COBERTURAS
IT 519 – PROJETO DE CONSTRUÇÕES RURAIS E AMBIÊNCIA I
PROFESSORA: VÂNIA ROSAL GUIMARÃES NASCIMENTO
Nesta aula aprenderemos
sobre...
Qual a função básica de uma cobertura?
Estrutura principal e secundária das coberturas.
Tipos de tesouras
Componentes dos telhados
Formas de telhados: Elementares; Complexas e Especiais
Como fazer o traçado dos telhados?
Inclinação dos telhados
Tipos de telhas
Veremos também...
Telhado: telha de fibrocimento;
 características básicas
instalação
normas para projeto
faixas e fiadas
exemplo de cálculo
fixação
Cargas atuantes na coberturas com telhas cerâmicas e
onduladas;
Dimensionamento da estrutura de sustentação;
Resolução de exercícios.
COBERTURA
 Parte superior da edificação
 Função: proteger a edificação das intempéries
 Constituída por:
 uma parte resistente (laje, estrutura de madeira,
estrutura metálica, etc.) e
 por um conjunto de telhas com função de vedação
(telhado),
 podendo apresentar forro e uma isolação térmica e
 condutores para o escoamento conveniente das águas
de chuva => calhas, coletores, rufos e rincões, são de
concreto impermeabilizado, zinco, chapas galvanizadas
e de p.v.c.
FUNÇÕES BÁSICAS DE UMA
COBERTURA
 Proteção das partes internas das construções;
 Dar inclinação adequada, de acordo com o tipo
de telha utilizada, para drenar águas pluviais;
 Formar um "colchão de ar" entre o forro e a
telha, possibilitando controle da temperatura
interna, melhorando as condições de conforto
térmico.
ESTRUTURAS DE SUSTENTAÇÃODOS TELHADOS
 Estrutura => conjunto de componentes
ligados entre si, com a função de
suportar o telhado.
 Composta por uma armação principal
e outra secundária.
 Estrutura principal: tesouras, pontaletes
ou vigas
 Estrutura secundária: ripas, caibros e
terças
OBS: Para estruturas metálicas e de
madeira onde são assentadas telhas do
tipo ondulada a estrutura secundária
resume-se basicamente em terças,
frechais e pontaletes.
Estrutura secundária
 Ripas: Peças de madeira pregadas sobre os caibros => apoio das telhas
cerâmicas;
 Caibro: Peças de madeira, apoiadas sobre as terças => suporte das ripas;
 Terças: Peças de madeira ou metálica, apoiadas sobre tesouras, pontaletes ou
sobre paredes, funcionando como sustentação dos caibros (caso das telhas
cerâmicas) ou telhas onduladas (fibra de vidro, cimento-amianto, zinco, alumínio);
 Frechal: Viga de madeira ou metálica, colocada no topo das paredes com a
função de distribuir as cargas concentradas provenientes de tesouras, vigas
principais ou outras peças da estrutura. É comum , também, chamar de frechal a
terça da extremidade inferior do telhado;
 Terça cumeeira: Terça da parte mais alta do telhado;
Estrutura secundária
 Pontaletes: Peças dispostas verticalmente, constituindo pilares curtos
sobre os quais apoiam-se as vigas principais ou as terças;
 Chapuz: Calço de madeira, geralmente de forma triangular, que serve
de apoio lateral para a terça;
 Contraventamento: Peça disposta de forma inclinada, ligando as
tesouras com a finalidade de travar a estrutura. Esta disposição
aumenta a estabilidade das tesouras, pois com o seu intermédio há uma
maior resistência à ação lateral do vento.
Estrutura secundária
Estrutura principal
 Função => suportar a estrutura secundária e o telhado
 Constituída por => tesouras, pontaletes ou por vigas principais
 Tesoura => treliça de madeira ou metálica formada por barras ligadas
pelas extremidades, formando um conjunto rígido
Os pontos de união das barras - nó da treliça - são admitidos rotulados,
embora a ligação tenha alguma rigidez
Treliças planas denominam-se isostáticas (estrutura estável) quando
os esforços nas barras podem ser determinados pelas três equações de
equilíbrio da Estática (somatórios de forças na horizontal, na vertical e
de momentos).
Estrutura principal
Hipóteses básicas
 Os nós da tesoura são articulações perfeitas
 O peso próprio das barras encontra-se concentrado em
suas extremidades (nós)
 As ações são aplicadas somente nos nós da tesoura
 A geometria da tesoura não varia com o carregamento
Barras solicitadas somente
por forças normais
(tração e compressão)
Estrutura principal
As treliças planas isostáticas podem ser de três categorias: simples,
compostas e complexas
a) Simples: formadas a partir de três barras ligadas em triângulo,
juntando-se a estas duas novas barras para cada novo nó rotulado.
Estrutura principal
b) Compostas: formadas pela ligação de duas ou mais treliças simples
por meio de rótulas ou barras birrotuladas;
c) Complexas: treliças isostáticas que não obedecem às regras de
formação de treliças simples ou compostas.
As treliças mais empregadas na prática são as simples e compostas.
Estrutura principal
As treliças Howe apresentam as diagonais comprimidas e os montantes
tracionados.
Nas treliças Pratt, as diagonais são tracionadas e os montantes
comprimidos.
A treliça Warrem apresenta parte das diagonais comprimidas e parte
tracionada.
Tesoura do tipo Howe
São as tesouras ou
treliças simples mais
empregadas nas
instalações rurais
Componentes do telhado
O telhado é a parte da cobertura constituída pelas telhas e peças
complementares.
