ENFERMAGEM EM
CLÍNICA MÉDICA
Vitória Wanderley
Distúrbios Sanguíneos
 As doenças hematológicas são caracterizadas pela redução da massa
(ou quantidade) total de glóbulos vermelhos em um indivíduo. Na
prática, a massa de glóbulos vermelhos é medida através da dosagem
de uma proteína chamada hemoglobina, que é quem confere a
tonalidade avermelhada ao sangue.
 A consequência mais comum das anemias é a coloração pálida da
pele, porém a mais problemática tem a ver com a função dos
glóbulos vermelhos.
 Como estas células são responsáveis pelo transporte do oxigênio
para os tecidos, esta redução leva a uma menor liberação de
oxigênio para todos os órgãos.
Anemia Ferropriva
 Anemia por deficiência de ferro - é a mais comum de todas as
anemias, independentemente do estrato socioeconômico do indivíduo.
 O ferro é um nutriente essencial ao organismo, associado à produção
de glóbulos vermelhos e ao transporte de oxigênio dos pulmões para
todas as células do corpo.
 Os alimentos constituem as principais fontes de ferro e podem oferecer
dois tipos diferentes:
 Ferro heme
 Ferro não heme
Anemia Ferropriva
 Anemia por deficiência de ferro
 Ferro heme: encontrado especialmente na carne vermelha e no fígado
de todos os animais, assim como na carne das aves, peixes e nos ovos,
é melhor aproveitado pelo organismo.
 A absorção do ferro não-heme, existente nas verduras de
folhas escuras (espinafre, brócolis, couve, salsa, etc.), leguminosas
(feijão, lentilhas, grão-de-bico, ervilhas, etc.); frutas (uvas, maçãs,
nozes, amêndoas, castanhas, etc.) é menor e menos eficiente.
Anemia Ferropriva
 Anemia por deficiência de ferro – sinais e sintomas
• Palidez;
• Cansaço;
• Falta de apetite;
• Apatia;
• Taquicardia;
• Unhas e nos cabelos se tornam frágeis e quebradiços;
• Podendo afetar o crescimento, a aprendizagem, e aumentar a
predisposição a infecções.
Anemia Ferropriva
 Anemia por deficiência de ferro - tratamento
• Dieta equilibrada e rica em ferro é fundamental para prevenir a anemia
por deficiência de ferro;
• A adesão ao tratamento é a melhor forma de restabelecer os níveis
normais de ferro no sangue;
• Alimentos enriquecidos com ferro (leite, iogurte, pães, cereais
matinais, feijão, etc.) ajudam a suprir as necessidades diárias de ferro,
que variam de acordo com a idade e o sexo;
• Segundo a Associação Paulista de Medicina, o ferro é melhor absorvido
em jejum, seguido por alimentos ricos em vitamina C (laranja, goiaba,
morango, limão, agrião, pimentão, vegetais verde escuros), e alimentos
amargos (como a alcachofra, jiló e agrião).
Anemia Megaloblástica: Perniciosa
 Anemia megaloblástica
• É uma anemia carencial, que ocorre devido a alterações na
síntese do DNA .
• Decorrente de uma assincronia na divisão celular -> os
eritrócitos apresentam um tamanho aumentado ->
reconhecidos como defeituosos e destruídos na própria
medula.
Anemia Megaloblástica: Perniciosa
 Anemia megaloblástica
 Causas:
• Deficiência de ácido fólico;
• Deficiência de vitamina B12.
 Sintomas:
• Astenia;
• Palpitação;
• Cefaleia;
• Irritabilidade.
Anemia Megaloblástica: Perniciosa
 Anemia megaloblástica
 Tratamento:
• Reposição de B12 via intramuscular (IM);
• Reposição de ácido fólico via oral (VO);
• Adequação da dieta.
Anemia Aplástica
 Esta anemia é um distúrbio caracterizado por hipoplasia ou aplasia
da medula óssea, resultando em pancitopenia (número
insuficiente de eritrócitos, leucócitos e plaquetas).
 Acredita-se que a destruição das células tronco hematopoéticas
ocorre através de um mecanismo imunologicamente mediado.
 A evolução clínica mostra-se variável e depende do grau de
insuficiência da medula óssea e é quase sempre fatal se não for
tratada.
Anemia Aplástica
 Manifestações clínicas:
• Da anemia: palidez, fraqueza, fadiga, dispneia de esforço,
palpitações.
• Das infecções associadas à neutropenia: febre, cefaleia,
mal estar, dor abdominal, diarreia, eritema, dores,
exsudato nas feridas ou locais de incisões invasivas.
Anemia Aplástica
 Tratamento:
• Transplante de medula óssea (TMO) é o tratamento de
escolha para pacientes com anemia aplástica grave;
• Tratamento imunossupressor com corticoides, antibióticos,
imunossupressores.
• O tratamento de suporte inclui transfusões de plaquetas e
hemácias, antibióticos e agentes antifúngicos.
Anemia Aplástica
 Avaliação de Enfermagem:
• Obter anamnese detalhada, incluindo medicações, história
clínica pregressa, ocupação, passatempos.
