pode ser utilizado. 7-5/7-7
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    7-5 C6-86 Fig 7-3. Conjuntode Força b. Subsistema de elevação - Tem por função elevar e abaixar o tubo. Isto pode ser feito por meio da alavanca de elevação hidráulica ou da manivela de elevação manual. O cilindro de elevação está localizado no teto da torre e pesa 100 kg. c. Subsistema de giro - Tem a função de realizar o giro da torre em 6400 milésimos, travar a torre e travar o tubo. É composto por: (1) Trava da torre - Tem por missão ser uma conexão física entre a torre eochassidaviatura,fazendocomqueatorrenãosemovaquandotravada.Está localizada no painel esquerdo, abaixo do sistema de balanço (Fig 7-4). Fig7-4.TravadaTorre 7-7
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    C6-86 7-6 (2) Transmissão degiro - Tem por função girar a torre de forma manual ou hidráulica em 6400 milésimos e não permitir o seu deslocamento sem o acionamentodoscontroles.Estálocalizadanoladoesquerdodocompartimento daguarnição(Fig7-5).Ogirohidráulicoéacionadopelaalavancadeacionamento e o giro manual, pela manivela. A caixa de comando da torre possui três chaves com as seguintes funções: (a) chave 1: liga o sistema elétrico da torre; (b) chave 2: liga o giro hidráulico. (c) chave 3: liga a alavanca do lado direito (somente elevação). Fig 7-5. Transmissão de Giro (3)Travadotubo-Temporfinalidadeevitardanosechoquesàtorre,ao sistema de elevação e ao sistema hidráulico, durante os deslocamentos da viatura. Está localizada na parte dianteira do chassi da viatura (Fig 7-6). Após a liberação do tubo, a trava é rebatida sobre a tampa do motor. 7-7
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    7-7 C6-86 Fig 7-6. Travado tubo d.Subsistemadecarregamento-Temporfunçãorealizarocarregamen- to da granada no tubo. É composto por uma calha de carregamento, um soquete hidráulico (Fig 7-7) e pela alavanca de acionamento (Fig 7-8). O conjunto calha/ soquete fica alojado abaixo da culatra e preso ao tubo, e é colocado em posição para a realização do carregamento. Após o carregamento da peça, deve-se certificar do travamento do conjunto em seu alojamento para não ocorrer o seu deslocamentoparatrásduranteaelevaçãodotubo.Aalavancadeacionamento fica presa ao teto. Fig 7-7. Subsistema de carregamento 7-7
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    C6-86 7-8 Fig 7-8. Alavancade acionamento ARTIGO V SISTEMADEBALANÇO 7-8. GENERALIDADES Temcomofunçãocompensaropesodotubo,permitindoelevá-loeabaixá- lo com a mesma intensidade. É ligado indiretamente ao conjunto de força. É composto por: a. acumulador primário; b. acumulador secundário; e c. caixa de distribuição. 7-9. DESCRIÇÃOECARACTERÍSTICAS a. Acumulador primário - Carregado com óleo hidráulico e nitrogênio a uma pressão de 900 psi. Internamente, um êmbolo separa o óleo do nitrogênio. Em conjunto com o acumulador secundário provoca uma grande pressão inicial para iniciar a elevação. Após isto, age sozinho no restante da elevação. b.Acumuladorsecundário-Comasmesmascaracterísticasdoanterior, age somente para iniciar a elevação. Está carregado com nitrogênio a uma pressão de 1500 psi. 7-7/7-9
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    7-9 C6-86 c. Caixa dedistribuição - Realiza a distribuição de óleo para o sistema, controlando o seu funcionamento. Possui dois registros (Fig 7-9): (1)válvuladedrenagem(4)-registronacorvermelhaquetemporfunção drenar o sistema, seja para zerar a pressão do sistema de balanço, seja para retirar o excesso de óleo. (2)válvuladerecompletamento(3)-registronacorbrancaquetemcomo função permitir que se faça o recompletamento de óleo do sistema. Fig 7-9. Caixa de distribuição 7-9
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    8-1 C6-86 CAPÍTULO 8 MUNIÇÃO ARTIGO I INTRODUÇÃO 8-1.GENERALIDADES A munição para obus 155 mm M126/M126E1 é do tipo “componentes separados”. Os projéteis desse tipo podem ser facilmente identificados pela existência de tarugos com alça. O preparo de um tiro para o obus requer três operaçõesdistintas:colocaçãodaespoleta,dacargadeprojeçãoedaestopilha. Oscomponentesdeumtirocompletosãoembaladosseparadamente.Aespoleta é colocada no projétil pouco antes do carregamento e do disparo. Os projéteis e as cargas de projeção indicados para utilização no obus 155 mm, séries M1 e M45, são também indicados para este obus. ARTIGO II COMPOSIÇÃO 8-2. GENERALIDADES a.Umtirocompreendeumconjuntodeelementosquesãoacondicionados separadamenteetêmparticularidadesquedevemserlevadasemconsideração, quandodamontagem. b. Os elementos componentes de um tiro são: (1)granadaouprojétil; (2)espoleta; (3) carga de projeção; e (4)estopilha.
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    C6-86 8-2 8-3. GRANADAS As granadas,os componentes da munição e o conteúdo das embalagens são identificados por pinturas e inscrições. As granadas são identificadas pelo códigodecoreapelainscrição,conformeoQuadrodeIdentificaçãodasGranadas (Pag8-14). a. Granadas explosivas. (1) HE M 107 Éagranadaexplosivamaiscomum.Permiteautilizaçãodetodosos tipos de espoletas existentes. (Fig 8-1) Fig 8-1. Granada HE M107 (2) HE M 692 ADAM - L (a)Éumagranadaquepossuisub-municões,minasantipessoalque são liberadas antes da granada atingir o solo. (Fig 8-2) (b) Devido à liberação das submunições, o único tipo de espoleta possível é a tempo (M577). (c) A designação “L” significa que o tempo de retardo para a detonaçãodassubmuniçõesélongoeveminscritodentrodetriângulosnocorpo dagranada. Fig 8-2. Granada HE M692 (3) HE M 731 ADAM - S Possui as mesmas características da HE M692, diferindo apenas pelo“S”nolugardo“L”,quesignificaqueotempoderetardoparaadetonaçãodas submunições é curto. (Fig 8-3) 8-3
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    8-3 C6-86 Fig 8-3. GranadaHE M731 (4) HE M 718 RAAM - L Possui as mesmas características da HE M692, sendo que as sub- munições são anticarro e não antipessoal. (Fig 8-4) Fig 8-4. Granada HE M718 (5) L HE M 741 RAAM - S Possui as mesmas características da HE M731, sendo que as sub- munições são minas anticarro e não antipessoal. (Fig 8-5) Fig 8-5. Granada HE M741 (6) HE M 712 HEAT É uma munição anticarro guiada por laser. Utiliza uma espoleta própria(M740).(Fig8-6) Fig 8-6. Granada HE M712 (7) HE M 449 ICM (a)Éumagranadaquepossuicercade60submunições(M43),que detonam pouco antes de atingir o alvo, obtendo efeito tempo. (Fig 8-7) (b) É utilizada para alvos de grandes áreas. 8-3
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    C6-86 8-4 Fig 8-7. GranadaHE M449 (8) HE M 483 e M 483A1 (a)SeuprincípiodefuncionamentoéomesmodagranadaHEM449, sendo que possui 88 submunições e utiliza somente a espoleta M557. (Fig 8-8) (b) A carga mínima para esta granada é a três. (c) É utilizada sobre tropas ou pequenos alvos. (d) As submunições detonam ao tocar o solo. Fig 8-8. Granada HE M 483 (9) HE M 549 e M 549A1 RA (a) Esta granada possui um sistema de propulsão auxiliar que é acio- nado durante a sua trajetória, aumentando o seu alcance em até 6 km. (Fig 8-9) (b)Nestasgranadasdeve-seutilizarascargasdeprojeçãoM119A1 e M119A2. Fig 8-9. Granada HE M549 b. Granadas fumígenas. (1) WP M 110A1 e M 110A2 É uma granada que possui uma carga de fósforo branco (2) HC M 116 e M 116B1 (a)Sãogranadascomcargadeexacloretanodivididasemquatrosub- cargas, que são liberadas pelo culote da granada antes que a esta atinja o solo. (b) Devido à liberação das subcargas, o único tipo de espoleta possível é a tempo M501. 8-3
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    8-5 C6-86 (c) Devido aoperigo do lançamento do tarugo, quando da liberação das subcargas, a máxima carga permitida é a Cg 6 (M4A1ou M4A2). (3) HC M 116A1 Possui as mesmas características das M116 e M116B1, sendo que utiliza somente as espoletas M 565 e M 577. c. Granadas iluminativas. M 485A1 e M 485A2 Esta granada possui um sistema de dois pára-quedas que permite maior estabilidade e aproveitamento da iluminação. Com o acionamento da espoleta, pelo culote é liberada uma cápsula que contém um pára-quedas. Quando esta cápsula fica estabilizada este pára-quedas se solta permitindo que uma nova cápsula saia de dentro da primeira sendo sustentada por um segundo pára-quedas. d. Granada incendiária. WP M 110 É uma granada que tem a finalidade de causar incêndios por intermédiodoextremocalorqueproduzquandoofósforobrancoentraemcontato com o ar. e. Granadas químicas. (1) H ou HD M 110 Possui uma carga química de gás mostarda (H) ou mostarda destilada(HD). (2) GB ou VX M 121A1 As granadas com o gás GB possui uma carga tóxica de efeito não persistente. Já as granadas de gás VX possuem efeito persistente. f. Granadas de exercício. (1)TRAININGM823 (a) É uma granada de exercício que é similar a M712 HEAT, sendo que para diferenciação seu corpo é em bronze. (Fig 8-10) (b) Esta granada JAMAIS deve ser utilizada para tiro, somente se presta para o treinamento e adestramento da guarnição nos trabalhos de preparaçãodotiroecarregamento. Fig8-10.GranadaTrainingM823 (2)PRACTICEM804 (a) Esta granada é de exercício e similar a HE M107, sendo que possuiumapequenacápsulafumígenanoseuinteriorequatrocavidadesporonde saiafumaçaprovenientedoacionamentodacápsula.Istopermiteavisualização do impacto da granada. (Fig 8-11) (b)Estagranadadestina-se,prioritariamente,aotreinamentodotiro. 8-3
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    C6-86 8-6 Fig8-11.GranadaM804 8-4. ESPOLETAS a.Arelaçãoentrecadagranadaeostiposdeespoletaspossíveisdeserem utilizados étranscrita no Quadro de Relação Granada/Espoleta (Pag 8-10). b. Espoleta instantânea (1)M557 Permite optar por efeito instantâneo ou retardo, por intermédio de uma chave seletora. (Fig 8-12) Fig 8-12. Espoleta M557 (2)M572 Só permite o efeito instantâneo, não tendo opção de retardo. (3)M739 ÉsemelhanteàM557,sendoque,alémdaopçãoporretardo,possui tambémumsistemaanticongelantequepermitequeagranadapasseporchuvas intensas e grandes altitudes, sem problemas. (Fig 8-13) 8-3/8-4
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    8-7 C6-86 Fig 8-13. EspoletaM739 c. Espoleta tempo (1)M137 Possui uma escala de tempo de 100 segundos e permite o registro de uma casa decimal. (2)M501 (a)Possuigraduaçãodetempo,quevaide2a75unidadesdetempo e também permite o efeito instantâneo. (Fig 8-14) (b)Estaespoletasomentepodeserutilizadanasgranadasfumígenas M116 e M116A1. Fig 8-14. Espoleta M501 (3)M564 (a)Possuigraduaçãodetempoquevaide2a100unidadesdetempo, permitindo o registro de uma casa decimal. (Fig 8-15) (b) Permite o efeito instantâneo. (c) Possui eliminador de sensibilidade. Fig 8-15. Espoleta M564 8-4
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    C6-86 8-8 (4)M565-PossuiasmesmascaracterísticasdaM564,semoeliminador de sensibilidade. (Fig8-16) Fig 8-16. Espoleta M565 (5)M577 (a)Possuigraduaçãodetempoquevaide2a200unidadesdetempo, permitindo o registro de uma casa decimal. (Fig 8-17) (b) A escolha de seu evento é feita por meio de uma janela onde existem três linhas formando quatro colunas onde se registra respectivamente a centena, a dezena, a unidade e a casa decimal do evento. Fig 8-17. Espoleta M577 d. Espoleta de aproximação (1)M514 Possuiumaescalade100segundosquepermiteregistrarquandoa espoleta deve se armar. (2) 728 (a) Espoleta de aproximação que funciona por ondas de rádio- freqüência e permanece armada dos 5 aos 100 segundos, a contar do momento do disparo. (Fig 8-18) (b) Possui o corpo longo, só permitindo ser utilizada nas granadas com a cavidade maior. (c) Possui ainda uma capa preta protetora contra eletricidade. 8-4
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    8-9 C6-86 Fig 8-18. EspoletaM 728 (3) M 732 (a) Espoleta com corpo curto, portanto não apresenta problema de incompatibilidade.(Fig8-19) (b) É armada a partir do disparo até 150 segundos. Fig 8-19. Espoleta M 732 e.Espoletaderetardo(M78)-Espoletaespecialmentedesenvolvidapara alvos feitos de concreto, pois, devido ao seu retardo, somente detona a granada após romper o concreto. (Fig 8-20) Fig 8-20. Espoleta M 78 8-4
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    C6-86 8-10 QUADRO DE RELAÇÃOGRANADA / ESPOLETA * CAVIDADE NORMAL **CAVIDADEMAIOR 8-5. CARGASDEPROJEÇÃO a.Arelaçãoentrecadagranadaeostiposdecargasdeprojeçãopossíveis de serem utilizados é transcrita no Quadro de Relação Carga / Granada (Pag8-13). b. M3A1 (1)Écompostapor4saquitéisnacorverde(cargasde2a5)eumnacor vermelha (carga 1), numerados de 1 a 5. A carga 1 é a mínima e as demais são sobrepostas e amarradas à primeira. (Fig 8-21) (2) Permite atirar nas cargas de 1 a 5. (3) Existe uma espécie de almofadas de pólvora entre as cargas 1 e 2; 3 e 4 e 4 e 5. SADANARG SATELOPSE aenâtnatsnI opmeT oãçamixorpA odrateR M 5 5 7 M 5 7 2 M 7 3 9 M 1 3 7 M 5 0 1 M 5 6 4 M 5 6 5 M 5 7 7 M 5 1 4 M 7 2 8 M 7 3 2 M 7 8 D,DH011M X X X XV1A121M X X X X EH945M X X X X *EH701M X X X X X X X **EH701M X X X X X X X X EH944M X X X EH1A384M X X MLI584M X X X 1B611M,611M X 1A611M X X PW011M X X X EH137M296M X X EH147M817M X X CTARP408M X 8-4/8-5