Definições
 Água: superfície plana inclinada de um telhado;
 Beiral: projeção do telhado para fora do alinhamento da parede;
 Cumeeira: aresta delimitada pelo encontro entre duas águas, geralmente
localizado na parte mais alta do telhado;
 Espigão: aresta inclinada delimitada pelo encontro entre duas águas que
formam um ângulo saliente, isto é, o espigão é um divisor de águas;
 Rincão: aresta inclinada delimitada pelo encontro entre duas águas que formam
um ângulo reentrante, isto é, o rincão é um captador de águas (conhecido como
água furtada);
 Rufo: peça complementar de arremate entre o telhado e uma parede;
 Fiada: sequência de telhas na direção de sua largura;
 Peças complementares: calhas, condutores, peças destinadas a promover a
ventilação e/ou iluminação, componentes cerâmicos ou de qualquer outro
material que permita a solução de detalhes do telhado;
 Tacaniça: água de um telhado em forma de triângulo, formada entre dois
espigões.
LINHAS DO TELHADO
As linhas do telhado são linhas que resultam do
encontro de águas do telhado ou que indicam seus términos.
Cumeeira – linha divisora de águas,
de disposição horizontal e localizada
nas posições mais elevadas do telhado.
Espigão – linha divisora
de águas,
de disposição inclinada,
normalmente unindo
cumeeiras a alturas
diferentes ou cumeeiras
a beirais.
Rincão – linha coletora de águas,
de disposição horizontal ou
inclinada (com maior frequência,
em coberturas).
LINHAS DO
TELHADO
Beiral – linha poligonal fechada que,
em vista superior
(planta de cobertura),
coincide com o limite externo
da cobertura.
LINHAS DO TELHADO
CONDUTORES: Complementos das coberturas, dando-lhes o
arremate e evitando com isso as infiltrações de
águas de chuvas.
Calhas: captadoras de águas pluviais.
CONDUTORES: Complementos das coberturas, dando-lhes o
arremate e evitando com isso as infiltrações de
águas de chuvas.
Calhas:
CONDUTORES: Complementos das coberturas, dando-lhes o
arremate e evitando com isso as infiltrações de
águas de chuvas.
Calhas:
Chapa galvanizada;
PVC;
Zinco;
Concreto Impermeabilizado.
RUFOS
PLATIBANDA
São peças executadas em alvenaria
que escondem os telhados e podem
eliminar os
beirais ou não
Forma dos telhados
O telhado pode assumir diversas formas, em
função da planta da edificação a ser coberta.
Formas fundamentais são chamadas elementares
Formas complexas
Formas especiais
Formas elementares de telhados
a) Telhado de meia-água ou uma água: É um telhado muito simples,
constituído por uma única água. Neste caso não estão presentes nem a
cumeeira, espigão e rincão
Formas elementares de
telhados
b) Telhado de duas águas: Apresenta dois planos inclinados que se
encontram para formar a cumeeira;
c) Telhado de três águas: Além de ter dois planos inclinados principais,
apresenta um outro plano em forma de triângulo que recebe o nome de
tacaniça. Neste caso, além da cumeeira, o telhado apresenta dois
espigões;
Formas elementares de
telhados
d) Telhado de quatro águas: Neste caso, teremos duas águas mestras e
duas tacaniças.
Formas elementares de
telhados
Formas complexas de telhados
e) Formas complexas: As formas fundamentais podem ser combinadas
resultando várias outras formas mais complexas.
Formas especiais de telhados
Os telhados podem ter uma forma especial afim de obter algum tipo de
vantagem,
Exemplos:
◦ melhoria da estética da construção,
◦ possibilitar maior ou menor iluminação interna,
◦ aproveitamento dos espaços internos,
◦ melhorar as condições do conforto térmico, etc.
Formas especiais de telhados
a) Lanternim: Usado em galpões para criação de animais, possibilitando
melhor e mais rápida renovação do ar e abaixando a temperatura
interna.
Limitação: não tem sido muito utilizado nas construções dos galpões em
geral porque encarece a cobertura.
Alternativa: elevar o pé-direito da construção, possibilitando assim,
algum benefício no conforto térmico.
LANTERNIM
Esquema de determinação das dimensões
do lanternim
Iluminação
Formas especiais de telhados
b) Mansarda: Telhados muito comum na América do Norte, permitindo
o vão do telhado como depósito de feno.
c) Shed (dente de serra): Este tipo de cobertura é muito comum nas
fábricas de grande ponte, permitindo a utilização da iluminação natural
e melhor ventilação.
Formas especiais de telhados
Formas especiais de telhados
d) Cobertura cônica (chapéu chinês): Na região sul e sudeste é mais
utilizada para pequenas instalações com o objetivo estético. Na região
norte do pais é muito utilizada na construção de galpões, casas, salões,
barracões, etc.
Traçado dos telhados
Para realização do traçado do telhado devemos seguir os seguintes
passos:
 A partir de um esboço da vista superior da instalação, formamos uma série
de quadrados ou retângulos
 Pegamos o retângulo ou quadrado de maior largura e traçamos os espigões
num ângulo de 45º e em seguida ligamos às duas tacaniças formadas, fazendo
a linha da cumeeira
Traçado dos telhados
Quadrados ou retângulos de mesma largura terão cumeeiras com a
mesma altura
 Após estes passos, traçamos o restante dos espigões a 45º e as cumeeiras
 No ponto de encontro entre os traços teremos os rincões e espigões
 Do encontro de um cumeeira com um espigão será necessário um rincão
 Do encontro de uma cumeeira com uma água de um telhado será
necessário dois rincões
TIPOS DE TELHA:
• CERÂMICA (BARRO);
• FIBROCIMENTO;
• VIDRO;
• ALUMÍNIO;
• PVC;
• AÇO;
•POLICARBONATO.
TIPOS DE TELHA:
Inclinação dos telhados
 Função: garantir a drenagem das águas pluviais, evitar o acúmulo de
detritos e impedir a movimentação das telhas
 Varia com o tipo de telha => sendo maior para as telhas com canais
de escoamento pequeno (telha francesa) e maior grau de embebimento
 telhas de barro exigirão maiores inclinações que as fibrocimento, alumínio,
fibra de vidro, zinco, etc.