• Monitoramento rigoroso em relação à sinais de
sangramento e infecção.
Leucemias
 As leucemias são distúrbios malignos do sangue e da medula
óssea que resultam no acúmulo de células imaturas e
disfuncionais, em consequência da perda da regulação da divisão
celular.
 São classificadas em agudas ou crônicas, com base na velocidade
de aparecimento dos sintomas, sendo ainda classificadas de
acordo com o tipo de célula predominante.
Leucemias
 As leucemias agudas afetam as células imaturas e caracterizam-
se pela rápida progressão dos sintomas.
 Quando os linfócitos se constituem na célula maligna
predominante o distúrbio é denominado leucemia
linfocítica aguda (LLA) (acomete mais a infância entre 1 a 4
anos).
 Quando predominam os monócitos ou os granulócitos, o
distúrbio é denominado leucemia mielógena aguda (LMA)
(acomete mais adultos acima de 65 anos).
Leucemias
 Etiologia:
 O desenvolvimento da leucemia tem sido associado a:
• Exposição à radiação ionizante;
• Exposição a certas substâncias químicas e toxinas como
benzeno;
• Vírus do linfoma-leucemia de células T humano (HTLV-I e
HTLV-II) em certas regiões do mundo como o Caribe e o Japão;
• Fatores genéticos.
Leucemias
 Manifestações clínicas:
• Os sintomas comuns incluem palidez, fadiga, fraqueza,
febre, perda de peso, sangramento e equimoses anormais,
linfadenopatia e infecções recidivantes.
• Outros sintomas iniciais podem incluir dor óssea e articular,
cefaleia, esplenomegalia, hepatomegalia e disfunção
neurológica.
Leucemias
 Tratamento:
• Para erradicar as células leucêmicas e propiciar a restauração
da hematopoese normal;
• Quimioterapia de altas doses, administrada na forma de
ciclos, para obter o desaparecimento das células anormais na
medula óssea e no sangue, bem como ciclos na forma de
terapia de manutenção, para prevenir a recidiva da doença;
Leucemias
 Tratamento:
• Radioterapia, particularmente do sistema nervoso central
na LLA;
• Transplante de células-tronco ou de medula óssea;
• Cuidados de suporte e tratamento sintomático.
Leucemias
 Avaliação da enfermagem:
• Obter história de perda de peso, ocorrência de febre,
frequência de infecções, fatigabilidade progressivamente
maior, dispneia, palpitações e alterações visuais como
sangramento retiniano;
• Procurar sinais de infecção: áreas hiperemiadas ou placas
esbranquiçadas na boca, na língua e na garganta.

Aula Sanguínea.pptx anemia ferropriva e megaloblastica

  • 1.
  • 2.
    Distúrbios Sanguíneos  Asdoenças hematológicas são caracterizadas pela redução da massa (ou quantidade) total de glóbulos vermelhos em um indivíduo. Na prática, a massa de glóbulos vermelhos é medida através da dosagem de uma proteína chamada hemoglobina, que é quem confere a tonalidade avermelhada ao sangue.  A consequência mais comum das anemias é a coloração pálida da pele, porém a mais problemática tem a ver com a função dos glóbulos vermelhos.  Como estas células são responsáveis pelo transporte do oxigênio para os tecidos, esta redução leva a uma menor liberação de oxigênio para todos os órgãos.
  • 3.
    Anemia Ferropriva  Anemiapor deficiência de ferro - é a mais comum de todas as anemias, independentemente do estrato socioeconômico do indivíduo.  O ferro é um nutriente essencial ao organismo, associado à produção de glóbulos vermelhos e ao transporte de oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo.  Os alimentos constituem as principais fontes de ferro e podem oferecer dois tipos diferentes:  Ferro heme  Ferro não heme
  • 4.
    Anemia Ferropriva  Anemiapor deficiência de ferro  Ferro heme: encontrado especialmente na carne vermelha e no fígado de todos os animais, assim como na carne das aves, peixes e nos ovos, é melhor aproveitado pelo organismo.  A absorção do ferro não-heme, existente nas verduras de folhas escuras (espinafre, brócolis, couve, salsa, etc.), leguminosas (feijão, lentilhas, grão-de-bico, ervilhas, etc.); frutas (uvas, maçãs, nozes, amêndoas, castanhas, etc.) é menor e menos eficiente.
  • 5.
    Anemia Ferropriva  Anemiapor deficiência de ferro – sinais e sintomas • Palidez; • Cansaço; • Falta de apetite; • Apatia; • Taquicardia; • Unhas e nos cabelos se tornam frágeis e quebradiços; • Podendo afetar o crescimento, a aprendizagem, e aumentar a predisposição a infecções.
  • 6.
    Anemia Ferropriva  Anemiapor deficiência de ferro - tratamento • Dieta equilibrada e rica em ferro é fundamental para prevenir a anemia por deficiência de ferro; • A adesão ao tratamento é a melhor forma de restabelecer os níveis normais de ferro no sangue; • Alimentos enriquecidos com ferro (leite, iogurte, pães, cereais matinais, feijão, etc.) ajudam a suprir as necessidades diárias de ferro, que variam de acordo com a idade e o sexo; • Segundo a Associação Paulista de Medicina, o ferro é melhor absorvido em jejum, seguido por alimentos ricos em vitamina C (laranja, goiaba, morango, limão, agrião, pimentão, vegetais verde escuros), e alimentos amargos (como a alcachofra, jiló e agrião).