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    8-11 C6-86 Fig 8-21. Cargade projeção M 3A1 c. M3 - É similar à M3A1, sendo que não existe as almofadas de pólvora entre as cargas. d. M4A2 (1) Composta por 5 saquitéis, sendo 1 na cor vermelha e 4 brancos. O saquitelvermelhoécompostoporcargasde1a3,quenãopodemserseparadas. Os quatro saquitéis brancos, que correspondem as cargas de 4 a 7, são amarradosaosaquitelvermelho.(Fig8-22) (2) Existe uma almofada de pólvora entre as cargas 3 e 4. (3) Permite atirar nas cargas de 3 a 7. Fig 8-22. Carga de projeção M4A2 e. M4A1 - Similar a M4A2, sendo que não existe as almofadas de pólvora entre as cargas. f. M4 (1) Similar a M4A2, sendo que só permite atirar com as cargas de 5 a 7. (2)Nestacargaexistemapenas3saquitéis,sendoqueoprimeirocontém as cargas de 1 a 5, que não podem ser separadas. (3) Existem almofadas de pólvora entre os saquitéis. g. M119 (1)Compostaporumúnicosaquiteldecarga8,nãopermitindoatirarcom cargamenor. (2) O saquitel é de cor branca e possui uma almofada de pólvora na sua partefrontal. 8-5
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    C6-86 8-12 h.M119A1 (1) É similarà carga M119, diferindo apenas no tipo de almofada de pólvorautilizada.(Fig8-23) (2) Esta nova almofada permite sua utilização com as granadas M549 e M549A1. Fig 8-23. Carga de projeção M119A1 i. M119A2 (1) Diferente da M119A1, pois possui a sua base na cor vermelha e seu saquitel único é de carga 7. (Fig 8-24) (2) Como a M119A1, permite sua utilização com as granadas M549 e M549A1. (3) Embora sua carga seja 7, é equivalente à carga 8 das cargas de projeção M119 e M119A1. Fig 8-24. Carga de projeção M119A2 8-6. ESTOPILHAM82 Diferencia-se da estopilha MK2A4 do Obuseiro M114, por ser de diâmetro maior (a MK2A4 não é compatível com o M 109). (Fig 8-25) Fig 8-25. Estopilha 8-5/8-6
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    8-13 C6-86 QUADRODERELAÇÃOCARGA/GRANADA S - SimN - Não R - Uso Restrito SADANARG SAGRAC 1A3Me3M 2A4Me1A4M 911M 1A911M 2A911M 1 2 3 4 5 3 4 5 6 7 701MEH N S S S S S S S S S S S S 944MEH N S S S S S S S S S S S S 384MEH N N S S S S S S S S S S S 137M,296MEH N N S S S S S S S S S S S 147M,817MEH N N S S S S S S S S S S S 1A584MMLI N S S S S S S S S S S S S 011MIUQ N S S S S S S S S S S S S 1A011MMUF N S S S S S S S S S S S S 611MMUF N S S S S S S S S R N N N 8-6
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    C6-86 8-14 QUADRODEIDENTIFICAÇÃODASGRANADAS avonoãçacirbaF agitnaoãçacirbaF DH011M MUFazniC 1sedreV2 aleramA edreV azniC sedreV2 edreV 1A121M ÍUQ azniC 1sedreV3 aleramA edreV azniC edrev1BG edrev2XV edreV 944M LPXE OV sognasoL soleramA oleramA OV amuhneN oleramA 1A384M LPXE OV sognasoL soleramA amuhneN - - - 701M LPXE OV amuhneN oleramA OV amuhneN oleramA e1A584M 2A MULIMULI OV acnarB1 ocnarB - - - 611M,611M 1B MUFMUF - - - azniC aleramA1 oleramA 1A611M MUF edreV oralC amuhneN oterP - - - PW011M CNI edreV oralC aleramA1 ohlemreV azniC aleramA1 oleramA 945/945M 1A -XELPXE LP OV amuhneN oleramA - - - 296M LPXE OV solugnâirT soleramA oleramA - - - 137M LPXE OV -solugnâirT soleramA oleramA - - - 817M LPXE OV solugnâirT soleramA oleramA - - - 147M LPXE OV solugnâirT soleramA oleramA - - - 217M LPXE aterP amuhneN oleramA - - - 328M CXE eznorB amuhneN oterP - - - 408M CXE luzA morraM1 ocnarB - - - Inscrições Nrecordas faixas Corda granada Inscrições Nrecordas faixas Corda granada Tipo Granadas 8-6
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    9-1 C6-86 CAPÍTULO 9 VERIFICAÇÕES PERIÓDICASBÁSICAS ARTIGO I INTRODUÇÃO 9-1. GENERALIDADES a. A finalidade deste capítulo é apresentar os procedimentos realizados paraaverificaçãoeajustagemdosequipamentosdecontroledetirodoobuseiro. b. A verificação e a ajustagem dos equipamentos de controle de tiro é executada pela guarnição da peça, orientada pelo CLF e pelo mecânico de armamentopesadodaunidade. c. Os intervalos para a sua execução são os seguintes: (1)trimestralmente; (2) o mais cedo possível, após uso prolongado; (3) após acidentes; (4) após deslocamento por terreno extremamente acidentado; (5) quando for substituído o tubo, suporte da luneta ou o quadrante de elevação; (6) sempre que ocorrerem tiros anômalos sem causa aparente. 9-2. PREPARAÇÃO PARA AS VERIFICAÇÕES a. Colocar o obuseiro em um terreno plano e firme. b. Verificar o quadrante de elevação M15, a luneta panorâmica M117 e o suporte M145 quanto a folgas ou outros defeitos óbvios. c.Inspecionaroquadrantedenívelparanãotersujeiraouamassados.Em caso de sujeira, limpá-lo e se houver amassados substituí-lo.
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    C6-86 9-2 d.Realizaraverificaçãodoquadrantedenível(parágrafo9-3). e.Nivelarosmunhões(parágrafo9-4). f.Nivelarotubolongitudinalmente(parágrafo9-5). g. Realizar averificação e a ajustagem do aparelho de pontaria (parágrafo9-6). OBSERVAÇÃO: Caso não haja confiança quanto à estabilidade do tubo, fazer o seguinte teste: (1)utilizandooquadrantedenívelverificado,coloqueotubonaelevação +266 milésimos; (2) desligue a chave de giro da cabine e espere 1 hora; (3)otubonãopoderáterabaixadomaisque3milésimos.Seistoocorrer, comunicar a equipe de manutenção da unidade. 9-3. VERIFICAÇÃODOQUADRANTEDENÍVEL a. Dois testes são realizados para verificar o perfeito funcionamento do quadrantedenívelaserutilizadonasdemaisverificaçõesdoobuseiro:otestedo micrômetro e o teste de ponta a ponta. b. Teste do micrômetro (1)Colocaroíndicedobraçoradialem10milésimospositivosnaescala e o micrômetro em zero. (2) Colocar o quadrante sobre as placas de nivelamento no bloco da culatra com a seta “LINE OF FIRE” na direção da boca do tubo e calar a bolha, elevandoeabaixando,manualmente,otubo. (3)Retiraroquadrantedoblocodaculatra,colocaroíndicedobraçoradial em zero milésimos e o micrômetro em 10 milésimos. (4) Colocar o quadrante sobre o bloco da culatra, agora no sentido contrário.Abolhadevepermanecercalada.Casocontrário,oquadrantedenível deveserrecolhidoparamanutenção. c. Teste de ponta a ponta (1) Colocar as escalas do quadrante em zero. (2) Colocar o quadrante sobre as placas de nivelamento no bloco da culatra com a seta “LINE OF FIRE” na direção da boca do tubo e calar a bolha, elevandoeabaixando,manualmente,otubo. (3) Colocar o quadrante na direção contrária e verificar se a bolha permaneceu calada. Se isto ocorrer, o quadrante está regulado e a verificação terminada. (4) Se a bolha não voltar ao centro, girar o botão do micrômetro e tentar calar a bolha. (5) Se for possível calar a bolha, a correção é positiva e assim determi- nada: (a) ler os números pretos da escala do micrômetro e dividir por dois. Esta é a correção do quadrante de nível (figura 9-1). 9-2/9-3
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    9-3 C6-86 Fig9-1.Correçãopositiva (b) registrar estacorreção na escala do micrômetro e elevar ou abaixar o tubo manualmente até centrar a bolha. (c)inverteraposiçãodoquadrante.Abolhadevepermanecercalada. Anotar a correção. Está terminada a verificação. (6) Se não for possível calar a bolha, a correção é negativa e assim determinada: (a) deslocar o braço radial uma graduação abaixo (-10 milésimos); (b)colocaroquadrantesobreasplacasdenivelamentoegirarobotão do micrômetro até calar a bolha; (c) ler os números na escala do micrômetro, somar 10 a esta leitura e dividir por dois (Fig 9-2); Fig 9-2. (d)registraresteresultadonaescaladomicrômetro(Fig9-3),colocar oquadrantesobreasplacasdenivelamentoeabaixaroulevantarotuboatécentrar a bolha; Fig 9-3. Escala do micrômetro 9-3
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    C6-86 9-4 (e)inverteraposiçãodoquadrante.Abolhadevepermanecercalada; (f) subtrair aleitura do micrômetro de 10. Esta é a correção do quadrante que deverá ser anotada (Fig 9-4). A verificação está terminada. Fig9-4.Correçãonegativa 9-4. NIVELAMENTODOSMUNHÕES a. Finalidade - Os munhões têm que ser nivelados para assegurar que os suportesdosequipamentosdecontroledetiroestejamparalelosaoeixodotubo. Existem dois processos: pelo fio de prumo e pelas linhas de referência. b. Nivelamento pelo fio de prumo. (1) Colocar dois barbantes nas linhas de fé existentes na boca do obuseiro, formando um retículo (Fig 9-5). Fig 9-5. Linhas de Fé (2) Instalar o disco de visada na câmara ou remover o percussor do mecanismodedisparo,utilizaroorifíciopararealizaravisadaaoinvésdeutilizar o disco. (3) Suspender o fio de prumo (3) em local de pouco ou nenhum vento a uma altura de sete metros, com o peso dentro de um recipiente de água (4) para estabilizá-lo(Fig 9-6).Aalturadofiodeprumovisapermitiraelevaçãodotuboaté 600 milésimos. (4) Posicionar o obuseiro de modo que a boca do tubo fique a 30 cm do fio de prumo (Fig 9-6). 9-3/9-4
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    9-5 C6-86 Fig 9-6. Fiode Prumo (5)Instalardoismacacoshidráulicos(capacidadede10Tonousuperior) àfrentedaviatura,umàesquerdaeoutroàdireita,utilizandoumblocodemadeira entre o macaco e o solo (Fig 9-7). Fig9-7.Nivelamento(Frente) (6)Instalaroutromacacoàretaguardaeaocentrodaviatura(figura9-8). Fig9-8.Nivelamento(Retaguarda) (7) Colocar, manualmente, o tubo a zero. (8) Olhando pelo disco de visada, deslocar, manualmente, o tubo em direção,atéqueocruzamentodoretículodaslinhasdeféestejasobreofiodeprumo. 9-4
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    C6-86 9-6 OBSERVAÇÃO: Se otubo tiver que ser movimentado mais que 100 milésimos à esquerda ou à direita, reposicionar o obuseiro ou o fio de prumo. (9)Agindonosmacacoscolocadosàfrentedaviatura,fazeronivelamento dos munhões, até que o retículo central da linha de fé (6) coincida com o do fio de prumo (3) (Fig 9-9). Fig 9-9. Alinhamento do Fio de Prumo (10) Registrar 100 milésimos no quadrante de elevação M15 e elevar o tubo manualmente até calar a bolha do nível longitudinal. (11)Olhandopelodiscodevisada,verificarsenãohouvedesalinhamento doretículo. (12)Continuarelevandootubode100em100milésimosatéatingir600 milésimos, verificando o alinhamento do retículo com o fio de prumo. (13)Abaixarlentamenteotuboobservandooalinhamentodoretículocom o fio de prumo. Se o alinhamento for mantido, o obuseiro estará nivelado. (14)Sehouverdesalinhamento,repetirasoperaçõesapartirdoitem(10), sem mexer no macaco. Se a constância do alinhamento não for mantida, comunicar o pessoal de manutenção da unidade. c. Nivelamento pelas linhas de referência OBSERVAÇÃO: Este processo só poderá ser utilizado se o quadrante de elevação já estiver com as linhas de referência previamente marcadas (Ver parágrafo9-6) (1) Posicionar o obuseiro em um local plano e firme. (2) Fazer a coincidência das linhas de referência (1) e (2) do quadrante de elevação M15 (Fig 9-10). Fig 9-10. Quadrante M15 9-4
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    9-7 C6-86 (3)Registrarzeromilésimonoquadrantedeelevaçãoecalarabolhado nívellongitudinal,movimentandomanualmenteotuboemelevação. (4) Deslocar devagaro tubo em direção pelo comando manual até calar a bolha do nível transversal do quadrante M15. (5)Centrarnovamenteabolhadonívellongitudinal,elevandoouabaixan- do, manualmente, o tubo. (6) Verificar o nível transversal. Se a bolha estiver calada, os munhões estão nivelados. Se não, desloque em direção o tubo até calar a bolha. Os munhõesestarãonivelados. 9-5. NIVELAMENTOLONGITUDINALDOTUBO a. Devido ao seu grande comprimento, há uma diferença entre a elevação medidanabocadotuboenoblocodaculatra.Paracompensá-la,introduz-seum valor chamado correção embutida. O valor desta correção vem estampado no bloco da culatra dos obuseiros e deve ser do conhecimento do chefe de peça e estaranotadonolivroregistrodapeça.Casoacorreçãoembutidanãotenhasido registrada, ela poderá ser determinada da seguinte forma: (1)Colocarumquadrantedenívelverificadosobreaplacadenivelamento nabocadotubo.Ovalorregistradonoquadranteéodesuacorreçãopreviamente medida. (2) Calar a bolha do quadrante, elevando ou abaixando manualmente o tubo. O tubo ficará nivelado. (3)Retiraroquadranteecolocá-losobreaplacadenivelamentodobloco da culatra. Centrar a bolha do quadrante agindo no micrômetro. (4) A leitura no micrômetro menos a correção do quadrante será o valor da correção embutida. Por exemplo: - Leitura no bloco da culatra: + 1,9’’’ - Correção do quadrante: - 0,4’’’ - Correção embutida: +1,9 - (-0,4) = +2,3’’’. b. Nivelamento longitudinal do tubo. (1) Em um quadrante de nível verificado, registrar o valor da correção embutida.Seoquadrantepossuircorreção,adicioná-laousubtraí-ladacorreção embutida. (2) Colocar o quadrante de nível sobre a placa niveladora do bloco da culatra e calar a bolha elevando ou abaixando o tubo manualmente. (3)Otuboestarániveladolongitudinalmente. 9-6. LINHASDEREFERÊNCIA a. As linhas de referência servem para indicar a posição onde os suportes dosequipamentosdecontroledetiroestãoparaleloscomoeixodotubo.Devem ser marcadas após o nivelamento dos munhões. b.Comuminstrumentoafiado,fazeramarcaçãonoslocaisapropriados(ver na sequência) e pintar com uma cor contrastante com a pintura do equipamento 9-4/9-6