Determinação da declividade (tangente da inclinação; decimal):
Declividade (%) = (X / Y).100
As inclinações mínimas e máximas para cada tipo de cobertura e a
correspondência entre percentagem e ângulo são apresentados a seguir:
Declividade mínima (%) em função do vão útil
do telhado e do tipo de telha cerâmica
Declividade da Telha Plan
Declividade telha Romana
Telhado
Telhas de Fibrocimento
Composição básica:
◦ cimento e fibras de amianto crisotila (totalmente presas ao cimento)
Normas ABNT: NBR 6123; NBR 7196; NBR 7581; NBR 8055
Telhas onduladas: as ondulações aumentam a resistência da chapa contra a
flexão e permite melhor condução das águas pluviais
Telhas de fibrocimento
Exemplo:
Telha ondulada 6 e 8 mm (Fabricante: Eternit)
Telhas de fibrocimento
Características básicas
Telhas de fibrocimento
Instalação
Fixação
Parafusos ou ganchos com rosca e vedação com arruelas e buchas na
segunda e na quinta onda.
Peças complementares
Cumeeiras (normal, universal, shed, articulada rebaixada, articulada de
ventilação), domo de ventilação, espigão normal, espigão plano (cumeeira
plana), peça terminal, placa de ventilação cumeeira, cantoneira, aresta, rufo,
telha de claraboia, telha de ventilação. Peça para fechamentos laterais:
veneziana plana com abas.
Locais sujeitos a ventos fortes
Recomenda-se atenção especial para assegurar que vãos livres, balanços e
fixações atendam aos requisitos exigidos nessas condições, conforme as
normas ABNT NBR 7196 e NBR 6123.
Telhas de fibrocimento
Normas para projeto
Aplicação: Coberturas e fechamentos laterais (inclinação acima de 75°)
Número de apoios e vãos livres em coberturas
Número de apoios e vãos livres em coberturas
Telhas de fibrocimento
Normas para projeto
A) No sentido do comprimento das telhas
O balanço é medido a partir do furo de
fixação.
Balanço livre
B) No sentido da largura das telhas
O balanço é medido a partir da
extremidade do apoio.
Telhas de fibrocimento
Normas para projeto
Inclinação mínima
 O melhor aproveitamento das telhas se dá com a inclinação de 15° (27%).
Utilizar essa inclinação sempre que possível.
 A inclinação de 27% significa que cada metro linear (na projeção horizontal)
representará uma elevação de 27 cm (sentido vertical).
Telhas de fibrocimento
Normas para projeto
Recobrimento
 Recobrimento longitudinal: é a sobreposição das telhas no sentido do seu
comprimento.
 Recobrimento lateral: é a sobreposição das telhas no sentido da sua largura.
Telhas de fibrocimento
Normas para projeto
Telhas de fibrocimento
Normas para projeto
Recobrimento longitudinal mínimo
Telhas de fibrocimento
Normas para projeto
Recobrimento
Exemplo:
Telha Ondulada de 5 mm (brasilit) com inclinação de 10º (18%).
Dimensões da telha: 1,83 x 1,10 m
Recobrimento longitudinal: 20 cm
Recobrimento lateral: 5 cm
Área útil = (1,83 – 0,20) m x (1,10 – 0,05) m
Área útil = 1,63 m x 1,05 m
Área útil = 1,71 m²
Telhas de fibrocimento
Normas para projeto
Faixas e Fiadas
 Faixa:
Sequência de telhas no sentido do seu comprimento.
 Fiada:
 Sequência de telhas no sentido da sua largura.
Telhas de fibrocimento
Exemplo de Cálculo
=> Determine o número de telhas onduladas a serem
utilizadas na faixa e fiada do telhado de uma construção
que apresenta 10,6 m de largura, 20 m de comprimento e
beiral de 0,50 m.
Características da telha de fibrocimento:
◦ Fabricante brasilit;
◦ Espessura de 5 mm;
◦ Dimensões: 1,83 x 1,10 m; 2,44 x 1,10 m;
◦ Recobrimento: longitudinal -> 20 cm; lateral -> 5 cm;
◦ Inclinação: 10º.
Faixa - Exemplo de cálculo
 Telha ondulada com espessura de 5 mm (Fabricante brasilit):
L = 10,6 m (largura internas da construção, sem beiral)
X = L / 2 = 10,6 / 2 = 5,30 m
• Inclinação: 18 % ==> y = 5,3 x 0,18 = 0,95 m (altura do pendural)
• Faixa a ser coberta: raiz quadrada de => (5,3)² + (0,95)² = 28,99 m² = 5,38 m
• Seleção do comprimento da telha: 2 telhas de 1,83 m + 1 telha de 2,44 m
==> (1,83 x 2) + 2,44 = 6,10 – 0,40 (2 recobrimentos) ==> 5,70 m
• Como precisamos cobrir apenas 5,38 m, temos uma sobra de 0,32 m.
• Ao otimizar o espaçamento da cumeeira é possível usar um beiral de 50 cm.
 Telha ondulada com espessura de 5 mm (Fabricante brasilit):
C = 20 m (comprimento da construção, sem beiral)
Beiral = 50 cm
Largura útil da telha = 1,05 m (descontando o recobrimento lateral).
Para calcularmos a quantidade de telhas a serem usadas na fiada, basta
dividirmos o comprimento total da edificação, que é 21 m (incluindo os beirais)
pela largura útil da telha.
==> 21 m / 1,05 = 20 telhas
Fiada: Exemplo de cálculo
Faixa e Fiada
Cálculo do número total de telhas para as duas águas do
telhado:
=> Nº de telhas por faixa X nº de telhas por fiada X 2 águas
==> Telha de 1,83 m = 2 (faixa) X 20 (fiada) X 2 (águas) = 80 telhas
==> Telha de 2,44 m = 1 (faixa) X 20 (fiada) X 2 (águas) = 40 telhas
Total = 80 + 40 = 120 telhas
Telhas de fibrocimento
Fixação
O bom desempenho e a segurança contra danos causados pela ação dos ventos
em coberturas e fechamentos laterais com telhas onduladas dependem, em
grande parte, da aplicação correta dos elementos de fixação.