  • 7.
    Anemia Megaloblástica: Perniciosa Anemia megaloblástica • É uma anemia carencial, que ocorre devido a alterações na síntese do DNA . • Decorrente de uma assincronia na divisão celular -> os eritrócitos apresentam um tamanho aumentado -> reconhecidos como defeituosos e destruídos na própria medula.
  • 8.
    Anemia Megaloblástica: Perniciosa Anemia megaloblástica  Causas: • Deficiência de ácido fólico; • Deficiência de vitamina B12.  Sintomas: • Astenia; • Palpitação; • Cefaleia; • Irritabilidade.
  • 9.
    Anemia Megaloblástica: Perniciosa Anemia megaloblástica  Tratamento: • Reposição de B12 via intramuscular (IM); • Reposição de ácido fólico via oral (VO); • Adequação da dieta.
  • 10.
    Anemia Aplástica  Estaanemia é um distúrbio caracterizado por hipoplasia ou aplasia da medula óssea, resultando em pancitopenia (número insuficiente de eritrócitos, leucócitos e plaquetas).  Acredita-se que a destruição das células tronco hematopoéticas ocorre através de um mecanismo imunologicamente mediado.  A evolução clínica mostra-se variável e depende do grau de insuficiência da medula óssea e é quase sempre fatal se não for tratada.
  • 11.
    Anemia Aplástica  Manifestaçõesclínicas: • Da anemia: palidez, fraqueza, fadiga, dispneia de esforço, palpitações. • Das infecções associadas à neutropenia: febre, cefaleia, mal estar, dor abdominal, diarreia, eritema, dores, exsudato nas feridas ou locais de incisões invasivas.
  • 12.
    Anemia Aplástica  Tratamento: •Transplante de medula óssea (TMO) é o tratamento de escolha para pacientes com anemia aplástica grave; • Tratamento imunossupressor com corticoides, antibióticos, imunossupressores. • O tratamento de suporte inclui transfusões de plaquetas e hemácias, antibióticos e agentes antifúngicos.
  • 13.
    Anemia Aplástica  Avaliaçãode Enfermagem: • Obter anamnese detalhada, incluindo medicações, história clínica pregressa, ocupação, passatempos. • Monitoramento rigoroso em relação à sinais de sangramento e infecção.
  • 14.
    Leucemias  As leucemiassão distúrbios malignos do sangue e da medula óssea que resultam no acúmulo de células imaturas e disfuncionais, em consequência da perda da regulação da divisão celular.  São classificadas em agudas ou crônicas, com base na velocidade de aparecimento dos sintomas, sendo ainda classificadas de acordo com o tipo de célula predominante.
  • 15.
    Leucemias  As leucemiasagudas afetam as células imaturas e caracterizam- se pela rápida progressão dos sintomas.  Quando os linfócitos se constituem na célula maligna predominante o distúrbio é denominado leucemia linfocítica aguda (LLA) (acomete mais a infância entre 1 a 4 anos).  Quando predominam os monócitos ou os granulócitos, o distúrbio é denominado leucemia mielógena aguda (LMA) (acomete mais adultos acima de 65 anos).
  • 16.
    Leucemias  Etiologia:  Odesenvolvimento da leucemia tem sido associado a: • Exposição à radiação ionizante; • Exposição a certas substâncias químicas e toxinas como benzeno; • Vírus do linfoma-leucemia de células T humano (HTLV-I e HTLV-II) em certas regiões do mundo como o Caribe e o Japão; • Fatores genéticos.
  • 17.
    Leucemias  Manifestações clínicas: •Os sintomas comuns incluem palidez, fadiga, fraqueza, febre, perda de peso, sangramento e equimoses anormais, linfadenopatia e infecções recidivantes. • Outros sintomas iniciais podem incluir dor óssea e articular, cefaleia, esplenomegalia, hepatomegalia e disfunção neurológica.
  • 18.
    Leucemias  Tratamento: • Paraerradicar as células leucêmicas e propiciar a restauração da hematopoese normal; • Quimioterapia de altas doses, administrada na forma de ciclos, para obter o desaparecimento das células anormais na medula óssea e no sangue, bem como ciclos na forma de terapia de manutenção, para prevenir a recidiva da doença;
  • 19.
    Leucemias  Tratamento: • Radioterapia,particularmente do sistema nervoso central na LLA; • Transplante de células-tronco ou de medula óssea; • Cuidados de suporte e tratamento sintomático.
  • 20.
    Leucemias  Avaliação daenfermagem: • Obter história de perda de peso, ocorrência de febre, frequência de infecções, fatigabilidade progressivamente maior, dispneia, palpitações e alterações visuais como sangramento retiniano; • Procurar sinais de infecção: áreas hiperemiadas ou placas esbranquiçadas na boca, na língua e na garganta.