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    C6-86 9-8 parafácilidentificação.Terocuidadodemarcarsomenteapinturadoequipamen- to, não atingindoa parte metálica. c. Linhas de referência no quadrante de elevação M15 (1) Coloque os registradores de elevação e de correção em zero milésimo. (2)Calarabolhadoníveltransversalpelobotãodenivelamentoeadonível longitudinal,agindomanualmentenotubo. (3)Fazerumalinhadereferência(8)noeixodoquadrantedeelevação(9) napartefrontal(figura9-11). (4)Fazeroutralinhadereferência(10)nobotãodenivelamentolongitu- dinal(5)(figura9-11). Fig 9-11. Linhas de Referência d. Linhas de referência no suporte M145 (1) Nivelar o tubo como descrito no parágrafo 9-5. (2) Calar as bolhas dos níveis longitudinal e transversal. (3) Fazer uma linha de referência no botão de nivelamento longitudinal (10) e seu suporte (11) (figura 9-12). (4)Fazeroutralinhanapartefrontaldobraçofixodosuporte(4)eobraço móvel(5)(figura9-12). (5)Alinharoíndice(2)dobotãodenivelamentotransversal(1)comodo seu alojamento (3) soltando os dois parafusos do botão de nivelamento e deslocando o índice. Apertar os parafusos (figura 9-12). (6)Retiraralunetapanorâmicaefazerumalinhadereferêncianocorpo dosuporteM145(9)eseualojamento(8).Instalealunetanovamente(figura9-12). 9-6
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    9-9 C6-86 Fig 9-12. SuporteM 145 9-7. VERIFICAÇÃO E AJUSTAGEM DO APARELHO DE PONTARIA a. Finalidade - Verificar o alinhamento dos eixos óticos da luneta panorâmicaM117edalunetacotoveloM118,afimdetorná-losparalelosaoeixo dotubo,tantoemderivacomoemelevação.Existemtrêsprocessos:peloalvode retificação, pelo ponto afastado e pelo dispositivo de alinhamento M140. Serão abordados neste parágrafo os dois primeiros processos. b. Antes de realizar o tiro, deve-se proceder a verificação do aparelho de pontaria, independentemente de já se ter cumprido a periodicidade descrita na letra c. do parágrafo 9-1. c. Medidas preliminares (1) A inclinação do obuseiro não pode ser maior que 90 milésimos; (2) Abrir a culatra e colocar o disco de visada; (3)Colocarosbarbantesnaslinhasdefé,formandoumretículonaboca do tubo; (4) Instalar a luneta M117 e M118; (5)Utilizarumquadrantedenívelverificadoparanivelarosmunhõescomo se segue: (a)Registrarnoquadrantedenívelacorreçãoobtidanotestedeponta a ponta. (b) Colocar o quadrante transversalmente sobre o bloco da culatra (c)Deslocarotuboemdireçãoatécalarabolhadoquadrantedenível (somente para o processo do alvo de retificação). 9-6/9-7
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    C6-86 9-10 (6)Nivelarotubocomelevaçãozero(parágrafo9-5) (7)CalarasbolhasdosníveistransversalelongitudinaldosuporteM145. d. Processo doalvo de retificação (1) Realizar as medidas preliminares: (2) Preparar o alvo de retificação como se segue: (a) montar o alvo em uma cartolina e prendê-lo a um quadro de pedestal regulável em altura. Um fio de prumo passando pelo diagrama central servirá para nivelar o alvo de retificação. A Fig 9-13 apresenta as medidas em polegadasparaconfeccionarosdiagramas. Fig 9-13. Alvo de Retificação (b) para utilização à noite, fazer um orifício de 1/16 polegadas no centrodecadadiagramaecobrircompano.Umalanternapresaatrásdoalvode retificação dará a iluminação do alvo para a realização da pontaria. (3) Instalar o alvo de retificação a 50m à frente da peça, no mínimo. (4) Sem mover o tubo, alinhar o diagrama central do alvo com o retículo das linhas de fé, olhando pelo disco de visada. Manter a cobertura da luneta perpendicularàlinhadevisada. (5)Alinharoretículodalunetapanorâmicacomodiagramaesquerdodo alvo, agindo no botão de derivas (1) e de elevação (2) (Fig 9-14). (6) Verificar se o retículo das linhas de fé está coincidente com o do alvo e se as bolhas dos níveis longitudinal e transversal do suporte da luneta estão caladas. (7) O registro de derivas (4) deve estar em 3200 milésimos. Caso não esteja, remover a cobertura (5) do parafuso de ajustagem e, com uma chave de fenda, girar até que a leitura de deriva seja 3200 milésimos (Fig 9-14). 9-7
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    9-11 C6-86 Fig 9-14. SuporteM 145 (8) Alinhar o retículo da luneta cotovelo com o diagrama direito do alvo, agindo no botão de deriva (6) e de elevação (7) do suporte M146 (figura 9-15). (9)Deslocarasescalasmóveisdosuportedaluneta(8)e(9)atémarcar 4 milésimos em elevação e 4 milésimos em deriva (figura 9-15). Não mexer nos botões de elevação e deriva. Deslocar somente as escalas móveis. Fig 9-15. Suporte M 146 (10) Está pronta a verificação e ajustagem do aparelho de pontaria. e. Processo do ponto afastado. (1) Selecionar um ponto nítido afastado de, no mínimo, 1500 m. (2) Realizar as medidas preliminares. (3) Visando através do disco de visada ou do orifício do mecanismo de 9-7
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    C6-86 9-12 disparo, deslocar otubo até coincidir o retículo das linhas de fé com o canto esquerdo superior do ponto afastado (parte central da figura 9-16). (4)AjustaraslunetasM117eM118conformedescritonositens(6)a(9) da letra anterior até obter a visada apresentada na figura 9-16. Fig 9-16. Visadas no ponto afastado ARTIGO II VERIFICAÇÕESDOSEQUIPAMENTOSDECONTROLEDETIRO 9-8. INTRODUÇÃO a. Após executar as medidas preliminares, são realizadas as verificações aseguirdescritas,parasecertificardoperfeitofuncionamentodosinstrumentos. OBSERVAÇÃO: Se após cada verificação for observado erro fora da tolerância estabelecida, notificar o pessoal de manutenção da unidade. A guarniçãodapeçanãoestáautorizadaarealizaramanutençãodosequipamentos de controle de tiro. 9-9. REGISTRADORDEDERIVAS a. Executar os seguintes procedimentos: (1)calarasbolhasdosníveistransversalelongitudinaldosuporteM145; (2) colocar o registrador de correções em zero; (3) fazer a referência em um ponto afastado a mais de 50m da peça. Se o ponto afastado estiver a menos de 50m, utilizar o protetor de paralaxe; (4) verificar a leitura no registrador de derivas. Pressionar o botão do registrador reajustável e colocar em 3200 milésimos; (5)girarobotãodederivasnosentidohorárioatécompletarduasvoltas, retornandoareferêncianopontoafastado. OBSERVAÇÃO: Girar sempre no sentido horário. Se passar do ponto afastado, voltar 50 milésimos e prosseguir no sentido horário até coincidir com o pontoafastado.Esteprocedimentoevitaerrosprovocadospelafolgadomecanis- mo. 9-7/9-9
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    9-13 C6-86 b. verificar oseguinte: (1) a leitura no registrador de derivas não deve diferir de 1 milésimo da anterior; (2) a leitura no registrador reajustável deve ser de 6000 milésimos, com tolerância de 1 (um) milésimo; e (3) o registrador de correção deve ainda marcar zero. 9-10. REGISTRADORDECORREÇÕES Executar os seguintes procedimentos: a. executar os passos (1) ao (4) da letra a. do parágrafo 9-9; b. inserir uma correção de Es 10 no registrador de correções; c. verificar o seguinte: (1) a linha de visada deve permanecer no ponto de referência; (2) a leitura no registrador de derivas não pode diferir de 0,25 milésimos da anterior; e (3) a leitura no registrador reajustável deve ter se alterado de 10 milésimos. d. Repetir os passos (2) e (3) acima com as correções de 20, 30 e 40 milésimos; e. Repetir os passos (2) ao (4), agora com correções à direita. 9-11. SUPORTEM145M1 OBSERVAÇÃO: Para a realização desta verificação, os munhões devem estarperfeitamentenivelados.Verificaronivelamentodosmunhõesnovamente. Executar os seguintes procedimentos: a.executarospassos(1)ao(4)daletraa.doparágrafo9-9,tendoocuidado de não movimentar o tubo em direção e lendo a deriva com precisão de 0,25 milésimos; b. elevar o tubo a 400 milésimos. Calar as bolhas novamente e realinhar o retículocomopontoafastadoagindonobotãodederivas.Aleituranoregistrador de derivas não deve diferir de 1 (um) milésimo da leitura anterior; c. elevar o tubo a 900 milésimos. Calar as bolhas novamente e realinhar o retículocomopontoafastadoagindonobotãodederivas.Aleituranoregistrador de derivas não deve diferir de 2 (dois) milésimos da primeira leitura realizada. 9-12. QUADRANTEDEELEVAÇÃOM15EQUADRANTEAUXILIAR Executar os seguintes procedimentos (Fig 9-17): a.calarabolhadoníveltransversal(2)agindonobotãodenivelamento(1); 9-9/9-12
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    C6-86 9-14 b. colocar oregistrador de correções (4) em zero; c. girar o botão de elevação (5) até calar a bolha do nível longitudinal (6); d.verificar a leitura no registrador de elevação(7).Deveestarentre9999 (-1 milésimo de elevação) e 0001 (+1 milésimo de elevação); e. colocar o quadrante de nível verificado com a correção registrada sobre o suporte do quadrante de elevação (8). Não introduzir a correção embutida; f. calar a bolha do quadrante de nível (10) agindo no botão do micrômetro; g.aleituranãodevediferirmaisque0,5milésimosparamaisouparamenos; Fig9-17.NivelamentodoQuadranteM15 h.nosuporteM145(Fig9-18),girarobotãodenivelamento(11)paracalar a bolha do nível transversal (12). Girar o botão de nivelamento (18) para calar a bolhadonívellongitudinal(19); i. girar o botão de correções (13) e colocar zero no registrador de correções(14); j. girar o botão de elevação (15) e calar a bolha do nível de elevação (16); l. verificar a leitura no registrador de elevação (17). Deve estar entre 9999 (-1 milésimo de elevação) e 0001 (+1 milésimo de elevação); 9-12
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    9-15 C6-86 Fig 9-18. Verificaçãodo Suporte M 145 m.calarabolhadoníveltransversaldoquadranteM15enivelarotubopelo quadrante de elevação com todos os registradores zerados; n. colocar o quadrante de nível sobre o suporte do quadrante M15 e calar a bolha agindo no botão do micrômetro. Anotar esta leitura; o. inserir uma correção de +5 milésimos no registrador de correções (14) do quadrante auxiliar (Fig 9-18); p.verificaraleituradoregistradordeelevação(17).Eladeveestaralterada de +5 milésimos; q. girar o botão de elevação até o registrador de elevação marcar zero; r. calar a bolha do nível de elevação elevando ou abaixando o tubo; s.registrarnoquadrantedenívelovalorencontradonoitem(12)acimamais os 5 milésimos introduzidos como correção no quadrante auxiliar; t. colocar o quadrante de nível sobre o suporte do quadrante M15. A bolha deveráestarcalada; u. repetir os passos de (13 a (18) só que desta vez com uma correção de -5 milésimos; v. elevar o tubo a 400 milésimos pelo quadrante M15; x.registrar400milésimosmaisovalorencontradonoitem(12)noquadrante denível; z. colocar o quadrante de nível sobre o suporte do quadrante M15. A bolha deverá estar calada com uma variação admissível de ± 0,5 milésimo; aa. verificar a leitura no quadrante auxiliar. Deverá estar registrando 400 milésimos com uma variação admissível de ± 1 milésimo; e ab. repetir os passos (20) a (23), só que agora com a elevação 800 milésimos. 9-12
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    10-1 C6-86 CAPÍTULO 10 MANUTENÇÕES EINSPEÇÕES ARTIGO I INTRODUÇÃO 10-1. GENERALIDADES A manutenção orgânica e as inspeções sistemáticas são essenciais para assegurar que a guarnição do obuseiro esteja preparada para cumprir imediata- mente suas missões. Sua execução judiciosa evitará que uma falha inesperada ocorra num momento crítico, vindo a causar danos materiais ou pessoais. 10-2. REGISTROS Os registros históricos, de funcionamento e de manutenção, relativos ao obuseiro, são confeccionados e mantidos em ordem, conforme instruções contidas no livro de peça. As escalas de manutenção serão confeccionadas da mesma maneira que os demais armamentos. Para execução destas escalas utilizam-se as tabelas de manutenção. 10-3. MANUTENÇÃO As instruções detalhadas para a execução da manutenção do obuseiro serãoapresentadasemmanualtécnicoespecífico.Asinstruçõesdemanutenção para o chassi estão contidas nos respectivos manuais técnicos e Carta-Guia de Lubrificação. As atividades de manutenção apresentadas a seguir, bem como a Carta-GuiadeLubrificaçãodomaterial,deveserobservadaatéquesepubliquea documentaçãopertinente.