Os elementos de fixação devem obedecer à norma NBR 8055.
Telhas de fibrocimento
Númeroe posição das fixações em coberturas
A) Em cada telha de periferia da água do telhado (beirais
ou faixas da cumeeira)
 Colocar 2 parafusos com rosca soberba ou ganchos com rosca por
apoio nas cristas da 2ª e da 5ª onda.
Telhas de fibrocimento
B) Nas demais telhas pode-se optar, alternativamente,
pela colocação de dois ganchos chatos por apoio, na 1ª e
na 4ª cava.
Númeroe posição das fixações em coberturas
Telhas de fibrocimento
Cargas atuantes nas coberturas
com telhas cerâmicas e onduladas
a) Telhados com telhas cerâmicas:
 As telhas apoiam-se sobre as ripas, e estas sobre os caibros, e estes
sobre as terças.
As terças apoiam-se sobre os pontaletes, tesouras ou vigas do telhado
que encarregam-se de transmitir a carga permanente e acidental da
cobertura sobre os pilares, paredes ou vigas.
As ripas, caibros e as terças são solicitadas à flexão e são
dimensionadas como vigas.
b) Telhado com telhas onduladas:
 As telhas leves, tipo ondulada (cimento-amianto, zinco, alumínio,
fibra-de-vidro, etc), apoiam-se no sentido do seu comprimento sobre as
terças e estas sobre pontaletes, tesouras ou vigas de sustentação.
 As terças são solicitadas à flexão e são dimensionadas como vigas.
Cargas atuantes nas coberturas
com telhas cerâmicas e onduladas
Como subsídio ao projeto estrutural e tomando-se por base a maior
massa e a máxima absorção de água admitida para as telhas cerâmicas,
indica-se na tabela a seguir, o peso próprio dos diferentes tipos de
telhados e o número de telhas por m².
Cargas atuantes nas coberturas
com telhas cerâmicas
Dimensionamento da estrutura
de sustentação
 As estruturas principal e secundária de um telhado podem ser
dimensionadas por meio de uma série de métodos:
 estatísticos, gráficos, ábacos computadorizados, empíricos, etc.
 Nos restringiremos apenas em realizar o dimensionamento utilizando-
se de tabelas práticas e de um método empírico simplificado.
a) Escolha da secção das terças de uma tesoura simples do tipo Howe
através de tabelas
A tabela apresenta um esquema contendo o dimensionamento de uma
tesoura simples do tipo Howe para vãos de até 15 metros.
A tabela deverá ser empregada para telhados com inclinação igual ou
superior ao ângulo especificado na mesma.
A madeira a ser utilizada deverá ter características iguais ou superiores
aos valores admissíveis citados em seu interior.
Dimensionamento da estrutura
de sustentação
Exercícios
Dimensione a cobertura de aviário para produção de galinhas poedeiras, cujas
dimensões são 100 m x 12 m (comprimento x largura). A cobertura deverá ser
de duas águas, feita com estrutura de madeira, telhado com telha cerâmica do
tipo paulista e beiral de 0,5 m. Determine:
a) A inclinação que deverá ter a cobertura;
b) A altura do pendural;
c) A área do telhado;
d) O número de telhas;
e) O peso da cobertura completa;
f) O número de tesouras, a classe e a distância entre elas;
g) A quantidade de madeira para fazer a estrutura secundária da cobertura;
h) A quantidade de madeira para fazer a estrutura principal da cobertura;
i) O número de pilares
j) A carga transmitida pela cobertura a cada pilar.
Recomendações
Telhas cerâmicas ou de encaixe
◦ Utilizar telhas de dimensões padronizadas; dessa forma,
haverá perfeito encaixe entre as telhas, facilitando sua
colocação e garantindo a estanqueidade à água do telhado.
◦ Adquirir quantidade de telhas 5% superior à quantidade
calculada para o telhado, para compensar eventuais
quebras no transporte e manuseio da telhas, na preparação
de espigões e rincões, etc.
◦ As telhas devem apoiar-se sobre elementos coplanares, isto
é, as faces superiores das ripas devem pertencer a um
mesmo plano.
Telhas onduladas
◦ Empregadas tanto em coberturas como em fechamentos
laterais. Considera-se fechamento lateral a telha ondulada
colocada com inclinação acima de 75º.
◦ Devido a sua simplicidade estrutural, facilidade de montagem
e menor custo que as telhas de barro são indicadas para a
cobertura de:
◦ depósitos,
◦ galpões,
◦ estufas,
◦ instalações em canteiros de obra,
◦ coberturas temporárias e
◦ construções rurais em geral.
Recomendações
INFORMAÇÕES NA PLANTA DE COBERTURA
cotas da cobertura;
cotas de beirais;
setas de indicação do sentido de escoamento
das águas dos telhados;
dimensões dos elementos do telhado;
tipos de telhado quanto ao material;
inclinação ou declividade das águas do telhado;
outras informações de interesse da cobertura.
VISTA SUPERIOR
PRINCIPAL
CEAP – Centro de Ensino Superior do Amapá
INFORMAÇÕES NA PLANTA DE COBERTURA
TELHA
CERÂMICA
i=30%
TELHA
CERÂMICA
i=30%
200
330
330
350
200
50
280
280
50
350
1065
50
885
50
450
450
985
1065
2500
rede pública
escoamento
Bibliografia consultada
SOUZA, Jorge Luiz Moretti de. Manual de Construções rurais. Curitiba:
DETR/SCA/UFPR, 1997. 165 p.