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    C6-86 10-2 10-4. ORIENTAÇÕESDEMANUTENÇÃO Antesdeapresentarostiposdemanutençãoserãoapresentadasalgumas orientaçõesrelevantesquantoàoperaçãodasVBCOAPM109A3,paraseevitar panes nosistema mecânico, elétrico ou hidráulico da referida viatura. a. Motomecanização (1) Antes de dar a partida, ligar sempre as bombas elétricas de combustível(chaveliga/desligasituadanopainel). (2)Não dar a partida com o sistema de comunicações ligado. (3)Não dar a partida por mais de 30 (trinta) segundos cada vez. (4) Para aquecer, ligar o motor e mantê-lo por 30 segundos em ponto morto, para circular o óleo lubrificante nas galerias do motor, depois , por 2 a 3 minutos , em 4ª marcha a 1200 RPM, freado. (5) Deslocar o veículo sempre com a torre travada e o tubo apoiado. (6) Não deixar faltar combustível, para que não haja superaquecimento dosbicos-bomba. (7) Não descer ladeiras em neutro. (8)Nãorebocarocarropormaisde400metrossemdesligarascruzetas da transmissão. (9)Semprequeforutilizarosistemadepreaquecimentodomotor,fazê- loacionandoocombustível(FlameHeater),eabobinadepreaquecimento(Flame Heater Máster), simultaneamente por três vezes. b. Armamento (1) Não utilizar o sistema hidráulico para elevar o tubo ou girar a torre estando o carro desligado. (2) Não utilizar o subsistema de carregamento automático com o carro desligado. (3)Somente deslocar o carro com o tubo preso ao seu suporte e a torre travada. (4)Apósaaberturadaculatra,afixaraalavancademanobraaoseuretém. (5) Não se posicionar à frente da culatra quando for realizar o seu fechamento. (6) Executar o giro em 360º com elevação máxima somente com os bancos da tripulação rebatidos. (7)Quandogiraratorre,evitarqueasmangueirasdosistemahidráulico estejam soltas. (8) Não utilizar o sistema hidráulico da torre, sem que o nível de óleo hidráulico esteja completo. (9) Não elevar o tubo sem antes verificar se a mesa de carregamento encontra-serecolhidaetravada. 10-4
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    10-3 C6-86 ARTIGO II TABELASDEMANUTENÇÃO 10-5. GENERALIDADES a.A fim de garantir o melhor aproveitamento das potencialidades da VBCOAP, juntamente com o máximo de segurança, foram confeccionadas algumas tabelas especificando a manutenção a ser realizada, assim como, sua periodicidade. b.Astabelasdemanutençãoforamconfeccionadasparahabilitarousuário a manter o equipamento em uma legítima condição mecânica e operacional. c. Elas apresentam as operações de manutenção necessárias e indicam a freqüência com que elas devem ser executadas. NOTA: Lubrificantes alternativos não devem ser usados sem consulta prévia aos escalões superiores de manutenção. O Anexo “D” contém informações sobre óleos, graxas e lubrificantes utilizados na manutenção da VBCOAP M 109 A3. d.Responsabilidades (1) O Cmt U é responsável pela adequada aplicação das instruções contidas nas tabelas de manutenção. Pode inclusive determinar que qualquer operação seja executada mais freqüentemente do que está especificado, se as condições, assim exigirem. (2) O CLF é o responsável por verificar a manutenção de sua LF. (3) O CP é o responsável por executar junto com a sua guarnição a manutenção de acordo com as tabelas de manutenção. Se existir dúvida a respeito da disponibilidade do obuseiro, o CP deve informar imediatamente ao CLF, o qual, se necessário, irá solicitar o apoio do escalão de manutenção competente. 10-6. TABELASDEMANUTENÇÃO a. Tabela I - Manutenção Semanal (1)Tremderolamento (a) Limpeza do trem de rolamento com água. (b) Cheque visual de todo o trem de rolamento. (c) Reaperto de todos os conectores externos e internos. (d)Correçãodaposiçãodosconectores(batercomamarretade5Kg). (e) Verificação do estado geral dos patins. (f) Verificação da tensão das lagartas. (g) Reapertos dos parafusos das rodas de apoio e polias (tensora e motora). (h) Verificação do nível de óleo/graxa dos cubos de rodas. (i) Verificação das barras de torção. 10-5/10-6
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    C6-86 10-4 (j) Recompletamento dasgraxeiras dos braços das rodas de apoio. (k)Verificaçãodosamortecedores(temperatura). (l) Verificação do nível de óleo do redutor permanente e limpar seu parafusointernamente. (m) Movimentar a viatura cerca de 500 metros para que se mude de posição seus mancais e rolamentos. (2) Chassis (a) Retirada de todo o equipamento preso ao chassi. (b) Limpar todo o chassi externamente com água e sabão. (c) Secar todo o chassi. (d) Lubrificação de todas as dobradiças do chassi. (e) Retirada das pontas e mossas das pás das conteiras com uma lima. (f) Reapertar todos os parafusos da blindagem. (g) Lubrificação dos pinos das tampas do combustível e radiador. (h) Limpeza e lubrificação das janelas dos periscópios e verificação dasborrachas. (i)Chequedetodasascorreiasparafixaçãodoequipamentonocarro. (j) Lubrificação das molas do dispositivo de amarração do tubo e recompletarsuasgraxeiras. (k) Desmontar, limpar e lubrificar os engates para cabo de aço (2 à frente e 2 à retaguarda). (l) Limpar e engraxar o engate para o reboque (retaguarda). (3)Motor (a)Reapertarelubrificaropinodahastedesustentaçãodatampado motor. (b)Reapertarosparafusosdasbraçadeirasdomotoretransmissão. (c) Reaperto dos parafusos das cruzetas da transmissão. (d) Recompletar as graxeiras das cruzetas. (e) Reaperto dos parafusos existentes entre as cruzetas e a trans- missão. (f)Verificarsechegaaomotoroacionamentodosfreios,acelerador, câmbioevolante. (g) Lubrificar o cabo estrangulador do motor. (h) Verificar o funcionamento dos ventiladores do motor. (i) Verificação dos contatos dos cabos de eletricidade da caixa niveladora. (j) Drenar durante 2 minutos os filtros primário e secundário até sair diesel livre de impurezas e água. (k) Verificar o nível de óleo do motor e da caixa e recompletar se for o caso. (l) Verificar o nível de água e se há vazamentos no radiador ou em algumamangueira. (m) Limpar os filtros de ar (de dentro para fora). (n) Verificação visual de todos os cabos elétricos do motor. (4) Cabine do motorista e compartimento das baterias (a) Abrir o orifício de drenagem sob a cabine do motorista. 10-6
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    10-5 C6-86 (b) Lavar acabine do motorista com água e sabão. (c) Fechar o orifício de drenagem. (d) Lubrificar as três alavancas da escotilha do motorista. (e)Lubrificareengraxarosuportedoassentodomotoristaeseueixo. (f) Verificar se os cabos das baterias estão fixos. (g)Verificaroníveldeáguadasbateriaserecompletar,seforocaso. (h) Verificar as tampas das baterias (entupimento). (i) Abrir e limpar a tomada da partida auxiliar. (5) Painel do motorista (a) Ligar a chave geral e verificar o funcionamento da sua lâmpada indicadora. (b) Verificar a carga da bateria no seu relógio no painel. (c)Empurraralâmpadadoníveldeáguaeverificarseufuncionamento. (d) Verificar se o relógio indicador do combustível está além do máximo ou aquém do mínimo (problema na bóia). (e) Verificar se todos os demais relógios estão marcando zero. (f) Verificar se a lâmpada de alerta está acesa. (g) Testar o interruptor de partida a frio. (h)Testarocorretofuncionamento dabombaelétricadecombustível e sua lâmpada. (i) Testar as lâmpadas internas do painel. (j) Verificar o funcionamento dos faróis e lanternas. (k) Verificar o funcionamento das luzes internas da cabine do motorista. (l) Ligar o motor. (m) Verificar se a lâmpada de alerta apagou. (n) Verificar os índices dos relógios: 1) temperatura da água: 170º F a 185º F e 230º F no máximo; 2) pressão do óleo do motor: 30 a 50 psi a 1000 rpm, 50 a 70 psi a 2100 rpm e 70 psi no máximo; 3) temperatura do óleo da transmissão: 220º F a 240º F e 300º F no máximo 4)pressãodoóleodatransmissão:10psia1000rpm,18a45psi a 1835 até 1900 rpm; 5) marcador de carga da bateria na faixa verde. (o)Frearocarro,engatara4ªmarchaeaceleraraté1200rpmdurante 2 ou 3 minutos ou até a temperatura do motor chegar até 160° F e verificar se os índices continuam dentro dos intervalos acima. (p) Verificar o funcionamento da bomba de ar (interior da torre). (q) Antes de desligar o carro, manter o motor funcionando com a alavanca seletora de marchas em neutro a 1000 rpm até normalizar as tempera- turas do motor e da caixa. (r) Desligar o motor. (s) Testar o funcionamento da bomba de porão. (6)TuboeCulatra (a) Verificar o estado e limpar o freio de boca. (b) Limpar e lubrificar o tubo. 10-6
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    C6-86 10-6 (c) Desmontar elimpar a cabeça móvel. (d) Verificar o estado geral das partes da cabeça móvel. (e) Limpar a junta de vedação elástica com água e sabão. (f) Lubrificar e montar a cabeça móvel. (g) Limpar o canal de fogo. (h) Verificar a existência de ferrugem da culatra. (i) Lubrificar toda a culatra. (j) Verificar o correto fechamento da culatra (linhas coincidentes). (k) Desmontar o mecanismo de disparo e montá-lo. (l) Montar e verificar o funcionamento do mecanismo de disparo. (7) Sistema de recuo (a) Verificar se há vazamentos dos cilindros de freio de recuo. (b)Verificarseoscilindrosdefreioderecuoestãobemfixos(porcas etravas). (c) Verificar a pressão do sistema (21 a 24 PSI). (d) Verificar o afloramento dos pinos de nível de óleo do cilindro recuperador, na parte anterior e posterior (3 a 19 mm). (e) Verificar se há vazamento de óleo no cilindro recuperador e se a pressão de nitrogênio está entre 700 e 750 PSI. (f)Verificarsehávazamentodeóleonocilindroamortecedordevolta em bateria e nas conexões. (8) Sistema de giro (a) Verificar o funcionamento da trava da torre. (b) Verificar o funcionamento da trava do tubo. (c)Engraxaracremalheiraatravésdasgraxeirasexistentesnoanel datorre. (d) Verificar o nível de óleo do sistema de transmissão de giro. (e) Verificar se o sistema de transmissão de giro está bem fixo. (f)Executarumgirocompletonatorremanualmenteecomvelocida- de constante. (g) Executar novo giro com o sistema hidráulico. (h)Verificarsehávazamentosnosterminaiseconexõesdosistema de giro. (i) Limpar e engraxar o sistema. (9) Conjunto de Força do Sistema Hidráulico (a) Checar o nível de óleo na pressão zero. (b) Fazer o teste da pressão a zero 3 vezes para verificar a pressão do nitrogênio (500 a 550 PSI). (c) Ligar a chave geral do sistema hidráulico e verificar se a pressão varia a 1200 PSI. (d)Verificarseomotorelétricoéligadoa925PSIedesligadoa1200 PSI. (e) Após o funcionamento do motor, verificar se o nível de óleo está correto, nunca deixe o motor funcionar com o nível de óleo abaixo do indicado. (f) Verificar se existe vazamento. 10-6
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    10-7 C6-86 (10)Sistemadeelevação (a)Verificarseaelevaçãomanualestáelevandoeabaixandootubo em todo oseu curso com velocidade constante. (b) Verificar a elevação hidráulica da mesma forma. (c)Verificarseexistevazamentonocilindrodeelevaçãoounopistão. (d) Reapertar os parafusos do cilindro de elevação. (e) Engraxar o cilindro de elevação. (f) Verificar se o tubo eleva e abaixa com a mesma velocidade. (g) Verificar o funcionamento da capa do escudo, caso esteja emperrada, desmontar e engraxar o tubo, haste e mola do cilindro da capa do escudo para evitar que a esta venha a rasgar ao elevar e abaixar o tubo. (11)Carregadoratomático (a)Verificarsehávazamentonasmangueiraseconexõesdashastes do cilindro de carregamento. (b) Verificar o funcionamento da trava do carregador automático. (c) Verificar se as conexões da válvula de acionamento e da válvula de bloqueio estão bem fixas e sem vazamentos. (d) Limpar e lubrificar a calha de carregamento. (e)Limpareengraxarosuportedeapoiodocarregadorautomático. (f)Verificaracentragemdahastedocarregadorautomáticonointerior do tubo. (g) Reapertar parafusos do soquete exceto os de fixação do cilindro do soquete. (h)Engraxarahastedocarregadorautomáticoatravésdasgraxeiras. (i) Verificar o funcionamento do carregador automático. OBSERVAÇÃO: Não acionar totalmente a alavanca de acionamento do soquete hidráulico sem que a granada esteja na câmara. Para realizar o teste, acionargradualmenteaalavanca. (12)Equipamentoótico (a) Limpar todos os equipamentos óticos com pano seco, pincel e camurça. (b) Manutenir suportes e encaixes dos equipamentos. (c) Fazer a ajustagem dos aparelhos. (d) Checar os dispositivos de iluminação. (13)Torre (a) Verificar e lubrificar as dobradiças da torre. (b) Verificar as correias dos bancos. (c) Verificar as conexões e os lacres dos extintores de incêndio. (d) Verificar os extintores portáteis e seu lacre. (e)Verificarofuncionamentodoexaustor,ventiladoreaquecedorda torre. (f) Limpar com um pano seco os contatos elétricos do giro da torre sob a cremalheira. b. Tabela II - Manutenção mensal (1)Verificarnomecanismoderecuovariáveldotubosea670milésimosas engrenagens não estão separadas, se não há água ou sujeira nas engrenagens. 10-6