Aula_4_-_Coberturaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa.pdf

  • 1.
    COBERTURAS IT 519 –PROJETO DE CONSTRUÇÕES RURAIS E AMBIÊNCIA I PROFESSORA: VÂNIA ROSAL GUIMARÃES NASCIMENTO
  • 2.
    Nesta aula aprenderemos sobre... Quala função básica de uma cobertura? Estrutura principal e secundária das coberturas. Tipos de tesouras Componentes dos telhados Formas de telhados: Elementares; Complexas e Especiais Como fazer o traçado dos telhados? Inclinação dos telhados Tipos de telhas
  • 3.
    Veremos também... Telhado: telhade fibrocimento;  características básicas instalação normas para projeto faixas e fiadas exemplo de cálculo fixação Cargas atuantes na coberturas com telhas cerâmicas e onduladas; Dimensionamento da estrutura de sustentação; Resolução de exercícios.
  • 4.
    COBERTURA  Parte superiorda edificação  Função: proteger a edificação das intempéries  Constituída por:  uma parte resistente (laje, estrutura de madeira, estrutura metálica, etc.) e  por um conjunto de telhas com função de vedação (telhado),  podendo apresentar forro e uma isolação térmica e  condutores para o escoamento conveniente das águas de chuva => calhas, coletores, rufos e rincões, são de concreto impermeabilizado, zinco, chapas galvanizadas e de p.v.c.
  • 5.
    FUNÇÕES BÁSICAS DEUMA COBERTURA  Proteção das partes internas das construções;  Dar inclinação adequada, de acordo com o tipo de telha utilizada, para drenar águas pluviais;  Formar um "colchão de ar" entre o forro e a telha, possibilitando controle da temperatura interna, melhorando as condições de conforto térmico.
  • 6.
    ESTRUTURAS DE SUSTENTAÇÃODOSTELHADOS  Estrutura => conjunto de componentes ligados entre si, com a função de suportar o telhado.  Composta por uma armação principal e outra secundária.  Estrutura principal: tesouras, pontaletes ou vigas  Estrutura secundária: ripas, caibros e terças OBS: Para estruturas metálicas e de madeira onde são assentadas telhas do tipo ondulada a estrutura secundária resume-se basicamente em terças, frechais e pontaletes.
  • 7.
    Estrutura secundária  Ripas:Peças de madeira pregadas sobre os caibros => apoio das telhas cerâmicas;  Caibro: Peças de madeira, apoiadas sobre as terças => suporte das ripas;  Terças: Peças de madeira ou metálica, apoiadas sobre tesouras, pontaletes ou sobre paredes, funcionando como sustentação dos caibros (caso das telhas cerâmicas) ou telhas onduladas (fibra de vidro, cimento-amianto, zinco, alumínio);  Frechal: Viga de madeira ou metálica, colocada no topo das paredes com a função de distribuir as cargas concentradas provenientes de tesouras, vigas principais ou outras peças da estrutura. É comum , também, chamar de frechal a terça da extremidade inferior do telhado;  Terça cumeeira: Terça da parte mais alta do telhado;
  • 8.
  • 9.
     Pontaletes: Peçasdispostas verticalmente, constituindo pilares curtos sobre os quais apoiam-se as vigas principais ou as terças;  Chapuz: Calço de madeira, geralmente de forma triangular, que serve de apoio lateral para a terça;  Contraventamento: Peça disposta de forma inclinada, ligando as tesouras com a finalidade de travar a estrutura. Esta disposição aumenta a estabilidade das tesouras, pois com o seu intermédio há uma maior resistência à ação lateral do vento. Estrutura secundária
  • 10.
    Estrutura principal  Função=> suportar a estrutura secundária e o telhado  Constituída por => tesouras, pontaletes ou por vigas principais  Tesoura => treliça de madeira ou metálica formada por barras ligadas pelas extremidades, formando um conjunto rígido Os pontos de união das barras - nó da treliça - são admitidos rotulados, embora a ligação tenha alguma rigidez Treliças planas denominam-se isostáticas (estrutura estável) quando os esforços nas barras podem ser determinados pelas três equações de equilíbrio da Estática (somatórios de forças na horizontal, na vertical e de momentos).
  • 11.
    Estrutura principal Hipóteses básicas Os nós da tesoura são articulações perfeitas  O peso próprio das barras encontra-se concentrado em suas extremidades (nós)  As ações são aplicadas somente nos nós da tesoura  A geometria da tesoura não varia com o carregamento Barras solicitadas somente por forças normais (tração e compressão)
  • 12.
    Estrutura principal As treliçasplanas isostáticas podem ser de três categorias: simples, compostas e complexas a) Simples: formadas a partir de três barras ligadas em triângulo, juntando-se a estas duas novas barras para cada novo nó rotulado.
  • 13.
    Estrutura principal b) Compostas:formadas pela ligação de duas ou mais treliças simples por meio de rótulas ou barras birrotuladas; c) Complexas: treliças isostáticas que não obedecem às regras de formação de treliças simples ou compostas. As treliças mais empregadas na prática são as simples e compostas.
  • 14.
    Estrutura principal As treliçasHowe apresentam as diagonais comprimidas e os montantes tracionados. Nas treliças Pratt, as diagonais são tracionadas e os montantes comprimidos. A treliça Warrem apresenta parte das diagonais comprimidas e parte tracionada.
  • 15.
    Tesoura do tipoHowe São as tesouras ou treliças simples mais empregadas nas instalações rurais
  • 19.
    Componentes do telhado Otelhado é a parte da cobertura constituída pelas telhas e peças complementares.
  • 20.