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    C6-86 10-8 Lubrificarasengrenagensdomecanismoemontarnovamente. (2) Verificar seapós retirar o parafuso da trava do eliminador de alma, a esfera de aço e a mola estão em seu alojamento. (3)Realizaralimpezacomqueroseneealubrificaçãodointeriordotubo e da culatra com ONLA. c. Tabela III - Manutenção Trimestral - Trocar os filtros de óleo do motor. d. Tabela IV - Manutenção Semestral (1) Trocar o óleo do motor. (2) Trocar o óleo da caixa de transmissão. (3) Trocar o óleo do redutor permanente. (4) Limpar o filtro de óleo da caixa de transmissão. (5) Limpar o respiro do redutor permanente. (6) Trocar os filtros de combustível primário e secundário. (7)Limparoreservatóriodecombustível. e. Tabela V - Manutenção Anual (1) Lubrificar com graxa antióxido o interior do tubo e os elementos componentesdaculatra,nosmesesdofinaledoiníciodoano,períodoesse,sem instrução com o obuseiro. (2) Realizar a limpeza do radiador e a troca da água e aditivo (64 litros de água para 12 litros de aditivo, este com características anticongelante e anticorrosivo a base de etileno glicol). f. Tabela VI - Manutenção de tubo e culatra (1) Antes do Tiro (a) Limpar e secar o tubo. (b) Limpar e passar uma leve camada de óleo na culatra. (c) Limpar e secar o aparelho obturador. (d) Verificar as condições da pasta obturadora. (2) Após o Tiro (a) Abrir o eliminador de alma antes de iniciar a limpeza do tubo (b) Limpar o tubo com uma mistura de água quente (80° C) e sabão neutro (10%), essa limpeza é necessária após o tiro para neutralizar a ação da pólvora. (c)Logoapós,limparcomumamisturadequeroseneeóleo(ONLA) a 10%. (d) Secar bem o tubo. (e) Lubrificar com ONLA. (f) Limpar e lubrificar o freio de boca. (g) Limpar e lubrificar a cabeça móvel da culatra. (h) Limpar a pasta obturadora com água quente e sabão neutro, nunca deixe que essa entre em contato com qualquer tipo de lubrificante. OBSERVAÇÃO: Após a execução das operações prescritas nas listas de manutenção o CP deverá informar ao CLF, quaisquer falhas ou alterações encontradas. 10-6
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    10-9 C6-86 ARTIGO III INSPEÇÕES 10-7. GENERALIDADES a.O CP deve inspecionar o seu material, diariamente. Se houver neces- sidadedereparosouajustagem,deveparticipar,imediatamente,talfatoaoCLF, que providenciará, então, as medidas necessárias. b.OCLF,acompanhadodomecânicodearmamento,deveprocederauma minuciosa inspeção nos obuseiros, equipamentos auxiliares, ferramentas e peças sobressalentes, pelo menos, uma vez por mês. c. Os Cmt Bia, de grupo e de escalões mais elevados devem realizar freqüentementeinspeçõesdecomandoparaverificaremseomaterialestásendo manutenido de acordo com os padrões e normas prescritas, no que concerne ao aspecto externo, condições de utilização e existência de todas as peças mecânicas e ópticas. 10-8. TIPOSDEINSPEÇÕES a.Antesdaoperação-realizadacomafinalidadedeverificarascondições de operação da peça. Consiste em: (1) Chefe de peça. (a) Verificar se o freio de boca está bem fixo e sem fissuras. (b) Verificar se o eliminador de alma está bem fixo e sem fissuras. (c) Verificar a alma do tubo com o calibrador. (d) Verificar se o bloco da culatra fecha normalmente e se há a coincidência das marcas brancas. (e) Verificar se a alavanca de manobra do bloco da culatra funciona normalmente. (f)Verificaracalibragemdosroletesdeaberturaautomática,senão estão quebrados ou empenados e se as canaletas da placa de abertura automática estão sem mossas e lubrificadas com graxa. (g) Verificar se, no mecanismo de disparo, o percussor não está quebrado e se a armadilha e o martelo estão em condições e fazer o teste de disparo no mecanismo. (h) Verificar se o canal de fogo está desobstruído. (i)Verificarseosanéispartidosdaculatraestãodefasadosde180º. (j) Verificar o nível de óleo no conjunto de força da torre e se o manômetro está marcando entre 925 e 1225 PSI, quando em funcionamento. (k)Verificarapressãodonitrogênionoconjuntodeforçaquedeverá estar entre 500 e 550 PSI nas três vezes que zerar. (l) Verificar se a pressão do recompletador está entre 21 e 24 PSI. (m) Verificar se a tubulação de óleo e junções do freio de recuo não apresenta vazamentos (máximo de 5 gotas em 3 minutos). 10-7/10-8
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    C6-86 10-10 (n) Verificar seos sistemas de giro hidráulico e manual funcionam. (o) Verificar o nível de óleo do reservatório do sistema de giro. (p)Verificarofuncionamentodachaveelétricadasolenóide.Acionar a chave nº 2 e verificar se o comando dos controles passa do manual para hidráulico. Acionar a chave nº 3 e verificar se o controle de elevação passa do principal para o auxiliar (esquerda p/ a direita). (q) Verificar o funcionamento da trava da torre. (r)Verificarseosistemadebalançoestáequilibrado,ouseja,separa elevarouabaixarotubooesforçoeavelocidadesãoasmesmas,tantonomanual quantonohidráulico. (s) Verificar se a pressão no acumulador primário do sistema de balanço está em 900 PSI. (t) Verificar se a pressão no acumulador do comando manual do sistema de balanço está entre 75 e 90 PSI. (u) Verificar se a pressão no acumulador secundário do sistema de balanço está em 1500 PSI. (v) Verificar se não há nenhum vazamento ou peças quebradas no carregador automático e fazer um teste de acionamento para a verificação do funcionamento. (x) Verificar se a mesa de carregamento do soquete hidráulico permanecetravadaquandorecolhida. (z) Verificar a regulagem da válvula de bloqueio do carregador automático. (aa) Verificar se os pinos do recuperador estão entre 3 e 19 mm. Se estiver acima de 19 mm, recompletar de óleo; se estiver abaixo de 3 mm, drene o óleo. (ab) Verificar se a pressão de nitrogênio do recuperador está entre 700 a 750 PSI. (ac) Verificar se todos os instrumentos óticos estão sem fungos ou danificados. (ad) Executar o exercitamento do mecanismo de recuo por 3 vezes, no mínimo, e verificar: se não há vazamentos, funcionamento do mecanismo de aberturadaculatraeseavoltaembateriaocorreusemsolavancosetotalmente. (2)Motorista (a) Verificar ao redor do veículo se não há falta de algum item ou vazamentos. (b) Verificar se não está faltando alguma tampa de drenagem do conjunto de força e do fundo da viatura. (c) Verificar se a borboleta de acionamento do extintor de incêndio externo está em seu alojamento e com o lacre. (d) Verificar se a borboleta de acionamento do extintor de incêndio interno está em seu alojamento e com o lacre. (e) Verificar se o nível do radiador está cheio, se necessário, recompletaronível. (f) Verificar se a trava do tubo está trancada e sem alteração. (g) Realizar a drenagem dos filtros de combustível primário e secundário para a retirada de água. 10-8
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    10-11 C6-86 (h)Verificaroníveldeóleodacaixadetransmissão,deveestardentro damarca“operatingrange”. (i) Verificar onível de óleo do motor, deve estar entre a marca “L” e a “F” na vareta de inspeção. (j) Ligar o motor e executar os procedimentos de aquecimento e verificarosprocedimentosdopainel. (k) Verificar se a lâmpada indicadora da chave geral em “on” está acesa. (l)Verificarseo“led”deavisodachavegeralapagaapós15segundos de funcionamento do motor. (m) Verificar se a pressão de óleo do motor está entre 30 e 70 PSI em ponto morto (30 PSI a 1000 RPM). (n) Verificar se a temperatura do motor está entre 160º F e 185º F. (o) Verificar se a temperatura do óleo da caixa de transmissão está entre 220º F e 300º F. (p)Verificarseapressãodoóleodacaixadetransmissãoestáentre 10 e 45 PSI. (q) Verificar se a carga da bateria está no verde. (r)Verificarseoindicadordecombustíveldosdoisreservatóriosestá funcionando. (s) Verificar se o freio da viatura está funcionando conforme especificação. (t) Verificar se o freio de estacionamento funciona. (u) Verificar se o volante fica duro ou frouxo quando se gira para a direitaouesquerda. b.Duranteaoperação-temporfinalidadeverificarqualquerdesempenho anormal no funcionamento dos sistemas. Consiste em: (1) Chefe de peça (a)Verificarseospinosdorecuperadorestãoentre3e19mm.Caso necessário, drene ou recomplete de óleo. (b) Verificar se a pressão do recompletador está entre 21 e 50 psi. Caso necessário, drene ou recomplete de óleo. (2)Motorista (a) Verificar ruídos ou vibrações estranhas no conjunto de força. (b) Verificar, no painel do motorista, se algum instrumento está marcandoalgumparâmetroanormal. c.Apósaoperação-temporfinalidadelocalizarqualquerdanooudeficiência nofuncionamentoemdecorrênciadaoperaçãorealizada.Consisteem: (1) Chefe de peça (a) Verificar se o freio de boca está bem fixo e sem fissuras. (b) Verificar se o eliminador de alma está bem fixo e sem fissuras. (c)Verificarseoblocodaculatraestásemfissurasoufaltandopeças. (d) Verificar se os instrumentos óticos estão limpos , sem fungos ou comcondensação. (e) Verificar se as conteiras estão sem alterações e não estão faltandopeças. 10-8
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    C6-86 10-12 (2)Motorista (a) Verificar sehá alguma alteração na trava do tubo. (b) Verificar se as porcas da polia motora e das rodas de apoio não estãofrouxas. (c)Verificarseaborrachadasrodasdeapoionãoapresentanenhuma alteração. (d) Verificar se não há nenhuma alteração no trem de rolamento. (e) Realizar a drenagem dos filtros de combustível primário e secundário para a retirada de água. (f) Verificar o nível de óleo da caixa de transmissão. (g) Verificar o nível de óleo do motor 20 min após desligar a viatura. (h) Verificar as barras de torção. OBSERVAÇÃO: As instruções detalhadas para a inspeção da VBCOAP M109 A3, encontram-se no T 9 - 2350 - 217 - 10. 10-8
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    11-1 C6-86 CAPÍTULO 11 TÉCNICAS ESITUAÇÕES QUE REQUEREM ATENÇÃO ESPECIAL ARTIGO I INCIDENTEDETIRO 11-1. GENERALIDADES a. Incidente de tiro é uma falha na execução do tiro. Pode ocasionar sérios danosàguarniçãoeaomaterial.Cabeaochefedepeça,certificar-sedequetodas as precauções para a realização do tiro tenham sido tomadas, particularmente quantoaoestadodamuniçãoutilizadaeacorretarelaçãoentreseuscomponen- tes. b. As alterações descritas neste artigo raramente ocorrerão quando for utilizadosomenteamuniçãoautorizadaeoobuseiroforcorretamentemanutenido e operado. Porém, para evitar danos ao material e pessoal, necessário se faz compreender como ocorre uma falha e o que deve ser feito para saná-la . c. Dois aspectos devem ser do conhecimento do chefe de peça: (1) somente utilizar a carga 1 em situação de emergência em combate. Seu uso pode provocar a retenção do projetil no tubo. (2) não ultrapassar a cadência máxima de tiro permitida. Caso seja excedida,poderáocorreradeflagraçãoespontâneadacargadeprojeção1minuto apóscarregadooobuseiro. OBSERVAÇÃO: quando forem realizados disparos combinados utilizando-se a carga 8 e qualquer outra, considerar a cadência máxima permitida para a carga 8.
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    C6-86 11-2 11-2. DEFINIÇÕES a.Tubofrio-Qualquertuboquetenhaounãoexcedidoacadênciamáxima detiroequenãofaçaferverouevaporarumcotonetemolhadocolocadonaparte anteriordacâmaradecarregamento. b. Tuboquente - Qualquer tubo que tenha excedido a cadência máxima de tiro ou que faça ferver ou evaporar um cotonete molhado colocado na parte anteriordacâmaradecarregamento. c.Deflagraçãoprematura-Éaqueimaespontâneadacargadeprojeção ou da estopilha quando a arma está superaquecida. d. Deflagração retardada - É um retardo no funcionamento da estopilha ou na queima da carga de projeção. Esse retardo pode variar de uma fração de segundos até 10 minutos. e. Nega - É a não realização do tiro após ser acionado o mecanismo de disparo. Pode ser ocasionada por defeito na estopilha, na carga de projeção ou domecanismodedisparo.Devesersempreconsideradacomoumadeflagração retardada até que se determine as causas do problema. f.Retenção-Équandoagranadaficaalojadanotuboapósofuncionamento normal da ignição e combustão da carga de projeção. Os gases formados pela queima ficam presos na câmara. A retenção pode ocorrer quando se utiliza a carga 1. 11-3. PROCEDIMENTOS EM CASO DE NEGA a. Tubo frio (1) Acionar o mecanismo de disparo mais duas vezes. OBSERVAÇÃO:Consideraranegacomoumadeflagraçãoretardada. Não ficar exposto às partes recuantes do obuseiro. Ao retirar a estopilha expor somente a mão e o braço de modo a evitar danos em caso de uma deflagração. (2)Casonãoocorraodisparo,evacuartodaaguarnição,permanecendo somente o chefe de peça e o C2. Aguardar 2 (dois) minutos e retirar a estopilha. (3) Verificar se a estopilha foi iniciada. (4)Casoaestopilhatenhasidoiniciada,esperar8(oito)minutos(tempo dequeimadacargadeprojeção),abriraculatraeverificaraorigemdoproblema: (a) se for carga defeituosa, substituir a carga; (b) se for carga invertida e não estando queimada, corrigir a sua posição; e (c) se for canal de fogo sujo, limpá-lo. Ao final de quaisquer das correções supracitadas trocar a estopilha e reiniciar o tiro. (5) Caso a estopilha não tenha sido iniciada, verificar se ela foi ou não percutida.Casopositivo,trocaraestopilhaereiniciarotiro.Casonegativo,trocar o mecanismo de disparo, recolocar a mesma estopilha e reiniciar o tiro. 11-2/11-3
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    11-3 C6-86 b. Tubo quente (1)Proceder como descrito nos itens (1) e (2) da letra anterior. (2) Verificar se a estopilha foi iniciada. ATENÇÃO:NÃOABRAACULATRA! (3) Se a estopilha estiver iniciada, fechar o mecanismo de disparo e proceder conforme o item (5). (4) Se a estopilha não estiver iniciada, verificar se a mesma está ou não percutida:seestiverpercutida,substituirrapidamenteaestopilhaereiniciarotiro dentro de 5 minutos; se não estiver percutida, trocar o mecanismo de disparo, recolocar a estopilha e reiniciar o tiro dentro de 5 (cinco) minutos. (5) Caso não seja possível disparar a peça no intervalo de 5 (cinco) minutos,deve-seprocederdaseguinteforma: (a) evacuar todo o pessoal a uma distância segura; (b) esperar 2 (duas) horas; (c) remover a estopilha e a carga de projeção; (d)preencheroespaçodacâmaradecarregamentoentreoculoteda granadaeacabeçamóvelcompanosouestopasparaevitarochoquedoprojetil; (e) fechar a culatra; (f) prender o tubo no dispositivo de amarração; (g) deslocar a peça cuidadosamente para um local afastado de qualquer instalação, se necessário; e (h) solicitar a presença da equipe de manutenção para realizar o descarregamento da peça, ou a troca do tubo. OBSERVAÇÃO:Casoanegatenhaocorridoutilizando-seacarga1, deve-seatentarparaaocorrênciadaretenção.Asseguintesprecauçõesdevem ser tomadas, antes de qualquer procedimento: - abrir todas as escotilhas; - antes de retirar a estopilha, posicionar o tubo em elevação de modo que o canal de fogo esteja direcionado para a porta traseira da peça; - para retirar a estopilha posicionar-se do lado direito da culatra e retirar a estopilha com o cuidado de não ficar exposto ao canal de fogo; -casoaretençãosejaconfirmada(gasesexpelidospelocanalde fogo) e estando o tubo frio, carregar a peça com carga 4 ou maior e realizar o disparo a comando do CLF ou descarregar a peça. Se não houve retenção, proceder como descrito na letra a.; - caso a retenção ocorra com o tubo quente, proceder como descrito no item (5) da letra b. acima. 11-4. PROCEDIMENTOEMCASODEINTERRUPÇÃODOTIRO a. Tubo frio - Descarregar o obuseiro ou aguardar o reinício do tiro. No segundo caso, o cordel de disparo deve ser retirado para evitar um disparo acidental. b. Tubo quente - Disparar a arma ou descarregá-la dentro de 5 (cinco) minutos. Caso este tempo seja excedido, proceder como descrito nos itens (5) da letra b. do Parágrafo 11-3. 11-3/11-4
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    C6-86 11-4 11-5. DESCARREGAMENTODAPEÇA a. Odescarregamento da peça somente deve ser feito por ordem e sob a supervisão do CLF. Uma vez que a peça tenha sido carregada, ela deve ser disparada. Entretanto, poderão ocorrer situações em que seja necessário o descarregamento. OBSERVAÇÃO: Não utilizar o soquete de descarregamento com a granadaM712. b. Ao comando de “DESCARREGAR!”, a guarnição procede da seguinte forma: (1) o C2 desloca o mecanismo de disparo para a direita e retira a estopilha; (2) após isto, coloca o tubo a zero e abre a culatra; (3) o C3 remove a carga de projeção e a entrega ao C4; (4)oCPinspecionaosoquetededescarregamentoparacertificar-seque está livre de obstruções; (5) o C3 preenche a câmara de carregamento com panos ou estopa; (6) o C2 fecha a culatra; (7)oC4introduzosoquetepelabocadotuboatéque seencaixenaogiva da granada. A seguir, empurra o soquete e dá uma pequena pancada com um bloco de madeira, se for o caso, para desengrasar a granada; (8) o C2 abre a culatra; (9) o C3 retira os panos ou estopa ao mesmo tempo em que ampara a granada enquanto o C4 empurra-a para trás; e (10) o C4 auxiliado pelo C3 recondiciona a carga de projeção e o projetil parausofuturo. OBSERVAÇÃO:Durantetodaaoperaçãodedescarregamento,nunca ficar atrás do tubo. ARTIGO II PROCEDIMENTOSEMCASODEINCÊNDIO 11-6. GENERALIDADES a. A VBC OAP M109 A3 possui um extintor de incêndio fixo e um portátil destinados a combater princípios de incêndio no interior do compartimento do motoredaguarnição,respectivamente. b.Todoocuidadodevesertomadoparaimpedirqueofogoatinjaolocalonde são armazenadas as cargas de projeção. Caso isto ocorra, a guarnição deve abandonarrapidamenteapeçaeprocurarabrigo. 11-7. OPERAÇÃO DO EQUIPAMENTO DE COMBATE AO FOGO a.Extintordeincêndiofixo-Possuidoispunhosdeacionamento.Oexterno fica localizado à esquerda da escotilha do motorista (figura 11-1) e o interno 11-5/11-7
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    11-5 C6-86 localiza-se dentro docompartimento do motorista (figura 11-2). Quando é acionado,expeledióxidodecarbononointeriordocompartimentodomotorpara abafar o fogo. Proceder da forma descrita a seguir: (1)pararaviatura; (2) colocar a alavanca de mudanças em ponto morto; (3) fechar a entrada de combustível e colocar o interruptor principal em “OFF”; (4) acionar o punho externo ou interno de ativação; e (5) evacuar a guarnição do interior da cabine. Utilizar o extintor portátil para ajudar no combate ao incêndio. Areia, barro ou terra são também úteis no combate ao fogo. Fig 11-1. Punho externo de acionamento do extintor de incêndio fixo. Fig 11-2. Punho interno de acionamento do extintor de incêndio fixo. ATENÇÃO: O funcionamento do extintor de incêndio fixo é seriamente prejudicado com o motor em funcionamento e totalmente nulo quando o motor funciona acima de 1100 RPM. OBSERVAÇÃO: Não tentar funcionar o motor depois da extinção do incêndio até que o motivo que o ocasionou seja corrigido. b.Extintordeincêndioportátil-Carregadocomdióxidodecarbono,está localizado na parte da frente do piso da cabine (Fig 11-3). Proceder da forma descrita a seguir: (1)puxarotrinco(2)paraabrireremoveroextintor(1)deseualojamento; (2) romper o lacre e retirar o pino de segurança; e (3) apontar para a base do fogo o mais próximo que puder e acionar o gatilho. 11-7
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    C6-86 11-6 Fig 11-3. Extintorde incêndio portátil ARTIGO III UTILIZAÇÃODACONTEIRA 11-8. GENERALIDADES a. As conteiras foram incorporadas à VBC OAP M109 A3 para estabilizar o armamento em terreno solto, lamacento ou arenoso. Elas sempre deverão ser utilizadas quando se atirar nestes tipos de terreno. b.Qualquerquesejaacargadeprojeçãoutilizada,nãohánecessidadede se utilizar as conteiras quando se atirar sobre terreno firme. A determinação do uso das conteiras dependerá de ordem do Cmt Bia. c. A utilização das conteiras não impõem nenhuma restrição ao campo de tiro do obuseiro. Pode-se atirar em 6400’’’ com as conteiras colocadas, sem necessidadedemovimentaraviatura. 11-9. UTILIZAÇÃODASCONTEIRAS a. Cuidados (1) Afastar-se das conteiras. Seu peso -56 kg - pode causar sérios ferimentos. (2)Aportatraseiradacabinedeveestarfechadaantesdesoltaraconteira para não causar danos à bobina do telefone. (3)Certificar-sedoencaixedosmontantesnoseualojamentoparaevitar que a viatura caia para trás sobre as conteiras e as quebre. b. Colocação (1) O CP determina a colocação das conteiras. (2)OC1apertaopedalesquerdodatravadaconteira(1)enquantooC2 aperta o pedal direito (Fig 11-4). 11-7/11-9
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    11-7 C6-86 Fig 11-4. Pedalda trava da conteira (3)OC3soltaomontanteesquerdo(2),puxando-oparatrás,retiraopino de segurança (3), solta a trava de fixação da conteira (4) e abaixa a conteira no chão(Figura11-5). Fig11-5.Conteira (4) O C4 procede da mesma forma com a conteira da direita. (5) O CP manobra o motorista para trazer a viatura para trás até subir sobre as conteiras certificando-se de que o montante (2) se encaixe em seu alojamento(8)/(Fig11-6). (6) O motorista aciona o freio e desliga a viatura. 11-9
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    C6-86 11-8 Fig 11-6. Alojamentodo montante ATENÇÃO: Nunca manobrar a viatura com as conteiras colocadas. Caso seja preciso movimentar a peça, andar para a frente cerca de 30 m para depois recuarsobreasconteirasnovamente. c. Retirada (1) O CP manobra o motorista para trazer a viatura de ré contra as conteiras. (2) C1 e C2 soltam os montantes apertando os pedais da trava da conteira. (3)OCPmanobraagoraaviaturasuavementeparaafrenteatéliberaras conteiras. (4) C1 e C3 levantam a conteira esquerda, prendendo-a em sua trava e o C3 coloca o pino de segurança.. (5)C2eC4procedemdamesmaformadoladodireito.OC4colocaopino desegurança. 11-9
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    12-1 C6-86 CAPÍTULO12 TRANSPORTEDOMATERIAL ARTIGO I INTRODUÇÃO 12-1. GENERALIDADES a.Este capítulo tem por finalidade complementar os conhecimentos do C 55-1 TRANSPORTES MILITARES, o qual deve constituir-se em leitura obrigatóriaatodomilitarqueestiverenvolvido,sejacomoplanejadorouexecutan- te, nas operações de transporte de blindados. 12-2. PARTICULARIDADES a.Tiposdetransporte-Ostiposdetransportesqueseprestamàsviaturas blindadas são, o rodoviário, o aéreo, o ferroviário, o marítimo e o hidroviário. No entanto, normalmente utilizamos o transporte multimodal, ou seja, dois ou mais tipos de transportes na mesma operação. Por exemplo pode-se citar que dificilmenteseusaotransportemarítimoouhidroviárioisoladamente,poisapartir do porto ou para se chegar até ele, precisa-se de outro meio de transporte (transporterodoviárioouferroviário). b.Principaiscuidadosnotransporte-Portratar-sedeviaturaspesadas e envolver muitas vezes estruturas físicas e pessoal civil, neste tipo de operação duas fases são fundamentais: um planejamento detalhado e uma execução cuidadosa. (1) No planejamento deve-se, dentre outras coisas: (a) escolher o tipo de transporte a utilizar tomando por base as características de cada um deles; realizar os contatos necessários; (b) fazer reconhecimentos do itinenário e colher o máximo de informaçõessobreele;
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    C6-86 12-2 (c) tomar todosos cuidados com a segurança antes durante e após o deslocamento, nesta segurança incluem-se o balizamento correto, as amar- rações e demais cuidados específicos de cada tipo de transporte. (2) A execução nada mais é do que a colocação em prática do planejamentorealizado.Aboaexecuçãodependefundamentalmentedeumbom planejamento. Outro fator importante para uma boa execução é a unidade de comando,sejaqualforotipodetransporteutilizado.Valeressaltar,quedevidoao tamanho e peso das viaturas blindadas, quando vem a ocorrer algum tipo de acidentenormalmentedecorremvítimasfatais. ARTIGO II TRANSPORTERODOVIÁRIO 12-3. GENERALIDADES a. Devido a restrições de combustíveis e necessidade de se evitar ao máximoodesgastedomaterial,nãosedevedeslocarviaturassobrelagartaspor seus próprios meios, sob pena de desgastarmos os patins, sobrecarregar os motores e transmissões, além de danificar as estradas. b. O transporte rodoviário desenvolve-se, normalmente, em rodovias e, eventualmente, em distâncias relativamente curtas pode ser feito através do campo. É o meio normal para vencer espaços entre terminais, depósitos ou instalaçõesdiversas. c. É o processo racional para deslocamentos de menor amplitude e para o transporte de pequenos elementos na zona de combate. d. O transporte rodoviário é, normalmente, empregado no prolongamento dasferrovias;entretanto,écomumseuusoparaaduplicaçãodaquelas,visando melhorarseurendimento. 12-4. CARACTERÍSTICASGERAIS a. O transporte rodoviário caracteriza-se por: (1)apresentargrandeflexibilidade,comboaspossibilidadesdealterna- tivas, tanto nas vias como nos meios; (2)apresentarelevadocustooperacional,cujovalorcresceàproporção que se reduzem as condições técnicas das vias; (3)nãodependerdeterminais,podendorealizaraligaçãodireta“porta= a = porta”; (4)oferecerfacilidadedemobilizaçãodemeiosedepessoalespecializa- do; (5) permitir a fácil recuperação de suas vias e de seus meios; (6)sermenosvulnerávelàaçãoinimiga,proporcionandoboascondições de emprego na zona de combate; 12-2/12-4