    Definições  Água: superfícieplana inclinada de um telhado;  Beiral: projeção do telhado para fora do alinhamento da parede;  Cumeeira: aresta delimitada pelo encontro entre duas águas, geralmente localizado na parte mais alta do telhado;  Espigão: aresta inclinada delimitada pelo encontro entre duas águas que formam um ângulo saliente, isto é, o espigão é um divisor de águas;  Rincão: aresta inclinada delimitada pelo encontro entre duas águas que formam um ângulo reentrante, isto é, o rincão é um captador de águas (conhecido como água furtada);  Rufo: peça complementar de arremate entre o telhado e uma parede;  Fiada: sequência de telhas na direção de sua largura;  Peças complementares: calhas, condutores, peças destinadas a promover a ventilação e/ou iluminação, componentes cerâmicos ou de qualquer outro material que permita a solução de detalhes do telhado;  Tacaniça: água de um telhado em forma de triângulo, formada entre dois espigões.
  • 21.
    LINHAS DO TELHADO Aslinhas do telhado são linhas que resultam do encontro de águas do telhado ou que indicam seus términos. Cumeeira – linha divisora de águas, de disposição horizontal e localizada nas posições mais elevadas do telhado. Espigão – linha divisora de águas, de disposição inclinada, normalmente unindo cumeeiras a alturas diferentes ou cumeeiras a beirais. Rincão – linha coletora de águas, de disposição horizontal ou inclinada (com maior frequência, em coberturas).
  • 22.
  • 23.
    Beiral – linhapoligonal fechada que, em vista superior (planta de cobertura), coincide com o limite externo da cobertura. LINHAS DO TELHADO
  • 24.
    CONDUTORES: Complementos dascoberturas, dando-lhes o arremate e evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas. Calhas: captadoras de águas pluviais.
  • 25.
    CONDUTORES: Complementos dascoberturas, dando-lhes o arremate e evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas. Calhas:
  • 26.
    CONDUTORES: Complementos dascoberturas, dando-lhes o arremate e evitando com isso as infiltrações de águas de chuvas. Calhas: Chapa galvanizada; PVC; Zinco; Concreto Impermeabilizado.
  • 27.
  • 28.
    PLATIBANDA São peças executadasem alvenaria que escondem os telhados e podem eliminar os beirais ou não
  • 29.
    Forma dos telhados Otelhado pode assumir diversas formas, em função da planta da edificação a ser coberta. Formas fundamentais são chamadas elementares Formas complexas Formas especiais
  • 30.
    Formas elementares detelhados a) Telhado de meia-água ou uma água: É um telhado muito simples, constituído por uma única água. Neste caso não estão presentes nem a cumeeira, espigão e rincão
  • 31.
    Formas elementares de telhados b)Telhado de duas águas: Apresenta dois planos inclinados que se encontram para formar a cumeeira;
  • 32.
    c) Telhado detrês águas: Além de ter dois planos inclinados principais, apresenta um outro plano em forma de triângulo que recebe o nome de tacaniça. Neste caso, além da cumeeira, o telhado apresenta dois espigões; Formas elementares de telhados
  • 33.
    d) Telhado dequatro águas: Neste caso, teremos duas águas mestras e duas tacaniças. Formas elementares de telhados
  • 34.
    Formas complexas detelhados e) Formas complexas: As formas fundamentais podem ser combinadas resultando várias outras formas mais complexas.
  • 35.
    Formas especiais detelhados Os telhados podem ter uma forma especial afim de obter algum tipo de vantagem, Exemplos: ◦ melhoria da estética da construção, ◦ possibilitar maior ou menor iluminação interna, ◦ aproveitamento dos espaços internos, ◦ melhorar as condições do conforto térmico, etc.
  • 36.
    Formas especiais detelhados a) Lanternim: Usado em galpões para criação de animais, possibilitando melhor e mais rápida renovação do ar e abaixando a temperatura interna. Limitação: não tem sido muito utilizado nas construções dos galpões em geral porque encarece a cobertura. Alternativa: elevar o pé-direito da construção, possibilitando assim, algum benefício no conforto térmico.
  • 37.
    LANTERNIM Esquema de determinaçãodas dimensões do lanternim
  • 40.
  • 41.
    Formas especiais detelhados b) Mansarda: Telhados muito comum na América do Norte, permitindo o vão do telhado como depósito de feno.
  • 42.
    c) Shed (dentede serra): Este tipo de cobertura é muito comum nas fábricas de grande ponte, permitindo a utilização da iluminação natural e melhor ventilação. Formas especiais de telhados
  • 43.
    Formas especiais detelhados d) Cobertura cônica (chapéu chinês): Na região sul e sudeste é mais utilizada para pequenas instalações com o objetivo estético. Na região norte do pais é muito utilizada na construção de galpões, casas, salões, barracões, etc.
  • 44.
    Traçado dos telhados Pararealização do traçado do telhado devemos seguir os seguintes passos:  A partir de um esboço da vista superior da instalação, formamos uma série de quadrados ou retângulos  Pegamos o retângulo ou quadrado de maior largura e traçamos os espigões num ângulo de 45º e em seguida ligamos às duas tacaniças formadas, fazendo a linha da cumeeira
  • 45.
    Traçado dos telhados Quadradosou retângulos de mesma largura terão cumeeiras com a mesma altura  Após estes passos, traçamos o restante dos espigões a 45º e as cumeeiras  No ponto de encontro entre os traços teremos os rincões e espigões  Do encontro de um cumeeira com um espigão será necessário um rincão  Do encontro de uma cumeeira com uma água de um telhado será necessário dois rincões
  • 46.
    TIPOS DE TELHA: •CERÂMICA (BARRO); • FIBROCIMENTO; • VIDRO; • ALUMÍNIO; • PVC; • AÇO; •POLICARBONATO.
  • 47.
  • 52.
    Inclinação dos telhados Função: garantir a drenagem das águas pluviais, evitar o acúmulo de detritos e impedir a movimentação das telhas  Varia com o tipo de telha => sendo maior para as telhas com canais de escoamento pequeno (telha francesa) e maior grau de embebimento  telhas de barro exigirão maiores inclinações que as fibrocimento, alumínio, fibra de vidro, zinco, etc. Determinação da declividade (tangente da inclinação; decimal): Declividade (%) = (X / Y).100
  • 53.
    As inclinações mínimase máximas para cada tipo de cobertura e a correspondência entre percentagem e ângulo são apresentados a seguir:
  • 54.
    Declividade mínima (%)em função do vão útil do telhado e do tipo de telha cerâmica
  • 55.
  • 56.
  • 58.
    Telhado Telhas de Fibrocimento Composiçãobásica: ◦ cimento e fibras de amianto crisotila (totalmente presas ao cimento) Normas ABNT: NBR 6123; NBR 7196; NBR 7581; NBR 8055 Telhas onduladas: as ondulações aumentam a resistência da chapa contra a flexão e permite melhor condução das águas pluviais
  • 59.
    Telhas de fibrocimento Exemplo: Telhaondulada 6 e 8 mm (Fabricante: Eternit)
  • 60.
  • 61.
    Telhas de fibrocimento Instalação Fixação Parafusosou ganchos com rosca e vedação com arruelas e buchas na segunda e na quinta onda. Peças complementares Cumeeiras (normal, universal, shed, articulada rebaixada, articulada de ventilação), domo de ventilação, espigão normal, espigão plano (cumeeira plana), peça terminal, placa de ventilação cumeeira, cantoneira, aresta, rufo, telha de claraboia, telha de ventilação. Peça para fechamentos laterais: veneziana plana com abas. Locais sujeitos a ventos fortes Recomenda-se atenção especial para assegurar que vãos livres, balanços e fixações atendam aos requisitos exigidos nessas condições, conforme as normas ABNT NBR 7196 e NBR 6123.
  • 62.
    Telhas de fibrocimento Normaspara projeto Aplicação: Coberturas e fechamentos laterais (inclinação acima de 75°) Número de apoios e vãos livres em coberturas
  • 63.
    Número de apoiose vãos livres em coberturas Telhas de fibrocimento Normas para projeto
  • 64.
    A) No sentidodo comprimento das telhas O balanço é medido a partir do furo de fixação. Balanço livre B) No sentido da largura das telhas O balanço é medido a partir da extremidade do apoio. Telhas de fibrocimento Normas para projeto
  • 65.
    Inclinação mínima  Omelhor aproveitamento das telhas se dá com a inclinação de 15° (27%). Utilizar essa inclinação sempre que possível.  A inclinação de 27% significa que cada metro linear (na projeção horizontal) representará uma elevação de 27 cm (sentido vertical). Telhas de fibrocimento Normas para projeto
  • 66.
    Recobrimento  Recobrimento longitudinal:é a sobreposição das telhas no sentido do seu comprimento.  Recobrimento lateral: é a sobreposição das telhas no sentido da sua largura. Telhas de fibrocimento Normas para projeto
  • 67.
  • 68.
    Recobrimento longitudinal mínimo Telhasde fibrocimento Normas para projeto
  • 69.
    Recobrimento Exemplo: Telha Ondulada de5 mm (brasilit) com inclinação de 10º (18%). Dimensões da telha: 1,83 x 1,10 m Recobrimento longitudinal: 20 cm Recobrimento lateral: 5 cm Área útil = (1,83 – 0,20) m x (1,10 – 0,05) m Área útil = 1,63 m x 1,05 m Área útil = 1,71 m² Telhas de fibrocimento Normas para projeto
  • 70.
    Faixas e Fiadas Faixa: Sequência de telhas no sentido do seu comprimento.  Fiada:  Sequência de telhas no sentido da sua largura. Telhas de fibrocimento
  • 71.
    Exemplo de Cálculo =>Determine o número de telhas onduladas a serem utilizadas na faixa e fiada do telhado de uma construção que apresenta 10,6 m de largura, 20 m de comprimento e beiral de 0,50 m. Características da telha de fibrocimento: ◦ Fabricante brasilit; ◦ Espessura de 5 mm; ◦ Dimensões: 1,83 x 1,10 m; 2,44 x 1,10 m; ◦ Recobrimento: longitudinal -> 20 cm; lateral -> 5 cm; ◦ Inclinação: 10º.
  • 72.
    Faixa - Exemplode cálculo  Telha ondulada com espessura de 5 mm (Fabricante brasilit): L = 10,6 m (largura internas da construção, sem beiral) X = L / 2 = 10,6 / 2 = 5,30 m • Inclinação: 18 % ==> y = 5,3 x 0,18 = 0,95 m (altura do pendural) • Faixa a ser coberta: raiz quadrada de => (5,3)² + (0,95)² = 28,99 m² = 5,38 m • Seleção do comprimento da telha: 2 telhas de 1,83 m + 1 telha de 2,44 m ==> (1,83 x 2) + 2,44 = 6,10 – 0,40 (2 recobrimentos) ==> 5,70 m • Como precisamos cobrir apenas 5,38 m, temos uma sobra de 0,32 m. • Ao otimizar o espaçamento da cumeeira é possível usar um beiral de 50 cm.
  • 73.
     Telha onduladacom espessura de 5 mm (Fabricante brasilit): C = 20 m (comprimento da construção, sem beiral) Beiral = 50 cm Largura útil da telha = 1,05 m (descontando o recobrimento lateral). Para calcularmos a quantidade de telhas a serem usadas na fiada, basta dividirmos o comprimento total da edificação, que é 21 m (incluindo os beirais) pela largura útil da telha. ==> 21 m / 1,05 = 20 telhas Fiada: Exemplo de cálculo
  • 74.
    Faixa e Fiada Cálculodo número total de telhas para as duas águas do telhado: => Nº de telhas por faixa X nº de telhas por fiada X 2 águas ==> Telha de 1,83 m = 2 (faixa) X 20 (fiada) X 2 (águas) = 80 telhas ==> Telha de 2,44 m = 1 (faixa) X 20 (fiada) X 2 (águas) = 40 telhas Total = 80 + 40 = 120 telhas Telhas de fibrocimento
  • 75.