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    12-3 C6-86 (7) sofrer ponderávelinfluência das condições climáticas, cuja ação produz efeitos negativos sobre as condições técnicas das vias e dos meios; (8) ter reduzida capacidade para o transporte de grandes massas; e (9)ternecessidadedeumreconhecimento,preferencialmentenoterreno, doitinerárioporondepassaráacarretacomaviatura,devidoaproblemascomoaltura na passagem em passarelas, túneis, fios de telefone e energia elétrica. Outro problemaéreconhecerseaspontesdoitineráriosuportamopesodaviaturaqueestá sendotransportada. b. Vantagens (1) Evita o desgaste desnecessário do material a ser transportado. (2) Possibilita o menor consumo de combustível, pois, as carretas são muito mais econômicas que a VBC. (3) Proporciona certo descanso à tropa. (4)LevarasVBCalocaisqueosoutrosmeios,marítimoeferroviário,são incapazes. c.Desvantagens (1) Os deslocamentos não podem ser feitos a grandes distâncias, sem paradas, devido ao cansaço dos motoristas. (2) Impossibilidade de transportar grandes quantidades de tropa e material devido a restrições quanto ao número de carretas. ARTIGO III TRANSPORTEAÉREO 12-5. CARACTERÍSTICASGERAIS As características dos transportes aeroviários são as seguintes: a. grande rapidez de deslocamento; b. número ilimitados de rotas para o mesmo ponto de destino; c. ausência de obstáculos terrestres intermediários; d. relativamente pequena capacidade de transporte em tonelagem e volumedecarga; e. dependência de aeroportos ou pistas de aterragem, das condições meteorológicas e do raio de ação das aeronaves; e f. vulnerabilidade aos ataques aéreos e ao fogo antiaéreo. 12-6. TRANSPORTEAÉREODEVIATURASBLINDADAS a. As viaturas deverão estar abastecidas com 3/4 de sua capacidade de combustível, tampa do tanque aliviada e bateria desconectada, com os bujões frouxosedesobstruídos. b.Osaviõesdeverãoserequipadoscompranchõesquandotransportando viaturasouequipamentosbélicos,deacordocomasTOrespectivasdasaeronave, respeitando os limites estruturais de piso da aeronave. 12-4/12-6
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    C6-86 12-4 c. As viaturasserão embarcadas nas pranchas e levadas para o Batalhão DOMPSA, onde serão colocadas em plataformas, ou pallets, e posteriormente embarcadas nas aeronaves, tracionadas pelo guincho bulldog, a cargo da Aeronáutica,ouserãolevadasdiretamenteparaasbasesaéreaseembarcadas realizando um pequeno deslocamento para o interior das aeronaves, sobre expansoresdeárea,colocadosnopisodasaeronaves,deacordocomcálculodo pesoconcentradorealizadopelaAeronáutica. d.NoBRASIL,oaerotransportedeviaturablindadasópodeserexecutadopela aeronave C - 130 (HÉRCULES) para as VBTP M113 - B, VBR EE 9 - CASCAVEL eVBTPEE11-URUTU,estaúltimacomaretiradadasuatorreparadiminuiraaltura. AVBCOAPM109A3nãopodeseraerotransportadadevidoasaeronavesbrasileiras terem,relativamente,pequenacapacidadedetransporteemtonelagem. ARTIGO IV TRANSPORTEFERROVIÁRIO 12-7. GENERALIDADES Otransporteferroviárioconstituiotransporteidealparagrandestonelagens a grandes distâncias, por seu rendimento. Podemos dizer que o correto aprovei- tamento da rede ferroviária dará maior poder às operações bélicas, posto que permite, mover, concentrar e apoiar as grandes massas dos exércitos de campanha, a grandes distâncias e com alto grau de rapidez. 12-8. CARACTERÍSTICAS a.Positivas: (1) pode transportar grandes quantidades de tropa e seu material orgânico a longas distâncias e com apreciável economia de tempo. Esta característica,porém,estácondicionadaaodesenvolvimentodaredeferroviária, à capacidade de tráfego das vias e à disponibilidade do material rodante; (2)proporcionargrandedescansoàtropatransportadaeevitarodesgaste domaterialorgânico.Nota-seque,notocanteaodescansoproporcionadoàtropa, é necessário que se tomem algumas medidas complementares, tais como: confortodosassentos,instalaçõessanitáriasadequadas,preparaçãodoslocais de paradas, etc. b. Negativas: (1)Asferroviassãoaltamentevulneráveis,emtodooseutrajeto,àsações do inimigo aéreo, aeroterrestre, guerrilheiros ou sabotadores, principalmente quando objetivam os seus pontos críticos e de reparação mais demorada, quais sejam: pontes, viadutos, entroncamentos, gares, oficinas, depósitos, etc...; isto exigirácertasmedidasdesegurança(defesaaérea,guardadospontossensíveis, emprego de trens blindados, etc). 12-6/12-8
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    12-5 C6-86 (2)arigidezdaslinhasconduzaitineráriosfixos,reduzindoaflexibilidade de emprego datropa nessa ou naquela direção. Para que não se perca a flexibilidadedeempregodatropa,torna-senecessáriaacombinaçãodotranspor- teferroviáriocomorodoviário. (3)otransporteferroviárioparaserbemexecutadonecessitademinuci- osoplanejamento,quedeveserestudadodesdeotempodepaz.Noplanejamento da construção de novas vias, deve ser considerada a missão estratégica das ferrovias, para que possam ser dotadas de grande capacidade de tráfego e para que suas direções favoreçam, sempre que possível, suas funções estratégicas. ARTIGO V TRANSPORTEMARÍTIMO 12-9. GENERALIDADES a.Asoperaçõesmilitarescomempregodetropasesuprimentospormodal marítimo são geralmente chamadas de Operações Anfíbias. b. O transporte marítimo é utilizado basicamente em duas situações bem distintas: (1) numa primeira situação a operação de transporte é parte integrante deumcontextotáticoeéapenasumafasedamanobradaMarinha.Normalmente olocaldedesembarqueéumaáreahostileseconstituiemobjetivodeconquista daforçanaval. (2)numasegundasituaçãootransporteconstitui-sedeumaoperaçãode cunho administrativo, sem um contexto tático definido e cujo único objetivo é realizar um transporte de um local para outro. Neste caso a possibilidade de contato com o inimigo é pouco provável ou inexistente, inclusive podendo ser realizadopornavioscivisadaptados. 12-10.CARACTERÍSTICASGERAIS a. O transporte marítimo tem como características gerais: (1) permite transporte a grandes distâncias; (2)realizatransportesintercontinentais; (3)necessitagrandecoordenação; (4) necessita embarcações próprias ou adaptadas; (5) permite descanso e conforto da tropa; (6) requer adaptação da tropa à vida embarcada; (7)embarqueedesembarquedemorados;e (8) necessita cooperação da Marinha. 12-8/12-10
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    C6-86 12-6 b. Vantagens (1)Permitetransporteagrandesdistâncias,inclusiveintercontinentais. (2) Permitedescanso e conforto da tropa. c.Desvantagens (1) Necessita grande coordenação e cooperação da Marinha. (2) Necessita embarcações próprias ou adaptadas. (3) Requer adaptação da tropa à vida embarcada. (3)Embarqueedesembarquedemorados. (5) Necessita integração com outros tipos de transporte. ARTIGO VI TRANSPORTEHIDROVIÁRIO 12-11.GENERALIDADES Possuiasmesmasgeneralidadesecaracterísticasdotransportemarítimo, diferindoapenasnoplanejamento,oqualirádependerdostiposdeembarcações, dos regimes pluviais e das condições de navegação do rios. 12-10/12-11
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    A-1 C6-86 ANEXO A PALAMENTA ACESSÓRIOSE FERRAMENTAL Oquadroabaixoapresentaanomenclaturaparaositensquenormalmente acompanham a VBC OAP M109 A3. ºN euqotsEºN oãçircseD oãçazilacoL 10 8140-202-5201 mocPCodahlitocsE 05.rtMarapetropus errotadroirepusetraP 20 4100-196-5001 05.rtmedetropuS errotadroirepusetraP 30 3464-433-0566 72MoipócsireP PCodahlitocseadalupúC 40 3472-905-0566 54MoipócsireP atsirotomodotnemitrapmoC 50 9154-918-0421 2A811MwoblEoipócseleT errotadroiretnI 60 0392-468-0421 ocimâronaPoipócseleT 2A711M errotadroiretnI 70 0392-468-0421 ocimâronaPoipócseleT 711M errotadroiretnI 80 2072-617-5001 odazepmiledavocsE ogofedlanac artalucadoãçnetunamedojotsE 90 3617-471-0118 augáedoãlaG errotadanretxeetraperoiretnI 01 8342-507-5648 41MoãçinumedojotsE errotadroiretnI 11 7304-505-5001 azepmiledetsaH artalucadoãçnetunamedojotsE 21 5606-660-0421 edotnop,1A1MrodamiloC otinifnionaicnerefer errotadroiretnI
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    C6-86 A-2 ºN euqotsEºN oãçircseDoãçazilacoL 31 3997-356-0921 saarapnolynedojotsE airatnopedsazilab )anretxe(errotadroirepusetraP 41 7573-855-5101 odoãvocsearapapaC obut errotadroiretnI 51 1506-042-0215 edsadorsadacnavalA oiopa errotadroirepusetraP 61 2399-701-0115 oifatrocetacilA artalucadoãçnetunamedojotsE 71 9708-722-0215 evahcarapoãsnetxE satnemarrefedaxiacadroiretnI 81 8587-202-0124 2OCoidnêcniedrotnitxE errotadroiretnI 91 6853-280-5201 rotartxE artalucadoãçnetunamedojotsE 02 4353-041-0115 g01edamiL artalucadoãçnetunamedojotsE 12 0690-292-5201 orapsidedomsinaceM 94M )artaluc(errotadroiretnI 22 0021-229-5456 1tiK º sorrocoS errotadroiretnI 32 6293-506-0215 snitapsodrotcenoC )anretxe(errotadroirepusetraP 42 1628-462-0326 anretnaL errotadroiretnI 52 6610-560-0157 seõçurtsniedlaunaM errotadroiretnI 62 1677-467-0991 atelopseedrodalugeR 72M artalucadoãçnetunamedojotsE 72 3308-003-0921 atelopseedrodalugeR 81M artalucadoãçnetunamedojotsE 82 1677-467-0991 atelopseedrodalugeR 62M artalucadoãçnetunamedojotsE 92 1666-055-3394 oelóedrodatelpmoceR artalucadoãçnetunamedojotsE 03 6433-821-0215 saçno02oletraM oãçnetunamedojotsE 13 5632-465-0215 "T"meevahC satnemarrefedojotsE 23 0957-632-0215 adalucitraaçebacevahC satnemarrefedojotsE 33 1154-598-0301 edajnopsearapetropuS obutodazepmil oãçnetunamedojotsE 43 1151-882-0394 arapaciluárdihoãçagiL otnemamraodoãçacifirbul oãçnetunamedojotsE
  • 112.
    A-3 C6-86 ºN euqotsEºN oãçircseDoãçazilacoL 53 6992-141-0394 aciluárdihoãçagiL oãçnetunamedojotsE 63 9776-021-0215 8/3nellAevahC satnemarrefedojotsE 73 4716-021-0215 61/5nellAevahC satnemarrefedojotsE 83 5966-021-0215 61/3nellAevahC satnemarrefedojotsE 93 1235-142-0215 rosrucrepodaloM artalucadoãçnetunamedojotsE 04 0876-006-5901 ronemorapsidedledroC artalucadoãçnetunamedojotsE 14 8109-016-5901 roiamorapsidedledroC artalucadoãçnetunamedojotsE 24 1284-841-0921 oãçanimuliedovitisopsiD 41Mazilabad açepadroiretnI 34 0730-590-0394 oãçacifirbuledariexarG satnemarrefedojotsE 44 9300-290-5148 oãçetorpedavuL satnemarrefedojotsE 54 7452-141-0394 oãçacifirbuledailotomlA oãçnetunamedojotsE 64 3517-892-0435 açepadodaedaC errotadroiretnI 74 5540-061-0427 latemededlaB errotadroiretnI 84 9542-076-0452 otnemucodatroP errotadroiretnI 94 3472-905-0566 54MoipócsireP errotadroiretnI 05 0800-137-5001 rosrucreP oãçnetunamedojotsE 15 3475-021-0215 etacilA satnemarrefedojotsE 25 7167-535-0921 airatnopedsazilaB errotadroirepusetraP 35 6950-819-0215 snitapsodrotartxE errotadroiretnI 45 8592-967-0921 oãçaveleedlevínocrA errotadroiretnI 55 3445-065-5201 odadanargedrotartxE obut artalucadoãçnetunamedojotsE 65 6147-307-0301 31MadanargedrotartxE artalucadoãçnetunamedojotsE 75 3525-620-3394 odmegatnomsedevahC rodahlugrem artalucadoãçnetunamedojotsE 85 8024-050-0374 ariexarG açepadoãçnetunamedojotsE 95 9613-392-0215 8/1adnefedevahC satnemarrefedojotsE 06 8337-722-0215 4/1adnefedevahC satnemarrefedojotsE
  • 113.
    C6-86 A-4 ºN euqotsEºN oãçircseDoãçazilacoL 16 5445-068-3394 adadasivedocsiD aramâc artalucadoãçnetunamedojotsE 26 9866-722-0215 61/9x21eteuqoS satnemarrefedojotsE 36 2397-981-0215 1x½eteuqoS satnemarrefedojotsE 46 4197-981-0215 2/1x21eteuqoS satnemarrefedojotsE 56 2286-232-5201 azepmiledajopsE errotadroiretnI 66 2327-365-5201 edoãvocsearapetsaH obutodazepmil errotadroirepusetraP 76 6546-148-0438 oriesuboodanoL errotadroirepusetraP 86 9941-122-0115 levíxelfobacetacilA satnemarrefedojotsE 96 5242-202-0452 oçaedobaC errotadroirepusetraP 07 1611-327-3394 81MatelopseedevahC artalucadoãçnetunamedojotsE 17 3217-781-0215 leválugeracobedevahC satnemarrefedojotsE 27 0573-644-0215 artalucadevahC artalucadoãçnetunamedojotsE 37 6020-932-0215 adoãsnetedevahC artaluc artalucadoãçnetunamedojotsE OBSERVAÇÃO:Naclassificaçãodoquadroacima,foiconsideradocomo palamenta, todo o material indispensável para o tiro ou para sanar incidentes durantesuarealização.Aclassificaçãocomoacessóriosincluiutodososdemais componentes da peça. A localização do quadro, condiz com a localização aproximada do componente na peça, não representando a localização exata do acessório ou da palamenta na peça.
  • 114.
    B-1 C6-86 PC 1C 2C3C 4C rtoM 1 :adnamoC anrageP .atnemalaP alenajaerbA a,adreuqse e1Codahlitocse .errotaavartsed alenajaerbA .atierid atropaerbA .ariesart oierfoanoicA eoãmed aacoloc meahcram .ortuen 2 atenularariteR odacimâronap otnemitrapmocues uesonal-ácoloce .etnardauq rahceferirbA .artaluca oracoloceR railixualeniap odortned .orrac 3 oaadnamoC raxiab4Ce3C sadsápsa .sarietnoc olugnâoacifireV .oãrdap aapmiL oeartaluc ,ogofedlanac ahlacaatset ed .otnemagerrac áparaxiabA arietnocad .adreuqse áparaxiabA arietnocad .atierid oracolseD aaraporrac adraugater raxifedmifa adsápsa .arietnoc 4 anoisivrepuS rtoMoe1Co odarutlosan .obut arapobutoavelE -átlosatsirotomo .ol muaraperP moclitnac sonapeaugá arapmilarap levómaçebac .artalucad saracoloC odaloasazilab ododreuqse ratnomeorrac .oãvocseo eracoloC sarazinagro esadanarg edsagrac oãssergorp .orracodarof orarramaseD .obut 5 arapobutoaxiabA atsirotomoeuq odapacaeriter .acobedoierf oifoaçnaL otsopoarap .FLCod apacaariteR edoierfod adraugacob .errotan 6 soanedrooC sodsohlabart setnevres sàetnarud .sedadivita adorigoatseT elaunam(errot .)ociluárdih aesacifireV ralucoapmat atenulad iofolevotoc olepatreba .atsirotom a4CoaadujA eracoloc aramurra àoãçinum aeatierid odadraugater .orrac odariteR soorrac edserotnitxe sa,oidnêcni edsavul saeotseba edsevahc .satelopse apmatarirbA adralucoad atenul .olevotoc ANEXO B DEVERES DA GUARNIÇÃO AO COMANDO DE “PEGAR NA PALAMENTA”
  • 115.