    Fixação O bom desempenhoe a segurança contra danos causados pela ação dos ventos em coberturas e fechamentos laterais com telhas onduladas dependem, em grande parte, da aplicação correta dos elementos de fixação. Os elementos de fixação devem obedecer à norma NBR 8055. Telhas de fibrocimento
  • 76.
    Númeroe posição dasfixações em coberturas A) Em cada telha de periferia da água do telhado (beirais ou faixas da cumeeira)  Colocar 2 parafusos com rosca soberba ou ganchos com rosca por apoio nas cristas da 2ª e da 5ª onda. Telhas de fibrocimento
  • 77.
    B) Nas demaistelhas pode-se optar, alternativamente, pela colocação de dois ganchos chatos por apoio, na 1ª e na 4ª cava. Númeroe posição das fixações em coberturas Telhas de fibrocimento
  • 78.
    Cargas atuantes nascoberturas com telhas cerâmicas e onduladas a) Telhados com telhas cerâmicas:  As telhas apoiam-se sobre as ripas, e estas sobre os caibros, e estes sobre as terças. As terças apoiam-se sobre os pontaletes, tesouras ou vigas do telhado que encarregam-se de transmitir a carga permanente e acidental da cobertura sobre os pilares, paredes ou vigas. As ripas, caibros e as terças são solicitadas à flexão e são dimensionadas como vigas.
  • 79.
    b) Telhado comtelhas onduladas:  As telhas leves, tipo ondulada (cimento-amianto, zinco, alumínio, fibra-de-vidro, etc), apoiam-se no sentido do seu comprimento sobre as terças e estas sobre pontaletes, tesouras ou vigas de sustentação.  As terças são solicitadas à flexão e são dimensionadas como vigas. Cargas atuantes nas coberturas com telhas cerâmicas e onduladas
  • 80.
    Como subsídio aoprojeto estrutural e tomando-se por base a maior massa e a máxima absorção de água admitida para as telhas cerâmicas, indica-se na tabela a seguir, o peso próprio dos diferentes tipos de telhados e o número de telhas por m². Cargas atuantes nas coberturas com telhas cerâmicas
  • 81.
    Dimensionamento da estrutura desustentação  As estruturas principal e secundária de um telhado podem ser dimensionadas por meio de uma série de métodos:  estatísticos, gráficos, ábacos computadorizados, empíricos, etc.  Nos restringiremos apenas em realizar o dimensionamento utilizando- se de tabelas práticas e de um método empírico simplificado.
  • 82.
    a) Escolha dasecção das terças de uma tesoura simples do tipo Howe através de tabelas A tabela apresenta um esquema contendo o dimensionamento de uma tesoura simples do tipo Howe para vãos de até 15 metros. A tabela deverá ser empregada para telhados com inclinação igual ou superior ao ângulo especificado na mesma. A madeira a ser utilizada deverá ter características iguais ou superiores aos valores admissíveis citados em seu interior. Dimensionamento da estrutura de sustentação
  • 85.
    Exercícios Dimensione a coberturade aviário para produção de galinhas poedeiras, cujas dimensões são 100 m x 12 m (comprimento x largura). A cobertura deverá ser de duas águas, feita com estrutura de madeira, telhado com telha cerâmica do tipo paulista e beiral de 0,5 m. Determine: a) A inclinação que deverá ter a cobertura; b) A altura do pendural; c) A área do telhado; d) O número de telhas; e) O peso da cobertura completa; f) O número de tesouras, a classe e a distância entre elas; g) A quantidade de madeira para fazer a estrutura secundária da cobertura; h) A quantidade de madeira para fazer a estrutura principal da cobertura; i) O número de pilares j) A carga transmitida pela cobertura a cada pilar.
  • 86.
    Recomendações Telhas cerâmicas oude encaixe ◦ Utilizar telhas de dimensões padronizadas; dessa forma, haverá perfeito encaixe entre as telhas, facilitando sua colocação e garantindo a estanqueidade à água do telhado. ◦ Adquirir quantidade de telhas 5% superior à quantidade calculada para o telhado, para compensar eventuais quebras no transporte e manuseio da telhas, na preparação de espigões e rincões, etc. ◦ As telhas devem apoiar-se sobre elementos coplanares, isto é, as faces superiores das ripas devem pertencer a um mesmo plano.
  • 87.
    Telhas onduladas ◦ Empregadastanto em coberturas como em fechamentos laterais. Considera-se fechamento lateral a telha ondulada colocada com inclinação acima de 75º. ◦ Devido a sua simplicidade estrutural, facilidade de montagem e menor custo que as telhas de barro são indicadas para a cobertura de: ◦ depósitos, ◦ galpões, ◦ estufas, ◦ instalações em canteiros de obra, ◦ coberturas temporárias e ◦ construções rurais em geral. Recomendações
  • 88.
    INFORMAÇÕES NA PLANTADE COBERTURA cotas da cobertura; cotas de beirais; setas de indicação do sentido de escoamento das águas dos telhados; dimensões dos elementos do telhado; tipos de telhado quanto ao material; inclinação ou declividade das águas do telhado; outras informações de interesse da cobertura.
  • 89.
    VISTA SUPERIOR PRINCIPAL CEAP –Centro de Ensino Superior do Amapá INFORMAÇÕES NA PLANTA DE COBERTURA TELHA CERÂMICA i=30% TELHA CERÂMICA i=30% 200 330 330 350 200 50 280 280 50 350 1065 50 885 50 450 450 985 1065 2500 rede pública escoamento
  • 91.
    Bibliografia consultada SOUZA, JorgeLuiz Moretti de. Manual de Construções rurais. Curitiba: DETR/SCA/UFPR, 1997. 165 p.