    C6-86 B-2 PC 1C 2C3C 4C rtoM 7 erefnoC etnematnuj o1Comoc .oãrdapolugnâ oacifireV otnemanoicnuf edohlerapaod .airatnop aracifireV sodoãsserp oierfedsordnilic e)ISP42a12( sodosufarapso oierfedsordnilic .)mc91a3( orapmiL otnujobut .4Comoc orapmiL otnujobut .3Comoc saesracifireV sodsapmat oãtsesoipócsirep à(sadahcefmeb oanimulietion amlaedrodanimile odoãçacifirevarap .)oãrdapolugnâ 8 atenularacoloC onacimâronap eetnardauques oatset edovitisopsid .oãçanimuli ocraoraraperP .'''002melevín- ausanrartnE ausahcef,enibac etnemlatotahlitocse .orracoagilsede 9 meobutoavelE saalace'''002 sahlob esianidutignol .siasrevsnart artalucamoC acifirevadahcef sahnilsaes oãtse .odnidicnioc evahcamétnaM eadagillareg acifirev oetnemetnatsnoc sadagracedlevín .sairetab
  • 116.
    C-1 C6-86 ANEXO C DEVERES DAGUARNIÇÃO AO COMANDO DE “ATRACARAPALAMENTA” PC 1C 2C 3C 4C rtoM 1 :adnamoC anracartA .atnemalap atenularariteR odacimâronap etnardauques onál-acoloce ues .otnemitrapmoc oradrauG .levínocra oierfoanoicA eoãmed aacoloc meahcram .ortuen 2 obutoraxiabA oeuqarap atsirotom .obutoerrama errotaavarT .orracoragiL 3 aerbA iaseahlitocse .enibacad oacoloceR railixualeniap .orracodarof .afiocaacoloC 4 anoisivrepuS oe1Co anrtoM oãçarrama .obutod obutoaxiabA oeuqarap .o-erramartoM ratnomseD eoãvocseo .ol-êhlocer eracoloceR sarazinagro esadanarg edsagrac ortnedoãçejorp .orracod .obutoarramA aahceF ralucoapmat atenulad .olevotoc
  • 117.
    C6-86 C-2 PC 1C 2C3C 4C rtoM 5 oadnamoC arap4Ce3C sàmereugre sadsáp .sarietnoc .errotaavarT aesacifireV ralucoapmat atenulad iofolevotoc olepadahcef .atsirotom a4CoaadujA eracoloc aramurra ortnedoãçinum .orracod orraconracoloceR edserotnitxeso savulsa,oidnêcni saeotsebaed edsevahc edsatelopse arienam .adazinagro aorracoacolseD ratlosarapetnerf adsápsa .arietnoc 6 soanedrooC sodsohlabart setnevres sàetnarud .sedadivita aahceF alenaj .adreuqse aahceF .atieridalenaj saehloceR edsazilab .airatnop odoifoehloceR .FLCodotsop saesacifireV sodsapmat oãtsesoipócsirep .sadahcefmeb 7 aahceF .ahlitocse oratnomseD eoãvocse .ol-êhlocer salenajsarahceF .)CFS(
  • 118.
    D-1 C6-86 ANEXO D ORIENTAÇÕES SOBREÓLEOS, GRAXAS E LUBRIFICANTES D-1.QUADRODELUBRIFICANTESUTILIZADOSNAMNTDECHASSIDAVBC OAP M109 A3 edortliF levítsubmoC lartsemesacorT oelÓ etnacifirbuL )oãçacificepse( odacorT etnacifirbuL odacorT ortliF ededQ MOCoelÓ ORTLIF ededQ MESoelÓ ORTLIF ROTOM 04W51EAS 0051/sh051 sahliM -LARTSEMES euqeleuqa( rerroco )oriemirp odedateM adozarp anuloc roiretna l63 l5,62 AXIAC onazepmiL ozarpomsem anulocad roiretna l38 l5,54 ROTUDER ETNENAMREP odazepmiL onoripser ozarpomsem l6,4
  • 119.
    C6-86 D-2 D-2.QUADRODEÓLEOS,GRAXASELUBRIFICANTESUTILIZADOSNAMNT DA TORRE DAVBC OAP M109 A3 D-3. QUADRO DE GRAXAS UTILIZADAS NA MNT DE CHASSI DA VBC OAP M109 A3 LAIRETAMEDOPIT ONA/ORIESUBOOIDÉMOMUSNOC ODIXÓITNAAXARG gk01 ADATIFARGAXARG gk30 )MAG(ALPITLÚMOÃÇACILPAEDAXARG gk50 ENESOREUQ l02 )ALNO(ORTUENOELÓ l02 ,14DIULFLLEHSOREA(OCILUÁRDIHOELÓ )LLEHSalepodacirbaf l50 LAIRETAMEDOPIT OIDÉMOMUSNOC ONA/ORIESUBO )MAG(ALPITLÚMOÃÇACILPAEDAXARG gk43 AD3-XELFIPI(OITÍLEDOÃBASEDESABAAROSNETAXARG )SÁRBORTEPAD3-TMG-LAIRTSUDNIXARBULUOAGNARIPI gk70 D-2/D-3
  • 120.
    ÍNDICE ALFABÉTICO Prf Pag A Alvos-(TiroDireto)...................................................................... 6-3 6-2 Apontador(C1) ............................................................................ 5-5 5-6 Atirador(C2)................................................................................ 5-6 5-7 Atracarnapalamenta(nãoentendido!) ........................................ 3-15 3-10 C Características-Transporteferroviário ......................................... 12-8 12-4 Características do Obus M 109 A3 ............................................. 2-3 2-2 Característicasgerais -Transporterodoviário ............................................................ 12-4 12-2 -Transporteaéreo .................................................................. 12-5 12-3 -Transportemarítimo ............................................................. 12-10 12-5 Cargasdeprojeção ..................................................................... 8-5 8-10 Carregador(C3) ........................................................................... 5-7 5-7 Cartão de alcances ..................................................................... 6-2 6-1 Chefedepeça ............................................................................. 5-4 5-2 D Definições - Incidentes de tiro ..................................................... 11-2 11-2 Descanso para a guarnição ......................................................... 3-12 3-9 Descarregamento da peça - Incidente de tiro .............................. 11-5 11-4 Descrição e características - Sistema do Tubo .................................................................. 7-3 7-2 - Sistema de Recuo ............................................................... 7-5 7-3 - Sistema hidráulico ............................................................... 7-7 7-4 - Sistema de balanço ............................................................. 7-9 7-8 Deveres da guarnição ao comando de “ATRACAR A PALA- MENTA” ...................................................................................... C-1
  • 121.
    Prf Pag Deveres daguarnição ao comando de “PEGAR NA PALA- MENTA” ...................................................................................... B-1 Divisão e nomenclatura do mecanismo da culatra ....................... 2-5 2-5 E Embarcar .................................................................................... 3-10 3-8 Enumerar postos e designar funções .......................................... 3-7 3-6 Espoletas.................................................................................... 8-4 8-6 Estopilha M82 ............................................................................. 8-6 8-12 F Finalidade - (Escola da Peça) ................................................................. 3-1 3-1 -(Introdução) .......................................................................... 1-1 1-1 Formaçãodaguarnição ............................................................... 3-6 3-3 Funções gerais da guarnição ..................................................... 5-3 5-2 Funções gerais da guarnição - Guarnição da peça ...................... 3-5 3-2 G Generalidades -(ApresentaçãodoEquipamento) .......................................... 2-1 2-1 - Descrição e Características ................................................. 2-2 2-1 - (Preparação para o Tiro e para a Marcha) ............................ 4-1 4-1 - Preparação da Posição ........................................................ 4-2 4-1 -(TiroIndireto) ........................................................................ 5-1 5-1 -(TiroDireto) .......................................................................... 6-1 6-1 -(Torre) .................................................................................. 7-1 7-1 - Sistema do Tubo .................................................................. 7-2 7-1 -(Munição)............................................................................. 8-1 8-1 -Composição......................................................................... 8-2 8-1 - (Verificações Periodicas Basicas) ........................................ 9-1 9-1 - (Manutenções e Inspeções) ................................................. 10-1 10-1 - Incidentes de tiro ................................................................. 11-1 11-1 -(TransportedoMaterial) ....................................................... 12-1 12-1 - Preparação a Marcha ........................................................... 4-3 4-2 -Transporterodoviário ............................................................ 12-3 12-2 - Deveres da Guarnição no Tiro Direto .................................... 6-5 6-3 - Sistema de Recuo ............................................................... 7-4 7-3 - Tabelas de manutenção ....................................................... 10-5 10-3 - Sistema hidráulico ............................................................... 7-6 7-4 - Procedimentos em caso de incêndio ................................... 11-6 11-4 -Transporteferroviário ............................................................ 12-7 12-4 -Transportemarítimo ............................................................. 12-9 12-5 - Utilização da conteira .......................................................... 11-8 11-6
  • 122.
    Prf Pag -Transportehidroviário ...........................................................12-11 12-6 - Sistema de balanço ............................................................. 7-8 7-8 -Inspeções ............................................................................ 10-7 10-9 Granadas .................................................................................... 8-3 8-2 Guarnecer ................................................................................... 3-8 3-6 Guarniçãodapeça ...................................................................... 3-4 3-2 I Instrução-(TiroIndireto).............................................................. 5-2 5-1 Instruções - Introdução ............................................................... 3-2 3-1 Introdução - Verificações dos equipamentos de controle de tiro .. 9-8 9-12 L Linhadereferência ...................................................................... 9-6 9-7 M Manutenção - (Manutenções e Inspeções) .................................. 10-3 10-1 Motorista(Motr) .......................................................................... 5-9 5-8 Munição - (Tiro Direto)................................................................. 6-4 6-3 Municiador(C4) ........................................................................... 5-8 5-8 N Nivelamentodosmunhões .......................................................... 9-4 9-4 Nivelamentolongitudinaldotubo ................................................. 9-5 9-7 O Obuspropriamentedito ............................................................... 2-4 2-5 Operação do equipamento de combate ao fogo........................... 11-7 11-4 Orientaçõesdemanutenção ....................................................... 10-4 10-2 P Palamentaacessórioseferramental ........................................... A-1 Paradesembarcar ....................................................................... 3-11 3-9 Particularidades-(TransportedoMaterial) .................................. 12-2 12-1 Pegarnapalamenta .................................................................... 3-14 3-10 Preparação para as verificações ................................................. 9-2 9-1 Preparação para o Tiro ................................................................ 4-4 4-2 Principais termos utilizados ........................................................ 3-3 3-2 Procedimento em caso de interrupção do tiro ............................. 11-4 11-3 Procedimentos em caso de nega ................................................ 11-3 11-2
  • 123.
    Prf Pag Q QuadrantedeelevaçãoM15equadranteauxiliar .........................9-12 9-13 Quadro de graxas utilizados na Mnt de chassi da VBC OAP M109 A3 ..................................................................................... D-3 D-2 Quadro de lubrificantes utilizados na Mnt de chassi da VBC OAP M109 A3............................................................................. D-1 D-1 Quadro de óleos, graxas e lubrificantes utilizados na Mnt da torre da VBC OAP M109 A3 ....................................................... D-2 D-2 R Registradordecorreções ............................................................ 9-10 9-13 Registradordederivas ................................................................. 9-9 9-12 Registros-Introdução ................................................................. 10-2 10-1 S Sistema de dois apontadores e duas visadas .............................. 6-6 6-3 Sistema de dois apontadores e uma visada ................................ 6-7 6-7 Sistema de um apontador e uma visada ..................................... 6-8 6-7 Suporte M145 M1........................................................................ 9-11 9-13 Suspensão de tiro ....................................................................... 3-13 3-9 T Tabelas de manutenção - (Manutenções e Inspeções) ................ 10-6 10-3 Tipos de inspeções ..................................................................... 10-8 10-9 Transporteaéreodeviaturasblindadas ....................................... 12-6 12-3 Trocarpostos .............................................................................. 3-9 3-7 U Utilização das balizas de pontaria ............................................... 5-10 5-8 Utilização das conteiras .............................................................. 11-9 11-6 V Verificaçãodoquadrantedenível ................................................ 9-3 9-2 Verificação e ajustagem do aparelho de pontaria ......................... 9-7 9-9
  • 124.
    DISTRIBUIÇÃO 1.ÓRGÃOS MinistériodaDefesa ............................................................................. 02 Gabinetedo Comandante do Exército ................................................... 01 Estado-Maior do Exército ...................................................................... 10 DEP, D Log, SCT .................................................................................. 01 DEE, DFA, DEPA, ................................................................................ 01 D Sup, D Mnt, DMAvEx ........................................................................ 01 IPD, IPE ................................................................................................ 01 2.GRANDESCOMANDOSEGRANDESUNIDADES COTER ................................................................................................. 02 Comando Militar de Área ....................................................................... 01 Região Militar/Divisãode Exército ......................................................... 01 Divisão de Exército ............................................................................... 01 Brigada ................................................................................................. 01 ArtilhariaDivisionária ............................................................................. 02 3.UNIDADES Artilharia ............................................................................................... 01 Batalhão de Manuntenção de Armamento ............................................. 01 Base Logística ...................................................................................... 01 BatalhãoLogístico ................................................................................ 01 BatalhãodeSuprimento ........................................................................ 01 ParqueMnt ........................................................................................... 01
  • 125.
    4.SUBUNIDADES(autônomasousemi-autônomas) Artilharia ............................................................................................... 01 MaterialBélico ...................................................................................... 01 Bia Cmdo da Art Div 1ª DE .................................................................... 01 Bia Cmdo da Art Div 3ª DE .................................................................... 01 Bia Cmdo da Art Div 5ª DE .................................................................... 01 Bia Cmdo da Art Div 6ª DE .................................................................... 01 Bia Cmdo da 1ª Bda AAAe.................................................................... 01 1ª Bia LMF ............................................................................................ 01 3ª Bia LMF ............................................................................................ 01 1ª Bia do 10º GAC Mtz ......................................................................... 01 5.ESTABELECIMENTOSDEENSINO ECEME ................................................................................................ 03 EsAO .................................................................................................... 10 AMAN ................................................................................................... 60 EsSA .................................................................................................... 160 CPOR ................................................................................................... 01 NPOR / Art (4º GAAAe, 4º GAC, 3º GAC AP, 3º GAAAe e 32º GAC) .. 01 EsCom, EsACosAAe, EsIE, EsMB, EsAEx, EsPCEx, EsAS, CI Bld, CAAEx.................................................................................................. 01 6.OUTRASORGANIZAÇÕES Arquivo Histórico do Exército ................................................................ 01 ADIEx/Paraguai .................................................................................... 01 Arsenais de Guerra RJ / RS / SP .......................................................... 01 Bibliex................................................................................................... 01 C Doc Ex .............................................................................................. 01 D C Mun ............................................................................................... 01
  • 126.
    Este Manual foielaborado com base em anteprojeto apresentado pelo 29º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado (29º GAC AP).
  • 127.
    C 101-5 1ª Edição/ 2003 Tiragem:400exemplares Novembrode2003 ¯